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Detox Emocional:

trabalhando as
emoções
para viver em paz
com o que você
come!
- A PUBLICATION OF COMPANY XYZ -

PSICÓLOGAS

Karla Mota de Souza


Ruthênia Bandeira Pedrosa,
QUEM SOMOS

TITLE OF THIS
CHAPTER SHOULD
LIVE HERE
2
UM BREVE COMEÇO...
O comer emocional faz parte da vida, seja gordo, ou seja magro, todo
mundo come por motivo emocional, diz Bianca Menezes. Precisamos
primeiro entender porque buscamos essa fonte de gratificação, aonde mais
podemos buscar suprir essa liberação de prazer e bem-estar.
A comida é um dos poucos recursos de prazer que estão ao alcance vinte

THIS CHAPTER
quatro horas por dia. É fácil, rápido, então a gente vai de alguma usar, não
TITLE
tem jeito. OF
Deve-se entender que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas sim
SHOULD
reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e perdas, é
fundamental para esse processo.
Antes do detox fisiológico é essencial que você realize um detox emocional!
LIVE HERE
Para isso as psicólogas Karla Mota e Ruthênia Pedrosa te levam à uma
reflexão sobre as razões que te levam a comer por impulso e ressignificar
sua relação com a comida!
Neste e-book levaremos você à uma reflexão sobre suas ansiedades, suas
crenças limitantes, a necessidade de controle, e faremos uma relação sobre
a forma como olhamos para nós mesmos e o nosso comer, passando pela
subjetividade e o padrão estabelecido de nos relacionarmos com a comida.
Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
- Clarice Lispector .
Ansiedade e Compulsão alimentar
Temos no Brasil atualmente 41
milhões de pessoas com obesidade!
116 milhões com sobrepeso. No
entanto números significam pouco se
não entendermos a multifatoriedade
dessa doença! Para vencer a
obesidade é importante reconhecer
que se trata de uma doença mal
compreendida! Por isso o tratamento tem que ir além da perda de
peso, muitos tratamentos falham por não levarem em consideração as
emoções das pessoas obesas! A ansiedade debilita as possibilidades de
avanço num trabalho de redução de peso.
Muitas pessoas acabam por descontar o excesso ou a falta de
determinadas emoções na comida. Quem nunca se sentiu insatisfeito
com seu corpo em determinada fase da vida?
Somos seres "faltantes", acreditamos que sempre nos falta algo. Essa
falta nos gera uma ansiedade, que por muitas vezes passamos a buscar
saciar com a comida.
Essa busca pode nos gerar ansiedade e levar à compulsão ou à outros
transtornos como bulimia ou anorexia, por exemplo.
A ansiedade é algo inerente ao ser humano, e é de extrema
importância para a nossa vida; ter ansiedade nem sempre é ruim;
podemos ficar ansiosos com a espera de uma viagem, uma prova que
faremos, um trabalho novo... e tudo bem! É algo que desconhecemos
e sentimos um frio na barriga que logo depois passa.
É uma antecipação do futuro, a vontade de que as coisas aconteçam logo,
é o querer tudo AGORA! O problema acontece quando esse querer agora,
trata-se muitas vezes de uma dificuldade enorme de lidar com a frustração
da espera, da incapacidade de entender o processo. Quando a ansiedade
passa a ser muito intensa e frequente dificultando o nosso dia a dia, torna-
se patológica, precisa de um cuidado maior e muitas vezes de
acompanhamento psicoterapêutico.
Ansiedade e compulsão (em todos os sentidos) andam juntas. A
compulsão se dá pela grande necessidade de controle, não
necessariamente com relação à alimentação, mas pela necessidade de que
nada saia do nosso controle, evitacao de possíveis dores, problemas e isso
se estende para o trabalho e para as pessoas que estão à nossa volta.
Normalmente esses atos se
dão de forma inconsciente, não percebemos que agimos dessa maneira.
Quando comemos, nos sentimos menos ansiosos, nos permitimos ter uma
fonte de prazer que nos alivia, o problema é que esse alívio é curto, e
assim que passa, voltamos a nos sentir ansiosos e geramos um ciclo
vicioso.
