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Introdução

O assunto sobre os dons espirituais nos faz dividir seu estudo em três partes: O Batismo no Espírito
Santo; A Especificaçã o de cada um dos Dons; A Unidade do Corpo de Cristo (Igreja). Os dons espirituais
sã o concedidos aos crentes mediante o batismo no Espírito Santo, por este motivo iremos estudar de
início sobre este batismo.

Batismo no Espírito Santo


Atos 1.5

O que é o Batismo no Espírito Santo ?


Ao contrá rio do que muitos tem dito sobre este batismo, ele nã o significa:
- Salvação: Os discípulos já eram salvos antes do Pentecostes (Lc 22.28; 10.20; Jo 13.10; 15.3), restava-
lhes porém serem revestidos de poder.
- Santificação: Embora o Espírito promova a santificaçã o na vida do crente (Gl 5.16-18, 24-26), isso nã o
tem nada a ver com o batismo no Espírito Santo, a pessoa pode ser santificada e cheia do fruto do Espírito
(Gl 5.22), e mesmo assim nã o ser batizada no Espírito Santo.
- Alegria: A salvaçã o traz alegria no coraçã o do ser humano (Rm 14.17), porém, sentir grande alegria, ou
emoçã o, nã o significa que o crente haja sido batizado no Espírito Santo.

Mas o que seria então este batismo no Espírito Santo?


- É uma promessa do Pai, desde o AT , onde falaram à respeito: Salomã o(Pv 1.23), Isaías (Is 28.11), Joel(Jl
2.28-32), Zacarias(Zc 12.10).
- Revestimento de poder, temos aqui uma das expressõ es que definem o derramamento do poder do alto
em nossas vidas: “E eis que sobre vó s envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém,
até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.49).

Como receber este batismo?


A ú nica condiçã o prévia para essa experiência é a conversã o e ú nica exigência é a fé, focalizando isso na
oraçã o, submissã o e a atitude de expectativa, mas essas condiçõ es nã o sã o acréscimos à salvaçã o. “As
condiçõ es que acabamos de mencionar sã o melhor entendidas, nã o como exigências adicionais além da
simples fé, mas como expressõ es dessa fé ”. Sobre a fé, a oraçã o, a entrega e a expectativa, elas
meramente produzem o contexto – atmosfera – em que o batismo no Espírito Santo é recebido.
Portanto, o batismo nã o está vinculado a mérito , pois é um dom de Deus (At 10.45), e nem a métodos,
pois o Espírito opera como o vento; o importante mesmo é a posiçã o do coraçã o: “E buscar-me-eis e me
achareis quando me buscardes de todo o vosso coraçã o.”(Jr 2913).

Conclusã o, para receberdes o batismo no Espírito Santo, pois é para todos(At 2.38), aí vai a dica, mas nã o
se esqueça, nã o é um método:
1. Arrependa-se;
2. Seja Obediente;
3. Busque com perseverança.

O propósito do batismo no Espírito Santo


O batismo no Espírito Santo tem algumas principais finalidades, assim como:
- Capacitação para o serviço: capacita o crente a pregar(At 1.8) com autoridade celestial(At 4.13). Uma
grande mudança operou-se na vida dos discípulos depois de eles terem recebido o poder do alto. Tã o
logo foram batizados no Espírito Santo, colocaram-se de pé para proclamar o Evangelho de Cristo (At
2.2,14)

- Novo dimensionamento espiritual: o batismo proporciona aos crentes a visã o dos perdidos e
necessitados(At 16.9; 18.9-11); incentivo à conquista de outras bênçã os.
- Aprofundamento da comunhã o com Deus: (1 Co 14. 2,4,15,17 ).

