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Evolução

dos

Vertebrados
Aluno: nº Turma
UBIRAJARA DA S SANTOS 19 2.151
Índice:

OS PRIMEIROS VERTEBRADOS 03

PROTOCORDADOS 03

ORIENTAÇÃO 03

CARACTERÍSTICAS DOS CORDADOS 03

Subfilo Urochordata 03

Subfilo Cephalochordata. 03

Subfilo Vertebrata 04

DIVERSIDADE, EVOLUÇÃO, E CLASSIFICAÇÃO DOS VERTEBRADOS 04

ORIGEM DOS VERTEBRADOS 04

SISTEMA DE ÓRGÃOS DE VERTEBRADOS E SUA EVOLUÇÃO 05

HOMEOSTASE E ENERGIA 05

ECOLOGIA E GEOLOGIA DA TERRA NA ORIGEM DOS VERTEBRADOS 06

VERTEBRADOS AQUÁTICOS E PEIXES CARTILAGINOSOS 06

BIBLIOGRAFIA 06

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OS PRIMEIROS VERTEBRADOS

As evidências fósseis indicam que os vertebrados evoluíram num ambiente marinho durante o Cambriano. Pouco
sabemos sobre o grupo até algumas formas desenvolverem armaduras ósseas dérmicas. A evolução do osso,
bombeamento muscular para filtrar alimento e o aumento na mobilidade, direcionou a evolução em dois sentidos
diferenciando-se dois grupos distintos de vertebrados. Primeiramente surgiram os Pteraspsida ou Diplorhina,
também denominados heterostracos; posteriormente diferenciaram-se os Cephalaspida ou Monorhina,
caracterizados pelos osteostracos. A ampla radiação destas formas demonstra várias soluções para resolver o
crescimento de um organismo encouraçado com osso. Somente dois tipos de Agnatha sobreviveram até os dias
de hoje, originários das radiações dos primeiros vertebrados; as feiticeiras e lampréias. Todavia, os Agnatha
atuais ilustram como o plano estrutural do corpo dos primeiros vertebrados foi capaz de sofrer alterações,
devidas às várias especializações.

PROTOCORDADOS

ORIENTAÇÃO

O filo Chordata inclui animais tão diversos como as ascídeas, os peixes, rãs, aves e o homem. Esta página
elucida e justifica sua colocação no mesmo filo. Logo após, serão discutidos os dois grupos de cordados
invertebrados: os urocordados e os cefalocordados. Também são descritos os hemicordados, que é um filo de
animais que mostram semelhanças tanto com os cordados como com os equinodermas.

CARACTERÍSTICAS DOS CORDADOS

O filo Chordata é um filo grande e diversificado de animais marinhos, dulcícolas e terrestres, que inclui ascídias,
peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Todos possuem um notocórdio dorsal, semelhante a uma haste, um
cordão nervoso dorsal e fendas faríngeas. Em muitos cordados, algumas destas características são encontradas
apenas nos estágios de seu desenvolvimento. O filo Chordata contém uma diversidade de animais, unidos por
possuírem. pelo menos em alguma fase de sua vida, fendas faríngeas, um notocórdio e um cordão nervoso
dorsal. Embora a maioria dos cordados pertença ao subfilo Vertebrata, em que um esqueleto vertebral envolve
ou substitui o notocórdio, existem dois subfilos de cordados invertebrados.

Subfilo Urochordata

Os urocordados, que incluem as ascídias marinhas sésseis e algumas formas pelágicas, são o maior grupo de
cordados invertebrados. O corpo é vestido por um envoltório externo denominado túnica, que contém celulose. A
grande faringe perfurada está adaptada para a alimentação por filtração. Eles são hermafroditas e possuem uma
larva em forma de girino, que tem um notocórdio e um cordão nervoso dorsal. O subfilo Urochordata é composto
por animais marinhos e sésseis em sua maioria, conhecidos como tunicados ou ascídias e possuem o notocórdio
e o cordão nervoso dorsal apenas durante o estágio de larva. Grande parte do interior do corpo é ocupada por
uma grande faringe perfurada por muitas fendas. A água entra na faringe pelo sifão bucal (boca), passa por
propulsão ciliar através das fendas ao redor do átrio e, então, sai pelo sifão exalante. Na passagem através das
fendas faríngeas, o plâncton é filtrado da água corrente. O corpo está coberto por uma túnica protetora contendo
celulose, que é secretada pela epiderme Nas muitas espécies coloniais de urocordados, os indivíduos estão
unidos por um estolão ou têm sua túnica fusionada.

