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APOSTILA DE DESENHO TÉ CNICO - PROF.

SANDRO CHERUBIM-REVISÃ O 00

CURSO TÉCNICO
EM
ELETROMECÂNI
CA

1º MÓDULO
APOSTILA DE DESENHO TÉ CNICO - PROF. SANDRO CHERUBIM-REVISÃ O 00

MATÃO, SP

1 - REPRESENTAÇÃO DE OBJETOS EM DESENHO TÉCNICO

1.1 - Introdução

A representação de objetos tridimensionais em uma superfície plana


(bidimensional), aplicando-se a projeção ortogonal, consiste em desenhar as vistas
ortográficas necessárias e suficientes, dispostas de modo coerente, que definem com
exatidão e clareza as formas e as dimensões desse objeto.

A vista ortográfica é a figura resultante da Projeção Cilíndrica Ortogonal de um


objeto sobre um plano de referência, segundo uma direção de observação
determinada.

Para desenhar e interpretar as projeções utiliza-se dois Planos de Projeção;


um Vertical (PV) e o outro Horizontal (PH), que dividem o espaço em quatro Diedros
iguais denominados 1º, 2º, 3º e 4º, como na Geometria Descritiva. (Figura 1).

Cada Diedro é a região limitada por dois semi-planos perpendiculares entre si.
Os Diedros são numerados no sentido anti-horário.

Figura 1: Planos Vertical e Horizontal de Projeções


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Na Europa e no Brasil a maioria dos desenhos são executados utilizando-se o


1º Diedro, enquanto nos Estados Unidos e Canadá utilizam o 3º Diedro.

Ao interpretar um desenho técnico procure identificar, de imediato, em que


diedro ele está representado.

O símbolo abaixo indica que o desenho técnico está representado no 1º


Diedro. Este símbolo aparece no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos
técnicos, dentro da legenda.

Quando o desenho técnico estiver representado no 3º Diedro, você verá este


outro símbolo:

Cuidado para não confundir os símbolos! Procure gravar bem, principalmente o


símbolo do 1ºDiedro, que é o adotado e utilizado com maior freqüência no Brasil.

1.2 - Projeção Ortográfica de Sólidos Geográficos

No Brasil, onde se adota a representação em 1º Diedro, além do Plano Vertical


e do Plano Horizontal, utiliza-se um terceiro Plano de Projeção: o Plano Lateral. Este
Plano é ao mesmo tempo perpendicular aos Planos Vertical e Horizontal. (Figura 2).
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Figura2: Planos de Projeção Ortográfica

Para entender como é feita a Projeção Ortogonal é preciso conhecer os


seguintes elementos: Observador, Modelo e Plano de Projeção. Veja os exemplos a
seguir, neles o modelo é representado por um dado (Figura 3).

Figura 3: Elementos de uma projeção Ortogonal


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Observa-se a seguir as Projeções em cada Plano de Projeção (Figura 4).

A linha projetante é a linha perpendicular ao plano de projeção que sai do


modelo e o projeta no plano de projeção.

Vista Frontal

Vista Superior

Vista Lateral
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Figura 4: Planos de Projeção

O resultado das Projeções são chamadas Vistas, conforme mostra a ilustração


abaixo (Figura 5).

Figura 5: Vistas nos


Planos de Projeção.

1.3 – Rebatimentos dos Três Planos de Projeção

Quando se tem a projeção ortogonal do modelo, o modelo não é mais


necessário e assim é possível rebater os planos de projeção

Com o rebatimento, os planos de projeção que estavam unidos


perpendicularmente entre si, aparecem em um único plano de projeção, imaginando-
se os planos de projeção ligados por dobradiças.
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Figura 6: Linhas
Projetantes auxiliares

Agora imagine que o plano de projeção vertical fica fixo e que os outros planos
de projeção giram um para baixo e outro para a direita.

Figura 7: Rebatimento
dos Planos de Projeção

O plano de projeção que gira para baixo é o plano de projeção horizontal e o


plano de projeção que gira para a direita é o plano de projeção lateral.
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Figura 8: Planos de Projeção rebatidos

Agora é possível tirar os planos de projeção e deixar apenas os desenhos das


vistas dos modelos.

Figura 9: Desenhos das vistas rebatidas

Observação: As linhas projetantes auxiliares não aparecem no desenho


técnico do modelo. São linhas imaginárias que auxiliam no estudo da teoria da
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projeção ortogonal, utilizadas apenas como demonstração de como deve ser o


alinhamento das vistas projetadas.

Outro exemplo (Figura 10):

Figura 10: Exemplo de Projeção Ortogonal com os Planos de Projeção

Dispondo as vistas alinhadas entre si, temos as projeções da peça formada


pela Vista Frontal, Vista Superior e Vista Lateral Esquerda (Figura 11).
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Observação: Normalmente a Vista Frontal é a vista principal da peça, e a vista


que melhor define as demais projeções.

Figura 11: Exemplo de Disposição das Vistas no Desenho

As Distâncias entre as vistas devem ser iguais e proporcionais ao tamanho do


desenho.

1.4 - Exercícios:
a) Complete as Projeções: Completar os desenhos de modelos com detalhes
paralelos.
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b) Complete as Projeções: Completar os desenhos de modelos com detalhes


não visíveis
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c) Complete as Projeções: Completar desenhos de modelos com detalhes


variados
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d) Complete as Projeções: Completar os desenhos e as vistas que faltam.