O que vem a ser a compulsão alimentar? Podemos ter episódios de
compulsão alimentar: comer grande quantidade de alimento, comer muito
rápido... e isso não quer dizer que temos um transtorno; não é
simplesmente o hábito de comer muito uma vez ou outra, mas sim ingerir
grandes quantidades de alimentos, em pequenos intervalos de tempo,
várias vezes por semana, gerando sentimento de culpa, por alguns meses
seguidos que nos sinaliza o desenvolvimento da compulsão alimentar.
Devemos buscar entender como nos relacionamos conosco, com nossas
emoções... Trabalhar o autoconhecimento, a autoestima nos leva a ter
uma melhor relação consosco, por isso é tão importante aliar a psicologia
no processo de emagrecimento. Dessa forma conseguimos compreender
melhor o que buscamos na comida, como a vemos e a forma que nos
relacionamos com ela, não permitindo que a ansiedade nos leve à um
comer compulsivo.
O comer transtornado, definido como comportamentos alimentares
restritivos e disfuncionais, e métodos inadequados para perder ou
controlar o peso corporal, ocorrem com menor frequência e de forma
menos grave do que o exigido pelos critérios diagnósticos de transtornos
alimentares. Sabe-se que o comer transtornado está associado à
insatisfação corporal, de tal forma que ambos formam um fenômeno ou
quadro complexo. Essa afirmação é corroborada por dados em estudos,
uma vez que a frequência de comportamentos de risco para transtornos
alimentares foi maior entre as pessoas insatisfeitas com seus tamanhos
corporais e, principalmente, entre aquelas que desejavam diminuí-los.
A sociedade nos impõe padrões de
beleza, como se esses eles fossem
nos trazer a total felicidade! A
insatisfação corporal, além de ser
fator de risco para os transtornos
alimentares, está associada à
depressão e ansiedade. Alguns
autores têm proposto que a
insatisfação corporal é um fator de
risco compartilhado pela obesidade
e pelos transtornos alimentares.
Sabe-se que o comer transtornado está
associado à insatisfação corporal, de tal forma
que ambos formam um fenômeno ou quadro
complexo. Essa afirmação é corroborada por
dados em estudos, uma vez que a frequência de
comportamentos de risco para transtornos
alimentares foi maior entre as pessoas
insatisfeitas com seus tamanhos corporais e,
principalmente, entre aquelas que desejavam
diminuí-los.
A sociedade nos impõe padrões de beleza, como
se esses eles fossem nos trazer a total felicidade!
A insatisfação corporal, além de ser fator de
risco para os transtornos alimentares, está
associada à depressão e ansiedade. Alguns
autores têm proposto que a insatisfação corporal
é um fator de risco compartilhado pela
obesidade e pelos transtornos alimentares. Já os
efeitos da prática de dietas sobre a saúde são
controversos. O termo "prática de dietas" é
extremamente amplo e vago, podendo abranger
comportamentos bastante
distintos. Há evidências, embora ainda não
consolidadas, de que a prática de dietas é um
método ineficaz de controle do peso corporal
que pode contribuir para o desenvolvimento de
compulsão alimentar e do "efeito sanfona".
Todos nós conhecemos alguém que mudou
radicalmente com um ato de força de
vontade e determinação – deixou de ser
gordinho e entrou em forma, parou de
esbanjar e passou a investir, abandonou a
preguiça e se tornou maníaco por
arrumação. Em algum momento, quase
todos alcançamos um objetivo ambicioso,
como correr a maratona ou terminar um curso. Mas as resoluções mais
comuns são as que tomamos no ano-novo e abandonamos dois meses
depois, às vezes até antes...
As promessas quebradas são como um selo cultural, alimentando as
inúmeras histórias que debocham da loucura universal do auto
aperfeiçoamento. Nós rimos juntos e nos identificamos com a piada,
embora as promessas sejam algo sério. Com nossa credibilidade em risco,
por que fracassamos com tamanha frequência?