Subfilo Cephalochordata.

Os cefalocordados são cordados marinhos, pequenos e pisciformes, que se enterram em fundos arenosos. São
metaméricos e possuem todas as características dos cordados na forma adulta. As fendas faríngeas funciona
como filtro de alimentos. O subfilo Cephalochordata contém um pequeno grupo de cordados pisciformes que se
enterram no sedimento marinho. Eles nadam ou enterram-se através de rápidas ondulações do corpo,
produzidas pela contração de músculos metaméricos. Os cefalocordados filtram o alimento da corrente de água
que passa pela boca e fendas faríngeas. A partir do cordão nervoso dorsal, emergem raízes de nervos laterais,
pares, dispostas em um arranjo segmentar, mas não existe um cérebro anterior.

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Subfilo Vertebrata

Os vertebrados são cordados metaméricos, de grande tamanho corpóreo, que possuem uma espinha dorsal de
vértebras ao redor de ou substituindo, o notocórdio. O subfilo Vertebrata contém a maioria dos cordados. Como
cefalocordados, eles são metaméricos, mas a extremidade anterior do cordão nervoso está expandida num
cérebro. O notocórdio está envolvido ou substituído por vértebras. Primitivamente, os vertebrados são nadadores
ondulatórios e a evolução da mandíbula capacitou-os a explorar uma diversidade maior de alimentos que os
seus ancestrais filtradores. Muitos zoólogos acreditam que o ancestral dos cordados foi um animal séssil e os
cefalocordados e vertebrados evoluíram através da retenção e desenvolvimento de formas corpóreas larvárias
móveis, até a maturidade.

DIVERSIDADE, EVOLUÇÃO, E CLASSIFICAÇÃO DOS VERTEBRADOS

As 50.000 espécies atuais de vertebrados variam, em tamanho, de menos de um grama a mais de 100.000
quilos e vivem em habitats que vão do fundo dos oceanos ao topo das montanhas. Esta extraordinária
diversidade é produto de 500 milhões de anos de evolução. Evolução significa mudança nas freqüências
relativas de alelos no conjunto gênico de uma espécie. A variabilidade hereditária dos indivíduos de uma espécie
é a matéria prima da evolução, e a seleção natural é o mecanismo que produz mudança evolutiva. A seleção
natural atua através da reprodução diferencial e o valor adaptativo descreve a contribuição do diferencial dos
indivíduos para as gerações futuras. A maior parte da seleção provavelmente opera ao nível dos indivíduos, mas
é possível que também atue ao nível dos alelos, populações, ou mesmo espécies. Em adição à variabilidade
individual as espécies freqüentemente exibem dimorfismo sexual e variação geográfica. O dimorfismo sexual
reflete as diferentes forças seletivas atuando sobre machos e fêmeas de uma espécie, como resultado da
assimetria do investimento reprodutivo. Em muitos casos, os machos maximizam seu valor adaptativo
acasalando-se com maior número possível de fêmeas, enquanto que as fêmeas devem procurar o melhor macho
possível. A variação geográfica é resultado de condições ambientes variáveis nas diferentes partes da área de
distribuição de uma espécie. Quando uma população local é isolada do resto da espécie, acumulam-se
diferenças genéticas. Se estas diferenças tornarem-se extensivas, os indivíduos da população isolada podem
tornar-se incapazes de reproduzir-se com indivíduos da população principal quando é re-estabelecido o contacto.
Este processo é denominado especiação alopátrica. A Terra tem mudado dramaticamente durante o meio bilhão
de anos da história dos vertebrados. Os continentes eram fragmentados quando os vertebrados apareceram;
coalesceram em um enorme continente, a Pangéia, há cerca de 300 milhões anos; e começaram a fragmentar-
se novamente cerca de 100 milhões de anos atrás. Este padrão de fragmentação - coalescência - fragmentação
resultou no isolamento e re-contacto dos grandes grupos de vertebrados em uma base mundial. Em escala
continental, o avanço e a retração de geleiras durante o Pleistoceno fez com que habitats homogêneos se
dividissem e fundissem repetidamente, isolando populações de espécies amplamente distribuídas, levando à
evolução de novas espécies. A sistemática filogenética usualmente denominada cladística classifica os animais
com base em caracteres derivados compartilhados. Grupos evolutivos naturais só podem ser definidos com base
nesses caracteres derivados; a retenção de caracteres ancestrais não dá informações sobre as linhagens
evolutivas. A aplicação desses princípios produz grupos zoológicos que refletem a história evolutiva tão
acuradamente quanto se possa discerni-los e constitui a base para a formulação de hipóteses sobre a evolução.