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e) Complete as Projeções: Identificar as faces das projeções.


Escrever nos modelos representados em perspectiva isométricas as faces
correspondentes.
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f) Complete as Projeções: Identificar as faces das projeções.


Escrever nas vistas representadas em projeção ortogonal as faces
correspondentes.
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g) Complete as Projeções: Assinalar com um X qual das quatro perspectivas


corresponde à peça.
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h) Complete as Projeções: Anote embaixo de cada perspectiva o número


correspondente as suas projeções.
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i) Complete as Projeções: Completar as projeções à mão livre


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j) Complete as Projeções: Completar as projeções desenhando a lateral à mão


livre
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k) Complete as Projeções: Completar as projeções desenhando a planta à mão


livre
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l) Complete as Projeções: Analise as perspectivas e identifique as projeções


com:
E - Elevação, P - Planta, LE – Lateral Esquerda e LD - Lateral Direita:
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2 – DESENHOS EM PERSPECTIVA

2.1 – Introdução

Quando olhamos para um objeto, temos a sensação de profundidade e relevo.


As partes que estão mais próximas de nós parecem maiores e as partes mais
distantes aparentam ser menores.
A fotografia mostra um objeto do mesmo modo como ele é visto pelo olho
humano, pois transmite a idéia de três dimensões: comprimento, largura e altura.
O desenho, para transmitir essa mesma idéia, precisa recorrer a um modo
especial de representação gráfica: a Perspectiva. Ela representa graficamente as três
dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a transmitir a idéia de
profundidade e relevo.
Existem diferentes tipos de perspectivas. Veja como fica a representação de
um cubo em três tipos diferentes de perspectiva (Figura 12).
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Perspectiva Perspectiva Perspectiva

Cônica Cavaleira Isométrica

Figura 12: Desenhos em diferentes Perspectivas

Cada tipo de perspectiva mostra o objeto de um jeito. Comparando as três


formas de representação, você pode notar que a Perspectiva Isométrica é a que dá a
idéia menos deformada do objeto.

ISO quer dizer mesma; Métrica quer dizer medida. A perspectiva isométrica
mantém as mesmas proporções do comprimento, da largura e da altura do objeto
representado. Além disso, o traçado da perspectiva isométrica é relativamente simples.
Por essas razões, a perspectiva mais utilizada é a Perspectiva Isométrica.

Em desenho técnico, é comum representar perspectivas por meio de esboços,


que são desenhos feitos rapidamente à mão livre. Os esboços são muito úteis quando
se deseja transmitir, de imediato, a idéia de um objeto.

Lembre-se de que o objetivo deste curso não é transformá-lo num desenhista.


Mas, exercitando o traçado da perspectiva, você estará se familiarizando com as
formas dos objetos, o que é uma condição essencial para um bom desempenho na
leitura e interpretação de desenhos técnicos.
2.2 – Ângulos

Para estudar a perspectiva isométrica, precisamos saber o que é um ângulo e a


maneira como ele é representado.
Ângulo é a figura geométrica formada por duas semi-retas de mesma origem. A
medida do ângulo é dada pela abertura entre seus lados (Figura 13).
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Figura 13: Definição de ângulo

Uma das formas para se medir o ângulo consiste em dividir a circunferência em


360 partes iguais. Cada uma dessas partes corresponde a 1 grau (1º).

Figura 14: Determinação do grau

A medida em graus é indicada pelo numeral do símbolo de grau. Exemplo: 45º


(lê-se: quarenta e cinco graus).

2.3 – Perspectiva Isométrica


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O desenho da perspectiva isométrica é baseado num sistema de três semi-


retas que têm o mesmo ponto de origem e formam entre si três ângulos de 120°
(Figura 15).

Figura 15: Determinação dos Eixos Isométricos

Essas semi-retas, assim dispostas, recebem o nome de Eixos Isométricos.


Cada uma das semi-retas é um Eixo Isométrico.
Os eixos isométricos podem ser representados em posições variadas, mas
sempre formando, entre si, ângulos de 120°. Neste curso, os eixos isométricos serão
representados sempre na posição indicada na figura anterior.
O traçado de qualquer perspectiva isométrica parte sempre dos eixos
isométricos. Qualquer linha que seja uma reta paralela a um eixo isométrico é
chamada Linha Isométrica. Retas situadas num mesmo plano são paralelas quando
não possuem pontos comuns.
Observe a figura a seguir (Figura 16):
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Figura 16: Determinação das Linhas e Isométricas

As retas r, s, t e u são linhas isométricas:

 r e s são linhas isométricas porque são


paralelas ao eixo y;
 t é isométrica porque é paralela ao eixo z;
 u é isométrica porque é paralela ao eixo x.

As linhas não paralelas aos eixos isométricos são linhas não isométricas.

A reta v, na figura abaixo (Figura 17), é um exemplo de linha não isométrica.

Figura 17: Determinação das Linhas não Isométricas

2.4 - Traçados da Perspectiva Isométrica no Papel Reticulado


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Para traçarmos uma Perspectiva Isométrica partimos de um sólido geométrico


simples: o Prisma Retangular, que é a base para qualquer modelo (Figura 18).

Figura 18: Prisma Retangular

dimensões básicas:

c: comprimento

l: largura

A traçagem de perspectiva isométrica tem como referência o papel isométrico


(reticulado).

