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PRÉ-VESTIBULAR

EXTENSIVO

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N X
SI E
O
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E U
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EM IA
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SI AT

MATERIAL DO
M

PROFESSOR

Química CIÊNCIAS DA NATUREZA


E SUAS TECNOLOGIAS

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O
BO O
SC
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O C

3
N X
SI E
O

PRÉ-VESTIBULAR
EXTENSIVO
EN S
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EM IA
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MATERIAL DO
M

PROFESSOR

Química CIÊNCIAS DA NATUREZA


E SUAS TECNOLOGIAS

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DOM BOSCO - SISTEMA DE ENSINO
PRÉ-VESTIBULAR 3
Ciências da natureza e suas tecnologias.
© 2019 – Pearson Education do Brasil Ltda.

Vice-presidência de Educação Juliano Melo Costa


Gerência editorial nacional Alexandre Mattioli
Gerência de produto Silvana Afonso
Autoria José Roberto Migliato Filho, Thiago Ferreira Luz

O
Coordenação editorial Luiz Molina Luz

BO O
Edição de conteúdo Luiz Molina Luz

SC
Assistência de edição Ana Carolina de Almeida Paulino

M IV
Leitura crítica José Roberto Migliato Filho, Thiago Ferreira Luz
Preparação e revisão Fabiana Cosenza Oliveira, Roseli Deienno Braff

O S
Gerência de Design Cleber Figueira Carvalho
Coordenação de Design Diogo Mecabo

D LU
Edição de arte Alexandre Silva
Coordenação de pesquisa e
licenciamento Maiti Salla

O C
Pesquisa e licenciamento Cristiane Gameiro, Heraldo Colon, Andrea Bolanho, Maricy Queiroz, Sandra Sebastião,
Shirlei Sebastião
N X Ilustrações Carla Viana, Dayane Cabral
SI E
Cartografia Allmaps
Projeto Gráfico Apis design integrado
Diagramação Editorial 5
O

Capa Apis design integrado


Imagem de capa mvp64/istock
EN S

Produtor multimídia Cristian Neil Zaramella


E U

PCP George Baldim, Paulo Campos Silva Junior


D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT

Todos os direitos desta publicação reservados à


Pearson Education do Brasil Ltda.
M

Av. Santa Marina, 1193 - Água Branca


São Paulo, SP – CEP 05036-001
Tel. (11) 3521-3500
www.pearson.com.br

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APRESENTAÇÃO

Um bom material didático voltado ao vestibular deve ser maior que um grupo de
conteúdos a ser memorizado pelos alunos. A sociedade atual exige que nossos jo-
vens, além de dominar conteúdos aprendidos ao longo da Educação Básica, conheçam
a diversidade de contextos sociais, tecnológicos, ambientais e políticos. Desenvolver
as habilidades a fim de obterem autonomia e entenderem criticamente a realida-
de e os acontecimentos que os cercam são critérios básicos para se ter sucesso no
Ensino Superior.
O Enem e os principais vestibulares do país esperam que o aluno, ao final do Ensino

O
BO O
Médio, seja capaz de dominar linguagens e seus códigos; construir argumentações

SC
consistentes; selecionar, organizar e interpretar dados para enfrentar situações-proble-

M IV
ma em diferentes áreas do conhecimento; e compreender fenômenos naturais, proces-
sos histórico-geográficos e de produção tecnológica.

O S
O Pré-Vestibular do Sistema de Ensino Dom Bosco sempre se destacou no mer-
cado editorial brasileiro como um material didático completo dentro de seu segmento

D LU
educacional. A nova edição traz novidades, a fim de atender às sugestões apresentadas
pelas escolas parceiras que participaram do Construindo Juntos – que é o programa rea-
lizado pela área de Educação da Pearson Brasil, para promover a troca de experiências,

O C
o compartilhamento de conhecimento e a participação dos parceiros no desenvolvi-
mento dos materiais didáticos de suas marcas.
N X Assim, o Pré-Vestibular Extensivo Dom Bosco by Pearson foi elaborado por uma
SI E
equipe de excelência, respaldada na qualidade acadêmica dos conhecimentos e na prá-
tica de sala de aula, abrangendo as quatro áreas de conhecimento com projeto editorial
O

exclusivo e adequado às recentes mudanças educacionais do país.


O novo material envolve temáticas diversas, por meio do diálogo entre os conteú-
EN S

dos dos diferentes componentes curriculares de uma ou mais áreas do conhecimento,


com propostas curriculares que contemplem as dimensões do trabalho, da ciência, da
E U

tecnologia e da cultura como eixos integradores entre os conhecimentos de distintas


naturezas; o trabalho como princípio educativo; a pesquisa como princípio pedagógi-
D E

co; os direitos humanos como princípio norteador; e a sustentabilidade socioambiental


como meta universal.
A LD

A coleção contempla todos os conteúdos exigidos no Enem e nos vestibulares de


todo o país, organizados e estruturados em módulos, com desenvolvimento teórico
associado a exemplos e exercícios resolvidos que facilitam a aprendizagem. Soma-se a
isso, uma seleção refinada de questões selecionadas, quadro de respostas e roteiro de
EM IA

aula integrado a cada módulo.


ST ER
SI AT
M

INICIAIS_PV_QUIM3_PROF.indd 3 22/03/19 14:58


SUMÁRIO

5 QUÍMICA 1A

O
BO O
SC
M IV
O S
71
D LU
QUÍMICA 1B

O C
N X
SI E

135
O

QUÍMICA 2A
EN S
E U
D E
A LD

163 QUÍMICA 2B
EM IA
ST ER

197
SI AT

QUÍMICA 3A
M

231 QUÍMICA 3B

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M
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DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 5
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N X
O C
D LU
O S
M IV
BO O
SC
BET_NOIRE/
ISTOCKPHOT
O

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS


QUÍMICA 1A O

20/03/2019 12:29
6 6 –Material do Professor

33 CLASSIFICAÇÃO
QUÍMICA 1A

DAS SOLUÇÕES

O
BO O
80276/SHUTTERSTOCK
SC
• Estudo das soluções

M IV
• Tipos de solução
• Solubilidade

O S
HABILIDADES

D LU
• Reconhecer os diferentes
tipos de solução.

O C
• Caracterizar e classificar
as soluções.
N X
• Trabalhar com coeficien-
tes de solubilidade.
SI E
• Interpretar uma curva de
solubilidade.
O
EN S
E U
D E

Estátua da liberdade.
A LD

Em nosso cotidiano, deparamo-nos com uma infinidade de soluções (misturas


homogêneas no estado sólido, líquido ou gasoso), tais como os monumentos his-
tóricos e o ar atmosférico. A gigantesca escultura Estátua da liberdade, conhecido
EM IA

ponto turístico estadunidense, é formada por diversas ligas metálicas, enquanto o


ar que respiramos é constituído de diversos gases.
Neste módulo, serão apresentados os diferentes tipos de abordagem referen-
ST ER

tes ao conceito de soluções. Para isso, inicialmente, precisamos entender alguns


conceitos, como o de dispersão. Ela é um sistema no qual uma substância está
distribuída, sob a forma de pequenas partículas, em outra substância. Definimos a
SI AT

primeira substância como disperso e a segunda, como dispersante. Observe o


seguinte exemplo.
M

Dispersão: Dispersão:
água + sal água + areia

Dispersante: Dispersante:
água água

Disperso: Disperso:
sal areia

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7 –Material do Professor 7

Importante ressaltar que, para o estudo das soluções, o termo "disperso" equi-
vale a soluto de uma solução, e o termo "dispersante" corresponde a solvente de

QUÍMICA 1A
uma solução.

Classificação das dispersões


Diversos critérios definem a classificação das dispersões: natureza das partículas
dispersas, tamanho médio das partículas, visibilidade, sedimentação e separação
por filtração.

Principais características das dispersões


Solução Solução
Suspensão

O
verdadeira coloidal

BO O
Terra suspensa na

SC
Açúcar na água Gelatina

M IV
água
Natureza das Aglomerado de
Átomos, íons ou Grandes aglomerados de

O S
partículas átomos, íons ou
moléculas átomos, íons ou moléculas
dispersas moléculas

D LU
Tamanho médio das
De 0 a 1 nm* De 1 a 100 nm* Acima de 100 nm*
partículas
Visibilidade As partículas não são As partículas

O C
As partículas são visíveis
das partículas visíveis em nenhum são visíveis ao
ao microscópio comum
N X
(homogeneidade do
sistema)
aparelho (sistema
homogêneo).
ultramicroscópio
(sistema heterogêneo).
(sistema heterogêneo).
SI E
As partículas
As partículas não se Há sedimentação
Sedimentação das sedimentam-se
O

sedimentam de modo espontânea ou por meio de


partículas por meio de
algum. centrífugas comuns.
ultracentrífugas.
EN S

As partículas são separadas


A separação não é As partículas são
E U

Separação por por meio de filtros comuns


possível por nenhum separadas por meio de
filtração (em laboratório com
tipo de filtro. ultrafiltros.
D E

papel filtro).
*1 nm = 1 · 10–9 m
A LD

O esquema a seguir mostra a classificação das dispersões em função do tama-


nho das partículas.
EM IA
ST ER
SI AT

Soluções
Soluções coloidais Suspensões
verdadeiras
M

0 1 nm 1 000 nm Diâmetro das partículas

SOLUÇÃO VERDADEIRA
Trata-se de entidades dispersas com diâmetro inferior a 1 nm.
Exemplo
Açúcar (sacarose) em água.

DISPERSÕES COLOIDAIS
Soluções coloidais são outros tipos de dispersão presentes no cotidiano, como
sabonete, xampu, pasta de dente, espuma, creme de barbear, maquiagem, cos-
méticos, leite, café, manteiga, entre outros. Elas ainda aparecem nos estudos de

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8 8 –Material do Professor

biotecnologia e em diversos processos de produção Emulsão Líquido Líquido Leite


de bens de consumo.
QUÍMICA 1A

Espuma sólida Gás Sólido Isopor


As entidades dispersas apresentam diâmetro entre
1 nm e 100 nm. As partículas, também chamadas de Espuma de
Espuma Gás Líquido
micelas, são bem maiores do que muitas moléculas, sabão
possibilitando o espalhamento da luz (efeito Tyndall), Aerossol sólido Sólido Gás Fumaça
mas pequenas demais para serem vistas em um mi- Aerossol
croscópio óptico. O espalhamento da luz explica por Líquido Gás Neblina
líquido
que o leite é branco, e não transparente, e por que
podemos ver a luz dos holofotes e dos raios laser mais
claramente em meio a um nevoeiro, à fumaça e às LEITURA COMPLEMENTAR
nuvens do que em meio ao ar seco. Olhos azuis não possuem pigmentos azuis – En-

O
tenda como é possível!

