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7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Programador e Operador
de Eletroerosão a Fio

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Programador e Operador de Eletroerosão a Fio


 © 2010 - SENAI São Paulo - Departamento Regional

Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Equipe responsável
Diretor da Escola Nivaldo Silva Braz
Coordenação Pedagógica Paulo Egevan Rossetto
Coordenação Técnica Antonio Varlese
Organização do conteúdo Senai “Humberto Reis Costa” 

Ficha catalográfica

SENAI. SP
Programador e Operador de Eletroerosão a Fio/ SENAI. SP - São Paulo:
Escola SENAI “Humberto Reis Costa”, 2010.  

Escola SENAI Humberto Reis Costa


Rua Aracati Mirim, 115 – Vila Alpina
São Paulo - SP - CEP 03227-160
Fone/fax: (11) 2154-1300
www.sp.senai.br/vilaalpina

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Sumário
M ÁQUINAS CNC .............................................................................................................. 5
SISTEMA DE COORDENADAS ............................................................................................. 7
ELETROEROSÃO ............................................................................................................ 17
FIXAÇÃO DA PEÇA .......................................................................................................... 23
CONHECENDO A MÁQUINA .............................................................................................. 29

CONHECENDO A MÁQUINA .............................................................................................. 39


PREPARANDO O CORTE .................................................................................................. 49
REFERÊNCIAS E P ARÂMETROS DE CORTE ....................................................................... 53
 AJUSTES E C ALIBRAÇÕES .............................................................................................. 63
D A M ÁQUINA ................................................................................................................. 63
PROGRAMAÇÃO ............................................................................................................. 67
M ANUTENÇÃO ............................................................................................................... 89
CONCLUSÃO .................................................................................................................. 91

T ABELAS ....................................................................................................................... 93
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 103

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Operador de Eletroerosão a Fio

Máquinas CNC

Máquinas CNC

O desenvolvimento
soluções histórico das
que possibilitassem ummáquinas operatrizes
considerável aumentodede
usinagem,
produçãosempre buscaram
com qualidades
superiores e uma minimização de desgastes físicos na operação das máquinas. Muitas
soluções surgiram, mas até recentemente nenhuma oferecia a flexibilidade de uma
mesma máquina na usinagem de peças com diferentes configurações e em lotes de
números de peças reduzidos.

 A partir da segunda guerra mundial, as mudanças de demanda, o desenvolvimento


tecnológico e a concorrência internacional, conduziram a produção de novos produtos em
ritmo mais acelerado. Um produto não podia sobreviver durante um longo período sem
melhoramentos na sua qualidade, nas suas propriedades e na sua eficiência, em outras
palavras, sem mudanças no projeto inicial.

Na maioria dos casos, o antigo processo de produção automatizada, que somente


aceitava pequenas mudanças no projeto, tornou-se inviável. As máquinas automáticas,
controladas por cames e limitadores mecânicos de difícil regulagem, precisavam de um
novo tipo de sistema de controle, baseado em um novo princípio de fácil adaptação ás
variações no projeto das peças e as exigências de produção.

 A necessidade de máquinas com flexibilidade, elevada precisão, aptas a usinar desde


pequenos lotes, a peças de diferentes perfis e acabamentos superficiais e que
permitissem livrar o homem do controle físico das mesmas, determinou o surgimento do
CNC (Controle Numérico Computadorizado).

O comando numérico computadorizado (CNC) é uma técnica que permite a operação


automática de uma máquina ou de um processo, por meio de uma série de instruções
codificadas que contém números, letras e outros símbolos.

CNC é um sistema de informações eletrônico que recebe, compila e transmite estas


informações em forma de comandos para a máquina operatriz, possibilitando a execução
de usinagens de alta complexibilidade e um espaço de tempo reduzido, colaborando com
a eficiência e economia dos processos de usinagem.

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 Apesar de existir uma grande demanda na necessidade de se utilizar máquinas CNC na


grande maioria dos diversos setores de usinagem, é preciso levar em conta que existem
vantagens e desvantagens que rondam estes setores, são elas:

Vantagens
Flexibilidade;
Usinagem de perfis complexos;
Precisão e repetição;
Menor necessidade de controle de qualidade;
Melhoria na qualidade da usinagem;
Velocidade de produção elevada;
Custos reduzidos de armazenamento;
Custos reduzidos de ferramental.

Desvantagens
Elevado investimento inicial;
Local de instalação
Elevados custos de em ambiente controlado;
manutenção;
Elevados custos de treinamento e salários (mão de obra especializada);
Inviabilidade para baixos níveis de produção;
 Atualizações tecnológicas (aquisição de máquinas novas).

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Operador de Eletroerosão a Fio

Sistema de coordenadas

Coordenadas cartesianas

Toda geometria da peça é transmitida ao comando com o auxílio de um sistema de


coordenadas cartesianas.

Sendo assim, todos os elementos geométricos têm suas dimensões dadas em relação à
origem das coordenadas cartesianas.

 A nomenclatura dos eixos e movimentos está definida na norma internacional


ISO841(Numerical Control of Machines) e é aplicável a todo tipo de máquina-ferramenta.
Os eixos rotativos são designados com as letras A, B e C; os eixos principais de avanço
com as letras X, Y e Z.

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Operador de Eletroerosão a Fio

O sistema de eixos pode ser representado com o auxílio da mão direita. Este sistema é
denominado Sistema Dextrógeno, pois possui três eixos perpendiculares entre si, que
podem ser representados com o auxílio dos dedos da mão direita.

Origem é uma representação gráfica. Esta representação indica as coordenadas 0 (zero),


nos eixos X, Y, U, V, e Z.

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O sistema de coordenadas é definido no plano formado pelo cruzamento de uma linha


paralela ao movimento longitudinal (X, U), com uma linha paralela ao movimento
transversal (Y, V).

Todo o movimento do fio é descrito neste plano XU, YV.

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Coordenadas absolutas: as coordenadas do ponto são definidas em relação a um ponto


de origem.

Coordenadas incrementais: as coordenadas do ponto são definidas em relação ao ponto


anterior.

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Exercícios

Coordenadas absolutas

Coordenadas relativas

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Operador de Eletroerosão a Fio

Usando o Vértice como origem das coordenadas, preencha as tabelas:

Coordenadas absolutas Coordenadas incrementais


Ponto X Y Ponto X Y
1 125,00 80,00 1 125,00 80,00
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
7 7
8 8
9 9
10 10
11 11
12 12
13 13

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o
Usando o furo central (N 7) como origem das coordenadas, preencha as tabelas:

Coordenadas absolutas Coordenadas incrementais

Ponto X Y Ponto X Y
1 50,00 30,00 1 50,00 30,00
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
7 00,00 00,00 7 00,00 -30,00
8 8
9 9
10 10
11 11
12 12
13 13

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Operador de Eletroerosão a Fio

Usando o mesmo furo central (N o7) como origem das coordenadas, mas agora com
uma modificação nas posições anteriores, preencha as tabelas:

Coordenadas absolutas 9
Ponto X Y 10
1 25,00 15,00 11
2 12
3 13
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13

Coordenadas incrementais
Ponto X Y
1 25,00 15,00
2
3
4
5
6
7
8

10
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Eletroerosão

Eletroerosão

Histórico

Pode-se dizer que as técnicas de usinagem convencionais como a fresagem, o


torneamento, a retificação e outras, baseiam-se na remoção de cavacos ou aparas da
peça, através do contato físico com a ferramenta. A eletroerosão, por sua vez, é uma
técnica convencional de usinagem que pode ser integrada ao grupo de técnicas
“eletro-térmicas” , isto é, cujo processo de remoção de material da peça envolve a
liquefação e vaporização do metal a altas temperaturas, originadas por uma fonte de
energia elétrica, ou melhor, baseia-se na destruição de partículas metálicas por meio
de descargas elétricas, mais conhecidas como EDM.

Data de meados do século XVIII a descrição do primeiro processo para obtenção de


pó metálico mediante descargas elétricas. Mas este processo só passou a ser utilizado
industrialmente
ferramentas há cercaem
quebradas de seu
sessenta
interior,anos,
tais para
como:a machos,
recuperação de peças
pinos-guia, com
brocas,
alargadores e parafusos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a necessidade de se acelerar a produção


industrial e a escassez de mão-de-obra, impulsionaram a pesquisa de novas
tecnologias, visando tornar possível o aumento da produção, com um mínimo de
desperdício.

Eletroerosão

O processo
usinagem de Usinagem
de materiais por Descargas
de elevada Elétricas
dureza e difíceis (EDM)usinados
de serem é muitopor
utilizado na
processos
convencionais, além de permitir a confecção de geometrias bem complexas e de
dimensões diminutas.

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Eletroerosão

Em 1943, o casal Lazarenko descobriu a utilidade deste método na usinagem de


alguns novos metais. Essencialmente, estes investigadores concluíram que seria
necessário controlar o arco elétrico para conseguir um bom acabamento da peça. Até
a época, as descargas elétricas utilizadas eram de baixa freqüência, e se
manifestavam com a aproximação do eletrodo com a peça, através de um sistema
vibratório que resultava em fracos acabamentos. O casal Lazarenko propôs um
sistema alternativo, no qual o movimento vibratório do eletrodo era substituído por um
circuito elétrico que garantia descargas elétricas de curta duração e elevada
freqüência.

Os princípios básicos da eletroerosão a fio são semelhantes aos da eletroerosão por


penetração. A diferença é que, neste processo, o eletrodo é um fio que corta através
da peça e que é renovado constantemente para evitar a sua ruptura. Este fio ionizado,
isto é, eletricamente carregado, atravessa a peça em meio à água deionizada, estando
esta mesma peça, totalmente submersa ou em regime de alta pressão, em
movimentos constantes, provocando descargas elétricas entre o fio e a peça, as quais
cortam o material. Para permitir a passagem do fio, no caso do perfil ser totalmente
interno, é feito previamente um pequeno orifício no material a ser usinado.
Neste tipo de máquina, o eletrodo é mais barato que na eletroerosão por penetração,
há menor remoção de material e o tempo de execução da peça e o desgaste do
eletrodo é menor. No entanto, a operação só será possível (se tratando de rendimento
de corte), para superfícies regularizadas.

O processo de eletroerosão a fio é largamente utilizado na usinagem de cavidades


passantes e perfurações transversais.

Como na figura, durante a usinagem, ocorre uma descarga elétrica chamada de “ON
Time”, na qual uma voltagem é aplicada ao corte entre a peça e o fio. Seguisse então
um intervalo
aplicada, de atempo
ou seja, chamado
descarga elétricade
só ”OFF Time”,
ocorrerá onde
durante nenhuma
o intervalo voltagem
de “ON Time”.será
 

Impulsos elétricos ON TIME / OFF TIME

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Eletroerosão

 Ao contrário da eletroerosão por penetração, o tempo de impulsos elétricos “ON Time”
é menor que o de “OFF Time”, isso porque a área do eletrodo, que nesse caso é o fio,
é muito pequena. Por isso, para se evitar um curto circuito causando a quebra do fio, é
recomendável que o período “OFF Time” seja maior.Tudo isso ocorre em milésimos de
segundos, se tornando humanamente impossível de se observar, pois durante o
intervalo de tempo de um segundo, ocorrerá à passagem de TON para TOFF com
uma quantidade de pulsos entre 40.000 a 1.000.000 de vezes.