Figura 19: Papel Isométrico (ou Papel Reticulado)

O traçado do prisma será demonstrado em cinco fases a seguir:

1º fase: Trace os eixos isométricos e indique o comprimento, largura e altura.

2º fase: A partir dos pontos marcados do comprimento e altura, trace duas


linhas isométricas que se cruzam, determinando a face da frente do modelo.
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3º fase: Trace agora a partir dos pontos marcados do comprimento e largura,


as linhas isométricas que se cruzam, determinando a face superior do modelo.

4º fase: finalmente trace agora a partir dos pontos marcados da largura e


altura, as linhas isométricas que se cruzam, determinando a face lateral do modelo.

5º fase: Para finalizar apagar as linhas de construção e reforçar o contorno do


modelo
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Exemplo de traçado de Perspectiva Isométrica com detalhes paralelos.

Exercícios: Desenhe as Perspectivas dos modelos indicados abaixo;

2.5 - Perspectiva Isométrica de Elementos Oblíquos


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Esses elementos são oblíquos porque têm linhas não paralelas aos eixos
isométricos.

O modelo a seguir demonstrará o traçado de um elemento oblíquo (chanfro).


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Exercícios: Desenhe as Perspectivas dos modelos indicados abaixo;


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2.6 - Perspectiva Isométrica de Elementos Arredondados e Diversos

O modelo a seguir demonstrará o traçado de um elemento arredondado


(círculo).
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Outros Exemplos:
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2.7 - Exercícios: Perspectiva Isométrica


a) Complete as Perspectivas: Desenhar os modelos no papel isométrico.
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b) Complete as Perspectivas: Desenhar os modelos em Perspectiva Isométrica.


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c) Complete as Perspectivas: Complete as vistas faltantes e desenhe a


Perspectiva Isométrica.
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3 – TIPOS DE LINHAS

3.1 - Linhas para arestas e contornos visíveis

É uma linha contínua larga que indica o contorno de elementos esféricos ou


cilíndricos e as arestas visíveis do modelo para o observador. Exemplo:

3.2 - Linha para aresta e contorno não visíveis


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É uma linha tracejada que indica as arestas não visíveis para observador, isto
é, arestas que ficam encobertas. Exemplo:

3.3 - Linha de Centro

É uma linha estreita, formada por traços ou pontos alternados, que indica o
centro de alguns elementos do modelo, como furos, rasgos, etc. Exemplos:
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3.4 - Linha de Simetria

É uma linha formada por traços e pontos alternados. Ela indica que o modelo é
simétrico. Ex.:

Obs.: Imagine que este modelo é dividido ao meio horizontal e verticalmente.


Note que as partes divididas são exatamente iguais, logo o modelo é simétrico.
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Quando o modelo é simétrico, no desenho técnico aparece a linha de simetria,


indicando que as metades do desenho apresentam-se simétricas em relação e essa
linha, podendo aparecer tanto na horizontal como na vertical.

No exemplo abaixo a peça é simétrica apenas em um sentido.

3.5 – Classificação e Prioridades dos Tipos de linhas


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PRIORIDADES: Caso ocorram coincidências em duas ou mais linhas de


diferentes tipos, a seguinte ordem de prioridade deve ser seguida

REGRAS: Algumas regras para terminações e cruzamentos de linhas:


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4 – COTAGEM

4.1 – Introdução

Entende-se por Cotagem a indicação das medidas da peça em um desenho.


Ao cotar um desenho, o desenhista / projetista devem seguir determinadas regras. A
cotagem é normalizada pela Norma ABNT / NBR 10126/1987.

As medidas indicadas no desenho técnico referem-se às grandezas reais que


um objeto deve ter depois produzido.

Importância e qualidade de um bom dimensionamento/cotagem

Quando se projeta um produto, temos que levar em conta, simultaneamente, as


condições de uso e fabricação. Sendo assim, um estudo minucioso das características
de forma e do material, devem conciliar as exigências da utilização com o processo de
fabricação, tornando-o mais econômico possível.

Temos que procurar adequar o produto em função dos meios disponíveis de


produção, máquinas e ferramentas, sendo que o desenho deve conter todas as
informações para que possa ser fabricado.

Então em princípio, as considerações de utilização e de fabricação importam


ao produto, mas notamos que é também importante para a fabricação e controle, que
as cotas dos desenhos definam em cada peça a ser fabricada, de uma maneira
racional, completa e sem ambigüidades.

Assim sendo, vemos que as dimensões, definidas no desenvolvimento do


Produto, devem ser cuidadosamente escolhidas, satisfazendo as seguintes condições:

- Dar definição completa e sem ambigüidade do produto a ser utilizado.

- Dar as tolerâncias de fabricação compatíveis com o funcionamento e a


intercambiabilidade desejada.
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- Permitir ao fabricante a possibilidade de aproveitar a cotagem da melhor


maneira possível.

Como efetuar uma boa cotagem

Parece bastante simples, desde que não levemos em conta a função da peça
num conjunto ao qual ele pertence. Mas em tudo que fazemos, temos que considerar
o critério de funcionamento ou utilização.

Um estudo da função de cada peça permite dar uma solução correta e prática
aos problemas de cotagem, este critério de utilização é chamado de Cotagem
Funcional, que é o estudo analítico feito durante o dimensionamento da peça.

4.2 – Unidade de medida em Desenho Técnico

As peças, como todos os sólidos geométricos, têm três dimensões básicas:


Comprimento, Largura e Altura.