BO O
ANTON WATMAN/ SHUTTERSTOCK

O azul não é uma cor muito comum na natureza. Além

SC
das estranhas penas de pássaros, algumas pétalas de

M IV
flores, ou uma lagosta ultrarrara, é raro ver instâncias de
azul no mundo natural. Dessa forma, pode parecer um

O S
tanto estranho que alguns humanos tenham olhos azuis.

D LU
Estranhamente, os olhos azuis não contêm nenhum
pigmento azul. Sua cor é realmente causada pelo efei-
to Tyndall, um fenômeno semelhante ao que faz o céu

O C
parecer azul.
A íris, a parte colorida do olho, é composta por duas
N X camadas de células: o estroma em cima e o epitélio
SI E
embaixo. Nos olhos azuis, o estroma é uma camada
Espalhamento dos raios de sol pelas nuvens (efeito Tyndall). translúcida e contém zero pigmento devido a uma mu-
tação genética. Quando a luz branca visível o atinge, ele
O

Observe, a seguir, como diferenciar, experimental-


dispersa as ondas de luz. O azul está espalhado mais
mente, uma solução verdadeira de uma coloidal.
EN S

do que outras cores porque viaja como ondas mais


curtas, fazendo com que ele se reflita mais facilmente,
E U

tornando-o mais visível. Tudo isso explica também o


porquê de olhos azuis parecerem mais vibrantes em
D E

certos momentos do que em outros – sua cor depende


da qualidade da luz no ambiente.
A LD

Lanterna O estroma, em olhos castanhos, contém altos níveis de


melanina, um pigmento preto/marrom, que confere
uma cor marrom que simplesmente é refletida de volta.
Mistura de
EM IA

Solução
água e leite Alguns animais possuem olhos cinzentos, e o fenômeno
As partículas dispersas no coloide promovem o espalhamento da luz, é semelhante ao dos olhos azuis, exceto que o estroma
ST ER

possibilitando a visualização do rastro luminoso, fenômeno que não contém mais colágeno. Isso torna a camada menos trans-
ocorre em uma solução. lúcida e amortece os tons azulados.
Para um olho verde, o efeito Tyndall ainda ocorre; no
No sistema coloidal, as partículas dispersas (mice-
SI AT

entanto, o estroma contém baixas concentrações de pig-


las) estão misturadas no dispersante de forma hete-
mento de melanina, fazendo com que a reflexão azul
rogênea. De acordo com a fase dos constituintes da
pareça uma cor mais escura e mais verde.
solução coloidal, é possível classificar os coloides. Veja
M

Disponível em: <https://noticiaalternativa.com.br/


isso na tabela a seguir. olhos-azuis/>. Acesso em: 23 jul. 2018.

Classificação das soluções


coloidais de acordo com a fase SUSPENSÃO
do disperso e do dispersante Esse tipo de solução consiste em um aglomerado de
Fase Fase macromoléculas, ou de macroíons, dispersos em outra
Coloide Exemplo substância. As entidades apresentam diâmetro superior
dispersa dispersante
Sol sólido Sólido Sólido Vidro
a 100 nm. A preparação de muitos antibióticos remete a
um exemplo típico de suspensão, visto que precisam ser
Sol Sólido Líquido Tinta
agitados antes do uso, pois o disperso (material particula-
Emulsão sólida Líquido Sólido Margarina do) geralmente se encontra no fundo do frasco.

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9 –Material do Professor 9

Importante!
Dois fatores estão diretamente relacionados com

QUÍMICA 1A
a solubilidade dos gases em líquidos: a pressão e a
temperatura.

• Pressão
O efeito da pressão na solubilidade dos ga-
ses, lei de Henry, foi estudado por William Henry
(1775-1836) e atesta que “a solubilidade de um gás
em um líquido é diretamente proporcional à pressão
do gás sobre o líquido”.

• Temperatura

O
Terra em suspensão na água.
A solubilidade de um gás em um líquido é inversa-

BO O
mente proporcional à temperatura, isto é, quanto maior
Tipos de solução

SC
a temperatura, menor a solubilidade do gás. Perceba

M IV
A classificação das soluções está relacionada ao tal efeito quando dois refrigerantes são servidos em
estado de agregação das partículas formadoras da mis- copos: um em temperatura mais baixa e o outro em

O S
tura, à condutibilidade elétrica e à proporção entre o maior temperatura. O que está à temperatura mais

D LU
soluto e o solvente. elevada produz maior quantidade de bolhas, já que a
solubilidade dele é menor no líquido.
ESTADO DE AGREGAÇÃO

O C
Sólida
N X
Os componentes desse tipo de solução encontram-se

Coeficiente de solubilidade
no estado sólido, à temperatura ambiente, e são deno-

(g/100 g de água)
SI E
minados ligas metálicas, já estudadas no módulo 13 de
Química 1A.
O

Gasosa
Os componentes desse tipo de solução apresen-
EN S

tam-se no estado gasoso. Vale lembrar que toda mis-


E U

tura de gases é uma solução. O exemplo mais comum


T (ºC)
é o ar atmosférico, isento de poeira.
D E

Líquida O coeficiente de solubilidade diminui à medida que a temperatura


aumenta.
A LD

Nesse caso, um dos componentes da mistura deve


estar no estado líquido. Quando pensamos em solu- Para eliminar gases dissolvidos na água, por exem-
ções líquidas, é muito comum que o primeiro exemplo plo, é feito um aquecimento por certo período. Esse
lembrado se refira a alguma substância sólida dissolvi- comportamento constitui o grande receio dos centros
EM IA

da em água. Porém, não podemos pensar unicamente de pesquisa que estudam os fatores e as causas do
nesse tipo de solução líquida, uma vez que existem aquecimento global, pois a elevação da temperatura
ST ER

vários outros tipos. Veja, a seguir, alguns casos. média do planeta diminui a quantidade de gases dis-
Soluções de gás com líquidos solvidos nos oceanos (principalmente de O2), podendo
Em um aquário, o oxigênio (O2), responsável pela provocar a morte de milhares de peixes e interferir na
SI AT

respiração dos peixes, está dissolvido na água. cadeia alimentar do planeta.

Soluções formadas apenas por líquidos


ANDREY ARMYAGOV/SHUTTERSTOCK
M

É muito comum encontrar soluções que contenham


líquidos dissolvidos em líquidos, por exemplo:
• água oxigenada: solução de peróxido de hidrogê-
nio (H2O2) e água;
• álcool comercial: solução composta por álcool
etílico e água.

Soluções de sólidos com líquidos


Constituem os tipos mais comuns de soluções e
são foco dos avaliadores nas mais diversas provas de
vestibular pelo país. Exemplo: sal de cozinha dissolvido
Peixes dourados em um aquário. em água.

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10 10 – Material do Professor

CONDUTIBILIDADE ELÉTRICA À capacidade de uma substância dissolver-se por


toda a extensão do volume de outra determinada subs-
QUÍMICA 1A

De acordo com a condutibilidade elétrica, as so-


luções podem ser classificadas como moleculares tância, dá-se o nome de solubilidade. Ela é uma carac-
(não eletrolíticas) ou iônicas (eletrolíticas). A classi- terística qualitativa, determinada experimentalmente,
ficação depende da existência ou não de íons livres que depende do fato de a estrutura da molécula ser
em solução. polar ou apolar; assim, vale a regra clássica:
Os íons presentes nas soluções eletrolíticas po-
dem ser obtidos de duas formas: pela dissolução de
“Semelhante dissolve semelhante.”
compostos iônicos em líquidos polares, processo de-
nominado dissociação, e pela ionização de ácidos Solvente polar dissolve soluto polar.
(a maioria covalente) ou hidróxido de amônio (base Solvente não polar dissolve soluto não polar.
covalente) em água.

O
BO O
Coeficiente de solubilidade
Compostos
Água Dissociação

SC
iônicos

M IV
Compostos
(CS)
Água Ionização

O S
moleculares Esse coeficiente mede a quantidade máxima de so-
luto que se consegue dissolver em determinada quanti-

D LU
As soluções moleculares apresentam moléculas dade de solvente em certas condições de temperatura
em solução e são obtidas pela dissolução de compos- e pressão. Veja o exemplo da mudança de solubilidade
tos covalentes nos solventes, com exceção feita às do KNO3 conforme o aumento da temperatura.

O C
moléculas de ácidos e ao NH4OH. Essas soluções não
conduzem corrente elétrica pela ausência de íons em
solução.
N X Solubilidade do KNO3
em 100 g de H2O
SI E
Sacarose em água
C12H22O11(s) → C12H22O11(s) Temperatura (ºC) Massa de KNO3 (g)
O

0 13,3
EN S

PROPORÇÃO ENTRE SOLUTO 10 20,9


E SOLVENTE
E U

20 31,6
De acordo com a quantidade de soluto e de sol-
30 45,8
vente em uma solução, podemos classificá-la como
D E

concentrada ou diluída. Contudo, para que ocorra tal 40 63,0


A LD

classificação, é preciso conhecer o conceito de coe-


50 85,5
ficiente de solubilidade, que será abordado adiante
neste livro. 60 110
EM IA

Solubilidade Ao interpretar a tabela, observamos que CS = 31,6 g


de KNO 3/100 g de H 2O a 20 °C, isto é, em 20 °C,
ST ER

Você sabe como se forma uma solução? Imagine- para cada 100 g de água, o máximo de KNO3 que con-
-se observando a dissolução, em nível iônico, de um seguimos solubilizar são 31,6 g. Como o coeficiente
cristal de NaC< em água. Quando as moléculas de água de solubilidade é uma característica quantitativa e de-
SI AT

se aproximam do cristal, ocorrem interações do tipo pendente da temperatura, a variação de temperatura


íon-dipolo entre as moléculas e os íons de Na+ e C<–. faz com que a quantidade de partículas dissolvidas
Essa interação dá origem ao processo de solvatação, seja diferente.
M

como ilustrado a seguir.

δ+ δ +
δ–
Tipos de solubilização
δ + δ+ Dizer que o coeficiente de solubilidade depende
δ+ δ– δ+ δ–
δ+ δ+
δ– da temperatura não significa que se trate sempre de
δ+ δ– δ +
δ+
C<– δ+ fatores diretamente proporcionais, ou seja, existem
δ– Na+
δ– δ+ δ+
δ– δ+ substâncias que, com a elevação da temperatura do
δ+ δ– δ+ δ +

δ+
δ– δ+ δ+ δ– sistema, têm sua capacidade máxima de solubiliza-
δ+
δ + ção diminuída. Assim, são possíveis dois tipos de
δ+
δ– solubilização em função da temperatura: endotér-
mica e exotérmica.

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11 – Material do Professor 11

SOLUBILIZAÇÃO ENDOTÉRMICA O gráfico a seguir representa a solubilidade de vá-


O aumento da temperatura aumenta o coefi- rias substâncias em função da temperatura.