Princípio físico da usinagem por eletroerosão

Para gerar uma faísca entre dois eletrodos, será necessário aplicar uma tensão
superior à tensão de ruptura do Gap (espaço entre o fio e a peça). Essa tensão
dependerá:
Da distância entre o fio e a peça;
Do poder isolante
Do estado do dielétrico
de contaminação do (não
Gap.condutibilidade);

Etapas do princípio físico

1. No começo do processo, mediante um intenso campo elétrico, é precisamente


no espaço menor entre o eletrodo e a peça, onde será produzida a maior
concentração de íons positivos.

2. Sob a ação deste campo, ver-se-ão acelerados os elétrons e os íons positivos


livres. Atingirão altas velocidades e rapidamente formarão um canal ionizado
condutor de eletricidade.

3. Nesse momento, a corrente pode circular e a faísca é estabelecida entre os


“eletrodos” (fio e peça), provocando um número infinito de colisões entre as
partículas. Ao mesmo tempo, forma-se uma bolha de gás devido à evaporação
de eletrodos e do dielétrico. Sua pressão aumenta de forma regular até tornar-
se bastante representativa.

4. Forma-se uma área de plasma, que atinge rapidamente altas temperaturas,


com níveis entre 8000°C e 12000°C. Desenvolve-se sob o efeito de um número
cada vez maior de choques que levam à fusão local e instantânea de uma
determinada quantidade de material existente na superfície dos dois
condutores.

SENAI - SP 19
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Eletroerosão

5. No momento da interrupção da corrente, a queda brusca da temperatura


provoca a explosão da bolha de gás, gerando forças dinâmicas que darão
como resultado a projeção do material fundido para fora da cratera.

Depois disso, o material volta a solidificar-se no dielétrico, na forma de pequenas


esferas. Posteriormente essas esferas serão eliminadas, o que se denomina
poluição.
 A erosão que ocorre sobre o conjunto fio peça é assimétrica e depende
principalmente da polaridade, da condutibilidade térmica, do ponto de fusão dos
materiais, da duração, da intensidade das descargas e da velocidade de
alimentação do fio. É denominado desgaste quando tem lugar no fio e extração de
material, se tiver lugar na peça.
Tecnologia do processo

Para a execução de um programa, é necessário passar algumas informações para


máquina sobre características da peça a ser usinada (tipo de material, altura, precisão
desejada epara
adequada tipo adesituação
acabamento), paraA que
proposta. a máquina
escolha escolha o regime
do fio dependerá de corte mais
do custo-benefício
proporcionado em relação à eficiência e precisão necessária. Por isso, o software da
máquina tem um campo chamado CT EXPERT no modo PREPARAÇÃO.

Fios
Devido ao grande desenvolvimento tecnológico em que estamos vivendo, existem no
mercado, diversos tipos de fios para o corte na eletroerosão. Entre eles temos:
Fio de latão;
Fio de latão galvanizado com zinco;
Fio de cobre galvanizado com zinco;
Fio de tungstênio, etc.

Estes fios podem variar seu diâmetro, são eles:


0,03 mm;
0,10 mm;
0,20 mm,
0,25 mm;
0,30 mm.

Destes, o fio mais utilizado é o de diâmetro de 0,25mm, pois ele atende perfeitamente
quase todos os tipos de serviços oferecendo um bom rendimento. O uso deste fio terá
suas limitações, pois existem casos que o raio do perfil a ser cortado será menor que o
raio do fio.
Outra variação nos fios é em relação a sua dureza, podendo ser:
Macio;
Meio duro;
Duro.

Esta variação influencia na resistência do fio, no acabamento e também na passagem


automática do fio, que será executado pela máquina.

Fluido dielétrico
O rendimento de trabalho está diretamente ligado ao sistema de lavagem. O
refrigerante usado em máquinas de eletroerosão a fio é a água. O fluxo de água tem a

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Eletroerosão

função de expelir o material retirado no processo de erosão, além de resfriar o


conjunto peça-fio.

Durante o processo de usinagem, devido ao número elevado de descargas elétricas,


ocorrerá à ionização da água. Esta água deverá então passar por um tratamento mais
conhecido como deionização, por isso, água deionizada é o processo de remoção dos
íons presentes na água, através de resina catiônica e aniônica. É a água que teve sua
carga elétrica neutralizada pela remoção ou adição de elétrons. Esse processo remove
da água nitratos, cálcio e magnésio além de cádmio, bário, chumbo e algumas formas
de rádio.

Usinagem com eletroerosão a fio

O fluido dielétrico circula sob pressão por efeito de uma bomba. A circulação do fluido
dielétrico deve garantir a limpeza do espaço entre o fio e a peça. Para tal são
utilizadas bombas, reservatórios, tubos e mangueiras, válvulas e filtros de limpeza.

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Eletroerosão

 As máquinas de eletroerosão a fio possuem também um reservatório, que faz parte do
sistema de refrigeração, onde está acondicionada a resina deionisadora.

Caso o valor da condutividade da água estiver muito acima do recomendado, a peça


se oxidará. Esta oxidação, ou aparecimento superficial de ferrugem, prejudicará a
eficiência da usinagem, provocando o rompimento constante do fio, danificando o
acabamento e dimuindo o rendimento da usinagem.
Geralmente o valor da condutibilidade, depois da água tratada, fica em torno de
15 s/mm² , esse valor estabiliza o corte, fornecendo uma descarga elétrica estável.

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Eletroerosão

Fixação da peça

Procedimentos para fixação

 A fixação pode ser considerada a etapa mais importante na usinagem por eletroerosão
a fio. Devido à usinagem estar sendo realizada, na grande maioria das vezes,
totalmente submersa no líquido dielétrico, se torna muito difícil, ou até mesmo
impossível, ficar em contato visual com a peça, do mesmo modo que nas outras
máquinas convencionais de usinagem. Por isso, a operação de fixação da peça deve
ser feita com o máximo de atenção, para que todos os movimentos da máquina
possam ser executados sem nenhum perigo de colisão.

Para que seja feita uma boa fixação, deve-se estar atento a algumas recomendações:

Limpeza constante da mesa de trabalho da máquina;


Eliminar
da peça;qualquer tipo de sujeira e/ou resíduos químicos (óleo, graxa, oxidação)
Verificar se os furos de passagem de fio não estão obstruídos;
Sempre retirar todos os retalhos que foram cortados da peça anterior;
Usar o dispositivo de fixação correto de maneira confiável;
Fixar a peça de trabalho de maneira que a zona de usinagem fique o mais livre
possível;
Cuidado no torque dos parafusos, não apertar em excesso;
Quando se fixar várias peças (perigo de colisão), atentar para a seqüência
correta de corte;
Não apoiar as peças sobre o bico inferior;
Em hipótese alguma dar pancadas na peça;
Manter todos os equipamentos de fixação limpos e organizados.

Fixação

Geralmente a peça a ser usinada é fixada diretamente na mesa de trabalho da


máquina. Um relógio comparador ou apalpador será utilizado para alinhar a parte
superior da peça, só então a peça receberá o aperto final das garras.

Determinadas peças poderão ser fixadas com outros tipos de dispositivos e também
terão outras superfícies principais de alinhamento.

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Eletroerosão

 As máquinas de eletroerosão a fio atuais permitem um amplo campo de aplicação


aliado a uma produção muito eficaz. Contudo, só poucos conseguem aproveitar
integralmente estas possibilidades. Muitas vezes, a dificuldade de fixação é devida a
problemas de posicionamento da peça na área de trabalho da máquina,

O uso do dispositivo ideal reduz em muito o risco de colisões com a guia superior e
inferior, além de facilitar e agilizar o tempo de preparação da peça/máquina.
 Acessórios de fixação

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Eletroerosão

Exemplos de peças fixadas

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Eletroerosão

Alinhamento da peça

 Antes de fixarmos a peça, devemos obter as informações necessárias para que todas
as usinagens, a serem executadas, possam ser feitas sem nenhuma interrupção, no
caso da peça estar obstruída por uma garra, parafuso, calço, régua, ou até mesmo
pode acontecer da usinagem estar fora do curso do corte a fio.

Depois de seguir todas as recomendações para uma boa fixação, podemos então
partir para a fixação e alinhamento da peça.

Lembre-se sempre que a fixação da peça é talvez a parte mais importante do


processo de usinagem, por isso, devemos sempre ter a certeza de estarmos
realizando esta fixação e os alinhamentos corretamente e com toda a atenção.

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Eletroerosão

Outra vantagem da grande gama de diferentes tipos de dispositivos de fixação


padronizados, é o fácil sistema de referências. Com ele, podem ser feitos os pré-
ajustes fora da máquina, para depois preparar a máquina rapidamente.

Sistema referencial

Exemplo de alinhamento e ajustes mais confiáveis

Geralmente, as peças a serem cortadas na eletroerosão a fio, possuem uma dimensão


(peso), que excede
diretamente na mesaa capacidade
de trabalho. do dispositivo, devido a isso, elas serão fixadas

Tomadas de coordenadas

 Após efetuar o alinhamento da peça, partiremos para as tomadas de coordenadas.

Em todo desenho de uma peça que passará por um processo de usinagem, sempre
existirá um ponto em que todas as coordenadas terão suas origens, este ponto é
chamado de “ponto de referência”. É nesse ponto que devemos posicionar o fio e dele
partiremos para qualquer outra coordenada da peça onde exista uma usinagem a ser
realizada.

SENAI - SP 27
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Eletroerosão

Em todas as usinagens sempre teremos pontos de referência, estes pontos de


referência são as coordenadas X, Y e Z, sendo: X o ponto longitudinal, Y o ponto
transversal e Z o plano que determina a altura da usinagem.

Exemplo de fixação para tomada de referências

Processo de execução

1.  Alinhar a peça de acordo com as faces de referência e usinagem desejada.


Para isso usar base magnética e relógio comparador ou apalpador;

2.  Aproximar o fio junto à peça, mantendo uma distância considerável para que
possa ser possível a tomada de referência;

3. Escolha o sistema ideal de referenciamento de acordo com as especificações


do desenho e execute-o;

4.  Após o referenciamento grave este ponto no sistema da máquina, este será o


ponto de referência para todas as usinagens existentes no programa de
usinagem;

5. Desça o cabeçote superior da máquina a aproximadamente 5mm sobre a


superfície
colisões e superior da peça,
com a ajuda diminua
de uma a velocidade
lamina de aproximação
de folga, ajuste para evitar
a altura do cabeçote
descendo lentamente. Deixe uma distância de 0,05mm entre a peça e o
cabeçote;

6. Feito o ajuste de altura, grave a posição no sistema da máquina;

7. Suba o cabeçote superior até uma altura de segurança;

8. Introduza o programa na máquina. A peça está pronta para o corte.

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Eletroerosão

Conhecendo a máquina

Divisão dos módulos

O software das máquinas ROBOFIL é dividido em módulos (Preparação, Execução,


Informação, Gráfico e Operador):

Preparação (PREP - tela verde) – Módulo onde é feita toda preparação de


usinagem da máquina. Nesse bloco, é possível fazer manipulação de arquivos
(copiar, apagar, renomear), criar um programa para regular o gerador (CT
EXPERT) e criar um programa ISO (geometria a ser cortada).
Execução (EXE - tela rosa) – O módulo de execução tem a função de auxiliá-lo
em todo processo de fixação, medição, execução de uma peça e algumas
configurações.
Informação (INFO - tela
todas as informações deazul) – O módulo
corte. Esse INFO
módulo tem como
possibilita objetivo
checar fornecer
vários
parâmetros de programa, movimentos da máquina, estabilidade de corte,
mensagem de erro, guia de manutenção preventiva.
Gráfico (GRAF - tela laranja) – O módulo GRAF serve apenas para visualizar a
geometria programada antes e durante o corte.
P (OPERADOR - tela amarela) – Temos alguns comandos que não temos no
controle (EXE: jato para ver posicionamento do fio) e alguns atalhos dos
comandos mais usados.