Para indicar uma medida precisamos de uma unidade de medida como


referência. A unidade de medida adotada no Desenho Técnico mecânico é o
milímetro.

Um milímetro corresponde à milésima parte do metro. Isto quer dizer que,


dividindo o metro em 100 partes iguais, cada uma das partes equivale a 1 (um)
milímetro. O símbolo de milímetro é mm, e o instrumento de medição em desenho
técnico é a escala, ou também conhecida como régua graduada em milímetros
(Figura 20).
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Figura 20: Exemplo régua graduada em milímetro (mm)

4.3 – Elementos da Cotagem

Para a cotagem de um desenho são necessários três elementos (Figura21):

Figura 21: Elementos da cotagem

a) Linha de Cota – São linhas contínuas estreitas, com setas nas


extremidades; nestas linhas são colocadas as cotas que indicam as
medidas da peça.

b) Linha Auxiliar – São linhas contínuas estreitas que limitam as linhas de


cota.

c) Cotas – São numerais que indicam as medidas básicas da peça e as


medidas de seus elementos. As medidas básicas são: comprimento, largura
e altura.
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Figura 22: Exemplo de cotagem

4.4 – Regras Gerais na Cotagem

As Cotas devem guardar uma pequena distância acima da linha de cota, nunca
tocá-las. As linhas auxiliares também guardam uma distância das arestas de contorno
do desenho. A linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da respectiva linha
de cota.

Abaixo a ilustração de como devemos respeitar os elementos de cotagem


(Figura 23).
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Figura 23: Cuidados na cotagem

Abaixo a ilustração de como devem ser as setas na linha de cota (Figura 24).

Figura 24: Representação das setas na cotagem

Observe o desenho abaixo

Quando a linha de cota estiver na posição horizontal, a cota deve ser indicada
acima e paralelamente à sua linha de cota, Os algarismos devem estar centralizados,
a uma pequena distância da linha de cota.

Quando a linha de cota estiver na posição vertical, a cota pode aparecer do


lado esquerdo e paralelo à linha de cota.
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Outra possibilidade é representar a cota interrompendo a linha de cota, porém


no mesmo desenho empregar somente uma das modalidades. A mais utilizada é a
cota acima da linha de cota.

Quando a linha de cota está na posição inclinada, a cota acompanha a


inclinação para facilitar a leitura ou é representada na posição horizontal,
interrompendo a linha da de cota.

Figura 25: Representação de cotas inclinadas

Evite a colocação de cotas inclinadas no espaço preenchido (hachurado) à 30º.

Figura 26: Regiões a serem evitadas na cotagem


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Em desenho mecânico, normalmente a unidade de medida utilizada é o mm,


neste caso é dispensada a colocação do símbolo junto à cota, porém quando se
emprega outra unidade de medida no mesmo desenho, por exemplo, a polegada,
coloca-se o símbolo da unidade empregada.

Figura 27: Utilização de diferentes unidades no mesmo desenho

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1) As cotas devem ser colocadas de modo que o desenho seja lido da


esquerda para a direita e de baixo para cima, paralelamente à dimensão
cotada.

2) Sempre que possível deve ser evitado colocar cotas em linhas tracejadas
(aresta contorno não visível).
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3) A cota deve ser indicada na vista que mais claramente representar a forma
do objeto cotado. Deve se evitar a repetição de cotas.

4) As cotas podem ser colocadas dentro ou fora dos elementos que


representam, porém sempre que possível devem ser evitadas devido clareza e
facilidade de execução.

5) Quando possível deve se evitar o cruzamento de linhas auxiliares e linhas de


cota.

6) As linhas auxiliares são traçadas perpendicularmente à dimensão cotada,


mas caso necessário, podem ser traçadas obliquamente, porém paralelas entre si.
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4.5 – Cotas de Tamanho e Posição

Em muitos objetos é necessário interpretar, além das cotas básicas de


tamanho (comprimento, largura e altura), temos também que interpretar os elementos
que fazem parte deste objeto, são as chamadas cotas de posição.

Figura 28: Exemplos de Peças com Elementos diversos

Para fabricar peças como essas é necessário interpretar, além das cotas
básicas, as cotas de posição dos elementos.

O Exemplo abaixo mostra um elemento em uma peça e suas cotas de posição


(Figura 29).
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Figura 29: Exemplos de Cotas de Posição

A cota de 9 mm indica a localização do furo em relação à altura da peça. A cota


de 12 mm indica a localização do furo em relação ao comprimento da peça. As cotas
10 e 16 mm indicam o tamanho do furo.

4.6 – Cotagem de Peças Simétricas

A utilização da linha de simetria para a cotagem em peças simétricas facilita e


simplifica a cotagem, conforme exemplo abaixo (Figura 30).

Sem linha de simetria

com linha de simetria

Figura 30: Exemplos de Cotas com auxílio da linha de simetria

Exemplo de uma seqüência de cotagem.


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1º Passo:

2º Passo:

3º Passo:

4º Passo:
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5º Passo:

4.7 – Cotagem de Diâmetros, Raios e Elementos Esféricos

a) Diâmetros

b) Raios
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c) Esféricos

4.8 – Cotagem de Elementos Angulares

Existem peças que têm elementos angulares, ou seja, formados por ângulos,
onde sua medida deve ser realizada em graus.

A Cotagem nestes casos é feita com a abertura do elemento angular e a linha


de cota curva, cujo centro é o vértice do ângulo cotado.