QUÍMICA 1A
ciente de solubilidade, fazendo com que uma maior
quantidade de soluto seja capaz de ser solubiliza-
Coeficiente de solubilidade (g/100 g de H2O)
da em uma mesma massa de solvente. A maioria
das substâncias aumenta sua solubilidade com o 150
aumento da temperatura. É o caso, por exemplo, 140
KI
da sacarose (C 12H 22O 11) em água. Enquanto, a 0 °C,
130
é possível ser dissolvida uma massa de 180 g de
120
açúcar em 100 g de água, a 50 °C, essa massa sobe
O3
para 260 g para a mesma massa de água. Dessa 110
N
aN
maneira, concluímos que, em uma solubilização en- 100
r

O
dotérmica, o coeficiente de solubilidade aumenta KB
90

BO O
com o aumento da temperatura.

SC
80

M IV
70
SOLUBILIZAÇÃO EXOTÉRMICA O7
60 Cr 2
Por outro lado, na solubilização exotérmica, o coe-

O S
K2

3
O
KN
ficiente de solubilidade aumenta pela diminuição da 50
Na2SO4

D LU
temperatura, fazendo com que uma maior quantidade 40 NaC<
de soluto seja capaz de ser solubilizada na mesma

O
30

2
H
massa de solvente em um ambiente mais frio. Além <O 3

0
?1
20 KC

O C
dos gases, apenas uma pequena parcela das outras

4
SO
10

2
Na
substâncias aumenta sua solubilidade com a diminui-
N X
ção da temperatura. Podemos citar o sulfato de cério 0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120
SI E
III (Ce2(SO4)3) em água. Enquanto, a 0 °C, é possível
ser solubilizada uma massa de cerca de 20 g de sal Temperatura (ºC)
em 100 g de água, a 50 °C, essa massa diminui para
O

bem menos da metade em gramas, na mesma massa


de água. Dessa maneira, concluímos que, em uma
EN S

Da análise do gráfico, podemos concluir que


solubilização exotérmica, o coeficiente de solubilidade • em geral, a solubilidade aumenta com a elevação
E U

diminui com o aumento da temperatura. da temperatura, algumas vezes de forma acen-


tuada (KNO 3), outras vezes de forma quase im-
D E

perceptível (NaC<);
Curvas de solubilidade • a 10 ºC, o NaC< é mais solúvel que o KNO3, enquan-
A LD

A relação entre solubilidade (S) e temperatura (T) to, a 60 ºC, ocorre o inverso.
pode ser representada, graficamente, colocando-se As curvas de solubilidade de certas substâncias
as temperaturas em abscissas e as solubilidades em apresentam pontos de inflexão que indicam uma mu-
dança na estrutura do soluto. Observe a curva do sulfa-
EM IA

ordenadas. As curvas obtidas são chamadas de curvas


de solubilidade. to de sódio deca-hidratado (Na2SO4 ? 10 H2O). No ponto
próximo a 30 ºC, ocorre uma quebra (interrupção) na
ST ER

continuidade da curva. Isso significa que acontece uma


alteração na composição da substância; nesse caso,
g/100 g de H2O CS há a perda das moléculas de água de hidratação. Após
SI AT

Glicose esse ponto, o sulfato de sódio torna-se anidro.

32,4 °C
Na2SO4 · 10 H2O  → Na2SO4 + 10 H2O

    
M

Sulfato de sódio Sulfato de sódio anidro


deca-hidratado
Gases

Tipos de solução
T (ºC) Os tipos de solução dependem da relação entre a
quantidade de soluto dissolvido em determinada quan-
tidade de solvente (água) em dada temperatura e o res-
pectivo coeficiente de solubilidade dessa substância na
As curvas crescentes indicam as solubilizações de mesma temperatura. Para analisar os tipos de solução,
caráter endotérmico; as decrescentes, as solubiliza- utilizaremos como referência a curva de solubilidade
ções exotérmicas. do KNO3 em H2O, em função da temperatura.

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12 12 – Material do Professor

mente, o limite de 60 g), o sistema continua homogê-


260
neo, pois não há formação de precipitado (excesso).
QUÍMICA 1A

Coeficiente de solubilidade, (g de KNO3 /100 g de água)

240
220 SOLUÇÃO SUPERSATURADA
200 Ocorre quando o valor da massa dissolvida em água
180
é maior que o valor do coeficiente de solubilidade na
mesma temperatura, como, por exemplo, 100 g de
160
KNO3 dissolvidos em 100 g de água, considerando-
140
-se a temperatura de 40 °C (ponto 3). Nesse caso, o
120 sistema ainda é homogêneo. Em geral, soluções su-
3
100 persaturadas podem ser obtidas pelo aquecimento de
80 uma solução saturada que tenha parte do soluto não

O
dissolvido. O aquecimento deve ser realizado até que

BO O
2
60
todo o soluto presente se dissolva. Um resfriamento

SC
40
lento, com a solução em repouso, até a temperatura

M IV
1
20 inicial, pode permitir a obtenção da solução supersa-
turada, desde que o soluto não tenha se cristalizado.

O S
20 40 60 80 100
Temperatura (ºC)
Aqui, como a quantidade de soluto dissolvida (100 g)

D LU
é maior que o limite máximo permitido (60 g), à tem-
peratura de 40 ºC, o sistema assume uma configuração
SOLUÇÃO SATURADA metaestável de grande instabilidade, e qualquer pertur-

O C
Ocorre quando o valor da massa de soluto dissolvi- bação no meio faz com que o excesso (40 g) de soluto
da em água é exatamente igual ao valor do coeficiente precipite. Dentre as perturbações mais comuns, estão
N X
de solubilidade em determinada temperatura (ponto 2 o choque mecânico e o grão de nucleação.
SI E
do gráfico). Dessa maneira, a 40 °C, a adição de 60 g
de sal KNO3 corresponde a um valor de massa-limite EXERCÍCIO RESOLVIDO
para a solubilização total, igualando-se ao respectivo
O

1. O coeficiente de solubilidade do NaC< a 0 ºC é


coeficiente de solubilidade, na mesma temperatura. 357 g/1 000 g de H2O. Uma solução que contém 70 g de
NaC< dissolvidos em 200 g de H2O, a 0 ºC, é saturada
EN S

Isso significa que não é possível colocar mais sal e o


ou insaturada?
sistema continuar homogêneo, pois há a formação de
E U

um precipitado (excesso). Resolução

Calculamos a máxima quantidade de NaC< que pode


SOLUÇÃO INSATURADA
D E

ser dissolvida em 200 g de água, a 0 °C:


(NÃO SATURADA)
A LD

1 000 g de H2O 357 g de NaC<


Ocorre quando o valor da massa de soluto dissol-
vida em água é menor do que o valor do coeficiente 200 g de H2O x
de solubilidade em determinada temperatura (ponto 200 · 357
x=
EM IA

1 do gráfico – abaixo da curva de solubilidade). 1 000


Dessa maneira, considerando-se a temperatura de 40 °C, x = 71,4 g de NaC<
a adição de 20 g de nitrato de potássio em 100 g de água
ST ER

corresponde a um valor de massa inferior ao respectivo Como a quantidade dissolvida (70 g) é menor que
o máximo que pode ser dissolvido (71,4 g), então a
coeficiente de solubilidade, na mesma temperatura.
solução é insaturada.
Isso significa que, colocando-se mais sal (até, obvia-
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 12 20/03/2019 12:29


13 – Material do Professor 13

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1A
DISPERSÕES

Solução Coloide Suspensão

O
BO O
SC
M IV
Solubilidade Estado de Condutibilidade
agregação elétrica Gelatina Terra em água

O S
D LU
Eletrolítica Não eletrolítica

O C
N X
SI E
O

Coeficiente de solubilidade:
EN S

quantidade de soluto que pode ser dissolvida em certa quantidade de solvente


E U

em dada temperatura.
D E
A LD

Curva de solubilidade: indica graficamente a variância da


solubilidade com a temperatura.
EM IA
ST ER

Insaturada Saturada Supersaturada


SI AT
M

A massa do soluto
A massa do soluto A massa do soluto
dissolvida é exata-
dissolvida é inferior dissolvida é maior
mente a mesma
à massa do valor da que o valor da solu-
do valor da
solubilidade. bilidade.
solubilidade.

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14 14 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1A

1. Acafe-SC – Sobre o sistema coloidal, analise as afir- A solução B equivale à uma solução insaturada (temperatura próxima
mações a seguir. aos 50 ºC). Dos exemplos dados pelo aluno, seria uma “Limonada com
pouco açúcar”.
I. O diâmetro médio das moléculas de glicose em uma
solução aquosa é maior que as partículas dispersas
em um sistema coloidal.
II. Creme de leite e maionese são exemplos de siste-
mas coloidais. 60
III. Micelas podem ser representadas por um agregado

Solubilidade (g/100 g de água)


de moléculas anfipáticas dispersas em um líquido, 50
constituindo uma das fases de um sistema coloidal. Saturação
40
IV. O efeito Tyndall pode ocorrer quando há a dispersão
A B

O
da luz pelas partículas dispersas em um sistema
30 * *
coloidal.

BO O
SC
Todas as afirmações corretas estão em 20

M IV
a) II – III – IV. 10
b) I – III.

O S
c) II – IV. 0
0 10 20 30 40 50 60
d) III – IV.

D LU
T (ºC)
I) Incorreta. O diâmetro médio das moléculas de glicose (inferior a 10–7 cm)
em uma solução aquosa é menor que as partículas dispersas em um
sistema coloidal (entre 10–7 cm e 10–4 cm).

O C
II, III e IV estão corretas.

N X
2. UEMA – Um aluno do ensino médio, ao utilizar um
argumento criativo para classificar uma solução com
SI E
base em seu coeficiente de solubilidade, apresentou
a seguinte resposta:
O

“Solução insaturada – limonada com pouco açúcar.


Solução saturada – açúcar na medida certa, sente-se
EN S

um suco de limão adocicado. 3. Facisb-SP C7-H24


A expressão “solução aquosa” caracteriza adequada-
E U

Solução supersaturada – uma limonada em que não se mente diversas misturas de substâncias presentes no
sente mais o gosto do limão, só do açúcar”. cotidiano. Entre elas, pode-se citar
D E

A professora explicou que o coeficiente de solubilidade a) o creme de leite.


varia de acordo com o soluto, com a quantidade de
b) o sorvete.
A LD

solvente e com a temperatura em que se encontra a


solução, fazendo uso do gráfico a seguir, cuja curva c) o leite de magnésia.
mostra a quantidade máxima de soluto dissolvido para d) a água sanitária.
uma dada temperatura. e) a gelatina.
EM IA

60
Classifica-se como solução aquosa a água sanitária.
Solubilidade (g/100 g de água)

50 a) Creme de leite (coloide)


ST ER

b) Sorvete (emulsão sólida)


40
c) Leite de magnésia (coloide)
A B
30 * * e) Gelatina (coloide).
Competência: Apropriar-se de conhecimentos da química 1A para,
SI AT

20 em situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções


científico-tecnológicas.
10 Habilidade: Utilizar códigos e nomenclatura da química 1A para carac-
terizar materiais, substâncias ou transformações químicas.
M

0
0 10 20 30 40 50 60
T (ºC)
4. UERN
Analise o gráfico utilizado pela professora e explique,
Os refrigerantes são formados por uma mistura de água,
com base nos exemplos do aluno, qual seria a situação
gás carbônico e algum tipo de xarope, que dá a cor e o
representada pela solução A e qual seria pela solução
B. Justifique sua resposta. gosto da bebida. Mas essas três coisas não são combinadas
de uma vez – primeiramente, os fabricantes juntam a água
O gráfico permite concluir que a solução A, com temperatura próxima e o gás, em um aparelho chamado carbonizador. Quan-
aos 30 °C, é supersaturada. Dos exemplos dados pelo aluno, seria “Uma
limonada em que não se sente mais o gosto do limão, só do açúcar”. do esses dois ingredientes se misturam, a água dissolve
o CO2, dando origem a uma terceira substância, o ácido
carbônico, que tem forma líquida. Depois, acrescenta-se o

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15 – Material do Professor 15

xarope a esse ácido. O último passo é inserir uma dose ex- I. A solubilização do sal X, em água, é exotérmica.

