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VONTADE

de

SABER
GEOGRAFIA
Ensino Fundamental – Anos Finais
Componente curricular: Geografia

MANUAL DO PROFESSOR

8
Neiva Camargo Torrezani
• Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
• Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela UEL-PR.
• Mestra em Geografia pela UEL-PR.
• Atuou como professora de Geografia em escolas da rede particular de ensino.

1a edição • São Paulo • 2018

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Copyright © Neiva Camargo Torrezani, 2018.
Diretor editorial Antonio Luiz da Silva Rios
Diretora editorial adjunta Silvana Rossi Júlio
Gerente editorial Roberto Henrique Lopes da Silva
Editor João Paulo Bortoluci
Gerente de produção editorial Mariana Milani
Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes
Gerente de arte Ricardo Borges
Coordenadora de arte Daniela Máximo
Projeto de capa Sergio Cândido
Foto de capa StockStudio/Shutterstock.com
Supervisor de arte Vinicius Fernandes
Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin
Supervisora de preparação e revisão Adriana Soares
Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno
Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida
Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno
Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais
Edição Karolyna Aparecida Lima dos Santos
Assistência editorial Raffael Garcia da Silva
Revisão e preparação Amanda de Camargo Mendes, Moisés Manzano da Silva
Projeto gráfico Laís Garbelini
Edição de arte Barbara Sarzi
Iconografia Soraya Pires Momi
Tratamento de imagens Equipe Scriba
Diagramação Leda Teodorico
Editoração eletrônica Renan de Oliveira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Torrezani, Neiva Camargo
Vontade de saber : geografia : 8o ano : ensino
fundamental : anos finais / Neiva Camargo
Torrezani. — 1. ed. — São Paulo : Quinteto
Editorial, 2018.
“Componente curricular: Geografia.”
ISBN 978-85-8392-159-2 (aluno)
ISBN 978-85-8392-160-8 (professor)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Título.

18-20789 CDD-372.891
Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Em respeito ao meio ambiente, as folhas


deste livro foram produzidas com fibras
obtidas de árvores de florestas plantadas,
com origem certificada.
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610
de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD
QUINTETO EDITORIAL CNPJ 61.186.490/0016-33
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Apresentação
As transformações que estão ocorrendo no mundo globalizado têm
exigido, cada vez mais, mudanças na educação. É preciso formar cida-
dãos capazes de analisar e interpretar criticamente a grande quantida-
de de informações transmitidas a eles diariamente.
Nesse sentido, esta coleção foi elaborada e organizada para o en-
sino de conceitos e temas geográficos, mas também para colaborar
com esse objetivo.
A fim de contribuir ainda mais com esse trabalho, este Manual
do professor apresenta-se como um guia prático com comentários
e sugestões que cooperam com o trabalho docente, tornando as
aulas mais atraentes e agradáveis.
Inicialmente, este manual apresenta textos que discorrem so-
bre a importância do ensino de Geografia, destacando também
os principais objetivos que norteiam o processo de ensino-
-aprendizagem dessa disciplina na presente coleção.
Ainda nessas orientações iniciais, você pode encontrar in-
formações sobre a estrutura da obra, ou seja, a maneira como
os capítulos do volume estão organizados, além de mapa de
conteúdos do ano letivo com os principais conceitos e no-
ções, objetos de conhecimento, habilidades, competências e
temas contemporâneos presentes na obra.
Já as laterais e os rodapés das orientações específicas
apresentam sugestões para o desenvolvimento dos capítu-
los e para o trabalho em sala de aula. São apresentados co-
mentários a respeito de algumas atividades, sugestões de
como trabalhar alguns conceitos, atividades complementa-
res, entre outros. Há, também, textos adicionais, extraídos
de fontes variadas, que contemplam diferentes assuntos
tratados nos capítulos e que apresentam informações úteis
para o professor e, em muitos casos, para os alunos. Esses
textos permitem ao professor aprofundar seus conhecimen-
tos e podem ser úteis na preparação das aulas.
Espero, sinceramente, que você, professor, realize um
bom trabalho!
A autora.

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Sumário

A estrutura da obra ...........................................V


Livro do aluno ................................................................................................ V
Manual do professor ..................................................................................XI
Material digital ..........................................................................................XIV

A Base Nacional Comum Curricular ...............XV


As competências da BNCC ...................................................................XVI
Os temas contemporâneos e a formação cidadã ................. XVIII

O papel do professor .......................................XX

Práticas pedagógicas ..................................... XXI


A avaliação ...................................................................................................XXI
A defasagem em sala de aula ..........................................................XXIII
O ensino interdisciplinar ...................................................................XXIV
A competência leitora .........................................................................XXVI
Recursos didáticos .............................................................................. XXVII

Proposta teórico-metodológica
da coleção ...................................................... XXX
O ensino de Geografia .......................................................................... XXX
Importantes estratégias para o ensino de Geografia ........XXXIV
Principais conceitos/categorias da Geografia ................... XXXVII

Habilidades do 8o ano de
Geografia na BNCC ..................................................... XLI

Quadro de conteúdos Geografia 8o ano ...... XLII

Referências bibliográficas .......................... XLVII

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A estrutura da obra

Livro do aluno
A presente coleção é composta de quatro pósito de investigar o conhecimento prévio
volumes, correspondentes aos anos finais do dos alunos, incentivando sua colaboração no
Ensino Fundamental: 6o, 7o, 8o e 9o anos. Ca- estudo do tema abordado. De modo geral,
da volume apresenta oito capítulos, organi- cada capítulo é composto de dois blocos de
zados internamente em temas e subtemas. atividades. Antes do último bloco, constará
Os capítulos têm início em páginas de aber- uma seção cuja intenção é, além da leitura e
tura duplas, que apresentam recursos defla- interpretação de textos e imagens, contextua-
gradores dos assuntos a serem estudados. lizar o que foi estudado com situações e/ou
As páginas de conteúdos são organizadas acontecimentos locais ou globais.
em textos principais intercalados com dife- Os capítulos são encerrados com uma se-
rentes seções e boxes, que complementam, ção que visa recapitular o que foi estudado.
ampliam e dinamizam o trabalho teórico. Veja, a seguir, informações mais deta-
Em alguns momentos, em meio à teoria, lhadas sobre a estrutura dos capítulos.
algumas questões são sugeridas com o pro-

Página de abertura
Tem como principais
objetivos explorar o
conhecimento prévio e
despertar o interesse dos
alunos em relação aos
temas que serão abordados.
Por meio de imagens e textos
nas aberturas, o professor
vai encontrar alguns
questionamentos para análise
dos recursos apresentados.
Esses questionamentos
propiciam a exploração de
habilidades fundamentais
para o estudante, como
observação, comparação,
investigação, reflexão e
descrição. Além disso, com
a mediação do professor, o
leque de interpretações pode
ser aberto e enriquecido. página de abertura podem ser muito da disciplina, sejam alcançados.
Há questões específicas de úteis, também, como forma No processo de ensino-aprendizagem,
exploração do conhecimento de comparar os conhecimentos dos o professor trabalha como mediador
prévio que propiciam um alunos antes e depois do trabalho para que o aluno supere o senso
importante momento de com os assuntos do capítulo. comum e construa um conhecimento
interação e troca de ideias O papel do professor como mediador mais sistematizado. O aluno deve
entre professor e alunos, assim é fundamental para que os objetivos perceber que o conteúdo estudado
como dos alunos entre si. propostos nas aberturas e, no decorrer dos capítulos está
As questões propostas nessa consequentemente, o ensino relacionado à realidade de onde vive.

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Geografia em foco
Essa seção terá por finalidade ampliar
e/ou aprofundar o assunto estudado,
visto que a complexidade de alguns
deles exige um trabalho diferenciado.
Por meio dessa seção serão
apresentados aos alunos conceitos e
temas importantes para a construção
do conhecimento geográfico,
relacionados à teoria apresentada.
Em alguns momentos, essa seção
poderá desempenhar uma função
menos teórica, na qual será possível
desenvolver trabalhos que envolvam
acontecimentos factuais, com novas
leituras de textos e imagens
interessantes que contribuirão
para o enriquecimento do assunto
estudado. Além disso, a seção
permitirá desenvolver conteúdos
procedimentais, muito importantes
para o ensino de Geografia.

Momento da Cartografia
A Cartografia é uma ferramenta
muito importante para o ensino de
Geografia, uma vez que, por meio
dela, é possível representar diferentes
aspectos do espaço geográfico.
Essa seção terá como principal
objetivo desenvolver, cada vez mais, as
noções cartográficas dos educandos,
seja ampliando as que eles já possuem,
seja criando situações em que possam
se apropriar de novos conhecimentos.
Além disso, nessa seção, por meio do
trabalho com a Cartografia Escolar,
será possível desenvolver conteúdos
procedimentais que envolvam
produção, leitura e interpretação
de representações gráficas. Desse
modo, o aluno será fundamentado
na compreensão do espaço
geográfico, por meio da elaboração
das competências e habilidades que
deve desenvolver. Os temas
cartográficos são trabalhados com
graus de complexidade que respeitam
o nível cognitivo dos alunos.

VI

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Investigando na prática
Essa seção tem por
finalidade desenvolver atividades
investigativas de um dos temas
apresentados no capítulo.
As atividades propostas podem
ser realizadas em sala de aula, em
casa, no pátio da escola ou em um
trabalho de campo. Com elas, os
alunos podem desenvolver
habilidades práticas de análise das
características naturais e sociais do
espaço geográfico que os cerca.
Outro objetivo dessa seção é fazer
a aproximação entre as teorias e as
práticas geográficas, incentivando
assim o levantamento de hipóteses
por meio de questionamentos
e conduzindo o assunto
de modo a desenvolver os
conhecimentos geográficos.

Explorando o tema
Seção apresentada em todos os
capítulos. Diferentes recursos são
utilizados, como textos teóricos,
literários, jornalísticos ou textos
elaborados pela autora que,
acrescidos de imagens diversas, como
mapas, gráficos, fotografias e
ilustrações, levarão o aluno a refletir
sobre temas contemporâneos,
indicados pela BNCC. Em geral
acompanhada de questionamentos,
debates e sugestões de pesquisa,
essa seção contribui para o
aprimoramento da aprendizagem dos
alunos, estimulando-os à reflexão e à
tomada de atitudes em situações que
envolvem essas temáticas.

VII

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Encontro com...
Os diversos assuntos nos quais os
conhecimentos geográficos estão
integrados aos saberes de outras
ciências são abordados nessa
seção. Nela, você pode realizar
trabalhos em conjunto com
professores de outras disciplinas,
a fim de contribuir para o
enriquecimento do tema estudado,
propiciando a compreensão dos
alunos de modo abrangente.

Atividades
As atividades apresentam respostas
para o professor, porém é fundamental
que os alunos sejam estimulados a
elaborar respostas com suas próprias
palavras, baseadas na interpretação
dos assuntos trabalhados, e não
produzir uma simples cópia. Os debates,
quando apresentados, têm como
principal objetivo estimular atitudes
voltadas à socialização, à colaboração,
ao respeito às opiniões dos colegas e,
sobretudo, à tomada de decisões.

Essas atividades têm como


objetivo principal desenvolver
habilidades fundamentais para
a compreensão dos assuntos
trabalhados, além de verificar
e revisar o que foi estudado.
Os questionamentos sugeridos
contribuem com a formação da
competência leitora, visto que,
para respondê-los de maneira
satisfatória, os alunos precisam
retomar o que foi estudado.

VIII

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Bloco de atividades com questões não consumíveis sugeridas
para serem realizadas em sala de aula. Essa seção está
organizada em três subseções:

Atividades • Exercícios
de compreensão
Composta de questões de
verificação de conteúdo.

Atividades • Geografia no contexto


Composta de atividades mais contextualizadas,
com a exploração de diferentes recursos, como
imagens, reportagens, charges etc.

Atividades • Pesquisando
Composta de atividades que
necessitam de pesquisa para
serem concluídas.

IX

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Os boxes
Os boxes são utilizados nesta coleção com o
objetivo de complementar os assuntos estudados
e torná-los mais interessantes para os alunos.
Sugestão de livros Sugestão de filmes
Apresenta a sinopse de Apresenta a sinopse do
Boxe complementar livros que tratam de filme que contextualiza
Ampliar o conhecimento dos educandos, com novas temas relacionados ao e enriquece o tema
leituras de textos e imagens interessantes, que tragam assunto estudado. abordado.
assuntos relacionados ao tema em estudo, também
está entre os objetivos de ensino desta coleção. visite
Desse modo, apresentamos algumas
sugestões nesses boxes, com o intuito
de complementar o assunto
estudado, aprimorar a competência
leitora e auxiliar na elaboração do
saber geográfico dos alunos. Sugestão de sites Visita
Apresenta a descrição Sugestão de visita a
resumida e o endereço lugares como museus
do site que contextualiza feiras-livres, praças etc.,
e enriquece o tema com o intuito de
abordado. complementar o estudo
dos temas abordados em
sala de aula.

Os ícones
Para ajudar a organizar o estudo dos alunos e o andamento das aulas, a coleção conta
com ícones que indicam o momento dos questionamentos ao longo do livro. Veja a
seguir explicações sobre cada um deles.

Ícone oral Ícone no caderno Ícone proporção Ícone cor


Este ícone indica Este ícone indica Este ícone indica que o Este ícone indica que
que a resposta da que a resposta da elemento representado as cores dos elementos
atividade deve ser atividade deve ser está fora de proporção representados se
apresentada realizada no caderno. em relação à realidade. assemelham à realidade.
oralmente.

Refletindo sobre o capítulo


Seção localizada no final
de todos os capítulos.
Essa seção trará afirmações
relacionadas aos principais
assuntos estudados no capítulo.
Com base nelas, o aluno será
orientado a refletir e a realizar
uma autoavaliação, estabelecendo
relações com o que aprendeu.

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Manual do professor
O Manual do professor apresentado gunda parte do manual, por sua vez, é
nesta coleção é organizado em duas partes. composta de orientações nas laterais e nos
Na primeira, que está localizada no início rodapés, que buscam subsidiar e comple-
de cada volume, estão presentes as infor- mentar o trabalho em sala de aula. A se-
mações gerais sobre a coleção, as relações guir, veja as características das seções pre-
estabelecidas com a BNCC e a fundamen- sentes neste manual.
tação teórico-metodológica adotada. A se-

Integrando saberes
Esse boxe apresenta as relações de determinados conteúdos
com outros componentes curriculares, possibilitando uma
articulação entre as diferentes áreas do conhecimento.

Indicações de outras fontes Material digital


As Orientações gerais também Esse quadro apresenta sugestões
apresentam indicações de livros, sites e ao longo do conteúdo para a
filmes para ampliar seus conhecimentos. utilização do material digital
(sequências didáticas, projetos
integradores e avaliações).

XI

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BNCC
Nessa seção são indicadas as
Objetivos do capítulo relações entre os conteúdos da
No início de cada capítulo, são coleção e a BNCC. Assim, são
apresentados os objetivos a elencados os temas contemporâneos,
serem desenvolvidos pelos alunos. as competências gerais, as
Você pode utilizar essa seção competências específicas para a área
como modo de orientar suas aulas de Ciências Humanas e para o
e também para acompanhar o componente curricular Geografia,
aprendizado dos alunos. bem como as habilidades.

Orientações gerais
Respostas
A fim de orientar o trabalho com os
Esse boxe é utilizado
conteúdos (proposto em páginas de
sempre que houver
teoria e em seções, como Momento
necessidade de
da Cartografia e Explorando o
apresentar resposta às
tema), serão apresentadas instruções,
questões nas laterais ou
informações complementares,
nos rodapés.
sugestões e outras orientações que
vão auxiliá-lo na condução da aula.

XII

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Textos
complementares
Nas Orientações
gerais também serão
apresentados textos
que poderão contribuir
com a sua formação ou
ser utilizados no
trabalho com os alunos.

Sugestão de atividade
Serão indicadas sugestões de atividades a serem
abordadas pelo professor com a turma, para
aprofundar os conteúdos quando oportuno.

Refletindo sobre o capítulo


Ao final de cada capítulo são apresentadas orientações para o professor
explorar essa seção com os alunos, auxiliando-os na autoavaliação e
verificando o desenvolvimento das habilidades da BNCC.

XIII

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Material digital
Esta coleção oferece um Material digital • Projeto integrador que articula objetos
que foi elaborado para contribuir com a orga- de conhecimento e habilidades de dife-
nização do trabalho do professor em sala de rentes componentes curriculares.
aula. Assim como este manual, o Material di-
gital apresenta recursos que propiciam o de- Projeto integrador
senvolvimento de objetos de conhecimento e Cada plano de desenvolvimento apresenta
habilidades em consonância com a Base Na- um projeto integrador. Além de viabilizar o
cional Comum Curricular (BNCC). Esses re- trabalho com componentes curriculares inte-
cursos são organizados em: planos de desen- grados, esse recurso é organizado em etapas
volvimento, projetos integradores, sequên- conduzidas de modo a auxiliar na gestão da
cias didáticas, propostas de acompanhamen- sala de aula e no acompanhamento das
to das aprendizagens e material audiovisual. aprendizagens dos alunos. Cada etapa desen-
Cada um dos elementos que compõem o volve atividades direcionadas à elaboração de
Material digital está estruturado em bimes- um produto final a ser apresentado pelos alu-
tres e alinhado a esta coleção. Neste Manual nos aos seus familiares, a toda a comunidade
do professor, são identificadas oportunida- escolar ou à comunidade em geral.
des para aplicação deles junto aos alunos. Va-
le salientar que essas oportunidades configu- Sequências didáticas
ram um complemento ao trabalho em sala de Para cada bimestre são apresentadas
aula, portanto não devem ser consideradas três sequências didáticas.
como as únicas ferramentas de ensino. As sequências didáticas são atividades
A seguir, são descritos mais detalhes sobre complementares, independentes do livro
os elementos que compõem esse material. do aluno, conduzidas de modo a auxiliar na
gestão da sala de aula e com orientações a
Plano de desenvolvimento
respeito do acompanhamento das aprendi-
Cada bimestre apresenta um plano de zagens dos alunos. Esses recursos se orga-
desenvolvimento. nizam com base em objetivos de aprendi-
O plano de desenvolvimento apresenta zagens relacionados aos objetos de conhe-
um panorama da distribuição dos objetos cimento e às habilidades propostos no pla-
de conhecimento e suas respectivas habili- no de desenvolvimento para cada bimestre.
dades na BNCC em cada bimestre do livro
do aluno. Além disso, esse elemento reúne Proposta de acompanhamento
orientações que podem auxiliar o trabalho da aprendizagem
do professor em diversos momentos. Se- O Material digital oferece ferramentas
guem algumas delas. bimestrais para contribuir no processo de
• Práticas didático-pedagógicas relacio- acompanhamento da aprendizagem dos
nadas às habilidades desenvolvidas objetos de conhecimento e habilidades de-
em cada bimestre. senvolvidos a cada bimestre. Cada propos-
• Práticas recorrentes na sala de aula ta de acompanhamento da aprendizagem é
que favorecem o desenvolvimento de composta de uma avaliação e uma ficha de
habilidades vinculadas aos conteúdos acompanhamento das aprendizagens.
do bimestre.
• Objetivos de aprendizagem e habilida- Avaliação
des essenciais para os alunos avança- Cada avaliação apresenta dez questões
rem nos estudos. em uma estrutura pronta para ser entregue
• Indicações de livros, filmes, sites, entre aos alunos.
outras fontes de pesquisa e consulta que Essas avaliações são acompanhadas de
se relacionam aos conteúdos do bimestre. gabaritos que contemplam as respostas

XIV

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corretas, possíveis interpretações das res- dividuais e podem auxiliar o trabalho do
postas dos alunos e sugestões de reorien- professor, principalmente, nas reuniões do
tação de planejamento, de modo a contri- conselho de classe e no atendimento dos
buir com o acompanhamento das aprendi- pais ou responsáveis pelos alunos.
zagens dos alunos. Além disso, as avalia-
ções apresentam uma grade de correção Material digital audiovisual
com o objetivo de facilitar a aferição das O material digital audiovisual é direcio-
habilidades avaliadas. nado aos alunos e composto de áudios e
vídeos que podem ser utilizados para sin-
Ficha de acompanhamento tetizar os assuntos estudados, aprofundar
das aprendizagens conceitos ou contribuir para a compreen-
As fichas de acompanhamento das são de determinados conteúdos.
aprendizagens são instrumentos que pos- Esse material é direcionado ao estudante
sibilitam uma aferição de aprendizagem e tanto o livro do aluno quanto este manual
objetiva em relação aos objetivos de apren- identificam oportunidades em que os áudios
dizagem do bimestre. Essas fichas são in- e vídeos sugeridos podem ser trabalhados.

A Base Nacional Comum Curricular


A Base Nacional Comum Curricular
necessidades, as possibilidades e os inte-
(BNCC) tem como objetivo definir as apren-
resses dos estudantes e, também, com os
dizagens essenciais que os alunos desen-
desafios da sociedade contemporânea.
volverão de modo progressivo ao longo das
Isso supõe considerar as diferentes in-
etapas da educação básica. Em consonân-
fâncias e juventudes, as diversas cultu-
cia com as Diretrizes Curriculares Nacio- ras juvenis e seu potencial de criar novas
nais da Educação Básica, esse documento formas de existir.
normativo apresenta uma concepção de BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
educação baseada em princípios éticos, Curricular. 2017. p. 14. Disponível em: <http://basenacionalcomum.
mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.
políticos e estéticos que favorecem a for-
mação integral dos estudantes.
Na etapa do Ensino Fundamental (Anos
Nesse sentido, a BNCC valoriza a forma- Finais), a BNCC sugere que seja feito um
ção cognitiva dos alunos, mas também re- trabalho de retomada e aprofundamento
conhece a necessidade de trabalhar com do que foi desenvolvido na etapa dos Anos
aspectos socioemocionais, buscando com- Iniciais, principalmente por causa da maior
bater problemas como o preconceito e va- especialização assumida pelos compo-
lorizar a diversidade. Além disso, a BNCC nentes curriculares. Nos Anos Finais, os
apresenta orientações para a construção alunos devem fortalecer também sua au-
de uma sociedade justa, democrática, in- tonomia ao refletir de modo crítico, reali-
clusiva e preocupada com os problemas zando argumentações coerentes, análises
contemporâneos. embasadas criteriosamente e buscando
sempre valorizar o diálogo e os princípios
Independentemente da duração da dos direitos humanos.
jornada escolar, o conceito de educação
Nesse período da vida escolar, os estu-
integral com o qual a BNCC está compro-
dantes vivenciam uma etapa de transição à
metida se refere à construção intencio-
adolescência, o que impõe muitos desafios
nal de processos educativos que promo-
em relação à formação de sua personalida-
vam aprendizagens sintonizadas com as
de, por exemplo. Eles também estão inseri-

XV

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dos em uma cultura digital em ascensão, tende contribuir para evitar análises super-
que deve ser pouco a pouco incorporada ficiais, fragmentadas e imediatistas, bus-
pela escola de modo crítico e responsável. cando fornecer subsídios para o desenvol-
Considerando esse contexto, a BNCC pre- vimento pleno, social e pessoal dos alunos.

As competências da BNCC
A organização da BNCC foi estabelecida nas atividades e nas propostas disponibili-
por meio da definição de competências ge- zadas nas orientações ao professor. Nes-
rais, competências específicas de área e ses momentos, os alunos serão incentiva-
competências específicas dos componen- dos a realizar reflexões que os levem a de-
tes curriculares. senvolver seu senso crítico e sua capaci-
Nesta coleção, as competências gerais dade de mobilização social diante dos de-
serão trabalhadas ao longo dos conteúdos, safios contemporâneos.

Competências gerais da BNCC


1 Valorizar e utilizar os conhecimentos historica- 6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências
mente construídos sobre o mundo físico, so- culturais e apropriar-se de conhecimentos e
cial, cultural e digital para entender e explicar experiências que lhe possibilitem entender as
a realidade, continuar aprendendo e colaborar relações próprias do mundo do trabalho e fazer
para a construção de uma sociedade justa, de- escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e
mocrática e inclusiva. ao seu projeto de vida, com liberdade, autono-
mia, consciência crítica e responsabilidade.
2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à
abordagem própria das ciências, incluindo a in- 7 Argumentar com base em fatos, dados e infor-
vestigação, a reflexão, a análise crítica, a ima- mações confiáveis, para formular, negociar e
ginação e a criatividade, para investigar cau- defender ideias, pontos de vista e decisões co-
sas, elaborar e testar hipóteses, formular e muns que respeitem e promovam os direitos
resolver problemas e criar soluções (inclusive humanos, a consciência socioambiental e o con-
tecnológicas) com base nos conhecimentos sumo responsável em âmbito local, regional e
das diferentes áreas. global, com posicionamento ético em relação ao
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
3 Valorizar e fruir as diversas manifestações ar-
tísticas e culturais, das locais às mundiais, e 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde
também participar de práticas diversificadas física e emocional, compreendendo-se na diver-
da produção artístico-cultural. sidade humana e reconhecendo suas emoções
e as dos outros, com autocrítica e capacidade
4 Utilizar diferentes linguagens ‒ verbal (oral ou
para lidar com elas.
visual-motora, como Libras, e escrita), corpo-
ral, visual, sonora e digital ‒, bem como conhe- 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
cimentos das linguagens artística, matemática conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
e científica, para se expressar e partilhar in- promovendo o respeito ao outro e aos direitos
formações, experiências, ideias e sentimentos humanos, com acolhimento e valorização da di-
em diferentes contextos e produzir sentidos versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
que levem ao entendimento mútuo. saberes, identidades, culturas e potencialidades,
sem preconceitos de qualquer natureza.
5 Compreender, utilizar e criar tecnologias digi-
tais de informação e comunicação de forma 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
crítica, significativa, reflexiva e ética nas di- responsabilidade, flexibilidade, resiliência e de-
versas práticas sociais (incluindo as escolares) terminação, tomando decisões com base em
para se comunicar, acessar e disseminar infor- princípios éticos, democráticos, inclusivos, sus-
mações, produzir conhecimentos, resolver pro- tentáveis e solidários.
blemas e exercer protagonismo e autoria na
vida pessoal e coletiva.

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 9-10.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

XVI

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O trabalho com desenvolvimento das tências gerais, auxiliando os alunos a mo-
competências gerais auxilia os alunos a es- bilizar seus conhecimentos para se torna-
tabelecer relações com sua vida cotidiana, rem pessoas atuantes na sociedade. Leia a
resolver problemas e atuar de modo cons- seguir algumas estratégias didáticas que
ciente no mundo. podem ser desenvolvidas para que as com-
Algumas iniciativas em sala de aula po- petências gerais sejam contempladas no
dem favorecer o trabalho com as compe- trabalho com esta coleção.

Pesquisa Diálogo Produção de textos escritos

CG 1, 2, 5 CG 4, 7, 8, 9 CG 1, 4, 7
Em atividades que permitem Diferentes abordagens de diá- Durante a coleção, os alunos
desenvolver essas competên- logo são propostas ao longo da poderão utilizar os conhecimen-
cias, os alunos são orientados a coleção, nas quais os alunos tos construídos ao longo dos
usar de modo responsável os são levados a utilizar diversas capítulos para expressar-se por
meios digitais, além de exerci- linguagens para se expressar, meio da linguagem escrita para
tar sua curiosidade intelectual. desenvolvendo também a ca- argumentar, formular reflexões,
pacidade de argumentação. registrar informações etc.

Contexto local Interpretação Análise de imagens

CG 6, 8, 10 CG 1, 4, 7 CG 1, 2, 3
Em alguns momentos da cole- Para compreender de modo As análises de imagens permi-
ção, serão estabelecidas rela- crítico os conteúdos apresen- tem que os alunos desenvol-
ções entre os conteúdos e o tados no material, é necessário vam seu senso estético, valori-
contexto de vivência dos alu- trabalhar a capacidade de in- zando diferentes manifesta-
nos. Desse modo, eles poderão terpretação. Desse modo, os ções culturais.
refletir sobre a realidade em alunos terão fundamentação
que vivem para que possam para explicar a realidade e re-
propor possíveis intervenções. conhecer a diversidade.

Esta coleção também contempla as competências específicas de área e as competên-


cias específicas dos componentes curriculares, propostas pela BNCC.

Competências específicas de Ciências Humanas


1 Compreender a si e ao outro como identidades 4 Interpretar e expressar sentimentos, crenças e
diferentes, de forma a exercitar o respeito à dúvidas com relação a si mesmo, aos outros e
diferença em uma sociedade plural e promover às diferentes culturas, com base nos instrumen-
os direitos humanos. tos de investigação das Ciências Humanas, pro-
movendo o acolhimento e a valorização da di-
2 Analisar o mundo social, cultural e digital e o
versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
meio técnico-científico-informacional com base
saberes, identidades, culturas e potencialidades,
nos conhecimentos das Ciências Humanas, con-
sem preconceitos de qualquer natureza.
siderando suas variações de significado no tem-
po e no espaço, para intervir em situações do 5 Comparar eventos ocorridos simultaneamente
cotidiano e se posicionar diante de problemas no mesmo espaço e em espaços variados, e
do mundo contemporâneo. eventos ocorridos em tempos diferentes no
mesmo espaço e em espaços variados.
3 Identificar, comparar e explicar a intervenção
do ser humano na natureza e na sociedade, 6 Construir argumentos, com base nos conheci-
exercitando a curiosidade e propondo ideias e mentos das Ciências Humanas, para negociar e
ações que contribuam para a transformação defender ideias e opiniões que respeitem e
espacial, social e cultural, de modo a participar promovam os direitos humanos e a consciên-
efetivamente das dinâmicas da vida social. cia socioambiental, exercitando a responsabili-

XVII

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dade e o protagonismo voltados para o bem tecnologias digitais de informação e comuni-
comum e a construção de uma sociedade jus- cação no desenvolvimento do raciocínio espa-
ta, democrática e inclusiva. ço-temporal relacionado a localização, distân-
7 Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e cia, direção, duração, simultaneidade, suces-
iconográfica e diferentes gêneros textuais e são, ritmo e conexão.

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 355.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

Competências específicas de Geografia


1 Utilizar os conhecimentos geográficos para en- 5 Desenvolver e utilizar processos, práticas e pro-
tender a interação sociedade/natureza e exer- cedimentos de investigação para compreender
citar o interesse e o espírito de investigação e o mundo natural, social, econômico, político e o
de resolução de problemas. meio técnico-científico e informacional, avaliar
2 Estabelecer conexões entre diferentes temas do ações e propor perguntas e soluções (inclusive
conhecimento geográfico, reconhecendo a impor- tecnológicas) para questões que requerem co-
tância dos objetos técnicos para a compreensão nhecimentos científicos da Geografia.
das formas como os seres humanos fazem uso 6 Construir argumentos com base em informa-
dos recursos da natureza ao longo da história. ções geográficas, debater e defender ideias e
3 Desenvolver autonomia e senso crítico para pontos de vista que respeitem e promovam a
compreensão e aplicação do raciocínio geográ- consciência socioambiental e o respeito à bio-
fico na análise da ocupação humana e produ- diversidade e ao outro, sem preconceitos de
ção do espaço, envolvendo os princípios de qualquer natureza.
analogia, conexão, diferenciação, distribuição, 7 Agir pessoal e coletivamente com respeito,
extensão, localização e ordem. autonomia, responsabilidade, flexibilidade, re-
4 Desenvolver o pensamento espacial, fazendo siliência e determinação, propondo ações so-
uso das linguagens cartográficas e iconográfi- bre as questões socioambientais, com base
cas, de diferentes gêneros textuais e das geo- em princípios éticos, democráticos, sustentá-
tecnologias para a resolução de problemas veis e solidários.
que envolvam informações geográficas.

Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2017. p. 364.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 5 set. 2018.

Os temas contemporâneos e a formação cidadã


No decorrer desta coleção, procuramos
direito de ser negro, índio, homossexual,
estimular os alunos à participação social,
mulher, sem ser discriminado. De prati-
política e cidadã. Para isso, nesta obra, os
car uma religião sem ser perseguido.
alunos encontrarão auxílio para compre-
Há detalhes que parecem insignifican-
ender a cidadania como a efetivação de seus
tes, mas revelam estágios da cidadania:
direitos básicos, de modo a combater as di-
respeitar o sinal vermelho no trânsito,
versas formas de segregação. não jogar papel na rua, não destruir tele-
fones públicos. Por trás desse comporta-
É muito importante entender bem o mento está o respeito à coisa pública.
que é cidadania. Trata-se de uma palavra
O direito de ter direitos é uma con-
usada todos os dias, com vários sentidos.
quista da humanidade. [...]
Mas hoje significa, em essência, o direito
DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência
de viver decentemente. e os direitos humanos no Brasil. São Paulo: Ática, 2005. p. 12-13.

Cidadania é o direito de ter uma ideia


e poder expressá-la. É poder votar em Ao longo da coleção, a noção de cidada-
quem quiser sem constrangimento, pro- nia será trabalhada de modo integrado aos
cessar um médico que tenha agido com temas contemporâneos apontados pela
negligência. É devolver um produto es- BNCC. Conheça mais sobre esses temas no
tragado e receber o dinheiro de volta. É o quadro abaixo.