Portanto, acreditamos firmemente que o propó sito primá rio do batismo no Espírito Santo é o poder
para o serviço: Lc 24.49; At 1.8. A igreja precisa do poder dinâ mico do Espírito para evangelizar o
mundo de modo eficaz e edificar o corpo de Cristo. Mas fica um alerta, portanto nã o seja o falar em
línguas o propó sito ulterior ou razã o pela qual a experiência deve ser desejada, mas a necessidade do
poder sobrenatural para testemunhar e servir.
Mas enfim, porque em uma apostila sobre os “Dons Espirituais” estamos falando sobre o batismo
no Espírito Santo? Simples a resposta, “esse batismo é a entrada para os numerosos ministérios no
Espírito, chamados dons do Espírito, inclusive muitos ministérios espirituais.”

DONS ESPIRITUAIS
“Acerca dos dons espirituais, nã o quero, irmã os, que sejais ignorantes” 1Coríntios 12.1

 I Cortíntios 12; Efésios 4:11-18  “Dom é atributo especial, dado pelo Espírito Santo, a cada membro do
corpo, de acordo com a graça de Deus, para uso no contexto do corpo”

A quem é dado um dom espiritual?


A cada um de nó s foi dada a graça conforme a medida do Dom de Cristo (Efésios 4:7).
Para quê nos é dado um dom?
Para servir. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da
multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4:10).

Quando recebemos os dons?


Uma pessoa recebe os dons espirituais quando se torna um crente, quando nasce de novo. Pode
reconhecê-lo imediatamente ou muito mais tarde. O dom espiritual nã o é um fim em si mesmo, mas um
meio pelo qual o amor de Cristo vai ser manifesto através do crente, que se torna um “canal” para o bem
de outros e para gló ria de Deus.

Quais os benefícios do crente descobrir, desenvolver e exercer seus dons na igreja?


- O corpo funciona melhor, pois cada membro saberá seu lugar no corpo (Ef 2:10; 1Co 12:12-27).
- Haverá harmonia, e todos poderã o trabalhar juntos em amor, sem ciú mes, inveja, orgulho ou falsa
modéstia (Rm 12:3).
- Edificaçã o: haverá desenvolvimento espiritual e de cará ter; conseqü entemente o membro servirá
melhor (Ef 4:16).
- Deus será glorificado (1Pe 4:10,11).

Como o dom espiritual afeta o portador?


O exercício do dom traz alegria e satisfaçã o, e ele se sente liberto e seguro em ser ele mesmo (auto-
aceitaçã o).

Como o reconhecimento mútuo dos dons afeta o relacionamento interpessoal?


“Quando um crente reconhece que Deus opera de uma maneira toda especial através de cada membro do
corpo, entã o ele terá mais consideraçã o e nutrirá um amor mais sincero para com os outros crentes. Isso
o ajudará a entender também o modo de pensar e agir das outras pessoas. O reconhecimento mú tuo dos
dons espirituais (pessoais) promove coordenaçã o e unidade entre os membros do corpo de Cristo”
(Larry Coy).

Como descobrir meu dom espiritual?


Podemos descobrir nossos dons mediante certas evidências:
- Nossa motivaçã o bá sica. O dom está ligado diretamente a uma motivaçã o depois da conversã o. Revela-
se no que realmente gostamos de fazer. Nessa atividade nos sentimos felizes e realizados.
- O dom também está realizado no que realizamos por completo, o que fazemos até o fim sem esmorecer.
Em situaçã o favorá vel a tarefa será cumprida.
Como diferenciar Dom espiritual de talentos naturais?
No dom espiritual sentimos a açã o do Espírito Santo. Sentimos, ao realizar aquilo que é dom, que as
forças nã o sã o nossas e por isso nã o nos enfadamos ou desanimamos; percebemos que é Deus quem está
agindo e que nada poderíamos fazer sem Ele.

Os dons de Deus podem ser tirados?


Os dons e a vocaçã o de Deus sã o irrevogá veis (Rm 11:29). Porém, quando o crente está em pecado ou em
rebeldia, ele nã o conseguirá desenvolver o seu dom. Ele pode continuar fazendo tudo na obra, menos
usar com eficá cia o poder de Deus. O dom sem unçã o é apenas uma habilidade que nã o produz vida. Os
dons de Deus sã o reconhecidos em nó s por nossos irmã os, que sã o edificados através deles. Ninguém vai
ser edificado apenas por habilidades.
 