Módulo preparação (PREP)

EDITOR – Local onde podemos visualizar o programa, fazer alterações e digitar


um programa com formato .iso.
CT EXPERT - Tela para montagem de tecnologias e CMD.
GESTÃO DE ARQUIVOS - Destinado para apagar ou carregar programas, criar
pastas de trabalho (OBS: o drive destinado ao armazenamento de programas é
o U).
EDITAR TABELAS - Usado para alterar parâmetros de tabelas do usuário.

OBS: Para carregar um programa na máquina, em primeiro lugar deve-se criar uma


pasta de trabalho e colocar o programa desejado dentro desta pasta, em seguida criar
um CT EXPERT dentro desta mesma pasta.

SENAI - SP 29
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 27/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Na página abaixo são feitas todas as preparações de usinagem da máquina.

Vista da tela de preparações 

Módulo execução (EXE)

30 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 28/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de execuções 

Esta página contém as funções essenciais para a fase de execução, e permite fazer
modificações durante uma interrupção da usinagem. Compreende os seguintes
elementos:
EXECUÇÃO DE PROGRAMA – Usada para selecionar e carregar um
programa na máquina.
USO DE PARÂMETROS – Modificação nos parâmetros de corte.
PARÂMETROS DO GERADOR – São feitas modificações nos regimes de
corte, tais como: velocidade do fio, tensão do fio, pressão de lavagem, etc.
SERVIÇO – Faz-se a configuração do gerador, do CNC e da máquina.
Estipulam-se ciclos de manutenção e linguagem da máquina.
MEDIÇÃO – Pode ser executada todas as tomadas de referências, ajustes e
alinhamentos, tudo em relação à peça a ser cortada.
 ATIVAÇÃO DE TABELAS – Ativação
MANUAL – Também de tabelas
podem ser executadas de regimes
algumas dede
tomadas corte e fio. e
referência
alinhamentos manuais.

Módulo informação (INFO)

 A tela abaixo fornece todas as informações de corte.

SENAI - SP 31
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 29/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de informação 

EXAME – Verifica-se a velocidade do fio, o nível do dielétrico, o valor do offset,


tempo de corte, etc.
PROGRAMA EM EXECUÇÃO – É observado o programa em execução
(programa ISO), o tempo de corte e o tempo total da usinagem e alguns
parâmetros.
MENSAGENS – Todas as informações fornecidas pela máquina através de
mensagens de alerta.
CONSUMÍVEIS – Permite controlar o nível de utilização dos elementos
consumíveis, podendo assim prever o momento de troca. Como exemplo tem o
consumo de fio.
DOCUMENTO ONLINE – Armazenamento de todos os códigos ISO da
máquina, todas as mensagens de erro e tempo para a execução de
manutenção periódica.
OUTRA
peça. INFORMAÇÃO – Todas as coordenadas de máquina, absoluta e da

Módulo gráfico (GRAPH)

Esta página ajuda somente na visualização da usinagem.

VISTA DO TANQUE – Desenho gráfico da localização da usinagem na mesa


de trabalho.
VISTA DO PROGRAMA – Desenho gráfico em 3D da usinagem.
EXTRAINDO PARÂMETROS – Visualização de todos os parâmetros de corte
em execução.

32 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 30/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de gráficos 

Módulo operador (P)

SENAI - SP 33
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 31/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de operações 

Nessa tela, além de se encontrarem os mesmos comandos existentes no controle


remoto, podem ser visualizados entre outros:

Posições dos 5 eixos;


Dielétrico;
o  Nível atual do tanque.

o  Deionização (Deio).

Indicadores gráficos;
o  Pressões de injeção (INJ) superior e inferior.

o  Indicador de condição de usinagem (- 127 + a 127).

o  Nível das estratégias da geometria (M24) e proteção (M28 ou M29).

Indicadores de função (selecionada indica que está ativada);


o  SFC – Fator de escala.

o ROT – Ângulo de
  MirX – Espelho dorotação.
eixo X.
o  MirY – Espelho do eixo Y.
o  InvXY – Inversão de eixos XY.

o  TFE – Consideração da compensação.

o  TRE – Consideração do ângulo de inclinação.

Zona de execução;
o  SIM  – Simulação.
o  MLK – Simulação de movimento.

o  BLK – Execução bloco a bloco.

o  BLD – Salto de linha que conter “/”. 


o  OSP – Parada opcional (M01).

Descrição dos itens da barra de informação (lado inferior da tela)

34 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 32/101
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Eletroerosão

Os itens identificados indicam, de acordo com as cores, a atual situação e o que está
ativo na máquina.

Na máquina Robofil 240 SLP as cores indicam as seguintes condições:


V erde   – Função Habilitada;
Laranja  – Operação em alerta;
V ermel ho   – Erro ou problema;
A p a g a d o   – Função desabilitada.

1. GEO – Quando ficar na cor laranja  indica que algum item na tela parâmetros


do usuário está ativo (espelho-escala-rotação), qualquer item destes tem
influência direta na geometria da peça.
2.  ALV – Quando v erde  indica que o fio esta alinhado verticalmente e laranja  
esta fora do alinhamento vertical.
3.  ALP – Quando v erde  indica que o fio esta usando o alinhamento peça.
4.
5. GEN –   indica
Laranj a 
CTC – V erde 
 indica que
que o gerador
o fio esta emesta
curtoligado.
circuito.
6.  ALM – V ermel ho  indica que o gerador apresenta um alarme.
7. URG – V ermel ho  indica que o botão de emergência esta pressionado.
8. EXE – A marel o  o programa esta começando a ser executado.
9. WIR – A marel o  o motor que puxa o fio, está ativo.
10. MDI – modo de execução manual via teclado, está ativo.
11. RDY – sempre pronto para executar.
12. MM – unida de medida atual.
13. Horas – OBS: para ajustar as horas entrar em EXE- SERVIÇO – 
PARÂMETROS REGIONAIS – CLICAR EM PC DATA.

Máquina de eletroerosão ROBOFIL 240 slp comando millenium

SENAI - SP 35
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Eletroerosão

Painel

1. Botão de emergência.
Botão verde – Start.
Botão vermelho – Stop.
Botão azul - Reset .

2. Monitor.
3. Botão verde – Liga a Máquina.
Botão vermelho – Desliga a Máquina .
Chave – Determinar se a Máquina deverá ou não trabalhar após uma queda de
energia.

4. Drive de Disquete.

5. Drive para CD.

6. Teclado.
7. Controle Remoto.

36 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 34/101
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Eletroerosão

Controle Remoto
Controle remoto
1. Stop – Mesmo do Painel.
2. Habilita ou desabilita o Controle.
3. Mostra se o fio está em curto.
4. Comando para centragem de face.
5. Habilita ou desabilita o freio do fio.
6. Move os eixos para o último ponto de trabalho.
7. Move os eixos para Start Point (início da usinagem).
8. Liga o motor que puxa o fio.
9. Movimento dos eixos da mesa e cabeçote.
10. Habilitação
11. Velocidade dos
de avanço
eixos. dos eixos.
12. Corta o (M50).
13. Passa o Fio (M60).
14. Zera o sistema de coordenadas (Absoluto).
15. Caso acionada durante o corte para o movimento dos eixos sem desligar a
erosão.
16. Mesmo Start do painel.
17. Movimento dos eixos passo a passo.

SENAI - SP 37
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 35/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

38 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 36/101
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Eletroerosão

Conhecendo a máquina

Divisão dos módulos

O software das máquinas ROBOFIL é dividido em módulos (Preparação, Execução,


Informação, Gráfico e Operador):

Preparação (PREP - tela verde) – Módulo onde é feita toda preparação de


usinagem da máquina. Nesse bloco, é possível fazer manipulação de arquivos
(copiar, apagar, renomear), criar um programa para regular o gerador (CT
EXPERT) e criar um programa ISO (geometria a ser cortada).
Execução (EXE - tela rosa) – O módulo de execução tem a função de auxiliá-lo
em todo processo de fixação, medição, execução de uma peça e algumas
configurações.
Informação (INFO - tela
todas as informações deazul) – O módulo
corte. Esse INFO
módulo tem como
possibilita objetivo
checar fornecer
vários
parâmetros de programa, movimentos da máquina, estabilidade de corte,
mensagem de erro, guia de manutenção preventiva.
Gráfico (GRAF - tela laranja) – O módulo GRAF serve apenas para visualizar a
geometria programada antes e durante o corte.
P (OPERADOR - tela amarela) – Temos alguns comandos que não temos no
controle (EXE: jato para ver posicionamento do fio) e alguns atalhos dos
comandos mais usados.

Módulo preparação (PREP)

EDITOR – Local onde podemos visualizar o programa, fazer alterações e digitar


um programa com formato .iso.
CT EXPERT - Tela para montagem de tecnologias e CMD.
GESTÃO DE ARQUIVOS - Destinado para apagar ou carregar programas, criar
pastas de trabalho (OBS: o drive destinado ao armazenamento de programas é
o U).
EDITAR TABELAS - Usado para alterar parâmetros de tabelas do usuário.

OBS: Para carregar um programa na máquina, em primeiro lugar deve-se criar uma


pasta de trabalho e colocar o programa desejado dentro desta pasta, em seguida criar
um CT EXPERT dentro desta mesma pasta.

SENAI - SP 39
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 37/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Na página abaixo são feitas todas as preparações de usinagem da máquina.

Vista da tela de preparações 

Módulo execução (EXE)

40 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 38/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de execuções 

Esta página contém as funções essenciais para a fase de execução, e permite fazer
modificações durante uma interrupção da usinagem. Compreende os seguintes
elementos:
EXECUÇÃO DE PROGRAMA – Usada para selecionar e carregar um
programa na máquina.
USO DE PARÂMETROS – Modificação nos parâmetros de corte.
PARÂMETROS DO GERADOR – São feitas modificações nos regimes de
corte, tais como: velocidade do fio, tensão do fio, pressão de lavagem, etc.
SERVIÇO – Faz-se a configuração do gerador, do CNC e da máquina.
Estipulam-se ciclos de manutenção e linguagem da máquina.
MEDIÇÃO – Pode ser executada todas as tomadas de referências, ajustes e
alinhamentos, tudo em relação à peça a ser cortada.
 ATIVAÇÃO DE TABELAS – Ativação
MANUAL – Também de tabelas
podem ser executadas de regimes
algumas dede
tomadas corte e fio. e
referência
alinhamentos manuais.