XVIII

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Direitos da
criança e do
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aprovado no Brasil em 1990, trata da necessidade de
adolescente
conceder proteção integral à criança e ao adolescente, atribuindo prioridade a essa parcela da socieda-
de em diversos setores públicos e na destinação de recursos. Essa nova concepção acerca das crianças
e dos adolescentes passou a compreendê-los como pessoas em estágio de desenvolvimento e que re-
querem atenção e proteção da sociedade como um todo. Nesse sentido, prima-se por uma educação
que destaque elementos como a prevenção do trabalho e a exploração infantil, a promoção da convi-
vência familiar saudável, a prevenção da violência intrafamiliar, além do incentivo e apoio à ampliação
do universo cultural das crianças e adolescentes.
Educação
para o
Problemas relacionados à convivência no trânsito se impõem como um dos grandes desafios atuais,
trânsito
principalmente em um mundo cada vez mais urbanizado e com escassos investimentos em planejamen-
to de infraestrutura. Nesse sentido, a educação para o trânsito tem como objetivo contribuir para re-
flexões sobre posturas responsáveis e sustentáveis de pedestres, ciclistas e motoristas.
Educação
ambiental
Considerando as perspectivas alarmantes divulgadas nos últimos anos sobre a situação do planeta, dis-
cutir a educação ambiental na escola tornou-se algo essencial. Essa formação visa preparar cidadãos
que sejam preocupados, conscientes e que consigam tomar atitudes adequadas em relação ao consu-
mo de recursos, à poluição, ao despejo indevido de resíduos, à implantação de energias alternativas,
entre outras questões. Nesse sentido, assuntos como o desenvolvimento sustentável e o consumo
consciente devem fazer parte do cotidiano dos alunos.
Educação
alimentar e
A preocupação com a alimentação e com o aprimoramento nutricional também é muito importante no
nutricional
contexto atual. Com os altos níveis de industrialização vivenciados nos últimos anos e com a acelera-
ção do ritmo de vida imposta pelo sistema capitalista, nos submetemos a uma alimentação muitas ve-
zes de má qualidade e sem critérios adequados para saúde. Assim, a educação nutricional se faz neces-
sária, para que possamos identificar e seguir melhores hábitos.
Processo de
envelhecimento,
O Estatuto do Idoso foi aprovado no Brasil em 2003, visando garantir o bem-estar das pessoas com
respeito e valori-
idade igual ou superior a 60 anos. Nesse documento, uma série de leis busca promover o respeito, a
zação do idoso
autonomia, a integração e a participação efetiva dos idosos na sociedade brasileira. A educação tem
um papel relevante a cumprir na efetivação dessas leis, atuando na conscientização dos alunos sobre a
importância das pessoas idosas em nossa sociedade, buscando promover a sociabilização e o comparti-
lhamento de experiências entre pessoas idosas e alunos.
Educação
em direitos
A noção de direitos humanos foi construída historicamente, ao longo de anos de lutas e mobilizações.
humanos
Tratar o outro com dignidade, considerando sua condição humana fundamental, é um dever de todos. A
escola se apresenta então como um espaço ideal para que essas noções sejam discutidas. Desse modo,
busca-se combater concepções e atitudes que tenham como base perspectivas discriminatórias.
Educação das relações
étnico-raciais e ensino
A aprovação de leis afirmativas, como a lei no 10.639, de 2003, que determinou a introdução do ensino de
de história e cultura
história da África e da cultura afro-brasileira, e a lei no 11.645 de 2008, que estabeleceu a obrigatorieda-
afro-brasileira,
de da inclusão de história e cultura dos povos indígenas aos alunos dos níveis fundamental e médio, cola- africana e indígena
bora para a desconstrução de preconceitos e estereótipos sobre africanos e indígenas, fortemente im-
pregnados no conteúdo escolar. No caso da inserção da história da África e da cultura afro-brasileira e da
história e cultura indígenas nos currículos dos ensinos fundamental e médio, vemos a expansão dos direi-
tos de grupos tradicionalmente marginalizados, os quais têm agora sua cultura e sua contribuição para a
construção da sociedade brasileira reconhecidas, ao mesmo tempo que as especificidades desses grupos
devem ser valorizadas como responsáveis por contribuições originais na formação de nosso povo.
Saúde
A escola apresenta um papel importante nas reflexões dos estudantes sobre sua saúde. Os conheci-
mentos apreendidos com base nos componentes curriculares e na convivência diária no ambiente esco-
lar devem sempre contribuir para a formação de hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos
e a higiene, além de promover o cuidado com o bem-estar físico, mental e emocional.
Vida familiar
e social
Conceber a convivência familiar e social como um tema significativo de ser abordado com os estudan-
tes faz parte da proposta de educação integral. Assim, é necessário que se tenha na escola reflexões
sobre: diferentes constituições familiares, conceito de concepções patriarcais e matrilineares, papel
dos membros familiares, regras de convivência com diferentes grupos, importância do diálogo e do res-
peito, entre outras discussões.

XIX

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Educação para
o consumo
Nos últimos anos, o estabelecimento de políticas responsáveis de consumo tem sido um grande desafio,
levando em conta a repercussão dos meios de comunicação em incentivar o consumo de bens e servi-
ços de modo desenfreado. Com isso, a educação para o consumo visa contribuir para que os estudan-
tes analisem criticamente o contexto atual, identificando assim atitudes consumistas e possíveis alter-
nativas sustentáveis em seu dia a dia.
Educação
financeira
É papel do cidadão compreender as dinâmicas que envolvem a aplicação de investimentos tributários pelo
e fiscal
poder público e também saber lidar com aspectos da economia. Assim, a escola pode contribuir para a for-
mação inicial dos estudantes em relação à educação financeira, apresentando reflexões que envolvam no-
ções de planejamento financeiro, aplicação, investimentos, consumo consciente, tomada de decisões etc.
Trabalho
Reflexões sobre as relações de trabalho são importantes para os alunos compreenderem de modo críti-
co o mundo em que vivemos. Temas como trabalho infantil, desemprego, direitos trabalhistas, impor-
tância dos sindicatos e trabalho escravo devem ser abordados em sala de aula para auxiliar os alunos a
perceber as dinâmicas do sistema capitalista nas quais estão inseridos. A partir de discussões como
essas, é possível auxiliar os alunos a analisarem as condições adversas que podem estar presentes em
seu dia a dia, como é o caso da desigualdade social.
Ciência e
tecnologia
Refletir criticamente sobre as aplicações do desenvolvimento científico, analisando as tecnologias sob
diferentes perspectivas e olhares, torna-se essencial no contexto contemporâneo. O espaço escolar
deve estar aberto às transformações e às modernizações, aplicando-as com responsabilidade e capaci-
tando os alunos a desenvolver o uso consciente desses recursos.
Diversidade
cultural
Entrar em contato com povos e culturas variados permite aos estudantes desenvolverem a ideia de
diversidade, reconhecendo, portanto, que o mundo é formado por diferentes modos de vida e tradi-
ções. Uma educação escolar voltada à valorização da diversidade favorece a desconstrução de ideias
etnocêntricas. Nesse sentido, o Brasil surge como país privilegiado para discutir tais questões, vista a
grande diversidade de etnias que contribuíram para a formação do povo brasileiro.

O papel do professor
O professor vem desempenhando cada des do relacionamento professor-aluno e
vez mais um papel de mediador entre os con- aluno-aluno, intervindo em casos de possí-
teúdos específicos de cada componente cur- veis dificuldades de aprendizagem e con-
ricular e os conhecimentos adquiridos pelos duzindo suas aulas de modo a promover a
alunos. Assim, o professor deve desenvolver construção do conhecimento pautada em
de maneira constante a reflexão para de- respeito e empatia. Para isso, o docente de-
monstrar que o ato de estudar não é apenas ve ter autonomia, tanto perante seus alu-
fundamental, mas também prazeroso, des- nos quanto perante os colegas. Essa auto-
pertando, assim, o interesse dos alunos. nomia refere-se à capacidade de fazer es-
colhas e de posicionar-se, participando de
A união entre teoria e prática geralmen-
maneira cooperativa diante de percalços e
te ocorre quando o professor propicia aos
desafios. É importante que, ao adotar essa
alunos momentos em que eles possam de-
postura, o professor se esquive de atitudes
bater, refletir e emitir opiniões sobre acon-
impositivas, alheias ao interesse coletivo, e
tecimentos ocorridos em contextos locais e
se dispa de conceitos preestabelecidos.
mundiais. Dessa forma, a prática reflexiva
sobre os conteúdos estudados é essencial Além disso, faz parte do papel do profes-
para o ensino contextualizado. sor estimular a autonomia do estudante, a
fim de que ele assuma um papel proativo
É fundamental que o professor tenha
em sala de aula – e, também, fora dela –,
sensibilidade para perceber as singularida-
encorajando e sendo encorajado ao questio-

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namento e à argumentação em suas toma- Para adotar a postura mediadora, a for-
das de decisões. Para isso, o professor deve mação do professor deve ser constante, ex-
assumir a responsabilidade no processo trapolando a sua formação inicial e firman-
ensino-aprendizagem, preservando a cons- do-se em uma carreira docente construída
ciência de que suas ações refletem direta- por meio da observação dos alunos e da
mente no desenvolvimento dos alunos. atualização de práticas e conteúdos.

Práticas pedagógicas

A avaliação
A importância da avaliação O professor pode desenvolver, dentro de
A avaliação é um instrumento que o pro- sua atuação em sala de aula, três tipos de
fessor possui para diagnosticar, analisar, avaliação: diagnóstica, formativa e somativa
sistematizar e orientar suas ações pedagó- (também conhecida como classificatória).
gicas. Entende-se a avaliação como um diá- A avaliação diagnóstica deve ser realiza-
logo contínuo entre professor e aluno, uma da a cada início de um ciclo de estudos, já
vez que, quando elaborada em concordância que se constitui uma sondagem do que os
com o conteúdo ensinado, serve como res- alunos conhecem, ao mesmo tempo que é
posta concreta à prática do professor e ao uma projeção do que o professor deverá
processo de ensino-aprendizagem. planejar para seu trabalho com os próximos
conteúdos. Segundo Santos e Varela (2007,
No contexto em que atua, deve estar cla-
p. 4), “É uma etapa do processo educacional
ro para o professor que além de a avaliação
que tem por objetivo verificar em que medi-
ser importante, seu processo deve ser con-
da os conhecimentos anteriores ocorreram
tínuo e não se restringir a resultados ou a
e o que se faz necessário planejar para sele-
momentos definidos e estanques, pois ela
cionar dificuldades encontradas.”.
diagnostica os reais problemas e defasa-
gens na aprendizagem dos alunos e colabo- Já a avaliação formativa é importante
ra para a evolução de seu conhecimento. que seja utilizada durante todo o processo
de ensino-aprendizagem, pois está relacio-
Segundo Bonesi e Souza, a avaliação é
nada aos aspectos que proporcionam a for-
definida como:
mação dos alunos e considera o processo
de aprendizagem tão importante quanto
[...] o ato por meio do qual A e B avaliam aquilo que se aprende.
juntos a prática implementada, as apren-
dizagens efetivadas, as conquistas erigi-
A avaliação formativa privilegia a ob-
das, o desenvolvimento conquistado, os
servação do processo ensino-aprendiza-
obstáculos encontrados ou os erros e
gem por meio de diversos instrumentos
equívocos porventura cometidos. Daí
que podem ser utilizados para verificar o
seu caráter dialógico.
alcance dos objetivos almejados, o domí-
BONESI, Patrícia Góis; SOUZA, Nadia Aparecida de. Fatores que
dificultam a transformação da avaliação na escola. Estudos em nio do conhecimento, os avanços, as difi-
avaliação educacional, v. 17, n. 34, maio/ago. 2006. p. 134.
culdades em que o aluno necessita de
uma nova abordagem. O erro é visto como
Assim, professores e alunos participam parte integrante de uma caminhada e re-
da avaliação, que só acontece efetivamente vela a necessidade interventiva em deter-
se as dificuldades, os erros e os acertos fize- minado conteúdo ou em dado momento.
rem sentido para ambos, como uma via de GAVASSI, Susana Lisboa. Avaliação formativa:
um desafio aos professores das séries finais do ensino
mão dupla para o ensino e a aprendizagem. fundamental. Medianeira: UTFPR, 2012. p. 21.

XXI

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A avaliação somativa pretende ajuizar o A autoavaliação
progresso realizado pelo aluno no final de A autoavaliação tem papel fundamental
uma unidade de aprendizagem, no sentido na democratização da avaliação. A utiliza-
de aferir resultados já colhidos por avalia- ção dessa ferramenta possibilita tanto a
ções do tipo formativa e obter indicadores alunos quanto a professores avaliarem seu
que permitam aperfeiçoar o processo de desempenho em sala de aula.
ensino. Corresponde a um balanço final, a
uma visão de conjunto relativo a um todo
sobre o qual, até então, só haviam sido fei- [...] Para o aluno autoavaliar-se é alta-
tos juízos parcelares. É fato que a avaliação mente favorável o desafio do professor,
provocando-o a refletir sobre o que está
somativa é a mais utilizada nas escolas e
fazendo, retomar passo a passo seus pro-
que, em muitos casos, representa um cará-
cessos, tomar consciência das estratégias
ter classificatório.
de pensamento utilizadas. Mas não é ta-
Cabe ao professor pensar na avaliação refa simples. Para tal, ele precisará ajus-
como um processo que vai além de sua tar suas perguntas e desafios às possibi-
mera realização, que precisa ser cuidado- lidades de cada um, às etapas do proces-
samente elaborado. O resultado dessa ava- so em que se encontra, priorizando uns e
liação, por sua vez, deve ser devolvido e outros aspectos, decidindo sobre o quê,
revisado com os alunos, para perceberem o como e quando falar, refletindo sobre o
ensino como um processo, o que implica seu papel frente à possível vulnerabilida-
rever os motivos de seus erros a fim de de do aprendiz. [...]
avançar na aprendizagem. O planejamento HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover:
as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001. p. 54.
do processo de avaliação deve incluir con-
teúdos trabalhados em sala de aula de ma-
neira contextualizada e reflexiva, levando Portanto, ao desafiar os alunos, o pro-
em consideração o processo de aprendiza- fessor também passa a refletir sobre a sua
gem do aluno. Deve, ainda, na medida do atuação nos processos didáticos, adequan-
possível, conter atividades que valorizem do-se às necessidades do dia a dia em sala
diferentes formas de expressão do conhe- de aula e tomando consciência de seu pa-
cimento do aluno, como exercícios objeti- pel diante dos desafios do processo de en-
vos, dissertativos, trabalhos em grupo, de- sino-aprendizagem.
bates, e assim por diante. Veja a seguir sugestões de questiona-
Para que a avaliação não se torne uma mentos autoavaliativos que podem ser
forma de seleção e exclusão, focada apenas apresentados aos alunos.
em princípios de eficiência e competitivi- • O que estou aprendendo?
dade, é importante haver um canal de co- • O que eu já aprendi?
municação entre alunos e professor. Desse • De que forma poderia aprender melhor?
modo, os critérios da avaliação, seja ela
formativa ou somativa, precisam ser apre-
• Como poderia agir/participar para
aprender mais?
sentados e discutidos antes de sua realiza-
ção, para que o aluno saiba como e sob • Que tarefas e atividades foram
quais aspectos será avaliado. realizadas?

Quando elaborada, aplicada e revisada • O que aprendi com elas? O que mais
corretamente, a avaliação perde seu caráter poderia aprender?
punitivo e excludente e passa a avaliar o • O que eu aprendi, com meus colegas e
aluno de maneira formativa e continuada, professores, a ser e a fazer?
além de possibilitar que o professor reveja • De que forma contribuí para que todos
sua prática pedagógica. aprendessem mais?

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A defasagem em sala de aula
Cada aluno aprende de um jeito. Dentro O rendimento escolar dos alunos e a
de uma mesma sala de aula temos uma di- possível defasagem em sala de aula podem
versidade de alunos quando pensamos em ser influenciados por aspectos cognitivos
características comportamentais e cogniti- (crianças com necessidades especiais rela-
vas. Cada um tem uma história, que é úni- cionadas à linguagem, à percepção ou ao
ca, e decorre das particularidades de sua raciocínio, por exemplo, ou outros proble-
estrutura biológica, psicológica, familiar e mas de saúde), socioculturais (ambiente
sociocultural, resultando em diferenças familiar, lugar onde mora, convívio social,
que interferem diretamente na maneira co- oportunidade de desenvolvimento de ativi-
mo eles se apropriam do conhecimento na dades extracurriculares, tempo e lugar pa-
escola, ou seja, eles aprendem de formas ra se dedicar aos estudos em casa, relação
diversas. Como salienta Bencini (2003), da família com a escola e participação no
“As crianças [e os adolescentes] são o re- processo de educação, entre outros) e polí-
sultado de suas experiências. Para com- tico-institucionais (legislação educacional,
preender seu desenvolvimento é preciso trabalhista e de saúde em seus diversos ní-
considerar o espaço em que elas vivem, a veis, metodologia de ensino adotada pela
maneira como constroem significados, as escola, corpo diretivo escolar, qualificação
práticas culturais etc.”. A questão nortea- e motivação dos professores, infraestrutu-
dora do trabalho docente deve ser: como ra da escola etc.). Desse modo, é necessário
enfrentar a heterogeneidade das turmas? refletirmos a respeito das situações de en-
Tendo em vista essas condições, é im- sino e aprendizagem que podem detectar
portante estarmos conscientes de que os ní- os tipos de defasagens dos alunos.
veis de aprendizagem em uma sala de aula Para conhecer os níveis de aprendizagem
serão distintos, e devemos estar preparados dos alunos e detectar uma possível defasa-
para lidar com esse aspecto do trabalho do- gem, as ferramentas de avaliação e o traba-
cente, de modo que o desenvolvimento dos lho do professor em conjunto com a coorde-
alunos não seja prejudicado. É função da es- nação pedagógica da escola são fundamen-
cola “[...] detectar a diversidade presente nas tais. “O diagnóstico inicial, as provas, a ob-
salas de aula e criar condições para que os servação de sala de aula, as atividades de
conteúdos trabalhados, quando não são sondagem, as tarefas de casa e a análise de
bem compreendidos, sejam retomados em
cadernos e portfólios são alguns dos instru-
classe com novas atividades e estratégias de
mentos que ajudam a ter um panorama da
ensino” (FRAIDENRAICH, 2010).
turma.” (FRAIDENRAICH, 2010).
Antes mesmo de refletirmos sobre ren-
Geralmente, o que se faz em sala de aula
dimento e defasagem escolar, salientamos
é desenvolver o mesmo tipo de atividade
que, para um bom desempenho dos alunos
para todos os alunos. Em vários casos, al-
em sala de aula, é fundamental que eles
guns alunos terminam mais rápido, outros
compreendam a importância dos estudos e
precisam de mais tempo e outros nem con-
abandonem a visão pessimista que muitos
seguem realizar a atividade, de maneira que
têm de que “estudar é chato”. Atividades
o objetivo de ensino-aprendizagem nem
instigantes, desafiadoras e que saiam da
sempre é atingido. Essa situação acaba de-
rotina contribuem para atrair a atenção do
sestimulando aqueles que têm resultados e
aluno e para o desenvolvimento de compe-
ritmos diferentes da maioria da classe.
tências que favoreçam tanto a aprendiza-
gem quanto a sua formação socioemocio- Uma possibilidade de auxiliar todos a
nal. O envolvimento da família nesse pro- atingirem os objetivos de aprendizagem de
cesso é de suma importância para criar maneira satisfatória e eficiente é diversifi-
uma relação de confiança com a escola. car as estratégias de ensino, respeitando

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essa diversidade de modo a potencializar músicas, filmes – que desafiam o aluno a
as habilidades de cada aluno. refletir e a diversificar as formas de aprendi-
E quais são as estratégias de ensino que zagem e expressão do conhecimento for-
podem contribuir para corrigir as defasagens mulado. Isso porque há alunos que são mais
dos alunos? São muitas e devem variar de visuais, outros que são mais auditivos e ou-
acordo com a realidade de cada comunidade tros, cinestésicos. A avaliação diagnóstica
escolar. No entanto, podem começar pelo es- inicial, com atividades variadas de escrita,
paço da sala de aula: em vez de trabalhar per- leitura e interpretação de diferentes lingua-
manentemente com as carteiras enfileiradas, gens, auxilia a detectar as principais carac-
é possível alterar a organização delas em cír- terísticas dos alunos, pois alguns podem ter
culo ou em grupos, para que a interação entre dificuldades em interpretar uma música (es-
os alunos flua. O importante é que a sala de tímulo auditivo), por exemplo, enquanto ou-
aula seja um ambiente flexível. tros podem ter bom desempenho em anali-
sar uma imagem (estímulo visual).
Também devem fazer parte da rotina os
trabalhos em grupo, em dupla e individuais. Utilizar ferramentas digitais também é um
Para cada um deles, é possível desenvolver ótimo recurso, quando corretamente empre-
diferentes habilidades. Ao propor trabalhos gado e mediado pelo professor. No caso das
em dupla ou em grupo, é importante mistu- escolas que tenham sala de tecnologia, o pro-
rar alunos que possuam diferentes níveis de fessor pode usar as ferramentas como sites e
aprendizagem, pois dessa forma um ajuda o aplicativos para corrigir as defasagens.
outro e desenvolvem diferentes competên- Em alguns casos, quando se detecta que
cias, como trabalho em equipe, organização, a defasagem de determinado aluno está
liderança e empatia. Em outros momentos, muito aquém do desempenho da turma, é
concentrar nos grupos os alunos com níveis importante desenvolver atividades educa-
de aprendizagem semelhantes é relevante tivas separadas dos demais, para avançar
para dar a atenção necessária, e de maneira com ele na compreensão de certos conteú-
integrada, para o grupo. Já os trabalhos in- dos. Para isso, sempre que possível, reser-
dividuais permitem ao aluno momentos de ve momentos, ainda que semanais, para
autonomia e criatividade. acompanhar individualmente as atividades
Do mesmo modo, é importante utilizar realizadas por alguns alunos. Em outros
outros espaços, além da sala de aula, para casos, atividades extras em sala separada,
atividades de ensino e aprendizagem, como com auxílio de outro professor e da coorde-
o pátio da escola, o laboratório, o bairro, uma nação pedagógica, são conduções relevan-
praça, um parque municipal, um museu etc. tes para a progressão do aluno.
Tais espaços possibilitam, muitas vezes, a Em todas essas situações, o professor
aprendizagem de forma lúdica, informal, deve planejar seu cotidiano, “Por isso, é pa-
permanecendo o objetivo educativo. pel de todo professor ter muito claros os ob-
Outro ponto importante é alternar o uso jetivos e resultados que pretende alcançar
de materiais pedagógicos – revistas, mapas, com uma atividade, para não exigir mais
jogos didáticos, histórias em quadrinhos, nem menos da turma.” (BENCINI, 2003).

O ensino interdisciplinar
O conceito norteador de um trabalho pedagogia integradora, é o de interdiscipli-
educacional feito em parceria, fruto de uma na, definido a seguir.

XXIV

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volvimento dos alunos motiva o fortaleci-
[...]
mento das relações entre professores de
Interdisciplina — Interação existente diferentes componentes curriculares.
entre duas ou mais disciplinas. Essa inte-
ração pode ir da simples comunicação
[...] O estilo de educação que priori-
de ideias à integração mútua dos concei- za o trabalho em equipe, que busca a
tos diretores da epistemologia, da termi- interdisciplinaridade e o compromisso
nologia, da metodologia, dos procedi- com a integralidade das ações e que
mentos, dos dados e da organização refe- procura respeitar as especificidades de
rentes ao ensino e à pesquisa. Um grupo cada profissão, está pautado nas con-
interdisciplinar compõe-se de pessoas cepções teóricas das metodologias ati-
que receberam sua formação em diferen- vas de ensino-aprendizagem. [...]
tes domínios do conhecimento (discipli- BASSIT, Ana Zahira (Org.). O interdisciplinar: olhares
contemporâneos. São Paulo: Factash Editora, 2010. p. 118.
nas) com seus métodos, conceitos, dados
e termos próprios.
[...] Na escola, uma postura interdisciplinar
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e
traz contribuições quando os alunos come-
interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade
ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 54.
çam a estabelecer um relacionamento de
parceria e colaboração com a equipe esco-
lar, bem como com a comunidade onde a
Em sala de aula, essa interação pode escola está inserida.
ocorrer, por exemplo, por meio de projetos
Propostas como essas abrangem estra-
investigativos ou de pesquisa. Por apre-
tégias mais dinâmicas, interativas e cola-
sentarem etapas, como planejamento, le-
borativas em relação à gestão do ensino e
vantamento de hipóteses, coletas de dados,
da aprendizagem; possibilita a formulação
análises, deduções e conclusões, essas ati-
de um saber crítico-reflexivo com base no
vidades possibilitam maior integração en-
diálogo entre os conteúdos de diferentes
tre os componentes curriculares. Além dis-
componentes curriculares; e permite uma
so, elas podem criar situações de aprendi-
nova postura de professores e alunos dian-
zagem de forma dinâmica, por meio da re-
te do conhecimento, deixando de concebê-
flexão, do questionamento e da argumen-
-lo como algo estanque.
tação dos alunos.
Dentro dessa perspectiva, um trabalho [...]
interdisciplinar preocupa-se em relacionar
“Interdisciplinaridade” é um termo
os conceitos de maneira articulada, levan-
utilizado para caracterizar a colaboração
do em conta os objetivos gerais e específi-
existente entre disciplinas diversas ou
cos de cada componente curricular envol- entre setores heterogêneos de uma mes-
vido, com o propósito de evitar a fragmen- ma ciência [...]. Caracteriza-se por uma
tação do conhecimento e instigar o interes- intensa reciprocidade nas trocas, visan-
se dos alunos para envolvê-los diretamente do a um enriquecimento mútuo.
no processo de aprendizagem. Cabe enfati- [...]
zar que o trabalho interdisciplinar deve es- FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração
e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade
tar ligado à vida dos alunos e às suas moti- ou ideologia. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2011. p. 73.
vações, de modo que os envolva e se torne,
além de útil, prazeroso. A fim de promover a superação da frag-
Nessas atividades, os alunos aprendem mentação disciplinar, em sintonia com a
a trabalhar coletivamente, privilegiando a BNCC, esta coleção propõe em diversos mo-
interação com os colegas e favorecendo o mentos uma articulação entre os compo-
desenvolvimento da capacidade de argu- nentes curriculares e seus respectivos obje-
mentar e organizar as informações. O en- tos de conhecimento com base em temas,

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conteúdos, recursos e seções que favoreçam sentadas orientações de desenvolvimento
tal abordagem. A seção Encontro com..., por específicas para compreender quais compo-
exemplo, apresenta essa proposta de ma- nentes podem ser desenvolvidos com base
neira clara e fácil de ser reconhecida pelo na leitura de um texto ou na resolução de
professor. Em outros momentos, são apre- uma determinada atividade.

A competência leitora
De acordo com pesquisas recentes, uma
Extrair o significado do texto, de ma-
parcela significativa dos brasileiros, apesar
neira global, ou dos diferentes itens in-
de saber ler e escrever, não consegue com- cluídos nele.
preender textos mais extensos ou comple-
Saber reconduzir sua leitura, avan-
xos, ou seja, não tem competência leitora çando ou retrocedendo no texto, para se
de qualidade. Sabendo que a capacidade de adequar ao ritmo e às capacidades ne-
apreender aquilo que se lê e observa é im- cessárias para ler de forma correta.
prescindível para participar efetivamente Conectar novos conceitos com os con-
da vida em sociedade, é importante que a ceitos prévios que lhe permitirão incor-
escola possibilite ao aluno desenvolver es- porá-los a seu conhecimento.
tratégias de leitura contínua e atenta que o SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão
de texto no ensino fundamental e médio. In: TEBEROSKY, Ana
auxiliem a compreender e explorar mensa- et al. Compreensão de leitura: a língua como procedimento.
Tradução: Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 36-37.
gens, verbais ou não verbais, em diversos
níveis de cognição. O fato de um aluno ser Além da leitura, a escrita também deve
considerado alfabetizado não significa que ser constantemente estimulada. A produ-
ele consiga utilizar a leitura e a escrita co- ção de textos incentiva os alunos a pensa-
mo maneiras de se expressar. rem criticamente e a refletirem sobre aqui-
Nesse sentido, a noção de competência lo que estão escrevendo.
leitora, especificamente, está ligada à práti-
ca de estratégias de leitura que possibili- [...]
tem ao aluno explorar as mensagens (este- Num mundo como o atual, em que os
jam elas em textos, imagens, gráficos, for- textos estão por toda parte, entender o
mulários ou tabelas, por exemplo) em di- que se lê é uma necessidade para poder
versos níveis de cognição, o que viabiliza a participar plenamente da vida social. Pro-
fessores como você têm um papel funda-
interpretação e a compreensão para uma
mental nessa tarefa [...]. Independente-
leitura mais crítica e autônoma, além da
mente de seu campo de atuação, você
construção de novos saberes. pode ajudar os alunos a ler e compreen-
A prática da leitura é importante para der diferentes tipos de texto, incentivan-
ampliar o vocabulário dos alunos e, conse- do-os a explorar cada um deles. Pode en-
siná-los a fazer anotações, resumos, co-
quentemente, torná-los mais seguros para
mentários, facilitando a tarefa da inter-
desenvolver suas habilidades de comuni-
pretação. Pode, enfim, encaminhá-los pa-
cação oral e escrita. Ao desenvolver a com- ra a escrita, enriquecida pelos conheci-
petência leitora, o aluno estabelece mais mentos adquiridos na exploração de li-
facilmente relações entre os diversos as- vros, revistas, jornais, filmes, obras de arte
suntos que fazem parte do seu repertório e manifestações culturais e esportivas.
cultural. Nesse sentido, é importante a [...]
criação de estratégias de leitura que permi- RATIER, Rodrigo. O desafio de ler e compreender em todas as
disciplinas. Nova Escola. São Paulo: Abril, 10 jan. 2010. Disponível
tirão ao aluno: em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1535/o-desafio-de-ler-e-
compreender-em-todas-as-disciplinas>. Acesso em: 6 set. 2018.

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Se o objetivo principal é formar leitores cados, aumentando a autonomia dos alu-
autônomos com base na leitura de textos e nos e tornando-os sujeitos mais ativos no
imagens, é preciso favorecer esse processo próprio aprendizado. Para favorecer a aná-
escolhendo temas relevantes e interessan- lise desses recursos, são propostas ques-
tes à sua faixa etária; selecionando textos tões de interpretação no livro do aluno,
verbais com vocabulário e extensão ade- além de sugestões de questões de análise
quados; apresentando ao aluno o objetivo nas orientações ao professor.
das leituras, a fim de que ele perceba que
em alguns momentos lemos para buscar Promover atividades em que os alunos
informações e, em outros, a leitura consiste tenham que perguntar, prever, recapitular
em diversão, por exemplo; orientando co- para os colegas, opinar, resumir, compa-
mo a leitura deverá ocorrer: silenciosamen- rar suas opiniões com relação ao que le-
te, guiada, em grupo etc. ram, tudo isso fomenta uma leitura inteli-
gente e crítica, na qual o leitor vê a si
Ao longo desta coleção, o desenvolvi-
mesmo como protagonista do processo
mento da competência leitora é constante-
de construção de significados. [...]
mente estimulado por meio da utilização
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução: Cláudia
de recursos textuais e imagéticos diversifi- Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1988. p. 173.

