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ABORDAGENS NUTRICIONAIS NO TRANSTORNO DO ESPECTRO

AUTISTA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DESCRITIVA.


Nutritional approaches in the autistic spectrum disorder:
A descriptive bibliographic review.

Ana Caroline Vieira de ALMEIDA 1


Ariane de Assis Freires da SILVA2
Patrícia Cristina Moura VIEIRA³
Orientadora: Caroline Pessoa PORTO4

RESUMO

O Transtorno do espectro autista (TEA) reflete no indivíduo danos no convívio


social, comunicação e comportamento, apresentando várias peculiaridades
com relação à alimentação, sendo assim, a nutrição tem influência direta na
melhora clínica do paciente portador. O objetivo desse estudo é identificar as
diversas formas de intervenções nutricionais que contribuem para melhoria dos
sintomas dos pacientes e sua qualidade de vida. Realizou-se uma revisão
bibliográfica descritiva, a fim de reunir informações acerca das intervenções
nutricionais no TEA. Foram utilizadas como bases de dados SciELO, Google
Acadêmico e PubMed. As intervenções nutricionais mais promissoras
encontradas foram a Dieta Cetogênica, a Dieta de Carboidratos Específicos, a
Dieta baixa em Oxalato e a Dieta com restrição de Caseína e Glúten. A oferta
de diversos suplementos também tem sido estudada, demonstrando resultados
satisfatórios, como multivitamínicos e multiminerais, probióticos, vitamina B12
(Metilcobalamina), Vitamina D e Ômega 3. Mais estudos prospectivos
controlados com tamanhos de amostras adequados são necessários antes que
recomendações possam ser feitas a respeito da dieta ideal para pacientes com
TEA.

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Terapia Nutricional. Autismo.

1
Bacharel em Nutrição. Especialista em Nutrição Materno-Infantil. E-mail:
carolinevieiranutri@hotmail.com
2
Bacharel em Nutrição. E-mail: ariane.assisfreires@gmail.com
³ Bacharel em Nutrição. Especialista em Nutrição Esportiva. E-mail: patriciacristi_@hotmail.com
4
Bacharel em Nutrição. Especialista em Nutrição Clínica e Hospitalar. E-mail:
caroline.portonutri@esamaz.com.br
1. INTRODUÇÃO
Definido como um conjunto de desordens neurais, o Transtorno do
espectro autista (TEA) reflete no indivíduo danos no convívio social,
comunicação e comportamento, além de tornar seus interesses e atividades
restritivos e repetitivos (GALISHI et. al., 2016; HARRINGTON E ALLEN, 2014).
De acordo com a CID 10, o autismo classifica-se como um Transtorno
Global do Desenvolvimento e abrange as seguintes síndromes: Transtorno
desintegrativo da infância, Síndrome de Asperger e o Autismo infantil, Autismo
atípico, Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e movimentos
estereotipados e Transtornos globais não especificados do desenvolvimento
(TID SOE). Já segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (DSM- 5), o autismo passou a ser denominado Transtorno do Espectro
Autista (TEA), onde apenas o TID SOE não integra mais a nova classificação
(APA, 2014; ARAÚJO E NETO, 2014).
Ainda que não se tenha chegado a uma causa específica e também não
se conheça uma cura possível, várias linhas de estudos têm sido identificadas
para colaborar com um progresso positivo na sintomatologia dos indivíduos que
apresentam essa condição. Uma delas é de que a Nutrição, de várias formas,
tem influência direta na melhora clínica do transtorno do espectro autístico.
Através da pesquisa foi possível constatar que os sintomas
gastrointestinais podem ser tratados através da intervenção dietoterápica como
restrições alimentares (retirada do glúten e da caseína), manutenção da flora
intestinal, mantendo assim a conexão cérebro-intestinal e consequentemente
influenciando no estado comportamental dos pacientes. A suplementação de
vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais é de suma importância devido à
baixa ingestão e variedade de alimentos pelo autista, como também em relação
ao aumento da permeabilidade intestinal, colaborando com a diminuição de
alguns sintomas e beneficiando o estado nutricional do paciente.
Dessa feita, essa revisão bibliográfica tem como objetivo identificar as
diversas formas de Intervenções Nutricionais que contribuem para melhoria dos
sintomas dos pacientes e, por conseguinte para uma melhor qualidade de vida.
2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1 TIPO DE PESQUISA


