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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA

LEITURA, INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS I


Aula 2: LEITURA E TEXTO: DEFINIÇÃO E APRESENTAÇÃO DE TEXTOS DE
DIFERENTES CÓDIGOS

LINGUAGENS VERBAL E NÃO-VERBAL

CARTUM
Um tipo de texto humorístico é o Cartum. Espécie de anedota gráfica sobre o comportamento
humano, o Cartum pode usar apenas linguagens não-verbal ou misturá-la com a verbal.
Leia este exemplo de Cartum.

O Cartum é um texto humorístico que usa a linguagem não-verbal, combinada ou não com a
verbal. Normalmente, retrata situações universais e atemporais, satirizando os costumes humanos.

Nos textos, o autor usou as linguagens verbal e não-verbal:


a) No primeiro Cartum, qual é o duplo sentido que ocorre a frase?

b) No segundo Cartum, pode-se dizer que o garçom interpretou o pedido do cliente ao pé da


letra? Por quê?

c) No terceiro Cartum, que sentido a cliente atribuiu ao verbo rachar ?

CHARGE
Ao contrário do Cartum, que, como vimos,
retrata situações genéricas, a charge satiriza um
fato específico, situado no tempo e no espaço.
Outra diferença é que, enquanto os personagens
do Cartum costumam ser pessoas comuns, as da
charge muitas vezes são personalidades públicas –
um político ou artista, por exemplo.
Tanto o Cartum quanto a charge, porém,
têm em comum o fato de poderem usar a
linguagem verbal, a não-verbal, ou as duas ao
mesmo tempo. Finalmente, ambos costumam ser
publicados em veículos de comunicação de massa,
como jornais ou revistas.
Veja, por exemplo, esta charge do Angeli.

Charge é um desenho humorístico, acompanhado ou não de texto verbal. Normalmente, critica


um fato ou acontecimento específico e aborda temas sociais, econômicos e sobretudo, políticos.
O chargista denuncia um problema social que tem sido combatido, mas que ainda representa
uma questão preocupante.
A. Relacione o título do texto a seu conteúdo.

B. Interprete a legenda da charge.

C. Observe a linguagem não-verbal e comente outras idéias expressas no texto.

A charge faz parte do material de opinião, isto é, aquela parte dos jornais e revistas em que cada
autor expressa seu ponto de vista sobre determinado assunto. Em geral, localiza-se na página de
editoriais, a página mais nobre da publicação.
A compreensão da crítica feita pelo chargista depende da cumplicidade estabelecida entre autor
e leitor. Por isso, o leitor precisa ter um conhecimento prévio do assunto abordado e conhecer as
circunstâncias, os personagens e os fatos retratados. Assim, a charge pode perder seu sentido se o
acontecimento que a inspirou já tiver sido esquecido pelo público.

2. Leia a tira a seguir:

A. Como o quadrinista conseguiu criar humor nessa tira?

B. O que se pode concluir quanto ao comportamento de Hagar?

HISTÓRIA EM QUADRINHOS
O quadrinista pode nos transmitir mensagens importantes por meio da linguagem dos
quadrinhos, empregando também o humor. Leia os quadrinhos a seguir e
observe.
3. No texto, os autores desenvolvem uma narrativa com diálogos colocados em balões da fala.
a. Em que se baseia o humor nesses quadrinhos?

b. Qual foi a intenção dos quadrinistas na criação desse trabalho?

c. Que recursos os autores utilizaram para enfatizar a conduta errada do motorista?

Enquanto a charge costuma transmitir a sua mensagem em uma única imagem, as histórias em
quadrinhos podem ser definidas como arte seqüencial, pois são desenhos em seqüência que narram
uma história. A charge tem geralmente conteúdo humorístico, e as histórias em quadrinhos podem ou
não ter o humor como efeito de sentido.

História em quadrinhos é uma narrativa visual que, normalmente, expressa a língua oral e
apresenta um enredo rápido, empregando somente imagem ou associando palavra e imagem.

Conheça alguns elementos das histórias em quadrinhos.