ORIGEM DOS VERTEBRADOS

A história dos vertebrados cobre um penado de mais de 500 milhões de anos. Pensamos no ser humano como o
vertebrado mais altamente evoluído, especializado em muitas estruturas - mãos, pés, coluna vertebral, cérebro -,
mas a estrutura e organização do corpo humano foram determinados no longo e complexo curso da evolução.
Quando deixamos de lado as características especiais dos humanos e os comparamos com outros vertebrados,
um plano básico do corpo pode ser identificado. Presumivelmente ancestral esse plano consiste em uma
organização bilateral tubular, com características como notocorda, fendas faríngeas, tubo nervoso dorsal oco,
vértebras e crânio. Um protocordado, o anfioxo, e a larva amocete das lampréias dão uma idéia de como podem
ter sido os primeiros vertebrados. Os vertebrados mais antigos conhecidos são os ostracodermes, animais
aquáticos primitivos sem maxilas, aparentados com as lampréias e feiticeiras, que aparecem pela primeira vez
no Cambriano superior e Ordoviciano. Eles eram completamente recobertos por urna pesada armadura dérmica
óssea. Não foram encontrados fósseis intermediários entre os ostracodermes e qualquer dos supostos
progenitores invertebrados dos primeiros vertebrados, mas algumas idéias da possível origem destes últimos
podem ser inferidas pela comparação das formas atuais. A notocorda fendas faríngeas e tubo nervoso dorsal oco
são compartilhados com certos animais protovertebrados, e é mais provável que os vertebrados tenham se
originado de cordados com os caracteres gerais do anfioxo. A teoria de Garstang da evolução dos vertebrados a
partir de um estágio larval como o dos tunicados é comumente aceita, mas permanece sem provas.

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Retrocedendo na história evolutiva, os cordados são mais proximamente aparentados aos Echinodermata e
certos grupos de lofoforados que em relação a qualquer outro filo de invertebrados. Os primeiros animais que
podem ser chamados de vertebrados provavelmente evoluíram nos mares cambrianos. Embora esta seqüência
de eventos não constitua a história comprovada das origens dos vertebrados, ela é um bom exemplo de como os
biólogos elaboram hipóteses evolutivas a partir de estudos comparados de animais fósseis e atuais. cordados.

SISTEMA DE ÓRGÃOS DE VERTEBRADOS E SUA EVOLUÇÃO

As atividades de vertebrados são realizadas por uma morfologia complexa. As interações entre diferentes tecidos
e estruturas são o ponto central no desenvolvimento embrionário de um vertebrado e da sua função como
organismo. Os padrões de desenvolvimento embrionário são geralmente conservativos do ponto de vista
filogenético e muitos caracteres derivados compartilhados pelos vertebrados podem ser traçados em suas
origens no embrião jovem. Em particular, as células da crista neural que são próprias dos vertebrados participam
durante o desenvolvimento embrionário de um certo número de caracteres derivados destes animais. Um
vertebrado adulto pode ser visto como um conjunto de sistemas que interagem continuamente. .O integumento
separa o vertebrado de seu meio ambiente e participa da regulação da troca de matéria e energia entre o
organismo e o meio. Suporte e movimento são o campo de ação do sistema esqueleto-motor e ambos são
necessários para a função efetiva dos sistemas de tomada e processamento do alimento. A respiração e a
circulação transportam substratos metabólicos e oxigênio para os tecidos e removem resíduos. Os resíduos
nitrogenados do metabolismo protéico são eliminados pelo integumento nas formas primitivas e pelo sistema
renal de outros vertebrados. O sistema renal também participa na regulação do balanço hidrico-salino e da
manutenção do pH do sangue. A coordenação destas atividades é realizada pelos sistemas nervoso e endócrino
e o sistema reprodutor transmite a informação genética de geração a geração.