Trata-se de uma pesquisa transversal e qualitativa, onde realizou-se
uma revisão bibliográfica descritiva, a fim de reunir informações acerca das
intervenções nutricionais potencialmente promissoras no tratamento do
Transtorno Espectro Autista (TEA).

2.2 LOCAL DE PESQUISA


Foram utilizados artigos científicos, livros e dissertações das seguintes
bases de dados: SciELO, Google Acadêmico e PubMed.

2.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO


Dentre os critérios de inclusão estão: estudos realizados nos últimos 15
anos encontrados a partir dos descritores utilizados abordando o tema
escolhido, disponíveis integralmente em língua portuguesa ou inglesa.
Foram excluídos da pesquisa artigos científicos com mais de 15 anos,
publicados em línguas diferentes das supracitadas e não direcionados à
temática escolhida.

2.4 PROCEDIMENTOS E ANÁLISE DE DADOS


A pesquisa foi realizada no período de outubro a dezembro de 2020. Os
descritores utilizados em diferentes combinações foram: “Transtorno do
Espectro Autista”, “Autismo”, “Dieta sem Glúten”, “Dieta sem Caseína” e
“Terapia Nutricional”. As versões em inglês desses descritores também foram
utilizadas: “Autism Spectrum Disorder”, “Autism”, “Gluten free Diet”, “Casein
free Diet ‘and “Nutritional Therapy”.
Foram selecionados 48 artigos publicados entre o período de 2004 e
2020.
3. REVISÃO DE LITERATURA
3.1 ETIOLOGIA
Em muitos casos de TEA, a sua etiologia ainda é uma incógnita e
imprecisa causa genética, sendo a maioria dos casos ainda de origem
idiopática (BONNET et. al. 2017). Evidências indicam que haja um conjunto de
diversos genes defeituosos e fatores ambientais desempenhando uma ação
catalisadora (CUSCÓ et. al. 2009).
Interações entre diversos genes e a influência de fatores epigenéticos e
a exposição a fatores ambientais são também um grande foco de averiguação.
Fatores de risco como complicações pré e perinatais, intercorrências no parto e
no período neonatal, idade parental, infecções, doenças autoimunes, déficits
nutricionais e exposição a substâncias teratogênicas são ponderados como
presumíveis colaboradores para a etiologia do TEA. (MODABBERNIA,
VELTHORST &, REICHENBERG, 2017).

3.2 SINTOMATOLOGIA
Segundo Facion (2013), o autismo é uma síndrome, consequentemente
um conjunto de sintomas, presente desde o nascimento e que se revela
invariavelmente antes dos 3 anos de idade. Essa síndrome caracteriza-se por
respostas anômalas a estímulos auditivos e/ou visuais e por dificuldades
graves na compreensão da linguagem oral. A fala leva tempo a aparecer e,
quando ocorre, pode-se observar a ecolalia (repetição de palavras), o uso
inadequado de pronomes, estrutura gramatical imatura e grande inaptidão para
usar termos abstratos.
O autismo apresenta uma tríade como sintomatologia básica: dificuldade
de interação social, déficit da comunicação verbal, interesses restritos e
padrões repetitivos (estereotipias). Pessoas com autismo podem ser
classificadas atualmente em três graus: leve, moderado e severo (FACION,
2013).