Módulo informação (INFO)

 A tela abaixo fornece todas as informações de corte.

SENAI - SP 41
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 39/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de informação 

EXAME – Verifica-se a velocidade do fio, o nível do dielétrico, o valor do offset,


tempo de corte, etc.
PROGRAMA EM EXECUÇÃO – É observado o programa em execução
(programa ISO), o tempo de corte e o tempo total da usinagem e alguns
parâmetros.
MENSAGENS – Todas as informações fornecidas pela máquina através de
mensagens de alerta.
CONSUMÍVEIS – Permite controlar o nível de utilização dos elementos
consumíveis, podendo assim prever o momento de troca. Como exemplo tem o
consumo de fio.
DOCUMENTO ONLINE – Armazenamento de todos os códigos ISO da
máquina, todas as mensagens de erro e tempo para a execução de
manutenção periódica.
OUTRA
peça. INFORMAÇÃO – Todas as coordenadas de máquina, absoluta e da

Módulo gráfico (GRAPH)

Esta página ajuda somente na visualização da usinagem.

VISTA DO TANQUE – Desenho gráfico da localização da usinagem na mesa


de trabalho.
VISTA DO PROGRAMA – Desenho gráfico em 3D da usinagem.
EXTRAINDO PARÂMETROS – Visualização de todos os parâmetros de corte
em execução.

42 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 40/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de gráficos 

Módulo operador (P)

SENAI - SP 43
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 41/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Vista da tela de operações 

Nessa tela, além de se encontrarem os mesmos comandos existentes no controle


remoto, podem ser visualizados entre outros:

Posições dos 5 eixos;


Dielétrico;
o  Nível atual do tanque.

o  Deionização (Deio).

Indicadores gráficos;
o  Pressões de injeção (INJ) superior e inferior.

o  Indicador de condição de usinagem (- 127 + a 127).

o  Nível das estratégias da geometria (M24) e proteção (M28 ou M29).

Indicadores de função (selecionada indica que está ativada);


o  SFC – Fator de escala.

o ROT – Ângulo de
  MirX – Espelho dorotação.
eixo X.
o  MirY – Espelho do eixo Y.
o  InvXY – Inversão de eixos XY.

o  TFE – Consideração da compensação.

o  TRE – Consideração do ângulo de inclinação.

Zona de execução;
o  SIM  – Simulação.
o  MLK – Simulação de movimento.

o  BLK – Execução bloco a bloco.

o  BLD – Salto de linha que conter “/”. 


o  OSP – Parada opcional (M01).

Descrição dos itens da barra de informação (lado inferior da tela)

44 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 42/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Os itens identificados indicam, de acordo com as cores, a atual situação e o que está
ativo na máquina.

Na máquina Robofil 240 SLP as cores indicam as seguintes condições:


V erde   – Função Habilitada;
Laranja  – Operação em alerta;
V ermel ho   – Erro ou problema;
A p a g a d o   – Função desabilitada.

14. GEO – Quando ficar na cor laranja  indica que algum item na tela parâmetros
do usuário está ativo (espelho-escala-rotação), qualquer item destes tem
influência direta na geometria da peça.
15. ALV – Quando v erde  indica que o fio esta alinhado verticalmente e laranja  
esta fora do alinhamento vertical.
16. ALP – Quando v erde  indica que o fio esta usando o alinhamento peça.
17.
18. GEN –   indica
Laranj a 
CTC – V erde 
 indica que
que o gerador
o fio esta emesta
curtoligado.
circuito.
19. ALM – V ermel ho  indica que o gerador apresenta um alarme.
20. URG – V ermel ho  indica que o botão de emergência esta pressionado.
21. EXE – A marel o  o programa esta começando a ser executado.
22. WIR – A marel o  o motor que puxa o fio, está ativo.
23. MDI – modo de execução manual via teclado, está ativo.
24. RDY – sempre pronto para executar.
25. MM – unida de medida atual.
26. Horas – OBS: para ajustar as horas entrar em EXE- SERVIÇO – 
PARÂMETROS REGIONAIS – CLICAR EM PC DATA.

Máquina de eletroerosão ROBOFIL 240 slp comando millenium

SENAI - SP 45
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 43/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Painel

8. Botão de emergência.
Botão verde – Start.
Botão vermelho – Stop.
Botão azul - Reset .

9. Monitor.
10. Botão verde – Liga a Máquina.
Botão vermelho – Desliga a Máquina .
Chave – Determinar se a Máquina deverá ou não trabalhar após uma queda de
energia.

11. Drive de Disquete.

12. Drive para CD.

13. Teclado.
14. Controle Remoto.

46 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 44/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Controle Remoto
Controle remoto
18. Stop – Mesmo do Painel.
19. Habilita ou desabilita o Controle.
20. Mostra se o fio está em curto.
21. Comando para centragem de face.
22. Habilita ou desabilita o freio do fio.
23. Move os eixos para o último ponto de trabalho.
24. Move os eixos para Start Point (início da usinagem).
25. Liga o motor que puxa o fio.
26. Movimento dos eixos da mesa e cabeçote.
27. Habilitação
28. Velocidade dos
de avanço
eixos. dos eixos.
29. Corta o (M50).
30. Passa o Fio (M60).
31. Zera o sistema de coordenadas (Absoluto).
32. Caso acionada durante o corte para o movimento dos eixos sem desligar a
erosão.
33. Mesmo Start do painel.
34. Movimento dos eixos passo a passo.

SENAI - SP 47
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 45/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

48 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 46/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Preparando o corte

Criar pasta no drive U

Para se executar um corte, sempre se deve ter uma pasta no drive U da máquina. É
esta pasta que conterá o programa de usinagem.

Entrar no Módulo Prep (tela Verde);


Pressionar teclas <Gestion Archivos>;
Clicar em U;
Pressionar <Nuevo Directório>;
Escrever o nome da pasta (8 dígitos sem ponto,espaço,barras,etc);
Pressionar <Executar>;
 A pasta é criada.

Copiar o programa na pasta

Entrar no Módulo Prep (tela Verde);


Pressionar teclas <Gestion Archivos> <F :> (visualizara os arquivos do Pen-
drive);
Selecione o arquivo que deseja copiar;
Pressione tecla <copiar>;
 Abrirá uma janela do lado direito;
Clicar em U:
Selecione a pasta de destino;
Pressione <Executar>;
O arquivo será copiado para uma pasta de trabalho da máquina (HD).

OBS: Para que nunca se tenha problemas em relação ao número do programa “ISO”,
se deve respeitar as seguintes seqüências abaixo:

De 0001 a 7999 destinados a programas do usuário;


De 8000 a 8999 reservados para macros do usuário;
De 9000 a 9999 reservados para macros desenvolvidos pela AGIE-CHARMILLES.

 Após tudo isso, criar a tecnologia usando o CT EXPERT dentro da mesma pasta.

SENAI - SP 49
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 47/101
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Eletroerosão

Tecnologia de corte (CT EXPERT)

Para a execução de um programa, é necessário passar algumas informações para


máquina sobre características da peça a ser usinada (tipo de material, altura, precisão
desejada e tipo de acabamento), para que a máquina escolha o regime de corte mais
adequado para a situação proposta. Por isso, o software da máquina tem um campo
chamado CT EXPERT no modo PREPARAÇÃO.

Existem alguns códigos, que se tornam obrigatórios do conhecimento do operador,


para se montar a tecnologia correta descrita:

EXEMPLO: LS25A

Onde:
 A primeira letra representa o tipo do fio que podem ser:
L = latão;
S = latão galvanizado com zinco;
X = cobre galvanizado com zinco.

 A segunda letra representa a resistência à tração do fio, podendo ser:


R = macio (menos que 500 Newton);
S = meio duro (aproximadamente 500 Newton);
T = duro (mais que 500 Newton).

Os
30 =números
0.30 representam o diâmetro do fio:
25 = 0.25
20 = 0.20
15 = 0.15
10 = 0.10

 A última letra representa o material da peça a ser cortada, são elas:


 A = aço
C = cobre
L = alumínio
W = metal duro
F = grafite
P = PCD

Montando uma tecnologia

Entrar no Módulo Prep (tela verde);


Pressione <CT EXPERT>;
Clicar em U;
Selecione a pasta de trabalho com a caneta de seleção (onde está o programa
a ser cortado);
Pressione <CT EXPERT>:

50 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 48/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

1. Escolher a opção “SEQÜÊNCIA MANUAL PARA UM CORTE”  e em


“REPASSE ” usar “SEQÜÊNCIA TIPO” , pressionar <enter>; (caso queira
montar uma tecnologia do usuário, selecionar TECNOLOGIA DO USUÁRIO na
parte inferior da tela)
2. Selecionar na tabela o material da peça e o fio a ser usado<enter>;
3. Selecionar o regime de corte de acordo com a precisão e o número de
passes<enter>;
4. Selecionar <salvar>;
5. Digitar um nome com até 8 dígitos;
6. Clicar em <validar>;
7. OBS: caso queira montar um CMD selecionar a opção GERAR FICHEIRO DE
COMANDO;
8. Clicar em <validar>;
9. Preencher as opções desejadas;
10. Pressionar ESC até sair da página.

OBS: caso você montou uma tecnologia do usuário e quer editá-la, entrar em EDITAR
TABLAS procurar a tecnologia criada, fazer as alterações necessárias e em seguida
salvar.

Ativação de tabelas

Processo necessário para a máquina identificar o fio que está sendo utilizado.

Mudar a tela para modo execução;


 Apertar “ activar tablas”; 
Selecionar a pasta CT Data; 
Selecionar os arquivos por terminação (*.wir);
Escolher o arquivo.

EXEMPLO:

XS25.WIR - para fio zincado.


LS25.WIR - para fio de latão.
 Apertar “  Activar ”  para ativar.
 Apertar "seta para cima” para retornar a primeira página de execução.

Nota:
Também podemos ativar TABELAS DO USUÁRIO as quais possuem a letra U no
início. Exemplo: ULS25.wir.

Editar a tabela do usuário

Tecla Prep;
Editar Tablas U;
CT DATA;
Procurar a tabela desejada;
Selecionar Editar Tablas;
 Após editar salvar antes de sair da tela.

 Aqui é possível editar parâmetros da tabela como, velocidade, tensionamento, etc.

SENAI - SP 51
http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 49/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

52 SENAI - SP

http://slidepdf.com/reader/full/programador-e-operador-de-eletroerosao-a-fio 50/101
7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Referências e Parâmetros de
Corte

Referências

Toda medição realizada para se encontrar o ponto de referência de uma peça é feita
através de toques elétricos, por esse motivo, existem vários ciclos de medição,
veremos agora os principais tipos.

Os comandos abaixo mencionados devem ser digitados na linha de comando <COM>, 


localizado na primeira tela do módulo de execução.

Referência de uma face

Comando de centragem de uma Ângulo de medição do 1º toque


figura que permita toques elétrico, sendo os outros opostos
elétricos perpendiculares entre si. ou perpendiculares entre eles.