Seguem exemplos de cotagem angular (Figura 31).


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Figura 31: Exemplos de Cotas angulares

4.9 - Cotagem de ângulos em peças cilíndricas

Normalmente aplicados a peças cônicas e cilíndricas


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4.10 - Cotagem de Chanfros

Chanfro é a superfície obliqua obtida pelo corte da aresta de duas superfícies


que se encontram.

Há duas maneiras pelas quais os chanfros aparecem cotados: por meio de


cotas lineares e por meio de cotas lineares e angulares.

As cotas lineares indicam medidas de comprimento, largura e altura.

As cotas angulares indicam medidas de abertura de ângulos.


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Figura 32: Exemplos de Cotas em Chanfros

Em peças cilíndricas, quando o chanfro está a 45º é possível simplificar a


cotagem.

4.11 - Cotagem em Espaços Reduzidos


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Para cotar em espaços reduzidos, é necessário colocar as cotas conforme


exemplos abaixo, e quando não houver espaços para setas, são substituídas por
traços oblíquos.

4.12 - Cotagem por Faces de Referência

Na cotagem por referências as medidas da peça são indicadas a partir de uma


face ou por um elemento de referência, e podem ser executada como cotagem em
paralelo ou cotagem aditiva (Figura33).

A cotagem aditiva é uma simplificação da cotagem em paralelo e utilizada


onde há limitação de espaço, desde que não tenha problemas de interpretação.

Exemplo:

Figura 33: Exemplos de Cotagem por faces de referência


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A cotagem aditiva pode ser aplicada em duas direções (Figura34).

Figura 34: Exemplo de Cotagem aditiva em duas direções

A cotagem aditiva em duas direções pode ser simplificada por uma cotagem
por coordenadas, ficando relacionada a dois eixos, e as cotas indicadas em uma
tabela (Figura35).

Figura 35: Exemplos de Cotagem aditiva por Coordenadas


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Exemplo de peça com face de referência:

A cotagem por referência pode ser aplicada também a uma linha básica, onde
as medidas são aplicadas a partir de uma linha básica de referência (Figura 36).
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Figura 36: Exemplos de Cotagem por linha básica

4.13 - Cotagem de Elementos igualmente espaçados

Cotagem de elementos igualmente espaçados. Existem peças com furos com


mesma distância entre seus centros, ou seja, furos igualmente espaçados. Podemos
aplicar para cotas lineares e angulares (Figura 37).
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Figura 37: Exemplos de Cotagem para elementos igualmente espaçados

Quando não causarem dúvidas o desenho e a cotagem podem ser


simplificados (Figura 38).
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Figura 38: Exemplos de Cotagem simplificada para elementos igualmente espaçados

4.14 – Indicações Especiais de Cotagem

Cotagem de cordas, arcos e ângulos


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Cotagem fora de escala

As cotas fora de escala nas linhas de cota sem interrupções devem ser
sublinhadas com linhas retas, com a mesma largura a linha do algarismo.

Cotagem de indicação especial

É a cotagem de uma área ou comprimento limitado de uma superfície para


indicar uma situação especial. A área ou o comprimento e sua localização são
indicados por meio de linha traço e ponto, desenhada de maneira adjacente à face que
corresponde.
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Cotagem de Peças com faces ou elementos inclinados

Em algumas situações de peças com elementos inclinados, a relação de


inclinação deve ser indicada (Figuras 39 e 40).
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Figura 39: Exemplo de Cotagem da relação de inclinação

Obs: A relação de inclinação 1:10 indica que a cada 10 mm do comprimento da


peça, diminui-se 1 mm na altura.
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Figura 40: Outros Exemplos de Cotagem da relação de inclinação

Cotagem de Peças Cônicas ou elementos cônicos

Em algumas situações de peças com elementos cônicos, a relação de


conicidade deve estar indicada (Figuras 41 e 42).

Figura 41: Exemplo de Cotagem da relação de conicidade


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Obs: A relação de conicidade 1:20 indica que a cada 20 mm do comprimento


da peça, diminui-se 1 mm no diâmetro.

Figura 42: Outros Exemplos de Cotagem da relação de conicidade

Cotagem de Espessuras, Elementos Cilíndricos e Quadrados

Em algumas situações de peças as vistas podem ser omitidas com a utilização


da simbologia do elemento na cotagem.
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Indicativo de redondo (Ø)

Indicativo de espessura (esp.)


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Outros Exemplos de Aplicação:


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4.15 - Exercícios: Perspectiva Isométrica


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4. Observe as perspectivas e escreva as cotas nas projeções


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5. Nas projeções apresentadas, faça a cotagem dos elementos citados:


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Comprimento por face de referência

6. Analise as perspectivas e coloque as cotas:


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7. Desenhe a mão livre as projeções e faça a cotagem:


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5 – ESCALAS

5.1 – Definição de Escalas

Escala é a relação entre as medidas da peça e as dimensões do desenho.

A Escala é necessária, pois nem sempre os desenhos mecânicos são do


mesmo tamanho das peças a serem produzidas. Em desenho técnico, a escala indica
a relação do tamanho do desenho da peça com o tamanho real da peça. A escala
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permite representar, no papel, peças de qualquer tamanho real. Nos desenhos em


escala, as medidas lineares do objeto real são mantidas, ou então são aumentadas ou
reduzidas proporcionalmente.