QUÍMICA 1A
tra de CO2 dentro da embalagem para aumentar a pressão II. Ao preparar-se uma solução saturada do sal X, a 60 ºC,
interna e conservar a bebida. em 200 g de água e resfriá-la, sob agitação até 10 ºC,
Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como- serão precipitados 19 g desse sal.
-se-coloca-o-gas-nos-refrigerantes>. Acesso em: 8 fev. 2019. III. Uma solução contendo 90 g de sal e 300 g de água,
a 50 ºC, apresentará precipitado.
Com relação ao gás dos refrigerantes, é correto afir-
mar que Analisando-se as afirmativas anteriores, é correto
a) diminui, se aumentar a pressão. dizer que
b) está completamente dissolvido no líquido. a) nenhuma das afirmativas está certa.
c) escapa mais facilmente do refrigerante quente. b) apenas a afirmativa II está certa.
d) escapa mais facilmente do refrigerante gelado. c) apenas as afirmativas II e III estão certas.
d) apenas as afirmativas I e III estão certas.

O
A solubilidade de gases em líquidos diminui com a elevação da tem-
peratura. e) todas as afirmativas estão certas.

BO O
SC
5. UEA-AM – O iodato de potássio, KIO3, é uma substân-

M IV
I) Incorreta. A solubilização do sal X, em água, é endotérmica, pois,
cia adicionada ao sal de cozinha como fonte de iodo quanto maior a temperatura, maior a massa de sal solubilizada.
para a prevenção de doenças da tireoide. A tabela forne- II) Incorreta. Ao preparar-se uma solução saturada do sal X, a 60 ºC, em
ce valores aproximados da solubilidade em água dessa

O S
200 g de água e resfriá-la, sob agitação até 10 ºC, serão precipitados
substância em duas temperaturas. 38 g desse sal.

D LU
Temperatura (°C) 25 60 Temperatura (ºC) 10 60
Massa (g sal X/100 g de água) 18 37
Solubilidade (g de KIO3/100 g 9,2 18,0 60 ºC:

O C
de H2O) 100 g de água 37 g de sal
2 · 37 g
N X
500 g de água a 60 ºC foram acrescentados a 80 g de
iodato de potássio. Em seguida, a mistura foi resfriada
200 g de água

10 ºC:
 

74 g
 de sal
SI E
para 25 ºC. A massa de KIO 3, cristalizada com esse
100 g de água 18 g de sal
resfriamento, foi, em g, igual a
200 g de água 2 · 18 g de sal
O

a) 22 
  
36 g
b) 34
74 g – 36 g = 38 g (precipitado)
EN S

c) 55 III) Incorreta. Uma solução contendo 90 g de sal e 300 g de água, a 50 ºC,


d) 60 não apresentará precipitado.
E U

e) 80 Temperatura (ºC) 50
A 25 ºC:
Massa (g sal X/100 g de água) 32
D E

9,2 g de KIO3 100 g de H2O


50 ºC:
x g de KIO3 500 g de H2O
A LD

100 g de água 32 g de sal


x = 46 g de KIO3 dissolvidos
Massa cristalizada = 80 – 46 = 34 g 300 g de água 3 · 32 g de sal
 
 
96 g
90 g – 96 g = –6 g (sem precipitado)
EM IA

6. Mackenzie-SP – A tabela a seguir mostra a solubilidade


do sal X, em 100 g de água, em função da temperatura.
ST ER

Temperatura Massa (g sal X/100 g


(ºC) de água)
0 16
SI AT

10 18
20 21
M

30 24
40 28
50 32
60 37
70 43
80 50
90 58

Com base nos resultados obtidos, foram feitas as se-


guintes afirmativas.

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16 16 – Material do Professor

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
QUÍMICA 1A

7. IME-RJ – A figura a seguir representa as curvas de c) nitrato de sódio – nitrato de potássio – nitrato de sódio
solubilidade de duas substâncias A e B. d) nitrato de sódio – nitrato de potássio – ambas
e) nitrato de potássio – nitrato de sódio – ambas
Solubilidade (g/100 g de H2O)

9. EBMSP-BA – O conhecimento da solubilidade de sais


80 2
em água é importante para a realização de atividades
em laboratórios e nos procedimentos médicos que
A envolvam a utilização desses compostos químicos.
3 A dissolução dessas substâncias químicas em água é
1
influenciada pela temperatura, como mostra o gráfico
B que apresenta as curvas de solubilidade do nitrato de

O
potássio, KNO 3(s), do cromato de potássio, K 2CrO 4(s),

BO O
0
80 Temperatura (ºC) do cloreto de sódio, NaC< (s), e do sulfato de cério III,

SC
Ce 2(SO 4) 3(s).

M IV
Com base no gráfico, pode-se afirmar que
a) as soluções, no ponto 1, apresentam a mesma tempe-

O S
ratura, mas as solubilidades de A e B são diferentes. 140 KNO3

Coeficiente de solubilidade

D LU
b) a solução da substância A está supersaturada no 120
ponto 2.

(g/100 g de água)
100 K2CrO4
c) as soluções são instáveis no ponto 3.
d) as curvas de solubilidade não indicam mudanças na

O C
80
estrutura dos solutos. NaC,
60
N X
e) a solubilidade da substância B segue o perfil espera-
do para a solubilidade de gases em água. 40
SI E
20 Ce2(SO4)3
8. UFRGS-RS – Observe o gráfico e a tabela a seguir,
que representam a curva de solubilidade aquosa (em
O

gramas de soluto por 100 g de água) do nitrato de po- 20 40 60 80


tássio e do nitrato de sódio em função da temperatura. Temperatura (ºC)
EN S

Solubilidade
A análise do gráfico permite-nos afirmar:
E U

a) O processo de dissolução dos sais constituídos pelos


metais alcalinos, em água, é endotérmico.
D E

b) A mistura de 120 g de cromato de potássio com


200 g de água forma uma solução saturada a 60 ºC.
A LD

A
c) O coeficiente de solubilidade do sulfato de cério III
aumenta com o aquecimento do sistema aquoso.
B d) A solubilidade do nitrato de potássio é maior do que
a do cromato de potássio à temperatura de 20 ºC.
EM IA

e) O nitrato de potássio e o cloreto de sódio apresen-


tam o mesmo coeficiente de solubilidade a 40 ºC.
ST ER

Temperatura
10. Unicid-SP – O gráfico a seguir apresenta as solubilida-
des dos sais A, B, C, D, E e F em função da temperatura.
T (ºC) KNO3 NaNO3
SI AT

60 115 125
65 130 130
Solubilidade (g/100 g de H2O)

75 160 140
M

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacu-


nas do enunciado a seguir, na ordem em que aparecem.
A curva A diz respeito ao __________, e a curva B, ao
__________. Considerando duas soluções aquosas sa-
turadas e sem precipitado, uma de KNO 3 e outra de
NaNO3, a 65 ºC, o efeito da diminuição da temperatura
acarretará a precipitação de __________.
a) nitrato de potássio – nitrato de sódio – nitrato
de potássio
Temperatura (ºC)
b) nitrato de potássio – nitrato de sódio – nitrato de sódio

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17 – Material do Professor 17

a) Indique o sal cuja solubilidade em água é menos Dado: solubilidade do cloreto de potássio a 60 ºC:

QUÍMICA 1A
afetada pelo aumento de temperatura. 45 g/100 g de água
Qual a massa mínima e aproximada de água que deve
ser evaporada para iniciar a cristalização do soluto?
a) 160 g b) 120 g c) 40 g d) 80 g

13. FGV-SP – O nitrito de sódio, NaNO2, é um conservante


de alimentos processados a partir de carnes e peixes.
b) Considere uma solução preparada com 33 g do sal Os dados de solubilidade desse sal em água são apre-
B em 50 g de água, a 40 ºC. A mistura resultante sentados na tabela.
apresenta corpo de fundo? Justifique sua resposta.
Temperatura (°C) 20 °C 50 °C

O
Massa de NaNO2 em 100 g

BO O
84 g 104 g
de H2O

SC
M IV
Em um frigorífico, preparou-se uma solução saturada
de NaNO2 em um tanque contendo 0,5 m3 de água a
50 ºC. Em seguida, a solução foi resfriada para 20 ºC e

O S
mantida nessa temperatura. A massa de NaNO2, em kg,
cristalizada após o resfriamento da solução, é

D LU
a) 10 c) 50 e) 200
b) 20 d) 100

O C
14. Fasm-SP – Analise o gráfico que representa a solubili-
dade do CO2 (massa molar igual a 44 g · mol–1) em água
N X
11. Espcex-SP/Aman-RJ (adaptado) – O rótulo de uma
garrafa de água mineral apresenta a seguinte descrição. à pressão de 1 atm.
SI E
0,4
COMPOSIÇÃO Química 1A PROVÁVEL (mg/L): bicarbona-
to de bário = 0,38; bicarbonato de estrôncio = 0,03; bicarbo-
O

nato de cálcio = 66,33; bicarbonato de magnésio = 50,18;


g do soluto em 100 mL de água

bicarbonato de potássio = 2,05; bicarbonato de sódio = 0,3


3,04; nitrato de sódio = 0,82; cloreto de sódio = 0,35.
EN S

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-Químicas: pH medido


E U

a 25 ºC = 7,8; temperatura da água na fonte = 18 ºC; 0,2


condutividade elétrica a 25 ºC = 1,45 · 10–4 mhos/cm;
resíduo de evaporação a 180 ºC = 85,00 mg/L; radioati-
D E

vidade na fonte a 20 ºC e 760 mmHg = 15,64 maches.