EDG,-X,X0.125

Atualização da coordenada do sistema


máquina após a execução do ciclo
(E ste campo não éobr igatóri o)

Dica:

Para não haver confusão na hora compensar o


raio do fio, vale frisar que, o sinal do primeiro “X”,
sempre será inverso do segundo “X” quando se
deseja que a face da peça seja o ponto zero.

SENAI - SP 53
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Eletroerosão

Referência partindo de um furo

Comando de centragem de uma figura  Ângulo de medição do 1º toque elétrico,


que permita toques elétricos sendo os outros opostos ou
perpendiculares entre si. perpendiculares entre eles. 

CEN,R0,X0,Y0

 Atualização da coordenada do sistema


máquina após a execução do ciclo
(Este campo não é obrigatório)

Referência externa

Permite determinar o meio entre duas faces externas paralelas de uma peça com duas
medições “Borda” a 180° entre elas. 

 Ân ulo de medi ão


Distância do centro da eca até a extremidade
 Atualiza ão da coordenada do eixo x
 Atualização da coordenada do eixo y
EXM,Rr,Dd,Xx,Yy

Centragem interna entre duas faces paralelas

Permite encontrar o centro entre duas faces paralelas (internas) com toques elétricos
orientados pelo ângulo indicado (R).

 Atualiza coordenada em x
 Atualiza coordenada em y
Define o ângulo de medição

MID,Xx,Yy,Rr

54 SENAI - SP

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Eletroerosão

Demos aqui apenas alguns exemplos de centragem e referência, existem outros tipos
que se encontram no módulo EXE – MEDIDAS - MACROS e serão exercitados no
decorrer do curso.

Comandos mais utilizados

SMA Atualização das coordenadas do sistema MÁQUINA.


Coordenada do eixo “X”  

SMA,Xx,Yy Coordenada do eixo “Y”  

SPA Atualização da coordenada do sistema PEÇA (Comando similar ao SMA).

MOV Deslocamento dos eixos até um determinado ponto no sistema de


coordenadas máquina.

Coordenada do eixo “X” 


Coordenada do eixo “Y” 

MOV,Xx,Yy,Uu,Vv,Zz Coordenada do eixo “Z” 

Coordenada do eixo “V” 

“ ” 
OBS :Digitando a coordenada direto move-se pelo sistema peça.

GOH Comando de posicionamento do cabeçote superior na face da peça.


GOH,H10
No caso de uma peça com altura de 10 mm

OBS: Este comando só deve ser utilizado quando a superfície a ser cortada estiver
livre de algum obstáculo no qual o cabeçote possa colidir (garras de fixação, ressaltos
na peça, etc).

SEP Comando de memorização de um ponto

Memoriza ão de coordenada no sistema Absoluto da má uina.


SEP,CP2
Endere o do ponto memorizado na tabela de pontos

OBS: Os pontos podem ser memorizados nos endereços de 1 a 25 da tabela.

GOP Comando utilizado para deslocar os eixos até um ponto memorizado.

GOP,2
 Número do ponto memorizado pelo comando SEP 

 Após centrar e zerar os eixos gravar um gop (memorizar referência);

SENAI - SP 55
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Eletroerosão

OBS: Para conferir o ponto memorizado, mover os eixos e em seguida digitar GOP +


NÚMERO do ponto memorizado.
Entrar na pagina Parâmetros do Usuário e verificar se não existe nenhum parâmetro
ativo que possa ter influencia no programa EXE : escala , espelho , rotação etc.

56 SENAI - SP

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Eletroerosão

Clicar em Execução de Programas e depois em Dibujar (Draw) e então temos o gráfico


da peça.

Gráfico da peça
Enquadra o desenho dentro da mesa de trabalho.

Enquadra o desenho na tela.

Mostra o desenho em 3D

Lupa para ativar um zoom em qualquer parte do desenho

Apaga o Gráfico

Voltar na página execução de programa caso queira simular o programa com os eixos
travados selecionar Comprobar (Verify) e com os eixos movimentando usar Simular
(Dry Run).

SENAI - SP 57
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Eletroerosão

Para cortar a peça desativar o Comprobar (Verify) ou simulação (Dry Run) e clicar em
Rebobinar (Rewind),

 Após apertar o botão Start (Verde).

Parâmetros utilizador

Existem vários parâmetros na tela PARÂMETROS UTILIZADORES, porém


citaremos somente os mais utilizados.

BLK Execução do programa linha por linha (bloco a bloco).

BLD Ligado pula a linha que tiver uma barra na frente.

OSP Ponto de parada opcional (Funciona quando encontra a instrução “M01” no


programa ISO). Existem 3 tipos de parada opcional:
OSP: 0   A máquina não reconhece o ponto de parada “M01”, executando o
programa até o fim sem paradas.
OSP: 1   Ao ler a instrução “M01” do programa ISO, a máquina para o ciclo,
aguardando um novo “Start” (utilizado quando se deseja que a máquina pare antes
que o “retalho” caia sobre o cabeçote inferior da máquina).  
OSP: 2   Ao ler a instrução “M01” do programa ISO, a máquina corta o fio
automaticamente e passa para próxima cavidade (utilizado para desbaste noturno).

 ATH: 0  Não faz re-enfiamento automático caso o fio quebre durante o corte.

 ATH: 1  Faz re-enfiamento automático do fio o número de vezes programado na


página de “ciclos”, caso não consiga, simula o programa e termina sem cortar.
 ATH: 2 Executa o ciclo de re-enfiamento automático do fio o número de vezes
programado na página de “ciclos”, caso não consiga, passará para a próxima cavidade
para continuar execução do programa.

VSIM: Velocidade de simulação.

Taper (corte cônico)

TRE Indica que o corte é reto.


UV Indica que o corte será em ângulo.

Ref.Plane (J) Altura do plano principal do corte cônico.


Sec.Plane (I) Altura do plano secundário do corte cônico.

TCO Corrige o offset de acordo com o ângulo de corte.

TCG Parâmetro especifico para utilizar o Taper Expert.

OFFSET

58 SENAI - SP

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Eletroerosão

TFE nunca desligar – Desligado cancela o offset do programa.

CLE Este parâmetro é utilizado quando se deseja utilizar uma “folga adicional” ou
deixar algum sobremetal na peça.

Valor POSITIVO DEIXA material Valor NEGATIVO TIRA material

OFFSET = Distância entre o centro do fio até a face da peça.

OFFSET = RAIO DO FIO + GAP + CLE

Quando editamos um número positivo no CLE, o valor de OFFSET é somado com o


valor do CLE, fazendo com que seja retirado menos material do que o programado.
Quando editamos um número negativo no CLE, o valor é subtraído do OFFSET,
fazendo com que se retire mais material do que o programado. 

Deio Valor para controle de condutividade da água, normalmente esse valor é de 15


s/mm², esse valor deverá ser alterado para 5 s/mm² quando se deseja cortar Metal
Duro.

OBS: Esse parâmetro também é utilizado quando for necessário fazer a troca da
resina. Verificar no manual de manutenção Parte 1/2.

Parâmetros de geometria

SCF Fator de escala.


ROT Rotação
MIR X Espelho eixo X.
MIR Y Espelho eixo Y.
INV X/Y Inverte eixo X pelo eixo Y.

Tabelas de variáveis (.VAR)

1 a 33 Usado para programas simples.

SENAI - SP 59
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Eletroerosão

100 a 314 Variáveis comuns (reservado para a Charmilles).


500 a 699 Variáveis de medição e pontos de referencia. (500 a 649 –  reservado
 para a Charmilles).

Regimes de usinagem

Rugosidade superficial

Desbaste

E1 - Regime de desbaste de alta velocidade.


Bicos: Próximos da peça.
Precisão: *
 Acabamento superficial: CH 30

E2 - Regime de desbaste standard.


Bicos: Próximos da peça.
Precisão: **
 Acabamento superficial: CH 29

E3 - Regime de desbaste com bom acabamento e precisão.


Bicos: Bico plano no cabeçote inferior e Autoadaptável no superior afastado a +
ou – 5 mm da face superior da peça.
Precisão: ***
 Acabamento superficial: CH 27

E4 - Regime de**desbaste para destruição de núcleos.


Precisão:
 Acabamento superficial: CH 29

Acabamento de geometria

E6 - Regime de acabamento rápido em aberto.


 Arranque de material: 30μm 
Bicos: superior autoadaptável com mola na posição normal.
Precisão: *
 Acabamento superficial: CH 28

E7 - Regime de acabamento Standard.

60 SENAI - SP

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Eletroerosão

 Arranque de material: 40μm 


Bicos: superior autoadaptável com mola na posição normal.  
Precisão: **
 Acabamento superficial: CH 25

E8 - Regime
 Arranquedede
acabamento de precisão em aberto.
material: 12μm 
Bicos: superior autoadaptável com mola na posição normal.
Precisão: ***
 Acabamento superficial: CH 25

E9 - Regime de acabamento de precisão, na fenda de corte.


 Arranque de material: 12μm 
Bicos: superior autoadaptável com mola invertida, atrás do bico.
Precisão: ***
 Acabamento superficial: CH 25

E16 - Regime de acabamento rápido na fenda de corte.


 Arranque de material: 30μm 
Bicos: superior autoadaptável com mola invertida, atrás do bico.
Precisão: *
 Acabamento superficial: CH 28

E17 - Regime de acabamento Standard na fenda de corte.


 Arranque de material: 40μm 
Bicos: superior autoadaptável com mola invertida, atrás do bico.
Precisão: ***
 Acabamento superficial: CH 25
Acabamento de superfície

E10 - Regime de acabamento superficial.


 Arranque de material: 7μm 
 Acabamento superficial: CH 21

E11 - Regime de acabamento superficial.


 Arranque de material: 3μm 
 Acabamento superficial: CH 15

E13 - Regime de acabamento superficial.


 Arranque de material: 2μm 
 Acabamento superficial: CH 12

Qual a diferença entre acabamento em aberto e acabamento na fenda?

 Acabamento em aberto é quando se remove o retalho após o desbaste, para


posteriormente executar o acabamento.

 Acabamento na fenda é quando este retalho não é removido, ou seja, é executado na


própria fenda de corte do desbaste. Basicamente o que muda são as condições de
lavagem e daí a necessidade de se aplicar um regime de gerador adequado a cada
condição.

SENAI - SP 61
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Eletroerosão

Combinações de acabamento

Seqüências de trabalho para acabamento em aberto

E2+E6  
E2+E7
E2+E7+E8
E2+E7+E8+E10
E2+E7+E7+E10+E11

Seqüências de trabalho para acabamento na fenda

E2+E16
E2+E17+E9
E2+E17+E17
E2+E17+E9+E10
E2+E17+E17+E10+E11

62 SENAI - SP

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Eletroerosão

Ajustes e Calibrações
Da Máquina

Ponto zero

Quando a maquina é desligada 10 vezes ou o botão de emergência é apertado, a


máquina perde a referências das réguas de leitura ótica, necessitando ser
referenciada novamente para encontrar a origem das réguas.

Os eixos devem estar posicionados no centro da mesa!

1. Retornar para a 1ª página de execução (Módolo EXE);


2. Apertar <Manual>;
3. Apertar <Referência>;
4. Apertar a tecla correspondente ao eixo (basta apenas um toque);
5. Sumindo todos os asteriscos vermelhos significa que os eixos foram

6. referenciados;
Apertar seta para cima 2 vezes para retornar a primeira página.