Tomamos as resoluções erradas.
Ao pesquisar a expressão “desejos
pra o próximo ano”,
encontraremos dezenas de links
dedicados à realização de metas.
A maioria forma o que chamamos
de resoluções pretendidas: entrar
em forma, ser organizado, ser isso
ou aquilo.
Por que falhamos? Porque o
proibir é algo muito ruim e mexe
com o psicológico. Não existe um
protocolo que traga resultados
em curto espaço de tempo, deve-
se entender e ter a noção de
processo, de conquista de acordo
com a relação que temos
conosco, com o nosso corpo e por
fim com a comida.
Crenças limitantes e autosabotagem
Você já parou pra pensar como
é a sua relação com o mundo,
consigo e com a comida?
Já se deu conta de que muitas
vezes, quando sentimos
vontade de comer, estamos na
verdade querendo fugir de
alguma coisa ou de algum
sentimento? Quando ficamos,
ansiosos, tristes, preocupados, E pra conseguir controlar esses
nosso cérebro busca de impulsos, não adianta nunca comer
imediato uma maneira de esse tipo de alimento, nem fazer as
recompensar a tensão e dietas restritivas, pois essas ações só
sentida e forma mais rápida irão nos fazer sentir ainda mais
que ele encontra é a fonte de vontade de buscar os doces e as
prazer fácil, a comida; só que gorduras, e na primeira ansiedade
não é qualquer comida, comida que bater, vai correr para afogar suas
saudável, ele que algo libere mágoas num pote delicioso de
dopamina,num dos hormônios sorvete!
ligados ao prazer e corre pros
doces, pros alimentos
calóricos, com gordura, por
trazer uma saciedade imediata
mas pouquíssimo duradoura.
Vocês já pararam pra pensar que quando pensamos em emagrecer uns
quilinhos imaginamos de cara em dietas, em pular refeições e em cortar
vários alimentos que gostamos muito, entre eles os doces e
carboidratos? Por que será que pensamos dessa forma? Isso nada mais
é do que nossas crenças limitantes entrando em ação...
E como essas crenças limitantes surgem? Com certeza não é do nada!
Elas vão sendo criadas e “alimentadas” por nós durante toda nossa
vida, desde a infância até os nossos últimos dias.
Crenças limitantes são um sistema de leis internas pelos quais somos
regidos que servem para nos atrapalhar. De forma que agimos segundo
essas crenças, que tendem a repetir os mesmos resultados
desfavoráveis, fortalecendo a credibilidade dela. Isso vira um ciclo de
autosabotagem.
Existem muitas crenças sociais já tão
arraigadas que desconhecemos sua
origem, seguindo-as cegamente.
Por exemplo: só é feliz quem tem
dinheiro ou quem é magro, não está fácil
pra ninguém, que você não é bom o
suficiente e muitas outras.
Esses bloqueios inconscientes e invisíveis
vão criando um muro entre você e seus
potenciais enquanto ser humano.
Erros e fracassos fazem parte do nosso
aprendizado. No entanto sua reação
frente a eles está diretamente
proporcional à suas crenças. Elas limitam
sua reação saudável!
Quem alimenta todas elas é você. Para
começar a desmascarar suas crenças
você precisa em primeiro lugar se
questionar, parar de se identificar com
ela, tomar consciência, se forçar a agir
diferente. Vença o medo, ele está
querendo te proteger, mas está te
atrapalhando.
Alguns questionamentos que você pode fazer a si mesmo:
Anote depois de responder.
Se eu pudesse superar minha gula, como faria?
Porque minha mãe insistia para eu comer mais, porque até agora
continuo a fazer o mesmo?
Caminhando junto com as crenças limitantes temos uma velha
conhecida chamada AUTOSABOTAGEM, que são nada mais do que as
armadilhas do nosso cérebro, são obstáculos que criamos de forma
consciente ou não e que nos impedem de chegarmos ao nosso
objetivo, por exemplo, são nossos medos de enfrentar novos
desafios, é o achar que não conseguimos fazer alguma coisa, é ficar
reclamando de tudo e culpando o mundo por nossas frustrações.
