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prNP 4512

Projeto de 2012

Norma Portuguesa

o
Sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem

ida nic
enriquecida por tecnologia
Requisitos

oib tró
Système de gestion de la formation professionnelle, y compris l'apprentissage
amélioré par technologie

pr lec
Exigences

Vocational training management system, including technology enhanced learning

ão o e
Requirements
uç ent
pr u m
re doc
od

ICS APROVAÇÃO
03.080; 03.100; 03.120; 03.180 2012-03-29
IP de

INQUÉRITO PÚBLICO
Este projeto de Documento Normativo está sujeito a inquérito
CORRESPONDÊNCIA público durante o prazo de 30 dias conforme indicado na
© ão

publicação do Instituto Português da Qualidade “Lista Mensal de


Documentos Normativos”. Eventuais críticas ou sugestões devem
Q

ser enviadas ao Instituto Português da Qualidade, Departamento de


Normalização
s
es

ELABORAÇÃO
CTA 25 (IPQ)

EDIÇÃO
pr

abril de 2012

CÓDIGO DE PREÇO
Im

X011

 IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2


2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101


E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt
Preâmbulo
O presente prNP foi elaborado para concretizar um dos objetivos do Projeto Europeu de Transferência de
Inovação Q-Cert-VET (Quality Certification for Vocational Education and Training), apoiado pela Agência
Executiva para a Educação, Cultura e Audiovisuais da Comissão Europeia, no âmbito do Programa de
Aprendizagem ao Longo da Vida, subprograma Leonardo da Vinci.

o
Foi elaborado pela Comissão Técnica de Normalização ad hoc CTA 25 “Qualidade na Educação e

ida nic
Formação”, cujo secretariado é assegurado pelo IPQ,
Pode acontecer que alguns elementos do presente prNP sejam objeto de direitos de propriedade. O IPQ não
deve ser responsabilizado pela identificação de alguns ou de todos esses direitos.

oib tró
Este prNP contém cor.
A impressão pode não reproduzir as cores apresentadas na versão eletrónica deste prNP.

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o
Sumário Página

ida nic
Preâmbulo ................................................................................................................................................. 2
Introdução ................................................................................................................................................. 3

oib tró
1 Objetivo e campo de aplicação ............................................................................................................. 8
2 Referências ............................................................................................................................................. 8

pr lec
3 Termos e definições ............................................................................................................................... 9
4 Sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL ............................................................. 15

ão o e
4.1 Requisitos gerais................................................................................................................................... 15
4.2 Requisitos da informação e documentação .......................................................................................... 16
5 Responsabilidade da gestão .................................................................................................................. 18
uç ent
5.1 Comprometimento da gestão ................................................................................................................ 18
5.2 Focalização no cliente .......................................................................................................................... 19
pr u m

5.3 Liderança e cultura organizacional....................................................................................................... 19


5.4 Planeamento ......................................................................................................................................... 20
5.5 Responsabilidade, autoridade e comunicação ...................................................................................... 20
re doc

6 Gestão de recursos ................................................................................................................................. 21


od

6.1 Provisão de recursos ............................................................................................................................. 21


6.2 Recursos humanos ................................................................................................................................ 21
IP de

6.3 Infraestrutura ........................................................................................................................................ 22


6.4 Ambiente de trabalho ........................................................................................................................... 22
© ão

7 Realização do produto de formação profissional ............................................................................... 22


Q

7.1 Planeamento da realização do produto de formação profissional ........................................................ 22


s

7.2 Processos relacionados com o cliente................................................................................................... 23


es

7.3 Conceção, desenvolvimento e inovação ............................................................................................... 24


7.4 Compras ............................................................................................................................................... 26
pr

7.5 Fornecimento de produtos de formação profissional ........................................................................... 27


7.6 Controlo dos instrumentos de monitorização e de medição ................................................................. 29
Im

8 Medição, análise e melhoria ................................................................................................................. 29


8.1 Generalidades ....................................................................................................................................... 29
8.2 Monitorização e medição ..................................................................................................................... 30
8.3 Controlo de não conformidades ........................................................................................................... 31
8.4 Análise de dados................................................................................................................................... 32
8.5 Revisão pela gestão .............................................................................................................................. 32
8.6 Melhoria ............................................................................................................................................... 33
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Anexo A (normativo) Requisitos de infraestrutura ............................................................................... 35

o
Anexo B (informativo) Perfil dos recursos humanos afetos à atividade formativa ............................ 37

ida nic
Anexo C (informativo) Modelo dos 5 estádios de e-moderação ............................................................ 41
Anexo D (informativo) Tipos de Avaliação............................................................................................. 42

oib tró
Anexo NE (informativo) Correspondência entre as normas europeias e internacionais referidas no
presente prNP e as normas nacionais .................................................................................................... 43

pr lec
Bibliografia ............................................................................................................................................... 44

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od
IP de
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es
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Im
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o
Introdução

ida nic
0.1 Generalidades
A adoção de um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida por
tecnologia, deverá ser uma decisão estratégica da organização. A conceção e a implementação do sistema de

oib tró
gestão da formação profissional de uma organização são influenciadas:
a) pelo seu ambiente organizacional, por mudanças e por riscos associados a esse ambiente;

pr lec
b) por necessidades variáveis;
c) por objetivos particulares;

ão o e
d) pelo tipo de produtos de formação profissional que fornece, suas modalidades e formas de organização;
e) pelos processos que utiliza;
f) pelas suas dimensão e estrutura organizacionais.
uç ent
Não é intenção deste prNP impor uniformidade na estrutura dos sistemas de gestão da formação profissional,
incluindo aprendizagem enriquecida por tecnologia ou uniformidade na sua documentação de suporte. Ao
longo deste prNP, a informação assinalada em “NOTA” é uma orientação para entendimento ou clarificação
pr u m

do requisito associado.
O prNP 4512 especifica requisitos para um sistema de gestão da formação profissional, incluindo
aprendizagem enriquecida por tecnologia, que pode ser utilizado para aplicação interna pelas organizações,
re doc

ou para certificação, ou para fins contratuais. Está focado na eficácia do sistema de gestão da formação
profissional, incluindo aprendizagem enriquecida por tecnologia, para ir ao encontro dos requisitos dos seus
od

clientes. Este prNP pode, assim, ser utilizado pelas partes internas e externas, incluindo organismos de
certificação, para avaliar a aptidão da organização para ir ao encontro dos requisitos dos seus clientes,
exigências estatutárias e regulamentares aplicáveis aos produtos de formação profissional que fornece e aos
IP de

requisitos internos estabelecidos pela própria organização.

0.2 Abordagem por processos


© ão

Este prNP, à semelhança da NP EN ISO 9001, fomenta a adoção de uma abordagem por processos quando se
Q

desenvolve, implementa e melhora a eficácia de um sistema de gestão da formação profissional, incluindo


aprendizagem enriquecida por tecnologia, para aumentar a satisfação do cliente ao ir ao encontro dos seus
s

requisitos.
es

Para que uma organização funcione de forma eficaz, tem que determinar e gerir numerosas atividades
interligadas. Uma atividade ou conjunto de atividades utilizando recursos e gerida de forma a permitir a
transformação de entrada1) em saída1), pode ser considerada como um processo. Frequentemente a saída de
pr

um processo constitui diretamente a entrada do seguinte.


Im

A aplicação de um sistema de processos numa organização, juntamente com a identificação e as interações


destes processos e a sua gestão para produzir o resultado desejado, pode ser referida como sendo a
"abordagem por processos".
Uma vantagem da abordagem por processos é o controlo passo-a-passo que proporciona sobre a interligação
dos processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sobre a sua combinação e interação.
Quando utilizada dentro de um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem
enriquecida por tecnologia, tal abordagem enfatiza a importância:

1)
Os termos entrada e saída são propositadamente inseridos em itálico e correspondem aos termos input e output utilizados
internacionalmente como terminologia técnica de Gestão, no âmbito da abordagem por processos.
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a) de entender e ir ao encontro dos requisitos;

o
b) da necessidade de considerar processos em termos de valor acrescentado;

ida nic
c) de monitorizar e obter resultados sobre o desempenho e a eficácia de cada processo;
d) da melhoria contínua dos processos baseada na medição dos objetivos.

oib tró
O modelo de um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida pela
tecnologia, baseado em processos e representado na Figura 1, ilustra as interligações de processos

pr lec
apresentadas nas Secções 4 a 8, cobrindo todos os requisitos deste prNP, mas não mostrando processos ao
nível do detalhe. Esta ilustração mostra que os clientes têm um papel significativo na definição de requisitos
como entradas. A monitorização da satisfação do cliente requer a avaliação da informação relativa à
perceção, por parte deste, quanto à organização ter ido ao encontro dos seus requisitos.

ão o e
M elhoria contínua do sistema de gestão da formação profissional, incluindo
uç ent
aprendizagem enriquecida por tecnologia (TEL)
pr u m

Responsabilidade
da gestão
Clientes
Clientes
re doc
od

Gestão de Medição, análise Satisfação


recursos e melhoria
IP de

Avaliação dos Diagnóstico de


resultados da necessidades de
Entrada formação formação
Requisitos
© ão

Saída
Q

Execução e Concepção, Produto


acompanhamento da Ciclo desenvolvimento e
Formativo
s

formação inovação de produtos


de formação
es

Organização de
ações de formação
pr
Im

Figura 1 – Modelo de um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida


por tecnologia, baseado em processos

Legenda:
Atividades que acrescentam valor
Fluxo de informação
NOTA 1: Adicionalmente, a metodologia conhecida como “Plan-Do-Check-Act” (PDCA) ou Ciclo de Melhoria Contínua
(desenvolvido por Shewhart e amplamente divulgado por Deming), pode ser aplicada a todos os processos. O PDCA pode ser
descrito resumidamente da seguinte forma:
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Plan (planear): estabelecer os objetivos e os processos necessários para apresentar resultados de acordo com os requisitos do

o
cliente e as políticas da organização;

ida nic
Do (executar): implementar os processos;
Check (verificar): monitorizar e medir processos e os produtos de formação profissional fornecidos, em comparação com políticas,
objetivos e requisitos para os mesmos, e reportar os seus resultados;

oib tró
Act (atuar): empreender ações para melhorar continuamente o desempenho dos processos.
NOTA 2: Um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida pela tecnologia, deve incluir
processos que contemplem atividades de gestão (ver Secções 4, 5 e 8), provisão de recursos (ver Secção 6), realização dos produtos

pr lec
de formação profissional (ver Secção 7), medição, análise e melhoria, tanto do sistema e seus processos como dos seus produtos (ver
Secção 8).
NOTA 3: Os processos necessários para a realização dos produtos de formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida
por tecnologia, devem evidenciar a capacidade da organização para levar a cabo atividades que integram as diferentes fases do

ão o e
ciclo formativo, bem como uma intervenção especializada em determinadas áreas técnico-científicas. A rede de processos
operacionais deve assim demonstrar a capacidade da organização para planear a sua atividade formativa (ver Secção 7.1),
identificar requisitos dos clientes (ver Secção 7.2), para conceber e melhorar produtos de formação profissional (ver Secção 7.3),
para organizar e executar formação profissional (ver Secção 7.5) e para avaliar as aprendizagens dos formandos (ver Secção 7.6).
uç ent
0.3 Compatibilidade com outros sistemas de gestão
Os requisitos do sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida pela
pr u m

tecnologia, especificados neste prNP são complementares a outros requisitos normativos para outros sistemas
de gestão, tais como os relacionados com gestão ambiental, gestão da segurança e saúde no trabalho, gestão
da responsabilidade social, gestão de recursos humanos, gestão da segurança da informação, gestão da
investigação, desenvolvimento e inovação, gestão de serviços de tecnologias de informação, entre outros, e
re doc

facilmente integráveis com estes.


od

Os princípios de gestão da qualidade preconizados nas normas da série NP EN ISO 9000 foram tidos em
consideração durante o desenvolvimento deste prNP e a sua estrutura seguiu, sempre que possível, a da
norma NP EN ISO 9001. Para melhorar a sua compatibilidade em benefício da comunidade utilizadora,
IP de

durante o desenvolvimento deste prNP, foram tidas em consideração as disposições dos seguintes
referenciais:
− ISO/IEC 20000-1:2011;
© ão

− ISO/IEC 27001:2005;
Q

− NP 4457:2007;
s

− NP EN ISO 9001:2008;
es

− Portaria 851/2010;
− QPL, partes A, B e C.
pr
Im
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o
1 Objetivo e campo de aplicação

ida nic
1.1 Generalidades
Este prNP especifica requisitos para um sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem

oib tró
enriquecida por tecnologia, em que uma organização:
a) necessita demonstrar a sua aptidão para, de forma consistente, fornecer produtos de formação
profissional, incluindo aprendizagem enriquecida por tecnologia, que vão ao encontro dos requisitos do

pr lec
cliente, exigências estatutárias e regulamentares aplicáveis;
b) visa aumentar a satisfação do cliente através da gestão eficaz dos seus produtos de formação profissional,