3.3 PREVALÊNCIA
A prevalência mundial dos Transtornos do Espectro do Autismo é
estimada atualmente entre 1% e 3%. À escala global, os estudos sobre a
prevalência mostram valores variados desta, estas diferenças podem ser
justificadas devidas os distintos meios de diagnóstico disponíveis, as diferentes
condições das redes de saúde e o acesso a estas, escolaridade e
consciencialização ou exposições ambientais (ISAÍAS, 2019).
Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, dois de abril,
a ONU declarou que é possível que a doença atinja cerca de 70 milhões de
pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se
comunicam e interagem. O Autismo, afeta em média uma em cada 110
crianças nascidas nos Estados Unidos, de acordo com o Centro de Controle
e Prevenção de Doenças (CDC) em 2006.
Teixeira (2010) diz que a prevalência do Autismo no Brasil ainda não é
conhecida, sendo utilizada a maioria dos dados populacionais sobre TEA de
países desenvolvidos.

3.4 DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito por meio de uma série de diferentes medidas e
instrumentos de triagem, sendo a escala CARS (Childhood Autism Rating
Scale ou “Escala de Pontuação para Autismo na Infância”) de Schopler a mais
utilizada e eficaz, sendo traduzida em vários idiomas (RAPIN e GOLDMAN,
2008).
As formas mais graves dos transtornos do espectro do autismo são
diagnosticadas nos primeiros anos de vida, enquanto formas moderadas são
identificadas apenas a partir da entrada na escola (MANDELL, NOVAK &
ZUBRITSKY APUD ALBORES-GALLO ET AL. 2008).
A dificuldade de diagnóstico tem como consequência um atraso na
busca dos recursos necessários ao atendimento e educação da criança.
Consideramos que o diagnóstico precoce é importante porque propicia que a
criança autista seja encaminhada o mais cedo possível para terapias e
educação especializada, o que certamente resultará em melhores condições
para seu desenvolvimento (JENDREIECK, 2014).

3.5 ALTERAÇÕES GASTROINTESTINAIS


No Transtorno do Espectro Autista a permeabilidade intestinal e alergia
alimentar são questões que devem ser analisadas em virtude à presença
estável de sintomas gastrointestinais como: diarreia, constipação, distensão e
dor abdominal (BUIE et. al., 2010).
As pressuposições a respeito desses sintomas revolvem em torno de
respostas imunes a proteínas alimentares e a presença de uma permeabilidade
intestinal anormal que provavelmente implicaria na absorção de peptídeos
quebrados de forma incompleta, seguindo de uma atuação opióde no Sistema
Nervoso Central (SNC) através da barreira hematoencefálica (GALIATSATOS,
GOLOGAN e LAMOUREUX, 2009).
Os estudos de Valenci-McDermott et al. (2006) e Adams et al. (2011)
indicaram que 70% das crianças com TEA relatam ter uma história de queixas
GI, contra 28% dos controles neurotípicos, e que os sintomas GI estão
fortemente correlacionados com a gravidade do autismo (P <0,001).
As anormalidades GI encontradas em crianças autistas incluem má
absorção, má digestão, supercrescimento microbiano (fúngico, bacteriano e
viral) e permeabilidade intestinal anormal. Esses eventos podem causar
sintomas, incluindo diarreia, constipação, gases, arrotos, sondagem e
alimentos visivelmente não digeridos (SANDE, BUUL & BROUNS, 2014).
Magistris et al. em 2014 replicou o achado de uma permeabilidade
intestinal anormal em 36,7% de noventa crianças autistas, bem como em
21,2% de seus 146 irmãos. Isso foi significativamente mais alto do que nos 146
controles saudáveis (4,8%). Encontraram ainda sintomas gastrointestinais em
46,7% das crianças autistas, ainda que esses sintomas não estivessem
relacionados à permeabilidade intestinal. Além disso, os pacientes com TEA
em dieta sem glúten e sem caseína (GFCF) apresentaram valores de
permeabilidade intestinal significativamente mais baixos em comparação com
aqueles em uma dieta sem restrições e controles. Os autores sugeriram a
existência de um fator genético GI que está envolvido na patologia de um
subgrupo de TEA.
A redução da digestão e absorção de carboidratos pode levar ao
acúmulo de sacarídeos no lúmen intestinal, resultando em diarreia osmótica,
distensão abdominal e flatulência (WILLIAM ET. AL., 2011).
A inflamação crônica no intestino pode danificar a camada de células
epiteliais. Quando presente, isso pode explicar o aumento da permeabilidade
intestinal encontrada em pacientes com TEA (SANDE, BUUL & BROUNS,
2014).

