Você está na página 1de 29

1

FACULDADES INTEGRADAS DE VILA VELHA


PSICOLOGIA - MATUTINO

ANA CAROLINA DE SOUZA FERREIRA


LORRAYNE ZANOTELLI JADEJISCHI
JOANEMAR ALVES OLIVEIRA PAOLI
MARCELO HENRIQUE PAOLI DA SILVA

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E TDAH: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES


PARA EDUCADORES

VILA VELHA
2020
2

ANA CAROLINA DE SOUZA FERREIRA


LORRAYNE ZANOTELLI JADEJISCHI
JOANEMAR ALVES OLIVEIRA PAOLI
MARCELO HENRIQUE PAOLI DA SILVA

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA E TDAH: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES


PARA EDUCADORES

Trabalho apresentado como requisito para


avaliação da disciplina Intervenção
Psicopedagógica, solicitado pela Profa.
Dra. Fernanda Rosalém Caprini.

VILA VELHA
2020
3

Sumário

1 - INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4
2 - DEFINIÇÕES: TDAH, PSICÓLOGO ESCOLAR, INTERVENÇÃO
PSICOPEDAGÓGICA ........................................................................................... 5
2.1 - TDAH .................................................................................................................. 5
2.2 – PSICÓLOGO ESCOLAR .................................................................................... 8
2.3 – INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA ............................................................. 9

3 – JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS .......................................................................... 11


3.1 - JUSTIFICATIVA ................................................................................................ 11
3.2 - OBJETIVO GERAL ........................................................................................... 11
3.3 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................. 11

4 - METODOLOGIA .................................................................................................. 12
5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 16
5.1 – CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO TDAH ........................................................ 16

6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 24


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 26
4

1 - INTRODUÇÃO

Os transtornos de aprendizagem estão presentes no âmbito escolar, tornando-


se desafios para os profissionais da escola que, por sua vez, precisam garantir um
ensino de qualidade a todos os alunos. De acordo com o Código Internacional de
Doenças (CID-10, 1993), os transtornos nos quais os padrões normais de aquisição
de habilidades são perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento, não
são simplesmente uma consequência de uma inexistência de oportunidade de
aprender nem são derivados de qualquer forma de traumatismo ou de doença cerebral
adquirida, ao contrário, pensa-se que os transtornos resultam de anormalidades no
processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção
biológica.
Um exemplo que podemos destacar é o transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH), que se apresenta como uma desordem neurológica,
caracterizado basicamente pela desatenção ou falta de concentração, agitação
(hiperatividade) e impulsividade. Estas características podem levar o portador a
diversos problemas, entre os quais emocionais e de relacionamento, baixos níveis de
autoestima, bem como um mau desempenho escolar, frente às dificuldades no
aprendizado geralmente apresentadas (BARKLEY, 2008).
Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o Transtorno
do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de
causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo
por toda a sua vida (ABDA, 2017).
O psicopedagogo tem um papel importante nesta etapa já que pode avaliar com
maior clareza como os sintomas apresentados estão atrapalhando (ou não) o
desenvolvimento cognitivo e o aprendizado da criança.
Este artigo tem o objetivo de realizar uma revisão e pesquisa bibliográfica para
informar e auxiliar os profissionais que atuam junto aos portadores de TDAH,
propondo métodos que possam ser utilizados no diagnóstico e intervenção, sem
limitar-se apenas a indicação de médicos para prescrição de medicamentos que,
muitas vezes, vem sendo utilizados de forma indiscriminada.
5

2 – DEFINIÇÕES: TDAH, PSICÓLOGO ESCOLAR, INTERVENÇÃO


PSICOPEDAGÓGICA

2.1 - TDAH

O Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e o termo atual para designar


um transtorno desenvolvimental especifico observado tanto em crianças quanto em
adultos, que compreende déficits na inibição comportamental, atenção sustentada e
resistência a distração, bem como a regulação do nível de atividade da pessoa as
demandas de uma situação (hiperatividade ou inquietação). Hoje, muitos
pesquisadores clínicos acreditam que o TDAH é um transtorno da inibição e da
autorregulação que dá origem a outros desses sintomas (BARKLEY, 2008).
O TDAH já teve muitos nomes diferentes durante o século passado incluindo
síndrome da criança hiperativa, reação hipercinética da infância, disfunção cerebral
mínima e transtorno de déficit de atenção (com ou sem hiperatividade).
Em 1902, o pediatra inglês George Still, apresentou as primeiras observações
sobre o TDAH, na qual observou alterações no comportamento de várias crianças que
atendia, acreditando que tais comportamentos não estavam ligados a questões
emocionais, mas sim a questões biológicas e que era praticamente impossível de
detectar. Still observara que as crianças apresentavam em comum, grande
inquietação, déficit de atenção e dificuldades de aprendizagem (BARKLEY, 2008).
O Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – DSM-V (APA,
2014) classifica o TDAH como um transtorno do neurodesenvolvimento definido por
níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade.
Desatenção e desorganização envolvem incapacidade de permanecer em uma tarefa,
aparência de não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou
o nível de desenvolvimento. Hiperatividade-impulsividade implicam atividade
excessiva, inquietação, incapacidade de permanecer sentado, intromissão em
atividades de outros e incapacidade de aguardar – sintomas que são excessivos para
a idade ou o nível de desenvolvimento.
De acordo com o autor do livro TDA/TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção
e Hiperatividade, Thomas W. Phelan (2005) as características mais marcantes do
TDAH são distração, impulsividade, impaciência, hiperatividade, super excitação,
6

desobediência, problemas sociais e desorganização. O autor trata as distrações como


sendo visuais, auditivas, somáticas e de fantasia, assim como nos diz:
“Distrações visuais são coisas dentro do campo de visão da criança que atraem
sua atenção, desviando-a do trabalho ou tarefa. Por exemplo, se alguém anda por perto,
ela vai levantar a cabeça para dar uma olhada, e, então, pode não conseguir retomar sua
tarefa. Distrações auditivas são sons que a criança ouve que a incomodam. Pode ser
sons claros e altos ou sons mais baixos, como o tique taque de um relógio, alguém
batendo com um lápis na mesa, ou outra criança fungando. Distrações somáticas são
sensações corporais que desviam a atenção da criança. Já vimos várias crianças
reclamarem que mal podem aguentar quando a costura de suas meias não está no lugar
certo. Elas se inquietam e não conseguem se concentrar. Os mesmos resultados ocorrem
se seu estômago estiver roncando, se a cadeira não parece confortável ou se estiverem
com dor de cabeça. Distrações fantasia são pensamentos ou imagens que passam pela
mente da criança e que atraem mais do que as tarefas escolares.” (PHELAN, 2005, p
19-20)