Alinhamento do fio (EXE tela rosa)

OBJETIVO: Fazer com que o fio fique perpendicular em relação à mesa de trabalho.

Entrar na tela “P” (OPERADOR) e verificar os itens abaixo: 

Verificar tensão mecânica do fio (em relação à dureza, material e diâmetro);


Limpar o olhal de centragem (usar uma lixa fina);
Verificar contatos;
Verificar condutividade da água (15 microsiemens/cm 2);
Passar o fio dentro do olhal;
 Ativar a opção nível forçado, digitar 40 e encher o tanque.

PROCEDIMENTO:

1. Posicionar o fio no meio do olhal de forma que não encoste na parede do


mesmo (MODO EXE <manual>);
2. Voltar para 1ª tela (seta para cima);
3. Apertar <medidas> <ajustes> <ajuste guias>;
4. Conferir
lamina); a medida ZB (Valor referente à base do suporte ate a metade da

SENAI - SP 63
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Eletroerosão

5. Apertar <inicio>.

 ATENÇÃO: Todo toque elétrico deverá ser feito com a presença de água, sendo
necessária a regulagem das lavagens antes de qualquer ciclo de medição.

Dispositivo de alinhamento de fio

 Ao final <inicial.


 Apertar do ciclo,UVZ
o fio Máquina>
está alinhado
paraem relaçãoos
inicializar aodois
eixosistemas
“Z”.  de coordenadas.

OBS: Ao termino do alinhamento entrar em EXE – Serviço - Ciclos de manutenção -


Calibração do fio e clicar em Memorizar ZUV.

64 SENAI - SP

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Eletroerosão

Ajustes dos bicos (EXE)

OBJETIVO: Este procedimento serve para determinar o parâmetro ZSD e assim


possibilitar a utilização do comando GOH,H (altura da peça).

 Ajuste dos bicos

PROCEDIMENTO:

1. Fixar uma peça com altura conhecida (o mais preciso possível);


2. Retirar o fio do cabeçote;
3. Aproximar o cabeçote da peça;
4. Encher o tanque da máquina;
5. Selecionar o modo EXE (tela rosa), pressionar <medidas><ajustes><ajuste
boquillas>;
6. Ligar as lavagens e aproximar o eixo Z (usando o modo incremental) até
equilibrar as pressões;
7. Selecionar <HPA> (digitar o valor da altura da peça e pressionar <ENTER>);
8. Pressionar <Válido ZSD>;
9. No Z do sistema peça visualizamos agora a altura da peça instalada na
máquina.

Pressões dos bicos


Cabeçote SUPERIOR – 13.8 BAR Cabeçote INFERIOR  – 15.2 BAR

SENAI - SP 65
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Eletroerosão

66 SENAI - SP

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Eletroerosão

Programação

Caracteres

Neste sistema de programação as letras minúsculas e maiúsculas têm o mesmo


significado. Os seguintes caracteres podem ser usados neste equipamento:

Números: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9;
Letras: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X Z;
Caracteres especiais: + - ; / espaço . ( ).

Palavra

Uma palavra consiste de um endereço e um correspondente dado. É a unidade básica


dos programas.

Uma palavra = um endereço + dado = G00, M05, T84, G01, X17.88, etc.

Endereço

Um endereço é composto de uma ou mais letras, que determinam o significado do


dado ou código subseqüente ao código inicial.

Dados e código

O formato de entrada do código e dados é como segue:

C: Um número que determina as condições de usinagem, é seguido por um


número de 3 dígitos. Há 40 condições de erosão (C000 a C039), Por exemplo:
C000, C039, C009.
D/H: Um código de compensação pode ser seguido por um número de 3
dígitos. Cada código significa um valor específico. Existem 100 códigos de
compensação (H000 a H099). Os valores dos códigos d/h variam de ±
99999,999 mm. Por exemplo: H000, H009.
G: Função de preparação pode ser seguida por um número de 2 dígitos que
determinam uma interpolação linear ou circular. Por exemplo: G00, G01, G02,
G54, G17, etc.
I,J: A coordenada do centro de um arco, o alcance do dado seguinte é ±
99999,999 mm. Por exemplo: I15.,J10..

SENAI - SP 67
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Eletroerosão

L: Número de vezes da chamada do subprograma. Pode ser seguido por um


número de 1 dígito, 2 dígitos ou 3 dígitos. O número máximo de chamadas é
de 999. Por exemplo: G98P003L99.
M: Código de funções auxiliares. Pode ser seguido por um número de 2 dígitos,
como M00, M02, M05.

N/O:
4 Número
dígitos: de seqüência
N0000, N1000. do programa. Pode ser seguido por um número de
P: Nº de seqüência do subprograma a ser chamado. Pode ser seguido por um
número de 4 dígitos: P0001, P0100.
Q: Ângulo de rotação.
T: Indica algumas funções das ferramentas da máquina. É seguido por um
número de 2 dígitos. Por exemplo: T84, T85, etc.
X, Y, Z, U, V: Código de coordenada para determinar a distância a mover. O
seguinte dado deveria ficar entre ± 99999,999 mm.
R: Função canto R. O dado seguinte é o raio do arco intercalado que não pode
ser maior 99999,999 mm.

Sistema de coordenadas

Existem dois sistemas de coordenada neste sistema: Absoluta e incremental.

No sistema de coordenada absoluta, a origem do sistema de coordenada selecionada


é o ponto de referência ao calcular o valor da coordenada de qualquer ponto.
Enquanto que no sistema de coordenada incremental, o ponto anterior é o ponto de
referência para calcular o valor da coordenada do ponto atual.

Programa para mover do ponto A para o ponto B em diferentes modos:

No modo absoluto:
G90 G92 X10. Y5.;
G01 X15. Y10.;

No modo incremental:
G91 G92 X0. Y0.;
G01 X5. Y5.;

Bloco

Um bloco é uma linha de um programa NC, que começa com um endereço ou símbolo
“/”, e termina com um símbolo “,”. Um programa NC consiste de uma série de blocos. 

Restrições no bloco

1 Se mais de um eixo (X, Y, U e V) estão incluídos num bloco, estes eixos podem
ser controlados simultaneamente de acordo com os códigos.

Exemplo: G91G00 X5. Y15.; 

68 SENAI - SP

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Eletroerosão

Significa que a mesa de coordenada move simultaneamente ao longo do eixo X em 5


mm e 15 mm ao longo do eixo Y.

Se você quiser mover seqüencialmente ao longo do eixo X e no eixo Y; programe-os


em blocos diferentes.

Exemplo: G90 G00 X5.; 


Y15. ;

2 Dois códigos de movimento não podem ser incluídos num mesmo bloco.

Exemplo: G00 X10. G01 Y-10.; (Erro)

Deve ser modificado assim: G01


G00 Y-10.;
X10.;

3 Se o símbolo de um eixo aparece mais de uma vez num mesmo bloco.

Exemplo: G01 X10.Y20.X40.(Erro)

Nº seqüência

O número de seqüência é um número acrescentado na frente de cada bloco, e ele


pode ser omitido. Um número de seqüência deveria ser iniciado por um caractere “N”
ou
que“O” e seguido
facilita por um
a procura número
de um certode 4 dígitos
bloco. que indica
O número a posiçãotem
de seqüência relativa dos blocos
os seguintes
objetivos.
Um nº serial para a execução de um programa.
Uma marca para a chamada de subprograma.

Exemplo: 
N0000;
G90 G54 G92 X0. Y0.;
M50;
C000;
M98 P0010;
C010;
M98 P0020;
M60;
M05 G00 Z10;
M02;
;
N0010; ............................................................................................Nº seqüência
subprograma
G01 X0.;
M99;
;
N0020; ............................................................................................Nº seqüência
G02 X10.15.;
G02 X5. I-2,5;

SENAI - SP 69
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Eletroerosão

G03 X0 I-2,5;
M99;

Nota: N9140, N9141, N9142..........N9165 são todos números de subprogramas fixos.


O usuário não pode usar estes números de seqüência nos seus próprios programas,
embora, ele possa chamar estes subprogramas fixos.

Códigos G

Códigos G podem ser classificados nos dois seguintes tipos:

1. Um código do primeiro tipo é somente efetivo no bloco onde o mesmo for incluído.
Este código é chamado de não modular. Por exemplo: G80, G04, etc.
2. Um código do segundo tipo é efetivo até que outro código do mesmo grupo
aparece. Este código é chamado de modular.

Exemplo:
G00 X10.;

G00 é continuamente efetivo.

Y10.;

G01 X20.; G01 é efetivo.

Lista de códigos G
Código Descrição

G00 Movimento alta velocidade, comando posicionamento  


G01 Interpolação linear  
G02 Interpolação circular (horário)
G03 Interpolação circular (anti-horário)
G04 Comando de pausa 
G10 Modificar parâmetros do usuário CLE ou Rmin / Salto do bloco
G11 Ativar e carregar tabelas
G13 Modificar parâmetros / Mensagem
G20 Sistema Polegada
G21 Sistema Métrico
G22 Limite de área ligado
G23
G28 Limite
Retornodeao
área desligado
ponto de referência
G40 Cancelamento de offset
G41 Offset esquerdo
G42 Offset direito
G48 Arredondamento automático de esquina
G49 Cancelamento de arredondamento automático
G50 Cancelamento de inclinação do fio
G51 Inclinação do fio a esquerda
G52 Inclinação do fio a direita
G53 Deslocamento de coordenadas no sistema absoluto
G60 Raio de esquina constante
G61 Ângulo cônico mínimo
G62 Ângulo cônico médio

70 SENAI - SP

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Eletroerosão

G63 Ângulo cônico máximo


G68 Interpolador externo de modulo alimentação de corte
G69 Interpolador externo de modulo parada exata
G70 Medição de borda ou face
G71 Centragem interna de furo (dá o valor do furo)
G72
G73 Centragem interna
Alinhamento do fio de ranhura (dá o valor da ranhura)
G74 Memorização de um ponto
G75 Posicionamento em sistema de coordenada máquina
G77 Posicionamento em sistema de coordenada máquina
G78 Posicionamento do ponto de trabalho
G79 Alinhamento horizontal e posicionamento no centro do circulo
G86 Cancelamento da parada para fixar retalho
G87 Manter uma parada para fixar retalho
G88 Corte do retalho
G89 Comprimento de parada para retalhar
G90 Coordenada absoluta
G91 Coordenada incremental
G92 Sistema de coordenadas da peça
G93 Sistema de coordenadas locais da peça (suprime G92)
G94 Velocidade do fio
G95 Ajuste de freqüência FF

G00 (Posicionamento e movimento)

G00 é usado para mover a mesa de coordenada em alta velocidade. Com este
comando; a mesa de coordenada move-se para posição desejada sem erosionar.

Pode-se mover um ou dois eixos ao mesmo tempo.

Exemplo: G00 X10.; (um eixo se move)


G00 X10.Y20.; (Dois eixos se movem)

Nenhum espaço ou outro caractere pode existir entre o símbolo de um eixo e o dado
seguinte.

Exemplo: Erro: G00 X 10.; ou G00 XA10.;

G01 (Interpolação linear)

Os usuários podem definir a interpolação linear para um ou mais eixos usando o


código G01.