Por muitas vezes temos comportamentos repetitivos e mesmo
sabendo que determinado comportamento ou atitude não nos
favorecerá, teimamos em repeti-lo.
Mesmo sendo algo que nos faz mal vamos repetindo, porque já
conhecemos aquele lugar e é melhor, pois tememos que venha coisa
pior.
Mudar exige esforço e autoconhecimento; precisamos de muita força
interior, pois só nós conseguimos nos tirar desse ciclo vicioso, daí ser
tão importante cuidarmos do nosso emocional, para aprendermos a
nos alimentar melhor.
À medida que me descubro, passo a identificar os meus tipos de
fome e posso controla-los melhor. E quando falamos fomes, é no
plural mesmo, temos muitos tipos de fome e vamos falar sobre eles
agora!
Tipos de fome
Quando falamos sobre fome, sequer
imaginamos que existem vários tipos,
a maioria de nós acredita que fome é
aquela quando a barriga ronca ou
sentimos vontade de comer alguma
coisa. Ledo engano! Nossa fome
também pode estar associada ao
nosso psicológico!
A nossa alimentação é composta por
vários fatores, dentre eles o
psicólogico, biológico, sóciocultural...
e são esses fatores que nos levam a
fazer nossas esolhas por
determinados tipos de comida!
Quem não tem boas lembranças
estando ao redor de uma mesa farta,
cheia de comida, boa conversa,
pessoas especias? Quase todas as
comemorações têm algum tipo de
comida envolvida, e tudo bem!!!
Precisamos aprender a diferenciar apetite, fome e saciedade para
regular o nosso comportamento alimentar e não comer
excessivamente. Entender que também comemos influenciados pelo
nosso humor, estilo de vida, estilo familiar, personalidade, influência
da sociedade, etc é importante para melhorar nosso comportamento
alimentar.
Sendo assim, vamos conher um pouco sobre os tipos de fome.
A mais fácil de ser identificada é a FOME FISIOLÓGICA, ela aparece
devagar, comçando com um ronco na barriga. Se não nos
alimentamos, podemos sentir dor de cabeça, tontura, mal estar,
irritabilidade... essa fome é percebida pelo nosso corpo, com sinais
físicos, e não está relacionada a um alimento específico.
Temos também a FOME EMOCIONAL, causada por ansiedade,
estresse, restrição alimentar, e é identificada pelo desejo de comer
algo específico, não nos saceia com qualquer alimento, precisa ser
um alimento que nos traga a sensação de prazer e satisfação;
normalmente são grupos alimentares ligados a açúcar e/ou gordura.
Esse tipo de fome surge de uma hora pra outra e pode estar
relacionada com a falta de controle, compulsão e o comer em
excesso, por não conseguir parar.
Precisamos estar atentos à fome emocional, pois ela vem geralmente
por questões emocionais... nos levando ao comer sem pensar, a
buscar alimentos de acesso fácil e que possuem grande quantidade
de açucar como sorvetes,
chocolates, biscoitos e que estão em fácil acesso, isso acontece por
estarmos em busca de uma fonte de prazer imediata.
Quem costuma fazer dietas muito restritivas, também costuma atacar
a geladeira e o armário em busca de alimentos que tragam a
liberação de dopamina, nos dando à sensação de prazer imediato, o
problema é que da mesma forma que vem rápido, vai embora rápido,
nos levando a desenvolver um ciclo vicioso
Outros tipos fome existentes
são: FOME DE VONTADE,
quando sentimos vontade de
um sabor específico, seja por
estímulo externo ou não. A
FOME SOCIAL, quando
comemos mesmo sem fome, só Outra fome bastante comum é
pelo fato de estarmos em algum a FOME OLFATIVA! Quem nunca
evento e termos acesso a se viu com vontade de comer
petiscos e comidas em grande pipoca, por exemplo, só porque
quantidade, enquanto nos sentiu o cheiro? Sentir o aroma
confraternizamos. A FOME DO de alguns alimentos nos dá
OLHAR: nossos olhos nos “fome” e passamos a desejar
estimulam bastante e se temos determinado alimento; a
uma refeição feita com capricho, indústria alimentícea sabe
eles nos levam a querer comer dessa nossa fome olfativa e se
determinado alimento, mesmo usa de aromatizantes para
sem fome física. despertar em nós o desejo de
alimentos específicos
A FOME DE BOCA é aquela que
consideramos a comida saborosa,
muitas vezes influenciada pela nossa
criação, tanto que um alimento que
pode ser muito saboroso pra alguns,
não o é para outros; sentimos vontade
de algo azedo ou salgado, doce ou
picante, líquido ou sólido, de acordo
com nossas vivencias... é a famosa boca
nervosa, precisa estar mastigando algo.