Para Phelan (2005), a impulsividade é agir sem pensar ou fazer algo que venha
a cabeça, sem se preocupar com as consequências. Tais atos impulsivos podem ser
triviais ou perigosos. A impulsividade pode também afetar o convívio social, uma vez
que pode haver atos agressivos da criança para com as outras crianças quando não
é feito o que ela deseja.
A impaciência está intimamente ligada, segundo Phelan (2005), a dificuldade
de esperar ser atendido, enquanto hiperatividade significa inquietação motora
excessiva e agressiva. Super excitação segundo o autor é a intensidade de
sentimentos, enquanto os problemas sociais são decorrentes do fato de serem
mandonas e agressivas, o que acarreta a desobediência que é resultado da
dificuldade de seguir regras e de serem desorganizadas, e esquecidas.
Em decorrência dessas características marcantes, Phelan (2005) nos diz que
a definição atual de TDAH inclui uma lista proposta pelo DSM-V (Manual de
Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais) de 18 sintomas comportamentais
divididos em dois conjuntos de nove sintomas cada.
O primeiro conjunto é definido como desatenção, e os sintomas são: não
consegue prestar muita atenção em detalhes ou comete erros por descuido, tem
7

dificuldades em manter atenção no trabalho ou lazer, não ouve quando abordado


diretamente, não consegue terminar as tarefas escolares, os afazeres domésticos ou
deveres do trabalho, tem dificuldades em organizar atividades, evita tarefa que exijam
esforço mental prolongado, perde coisas, se distrai facilmente.
O segundo conjunto diz respeito a hiperatividade e a impulsividade que tem
como sintomas: fazer ruídos com as mãos e/ou boca, se contorcer na cadeira, sai do
lugar quando se espera que permaneça sentado, corre de um lado para outro ou
escala coisas, age como se fosse movido a pilha, fala em excesso, responde antes
que a pergunta seja completada, tem dificuldade de esperar sua vez, interrompe os
outros ou se intromete.
Em decorrência desses conjuntos surgem os subtipos de TDAH, que são: (1)
tipo predominantemente desatento (apresentam seis sintomas de desatenção, mas
menos que seis sintomas de hiperatividade-impulsividade); (2) tipo
predominantemente hiperativo-impulsivo (exibem pelo menos seis sintomas de
hiperatividade-impulsividade, mas menos que seis sintomas de desatenção); (3) tipo
combinado (apresentam seis dos nove sintomas de desatenção e pelo menos seis
dos nove sintomas de hiperatividade-impulsividade);.
As crianças com TDAH são comumente descritas como desligadas,
aborrecidas e desmotivadas frente às tarefas, sem força de vontade, bagunceiras e
desorganizadas. São crianças agitadas, como se estivessem a “mil por hora” ou “com
bicho carpinteiro”, são barulhentas e tendem a fazer coisas fora de hora. Além dessas
características, é comum que crianças com TDAH apresentem outros sintomas, como
baixa tolerância à frustração, troca contínua de atividades, dificuldade de organização
e presença de sonhos diurnos. A essa patologia podem estar relacionados os
fracassos escolares, as dificuldades emocionais e dificuldades de relacionamento em
crianças e adolescentes (LINCK GRAEFF & VAZ, 2008).
A etiologia do TDAH é multifatorial e fazem parte dela os fatores genéticos e os
ambientais em diferentes combinações. Segundo a ABDA (2017), o diagnóstico do
TDAH é clínico, e deve ser feito por médicos especialistas no assunto. O ideal é que
uma equipe interdisciplinar acompanhe o paciente para um melhor diagnóstico,
devendo ser composta por: neurologista, neuropsicólogo, psicólogo, psicopedagogo
e/ou fonoaudiólogo (STROH, 2010).
8

2.2 – PSICÓLOGO ESCOLAR

A psicologia escolar é uma área que vem se desenvolvendo cada vez mais ao
longo do tempo, desde sua inserção no espaço educacional até os dias atuais. A
atuação do psicólogo escolar é relativamente nova, por isso é natural que ainda surjam
dúvidas a respeito de quais são as atribuições desse profissional (FIGUEIREDO,
2017). Mas ainda assim, entende-se que o papel do psicólogo escolar é o de agente
de mudanças no qual busca promover a reflexão e conscientização dos grupos que
compõem a escola (alunos, profissionais e responsáveis), acerca do melhor
funcionamento do processo educacional, dentro da realidade da instituição,
diagnosticando estas situações para planejar as ações que irão beneficiar esse
cenário (OLIVEIRA & MARINHO-ARAUJO, 2009).
A inclusão do trabalho do psicólogo nas escolas começou no Brasil no século
XX. Contribuindo com teorias do desenvolvimento, as atribuições que cabiam ao
profissional de psicologia eram: avaliar e diagnosticar alunos em relação à
aprendizagem. Inicialmente, a ideia era solucionar os problemas que impediam a
aprendizagem do aluno ou do grupo, ou seja, ajustar os alunos às condições de
aprendizagem que a escola proporcionava e diagnosticar e encaminhar aqueles que
não acompanhavam a rotina escolar (BARBOSA & MARINHO-ARAUJO, 2010).
A psicologia escolar se tornou um campo de produção científica e de atuação
profissional. E hoje contribui na relação com a promoção e desenvolvimento da
aprendizagem. O psicólogo escolar busca solidificar uma atuação de caráter
preventivo e relacional, que se sustenta muito mais em parâmetros de sucesso do que
fracasso (OLIVEIRA & MARINHO-ARAUJO, 2009).
O status interdisciplinar do psicólogo escolar requer do profissional um
mergulho em áreas de estudo, que antes pareciam ser distantes das explicações que
se buscavam para as dificuldades no aprender, bem como uma transformação que
perpassa níveis pessoais do profissional estudioso dessa área.
Não só o conhecimento teórico, sobre: Psicologia da Aprendizagem, Psicologia
Genética, Teorias da Personalidade, Pedagogia, Fundamentos da Biologia,
Linguística, Psicologia Social, Filosofia, Ciências Neurocognitivas, mas,
principalmente, a capacidade de articular esses conhecimentos e manter o
compromisso ético e social na prática e na investigação científica do processo de
9

aprender, formam o alicerce da prática do profissional da psicologia escolar


(CALDERARI OLIVEIRA, 2009).

2.3 – INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

A psicopedagogia é uma área que desenvolve estudos concretizando seu corpo


teórico e aprimorando os instrumentos para compreender, cada vez mais, o processo
de aprendizagem do ser humano.
Para Bossa (2019) falar sobre psicopedagogia é, necessariamente, falar sobre
a articulação entre educação e psicologia, articulação essa que desafia estudiosos e
práticos dessas duas áreas. Mesmo que presente, na maioria das vezes, no relato de
inúmeros estudos científicos que tratam principalmente dos problemas ligados a
aprendizagem, o termo psicopedagogia não consegue ainda adquirir clareza na sua
dimensão conceitual.
Um possível entendimento que se pode ter sobre o que vem a ser
psicopedagogia e suas intervenções, vem a partir de uma melhor compreensão de
qual é o seu objeto de estudo. Segundo Golbert (1995, p. 13):

“o objeto de estudo da psicopedagogia deve ser entendido a partir de dois enfoques:


preventivo e terapêutico. O enfoque preventivo considera o objeto de estudo da
psicopedagogia o ser humano em desenvolvimento, enquanto educável. Seu objeto de
estudo é a pessoa a ser educada, seus processos de desenvolvimento e as alterações
de tais processos. Focaliza as possibilidades do aprender, num sentindo amplo. Não deve
se restringir a uma só agência como a escola, mas ir também à família e à comunidade.
Poderá esclarecer, de forma mais ou menos sistemática, a professores, pais e
administradores sobre as características das diferentes etapas do desenvolvimento,
sobre o progresso nos processos de aprendizagem, sobre as condições psicodinâmicas
da aprendizagem, sobre as condições determinantes de dificuldades de aprendizagem.
O enfoque terapêutico considera o objeto de estudo da psicopedagogia a identificação, a
análise, elaboração de uma metodologia de diagnóstico e tratamento das dificuldades de
aprendizagem.” (apud BOSSA, 2019, p. 22).
10

O termo psicopedagogia se ramifica em 3 conotações: (1) como uma prática;


(2) como um campo de investigação do ato de aprender; (3) como um saber científico.
Portanto, é de grande importância que se venha entender a Psicopedagogia como
uma área que vem, com o passar dos tempos, criando um corpo teórico próprio,
sistematizando instrumentos capazes de dar conta de suas intervenções e não se
propondo apenas a especializar um profissional oferecendo somente aquilo que lhe
falta (BOSSA, 2019).
A intervenção psicopedagógica pode ser entendida como uma etapa final do
processo psicopedagógico e, ao mesmo tempo, seu “re-início”, pois seus resultados
podem levar o psicopedagogo e a escola a um novo ponto de partida e de reflexão
sobre o fazer psicopedagógico no contexto educacional.
Assim como a avaliação, a intervenção psicopedagógica não representa um
fim, em si mesma, mas um conjunto de medidas que vão gerar novas práticas de
prevenção, correção e enriquecimento da aprendizagem.
11

3 – JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS

3.1 - JUSTIFICATIVA

A escolha do tema se deu devido a importância da intervenção psicológica no


contexto escolar, focado em crianças com TDAH, e que, muitas vezes, pela falta de
conhecimento, crianças e adolescentes acabam sofrendo com estereótipos e rótulos,
em razão dos comportamentos atípicos, decorrentes dos desafios que o transtorno
pode causar.
Acredita-se que muitos dos problemas são agravados pela falta de
informações, tanto por parte da família como da escola, sobre como proceder de forma
mais assertiva no contexto em que a criança está inserida. Provavelmente, um
esclarecimento adequado para ambas às partes poderá ter relevância para o processo
de tratamento, amenizando os possíveis impactos sociais na vida do indivíduo.