Recursos didáticos
O uso de diferentes recursos didáticos ção ocorre em tempo real mesmo entre
propicia maior dinâmica em sala de aula, pessoas distantes geograficamente.
além de possibilitar que o aluno tenha aces- A presença das TICs ampliou a gama de
so à informação por meio de diferentes lin- elementos disponíveis para enriquecer o
guagens, desenvolvendo assim estratégias trabalho em sala de aula, que há muito tem-
de aprendizagem diversas, afinal, realizar po já contava com recursos tecnológicos co-
uma pesquisa em um livro é diferente de mo televisão, filmes, músicas e projeções.
realizar a mesma pesquisa em uma revista
O uso de tecnologias em sala de aula
ou na internet, ainda que seja sobre o mes-
potencializa o processo de aprendizagem,
mo assunto, ler uma imagem é diferente de
favorecendo a interação entre professor,
ler um texto verbal, e assim por diante.
aluno e conhecimento. Além disso, por
Dessa maneira, é importante compreen- meio da internet, os recursos e as ferra-
der quais recursos podem ser utilizados em mentas tecnológicas transformam a escola
sala de aula e como esse uso pode efetiva- em um espaço aberto, conectado com o
mente auxiliar o aluno a ser protagonista mundo, capaz de promover trocas de expe-
de seu aprendizado. riências entre professores e alunos de ou-
tras localidades.
Tecnologia
É importante ressaltar, porém, que o uso
A tecnologia faz parte da evolução do
de TICs é um instrumento para o processo de
ser humano e da história da humanidade.
ensino-aprendizagem, e não o foco. A lousa,
Atualmente, temos as tecnologias de infor-
o giz e o professor compartilham espaço na
mação e comunicação (TICs), que modifi-
sala de aula com televisores, CDs, DVDs,
cam as noções de tempo e espaço e in-
computadores, softwares, lousas digitais e
fluenciam diretamente as relações huma-
projetores multimídia e não reduzem o papel
nas. Elas permitem o processamento de
da escola ou do professor na educação.
qualquer tipo de informação, e a comunica-

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trução de conceitos científicos e os concei-
[...] Os recursos semióticos que en-
tos errôneos presentes em muitas ideias de
contramos nas telas dos computadores
senso comum. Os filmes e a televisão têm
são basicamente os mesmos que pode-
em comum o aspecto motivador e, depen-
mos encontrar em uma sala de aula
dendo da ação do professor, podem ser
convencional: letras e textos escritos,
contextualizados com os conceitos científi-
imagens estáticas ou em movimento,
linguagem oral, sons, dados numéri-
cos do currículo escolar. Ao longo da cole-
cos, gráficos, etc. A novidade, em resu- ção são encontradas orientações de traba-
mo, está realmente no fato de que as lho com essas ferramentas.
TIC digitais permitem criar ambientes
que integram os sistemas semióticos Artes gráficas e literatura
conhecidos e ampliam até limites ini- O trabalho com leitura de imagens é ex-
magináveis à capacidade humana de tremamente importante e pode ser utiliza-
(re)apresentar, processar, transmitir e do em diferentes momentos. O próprio ma-
compartilhar grandes quantidades de terial didático apresenta fotografias, pintu-
informação com cada vez menos limi- ras, murais, entre outras imagens que po-
tações de espaço e de tempo, de forma
dem ser exploradas em sala de aula, consi-
quase instantânea e com um custo
derando sempre que possível o contexto
econômico cada vez menor (COLL e
em que a imagem foi produzida, a técnica
MARTÍ, 2001). [...]
utilizada, o artista que a produziu (quando
COLL, César; MAURI, Teresa; ONRUBIA, Javier. A incorporação
das tecnologias da informação e da comunicação na educação: do for o caso) e o objetivo da imagem (apre-
projeto técnico-pedagógico às práticas de uso. In: COLL,
César; MONEREO, Carles. Psicologia da educação virtual: aprender sentar uma crítica social, expressar um
e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação.
Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 76. sentimento, retratar um momento etc.).
Outra possibilidade é o trabalho com li-
Ao longo da coleção, é possível encon- teratura, que, além de estimular a leitura,
trar sugestões de como aproveitar as novas permite aos alunos o desenvolvimento da
ferramentas e recursos tecnológicos multi- criatividade e da imaginação. É importante
midiáticos e multimodais, presentes no dia que o professor conheça o contexto da obra
a dia dos alunos, para ampliar o campo da (autor, época, público) para que, dessa for-
educação e torná-la mais significativa e ma, o conteúdo se torne mais instigante.
prazerosa, um desafio para a formação das Algumas atividades podem ser realizadas
novas e futuras gerações. de modo a desenvolver nos alunos a com-
petência leitora e a habilidade de interpre-
É inegável que a educação seja influen-
tar textos literários.
ciada pela tecnologia e pelas diferentes formas
de comunicação, assim como não é possível
desvincular o ensino da comunicação em Jornais e revistas
massa, seja ela impressa ou digital. Por is- A leitura de jornal traz diversos benefí-
so, propomos também a utilização de ou- cios ao trabalho em sala de aula, pois, além
tros recursos no ensino, como programas de contribuir para o desenvolvimento da
de televisão, filmes, pinturas, esculturas, competência leitora, ele é uma importante
histórias em quadrinhos, literatura variada, fonte de informação. Nele estão registradas
jornais, revistas ou trechos de livros paradi- informações, opiniões, fatos históricos,
dáticos, recursos que permitem ao profes- descobertas científicas e conflitos políticos
sor avançar na prática pedagógica. e econômicos. Trata-se de um veículo de
comunicação capaz de auxiliar na forma-
Televisão e cinema ção de cidadãos críticos.
A televisão e o cinema podem ser utili- O trabalho com jornais na escola desen-
zados para mostrar fatos históricos, a cons- volve nos alunos habilidades como: identi-

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ficar, relacionar, combinar, comparar, sele- passa a assumir o papel de orientador e tu-
cionar, classificar e ordenar, codificar, es- tor. Ao aluno cabe a responsabilidade pela
quematizar, reproduzir, transformar, me- busca do conhecimento básico, e os está-
morizar, conceituar, criar e reaplicar co- gios mais avançados são norteados pelo
nhecimentos. Esse trabalho também pro- docente e pelo grupo, o que torna o proces-
move a capacidade de indução, dedução, so mais criativo e empreendedor. Nesta co-
levantamento e verificação de hipóteses. leção, o professor encontra sugestões me-
Além de se depararem com textos repro- todológicas que dialogam com essa prática,
duzidos de importantes jornais brasileiros, por exemplo, quando solicita ao aluno uma
ao aluno e ao professor são feitas indica- pesquisa prévia sobre determinado con-
ções de diferentes veículos de comunica- teúdo que venha a ser trabalhado.
ção que podem contribuir com o processo
de ensino e aprendizagem.
[...]
As revistas especializadas (História,
O importante para inverter a sala de
Ciências, Linguística) geralmente têm uma aula é engajar os alunos em questiona-
preocupação com o caráter didático de mentos e resolução de problemas, re-
suas reportagens, o que facilita a compre- vendo, ampliando e aplicando o que foi
ensão e aumenta o comprometimento com aprendido on-line com atividades bem
o assunto estudado. Elas são indicadas planejadas e fornecendo-lhes feedback
tanto para a sua leitura quanto para a do imediatamente.
aluno, sempre que o momento for propício. Há muitas formas de inverter o pro-
cesso de aprendizagem. Pode-se come-
Sala de aula invertida çar por projetos, pesquisa, leituras pré-
A sala de aula invertida é, atualmente, vias e produções dos alunos e depois
um recurso que promove o protagonismo promover aprofundamentos em classe
do aluno, incentivando a participação mais com a orientação do professor. [...]
ativa dele no processo de aprendizagem. MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem
mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (Orgs.).
Consiste em o professor sugerir ao aluno Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma
abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 14.
projetos ou pesquisas como atividade ini-
cial. O docente lança um tema ou assunto a
ser pesquisado de acordo com o perfil e a
autonomia do aluno, que se empenha na Pesquisa
busca pelas informações por meio das tec- O ato de pesquisar é fundamental para o
nologias da informação e da comunicação, processo de aprendizagem e está direta-
somadas aos recursos físicos, como livros, mente ligado à proposta da sala de aula in-
enciclopédias, dicionários e combinadas vertida. Nesta coleção, em vários momen-
com seus conhecimentos prévios e estraté- tos, os alunos são instruídos a realizar pes-
gias particulares de estudo. Posteriormen- quisas, tanto individuais quanto coletivas.
te ele compartilha suas descobertas, im- Para que a pesquisa escolar obtenha resul-
pressões, conclusões e dúvidas com a tur- tados satisfatórios, existem algumas eta-
ma sob a monitoração do professor. pas importantes que devem ser seguidas
A sala de aula invertida é um ambiente sempre que possível: definição do tema,
de interação resultante da participação, da planejamento, coleta de dados, análise e in-
troca, da síntese e da discussão entre cole- terpretação dos dados, produção do texto,
gas com a supervisão do professor, que revisão, socialização.

XXIX

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Proposta teórico-metodológica da coleção
O trabalho com o ensino de Geografia, fessor na investigação dos conhecimentos
sempre que possível, deve partir da refle- prévios dos alunos.
xão do espaço vivido pelos alunos, ou seja, A utilização de recursos didáticos varia-
de situações em que os educandos relacio- dos, como textos literários, entrevistas, poe-
nem sua vivência com a de outros lugares mas, obras de arte e histórias em quadri-
do mundo. Essas situações são importantes nhos, também contribui para que os alunos
à medida que estimulam os alunos a refleti- reflitam sobre o espaço vivido e realizem
rem sobre diferentes aspectos do mundo analogias com outros espaços. Além de se-
atual, levando-os, assim, a construir conhe- rem úteis para a investigação dos conheci-
cimentos cada vez mais complexos sobre a mentos prévios, os recursos didáticos
relação sociedade e natureza. constituem importantes deflagradores pa-
É necessário compreender que nossos ra o trabalho com os temas propostos, tor-
alunos chegam à escola repletos de conhe- nando assim o estudo mais dinâmico e in-
cimentos, os quais necessitam ser sistema- teressante aos alunos. Por meio desses re-
tizados e enriquecidos no decorrer do pro- cursos, os alunos reconhecem as informa-
cesso de ensino-aprendizagem. Por essa ções geográficas explícitas ou implícitas
razão, em vários momentos desta coleção, nesses diferentes meios, de modo que o
os alunos são estimulados a expor o que professor, por sua vez, encontre formas di-
sabem sobre os conteúdos estudados. versificadas de dinamizar e estimular a
aprendizagem em sala de aula.
Uma vez que o aluno interage diutur- Veja no quadro a seguir alguns dos re-
namente com o universo no qual ele vi- cursos utilizados no decorrer das páginas
ve, torna-se inerente ao procedimento desta coleção.
didático do professor inteirar-se desse
universo. O aluno na escola, o aluno na Textos
aula de Geografia não é um fragmento
de pessoa, ele é esta pessoa como um to- • Jornalísticos (livros, revistas e internet).
do, ele é um feixe de modos de ser no • Literários (poemas, crônicas etc.).
qual se inclui também o ser cognitivo a • Entrevistas.
quem se pretende disponibilizar algu- • Histórias em quadrinhos e charges.
mas formas de compreender geografica-
mente o mundo. Imagens
[...]
KIMURA, Shoko. Geografia no ensino básico: questões
• Mapas, gráficos e tabelas.
e propostas. São Paulo: Contexto, 2008. p. 118-119.
• Fotografias.
• Ilustrações e esquemas.
Com vistas a atingir tais objetivos, res- • Obras de arte.
saltamos a importância do trabalho do pro- • Imagens de satélite.

O ensino de Geografia
O mundo atual é marcado por uma inten- de nos perguntamos: Como fica o ensino de
sa rede de relações econômicas, sociais e Geografia, que busca refletir sobre a relação
culturais, sendo denominada, em muitos es- entre sociedade e natureza nessa atual or-
tudos, de globalização. Diante dessa realida- ganização do espaço geográfico mundial?

XXX

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Em razão desse e de outros questionamen- A abordagem integrada entre aspectos
tos, muito se tem discutido sobre os caminhos físicos e humanos possibilita aos alunos
a serem seguidos no ensino de Geografia. perceberem a relação de interdependência
Um dos consensos dessas discussões é o entre tais elementos, além de compreende-
de que os materiais didáticos atuais neces- rem que essa interdependência figura co-
sitam ser muito mais que apenas um elenco mo a principal responsável pela transfor-
de conteúdos descritivos de fenômenos geo- mação constante das paisagens e da cons-
gráficos, sejam eles naturais ou sociais. Na trução do espaço geográfico.
atualidade, tornou-se imprescindível que A proposta desta coleção está baseada
esses materiais sejam instrumentos compe- no trabalho com conteúdos que possibilitem
tentes, úteis e interessantes aos olhos da- aos alunos compreenderem de que maneira
queles que se encontram envolvidos no pro- as sociedades humanas se relacionaram,
cesso de ensino-aprendizagem, principal- entre si e com a natureza, ao longo do tem-
mente os professores e os alunos. po, e como essas relações se apresentam na
atualidade. Esse estudo serve de base para a
Pensando nisso, apresentamos esta co-
compreensão do espaço geográfico, vislum-
leção voltada para o ensino da ciência geo-
brado nas paisagens.
gráfica, que tem como foco os alunos dos
anos finais do Ensino Fundamental. Entendemos que, com base nesse estu-
do, os alunos têm condições de identificar
A proposta de trabalho desta coleção foi
as particularidades do lugar em que vivem,
estruturada de acordo com as mais recen-
assim como as diferentes relações que es-
tes discussões sobre o ensino de Geografia,
se lugar estabelece com outros lugares do
nas quais os objetivos de estudo dessa planeta. A presente coleção também prima
ciência na escola voltam-se, principalmente, pelo desenvolvimento de valores éticos e
para a compreensão da produção e da or- de preservação ambiental. Os trabalhos com
ganização do espaço geográfico de manei- esses valores estão diretamente relaciona-
ra integrada às variáveis que determinam dos à elaboração do saber geográfico, à
essa produção e organização. De acordo medida que incentivam os alunos a assu-
com Lana de Souza Cavalcanti: mirem posturas críticas diante de diferen-
tes situações, com o intuito de atuar por
[...] A finalidade de ensinar Geografia um mundo cada vez melhor.
para crianças e jovens deve ser justamente Os temas apresentados abordam, sem-
a de os ajudar a formar raciocínios e con-
pre que possível, os aspectos físicos e hu-
cepções mais articulados e aprofundados
manos de maneira integrada, visto que no
a respeito do espaço. Trata-se de possibili-
tar aos alunos a prática de pensar os fatos
processo de ensino da Geografia é necessá-
e acontecimentos enquanto constituídos rio promover situações por meio das quais
de múltiplos determinantes; de pensar os os alunos possam refletir a respeito das re-
fatos e acontecimentos mediante várias lações sociais, culturais, econômicas e natu-
explicações, dependendo da conjugação rais em conjunto, reconhecendo tanto suas
desses determinantes, entre os quais se particularidades em escala local, a exemplo
encontra o espacial. A participação de do espaço vivido por eles, quanto as carac-
crianças e jovens na vida adulta, seja no terísticas dessas relações em escala global.
trabalho, no bairro em que moram, no la-
zer, nos espaços de prática política explíci- Os objetivos que norteiam
ta, certamente será de melhor qualidade o ensino de Geografia
se estes conseguirem pensar sobre seu es-
Como sabemos, os objetivos são os
paço de forma mais abrangente e crítica.
principais norteadores do processo de en-
[...] sino-aprendizagem. Ao estabelecê-los, es-
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção
de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. p. 24. tamos direcionando a prática docente e de-

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terminando bases conscientes de trabalho,
tação e distância, de modo que se des-
com as quais podemos dialogar e vislum-
loque com autonomia e represente os
brar a finalidade de contribuir com a cons-
lugares onde vive e se relaciona;
trução do conhecimento feita pelos alunos.
• Reconhecer a importância de uma ati-
Para o ensino de Geografia nos anos finais tude responsável de cuidado com o
do Ensino Fundamental, consideramos perti- meio em que vive, evitando o desperdí-
nente que cada aluno atinja objetivos como: cio e percebendo os cuidados que se
devem ter na preservação e na conser-
vação da natureza;
• Reconhecer que a sociedade e a natu-
reza possuem princípios e leis pró- [...]
prios e que o espaço geográfico resul- • Compreender que as melhorias nas
ta das interações entre elas, historica- condições de vida, os direitos políticos,
mente definidas; os avanços técnicos e tecnológicos e as
[...] transformações socioculturais são con-
quistas decorrentes de conflitos e acor-
• Reconhecer a importância da cartogra-
fia como uma forma de linguagem pa- dos que ainda não são usufruídas por
ra trabalhar em diferentes escalas es- todos os seres humanos e, dentro de
paciais as representações locais e glo- suas possibilidades, empenhe-se em
bais do espaço geográfico; democratizá-las;
[...] [...]
• Compreender que os conhecimentos • Fazer leituras de imagens, de dados e
geográficos que adquiriram ao longo de documentos de diferentes fontes de
da escolaridade são parte da constru- informação, de modo que interprete,
ção da sua cidadania, pois os homens analise e relacione informações sobre
constroem, se apropriam e interagem o território e os lugares e as diferentes
com o espaço geográfico nem sempre paisagens;
de forma igual; • Utilizar a linguagem gráfica para obter
informações e representar a espaciali-
• Perceber, na paisagem local e no lugar
em que vivem, as diferentes manifesta- dade dos fenômenos geográficos;
ções da natureza, sua apropriação e [...]
transformação pela ação da coletivida- • Fortalecer o significado da cartografia
de de seu grupo social; como uma forma de linguagem que dá
• Reconhecer e comparar a presença da identidade à Geografia, mostrando que
natureza, expressa na paisagem local, ela se apresenta como uma forma de
com as manifestações da natureza pre- leitura e de registro da espacialidade
sentes em outras paisagens; dos fatos, do seu cotidiano e do mundo;
• Reconhecer semelhanças e diferenças • Criar condições para que o aluno possa
nos modos que diferentes grupos so- começar, a partir de sua localidade e
ciais se apropriam da natureza e a do cotidiano do lugar, a construir sua
transformam, identificando suas deter- ideia do mundo, valorizando inclusive
minações nas relações de trabalho, nos o imaginário que tem dele.
hábitos cotidianos, nas formas de se BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria
de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
expressar e no lazer; nacionais: Geografia. Brasília, 1998. p. 53-100.

• Conhecer e começar a utilizar fontes


de informação escritas e imagéticas
utilizando, para tanto, alguns procedi- A BNCC e o ensino
mentos básicos; de Geografia
[...] O estudo da ciência geográfica é funda-
• Reconhecer, no seu cotidiano, os refe- mental para que os alunos compreendam
renciais espaciais de localização, orien- o mundo atual, marcado por uma comple-

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xa rede de relações econômicas, sociais e leitura cada vez mais realista e crítica do
culturais, que são, ao mesmo tempo, glo- mundo, apoiados por um pensamento es-
bais e locais. pacial, por meio do raciocínio geográfico.
É importante que os alunos consigam
compreender a relação entre os conteúdos [...]
do currículo e possam agir com base nos Essa é a grande contribuição da Geo-
conhecimentos elaborados ao longo de sua grafia aos alunos da Educação Básica:
vida escolar e social, reconhecendo-se co- desenvolver o pensamento espacial, esti-
mo protagonistas na busca por soluções mulando o raciocínio geográfico para re-
para os problemas da vida cotidiana, indi- presentar e interpretar o mundo em per-
vidual ou coletiva. De acordo com a BNCC: manente transformação e relacionando
componentes da sociedade e da nature-
[...] No Ensino Fundamental – Anos za. Para tanto, é necessário assegurar a
Finais, espera-se que os alunos com- apropriação de conceitos para o domínio
preendam os processos que resultaram do conhecimento fatual (com destaque
na desigualdade social, assumindo a res- para os acontecimentos que podem ser
ponsabilidade de transformação da atual observados e localizados no tempo e no
realidade, fundamentando suas ações espaço) e para o exercício da cidadania.
em princípios democráticos, solidários e [...]
de justiça. Dessa maneira, possibilita-se BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação
Básica. Base Nacional Comum Curricular, 2017. p. 358.
o entendimento do que é Geografia, com
base nas práticas espaciais, que dizem
respeito às ações espacialmente localiza- Desenvolver nos alunos o senso crítico e
das de cada indivíduo, considerado co- as habilidades que permitam o uso de ferra-
mo agente social concreto. [...] mentas para analisar e interpretar a realidade
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
é uma das grandes contribuições da Geogra-
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br>. Acesso em: 1o out. 2018. fia para a Educação Básica. O raciocínio geo-
gráfico tem como base alguns princípios nor-
O objetivo é levar os alunos a se apro- teadores para que os alunos consigam de-
priar de conhecimentos e desenvolver ha- senvolver, exercitar ou aperfeiçoar o pensa-
bilidades com as quais possam fazer uma mento espacial. Observe o quadro a seguir.

Princípio Descrição

Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das


Analogia semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unida-
de terrestre.

Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em intera-


Conexão
ção com outros fenômenos próximos ou distantes.

É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre


Diferenciação
(por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.

Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.

Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.

Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser


Localização absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (ex-
pressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).

Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade.

XXXIII

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Importantes estratégias para o ensino de Geografia
O ensino de Geografia pode valer-se de
O ser humano age em função de cons-
alguns instrumentos ou técnicas que se
truir resultados. Para tanto, pode agir
transformam verdadeiramente em estraté-
aleatoriamente ou de modo planejado.
gias de ação para o processo de ensino-
Agir aleatoriamente significa “ir fazendo
-aprendizagem. Essas estratégias podem
as coisas”, sem ter clareza de onde se
ser utilizadas pelo professor de Geografia a
quer chegar; agir de modo planejado sig-
qualquer momento que julgar pertinente, nifica estabelecer fins e construí-los por
além de poder adotar sugestões que estão meio de uma ação intencional. [...]
presentes em toda a coleção. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar:
estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1999. p. 102.

Planejamento
O planejamento se torna uma estratégia Portanto, o planejamento deve contem-
fundamental para a reflexão do professor plar desde a delimitação do tema e o levan-
sobre como, onde, quando e o que traba- tamento de hipóteses, passando pela inves-
lhar para desenvolver diferentes habilida- tigação do problema e a sistematização dos
des nos alunos ou para abordar diferentes conceitos, até a avaliação dos conteúdos.
conteúdos conceituais, procedimentais e
atitudinais.
Trabalho em grupo
O trabalho em grupo se torna uma ferra-
Cabe ressaltar que o ato de planejar não
menta fundamental para o incentivo à ação
pode ser um impulso alheio aos objetivos
coletiva. Trabalhar coletivamente, organi-
finais, nem ser totalmente destituído de
zar ideias e realizá-las em grupo são ações
visões políticas e sociais, como mostra o
extremamente importantes para desenvol-
texto a seguir.
ver a socialização dos alunos, como explica
Celso Antunes no texto a seguir.
O planejamento não será nem ex-
clusivamente um ato político-filosófi- Colocar os alunos em grupos não os
co, nem exclusivamente um ato técni- faz necessariamente aprender a “traba-
co; será, sim, um ato ao mesmo tempo lhar juntos”; portanto, torna-se essencial
político-social, científico e técnico: po- ensiná-los a cooperar, somar, dividir res-
lítico-social, na medida em que está ponsabilidades, interagir. Ensinar os alu-
comprometido com as finalidades so- nos a trabalhar em equipes, despertar-
ciais e políticas; científico, na medida -lhes a sensibilidade para o relacionamen-
em que não se pode planejar sem um to interpessoal, para a descoberta de si
conhecimento da realidade; técnico, na mesmo através da descoberta do outro [...]
medida em que o planejamento exige ANTUNES, Celso. Novas maneiras de ensinar, novas formas
uma definição de meios eficientes para de aprender. Porto Alegre: Artmed, 2002. p. 102.

se obter os resultados.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: O trabalho em grupo desenvolve a auto-
estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1999. p. 108.
nomia individual, o poder de tomar deci-
sões, de concordar ou não com o que o co-
Contudo, ao focar no objetivo a ser alcan- lega propõe e de ponderar a compreensão
çado para a aprendizagem de cada assunto, do outro sobre determinado assunto.
o planejamento permite, ao professor, ade- Além disso, quando se proporciona um
quar-se ao tempo disponível e estabelecer o trabalho em grupo no qual a cooperação é
tempo necessário para cada atividade. O verdadeiramente necessária, seu objetivo
texto a seguir fala sobre a importância do principal, que é o enriquecimento da apren-
planejamento para alcançar resultados. dizagem, é facilmente alcançado.

XXXIV

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Trabalho de campo Providencie termos de autorização a se-
O trabalho de campo é uma ferramenta rem encaminhados aos pais ou responsá-
fundamental para a compreensão do espaço veis pelos alunos, solicitando possíveis
geográfico. Ele se torna o elo entre o conteú- materiais necessários, assim como trajes e
do trabalhado em sala de aula e a realidade calçados adequados.
externa. É durante o trabalho de campo que Em sala de aula, estabeleça com os alu-
o aluno pode vislumbrar e vivenciar os con- nos e os demais professores o objetivo do
ceitos fundamentais dessa ciência, além de trabalho de campo a ser realizado, assim
perceber o espaço geográfico como aquele como os elementos e conteúdos que de-
próximo a si e não apenas aquele teorizado vem ser observados durante o trabalho.
pelos professores durante as aulas. É a
oportunidade que a Geografia proporciona Durante o trabalho de campo
ao seu estudante de aproximar-se do foco Incentive a observação e o registro das
de estudo, seja ele ambiental, populacional, informações por meio de anotações, dese-
econômico etc., de acordo com o objetivo nhos, croquis, fotografias, filmagens ou até
estabelecido para o trabalho de campo. mesmo gravações de áudios.
O trabalho de campo ainda favorece mo- Esteja atento à participação, asseguran-
mentos de socialização, permitindo maior do que as informações possam ser alcan-
convívio entre os alunos, e até mesmo entre çadas ou acessadas por todos os alunos.
alunos e professores, além de proporcionar
momentos incomuns, como a pesquisa, a Lembre-se de mostrar os pontos, as si-
observação fora do ambiente escolar e o tra- tuações ou os elementos que devem ser
balho em conjunto com outras disciplinas. considerados, de acordo com os conteúdos
que dizem respeito à aula.
No entanto, para os trabalhos de campo,
são necessários alguns cuidados que devem Após o trabalho de campo
ser observados pela escola e pelo professor.
De volta à sala de aula, promova um
Preparando o diálogo entre os alunos, para que a expe-
trabalho de campo riência seja compartilhada, considerando
que a percepção de cada indivíduo sobre o
Inicie o planejamento da atividade sele-
mesmo elemento pode ser sempre dife-
cionando previamente o local a ser estuda-
renciada.
do durante o trabalho de campo. Em segui-
da, verifique com a direção da escola a me- Certifique-se da participação de todos,
lhor data, a disponibilidade do transporte valorizando o convívio e o respeito às opi-
para os alunos e a possibilidade de contar niões diversas.
com a participação de outros professores e Oriente-os na produção do trabalho
funcionários. que deve resultar dessa experiência. Esti-
Visite o local previamente, estabeleça o mule a criatividade dos alunos, solicitando
tempo necessário para a realização do tra- a apresentação desse trabalho de diferen-
balho e verifique questões como acessibili- tes maneiras, como textos, cartazes, paró-
dade e infraestrutura de apoio, como locais dias, peças teatrais, entre outras, apon-
de paradas para descanso e/ou explicações tando os principais elementos que devem
teóricas sobre o que pode ser observado. ser relatados.
Organize regras de comportamento a Avalie os resultados do trabalho de cam-
serem estabelecidas previamente para os po de maneira integral. Não considere ape-
alunos. Essas regras podem, inclusive, ser nas um ou outro momento, mas observe o
organizadas com a participação dos alunos quanto ele foi enriquecedor para a elaboração
e dos outros professores. do conhecimento geográfico de cada aluno.

XXXV

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Tempestade cerebral
zônia, o padrão de dispersão da
A técnica da tempestade cerebral é uma população e outras característi-
estratégia de ensino geralmente muito utili- cas. Logo anuncia aos alunos que,
zada pelo professor de Geografia, principal- empregando a técnica de Tempes-
mente para investigar os conhecimentos tade cerebral, gostaria de solici-
que os alunos trazem para a sala de aula. tar-lhes ideias – as mais originais
Essa técnica ainda favorece a socialização e inovadoras possíveis – para
deles, estimulando a criatividade individual conseguir a alfabetização sólida e
e o respeito ao outro. Aplique essa dinâmica rápida de toda a população ama-
como estratégia didática sempre que julgar zônica. [...]
pertinente, especialmente para iniciar um
novo capítulo. O texto a seguir trata a tem- Como gerar as ideias
pestade cerebral de maneira sistematizada. 1. Os participantes devem expressar,
em frases ou palavras curtas, todas
as ideias sugeridas pela questão
Tempestade cerebral proposta, com toda liberdade e con-
A “tempestade cerebral” constitui forme surjam em seu espírito.
um modo de estimular a geração de no- 2. Devem eliminar toda atitude críti-
vas ideias. Fundamenta-se no plano de ca que levaria a emitir um juízo e
captar as ideias em estado nascente, selecionar as ideias próprias ou as
antes de serem submetidas aos esque- dos outros.
mas fechados e rígidos dos processos 3. Como exercício de imaginação po-
de pensamento lógico. Ao mesmo tem- dem-se emitir ideias originais ainda
po que nos comprometemos a nos con- que inspiradas nas ideias emitidas
siderar como uma equipe durante a por outros. Cada ideia pode ser de-
sessão, estabelecemos a regra de que senvolvida, transformada ou achar
cada um é capaz de produzir ideias. Em outra que se oponha a ela.
lugar de proceder à análise crítica dos
Devemos observar a regra geral da
elementos que possuímos, solicita-se
Tempestade cerebral:
ao grupo que deixe funcionar sua ima-
ginação, evitando o controle, seja a res- Os participantes não devem rodear-se
peito dos critérios de coerência interna de garantias, verificando hipóteses, an-
da série de ideias produzidas, seja a tes de emitir suas ideias. O animador es-
respeito de critérios exteriores à ativi- tabelecerá a duração da sessão de 10 mi-
dade presente. nutos a uma hora. [...]
BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias
Sem pretender opor-se ou sobrepor- de ensino-aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 157-158.
-se às técnicas clássicas de reflexão, a
tempestade cerebral trata de preservar
Para explorar essa técnica em sala de
a parte de imaginação criadora. Apoia-
aula, anote no quadro as palavras ou frases
da na educação ativa, a tempestade ce-
levantadas pelos alunos e, ao final do tem-
rebral tem sido usada em muitas uni-
po determinado, leia as anotações para
versidades e empresas de publicidade,
eles, de modo a elaborar uma linha de par-
que organizam ciclos regulares de exer-
tida para o trabalho. Se julgar necessário,
cício para a criatividade.
solicite aos alunos que também anotem as
Exemplos de Tempestade cerebral palavras no caderno. Em seguida, ao refle-
tir sobre o assunto tratado no capítulo, re-
1. O professor descreve aos alunos
tome as ideias iniciais, construindo um pa-
as condições ecológicas da Ama-
ralelo com os conhecimentos adquiridos.

XXXVI

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Principais conceitos/categorias da Geografia
O trabalho e o entendimento de determi-
nados conceitos e categorias da ciência geo- Na Geografia Humanística, lugar é o
gráfica, como lugar, paisagem, região, territó- espaço que se torna familiar ao indivíduo,
é o espaço do vivido, do experienciado. [...]
rio e espaço geográfico, são essenciais no
processo de ensino-aprendizagem. Pela com- Na concepção histórico-dialética, lu-
preensão desses conceitos, os alunos passam gar pode ser considerado no contexto do
a realizar uma efetiva transposição do senso processo de globalização. A globalização
comum para os conhecimentos científicos. indica uma tensão contraditória entre a
homogeneização das várias esferas da vi-
Nossa proposta nesta coleção é desen- da social e fragmentação, diferenciação e
volver um estudo em espiral, que envolva, antagonismos sociais. Por ser assim, a
em cada um dos volumes, os conteúdos compreensão da globalização requer a
com um nível maior de complexidade so- análise das particularidades dos lugares,
bre os conceitos e os temas próprios dessa que permanecem, mas que não podem
ciência, respeitando o nível cognitivo dos ser entendidas nelas mesmas. O que há
alunos. Essa proposta de trabalho visa pro- de específico nas particularidades deve
mover um estudo integrado entre cada um ser encarado na mundialidade, ou seja, o
dos volumes e, sobretudo, possibilitar que problema local deve ser analisado como
os educandos compreendam cada vez mais problema global, pois há na atualidade
a dinâmica do espaço onde vivem e atuam. um “deslocamento” (no sentido de deslo-
car) das relações sociais.
Lugar [...]
O lugar corresponde à porção do espaço CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de
conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. p. 89-90.
vivido, onde as pessoas estabelecem suas
relações mais diretas, sobretudo as afeti-
vas. Os lugares, apesar de terem caracte- Região
rísticas mundiais manifestas, também são A noção de região está ligada à noção de
únicos, carregados de características pró- diferenciação de áreas. Neste sentido, uma
prias que os diferem dos demais lugares, região é delimitada por apresentar um con-
como aspectos físicos, sociais, econômicos, junto de características distintas em rela-
culturais e políticos. ção a outras áreas. O texto a seguir aborda
O texto abaixo complementa a definição o conceito de região.
de lugar.
É possível, então, compreender a re-
O lugar é a porção do espaço apropriá- gião, na atualidade, como uma área for-
vel para a vida — apropriada através do mada por articulações particulares no
corpo — dos sentidos — dos passos de quadro de uma sociedade globalizada.
seus moradores, é o bairro, é a praça, é a Essa região é definida a partir de recortes
rua, e nesse sentido poderíamos afirmar múltiplos, complexos e mutáveis, mas
que não seria jamais a metrópole ou mes-
destacando-se, nesses recortes, elemen-
mo a cidade lato sensu a menos que seja
tos fundamentais, como a relação de per-
a pequena vila ou cidade – vivida/conhe-
tencimento e identidade entre os homens
cida/reconhecida em todos os cantos.
e seu território, o jogo político no estabe-
CARLOS, Ana Fani Alessandri. O lugar no/do mundo.
São Paulo: Hucitec, 1996. p. 20-21. lecimento de regiões autônomas ante um
poder central, a questão do controle e da
Veja o texto a seguir, que apresenta o gestão de um território (Gomes 1995).
conceito de lugar visto por diferentes pers- CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de
conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. p. 104.
pectivas.

XXXVII

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Território Espaço geográfico
Territórios são delimitados por relações O espaço geográfico é a materialização
de poder e, na maioria das vezes, são asso- da relação dinâmica entre sociedade e na-
ciados à figura do Estado, como território tureza no decorrer do tempo. Um dos prin-
nacional. Veja o texto a seguir. cipais objetivos da ciência geográfica é
compreender o dinamismo da transforma-
[...] Territórios existem e são construí- ção e da construção do espaço geográfico.
dos (e desconstruídos) nas mais diversas Para essa ciência, o espaço é um conjunto
escalas, da mais acanhada (p. ex., uma
de relações entre os objetos sociais e naturais,
rua) à internacional (p. ex., a área forma-
animados pelo movimento da sociedade.
da pelo conjunto dos territórios dos paí-
ses-membros da Organização do Tratado O espaço é resultado de um conjunto inse-
do Atlântico Norte – OTAN); territórios parável de sistemas de objetos (casas, ruas,
são construídos (e desconstruídos) den- lavouras, indústrias) e sistemas de ações (tra-
tro de escalas temporais as mais diferen- balho, comércio, relações sociais e familiares).
tes: séculos, décadas, anos, meses ou
dias; territórios podem ter um caráter
permanente, mas também podem ter O espaço é resultado da ação dos ho-
uma existência periódica, cíclica. [...] mens sobre o próprio espaço, intermedia-
SOUZA, Marcelo José Lopes. O território: sobre espaço e poder,
dos pelos objetos, naturais e artificiais. [...]
autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná Elias de (Org.). SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado.
Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995. p. 81. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 71.