A LD

0,1
A respeito da água mineral citada, de sua composição
e suas características, podemos afirmar que ela pode
ser classificada como uma solução verdadeira? Explique
sua resposta. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55
EM IA

Temperatura (ºC)
ST ER

a) A dissolução do gás carbônico em água é um pro-


cesso endotérmico ou exotérmico? Justifique sua
resposta.
SI AT
M

12. Acafe-SC – O cloreto de potássio é um sal que, adicio-


nado ao cloreto de sódio, é vendido comercialmente
como “sal light”, isto é, possui baixo teor de sódio. De-
zoito gramas de cloreto de potássio estão dissolvidos
em 200 g de água e armazenados em um frasco aberto
sob temperatura constante de 60 ºC.

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18 18 – Material do Professor

b) Calcule a quantidade de gás carbônico, em mol, dis-


QUÍMICA 1A

solvida em 1 L de água, a 10 ºC e a 1 atm, saturada


com esse gás. Apresente os cálculos efetuados.

O
BO O
SC
M IV
O S
D LU
O C
16. UCS-RS – Curvas de solubilidade, como as representadas
no gráfico a seguir, descrevem como os coeficientes de
N X solubilidade de substâncias químicas em um determinado
SI E
solvente, variam em função da temperatura.

600
O

NH4NO3
15. UERJ (adaptado) – Um laboratorista precisa preparar
1,1 kg de solução aquosa saturada de um sal de dissolu-
EN S

ção exotérmica, utilizando como soluto um dos três sais 500


disponíveis em seu laboratório: X, Y e Z. A temperatura
E U

final da solução deve ser igual a 20 ºC.


Coeficiente de solubilidade
(g de soluto/100 g de H2O)

400
Observe as curvas de solubilidade dos sais, em gramas
D E

de soluto por 100 g de água.


Sacarose
A LD

Z 300
NaI
Solubilidade

50
200
NaOH
EM IA

40
Y
NaBr
30 100
ST ER

KC,
20
Ce2(SO4)3
0
SI AT

10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
X
Temperatura (ºC)
0 10 20 30 40
Considerando as informações apresentadas pelo gráfico
M

Temperatura (ºC)
anterior, assinale a alternativa correta.
Calcule a massa de soluto necessária, em gramas, para a) Todas as substâncias químicas são sais, com exce-
o preparo da solução. ção da sacarose.
b) O aumento da temperatura de 10 ºC para 40 ºC favo-
rece a solubilização do sulfato de cério III em água.
c) A massa de nitrato de amônio que permanece em
solução, quando a temperatura da água é reduzida
de 80 ºC para 40 ºC, é de aproximadamente 100 g.
d) A dissolução do iodeto de sódio em água é endotérmica.
e) A 0 ºC, todas as substâncias químicas são insolúveis
em água.

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19 – Material do Professor 19

17. UEMA A expressão em negrito corresponde, quimicamente,

QUÍMICA 1A
Leia o texto a seguir. a uma solução formada por
a) ácido ou base ou sal.
b) base ou ácido ou óxido.
ilha impreg
c) ácido ou metal ou óxido.
nada
d) base ou metal ou óxido.
de salitre
e) ácido ou metal ou sal.
com suas luzes
de mercúrio

metalíquido

O
mais líquido é o corpo

BO O
o corpo é a solução

SC
eletrolítica

M IV
eu
e a ilha

O S
a lig

D LU
ação
é o sal
fortaleza de sal.

O C
N X ESTUDO PARA O ENEM
SI E
18. UEG-GO C5-H17 20. UERJ C5-H17
Uma solução foi preparada a 30 ºC pela dissolução de A temperatura e a pressão afetam a solubilidade do
O

80 g de um sal inorgânico hipotético em 180 g de água. oxigênio no sangue dos organismos. Alguns animais
A solubilidade dessa substância modifica-se com a va- marinhos sem pigmentos respiratórios realizam o trans-
EN S

riação da temperatura conforme a tabela a seguir. porte de oxigênio por meio da dissolução desse gás
diretamente no plasma sanguíneo. Observe a variação
E U

Solubilidade da solubilidade do oxigênio no plasma, em função da


Temperatura (ºC)
(g/100 g de água) temperatura e da profundidade a que o animal esteja
submetido, representada nos gráficos a seguir.
D E

20 32
Solubilidade (g/100 g)

Solubilidade (g/100 g)
A LD

30 46

Se a solução for resfriada para 20 ºC, a massa, em


gramas, do sal que vai precipitar será igual a
EM IA

a) 48 c) 22,4 e) 14
Temperatura (ºC) Profundidade (m)
b) 28 d) 13,8
ST ER

19. Enem C7-H24 Um estudo realizado sob quatro diferentes condições


experimentais, para avaliar a dissolução de oxigênio
A obtenção de sistemas coloidais estáveis depende
no plasma desses animais, apresentou os seguintes
das interações entre as partículas dispersas e o meio
resultados.
SI AT

onde se encontram. Em um sistema coloidal aquoso,


cujas partículas são hidrofílicas, a adição de um solvente
orgânico miscível em água, como etanol, desestabiliza Parâmetros Condições experimentais
o coloide, podendo ocorrer a agregação das partículas avaliados W X Y Z
M

preliminarmente dispersas.
Temperatura Baixa Baixa Alta Alta
A desestabilização provocada pelo etanol ocorre porque
Profundidade Alta Baixa Baixa Alta
a) a polaridade da água no sistema coloidal é reduzida.
b) as cargas superficiais das partículas coloidais são O transporte de oxigênio dissolvido no plasma san-
diminuídas.
guíneo foi mais favorecido na condição experimental
c) as camadas de solvatação de água nas partículas representada pela letra:
são diminuídas.
a) W.
d) o processo de miscibilidade da água e do solvente
libera calor para o meio. b) X.
e) a intensidade dos movimentos brownianos das par- c) Y.
tículas coloidais é reduzida. d) Z.

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20 20 – Material do Professor

34 CONCENTRAÇÃO DE
QUÍMICA 1A

SOLUÇÕES

O TANAKORNSAR/ISTOCKPHOTO
BO O
SC
• Aspectos quantitativos das

M IV
soluções
• Estudo das concentrações

O S
das soluções
• Estudo das diferentes

D LU
maneiras de expressar
concentração

O C
HABILIDADES
• Expressar de várias formas
N X
a composição de uma
solução.
SI E
• Perceber a utilidade de
cada maneira de expressar
O

a composição de uma
solução.
EN S
E U

Aerador de pá em funcionamento para aumentar a concentração de oxigênio dissolvido na água.


D E

Uma das espécies químicas presentes na água que merece atenção é o gás oxigênio,
A LD

pois a vida aquática depende diretamente de sua concentração, a qual não pode ser
baixa demais – o que poderia até levar à completa extinção da vida. Como é possível
determinar os valores de concentração de gás oxigênio dissolvido e verificar, por exem-
plo, se determinado local está ou não com problemas de oxigenação em suas águas?
EM IA

Concentração
ST ER

Em química 1A, a concentração de uma solução é a quantidade de um soluto


que está contido em determinada quantidade de solvente ou solução. Conhecer a
SI AT

concentração de solutos é importante no controle da estequiometria dos reagentes


para reações de solução.

Quantidade de soluto
M

Concentração =
Quantidade de solvente (oudasolução)

Por convenção, você deve utilizar a seguinte representação.

Índice Espécie
1 Informação relativa ao soluto. Exemplo: m 1: massa do soluto
2 Informação relativa ao solvente. Exemplo: n 2: número de mols de solvente
Sem índice Informação relativa à solução. Exemplo: V: volume da solução

Veja quais são as diferentes maneiras de indicar a concentração de soluções.

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21 – Material do Professor 21

Concentração comum ou ev não tem unidade e pode ser expresso em por-


centagem; nesse caso, é chamado de porcentagem

QUÍMICA 1A
concentração em g/L (C) em volume de soluto (e%).
e% 5 eV ? 100
Mostra a relação entre a massa de soluto (em gra-
mas) e o volume da solução (em litros); pode ser ex-
pressa em outras unidades de massa e volume, como
g/m3, mg/L, kg/mL etc.
Concentração em
m1
quantidade de matéria por
C=
V litro ou concentração em
Densidade de uma mol por litro (M)

O
solução (d) É a relação entre o número de mols do soluto e o

BO O
volume da solução (em litros), expressa na unidade

SC
É a relação estabelecida pela quantidade de massa mol/L ou mol ? L–1.

M IV
existente em cada unidade de volume da amostra.
n1 m1
Assim: M5 ou M 5

O S
m V(L) M1 ⋅ V
d=
V

D LU
m 5 massa da solução, em gramas
V 5 volume da solução, em mL ou L
Fração em quantidade de
matéria ou fração molar

O C
A densidade, geralmente, é expressa em gramas
por litro (g/L) ou em miligramas por mililitros (mg/mL). Relaciona o número de mols da parte considerada
N X
Comparando concentração comum e densidade: (soluto ou solvente) e o número de mols da solução
SI E
(soluto 1 solvente).
Concentração
Densidade (d)
comum (C) n1 n1
O

X1 = = (fração molar do soluto)


m: massa da solução (m 5 m1 1 m2) m 1: massa do soluto n n1 + n2
EN S

V: volume da solução V: volume da solução n2 n2


X2 = = (fração molar do solvente)
n n1 + n2
E U

A densidade é uma grandeza que varia com a


temperatura.
Os valores da fração em quantidade de matéria (X) e
D E

título (e) ou porcentagem em massa não variam com a


Título em massa (em) temperatura, porque independem do volume. A fração
A LD

em quantidade de matéria é um número puro.


É o tipo de concentração muito presente na indús-
tria, pois utiliza a relação entre a massa do soluto, em
gramas, e a massa da solução, também em gramas. EXERCÍCIO RESOLVIDO
EM IA

1. Quantos litros de solução de NaC, de concentração


m1 m1 1,5 mol/L, podem ser preparados com 350 g de cloreto
em 5 ou
ST ER

m m1 + m2 de sódio?
Dado: massa molar do NaC 5 58,5 g/mol
O título (em) não tem unidade, pois trata-se de um
número adimensional e pode ser expresso em porcen- Resolução
SI AT

tagem; nesse caso, é chamado de porcentagem em m1 350


M5 ⇒ 1,5 5
massa do soluto (e%). A porcentagem é muito utilizada M1 · V(L) 58,5 · V(L)
em rótulos de medicamentos e em produtos alimenta-
M

350
res, ao indicar o teor de massa do soluto em relação V5
58,5 · 1,5
à massa da solução.
V≈4L
e% 5 em ? 100

Título em volume (e ) V
Indica a relação entre o volume do soluto e o volu-
me da solução.
Relação entre as expressões
V
ev 5 1 ou
V
V1
V1 + V2 de concentração
V1 5 volume do soluto Há várias maneiras de expressar a concentração
V 5 volume da solução das soluções.