ão o e
incluindo a gestão de processos para proporcionar a melhoria contínua desses produtos e para garantir a
sua conformidade com os requisitos do cliente, exigências estatutárias e regulamentares aplicáveis.
NOTA: Exigências estatutárias e regulamentares podem ser expressas como exigências legais.
uç ent
1.2 Aplicação
Todos os requisitos deste prNP são genéricos e pretende-se que sejam aplicáveis a todas as organizações que
fornecem produtos de formação profissional, independentemente da área, modalidade e forma de
pr u m

organização da formação que proporcionam. Isto significa, por exemplo, que tanto uma organização que
apenas forneça produtos de formação presencial, como uma que apenas forneça produtos de aprendizagem
enriquecida por tecnologia, poderão utilizar esta norma como referencial para o desenvolvimento do seu
re doc

sistema de gestão da formação profissional.


od

No caso de um ou mais dos requisitos deste prNP não poderem ser aplicados devido à natureza dos produtos
de formação profissional fornecidos, tais requisitos podem ser considerados para exclusão. Nestes casos, as
razões que fundamentam a sua não aplicabilidade deve ser documentada no sistema de gestão da formação
profissional.
IP de

Caso sejam feitas exclusões, não é aceitável invocar a conformidade com este prNP, a não ser que tais
exclusões não afetem a aptidão ou a responsabilidade da organização para fornecer produtos de formação
profissional que vão ao encontro dos requisitos do cliente e das exigências estatutárias e regulamentares
© ão

aplicáveis.
Q

2 Referências
s
es

Os documentos a seguir referenciados são necessários à aplicação deste prNP. Para referências datadas,
apenas se aplica a edição citada. Para referências não datadas, aplica-se a última edição do documento
referenciado (incluindo as emendas das normas referidas).
pr

Decreto-Lei 163/2006 Define as condições de acessibilidade a satisfazer no projeto e na construção


de espaços públicos, equipamentos coletivos e edifícios públicos e
Im

habitacionais
NP 4456:2007 Gestão da investigação Desenvolvimento e inovação (IDI) – Terminologia e
definições das atividades de IDI
NP EN ISO 9000:2005 Sistemas de gestão da qualidade – Fundamentos e vocabulário
NP EN ISO 9001:2008 Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos
ISO/IEC 20000-1 Information technology – Service management – Part 1: Service management
system – Requirements
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o
3 Termos e definições

ida nic
Para os fins do presente prNP aplicam-se os seguintes termos e definições:

3.1 organização
Conjunto de pessoas e de instalações inseridas numa cadeia de responsabilidades, autoridades e relações.

oib tró
EXEMPLOS: Companhia, corporação, firma, empresa, instituição, instituição de solidariedade social, comerciante individual,
associação, qualquer das suas partes ou combinações.

pr lec
NOTA 1: A cadeia é geralmente ordenada.
NOTA 2: Uma organização pode ser pública ou privada.

(NP EN ISO 9000:2005)

ão o e
3.2 missão
Razão de ser de uma organização, traduzida no seu âmbito de intervenção.
uç ent
3.3 visão
Aspirações de uma organização relativamente ao seu estado futuro desejado e devidamente alinhado com a
sua missão.
pr u m

3.4 cultura organizacional


Conjunto de crenças e valores, profundamente enraizados - por vezes de forma inconsciente - nos recursos
re doc

humanos de uma organização e que caracterizam a sua personalidade institucional, transparecendo na sua
postura no mercado. Constitui um instrumento de liderança que permite modelar e balizar o comportamento
od

da organização ao longo do percurso em conquista da sua visão.

3.5 gestão de topo


IP de

Pessoa ou grupo de pessoas que dirige e controla uma organização ao mais alto nível.
(NP EN ISO 9000:2005)

3.6 competência
© ão

Conjunto de conhecimentos (saber-saber), habilidades (saber-fazer) e comportamentos (saber-estar)


Q

necessários ao bom desempenho das tarefas e ao assumir das responsabilidades inerentes a uma determinada
s

função na organização.
es

3.7 infraestrutura
<organização> Sistema de instalações, equipamentos e serviços necessários para o funcionamento de uma
pr

organização.
(NP EN ISO 9000:2005)
Im

3.8 ambiente de trabalho


Conjunto de condições sob as quais o trabalho é executado.
NOTA: Incluem-se nestas condições fatores físicos, sociais, psicológicos e ambientais (tais como o ruído, a temperatura, a
humidade, a luminosidade, os sistemas de reconhecimento, os aspetos ergonómicos e a composição do ar atmosférico, entre outros).

(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005 e NP EN ISO 9001:2008)

3.9 cliente
Organização ou pessoa que recebe um produto.
EXEMPLOS: Consumidor, cliente, utilizador final, retalhista, beneficiário e comprador.
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NOTA 1: Um cliente pode ser interno ou externo a uma organização.

o
NOTA 2: Neste prNP, a referência ao termo cliente, inclui, conforme aplicável: formandos; encarregados de educação no caso de

ida nic
formandos menores de idade não emancipados; organizações públicas e privadas que tenham adquirido os produtos de formação
profissional; organizações empregadoras e outras instituições de ensino e formação de outros níveis de ensino e formação que
absorvam formandos qualificados no âmbito dos produtos de formação profissional fornecidos pela organização.

oib tró
(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005)

3.10 fornecedor

pr lec
Organização ou pessoa que fornece um produto.
EXEMPLOS: Produtor, distribuidor, retalhista ou vendedor de um produto (materiais pedagógicos, consumíveis, hardware,
software, instalações, entre outros), prestador de um serviço ou de uma informação (apoio técnico, formação, entre outros).

ão o e
NOTA 1: Um fornecedor pode ser interno ou externo a uma organização.
NOTA 2: São considerados fornecedores quaisquer entidades, individuais ou coletivas que participem no fornecimento dos produtos
de formação da organização em qualquer fase do ciclo formativo, a título oneroso ou gratuito, tais como organizações que cedam
instalações, materiais, transportes, know-how, entre outros.
uç ent
(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005)

3.11 sistema
pr u m

Conjunto de elementos interrelacionados e interatuantes.

3.12 sistema de gestão


Sistema para o estabelecimento da política e dos objetivos e para a concretização desses objetivos.
re doc

NOTA: O sistema de gestão de uma organização pode incluir diferentes sistemas, tais como o sistema de gestão da qualidade, o
od

sistema de gestão financeira, o sistema de gestão ambiental ou o sistema de gestão da formação.

3.13 sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida por tecnologia
IP de

Sistema de gestão para dirigir e controlar uma organização no que respeita à sua atividade formativa,
incluindo aquela fornecida com componente de aprendizagem enriquecida por tecnologia.

3.14 processo
© ão

Conjunto de atividades interrelacionadas ou interatuantes que transformam entradas em saídas.


Q

NOTA 1: As entradas de um processo são geralmente saídas de outros processos.


s

NOTA 2: Numa organização, os processos são normalmente planeados e executados sob condições controladas de modo a
acrescentar valor.
es

NOTA 3: Um processo no qual a conformidade do produto resultante não possa ser pronta ou economicamente verificada é
frequentemente denominado “processo especial” e deve ser validado de acordo com os requisitos da Secção 7.5.2.
pr

(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005)


Im

3.15 eficácia
Medida em que as atividades planeadas foram realizadas e conseguidos os resultados planeados.
(NP EN ISO 9000:2005)

3.16 eficiência
Relação entre os resultados obtidos e os recursos utilizados.
(NP EN ISO 9000:2005)

3.17 documento
Informação e respetivo meio de suporte.
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EXEMPLOS: Registo, especificação, documento de procedimento, desenho, relatório, norma.

o
NOTA 1: O meio de suporte pode ser papel, magnético, eletrónico ou disco ótico de computador, fotografia ou amostra de

ida nic
referência, ou uma das suas combinações.
NOTA 2: Um conjunto de documentos, p. ex. especificações e registos, é frequentemente denominado “documentação”.
NOTA 3: Alguns requisitos (p. ex. requisitos de legibilidade) são aplicáveis a todos os tipos de documentos. Contudo, podem existir

oib tró
diferentes requisitos para especificações (p. ex. requisitos para controlo das revisões) e para registos (p. ex. requisitos de
recuperação)

(NP EN ISO 9000:2005)

pr lec
3.18 registo
Documento que expressa resultados obtidos ou fornece evidência das atividades realizadas.

ão o e
NOTA 1: Podem usar-se registos para, por exemplo, documentar a rastreabilidade e para fornecer evidências de verificação, de
ação preventiva e de ação corretiva.
NOTA 2: De uma forma geral os registos não necessitam de ser sujeitos a controlo de revisão, embora possam existir registos de
uç ent
continuidade que são atualizáveis.

(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005)


pr u m

3.19 procedimento
Modo especificado de realizar uma atividade ou um processo.
NOTA 1: Os procedimentos podem ou não estar documentados.
re doc

NOTA 2: Quando um procedimento está documentado, usa-se frequentemente a designação “procedimento escrito” ou
“procedimento documentado”. O documento que contém um procedimento pode ser designado por “documento de procedimento”.
od

(NP EN ISO 9000:2005)

3.20 documentos internos


IP de

Documentos necessários ao sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida


por tecnologia, que a organização tem autoridade para preparar, rever aprovar e alterar, de acordo com os
requisitos internos que especificou no âmbito das suas atividades de controlo de documentos.
© ão

3.21 documentos externos


Q

Documentos necessários ao sistema de gestão da formação profissional, incluindo aprendizagem enriquecida


s

por tecnologia, que a organização não tem autoridade para preparar, rever, aprovar ou alterar. Este tipo de
documentos deve ser identificado, acedido e distribuído de acordo com os requisitos internos que a
es

organização especificou no âmbito das suas atividade de controlo de documentos. Estes documentos podem
ser de tipo informativo (tais como, por exemplo, normas de orientação) ou vinculativo (tais como, por
pr

exemplo, requisitos contratais de clientes, exigências legais, entre outros).

3.22 revisão
Im

Atividade realizada para determinar a pertinência, adequabilidade e eficácia do que estiver em causa para
atingir os objetivos estabelecidos.
NOTA: A revisão pode também incluir a determinação da eficiência.
EXEMPLOS: Revisão pela gestão, revisão da conceção e desenvolvimento, revisão dos requisitos do cliente e revisão de não
conformidades.

(NP EN ISO 9000:2005)


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3.23 conceção, desenvolvimento e inovação

o
Conjunto de processos que transformam requisitos em características especificadas ou em especificações de

ida nic
um novo, ou significativamente melhorado, produto, processo ou sistema, com o objetivo de reforçar a
posição competitiva da organização, melhorar o desempenho, ou o conhecimento.
(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005 e da NP 4456:2007)

oib tró
3.24 projeto de conceção, desenvolvimento e inovação
Processo único que consiste num conjunto de atividades coordenadas e controladas com datas de início e

pr lec
fim, levadas a cabo para atingir um objetivo de acordo com requisitos específicos, os quais incluem os
compromissos de prazos, custos e recursos.
(Adaptada da NP 4456:2007)

ão o e
3.25 interfaces do processo de conceção, desenvolvimento e inovação
Estas interfaces representam a capacidade de comunicar para dentro e para fora as competências nucleares
uç ent
para inovar e aprender com vista a um novo ciclo de inovação. As interfaces são constituídas por:

3.25.1 vigilância tecnológica


Observação sistemática da envolvente relativamente à tecnologia existente no mercado, de tecnologias
pr u m

emergentes e às tendências ou avanços tecnológicos.

3.25.2 cooperação tecnológica


re doc

Atividades de parceria com outras instituições e organizações, com vista à partilha de informação técnica e
científica e desenvolvimento conjunto de atividades de IDI, seja em termos de protótipos, produtos ou
od

processos.

3.25.3 previsão tecnológica


IP de

Atividades de prospetiva incidindo sobre desenvolvimento de tecnologias com potencial interesse


económico.

3.25.4 novos clientes


© ão

Observação e análise de potenciais clientes e de novos mercados de utilizadores.


Q

3.25.5 análise interna e externa


s

Análise do contexto interior e exterior da empresa inovadora e do seu posicionamento tendo em conta
es

oportunidades e ameaças relativas na envolvente.

3.25.6 propriedade intelectual


pr

Gestão das possibilidades oferecidas pelos regimes de propriedade intelectual para proteção, exploração e
disseminação dos resultados obtidos no processo de inovação.
Im

3.25.7 criatividade interna


Práticas de aproveitamento e estímulo da criatividade interna da empresa inovadora.

