Você está na página 1de 6

INDÚSTRIA QUÍMICA: BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS

Jefferson Murillo Lopes Moreira 1

1 Universidade Federal Rural do Semi-Árido, jmurillolopes@hotmail.com

Introdução

Ao longo do avanço tecnológico que acompanha a linha de evolução


humana temos como uma das matrizes principais a indústria química. A
química está presente em tudo que olhamos, pensamos e fabricamos, pois,
dela se vem o aparato de fundo intelectual sobre as interações microscópica de
caráter elemental, ou seja, ela vem a nos explicar as características de uma
matéria de acordo com sua estrutura, formação e propriedades. É por tais
fatores que o estudo das características naturais correlaciona os ensinamentos
da física e química trazendo assim um parâmetro geral do que conhecemos por
fenômenos naturais.

Os avanços na química não refletem apenas na própria química, pois


sendo uma matéria base de conhecimento para outras vertentes a química e
seus avanços refletem nas mais importantes atividades humanas como saúde,
alimentação, segurança e outras.

Apesar de ser um ramal da indústria consideravelmente nova, a indústria


química já reflete em diversos avanços. “O grande desenvolvimento e sucesso
da indústria química têm como base dois pontos: a descoberta de novos
produtos e de materiais (em ensaios dentro dos laboratórios) e a sua
transposição para a escala industrial” (BRITO; PONTES, sem data, p. 2-3).

Metodologia
O presente trabalho foi realizado a partir do estudo sobre a indústria
química e suas vertentes, assim como dos seus benefícios e malefícios, de
modo a expor os principais pontos de ambos os lados. A partir do que visto,
pôde se relacionar a indústria química com os principais avanços e atrasos na
humanidade. Nisso, houve a relação entre do que poderia ser tirado como
fatores benéficos e maléficos, nas diversas áreas em que a indústria química
atua como ponto principal. Daí se teve o desenvolvimento da seguinte
pesquisa.

Resultados e discussão

A indústria química se mostrou fortemente na Inglaterra no século XIX,


progenitora do acontecimento que ficou conhecido como revolução industrial, a
Inglaterra era responsável pela produção de diversos ácidos e bases que,
segundo Brito e Pontes (sem data, p. 3), em meados de 1870 a Inglaterra
produziu 590 mil toneladas por ano de ácido sulfúrico e 340 mil toneladas ao
ano de soda cáustica para suprir as matérias primas solicitadas por indústrias
têxteis, de sabões, siderúrgicas e de vidros.

Além da Inglaterra, na Europa a indústria química disseminava entre as


principais atividades econômicas de longa escala, de acordo com Brito e
Pontes (sem data, p. 4), na Alemanha a indústria química no período entre
1870 a 1880 apresentou o ápice sendo focado na produção de corantes
sintéticos e logo mais em outros campos.

Na América do Sul, especificamente no Brasil, a indústria química não já


não era de tão expressiva evolução contando que as atividades de produção
na época eram tradicionais. “O avanço da química durante o período
açucareiro foi quase insignificante, pois as técnicas introduzidas na fabricação
do açúcar perduraram praticamente inalteradas por vários séculos” (OLIVEIRA;
CARVALHO, 2006, p. 28).

Contudo, como todo processo evolutivo do ser humano, à medida que


caminhamos para um futuro de grandes avanços e alta tecnologia
simultaneamente andamos para nossa destruição. A todo passo que o homem
dá para o progresso é um passo a menos no rumo ao abismo natural.

Na indústria química não se é diferente, pois, em um mundo que ainda


visa mais o lucro que a própria sobrevivência, a interlocução entre indústria e
meio ambiente ainda se é distante. Apesar dos diversos incentivos a uma
indústria química mais sustentável ainda se esta muito presente manchetes
pesadas sobre o descaso industrial.
Pelo fato de o custo de uma multa por crime ambiental ser mais “barato”
do que o custo de um processo de tratamento correto, diversas indústrias
químicas jogam seus resíduos de forma incorreta no ambiente fazendo com
que o barato na verdade saia caro.

Atualmente os holofotes estão apontando para a sustentabilidade, pois,


com o atual cenário que o planeta se encontra a prioridade por achar uma porta
de saída ou uma solução que proteja nosso planeta é de imediato. Como tudo
tem um preço com a evolução tecnológica e intelectual humana não é diferente
e o preço nesse caso é caro (o nosso planeta).

A indústria química, apesar de ainda fabricar produtos que ferem de


forma agressiva a natureza e o balanço natural do planeta, está na procura
incansavelmente por novos produtos e substâncias mais ecologicamente
corretos. Após o surgimento de movimentos a favor da conservação do planeta
como foi a Rio-92, Rio+10 e a Rio+20 a “química verde” vem sendo mais
presente nas grandes cooperações.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria e a Associação


Brasileira da Indústria Química (2012, p. 69), métodos para tornarem os
processos industriais químicos mais eficientes e menos agressivos ao planetas
estão sendo instalados como é o caso da recirculação de efluentes usados
(como a água por tonelada), a substituição de óleos combustíveis nas caldeiras
por gás e cogerações e a valorização das estações de tratamentos de
efluentes.

Essas são algumas medidas que mostram não só a tentativa de avanço


sustentável quanto no produto final mas também quanto ao processo de
produção, pois sabemos que em uma escala industrial os recursos naturais
usados para a fabricação é de grandes quantidades, dando uma ênfase na
indústria química o melhoramento e aproveitamento dos recursos em alguns
processos já contribui com o avanço na recuperação do nosso planeta.