HOMEOSTASE E ENERGIA

Os vertebrados, como outros organismos, são compostos principalmente por água. Os solutos inorgânicos e
orgânicos são dissolvidos na água e, os processos bioquímicos complexos que tornam os organismos auto-
sustentados requerem regulação do conteúdo hídrico e das concentrações de solutos de seus tecidos e células.
A maioria dos vertebrados tem concentrações osmóticas variando de 250 a 350 miliosmóis por quilo de água,
enquanto que a da água doce está abaixo de 1000 miliosmóis e da água salgada é cerca de 1000 miliOsmóis.
Ocorre certa correspondência entre os grupos de peixes, o tempo que estiverem em habitats de água doce e
marinho e, quão intimamente suas concentrações osmóticas combinam com seu ambiente. Sódio e cloro são os
componentes mais osmoticamente ativos na água salgada e na maioria dos vertebrados. As superfícies
corpóreas de peixes e anfíbios são permeáveis à água. Os teleósteos de água doce e os anfíbios têm
concentrações osmótica e iônica maiores que as de seus ambientes. Conseqüentemente, eles se defrontam com
um influxo osmótico de água e um efluxo de difusão de íons. Eles produzem urina diluída e muito copiosa para
excretar água e despedem energia para tomar íons do meio externo. Os teleósteos marinhos são menos
concentrados que a água do mar eles perdem água por osmose e ganham sais por difusão. Estes peixes bebem
água do mar e usam o transporte ativo para excretar íons; os peixes, feiticeira, os elasmobrânquios e o celacanto
têm concentração osmóticas próximas daquela da água do mar, mas as concentrações iônicas são diferentes
daquela de seu ambiente. Em decorrência, o movimento osmótico de água é baixo, mas a energia é usada para
regular as concentrações de solutos. A deaminação das proteínas durante o metabolismo produz amônia que é
tóxica. A amônia é muito solúvel na água e os vertebrados aquáticos excretam amônia como resíduo nitrogenado
principal (amonotelismo). Animais terrestres não dispõem de água suficiente para serem amonotélicos. Os
mamíferos convertem amônia em uréia, que não é tóxica e é muito solúvel. A capacidade que o rim de mamífero
tem de produzir urina concentrada permite-lhe excretar uréia (ureotelismo) sem excessiva perda de água. O rim
dos diápsidas e das tartarugas não tem capacidade de concentrar a urina e, estes animais convertem a amônia
em ácido úrico (uricotelismo). O ácido úrico não é muito solúvel e se combina com íons para formar uratos que
precipitam na cloaca. Como o sal precipita, a água é liberada e o uricotelismo é muito econômico em água.
Alguns uricotélicos armazenam mais água usando rotas extra-renais de excreção de sal (glândulas de sal) para
eliminar sódio e cloro em soluções que podem exceder 2.000 miliosmóis. A temperatura afeta profundamente os
processos bioquímicos que sustentam os vertebrados, sendo os mecanismos termo-reguladores amplamente
distribuídos. Alguns peixes e anfíbios podem manter a diferença de temperatura entre seus corpos e a água ao
seu redor, mas alguns atuns de natação rápida e certa tubarões têm temperaturas musculares que são 10°C
superiores à temperatura da água. Muitos vertebrados terrestres têm a capacidade de regular sua temperatura
corpórea. Os ectotermos recorrem a fontes de calor externas ao corpo para termo-regulação, equilibrando o
ganho e a perda calórica por radiação, condução, convecção e evaporação. Este é um processo complexo e
efetivo; muitos ectotermos mantêm temperaturas estáveis, substancialmente acima das temperaturas ambientes,
enquanto estão termo-regulando. Os endotermos usam o calor metabolicamente produzido e manipulam o