3.2 - OBJETIVO GERAL

O objetivo da presente pesquisa é levantar alguns desafios enfrentados por


educadores e psicopedagogos, agentes do processo da intervenção
psicopedagógica, em crianças e adolescentes com o Transtorno do Déficit de Atenção
e/ou Hiperatividade (TDAH) bem como propor métodos de intervenção e tratamento.

3.3 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Como objetivos específicos, buscou-se verificar a importância de um


diagnóstico preciso para um tratamento adequado, identificando intervenções
psicopedagógicas assertivas que possam auxiliar pais e educadores no manejo
dessas crianças e adolescentes com TDAH. Desta forma, contribuir para amenizar os
impasses e colaborar para um convívio e desenvolvimento mais saudável, com melhor
prognóstico.
12

4 - METODOLOGIA

Optou-se por uma pesquisa bibliográfica que é amplamente utilizada como


técnica de investigação em pesquisas exploratórias, sendo desenvolvida a partir de
material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
Portanto, a pesquisa tratou de uma revisão de literatura narrativa, realizada
através de levantamento bibliográfico, fundamentado nas bases de dados SCIELO e
GOOGLE SCHOLAR, utilizando como palavras chaves: “Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade”, “Diagnóstico”, “Intervenção Psicopedagógica”,
“Educadores”, “TDAH e Escola” como também, livros de autores que tratam do
assunto, como: Phelan, Barkley, Rotta, Bossa, Camargos, Hounie, Nardi e Quevedo.
Inicialmente, houve um resultado de mil quatrocentos e noventa artigos, e para
o refinamento do material, utilizou-se como critérios de inclusão de artigos publicados
entre os anos de 2017 a 2020, disponíveis na íntegra online, em português,
relacionados a: Intervenção Psicopedagógica e o Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade.
No critério de exclusão foram eliminados os trabalhos publicados em datas
anteriores às estabelecidas, artigos que continham outros eixos temáticos ou em
outros idiomas que não fosse o português, resultando em trezentos e trinta e seis
artigos. Destes, foram escolhidos quinze artigos, inclusive um de 2014, pois tinham
um eixo temático mais condizente com o objetivo da pesquisa e que articulados com
livros sobre o tema, tem o intuito de atender as propostas deste estudo.

Quadro 1 – Artigos selecionados para o desenvolvimento do estudo.

Nº ANO AUTORES TÍTULO TEMÁTICA

Fazer um levantamento acerca das principais


estratégias utilizadas por psicólogos brasileiros para
realização do diagnóstico e tratamento de pessoas
Daniela Dadalto com TDAH. Conclui-se da necessidade de
Ambrozine PSICÓLOGOS E TDAH: POSSÍVEIS construção de novas estratégias para o diagnóstico
01 2014 Missawa; CAMINHOS PARA DIAGNÓSTICO E e o tratamento do TDAH e para a necessidade de
Claudia Broetto TRATAMENTO uma maior homogeneização nas práticas de
Rossetti. diagnóstico e tratamento com o intuito de tornar
possível uma maior comunicação entre os
profissionais de diversas áreas.
13

Nº ANO AUTORES TÍTULO TEMÁTICA

Explorar o tema Transtorno do Déficit de Atenção e


Hiperatividade (TDAH), seus principais sintomas e
as dificuldades apresentadas pelo portador, bem
como formas de tratamentos através de uma visão
psicopedagógica e suas possíveis intervenções.
TDAH E INTERVENÇÃO
Também pretende demonstrar as consequências de
02 2017 Caren Teixeira PSICOPEDAGÓGICA EM
uma terapêutica não adequada ou a omissão de
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
tratamento, bem como as principais dificuldades
apresentadas. Abordar os tipos de intervenção
psicodiagnóstico presumíveis e sugere jogos e
atividades que possam ser utilizados tanto no
diagnóstico como no tratamento do TDAH.

Ampliar o conhecimento buscando informações


sobre o TDAH, além de possíveis alternativas
educacionais para atuação de educadores no
Angélica
tratamento desses alunos. Buscar compreender as
Frauches;
características do TDAH, analisando as ações
Kelly Ferreira de TDAH NO AMBIENTE ESCOLAR:
possíveis no âmbito escolar para que esse aluno se
03 2017 Azevedo; CONSIDERAÇÕES
desenvolva superando suas dificuldades.
Elisa Ferreira PSICOPEDAGÓGICAS
Compreendemos assim que, a ação integrada entre
Silva de
família, escola, psicopedagogo e demais
Alcantara.
profissionais envolvidos no caso, é fundamental
para um diagnóstico fidedigno e uma correta
intervenção.

Colaborar com pessoas que trabalham com


portadores de TDAH, bem como esclarecer sobre a
avaliação dos alunos com tal transtorno. Além de
apresentar a origem, as causas e o tratamento para
Ana Cláudia de A PSICOPEDAGOGIA COMO
o TDAH, buscou-se mostrar os tipos de avaliação
04 2018 Souza; SUPORTE NA AVALIAÇÃO EFICAZ
que ocorrem nas instituições públicas e privadas,
Adriana Ernesto. DO ALUNO COM TDAH
aplicadas a quaisquer alunos, com ou sem algum
tipo de transtorno. Abordar parcerias para o bem-
estar e a aprendizagem de pessoas com TDAH,
assim como a eficácia do trabalho psicopedagógico.

O olhar da escola para com a criança com


transtorno de déficit de atenção/hiperatividade
(TDAH), que aborda os desafios vivenciados pela
Bruna Costa; OS DISCURSOS DA ESCOLA
criança que recebem o diagnóstico do TODA. O
Fabiana Mezza; SOBRE A CRIANÇA: UM ESTUDO
objetivo geral é analisar o olhar da escola em
05 2018 Renata Moreira; ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES
relação às crianças com TDAH, com vistas na
Renata Vilela DA PSICOLOGIA PARA O
problematização do espaço que essa criança ocupa
Rodrigues. ENTENDIMENTO DO TDAH
na escola, bem como a construção de melhores
vivências no âmbito escolar a partir das
contribuições da psicologia para o debate.