3.25.8 capacidade de organização


Estratégias de conceção da estrutura e modelos organizacionais para a inovação.
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3.25.9 gestão de conhecimento

o
Práticas de geração, validação, codificação e difusão do conhecimento existente na empresa inovadora e de

ida nic
gestão das necessidades de conhecimento externo.
(NP 4456:2007)

oib tró
3.26 gestão de ideias e avaliação de oportunidades
Conjunto de atividades relacionadas com a geração, recolha, manutenção, desenvolvimento, avaliação e
seleção de conceitos/ideias inovadoras.

pr lec
(NP 4456:2007)

3.27 auditoria

ão o e
Processo sistemático, independente e documentado para obter evidências de auditoria e respetiva avaliação
objetiva, com vista a determinar em que medida os critérios da auditoria são satisfeitos.
NOTA 1: As auditorias internas, por vezes denominadas “auditorias de primeira parte”, são realizadas por ou em nome da própria
uç ent
organização, para revisão pela gestão ou por outras razões internas, podendo constituir o suporte para uma declaração de
conformidade pela organização. Em muitos casos, especialmente em pequenas organizações, a independência pode ser demonstrada
pela não responsabilidade pela atividade auditada.
NOTA 2: As auditorias externas incluem as que geralmente se denominam por “auditorias de segunda parte” e por “auditorias de
pr u m

terceira parte”. As auditorias de segunda parte são realizadas por partes com interesse na organização, tais como clientes ou
pessoas em seu nome. As auditorias de terceira parte são realizadas por organizações externas independentes, tais como as que
proporcionam certificações ou registos de conformidade de acordo com a ISO 9001 ou com a ISO 14001.
re doc

NOTA 3: Sempre que dois ou mais sistemas de gestão sejam auditados conjuntamente, a auditoria é denominada “auditoria
combinada”.
od

NOTA 4: Sempre que duas ou mais organizações cooperam para realizar uma auditoria a um único auditado, esta é denominada
“auditoria conjunta”.

(NP EN ISO 9000:2005)


IP de

3.28 requisito
Necessidade ou expectativa expressa, geralmente implícita ou obrigatória.
© ão

NOTA 1: “Geralmente implícita” significa que é costume ou prática comum para a organização, para os seus clientes e outras
partes interessadas, que a necessidade ou expectativa em causa esteja implícita.
Q

NOTA 2: Deve-se usar um qualificativo para indicar a especificidade de um requisito, p. ex. requisito de produto, requisito de
s

sistema da qualidade, requisito de cliente.


es

NOTA 3: Um requisito especificado é um requisito que está expresso, p. ex. num documento.
NOTA 4: Os requisitos podem ser originados por diferentes partes interessadas.
pr

(NP EN ISO 9000:2005)

3.29 não conformidade


Im

Não satisfação de um requisito.


(NP EN ISO 9000:2005)

3.30 correção
Ação para eliminar uma não conformidade detetada.
NOTA 1: Uma correção pode ser efetuada em conjunto com uma ação de contenção e com uma ação corretiva.
NOTA 2: Uma correção pode ser, por exemplo, reprocessamento ou reclassificação.

(Adaptada da NP EN ISO 9000:2005)


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3.31 ação de contenção

o
Ação para impedir um efeito incremental indesejado de uma não conformidade detetada.

ida nic
3.32 ação corretiva
Ação para eliminar a causa de uma não conformidade (3.6.2) detetada ou de outra situação indesejável.

oib tró
NOTA 1: Pode existir mais do que uma causa para a não conformidade.
NOTA 2: As ações corretivas têm lugar para evitar recorrências enquanto que as ações preventivas têm como objetivo prevenir
ocorrências.

pr lec
NOTA 3: Há́ que distinguir correção e ação corretiva.

(NP EN ISO 9000:2005)

ão o e
3.33 ação preventiva
Acão para eliminar a causa de uma potencial não conformidade ou de outra potencial situação indesejável.
NOTA 1: Pode existir mais do que uma causa para uma potencial não conformidade.
uç ent
NOTA 2: As ações preventivas têm lugar para prevenir ocorrências, enquanto que as ações corretivas têm como objetivo evitar
recorrências.

(NP EN ISO 9000:2005)


pr u m

3.34 ação de melhoria


Ação para aumentar a eficiência de algo que já é eficaz.
re doc

3.35 produto de formação profissional


od

Resultado do processo formativo.

3.36 áreas de educação e formação


IP de

As áreas de educação e formação classificam-se tendo por base o conteúdo da formação. É o conteúdo
principal de um programa ou de um conjunto de programas de formação, que condiciona a sua afetação a
uma determinada área de educação e formação, por referência a normas internacionais e/ou legislação
nacional aplicável (tais como, por exemplo, a Portaria 256/2005, que transpõe para a legislação Portuguesa a
© ão

classificação das áreas de educação e formação emanadas das instituições Europeias EUROSTAT e
Q

CEDEFOP).
s

3.37 modalidades de formação


es

Orientação do conteúdo de uma ação de formação. Pode dividir-se em dois grandes grupos: ações de
formação centradas nos conteúdos e ações de formação centradas nos contextos e nas práticas profissionais
O primeiro grupo (onde se enquadram, por exemplo, os cursos, os módulos e os seminários), destinam-se
pr

dominantemente à aquisição de conhecimentos e podem ter alguma utilidade no desenvolvimento de


conhecimentos, de capacidades e de competências dos formandos. O segundo grupo (onde se enquadram, por
Im

exemplo, os círculos de estudos, as oficinas de formação, os projetos e os estágios), destinam-se à


experimentação, resolução de problemas e aplicação de competências nos espaços de trabalho e contexto
profissional.
(Adaptada do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua)

3.38 formas de organização da formação


Modos de operacionalização da formação, determinados pela utilização integrada de itinerários de
aprendizagem, metodologias e tecnologias pedagógicas adequados à natureza dos objetivos a atingir, tais
como, por exemplo, presencial, em alternância, formação-ação, em contexto de trabalho, a distância,
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formação assistida por computador, b-learning (blended-learning), e-learning (electronic-learning), m-

o
learning (mobile-learning), entre outras.

ida nic
3.39 aprendizagem enriquecida por tecnologia (Technology Enhanced Learning – TEL)
Inclui toda a aprendizagem que, por iniciativa da organização ou dos seus formandos, faz uso ou se suporta

oib tró
em meios tecnológicos, tais como hardware e software, internet, intranet e outras redes, entre outros, com o
objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem e a transferência e aquisição de competências pelos
formandos. Por uma questão de alinhamento e harmonização com a terminologia técnica internacional, no

pr lec
âmbito da redação dos requisitos desta norma, usa-se a sigla TEL, correspondente à expressão em língua
inglesa.

3.40 sistema ECVET

ão o e
Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação Profissional (European Credit system for
vocational aducation and training). O ECVET é um sistema de acumulação, capitalização e transferência de
unidades, concebido para o ensino e formação profissionais na Europa. Permite validar e reconhecer os
uç ent
resultados de aprendizagens efetuadas em diferentes contextos, seja noutros países, seja através de um
percurso de aprendizagem formal, informal ou não formal

3.41 unidade ECVET


pr u m

Unidade de medida do trabalho do formando. Uma unidade ECVET corresponde a um determinado número
de horas de trabalho realizado pelo formando.
re doc

3.42 horas de trabalho


Todas as horas de trabalho realizadas pelo formando, incluindo todas as formas de trabalho previstas,
od

designadamente: as horas de contacto (presencial e a distância, síncrono e assíncrono) e as horas dedicadas a


estágios, práticas em contexto de trabalho, projetos, trabalhos no terreno, estudo e avaliação.
IP de

3.43 continuidade do serviço


Capacidade de gerir riscos e situações que possam ter um impacto relevante sobre o serviço, de forma a
assegurar a continuidade da sua prestação conforme definido no acordo de nível de serviço estabelecido com
o cliente.
© ão

(Adaptada da ISO/IEC 20000-1)


Q
s

3.44 disponibilidade do serviço


Capacidade de um serviço ou de um seu componente para desempenhar as funções requeridas no momento
es

acordado com o cliente ou durante o período de tempo acordado com o cliente.


(Adaptada da ISO/IEC 20000-1)
pr

3.45 acordo de nível de serviço


Im

Acordo, documentado, entre o prestador do serviço e o cliente, no qual é identificado o serviço e as suas
metas.
(Adaptada da ISO/IEC 20000-1)

4 Sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL


4.1 Requisitos gerais
A organização deve estabelecer, documentar, implementar e manter um sistema de gestão da formação
profissional, incluindo TEL e melhorar continuamente a sua eficácia de acordo com os requisitos deste prNP.
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A organização deve:

o
a) determinar os processos necessários para o sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL e

ida nic
para a sua aplicação em toda a organização (ver 0.2 e 1.2);
b) determinar a sequência e interação destes processos;

oib tró
c) determinar critérios e métodos necessários para assegurar que tanto a operação como o controlo destes
processos são eficazes;

pr lec
d) assegurar a disponibilidade de recursos e de informação necessários para suportar a operação e a
monitorização destes processos;
e) monitorizar, medir onde aplicável e analisar estes processos;

ão o e
f) implementar ações necessárias para atingir os resultados planeados e a melhoria contínua destes
processos.
Estes processos devem ser geridos pela organização de acordo com os requisitos deste prNP.
uç ent
Caso uma organização escolha subcontratar qualquer processo que afete a conformidade dos produtos de
formação profissional com os seus requisitos, a organização deve assegurar o controlo sobre tais processos.
O tipo e extensão do controlo a ser aplicado a estes processos subcontratados devem ser identificados dentro
pr u m

do sistema de gestão de formação profissional.


NOTA 1: Um “processo subcontratado” é um processo que a organização necessita para o seu sistema de gestão da formação
profissional e que a organização escolhe para ser executado por uma parte externa.
re doc

NOTA 2: O assegurar o controlo sobre os processos subcontratados não iliba a organização da responsabilidade de conformidade
com todos os requisitos do cliente, exigências estatutárias e regulamentares. O tipo e natureza do controlo a ser aplicado ao
od

processo subcontratado podem ser influenciados por fatores tais como:


a) o impacto potencial do processo subcontratado na capacidade da organização para fornecer produtos que estejam de acordo
com os requisitos;
IP de

b) em que medida o controlo do processo é partilhado;


c) a capacidade para atingir o controlo necessário através da aplicação da Secção 7.4.
© ão

4.2 Requisitos da informação e documentação


Q

4.2.1 Generalidades
s

A organização deve identificar os ativos de informação relevantes para o sistema de gestão da formação
es

profissional, incluindo TEL e aqueles que devem ser documentados. A documentação do sistema de gestão
da formação profissional, incluindo TEL, deve abranger:
a) declaração documentada quanto à política de formação profissional, incluindo TEL;
pr

b) declaração documentada quanto aos objetivos estratégicos da organização, no que aos produtos de
Im

formação profissional diz respeito e que permitam concretizar a política de formação profissional;
c) um manual do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL;
d) procedimentos documentados e registos requeridos por este prNP;
e) documentos, incluindo registos, determinados pela organização como necessários para assegurar o
planeamento, a operação e o controlo eficazes dos seus processos.
NOTA 1: Onde aparecer o termo “procedimento documentado” neste prNP, quer-se dizer que o procedimento deverá ser
estabelecido, documentado, implementado e mantido. Um único documento poderá abordar os requisitos de um ou mais
procedimentos. Um requisito para um procedimento documentado poderá ser satisfeito por mais do que um documento.
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NOTA 2: A extensão da documentação do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL, pode diferir de uma

o
organização formadora para outra devido:

ida nic
a) à dimensão da organização;
b) ao tipo de produtos de formação profissional que a organização fornece, suas modalidades e formas de organização e à
complexidade dos processos inerentes e suas interações;

oib tró
c) à competência do pessoal.
NOTA 3: A documentação pode ter qualquer formato ou tipo de suporte.

pr lec
4.2.2 Segurança da informação
A organização deve assegurar a disponibilidade, acessibilidade, confidencialidade, integridade, autenticidade
e rastreabilidade dos ativos de informação necessários ao sistema de gestão da formação, incluindo TEL. A

ão o e
organização deve estabelecer os controlos necessários para preservar estas propriedades, conforme aplicáveis
consoante a natureza dos ativos.
NOTA: A norma ISO/IEC 27001 promove a adoção de ferramentas de gestão suportadas numa análise de riscos, como parte
uç ent
integrante do sistema de gestão global da organização e com o objetivo de definir, implementar, realizar, monitorizar, rever, manter
e melhorar a segurança da informação (ver Anexo A da ISO/IEC 27001).