3.6 COMPORTAMENTO ALIMENTAR E IMPLICAÇÕES


NUTRICIONAIS
As crianças portadoras de TEA normalmente apresentam uma alta
seletividade alimentar e costumam criar bloqueios a novas experiências
alimentares. Essa característica pode ter uma relação direta com o perfil
nutricional desses pacientes, apresentando carências nutricionais, desnutrição
calórico-proteica e a indisciplina alimentar (CARVALHO, SANTOS,
CARVALHO, 2012).
A alta seletividade é constantemente relatada pelos pais de crianças
autistas o qual dizem ser um repertório alimentar limitado a um máximo de
cinco alimentos. (BANDINI, et al. 2010). Com essas restrições o consumo de
nutrientes essenciais como vitaminas, minerais e macronutrientes, passa a ser
inapropriado, levando a um estado nutricional inadequado (LEAL, et al. 2013).
Outra dificuldade registrada é a neofobia alimentar, caracterizada pela
recusa e não aceitação de alimentos, devido a cor, textura e/ou cheiro, o que
também pode levar a um quadro de desnutrição calórico-proteica e monotonia
alimentar (DOMINGUES, 2011).
Além disso, no momento das refeições podem estar presentes
comportamentos inadequados, como choro e agressividade, o que gera um
desgaste emocional, nas crianças e em seus cuidadores (ZUCHETTO;
MIRANDA, 2011).
Em estudo, Rodrigues et al. (2020) identificaram que as maiores
dificuldades dentro do comportamento alimentar foram apresentadas pelas
crianças com idade igual ou inferior a 6 anos, sendo que o evitar comer
vegetais crus e/ou cozidos foi o comportamento de maior frequência, e a
preferência alimentar dessas crianças ficou pelos grupos dos alimentos não
saudáveis. Além disso, percebeu-se que o menor consumo de alimentos
saudáveis se correlaciona positivamente com dificuldades no momento nas
refeições, como: comer sempre no mesmo lugar, comer fora dos horários e
possuir inquietação motora que dificulta sentar-se à mesa. Tais ações
ritualistas interferem na ingestão de nutrientes.
3.7 INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS
Estudos científicos atuais vêm assinalando, cada vez mais, uma série de
desequilíbrios fisiológicos e metabólicos no organismo de crianças com
Autismo, uma delas é o aumento da permeabilidade intestinal e alergia
alimentar em crianças portadoras do TEA, que possuem questões avaliadas
devido à presença constante dos sintomas gastrointestinais: diarreia,
constipação, distensão e dor abdominal (BUIE et al. 2010).
O tratamento padrão é fundamentado na combinação de terapia
comportamental e dietética com farmacoterapia. Por exemplo, adaptar uma
dieta adequada pode ajudar a aliviar a gravidade da doença, bem como os
sintomas psicológicos e gastrointestinais. Desta feita, uma parte importante da
terapia do autismo é a melhora do estado nutricional do paciente para prevenir
a expressão de sintomas gastrointestinais. Estudos têm demonstrado a
necessidade de complementar as deficiências nutricionais de pacientes
autistas com ácidos graxos ômega-3, probióticos, vitaminas e minerais em
combinação com intervenções médicas e psicológicas (KAWICKA &
REGULSKA-ILOW, 2013)
Em estudo de 2014 desenvolvido por Winburn, et.al., constataram que
mais de 80% dos pais e profissionais da saúde analisados, utilizavam como
tratamento alguma intervenção dietética, incluindo a dieta sem glúten e sem
caseína (SGSC).
Citada em estudos a dieta cetogênica, rica em gorduras e pobre em
carboidratos, parece favorecer indivíduos com TEA com episódios de crises
convulsivas, diminuindo a frequência das crises, mas tem como efeito colateral
deficiências nutricionais, dislipidemia e aumento de peso nesses indivíduos
(NAPOLI, DUEÑAS & GIULIVI, 2014).
A dieta de carboidratos especificos foi introduzida e descrita pela
primeira vez por Gottschall em 2004, como um dos métodos de tratamento do
autismo. Seu objetivo é aliviar os sintomas de má absorção e prevenir o
crescimento da microflora intestinal patogênica. A dieta recomenda
principalmente monossacarídeos, na qual as fontes são frutas, alguns vegetais
e mel, enquanto o consumo de carboidratos complexos é restrito. Os
polissacarídeos demoram muito mais para digerir do que monossacarídeos e,
sendo assim anormalmente, distribuídos no trato gastrointestinal, podem levar
a dificuldades de absorção onde o alimento residual torna-se um terreno fértil
para patógenos intestinais. O supercrescimento de leveduras e bactérias
podem causar disbiose intestinal, com a formação de produtos bacterianos e
fúngicos, bem como produção de muco intestinal. O objetivo principal desta
dieta é restaurar a função normal do intestino e prevenir o desenvolvimento de
microorganismos patogênicos. Os alimentos recomendados são carne, ovos,
queijos naturais, iogurte caseiro, vegetais (repolho, couve-flor, cebola,
espinafre, pimentão), frutas, nozes (amêndoas, castanhas do Brasil, nozes),
lentilhas e feijão.
Embora o autismo seja uma doença genética, alguns distúrbios
metabólicos podem contribuir para intensificar os sintomas clínicos, incluindo
altas concentrações de oxalato no soro sanguíneo. Em pacientes com TEA,
Konstantinowicz e colaboradores em 2011 demonstraram concentrações 3
vezes maiores de oxalato plasmático, em comparação com as recomendadas e
2,5 vezes maiores níveis de oxalato na urina. Maiores concentrações de
oxalato no soro sanguíneo e na urina pode, portanto, ser uma das razões da
patogênese do ASD. Pacientes com autismo devem, portanto, limitar a
ingestão de alimentos ricos em oxalato a 40-50 mg / dia. Durante a terapia com
dieta baixa em oxalato, os pacientes devem receber suplementos de suporte
conforme apropriado, como arginina, taurina, vitaminas A e E, glucosamina,
glutationa, tiamina, magnésio, CoA, citrato, magnésio, cálcio e zinco
(KAWICKA & REGULSKA-ILOW, 2013).

