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Devocionário a

São José
Devocionário a
São José

12ª edição
Editora: Cristiana Negrão
Assistente Editorial: Jocelma Cruz
Capa e diagramação: Claudio Tito Braghini Junior
Foto de capa: André Willian
Preparação: Lilian Miyoko Kumai
Revisão: Patricia Bernardo de Almeida

Editora Canção Nova


Rua João Paulo II, s/n - Alto da Bela Vista
12630-000 Cachoeira Paulista SP
Telefone [55] (12) 3186-2600
e-mail: editora@cancaonova.com
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ISBN: 978-85-7677-235-4
© EDITORA CANÇÃO NOVA, Cachoeira Paulista, SP, Brasil, 2011
Sumário

Apresentação............................................................7
Testemunho de Santa Teresa de Ávila............... 11

Confessar-se com o auxílio de São José............. 14

A Santa Missa em união com São José............. 24

Comungar em companhia de São José.............. 26

Terço de São José.................................................. 42

Novena a São José................................................. 43

Mês dedicado a São José...................................... 52

Os sete domingos em honra a São José............. 81

Ladainha de São José.......................................... 117

Consagração a São José...................................... 120

Orações................................................................. 121

Referência bibliográfica...................................... 128


Apresentação

Por que tudo sempre deu certo, apesar de tanta


dor?
Como pode haver paz e generosidade, quan-
do não é possível compreender tudo?
O fato é que José conhecia seu Deus e, mesmo
quando nada sentia, sabia que sua presença era
indiscutível!
Como caminhar com intensa confiança, se
Deus o fez cego e sem respostas? Na realida-
de, José sempre viveu cercado da mais pura
intuição, a qual sempre lhe mostrou a verdade
sobre os desígnios de Deus que o consumiam.
Como pode nos ensinar tanto um homem
que não se preocupou em nos dizer quase nada?
É que José sabia que a única palavra que não pas-
sa é a própria vida!
Como não desejar a mudança das circuns-
tâncias? E, da forma como a vida é, ser deci-

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didamente tão obediente a ponto de jamais se
importar se esta é adversa à nossa vontade?
José compreendia que lhe seria um grande
aprendizado tomar uma nova atitude, valendo-
-se das circunstâncias para, por meio delas, ma-
nifestar seu amor e sua obediência a Deus sobre
todas as coisas. Como ser um mestre na carpin-
taria, tendo a seu lado, como aprendiz, o Rei do
Universo lhe chamando de pai? José jamais teve
medo de ser quem era, pois o mais importante
para ele era ser fiel, mesmo que isso lhe custasse
secretos e profundos constrangimentos.
E como permanecer inabalável ao ouvir Si-
meão profetizar os sofrimentos de sua amada
esposa e de seu santíssimo Filho, na angústia de
perceber-se completamente incapaz de amenizá-
-los? Sem dúvida, José compreendia que a vida
acarretaria inúmeros sofrimentos.
Como ser, ao mesmo tempo, esposo daque-
la que era, principalmente, Esposa do Espírito
Santo e pai daquele que o criou e o destinou para
chamá-lo de Filho? Sem dúvida, José, como nin-

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guém, por causa de seu grau de perfeição, per-
cebia sua limitação humana e não se angustiava.
Intuía que seu testemunho de tamanho equilí-
brio seria capaz de influenciar homens e mulhe-
res do mundo inteiro que, como nós, também
querem que o Céu já comece entre nós.
Como sustentar a saudade na hora em que,
cumprida a missão, deveria retornar ao Pai e
aguardar a realização da promessa que os uni-
ria novamente no Céu? A saudade era ameniza-
da pela certeza absoluta de que, num piscar de
olhos, aquela Santa Casa estaria logo reunida
novamente, onde ele continua em glória a de-
sempenhar a sua missão divina. Pois no Céu os
méritos de São José alcançaram plenitude e, lá,
ele continua a ser o chefe da Sagrada Família.
Este livro chega para acompanhar cada um de
nós, ensinando-nos, com José, que santidade se
aprende assim, no dia a dia, na vida de oração,
na obediência generosa e, principalmente, no
olhar que treina constantemente para enxergar
mais alto, mais longe, além daquilo que normal-

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mente se vê. E, mesmo não entendendo ao certo
os desígnios de Deus, sofrer e esperar a hora do
Senhor em sua vida! As orações aqui contidas
irão, na medida de nossa fidelidade, nos ensinar
a ser como São José, por meio de sua intercessão
e proteção sobre toda a Igreja que somos nós.
Certamente valerá a exigência de nossos esfor-
ços, por meio dos quais, com absoluta certeza,
nos compensarão a receber os mesmos méritos
destinados a José.
Bom trabalho!