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22 22 – Material do Professor

• Concentração comum, título e densidade


Partes por milhão (ppm)
QUÍMICA 1A

m m1
C= 1 e e5 Muitos alimentos industrializados contêm con-
V m
servantes, substâncias que retardam a alteração
m1 5 C ? V e m1 5 e ? m provocada por micro-organismos no alimento. Por
e ⋅m m exemplo, o benzoato de sódio é bastante utilizado
C ?V 5 e ? m ⇒ C 5 ⇒ 5d∴C5e?d na conservação de sucos de frutas e refrigerantes,
V V
adicionado em concentração de, no máximo, 0,1%.
• Concentração comum e concentração em quan-
Isso significa que, em cada 100 g de alimento, há
tidade de matéria por litro
0,1 g do aditivo.
m1 Para indicar baixas concentrações, os cientistas
C5 ⇒ m1 5 C ? V
V utilizam também a relação ppm, sendo que 1 ppm
m1

O
M5 ⇒ m1 5 M ? M1 ? V significa 1 g de soluto em relação a 1 milhão de
M1 · V

BO O
gramas de solução.

SC
m1 5 m1 [ C ? V 5 M ? M1 ? V

M IV
C 5 M ? M1 1,0 g de soluto
1,0 ppm 5

O S
106 g da solução
Unindo as duas expressões, temos:

D LU
C 5 d ? e 5 M ? M1 ou
C 5 1 000 ? d ? e 5 M ? M1 Veja, na tabela a seguir, algumas unidades de con-
centração que equivalem à relação 1 ppm.

O C
Observação
O fator 1 000 vem da relação Em massa por massa
N X
d (g/mL) ? 1 000 5 d (g/L). 1 ppm 5
1g
1 ppm 5
1 mg
1 ppm 5
1 µg
••
SI E
1t 1 kg 1g

EXERCÍCIO RESOLVIDO Em volume por volume


O

2. Em uma estação de tratamento de água, foi adicionado 1L 1 mL 1 µL 1 mL


1 ppm 5 1 ppm 5 3 1 ppm 5 •1 ppm 5
cloro, eficiente bactericida, até 0,4% de massa. Sabendo 1 000 m3 1m 1L 1 000 L
EN S

que a densidade da solução final é 1,0 g/mL, determine


a concentração de cloro em g/L. Em massa por volume
E U

1 mL 1 mg 1 µg
1a Resolução 1 ppm 5 1 ppm 5 1 ppm 5 •
1 000 L 1L 1 mL
D E

Considerando 1,0 L de solução, determinamos a mas-


sa total por meio da densidade:
A LD

Observação
1 mL de solução 1g A mesma análise é válida para partes por bilhão
1 000 mL m
(ppb): indica quantas partes do soluto existem em um
bilhão de partes do sistema.
EM IA

m 5 1 000 g
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Como a massa de soluto é 0,4% da massa da solu-
ST ER

ção, temos: 3. De acordo com a padronização internacional, a água


potável não pode conter mais do que 5,0 ? 10 –4 mg de
1 000 g de solução 100% mercúrio (Hg) por grama de água. Como essa quan-
tidade máxima permitida de Hg pode ser expressa
SI AT

m1 0,4% em ppm?

m1 5 4 g Resolução
M

Portanto, C 5 4 g/L. mg de soluto mg de soluto


ppm = =
106 mg de solvente kg de solvente
2a Resolução
5 · 10−4 mg de soluto
ppm =
C 5 1 000 ? d ? e 1· 10−3 kg de solvente
0,4
C 5 1 000 ? 1,0 ? ⇒ C 5 4 g/L ppm = 0,5 ppm
100

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 22 20/03/2019 12:29


23 – Material do Professor 23

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1A
Concentração das soluções

m1
C=
Concentração comum (C) V

Título em massa (em) % em massa (e%)

O
BO O
SC
m1 m1 m1

M IV
em 5 ou em 5 e% 5 ? 100
m m1 + m2 m

O S
D LU
Título em volume (eV) % em volume (e%)

ev 5 V1 e% 5 V1 ? 100

O C
V V

N X
SI E
Concentração em parte por milhão (ppm)
O
EN S

g de soluto (m1) m (mg)


ppm 5 ou 1
1 000 000 g da solução (m) m (kg)
E U
D E

Concentração em quantidade de matéria (M)


A LD

n1 m1
M5 ou M 5
V M1 ⋅ V
EM IA

Fração molar (X)


ST ER

n1 n1 n2 n2
X1 = ou X1 = X2 = ou X 2 =
SI AT

n n1 + n2 n n1 + n2
M

Relação entre expressões de concentração

Concentração comum Concentração comum Outras relações


e molar e título

C 5 M ? M1 C 5 1 000 ? d ? e C 5 1 000 ? d ? e 5 M ? M1

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 23 20/03/2019 12:29


24 24 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1A

1. UEG-GO – Considere 5 L de uma solução aquosa 4. UERJ – Para o tratamento de 60 000 L de água de um
contendo 146 g de cloreto de sódio que será utiliza- reservatório, foram adicionados 20 L de solução satura-
da como solução de partida para outras de mais baixa da de sulfato de alumínio, sal que possui as seguintes
concentração. Uma quantidade de 2 mL dessa solução propriedades:
contém uma massa de soluto, em miligramas, de apro- Massa molar 5 342 g ? mol–1
ximadamente
a) 2 Conversão de mL para L: Solubilidade em água 5 900 g ? L–1
b) 29 2 mL 5 2 ? 10–3 L Desprezando a variação de volume, a concentração de
c) 58 146 g 5L sulfato de alumínio no reservatório, em g ? L–1, corres-
d) 73 ponde a
x 2 ? 10–3 L 1L 900 g de A 2 (SO4 )3
e) 292 x 5 0,0584 g ≈ 58 mg a) 8,8 ? 1024

O
20 L mA2 (SO4 )3
b) 4,4 ? 1024

BO O
2. UNIFESP – Um volume de 100 mL de solução aquosa c) 1,1 ? 1023 mA2 (SO4 )3 = 18 000 g

SC
de sulfato de ferro II passou por um processo de eva-
d) 2,2 ? 1023

M IV
poração lento e completo, obtendo-se 2,78 g de cristais nA2 (SO4 )3 =
m
=
18 000 g
≈ 52,63 mol
de FeSO4 ? 7 H2O. M 342 g ⋅ mol−1

O S
Dado: massa molar de FeSO4 ? 7 H2O 5 278 g/mol V = 60 000 L
a) A solução aquosa de sulfato de ferro II é condutora n1 52,63 mol
MA

D LU
5 5
2(SO4)3 V 60 000 L
de corrente elétrica? Justifique sua resposta
Sim, pois apresenta íons livres ou dispersos em solução. MA ≈ 8,8 ? 10–4 mol/L
2(SO4)3

FeSO4 
Água
→ Fe(aq)
2+
+ SO24(aq)

5. UERJ – Em análises metalúrgicas, emprega-se uma

O C
solução denominada nital, obtida pela solubilização do
ácido nítrico em etanol.
N X
b) Calcule a quantidade de sal hidratado, em mol, obtido
após a evaporação. Determine a concentração inicial Um laboratório de análises metalúrgicas dispõe de uma
SI E
de FeSO4 na solução, em mol/L, antes da evaporação. solução aquosa de ácido nítrico com concentração de
60% m/m, densidade de 1,4 kg/L. O volume de 2,0 mL
Cálculo da quantidade de sal hidratado em mols:
dessa solução é solubilizado em quantidade de etanol
O

1 mol FeSO4 ⋅ 7 H2O suficiente para obter 100,0 mL de solução nital.


2,78 g FeSO4 ? 7 H2O ? 5 0,01 mol FeSO4 ? 7 H2O
278 g FeSO4 ⋅ 7 H2O
EN S

Com base nas informações, a concentração de ácido


Determinação da concentração inicial de FeSO4: nítrico, em g ? L–1, na solução nital é igual a
E U

n1 0,01 mol FeSO4 ⋅ 7 H2O a) 10,5 A densidade da solução é 1,4 kg/L, portanto temos:
M5 ⇒M5 5 0,1 mol/L
V 0,1 L de solução b) 14,0 1,4 kg 1L
D E

c) 16,8 x 2 ? 10–3 L
d) 21,5 x 5 2,8 ? 10–3 kg 5 2,8 g
A LD

Porém, somente 60% dessa massa é de ácido nítrico,


então 0,6 ? 2,8 5 1,68 g de ácido nítrico. Essa massa de
3. PUCCamp-SP C5-H17 ácido nítrico foi diluída em etanol de forma que resultou
em 100 mL de solução, então podemos encontrar quanto
Os xaropes são soluções concentradas de açúcar de massa de ácido nítrico temos em um litro de solução.
EM IA

(sacarose). Em uma receita caseira, são utilizados 500 g


de açúcar para cada 1,5 L de água. Nesse caso, a con- 1,68 g 0,1 L
centração mol/L de sacarose nesse xarope é de, apro-
ST ER

C 1L
ximadamente, C 5 16,8 g/L
Dado: massa molar da sacarose 5 342 g/mol
a) 2,5 Primeiramente, precisamos saber quantos mols há 6. IFBA – A solução de hipoclorito de sódio (NaOC) em
SI AT

em 500 g. água é chamada comercialmente de água sanitária. O


b) 1,5
342 g 1 mol rótulo de determinada água sanitária apresentou as
c) 2,0
seguintes informações:
d) 1,0 500 g x
M

e) 3,0 x ≈ 1,5 mol Solução 5 20% m/m


Agora, podemos encontrar a concentração de mols
por litro.
Densidade 51,10 g/mL
n 1,5
M5 1 ⇒M 5 Com base nessas informações, a concentração da so-
V 1,5
M 5 1,0 mol/L lução comercial desse NaOC será
Competência: Entender métodos e procedimentos a) 1,10 mol/L. M1 ? M 5 e ? d
próprios das ciências naturais e aplicá-los em dife-
rentes contextos. b) 2,00 mol/L. M 5 0,20 ⋅ 1 100 ⇒ M 5 2,95 mol/L
74,5
Habilidade: Relacionar informações apresentadas em c) 3,00 mol/L.
diferentes formas de linguagem e representação usa- d) 2,95 mol/L.
das nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como
texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemáticas e) 3,50 mol/L.
ou linguagem simbólica.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 24 22/03/2019 16:16


25 – Material do Professor 25

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

QUÍMICA 1A
7. UNESP – De acordo com o Relatório Anual de 2016 da 9. Espcex-SP/Aman-RJ – Em análises quantitativas, por
Qualidade da Água, publicado pela Sabesp, a concen- meio do conhecimento da concentração de uma das
tração de cloro na água potável da rede de distribuição espécies, pode-se determinar a concentração e, por
deve estar entre 0,2 mg/L, limite mínimo, e 5,0 mg/L, conseguinte, a massa de outra espécie. Um exemplo
limite máximo. é o uso do nitrato de prata (AgNO3) nos ensaios de
Considerando que a densidade da água potável seja determinação do teor de íons cloreto, em análises de
igual à da água pura, calcula-se que o valor médio des- água mineral. Nesse processo, ocorre uma reação entre
ses limites, expresso em partes por milhão, seja os íons prata e os íons cloreto, com consequente preci-
pitação de cloreto de prata (AgC) e de outras espécies
a) 5,2 ppm. que podem ser quantificadas. Analogamente, sais que
b) 18 ppm. contêm íons cloreto, como o cloreto de sódio (NaC),
c) 2,6 ppm. podem ser usados na determinação quantitativa de íons

O
prata em soluções de AgNO3, conforme descreve a
d) 26 ppm.