Os territórios podem ser destituídos na


medida em que as relações de poder ces- O espaço é formado por um conjunto
sam. Em escala nacional, o Estado é o gestor indissociável, solidário e também contra-
do território e, quando finda seu poder, aca- ditório, de sistemas de objetos e siste-
ba também sua soberania sobre o território. mas de ações, não considerados isolada-
mente, mas como o quadro único no
Paisagem qual a história se dá. [...] O espaço é hoje
A paisagem é aquilo que se apreende um sistema de objetos cada vez mais ar-
pela visão. Essa categoria não é estática, tificiais, povoado por sistemas de ações
nela estão presentes elementos como co- igualmente imbuídos de artificialidade,
res, sons, odores e movimentos. e cada vez mais tendentes a fins estra-
Ela exprime as relações entre o homem nhos ao lugar e a seus habitantes.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão
e a natureza, ocorridas em momentos e lu- e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2004. p. 63.
gares específicos.
O geógrafo Milton Santos diferencia pai-
sagem artificial ou cultural de paisagem Cartografia e o ensino
natural, sendo a primeira aquela transfor- de Geografia
mada pelo homem, e a segunda, aquela No ensino de Geografia, a aquisição de
que ainda não sofreu nenhuma interferên- noções cartográficas pelos alunos é essen-
cia da ação humana. cial para sua interpretação e intervenção na
realidade. Assim, um dos objetivos da Geo-
A paisagem é um conjunto heterogê- grafia, como disciplina escolar, é preparar
neo de formas naturais e artificiais; é for- alunos leitores e produtores de mapas. Esse
mada por frações de ambas, seja quanto processo possibilita a eles uma maior cons-
ao tamanho, volume, cor, utilidade, ou ciência de sua prática social, pois, de certa
por qualquer outro critério. A paisagem maneira, todo produtor de mapas tem apri-
é sempre heterogênea. [...]
moradas suas habilidades de observação,
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço
habitado. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 65. interpretação, análise, síntese, entre outras.

XXXVIII

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Embora saibamos que a Cartografia te-
[...]
nha significativa importância no processo
O aluno precisa ser preparado para de ensino-aprendizagem, é preciso ter al-
“ler” representações cartográficas. Só lê guns cuidados muito claros no ensino das
mapas quem aprendeu a construí-los. [...] linguagens e noções cartográficas na esco-
O fundamental no ensino da Geogra- la. De acordo com Ângela Massumi Katuta,
fia é que o aluno/cidadão aprenda a fa- existem dois pressupostos para o ensino
zer uma leitura crítica da representação da Cartografia.
cartográfica, isto é, decodificá-la, trans-
pondo suas informações para uso do co-
tidiano. [...] [...]
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos. Apreensão e compreensão
do espaço geográfico. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.).
Primeiro pressuposto: a apropriação
Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. e o uso da linguagem cartográfica de-
Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 39.
vem ser entendidos no contexto da
construção dos conhecimentos geográ-
A consulta a mapas e a globos terrestres ficos, o que significa dizer que não se
precisa fazer parte do cotidiano escolar no pode usá-la per se, mas como instru-
decorrer das aulas, sobretudo nas aulas de mental primordial, porém não único,
Geografia. para a elaboração de saberes sobre ter-
Esses instrumentos não podem ser utili- ritórios, regiões, lugares e outros. Se a
zados em eventuais situações e como algo supervalorizarmos, em detrimento do
incomum, e sim regularmente, a fim de in- saber geográfico, corremos o sério risco
centivar os alunos a consultarem mapas, de defender a linguagem por ela mes-
atlas e globos, com o intuito de extrair in- ma, o que, a nosso ver, a esvazia em im-
formações desses recursos. Nesse sentido, portância e significado tanto no ensino
superior quanto no básico. É preciso
ressaltamos a importância da presença
que ocorra a aprendizagem e o uso da
constante desses materiais em sala, como
linguagem cartográfica para, sobretudo,
fundamentado pelo texto a seguir.
entendermos a lógica da (re)produção
dos territórios; caso contrário, ela perde
A formação dos alunos para entender seu sentido ou razão de ser no ensino
os fatos geográficos em sua espacialida- geográfico superior e básico.
de necessita de mapas e globos como
Segundo pressuposto: a apropriação e
acervos permanentes nas salas de aula,
[a] utilização da linguagem cartográfica
sem que haja necessidade de transporte
depende não só, mas em grande parte,
a cada aula. Paralelamente à necessidade
das concepções de Geografia e do ensino
de o professor de Geografia possibilitar a
dessa disciplina que os professores e
visualização do espaço geográfico em es-
seus alunos possuem. Por exemplo: se
tudo, os mapas e globos são um convite
entendermos que ela é uma ciência e/ou
para os alunos pensarem o espaço. [...]
disciplina que tem como objetivo apenas
Como sabemos, todo fato ocorre em localizar e descrever lugares, o uso que
um lugar e em um determinado tempo, se fará da linguagem cartográfica e de
portanto não há necessidade de se pla- seus produtos, tais como mapas, carto-
nejar uma aula específica para traba- diagramas, gráficos, quadros, plantas e
lhar com mapas, pois estes devem fazer outros, será o de mera localização e des-
parte do material de todo estudante — crição de fenômenos.
como a carteira, o dicionário, o caderno,
[...]
os estojos etc. [...]
KATUTA, Ângela Massumi. A linguagem cartográfica no ensino
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica. In: PASSINI, superior e básico. In: PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA,
Elza Yasuko; ALMEIDA Rosângela D. de (Org.). Prática de ensino de Ariovaldo Umbelino de (Org.). Geografia em perspectiva: ensino e
Geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007. p. 143. pesquisa. São Paulo: Contexto, 2002. p. 133-134.

XXXIX

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Os conteúdos a serem Os conteúdos procedimentais envol-
considerados em Geografia vem propostas que possibilitam ao aluno
Os conteúdos desta coleção estão orga- buscar cada vez mais autonomia visando
nizados e apresentados com o objetivo de compreender as informações e a forma-
estabelecer relação entre a educação esco- ção do conhecimento. Esses conteúdos
lar e a realidade dos alunos, tendo em vista instrumentalizam os alunos, capacitando-
suas relações sociais e, posteriormente, o -os intelectualmente a buscar novos co-
mundo do trabalho. Desse modo, essa pro- nhecimentos. Sendo assim, as atividades
posta possibilita ao professor trabalhar envolvidas por conteúdos procedimentais,
com os conteúdos conceituais, atitudinais e nesta coleção, incentivam o aluno a obser-
procedimentais, permeados por oportuni- var, ler, descrever, comparar, analisar, re-
dades de desenvolver com os alunos valo- fletir, interpretar, inferir, levantar hipóte-
res, habilidades e competências que lhes ses, registrar, produzir textos, entre outras
permitam tornarem-se indivíduos atentos ações, a respeito de conceitos e situações
ao que ocorre à sua volta, autônomos na presentes em seu cotidiano.
obtenção e análise de informações e críti- Já os conteúdos atitudinais estão rela-
cos ao perceberem o importante papel que cionados ao conhecimento escolar em um
desempenham no mundo em que vivem. contexto socializador e de formação cida-
Assim, as atividades propostas, como dã. Esses conteúdos privilegiam a forma-
análises de imagens, pesquisas, debates, ção de valores e atitudes que visam à con-
produções de textos e até mesmo as per- vivência social, seja na escola ou em outras
guntas orais sugeridas ao professor para comunidades de vivência do aluno. Portan-
verificar conhecimentos prévios dos alu- to, as atividades que envolvem o trabalho
nos, tornam-se momentos muito impor- com conteúdos atitudinais propiciam o diá-
tantes de aprendizagem, considerando que logo, a expressão de opiniões, o respeito
o aprendizado é um movimento constante mútuo, o repúdio ao preconceito, entre ou-
entre o pensar e o fazer consciente. tras propostas.

Sendo assim, os conteúdos conceituais Cabe ressaltar a importância do papel da


permitem que o aluno entre em contato escola para o desenvolvimento de cada tipo
com noções e conceitos importantes que de conteúdo relacionado anteriormente,
envolvem cada disciplina escolar. Esses assim como é de responsabilidade de cada
conceitos são a base para a compreensão e área do conhecimento e do professor a re-
organização dos fatos na realidade. flexão sobre esses conteúdos, com vistas a
viabilizar e desenvolver cada um deles de
Desse modo, a fim de que esses concei- acordo com a realidade que os rodeia.
tos estejam contextualizados à realidade
vivida pelo aluno, e façam sentido em seus Em Geografia esses conteúdos são tra-
estudos, torna-se imprescindível que a balhados por meio da espacialização, pos-
sondagem da vivência e da realidade próxi- sibilitando aos alunos compreender o es-
ma do aluno seja a base para o planeja- paço geográfico com base no próprio coti-
mento do professor, para que ele possa or- diano e estabelecer relações sociais em seu
ganizar seu trabalho de maneira eficaz. dia a dia.

XL

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Habilidades do 8o ano de Geografia na BNCC
EF08GE01 Descrever as rotas de dispersão da população EF08GE13 Analisar a influência do desenvolvimento científico e
humana pelo planeta e os principais fluxos migratórios em tecnológico na caracterização dos tipos de trabalho e na economia
diferentes períodos da história, discutindo os fatores históricos e dos espaços urbanos e rurais da América e da África.
condicionantes físico-naturais associados à distribuição da
EF08GE14 Analisar os processos de desconcentração,
população humana pelos continentes.
descentralização e recentralização das atividades econômicas a
EF08GE02 Relacionar fatos e situações representativas partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no
da história das famílias do Município em que se localiza a mundo, com destaque para o Brasil.
escola, considerando a diversidade e os fluxos migratórios da EF08GE15 Analisar a importância dos principais recursos
população mundial.
hídricos da America Latina (Aquífero Guarani, Bacias do rio da
EF08GE03 Analisar aspectos representativos da dinâmica Prata, do Amazonas e do Orinoco, sistemas de nuvens na
demográfica, considerando características da população (perfil Amazônia e nos Andes, entre outros) e discutir os desafios
etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial). relacionados à gestão e comercialização da água.

EF08GE04 Compreender os fluxos de migração na América EF08GE16 Analisar as principais problemáticas comuns às
Latina (movimentos voluntários e forçados, assim como fatores e grandes cidades latino-americanas, particularmente aquelas
áreas de expulsão e atração) e as principais políticas migratórias relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da população e
da região. às condições de vida e trabalho.

EF08GE05 Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, EF08GE17 Analisar a segregação socioespacial em ambientes
governo e país para o entendimento de conflitos e tensões na urbanos da América Latina, com atenção especial ao estudo de
contemporaneidade, com destaque para as situações geopolíticas favelas, alagados e zona de riscos.
na América e na África e suas múltiplas regionalizações a partir EF08GE18 Elaborar mapas ou outras formas de representação
do pós-guerra. cartográfica para analisar as redes e as dinâmicas urbanas e
rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida
EF08GE06 Analisar a atuação das organizações mundiais nos
e usos e ocupação de solos da África e América.
processos de integração cultural e econômica nos contextos
americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência, EF08GE19 Interpretar cartogramas, mapas esquemáticos
marcas desses processos. (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas
acerca da África e América.
EF08GE07 Analisar os impactos geoeconômicos,
geoestratégicos e geopolíticos da ascensão dos Estados Unidos EF08GE20 Analisar características de países e grupos
da América no cenário internacional em sua posição de liderança de países da América e da África no que se refere aos aspectos
global e na relação com a China e o Brasil. populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as
desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a
EF08GE08 Analisar a situação do Brasil e de outros países da
natureza e suas riquezas (sua apropriação e valoração na
América Latina e da África, assim como da potência estadunidense produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
na ordem mundial do pós-guerra.
EF08GE21 Analisar o papel ambiental e territorial da Antártica
EF08GE09 Analisar os padrões econômicos mundiais de no contexto geopolítico, sua relevância para os países da América
produção, distribuição e intercâmbio dos produtos agrícolas e do Sul e seu valor como área destinada à pesquisa e à
industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da compreensão do ambiente global.
América e os países denominados de Brics (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul). EF08GE22 Identificar os principais recursos naturais dos países
da América Latina, analisando seu uso para a produção de
EF08GE10 Distinguir e analisar conflitos e ações dos matéria-prima e energia e sua relevância para a cooperação entre
movimentos sociais brasileiros, no campo e na cidade, os países do Mercosul.
comparando com outros movimentos sociais existentes nos
países latino-americanos. EF08GE23 Identificar paisagens da América Latina e associá-las,
por meio da cartografia, aos diferentes povos da região, com base
EF08GE11 Analisar áreas de conflito e tensões nas regiões de em aspectos da geomorfologia, da biogeografia e da climatologia.
fronteira do continente latino-americano e o papel de organismos
EF08GE24 Analisar as principais características produtivas dos
internacionais e regionais de cooperação nesses cenários.
países latino-americanos (como exploração mineral na Venezuela;
EF08GE12 Compreender os objetivos e analisar a importância agricultura de alta especialização e exploração mineira no Chile; circuito
dos organismos de integração do território americano da carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana-de-
(Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, açúcar em Cuba; polígono industrial do sudeste brasileiro e plantações
Aladi, entre outros). de soja no centro-oeste; maquiladoras mexicanas, entre outros).
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular, 2017. p. 386-389.

XLI

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Quadro de conteúdos Geografia • 8o ano

XLII
Veja a seguir o quadro detalhado de conteúdos do 8o ano. Nele, você também vai CG: Competência geral
CECH: Competência específica de
encontrar as relações entre os objetos de conhecimento do 7o e do 9o ano da BNCC, que Ciências Humanas
indicam as progressões de conteúdos ao longo da coleção. CEG: Competência específica de Geografia

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Principais conceitos Temas
Objetos de conhecimento Habilidades Competências
e noções contemporâneos
ítulo
Cap
• A população mundial e seu • Distribuição da população mundial e • EF08GE01 • CG4 • Ciência e
crescimento. deslocamentos populacionais. • EF08GE02 • CG9 tecnologia.
• Dispersão da população humana • Diversidade e dinâmica da população mundial e local. • EF08GE03 • CG10 • Diversidade
ao longo da história. • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas • EF08GE04 • CECH4 cultural.
• Distribuição atual da população temáticos da América e África. • EF08GE18 • CECH7 • Educação em
A dinâmica mundial. direitos humanos.
7o ano • CEG 3
da população • Densidade demográfica. • Processo de
• Formação territorial do Brasil. • CEG4
mundial • Aumento do processo de envelhecimento,
• Características da população brasileira. • CEG4 respeito e
urbanização no mundo.
• Os fluxos migratórios atuais no • Mapas temáticos do Brasil. valorização do
Brasil e no mundo. idoso.
9o ano
• As dificuldades encontradas pelos • Saúde.
imigrantes.
• As manifestações culturais na formação • Trabalho.
populacional.
• Características etárias da • Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia • Vida familiar e
população mundial. social.
e Oceania.
ítulo
Cap
• O espaço terrestre. • Distribuição da população mundial e • EF08GE01 • CG1 • Diversidade
• Diferentes povos e culturas. deslocamentos populacionais. • EF08GE05 • CG2 cultural.
• Território, soberania e minorias • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE06 • CG3 • Educação em
nacionais. Brasil na ordem econômica mundial. • CG4 direitos humanos.
• Principais disputas de fronteiras 7o ano • CG6
Territórios do mundo.
• Formação territorial do Brasil. • CG7
e nações do • Diferentes representações
• Características da população brasileira. • CEG1
mundo cartográficas.
• Mapas temáticos do Brasil. • CEG3
• CEG4
9o ano • CEG5
• A hegemonia europeia na economia, na política e na • CEG7
cultura.
• As manifestações culturais na formação
populacional.
• Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia
e Oceania.
• Leitura e elaboração de mapas temáticos, croquis
e outras formas de representação para analisar
informações geográficas.

11/10/18 5:42 PM
ítulo
Cap
• Evolução das técnicas humanas e • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE07 • CG1 • Ciência e
do trabalho. Brasil na ordem econômica mundial. • EF08GE08 • CG2 tecnologia.
• O sistema político-econômico • Os diferentes contextos e os meios técnico e • EF08GE09 • CG3 • Educação
capitalista. tecnológico na produção. • EF08GE12 • CG4 financeira e fiscal.
• A Primeira, a Segunda e a Terceira • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas • EF08GE13 • CG6 • Educação para o

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Panorama da Revolução Industrial. temáticos da América e África. consumo.
• EF08GE18 • CG7
economia e da • O sistema político-econômico • Identidades e interculturalidades regionais: • EF08GE20 • CG8 • Saúde.
geopolítica socialista. Estados Unidos da América, América espanhola e • Trabalho.
portuguesa e África.
• CG9
mundial • Guerra Fria e a bipolaridade • CG 10 • Vida familiar e
mundial. 7o ano social.
• A multipolaridade mundial e a • CECH7
• Formação territorial do Brasil. • CEG1
nova ordem internacional.
• Características da população brasileira. • CEG2
• Países desenvolvidos e • Produção, circulação e consumo de mercadorias.
subdesenvolvidos. • CEG3
• Desigualdade social e o trabalho. • CEG4
• Países emergentes. • Mapas temáticos do Brasil.
• Os blocos econômicos. • CEG5
9o ano • CEG6
• A hegemonia europeia na economia, na política e • CEG7
na cultura.
• Corporações e organismos internacionais.
• As manifestações culturais na formação
populacional.
• Intercâmbios históricos e culturais entre Europa,
Ásia e Oceania.
• Leitura e elaboração de mapas temáticos, croquis
e outras formas de representação para analisar
informações geográficas.

ítulo
Cap
• O continente americano. • Distribuição da população mundial e • EF08GE01 • CG2 • Ciência e
• América Anglo-Saxônica e deslocamentos populacionais. • EF08GE03 • CG4 tecnologia.
América Latina. • Diversidade e dinâmica da população mundial e local. • EF08GE06 • CG7 • Diversidade
• América do Norte, Central e do Sul. • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE07 • CG10 cultural.
• Povoamento do continente Brasil na ordem econômica mundial. • EF08GE08 • CEG1 • Trabalho.
Continente americano. • Os diferentes contextos e os meios técnico e • EF08GE09 • CEG2
americano: • Principais características naturais tecnológico na produção.
• EF08GE12 • CEG3
América da América Anglo-Saxônica. • Identidades e interculturalidades regionais: • EF08GE13 • CEG5
Anglo- • População dos Estados Unidos e Estados Unidos da América, América espanhola e
portuguesa e África.
• EF08GE14 • CEG6
-Saxônica Canadá.
• EF08GE20 • CEG7
• A supremacia estadunidense no 7o ano
mundo atual.
• Ideias e concepções sobre a formação territorial
• Nafta. do Brasil.
• O setor industrial e as • Formação territorial do Brasil.
multinacionais dos Estados • Produção, circulação e consumo de mercadorias.
Unidos.

XLIII
• Biodiversidade brasileira.

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Principais conceitos Temas
Objetos de conhecimento Habilidades Competências
e noções contemporâneos

XLIV
ítulo
Cap
• A disseminação da cultura 9o ano
estadunidense no mundo.
• A hegemonia europeia na economia, na política e
• A descentralização industrial dos na cultura.
Estados Unidos.
• Corporações e organismos internacionais.
• Recursos minerais e a • As manifestações culturais na formação

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Continente agropecuária nos Estados Unidos. populacional.
americano: • A economia do Canadá. • Integração mundial e suas interpretações:
América • Recursos minerais e a globalização e mundialização.
Anglo- agropecuária do Canadá. • Intercâmbios históricos e culturais entre Europa,
-Saxônica Ásia e Oceania.
• Transformações do espaço na sociedade urbano-
-industrial.
• Cadeias industriais e inovação no uso dos recursos
naturais e matérias-primas.
ítulo
Cap
• Aspectos territoriais da América • Diversidade e dinâmica da população mundial e local. • EF08GE03 • CG1 • Diversidade
Latina. • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE04 • CG2 cultural.
• As principais características Brasil na ordem econômica mundial. • EF08GE05 • CG3 • Educação
naturais da América Latina. • Transformações do espaço na sociedade urbano- • EF08GE08 • CG4 ambiental.
• A colonização da América Latina. -industrial na América Latina. • EF08GE10 • CG6 • Educação das
América • As disputas territoriais na América • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas relações étnico-
• EF08GE11 • CG7
Latina: Latina. temáticos da América e África. -raciais e ensino
• EF08GE15 • CG9 de história e
território e • A população atual da América • Identidades e interculturalidades regionais: • EF08GE16 • CG10
população Latina. Estados Unidos da América, América espanhola e cultura afro-
portuguesa e África.
• EF08GE17 • CECH1 -brasileira,
• Distribuição e crescimento da
população latino-americana.
• EF08GE18 • CECH2 africana e
• Diversidade ambiental e as transformações nas
paisagens na América Latina. • EF08GE20 • CECH3 indígena.
• Processo de urbanização dos
países latino-americanos. o
• EF08GE23 • CECH7 • Educação em
7 ano direitos humanos.
• CEG1
• Ideias e concepções sobre a formação territorial do • CEG2 • Processo de
Brasil. envelhecimento,
• Formação territorial do Brasil. • CEG3
respeito e
• CEG4
• Características da população brasileira. valorização do
• Mapas temáticos do Brasil. • CEG5 idoso.
• Biodiversidade brasileira. • CEG6 • Trabalho.
• CEG7 • Vida familiar e
9o ano social.
• A hegemonia europeia na economia, na política e
na cultura.
• Corporações e organismos internacionais.
• Integração mundial e suas interpretações:
globalização e mundialização.
• Leitura e elaboração de mapas temáticos, croquis
e outras formas de representação para analisar
informações geográficas.

11/10/18 5:42 PM
ítulo
Cap
• A economia da América Latina • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE05 • CG1 • Trabalho.
(indústria, agropecuária, recursos Brasil na ordem econômica mundial. • EF08GE06 • CG2 • Educação
minerais). • Os diferentes contextos e os meios técnico e • EF08GE07 • CG3 financeira e fiscal.
• Os blocos econômicos da América tecnológico na produção. • EF08GE08 • CG7 • Educação
Latina. • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas ambiental.
• EF08GE09 • CECH2
América Latina: • Aspectos da dívida externa da temáticos da América e África.

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• EF08GE10 • CECH3 • Ciência e
aspectos América Latina. • Identidades e interculturalidades regionais: tecnologia.
Estados Unidos da América, América espanhola e • EF08GE12 • CECH4
econômicos • O socialismo em Cuba. • EF08GE13 • CECH5 • Diversidade
• A ocupação da Antártida e as portuguesa e África. cultural.
pesquisas científicas. • Diversidade ambiental e as transformações nas • EF08GE18 • CECH6
paisagens na América Latina. • EF08GE20 • CECH7
• EF08GE21 • CEG1
7o ano
• EF08GE22 • CEG2
• Produção, circulação e consumo de mercadorias. • EF08GE24 • CEG3
• Desigualdade social e o trabalho. • CEG4
9o ano • CEG5
• A hegemonia europeia na economia, na política e • CEG7
na cultura.
• Corporações e organismos internacionais.
• Transformações do espaço na sociedade urbano-
-industrial.
• Cadeias industriais e inovação no uso dos recursos
naturais e matérias-primas.
ítulo
Cap
• O território africano. • Diversidade e dinâmica da população mundial e local. • EF08GE03 • CG8 • Educação em
• Regionalizações do continente • Corporações e organismos internacionais e do Brasil • EF08GE05 • CG10 direitos humanos.
africano. na ordem econômica mundial. • EF08GE06 • CECH1 • Diversidade
• Principais características naturais • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos • EF08GE18 • CECH5 cultural.
da África. da América e África. • EF08GE19 • CEG1 • Educação
A África e suas • A colonização, a descolonização e • Identidades e interculturalidades regionais: alimentar e
• EF08GE20 • CEG3
diversidades o neocolonialismo na África. Estados Unidos da América, América espanhola e nutricional.
• CEG5
• O apartheid na África do Sul. portuguesa e África. • Educação
• Os conflitos na África. ambiental.
7o ano
• Aspectos populacionais da África. • Ideias e concepções sobre a formação territorial • Educação das
relações étnico-
• A pobreza e a fome na África. do Brasil.
-raciais e ensino
• A Aids no continente africano. • Formação territorial do Brasil. de história e
• Os fluxos migratórios da África. • Características da população brasileira. cultura afro-
• Cartografia: anamorfose. • Mapas temáticos do Brasil. -brasileira,
africana e
indígena.
• Saúde.

XLV

11/10/18 5:42 PM
Principais conceitos Temas
Objetos de conhecimento Habilidades Competências
e noções contemporâneos

XLVI
ítulo
Cap
9o ano
• A hegemonia europeia na economia, na política e
na cultura.
• Corporações e organismos internacionais.
• Integração mundial e suas interpretações:

_g20_ftd_mp_8vsg_ger_p041a048.indd 46
A África e suas globalização e mundialização.
diversidades • A divisão do mundo em Ocidente e Oriente.
• Leitura e elaboração de mapas temáticos, croquis
e outras formas de representação para analisar
informações geográficas.

ítulo
Cap
• O subdesenvolvimento africano. • Corporações e organismos internacionais e do • EF08GE06 • CECH3 • Trabalho.
• As transformações econômicas e a Brasil na ordem econômica mundial. • EF08GE13 • CECH6 • Educação em
urbanização na África. • Os diferentes contextos e os meios técnico e • EF08GE18 • CECH7 direitos humanos.
• A dívida externa e a dependência tecnológico na produção. • EF08GE19 • CEG2 • Educação
econômica da África. • Cartografia: anamorfose, croquis e mapas • EF08GE20 • CEG6 ambiental.
África: a • A economia agrária, os recursos temáticos da América e África. • Saúde.
economia de naturais e a atividade industrial na • Identidades e interculturalidades regionais:
um continente África. Estados Unidos da América, América espanhola e
subdesenvolvido • Os blocos econômicos do portuguesa e África.
continente africano.
7o ano
• O desenvolvimento econômico da • Produção, circulação e consumo de mercadorias.
África.
• Desigualdade social e o trabalho.
• Questões ambientais e os recursos • Mapas temáticos do Brasil.
hídricos na África.
• A presença chinesa na África. 9o ano
• A hegemonia europeia na economia, na política e
na cultura.
• Corporações e organismos internacionais.
• Integração mundial e suas interpretações:
globalização e mundialização.
• A divisão do mundo em Ocidente e Oriente.
• Transformações do espaço na sociedade urbano-
-industrial.
• Cadeias industriais e inovação no uso dos recursos
naturais e matérias-primas.

11/10/18 5:42 PM
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Cortez, 1999. SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Dire-
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MARTINS, Ana Rita. Busca certeira: como selecionar
tativas para o desenvolvimento da competência
sites confiáveis. Nova Escola. Disponível em: <ht-
leitora e escritora no ciclo II: caderno de orientação
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Paulo: Contexto, 2007. 23 ago. 2018.

XLVIII

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VONTADE
de

SABER
GEOGRAFIA
Ensino Fundamental – Anos Finais
Componente curricular: Geografia

8
Neiva Camargo Torrezani
• Licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
• Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela UEL-PR.
• Mestra em Geografia pela UEL-PR.
• Atuou como professora de Geografia em escolas da rede particular de ensino.

1a edição • São Paulo • 2018

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Copyright © Neiva Camargo Torrezani, 2018.
Diretor editorial Antonio Luiz da Silva Rios
Diretora editorial adjunta Silvana Rossi Júlio
Gerente editorial Roberto Henrique Lopes da Silva
Editor João Paulo Bortoluci
Gerente de produção editorial Mariana Milani
Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes
Gerente de arte Ricardo Borges
Coordenadora de arte Daniela Máximo
Projeto de capa Sergio Cândido
Foto de capa Artpartner-images/Getty Images
Supervisor de arte Vinicius Fernandes
Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin
Supervisora de preparação e revisão Adriana Soares
Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno
Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida
Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno
Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais
Edição Karolyna Aparecida Lima dos Santos
Assistência editorial Raffael Garcia da Silva
Revisão e preparação Amanda de Camargo Mendes, Moisés Manzano da Silva
Projeto gráfico Laís Garbelini
Edição de arte Barbara Sarzi
Iconografia Soraya Pires Momi
Tratamento de imagens Equipe Scriba
Diagramação Leda Teodorico
Editoração eletrônica Renan de Oliveira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Torrezani, Neiva Camargo
Vontade de saber : geografia : 8o ano : ensino
fundamental : anos finais / Neiva Camargo
Torrezani. — 1. ed. — São Paulo : Quinteto
Editorial, 2018.
“Componente curricular: Geografia.”
ISBN 978-85-8392-159-2 (aluno)
ISBN 978-85-8392-160-8 (professor)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Título.

18-20789 CDD-372.891
Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia : Ensino fundamental 372.891

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Em respeito ao meio ambiente, as folhas


deste livro foram produzidas com fibras
obtidas de árvores de florestas plantadas,
com origem certificada.
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610
de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD
QUINTETO EDITORIAL CNPJ 61.186.490/0016-33
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP Avenida Antonio Bardella, 300
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Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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Apresentação
Estudar Geografia é uma oportunidade de ficarmos cada vez
mais atentos ao mundo em que vivemos, não apenas como simples
observadores, mas como indivíduos atuantes e críticos em relação
a tudo o que está a nossa volta.
Além desses benefícios, o estudo da Geografia nos leva a conhecer
o modo de vida de diferentes povos e a compreender os motivos
pelos quais o ser humano utilizou os recursos da natureza,
transformando as paisagens terrestres, descobrindo e criando
novos espaços geográficos.
O conhecimento geográfico também contribui para pensarmos
e agirmos de modo a estabelecer relações entre o lugar em
que vivemos e outros lugares, conscientes de
fazermos parte de um mundo conectado.
Considerando tudo isso, esta
coleção foi elaborada com o in-
tuito de tornar seu estudo
ainda mais agradável e de
auxiliar você a se preparar
para os desafios tanto do
presente quanto do futuro.

Os autores.
OKER RF/Diomedia
Günter Lenz/imageBR

:26 PM g20_ftd_8vsg_iniciais_001a011.indd 3 11/9/18 3:26 PM

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do
Abertura de capítulo
Nestas páginas, você verá imagens e questionamentos

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que nortearão o estudo do capítulo.

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o rg
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Co

Geografia em foco Boxe complementar


Nesta seção, algumas informações Aqui você encontrará informações
referentes ao assunto estudado complementares, como textos e
serão acrescentadas. É um momento imagens, que vão enriquecer seu
em que você desenvolverá trabalhos aprendizado.
relacionados a acontecimentos reais,
enriquecendo o conteúdo.

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Explorando o tema
Nesta seção, serão
apresentados textos e
imagens que o levarão
a refletir sobre temas
contemporâneos
relevantes para sua
formação como
cidadão.

Investigando
na prática
Nesta seção, você
encontrará atividades
que podem ser realizadas
tanto na escola quanto em
casa ou em um trabalho
de campo. Nesse
momento, você também
conhecerá, na prática, as
características naturais
e sociais do espaço
geográfico que o cerca.

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sugestões de leituras sugestões de filmes sugestões de sites
que tratam de temas relacionados ao relacionados ao
relacionados ao assunto que você assunto que você
assunto estudado. está estudando. está estudando.

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ta oral Sempre que você n o c a d er Sempre que você
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no
R esp os
R esp
ícone, significa ícone, significa
que as atividades que as atividades
podem ser devem ser
respondidas respondidas no
oralmente. caderno.

Momento da
Cartografia
Nesta seção, você
conhecerá diferentes
representações para
contemplar os aspectos
do espaço geográfico.

Encontro com...
Nesta seção, são
apresentados
conteúdos que podem
ser trabalhados em
conjunto com outros
componentes
curriculares e que
contribuirão para
seus estudos em
Geografia.

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t a si a Sempre que você

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Pr o p
C o r-
ícone, significa ícone, significa
que as cores das que as imagens
imagens não não estão em
correspondem proporção entre si.
às reais.

Atividades
Nesta seção, você
realizará atividades que o
auxiliarão a desenvolver
habilidades fundamentais
para a compreensão dos
assuntos trabalhados, além
de conferir e revisar o que
foi estudado.

Refletindo sobre o capítulo


Neste momento, você poderá
retomar os conteúdos abordados
no capítulo, além de promover a
reflexão e o diálogo com os
colegas. Você também poderá
fazer uma autoavaliação sobre
o conteúdo aprendido.

Glossário
Os significados de algumas palavras pouco
mencionadas em nosso dia a dia ou que podem
gerar dúvidas em relação ao sentido utilizado
no texto serão destacados nas páginas para
auxiliar sua compreensão.