Ricardo Sá

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Testemunho de Santa Teresa de
Ávila

É eloquente o testemunho de Santa Teresa de


Ávila, doutora da Igreja, devotíssima de São José.
No Livro da Vida, sua autobiografia, ela escre-
veu:

Tomei por advogado e senhor o glorioso São


José e muito me encomendei a ele. Claramente vi
que dessa necessidade, como de outras maiores
referentes à honra e à perda da alma, esse pai e
senhor meu salvou-me com maior lucro do que
eu sabia pedir.
Não me recordo de ter suplicado graça que
tenha deixado de obter. Coisa admirável são os
grandes favores que Deus me tem feito por in-
termédio desse bem-aventurado santo, e os peri-
gos de que me tem livrado, tanto do corpo como

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da alma. A outros santos parece o Senhor ter
dado graça para socorrer em determinada neces-
sidade. Ao glorioso São José tenho experiência
de que socorre em todas.
O Senhor quer dar a entender com isso como
lhe foi submisso na terra, onde São José, como
pai adotivo, o podia mandar; assim, no Céu con-
tinua a atender a todos os seus pedidos. Por ex-
periência, o mesmo viram outras pessoas a quem
eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos
quisera persuadir que fossem de votos desse glo-
rioso santo, pela experiência que tenho de quan-
tos bens alcança de Deus... De alguns anos para
cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum
favor especial. Nunca deixei de ser atendida.

Este testemunho de uma grande Santa, Dou-


tora da Igreja, dispensa comentários e precisa ser
lido e relido como muita atenção. Próximo de
Jesus e de Maria, São José é estrela de primeira
grandeza no Céu e intercede pela Igreja sem ces-

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sar, assim como, na terra, velava sem se descuidar
do Filho de Deus a ele confiado. Recomendemo-
-nos a ele, todos os dias.

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Confessar-se com o auxílio
de São José

•Fazer o sinal-da-cruz;
•Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vos-
sos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
•V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
•R. E renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações
dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei
que saibamos o que é reto e gozemos sempre de sua
preciosa consolação. Amém.
Rezemos três ave-marias, pedindo a Nossa
Senhora a graça de conhecer nossas faltas e de
confessar-nos devidamente.

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Oração
Santíssimo e inocentíssimo José, vós sem-
pre guardastes a vossa alma de qualquer pecado
que pudesse manchá-la e ofender a Deus; não
fiz eu assim, que muitas vezes ofendi sua Divi-
na Majestade e quebrei sua santa lei. Perdi meu
Deus, pobre de mim! Como aparecerei em sua
presença tão cheio de pecados? Não ouso, Santo
meu de minha alma, senão acompanhado de vós.
Socorrei-me, vinde em meu auxílio para que eu
me aproxime de seu Filho, peça perdão de meus
pecados e obtenha misericórdia.
Dai-me a conhecer os meus pecados e a gra-
ça e a inteligência para detestá-los e confessá-los
com fé, como se confessasse diretamente com
Deus.
Ó gloriosíssimo, peço-vos pelo amor que
tendes à Santíssima Virgem e ao bom Jesus que
ofendi. Pelo Sangue de Jesus, escutai-me São
José.

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Exame de Consciência
Passei algum tempo sem re-
zar minhas orações de manhã e à noi-
te? Falei mal da religião e de seus ministros?
Li jornais ou livros proibidos? Acreditei em
sonhos? Consultei cartomantes, horóscopos
ou pessoas suspeitas? Assisti a algum ato de
outra religião? Deixei de crer ou de desejar
minha salvação? Fiz algum juramento? Pro-
nunciei sem respeito o nome de Deus? Disse
alguma blasfêmia ou alguma palavra contra
Deus e seus santos? Perdi missas aos domin-
gos e dias santos? Profanei o dia santo com
divertimentos profanos? Faltei ao respeito na
igreja, conversando, rindo ou me comportan-
do inadequadamente? Deixei-me levar pela
liberdade do meu olhar? Trabalhei sem neces-
sidade aos domingos e dias santos?
Desobedeci a meus pais e superiores, faltan-
do-lhes ao respeito em palavras e gestos? Deixei

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de manifestar amor e de auxiliá-los em suas ne-
cessidades e pobreza? Procurei educar bem meus
filhos, verifiquei quem eram suas companhias e
os corrigi quando não procediam bem? Ensinei-
-lhes a doutrina?
Faltei ao respeito e à fidelidade com meus pa-
trões? Cumpri exatamente as obrigações de meu
emprego? Paguei com justiça o ordenado aos
empregados, zelando pelo bem de suas almas?
Guardei ódio ou desejei mal a alguma pessoa?
Fiz algo para vingar-me de alguém? Injuriei aos
outros ou caçoei deles?
Alimentei-me ou bebi em excesso, fazendo
algum escândalo ou apresentando atitudes que
levaram os outros ao escândalo? Deixei-me levar
pela ira em conversas ou discussões?
Demorei-me voluntariamente em maus pen-
samentos e desejos? Falei palavras obscenas? Pe-
quei contra a castidade, guardando comigo ou
observando estampas e quadros obscenos? Faltei
com modéstia no vestir? Diverti-me em lugares

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perigosos?
Tirei alguma coisa do outro? Conservei co-
migo algo achado, sabendo quem era o dono?
Causei algum prejuízo aos outros? Pago religio-
samente minhas dívidas? Gastei em luxo, ou coi-
sa semelhante, mais do que permitia o meu or-
denado? Perdi em jogos ou em outras diversões
os bens de minha família? Deixei-me levar pela
avareza, emprestando bens e cobrando-os com
juros injustos?
Julguei precipitadamente, levantei falso tes-
temunho contra alguém ou o caluniei? Murmurei
contra os outros, falei do meu próximo ou des-
cobri suas faltas sem necessidade? Disse alguma
mentira ou fiz mexericos entre amigos?