Construir uma proposta informativo-educativa com


base no material pesquisado. Como resultado
Carla Parducci
desde estudo, aponta-se que o conhecimento sobre
Borim;
o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade é
Cátia Muniz
ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NA fundamental para desmistificar o tema e conseguir
Cordeiro;
06 2018 RELAÇÃO ENTRE O PROFESSOR ações realmente eficazes para ajudar as crianças
Gabriela Cristina
E O ALUNO COM TDAH com essa desordem, e nesse contexto o trabalho do
Barboza;
psicopedagogo pode influenciar de maneira positiva
Mariangela
ao identificar as dificuldades que podem prejudicar
Baptista.
o aprendizado e indicar meios adequados para
amenizar o problema.
14

Nº ANO AUTORES TÍTULO TEMÁTICA

Ângela Maria Conhecer as dificuldades de aprendizagem


Macedo Vieira; específicas, que ocorrem durante a aprendizagem
Douglas de uma criança na escola. Esta percepção auxiliará
INTERVENÇÃO
Gonçalves o trabalho pedagógico de maneira direta e clara,
PSICOPEDAGOGICA EM UMA
07 2018 Vilhena; buscando pleno êxito no desenvolvimento da
CRIANÇA COM TDAH DO TIPO:
Greice Jane da criança, inserindo-a na sala de aula através de
DÉFICIT DE ATENÇÃO.
Silva Falcão; técnicas inclusivas, proporcionando
Janaína de Souza desenvolvimento cognitivo nas instituições de
Menezes. ensino regular.
Rodrigo da Silva
Almeida; Consiste numa revisão bibliográfica que objetiva
O TRABALHO DO PSICÓLOGO
Maria Sônia da apresentar as contribuições da Neurociências para
ESCOLAR/EDUCACIONAL JUNTO
Silva Crispim; a Educação através do trabalho do psicólogo
AOS PROFESSORES DO ENSINO
Mariana Lemos escolar/educacional frente aos problemas de
08 2018 FUNDAMENTAL / FRENTE AOS
Braz; aprendizagem. Compreender as dificuldades de
PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
Dionísio Souza da aprendizagem comuns no âmbito escolar, e, dentro
NA PERSPECTIVA DA
Silva; de uma perspectiva inclusiva, buscar recursos que
NEUROCIÊNCIAS
Sandra Patrícia auxiliem no aprendizado dessas crianças.
Lamenha Peixoto.
Este artigo aborda o Transtorno do Déficit de
Atenção e Hiperatividade (TDAH) como uma
Psicopatologia preocupante, principalmente por sua
PSICOPATOLOGIA NA incidência significativa na fase escolar. Informar
Lívia Maria Dodds
09 2018 EDUCAÇÃO: ENTENDENDO O sobre o que é o TDAH, suas consequências no
Angelo.
TDAH NO AMBIENTE ESCOLAR ambiente escolar e as orientações aos professores
buscando despertar como a mediação do docente
pode auxiliar no desenvolvimento da aprendizagem
desses alunos.

Revisar a literatura sobre possibilidades de manejo


de alunos com este transtorno. Neste sentido,
procurou-se apontar possibilidades para
professores em sala de aula, a fim de atrair a
atenção do aluno no decorrer das atividades e
auxiliá-lo no manejo dos comportamentos
TDAH NAS ESCOLAS: hiperativos e impulsivos. Apontou-se inicialmente as
10 2018 Carina Assmann POSSIBILIDADES DE causas, sintomas e observações necessárias para o
INTERVENÇÃO diagnóstico, evoluindo para as técnicas
comportamentais que auxiliam o trabalho do
professor e proporcionam maior desempenho
escolar para as crianças. As técnicas são
embasadas em pesquisas empíricas, com
resultados satisfatórios no manejo dos sintomas
TDAH em sala de aula.
Luciana Teles
Moura; ALUNOS COM TDAH Buscar responder a seguinte problemática: Quais
Katiane Pedrosa (TRANSTORNO DE DÉFICIT DE as principais dificuldades enfrentadas pelos
11 2019
Mirandola Silva; ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE): professores de alunos com TDAH no processo de
Keliene Pedrosa UM DESAFIO NA SALA DE AULA ensino-aprendizagem?
Mirandola Silva.
Rosana Aparecida
Albuquerque
Bonadio;
Luz Donadon Relato de experiência das intervenções as queixas
ATENDIMENTO
Leal; escolares relacionadas ao diagnóstico TDAH,
PSICOEDUCACIONAL A
12 2019 Silvana Calvo oriunda de um projeto de extensão, que tem como
CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE
Tuleski; fundamento os pressupostos teóricos da Psicologia
ESCOLARIZAÇÃO E TDAH
Ana Carolina Histórico-Cultural.
Teixeira;
Patrícia
Trautwein.
15

Nº ANO AUTORES TÍTULO TEMÁTICA

Descobrir as dificuldades de aprendizagem do


aluno com Transtorno do Déficit de
INCLUSÃO EDUCACIONAL:
Atenção/Hiperatividade – TDAH. Trabalhar as
RECONHECENDO AS
seguintes hipóteses: As leis de inclusão
DIFICULDADES DE
Josivane Carlos educacional e atendimento especializado não estão
13 2019 APRENDIZAGEM DO ALUNO COM
da Silva sendo atendidas a contento nas escolas. Os alunos
TRANSTORNO DO DÉFICIT DE
com TDAH são prejudicados devido à falta de
ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE –
conhecimentos dos professores. A presença do
TDAH
Psicopedagogo, fundamental ao aluno com TDAH,
precisa ser constante nas escolas.

Revisar na literatura científica as práticas


pedagógicas que devem ser utilizadas pelos
professores de alunos com diagnóstico de
Luciana Teles O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Moura; ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) em sala de aula. Identificar as principais
14 2019
Katiane Pedrosa (TDAH) E AS PRÁTICAS práticas pedagógicas que devem ser utilizadas
Mirandola Silva. PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA pelos educadores com estudantes portadores do
TDAH, visando amenizar as dificuldades
enfrentadas por esses alunos no processo de
ensino-aprendizagem.

Pesquisa bibliográfica do tipo revisão integrativa da


literatura. Concluiu-se que os principais desafios
Ana Paula
enfrentados pelos professores no processo de
Carvalho de
inclusão escolar do aluno com TDAH, é falta de
Alencar; PRÁTICA PEDAGÓGICA E OS
apoio por partes dos gestores, da escola, dos
Nara Danny DESAFIOS NA INCLUSÃO
familiares ou responsáveis, número elevado de
Pereira Lima; ESCOLAR DA PESSOA COM
alunos em salas de aulas, falta de estudos sobre o
15 2019 Mayanny Da Silva TRANSTORNO DO DÉFICIT DE
assunto também contribuiu muito e dos próprios
Lima; ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
professores por não terem conhecimento sobre o
Thalia Costa (TDAH): UMA REVISÃO
transtorno , por muitas vezes passam
Medeiros; INTEGRATIVA
desapercebidos sendo taxados como alunos mal-
Gilma Sannyelle
educados, preguiçosos ou irresponsáveis levando o
Silva Rocha;
aluno ao mal desempenho escolar e
consequentemente sua exclusão da escola.

Fonte: autores (2020)


16

5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

Crianças com TDAH geralmente são descritas por seus pais, educadores e
colegas, como crianças que não escutam, são desastradas, esquecidas,
desorganizadas e desatentas, que em geral falam demais, são muito agitadas,
impacientes e não finalizam nada que começam, portanto, sendo necessários os
cuidados e a atenção constantes. Diante desses comportamentos considerados
inapropriados, e, muitas vezes, interpretados com indisciplina, pais são chamados à
escola. Em virtude da sucessão e preocupação diante do fato, o assunto vem sendo
o foco de muitos pais e educadores (BORIM et al., 2018).
Barkley (2008) acrescenta que a maioria das crianças e adolescentes
desconhece a extensão de seus sintomas, e de que forma podem vir a interferir em
sua vida, porém, somente na fase adulta, entre os 27 – 32 anos, que começam a ter
mais ideia sobre essas questões, seja de forma vivencial ou de relatos de terceiros.
Isso ocorre porque quando adultos, acabam tendo feedbacks de mais pessoas, devido
à amplitude de seus contextos, tornando-se mais consistente a percepção dos
prejuízos que vêm sofrendo advindos do transtorno.
Alguns desses prejuízos perceptíveis somente na idade adulta são
mencionados por Barkley (2008): funcionamento deficiente no trabalho, mudança
frequente de empregos, gastos excessivos resultando em dívidas, pouca ou nenhuma
reserva financeira, comportamento sexual de risco, aumento de gravidez na
adolescência e de doenças sexualmente transmissíveis, direção perigosa, problemas
nos relacionamentos amorosos ou conjugais, entre outros. Todas essas dificuldades
estão relacionadas à falta de tratamento do TDAH.
.
5.1 - CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO TDAH