4.2.3 Manual de gestão da formação profissional, incluindo TEL


pr u m

A organização deve estabelecer e manter um manual do sistema de gestão da formação profissional,


incluindo TEL, que inclua:
a) a caracterização da organização e da sua atividade em geral;
re doc

b) o campo de aplicação do sistema de gestão de formação profissional, incluindo detalhes sobre o tipo de
od

produtos de formação profissional que fornece, suas áreas, modalidades e formas de organização;
c) justificações para quaisquer exclusões de requisitos deste prNP (ver 1.2);
d) os procedimentos documentados, estabelecidos para o sistema de gestão da formação profissional,
IP de

incluindo TEL, ou referência aos mesmos;


e) a descrição da interação entre os processos do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL.
© ão

4.2.4 Controlo dos documentos


Q

Os documentos requeridos pelo sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL, devem ser
s

controlados. Os registos são um tipo especial de documentos e devem ser controlados de acordo com os
es

requisitos indicados em 4.2.5.


Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir os controlos necessários para:
pr

a) aprovar os documentos quanto à sua adequação antes de serem publicados;


b) rever periodicamente os documentos em utilização;
Im

c) atualizar os documentos quando necessário;


d) reaprovar os documentos atualizados antes de serem republicados;
e) assegurar que as alterações aos documentos são identificadas;
f) assegurar que o estado atual de revisão dos documentos é identificado;
g) assegurar que as versões relevantes dos documentos aplicáveis estão disponíveis nos locais de utilização;
h) assegurar que os documentos são manuseados, transferidos, arquivados e eliminados de acordo com os
procedimentos aplicáveis à sua classificação;
i) assegurar que os documentos se mantêm legíveis;
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j) assegurar que os documentos se mantêm prontamente identificáveis;

o
k) assegurar que os documentos de origem externa determinados pela organização como necessários para o

ida nic
planeamento e operação do sistema de gestão da formação profissional, são identificados;
l) assegurar que os documentos, quer de origem interna, quer de origem externa, têm a sua distribuição
controlada;

oib tró
m) prevenir a utilização indevida de documentos obsoletos;
n) identificar os documentos obsoletos de forma apropriada se forem retidos para qualquer propósito.

pr lec
NOTA: Os documentos externos considerados necessários devem contemplar a legislação aplicável aos produtos de formação
profissional, incluindo a relacionada com as infraestruturas (acessibilidade, segurança e saúde no trabalho, medidas de
autoproteção, etc.), com a proteção de dados pessoais e com a defesa do consumidor.

ão o e
4.2.5 Controlo dos registos
Os registos estabelecidos para proporcionar evidência da conformidade dos produtos de formação
uç ent
profissional com os requisitos do cliente, exigências estatutárias e regulamentares (ver 7.5.1), devem ser
controlados.
A organização deve estabelecer um procedimento documentado que defina, para registos físicos e digitais:
pr u m

a) o método de identificação dos registos;


b) o método de arquivo dos registos;
re doc

c) o método de proteção dos registos;


d) a forma de recuperação dos registos, em caso de perda;
od

e) o período de retenção dos registos e o destino dos mesmos, passado o período de retenção.
Os registos devem manter-se legíveis, prontamente identificáveis e recuperáveis.
IP de

NOTA: A proteção aplicada aos registos deve abranger as componentes de proteção de acesso e proteção contra danos.

5 Responsabilidade da gestão
© ão
Q

5.1 Comprometimento da gestão


s

A gestão de topo da organização deve proporcionar evidências do seu comprometimento no desenvolvimento


e implementação do sistema de gestão da formação profissional e na melhoria contínua da sua eficácia ao:
es

a) comunicar à organização a importância de se ir ao encontro dos requisitos dos clientes, bem como das
exigências estatutárias e regulamentares;
pr

b) estabelecer a missão da organização;


Im

c) estabelecer a visão da organização;


d) estabelecer a política de formação profissional;
e) assegurar que os objetivos estratégicos da organização, no que aos produtos de formação profissional diz
respeito, são estabelecidos e permitem concretizar a política de formação profissional;
f) assegurar a disponibilidade dos recursos necessários, adequados aos produtos de formação profissional
fornecidos e às suas diversas áreas, modalidades e formas de organização da formação;
g) conduzir as revisões pela gestão.
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5.2 Focalização no cliente

o
ida nic
A gestão de topo deve assegurar que os requisitos do cliente são determinados e que se foi ao seu encontro,
tendo em vista aumentar a satisfação do cliente (ver 7.2.1 e 8.2.1).

5.3 Liderança e cultura organizacional

oib tró
5.3.1 Missão

pr lec
A gestão de topo deve assegurar que a missão da organização:
a) é estabelecida, documentada, comunicada e compreendida dentro da organização;
b) está publicamente acessível;

ão o e
c) é revista para se manter adequada.

5.3.2. Visão
uç ent
A gestão de topo deve assegurar que a visão da organização:
a) é estabelecida, documentada, comunicada e compreendida dentro da organização;
pr u m

b) está publicamente acessível;


c) é revista para se manter adequada.
re doc

5.3.3 Crenças e valores


od

A gestão de topo deve assegurar que as crenças e valores da organização:


a) são identificados, documentados, comunicados e compreendidos dentro da organização;
b) são utilizados como instrumento de motivação, identidade e unidade internas;
IP de

c) estão publicamente acessíveis;


d) são revistos para se manterem adequados.
© ão

5.3.4 Política de formação profissional


Q

A gestão de topo deve assegurar que a política de formação profissional da organização:


s
es

a) é apropriada ao seu propósito, refletindo a sua missão, visão, crenças e valores (cultura organizacional);
b) inclui uma definição do valor da aprendizagem e, quando aplicável, da componente TEL na organização;
pr

c) inclui o comprometimento de cumprir os requisitos do cliente, exigências estatutárias e regulamentares;


d) inclui o comprometimento de melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da formação
Im

profissional, incluindo TEL;


e) inclui o comprometimento de estabelecer objetivos estratégicos, no que aos produtos de formação
profissional diz respeito, que permitam concretizar as orientações da política de formação profissional;
f) quando aplicável, inclui a descrição da contribuição da componente TEL para a concretização dos
objetivos estabelecidos;
g) inclui o comprometimento de rever periodicamente os objetivos estratégicos, de forma a garantir que os
mesmos se mantêm adequados à dinâmica da organização;
h) é comunicada e compreendida dentro da organização;
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i) está publicamente acessível;

o
j) é revista para se manter adequada.

ida nic
5.4 Planeamento

oib tró
5.4.1 Objetivos estratégicos
A gestão de topo deve assegurar que os objetivos estratégicos necessários para se ir ao encontro dos

pr lec
requisitos dos produtos de formação profissional (ver 7.1 a)), são estabelecidos para as funções e níveis
relevantes dentro da organização. Os objetivos estratégicos devem ser mensuráveis, exequíveis e consistentes
com a política de formação profissional, permitindo concretizar, no terreno, as suas orientações.

ão o e
5.4.2 Planeamento do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL
5.4.2.1 Entradas para o planeamento
uç ent
A gestão de topo deve assegurar que o planeamento do sistema de gestão da formação profissional, incluindo
TEL é conduzido de forma a ir ao encontro os requisitos indicados em 4.1 e considera, como entradas:
a) os objetivos estratégicos estabelecidos;
pr u m

b) as dimensões de mercado, financeira, dos processos e dos recursos da organização;


c) a sustentabilidade e a continuidade da atividade de formação profissional, incluindo TEL;
d) a garantia da integridade do sistema da gestão de formação profissional, incluindo TEL, sempre que são
re doc

planeadas e implementadas alterações ao mesmo.


od

5.4.2.2 Saídas do planeamento


As saídas do planeamento devem assumir a forma de um plano de atividade formativa, elaborado com uma
IP de

periodicidade mínima anual, que integre os seguintes elementos:


a) caracterização da entidade e da sua atividade;
b) projetos a desenvolver em coerência com a estratégia e o contexto de atuação, respondendo a necessidades
© ão

territoriais e sectoriais;
Q

c) objetivos e resultados a alcançar, com os respetivos indicadores de acompanhamento;


s

d) recursos humanos e materiais a afetar aos projetos, tendo em conta as áreas de educação e formação;
es

e) parcerias e protocolos.
pr

5.5 Responsabilidade, autoridade e comunicação


Im

5.5.1 Responsabilidade e autoridade


A gestão de topo deve assegurar que as responsabilidades e as autoridades dos recursos humanos são
definidas, comunicadas e compreendidas dentro da organização.
NOTA: Ver Anexos B e C para orientação.

5.5.2 Gestor da formação


A gestão de topo deve designar um membro da gestão da organização que, independentemente de outras
responsabilidades, deve ter responsabilidade e autoridade que incluam:
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a) assegurar que os processos necessários para o sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL,

o
são estabelecidos, implementados, mantidos e avaliados;

ida nic
b) reportar à gestão de topo o desempenho do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL e
qualquer necessidade de melhoria, elaborando com regularidade anual, um balanço da atividade
formativa;

oib tró
c) assegurar o interface de comunicação com clientes e potenciais clientes no que concerne aos produtos de
formação profissional fornecidos;

pr lec
d) assegurar a promoção da consciencialização para com os requisitos do cliente em toda a organização.
NOTA 1: A responsabilidade do gestor da formação pode incluir a ligação com as partes externas, incluindo as interfaces
tecnológica, de mercado ou organizacional, em assuntos relacionados com o sistema de gestão da formação profissional, incluindo

ão o e
TEL.
NOTA 2: Ver Anexo B para orientação.

5.5.3 Comunicação interna


uç ent
A gestão de topo deve assegurar o estabelecimento de processos de comunicação apropriados dentro da
organização e deve garantir e incentivar a comunicação relativa à eficácia do sistema de gestão da formação
profissional, incluindo TEL.
pr u m

6 Gestão de recursos
re doc

6.1 Provisão de recursos


od

A organização de formação profissional deve determinar e proporcionar os recursos necessários para:


a) implementar e manter o sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL, e melhorar
continuamente a sua eficácia;
IP de

b) aumentar a satisfação dos clientes indo ao encontro dos seus requisitos.

6.2 Recursos humanos


© ão

6.2.1 Generalidades
Q

A organização de formação profissional deve assegurar a existência de recursos humanos em número e com
s

as competências adequadas aos produtos de formação profissional que fornece, considerando as suas áreas,
es

modalidades e formas de organização da formação.


O pessoal que desempenha tarefas que afetam a conformidade com os requisitos dos produtos de formação
pr

profissional deve ter competência com base em escolaridade, formação, saber-fazer e experiência
apropriados e atualizados.
Im

Quanto a organização fornece produtos de formação profissional sob a forma de organização TEL, deve ser
assegurado que os recursos humanos possuem competências em metodologias de conceção desenvolvimento
das abordagens pedagógicas e de programas de formação TEL ou experiência relevante na implementação de
soluções TEL.
NOTA 1: A conformidade com os requisitos dos produtos de formação profissional pode ser afetada direta ou indiretamente pelas
pessoas que realizam qualquer tarefa dentro do sistema de gestão da formação profissional.
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6.2.2 Competência, formação e consciencialização

o
A organização deve:

ida nic
a) determinar a competência necessária para os recursos humanos que desempenham tarefas que afetam a
conformidade dos requisitos dos produtos de formação profissional e reavaliá-la periodicamente,

oib tró
considerando a evolução do conhecimento. Estas competências devem obedecer aos diplomas legais em
vigor (ver Anexos B e C para orientação);
b) onde aplicável, proporcionar formação ou empreender outras ações para que os recursos humanos

pr lec
adquiram as competências necessárias;
c) avaliar a eficácia das ações empreendidas;

ão o e
d) assegurar que os recursos humanos estão conscientes da relevância e da importância das suas atividades e
de como as mesmas contribuem para atingir os objetivos da organização;
e) estabelecer um sistema de incentivos e de oportunidades de aquisição de novas competências;
uç ent
f) manter registos adequados e atualizados da escolaridade, formação, saber-fazer e experiência (ver 4.2.5);
g) estabelecer e manter um procedimento documentado para definir os métodos, os instrumentos e os
critérios de avaliação de desempenho dos recursos humanos.
pr u m

6.3 Infraestrutura
A organização deve identificar, disponibilizar, manter e atualizar a infraestrutura necessária para assegurar a
re doc

conformidade com os requisitos dos produtos de formação profissional, incluindo a disponibilidade dos
mesmos.
od

No caso da organização fornecer produtos de formação profissional com componente TEL, deve ser
estabelecido um plano de manutenção e desenvolvimento futuro da infraestrutura, incluindo o ciclo de
IP de

atualização dos meios tecnológicos. Este plano deve ser revisto com uma periodicidade mínima anual.
A infraestrutura deve obedecer aos diplomas legais em vigor e ao definido no Anexo A. Ver ainda o
Anexo C para orientação.
© ão

6.4 Ambiente de trabalho


Q

A organização deve determinar e gerir o ambiente de trabalho necessário para atingir requisitos dos produtos
s

de formação profissional, incluindo a sua continuidade.


es

No caso da organização fornecer produtos de formação profissional com componente TEL, a gestão do
ambiente de trabalho deve ser contemplado no plano de manutenção e desenvolvimento futuro da
pr

infraestrutura (ver 6.3).