3.7.1 A Utilização de Suplementos


3.7.1.1 Vitaminas e Minerais
Vitaminas e sais minerais são de suma importância para o bom
funcionamento do organismo e possuem papéis essenciais para regulação da
atividade e manutenção celular, facilitam o transporte de diversas substâncias,
mantêm a atividade muscular e nervosa e promovem a constituição de ossos e
dentes. De maneira geral são obtidos por fontes externas, como a partir de
alimentos de origem animal e vegetal, recebendo atenção especial os cereais
integrais, frutas e verduras (PEDRAZA, ROCHA, SALES, 2013).
Em 2011, 141 pessoas (crianças e adultos) com autismo se inscreveram
em um estudo randomizado, duplo-cego, de suplementação de
vitaminas/minerais controlado por placebo. Foi observado nos sujeitos
estudados melhora nos níveis de vitaminas, minerais e biomarcadores de
sulfatação, metilação, glutationa e estresse oxidativo (proporção mais elevada
de glutationa oxidada reduzida e níveis mais baixos de nitrotirosina), em
comparação com um grupo de controle. Melhoras significativas também foram
observadas em problemas comportamentais, incluindo hiperatividade, birra e
linguagem repetitiva. Outrossim, os níveis plasmáticos e no sangue total de
várias vitaminas e minerais, os níveis plasmáticos de ATP e coenzima Q10 e
os níveis eritrocitários de NADH e NADPH aumentaram de níveis abaixo do
normal para normais após a suplementação (ADAMS ET. AL., 2011).