Reflexão
Pequei... Ofendi meu Deus, meu Criador e
meu Senhor, que sem mérito me criou. Pequei
contra meu Senhor ao mesmo tempo em que
Ele me dava a vida, a saúde e o corpo com o

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qual o ofendia.
Os anjos maus cometeram um só pecado – o
orgulho –, sem esperar o arrependimento. Deus
os castigou ao Inferno. Nossos primeiros pais de-
sobedeceram a Deus e Ele os castigou; pequei e
Deus ainda me espera!
Pequei contra Deus, Pai amabilíssimo, digno
de infinito amor pelo imenso benefício que me
fez! Com esses pecados fiz com que Deus-Ho-
mem derramasse suor e sangue no Jardim das
Oliveiras! Tornei a crucificar o Filho de Deus
com minhas iniquidades!
Ah, alma minha! Com esses pecados de
pensamentos dei força aos algozes que prega-
ram a coroa de espinhos na cabeça de Cristo.
Com meus pecados, ajudei os carrascos a pre-
gar as mãos e os pés de Jesus na cruz! Não foi
só o soldado quem abriu o coração de Cristo
com a lança! E Jesus ainda me ama e espera!
Ele é o pai do filho pródigo que sai todos os
dias à sua procura.

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Contemplo-o na cruz com os braços abertos.
Ele me espera e diz: "Meu povo, meu filho, que
fiz contra você? Em que o contrariei? Responda-
-me..." Lanço-me a seus pés como Madalena e
peço perdão dos pecados; humilho-me como o
bom ladrão: “Pequei, Senhor, tende piedade de
mim; lembrai-vos, Senhor, de mim quando che-
gardes em vosso Reino”.

Oração antes da Confissão


Ó meu glorioso santo e protetor São José, se
neste momento não me assistirdes, não sei o que
será de mim. Ofendi meu Deus, que em qual-
quer momento poderia mandar-me à morte e
minha alma para os Infernos. Ofendi meu Pai,
que me encheu sempre de benefícios. Revoltei-
-me contra meu Criador! Que será de mim? Ah!
Confesso que mereço o Inferno, mil Infernos se-
riam pouco para castigar minha insolência e in-
subordinação contra Deus!
Perdi o Céu e sou um condenado desterra-

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do de minha pátria. Ainda fiz pior, meu aman-
tíssimo José: com meus pecados ofendi a Jesus,
que vós tanto amais.
Persegui Jesus com minhas culpas e vos obri-
guei a fugir para o Egito; com minhas faltas, tor-
nei a crucificar Cristo dentro de minha alma!
Ah, meu protetor! Queria apagar com meu
sangue esses pecados! Queria desfazer o que
fiz, e que não fosse contado o número dos dias
em que ofendi a meu Deus.
Vós que podeis tanto com Jesus, conduzi-
-me a Ele. Conheço que sou a ovelha desgarra-
da do rebanho de Cristo; levai-me vós a Jesus,
quero ser para sempre de seu rebanho. Sou o
filho pródigo, mas agora já sou filho arrepen-
dido.
Ó Jesus, meu Deus, perdoai-me; não sou dig-
no de vosso perdão porque pequei pela malícia,
com conhecimento, mas, apesar disso, espero o
perdão. Vós sois meu Pai. Perdoai vosso filho
que chora suas culpas e vos promete a emenda;

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sois meu Salvador, não permitais que eu perca o
Céu, e do íntimo da minha alma escutai-me.
(Confesse seus pecados ao confessor como se esti-
vesse aos pés de Cristo, Nosso Senhor.)

Ato de Contrição
Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem verda-
deiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós
quem sois, sois bom e digno de serdes amado
sobre todas as coisas; pesa-me ter-vos ofendido.
Perdão, Senhor! Proponho firmemente, aju-
dado por vossa divina graça, corrigir-me e nun-
ca mais tornar a ofender-vos. Espero alcançar o
perdão de vossa infinita misericórdia. Amém.

Oração após a Confissão


Venho agora, meu querido pai, cheio de sa-
tisfação e júbilo agradecer-vos o benefício que,
por vossa intercessão, alcancei nesta confissão.
Confio que Deus perdoou-me. Foi um benefício

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incalculável pelo qual vos dou graças, meu glo-
rioso santo.
Protegei-me para que doravante não cometa
mais nenhuma falta. Dai-me força para quebrar
os maus costumes, firmeza para afastar-me das
ocasiões de pecado e eficácia em meus propósi-
tos.
Não me abandoneis sem vossa proteção.
Creio que esta confissão é o princípio da nova
vida. Amém.
(Antes de sair da igreja, cumpra, se for possível,
a penitência imposta.)

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