O ambiente de trabalho deve ainda obedecer aos diplomas legais em vigor e ao definido no Anexo A. Ver
Im

ainda o Anexo C para orientação.

7 Realização do produto de formação profissional


7.1 Planeamento da realização do produto de formação profissional
A organização deve planear e desenvolver os processos necessários para a realização do produto de formação
profissional. Este planeamento deve ser consistente com os requisitos dos outros processos do sistema de
gestão da formação profissional, incluindo TEL (ver 4.1).
No planeamento da realização do produto de formação profissional, a organização deve determinar,
conforme apropriado, o seguinte:
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a) objetivos estratégicos e requisitos para os produtos de formação profissional, considerando as áreas, as

o
modalidades e as formas de organização da formação;

ida nic
b) a necessidade de estabelecer processos e documentos, e de proporcionar os recursos específicos para os
produtos de formação profissional;

oib tró
c) as atividades requeridas de verificação, validação, monitorização, medição, inspeção e ensaio específicas
dos produtos e os critérios de aceitação dos produtos;
d) os registos necessários para proporcionar evidência de que os processos de realização e o produto

pr lec
resultante vão ao encontro dos requisitos.
A saída deste planeamento deve assumir uma forma apropriada aos métodos de operação da organização,
aos produtos de formação profissional fornecidos e suas áreas, modalidades e formas de organização.

ão o e
7.2 Processos relacionados com o cliente
uç ent
7.2.1 Determinação dos requisitos relacionados com o produto
A organização deve determinar:
a) os requisitos especificados pelo cliente, incluindo os requisitos para as atividades de entrega e posteriores
pr u m

à entrega, quando aplicável;


b) os requisitos não declarados pelo cliente, necessários para o produto, incluindo requisitos de hardware e
software, equipamento e instalações e ambiente de trabalho;
re doc

c) as exigências estatutárias e regulamentares aplicáveis ao produto;


od

d) quaisquer requisitos adicionais considerados necessários pela organização.

7.2.2 Revisão dos requisitos relacionados com o produto


IP de

A organização deve rever os requisitos relacionados com o produto. Esta revisão deve ter lugar antes de a
organização assumir o compromisso de fornecer um produto ao cliente, por exemplo propostas, contratos ou
encomendas e respetivas alterações e deve assegurar que:
© ão

a) os requisitos do produto estão definidos;


Q

b) os requisitos do contrato ou encomenda diferentes dos anteriormente expressos são resolvidos;


s

c) a organização tem aptidão para ir ao encontro dos requisitos definidos.


es

Devem ser mantidos (ver 4.2.5) os registos dos resultados da revisão e das ações que resultem da revisão.
Quando o cliente proporciona declarações não documentadas de requisitos, os requisitos do cliente devem
pr

ser confirmados pela organização antes da aceitação.


Im

Quando parte dos requisitos são assegurados por propriedade do cliente, a adequação da mesma deve ser
verificada (ver 7.5.4).
Quando os requisitos do produto forem alterados, a organização deve assegurar que os documentos
relevantes são corrigidos e que o pessoal relevante toma consciência dos requisitos alterados.
NOTA: Em algumas situações, tais como vendas na Internet, uma revisão formal é impraticável para cada encomenda. Em lugar
disso, a revisão pode cobrir informação relevante acerca do produto de formação profissional, tais como catálogos de oferta
formativa, currículos e syllabus, ou material publicitário.
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7.2.3 Comunicação com o cliente

o
A organização deve estabelecer e implementar formas eficazes de comunicação com os clientes. No caso de

ida nic
a organização fornecer produtos de formação profissional com componente TEL, devem ser definidas vias de
comunicação contemplando oportunidades de acesso alternativo à informação. A comunicação com o cliente
deve contemplar tanto informação sobre a organização como sobre os seus produtos, incluindo:

oib tró
a) identificação da organização;
b) regras e/ou condições de funcionamento aplicáveis à atividade formativa;

pr lec
c) designação de cada ação de formação;
a) calendarização (duração, datas, horários e locais de realização);

ão o e
b) modalidade de formação;
c) forma de organização da formação;
uç ent
d) número de unidades de crédito por referência ao sistema ECVET;
e) língua;
f) regras e/ou condições de funcionamento aplicáveis ao produto;
pr u m

g) condições de frequência, tais como requisitos de acesso, assiduidade, avaliação, certificação,


qualificação (incluindo eventuais oportunidades para qualificação por organizações externas), condições
de pagamento e de financiamento;
re doc

h) requisitos de utilização (hardware, sistema operativo, tipo de ligação à internet, browser, resolução do
od

ecrã, requisitos de áudio, vídeo e software multimédia);


i) período de acesso às ações ou módulos disponibilizados na componente TEL;
IP de

j) disponibilidade temporal e tipo de apoio técnico e pedagógico prestado aos formandos durante e após as
ações ou módulos;
k) normas de conteúdos (por exemplo SCORM ou AICC) aplicáveis ao suporte TEL;
© ão

l) documentação relativa aos produtos de formação, por exemplo, acordo de nível de serviço,
Q

questionários, contratos e retificações;


s

m) retorno de informação do cliente, incluindo reclamações.


es

7.3 Conceção, desenvolvimento e inovação


7.3.1 Entradas para a conceção, desenvolvimento e inovação
pr

O processo de conceção, desenvolvimento e inovação tem por finalidade a criação de valor para os clientes
e/ou para a organização, promovendo a implementação de novos ou significativamente melhorados produtos
Im

de formação profissional, através de projetos de conceção, desenvolvimento e inovação.


Um projeto de conceção, desenvolvimento e inovação pode considerar como entrada ou ser estabelecido na
sequência de, entre outros:
a) diagnóstico de necessidades de formação;
b) informação resultante de projetos de conceção, desenvolvimento e inovação anteriores;
c) planos de ação para a concretização da política e dos objetivos estratégicos da organização;
d) gestão de interfaces tecnológica, de mercado ou organizacional;
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e) identificação de riscos, ameaças ou oportunidades;

o
ida nic
f) criatividade e gestão de ideias;
g) tratamento de não conformidades ou reclamações;
h) requisitos de clientes ou outras partes interessadas, exigências estatutárias e regulamentares ou outras.

oib tró
Os critérios para a seleção de projetos de conceção, desenvolvimento e inovação devem considerar, na
medida do que for relevante, o alinhamento com a estratégia, política e objetivos da organização, a avaliação

pr lec
do mercado potencial, os critérios de viabilidade técnico-económica e, quando aplicável, exigências
estatutárias e regulamentares, sociais, tecnológicas, financeiras e fatores de risco.
NOTA 1: Ainda que, para efeitos de cumprimento desta norma, a organização deva considerar a conceção, desenvolvimento e

ão o e
inovação de produtos de formação profissional, o âmbito das atividades de conceção, desenvolvimento e inovação pode incluir
processos ou sistemas, métodos organizacionais e de marketing.
NOTA 2: A criatividade pode ser impulsionada dentro da organização através de procedimentos para a captação, análise e
avaliação de ideias, com vista a identificar as que podem ser selecionadas para projetos de conceção, desenvolvimento e inovação.
uç ent
NOTA 3: A organização deve gerir as interfaces entre os diferentes grupos envolvidos nos projetos de conceção, desenvolvimento e
inovação, assim como com a sua envolvente externa para assegurar a comunicação eficaz, a clara atribuição de responsabilidade e
a circulação e transferência do conhecimento.
pr u m

7.3.2 Gestão dos projetos de conceção, desenvolvimento e inovação


A organização deve planear, realizar e controlar os projetos de conceção, desenvolvimento e inovação.
re doc

A organização deve determinar:


a) a equipa do projeto de conceção, desenvolvimento e inovação (incluindo a definição das responsabilidades
od

e autoridades de cada um dos seus elementos, sejam internos ou externos à organização);


b) a descrição dos objetivos do projeto, dos resultados esperados ou dos benefícios a alcançar;
IP de

c) as fases do projeto de conceção, desenvolvimento e inovação (incluindo os prazos, recursos e interfaces


necessários);
d) as atividades de verificação e validação, incluindo, quando apropriado, critérios de revisão, seleção e
© ão

aprovação dos resultados e de gestão das alterações;


Q

e) a identificação de disposições relativas à proteção da propriedade intelectual.


s

NOTA 1: A revisão, a verificação e a validação do projeto de conceção, desenvolvimento e inovação têm finalidades distintas.
es

Podem ser conduzidas e registadas separadamente ou em qualquer combinação adequada para o produto de formação profissional
e para a organização. As atividades de validação devem incluir a obtenção de evidência objetiva de que os requisitos foram
satisfeitos, em condições de uso.
pr

NOTA 2: Pode ser utilizada a Norma NP 4458 como orientação para a gestão de projetos de conceção, desenvolvimento e
inovação.
Im

7.3.3 Saídas da conceção, desenvolvimento e inovação


As saídas do processo da conceção, desenvolvimento e inovação devem incluir, entre outras:
a) a avaliação do cumprimento dos objetivos dos projetos, resultados ou benefícios esperados;
b) o estabelecimento de critérios de aceitação do produto;
c) as caraterísticas do produto que são essenciais para a sua realização, nomeadamente:
− designação e descrição do produto;
− competências a desenvolver e objetivos da aprendizagem a atingir;
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− destinatários e critérios de seleção dos mesmos;

o

ida nic
definição do perfil dos intervenientes (ver 6.2);
− carga horária (de contacto e outras);
− cronograma;

oib tró
− número de unidades de crédito por referência ao sistema ECVET;
− conteúdos programáticos (incluindo módulos e sequência pedagógica);

pr lec
− planos de sessão;
− planos de estágio (se aplicável);

ão o e
− metodologias de formação;
− recursos pedagógicos e espaços, incluindo infraestruturas, hardware, software e documentação (ver
uç ent
Anexo A);
− modalidades e formas de organização da formação;
− critérios e metodologias de avaliação (ver Anexo D);
pr u m

− orçamentação;
− viabilidade e sustentabilidade do produto;
re doc

− conteúdos e canais de divulgação do produto (ver 7.2.3);


od

d) os resultados de atividades de revisão, verificação e validação.


Devem ser mantidos os registos das saídas da conceção, desenvolvimento e inovação.
IP de

NOTA 1: Recomenda-se que também seja considerada como saída do processo de conceção, desenvolvimento e inovação, a
avaliação dos resultados associados à componente financeira do projeto.
NOTA 2: A determinação da viabilidade e sustentabilidade do produto não implica necessariamente a obtenção de lucro para o
produto de formação mas sim uma análise do seu custo-benefício esperado.
© ão
Q

7.4 Compras
s

7.4.1 Processo de compra


es

A organização deve assegurar que o produto comprado está conforme com os requisitos de compra
especificados. O tipo e a extensão do controlo aplicado ao fornecedor e ao produto comprado devem estar
pr

diretamente relacionados com a sua influência na realização de produto ou no produto final.

7.4.2 Seleção e avaliação de fornecedores


Im

A organização deve estabelecer critérios para selecionar e avaliar o desempenho dos fornecedores com base
nas suas aptidões para fornecer o produto de acordo com os requisitos especificados.
Os registos dos resultados da seleção e avaliação dos fornecedores e de quaisquer ações necessárias
resultantes das avaliações devem ser mantidos (ver 4.2.5).
NOTA 1: A seleção e a avaliação de desempenho de fornecedores são atividades distintas às quais podem corresponder critérios
diferentes.
NOTA 2: São considerados fornecedores quaisquer entidades individuais ou coletivas que participem no processo formativo, tais
como organizações recetoras de estagiários, que cedam instalações e voluntários, entre outros.
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7.4.3 Informação de compra

o
ida nic
A informação de compra deve descrever o produto a ser comprado, incluindo requisitos para:
a) hardware e software, equipamentos, instalações e ambiente de trabalho (ver Anexo C);
b) aprovação de conteúdos;

oib tró
c) produtos, procedimentos e processos, incluindo requisitos normativos aplicáveis;
d) qualificação de pessoal (ver Anexo B);

pr lec
e) o sistema de gestão da formação profissional.
A organização deve assegurar a adequação dos requisitos de compra especificados antes da sua comunicação

ão o e
ao fornecedor.
Devem ser mantidos registos da informação de compra que é transmitida aos fornecedores considerados
críticos para a atividade pela organização.
uç ent
7.4.4 Verificação do produto comprado
A organização deve estabelecer e implementar as atividades de inspeção ou outras necessárias para assegurar
pr u m

que o produto comprado vai ao encontro dos requisitos de compra especificados.