• Localização dos balões: indica a ordem em que se sucedem as falas (de cima pra baixo, da
esquerda para a direita).
• Contorno dos balões: varia conforme o desenhista; no entanto, alguns são comuns, como os que
apresentam linha contínua (fala pronunciada em tom normal); linhas interrompidas (fala sussurrada); um
ziguezague (um grito, uma fala de personagem falando alto, ou som de rádio ou televisão); em forma de
nuvem (pensamento).
• Sinais de pontuação: reforçam sentimentos e dão maior expressividade à voz do personagem.
• Onomatopéias: conferem movimento à história, imitando sons do ambiente (crash para uma
batida, ou buuuum para uma explosão, por exemplo) ou produzidos por pessoas e animais (zzzz, para
sono, rrrrrr, para o rosnado de um cão, etc).

O CARTAZ
Leia este cartaz da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos:

O cartaz é um gênero textual que tem a finalidade de


informar as pessoas, sensibilizá-las, convencê-las ou
conscientizá-las sobre determinado assunto.

a) Observe o logotipo que aparece no canto direito


da parte de baixo do cartaz em estudo. Quem
produziu o cartaz?

b) Na sua opinião, para quem o cartaz é


direcionado?

i. Qual é a finalidade do cartaz?

ii. De acordo com o cartaz, copiar livros é crime.


Levante hipóteses: Por que copiar uma obra
literária, artística ou científica é considerado
crime?

c) Os cartazes são afixados em lugares públicos, geralmente em paredes ou murais, e têm por
finalidade ajudar a divulgar uma campanha. Considerando quem produziu o cartaz lido e a
finalidade de sua divulgação, levante hipóteses: Onde você acha que ele foi afixado?

d) Os cartazes geralmente apresentam linguagem verbal e linguagem visual. No cartaz lido, o


enunciado principal faz um jogo de sentido com a imagem. Que sentido é esse?
e) O texto principal do cartaz lido não explicita nem a quem as ações expressas pelos verbos se
referem nem o tipo de cópia se faz de livros. O autor do cartaz conta com conhecimentos que
o leitor já tem, isto é, imagina que ele saiba quem foi flagrado copiando livros e de que tipo de
cópia se trata.
i. A que tipo de cópia o autor do cartaz se refere?

ii. Quem pode ter sido flagrado fazendo esse tipo de cópia de livros?

f) O texto verbal dos cartazes normalmente é curto e em linguagem simples e direta. Observe a
linguagem empregada no texto verbal do cartaz em estudo.
i. Que variedade lingüística foi usada?

ii. Que modo verbal foi empregado na frase “Denuncie”? Por quê?

O que diz a Lei


Leia a resposta dada pela revista Veja à pergunta de um leitor sobre a cópia de livros.
É proibido fazer fotocópias de uma obra literária? (Sérgio Andrade, Divinópolis – MG)
Reproduzir livros é crime previsto pela lei dos direitos autorais, com pena de dois a quatro anos de prisão, multa de
até 3.000 vezes o valor da obra e destruição dos equipamentos utilizados para copiar. “A lei protege a propriedade
intelectual do autor e o trabalho do editor”, explica Enoch Bruder, presidente da Associação dos Direitos
Reprográficos. A lei prevê apenas uma exceção, no caso de reprodução de pequenos trechos para uso privado e sem
fins lucrativos. No entanto, não é definido quanto da obra pode ser reproduzido, o que tem levado a discussões na
Justiça sobre esse limite. De acordo com a Associação, para cada livro vendido são feitas quatro cópias integrais da
obra, o que gera um prejuízo de 500 milhões de reais por ano para o mercado editorial, o equivalente a 25% do
faturamento do setor.

O E-MAIL
O uso da Internet possibilita fazer pesquisas, ler notícias, ver imagens, “visitar” museus e
bibliotecas, conhecer e “bater papo” com pessoas do mundo inteiro. E também torna possível a
comunicação entre dois ou mais computadores, por meio do correio eletrônico.
O correio eletrônico deu origem a um novo contexto textual, o e-mail (pronunciado imêil), que
apresenta características de outros gêneros textuais, como o memorando, a carta, o bilhete, a conversa
face a face e a conversa telefônica. Quanto à forma, o email assemelha-se ao memorando, pois nele há
campos indicados por Para e Assunto, gerados pelo software automaticamente. Da carta, tomou de
empréstimo as fórmulas de aberturas e fechamentos da conversa telefônica, a rapidez e a possibilidade
de contato entre pessoas que se encontram geograficamente distantes.