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Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Minas – DECIV


Superestrutura de Ferrovias – CIV 259

Aula 10
DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES

Superestrutura de Ferrovias Prof. Dr. Gilberto Fernandes


REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

1- Pressão contra a face interior do trilho para a depressão máxima.

P0 
0,39.Pd .Cd
c arg a por unidade de extensão 
x1

2- Máxima carga do trilho sobre um apoio do dormente.

0,39.Pd .Cd .S
q0 
x1

Sendo:
S = espaçamento entre dormentes, eixo a eixo.

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

1- Sistema de carregamento e característica da via: Vagão de Minério

P2 P1 P3 P4

178 cm 236 cm 178 cm

29.825
P1  P2  P3  P4   14.912,5 kg (Carga por roda)
2

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

2) Espaçamento dos dormentes:

Taxa de dormentação: 1852 dormentes por quilômetro

S = 54 cm

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

Algumas Considerações:

Módulo da via ou módulo de suporte do trilho (u): 140kg/cm2

Tipo do trilho: TR-68 (136 RE da AREA)

Características do trilho:

Momento de Inércia: I = 3950 cm4

Módulo em relação ao boleto: Zn = 392 cm3

Módulo em relação ao patim: Zp = 464 cm3

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

 4 EI
x1  4
4 u

E = 2150000 kg/cm2

I = 3950 cm4

u = 140 kg/cm2

x1 = 98 cm

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

Pd – Carga dinâmica por roda

Pd = P x k, sendo

P = 14912,5 kg (carga estática por roda e )

k = coeficiente de impacto, AREA recomenda k = 2, ou

k = 1,237 x (v/d)0,243 (v = velocidade em km/h e d = diâmetro


da roda).

Pd = 14912,5 x 2

Pd = 29825 kg

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

Cd = Coeficiente de influência

Cd = 1,3 (recomendado pela AREA)

Com estes dados, poderemos calcular P0 e q0

 154,28 kg / cm c arg a por unidade de extensão 


0,39.29825 kg.1,3
P0 
98 cm

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REAÇÃO SOBRE O DORMENTE

3) Cálculo da reação sobre o dormente

0,39 . 29825 .1,3. 54


q0   8332 kg
98

Máxima carga do trilho sobre um apoio do dormente

8.332
Pm   3,81 kg / cm 2
2.187
Área de socaria (24 x 91,12 cm) sob dormente

Pressão na face inferior do dormente

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Um dormente de madeira de eucalipto citriodora, se seção transversal

0,16 x 0,22 x 2 m é solicitado por uma carga distribuída de 8332 kg/m.

q = 8332 kg/m

0,22 m

2m 0,16 m

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Propriedades mecânicas do eucalipto citriodora nas

condições do problema:

Kmod – Coeficiente de modificação da resistência. Ele ajusta

os valores da resistência característica em função da

influência de diversos fatores na resistência da madeira.

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

É obtido pelo produto:

Kmod = Kmod1 x Kmod2 x Kmod3

Onde:

Kmod1 - leva em conta o tipo de produto de maneira empregado e o


tempo de duração da carga.
Kmod2 - Considera o efeito da umidade.
Kmod3 - Leva em conta a classificação estrutural da madeira.

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Propriedades mecânicas do eucalipto nas condições do

problema:

Ec,ef – Módulo de Elasticidade. Nas verificações de segurança

(Estados Limites Últimos) em que os esforços solicitantes

dependem da rigidez da madeira, adota-se valor efetivo do módulo

de elasticidade na direção das fibras.

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

É obtido pelo produto:

Ec,ef = Kmod1 x Kmod2 x Kmod3 x Ec

Onde:

Ec0 – É o valor médio do módulo de elasticidade obtido de ensaios

de compressão paralelas às fibras.

Para o Eucalipto Citriodora Ec0 = 18.421 MPa

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Propriedades mecânicas do Eucalipto Citriodora nas condições

do problema:

Então, teremos:

Kmod = 0,60 x 1,0 x 0,8 = 0,56

Ec ef = 0,56 X 18.421 = 10.315,76 MPa

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Valore característico das propriedades de resistência do

Eucalipto Citriodora:

Fc0 (Mpa) Ft0 (MPa) Ft90 (MPa) Fv (MPa)


43,4 86,5 2,7 7,5

Fc0 = Resistência à compressão paralela às fibras

Ft0 = Resistência à tração paralela às fibras

Ft90 = Resistência à tração normal às fibras

Fv = Resistência ao cisalhamento

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Propriedades geométricas das seções:

Área da seção:

A  0,16  0,22  0,0352 m2


Módulo resistente da seção:

bh 2 0,16  0,222
W   1,29 103 m3
6 6
Momento de inércia da seção:

b  h3 0,16  0,223
I   1,42 104 m 4
12 12

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Esforços solicitantes de projeto:

Momento fletor na seção do meio do vão:

ql 2 8332  22
Md    4.166 kg.m
8 8

Esforço cortante na seção do apoio:

l 2
Vd  q  8.332   8.332 kg
2 2

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Tensões de flexão:

Md 4.166
 c0   t 0    3.229.457,36 kg / m 2

W 1,29 103

Condição de dispensa de verificação de tensões de verificação de

flexão com flambagem lateral (NBR7190):

l 2 Ec fc 10.315,76
  12,5    27,01 OK!
b 0,16  . f cd 8,8  43,4

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Atendida a condição, as tensões σc0 e σt0 são comparadas,

respectivamente, às tensões resistentes fc0 = 43,4 MPa e ft0 = 86,5MPa

Transformando σc0 para comparação, teremos:


1MPa = 106 N/m2

 c 0  3.229.457,36  9,81  31,68 MPa

 c 0  31,68 MPa  f c 0  43,4 MPa OK!

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Tensões cisalhante na seção do apoio:

3 Vd 3 8.332
d      355.056,82 kg / m 2
2 bh 2 0,16  0,22

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DIMENSIONAMENTO DE DORMENTES DE MADEIRA

Flexa:

O módulo de elasticidade é tomado igual a Ec ef para o

cálculo da flexa total com a equação da teoria elástica.

5 ql 4 5 8.332  24
t     4
 1,19  10 3
m
384 EI 384 10.315,76 10 1,42 10
6

δt = 0,119 cm
Flecha limite

l 200
   1 cm   t  0,119 cm OK!
200 200

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