Assim, quando se trata de uma peça muito grande, o desenho é feito em


tamanho menor com redução igual em todas as suas medidas. Quando se trata de
uma peça muito pequena, o desenho é feito em tamanho maior com ampliação igual
em todas as suas medidas.

Escalas recomendadas pela ABNT, através da norma técnica NBR 8196/1983


(Figura 43).

Figura 43: Escalas recomendadas conforme ABNT – NBR 8196/1983

As Escalas devem ser obrigatoriamente indicadas na legenda do desenho.


Quando em uma mesma folha existirem desenhos com escala diferentes, somente a
escala principal deve ser escrita na legenda. As demais escalas devem ser escritas
junto às vistas correspondentes.

Dica Importante:
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Escala de redução: representada como 1:X , onde X é o fator de redução.

Escala de ampliação: representada como X:1 , onde X é o fator de ampliação.

Exemplo de um punção de bico em tamanho natural.

Exemplo de rodeiro de vagão, vinte vezes menor que o seu tamanho real.

Exemplo de uma agulha de injeção, duas vezes maior que seu tamanho real.
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OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

“A redução ou a ampliação só tem efeito para o traçado do desenho. As


cotas não sofrem alteração”.

5.2 – Escalas de medidas angulares

Em medidas angulares não existe a redução ou ampliação, seja qual for a


escala utilizada.
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Observação – Os ângulos não são alterados em uma redução ou ampliação


de escala.

Exemplo:
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5.3 – Exercícios: Escalas

a) Complete as lacunas do quadro abaixo conforme exemplo A:


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b) Escolha entre as quatro alternativas de escalas e faça um círculo na


resposta certa conforme o exemplo A:

c) Determine e coloque as cotas nos desenhos, utilizando régua milimetrada.


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d) Determine a escala dos desenhos e coloque as cotas que faltam nas vistas,
utilizando a régua milimetrada.
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6 – CORTES

6.1 – Definição de Corte

Cortar quer dizer dividir, secionar, separar partes de um todo.

Os Cortes são utilizados em peças ou conjuntos com a finalidade de


representar os detalhes internos de modo claro, pois através das vistas normais esses
mesmos detalhes teriam difícil interpretação, ou mesmo ilegíveis. As representações
em corte são normalizadas pela ABNT através da Norma NBR 10067. (Figura 44)

Figura 44: Ilustração de uma peça em Corte


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Para se desenhar uma projeção em corte, é necessário indicar onde a peça


será imaginada cortada (Figura 45).

Essa indicação é feita por meio de setas e letra que mostram a posição do
observador.

Figura 45: Indicação do Plano de corte


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6.2 – Definição de Hachuras

Na projeção em corte, a superfície imaginária cortada é preenchida com


hachuras, ou seja, são as partes maciças do modelo, atingidas pelo plano de corte.
Além de demonstrarem a superfície cortada, as hachuras também têm a função de
mostrar o tipo de material a ser utilizado.

As hachuras são formadas por linhas estreitas inclinadas e paralelas entre si.

Figura 46: Representação de Hachuras

As hachuras são formadas por linhas estreitas inclinadas e paralelas entre si, e
seu traçado tem uma inclinação de 45 º (Figura 46 e 47). De acordo com a Norma
NBR 12298, representação de área de corte por meio de hachuras em desenho
técnico existe outros tipos de hachuras utilizadas opcionalmente para representar
materiais específicos, quando a clareza do desenho exigir (Figura 48).
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Figura 47: Indicação do traçado da hachura

Figura 48: Indicação do tipo de hachura para outros materiais

6.3 – Planos de Corte

a) Corte na Vista Frontal

b) Corte na Vista Superior


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c) Corte na Vista Superior

Observações:

- A Expressão Corte AA é colocada embaixo da vista hachurada.

- As vistas não atingidas pelo corte permanecem com todas as linhas.

- Na vista hachurada, as linhas tracejadas podem ser omitidas, desde que não dificulte
a leitura do desenho.

d) Mais de um Corte no Desenho Técnico

Até aqui foram vista as representações de um só plano de corte na mesma


peça. Mas às vezes um só corte não mostra todos os elementos internos da peça.
Nesses casos é necessário representar mais de um corte na mesma peça (Figura 49).
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Figura 49: Indicação de mais de um plano de corte

Exemplo: Aplicação de Corte


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6.4 – Meio Corte

O meio corte é empregado no desenho de peças simétricas no qual aparece


somente meia vista em corte. O meio corte apresente a vantagem de indicar, em uma
só vista, as partes internas e extremas da peça.

Em peças com a linha de simetria vertical, o meio corte é representado à direita


da linha de simetria, de acordo com a NBR 10067 (Figura 50).

Na projeção da peça com aplicação de meio corte, as linhas tracejadas devem


ser omitidas na parte não cortada.
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Figura 50: Aplicação de meio corte em peça simétrica

Meio Corte em Vista Única

Em peças com linha de simetria horizontal, o meio corte é representado na


parte inferior da linha de simetria.

Meio Corte em duas Vistas no Mesmo Desenho


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Representação Simplificada de vistas de peças simétricas

Nem sempre é necessário desenhar as peças simétricas de modo completo. A


peça é representada por uma parte do todo, e as linhas de simetria são identificadas
com dois traços curtos paralelos perpendicularmente às suas extremidades.
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Outro processo consiste em traçar as linhas da peça um pouco além da linha


de simetria.