Formato: G01 eixo ± dado.


 Até 4 eixos e os dados podem seguir o código G01, a erosão com interpolação linear
com um ou mais eixos pode ser feito.

Exemplo: Erosionando com eixo simples. 

G01 X10.;

SENAI - SP 71
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Eletroerosão

Exemplo: Erosionando com dois eixos.

G01 Y60.X70.;

G02, G03 (Interpolação circular)

Os usuários podem definir a interpolação circular usando os códigos G02, G03.

Formato: Seleção do plano, direção de rotação, ponto final, coordenada incremental


do centro do arco partindo do ponto inicial. G02 / G03 X Y I J, G02 é o comando
de interpolação circular sentido horário e G03 é o comando de interpolação circular
anti-horário, como mostrado na figura esquerda abaixo.

O ponto final será expresso em coordenadas X, Y, que podem ser ou absolutas ou


incrementais e correspondem ao G90 ou G91. A coordenada do ponto final será o
valor relativo do ponto inicial do arco no sistema de coordenada incremental (G91). A
coordenada do centro do arco será expressa em I e J que corresponde aos eixos X e
Y, como mostrado na figura à direita acima.

Exemplo: Programa para o percurso mostrado abaixo.

G92 X10. Y20.; 


G90 G02 X50.0 Y60.0 I40,0;
G03 X80.0 Y30.0;

Nota: Se J ou I é zero, ele pode ser omitido, mas você não pode omitir ambos, porque
neste caso vai ocorrer um erro.

G04 (Comando de pausa)

72 SENAI - SP

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7/24/2019 Programador e Operador de Eletroerosão a Fio

Eletroerosão

Com este comando, depois de executado um bloco, a máquina vai parar por certo
tempo antes de iniciar a execução do próximo bloco. O número que segue o caractere
“X” é o tempo de pausa (em segundos). O tempo mais longo para a pausa é de
99999,999 segundos.

Exemplo: Para uma pausa de 20 segundos.

Métrico: G04 X20.;


Polegada: G04 P20000;

G10, (Modificar parâmetros do usuário CLE ou Rmin / Salto do bloco)

Sintaxe G10P16R_; R : medida adicional CLE


G10P17R_; R : radio de arredondamento automático Rmin

Sintaxe G10P_B_;

Salto de bloco: P = n (n de1 a 9)


B = 0 (zero) salto desativado se executam os blocos /n
B = 1 salto ativado não se executam os blocos /n

G11, (Ativar e carregar tabelas)

 A instrução G11 permite selecionar uma tabela de tecnologia e o tipo de fio que se
utilizará antes de uma operação de usinagem. Os arquivos buscam automaticamente
a tecnologia no diretório em uso, caso não encontrem, buscarão no diretório de
referencia Charmilles U:\CT_DATA.

Equivalência de palavra de controle:

G11(TEC, <nome da tabela de tecnologia>) Ativa a tabela de tecnologia


G11(WIR, <nome da tabela de fio>) Ativa a tabela do fio

 A instrução G11 permite guardar e restituir posteriormente o conteúdo da tabela de


variáveis VAR (de 1 a 39 posiciones). Os arquivos buscam automaticamente a
tecnologia no diretório em uso, caso não encontrem, buscarão no diretório de
referencia Charmilles U:\CT_DATA.

Equivalência de palavra de controle:

G11(SVA, <nome do arquivo>) Grava a tabela de variáveis no arquivo específico


G11(LVA, <nome de arquivo>) Restitui uma tabela gravada anteriormente

SENAI - SP 73
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Eletroerosão

G13, (Modificação de parâmetros e mensagens)

Sintaxe: G13 Xx

Modificação de certos parâmetros em vigor:

Parâmetro Código
INJ Injeção B
 AJ Tensão J
 ATT Distância de ataque L
WS Velocidade do fio R
SVO Velocidade de arranque V
WB Tensão do fio X
B Intervalo entre pulsos Y
Exemplo:

G13 R10. (A velocidade do fio passa imediatamente a 10 m/min).

Nota: O parâmetro da máquina FF também pode ser modificado mediante o valor de


20% a 120% do seu valor nominal, mediante a instrução G95 Fx (20 <x < 120).

 A instrução G13 permite realizar o envio de uma mensagem a pontos precisos de um


programa ISO. A mensagem deve conter um máximo de 12 caracteres alfanuméricos
(entre 0 a 9, letras a...z, maiúsculas ou minúsculas).

Exemplo:

G13(MSG,<mensagem>) Visualização de uma mensagem


G13(ECN,<mensagem>) Envio de uma mensagem

G20, G21 (Seleção de unidade)

O usuário pode selecionar o sistema de medição em polegadas ou métrico.

G20 Polegada
G21 Métrico

Nota:
1. Coloque um código deste grupo no início de um programa NC.
2. Um milímetro pode ser escrito como 1. ou 1000 quando o milímetro é selecionado
como unidade, isto é, 1.0 = 1000 = 1. Uma polegada pode ser escrita como 1. ou
10000 quando a polegada é selecionada como unidade, isto é, 1.0 = 10000 = 1.
3. 1 polegada = 25,4 mm.

G28, G29 (Táticas de transição em cantos aguçados)

74 SENAI - SP

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Eletroerosão

Os códigos G28 e G29 são usados para selecionar táticas para transição em cantos
agudos.

G28 Transição em canto agudo circular

G29 Transição em canto agudo linear

O G28 é usado para inserir um arco de transição num canto agudo, enquanto que o
G29 é usado para inserir três segmentos de linha num canto agudo, garantindo que os
cantos agudos não sejam danificados.

Exemplos:

Transição circular de canto agudo Transição linear de canto agudo

Nota:
1. A original para a transição de canto agudo é a transição circular.
2. Quando o offset é zero, a transição de canto agudo se torna inválida.
G40, G41, G42 (Offset e cancelamento)

 A função offset significa compensar o curso do programa para deslocar o curso do


centro do eletrodo. O valor offset é o raio do eletrodo mais o valor do gap. Tanto o
offset esquerdo como o offset direito estão disponíveis (ao longo da direção do avanço
do eletrodo).

G40 Cancelamento offset do eletrodo


G41 Offset eletrodo (esquerdo)
G42 Offset eletrodo (direito)

Formato: N**** G41/G42 H***


N*** G40;

SENAI - SP 75
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Eletroerosão

Exemplo de offset  

Os desenhos abaixo são exemplos de offset direito e esquerdo:

Offset (D,H)

O usuário pode usar o código offset (H***) para determinar um valor de offset. Cada
código offset corresponde a um valor de offset. Estes códigos estão armazenados no
sistema de arquivo do offset, e serão carregados automaticamente para dentro do
controle da máquina depois que ela for ligada. Há uma centena de códigos offset de 0
a 99, abrangendo um alcance de 0,001 mm até 99999,999 mm. O usuário pode usar o
seguinte formato para fixar o valor para um código offset.

H***=_______

Início do offset

O primeiro bloco com offset é chamado bloco inicial offset, como mostrado na figura
abaixo:

O bloco I não tem offset, o curso do centro do eletrodo coincide como o curso do
programa.
offset O bloco
do início, II é o bloco
é chamado onde inicia
de bloco o offset, enquanto que o bloco III, como tem
com offset.

76 SENAI - SP

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Eletroerosão

Nota:
Está especificado que comandos de movimento no bloco início do offset só podem ser
de interpolação linear, isto é, nenhum comando de interpolação circular pode ser
incluído. Do contrário vai ocorrer um erro.

 As figuras abaixo são exemplos de offset inicial: (Todos os exemplos se referem ao
offset esquerdo e o offset direito é o mesmo).

Exercícios de offset

SENAI - SP 77
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Eletroerosão

Exemplos de cancelamento de offset

78 SENAI - SP

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Eletroerosão

Nota:
1. O cancelamento do offset só pode ser executado no segmento de linha. Vai
ocorrer um erro se o cancelamento do offset for programado na interpolação
circular.

Exemplo: G40 G01 X0.; (Correto)


G40 G02 X20. Y0 I10. J0 (Errado).

2. O cancelamento do offset é controlado pelo código G40. Quando o valor do offset


é zero, o sistema vai mover do ponto atual para o próximo ponto diretamente como
se o offset estivesse cancelado. Mas, o modo offset não está cancelado.

Exercícios

Indicar o código correto de compensação que deve ser utilizado.

SENAI - SP 79
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Eletroerosão

Troca de direção do offset

Quando a direção do offset é trocada no modo offset (do G41 para G42, ou do G42
para G41), o eletrodo vai mover do ponto final do offset do primeiro bloco para o ponto
final do offset do próximo bloco, como mostrado nos seguintes exemplos:

G90 G92 X0 Y0; 


G41 H000;
G01 X10.;
G01 X20,;
G42 H000;

80 SENAI - SP

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Eletroerosão

G01 X40.;

G92 no modo offset

Quando o código G92 é programado no modo offset, o offset é cancelado


temporariamente, mas, ele será aplicado no próximo bloco na mesma forma como no
bloco inicial do offset, como mostrado na figura abaixo.

Exemplo: N0001 G41 H000 G01 X300. Y900.; 


N0002 X300. Y0;
N0003 G92 X100. Y20.;
N0004 G01 X400. Y40.;
N0005

Corte em excesso

Quando o curso da erosão é muito estreito e o raio do eletrodo é grande, pode ocorrer
um corte em excesso.

1. Se o raio do eletrodo é maior do que o raio do


círculo, então vai ocorrer um corte em
excesso como mostrado ao lado.

2. Na figura seguinte, se o raio do eletrodo é maior do que D, o corte em excesso


também vai ocorrer.

1→2→3→4→5 é o curso do programa, ------ é a linha


do offset de 1, 2, 3, 4, 5. Pontos de interseção de A,
B, C, e D correspondem aos pontos A’, B’, C’ e D’ na
linha do offset. O curso do eletrodo é
OA’→A’B’→B’C’→ C’D’, e ocorre corte em excesso. 

SENAI - SP 81
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Eletroerosão

3. O programa vai parar se ocorrer corte em excesso.


G50, G51, G52 (Corte cônico)

O corte cônico é o corte efetuado ao longo da direção definida com o fio inclinado no ângulo desejado.

G50 Cancela o corte cônico


G51 Inclinação do fio para a esquerda (ao longo da direção de avanço do fio)
G52 Inclinação do fio para a direita (ao longo da direção de avanço do fio)

 Esquema de inclinação do fio 

Este ângulo de inclinação pode variar de 0,001 o a 45,00o. O valor da inclinação é especificado no programa pela letra T.

Exemplo: G52T5.; (O fio se inclina para a direita a cinco graus)

É necessário introduzir com antecedência alguns comandos, para que a máquina possa executar o corte cônico. Caso contrário,
o corte cônico não será executado corretamente, ainda que tenha sido configurado no programa.

Deve-se especificar a altura da superfície programada da peça sobre a mesa de trabalho, depois da letra J e no mesmo bloco do
comando G92.

Exemplo: G92 Xx Yy Ii Jj;

82 SENAI - SP

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Eletroerosão

J = Altura do perfil desenhado.


I = Valor incremental a partir de J.