NOTA: Quando aplicável a organização pode proceder a verificações nas instalações do fornecedor, desde que previsto na
informação de compra.
re doc

7.5 Fornecimento de produtos de formação profissional


od

7.5.1 Controlo do fornecimento de produtos de formação profissional


A organização deve planear e levar a cabo o fornecimento de produtos de formação profissional sob
IP de

condições controladas. Conforme aplicável, as condições controladas devem incluir a:


a) disponibilidade de informação que descreva as características dos produtos de formação profissional, de
acordo com os requisitos determinados (ver 7.2.1) ou resultantes da conceção, desenvolvimento e
© ão

inovação (ver 7.3);


Q

b) disponibilidade de instruções de trabalho, conforme necessário incluindo as condições de funcionamento


da atividade formativa, de acordo com as exigências estatutárias e regulamentares;
s

c) utilização de equipamento e instalações apropriadas;


es

d) boas práticas e requisitos técnicos para implementação da formação TEL para as ações realizadas
utilizando estes meios;
pr

e) disponibilidade e utilização de equipamentos de monitorização e de medição apropriados à forma de


organização da formação;
Im

f) implementação de monitorização e medição;


g) implementação de atividades de aceitação dos resultados da formação na entrega e posteriores à entrega;
h) registo de alterações necessárias ao produto identificadas na entrega e posteriormente à entrega.

7.5.2 Validação dos processos de fornecimento de produtos de formação profissional


A organização deve validar os processos de produção e fornecimento de produtos de formação profissional
mesmo que a saída resultante possa ser verificada por subsequente monitorização ou medição.
A validação deve demonstrar a aptidão destes processos para atingir os resultados planeados.
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A organização deve estabelecer disposições para estes processos que incluam, conforme aplicável:

o
a) critérios definidos para revisão e aprovação dos processos;

ida nic
b) aprovação do equipamento e qualificação do pessoal;
c) utilização de métodos e procedimentos específicos;

oib tró
d) requisitos para os registos apropriados à forma de organização da formação (ver 4.2.5 e 7.5.1);
e) revalidação.

pr lec
7.5.3 Identificação e rastreabilidade
A organização deve identificar os produtos de formação profissional através de meios adequados ao longo da

ão o e
sua realização.
A organização deve identificar o estado dos produtos de formação profissional em relação a requisitos de
monitorização e de medição ao longo da sua realização.
uç ent
A organização deve controlar a identificação única dos formandos e de cada produto de formação
profissional e manter registos (ver 4.2.5 e 7.5.1) de forma a assegurar a sua rastreabilidade.
pr u m

A identificação e rastreabilidade da informação relevante deverão incluir, conforme necessário:


a) currículos, cursos e unidades de conteúdo programático;
b) registos da identificação dos formandos;
re doc

c) registos da identificação dos formadores, coordenadores e outros colaboradores;


od

d) cronogramas dos cursos;


e) manuais, materiais pedagógicos e outros conteúdos em qualquer formato;
IP de

f) registos do percurso formativo.

7.5.4 Propriedade do cliente


© ão

A organização deve cuidar da propriedade do cliente enquanto esta estiver sob o seu controlo ou a ser
Q

utilizada pela organização. A organização deve identificar, verificar, validar, proteger e salvaguardar a
propriedade do cliente proporcionada para utilização ou incorporação no produto. Se qualquer propriedade
s

do cliente se perder, danificar ou de outra forma for tida como inapropriada para utilização, a organização
es

deve reportá-lo ao cliente e manter registos (ver 4.2.5).


A organização deve assegurar a proteção e a segurança dos dados pessoais do público-alvo.
pr

NOTA: A propriedade do cliente pode incluir propriedade intelectual, competências de entrada, dados pessoais dos formandos,
documentos de trabalho, trabalhos realizados, provas de avaliação, hardware ou software.
Im

7.5.5 Preservação do produto


A organização deve preservar os produtos de formação profissional durante a sua produção até à sua entrega
ao cliente para manter a conformidade com os requisitos. Conforme aplicável, esta preservação deve incluir
identificação, manuseamento, embalagem, armazenamento e proteção.
A preservação deve ser também aplicada a todos os equipamentos, materiais e conteúdos utilizados e/ou
consumidos para a realização do produto de formação.
A organização deve estabelecer medidas que garantam a continuidade do serviço e os procedimentos a
implementar em caso de falha, para reposição do mesmo.
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Conforme aplicável deverão ser fornecidas instruções de utilização, manuseamento e segurança de

o
equipamentos e materiais, incluindo hardware e software.

ida nic
A manutenção dos produtos de formação TEL deve assegurar a preservação dos dados e a qualidade do
serviço durante o fornecimento dos produtos de formação.

oib tró
7.6 Controlo dos instrumentos de monitorização e de medição
A organização de formação profissional deve determinar os instrumentos de monitorização e de medição

pr lec
necessários para proporcionar evidência da conformidade dos produtos de formação profissional com os
requisitos determinados.
Estes instrumentos incluem, conforme aplicável:

ão o e
a) aplicações de software de teste de plataformas, servidores e de outros meios de suporte;
b) instrumentos de avaliação do desempenho de formandos e de formadores no decorrer das ações;
uç ent
c) instrumentos de avaliação das aprendizagens, quer contínua quer final, tais como testes, exames e
projetos;
d) instrumentos de avaliação da empregabilidade dos formandos;
pr u m

e) instrumentos de avaliação da satisfação do cliente.


Para assegurar que os instrumentos acima referidos têm capacidade para apresentar resultados válidos, estes
devem ser verificados ou validados, conforme aplicável, face a bases previamente definidas e documentadas.
re doc

Os instrumentos devem ainda ser salvaguardados de ajustes, danos e deterioração durante a utilização,
manutenção e armazenagem, que possam invalidar o resultado da medição.
od

Adicionalmente, a organização de formação profissional deve avaliar e registar a validade dos resultados de
medições anteriores quando os instrumentos são encontrados não conforme com os requisitos e deve
IP de

empreender ações adequadas relativamente ao instrumento e a qualquer produto afetado.


Os registos dos resultados de verificação e validação devem ser mantidos (ver 4.2.5).
NOTA 1: Quando utilizado na monitorização e na medição de requisitos especificados, a aptidão do software de teste deve ser
© ão

confirmada. Isto deve ser efetuado antes da primeira utilização e reconfirmado quando necessário. Para manter a adequação ao
uso, a confirmação da aptidão do software de teste deve incluir a verificação e a manutenção da sua configuração.
Q

NOTA 2: A validação de instrumentos de avaliação das aprendizagens e de outros instrumentos de avaliação, deve ser feita com
s

recurso a métodos cientificamente reconhecidos, tais como DELPHI, painéis de peritos, pré-testagem com amostras de grupos alvo,
entre outros.
es

8 Medição, análise e melhoria


pr

8.1 Generalidades
Im

A organização deve planear e implementar os processos de monitorização, medição, análise e melhoria


necessários para:
a) demonstrar a conformidade com os requisitos de formação profissional;
b) assegurar a conformidade do sistema de gestão da formação profissional;
c) melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da formação profissional.
Isto deve incluir a determinação de métodos aplicáveis, incluindo técnicas estatísticas, e a extensão da sua
utilização.
prNP 4512
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8.2 Monitorização e medição

o
ida nic
8.2.1 Satisfação do cliente
Como uma das medições do desempenho do sistema de gestão da formação profissional, a organização deve
monitorizar a informação relativa à perceção do cliente quanto à organização ter ido ao encontro dos seus

oib tró
requisitos. Os métodos para a obtenção e a utilização desta informação devem ser determinados.
NOTA 1: A monitorização da perceção do cliente pode incluir a obtenção de dados de entrada a partir de fontes tais como
inquéritos de satisfação do cliente, dados do cliente quanto à qualidade dos produtos de formação profissional fornecidos, análise

pr lec
de desistências e de negócios perdidos, elogios, reclamações, entre outras fontes de informação.
NOTA 2: Os dados do cliente quanto à qualidade dos produtos de formação profissional fornecidos, poderão ser recolhidos em
vários momentos do ciclo formativo, incluindo conforme aplicável, antes, durante e pós formação.

ão o e
8.2.2 Auditoria interna

8.2.2.1 Objetivos
uç ent
A organização deve conduzir auditorias internas em intervalos planeados, como forma de autoavaliação, para
determinar se o seu sistema de gestão da formação profissional:
a) está conforme com as disposições planeadas (ver 7.1), com os requisitos deste prNP e com os requisitos
pr u m

internos estabelecidos pela organização;


b) está a ser gerido com eficácia;
re doc

c) contém oportunidades para melhorar a sua eficiência.


od

8.2.2.2 Programa de auditorias


Deve ser planeado um programa de auditorias que tenha em consideração:
a) o estado e a importância dos processos e das áreas a serem auditadas;
IP de

b) os resultados de auditorias anteriores.


O programa de auditorias deve definir a frequência das auditorias assegurando que todos os processos do
© ão

sistema são auditados pelo menos uma vez por ano.


Q

8.2.2.3 Plano de auditoria


s

Para cada auditoria programada deve ser elaborado um plano de auditoria, estabelecendo:
es

a) os critérios da auditoria;
b) o âmbito da auditoria;
pr

c) os métodos de auditoria;
Im

d) a seleção de uma equipa auditora e uma distribuição da matéria auditável pelos seus elementos, que
assegure objetividade e imparcialidade ao processo de auditoria, garantindo que os auditores não auditam
o seu próprio trabalho.

8.2.2.4 Procedimento de auditoria


Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir responsabilidades e requisitos para:
a) planear auditorias;
b) conduzir auditorias;
c) estabelecer registos de auditorias;
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d) reportar resultados das auditorias.

o
ida nic
8.2.2.5. Registo, seguimento e reporte de auditoria
Os registos das auditorias e dos seus resultados devem ser mantidos (ver 4.2.5).
A gestão responsável pela área auditada deve assegurar que são empreendidas sem demora indevida,

oib tró
quaisquer correções e ações corretivas necessárias para eliminar as não conformidades detetadas e as suas
causas.

pr lec
As atividades de seguimento devem incluir a verificação das ações empreendidas e o reporte dos resultados
da verificação (ver 8.5.2).
NOTA: Ver a NP EN ISO 19011 para orientação.

ão o e
8.2.3 Monitorização e medição dos processos
A organização deve aplicar métodos apropriados para a monitorização de todos os processos do sistema de
uç ent
gestão da formação profissional e para medição dos processos que concretizam os requisitos da Secção 7 do
presente prNP. Estes métodos devem demonstrar a aptidão dos processos para atingir os resultados
planeados. Quando os resultados planeados não são atingidos, devem ser empreendidas ações de contenção,
correções e ações corretivas, conforme apropriado.
pr u m

NOTA: Ao determinar os métodos apropriados, é aconselhável que a organização considere o tipo e a extensão de monitorização ou
medição apropriados a cada um dos seus processos em relação ao seu impacto na conformidade dos requisitos do produto e na
eficácia do sistema de gestão da formação profissional.
re doc

8.2.4 Monitorização e medição dos produtos de formação profissional


od

A organização deve monitorizar e medir as características dos produtos de formação profissional que
fornece, para verificar se foi ao encontro dos requisitos dos mesmos. Isto, deve ser efetuado em etapas
apropriadas ao longo do processo formativo e após a conclusão do mesmo, de acordo com as disposições
IP de

planeadas (ver 7.1). A evidência da conformidade com os critérios de aceitação deve ser mantida (ver 4.2.5).
A organização deve proceder ao acompanhamento do percurso dos formandos posterior à realização da
formação profissional, analisando resultados ao nível de:
© ão

a) satisfação com as competências adquiridas e oportunidade de aplicação em contexto profissional;


Q

b) inserção profissional, quando aplicável;


s

c) melhoria do desempenho profissional, quando aplicável.


es

Os resultados do acompanhamento pós-formação devem ser considerados nos subsequentes planos de


atividades e programas de formação a desenvolver pela organização.
pr

Os registos devem identificar a(s) pessoa(s) responsáveis pela verificação da conformidade dos produtos ao
longo da sua realização (ver 4.2.5).
Im

As atividades formativas não devem prosseguir até que as disposições planeadas (ver 7.1) tenham sido
completadas, exceto quando aprovado por uma autoridade relevante e, onde aplicável, pelo cliente.