No DSM-V (APA, 2014) encontra-se uma lista de 18 sintomas, são 9 para


desatenção, 6 de hiperatividade e 3 de impulsividade. Como critério diagnóstico
considera-se um número de 6 sintomas de desatenção e/ou 6 sintomas de
hiperatividade-impulsividade. Para tanto, os sintomas devem persistir por pelo menos
seis meses, podendo agora ser percebido o seu início até os 12 anos de idade, o que
antes era possível apenas antes dos 7 anos, como também é significativo e
17

considerável estar presente em mais de dois contextos distintos, como por exemplo o
escolar e familiar, além de causar interferência significativa na vida funcional do
sujeito. Há ainda a possibilidade de o transtorno ser considerado leve, moderado ou
grave, dependendo do grau e prejuízo que os sintomas possam causar na vida do
indivíduo.
O diagnóstico do TDAH é essencialmente clínico, por meio de observações
comportamentais dos pacientes a partir dos critérios diagnósticos do Manual
Diagnóstico e Estatístico De Transtornos Mentais (DSM-V), levando-se em conta a
persistência e gravidade das manifestações dos sintomas relacionados ao transtorno
(CAMARGOS & HOUNIE, 2005).
Ainda que alguns profissionais possam optar por formas alternativas de
complementar o diagnóstico, solicitando alguns exames, como de neuroimagem ou
testes neuropsicológicos, no entanto, estes poderão servir como parte complementar
do processo, sendo opcional e não obrigatório para a conclusão do diagnóstico clínico.
No modelo médico, o processo diagnóstico inicia-se com uma anamnese bem
feita, encabeçada pela Identificação do problema, seguida da queixa principal, da
história atual da doença ou transtorno identificado, da história pregressa, do histórico
familiar, do histórico social/escolar e do exame clínico. O passo seguinte é o
diagnóstico diferencial e os exames preliminares para a definição do diagnóstico,
podendo-se, então, elaborar um prognóstico em conjunto com iniciativas preventivas
resultando numa estruturação terapêutica. Para a classificação diagnóstica, na
necessidade de laudo, relatório ou comunicação verbal entre profissionais e/ou pais,
usam-se os critérios internacionais da CID-10 ou DSM-V (CAMARGOS & HOUNIE,
2005).
Em conjunto com o diagnóstico médico-clínico, iniciou-se uma parceria, ainda
que em desenvolvimento e crescimento, da participação do psicólogo ou
neuropsicólogo para emitir laudos sobre as crianças que são apontadas com TDAH.
Esses laudos são importantes para acrescentar ao que os médicos (psiquiatras ou
neurologistas) defendem em suas hipóteses diagnósticas (LINCK GRAEFF & VAZ,
2005).
A prática da clínica neuropsicológica é uma especialidade profissional de
psicólogos clínicos, que estudam e são treinados para avaliar, através de técnicas
psicométricas e de observações clínicas especificas, as funções cognitivas e as
18

reações emocionais e comportamentais, fazendo assim, um mapeamento do perfil de


forças e fraquezas do indivíduo (CAMARGOS & HOUNIE, 2005).
Em síntese, o diagnóstico do TDAH é realizado predominantemente através de
uma minuciosa investigação clínica da história do paciente (BARKLEY, 2008), porém
é possível e indicada a realização de um processo amplo, em que possam ser
utilizados vários recursos instrumentais (entrevistas, escalas, testes psicológicos). O
objetivo primordial de uma avaliação ampla envolve, além do objetivo central de
determinar a presença ou ausência do TDAH, outros pontos importantes, como,
investigar as condições acadêmicas, psicológicas, familiares e sociais para se delinear
um plano de intervenção adequado para tratamento do quadro (LINCK GRAEFF &
VAZ, 2005). Nesse sentido, é importante que o profissional (neurologista, psiquiatra,
neuropsicólogo etc.) tenha uma visão mais ampla do paciente, não restringindo a
avaliação a um modelo sintomático, mas sem perder de vista os aspectos físicos,
emocionais e comportamentais do paciente.
Estão sendo apresentados, na tabela 1, os critérios do DSM-V para o
diagnóstico de TDAH.

Tabela 1. Critérios Diagnósticos para Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade,


segundo o DSM – V (Associação Psiquiátrica Americana, 2014)
A. Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no
funcionamento e no desenvolvimento, conforme caracterizado por (1) e/ou (2):
1. DESATENÇÃO: Seis (ou mais) dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses
em um grau que é inconsistente com o nível do desenvolvimento e têm impacto negativo
diretamente nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais:

a. Frequentemente não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas
escolares, no trabalho ou durante outras atividades.
b. Frequentemente tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
c. Frequentemente parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra.
d. Frequentemente não segue instruções até o fim e não consegue terminar trabalhos escolares,
tarefas ou deveres no local de trabalho.
e. Frequentemente tem dificuldade para organizar tarefas e atividades.
f. Frequentemente evita, não gosta ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço
mental prolongado.
g. Frequentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades.
h. Com frequência é facilmente distraído por estímulos externos.
i. Com frequência é esquecido em relação a atividades cotidianas.
19

2. HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE: Seis (ou mais) dos seguintes sintomas persistem por
pelo menos seis meses em um grau que é inconsistente com o nível do desenvolvimento e
têm impacto negativo diretamente nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais:
a. Frequentemente remexe ou batuca as mãos ou os pés ou se contorce na cadeira.
b. Frequentemente se levanta da cadeira em situações em que se espera que permaneça
sentado.
c. Frequentemente corre ou sobe nas coisas em situações em que isso é inapropriado.
d. Com frequência é incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente.
e. Com frequência “não para”, agindo como se estivesse “com o motor ligado”.
f. Frequentemente fala demais.
g. Frequentemente deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída.
h. Frequentemente tem dificuldade para esperar a sua vez.
i. Frequentemente interrompe ou se intromete.

B. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estavam presentes antes dos 12


anos de idade.
C. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estão presentes em dois ou mais
ambientes.
D. Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento social, acadêmico ou
profissional ou de que reduzem sua qualidade.
E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de esquizofrenia ou outro transtorno
F. psicótico e não são mais bem explicados por outro transtorno mental.

Ainda que o sistema do DSM-V defina a necessidade de 6 ou mais sintomas


(tabela 1), o profissional deve ter cautela e manter uma postura mais flexível em
alguns casos, e mais convencional em outros.
Tendo o TDAH sido caracterizado como um transtorno prejudicial, afetando o
desenvolvimento emocional, acadêmico e social, torna-se essencial que pais,
professores, pedagogos, psicólogos e médicos, tenham devida capacidade de
identificar os sintomas. Porque quanto mais precoce o diagnóstico for feito, juntamente
com o tratamento de forma interdisciplinar desses profissionais e com a orientação de
pais e professores, é possível evitar suas consequências negativas.