Exemplo de um programa

O1000;
G91;
G92X0Y0I-15.0J25.0;
M60;
G52G42G01Y7.5T5.0;
X7.5;
Y-15.0;
X-15.0;
Y15.0;
X7.5;
G50G40Y-7.5;
M50;
G00X50.0;
G92X0Y0I-10.0J20.0;
M60;
G52G42G01Y10.0T3.0;
G02J-10.0;
G50G40G01Y-10.0;
M50;
M02; o M30;
%

G70, (Medição de borda ou face)

Quando este código é executado, o eixo selecionado se move ao longo da direção definida até o fio tocar na peça. Então o eixo
se movimenta no sentido contrário até o ponto de medição especificado por “p”.

Ponto de medição Pp:


p = especificado entre de 0 a 31(se não for especificado supõe-se que seja 0).
Direção de movimento inicial Bb;
b = define a direção em graus (valor inteiro positivo, sem ponto).
Direção de movimento inicial X(Y)d:
X ouY definem o eixo que efetuará a medição, o valor do sinal de “d” (+ ou -)
dará o sentido da medição.

O valor de “d” representa o diâmetro do fio. Se não se especificar nenhum destes


parâmetros de direção, será válido um valor definido pela máquina. Este valor se
encontra na página EXE – Medições – Medição de borda.

Distância de movimento inverso Ll:

SENAI - SP 83
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Eletroerosão

L = distância de recuo do fio após a medição da borda. Se não se especificar nenhum


destes parâmetros de direção, será válido um valor definido pela máquina. Este valor
se encontra na página EXE – Medições – Medição de borda.

Exemplo de execução de medição de borda

G910, (Memorização de um ponto atual)

Comando: G910 Ap

p = posição na tabela de variáveis .VAR

Grava as coordenadas dos eixos X,Y,Z,U e V absolutas. Podem ser gravadas com
números de 1 a 39. Equivale à palavra SEP, CPp.

G911, (Movimento até um ponto)


Comando: G911 Ap
p = posição na tabela de variáveis .VAR

 A máquina movimenta-se até um ponto gravado por G910. Equivale à palavra GOP, p.

G913, (Memorização de um ponto atual na tabela de pontos)

Comando: G913 Ap

p = posição na tabela de pontos .PNT

84 SENAI - SP

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Eletroerosão

Este ponto grava as coordenadas X,Y,U.V e Z absolutas (entre 1 a 199).

G914, (movimento até uma tabela de pontos)

Comando: G914 Ap

p = posição na tabela de pontos .PNT (entre 1 a 199).


Outros codigos G

G915 Ciclo de busca de uma posição de não contato


G940 Ciclo de ângulo
G941 Ciclo alinhamento de borda
G942 Ciclo de centro externo
G943 Ciclo de centragem externa
G944 Posicionamento até um ponto medido XY absoluto
G945 Ciclo de alinhamento entre furos
G949 Posicionamento no sistema de coordenada máquina

G90, G91 (Comandos de coordenada incremental / absoluta)

G90: Após a execução deste código, todos os valores de coordenada são introduzidos
no modo absoluto, isto é, os valores da coordenada são calculados em relação à
origem do sistema de coordenada de trabalho, como sendo o ponto de referência.

G91: Após a execução deste código, todos os valores de coordenada são introduzidos
no modo incremental, isto é, o valor da coordenada do ponto atual é calculado
considerando o ponto anterior como ponto de referência.

Exemplo para coordenadas absolutas.

N0001 G90 G92 X0 Y0;


N0002 G01 X20. Y15.;
N0003 G02 X60. Y15. I20. J0;
N0004 G01 X80. Y30.;

Exemplo para coordenadas incrementais.


N0001 G91 G92 X0. Y0;
N0002 G01 X20. Y15.;
N0003 G02 X40. I20.;
N0004 G01 X20. Y15.;

G92 (Programando valor da coordenada para o ponto atual)

O usuário pode programar o valor desejado como a coordenada do ponto atual com o
código G92.

Exemplo: G92 X0 Y0 ;..... O valor da coordenada do ponto atual é (0,0)

G92 X10 Y0;.... O valor da coordenada do ponto atual é (10,0)


Notas:

SENAI - SP 85
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Eletroerosão

 A função do offset do raio é cancelada temporariamente quando o código G92 é


programado no modo offset. Quando o próximo bloco é executado, o offset será
novamente ativado.
Cada programa deveria ter o G92 pelo menos uma vez. Do contrário um erro
inimaginável vai ocorrer.

Código M

M00 (Comando pausa)

Depois da execução do código M00, o programa pára a execução. Tem a mesma


função como a pausa do bloco simples. Depois de pressionada a tecla Enter, a
execução do programa continuará.

Exemplo:
M00; G01 Y0.;
G01 X10.;

M01 (Comando de parada condicional)

Usado quando se deseja que o retalho de usinagem fique fixado a peça, devido a uma
distância de parada, especificada na programação, antes de se concluir a usinagem
final de corte.

Exemplo: G01 X0.6;


M01;
G01 X0.;

M02 (Fim de programa)

O código M02 é o comando do fim de programa. Os códigos depois do M02 não serão
executados. Depois de executado o código M02, o status de todos os códigos modular
será resetados. Então, o sistema estará pronto para que o usuário possa introduzir
novos comandos.

Os códigos que deverão ser resetados e o status destes códigos depois do reset.

86 SENAI - SP

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Eletroerosão

M15 (Programação com conicidade)

Comando usado para validar ou não um programa com inclinação do fio.

Exemplo: M15 p___

Se p = 00 são anulados os comandos G51/G52.


01 corte cônico é executado normalmente.
11utilizado no corte de dois perfis distintos.
M24, (Estratégia de geometria)

 Ativa a estratégia de precisão usada em peças que contém cantos e raios pequenos
com alta precisão de corte. Também é controlada pelo parâmetro ST.

M28, (Estratégia de precisão 1)

 Ativa a proteção standard contra a ruptura do fio em condições de corte de nível


inferior.

M29, (Estratégia de precisão 2)

 Ativa a proteção de ruptura do fio em partes complexas.

Nota: As proteções M28 e M29 só são ativadas com os parâmetros ST=1 ou


ST=3(somente em operação de desbaste).

M30, (fim de programa)

Mesma função de M02 com a diferença de retornar ao começo do programa.

M60, (passar fio)

Introdução automática do fio.

M50, (corte do fio)

Executa o corte automático do fio.

M98 (Chamada de subprograma)

SENAI - SP 87
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Eletroerosão

O usuário pode usar o código M98 para definir o nº do subprograma a ser chamado.

Formato: M98 P**** L**;


Para os detalhes deste código, veja a seção “Subprograma” 

M99 (Fim do subprograma)

O M99 é o último bloco de um subprograma. Depois de executado este código, o


sistema retorna ao programa principal e executa o bloco seguinte.

Subprograma

Para definir
blocos um subprograma,
de programa. se especifica
Quando queremos um número
chamar de seqüência
este número no topo
para dentro dos
do programa
principal, tudo que temos que fazer é usar este número de seqüência. Quando é
chamado um subprograma, ele será tratado como um bloco simples. Um único código
de chamada de subprograma só pode chamar 1 subprograma. Um subprograma pode
chamar outros subprogramas. O número de seqüência máximo é 9999. O código M99
é o símbolo final do subprograma. Depois de executar o código M99, é feito o retorno
para o programa principal para executar o bloco seguinte.

O formato para chamar o subprograma para dentro do programa principal é como


segue:

M98 P**** L***


Nota:

P***: Nº de seqüência do subprograma a ser chamado.


L***: O número de vezes a ser chamado o subprograma.

Se L*** é omitido, este subprograma é chamado só uma vez. Quando “LO” é


introduzido, este subprograma não será chamado. O número que segue o endereço
“L” não pode exceder três dígitos, isto é, o número máximo de vezes que o
subprograma pode ser chamado é 999.

88 SENAI - SP

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Eletroerosão

Manutenção

Manutenção preventiva

Para que a máquina possa proporcionar o máximo de desempenho é muito


importante que oconstantemente
mesma, fazendo operador esteja sempre
a devida atento aos
manutenção diversos componentes da
preventiva.

Manutenção sistemática

Observar a pressão dos filtros;


 A pressão de ar deve ficar em 6 bar;
Verificar o nível de água da máquina;
Observar a condutividade;
Observar contatos de metal duro (superior e Inferior);
Observar estado do suporte da guia superior;
Limpeza dos cabeçotes (Inferior e Superior);
Conferir a tensão mecânica do fio;
Conferir o alinhamento do fio;
Limpeza dos filtros de ar do armário elétrico;
Verificar o estado dos componentes do circuito do fio;
Verificar o estado dos bicos dos cabeçotes (quebras, amassados, etc) e
substituí-los se necessário;
Lubrificação dos eixos.

Manutenção diária ou a cada 8 horas de trabalho

Limpeza dos contatos de usinagem, superior e inferior.(Usar uma lixa fina);


Verificar os bicos de lavagem, trocar se necessário;
Verificar pressão de filtragem, trocar os filtros se necessário.(Pressão máxima
3.3 bar).

Manutenção semanal

Limpeza das guias do fio, superior e inferior.(Não usar solvente);


Verificar e ajustar, se necessário, a tensão mecânica do fio.(Ver procedimento
descrito
Fazer no manual);do fio;
o alinhamento

SENAI - SP 89
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Eletroerosão

Limpeza dos filtros de ar do armário elétrico e compartimento mecânico.

Manutenção mensal ou 400 horas de usinagem

Limpeza dos cabeçotes superior e inferior incluindo os roletes de tração do fio;


Troca dos filtros de ar do armário elétrico e compartimento mecânico;
Verificação do circuito do fio. (correias, polias, guias de safira, etc.). 
de alimentação.

90 SENAI - SP

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Eletroerosão

Conclusão

Existem no momento aplicações industriais para a eletroerosão que estavam


simplesmente à espera de sua descoberta. À medida que isto vem ocorrendo, à
utilização da usinagem por eletroerosão nas indústrias continua a aumentar e a
diversificar-se a um ritmo crescente através da combinação de necessidade e
imaginação.

 A necessidade conduz esse crescimento, porque novos materiais são desenvolvidos e


a usinagem convencional vai atingindo seus limites.

 A imaginação alimenta o processo fornecendo a habilidade de desenhar ferramentas e


partes antes impossíveis ou economicamente ineficientes de se produzir por qualquer
outro método.

SENAI - SP 91
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Eletroerosão

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Eletroerosão

Tabelas

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Eletroerosão

94 SENAI - SP

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Eletroerosão

SENAI - SP 95
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Eletroerosão

96 SENAI - SP

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Eletroerosão

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Eletroerosão

98 SENAI - SP

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Referências Bibliográficas

1. +GF+ CTAG-Centro Tecnológico Agie charmilles, Manual de Instalação,


Operação e Programação da Máquina ROBOFIL 240.
2. Charmilles Technologies, www.agie-charmilles.com . 

3. Fernandes. L.A., 1999. Introdução à Usinagem Não Tradicional.


DEEME. UFU. Uberlândia-MG.

4. Dispositivos System 3R International AB, www.system3r.com. 

5. Electrical Discharge Machining of Tool Steels, EDM Handbook, informe técnico,


1986.

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