Considerações:
- Os dons sã o distribuídos pela vontade do Espírito Santo (1Co 12:11);
- O dom é dado para proveito comum(1Co 12:7);
- Nã o devemos ter ciú mes dos outros irmã os(1Co 12:14-25);
- A cada um foi dado dons diferentes (1Co 12: 28-30);
- Os membros tem dons para exercer o trabalho de Cristo(1Co 12:1-31);

O fim dos dons (Ef 4:12-14)


- O aperfeiçoamento dos santos;
- Para a obra do ministério;
- Para edificaçã o do corpo de Cristo;
- Para chegar a unidade da fé(Ef 4:13);
- Para chegar ao conhecimento do filho de Deus;
- Para chegar à estatura de varã o perfeito.

Importante: Apesar de poder ser usado na obra do Senhor, nã o devemos confundir talentos (naturais)
com dons (espirituais). Talento é a inclinaçã o natural que desde o nascimento o indivíduo tem para
mú sica, pintura, escultura, poesia etc.. Por exemplo: Cantar bem nã o é um dom e sim um talento (há
muitos cantores populares que cantam muito bem, poderíamos chamar isso de dom espiritual?).

Definição de Dom: Dom espiritual é uma capacidade especial que o Espírito Santo dá a cada membro do
corpo de Cristo visando a edificaçã o da Igreja. Os dons espirituais nã o cessaram com a ultimaçã o do Novo
Testamento, ou seja quando o Novo testamento foi completado, mas mesmo assim muitos eruditos dizem
que estes dons foram especialmente para os primeiros cristã os, mas isto nã o vem ao caso neste
momento. Neste contexto dividimos os dons em: ordiná rios e os extraordiná rios, os ordiná rios sã o os de
natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a
mú sica; e os extraordiná rios sã o aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra
do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operaçã o de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de
espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretaçã o de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por
Deus através do Espírito Santo.
Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que
significa “donativo de cará ter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons sã o capacidades sobrenaturais
concedidas pelo Espírito Santo com o propó sito de edificar a Igreja.

DIVISAO: Divididos em três partes e cada parte em três itens.

1) DONS DE REVELAÇÃO.
A) Palavra do Conhecimento.
B) Palavra da Sabedoria.
C) Discernimento de Espírito.

2) DONS DE PODER.
A) Dons de Curar.
B) Operaçã o de Milagres.
C) Fé.

3) DONS DE INSPIRAÇÃO.
A) Variedades de Línguas.
B) Capacidade de Interpretar.
C) Profecia.

Especificação dos dons


Veremos agora a especificaçã o dos dons individualmente, nã o esquecendo que os dons sã o concedidos
aos crentes (já batizados no Espírito Santo) através de sú plicas, jejuns, oraçõ es e muita perseverança.

1) DONS DE REVELAÇÃO.

1.1.DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA (1Co 12.8, Tg 3.13-18; 1Co 2.3-14; Jr 9.23-24) - O dom de
sabedoria é a capacitaçã o divina para aplicar verdades espirituais de modo a suprir uma necessidade
numa situaçã o especifica. Manifestaçã o sobrenatural da sabedoria de Deus. Nã o se trata do resultado
de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1Co 2.4,6), nem tã o pouco de nosso
crescimento espiritual. É um dom de Deus. É uma mensagem vocal sá bia, enunciada mediante a
operaçã o do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelaçã o da Palavra de Deus ou a sabedoria do
Espírito Santo a uma situaçã o ou problema específico (At 6.10; 15.13-22), nã o é comum para o dia a
dia, pois nã o se obtém pelo diligente estudo e meditaçã o nas coisas de Deus e sua Palavra, ou pela
oraçã o. (Tg 1.5-6). Os que receberam este dom nã o significa que sã o mais sá bios que os outros. Jesus
prometeu aos seus discípulos: “boca e sabedoria a que nã o poderã o resistir, nem contradizer todos
quantos se vos opuserem” (Lc 21.15). Esse dom vai além da sabedoria e preparo humano. Mas é
preciso salientar que a sabedoria se divide em três tipos:
a) Sabedoria humana – Lc 14.28-33; 1Co 2.6
b) Sabedoria satânica – Tg 3.14-16
c) Sabedoria Divina – Tg 3.17; 1Co 2.7