5.2 AS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO

Sabe-se que diversas pesquisas nos últimos anos têm mostrado que o
tratamento medicamentoso tem sido eficaz para o TDAH, demonstrando maiores
20

benefícios e menores riscos, corrigindo ou compensando o problema biológico que


está na raiz do transtorno.
A necessidade de uso de medicamentos deve sempre ser decidida pelo
médico. Existem vários medicamentos para o tratamento e eles devem ser escolhidos
de acordo com as particularidades de cada caso: o medicamento que serve para um
pode não servir para o outro. Os medicamentos mais utilizados e recomendados como
primeira opção em consensos de especialistas são os estimulantes, como o
metilfenidato e a lisdexanfetamina. Outros medicamentos são a atomoxetina, a
clonidina e os antidepressivos (nem todo antidepressivo é utilizado para o tratamento
do TDAH). Vale lembrar que a presença de comorbidades pode exigir o uso de outros
medicamentos, mesmo que eles não sejam indicados para tratar os sintomas de
TDAH (ABDA, 2017).
A psicoterapia não deve ser vista como alternativa à medicação, porém,
complementar aos casos específicos, ou seja, quando a criança apresentar problemas
como baixa autoestima, ansiedade, depressão e dificuldades em suas habilidades
sociais. Nesse sentido, o tratamento psicoterápico é indicado principalmente quando
detectadas comorbidades associadas, no entanto, para casos de TDAH, toda
orientação e instrução a pais e educadores são recomendadas, proporcionando a
devida compreensão e desmistificação do transtorno. Além do devido entendimento,
as aplicações de técnicas ensinadas facilitam o manejo dos sintomas. No contexto
escolar, essas orientações melhoram significativamente a convivência com os
colegas, contribuindo assim para um maior interesse nos estudos (ANGELO, 2018).
O tratamento do TDAH requer uma abordagem interdisciplinar e global, é
indicada com intervenções farmacológicas e psicossociais, devido ao fato de ser um
problema crônico e ter um impacto significativo ao longo da vida, atingindo o
desempenho acadêmico, as relações sociais e familiares do indivíduo com este
transtorno (DE SOUZA & ERNESTO, 2020).
Uma atenção diferenciada é exigida por parte de pais e educadores, a fim de
enfrentarem juntos problemas relacionados às limitações impostas pelo transtorno.
Assim, o ambiente escolar, por sua vez, é o primeiro a ser trabalhado, por ser
considerado o ambiente em que mais se percebe a manifestação do transtorno
(ALENCAR et al., 2018).
21

5.3 - POSSÍVEIS INTERVENÇÕES NO CONTEXTO ESCOLAR

Uma vez que a criança seja diagnosticada com o transtorno, ela deve ser
considerada como um aluno com necessidades educacionais especiais, visando desta
forma que ela tenha as mesmas garantias e oportunidades de aprender como os
demais colegas de sala. Para tanto, se fazem necessárias algumas adaptações que
objetivam minimizar os impactos e ocorrências dos comportamentos considerados
indesejáveis no ambiente escolar (ANGELO, 2018).
Pode-se, citar alguns exemplos pertinentes como: reduzir o número de alunos
em sala de aula, no intuito de que o aluno se distraia com menos facilidade; manter
uma rotina diária, de modo que ele consiga se organizar e planejar melhor; promover
atividades mais curtas, para que não ocorra a falta de interesse e a dispersão;
escolhê-lo para auxiliar nas tarefas que exigem movimentar-se; intercalar momentos
de explicação com exercícios práticos, a fim de conseguir manter a atenção, de
preferência com sua participação ativa, e sugerir aos pais a buscarem ajuda de um
psicopedagogo para complementar o trabalho exercido pelo educador (BORIM, 2018).
A Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA, 2017) propõe algumas
estratégias que podem auxiliar os pais nesse manejo escolar, dentre elas: a escolha
cuidadosa da escola, como fator importante para o processo de aprendizagem; não
haver uma sobrecarga de atividades extracurriculares para a criança; o estudo deve
ser realizado como a criança entender, se não houver bons resultados, o indicado é
que vá se tentando outras opções que favoreça o desempenho; manter o máximo de
contato com os professores para haver um acompanhamento; as tarefas podem ser
subdivididas para facilitar sua realização.
A orientação escolar nesse caso visa facilitar o dia a dia da criança com seus
colegas em sala de aula, como forma de desviar-se da falta de interesse pelos
estudos. Um desafio encontrado para esta intervenção é obter a participação contínua
da escola, especialmente na figura do psicopedagogo, para ajudar nesse cuidado e
tratamento da criança (ASSMANN, 2018).
O Quadro 2 a seguir, apresenta alguns pontos considerados importantes e
significativos como forma de orientação e/ou aconselhamento indispensáveis para os
educadores e cuidadores de crianças/adolescentes que possuem TDAH:
22

Quadro 2 – Orientações sugeridas que facilitam o cuidado de crianças/adolescentes


que possuem TDAH.
ORIENTAÇÕES/ACONSELHAMENTOS JUSTIFICATIVA

1. Procurar conhecer a respeito do TDAH e Isso pode auxiliar no manejo adequado do


buscando também famílias com o mesmo problema.
problema para a troca de possíveis
experiências.

2. Evitar os castigos excessivos. Estes têm impacto negativo sobre a autoestima.

3. Manter uma postura coerente diante de um Uma postura variada pode deixar a criança ou o
problema entre crianças na sala de aula e/ou adolescente confuso.
entre os membros da família.

4. A família deve estabelecer um contato com a Facilita o relacionamento na escola com os


escola, observando se conhecem o problema, colegas e evita o desinteresse.
para que se for o caso, fornecer as
informações necessárias.

5. As normas devem estar claras e coerentes. Evita que a criança ou adolescente não saiba
exatamente o que está sendo exigido dela

6. Impor alguns limites e estabelecer uma É uma forma de preparo para criança ou
educação que não seja muito permissiva. adolescente enfrentar os limites no decorrer de
sua vida.

7. Manter um diálogo que facilite driblar as Isso pode fornecer importantes dicas para as
dificuldades da criança/adolescente no dia-a- dificuldades não percebidas pelos educadores
dia. e/ou pelos pais.

8. Explicar de forma clara como a criança Nem sempre pode estar claro para a criança
/adolescente deve se comportar. /adolescente porque determinado comportamento
é esperado dela.

Fonte: Adaptação dos autores neste formato do texto de ASSMANN (2018)

Para TOLENTINO & DOLZANE & ROSA (2019) pode-se utilizar algumas
técnicas de possíveis intervenções psicopedagógicas, que são sugeridas e utilizadas
por psicólogos da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) tais como:
conscientização do próprio comportamento, autocontrole, autoinstrução, agenda
diária, resolução de problemas, reestruturação cognitiva e prevenção de recaída.
Essas são algumas, dentre tantas outras que podem ser utilizadas na abordagem da
TCC.
23

Tornar a criança ciente de seu comportamento inadequado é parte fundamental


do processo, assim como, ajudá-la a analisar e anotar os comportamentos
disfuncionais, para posteriormente modificá-los por outros mais funcionais e
adaptativos. Em um segundo momento, é trabalhar o autocontrole, por meio de
imagens ou palavras-chave, que vão guiando e modificando os comportamentos
indesejáveis já percebidos, assim esta criança irá paulatinamente internalizando
novos comportamentos (TOLENTINO & DOLZANE & ROSA, 2019).

Quadro 3 – Técnicas sugeridas por psicólogos cognitivos-comportamentais, para ser


usadas com crianças ou adolescente com TDAH, que ajudam no manejo dos sintomas

TÉCNICA DESCRIÇÃO OBJETIVOS BENEFÍCIOS

Resolução de Treinar a criança a falar Estimular a criança a Diminui em geral a


conflitos consigo mesma. Usado pensar nas alternativas e impulsividade e
sempre quando há nas suas consequências. melhora o
problema de relacionamento.
relacionamento om os
demais.

Treino em Minimiza questões Entrosamento social, Contribui para sua


Habilidades relacionadas a conversação, resolução de impulsividade,
Sociais dificuldades no conflitos e controle de favorecendo o
relacionamento raiva. convívio em grupos.
interpessoal

Representação Usa-se uma espécie de Mostrar como cada aspecto Ajuda a criança a lidar
de papéis teatro incorporado nas do TDAH ocorre nas e ter consciência dos
situações do dia a dia. situações do cotidiano, seus comportamentos.
discutindo consequências e
propondo comportamentos
alternativos.