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isolamento para equilibrar as taxas de produção e perda de calor. A termo-regulação endotérmica confere uma
independência considerável das condições ambientais, mas é energeticamente dispendiosa. Os mecanismos de
termo-regulação ectotérmica e endotérmica são diferentes e uma transição evolutiva da ectotérmica para
endotermia poderia ser complexa. Não obstante, esta transição ocorreu pelo menos duas vezes, uma na
evolução das aves e outra na dos mamíferos. As origens evolutivas dos dois componentes essenciais da
endotermia - o isolamento e uma taxa metabólica elevada - foram provavelmente diferentes em seu significado
corrente. Os vertebrados são animais ativos, e esta atividade quer alto nível de dispêndio energético. As
necessidades energéticas dos vertebrados dependem do tamanho corpóreo, do modo de termo-regular e do que
os animais fazem. A locomoção é uma atividade energeticamente dispendiosa; o vôo é mais dispendioso que a
natação, e a corrida é mais que ambos. Os vertebrados usam duas maneiras de produção da energia metabólica
- o metabolismo aeróbico e anaeróbico (glicose). o aeróbico requer um sistema circulatório que pode transportar
oxigênio e substratos metabólicos para os tecidos ativos, enquanto que o metabolismo anaeróbico se baseia nas
reservas de glicogênio presentes nas células. Ambos podem produzir ATP em altos níveis, mas somente o
metabolismo aeróbico pode ser sustentado por longos períodos.

ECOLOGIA E GEOLOGIA DA TERRA NA ORIGEM DOS VERTEBRADOS

Consideramos aqui as evidências da deriva continental - teoria segundo a qual massas continentais têm se
deslocado na superfície da Terra. Os movimentos dos continentes são particularmente importantes na
apreciação da complexidade da evolução dos vertebrados. Compreender esta diversidade requer um
conhecimento da filogenia dos vertebrados, e também de quando, onde e sob que condições cada grupo se
originou. Durante o Paleozóico inferior, quando os primeiros vertebrados aparecem no registro fóssil, as antigas
massas de terra estavam coalescidas formando um único grande continente chamado Pangéia. Os sedimentos
marinhos nos quais esses primeiros vertebrados são encontrados localizavam-se próximos ao paleo-equador,
tendo sido depositados no que devem ter sido mares tropicais. Partes da Pangéia, especialmente as mais
quentes, foram repetidamente inundadas por mares rasos epicontinentais. O clima durante o Paleozóico inferior,
que cobre pouco mais de 150 milhões de anos entre o Cambriano superior e o fim do Devoniano, era uniforme.
Este período extremamente longo de condições climáticas constantes deve ter promovido grande produtividade e
favorecido muitas formas de vida. Plantas simples de água doce ocorrem em depósitos ordovicianos, mas
formas complexas só se tomaram comuns na água doce durante o Devoniano. É provável que ostracodermes e
vários tipos de invertebrados não tenham penetrado nas águas doces até que as plantas tivessem ai se
estabelecido firmemente e a produtividade fosse alta. Assim, a extensiva irradiação dos primeiros peixes de água
doce foi um evento eminentemente devoniano. Os vertebrados, então como agora, eram animais altamente
móveis, adeptos da exploração de um suprimento de alimento rim e diverso. Os princípios da moderna geologia
nos ensinam que essa estabilidade climática, tão importante na evolução e irradiação dos primeiros vertebrados,
é amplamente resultado do acaso.

VERTEBRADOS AQUÁTICOS E PEIXES CARTILAGINOSOS

Os vertebrados originaram-se no mar, e mais da metade dos vertebrados viventes é o produto da evolução de
linhagens que nunca deixaram o ambiente aquático. Atualmente a água cobre 73 por cento da superfície
terrestre (esta porcentagem foi bem maior no passado) e oferece diferentes habitats, que se estendem desde o
fundo dos oceanos e lagos até rios de correnteza rápida e pequenos lagos no deserto. Existem peixes com
adaptações para todos estes habitats. A vida na água apresenta desafios e muitas oportunidades para os
vertebrados. Os habitats aquáticos estão entre os mais produtivos do planeta Terra, e a energia está disponível
de maneira abundante em muitos destes habitats aquáticos. Alguns habitats aquáticos, corno, por exemplo, o
fundo dos oceanos, não tem produção de alimento "in situ" e os animais que vivem ai dependem da energia
produzida fora deste habitat. A estrutura física dos diferentes habitats aquáticos é semelhante entre si: enquanto
alguns habitats aquáticos (por exemplo, recifes de coral) tem urna complexidade estrutural muito grande, outros
(como o mar aberto) são, estruturalmente, mais simples. A diversidade de peixes reflete as especializações,
selecionadas pelos diferentes habitats aquáticos. A diversidade de peixes e de habitats, onde eles vivem, oferece
uma gama de variações sem paralelo na história da vida. Enquanto algumas espécies de peixes produzem
milhões de ovos que são liberados na água para que se desenvolvam sozinhos no ambiente, outras espécies
produzem poucos ovos e os guardam no interior da cavidade bucal até alcançarem a forma juvenil, e muitos
outros peixes dão à luz a formas juvenis. Em algumas espécies de peixes, os machos são maior que as fêmeas
em outras o contrário é verdadeiro, outras espécies não apresentam machos e umas poucas mudam de sexo
durante a vida. Os mecanismos alimentares foram um dos principais elementos na evolução dos peixes, estas
especializações dos peixes modernos vão desde espécies que engolem presas inteiras até espécies que
projetam suas maxilas, em forma de tubo, e sugam pequenos invertebrados que vivem em fendas estreitas. Os
primeiros vertebrados conhecidos eram organismos aquáticos e filtradores, mas representaram um importante