1.2. DOM DA PALAVRA DO CONHECIMENTO (1Co 12.8) – capacidade sobrenatural que propicia
uma visã o além da esfera material. É a penetraçã o na ciência de Deus (Ef 3.3). Mesmo que muitos
confundam a sabedoria e o conhecimento (ciência), há uma diferença entre as duas: sabedoria – é o
conhecimento em ação; ciência – é o conhecimento em si. Mas de acordo com a Bíblia a sabedoria
e a ciência devem andar juntas (Ef 1.17-19). Uma característica deste dom é que ele também é uma
mensagem vocal , inspirada pelo Espírito Santo, porém, revelando conhecimento à respeito de
pessoas, de circunstâ ncias ou de verdades bíblicas, freqü entemente este dom está relacionado com o
da profecia (At 5.1-10). Podemos identificá -lo no conhecimento que Pedro teve da mentira de
Ananias e Safira, e na proclamaçã o da sentença contra Elimas, feita por Paulo. Tem como propó sito:
para que Deus protege e limpe a igreja no meio do engano e do pecado. 2Sm.12.7-3, At.20.29, 30;
Ef.3.20; 2Rs.6.8-12; Jo.1.47-50; Jo.4.17, 18, 29; Sl.27.1- 4

1.3. DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS (1Co 12.10) – Capacidade sobrenatural de se


distinguir as vá rias fontes das manifestaçõ es espirituais. Vivemos em um mundo hoje onde existem
imitaçõ es, enganos e falsificadores de todo o tipo (At 5.1-11). Através desse dom, podemos discernir
tais coisas, e ver se estas realmente procedem de Deus. É um dom de Deus, apropriado para uma
ocasiã o específica, sem o qual a Igreja seria presa fá cil de falsos mestres, ensinadores de heresias e de
manifestaçõ es antibíblicas. Por ser mencionado imediatamente apó s a profecia, muitos estudiosos o
entendem como um dom paralelo responsá vel por “julgar” as profecias (1Co 14.29). O discernimento
de espírito revela qual é a fonte de qualquer demonstraçã o de poder de sabedoria sobrenatural. Os
que recebem este Dom, sabem distinguir entre os verdadeiros e falsos possuidores de dons
espirituais, e além disto, distinguem a providência das manifestaçõ es sobrenaturais de cuja existência
nã o poderia haver duvida nos que possuem a sabedoria natural, porém a sabedoria natural nã o
consegue a posse deste Dom. At.5:15-16. Este dom serve também para discernir a alguém que esteja
com alguma doença, e que naquele instante serã o curadas por Deus, de acordo com a fé que possui.
Serve também para discernir espírito de demô nios, com em At.16:17-18.

 O que não é o dom de discernimento? Hb.5.13, 14; 1Co.12.3; 1Jo.4.1-3


Nã o é aquela capacidade de ver as falhas dos outros; Nã o é para discernir o cará cter duma pessoa.