Fonte: Adaptação dos autores neste formato do texto de TOLENTINO & DOLZANE & ROSA (2019)

Além disso, é importante salientar que devido ao fato de crianças e


adolescentes com TDAH apresentarem uma regulação emocional deficiente, faz-se
necessário ajudá-los a entender e lidar com suas emoções, mostrar seus pontos
fortes, trocar adjetivos negativos por mensagens objetivas, valorizar qualidades e
potencialidades. Ensinar a autoaceitação, o respeito para consigo mesma e com os
demais, evitar comparações e atitudes enfurecidas, são alguns pontos a serem
trabalhados por todos os envolvidos no contexto em que essas crianças e
adolescentes estão inseridos (MISSAWA, 2020).
24

6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo desse estudo entendeu-se que o processo diagnóstico do TDAH se baseia


em dados essencialmente clínicos, pautados no DSM-V. Todavia, esses dados devem ser
avaliados juntamente com a história de vida do indivíduo e o contexto no qual fazem parte.
Percebeu-se que para se ter um diagnóstico mais apurado é indicada a
realização de um amplo processo, com a participação de outros profissionais
(neuropsicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatras etc.), em que possam ser utilizados
vários recursos instrumentais (entrevistas, escalas, testes psicológicos). O objetivo
primordial de uma avaliação mais ampla é o de alcançar um resultado mais preciso
de determinar a presença ou ausência do TDAH.
Nesse sentido, ressalta-se a necessidade de mais orientações para pais e
educadores com relação aos sintomas e manejo do TDAH, desmistificando o
transtorno e salientando a importância de um diagnóstico precoce, que possibilita as
intervenções para a melhora do quadro, conferindo melhor prognóstico.
Compreendeu-se a necessidade de entender a Psicopedagogia como uma
área que vem, crescendo e criando um corpo teórico próprio, sistematizando
instrumentos capazes de dar conta de suas intervenções e não somente propondo
apenas especializar um profissional da educação oferecendo somente aquilo que ele
e a escola precisam.
A intervenção psicopedagógica, também tem papel fundamental no processo
da aprendizagem, pois além de auxiliar o indivíduo em suas dificuldades acadêmicas,
articula-se como mediadora entre o aluno e o conhecimento, levando em conta sua
singularidade, trabalhando suas questões emocionais atreladas a baixa autoestima,
que muitas vezes são oriundas das constantes críticas recebidas pelos maus
desempenhos em suas atividades diárias. Isso porque, esses impasses ainda são
geradores de rotulação desses alunos que possuem TDAH, que com frequência são
taxados de preguiçosos, desorganizados, bagunceiros, desinteressados, entre outros
termos pejorativos, isso é devido à falta de informações que contemplem as
sintomatologias e manejos dessas crianças/adolescentes portadoras do transtorno.
Constatou-se a importância de um acompanhamento multidisciplinar no
tratamento do TDAH, em que psicólogos, médicos, psicopedagogos, educadores e
familiares buscam trabalhar juntos para a melhor eficácia das possibilidades de
25

intervenções apresentadas. A terapia cognitiva comportamental, mostra-se como


sendo a mais indicada para o tratamento do TDAH, pois auxilia a criança e
adolescente a redirecionar sua atenção por meio de estratégias que vão sendo
aprendidas no decorrer das sessões, desenvolvendo, aprimorando habilidades sociais
do indivíduo e auxiliando pais nas estratégias assertivas para lidar no cotidiano com
seus filhos. No entanto, o tratamento deve abranger todos os contextos e pessoas que
o indivíduo convive para um resultado positivo.
Assim, entende-se a necessidade de ampliar o diálogo e intercâmbio de
informações e experiências entre os profissionais da saúde e educação, aprimorando
e ampliando seus conhecimentos e intervenções. Nesse sentido, psicólogos, pais e
educadores devem, igualmente, preocupar-se com a autoestima dessas crianças e
adolescentes com TDAH, que, na maioria das vezes apresentam-se diminuídas e
carecem de cuidado.
Destaca-se a relevância que esta pesquisa trouxe, pois permitiu uma
investigação mais apurada ao tema proposto. Trouxe a contribuição de um melhor
conhecimento e desmistificação de qualquer atribuição dada anteriormente as
crianças que sofrem com o TDAH. Acredita-se também que foi possibilitada uma
aproximação ao mundo desses indivíduos com o TDAH, fornecendo subsídios para a
realização de um trabalho profissional feito de forma coerente e com respeito à vida
humana.
26

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABDA (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DÉFICT DE ATENÇÃO) - 2017. O QUE É O


TDAH? Disponível em: https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah/ - Acesso em: 21
de Setembro de 2020.

ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) – 2015. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE


ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE: TEORIA E CLÍNICA [recurso eletrônico] /
Organizadores, Antônio Egídio Nardi, Joao Quevedo, Antônio Geraldo da Silva.- Porto
Alegre : Artmed, 2015.

ALENCAR, Ana P. C. de. et al. PRÁTICA PEDAGÓGICA E OS DESAFIOS NA


INCLUSÃO ESCOLAR DA PESSOA COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE
ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH): UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista
Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, v. 6, n. 1, p. 3-20, jan-jun. 2019. DOI:
https://doi.org/10.36311/2358-8845.2019.v6n1.02.p3. Acesso em 14 de Setembro de
2020.

ALMEIDA, Rodrigo da Silva. et al. O TRABALHO DO PSICÓLOGO


ESCOLAR/EDUCACIONAL JUNTO AOS PROFESSORES DO ENSINO
FUNDAMENTAL / FRENTE AOS PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM NA
PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIAS. Ciências Biológicas e da Saúde – Alagoas -
v. 4, n. 2 - p. 97-110. novembro 2017.

ANGELO, Lívia Maria Dodds. PSICOPATOLOGIA NA EDUCAÇÃO: ENTENDENDO


O TDAH NO AMBIENTE ESCOLAR. Psicologado, [S.l.]. (2018). Disponível em:
<https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-escolar/psicopatologia-na-educacao-
entendendo-otdah-no-ambiente-escolar>. Acesso em 14 Set 2020.

APA (Associação Psiquiátrica Americana) - 2014. MANUAL DIAGNÓSTICO E


ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS (5ª ed.) DSM-V [recurso eletrônico] /
tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento ... et al.]; revisão técnica: Aristides Volpato
Cordioli ... [et al.]. – Porto Alegre: Artmed, 2014.

ASSMANN, Carina. TDAH NAS ESCOLAS: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO.


UFRS. Instituto de Psicologia - Pós-Graduação em Avaliação Psicológica. Porto
Alegre, 2018. Disponível em: http://psicologacarinaassmann.com.br/wp-
content/uploads/2019/07/Artigo-TDAH.pdf . Acesso em 14 Set 2020.

BARBOSA, Rejane Maria; MARINHO-ARAUJO, C. M. PSICOLOGIA ESCOLAR NO


BRASIL: CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES HISTÓRICAS. Estud. psicol.
(Campinas), Campinas, v. 27, n. 3, pág. 393-402, setembro de 2010. Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
166X2010000300011&lng=en&nrm=iso>. Ùltimo acesso em 21 de setembro de 2020.
27

BARKLEY, Russel A. (org). TRANSTORNO DE DÉFICIT DE


ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE [recurso eletrônico]: manual para diagnóstico e
tratamento / Russell A. Barkley (org); Arthur D. Anastopoulos ... [et al.] tradução
Ronaldo Cataldo Costa. – 3. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2008.