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avanço em relação aos protocordados filtradores, porque usavam contrações musculares no lugar dos
batimentos ciliares para movimentar a água. Uma bomba muscular pode deslocar um volume de água muito
maior que a deslocada pelo batimento ciliar, e provavelmente por esse motivo foi possível aos primeiros
vertebrados crescerem mais que os protocordados. Osso, uma forma particular de mineralização de tecido, foi a
segunda inovação dos primeiros vertebrados. A carapaça óssea, que revestia estes animais, provavelmente
fornecia uma certa proteção contra predadores e também poderia ter sido um depósito de minerais que
contribuíam na homeostase, Com estes avanços, associados à mobilidade, os primeiros vertebrados foram
capazes de se irradiar em zonas adaptativas que ainda não tinham sido ocupadas. Conhecemos relativamente
bem à anatomia de alguns destes primeiros vertebrados, porque a face interna da carapaça óssea revela a
posição e forma de muitos órgãos moles internos. O encéfalo e os nervos cranianos destes vertebrados, mais
primitivo, eram semelhantes ao encéfalo e nervos cranianos de um vertebrado atual, a lampreia. A túnica externa
dos urocordados é singular pelo fato de conter celulose e de abrigar amebócitos e vasos sanguíneos (em
muitos), embora ela seja externa à epiderme. A faringe tomou-se altamente especializada para filtrar
suspensões. Uma película mucosa (o filtro) é produzida no endóstilo e carregada ao longo da superfície interna
da faringe pelos cílios frontais. Em diferentes linhas de ascídias, a superfície filtradora foi aumentada através de
uma ou mais das seguintes modificações: aumento no número de estigmas, espiralação dos estigmas e
dobramento do cesto faríngeo. As ascídias possuem um sistema vascular sanguíneo que abastece não apenas
os órgãos internos e o cesto faríngeo, mas também, em algumas espécies, a túnica. O sistema é singular no fato
de haver uma inversão periódica de fluxo através do circuito. Algumas ascídias possuem um tipo de célula
sangüínea (vanadócito) dentro da qual o vanádio foi concentrado a partir das diminutas quantidades existentes
na água do mar. A célula passa para o interior da túnica onde o composto de vanádio atua na deposição de
celulose. Quase todas as ascídias são hermafroditas simultâneas. A fertilização ocorre externamente ou no
interior do átrio. É comum a incubação no interior do átrio. desenvolvimento leva a uma larva girinóide que possui
todos os caracteres cordados. Depois de uma existência de vida livre por um período variável, a larva se instala
fixando-se pela extremidade anterior. A metamorfose envolve a degeneração da cauda, a qual contém a
notocorda e o tubo nervoso dorsal. O crescimento diferencial resulta na rotação dos sifões para o extremo oposto
do ponto de fixação. Existem duas pequenas classes de urocordados pelágicos, Thaliacea e Larvacea. Os
taliáceos solitários (salpas) e coloniais têm os sifões atrial e bucal em extremidades opostas do corpo. Eles
nadam através de correntes de água que passam através da faringe e do átrio. A corrente é gerada por
contração da parede do corpo. Os larváceos são urocordados neotênicos que vivem dentro de uma peculiar
"casa" de muco. O Plâncton é filtrado da corrente de água que passa através da casa.

BIBLIOGRAFIA:

www.animalshow.hpg.ig.com.br/vert.htm

www.icb.ufmg.br/zoo/taissa/files/Aula02