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Sumário

ítulo
Cap

A dinâmica da população mundial 12


A população mundial e seu Geografia em foco 26
crescimento 14 O Brasil e as migrações internacionais
Distribuição da população mundial 16 Investigando na prática 27
A dispersão da espécie humana 16 Conhecendo o município por meio da
entrevista
Momento da Cartografia 17

lamy/Fotoarena
Mapa de fluxos: a dispersão da Explorando o tema 28
população humana na Terra A dura realidade dos imigrantes
Distribuição atual da população

ari/A
Panorama atual da população
mundial 18
Ans
mundial 30
hir
Distribuição desigual da população 20
Ta

Características etárias da população


Geografia em foco 21 mundial 31
Aumento da urbanização no mundo
Diferentes formatos de pirâmides
Atividades 22 etárias 32

Dinâmicas migratórias da população Geografia em foco 35


mundial 23 Controle de natalidade: o caso da China
Os fluxos migratórios mundiais Atividades 36
na atualidade 24

ítulo
Cap

Territórios e nações do mundo 38


O espaço terrestre: continentes Investigando na prática 54
e oceanos 40 Telejornal das questões territoriais
Povos e culturas 42
Momento da Cartografia 56
Territórios e soberania 44 Projeções cartográficas: diferentes
/Fotoarena

Territórios e minorias nacionais 46 maneiras de representar a superfície


Geografia em foco 47 terrestre
A Wire

Uma nação em busca de soberania Explorando o tema 60


ZUM

Minorias nacionais e conflitos 48 Os muros e as fronteiras no


ive/
es L

mundo atual
Atividades 51
ag
/Im

Atividades 62
all

As fronteiras da discórdia 52
sh
ar
rM

te
Pe
Geografia em foco 53
Conflitos na Caxemira

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ítulo
Cap
Panorama da economia e da
geopolítica mundial 64
O ser humano, as técnicas e Países desenvolvidos e
o trabalho 66 subdesenvolvidos 84
O trabalho e as técnicas 68 Medindo o desenvolvimento
O sistema político-econômico socioeconômico de um país 86

in/Shutterstock.com
capitalista 69 Renda per capita 86
O capitalismo comercial 70 Mortalidade infantil 87
O capitalismo industrial 71 Expectativa de vida 87

Blokh
O capitalismo financeiro 72 Taxa de alfabetização 88

riy
Geografia em foco 72

And
IDH: um índice que combina vários
O capitalismo financeiro e o indicadores 88
imperialismo europeu
Geografia em foco 90
O capitalismo técnico-científico-
As aparências enganam
-informacional 73
Atividades 92
Explorando o tema 74
A Primeira, a Segunda e a Países desenvolvidos 93
Terceira Revolução Industrial
Geografia em foco 95
Atividades 76 O desemprego e a pobreza no
O sistema político-econômico mundo desenvolvido
socialista 77 A economia dos países desenvolvidos 95
O apogeu e o declínio do sistema
socialista 78 Países subdesenvolvidos 97
As diferenças entre os países
A geopolítica global: a bipolaridade subdesenvolvidos 99
e a multipolaridade 79
Dívida externa 99
Geografia em foco 80 Países emergentes 100
A Guerra Fria
A multipolaridade mundial e a
Encontro com... História 101
nova ordem internacional 81 As raízes do subdesenvolvimento

Atividades 82 Os blocos econômicos 102


As desigualdades no mundo atual: Atividades 104
o desenvolvimento e o ítulo
Cap
subdesenvolvimento 83

Continente americano: América


Anglo-Saxônica 106
O continente americano 108 Geografia em foco 116
América Anglo-Saxônica e A região dos Grandes Lagos
América Latina 108 O clima e as formações vegetais 117
hutterstock.com

América do Norte, Central e do Sul 110 Geografia em foco 119


Encontro com... História 112 A agricultura irrigada no Deserto
hoot/S

O povoamento do continente americano da Califórnia


a n ds

O território da América Os Estados Unidos e sua população 120


trek

Anglo-Saxônica 113 A população atual dos Estados


Unidos 122
Principais características naturais da
População urbana 124
América Anglo-Saxônica 114
Elevada qualidade de vida 125
O relevo e a hidrografia 114

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Geografia em foco 126 Explorando o tema 138
A fronteira entre Estados Unidos A cultura estadunidense no mundo
e México
Geografia em foco 140
O Canadá e sua população 127 A descentralização industrial dos
Estados Unidos
Atividades 128
A economia agrária dos Estados
A supremacia estadunidense Unidos 141
no mundo atual 130 Os Estados Unidos e seus recursos
Os Estados Unidos: uma minerais 143
grande potência econômica A economia do Canadá 144
mundial 131
A indústria canadense 144
A economia regional: o Nafta 134
A economia agrária do Canadá 145
O setor industrial dos Estados
Os recursos naturais no Canadá 145
Unidos 135
As multinacionais dos Geografia em foco 146
Estados Unidos 137 A geopolítica vista pelos Estados Unidos
Atividades 148
ítulo
Cap

América Latina: território e população 150


O território da América Latina 152 Atividades 166
Principais características naturais A população atual da América
da América Latina 153 Latina 167
Uma rica hidrografia 153 Distribuição da população 168
Formas do relevo diversas 156 Geografia em foco 170
k.com

Geografia em foco 157 O crescimento populacional não é


toc

O Canal do Panamá e a ligação homogêneo na América Latina


hutters

interoceânica Processo de urbanização dos países


S
atl1/

O clima e as formações vegetais 158 latino-americanos 172


alco

Atividades 174
etz

A colonização da América Latina 160


Qu

Explorando o tema 164


As marcas do passado nas paisagens
ítulo da América Latina
Cap

América Latina: aspectos econômicos 176


A economia da América Latina 178 A dívida externa da América Latina 196
A atividade industrial da Geografia em foco 198
América Latina 179 Cuba: país socialista na América
A economia agrária da América Latina 182
Ocupação da Antártida e as
erg/Getty Images

A economia agrária e o contraste


pesquisas científicas 200
tecnológico 185
Antártida: potencialidades ou
Os recursos minerais da América
oportunidades? 202
loomb

Latina 186
Encontro com... História 203
ri/B

Atividades 188
ldie

Desbravadores da Antártida
Ga

A economia regional: os blocos


do

Explorando o tema 204


Da

econômicos da América Latina 190


A riqueza ambiental da Antártida
O protecionismo comercial: uma
barreira ao desenvolvimento 194 Atividades 206

g20_ftd_8vsg_iniciais_001a011.indd 10 11/9/18 3:27 PM g20_

10

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A África e suas diversidades 208 Cap
ítulo

O território africano 210 Os conflitos na África 224


Geografia em foco 211 O que explica os intensos conflitos
A regionalização do continente africano na África 224

Principais características naturais Atividades 226


da África 212 Momento da Cartografia 228
O relevo e a hidrografia 212 Representações gráficas no estudo

erstock.com
O clima e as formações vegetais 214 da pobreza

Geografia em foco 216 A pobreza na África 229

Lek/Shutt
Os oásis A fome na África 231

Nok
A conquista territorial da África Encontro com... Ciências 232
pelos europeus 217
A questão da aids no continente africano
O século XIX e a partilha da África 217
Geografia em foco 233
A descolonização e o neocolonialismo O Brasil em missões de paz
na África 219
Os fluxos migratórios da África 234
O apartheid na África do Sul 220
Explorando o tema 236
Aspectos populacionais da África 221
O vírus Ebola na África
A população atual da África 221
Atividades 238
Investigando na prática 223
O Brasil africano

ítulo
Cap

África: a economia de um continente


subdesenvolvido 240
O subdesenvolvimento africano 242 Os blocos econômicos do continente
Geografia em foco 246 africano 259
As transformações econômicas e Geografia em foco 260
on/Shutterstock.com

a urbanização na África O desenvolvimento econômico


da África
A dívida externa e a dependência
econômica da África 247 Questões ambientais na África 262
Wats

Geografia em foco 249 A África e a China 264


Jen

Ajuda ao desenvolvimento
Explorando o tema 266
A economia agrária da África 250 A questão da água na África
Os recursos minerais da África 253
Atividades 268
Geografia em foco 255
A exploração de diamantes na África
Atividades 256
Mapas 269
A atividade industrial da África 258
Bibliografia 271

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11

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Objetivos do capítulo u lo
pít
• Identificar os fatores Ca

A dinâmica da
que contribuíram para o
rápido crescimento po-
pulacional a partir do sé-

população mundial
culo XIX.
• Compreender a disper-
são da espécie humana
na Terra por meio de ma-
pa de fluxos.
• Compreender a distri-
buição atual da popu-
lação mundial por meio
do mapa de densidade

Tahir Ansari/Alamy/
demográfica.
• Diferenciar um país

Fotoarena
ou região densamente
povoados de um país ou
região pouco habitados.
• Refletir sobre a distri-
buição desigual da po-
pulação pela superfície
terrestre.
• Verificar que a maior
parte da população mun-
dial se concentra em áreas
urbanas.
• Diferenciar movimen-
tos populacionais, for-
çados, temporários ou
permanentes.
• Conhecer e analisar os
diferentes fluxos migra-
tórios da atualidade.
• Refletir sobre as in-
fluências culturais advin-
das dos fluxos migrató-
rios internacionais para o
Brasil ao longo do tempo.
• Analisar as caracterís-
ticas etárias da popula-
ção mundial por meio da
pirâmide etária.
• Verificar que existem Na fotografia,
pessoas durante
diferentes formatos de celebração religiosa
pirâmides etárias, consi- no rio Ganges, na
derando-se as particula- cidade de Haridwar,
ridades de cada país. Índia, 2017. A Índia é
o segundo país mais
populoso do mundo,
com cerca de 1,4
bilhão de habitantes.

12

Orientações gerais
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• Outra estratégia para iniciar o estudo é ava- > Onde se concentra a maior parte da popu- ano 100 mil a.C. até os dias atuais, criada pelo
liar o conhecimento prévio dos alunos sobre lação: no espaço urbano ou no espaço rural? Museu de História Natural dos Estados Uni-
o tema, realizando uma roda de conversa a > Qual a relação entre os fluxos populacionais dos. O vídeo está disponível no site:
partir de questões como as apresentadas a e a diversidade cultural brasileira? > Vídeo mostra evolução da população mun-
seguir.
• Sugerimos que apresente aos alunos o ví- dial desde 100 mil a.C. Curiosamente. Dispo-
> Quais são os países mais populosos do deo a seguir, que mostra uma linha do tempo nível em: <http://livro.pro/ifnn4b>. Acesso
mundo? com a evolução da população mundial desde o em: 15 out. 2018.

12

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BNCC
A população mundial é estimada atualmente em cerca • O estudo das caracterís-
de 7,6 bilhões de habitantes, um número expressivo, resul- ticas da população mun-
tante do rápido crescimento populacional verificado no dial, como a dispersão
século XX. Compreender os fatores que influenciaram o humana, os fluxos mi-
gratórios e a dinâmica
crescimento da população mundial e a distribuição dessa
demográfica, constitui as
população pelas terras emersas do planeta é parte im- habilidades EF08GE01,
portante dos estudos da Geografia. Neste capítulo, você EF08GE02, EF08GE03 e
vai estudar os principais aspectos históricos desse pro- EF08GE04.
cesso, assim como as questões demográficas mais rele- • Ao longo do capítu-
vantes da atualidade. lo, o aluno é estimulado
Veja as respostas das questões nas a desenvolver o senso
orientações ao professor.
crítico para compreen-
A A população mundial no ano de 1900
der e aplicar o raciocínio
era estimada em cerca de 1,5 bilhão
geográfico na análise da
de habitantes, um número conside-
ocupação humana e na
ravelmente menor do que o verifi- produção do espaço, por
cado nos dias atuais. Em sua opinião, meio da análise de ma-
por que a população mundial cresceu pas, gráficos, imagens e
tanto ao longo do último século? outros recursos, confor-
B Quais fatores determinaram que me orientam as compe-
diferentes regiões sejam mais ou tências específicas de
menos populosas? Geografia 3 e 4.
C Converse com seus colegas e indi-
Orientações gerais
que por qual motivo é importante
para um país, estado ou município • Explique aos alunos
conhecer os dados referentes à sua que demografia é uma
população. área da ciência geográfica
que estuda a dinâmica
populacional por meio de
dados quantitativos ou
estatísticos da população
e seus aspectos de desen-
volvimento. O texto a se-
guir aborda a importância
da demografia na análise
geográfica da população.
Na análise geográfica
da população, a demogra-
fia, além de contribuir nos
procedimentos de quanti-
ficação dos dados brutos
de população, definiu ma-
terial estatístico de cunho
mais qualitativo, que teria
auxiliado a geografia na
caracterização econômi-
ca, e no esclarecimento de
tensões decorrentes das
questões econômicas, no
interior de marcos espa-
ciais específicos.
[...]
13 DAMIANI, Amélia. População
e geografia. 7. ed. São Paulo:
Contexto, 2002. p. 57.

:11 PM Respostas
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A Resposta pessoal. Espera-se que os alu- nos identifiquem que algumas regiões são C Resposta pessoal. Verifique se os alunos
nos respondam que as melhorias nas condi- mais populosas que outras devido, principal- estão respondendo às questões de acordo
ções sanitárias fizeram que a taxa de mortali- mente, a fatores naturais, como condições cli- com o tema abordado. Incentive a participa-
dade diminuísse e a de natalidade de alguns máticas, disponibilidade de recursos hídricos ção de todos.
países continuasse a crescer. e de outros recursos naturais que garantam o
B Resposta pessoal. Espera-se que os alu- desenvolvimento de atividades econômicas.

13

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A população mundial
Orientações gerais
• Para aprofundar seus
conhecimentos sobre o
estudo da população, su-
e seu crescimento
gerimos a leitura a seguir. Durante a maior parte da história da humanidade, a população mundial cresceu
[...] Uma população em ritmo lento. Esse cenário é explicado pelo fato de que, embora as taxas de nata-
cresce pela diferença lidade fossem elevadas, também eram elevadas as taxas de mortalidade, resultando
entre a taxa de natalida- em baixas taxas de crescimento natural.
de e a taxa de mortali-
dade, expressas por mil Como você pode observar no gráfico apresentado abaixo, a marca de 1 bilhão de
habitantes (40% , 15% habitantes foi atingida somente no século XIX. Desde então, a população mundial
etc.). Destes resultados tem mantido um acelerado ritmo de crescimento e já ultrapassou a marca dos 7 bilhões
deduz-se ou acrescen-
ta-se o fluxo migratório de habitantes no início do século XXI.
de saída ou de entrada. Para compreender o motivo desse vertiginoso crescimento populacional, é neces-
Entretanto, as taxas de
sário analisar as mudanças que ocorreram entre os diferentes grupos humanos ao lon-
natalidade, mortalidade
e fecundidade crescem, go do tempo.
mantêm-se ou diminuem • Leia o texto a seguir e converse com os colegas e com o professor. Indique o mo-
de acordo com uma série
de fatores que vão desde tivo principal em razão do qual a população mundial passou a crescer rapidamen-
O motivo, citado no texto, é a queda na taxa de mortalidade. Essa queda, acompanhada
a escolha consciente da te após 1700. de taxas de natalidade que permaneceram elevadas, resultou em mais altas taxas de
família até as condições crescimento natural.
sociais gerais que deter- Do ano 1 ao ano 1700, a população mundial cresceu gradual-
minam os padrões de re- mente, em média 12% a cada século. Mas a expansão não foi
produção [...] contínua; houve períodos de queda, quando o número de pessoas
A estrutura: é fator fun-
era superior às reservas alimentícias ou as doenças dizimavam
damental para se enten-
der tanto o crescimento a sociedade, como já observado. Após 1700, a taxa de mortali-
quanto as migrações e, ao dade começou a cair, e a população mundial cresceu de 30% a 3
mesmo tempo, é afetada 50% no século XVIII, 80% no XIX e 280% no XX. [...]
tanto por um como pelo 2050
BROWN, Cynthia Stokes. A grande história: do Big Bang aos dias de hoje.
outro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 309.
9,7 bilhões

Quando uma popula-


ção (uma classe social, 2017
um determinado grupo de Mundo: crescimento da população 7,5 bilhões

pessoas) apresenta uma


alta taxa de natalidade, 1999
ocorre um predomínio de Crescimento natural: diferença entre a taxa de
6 bilhões
população jovem (muitas natalidade e a taxa de mortalidade. 1984
vezes 50% ou mais têm Taxa de mortalidade: proporção de pessoas que 5 bilhões
menos de 20 anos). Se há morrem, em cada grupo de cem ou de mil pessoas 1975
uma baixa natalidade e a de uma população, em um determinado período. 4 bilhões
esperança de vida ao nas- Taxa de natalidade: proporção de pessoas que
1960
cer é alta, passa a haver nascem em cada grupo de cem ou de mil pessoas 3 bilhões
um predomínio de popu- de uma população, em um determinado período. 2 1930
2 bilhões
lação adulta e velha, o que
reduz as taxas de natali- 1 1800
E. Cavalcante

1 bilhão
dade. [...]
Se uma área perde po-
pulação por emigração,
perde grande parte de seu
1 2050*
contingente masculino jo- 1500 1600 1700 1800 1900 2000
*Projeção Anos
vem, [...] (isto nas formas
tradicionais de migração). Fontes: United Nations. World Population Prospects. Disponível em: <https://esa.un.org/unpd/wpp/DVD/Files/1_
Nessas áreas de partida, Indicators%20(Standard)/EXCEL_FILES/1_Population/WPP2017_POP_F01_1_TOTAL_POPULATION_BOTH_SEXES.xlsx>.
World population history. World Population. Disponível em: <http://worldpopulationhistory.org/map/1/mercator/1/0/25/>.
a relação numérica entre Acessos em: 3 out. 2018.
os sexos se altera e passa
a haver mais mulheres do 14
que homens. As taxas de
natalidade diminuem. A
população torna-se mais
velha. [...]. Estes exemplos
servem para mostrar co- g20_ftd_lt_8vsg_c1_p012a021.indd 14 11/9/18 2:11 PM g20_
mo a estrutura afeta e é
afetada pelo crescimento
da população e pelas mi-
grações.
RUA, João et al. Para ensinar
geografia: contribuição para
o trabalho com 1º e 2º graus.
Rio de Janeiro: Access, 1993.
p. 150-152.

14

g20_ftd_mp_8vsg_c1_p012a037.indd 14 11/10/18 10:24 AM


• Oriente os alunos na

Capítulo 1
leitura do gráfico em
conjunto com as legen-
1 Entre o século I e o século XVIII: o crescimento populacional das explicativas sobre
apresentou ritmo lento em função das altas taxas de cada etapa do cresci-
mortalidade. As principais causas eram as doenças, epidemias, mento da população
fome e guerras, que faziam que a expectativa de vida da mundial ao longo da
história. Essa leitura é
população mundial fosse inferior a 40 anos.
orientada pelos números
dispostos no gráfico, na
página 14, e nas legendas
na página 15.
2 De 1800 a 1960: o ritmo das descobertas e dos avanços
tecnológicos aumentou gradualmente após a Revolução • Chame a atenção dos
alunos para o dado da
Industrial. Melhorias no saneamento básico e nos serviços de
atualidade, representado
saúde públicos, a preocupação com a esterilização nos pelo ano de 2017, e para
ambientes de cirurgia, a invenção da anestesia e o o crescimento da popu-
desenvolvimento de antibióticos e vacinas, entre outros fatores, lação previsto para 2050
reduziram as taxas de mortalidade e elevaram a expectativa de (cerca de 33 anos à fren-
vida da população mundial, possibilitando seu crescimento. te). Nessa data futura, es-
tima-se um crescimento
de cerca de 2 bilhões de
pessoas. Comente sobre
3 Desde 1960: melhoras sanitárias e nos serviços de saúde em Expectativa a expressividade desse
países pouco desenvolvidos, avanços no diagnóstico e de vida: indica número em comparação
quantos anos, em
tratamento de doenças e emprego de tecnologias modernas na média, as pessoas
com outros períodos (in-
produção de alimentos, entre outros fatores, contribuíram para esperam viver. tervalos entre diferentes
Mortalidade anos mostrados no grá-
reduzir as taxas de mortalidade infantil e possibilitaram o infantil: número de fico) e o acréscimo po-
rápido processo de urbanização da população mundial crianças que morrem
antes de completar pulacional registrado em
verificado nesse período. Como as taxas de natalidade um ano (a cada mil cada um deles.
permaneceram elevadas na maioria dos países, o crescimento crianças nascidas).
populacional verificado fez que a marca de 4 bilhões de
habitantes fosse ultrapassada na década de 1970.
Daniel Reiner/Alamy/Fotoarena

Sistema de
irrigação moderno
em Israel, 2018.
Durante a década
de 1970, a
chamada
“Revolução
Verde”envolveu a
modernização da
produção agrícola
em muitos países,
levando a um
aumento da
produtividade
por área.

15

:11 PM g20_ftd_lt_8vsg_c1_p012a021.indd 15 11/9/18 2:11 PM

15

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Distribuição da população mundial
Integrando saberes
•O estudo deste con-
teúdo permite um tra- A população mundial se encontra distribuída, ainda que de maneira desigual, por
balho em conjunto com todos os continentes da Terra com exceção da Antártida. Esse cenário é resultado de
o componente curricular
inúmeras migrações que ocorreram em diferentes momentos históricos.
de História e Ciências.
Solicite aos professores
destes componentes que A dispersão da espécie humana
aprofundem com os alu-
nos o tema sobre os es- Entre o século XIX e o início do século XX, hipóteses de que os seres humanos sur-
tudos arqueológicos e as giram na África existiam, mas eram negadas por muitos cientistas. Atualmente, estudos
análises de DNA humano arqueológicos e análises de DNA humano comprovam que os seres humanos modernos
que comprovam o surgi- surgiram na África há cerca de 200 mil anos.
mento dos seres huma-
nos na Terra. Nessa época, as pessoas já construíam ferramentas utilizando materiais extraídos do
ambiente, como galhos, pedaços de rocha e restos de animais (como peles e ossos). As
• Para ampliar seus co- pessoas viviam de maneira nômade, deslocando-se de tempos em tempos em busca
nhecimentos sobre o te-
ma, sugerimos a leitura de novas áreas para praticar a caça e a coleta. A agricultura e a criação de animais
da reportagem a seguir. ainda não faziam parte da vida dos grupos humanos e não existiam cidades.
> Arqueólogos encon- De acordo com as hipóteses consideradas mais prováveis, os primeiros indivíduos
tram o desenho mais da espécie humana deixaram a África há cerca de 130 mil anos. Os cientistas supõem
antigo do mundo em ca- que, nessa época, a população humana era de apenas alguns milhares de pessoas e
verna africana. Galileu. apenas um pequeno grupo deixou o continente pelo Estreito de Tiran, que liga a África
12 set. 2018. Disponível
ao Oriente Médio.
em: <http://livro.pro/
z26xqf>. Acesso em: 15 No decorrer do tempo, novos movimentos migratórios povoaram a Eurásia e parte
out. 2018. da Oceania. Esses deslocamentos foram lentos e graduais, realizados por pequenos
grupos no decorrer de um longo período de tempo.
O último dos continentes a ser povoado foi a América. Acredita-se que o povoamen-
to do continente tenha se iniciado durante o último período glacial, quando o nível dos
oceanos era mais baixo do que atualmente. Nessa época, entre a região asiática da
Sibéria, na Ásia e o Alasca, na América do Norte, havia uma extensão de terra que
teria permitido a passagem de grupos humanos.
Quando a temperatura média do
John Reader/SPL/Fotoarena

planeta subiu novamente, o gelo der-


reteu e o nível dos oceanos se elevou,
cobrindo a ponte terrestre que ligava
a Ásia às Américas. Quando isso
ocorreu, porém, a América do Norte
já abrigava uma pequena população
que, pelos próximos milênios, seria
separada da população do resto do
mundo e, aos poucos, povoaria o
continente.
Sítio arqueológico na caverna Blombos,
África do Sul, 2014. Cientistas encontraram
ferramentas produzidas de pedras e osso
bastante afiadas, usadas, provavelmente,
como pontas de machados e lanças, e
datadas entre 70 mil e 100 mil anos atrás.

16

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16

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Momento da Orientações gerais

• Auxilie
Cartografia Mapa de fluxos: a os alunos na
leitura e interpretação do
dispersão da população mapa de fluxos apresen-
tado nesta página. Caso
humana na Terra considere pertinente, o
professor de História
Podemos representar diferentes tipos de fluxos, como informações, mercadorias também poderá colaborar
e pessoas, por meio de mapas. com o estudo deste tema.
O mapa abaixo, por exemplo, mostra uma das hipóteses de dispersão dos seres • O estudo do mapa de
fluxos, mostrando a teo-
humanos na superfície terrestre mais aceita entre as pesquisas científicas.
ria da dispersão humana
a partir da África, auxilia
Mundo: hipótese de dispersão da espécie humana no desenvolvimento da
habilidade EF08GE18.

E. Cavalcante
180°
o

cer
i

3000
000 a.C.
órn

ân

ata nal
C 3500 a.C.
ric

de

de D rnacio

co
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pi OCEANO PACÍFICO
r
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Eq

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33000
000 a.C. OCEANIA
ic
Tróp

Linh
15000
000 a.C.
50000
50 000 a.C. 35000 a.C.
35
50000
50 000 a.C.
AMÉRICA 4 500 a.C.
15000
000 a.C.
30000
000 a.C.
DO NORTE OCEANO
GLACIAL
Círculo Polar
AMÉRICA 4 500 a.C. ÁRTICO
DO SUL Polo 3000
000 a.C.
Norte
ÁSIA
45000
45 000 a.C.
Ár
ti

4000 a.C. 9000


000 a.C.
c

70000
70 000 a.C.
50000
50 000 a.C.

EUROPA 40000
40 000 a.C.

100000
100 000 a.C.

130000
130 000 a.C.

OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ÍNDICO


ÁFRICA
h
wic
reen
eG

Provável ponto
de partida
no d

Rotas de expansão 0 2 340 4 680 km


idia

do homem moderno
Mer

Escala aproximada na linha do equador

Fonte: VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral e Brasil. São Paulo: Scipione, 2011. p. 20-21.

Veja as respostas das questões nas orientações ao professor.


a ) Partindo da África, quais as direções das rotas de expansão para cada um dos
continentes da Terra?
b) Identifique o período em que o homem chegou ao continente americano.
Os restos humanos mais antigos encontrados nas Américas datam de aproxima-
damente 13 mil anos, e a hipótese mais aceita é a de que os primeiros seres humanos
chegaram às Américas há 15 mil anos.
Há cerca de 3 mil anos, povos polinésios colonizaram os últimos conjuntos de
ilhas isoladas no oceano Pacífico e, alguns séculos mais tarde, povos indonésios co-
lonizaram a ilha de Madagascar, próximo da costa leste africana. Apenas a Antártida
permaneceu desabitada e inexplorada, e sua descoberta ocorreu somente no final do
século XIX.
17

Respostas
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a ) Verifique se todos os alunos perceberam que as rotas


se direcionavam para os demais continentes da Terra.
b) O homem chegou ao continente americano há cerca
de 4 500 a.C.

17

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Material digital Distribuição atual da população mundial
• A sequência didática Atualmente, os mais de 7 bilhões de habitantes do nosso planeta encontram-se
1, disponível no material
digital, propõe um traba- distribuídos por quase todas as regiões da Terra. Observe o gráfico.
lho sobre a distribuição
da população mundial e Mundo: distribuição da população por continentes – 2015
os aspectos populacio-

Gilberto Alicio
nais dos continentes. População (em milhões)
5
Orientações gerais
4 504
• É fundamental a utili-
zação de gráficos como 4
recurso para a compreen-
são de informações geo-
gráficas utilizando-se a 3
linguagem matemática.
Oriente os alunos na lei-
tura deste e de outros 2
gráficos apresentados ao
longo do capítulo, com o 1 256
1 007
intuito de exercitar a com- 1
petência geral 4, a com- 742
petência específica de
41
Ciências Humanas 7 e a
0
competência específica Ásia África América Europa Oceania
de Geografia 4 da BNCC.
Continentes
• Como forma de exerci-
tar o cálculo de densidade Fonte: United Nations. World Population Prospects. Disponível em: <https://esa.un.org/-Dnpd/wpp/
DVD/Files/1_Indicators%20(Standard)/EXCEL_FILES/1_Population/WPP2017_POP_F01_1_TOTAL_
demográfica, apresente a POPULATION_BOTH_SEXES.xlsx>. Acesso em: 3 out. 2018.
tabela abaixo aos alunos
e solicite a eles que reali-
zem o cálculo da densida-
Na atualidade, o continente asiático é o que apresenta maior população, com mais
de demográfica de alguns de 4,5 bilhões de habitantes.
países. Apenas dois países, a China e a Índia, respondem por grande parte desse total. Em
2018, a população da China foi estimada em aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes,
enquanto a população indiana foi estimada em 1,3 bilhão. A Índia deve, porém, ultra-
passar a China e se tornar o país mais populoso do mundo nas próximas décadas.
A população total de um país ou região varia ao longo do tempo em função da
flutuação das taxas de natalidade e mortalidade e pode ser influenciada também por
movimentos migratórios.
Entretanto, a população total ou absoluta não é o único dado importante quando
se necessita conhecer aspectos demográficos de um território, pois essa população
pode estar espalhada por um área mais ou menos extensa. Por causa disso, devemos
sempre considerar a densidade demográfica, isto é, a relação entre uma população
e a superfície do território.
Para sabermos qual a densidade demográfica de uma área, basta dividir o núme-
ro total de habitantes de um país ou região pela área de seu território. Em geral, é
estabelecido um valor que expressa o número médio de habitantes por quilômetro
quadrado (hab./km2).
18

País População absoluta


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Área do território (em km2) Densidade demográfica (hab./km2) 11/9/18 2:11 PM g20_

China 1 415 045 928 9 600 001 147


Índia 1 354 051 854 3 287 260 412
Brasil 208 949 900 8 515 759 25
Canadá 36 953 765 9 984 670 4

Fonte: United Nations. World Population Prospects. Disponível em: <https://population.un.org/wpp/DataQuery/>. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística). Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6579> . Acesso em: 19 out. 2018.

18

g20_ftd_mp_8vsg_c1_p012a037.indd 18 11/10/18 10:25 AM


• Observe o mapa e localize regiões ou países que apresentam maior densidade Orientações gerais

Capítulo 1
populacional, indicando em quais continentes eles estão situados. Converse com • Auxilie os alunos na
os colegas. Possível resposta: o leste da China e a Índia, na Ásia, e a Alemanha, na Europa. interpretação do mapa
de densidade demográ-
Mundo: densidade demográfica – 2015 fica, relembrando que as
OCEANO GLACIAL ÁRTICO cores mais escuras re-
Círculo Polar Ártico presentam as áreas den-
RÚSSIA samente povoadas, e as
FRANÇA
mais claras representam
ESTADOS JAPÃO as áreas com menores
UNIDOS CHINA
densidades demográfi-
Trópico de Câncer
MÉXICO ÍNDIA cas. Assim como outros,
OCEANO OCEANO NIGÉRIA OCEANO
esse é um mapa temáti-

E. Cavalcante

Equador
PACÍFICO ATLÂNTICO PACÍFICO
co; portanto, é preciso ler
INDONÉSIA atentamente a legenda
para ser bem interpreta-

Meridiano de Greenwich
BRASIL
OCEANO
ÍNDICO
Habitantes por km2 Trópico de Capricórnio do.
Menos de 1 ARGENTINA
ÁFRICA
DO SUL • Apresente aos alunos o
De 1 a 10
vídeo a seguir, que mos-
De 10 a 50
tra uma reportagem sobre
De 50 a 100
Mais de 100
Círculo Polar Antártico OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO Dhaka, em Bangladesh,
cidade com a maior densi-
0 2 500 5 000 km

dade demográfica do mun-
Fonte: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico
do. Promova uma roda de
do estudante. São Paulo: FTD, 2016. p. 180.
conversa com os alunos
Além de apresentar a maior população, a Ásia é o continente que possui a maior sobre as condições de vida
densidade demográfica do mundo. Índia, Bangladesh, China e Japão, por exemplo, da população em países
densamente povoados co-
figuram entre os países mais densamente povoados do planeta.
mo esse.
> Capital de Bangladesh
A diferença entre populoso e densamente povoado tem maior densidade
Um país ou região pode apresentar uma população numerosa e, nesse caso, podemos dizer que demográfica do mundo.
esse país ou região é populoso. Se essa população estiver distribuída por um território muito Fantástico. Disponível em:
extenso, porém, tal condição pode levar a uma densidade demográfica média ou baixa. Nesse caso, <http://livro.pro/u6tpoy>.
não podemos dizer que todo país é densamente povoado.
Acesso em: 15 out. 2018.
Por outro lado, em países ou regiões nos quais uma numerosa população se encontra
concentrada em um território pouco extenso, a densidade demográfica é mais alta. Nesse caso,
podemos dizer que o território em questão é densamente povoado.
Essa disparidade pode ocorrer em diferentes zakir hossain chowdhury zakir/Alamy/Fotoarena

escalas. Em um município, a área urbana, geralmente,


é mais densamente habitada do que a área rural. Em
um país, algumas regiões são mais densamente
povoadas do que outras. Contrastes também existem
entre diferentes países e continentes.

Bangladesh, na Ásia, tem uma população aproximada


de 166 milhões de habitantes, que está
concentrada em um território cuja extensão é
semelhante ao estado do Acre. Consequentemente,
o país é populoso e densamente povoado. Na
fotografia, é possível perceber o intenso aglomerado
populacional com pedestres e engarrafamento no
centro de Dhaka, Bangladesh, 2018.

19

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Orientações gerais
Distribuição desigual da população
• Comente com os alu- Ao longo do tempo, o aperfeiçoamento de diferentes técnicas e os avanços tecno-
nos que existem diversos
povos que buscam adap- lógicos tornaram possível a adaptação dos seres humanos aos mais diversificados
tar os ambientes para tipos de ambiente. No entanto, fatores naturais continuam a influenciar a distribuição
construir suas moradias da população pela superfície terrestre.
e extrair recursos da na-
De modo geral, áreas que oferecem disponibilidade de recursos hídricos e possi-
tureza para sua sobrevi-
vência, por meio do uso bilidade para a prática da agricultura, como planícies às margens de rios, tendem a
de diferentes técnicas: ser mais povoadas.
comunidades ribeirinhas As concentrações popula-
eFesenko/Shutterstock.com
na Amazônia constroem
cionais verificadas ao longo
suas casas sobre pa-
lafitas, devido à varia-
das planícies do rio Nilo,
ção dos níveis dos rios; na África, e do rio Ganges, na
moradores de Matmata, Índia, são exemplos de aglo-
povoado localizado no merações populacionais com
deserto da Tunísia, cons- origens bastante antigas.
troem suas casas escul-
pidas em rochas devido
à amplitude térmica; na
região de Coquimbo, no
deserto do Atacama, no Vista da cidade do Cairo, Egito,
Chile, a população criou 2017. A cidade é atravessada pelo
uma técnica para captar rio Nilo, considerado um dos mais
importantes para o país, que é
água das nuvens. Soli-
marcado por um clima árido.
cite aos alunos que fa-
çam uma pesquisa sobre
Áreas de maior densidade demográfica também tendem a se formar em regiões
técnicas aplicadas para
adaptação humana em litorâneas, úmidas e com climas tropical, subtropical ou temperado. Em contrapar-
ambientes como regiões tida, regiões com clima frio, desértico ou polar, de relevo acidentado ou que apresen-
desérticas, polares, ala- tam altitudes elevadas e densa vegetação tendem a ser menos povoadas.
gadas, entre outras. Nesse caso, os motivos envolvidos são, de modo geral, a disponibilidade limitada
• Esse trabalho é com- de recursos hídricos, as médias de temperatura muito baixas ou muito elevadas,
plementar e auxilia no além de maior dificuldade de acesso, distância das áreas mais habitadas, entre ou-
desenvolvimento da ha- tros fatores.
bilidade EF08GE03. Na Groenlândia, território na América do Norte pertencente à
Dinamarca, a densidade populacional é muito baixa em razão
das rigorosas condições impostas pelo clima polar. Na fotografia
abaixo, conjunto de casas em Kulusuk, Groenlândia, 2017.