3.7.1.2 Probióticos
Probióticos são microorganismos vivos, que quando administrados em
quantidades adequadas conferem benefícios à saúde do hospedeiro,
melhorando seu equilíbrio microbiano intestinal. O consumo de alimentos que
os contém promove a síntese de vitaminas, a inibição de patógenos, a
reconstituição da microbiota intestinal após o uso de antibióticos, o aumento da
imunidade, a redução da atividade ulcerativa de Helicobacter pylori, o controle
da colite e o possível efeito hipocolesterolêmico (GOLDIN, GORBACH, 2008).
Evidências clínicas indicam que os probióticos interferem no sistema
nervoso central e no comportamento do hospedeiro, restringindo a resposta ao
estresse e a ansiedade, permitindo assim uma nova abordagem para o
tratamento de doenças mentais, como o TEA, através da modulação do eixo
microbioma-intestino-cérebro (LÁZARO; PONDÉ, RODRIGUES, 2017).
Em um estudo realizado com 30 crianças autistas de 5 a 9 anos, foi
utilizado suplemento nutricional de probióticos, com três linhagens probióticas:
Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus e Bifidobacteria longum,
durante 3 meses. Os resultados mostraram uma melhora significativa em
comparação ao início do estudo, com melhora na gravidade do autismo e
redução dos sintomas gastrointestinais (SHAABAN et al., 2018).

3.7.1.3 B12 (Metilcobalamina)


A vitamina B12 é um micronutriente essencial solúvel em água,
indispensável para o metabolismo de todas as células do organismo. Participa
de reações importantes na extração de energia proveniente de proteínas e
gorduras do ciclo do ácido cítrico mitocondrial, o qual mantém a integridade do
sistema nervoso e síntese de DNA. É obtida a partir do consumo regular de
produtos animais, incluindo carne vermelha, ovos e derivados de laticínios
(MENEGARDO et al. 2020).
Já foram relatadas deficiências nutricionais em crianças com TEA,
independentemente do tipo de dieta usada, principalmente resultado de uma
ingestão reduzida de cálcio, folato e vitamina B12 (AL-FARSI, 2013).
Em estudo foram selecionadas 57 crianças com TEA, que receberam
por 8 semanas o tratamento com vitamina B12 (metilcobalamina, 75 μg / kg).
Obtiveram-se melhoras nas medidas do metabolismo da metionina, capacidade
de metilação celular e diminuição dos sintomas da TEA (HENDREN et al.,
2016).

3.7.1.4 Vitamina D
A vitamina D, ou colecalciferol, é um hormônio esteroide que atua no
desenvolvimento e na manutenção do tecido ósseo, na homeostase normal do
cálcio e do fósforo, na diferenciação e proliferação celular, secreção hormonal,
assim como no sistema imune e em diversas doenças crônicas não
transmissíveis (BOUILLON, 2008).
Pode ser encontrada em alimentos como óleo de peixe, óleo de fígado
de bacalhau e gema de ovo, porém sua ação depende da síntese na pele pela
exposição solar (GREDEL, 2012).
Estudos apontam um aumento na prevalência de autismo em crianças
nascidas em locais com maiores latitudes e em filhos de migrantes de pele
negra. Além disso, é observada uma redução na espessura do metacarpo em
meninos autistas, o que leva à hipótese de que baixos níveis de vitamina D
durante o desenvolvimento poderiam ocasionar a doença (EYLES, 2012).
Saad et al (2016) avaliaram 122 crianças com TEA, comparando três
grupos: o de controle, o com deficiência de vitamina D e outro que recebeu
suplementação de Vitamina D3 (300 UI/kg/dia) por 3 meses. Seus resultados
mostraram que 57% dos pacientes apresentaram insuficiência de vitamina D;
pacientes em casos mais graves de TEA tinham menor concentração dessa
vitamina em relação aos pacientes moderados; o grupo suplementado
apresentou melhora em relação ao comportamento, contato visual e tempo de
atenção (SAAD et al., 2016).