8.3 Controlo de não conformidades


A organização deve assegurar que os processos do sistema de gestão da formação profissional, incluindo
TEL e os produtos de formação profissional, ou parte integrante dos mesmos, que não estão conforme com
os requisitos estabelecidos, são identificados e controlados, para prevenir a sua continuidade e/ou utilização
ou entrega involuntárias, conforme aplicável.
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Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir os controlos e correspondentes

o
responsabilidades e autoridades para o tratamento de reclamações e de não conformidades. Estes controlos

ida nic
devem incluir registo das não conformidades, avaliação, decisão, correção e identificação da necessidade de
quaisquer ações de contenção, corretivas ou preventivas.
Onde aplicável, a organização deve lidar com as não conformidades de uma ou mais das seguintes formas:

oib tró
a) empreendendo ações de contenção para impedir, quando aplicável, o efeito incremental indesejado da não
conformidade detetada;

pr lec
b) empreendendo ações para corrigir a não conformidade detetada;
c) autorizando a continuidade, utilização, liberação ou aceitação do processo ou serviço não conforme, sob
permissão de uma autoridade relevante e, quando aplicável, do cliente;

ão o e
d) empreendendo ações que impeçam a utilização ou aplicação originalmente pretendidas;
e) pela tomada de ações apropriadas aos efeitos, ou potenciais efeitos, da não conformidade quando esta é
uç ent
detetada durante ou depois da sua realização.
Quando são aplicadas correções aos processos do sistema de gestão e aos produtos de formação profissional,
estes devem ser sujeitos a reverificação para demonstrar conformidade com os requisitos.
pr u m

Os registos de natureza das não conformidades e de quaisquer ações subsequentes que sejam empreendidas,
incluindo permissões obtidas, devem ser mantidos (ver 4.2.5).
NOTA: As reclamações dos clientes podem servir como fonte de informação para a identificação de não conformidades.
re doc

8.4 Análise de dados


od

A organização deve determinar, recolher e analisar dados apropriados para demonstrar:


a) a adequação e a eficácia do sistema de gestão e dos produtos de formação profissional;
IP de

b) para avaliar onde pode ser efetuada a melhoria contínua da sua eficácia e da sua eficiência;
c) características e tendências dos processos e produtos, incluindo a oportunidade para ações preventivas e
ações de melhoria.
© ão

Isto deve incluir dados gerados como resultado de monitorização e de medição, bem como de outras fontes
Q

relevantes.
s

A análise dos dados deve proporcionar informação que permita consubstanciar todas entradas preconizadas
es

na Secção 8.5 do presente prNP.

8.5 Revisão pela gestão


pr

8.5.1 Generalidades
Im

A gestão de topo deve, em intervalos regulares, com periodicidade mínima anual, rever o sistema de gestão
da formação profissional, incluindo TEL, para assegurar que se mantém apropriado, adequado e eficaz. Esta
revisão deve incluir o balanço da atividade formativa tendo por base o definido em plano de atividades.
Os registos das revisões pela gestão devem ser mantidos (ver 4.2.5).

8.5.2 Entrada para a revisão


A entrada para a revisão pela gestão deve incluir informação sobre os resultados de:
a) desempenho e execução física dos projetos;
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b) avaliação do cumprimento dos objetivos e resultados planeados;

o
ida nic
c) participação e conclusão das ações de formação, incluindo desistências e suas causas;
d) aproveitamento dos formandos;
e) avaliação intermédia, se aplicável, e avaliação final da satisfação dos clientes;

oib tró
f) avaliação da satisfação de coordenadores, formadores e outros colaboradores;
g) avaliação do desempenho de coordenadores, formadores e outros colaboradores;

pr lec
h) avaliação do desempenho de fornecedores e parceiros;
i) tratamento de reclamações e de sugestões de melhoria apresentadas pelas partes interessadas;

ão o e
j) acompanhamento pós-formação, incluindo conforme aplicável: resultados de inserção profissional;
resultados da avaliação da satisfação do cliente com as competências adquiridas e oportunidade da sua
aplicação em contexto profissional; resultados da melhoria do desempenho profissional;
uç ent
k) auditorias internas e externas;
l) atividades de inspeção e controlo pelas entidades reguladoras;
pr u m

m) tratamento das não conformidades;


n) estado das ações de contenção, correções, ações corretivas, ações preventivas e ações de melhoria;
o) seguimento de ações resultantes de anteriores revisões pela gestão;
re doc

p) alterações, da organização ou da envolvente externa, passadas ou futuras, que possam afetar o sistema de
od

gestão da formação profissional, incluindo TEL;


q) revisão da cultura organizacional, incluindo a missão, visão, crenças e valores;
IP de

r) revisão da política de formação profissional.

8.5.3 Saída da revisão


A saída da revisão pela gestão deve incluir quaisquer decisões e ações relativas a:
© ão

a) necessidades de recursos, incluindo necessidades de atualização da infraestrutura TEL;


Q

b) necessidades de alteração ao sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL;


s
es

c) melhoria da eficácia e, se possível, da eficiência do sistema de gestão da formação profissional, incluindo


TEL;
d) melhoria dos produtos de formação profissional;
pr

e) propostas para o plano da atividade formativa do ano seguinte.


Im

8.6 Melhoria

8.6.1 Melhoria contínua


A organização deve melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da formação profissional através
da utilização da política de formação profissional e dos objetivos estratégicos que permitem concretizá-la,
bem como dos resultados das auditorias, das análises dos dados e da revisão pela gestão, determinando e
implementando ações corretivas, ações preventivas e ações de melhoria.
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8.6.2 Ações corretivas

o
A organização deve empreender ações para eliminar as causas das não conformidades com o fim de evitar

ida nic
repetições. As ações corretivas devem ser apropriadas aos efeitos das não conformidades.
Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir requisitos para:

oib tró
a) rever as não conformidades (incluindo reclamações do cliente);
b) determinar as causas das não conformidades;

pr lec
c) avaliar a necessidade de ações que assegurem a não repetição das não conformidades;
d) determinar e implementar as ações necessárias;

ão o e
e) registar os resultados das ações empreendidas (ver 4.2.5);
f) rever a eficácia das ações corretivas empreendidas.

8.6.3 Ações preventivas


uç ent
A organização deve determinar as ações para eliminar as causas de potenciais não conformidades, tendo em
vista prevenir a sua ocorrência. As ações preventivas devem ser apropriadas aos efeitos dos potenciais
problemas.
pr u m

Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir requisitos para:


a) determinar potenciais não conformidades e suas causas;
re doc

b) avaliar a necessidade de ações para prevenir a ocorrência de não conformidades;


od

c) determinar e implementar as ações necessárias;


d) registar os resultados das ações empreendidas (ver 4.2.5);
IP de

e) rever a eficácia das ações preventivas empreendidas.

8.6.4 Ações de melhoria


© ão

A organização deve determinar ações para melhorar o desempenho dos processos do sistema de gestão da
formação profissional, com vista a aumentar a sua eficiência.
Q

Deve ser estabelecido um procedimento documentado para definir requisitos para:


s

a) identificar potenciais situações passíveis de melhoria;


es

b) determinar e implementar as ações necessárias;


pr

c) registar os resultados das ações empreendidas (ver 4.2.5);


d) rever a eficácia das ações de melhoria empreendidas.
Im
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p. 35 de 44

o
Anexo A

ida nic
(normativo)

Requisitos de infraestrutura

oib tró
A.1 Requisitos de infraestruturas para a componente presencial

pr lec
Os requisitos de infraestruturas descritos abaixo são aplicáveis à infraestrutura própria da organização de
formação profissional ou aos componentes alugados pela mesma. Se a ação de formação for promovida por
entidades destintas da organização de formação profissional, os requisitos relativos às infraestruturas podem

ão o e
ser dispensados desde que não ponham em causa a eficácia do processo formativo.

Espaço de Atendimento ao público/clientes:


− identificação da entidade e horário de funcionamento visíveis do exterior;
uç ent
− área e mobiliário adequado ao atendimento.
Sala de formação teórica:
− área útil de 2 m2 por formando;
pr u m

− salas equipadas de modo a permitir o uso de equipamento de apoio, tais como: vídeoprojetor, computador,
retroprojetor, quadro, televisão, câmara de vídeo;
− condições ambientais adequadas (luminosidades, temperatura, ventilação e insonorização);
− mobiliário adequado, suficiente e em boas condições de conservação.
re doc

Sala de formação informática:


od

− área útil de 3 m2 por formando;


− salas equipadas de modo a permitir o uso de equipamento de apoio, tais como: painel de projeção,
computador (um computador para cada dois formandos e um computador para o formador), monitores
IP de

policromáticos, impressoras;
− condições ambientais adequadas (luminosidades, temperatura, ventilação e insonorização);
− mobiliário adequado, suficiente e em boas condições de conservação;
− computadores equipados com software específico para as áreas a desenvolver;
© ão

− ligações a rede local e acesso à Internet;


− mobiliário adequado, suficiente e em boas condições de conservação.
Q
s

Espaços e equipamento para formação prática:


Devem cumprir as exigências da legislação previstas na legislação aplicável. Na ausência de legislação, os requisitos
es

dos espaços e equipamentos podem ser determinados pela organização, nomeadamente com base nas melhores
práticas observadas tendo em conta os resultados da formação.
pr

Instalações sanitárias:
Proporcionais ao número de formandos e diferenciados por sexo, localizados de modo a não perturbarem o
funcionamento do espaço de formação
Im

Acessibilidades:
Os acessos ao espaço público aos edifícios, os espaços de atendimento do público, salas de formação teórica ou de
formação em informática, os espaços para componentes práticas e as instalações sanitárias para uso dos formandos
devem satisfazer os requisitos de acessibilidade com necessidades especiais legalmente exigidos (ver Decreto-Lei
163/2006).
prNP 4512
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A.2 Requisitos de infraestrutura para a componente TEL

o
Para a componente formativa TEL, a organização de formação profissional deve definir para a

ida nic
infraestrutura tecnológica que utiliza, os aspetos seguintes. Esta infraestrutura pode ser própria ou alugada.

Requisitos globais do sistema:

oib tró
− idiomas de funcionamento;
− requisitos de utilização e compatibilidade com browsers;
− modos de comunicação síncronos ou assíncronos suportados;

pr lec
− canais de comunicação e integração disponibilizados, tais como correio eletrónico, fóruns, chat, entre outras;
− ferramentas de suporte técnico aos utilizadores (helpdesk, FAQ’s, ecrãs de ajuda, blogs

ão o e
Infraestrutura tecnológica:
− capacidade da infraestrutura suportar várias plataformas;
− funcionalidades de integração com servidores de base de dados;
uç ent
− meios e regras segurança e controlo de acessos;
− funcionalidades de integração com outras plataformas de gestão ou sistemas;
− possibilidades de redundâncias;
pr u m

− facilidades de importação e exportação de dados;


− possibilidade de suporte de periféricos de impressão.
Auditoria e segurança dos dados:
re doc

− meios disponibilizados para verificar e controlar a integridade dos dados;


− possibilidade de controlar, limitar e encriptar o acesso aos dados armazenados;
od

− funcionalidades de backup, recuperação de dados e prazos de conservação dos dados.

Disponibilidade de informação técnica sobre a instalação, parametrização, operação, manutenção e utilização


IP de

Requisitos de licenciamento
© ão
Q
s
es
pr
Im
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o
Anexo B

ida nic
(informativo)

oib tró
Perfil dos recursos humanos afetos à atividade formativa

B.1 Funções de gestão e coordenação da atividade formativa

pr lec
Designação da Função Responsabilidades e Autoridades
Gestor da formação* Assegurar que os processos necessários para o sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL, são
estabelecidos, implementados, mantidos e avaliados

ão o e
Reportar à gestão de topo o desempenho do sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL e
qualquer necessidade de melhoria, elaborando com regularidade anual, um balanço da atividade formativa
Assegurar o interface de comunicação com clientes e potenciais clientes no que concerne aos produtos de
formação profissional fornecidos
uç ent
Assegurar a promoção da consciencialização para com os requisitos do cliente em toda a organização
Apoiar a gestão de topo na definição da Política da Formação
Assegurar a gestão dos recursos afetos à atividade formação
Vigiar a evolução tecnológica, analisar o seu impacto na atividade formativa e propor oportunidades de
pr u m

inovação
Gerir o processo de seleção e avaliação dos fornecedores
Elaborar diagnósticos de necessidades de formação
re doc

Elaborar dossiers de candidatura a fundos públicos


Elaborar o plano de atividade formativa, incluindo planos de formação específicos para clientes
od

Assegurar a elaboração e aprovar orçamentos e propostas


Assegurar o planeamento, execução, monitorização e avaliação do plano da atividade formativa
Avaliar o desempenho dos colaboradores afetos à atividade formativa
IP de

Assegurar a elaboração dos Dossier Técnico-pedagógico e Financeiro necessários à atividade formativa


NOTA: A responsabilidade do gestor da formação pode incluir a ligação com as partes externas, incluindo as interfaces tecnológica, de mercado
ou organizacional, em assuntos relacionados com o sistema de gestão da formação profissional, incluindo TEL.