Jonas Tufvesson/
Shutterstock.com

20

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Orientações gerais
Geografia

Capítulo 1
Aumento da urbanização
em foco no mundo • Comente com os alu-
nos outros exemplos de
contrastes em relação
Observe o gráfico a seguir. à população rural e ur-
bana, conforme quadro
Mundo: urbanização da população – 1970-2018 abaixo.
Crescimento (em %) • Faça comentários e dê
80 População exemplos com base nos
Urbana dados do município em
70
63,5 Rural que vivem ou de municí-
60,7
60 57,1
55 pios vizinhos.
53,5 51,5 Fontes: United Nations.
50 46,5 World Urbanization Resposta
42,9 48,5
40 36,5
39,3 45
Prospects. Disponível em:
<https://population.un.org/ • A partir do final da dé-
wup/Download/>. cada de 2000 e início da
30
Renan Fonseca

The World Bank. Disponível década de 2010.


1970 1980 1990 2000 2010 2018 em: <https://data.
Ano worldbank.org>. Acessos
em: 3 out. 2018.

• De acordo com o gráfico, a partir de qual década a maior parte da população


mundial passou a viver nas áreas urbanas? Veja a resposta da questão nas orientações ao professor.
De acordo com o gráfico, a população urbana mundial já ultrapassou a popu-
lação rural, por isso, podemos considerar que a população mundial é, em sua
maioria, urbana.
As primeiras cidades surgiram no Oriente Médio, há cerca de 7 mil anos, quan-
do as pessoas já praticavam a agricultura e passaram a se fixar em assentamentos
ao redor dos campos cultivados. No entanto, por milhares de anos, apenas uma
pequena parcela da população mundial viveu em cidades.
Após a Revolução Industrial e, de maneira mais intensa, ao longo do século XX,
a proporção da população urbana no conjunto da população mundial aumentou
rapidamente, como observamos no gráfico acima.
No entanto, entre diferentes países, verificam-se ainda expressivos contrastes
em relação ao nível de urbanização da população. Observe.
GRANT ROONEY PREMIUM/Alamy/Fotoarena

pisaphotography/Shutterstock.com

Área rural na Etiópia, África, 2018. Cerca de oito em Vista da cidade de Tóquio, Japão, 2017. O Japão é um
cada dez etíopes vivem no campo, mas o país vem se país cuja população é altamente urbanizada, cerca de
urbanizando rapidamente. nove em cada dez japoneses vivem em cidades.

21

:11 PM g20_ftd_lt_8vsg_c1_p012a021.indd 21
País População rural (em %) População urbana (em %) 11/9/18 2:11 PM

Catar 1 99

Bélgica 2 98

Sri Lanka 82 18

Níger 84 16

Fonte: United Nations. World Urbanization Prospects. Disponível em:


<https://esa.un.org/unpd/wup/Download/>. Acesso em: 30 jun. 2018.

21

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Integrando saberes Atividades 1. Verifique se os alunos são capazes de mencionar fatores como doenças,
epidemias, guerras, piores condições sanitárias e ausência de serviços de
saúde pública etc.
Para realizar a atividade
7, caso julgue pertinente, 2. As taxas de crescimento natural da população aumentaram. Os alunos
deverão mencionar que as mudanças aconteceram por causa da queda
convide o professor de
3. Verifique se os
Exercícios de compreensão nas taxas de mortalidade e aumento da expectativa de vida da
História para aprofundar população mundial nesse período.
alunos
os conhecimentos sobre perceberam que 1. Leia a afirmação a seguir. nas taxas de mortalidade da popu-
os vestígios arqueológi- essa queda lação mundial desde 1800?
esteve As taxas de mortalidade da popula-
cos encontrados no Par- relacionada à ção mundial se mantiveram eleva-
industrialização 4. Observe novamente o mapa apre-
que Nacional da Serra da das e a expectativa de vida baixa
Capivara. Comente com
e urbanização sentado na página 17 e descreva as
das sociedades durante a maior parte da história.
os alunos que no Brasil humanas nesse principais rotas de dispersão da
período, avanços população humana pelo planeta.
existem outros lugares verificados na De acordo com o que você estudou,
que também apresentam assistência explique essa afirmação.
médica, 5. A população mundial se encontra
esses tipos de vestígios, hospitalar e 2. O que ocorreu com as taxas de distribuída de maneira uniforme pe-
como Parque Nacional de sanitária, entre
Sete Cidades, também no outros exemplos. crescimento natural da população los continentes da Terra? Justifique.
4. Auxilie os mundial a partir de 1800? Explique
Piauí; Parque Nacional do alunos a realizar 6. Qual a relação entre o crescimento
Catimbau, em Pernambu- novamente a as causas dessa mudança.
da população mundial e o aumento
co; entre outros. observação do
mapa, dessa vez 3. Quais foram as causas da queda das áreas urbanas no mundo?
• Busque nos sites des- com o objetivo de O crescimento da população mundial tem se
descrever as rotas refletido na expansão das áreas urbanas no mundo,
ses parques ou peça
de maneira Geografia no contexto pois a população urbana será cada vez maior.
que os próprios alunos resumida, 7. a) O texto apresenta a informação de que alguns arqueólogos afirmam que o
pesquisem mais infor- informando o 7. Leia o texto a seguir. ser humano pode ter chegado ao continente americano antes da última
mações sobre vestígios ponto de partida, glaciação. Esses arqueólogos acreditam que o ser humano pode ter chegado na
a origem e as América do Norte pelo menos há 24 mil anos.
arqueológicos, inclusive datas. Seres humanos nas Américas
na região onde vivem. 5. Não. Verifique
se os alunos Alguns arqueólogos acreditam que os seres humanos já habitavam as Américas há mais
reconhecem que tempo do que as hipóteses mais aceitas sugerem. Estudos genéticos em populações nativas da
alguns países, América do Norte e ossos de animais com marcas que seriam de ferramentas humanas
continentes e
regiões são mais encontradas no Canadá indicam que, possivelmente, as pessoas já habitavam a América do Norte
populosos e há pelo menos 24 mil anos.
densamente
povoados do que No Brasil, a arqueóloga Niède Guidon pesquisa, desde a década de 1970, vestígios de seres
outros. humanos pré-históricos no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Gravuras rupestres
datadas entre 6 e 12 mil anos encontradas em cavernas atestam a importância arqueológica da
região, onde vestígios que seriam de restos de
Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

fogueiras feitas por seres humanos de até


40 mil anos já foram encontrados. A cientista
brasileira acredita que a data de entrada dos
primeiros humanos nas Américas possa ser
ainda mais antiga e que esse movimento
migratório pode ter ocorrido por meio de
rotas ainda desconhecidas.
Texto da autora.

Pintura rupestre no Parque Nacional da Serra da


Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), 2015.
Essas pinturas foram feitas por seres humanos que
viveram na região entre 6 mil e 12 mil anos atrás.

7. b) De acordo com os
vestígios encontrados a ) Qual a principal informação apresentada no texto?
nas pesquisas de Niède
Guidon, os seres b) De acordo com vestígios encontrados na pesquisa de Niède Guidon, quando
humanos teriam
chegado ao continente os seres humanos teriam chegado ao continente americano?
americano até 40 mil c ) Qual a data das pinturas rupestres da Serra da Capivara? Entre 6 mil e 12 mil
anos atrás. anos atrás.
22

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Dinâmicas migratórias
Orientações gerais

Capítulo 1
• Sugerimos o acesso ao
da população mundial site da revista Travessia,
que há 30 anos apresenta
Todos os anos, milhares de pessoas migram de um país para outro pelas mais publicações sobre pro-
diversas razões, como busca de trabalho, para assim alcançar melhores condições de cessos migratórios de di-
vida, questões que envolvem conflitos e guerras, entre outros. Em 2017, de acordo ferentes grupos humanos.
com a ONU, cerca de 258 milhões de pessoas em todo o mundo viviam fora do país > Travessia. Disponível
em que nasceram por diferentes motivos. em: <http://livro.pro/
fh37qc>. Acesso em: 16
Chamamos de emigrantes as pessoas que deixam o lugar de origem para ir viver
out. 2018.
em outro país ou região. Denominamos de imigrantes aqueles que entram em um
país ou região que não representa seu país ou região de origem, com a intenção de
• Solicite aos alunos que
pesquisem na internet
se estabelecer nele. sobre casos reais de cada
Em comum, pessoas que emigram compartilham o desejo de uma vida melhor. tipo de migração: volun-
tária, forçada, temporária
Podemos classificar as migrações entre migrações voluntárias, isto é, deslocamen- e permanente e anotem
tos espontâneos por iniciativa do próprio migrante, e migrações forçadas, motivadas no caderno. Com a pes-
por guerras, desastres naturais e outros fatores. Quando o motivo de deslocamento é quisa pronta, eles devem
comprovadamente a ocorrência de guerras, conflitos étnicos e perseguições política e expor aos colegas em
religiosa, o migrante é considerado um refugiado. sala de aula. Esse é um
momento oportuno para
As migrações também podem ser classificadas entre migrações temporárias, em
abordar o tema contem-
que a pessoa reside durante algum tempo, como meses ou anos, no lugar para o qual porâneo Trabalho e Edu-
se deslocou e posteriormente retorna ao seu lugar de origem, e migrações permanen- cação em direitos huma-
tes, em que o indivíduo se estabelece definitivamente no lugar para o qual se deslocou. nos, pois, principalmente
no caso das migrações
forçadas, existem situa-

Nebojsa Markovic/Shutterstock.com
ções de conflitos com a
população do país para o
qual essa população está
imigrando. Para ampliar
seus conhecimentos so-
bre o tema, sugerimos a
leitura do texto a seguir.
> Relatores da ONU pe-
dem pacto global de mi-
gração focado em direi-
tos humanos. ONU (Or-
ganização das Nações
Unidas). 4 dez. 2017. Dis-
ponível em: <http://livro.
pro/yu77q4>. Acesso
em: 16 out. 2018.

Milhares de migrantes requerentes de asilo, a maioria sírios fugindo da guerra civil em seu país, são
escoltados para campo de refugiados. Na fotografia, refugiados sírios em Belgrado, Sérvia, 2017,
durante processo de migração para países da União Europeia.

23

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Orientações gerais
Os fluxos migratórios
• Auxilie os alunos na
mundiais na atualidade
leitura e interpretação do
mapa de fluxos apresen- Tanto as migrações internas, verificadas dentro de um mesmo país, como as mi-
tado nesta página.
grações internacionais, realizadas entre diferentes países, ocorrem entre áreas de
• Explique aos alunos repulsão (de onde as pessoas tendem a sair) em direção a áreas de atração (para
que, além dos já men-
onde muitas pessoas tendem a migrar). Observe o mapa.
cionados nesta página,
um dos fluxos popula-
cionais de trabalhadores Mundo: principais fluxos migratórios
é conhecido como “Fu-

E. Cavalcante
OCEANO GLACIAL ÁRTICO N
ga de cérebros”, ou seja,
O L
profissionais formados, Círculo Polar Ártico
RÚSSIA S
com alto conhecimento CANADÁ POLÔNIA
em sua área de atuação, CASAQUISTÃO
Para o
que não encontram boas ESTADOS
Estados
UNIDOS JAPÃO
oportunidades de traba- CHINA
Unidos
lho em seu país de ori- Norte da PAQUISTÃO
Trópico de Câncer África ARÁBIA
gem e migram para outro SAUDITA ÍNDIA
MÉXICO OCEANO
com tradição de investi- ATLÂNTICO SUDÃO
OCEANO
mentos em ciência, tec- PACÍFICO
Equador CINGAPURA
nologia e inovação. Esse REP. DEM. 0º
OCEANO
é o caso de muitos brasi- Para o DO CONGO

Meridiano de Greenwich
Japão BRASIL ÍNDICO
leiros que buscam países
da Europa e os Estados Trópico de Capricórnio
Unidos. O mesmo acon- AUSTRÁLIA
OCEANO
tece com cientistas de PACÍFICO
ARGENTINA
países como Cabo Ver-
de, Haiti e Portugal, que 0 1 980 3 960 km

buscam outros países Países de imigração mais intensa
Fonte: GRESH, Alain; RADVANYI, Jean; REKACEWICZ, Philippe. Países de emigração mais intensa
que incentivem e finan- Le Monde diplomatique: el atlas geopolítico. Valencia: Akal/ Movimento migratório equilibrado
ciem suas pesquisas. É Fundaciõn Mondiplo, 2010. p. 17.
Direção do fluxo migratório
possível relacionar es-
sa informação com os
temas contemporâneos 1. De acordo com o mapa, identifique algumas áreas que mais recebem imigrantes.
Trabalho e Ciência e tec- Estados Unidos, Canadá, Europa, África do Sul, Austrália, Arábia Saudita e Japão.
nologia. 2. Identifique algumas áreas onde existem mais emigrantes.
Norte da África, alguns países da América Latina, República Dem. do Congo, Oriente Médio, China e Índia.

De modo geral, a maioria das pessoas que emigra voluntariamente em busca de me-
lhores condições de vida se desloca em direção a países com maior nível de desenvolvi-
mento socioeconômico do que seu país de origem.
As nações desenvolvidas, como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Canadá,
França, Japão e Reino Unido, entre outras, representam as principais áreas de atra-
ção de imigrantes de todo o mundo. No entanto, países com economias emergentes,
como Brasil e África do Sul, entre outros, também atraem muitos imigrantes, princi-
palmente, provenientes de países vizinhos mais pobres.
Trabalhadores imigrantes, de modo geral, oferecem mão de obra não especializada
e acabam empregados em atividades de baixa remuneração, que exigem pouca qua-
lificação. Desse modo, atendem a uma parcela importante das necessidades de mão
de obra, principalmente, dos países desenvolvidos.

24

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A maior parte dos fluxos migratórios atuais ocorre tendo como área de origem, ou Orientações gerais

Capítulo 1
seja, área de expulsão, países mais pobres. Nesses países, parte significativa da po- • Para obter mais infor-
pulação passa por dificuldades econômicas em razão de alguns problemas, como mações sobre as migra-
altos índices de desemprego e inflação. Portanto, buscam uma melhora na qualidade ções forçadas, sugerimos
de vida ao deixar seu país. o acesso ao site da Ac-
nur (Alto Comissariado
Áreas de expulsão também ocorrem em regiões que vivenciam guerras e conflitos das Nações Unidas para
étnicos ou religiosos, assim como em áreas onde são verificados problemas ambien- Refugiados), agência da
tais, como escassez de recursos hídricos e desertificação do solo. Há, ainda, áreas ONU para refugiados,
afetadas por fenômenos naturais, como erupções vulcânicas, terremotos, inundações que busca protegê-los e
e secas prolongadas, de onde partem muitos habitantes. promover soluções para
seus problemas.
As principais áreas de repulsão, atualmente, estão localizadas no Oriente Médio
> Acnur. Disponível em:
(em função da guerra civil na Síria) e em áreas do continente africano que vivenciam
<http://livro.pro/bv6ph9>.
conflitos e problemas econômicos.
Acesso em: 16 out. 2018.
Vários países latino-americanos que registram baixos índices de desenvolvimento
socioeconômico também se caracterizam como áreas de repulsão, levando muitas
pessoas a migrar em direção a outros países da região ou para outros continentes.
Os principais países nessa condição atualmente são El Salvador, Guatemala, Hon-
duras, Haiti e Venezuela.
Enquanto algumas nações desenvolvidas vêm impondo barreiras cada vez maio-
res à entrada de imigrantes em seu território, países latino-americanos que tendem
a oferecer maiores oportunidades, como Brasil, Chile e México, são escolhidos por
uma parcela significativa desses imigrantes. Apesar de alguns exemplos positivos,
políticas restritivas quanto à entrada de imigrantes existem nesses países e dificul-
tam tais movimentos, e questões de segurança são, muitas vezes, colocadas acima
dos direitos humanos.

Westend61 GmbH/Alamy/Fotoarena

Vista de área carente de Porto Príncipe, Haiti, 2017. O país é um dos mais pobres do continente africano e,
após o terremoto que assolou o país em 2010, os fluxos migratórios aumentaram ainda mais.

25

:16 PM Material digital


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• A sequência didática 2, disponível no material digital,


apresenta uma proposta de trabalho sobre os movimen-
tos migratórios. Aproveite a oportunidade para avaliar
os conhecimentos dos alunos sobre o tema.

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Sugestão de atividade
Painel Cultural Geografia
Objetivos em foco O Brasil e as migrações
• Reconhecer a impor- internacionais
tância das migrações in-
ternacionais no Brasil. O Brasil foi o destino de muitos movimentos migratórios ao longo do tempo.
Durante o período colonial, por exemplo, europeus colonizadores e africanos (ainda
• Compreender que os
diversos povos contri- que forçadamente) representaram os principais fluxos.
buem para a diversidade Já nos séculos XIX e XX, houve intenso movimento migratório proveniente de
cultural das paisagens países como Alemanha, Itália, Japão, Espanha, entre outros. No século XXI, foram
brasileiras.
imigrantes vindos de países da América Latina, como bolivianos, haitianos e ve-
Materiais nezuelanos, que passaram a ingressar em território brasileiro em grande número.
• Recortes de revista ou A estes se somaram imigrantes de países da África, Ásia e Oriente Médio.
fotos impressas da in-
ternet
Consequentemente, muitos brasileiros são descendentes de imigrantes, e co-
munidades formadas por diferentes povos são expressivas em muitos estados e
• Papel kraft ou cartolina municípios de nosso país.
• Tubo de cola
A presença de imigrantes de diversas etnias e seus descendentes, por sua vez,
• Tesoura com pontas imprime diferentes características culturais às paisagens de cidades brasileiras.
arredondadas
• Canetinhas hidrocor Em razão disso, em muitos municípios brasileiros podemos encontrar constru-
Procedimentos ções históricas que registram heranças culturais de povos imigrantes que viveram
ou ainda vivem naquele lugar. Veja a fotografia a seguir.
• Esta atividade permite
abordar o tema contem-
porâneo Diversidade

Ernesto Reghran/Pulsar Imagens


cultural.
• Divida os alunos em
grupos de, no máximo,
quatro integrantes.
• Assim como a foto-
grafia apresentada nesta
página, os alunos de-
verão pesquisar outras
construções históricas
existentes no Brasil que
apareçam nas paisagens
de diferentes lugares e
expressem a diversidade
cultural brasileira. Para
ampliar a pesquisa, eles
também poderão pes-
quisar outros elementos
culturais, como culinária,
vestimentas etc. Mesquita Omar Ibn Al-Khattab em Foz do Iguaçu (PR), 2015. Nesse município, vive a maior
comunidade de praticantes do Islamismo, principalmente árabes, do país.
• O título do painel pode
ser “Diversidade cultural” • Muitas vezes, no município onde moramos, existe alguma herança cultural dos
ou outro de escolha dos povos migrantes que vivem nele atualmente ou, então, que viveram no passado,
alunos. Abaixo de cada
durante sua formação. Converse com seus colegas e procurem identificar se
fotografia, os alunos de-
existe alguma herança cultural desse tipo no município onde vocês moram.
verão escrever uma le- Veja a resposta da questão nas orientações ao professor.
genda para identificação,
pois o painel deverá ser 26
apresentado nos corre-
dores da escola ou em
outro local permitido pe-
la direção, de modo que
muitas pessoas possam Resposta
g20_ftd_lt_8vsg_c1_p022a029.indd 26 11/9/18 2:16 PM g20_

apreciar a pesquisa reali- • Resposta pessoal. Auxilie os alunos a identificar a pre-


zada pelos alunos. sença de restaurantes ou estabelecimentos comerciais
cujos proprietários sejam imigrantes ou descendentes
de imigrantes, festas populares típicas de algum povo
imigrante, praça ou local que homenageia algum grupo
imigrante etc.

26

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Investigando BNCC

Capítulo 1
• Para
na prática
esta atividade,
Conhecendo o reforce com os alunos a

município por importância de valorizar


os saberes e as diferen-
meio da entrevista ças culturais existentes
no lugar em que vivemos,
promovendo o respeito e
Na página anterior, vimos que o Brasil recebeu diversos fluxos migratórios ao longo a valorização da diversi-
do tempo. Por isso, em muitos municípios brasileiros, podemos encontrar paisagens e dade, conforme orienta a
também hábitos e costumes em meio à população que retratam a presença de povos competência específica
migrantes de diferentes lugares do mundo, que passaram a viver em nosso país. de Ciências Humanas 4.

Agora, vamos conhecer um pouco a história do município onde você mora. Para • Aproveite para per-
guntar aos alunos se em
isso, vamos fazer uma entrevista com um morador que viva há muito tempo no mu-
sua família existe alguma
nicípio. pessoa descendente dos
povos mencionados na
O que você vai precisar página 26. Permita que os
alunos contem sua histó-
• Cópias do • lápis; • caderno. ria de vida ou a de algum
questionário; • borracha; familiar. Neste momento
pode ser trabalhado o te-
ma contemporâneo Vida
familiar e social, assim
Como fazer
como desenvolve-se a ha-
Convidem o morador para visitar a escola em um dia de aula. Antecipadamente, bilidade EF08GE02.
preparem o questionário com perguntas semelhantes às propostas a seguir. Escrevam
as respostas no caderno.
A Qual o seu nome e a sua idade?

B Você mora no município há quanto tempo?

C Quais são os bairros mais antigos de nossa cidade?

D De que maneira começou a formação do município onde moramos?

E Qual a origem dos moradores que vieram para o município durante sua formação?

F Havia imigrantes de outros países entre os moradores naquele período? Qual era
a origem deles?
G Atualmente, existe alguma construção, festa popular ou comércio típico que registre
alguma herança cultural dos povos imigrantes que vieram ao município durante sua
formação?

Converse sobre suas observações


Veja a seguir algumas análises que vocês podem fazer após a aplicação do ques-
tionário.
• Na formação ou em outro momento histórico do município houve a participação
de povos imigrantes?
• Existem heranças culturais que demostram a presença de imigrantes no muni-
cípio onde vivem? Veja as respostas das questões nas orientações ao professor.
27

:16 PM Resposta
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• Resposta pessoal. Verifique se as observações dos


alunos estão de acordo com o tema desta seção. Caso os
alunos tenham dúvidas, auxilie-os a interpretar as infor-
mações dadas pelo entrevistado.

27

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Orientações gerais
Explorando
•O estudo proposto
nesta seção, ao discutir o tema A dura realidade
a situação de travessia e
de imigrantes ilegais em
dos imigrantes
diferentes fronteiras no Quase todos os dias, recebemos notícias sobre migrações que ocorrem entre di-
mundo, permite que os
versos países. Numerosos grupos de pessoas se deslocam para outros territórios em
alunos entrem em con-
busca de melhores condições de vida, muitas vezes, por não encontrar uma alterna-
tato com as dificuldades
pelas quais esses grupos tiva de vida digna em seu lugar de origem.
passam. Essa análise e Veja a seguir alguns dados sobre fluxos migratórios recentes e importantes no mundo.
reflexão permite traba-
lhar os temas contem- Na tentativa de fugir de guerras e da miséria em
porâneos Direitos hu- seus países, pessoas atravessam ilegalmente o mar

Zohra Bensemra/Reuters/Fotoarena
manos e Vida familiar e Mediterrâneo rumo ao continente europeu. Em muitos
casos, utilizam embarcações precárias e superlotadas,
social.
o que muitas vezes resulta em naufrágios e em um
• Este trabalho também grande número de mortes.
auxilia no desenvolvi-
mento da habilidade Embarcação repleta de imigrantes africanos fazia a
EF08GE04 da BNCC. travessia do mar Mediterrâneo ilegalmente quando foi

• Se considerar perti- abordada por membros de uma ONG alemã em operação


de resgate, na costa da Líbia, 2016.
nente, apresente outras
informações a respeito
No recente fluxo migratório de pessoas do Oriente Médio
de migrações no mundo,
e da África rumo ao continente europeu, muitas pessoas
Istvan Csak/Shutterstock.com

conforme a seguir:
estavam fugindo de guerras e conflitos étnicos em seu país
> Estima-se que, ao todo, de origem.
o Brasil tenha 1 milhão de
estrangeiros. Apesar de Milhares de pessoas encaram longos
parecer um número alto, trajetos em busca de refúgio. Na
os imigrantes no Brasil fotografia, observamos refugiados
sírios a caminho da Alemanha, em
são somente 0,5% de to- Gyékényes, Hungria, 2015.
da a população do país,

Alamy/Fotoarena
Bob Daemmrich/
enquanto a média mun- Nos Estados Unidos, a travessia de imigrantes ilegais
dial é de 3%. ocorre no deserto, na fronteira entre esse país e o México.
> Em 2015, o Ministé- Muitos não suportam a travessia por conta do calor, falta
rio da Justiça do Brasil de água e alimentos, entre outras dificuldades.
Loren Elliott/
divulgou os dados de Reuters/Fotoarena

uma pesquisa intitulada Policial abordando


Em alguns locais no deserto da
“Migrantes, apátridas e imigrantes que tentaram
Califórnia, nos Estados Unidos, há
ingressar ilegalmente
refugiados”, realizada placas sinalizando os riscos
nos Estados Unidos pelo
com imigrantes que vi- existentes na travessia
deserto, próximo a
(altas temperaturas, relevo íngreme,
vem em solo brasileiro, McAllen, Texas, 2018.
cobras peçonhentas, ausência de
a fim de identificar os água e o risco de afogamento na
principais problemas en- travessia de um rio).
contrados por essa po-
pulação. Os dados apon-
taram que a maior difi-
culdade dos imigrantes
no país está relacionada
a idioma, moradia e tra-
balho. O idioma, porém,
é a maior preocupação
indicada pelos entrevis-
tados, uma vez que, sem 28
o domínio da língua, os
imigrantes encontram
dificuldades em conse-
guir trabalho digno, es- g20_ftd_lt_8vsg_c1_p022a029.indd 28 11/9/18 2:16 PM g20_

tudar etc.

28

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Orientações gerais

Capítulo 1
• Recentemente, muitos
estudiosos têm indicado
Você já imaginou as dificuldades enfrentadas por essas pessoas desde que dei- que a melhor política a
xam seu país até chegar ao seu destino? E quando realizam essa imigração ilegal- ser adotada por países
mente, muitos outros problemas se acumulam. Veja. que não querem receber
grandes fluxos de imi-
grantes seria a realização
de investimentos que ga-
Motivos da migração: rantam emprego, traba-
problemas sociais, lho e ausência de guer-
conflitos, guerras ou ras e conflitos étnicos em
Grande risco na falta de oportunidades
travessia, há muitas
países que passam por
no país de origem.
mortes durante a
esses problemas. Pro-
entrada ilegal (uso ponha um debate com
de embarcações Adoção de rígidas os alunos sobre a opinião
precárias, travessias Principais dificuldades políticas de prisão, deles a respeito dessa
despreparadas em dos imigrantes deportação de possibilidade. Estimule-
desertos ou rios). imigrantes ilegais. -os a refletir sobre o fa-

Nik Merkulov/Shutterstock.com
to de que essas ajudas
podem fazer com que as
Dificuldade em regularizar sua Dificuldade com
pessoas permaneçam
situação no país e permanecer o idioma do país Preconceito
de destino.
morando em seu local
em situação legal. e xenofobia.
de origem. Porém, para
que isso ocorra, é ne-
cessária a realização de
grandes investimentos
e colaboração, principal-
Dificuldade com Não consegue mente, de autoridades e
alimentação diferente emprego formal de grupos que estejam
do país de origem. e digno. envolvidos em conflitos
ou que administrem re-
cursos financeiros, pa-
ra que sejam realmente
destinados à melhoria
Dificuldade em conseguir Dificuldade em ter das condições de vida da
dinheiro para retornar ao moradia e vida digna no população.
país de origem. país de destino.
Respostas
a ) Resposta pessoal. Es-
O grande fluxo de imigrantes fez que os países europeus endurecessem políticas pera-se que o aluno indi-
relacionadas ao controle de entrada de imigrantes. Desse modo, muitos imigrantes que situações como o risco
ilegais foram presos, deportados ou foram separados de suas famílias, ou seja, pas- encontrado no trajeto, pri-
são, idioma, xenofobia etc.
sam por situações extremamente difíceis.
b) Resposta pessoal. Es-
A ONU, por sua vez, tem destacado a importância e a necessidade de os países pera-se que os alunos
que recebem imigrantes se empenharem na adoção de políticas não discriminatórias, citem e debatam a ne-
inclusivas e de respeito aos direitos humanos. cessidade de respeito
aos imigrantes, que pas-
a ) Em sua opinião, qual o maior problema enfrentado pelos imigrantes ilegais? sam por dificuldades
pessoais, profissionais,
b) O Brasil tem recebido grandes grupos de imigrantes, vindos de vários países muitas vezes deixando
do mundo, principalmente da América Latina. Converse com os colegas sobre suas famílias para tentar
como os imigrantes devem ser recebidos em nosso país, como devem ser tra- uma condição de vida
tados e auxiliados em suas dificuldades até que tenham condições de usufruírem melhor do que a ofereci-
de uma vida digna. Veja as respostas das questões nas orientações ao professor. da em seu país de ori-
gem. Essas pessoas pre-
29 cisam de auxílio em al-
gumas necessidades bá-
sicas como moradia,
emprego e ajuda com a
comunicação. Comente
:16 PM g20_ftd_lt_8vsg_c1_p022a029.indd 29 11/9/18 2:16 PM
com eles que tanto os
imigrantes podem trazer
riquezas culturais, as
quais podemos conhecer
e valorizar, como nossas
expressões culturais po-
dem ser transmitidas a
eles também.

29

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Panorama atual da população mundial
Integrando saberes
• Ao comentar com os
alunos sobre os princi- As taxas de natalidade vêm diminuindo desde o final do século XIX e o início do
pais motivos do cres- século XX nos países de economia mais desenvolvida. Isso se deve, sobretudo, ao
cimento da população
processo de êxodo rural e à urbanização, que transformaram o modo de vida de
mundial, como queda
nas taxas de mortalidade, grande parte das populações que passaram a viver nas cidades.
elevadas taxas de fecun- A ampliação dos gastos familiares com mora-
didade, falta de planeja- Taxa de fecundidade em alguns
países do mundo – 2015-2020 dia, educação, saúde, lazer, vestuário e transporte,
mento familiar e baixo associado ao uso de métodos contraceptivos e à
uso contraceptivo, con- Países Filhos maior participação da mulher no mercado de
verse com o professor do desenvolvidos por mulher
componente curricular trabalho contribuíram para que ocorresse uma
Japão 1,5 importante diminuição das taxas de natalidade
de Ciências para que ele
aprofunde o assunto, re- Suíça 1,6 em muitos países desenvolvidos.
lacionando com o tema Alemanha 1,5 Esse cenário também é verificado em vários
contemporâneo Saúde. países subdesenvolvidos, chamados economias
Estados Unidos 1,9
•É importante que os
Países subdesenvolvidos Filhos emergentes, como Brasil, Argentina e México. No
alunos compreendam entanto, na maior parte dos países subdesenvol-
que o grande número de
industrializados por mulher
vidos, as elevadas taxas de fecundidade refletem
filhos, ao mesmo tempo Brasil 1,7
que representa mais mão
no maior crescimento da população.
Índia 2,3
de obra para o trabalho e Nesses países, a falta de planejamento fami-
México 2,1
sustento da família (pois liar e o baixo uso de métodos contraceptivos são
não há controle rígido do África do Sul 2,4 alguns dos fatores que explicam as elevadas ta-
trabalho infantil), tam- Países Filhos xas de natalidade, sobretudo entre as populações
bém significa aumento da subdesenvolvidos por mulher mais pobres. Veja as tabelas ao lado.
precariedade das condi-
Mali 5,9 Planejamento familiar: conjunto de medidas que
ções de vida de cada um,
auxiliam pessoas a planejar a chegada de filhos ou a adiar o
devido ao aumento das Afeganistão 4,4
crescimento familiar.
despesas. Colômbia 1,8 Taxa de fecundidade: número médio de filhos por mulher.
Uganda 5,5 Em alguns países da África, como a Etiópia, as
Fonte: United Nations. World Population Prospects. mulheres chegam a ter em média quatro filhos.
Disponível em: <https://population.un.org/wpp/DataQuery/>. Na fotografia, crianças na Etiópia, África, 2018.
Acesso em: 1º out. 2018.
Shutterstock.com
lkpro/

30

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Características etárias
Orientações gerais

Capítulo 1
• Para auxiliar na leitura
da população mundial e interpretação da pirâ-
mide etária da população
Para melhor estudarmos a estrutura etária da população, podemos utilizar um mundial, apresente aos
gráfico chamado pirâmide etária ou pirâmide de idades, no qual é possível obser- alunos a pirâmide etá-
var as características da população por idade (estrutura etária) e sexo (feminino e ria do Brasil em compa-
masculino). ração com o estado em
que vivem e que também
Observe, a seguir, a pirâmide etária da população mundial em 2018. comparem com a pi-
râmide apresentada nesta
Mundo: pirâmide etária – 2018 página. Para isso, acesse
o site a seguir.