3.7.1.5 Ômega 3
O ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado de cadeia longa, que não
pode ser sintetizado pelos mamíferos, devendo ser proveniente da dieta. É
considerado um alimento funcional e pode ser encontrado em animais
marinhos e óleos de sementes como linhaça e chia (WAITZBERG, 2007).
Está associado a diversos efeitos benéficos à saúde, como a redução
nos níveis plasmáticos dos triglicerídeos, colesterol total e LDL, a ação
vasodilatadora e possível ação na prevenção e/ou tratamento do câncer
(mama, próstata e cólon), depressão e mal de Alzheimer, além de redução da
incidência de aterosclerose, atividade anti-inflamatória, anticoagulante e
antiagregante (MORAES, COLLA, 2006).
Estudos apontam dano oxidativo e processo inflamatório associados ao
TEA. Assim, as manifestações clínicas apresentadas por pacientes autistas
podem estar relacionadas, em parte, pela deficiência ou desequilíbrio de
Ácidos Graxos Poliinsaturados Ômega 3, e a suplementação pode representar
uma alternativa terapêutica para a melhoria dos sintomas (LEE et al, 2014).
Em uma investigação para analisar o uso deste elemento como
adjuvante na terapia do TEA, participaram 13 crianças com sintomas
agravados da patologia, como birras, comportamento auto lesivo e agressão.
Foi utilizado por 6 semanas 1,5g/dia de ácidos graxos ômega-3 (0,84g/dia de
ácido eicosapentaenoico + 0,7g/dia de ácido docosaexaenoico). Em
comparação ao placebo, houve diminuição de sintomas nessas crianças,
principalmente para o fator hiperatividade (AMMINGER et al., 2007).

3.7.2 Restrição de Glúten e Caseína


A dietoterapia aplicada ao paciente com TEA visa melhorar os sintomas
gastrointestinais e as alterações comportamentais presentes, nesse caso, a
dieta gluten-free, casein-free (GFCF) têm demonstrado resultados positivos em
alguns casos (WHITELEY, et al. 2013). Os resultados positivos incluem
redução da agressividade e do comportamento autodestrutivo, atenção,
melhora na sociabilidade, fala e estereotipias, principalmente em crianças com
alguma história patológica pregressa ou familiar positiva de alergias
alimentares (FRANCIS, 2005).
A melhora comportamental em indivíduos autistas foi observada
naqueles que aderiram à dieta GFCF (SILVA, 2011). No entanto, a intervenção
dietética precisa ser implementada por pelo menos 6 meses para observar a
presença dos benefícios (JOHNSON, 2011). Segundo Mulloy et al. (2009),
nenhum estudo conseguiu fornecer provas conclusivas a respeito da eficácia
da dieta GFCF, isso porque os efeitos da dieta exigem um período longo de
execução, superior a 12 semanas, sendo assim, a implementação da dieta sem
o tempo adequado pode não apresentar resultados satisfatórios.
Além disso, de acordo com Puglisi (2005), por se tratar de uma dieta de
restrição a mesma deve ser feita com critérios adequados para que deficiências
nutricionais não aconteçam. E o nutricionista é profissional mais adequado para
realizar uma intervenção dietética de maneira individualizada e criteriosa,
sendo de extrema importância que o mesmo esteja em constante processo de
atualização para o atendimento ao paciente acometido pelo TEA.