Meia Vista

Em alguns casos para economia de espaço, desenha-se somente metade da


vista simétrica.
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6.5 – Corte Composto

Certos tipos de peças, como as representadas abaixo (Figura 51), por


apresentarem seus elementos internos fora de alinhamento, precisam de outra
maneira de se imaginar o corte. O tipo de corte utilizado para mostrar elementos
internos fora de alinhamento é o Corte Composto, também conhecido como Corte
em Desvio.

Figura 51: Exemplos de peças com elementos em simetria

O corte composto torna possível analisar todos os elementos internos do


modelo ou peça, ao mesmo tempo. Isso ocorre porque o corte composto permite
representar, em uma mesma vista, elementos situados em diferente planos de corte.
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Devemos imaginar o plano de corte desviado de direção, para atingir todos os


elementos da peça. No exemplo abaixo (Figura 52), a vista frontal, representada em
corte, mostra todos os elementos como se eles estivessem no mesmo plano. Se
observarmos a vista frontal, isoladamente, não será possível identificar os locais por
onde passaram os planos de corte. Neste caso deve-se examinar a vista onde está
representada a indicação do plano de corte com o desvio.

Figura 52: Exemplo de peça cortada em desvio

No exemplo a seguir (Figura53) o corte é indicado pela linha traço e ponto na


vista superior. Os traços são largos nas extremidades e quando indicam mudanças de
direção dos planos de corte.

Figura 53: Indicação do Plano de Corte Composto

Outro exemplo (Figura54):


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Figura 54: Indicação do Plano de Corte Composto

Corte Composto por mais de dois Planos de Corte Paralelos (Figura55):

Figura 55: Indicação de Corte Composto com dois planos de corte

Corte Composto por Planos Concorrentes

Observando a flange abaixo com três furos passantes, e imaginarmos esta,


atingida por um único plano de corte, apenas um dos furos ficará visível. Para que seja
mostrado outro furo, será preciso dois planos concorrentes, ou seja, dois planos que
se cruzam P1 e P2 (Figura 56).
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Figura 56: Indicação de Planos Concorrentes de Corte

Para representar os elementos, na vista frontal, em verdadeira grandeza, deve-


se imaginar que um dos planos de corte sofreu um movimento de rotação, de modo a
coincidir com o outro plano (Figura 57).

Figura 57: Rotação do plano de corte composto

Exemplo da peça com plano de corte rotacionado (Figura 58).


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Figura 58: Vista com a rotação do plano de corte composto

6.6 – Corte Parcial

È o corte usado quando é necessário mostrar apenas determinados detalhes


internos na projeção. Para limitar a parte cortada, utiliza-se a linha de ruptura, sinuosa
estreita (Figura 59).
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Figura 59: Exemplos de peças com corte parcial

6.7 – Exercícios: Corte

a) Desenho de corte: sombreie o corte da perspectiva (coluna B), e hachure a


projeção (coluna C).
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b) Indique os cortes nos desenho abaixo


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c) Complete as projeções aplicando hachura às partes cortadas


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d) Complete as vistas em corte e coloque as cotas


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e) Complete as projeções das peças abaixo, aplicando corte


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f) Complete as projeções à mão em corte total e meio corte


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g) Analise as perspectivas em corte, faça hachuras anãs projeções indicando


as partes atingidas pelo corte.
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7 – SEÇÃO
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Já foi visto como a representação de elementos internos ou elementos não


visíveis ao observador. Mas, às vezes, o corte não é o recurso adequado para mostrar
a forma de partes internas da peça. Nesses casos, devemos utilizar a representação
em seção.

Secionar quer dizer. Assim, a representação em seção também é feita


imaginando-se que a peça sofreu um corte (Figura 60).

Sempre que necessário, utiliza-se a seção em desenho técnico para mostrar,


de maneira simples, a forma da peça somente no local secionado.

Figura 60: Seção


em uma peça

Existe uma diferença fundamental entre a representação em corte e a


representação em seção. Analisando os desenhos abaixo (Figura 61) se observa a
diferença entre as representações em corte e em seção respectivamente.
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Figura 61:

Diferença entre

Nota-se que, enquanto em corte mostra apenas as partes maciças atingidas


pelo corte e outros elementos, a representação em seção mostra apenas a parte
atingida pelo corte.

A indicação da seção é representada por uma linha traço e ponto com traços
largos nas extremidades e aparece na vista frontal, no local onde se imaginou passar
o plano de corte.

A linha corte deve ser sempre o meio do elemento secionado.

Seção fora da vista com indicação


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Seção fora da vista sem indicação


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Seção sobreposta à vista


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Seção na interrupção da vista


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7.1 – Exercícios: Seção


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a) Assinale com X a representação correta da seção nas projeções abaixo:

b) Observe a perspectiva a desenhe a seção na interrupção da vista:

c) Observe a perspectiva a desenhe as seções na projeção:


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8 – ENCURTAMENTO

Quando o desenho técnico em escala de redução prejudica a interpretação dos


elementos da peça, utiliza-se a representação com encurtamento. Nesse tipo de
representação imagina-se a retirada de uma ou mais partes da peça.
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A representação em encurtamento é feita em peças longas com forma


constante e em peças que têm partes longas com forma constante.