 Tipos de Espiritos
O espirito do homem- 1Ts.5.23; o Espirito Santo; Espiritos Ministradores- Hb.1.4,14; Espiritos
Malignos- At.19.15-16
2. DONS DE PODER.
2.1.DOM DA FÉ ((1Co 12.9) – Na verdade existem três tipos distintos de fé:

- Fé natural: Leva a pessoa a acreditar em qualquer coisa examinada à luz da razã o (Tg 2.19; Jo
20.29);
- Fé salvadora: É através dessa que passamos a crer no Senhor para nossa salvaçã o, é definida como
um dom de Deus (Ef 2.8). Há que se mencionar ainda, a fé como fruto do Espírito (Gl 5.22, Tg.2.26,
Hb.11.6)
- O dom da Fé (1Co 12.9): É a capacidade, ou faculdade de se confiar em Deus de modo sobrenatural,
manifesta-se apenas em ocasiõ es especiais, é concedido somente a algumas pessoas, visando a
consecuçã o de obras extraordiná rias em tempos de crise, desafio e emergência (1Co 12.29). O dom da
fé é a capacidade divina para agir à luz das promessas de Deus com confiança e fé, nã o duvidando da
capacidade de Deus para cumpri-las. As pessoas que possuem este dom estimulam outros a viver esta
mesma fé, levam adiante o reino de Cristo, porque elas avançam quando outros param, e pedem a
Deus aquilo que é necessá rio, confiando na provisã o divina.

Um exemplo típico é o de Elias contra os profetas de Baal (1Rs 18.33-35). É a fé que remove as
montanhas, e esta opera em conjunto com outras manifestaçõ es do Espírito tais como as curas e os
milagres (Mt 17.20).

2.2.DONS DE CURAS (1Co 12.9) – É um assunto mais complexo, porém, mais emocionante de se tratar.
Pra começar definiremos o que é cura divina: ela nada tem a ver com os esforços médicos, cuja
utilidade é reconhecida pela Bíblia (Mt 9.12), é a atuaçã o sobrenatural de Deus sobre o corpo
humano, livrando-o de todo o tipo de enfermidade, pois é uma promessa divina (Is 53.4). Mas se há
cura, é porque há também as enfermidades, mas de onde elas vêm? Elas podem vir nos afligir de
vá rios maneiras: a) pela natureza pecaminosa do homem (Gn 3.14-19); b) as doenças naturais
(1Tm 5.23); c) possessã o demoníaca (Lc 13.11); d) provaçã o (Jó 2.7); e) participaçã o indigna na ceia
(1Co 11.29-30); f) para manifestar a gló ria divina (Jo 9.1-7); g) outras causas.
2.3.Mas a cura pode vir de vá rias formas como nos diz a Palavra de Deus: a) em nome de Jesus (Jo 14.12);
b) pela imposiçã o de mã os (At 19.11); c) pela oraçã o da fé (Tg 5.14-15). Uma curiosidade à respeito
dos dons de cura, é que é o ú nico dom que está no plural “dons”, indicando curas de diferentes
enfermidades. Esses dons nã o sã o concedidos a todos os membros do corpo de Cristo, todavia, eles
podem orar pelo enfermos, havendo fé, os enfermos serã o curados. Mas nunca devemos esquecer, a
gló ria tem que ser dada exclusivamente à Deus.

2.4.DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12.10, 28-29; Jo 2.1-11; Lc 5.1-11 ) – O milagre é um


ato soberano do Espírito de Deus, que nã o depende de leis e sistemas naturais: é claro que o que há
de especial em todos os dons do Espírito Santo é o fator milagre, mas nã o se tratando do Dom das
operaçõ es de milagres. O dom de milagres é a capacitaçã o divina para autenticar o ministério e a
mensagem de Deus através de intervençõ es sobrenaturais que O glorifiquem. É a capacitaçã o
sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e
obras portentosas, incluindo algumas como: a) ressurreiçã o de mortos (Lc 7.11-17); b) castigos (At
13.7-12); c) intervençã o nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se
manifesta o reino de Deus contra sataná s e os espíritos malignos (Jo 6.2).