3.8 ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA E OS MANEJOS UTILIZADOS


O inadequado estado nutricional, a seletividade alimentar e as
alterações gastrointestinais associadas ao TEA podem causar significativo
impacto na qualidade de vida dos pacientes (ZUCHETTO; MIRANDA, 2011).
Alguns estudos sugerem que as crianças autistas possuem de duas a três
vezes mais chances de serem obesas do que adolescentes na população em
geral (ABREU, 2011). Sendo assim, o papel do nutricionista é orientar os pais e
cuidadores na prevenção de doenças, como a obesidade infantil, ajudando na
qualidade de vida e melhora do quadro clinico, além de realizar intervenções
seguras afim de evitar os riscos de deficiências nutricionais que a restrição de
alimentos realizada de forma inadequada pode causar (ARAÚJO E NEVES,
2011).
O manejo utilizado por nutricionista é a adoção de dietas adaptadas aos
sintomas individuais da doença, às necessidades nutricionais e às preferências
alimentares do paciente. Os especialistas também enfatizam que é necessário
o monitoramento contínuo da dieta e do estado nutricional de crianças com
TEA. Também é essencial iniciar o manejo alimentar adequado em pacientes
autistas com sobrepeso, obesidade ou debilitação, causados por nutrição
inadequada (KAWICKA & REGULSKA-ILOW, 2013).
Uma dieta de eliminação adequadamente planejada e adaptada ao
indivíduo com TEA também pode levar ao alívio dos sintomas e à ocorrência de
distúrbios gastrointestinais (KAWICKA & REGULSKA-ILOW, 2013).

4. CONCLUSÃO
Por meio da presente revisão de literatura podemos concluir que o TEA
é uma patologia que apresenta características peculiares como a seletividade
alimentar, alterações gastrointestinais, aumento da permeabilidade intestinal,
que causam impacto tanto na qualidade de vida como no estado nutricional do
paciente. Sendo assim, várias estratégias nutricionais como dieta sem glúten e
sem caseína, dieta cetogênica, dieta de carboidratos específicos, dieta baixa
em oxalato, além da utilização de suplemento são empregadas visando
melhorar a sintomatologia e o estado nutricional do autista.
Esta revisão buscou reunir informações acerca das abordagens
nutricionais potencialmente promissoras no tratamento do TEA e enfatizar a
importância de se terem protocolos específicos para esse tratamento. No
entanto, é importante salientar que mesmo com tantos estudos e varias linhas
de pensamento sobre abordagens para diminuir os sintomas gastrointestinais e
comportamentais ligados ao autismo ainda não existe um padrão que se
aplique a todos os casos. Por isso, concluímos que é de suma importância que
mais estudos atuais com tempo e tamanhos de amostras adequados sejam
feitos para que se possa criar protocolos específicos e padronizados para
assim determinar qual intervenção dietéticas é mais adequada para cada caso.
Enquanto não se tem protocolos é importante respeitar a individualidade e
necessidade de cada paciente.
ABSTRACT
Autism Spectrum Disorder (ASD) reflects damage to the individual in social life,
communication and behavior, presenting several peculiarities in relation to food,
therefone, nutrition has a direct influence on the clinical improvement of the
patient. The purpose of this study is to identify the various forms of Nutritional
Interventions that contribute to improving patients' symptoms and their quality of
life. An integrative literature review was carried out in order to gather
information about nutritional interventions in ASD, through the databases
SciELO, Google Scholar and PubMed. The most promising nutritional
interventions found were the Ketogenic Diet, the Specific Carbohydrate Diet, the
Low Oxalate Diet and the Casein and Gluten Restriction Diet. The offer of
various supplements has also been studied, showing satisfactory results, such
as Multivitamins and Multiminerals, Probiotics, Vitamin B12 (Methylcobalamin),
Vitamin D and Omega 3. More prospective controlled studies with adequate
sample sizes are needed before recommendations can be made regarding the
ideal diet for patients with ASD.

REFERÊNCIAS

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