Outra questão de difícil debate é em questão sobre o desenvolvimento


de armas químicas que colocando em uma balança mal conseguimos ver
pontos positivos nisso. Como forma de justificativa para proteção, a indústria
armamentista química vem desenvolvendo cada vez mais armas mais eficazes
em extermínio rápido e de grande escala juntando eficiência e eficácia.

Como cada país desenvolve suas armas químicas para sua própria
“proteção” a constante duvida de um embate continental paira sobre as
cabeças de populações inocentes, que, como já visto historicamente, por
questões territoriais, riquezas e ideias de supremacia racial países entram em
devastação total com atuação principal das armas químicas.

Um fator que influencia na produção de armas na indústria química é o


desejo insaciável do ser humanos por dominação que como já dominamos o
reino da fauna e flora, nos restou apenas a dominação da nossa própria raça.
Trazendo assim um ponto de maleficio da indústria química ressaltando a
natureza sombria da humanidade.

Apesar disso, a indústria química também apresenta grandes avanços


na descoberta de novos componentes, a evolução constante de tal área é
apresentada para a população na fabricação de novos polímeros, produtos
menos nocivos a saúde, entre outros.

Outra área de exploração da indústria química no Brasil é na área da


petroquímica, sendo o petróleo nossa maior riqueza e fonte de inovação onde
que o processo de desenvolvimento dessa área da indústria química brasileira
se deu pelo governo e iniciativa privada. “A indústria petroquímica Brasileira
passou por diversas mudanças, inicialmente era controlada e planejada pelo
Governo Federal e depois passou a sua privatização, isto permitiu uma
otimização e crescimento como um todo” (BRITO; PONTES, sem data, p. 5).

A indústria petroquímica brasileira representada pela PETROBRAS é


caracterizada pela produção e fornecimento exclusivo de nafta nacionalmente e
internacionalmente como afirma Brito e Pontes (sem data, p. 7). Além de tal
produto se destaca o polietileno de alta, baixa e de baixa densidade linear, o
cloreto de polivinila, borracha sintética, náilon, entre outros.

Esse panorama representa a independência da indústria brasileira da


necessidade de depender de industrias internacionais para a produção de tais
produtos, assim, a indústria química vem a fornecer também a auto capacidade
industrial brasileira melhorando não só a qualidade de produção mais afetando
positivamente em empregos ofertados e no incentivo de uma capacitação mais
qualificada.

“As estratégias de crescimento e ampliação de mercados são


elaboradas através: da inovação tecnológica, da introdução de novas técnicas
ou novos produtos, do esforço de vendas com o objetivo de ampliar o mercado”
(CAMARA; SANTOS, 1998/1999, p. 36). Cada vez mais a indústria química
vem mostrando um crescimento no mercado profissional de acordo com o
desenvolvimento de novas tecnologia e produto se faz necessário aumento de
produção de materiais sintéticos fundamentais.

Um ponto importante da indústria química que atualmente não é muito


explorado, mas que tem tudo a crescer é em relação aos biocombustíveis. Eles
são a alternativa de combustíveis que agridem menos ao meio ambiente de
origem natural, tal área se mostra de extrema importância tanto na parte
laboratorial quanto na produção, em que tais fontes já são aplicadas como
misturas nos combustíveis de origem fósseis.

Conclusões
Com a realização da presente pesquisa, temos que os objetivos da
mesma foram alcançados, já que se pôde observar algumas vantagens e
desvantagens da indústria química onde podemos afirmar que a indústria vem
a nos trazer mais benefícios pois nos dias atuais é de difícil imaginação de uma
sociedade sem os produtos básicos descobertos e fabricados por tal área,
produtos tais como plásticos, pilhas, combustível dentre outros. Percebemos
também que os malefícios da indústria química está mais associada a natureza
humana do que uma falha nos processos em si, uma vez que a poluição, o uso
irresponsável de armas bélicas e crimes ambientais se diz respeitos aos
gestores e não ao fabricante, contudo a indústria química ainda tem muito a
evoluir tanto sustentavelmente como tecnologicamente.

Palavras-Chave: indústria, química, avanço, benefícios, maleficios.

Referências
CAMARA, M.R.G.; SANTOS, M.P. dos. A evolução da indústria química no
Brasil: Análise do desempenho do Pólo Petroquímico de Triunfo. Semina: Ci.
Soc./Hum. Londrina, v. 19/20, n. 3, p. 35-49, set. 1998/ 1999.

BRITO, A. C. F. de; PONTES, D. L. Indústria química e sociedade: A


evolução da indústria química. RN: Natal, v. 1, p. 14, sem data.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA


DA INDÚSTRIA QUÍMICA. A trajetória da indústria química rumo à
sustentabilidade. Brasília: CNI, p. 89, 2012.

OLIVEIRA, L. H. M. de; CARVALHO, R. C. Um olhar sobre a história da


química no Brasil, Revista ponto de Vista. MG: Viçosa, v. 3, p. 27-37, 2006.

BRITO, A. C. F. de; PONTES, D. L. Indústria química e sociedade: O


petróleo e deus derivados. RN: Natal, v. 5, p. 14, sem data.

DEMAJOROVIC, J. Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental:


perspectivas para educação corporativa. 2000. 263 f. Tese (Doutor em
educação) – Universidade de São Paulo, SP, São Paulo, 2000.

CAMPONOGARA, A. S. Pesticidas, herbicidas e agrotóxicos no contexto


da agricultura. Disponível em:
<https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/pesticidas-
herbicidas-e-agrotoxicos-no-contexto-da-agricultura/57630>. Acesso em: 17
ago. 2018.

Você também pode gostar