BO O
equação:

SC
e) 1,8 ppm.
AgNO3 1 NaC → AgC 1 NaNO3

M IV
8. UFRGS-RS (adaptado) – A dose adequada de parace- Para reagir estequiometricamente, precipitando na for-
tamol para uma criança com febre é de 12 mg ? kg–1. ma de AgC todos os íons prata presentes em 20,0 mL

O S
Sabendo que o paracetamol de uso pediátrico tem con- de solução 0,1 mol ? L–1 de AgNO3 (completamente
centração de 200 mg ? mL–1 e que 20 gotas perfazem dissociado), a massa necessária de cloreto de sódio

D LU
1 mL, quantas gotas um pediatra receitaria para uma será de
criança que pesa 30 kg?
Dados: massas atômicas: N 5 14 u; O 5 16 u;
Na 5 23 u; C 5 35,5 u; Ag 5 108 u

O C
a) 0,062 g.
N X b) 0,117 g.
c) 0,258 g.
SI E
d) 0,567 g.
e) 0,644 g.
O

10. UERJ – Em condições ambientes, o cloreto de hidro-


EN S

gênio é uma substância molecular gasosa de fórmula


HC. Quando dissolvida em água, ioniza-se e passa a
E U

apresentar caráter ácido. Admita uma solução aquosa


saturada de HC com concentração percentual mássica
de 36,5% e densidade igual a 1,2 kg ? L–1. Calcule a
D E

concentração dessa solução, em mol ? L–1, e nomeie


a força intermolecular existente entre o HC e a água.
A LD

Dado: massa molar do HC 5 36,5 g/mol


EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 25 20/03/2019 12:29


26
QUÍMICA 1A 26 – Material do Professor

11. UNESP – Considere as seguintes informações.


• O dióxido de enxofre (SO2) é um aditivo utilizado como

O
conservador em diversos tipos de produtos alimentí-

BO O
cios industrializados, entre eles os sucos de frutas. De

SC
acordo com o Informe Técnico da Anvisa nº 58/2014,

M IV
o suco de caju integral ou reconstituído pode conter
esse aditivo até o limite de 0,02 g/100 mL. 12. UEL-PR – Cada um dos béqueres representados a se-

O S
• O teor de dióxido de enxofre presente em uma be- guir contém soluções aquosas com partículas de um
bida pode ser determinado por reação com iodo, de determinado soluto. O soluto é o mesmo em todos

D LU
acordo com a equação a seguir: os béqueres.
x SO2(aq) + y I2(aq) + z H2O(  ) → SO24(aq)

+ 2 I(aq)

+ 4 H3O(aq)
+

Calcule a concentração máxima permitida de SO2, em

O C
mol/L, no suco de caju, dê os valores numéricos dos
coeficientes x, y e z da equação apresentada e calcule
N X
a quantidade, em mol, de iodo necessária para reagir
completamente com um volume de 10 mL de um suco
SI E
500 mL 250 mL 250 mL
de caju que contenha SO2 no limite máximo permitido. A B C
Dados: O 5 16; S 5 32
O
EN S
E U

500 mL 250 mL 500 mL


D E F
D E

Com base nos conhecimentos sobre concentração de


A LD

soluções, responda aos itens a seguir.


a) Quais soluções são as mais concentradas? Explique
sua resposta.
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 26 20/03/2019 12:29


27 – Material do Professor 27

b) Quando as soluções B e E são combinadas, a solução


Creme Concentração de flúor

QUÍMICA 1A
resultante tem a mesma concentração da solução
contida no béquer A? Explique sua resposta. dental (ppm)
I 500
II 750
III 1 000
IV 1 350
V 1 800

Passaram, no teste de qualidade, apenas os cremes


dentais

O
a) I e II. d) III, IV e V.

BO O
b) III e IV. e) II, III e IV.

SC
c) II e III.

M IV
15. UERJ – Na análise de uma amostra da água de um
reservatório, verificou-se a presença de dois contami-

O S
nantes, nas seguintes concentrações:

D LU
Contaminante Concentração (mg/L)
Benzeno 0,39

O C
Metanal 0,40
N X Em análises químicas o carbono orgânico total é uma
grandeza que expressa a concentração de carbono de
SI E
origem orgânica em uma amostra.
Assim, com base nos dados da tabela, a concentração
O

de carbono orgânico total na amostra de água exami-


13. IFPE – Uma forma de tratamento da insuficiência renal nada, em mg/L, é igual a
EN S

é a diálise, que funciona como substituta dos rins, eli- a) 0,16


minando as substâncias tóxicas e o excesso de água
E U

b) 0,35
do organismo. Há duas modalidades de diálise: a he-
c) 0,52
modiálise e a diálise peritoneal. Na diálise peritoneal,
d) 0,72
D E

um cateter é colocado no abdome do paciente, através


do qual é introduzida uma solução polieletrolítica. Uma
A LD

determinada solução para diálise peritoneal apresenta, 16. UFTM-MG – A fórmula representa a estrutura da vi-
em cada 100 mL de volume, 4,5 g de glicose (C6H12O6) tamina C.
e 0,585 g de cloreto de sódio (NaC). HO
Dados: massa molar (g/mol): H 5 1; C 5 12; O 5 16; H
O
EM IA

Na 5 23; C 5 35,5 HO O

Assinale a alternativa com as concentrações em mol/L


ST ER

da glicose e do cloreto de sódio, respectivamente, na


solução para diálise peritoneal anteriormente descrita. HO OH
a) 0,25 e 0,10
b) 0,50 e 0,10
SI AT

Nas farmácias, a comercialização da vitamina C é feita


c) 0,50 e 0,20 principalmente na forma de comprimidos efervescen-
d) 0,25 e 0,20 tes, contendo cada um 1 g dessa vitamina.
e) 0,20 e 0,50
M

Dado: massa molar aproximada 5 1,8 ? 102 g/mol

14. UPE – De acordo com um comunicado emitido pela a) Escreva a fórmula molecular da vitamina C.
Academia Americana de Pediatria, em 2015, não exis-
tem problemas na higienização dos dentes dos bebês e
das crianças com cremes dentais que contêm flúor em
sua composição. No entanto, esses produtos devem
apresentar uma concentração de flúor entre 0,054 e
0,13 (título em massa), para se obter uma proteção
adequada contra as cáries. b) Quando um comprimido efervescente é acrescen-
Foram realizados testes de qualidade relativos à pre- tado a 200 mL de água, ocorre a efervescência e,
sença do flúor nos seguintes cremes dentais recomen- ao final dela, resta uma solução aquosa. Calcule a
dados para bebês e crianças: concentração em mol/L de vitamina C nessa solução.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 27 22/03/2019 16:16


28 28 – Material do Professor

trado no mercado na forma de comprimidos de 100 mg,


QUÍMICA 1A

e seu modo de preparo é o seguinte: para cada 25 mg


do permanganato, completa-se com água para 1 litro
de solução, nesse caso, a concentração é de 25 mg/L.
Admita que um médico recomende para um indivíduo
preparar uma solução de permanganato de potássio
para utilizar em seus ferimentos e, na hora da prepa-
ração, em vez de o paciente colocar um comprimido
e completar com água para 4 litros de solução, acabe
adicionando três comprimidos de permanganato de po-
tássio, de 100 mg cada um, e completando com água
para 4 litros de solução. Admitindo que, para ajustar a
concentração da solução de permanganato de potássio,
deve-se acrescentar água, assinale a única alternativa

O
que indica corretamente o volume de água, em litros, que

BO O
deve ser acrescentado à solução já preparada para che-

SC
gar à concentração correta, ou seja, 25 mg/L.

M IV
a) 5
b) 14
17. IFPE – O permanganato de potássio (KMnO4) é uma

O S
substância vendida nas farmácias, sendo utilizado como c) 10

D LU
antisséptico que possui ação antibacteriana em feridas, d) 8
o que facilita a cicatrização das mesmas. Ele é encon- e) 3

ESTUDO PARA O ENEM

O C
18. Enem N X
A toxicidade de algumas substâncias é normalmente
C5-H17 diazinon e malation.
SI E
representada por um índice conhecido como DL50 (dose 19. Enem C5-H17
letal mediana). Ele representa a dosagem aplicada a A ingestão de vitamina C (ou ácido ascórbico; massa
O

uma população de seres vivos que mata 50% desses molar igual a 176 g/mol) é recomendada para evitar o
indivíduos e é normalmente medido utilizando-se ratos escorbuto, além de contribuir para a saúde de dentes e
EN S

como cobaias. Esse índice é muito importante para os gengivas e auxiliar na absorção de ferro pelo organismo.
seres humanos, pois, ao se extrapolarem os dados ob- Uma das formas de ingerir ácido ascórbico é por meio
E U

tidos com o uso de cobaias, pode-se determinar o nível dos comprimidos efervescentes, os quais contêm cerca
tolerável de contaminação de alimentos, para que pos- de 0,006 mol de ácido ascórbico por comprimido. Outra
sam ser consumidos de forma segura pelas pessoas. possibilidade é o suco de laranja, que contém cerca de
D E

O quadro apresenta três pesticidas e suas toxicidades. 0,07 g de ácido ascórbico para cada 200 mL de suco.
A LD

A unidade mg/kg indica a massa da substância ingerida O número de litros de suco de laranja que corresponde
pela massa da cobaia. à quantidade de ácido ascórbico presente em um com-
primido efervescente é mais próximo de
a) 0,0002
Pesticidas DL50 (mg/kg)
EM IA

b) 0,03
Diazinon 70 c) 0,3
ST ER

Malation 1 000 d) 1
Atrazina 3 100 e) 3

20. IFBA C5-H17


SI AT

Sessenta ratos, com massa de 200 g cada um, fo-


ram divididos em três grupos de vinte. Três amostras Problemas e suspeitas vêm abalando o mercado do lei-
de ração contaminadas, cada uma delas com um dos te longa-vida há alguns anos. Adulterações com formol,
pesticidas indicados no quadro, na concentração de álcool etílico, água oxigenada e até soda cáustica no
M

3 mg por grama de ração, foram administradas para cada passado não saem da cabeça do consumidor precavido.
grupo de cobaias. Cada rato consumiu 100 g de ração. Supondo que a concentração do contaminante formol
(CH2O) no leite “longa-vida integral” é cerca de 3,0 g
Qual(is) grupo(s) terá(ão) uma mortalidade mínima de
por 100 mL do leite, qual será a concentração em mol
dez ratos?
de formol por litro de leite?
a) O grupo que se contaminou somente com atrazina.
a) 100,0 mol/L
b) O grupo que se contaminou somente com diazinon.
b) 10,0 mol/L
c) Os grupos que se contaminaram com atrazina e
malation. c) 5,0 mol/L
d) Os grupos que se contaminaram com diazinon e d) 3,0 mol/L
malation. e) 1,0 mol/L
e) Nenhum dos grupos contaminados com atrazina,

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 28 20/03/2019 12:29


8
29 – Material do Professor 29

35

QUÍMICA 1A
DILUIÇÃO

O
DZMITRY MALYEUSKI/SHUTTERSTOCK

BO O
SC
• Diluição de soluções

M IV
• Estudo da quantidade de
soluto após a diluição

O S
• Relação entre a concen-
tração e o volume, após a

D LU
adição de solvente

HABILIDADES

O C
• Contrapor dissolução e
diluição.
N X • Entender o que significa
SI E
diluir uma solução.
• Perceber que, nos proces-
O

sos de diluição, a quanti-


dade de soluto permanece
EN S

a mesma.
• Explicar o que acontece
E U

com a concentração de
uma solução quando ela é
D E

diluída.
• Deduzir expressões que
A LD

relacionem a concentração
antes e depois da diluição
e utilizá-las em cálculos.
EM IA

Diluição de um suco pela água.