Coordenador pedagógico* Apoiar o Gestor da Formação em todas as suas responsabilidades, no que concerne às questões de natureza
© ão

pedagógica
Definir e documentar o perfil de competência pedagógica de formadores, e-moderators e quaisquer outras
Q

funções com responsabilidades pedagógicas, como ferramenta de apoio às atividades de recrutamento e


seleção
s

Articular a gestão dos processos pedagógicos com todos os agentes envolvidos na atividade formativa
es

Acompanhar e apoiar, em termos pedagógicos, o desempenho de todos os agentes da formação, nas diversas
fases do ciclo formativo
Assegurar a validação pedagógica dos currículos, conteúdos, planos de sessão, materiais didáticos e
pr

instrumentos de avaliação antes da sua utilização


Coordenador técnico-científico Apoiar o Gestor da Formação em todas as suas responsabilidades, no que concerne às questões de natureza
técnico-científica da sua área de educação e formação
Im

Nota: Dependendo da dimensão da


organização e da natureza dos seus produtos Definir e documentar o perfil de competência técnico-científica de formadores, e-moderators e quaisquer
de formação profissional, poderá existir
apenas um ou vários coordenadores técnico- outras funções com responsabilidades técnico-científicas na sua área de educação e formação, como
científicos, para dar resposta às várias áreas ferramenta de apoio às atividades de recrutamento e seleção
de Educação e Formação
Articular a gestão dos processos de atualização técnico-científica da sua área de educação e formação com
todos os agentes envolvidos na atividade formativa
Acompanhar e apoiar, em termos técnico-científicos da sua área de educação e formação, o desempenho de
todos os agentes da formação, nas diversas fases do ciclo formativo
Assegurar a validação técnico-científica, no âmbito da sua área de educação e formação, dos currículos,
conteúdos, planos de sessão, materiais didáticos e instrumentos de avaliação, antes da sua utilização
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B.2 Funções de Conceção, Desenvolvimento e Inovação da atividade formativa

o
Designação da Função Responsabilidades e Autoridades

ida nic
Autor de conteúdos Conceber os currículos dos produtos de formação
Conceber conteúdos, totais ou parciais, para produtos de formação
Conceber materiais didáticos para produtos de formação

oib tró
Conceber instrumentos de avaliação
Instructional designer Identificar e analisar os objetivos a atingir, a audiência, as necessidades de formação, as competências a
desenvolver e as barreiras tecnológicas

pr lec
Criar guiões e modelos (templates)
Desenhar as sequências pedagógicas, os objetivos de aprendizagem, selecionar as tarefas e modalidades de
interatividade, e os exercícios de avaliação de acordo com o método e o modelo de instructional design

ão o e
adotado pela organização
Designer multimédia Desenvolver protótipos e modelos, a partir dos quais será elaborado o produto final
Juntar todos os diferentes elementos (texto, áudio, vídeo, gráficos e animações) num conjunto coerente
uç ent
Realizar testes de acessibilidade e usabilidade
Gerir as versões dos objetos de aprendizagem desenvolvidos para garantir a sua reutilização e atualização
fáceis
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
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o
B.3 Funções de execução da atividade formativa
Designação da Função Responsabilidades e Autoridades

ida nic
Formador* Elaborar planos de sessão
Executar a formação de acordo com os currículo, conteúdos, planos de sessão, materiais didáticos e
instrumentos de avaliação determinados, adaptando-os, quando aplicável, às necessidades específicas de cada
coorte de formandos

oib tró
Criar um ambiente amistoso e de confiança que encoraje a participação de todos os elementos do grupo
segundo princípios de aprendizagem colaborativa e relações igualitárias

pr lec
Ajudar o grupo a compreender os seus objetivos comuns e a planear como alcançar esses objetivos sem tomar
uma posição particular na discussão
Estimular a participação e a criatividade do grupo, realçando os saberes do grupo e promovendo a interajuda
Facilitar a aprendizagem, focalizar a discussão nos pontos cruciais, formular perguntas; testar respostas e

ão o e
encorajar os formandos a expandir e construir com base nos comentários
Gerir o tempo, proporcionando tempo suficiente para a aquisição do conhecimento
Gerir as relações entre os elementos do grupo estando atento ao cumprimento das regras
uç ent
Assegurar a constituição dos registos necessário à elaboração do Dossier Técnico-Pedagógico
Assegurar a interface entre os formandos e a organização
Reportar quaisquer situações relevantes ao coordenador pedagógico, coordenador técnico-científico ou gestor
pr u m

da formação, conforme aplicável


e-Moderator Elaborar planos de sessão
Executar a formação de acordo com os currículo, conteúdos, planos de sessão, materiais didáticos e
instrumentos de avaliação determinados, adaptando-os, quando aplicável, às necessidades específicas de cada
re doc

coorte de formandos
od

Criar um ambiente amistoso e de confiança que encoraje a participação de todos os elementos do grupo
segundo princípios de aprendizagem colaborativa e relações igualitárias
Ajudar o grupo a compreender os seus objetivos comuns e a planear como alcançar esses objetivos sem tomar
uma posição particular na discussão
IP de

Estimular a participação e a criatividade do grupo, realçando os saberes do grupo e promovendo a interajuda


Facilitar a aprendizagem, focalizar a discussão nos pontos cruciais, formular perguntas; testar respostas e
encorajar os formandos a expandir e construir com base nos comentários
© ão

Proporcionar o acesso a soluções tecnológicas que facilitem a aprendizagem


Q

Gerir o tempo, proporcionando tempo suficiente para a aquisição do conhecimento


Gerir as relações entre os elementos do grupo estando atento ao cumprimento das regras, nomeadamente de
s

Net-etiquete
es

Assegurar a constituição dos registos necessário ao Dossier Técnico-Pedagógico


Assegurar a interface entre os formandos e a organização
pr

Reportar quaisquer situações relevantes ao coordenador pedagógico, coordenador técnico-científico ou gestor


da formação, conforme aplicável
(ver ainda Figura 2 no Anexo C)
Im

Tutor em contexto de trabalho Planificar e organizar da formação em contexto de trabalho


Informar-se previamente acerca da cultura organizacional
Integrar o formando no contexto organizacional, no qual a formação em contexto de trabalho irá decorrer
Mobilizar todos recursos necessários ao desenvolvimento da formação
Motivar os formandos e ajustar as suas expectativas
Elaborar e aplicar metodologias de avaliação adequadas à formação em contexto de trabalho
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B.4 Funções de suporte ao planeamento, organização e execução da atividade formativa

o
Designação da Função Responsabilidades e Autoridades

ida nic
Técnico Administrativo Identificar as necessidades logísticas de cada produto de formação
Realizar ações de promoção e divulgação da formação
Assegurar as condições de execução física da formação, tendo em conta os meios previstos

oib tró
Preparar os materiais didáticos a fornecer aos formandos e formadores, em formato impresso ou digital
Gerir o stock de materiais didáticos

pr lec
Assegurar a manutenção e conservação da infraestrutura afeta à atividade formativa
Preparar os documentos administrativos relacionados com a atividade formativa, tais como documentos de
suporte a registos para inclusão no dossier técnico-pedagógico, declarações e certificados, entre outros
Publicar avisos e informações nos suportes e meios adequados à forma de organização da formação

ão o e
Técnico de Atendimento* Colaborar na concretização das iniciativas de divulgação da formação
Prestar esclarecimentos a potenciais formandos
uç ent
Realizar o atendimento os formandos via e-mail, fórum, chat, fax, telefone ou presencialmente, solucionando
as dúvidas ou encaminhando-as ao agente da formação mais adequado
Assegurar o interface de comunicação entre os vários agentes da formação
Colaborar na recolha de documentação obrigatória dos formandos
pr u m

Rececionar e encaminhar os pedidos de emissão de certificados e declarações


Técnico de Contabilidade* Gerir os Dossiers Financeiros necessários à atividade formativa
Executar todas as tarefas de contabilidade relacionadas com a atividade formativa de acordo com o SNC
re doc

Técnico de Helpdesk Atender os utilizadores via e-mail, fórum, chat, fax, telefone ou presencialmente, solucionando as dúvidas
od

relacionadas com o funcionamento do ambiente virtual


Técnico de Recrutamento e Recrutar e selecionar formandos
Seleção
Recrutar e selecionar formadores, tutores e moderadores
IP de

Técnico TIC Apoiar o desenvolvimento de recursos pedagógicos com base em aplicações proprietárias e/ou open source
Apoiar a realização testes de acessibilidade e usabilidade
Prestar apoio técnico na utilização de recursos de tecnologias de informação e comunicação (TIC)
© ão

Intervir no processo pós-testes, efetuando as correções necessárias, criando bases de dados de suporte, ou
mesmo desenvolvendo relatórios, ou outros mecanismos de acompanhamento dos formandos
Q

Identificar problemas e respetivas soluções, relativos a aplicações e outros recursos pedagógicos de cariz
s

tecnológico utilizados
es

Aplicar os requisitos de segurança da informação


pr

NOTA 1: As designações das funções são meramente indicativas. Diferentes organizações atribuem designações distintas às
mesmas funções de acordo com a sua cultura organizacional.
NOTA 2: Nem todas as organizações necessitam de todas as funções listadas. Tal depende dos produtos de formação que fornecem,
Im

suas áreas, modalidades e formas de organização.


NOTA 3: Em muitas organizações, algumas funções listadas são exercidas em acumulação.
NOTA 4: Os perfis assinalados com (*) e suas designações são obrigatórios no âmbito da Portaria 851/2010.
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Anexo C

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(informativo)

Modelo dos 5 estádios de e-moderação

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re doc
od
IP de
© ão
Q
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es
pr
Im

Figura 2 – Tradução Portuguesa do Modelo dos 5 estádios de e-moderação de Gilly Salmon (2011)
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2012

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Anexo D

ida nic
(informativo)

Tipos de Avaliação

oib tró
pr lec
Análise de
Philips

(Return on Investment)

ão o e
ROI “O inves mento em formação compensou?”

“A formação teve impacto nos resultados


Resultados
uç ent
do negócio?”

“Os par cipantes aplicaram as


Kirkpatrick
Análise de

Impacto aprendizagens no seu posto de trabalho?”


pr u m

“Os par cipantes aprenderam os


Aprendizagem conteúdos?”
re doc

“Os par cipantes gostaram da


od

Reação ou Sa sfação formação?”


IP de

Figura 3 – Tipos de Avaliação segundo Kirkpatrick (2009) e Phillips (2010)


© ão
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ida nic
Anexo NE
(informativo)

oib tró
Correspondência entre as normas europeias e internacionais referidas no
presente prNP e as normas nacionais

pr lec
ão o e
Norma internacional Norma europeia Norma nacional Título
ISO 9000:2005 EN ISO 9000:2005 NP EN ISO 9000:2005 Sistemas de gestão da qualidade –
Fundamentos e Vocabulário
uç ent
ISO 9001:2008 EN ISO 9001:2008 NP EN ISO 9001:2008 Sistemas de gestão da qualidade –
Requisitos
ISO 19011:2002 EN ISO 19011:2002 NP EN ISO 19011:2003 Linhas de orientação para auditorias
pr u m

a sistemas de gestão
re doc
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Bibliografia

o
ida nic
NP 4457:2007 Gestão da Investigação – Desenvolvimento e Inovação (IDI): Requisitos do
sistema de gestão da IDI – IPQ

oib tró
ISO/IEC 27001 Information technology – Security techniques – Information security
management systems – Requirements. ISO/IEC

pr lec
NP EN ISO 19011:2003 Linhas de orientação para auditorias de sistemas de gestão – IPQ
Portaria 851/2010 «D.R. I Série». 173(2010-09-06) 3936-3944
Kirkpatrick, D. e Kirkpatrick J. (2009) – Evaluating training programs – the four levels (3rd edition) –

ão o e
Berret-Koehler Publishers: San Francisco
Mirbach, H.; Pawlowski, J.; Reß, L.; Sohn, H.; Sonnberger, J.; Strahwald, B. and Stracke, C. (2009) –
Qualitätsplattform Lernen version 7.3 – University of Duisburg-Essen: Essen
uç ent
Phillips, P. e Phillips, J. (2010) – Return on Investment. In Handbook of Improving Performance in the
Workplace: Volumes 1-3 (editors: Silber, K.; Foshay, W.; Watkins, R.; Leigh, D.; Moseley, J. e
Dessinger, J.) – John Wiley & Sons, Inc.: Hoboken
pr u m

Salmon, G. (2011) – E-moderating: the key to teaching and learning online – Routledge: New York and
London
re doc
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IP de
© ão
Q
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