Se nos mantemos mais conscientes nas
questões do nosso comer, isso nos
ajudar a satisfazer a fome de boca com
maior facilidade.

A FOME DE TATO estpa relacionada ao nosso sentir, a ter o alimento


em nossas mãos para sentir a temperatura, a textura, a quantidade e
relacionar essas sensações à nossa satisfação. Por exemplo, você já
comeu pizza com as mãos e de garfo e faca? Qual das delas deixa a
pizza mais saborosa? Normalmente é a que comemos com as mãos.
Sabe aquele barulhinho que escutamos quando alguém está comendo
uma batata frita de pacote, ou aqueles salgadinhos, que parecem ser
bem crocantes, nos dando vontade imediata de comê-los, essa é a
FOME DE OUVIDO.
Agora, gostaríamos que você parasse um pouco e refletisse sobre
as suas fomes! Normalmente você come por quê? Por querer
suprir emoções como raiva, tristeza? Porque tem fome? Por que
está com vontade de um chocolate?
É importante que você faça essa avaliação para entender se está
sentindo uma vontade maior e com mais frequencia que a outra.
Sentir todas essa fomes é super normal, desde que sejam em
equilíbrio.
Além desses 9 tipos de fome, também é muito comum
encontrarmos relatos da FOME NOTURNA, o famoso ataque à
geladeira!
A fome exagerada no período noturno (após 19h), sono irregular
associados com depressão/ansiedade são características da
SÍNDROME DO COMER NOTURNO (SCN). Essa síndrome é
caracterizada por um atraso circadiano do padrão alimentar,
mediado por alterações neuroendócrinas ao estresse, ou seja, um
desequilíbrio nos hormônios que controlam fome, estresse
(leptina, cortisol) e sono (melatonina).
Trocando em miúdos, passamos
o dia inteiro ligados na tomada
e a noite seria o momento de
desligar, mas nossos hormônios
do estresse estão em alta, fora
aparelhos com telas que
perpetuam o dia, nos fazendo
dormir mais tarde.
Comemos para manter a
excitação, comemos para
No momento em que vier a fome, se anestesiar tudo que vivemos
pergunte: Isso é fome física? Qual durante o dia, fora que nosso
tipo de fome estou sentindo agora? organismo entende que
Se a fome física não é o problema, precisamos nos precaver de
então comer não será a sua solução. alguma necessidade, nos faz
Identifique o sentimento antes de estocar gordura. Por todas essas
comer! questões fisiológicas e
O problema não está na comida! emocionais acabamos por nos
O problema está ancorado na entupir com algo que sempre
mente. esteve associado na nossa vida
Reside na nossa falta de consciência com segurança, alegria, prazer:
das a COMIDA. Comer realmente é
mensagens que o nosso corpo nos um prazer. Mas até aonde vai o
envia! prazer? Em que mometo vira
Jan Chozen Bays um engolir sem gosto?
Autoestima e autoconhecimento
A autoestima é a avaliação que fazemos de
nós mesmos, e que pode ser pode ser
positiva ou negativa em algum grau. Se nos
sentimos bem conosco, tudo ao nosso
redor fica melhor: família, trabalho,
relacionamentos...Está também
relacionada com a auto aceitação,
autoconfiança e autoimagem.