BONADIO, Rosana Aparecida Albuquerque et al. ATENDIMENTO


PSICOEDUCACIONAL A CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE ESCOLARIZAÇÃO E
TDAH. Disponível em:
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/199374/UEM%20-
%20ATENDIMENTO%20PSICOEDUCACIONAL%20A%20CRIAN%C3%87AS%20C
OM%20PROBLEMAS%20%20DE%20ESCOLARIZA%C3%87%C3%83O%20E%20
TDAH.pdf?sequence=1&isAllowed=y Último Acesso: 17 de setembro de 2020

BORIM, Carla Parducci; CORDEIRO, Cátia Muniz; BARBOZA, Gabriela Cristina;


BAPTISTA, Mariangela. ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NA RELAÇÃO ENTRE O
PROFESSOR E O ALUNO COM TDAH. Revista Educação em Foco - Edição nº 10 –
p.166-184 – Ano: 2018.

BOSSA, Nádia Aparecida. A PSICOPEDAGOGIA NO BRASIL: CONTRIBUIÇÕES A


PARTIR DA PRÁTICA. 5 ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2019.

CALDERARI OLIVEIRA, Mari Angela. INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NA


ESCOLA. 2 -ed. - Curitiba, PR: IESDE Brasil, 2009.

CAMARGOS, Walter Jr.; HOUNIE, Ana G. MANUAL CLÍNICO DO TRANSTORNO


DE DÉFICIT DE ATENÇÃO / HIPERATIVIDADE. Editora Info Ltda, 2005.

CID-10. CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE


COMPORTAMENTO DA CID-10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas.
Organização Mundial de Saúde (Org.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

COSTA, Bruna et al. OS DISCURSOS DA ESCOLA SOBRE A CRIANÇA: UM


ESTUDO ACERCA DAS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA PARA O
ENTENDIMENTO DO TDAH. TCC-Psicologia, 2020. Disponível em:
http://scholar.googleusercontent.com/scholar?q=cache:Eq_Jeyu3Uo4J:scholar.googl
e.com/+OS+DISCURSOS+DA+ESCOLA+SOBRE+A+CRIAN%C3%87A:+UM+ESTU
DO+ACERCA+DAS+CONTRIBUI%C3%87%C3%95ES+DA+PSICOLOGIA+PARA+
O+ENTENDIMENTO+DO+TDAH&hl=pt-BR&as_sdt=0,5 Último Acesso: 17 de
setembro de 2020.

DE SOUZA, Ana Cláudia; ERNESTO, Adriana. A PSICOPEDAGOGIA COMO


SUPORTE NA AVALIAÇÃO EFICAZ DO ALUNO COM TDAH. Episteme
Transversalis, [S.l.], v. 8, n. 2, abr. 2018. ISSN 2236-2649. Disponível em:
<http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/view/874>. Acesso em:
14 set. 2020.
28

FIGUEIREDO, Camila. O QUE FAZ O PSICOLÓGO ESCOLAR? Junho de 2017.


Disponível em: https://www.psicologiasdobrasil.com.br/o-que-faz-um-psicologo-
escolar/ Ultimo Acesso: 20 de setembro de 2020.

FRAUCHES, Angélica; DE AZEVEDO, Kelly Ferreira; DE ALCANTARA, Elisa Ferreira


Silva. TDAH NO AMBIENTE ESCOLAR: CONSIDERAÇÕES
PSICOPEDAGÓGICAS. Episteme Transversalis, v. 8, n. 2, 2018. Disponível em:
http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/download/869/787.
Acesso em 17 de Setembro de 2020.

LINCK GRAEFF, Rodrigo; VAZ, Cícero E. AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO DO


TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH). Psicologia
USP, vol. 19, n. 3, julho-setembro, 2008, pp. 341-361. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
65642008000300005&lng=en&nrm=iso> Último Acesso: 17 de set. 2020.

MISSAWA, Daniela Dadalto Ambrozine; ROSSETTI, Claudia Broetto. PSICÓLOGOS


E TDAH: POSSÍVEIS CAMINHOS PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.
Construção Psicopedagógica, São Paulo, v. 22, n. 23, p. 81-90, 2014. Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
69542014000100007&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 14 de Setembro de 2020.

MOURA L. T., & SILVA K. P. M. (2019). O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO


E HIPERATIVIDADE (TDAH) E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM SALA DE
AULA. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (22), e216.
https://doi.org/10.25248/reas.e216.2019 . Acesso em 17 de Setembro de 2020.

MOURA L. T., SILVA K. P. M., & SILVA K. P. M. (2019). ALUNOS COM TDAH
(TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE): UM DESAFIO
NA SALA DE AULA. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (22), e611.
https://doi.org/10.25248/reas.e611.2019. Acesso em 17 de Setembro de 2020.

OLIVEIRA, C.B.E; MARINHO-ARAÚJO, C.M. PSICOLOGIA ESCOLAR:


CENÁRIOS ATUAIS. Rev. Estudos e Pesquisas em Psicologia, UERJ, RJ, ANO
9, N.3, P. 648-663, 2º. SEMESTRE DE 2009. Disponível em: http://www.e-
publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/9075/7475. Último
acesso: 21 de setembro de 2020.

PHELAN, Thomas W. TDA/TDAH – TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E


HIPERATIVIDADE. São Paulo: M. Books do Brasil Editora, 2005.

ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. (org.)
TRANSTORNOS DA APRENDIZAGEM: ABORDAGEM NEUROBIOLÓGICA E
MULTIDISCIPLINAR [recurso eletrônico] / 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2016.
29

SILVA, Josivane Carlos da. INCLUSÃO EDUCACIONAL: RECONHECENDO AS


DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DO ALUNO COM TRANSTORNO DO
DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE - TDAH. Psicologado, [S.l.]. (2019).
Disponível em: <https://psicologado.com.br/neuropsicologia/inclusao-educacional-
reconhecendo-as-dificuldades-de-aprendizagem-do-alunocom-transtorno-do-deficit-
de-atencao-hiperatividade-tdah>. Acesso em 14 Set 2020.

STROH, Juliana Bielawski. TDAH - DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO E SUAS


INTERVENÇÕES ATRAVÉS DA PSICOPEDAGOGIA E DA ARTETERAPIA.
Construção psicopedagógica, São Paulo, v. 18, n. 17, p. 83-105, dez. 2010. Disponível
em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
69542010000200007&lng=pt&nrm=iso. Último Acesso em: 21 set 2020.

TEIXEIRA, Caren. TDAH E INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM CRIANÇAS


E ADOLESCENTES. Revista Cientifica Schola. Colégio Militar de Santa Maria - Santa
Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Volume I, Número 1, dezembro 2017. Pág. 52-59:
http://www.cmsm.eb.mil.br/images/CMSM/revista_schola_2017/artigos/6.%20TDAH
%20e%20interven%C3%A7%C3%A3o%20psicopedag%C3%B3gica%20em%20cria
n%C3%A7as%20e%20adolescentes.pdf.

TOLENTINO, Amanda da Costa; DOLZANE, Maria Ione Feitosa; ROSA, Daniele da


Costa Cunha Borges. PSICOTERAPIA INFANTIL PARA TRANSTORNO DE
DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) COM ENFOQUE NA TERAPIA
COGNITIVO COMPORTAMENTAL (TCC): REVISÃO INTEGRATIVA DA
LITERATURA. Revista Ensino de Ciências e Humanidades-Cidadania, Diversidade e
Bem Estar-RECH, v. 5, n. Jul-Dez, p. 251-270, 2019.

VIEIRA, Ângela Maria Macedo et al. INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA EM UMA


CRIANÇA COM TDAH DO TIPO: DÉFICIT DE ATENÇÃO. Pós-graduação IDAAM.
2018. http://repositorio.idaam.edu.br/jspui/handle/prefix/339.

Você também pode gostar