 Propósito:
Para glorificar a Deus; suprir as necessidades imediatas dos santos- Ex.17.6, Jo.6.12-15; para livrar o
povo do inimigo- Dn.3.19-25, Mt.8.23-27

3. DONS DE INSPIRAÇÃO.

3.1.DOM DE PROFECIA (1Co 12.10; At 5-1-4; Mt 16.21-23, Rm 12.6, 28, 13.2; 2Pe 1.19-21  – Entre os
dons espirituais, a Bíblia aponta o dom de profetizar como o mais importante dom do Espírito Santo
(1Co 14.1,39). A palavra grega usada aqui é prophetéia, que significa expor publicamente a Palavra de
Deus. No AT o profeta recebia a palavra diretamente de Deus e a transmitia; hoje Ele nos fala através
da Bíblia e dota alguns com o dom de transmitir fielmente a sua Palavra. A profecia é uma
manifestaçã o do Espírito de Deus e nã o da mente do homem. Sua finalidade é edificar, exortar e
consolar. O dom de profecia é a capacitaçã o divina para revelar e proclamar a verdade de forma
apropriada e relevante para entendimento, correçã o, arrependimento ou edificaçã o, podendo haver
implicaçõ es imediatas ou futuras. O dom de Profecia é a habilidade sobrenatural de se transmitir a
mensagem de Deus através da inspiraçã o direta do Espírito Santo (2Pe 1.21). Infelizmente vemos
hoje poucas manifestaçõ es desse dom. Mas ainda assim existem alguns profetas em nossas igrejas.
Mas qual a finalidade desse dom? Quatro sã o suas principais finalidades:
a) Edificação - Pois bem, edificaçã o é o construir algo firme e ú til (1Co 3.4,12,17);
b) Exortação - A exortaçã o é chamar alguém para o lado com a finalidade de confortar, inspirar,
defender, guiar (At 11.23; 14.22);
c) Consolação - A consolaçã o e o dar alegria e paz é igual ao aspecto mais de você e agradá vel da
exortaçã o. (Dt 31.8);
d) Sinais para os incrédulos (1Co 14.22-25). É preciso saber distinguir a profecia mencionada por
Paulo em 1Co.12, com a manifestaçã o momentâ nea do Espírito da profecia como dom ministerial na
Igreja, mencionado em Ef 4.11. Um exemplo típico do dom espiritual da profecia encontramos em At
15.32... A pessoa que profetiza deve ser sensivel a voz do espirito.