Da autoestima resulta a maioria dos
estados emocionais de uma pessoa. É o
jeito de olhar para si mesmo, de perceber
as qualidades, são as crenças e
sentimentos de importância e valor.
É expressa por meio do comportamento como cuidado com
aparência e saúde, valorização, otimismo... Desde a infância,
começamos a desenvolvê-la; por muitas vezes, ela é influenciada
pelas nossas emoções, pelas crenças, pelos comportamentos, pela
forma como acreditamos que os outros nos veem; pela imposição
social, da mídia, da moda...
Uma criança que cresce sendo valorizada e sendo esclarecida de seus
valores pessoais tem mais chance de crescer com autoestima do que
outra que sofre maus tratos, embora, o contrário poderá também
ocorrer.
Quer ver um exemplo? Os padrões de beleza ditam que a pessoa bonita
é a magra, esbelta, ela é quem vai ter sucesso!!! O que não é verdade,
porem esse tipo de padrão pode derrubar a autoestima de muita gente.
Pergunta pra vocês, respondam aqui pra gente: Qual nota você daria a si
mesmo? O quanto você se ama?
A forma de olharmos para dentro de nosso íntimo é importante porque
influência toda a nossa vida, logo, a autoestima afeta nosso
comportamento, motivação e ainda altera nosso equilíbrio físico e
mental.
Precisamos levar em conta a nossa história de vida, e lembre-se que é a
sua história de vida que constrói a pessoa e o profissional que você é ou
quer ser, e não o seu corpo!
Se você acredita que merece o melhor, logo o melhor aparecerá em sua
vida, mas se é alguém que só acredita em catástrofes é melhor se
prevenir. Por esta razão a autoestima e o pensamento positivo andam
juntos.
Com autoestima a vida se torna mais feliz, a área profissional cresce, os
relacionamentos positivos acontecem.
Sem autoestima poderão surgir Para todos nós o
problemas psicológicos como autoconhecimento serve de
ansiedade, depressão, transtornos degrau para a evolução e
alimentares, entre outros. melhoria contínua. Com
Então é importante estarmos muito autoestima e autoconhecimento
atento à nós mesmos, para conseguimos seguir o nosso
compreendermos como padrão e nos valorizar, mesmo
funcionamos... com nossas imperfeições; sem
Autoestima e autoconhecimento autoestima e sem o
andam juntos... autoconhecimento podemos
Se a autoestima é o quanto desenvolver uma série de
gostamos, respeitamos e confiamos problemas psicológicos, inclusive
em nós mesmos, o o transtorno alimentar (que pode
autoconhecimento é o que ser por comer muito ou por
identifica tudo isso. comer pouco).
O autoconhecimento visa o Com autoestima a vida se torna
reconhecimento das qualidades e mais feliz, a área profissional
competências, é o que não me deixa cresce, os relacionamentos
ser influenciado pela opinião do positivos acontecem.
outro, é a valorização do que se tem É a força que precisamos para
de melhor, como também é o tudo o que fazemos, e para nos
reconhecimento dos defeitos e tornarmos aquilo que sonhamos.
limitações.
Autoimagem

Você é escravo da sua imagem? De


que forma buscamos atingir o
padrão de beleza? Que padrão é
esse?
Quando falamos em autoimagem, o
que vem à sua cabeça? Ao contrário
do que muitos pensam, a
autoimagem não é apenas o que se
vê refletido no espelho. O nosso
reflexo trás “escondido” uma série
de experiências, de história de
vida... cada marquinha que
possuímos no nosso corpo nos
conta algo, representa um
sentimento vivido, e é esse
sentimento que vivenciamos que
nos diz quem somos, que retrata a
nossa autoimagem
Com certeza vocês carregam na lembrança algum comentário
feito por um familiar ou amigo sobre o seu jeito de ser, sobre
sua aparência, sobre algum comportamento ou mania que
você tinha quando criança ou adolescente. De que forma esse
comentário marcou a sua vida? Pra muitas pessoas, um
comentário negativo é suficiente para acabar toda a
autoestima e a autoimagem, entretanto é importante lembrar
que não devemos julgar o que é belo ou feio, o certo ou
errado.