Keithy Mostachi
Homens Idade Mulheres
> População. IBGE (Ins-
80 ou mais tituto Brasileiro de Geo-
74 - 79 grafia e Estatística).
70 - 74
C Disponível em: <http://
65 - 69 li v r o . p r o /d m 7w 5 w >.
60 - 64 Acesso em: 16 out. 2018.
55 - 59
• Comente com os alunos
50 - 54 que o censo demográfico
45 - 49 é feito a cada dez anos e
40 - 44
B que o último foi realizado
35 - 39
em 2010. Para mais infor-
30 - 34 mações sobre o censo de-
25 - 29
mográfico, acesse o site
20 - 24 a seguir. Nele você pode
15 - 19
acessar o censo atual, o
10 - 14
A penúltimo (2000), e tam-
5-9
bém a série histórica com
0-4
dados da evolução da po-
400 350 300 250 200 150 100 50 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 pulação brasileira.
Milhões de habitantes > O que é. IBGE (Institu-
A Base: representa a B Corpo: representa a C Ápice: representa a to Brasileiro de Geogra-
população de crianças e população de adultos na população idosa, ou seja,
fia e Estatística). Dispo-
jovens na faixa etária de faixa etária de 20 a 59 com idade superior a 60
0 a 19 anos. Compõe a anos. Forma a parte anos. Constitui o topo da
nível em: <http://livro.
base da pirâmide. intermediária da pirâmide. pirâmide. pro/58snkm>. Acesso
em: 16 out. 2018.
Fonte: United Nations. World Population Prospects. Disponível em: <https://
population.un.org/wpp/DataQuery/>. Acesso em: 3 out. 2018.

Conhecendo a população de um país


É denominado censo demográfico o conjunto de procedimentos voltados à pesquisa para
determinar o número total de habitantes de um país e outros aspectos demográficos
importantes, como a distribuição da população por sexo e faixa etária, as condições
socioeconômicas, características culturais e outros dados que permitem compreender a estrutura
de uma população. Dessa forma, um dos principais benefícios do censo demográfico é
possibilitar a realização de estimativas para o futuro, isto é, prever o ritmo de crescimento de
uma população a fim de orientar políticas públicas de desenvolvimento.
No Brasil, o censo demográfico é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e a grande maioria dos países realiza procedimentos semelhantes.

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Orientações gerais
Diferentes formatos de pirâmides etárias
• Aproveitando as pirâ- Quando observamos a forma de uma pirâmide etária, podemos compreender al-
mides etárias desta pági-
na e das páginas seguin- gumas características demográficas da população, como a natalidade, a mortalidade
tes, peça aos alunos que e a expectativa de vida.
façam uma comparação A seguir, vamos estudar o que revelam diferentes formatos de pirâmides etárias.
com a pirâmide da popu- Pelas pirâmides, pode-se reconhecer países com populações predominantemente jo-
lação mundial, da página vens, outros em processo de envelhecimento e outros, ainda, com populações já en-
31, e apontem quais as velhecidas.
diferenças entre elas em
relação à forma de cada Países de população jovem
uma. É importante que os
Se observarmos a pirâmide etária de um país com população predominantemente
alunos reforcem a leitura
e a interpretação delas,
jovem no gráfico abaixo, podemos notar que esta apresenta um aspecto que lembra
para o desenvolvimen- a forma geométrica de um triângulo. A base larga e o topo estreito caracterizam uma
to da linguagem gráfica elevada proporção de crianças e jovens e uma baixa proporção de idosos no conjun-
atrelada aos conheci- to da população.
mentos geográficos.
Nigéria: pirâmide etária – 2018
• Se necessário, relem-

Renan Fonseca
bre aos alunos as partes Homens Idade Mulheres
que compõem a pirâmide: 80 ou mais
base (pessoas de 0 a 19 75 - 79
anos), corpo (pessoas en- 70 - 74
65 - 69
tre 20 e 59 anos) e ápice
60 - 64
(pessoas com 60 anos ou 55 - 59
mais). Essas noções facili- 50 - 54
tarão a análise e a compa- 45 - 49
ração entre as pirâmides. 40 - 44
35 - 39
30 - 34
25 - 29
20 - 24 Fonte: United
15 - 19 Nations. World
10 - 14 Population
5-9 Prospects.
0-4 Disponível em:
<https://population.
2 500 2 000 1 500 1 000 500 0 0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 un.org/wpp/
Mil habitantes DataQuery/>. Acesso
em: 3 out. 2018.

Tal condição está associada às elevadas taxas de fecundidade e natalidade e indi-


cam uma alta proporção de jovens no conjunto da população.
O estreitamento do corpo da pirâmide revela elevadas taxas de mortalidade, e o
topo afunilado indica uma reduzida expectativa de vida para a população do país.
Muitas vezes, essas características demográficas são típicas de países mais po-
bres, que não oferecem boa qualidade de vida para a maior parte de sua população.
Além disso, o elevado número de jovens e adultos no país indica uma necessidade
de oferta de empregos. Caso contrário, o que acontece são taxas de desemprego ele-
vadas, que refletem até mesmo em migrações de jovens para outros países e regiões.
De modo geral, embora existam nações da Ásia e da América Latina que apresen-
tam cenários semelhantes aos descritos acima, são os países da África que possuem,
em média, as mais altas taxas de fecundidade e natalidade do mundo, assim como
as populações mais jovens.
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Orientações gerais
Países com população em processo de envelhecimento

Capítulo 1
A redução das taxas de natalidade e o aumento da expectativa de vida, gradual- • Ao abordar o conteúdo
envelhecimento da po-
mente, levam ao envelhecimento da população e, consequentemente, transformam o pulação, promova uma
formato de pirâmide demográfica de um país. roda de conversa com os
Observe, no gráfico ao lado, como alunos sobre a importân-
Canadá: pirâmide etária - 2018 cia do respeito aos idosos
tal cenário se reflete na proporção

Keithy Mostachi
entre indivíduos de diferentes grupos Homens Idade Mulheres e questione-os quanto
80 ou mais às ações que existem no
de idade: o ápice da pirâmide etária 75 - 79 município onde moram
do Canadá vai se tornando maior em 70 - 74
para que os direitos dos
razão da ampliada proporção de ido- 65 - 69
idosos, como condições
60 - 64
sos no conjunto da população. 55 - 59 de saúde dignas com
Esse formato de pirâmide etária 50 - 54 atendimento prioritá-
45 - 49
é típico de países desenvolvidos, rio, acesso a hospitais,
40 - 44
médicos, exames e me-
como Estados Unidos e Alemanha. 35 - 39
30 - 34 dicamentos adequados,
25 - 29 atividades de lazer e so-
20 - 24
cialização, entre outros,
15 - 19
Fonte: United Nations. 10 - 14
sejam respeitados.
World Population
Prospects. Disponível
5-9
0-4
• Aproveite e reforce
em: <https:// que o respeito começa
population.un.org/wpp/ 1 500 1 200 900 600 300 0 0 300 600 900 1 200 1 500 com a valorização das
DataQuery/>. Acesso Mil habitantes
em: 3 out. 2018.
pessoas idosas da fa-
mília e do bairro. Este
No entanto, essas transformações também estão acontecendo, porém em um rit- momento permite um
mo mais lento, em países subdesenvolvidos industrializados, como Brasil e México. trabalho com o tema
Além de avanços na condição socioeconômica desses países, políticas públicas vol- contemporâneo Proces-
tadas ao planejamento familiar, adoção de métodos contraceptivos e até mesmo pro- so de envelhecimento,
respeito e valorização
gramas de controle de natalidade vêm contribuindo para mudanças na estrutura
do idoso.
etária da população desses países.
O aumento do número de idosos no total da população se reflete na necessidade
da ampliação de investimento na área da saúde pública e também no sistema de
previdência social, que procuram oferecer uma boa qualidade de vida a essas pessoas.

Previdência social:
Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena

instituições desenvolvidas
pelo governo para dar
assistência aos assalariados
e suas famílias, por meio de
benefícios, como:
aposentadorias, pensões e
auxílio-maternidade.

Idoso sendo vacinado


em Curitiba (PR), 2016.
Quanto maior o
percentual de idosos no
conjunto da população,
maiores os gastos
públicos com saúde e
previdência social.

33

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Orientações gerais
Países de população envelhecida
• Leia as manchetes a
Gradativamente, ao passo que o processo de envelhecimento se torna mais intenso, a
seguir para os alunos e
promova um debate re- pirâmide etária de um país passa a apresentar a base mais estreita e o topo mais largo,
lacionando o tema das refletindo a menor quantidade de crianças e jovens em relação aos adultos e idosos no
manchetes, o perfil da conjunto da população.
pirâmide etária de países Uma população envelhecida é
com população envelhe- Portugal: pirâmide etária – 2018 uma característica compartilhada
cida e a população eco-

Keithy Mostachi
Homens Idade Mulheres
pela maioria dos países desen-
nomicamente ativa.
80 ou mais
volvidos, como as nações da Eu-
Contra baixa 75 - 79 ropa, do Japão, o Uruguai, entre
natalidade, Itália 70 - 74 outros, refletindo as baixas taxas
65 - 69
estuda dobrar ‘bolsa de natalidade, maior expectativa de
60 - 64
bebê’ 55 - 59 vida e condição socioeconômica
Veja, 17 maio 2016. Disponível em: 50 - 54 elevada de suas populações.
<https://veja.abril.com.br/mundo/ 45 - 49
contra-baixa-natalidade-italia-
estuda-dobrar-bolsa-bebe/>. 40 - 44 O envelhecimento da popula-
Acesso em: 16 out. 2018. 35 - 39 ção pode ser percebido na dimi-
30 - 34
nuição da PEA, em função da
25 - 29
‘Bolsa bebê’ em 20 - 24 saída das pessoas do mercado de
Portugal paga 15 - 19 trabalho por causa da idade avan-
até R$ 15 mil 10 - 14 çada. Em alguns países, a falta de
para incentivar 5-9
trabalhadores é equilibrada pela
0-4
natalidade entrada de imigrantes, mas mui-
G1, 26 jan. 2015. Disponível em: 500 400 300 200 100 0 0 100 200 300 400 500
<http://g1.globo.com/jornal- Mil habitantes tos chegam a enfrentar escassez
nacional/noticia/2015/01/bolsa- de mão de obra.
bebe-em-portugal-paga-ate-r-15- Fonte: United Nations. World Population Prospects.
mil-para-incentivar-natalidade. Disponível em: <https://population.un.org/wpp/DataQuery/>. Acesso em: 3 out. 2018.
html>. Acesso em: 16 out. 2018.

• Esta atividade com-


plementa e auxilia o tra-
Andres Stapff/Reuters/Fotoarena

balho com a habilidade PEA (População


EF08GE03. economicamente ativa):
grupo de pessoas no
conjunto da população em
idade apta para o trabalho.

Crianças lendo livros na


praça da Independência de
Montevidéu, Uruguai, 2015,
durante atividade de leitura.

Em alguns casos, gastos com o pagamento de aposentadorias e benefícios à po-


pulação idosa se tornam tão elevados que os países são obrigados a alterar sua le-
gislação trabalhista, elevando a idade mínima para a concessão das aposentadorias.
Para contornar os desafios de uma população envelhecida, alguns governos in-
centivam a vinda de imigrantes e estimulam os casais a terem mais bebês, conce-
dendo benefícios, como extensão da licença-maternidade, construção de creches
públicas e auxílio financeiro para as despesas com os filhos.
34

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Integrando saberes
Geografia

Capítulo 1
Controle de natalidade: • O conteúdo desta se-
em foco o caso da China ção permite um trabalho
em conjunto com o com-
Para tentar conter o crescimento rápido de suas populações, China e Índia se ponente curricular de
Ciências e aborda o tema
destacaram por implantar programas de controle de natalidade com objetivos
contemporâneo Saúde.
semelhantes, porém com resultados diferentes.
• Comente com os alu-
Na China, o governo instituiu, na década de 1970, um programa de controle de nos que, no Brasil, mes-
natalidade que se tornaria conhecido como “política do filho único”. Esse programa mo não existindo uma
envolvia diversas medidas que intencionavam limitar o número de filhos dos casais política de controle de
chineses para um único filho, incluindo incentivos financeiros às famílias com ape- natalidade rígida como
nas um filho e penalidades às famílias que violassem a regra. Os resultados foram na China, o Ministério da
Saúde e outros órgãos
gradativos, mas bastante expressivos, reduzindo as taxas de natalidade e contendo
incentivam o uso de
o crescimento da população chinesa.
métodos contraceptivos
por meio de campanhas
Barry Lewis/Alamy/Fotoarena

sobre planejamento fa-


miliar, gravidez na ado-
lescência e prevenção
contra infecções sexual-
mente transmissíveis
(ISTs) . Para mais infor-
mações, acesse o site a
seguir.
> Campanhas. Ministério
da Saúde. Disponível em:
<http://livro.pro/gzzfot>.
Propaganda para
orientação de
Acesso em: 16 out. 2018.
planejamento
familiar na China,
nos anos 1980,
dentro dos
objetivos da política
do filho único.

Recentemente, o envelhecimento acelerado

TonyV3112/Shutterstock.com
da população e a possibilidade de uma escas-
sez futura de mão de obra levaram o governo
chinês a rever a política do filho único e permi-
tir que casais tivessem dois filhos. Atualmente,
vislumbra-se até mesmo o fim do controle de
natalidade no país para os próximos anos.

• Em sua opinião, a interferência do governo


ao controlar as taxas de natalidade é uma
prática justificável frente aos problemas
gerados por uma população numerosa e
Atualmente, o governo chinês alterou o programa
seus impactos econômicos, sociais e am- conhecido como“política do filho único”. Na
bientais? Veja a resposta da questão nas orientações
ao professor.
fotografia, observamos família chinesa composta
por dois filhos em Beijing, China, 2015.

35

:34 PM Resposta
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• Resposta pessoal. Oriente os alunos de modo que re-


flitam sobre a ética envolvida nos programas de controle
de natalidade e em relação aos problemas que um país
com grande população pode enfrentar, como abasteci-
mento (alimentos, água), infraestrutura (moradia, trans-
porte), emprego etc.

35

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Orientações gerais Atividades 1. Uma migração voluntária é realizada por iniciativa e desejo do próprio
migrante, em geral por razões econômicas, como no caso de pessoas que
• Na atividade 7, comen- migram em busca de empregos e uma fonte de renda fixa em outro país
para enviar dinheiro às suas famílias. Já uma migração forçada ocorre
te com os alunos que os quando a pessoa é obrigada a migrar em razão de alguns
2. As áreas de
haitianos ainda sofrem atração, de Exercícios de compreensão fatores, como guerras, perseguições políticas e religiosas,
desastres naturais e outros exemplos.
com os estragos causados modo geral, são
representadas 1. Qual a diferença entre uma migra- 4. Quais tipos de informações, refe-
pelo terremoto de 2010.
por países ção voluntária e uma migração for- rentes a uma população, o estudo
Além disso, em 2016, um desenvolvidos ou
furacão também atingiu emergentes que çada? Dê um exemplo para cada do formato de uma pirâmide etária
oferecem mais pode oferecer?
o país e hoje muitas pes-
oportunidades.
tipo de migração.
soas encontram-se desa- As áreas de
brigadas e em condições repulsão são 2. Dentro do contexto das migrações 5. Como se caracteriza a estrutura
países com baixo internacionais, aponte os principais etária de uma população em que o
precárias de saúde. nível de
desenvolvimento fatores que caracterizam áreas de formato de sua pirâmide etária tem
socioeconômico atração e repulsão. a base larga, o corpo afunilado e o
e que
apresentam ápice estreito?
problemas, como 3. De que maneira o grau de desen- 4. Ao estudarmos o formato de uma pirâmide etária,
alto desemprego volvimento econômico de um país podemos compreender algumas características
e inflação, que demográficas da população, como a natalidade, a
vivenciam está relacionado ao ritmo de cresci- mortalidade e a expectativa de vida.
guerras ou mento de sua população? 5. A base larga e o topo estreito caracterizam uma
escassez de elevada proporção de crianças e jovens e uma baixa
recursos hídricos, proporção de idosos no conjunto da população. Já o
entre outros estreitamento do corpo da pirâmide revela elevadas
exemplos. Geografia no contexto taxas de mortalidade, e o topo afunilado indica uma
reduzida expectativa de vida para a população do país.
3. De modo geral,
países menos
6. Leia a manchete de jornal a seguir.
desenvolvidos
economicamente
tendem a
apresentar altas
taxas de
natalidade,
Itália pode conceder bônus de 800 euros
proporcionando
maior
a casais que tiverem filho
crescimento
populacional e Agência Brasil, 29 out. 2016. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/
uma maior noticia/2016-10/italia-pode-conceder-bonus-de-800-euros-casais-que-tiverem-filho>. Acesso
proporção de em: 12 out. 2018.
jovens entre a
população total.
Já países com a ) Qual informação é transmitida na manchete acima?
maior A Itália vai distribuir um valor de 800 euros para os casais que tiverem filhos.
desenvolvimento b ) De acordo com o que você estudou, essa ação é adotada por países que pos-
econômico suem qual característica de estrutura etária da população?
tendem a reduzir
as taxas de
natalidade e o 7. Leia o texto a seguir e depois realize a atividade solicitada.
ritmo de
crescimento de
sua população.
6. b) Essa ação é O dramático vai e vem dos haitianos
adotada por países
que apresentam A imigração haitiana no Brasil passou por vários momentos desde
um
envelhecimento da sua intensificação a partir de 2010, ano do terremoto que destruiu o
população, em que Haiti. Nesses sete anos, mais de 90 000 haitianos entraram e se espa-
a taxa de
natalidade é lharam pelo país, enfrentando uma difícil trajetória, na condição de
reduzida. Assim, o trabalhador imigrante, para sua inserção no mercado. [...]
governo concede
benefícios, como o SUGIMOTO, Luiz. O dramático vai e vem dos haitianos. Jornal da Unicamp, 16 ago. 2017.
mencionado na Disponível em: <https://www.unicamp.br/unicamp/index.php/ju/
manchete, para noticias/2017/08/16/o-dramatico-vai-e-vem-dos-haitianos>. Acesso em: 13 set. 2018.
incentivar casais a
terem filhos.

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• Com base nesse texto e no que você estudou, descreva as dificuldades enfren- Orientações gerais

Capítulo 1
tadas pelos imigrantes em seu país de destino. O terremoto de 2010 provocou uma
intensificação no fluxo de haitianos para o Brasil. Eles vieram em busca de melhores condições de vida, 9. Oriente os • Durante a realização
mas passam por dificuldades para encontrar emprego por serem imigrantes, por falarem outra língua. alunos de da atividade 8, reforce
Pesquisando maneira que com os alunos a impor-
identifiquem
grupos de tância do respeito às
8. Faça uma pesquisa, em casa, para descobrir se entre seus antepassados existem imigrantes no particularidades de cada
pessoas que chegaram ao Brasil como imigrantes. Durante a pesquisa, procure município ou
estado onde
família.
saber os motivos que levaram a pessoa a migrar do país de origem e o que atraiu moram. Se não
for possível,
• Durante a realização
o migrante para a região de destino. Registre sua pesquisa no caderno. da atividade 9, estimu-
Oriente os alunos de modo que realizem a pesquisa em casa e registrem os resultados no caderno. amplie a escala
para a região. le nos alunos a empatia
9. Escolha um grupo de imigrantes (haitianos, venezuelanos, bolivianos, chineses, As informações e o respeito às diferen-
entre outros exemplos) e pesquise na internet a situação desses imigrantes em solicitadas
ças culturais, incluindo a
devem ser
seu estado ou município. pesquisadas na valorização dos direitos
internet ou em humanos, evitando co-
Produza um resumo explicando quem são esses imigrantes, por quais motivos fontes impressas
vieram ao Brasil, se conseguem se inserir no mercado de trabalho, se existe pré-selecionadas. mentários desrespeito-
sos e preconceituosos,
preconceito etc.
conforme orientam as
• Com base nos resultados produzidos, converse com os colegas e o professor e competências gerais 9 e
escreva um texto sobre a influência das migrações ocorridas em diferentes mo- 10 da BNCC.
mentos históricos na caracterização da cultura e das paisagens de seu municí-
Oriente os alunos de maneira que realizem uma conversa tendo como ponto de partida os resultados
pio ou estado. da pesquisa sobre as diferentes origens dos alunos da classe e os grupos de imigrantes que existem
atualmente no município ou estado. Na sequência, explore algum exemplo da influência de diferentes povos sobre a
cultura e a paisagem de seu município ou estado, como construções típicas, festas e tradições culinárias, entre outros
exemplos.
Refletindo sobre o capítulo
Agora que você concluiu o estudo deste capítulo, reflita sobre os temas nele apresentados.
Faça uma autoavaliação do seu aprendizado com base nas afirmações a seguir.
• O crescimento de uma população varia em função das taxas de natalidade e mortalidade.
Desde 1800, a população mundial cresceu rapidamente, mas, a partir no século XX, o ritmo
desse crescimento tem diminuído.
• A população mundial não se encontra distribuída de maneira igual pelos continentes e
países, sendo algumas áreas mais densamente povoadas do que outras.
• Os seres humanos modernos surgiram na África há cerca de 200 mil anos e gradualmen-
te se espalharam por todos os continentes da Terra, com exceção da Antártica.
• As migrações ocorrem, em geral, de áreas de repulsão em países menos desenvolvidos,
que passam por guerras e outros problemas, em direção a áreas de atração, representadas
por países desenvolvidos ou emergentes, que oferecem oportunidades para uma melhor
condição de vida.
• Em geral, quanto maior o grau de desenvolvimento socioeconômico de um país, menores
são suas taxas de natalidade e crescimento natural. A expectativa de vida é maior, assim
como o percentual de idosos no conjunto da população.
• Em geral, quanto menor o grau de desenvolvimento socioeconômico de um país, maiores
são suas taxas de natalidade e crescimento natural. A expectativa de vida tende a ser
mais baixa e o percentual de crianças e jovens no conjunto da população elevado.
• Conhecer a população de um país é importante porque as características etárias e o ritmo
de crescimento da população podem nortear políticas de desenvolvimento, de modo a
explorar ou contornar os benefícios e desafios de uma população jovem ou envelhecida.

37

:34 PM Refletindo sobre o capítulo


g20_ftd_lt_8vsg_c1_p030a037.indd 37 11/9/18 2:34 PM

• Esta seção tem o intuito de propor uma re- • Reforce com os alunos que a autoavaliação > Me esforcei o suficiente para a realização
flexão tanto por parte dos alunos quanto do é importante para refletirem sobre seu pro- das atividades?
professor. Leia com os alunos as informações e cesso de aprendizagem. Questões como as > Estudei os conteúdos em casa?
promova uma conversa sobre os temas. Esse é apresentadas abaixo podem colaborar para
> Participei dos debates e atividades solicita-
um bom momento para identificar as dúvidas, este momento.
das pelo professor?
verificar o desenvolvimento das habilidades e > Compreendi todos os conteúdos deste ca-
se os objetivos do capítulo foram alcançados. pítulo?

37

g20_ftd_mp_8vsg_c1_p012a037.indd 37 11/10/18 10:25 AM


ítulo
Objetivos do capítulo Cap

Territórios e
• Reconhecer que cada
povo tem crenças, tradi-
ções, costumes, hábitos

nações do
alimentares e vestuário
próprios que caracteri-
zam sua cultura.
• Compreender que a

mundo
identidade cultural é
formada pelo compar-
tilhamento de crenças e
hábitos pertencentes à
mesma cultura.
• Reconhecer que as
pessoas que comparti-
lham a mesma identida-
de territorial constituem
uma nação.
• Diferenciar limite de
fronteira.
• Reconhecer que o ter-
ritório nacional pode ser
formado por uma área
continental ou insular,
organizada por um Esta-
do, com leis e instituições
próprias.
• Compreender o que
são minorias nacionais.
• Verificar que manifes-
tações nacionalistas se-
paratistas, que reivindi-
cam um território próprio,
podem gerar conflitos.
• Identificar os princi-
pais grupos separatistas
existentes atualmente.
• Perceber que as mu-
danças na configuração
dos territórios nacionais
acarretam alterações nos
mapas políticos.
• Relacionar o fim da
União Soviética com a
independência de países
do Leste Europeu.
• Reconhecer que gran-
de parte dos conflitos Na fotografia,
territoriais está relacio- centenas de
nada a questões étnicas pessoas, incluindo
ou religiosas e a movi- tibetanos,
mentos separatistas. participam de
• Compreender e dife- manifestação pela
liberdade do Tibete,
renciar as projeções car-
em Londres,
tográficas mais utilizadas
Inglaterra, 2018.
e suas distorções.
• Refletir sobre os muros 38
que impõem limites, sua
trajetória histórica e os
conflitos envolvidos.
Orientações gerais
g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 38 11/9/18 2:35 PM g20_

• Faça observações juntamente com os alunos a respeito que foram ocupadas militarmente por países vizinhos?
da fotografia e do quadro de Picasso. Proponha as ques- > A manifestação observada na fotografia ocorre de
tões a seguir para investigar seus conhecimentos prévios. maneira pacífica. Você acha que manifestações como
> O que os tibetanos na fotografia estão reivindicando? essas ocorrem sempre dessa maneira?
> O que explica eles fazerem essa reivindicação de outro • Incentive os alunos a analisar que nem sempre os con-
país, no caso, Londres? flitos entre diferentes povos em um mesmo território
> O que você sabe a respeito de outras regiões do mundo acontecem pacificamente.

38

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BNCC
• Neste capítulo são

Coleção particular/4X5 Collection /


SuperStock/Glow Images
abordadas as relações de
poder estabelecidas no
espaço. Para tanto, des-
tacam-se os conceitos
de território e identida-
de cultural. Verificam-se
também as relações de
conflitos econômicos e
culturais em diversos
territórios.
• Os temas abordados
A imagem mostra a tela Pomba da Paz, de 1949,
do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973).
favorecem as compe-
O mundo em que vivemos é formado tências gerais 1, 3, 6 e 7
por uma imensa quantidade de povos da BNCC, as quais são
complementadas pelas
com suas respectivas culturas.
competências específi-
Diariamente, observamos nos noticiá- cas de Geografia 3, 4, 5 e
rios dos telejornais que em alguns países 7, a partir dos temas con-
ou regiões do mundo a convivência entre temporâneos Educação
os povos ocorre de maneira conflituosa, em direitos humanos e
embora na maioria das vezes seja pacífica. Diversidade cultural.

Na fotografia ao lado, vemos pessoas • Esses estudos abran-


gem, principalmente, as
realizando um protesto pela libertação do habilidades EF08GE01,
Tibete, ocorrido em Londres. Os tibetanos EF08GE05 e EF08GE06.
tiveram seu território ocupado militar-
mente pela China desde a década de 1950
e até os dias atuais reivindicam sua liber-
tação usando a mensagem “Tibete livre”.
Neste capítulo, vamos conhecer um
pouco mais sobre diferentes povos e na-
ções de várias partes do mundo.
Veja as respostas das questões nas
orientações ao professor.
A Conte para os colegas o que
você sabe sobre o domínio do
Tibete pela China.
B Em 1949, Pablo Picasso produziu
a tela Pomba da Paz. Caso vo-
cê desejasse criar um símbolo
para representar a paz no mun-
do, qual seria? Faça um desenho
Peter Marshall/ImagesLive/

e mostre para seus colegas.


ZUMA Wire/Fotoarena

C Você sabe o que são grupos se-


paratistas? Já soube de notícias
a respeito das ações praticadas
por esses grupos e o que eles
reivindicam? Comente.

39

:35 PM Respostas
g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 39 11/9/18 2:35 PM

A Resposta pessoal. Promova uma roda de conversa B Resposta pessoal. Verifique se o desenho elaborado
com os alunos a fim de trocarem ideias. Para nortear es- pelos alunos está coerente com a atividade proposta.
se debate, se possível, leve para a sala de aula notícias de C Resposta pessoal. Verifique se a opinião dos alunos
jornais e internet que retratem esse conflito. Incentive a está coerente com a atividade proposta. Estimule a par-
participação de todos. ticipação de todos.

39

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O espaço terrestre:
Orientações gerais

• O conceito de território
é essencial para a abor- continentes e oceanos
dagem do capítulo que
se inicia. Dessa forma, o A superfície terrestre é formada por áreas emersas, compostas pelos continentes
texto a seguir pode ser e ilhas, e por áreas submersas, recobertas por mares e oceanos.
utilizado como base para
Atualmente, as áreas emersas ocupam menos de um terço de toda a superfície do
trabalhar o conceito em
questão com os alunos ou planeta, sendo divididas em seis grandes continentes. Já as áreas submersas ocu-
para seus estudos com- pam a maior parte da superfície terrestre e são divididas em cinco grandes oceanos.
plementares. Observe o mapa a seguir e o gráfico da página seguinte para obter algumas infor-
Fomos habituados a mações sobre os continentes e oceanos existentes no planeta Terra.
pensar e sentir o mundo
como se fosse natural a Distribuição dos continentes na superfície terrestre
existência de uma deter-
minada geografia com paí- OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO GLACIAL
ses, fronteiras e relações.
Entretanto, essa forma
de organização do espaço Círculo Polar ÁrticoCírculo Polar Ártico
geográfico em Estados,
com suas fronteiras terri-
toriais nítidas e reconhe- E U R O PA E U R O PA
cidas, está longe de ser
um produto “natural”. Ao
contrário, trata-se de uma
invenção histórica euro-
peia que, depois, se gene- OCEANO OCEANO
ralizou para o mundo co- ATLÂNTICO ATLÂNTICO
Trópico de Câncer Trópico de Câncer
mo parte do colonialismo
e do imperialismo, enfim,
como parte da constitui- AMÉRICA AMÉRICA
ção de um grande sistema
estatal, o “sistema-mundo
ÁFR IC A ÁFR IC A
moderno-colonial”. [...] Equador Equador
Sublinhemos que ne-
nhuma sociedade escapa
da dimensão territorial. O OCEANO PACÍFICO
OCEANO PACÍFICO
OC

Meridiano de Greenwich

Meridiano de Greenwich
território é, sempre, tam-
bém abrigo e proteção. No
caso da espécie humana, Trópico de Capricórnio
Trópico de Capricórnio
o território é abrigo e pro-
teção em duplo sentido:
simbólico e material. Fer-
nando Pessoa disse certa
vez: “minha pátria é mi-
nha língua”. De fato, por
meio de nossa língua, as
coisas materiais ganham
sentido, tornam-se, em Círculo Polar Antártico
Círculo Polar Antártico OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
mais de um sentido, pró-
prias. Nomear cada coisa,
cada lugar, é um modo AN TÁRTI
de nos apropriarmos do 0° 0°
espaço, de nos territoria-
lizarmos. Assim é que o
território que habitamos
nos parece algo natural.
Entretanto, todo territó- 40
rio é uma criação e, em
especial no caso de nossa
espécie, uma criação his-
tórica que, como tal, traz
dentro de si os processos g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 40 11/9/18 2:35 PM g20_
e sujeitos que protagoni-
zaram sua instituição.
HAESBAERT, Rogério;
PORTO-GONÇALVES, Carlos
Walter. A nova des-ordem
mundial. São Paulo: Unesp, 2006.
p. 13- 14.