Peças longas que têm forma constante

Peças que têm parte longa com forma constante

Exemplo:

1) Imaginando o encurtamento

2) Retira-se parte da peça


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3) E aproximam-se suas extremidades

4) Representação no desenho técnico

Mais de um Encurtamento em um mesmo desenho

Encurtamento em mais de um sentido


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Encurtamento em peças Cilíndricas e cônicas

Exemplos de peças cotadas, com encurtamento e seção:


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000

8.1 – Exercícios: Encurtamento

a) Desenhe em uma única vista aplicando encurtamento:


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9 – OMISSÃO DE CORTE

A omissão de corte indica as partes não cortadas de uma peça representada


em corte. Omissão é representada pela ausência de hachuras, e é utilizada para
destacar certos elementos como: nervuras, braços, chavetas, porcas, parafusos,
eixos , etc.

Nervura

A nervura representada em corte no seu sentido longitudinal não é hachurada.


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Braços

Braços de polia, engrenagens, rodas, etc, com elementos vazados não são
hachuradas.

Elementos Normalizados

Alguns elementos normalizados representados em corte no seu sentido


longitudinal não são hachurados (conf. NBR 10067), como parafusos, porcas,
arruelas, eixos, rebites, chavetas, pinos, contra-pinos, manípulos, dentes de
engrenagens e elementos de rolamentos.

Rebites
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Eixos

Eixos

Chavetas

Parafusos, Porcas e Arruelas


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10 – PROJEÇÃO ORTOGONAL ESPECIAL

Peças com partes inclinadas apresentam deformações quando representadas


nos planos de projeções normais, ou seja, não aparecem com suas dimensões reais
em nenhum plano.

Os elementos dessas faces oblíquas aparecem deformados e superpostos,


dificultando a interpretação do desenho técnico.

Por essa razão utilizam-se outros recursos como, Vistas Auxiliares, Vistas
Especiais com Indicação, Rotação de Elementos Oblíquos e Vista Simplificada.

No exemplo abaixo (Figura 62) percebemos a necessidade de um plano de


projeção especial
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Figura 62: Peças com faces obliquas, e a necessidade de um plano auxiliar.

10.1 – VISTA AUXILIAR

São projeções parciais, representadas em planos auxiliares, pare evitar


deformações e facilitar a interpretação (Figura 63).
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Figura 63: Exemplo do Plano Auxiliar, o Rebatimento do plano e o desenho com a projeção

Este Plano de Projeção inclinado recebe o nome de Plano de Projeção Auxiliar.


A projeção da face oblíqua, ou plano inclinado, aparece representada sem
deformação, ou seja, em verdadeira grandeza.

Outros Exemplos:
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10.2 – VISTA ESPECIAL COM INDICAÇÃO

São projeções parciais, representadas conforme a posição do observador. É


indicada por setas e letras (Figura 64).

Figura 64: Exemplo de Vistas Especiais com indicação da Vista


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Outro Exemplo:

10.3 – ROTAÇÃO DE ELEMENTOS OBLÍQUOS

Peças com artes ou elementos oblíquos são representadas


convencionalmente, fazendo-se a rotação dessas partes sobre o eixo principal e
evitando-se assim, a projeção deformada desses elementos (Figura 65).
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Figura 65: Exemplo de Rotação de elemento

Com a rotação do elemento que estava inclinado, é mantida a verdadeira


grandeza do objeto, evitando assim a deformação ou encurtamento do elemento. A
rotação é indicada no desenho com linha traço ponto estreita (Figura 66).
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Figura 66: Representação e cotagem da rotação de elemento em desenho técnico

Observação: A rotação pode ser aplicada também em peças que, para facilitar
sua representação, precisam de uma vista em corte.Neste caso é na vista em corte
que é realizada a rotação do elemento, observe os exemplos abaixo (Figura 67).
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Figura 67: Exemplos de rotação de elementos na vista em corte

10.4 – VISTA SIMPLIFICADA

Podemos substituir uma vista, simplificando uma projeção, quando não


acarretar dúvidas, executando a vista simplificada conforme exemplos a seguir (Figura
68).
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Figura 68: Exemplos de vistas simplificadas que não prejudicam a projeção


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11 – PROJEÇÃO NO TERCEIRO DIEDRO

Estudando as projeções ortogonais, observou-se até agora a seguinte posição


dos elementos: observador, objeto e plano, ou seja, projeção no primeiro diedro.

Para a projeção no terceiro diedro, a posição dos elementos é a seguinte:


observador, plano e objeto.

Como a projeção no 3º Diedro é utilizada em alguns países como EUA e


Canadá e devido à natureza globalizada de tecnologia, devemos ter uma noção de
como são executadas as projeções neste Diedro. Abaixo o rebatimento da peça em
exemplo (Figura 69).
APOSTILA DE DESENHO TÉ CNICO - PROF. SANDRO CHERUBIM-REVISÃ O 00

Figura 69: Exemplos de vistas projetadas no 3º Diedro

Comparando duas projeções de uma mesma peça no primeiro e terceiro


diedros, temos (Figura 70):

Figura 70: Comparação entre projeções no 1º e 3º Diedros

O símbolo que representa a Projeção em Terceiro Diedro é:


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Outro exemplo:
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Referencias Bibliográficas

 Tecnologia Mecânica Básico, Desenho I – SENAI


 Desenhista de Máquinas – Escola Protec, Ed. Provenza /
1991
 Desenho Técnico para Engenheiros – Nov/1992 –
Universidade Federal de Uberlândia
 Desenho Técnico Mecânico – SEM USP – São Paulo
Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecâ

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