Nossa autoimagem nem sempre
reflete a realidade, e sim a nossa
percepção que é baseada nas
nossas experiências de vida, que
podem ser positivas ou negativas,
e que afetam profundamente
nossas vidas; daí surge a questão
da percepção negativa que temos
com relação ao nosso corpo e que
nos faz termos uma imagem minha subjetividade pode nos
corporal deturpada e difícil, nos propiciar uma relação mais
levando a fazer dietas de todos os saudável com o corpo. A partir
tipos, das mais restritivas as mais dessa compreensão,
inadequadas para o nosso conseguimos ter uma mudança
organismo. de comportamento,
Ter consciência de que não somos resignificamos a nossa historia
um número na balança é de vida e deixamos de nos gerir
extremamente importante para através da influência dos outros
mantermos uma boa relação (família, amigos, cultura, mídia,
conosco e com os outros. moda...).
Compreender que o excesso de
peso pode estar relacionado
minha história, e a construção da
O que acontece é que quando temos muitas percepções negativas em
relação ao nosso corpo nós, dificilmente iremos nos sentir bem com a
nossa imagem corporal e estética, além de não fazer boas escolhas na
vestimenta, escolhendo peças e roupas inadequadas, ou até mesmo
comermos ainda mais por não conseguirmos nos manter no peso que
achamos adequado. A opinião que temos a respeito de nós mesmos
afetará profundamente a maneira pela qual levamos a nossa vida. Ela
pode decidir se você se nos tornaremos a pessoa que desejamos ser e se
realizaremos aquilo que é importante para nós. Fazer as pazes conosco,
com nossa aparência nos leva à felicidade, ao sucesso!!!
Faça uma reflexão se o que você está vestindo passa a sua essência e os
seus gostos. Esse é o primeiro passo para começar a parar de brigar com o
espelho. Descubra seus sonhos e siga em busca deles!
Saiba que ninguém é perfeito, não viva em busca de uma perfeição!
Aceite-se, encontre seu equilíbrio, coma consciente, com calma;
identifique seus pensamentos sabotadores, seus tipos de fome, escute
seus silêncios, nomei seus sentimentos, peça ajuda se for preciso, mas
não desita de você! Dos seus sonhos!!!

Opte por aquilo que faz seu coração vibrar...


Apesar de todas as consequências!
-Osho
Estrategias para enfrentar o processo
de consciência alimentar
Nada dá mais dinheiro para a
indústria do emagrecimento, das
dietas, da cirurgia plástica, do que te
fazer sentir que você é gorda e para
isso, usam modelos perfeitas,
modificadas no photoshop.
Cabe a nós escolher o que vamos
consumir nas redes sociais! Pare de
seguir o que te faz mal eis a
primeira estratégia. A maioria
dessas imagens são fake,
modificadas.
Seja inteira, viva os momentos de
sua vida, esteja plenamente
presente.
A ansiedade do emagrecimento
engorda, aumenta a fome
emocional; se ligue em seus
potenciais, a sua imagem corporal é
só um dos itens, de um leque de
qualidades que você possui. Ainda
que o mundo venda um modelo
contrário ao que você é.
Se você deseja modificar tanto seu corpo qual sua motivação? O que sua
insatisfação com sua imagem reflete? Procure um psicólogo antes de um
nutricionista ou cirurgião plástico.
Faça meditação diariamente, essa prática milenar é comprovada
cientificamente e te favorece vencer a batalha com os pensamentos
disfuncionais, que insistem em te puxar pra baixo. São apenas
pensamentos, eles não definem você. O pensamento está para nossa
mente, como nosso coração está sempre a bater, se eles pararem, nós
morremos.
Não tenha medo de olhar para sua dor, para seus vazios, inclusive o vazio
da fome emocional. Ao invés de fugir entre em contato, descubra o eles
querem te dizer.
Se aproprie de você, e seja feliz!!!
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