 Fontes de Mensagens:
A profecia pode vir da parte de Deus, pode ser obra da mente humana, ou seja, a pessoa pode
criar a profecia, mas também a profecia pode vir dos demó nios.
 A profecia ou o dom da profecia deve ser com decência e ordem...1Co.14.39-40
3.2.DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS (1Co 12.10, 28-30, 13.1, 14.1-33; At 2.1-11) – A variedade de
línguas é a expressã o falada e sobrenatural de uma língua, nunca estudada pela pessoa que fala, é
uma linguagem anunciada pelo poder do Espírito Santo, à s vezes sã o compreendidas por quem a fala
e somente quem interpretar saberá compreende-la. O dom de línguas é a capacitaçã o divina para
falar, adorar ou orar em um idioma desconhecido ao orador. Pessoas com esse dom podem receber
uma mensagem espontâ nea de Deus, que é transmitida ao Corpo pelo dom de interpretaçã o. É um
fenô meno através do qual o Espírito Santo conduz o crente a falar uma ou mais línguas, de forma
miraculosa. Suas utilidades sã o de: a) evidência do batismo no Espírito Santo (At 2.1-8); b) como
edificaçã o individual (1Co 14.4); c) como mensagem profética se associada ao dom de interpretar
(1Co 14.13). Através do dom de línguas o Espírito Santo toca em nosso espírito. Revela-se claramente
que este Dom serve para conversaçõ es entre o espírito do homem e Deus, é uma comunhã o acima da
linguagem humana. Assim Paulo aconselha que no culto pú blico o Dom da profecia, ou seja, de
línguas, que aja interpretaçã o para edificaçã o da igreja, e se nã o houver o Dom de interpretaçã o entã o
é proveitoso somente para a comunhã o pessoal entre o individuo e Deus.
3.3.DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1Co 12.10, 14.5, 14.26-28  – Esse é o ú nico Dom que
depende diretamente de outro Dom Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o
portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A
interpretaçã o de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificaçã o da congregaçã o inteira,
pois toda ela recebe a mensagem (At 14.6,13,26). A interpretaçã o pode vir através de quem deu a
mensagem em línguas, ou outra pessoa. 1Coríntios 12.27
Os dons sã o dados à igreja para a sua pró pria edificaçã o (1Co 14.12), levando-a a manter e a
desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6). Podemos ver isso através dos ministérios
espirituais, e dons espirituais. O objetivo da Igreja como o corpo de Cristo é executar as ordens da
cabeça, o pró prio Cristo. (Ef 4.16). Paulo, desde o momento da sua conversã o, na estrada de Damasco,
notou que perseguir a Igreja era perseguir o pró prio Jesus Cristo (At 9.4), por isso temos a sublime
vocaçã o e obrigaçã o de dedicar as nossas vidas uns aos outros. “O mundo derruba e desfaz tudo. Os
cristã os edificam” . Mas para fazermos assim, nó s mesmos precisamos ser edificados primeiro. Falar
em línguas edifica a nó s pessoalmente (1Co 14.4), mas se buscarmos somente a nosso edificaçã o
pessoal, ficaremos espiritualmente como esponjas que absorvem a á gua sem passa-la adiante.
Precisamos esforçarmos para edificar outras pessoas (Ef 4.29). A edificaçã o deve ser o alvo supremo
da Igreja no uso dos dons. O povo de Deus deve apoiar-se mutuamente, perdoar e estender a mã o uns
aos outros. Devemos alegrar-nos com os que se alegram, chorar com os que choram (Rm 12.15). Na
realidade os crentes pertencem uns aos outros. Efésios 4.16 demonstra o ponto culminante da
empatia: ‘O Corpo se edifica em amor, à medida que cada ligamento de apoio recebe forças de Cristo a
cumpre a sua tarefa’. Todos temos personalidades, temperamentos e ministérios diferentes, mas à
medida que aprendermos a respeito dos outros, começaremos a dar valor a eles, a honrá -los e a
crescer na comunhã o. Pra finalizar, deixo alguns versículos escritos por Paulo em 1Coríntios 12.12-27

Condições prévias fundamentais para a descoberta dos dons:

Em primeiro lugar, você deve ser um cristão de verdade.  Há pessoas que até freqü entam os cultos com
certa regularidade, contribuem com dinheiro e até exercem algum cargo... Mas jamais entraram em um
relacionamento pessoal com o Salvador, que poderíamos chamar de nascer de novo.

Em segundo lugar, você deve crer nos dons espirituais. Você precisa crer que Deus lhe outorgou um
dom espiritual antes que dê início ao processo de descobrimento.  Também é mister que você tenha um
senso de agradecimento a Deus por haver lhe outorgado algum dom espiritual.

Em terceiro lugar, você deve estar disposto a esforçar-se. Deus lhe deu um ou mais dons espirituais, e
isso por alguma razã o.  Há um trabalho que Ele quer que você cumpra no Corpo de Cristo, uma tarefa
específica para a qual Ele lhe tem equipado.  Deus sabe se você é sério quanto a trabalhar para Ele.  Se
você estiver disposto a usar seu dom espiritual com vistas à gló ria de Deus, bem como ao bem-estar do
Corpo de Cristo, Ele haverá de ajuda-lo. 

Em quarto lugar, você deve orar. Antes, durante e depois desse processo, você precisará orar.  Tiago
recomendou: “Se algum de vó s necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente...” (Tg
1:5).  Busque a Deus sincera e intensamente, pedindo-lhe orientaçã o.  Visto que Deus que você descubra
qual o seu dom espiritual, certamente Ele lhe dará toda a ajuda que você vier a precisar.  Simplesmente
peça e confie que Ele o fará .