40

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Orientações gerais
Distribuição de continentes e oceanos na superfície terrestre

Capítulo 2
• Ao explicar a compo-

E. Cavalcante
sição física do globo ter-
Oceania Ártico
Europa 6% Continentes
Antártico 3% restre, traga para a sala
e ilhas
7% 29% 7% de aula um mapa políti-
Antártida
co em tamanho grande
9% Ásia ou em formato digital
30% Índico
20% Pacífico e incentive os alunos a
Oceanos
África e mares
46%
perceberem a diferen-
71%
20%
América Atlântico ça entre o planisfério da
28% 24% Distribuição dos conti-
nentes na superfície ter-
Fonte: Atlas National Geographic: a Terra em números. São Paulo: Abril, 2008. v. 19. p. 78. restre e um mapa político
com as fronteiras já deli-
1. Qual o maior oceano da Terra? mitadas.
ÁRTICO
EANO GLACIAL ÁRTICO
Oceano Pacífico.
2. Qual é o maior continente da Terra?
• Explique que os limi-
Ásia, com 45 milhões de km . 2 tes e fronteiras são esta-
belecidos pelas relações
humanas de poder e do-
Europa mínio com a formação
dos territórios. Portanto,
E U R O PA Área ‒ 10 milhões de km2
como produção humana,
População ‒ 743 milhões
ÁSIA ÁSIA de habitantes
são representados por
meio de linhas imaginá-
Antártida rias nas representações,
Área ‒ 14 milhões de km2 • Conduza-os para que
População ‒ Poucos compreendam que a
habitantes composição populacional
OCEANO OCEANO de cada país é feita de vá-
Ásia
PACÍFICO PACÍFICO rios povos, com diferen-
ÁF RICA Área ‒ 45 milhões de km2 tes culturas.
E. Cavalcante

0° 0°
População ‒ 4 545 milhões
de habitantes
• Estimule a análise de
como as fronteiras são
África formadas, as quais, em
OCEANO ÍNDICOOCEANO ÍNDICO alguns casos, implicam
Área ‒ 30 milhões de km2
População ‒ 1 288 milhões conflitos e tensões.
OCE A NI A O CEANIA de habitantes • Complemente o estu-
Oceania do usando um mapa de
densidade demográfica
Área ‒ 8,5 milhões de km2 mundial disponível na
População ‒ 41 milhões escola ou traga para a
de habitantes
sala de aula em formato
América digital para projeção.
Área ‒ 43 milhões de km2 • Incite os alunos a per-
L ANTÁRTICO População ‒ 1 015 milhões ceberem que a popula-
de habitantes ção não está distribuída
N N uniformemente no globo,
AN TÁRTI D A A N T Á RTI DA O L O L analisando os gráficos
0° 0 1 260 2 520 km 0
S
1 260 2 520 km
S Fontes: Goode’s World Atlas. 23. ed. Estados Unidos: apresentados na página
Fonte: IBGE. Atlas geográfico Rand McNally, 2017. p. 135-139. United Nations.
escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, World Population Prospects. Disponível em: que exemplificam a pro-
2016. p. 34. <https://population.un.org/wpp/DataQuery/>. porção populacional em
Acesso em: 1º out. 2018. cada continente.
41

:35 PM g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 41 11/9/18 2:35 PM

41

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Orientações gerais O planisfério das páginas 40 e 41 apresenta o mundo sem as divisões políticas
• Este conteúdo permite construídas ao longo do tempo em que o ser humano veio ocupando e dominando
trabalhar o tema con- os espaços terrestres.
temporâneo Diversidade Vamos estudar um pouco a organização dos grupos humanos sobre a superfície
Cultural. Incentive ati- terrestre e a organização do espaço geográfico que esses grupos construíram ao lon-
tudes de valorização às
go do tempo.
religiões apresentadas
nestas páginas, frisando
a importância do respeito
Povos e culturas
às diversidades culturais. Quando falamos em cultura, imediatamente pensamos em livros, obras de arte,
• Busque relacionar as músicas, teatro e cinema. Cultura é isso e muito mais. Envolve tudo o que é criado
manifestações da cultura e praticado pelo ser humano, por exemplo, a língua falada, os objetos fabricados, o
dando exemplos de como tipo da escrita etc.
sua materialização cons- Desse modo, a cultura é um dos principais aspectos
Veetmano Prem/Fotoarena

trói o espaço geográfico e que dão identidade aos grupos humanos, que os une
como é importante valo- como um povo. Povos são grupos de pessoas que têm
rizá-las, conforme orien- em comum a ancestralidade e o passado histórico, as-
ta a competência geral 3
sim como sua expressão cultural desenvolvida ao longo
da BNCC. É interessante
do tempo, como crenças, tradições e hábitos. A religião,
mostrar que existe uma
variedade cultural e que por exemplo, consiste em uma importante manifesta-
cada povo apresenta uma ção cultural dos povos. A maneira como cada povo pro-
cultura diversa e constrói fessa sua fé, compreende e explica a realidade do mun-
o espaço ao seu redor do em que vive, torna essas crenças bem diferentes
de maneiras diferentes, umas das outras. A existência de grande quantidade de
O Carnaval é uma das festas mais populares
criando territorialidades. do Brasil. A fotografia mostra foliões religiões praticadas retrata parcialmente a diversidade
• O texto a seguir pode festejando o Carnaval em Olinda (PE), 2016. cultural do mundo.
servir de base teórica ao
abordar o tema Cultura. Veja no mapa a seguir a distribuição das religiões predominantes no mundo.
Caso julgue interessante,
Mundo: religiões predominantes
pode-se apresentá-lo aos
alunos para iniciar as dis- OCEANO GLACIAL ÁRTICO

cussões acerca de Povos Círculo Polar Ártico


SUÉCIA
RÚSSIA
e cultura. ALEMANHA

[...] ESTADOS UNIDOS JAPÃO


A cultura é o conjunto ARGÉLIA
Trópico de Câncer ARÁBIA
de práticas, conhecimen- SAUDITA ÍNDIA
tos, atitudes e crenças OCEANO OCEANO PACÍFICO
E. Cavalcante

ATLÂNTICO
que não é inato: eles são Equador

adquiridos. Daí o papel
Meridiano de Greenwich

BRASIL
central dos processos de OCEANO PACÍFICO
OCEANO ÍNDICO
transmissão, de ensino, Trópico de Capricórnio
de aprendizagem, de co- ÁFRICA
ARGENTINA DO SUL
municação na geografia N

cultural: a natureza e o O L

conteúdo de cultura de S
Círculo Polar Antártico
cada indivíduo refletem OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
os meios através dos 0°
0 2 500 5 000 km

quais ele adquiriu suas


práticas e os seus conhe- Fonte: GIRARDI, Gisele;
Religião predominante
(praticada por 50% ou mais da população)
cimentos [...]. ROSA, Jussara Vaz.
Budismo Cristianismo católico Islamismo
CLAVAL, Paul Charles Christophe. Atlas geográfico do Crenças tradicionais ou populares Cristianismo ortodoxo Judaísmo
Geografia cultural: um balanço. estudante. São Paulo: Cristianismo (nenhuma vertente Cristianismo protestante Não há predomínio de nenhuma religião
Geografia, Londrina, UEL, v. 20, n. FTD, 2011. p. 141. é praticada por mais de 50% da população) Hinduísmo Sem religião
3, set./dez 2011. p. 16. Disponível
em: <http://www.uel.br/revistas/
uel/index.php/geografia/article/
42
view/14160/11911>. Acesso
em: 23 out. 2018.

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42

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Observe nas fotografias a seguir alguns exemplos de diferentes manifestações re- Orientações gerais

Capítulo 2
ligiosas pelo mundo. • Utilize o quadro a seguir,
que apresenta as prin-
Davi Correa/Shutterstock.com

cipais características de
algumas religiões repre-
sentadas no planisfério da
página. Apresente-a aos
alunos e sugira que ano-
tem no caderno algumas
informações sobre as reli-
O Brasil está entre os países do giões retratadas nas foto-
mundo com maior quantidade de grafias da página.
católicos, com cerca de
124 milhões de praticantes. Na • Aproveite a oportuni-
fotografia, milhares de católicos dade e comente com os
em missa na Basílica de Nossa alunos a importância do
Senhora Aparecida, no município respeito às diversas reli-
de Aparecida (SP), 2018.
giões existentes no mun-
do, bem como o direito
Sony Herdiana/Shutterstock.com

à liberdade de escolha
de cada individuo, sem
qualquer discriminação
baseada em diferenças
culturais.

O Islamismo é a religião oficial


de 27 países do mundo. Na
fotografia ao lado, muçulmanos
no pátio de uma mesquita
(templo muçulmano) na cidade
de Meca, Arábia Saudita, 2018.
Thoai/Shutterstock.com

O Budismo é praticado por


milhões de pessoas em todo o
mundo, especialmente na Ásia.
Na fotografia, observamos
monges budistas participando de
uma cerimônia na cidade de
Ho Chi Minh, Vietnã, 2018.

O atlas das religiões: o mapeamento completo de todas as crenças


Joanne O’brien; Martin Palmer. Tradução: Mário Vilela. São Paulo: Publifolha, 2008.
O livro faz o mapeamento completo das principais crenças em 192 países e discute o impacto, as divisões e
os desafios contemporâneos das grandes religiões mundiais.

43

:35 PM g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 43 Principais religiões do mundo 11/9/18 2:35 PM

Religião Origem Principal Profeta Principais características


Cristianismo Jerusalém Jesus Cristo A Bíblia traz os ensinamentos de Deus e os exemplos de Jesus quando viveu na Terra.
Islamismo Oriente Médio Maomé Os muçulmanos seguem o livro sagrado do Alcorão, que reúne as revelações de Alá aos profetas.
O hinduísmo aceita a existência de outros deuses e reúne diversas tradições religiosas ligadas às leis
Hinduísmo Índia Não possui profeta
espirituais. Para os hinduístas, o espírito é eterno.
Budismo Leste da Índia Buda Os ensinamentos de Buda são compartilhados para auxiliar os seres a alcançar o nirvana (o céu para os hinduístas).
Região da
Judaísmo Ainda está por vir A Torá traz as promessas de Jeová ao povo judeu, que deve ser obediente aos seus mandamentos.
Palestina

43

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Orientações gerais
Território e soberania
• Aproveite a roda de
Quando um grupo de pessoas compartilha crenças e hábitos pertencentes a uma
conversa proposta acerca
das manifestações cultu- mesma cultura, dizemos que possuem uma identidade cultural. Os povos que pos-
rais regionais e pesquise suem uma identidade cultural formam uma nação.
características que pos-
sam remeter à constru-

rox77/Shutterstock.com
ção e ao processo históri-
co dessas manifestações. O hábito de alimentar-se cotidianamente
• Caso seja possível, de arroz acompanhado de feijão faz
parte da cultura alimentar brasileira.
apresente aos alunos al-
Embora o conhecimento de utilizar essas
gumas imagens ou um es- duas plantas como alimento seja
quema na lousa que pos- proveniente da cultura dos povos que
sam ilustrar a diferença e a compõem a população brasileira, como
relação entre os conceitos portugueses e indígenas, essa
de nação, território, país e combinação é típica do Brasil, parte de
sua identidade cultural. Ao lado,
Estado.
fotografia de um prato composto de
• Comente com os alu- arroz e feijão e outros alimentos, em
nos que os Estados con- geral, presentes na alimentação dos
trolam suas fronteiras brasileiros.

através de postos de con-


trole, muros ou cercas
• Há alguma expressão cultural típica do lugar onde você vive? Cite algumas e
nos limites entre os terri- Resposta pessoal. Verifique se a opinião dos alunos está coerente com a atividade
suas características. proposta. Promova uma roda de conversa com eles e estimule-os a falar sobre as
tórios nacionais e patru- manifestações culturais do município onde moram. Incentive a participação de todos.
lhamento constante, de Para a Geografia, território representa uma área sobre a qual se exerce domínio,
modo a exercer territo-
isto é, relações de poder, propriedade e influência. Os países são territórios que cor-
rialidade e também coibir
fluxos ilegais de pessoas respondem a uma área continental ou insular da superfície terrestre, dominada e
e mercadorias, entre ou- organizada politicamente, por um sistema de governo, leis e instituições próprias. O
tros motivos. Estado é a autoridade máxima em um país que exerce controle sobre o território
• Na África, por exem- nacional.
plo, a maioria dos paí- De um Estado fazem parte diferentes instituições políticas e administrativas res-
ses apresenta dentro de ponsáveis por organizar o país e estabelecer relações com outros países, dentre elas
seus territórios inúmeras
o governo. Existem diferentes sistemas de governos e o papel de principal represen-
nações e muitas dessas
nações também estão
tante público cabe ao chefe de governo, presidente ou outro, dependendo do sistema
espalhadas por mais de político do país.
um país, cenário que é
Alexandros Michailidis/Shutterstock.com

explicado pelo fato de


que, quando os países do
continente conquistaram
sua independência, os
limites territoriais artifi-
ciais estabelecidos du-
rante o período colonial
foram mantidos. A chanceler Angela
• Nas Américas, várias Merkel, chefe de
governo da Alemanha,
nações indígenas existem
durante conferência de
em vários países, algumas imprensa na cúpula do
delas espalhadas por mais conselho europeu em
de um território nacional. Bruxelas, Bélgica, 2017.
A posse de seus territórios
tradicionais, por sua vez,
pode ou não ser reconhe- 44
cida pelos Estados.

Orientações gerais
g20_ftd_lt_8vsg_c2_p038a045.indd 44 11/9/18 2:35 PM g20_

• A seguir, sugerimos duas referências para leituras


complementares acerca do tema Identidade cultural.
> HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-moderni-
dade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
> ORTIZ, Renato. Cultura brasileira e identidade nacio-
nal. São Paulo: Brasiliense, 2006.

44

g20_ftd_mp_8vsg_c2_p038a063.indd 44 11/10/18 10:30 AM


Em um planisfério político, por exemplo, podemos identificar o território de diversos Orientações gerais

Capítulo 2
países, definidos por limites que o separam do território de outros países. Observe. • Ao abordar os temas
Limites e Fronteiras,
Mundo: planisfério político comente com os alunos
que é comum verificar-
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
mos que algumas pes-
Círculo Polar Ártico
SUÉCIA
soas utilizam tais termos
RÚSSIA
como sinônimos. No en-
ALEMANHA
tanto, essas palavras têm
ESTADOS UNIDOS
JAPÃO significados diferentes.
ARGÉLIA Limite é uma convenção
Trópico de Câncer ARÁBIA
SAUDITA
ÍNDIA
criada pelo ser humano
OCEANO
OCEANO PACÍFICO para marcar onde termi-
E. Cavalcante

ATLÂNTICO
Equador na ou inicia um território.

Já fronteira corresponde

Meridiano de Greenwich
OCEANO PACÍFICO BRASIL
OCEANO ÍNDICO à faixa ou área que se es-
Trópico de Capricórnio tende ao longo da linha
ÁFRICA marcada pelo limite.
DO SUL
ARGENTINA

N
Círculo Polar Antártico OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
O L
0 2 340 4 680 km
S

Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 32.

Os limites entre os países são estabelecidos por meio de tratados e acordos di-
plomáticos internacionais, muitos deles coincidindo com marcos naturais, como rios,
lagos, cadeias montanhosas, ou artificiais, como placas, pontes etc.
A fronteira é a área que se estende ao longo dos limites nacionais, considerada
uma região estratégica para um país, tanto do ponto de vista econômico, político e
de segurança nacional. Nessa faixa territorial são intensos os fluxos comerciais e
deslocamento de pessoas entre os países.
Alguns países não possuem autonomia reconhecida perante a comunidade inter-
nacional, ou seja, não possuem soberania sob seu território. É o caso da Guiana
Francesa, cuja política é con-

Helissa Grundemann/Shutterstock.com
trolada pela França. Em ge-
ral, esses territórios possuem
parte da política e da econo-
mia controladas por um
determinado Estado.

Controle em faixa de
fronteira entre o Brasil e a
Argentina, no município de
Uruguaiana (RS), 2018.

45

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Orientações gerais
Territórios e minorias nacionais
• Comente com os alu- Atualmente, em muitos países, existem nações cuja população se encontra sob a
nos que as minorias nem
sempre são de fato mino- autoridade de governos de outras nações. Essas populações são denominadas mino-
rias numéricas, mas sim rias nacionais ou minorias étnicas.
nações reprimidas. Em várias regiões do mundo, as minorias nacionais são perseguidas e oprimidas
• Oriente os alunos a ob- pelo governo do país onde vivem. Essa perseguição, na maior parte das vezes, acon-
servar a fotografia de Is- tece com os objetivos de inibir um povo, suas tradições linguísticas, religiosas e his-
rael e comente que, desde
tóricas, e de constituir uma nação própria, com política e economia autênticas.
a criação desse país, em
1948, ocorre um intenso Em alguns casos, há rivalidades entre grupos nacionalistas, levando-os a uma sé-
conflito entre palestinos rie de conflitos. Em outros casos, minorias nacionais reivindicam de maneira pacífica
e israelenses. Os dois a independência e a criação de seu Estado soberano, como acontece com os catalães
povos, com identidades na região da Catalunha, entre a Espanha e o sul da França. Em muitas dessas situações,
culturais bem distintas, a soberania é conquistada por meio de plebiscitos acompanhados de tratados e acordos
reivindicam o controle e
internacionais.
a soberania sobre o mes-
mo território. Existem nações que levam muitos anos para con-
Mundo: Geografia e Política
• Comente ainda que, no quistar sua soberania. A nação judaica, por exemplo, Internacional
Brasil, dezenas de nações viveu durante centenas de anos espalhada por vários No site Mundo: Geografia e Política
indígenas encontram-se Internacional, você vai encontrar
países, e em 1948 pôde ocupar um território na re-
textos que abordam acontecimentos
em situação de minoria gião da Palestina e nele criar o Estado de Israel, gra- políticos, econômicos e geográficos
nacional, como os Iano- ças à intervenção da ONU e de alguns países. No do Brasil e do mundo. Esse site pode
mâmi, os Caiapó e os Xa- ser acessado pelo endereço
entanto, o povo árabe palestino ainda não possui um eletrônico: <http://livro.pro/
vante, que vivem subordi-
nados ao governo federal. Estado próprio, o que há décadas tem ocasionado h9cugs>.
Acesso em: 1º set. 2018.
conflitos entre palestinos e israelenses pela autono-
•É importante com-
Shutterstock.com

preender que para uma mia dos territórios palestinos.


meunierd/

nação existir não é ne- Paisagem de Jerusalém, Israel, 2016.


cessário um país ou Es-
tado. Atualmente, em
muitos países, existem
nações cuja população se
encontra sob a autorida-
de de governos de outras
nações. Essas popula-
ções são denominadas
minorias nacionais ou
minorias étnicas.
• Existem ainda diversos
exemplos de nações que
reivindicam maior auto-
nomia, ou mesmo sobe-
rania sobre o território
que habitam ao redor do
mundo. Entre eles pode-
mos citar o caso da na-
ção curda, representado
por aproximadamente 26
milhões de pessoas que
constituem minorias na-
cionais em cinco países do
Oriente Médio (Azerbaijão,
Iraque, Irã, Síria e Turquia). 46

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Orientações gerais
Geografia

Capítulo 2
Uma nação em
em foco • Comente com os alu-
busca de soberania nos que existem outros
territórios que ainda não
O Tibete é um território situado na porção oeste da Ásia, em meio à cordilheira possuem autonomia na-
do Himalaia. cional, tais como: Bermu-
das, Ceuta, Groenlândia,
As investidas militares da China, desde a década de 1950, com objetivo de expan-
Guam, Guiana Francesa,
são territorial promovido pelo imperador Mao Tsé-Tung, transformaram drastica-
Ilhas Cayman, Malvinas,
mente a vida dos habitantes do Tibete, que no presente vivem subjugados pelo do- Polinésia Francesa. Ao ci-
mínio chinês. Atualmente, o Tibete é reconhecido pelos chineses como uma província tar esses territórios, utilize
de seu país. como apoio um globo ter-
Desde o início do domínio chinês, a identidade cultural restre ou um mapa-múndi

Nadezda Murmakova/Shutterstock.com
em tamanho grande ou
tibetana foi subjugada. Vários templos religiosos foram
em formato digital para
demolidos ou incendiados e milhares de tibetanos morre- localizá-los.
ram durante embates contra os chineses.
• Comente com os alunos
Durante a década de 1950, o líder político e religioso que o termo Dalai-Lama é
Dalai Lama buscou uma solução pacífica para a indepen- uma expressão que signi-
dência do Tibete. Sem sucesso, em 1959, o Dalai Lama e fica “oceano de sabedoria”.
outros milhares de tibetanos viram-se obrigados a exila- Comente também que a
rem-se em uma cidade situada na porção norte da Índia, palavra dalai-lama se re-
fere ao posto que o líder
chamada Dharamsala. Atualmente, Dharamsala é conhe-
religioso ocupa no budis-
cida como a maior comunidade tibetana fora do Tibete. mo, portanto, escreve-se
Tenzin Gyatso é o atual Dalai Lama. Ele com letra minúscula. Já a
Tibete reivindica, junto à comunidade
palavra Dalai-Lama com
Fotomontagem de E. Cavalcante. Foto: NASA

internacional, a liberdade do Tibete e a


volta da soberania do povo tibetano
letra maiúscula refere-se
36° N em sua terra natal. Na fotografia, o a Tenzin Gyatso, uma vez
PAQUISTÃO líder religioso Dalai-Lama, 2016. que ele não é chamado
CHINA pelo seu nome de registro.
Dharamsala
Limite do Tibete • Explique aos alunos
histórico que o Tibete histórico se
ÍNDIA
HIM
refere ao limite desse ter-
Lhasa
ALA ritório antes de ser domi-

Alexander Mazurkevich/Shutterstock.com
IA
NEPAL nado pelos chineses.
N
BUTÃO

O L
0 320 km
S 90° L

Fonte: Le Monde Diplomatique.


Disponível em: <www.monde-
diplomatique.fr/cartes/
chineethnies>.
Acesso em: 24 out. 2018.

Dharamsala é uma cidade


indiana localizada no estado
de Himachal Pradesh, onde
o Dalai Lama vive
atualmente. Na fotografia,
vemos a parte alta,
denominada McLeod Ganj,
em Dharamsala, 2017.

47

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BNCC
Minorias nacionais e conflitos
• As orientações a seguir
possibilitam abordar os Atualmente, enquanto alguns governos estabelecem tratados que unificam seus
temas contemporâneos mercados econômicos, outros vivenciam o processo de fragmentação de seus terri-
Diversidade cultural e tórios e a definição de novas fronteiras.
Educação em direitos
Entre as principais causas responsáveis pelo desencadeamento de conflitos terri-
humanos, contemplando
também as competên-
toriais estão as questões étnicas e os movimentos separatistas, ou seja, que inten-
cias gerais 1 e 6 da BNCC, cionam a soberania de um povo sobre um território, às vezes, criando uma nova
bem como as competên- fronteira e um novo país.
cias específicas de Geo- Em algumas situações, o nacionalismo está
grafia 3 e 7. Atlas dos conflitos mundiais
associado a interesses econômicos e políticos Dan Smith. Tradução: Carmen Olivieri; Regina
de países que almejam expandir seus domínios Aparecida de Melo Garcia. São Paulo:
territoriais. Entre os principais interesses econô- Companhia Editora Nacional, 2007.
Orientações gerais
O livro apresenta um panorama dos conflitos
micos estão as áreas ricas em recursos minerais,
• Uma forma de abor-
por exemplo, as que possuem significativas ja-
no mundo, problemas étnicos da humanidade
e a dinâmica de promoção da paz.
dar e complementar o
tema Minorias nacionais zidas de petróleo.
e conflitos é a partir da Além disso, do mesmo modo, em várias regiões do planeta, grupos separatistas
intolerância por alguns reivindicam, por meio de conflitos armados, a criação de um Estado soberano.
grupos que geram con-
flitos. Abra um diálogo e Veja no mapa abaixo a localização dos principais conflitos separatistas na atualidade.
incentive-os a discutir a
temática. Conflitos separatistas no mundo
OCEANO GLACIAL ÁRTICO

Círculo Polar Ártico


SUÉCIA

E. Cavalcante
RÚSSIA

ALEMANHA

ESTADOS UNIDOS JAPÃO

ARGÉLIA
Trópico de Câncer ARÁBIA
SAUDITA
ÍNDIA
OCEANO OCEANO PACÍFICO
ATLÂNTICO
Equador

Meridiano de Greenwich

OCEANO PACÍFICO BRASIL


OCEANO ÍNDICO

Trópico de Capricórnio
ÁFRICA
DO SUL
ARGENTINA

Conflitos separatistas

Círculo Polar Antártico OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO N

O L
0 2 200 4 400 km
0° S

Fonte: FERREIRA, Graça Maria Lemos. Atlas geográfico: espaço mundial.


4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 59.

• Você já viu ou ouviu notícias sobre manifestações de minorias nacionais que


buscam autonomia territorial? Sobre qual povo e em qual região do planeta era
essa notícia? Converse com os colegas sobre esse fato.
Conheça nas páginas seguintes um pouco mais sobre alguns movimentos separa-
tistas no mundo que foram mostrados no mapa.
Resposta pessoal. Verifique se a resposta elaborada pelos alunos está coerente com a atividade proposta. Promova
48 uma discussão com as informações que trouxeram e incentive-os a dar opiniões a respeito dos grupos separatistas
citados.

Material digital
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• O projeto integrador 1, disponível no material digital, so-


bre fronteiras em conflitos, permite um trabalho para apro-
fundar este conteúdo e reforçar a habilidade EF08GE05.

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Orientações gerais
País basco

Capítulo 2
O povo basco vive há milhares de anos • Com o intuito de com-
Área do país basco plementar o estudo, con-
em uma região que se estende do norte da verse com o professor do
Espanha até o sudoeste da França. OCEANO FRANÇA
componente curricular
ATLÂNTICO
Os bascos possuem uma identidade cul- de História para veri-
tural particular. Um exemplo é a existência ficar a possibilidade de
de um dialeto próprio, o euskara, que por uma aula interdisciplinar
43° N
acerca do conflito que
muito tempo foi proibido de ser falado na
envolveu os judeus na
região. PAÍS BASCO Segunda Guerra Mundial,
Há muitos anos, o povo basco vem os quais eram minorias
reivindicando a conquista de sua autono- ESPANHA étnicas. As questões de
mia sobre o território onde vive e a cria- intolerância e respeito
aos grupos étnicos po-
ção de um país basco. N dem ser retomadas, as-
No ano de 1959, foi criado o Euskadi Ta O L
sim como a diversidade

E. Cavalcante
Askatasuma (ETA), que significa Pátria S religiosa. Busque incen-
Basca e Liberdade. O ETA, grupo separatis- 2° L
0 30 km
tivar o diálogo e a parti-
ta que busca alcançar a soberania do terri- Fonte: KINDER, Hermann et al. Atlas cipação dos alunos.
histórico mundial (II): de la revolución
tório basco, praticou diversos atentados francesa a nuestros días. 20. ed. Tradução:
que vitimaram centenas de pessoas na Es- Antón Dieterich Arenas e Alfredo Brotons Integrando saberes
• Também junto com o
Muñoz. Madri: Edições Akal, 2006. p. 326.
panha, durante as décadas de 1980 e 1990.
Recentemente, o grupo anunciou seu de- professor de História,
sarmamento e rendição, tornando-se uma dialoguem com os alunos
Dialeto: variedade linguística, em geral, falada
organização exclusivamente política. por um povo de uma mesma nacionalidade e sobre os motivos pelos
muitas vezes, restrita a um determinado local. quais os territórios cita-
dos nas páginas 48, 49
e 50 buscam a separação
Chechênia e quais são os motivos
dos conflitos.
A Chechênia está localizada entre o su- Chechênia
deste da Europa e o sudoeste da Ásia, na • Ao final, sugerimos
que apresentem aos alu-
região do Cáucaso.
RÚSSIA nos o filme indicado a
Com o fim da União Soviética, em 1991, seguir. A história se pas-
a República da Chechênia declarou-se sa na Alemanha nazista,
Mar
independente da Rússia. Como resposta a Cáspio
onde um menino alemão,
essa declaração, o governo russo enviou que tem o pai trabalhan-
do em um campo de con-
para a Chechênia tropas militares com o CHECHÊNIA centração, faz amizade
objetivo de restabelecer o domínio e com um garoto judeu
43° N
combater grupos separatistas chechenos. que vive do outro lado
Além disso, os conflitos têm se intensifica- da cerca e usa um pijama
do pelo fato de a maioria da população listrado.
chechena ser praticante da religião islâmica, N
> O menino do pijama
ao contrário da Rússia, onde predomina o GEÓRGIA O L
listrado. Direção de Mark
E. Cavalcante

S
Catolicismo ortodoxo. 0 55 km
Herman, 2008. (94 min).
Nos últimos anos, ocorreram uma série 46° L
Fonte: SMITH, Dan. Atlas dos conflitos
de ataques violentos de autoria de grupos mundiais. São Paulo: Companhia Editora
separatistas chechenos contra o governo Nacional, 2007. p. 58.

russo.
49

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BNCC Irlanda do Norte
Irlanda do Norte
• Os temas abordados
na atividade a seguir Os conflitos na Irlanda do Norte se de-
favorecem as compe- vem basicamente em razão da rivalidade
tências gerais 1, 2, 4 e 7 existente entre protestantes e católicos.
da BNCC, as quais são Grande parte da população da Irlanda
complementadas pelas
do Norte é praticante da religião protes-
competências específi-
cas de Geografia 1, 5 e 7. tante e apoia a permanência do domínio
Os conteúdos abordados britânico na região. Já a minoria católica
nesta atividade também IRLANDA
nacionalista reivindica o fim do domínio
favorecem o trabalho DO NORTE britânico e a integração da Irlanda do Norte
com os temas contem- à República da Irlanda.
porâneos Diversidade
cultural e Educação em IRLANDA O Irish Republican Army (IRA), que signi-
direitos humanos. fica Exército Republicano Irlandês, grupo
separatista comandado por radicais católicos,
INGLATERRA
durante cerca de 30 anos lutou violen-
Sugestão de atividade
tamente pela autonomia da Irlanda do Norte.
53° N
Painel sobre os con- OCEANO Em 2005, o IRA anunciou o fim da luta ar-
flitos mundiais ATLÂNTICO mada na Irlanda do Norte e acabou se
• A atividade proposta a N transformando em um movimento político.
seguir possibilita diálogo
E. Cavalcante

O L

com o componente curri- 0 95 km


S Fonte: SMITH, Dan. Atlas dos conflitos mundiais.
São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2007. p. 51.
cular de História. 5° O

Objetivos
• Identificar os princi- Área do Curdistão Curdistão
pais conflitos étnicos e
movimentos separatistas RÚSSIA O povo curdo é considerado a maior na-
Mar Negro
no mundo atual. GEÓRGIA ção do mundo sem território autônomo. Na
• Estimular a socializa- atualidade, aproximadamente 26 milhões
ção entre os alunos. ARMÊNIA
AZERBAIDJÃO de curdos vivem distribuídos em vários paí-
TURQUIA
Materiais 40° N ses, como Turquia, Irã, Síria, Armênia, Iraque
•2 folhas de cartolina e Azerbaidjão, como mostra o mapa.
por equipe Os curdos falam o idioma curdo e, em
Lago
• Tubo de cola branca
TERRITÓRIO OCUPADO
Van sua maioria, são mulçumanos sunitas.
• Tesoura com pontas PELO POVO CURDO
IRÃ
O projeto para a criação do Curdistão, ou
arredondadas seja, de um Estado autônomo curdo, ganhou
• Caneta colorida força em meados do século XX, princi-
Procedimento palmente na Turquia e no Iraque, países on-
SÍRIA
• Divida a sala em gru- IRAQUE de o movimento é violentamente reprimido.
pos e, por sorteio, defina N

O grupo separatista Partiya Karkerên


E. Cavalcante

sobre qual conflito atual 0 190 km


O L

cada equipe deverá pro- S Kurdistan (PKK), que significa Partido dos
duzir o painel. 43° L Trabalhadores do Curdistão, já foi respon-
sável por uma série de atentados vincula-
• Oriente
Fonte: SCIENCES PO. Population kurde au
os alunos a moyen-orient. Disponível em: <http://cartotheque.
pesquisarem em jornais, sciences-po.fr/media/Population_kurde_au_ dos a manifestações separatistas curdas.
Moyen-Orient/2805/>. Acesso em: 2 out. 2018.
revistas e na internet in-
formações e imagens so-
bre a temática proposta. Sunita: seguidores dos fundamentos de Maomé, profeta que fundou o Islamismo no século XII.

• Peça-lhes que pesqui-


sem informações como 50
a área onde se localiza o
conflito, os motivos que o
desencadearam, os prin-
cipais países ou grupos • Oriente-os a incluir no painel um texto explicando as
g20_ftd_lt_8vsg_c2_p046a055.indd 50 • Marque uma data para a apresentação do painel. Nesse 11/9/18 2:36 PM g20_
étnicos envolvidos, os causas do conflito retratado, além de um planisfério po- dia, solicite ao grupo que apresente aos demais alunos o
embates mais recentes, as lítico com a localização da área do conflito e, se possível, tema de seu trabalho.
negociações de paz etc. imagens que ilustrem o tema. • Exponha na escola os painéis produzidos, para que ou-
• Peça-lhes que insiram no painel as referências utiliza- tros alunos possam observá-los.
das para a produção do texto e o crédito das imagens.

50

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Atividades 1. Possível resposta: cada povo possui um costume diferente, proveniente
da cultura que acumula. A maneira de vestir-se, de alimentar-se, de Orientações gerais

Capítulo 2
comunicar-se, de ensinar, de cultivar a terra ou de fabricar alguns objetos é
diferente entre os diversos povos e culturas do mundo. • Caso considere perti-
2. Nação corresponde a um grupo de pessoas que possuem vínculos culturais em nente, durante a realiza-
comum, falam a mesma língua, possuem os mesmos costumes, as mesmas
Exercícios de compreensão tradições que adquiriram no decorrer do tempo e também laços históricos ção da atividade 8, solici-
semelhantes, ou seja, que mantém uma identidade cultural. 3. Resposta te aos alunos que façam
1. Explique a afirmação abaixo no ca- 4. Podemos utilizar os termos nação, esperada: não, uma pesquisa sobre uma
pois atualmente das línguas mencionadas
derno. Estado e país como sinônimos? Con- existem nações
verse com os colegas da sala sobre cuja população na atividade e, em sala
“A cultura não é manifestada da
mesma maneira por todos os povos essa possibilidade e registre a con- está sob o
domínio de
de aula, exponham o re-
clusão dessa conversa. outras nações sultado da pesquisa aos
do mundo.” dentro de um colegas.
5. De acordo com o que você estudou, mesmo país, ou
2. O que é nação? seja, não • Outra estratégia para
diferencie limite e fronteira. possuem realizar a atividade 9 é so-
3. Podemos afirmar que atualmente to- soberania sobre licitar aos alunos que, de-
6. Explique o que são grupos separatis- o território
da nação é soberana sobre o territó- pois da pesquisa, façam
tas, exemplificando-os. onde vivem. É o
rio onde vive? Explique sua resposta caso, por uma apresentação (di-
com exemplos. 7. Qual é o motivo dos ataques cheche- exemplo, do vulgação dos resultados),
povo curdo.
Veja as respostas das questões 6 e 7 nos na Rússia? na forma de um jornal,
nas orientações ao professor. 4. Resposta esperada: não, pois uma nação se forma por pessoas que compartilham de
para informar aos demais
Geografia no contexto uma mesma identidade cultural; o Estado é com