ST ER

Quando acrescentamos água à polpa de frutas para fazer suco, realizamos um


procedimento denominado diluição.
SI AT

Diluição de soluções
Não confunda dissolver com diluir!
M

Ao se misturar o pó de um refresco em água e mexer bem, o pó é dissolvido no


solvente água.
Ao se acrescentar mais solvente à solução para diminuir a concentração, ocorre
uma diluição.
Diluir uma solução consiste em adicionar solvente puro, provocando uma altera-
ção de volume e alterando a proporção entre soluto/solvente. Consequentemente,
a concentração da solução também é afetada.
Considere o esquema a seguir, em que há uma concentração inicial A e, após
a adição de solvente, passa a haver uma concentração B, menos concentrada
que a anterior.

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30 30 – Material do Professor

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
QUÍMICA 1A

1. Qual é o volume de água que devemos adicionar a


350 mL de uma solução de 2 mol ? L21 de NaC<, a fim
de obtermos uma solução final com concentração,
em quantidade de matéria, igual a 0,8 mol ? L21?

Resolução
Cálculo do volume da solução B:

MA ? VA 5 MB ? VB
Solvente
2 mol ? L–1 ? 350 mL 5 0,8 mol ? L–1 ? VB

VB 5 875 mL

O
Solução inicial (A) Solução final (B)

BO O
Cálculo do volume de água a ser adicionado:

SC
VA 5 VB 1 VH2O

M IV
Solução A Solução B
Volume = VA Volume = VB = VA 1 V2
Concentração = CA Concentração = CB 875 mL 5 250 mL 1 VH2O

O S
VH2O 5 625 mL

D LU
Perceba que as duas soluções, concentrada A e
diluída B, possuem o mesmo número de moléculas, 2. PUC-RS – O esquema a seguir representa um con-
junto de soluções de sulfato de cobre. As soluções
ou seja, como apenas foi adicionado solvente, a quan-
foram conseguidas ao se diluir com água, sucessi-

O C
tidade de soluto não foi alterada, portanto: vamente, 5 mL da solução anterior para obter 10 mL
da nova solução.
N X
= =
mA mB   ou  m m'
SI E
C A ⋅ VA = CB ⋅ VB   ou  C ⋅ V = C' ⋅ V''
O

Utilizando o título, temos:


EN S

e5 m1 ⇒ m1 5 e ? m I II III IV V VI
E U

m
e5 m'1 ⇒ m1 5 e' ? m' Diminuindo-se a concentração da solução I em dez ve-
D E

m' zes, por diluição, a solução resultante terá concentração


intermediária às soluções da alternativa
e ? m 5 e' ? m'
A LD

a) I e II.
Usando a concentração em quantidade de matéria, b) II e III.
temos: c) III e IV.
d) IV e V.
EM IA

n1
M= ⇒ n1 = M ⋅ V e) V e VI.
V
ST ER

n' Resolução
M ' = 1 ⇒ n'1 = M ' ⋅ V' Entre IV e V:
V'
M ? V 5 M' ? V' M 1 ? V1 5 M 2 ? V2
SI AT

Atenção! M1 ? 5 5 M2 ? 10
O aumento da concentração de uma solução pode M3 M4
M2
M

ocorrer de duas maneiras distintas: pela retirada de 5 0,5 [


M
5 0,25; M 5 0,125;
M1 1 1
solvente, por meio da evaporação, e pela adição do
soluto. As fórmulas utilizadas são as mesmas apresen- M5 M
5 ,0625; 6 5 0,03125
tadas anteriormente; a única diferença é que, em vez M1 M1
de aumentar o volume final, ele deve ser diminuído. Diluir I dez vezes:
V' 5 V 2 V2 MI
M I ? VI = ? Vf ⇒ Mf = 0,1 ? MI
V' 5 volume da solução após a evaporação 10
V 5 volume da solução inicial
[ entre IV e V.
V2 5 volume do solvente evaporado

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31 – Material do Professor 31

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1A
O
BO O
SC
M IV
Concentração C1 ? V1 5 C2 ? V2
comum

O S
D LU
DILUIÇÃO DE É a adição de solvente à Relações Concentração M 1 ? V1 5 M 2 ? V2

O C
SOLUÇÕES matemáticas em mol/L
solução.
N X
SI E
Título e 1 ? V1 5 e 2 ? V2
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 31 20/03/2019 12:29


32 32 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1A

A ideia química 1A, no primeiro exemplo, se refere ao conceito


1. UFRGS-RS – O soro fisiológico é uma solução aquosa de diluição, ou seja, acrescentar solvente à mistura homogênea
0,9% em massa de NaC<. Um laboratorista preparou (“tomar água”).
uma solução contendo 3,6 g de NaC< em 20 mL de Competência: Apropriar-se de conhecimentos da química 1A
água. para, em situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar in-
tervenções científico-tecnológicas.
Qual volume aproximado de água será necessário adi-
Habilidade: Caracterizar materiais ou substâncias, identificando
cionar para que a concentração corresponda à do soro etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômi-
fisiológico? cas ou ambientais de sua obtenção ou produção.
a) 20 mL d) 400 mL
b) 180 mL e) 1 000 mL 4. EBMSP-BA – O plasma sanguíneo apresenta uma pres-
c) 380 mL são osmótica bem definida e igual à de líquidos presen-

O
tes no interior de uma célula, que, em meio isotônico,
0,9 g de NaC< ––––– 100 mL de água

BO O
não corre o risco de murchar ou de estourar.
3,6 g de NaC< ––––– (20 mL 1 V)

SC
A embalagem de uma solução aquosa de cloreto de

M IV
3,6 g  · 100 mL
sódio, concentração 30 mg/mL, utilizada como descon-
20 mL 1 V =
0,9 g
gestionante nasal, informa que a solução é hipertônica
e não deve ser usada em inaloterapia. Outra solução

O S
V 5 400 mL 2 20 mL aquosa de cloreto de sódio, o soro fisiológico, de con-
centração 0,9% equivalente à massa do soluto, em

D LU
V 5 380 mL
gramas, em 100 mL de solução, entretanto, é isotônica
2. Espcex-SP/Aman-RJ – Em uma aula prática de quí- ao plasma sanguíneo.
mica 1A, o professor forneceu a um grupo de alunos Considerando essa informação e seus conhecimentos

O C
100 mL de uma solução aquosa de hidróxido de sódio sobre soluções, determine o volume de água destilada
de concentração 1,25 mol ? L21. Em seguida, solicitou que deve ser adicionado a 60 mL da solução de descon-
N X
que os alunos realizassem um procedimento de dilui-
ção e transformassem essa solução inicial em uma
gestionante nasal para torná-la de mesma concentração
do soro fisiológico, justificando sua resposta.
SI E
solução final de concentração 0,05 mol ? L 21. Para
obtenção da concentração final nessa diluição, o vo- 100 mg 3g
C1 5 30 mg/mL 5 30 ? = (solução aquosa de cloreto
lume de água destilada que deve ser adicionado é de
O

100 mL 100 mL
a) 2 400 mL. d) 700 mL.
EN S

b) 2 000 mL. e) 200 mL. de sódio);


c) 1 200 mL.
E U

Diluição:
V1 5 60 mL
Minicial ? Vinicial = Mfinal ? Vfinal
D E

Minicial ? Vinicial = Mfinal ? (Vágua 1 Vinicial)


C2 5 0,9% 5 0,9 g (soro fisiológico);
A LD

1,25 mol ? L–1 ? 100 mL 5 0,05 mol ? L–1 ? (Vágua 1 100 mL) 100 mL
1,25 mol · L–1  · 100 mL
(Vágua 1 100 mL) 5
0,05 mol · L–1 V2 5 60 mL 1 Vágua destilada
Vágua 5 2 500 mL 2 100 mL
EM IA

Vágua 5 2 400 mL
msoluto
C5 ⇒ msoluto 5 C ? V
3. CPS-SP C7-H25 V
ST ER

Leia o texto, que brinca com dois conceitos químicos,


para responder à questão a seguir. mNaC< na solução 5 mNaC< no soro
– Por que tomar água no meio da aula prejudica o
SI AT

aprendizado?
C1 ? V1 = C2 ? V2(diluição)
Resposta: Porque ela diminui a concentração.
– Um nêutron entra num bar e pergunta: — Qual o
M

3 g 0,9 g
valor da bebida? ? 60 mL 5 ? (60 mL 1 Vágua destilada)
100 mL 100 mL
O garçom responde: — Pra você? É zero!
3 g 100 mL
A ideia química 1A, no primeiro exemplo, refere-se ao Vágua destilada 5 ? 60 mL ? 1 60 mL
100 mL 0,9 g
conceito de
a) diluição. Vágua destilada 5 140 mL
b) dissolução.
c) evaporação.
d) destilação fracionada. 5. Unigranrio-RJ – O estudo da concentração de soluções
aquosas faz-se necessário em muitos ramos da indús-
e) separação de misturas.
tria química 1A onde há necessidade de quantidades

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 32 20/03/2019 12:29


33 – Material do Professor 33

exatas de componentes químicos reacionais. Entre os 01) A solução 1 é a mais concentrada.

QUÍMICA 1A
ramos da indústria química 1A que utilizam conhecimen- 02) A solução 2 é a menos concentrada.
tos de concentrações, podem ser citados o de tratamento
04) A solução 3 corresponde à metade da concentração
de água e efluentes e a indústria cosmética. Um volume da solução 4.
de 50,0 mL de uma solução de MgC<2 a 2,0 mol/L é
diluído até 1 litro de volume final. Sabendo que soluções 08) A solução 3 possui a mesma concentração que a
diluídas de MgC<2 são totalmente solúveis e dissociáveis, solução 5.
podemos afirmar que a concentração, em mol/L, de íons 16) Ao acrescentar 1 000 mL à solução 4, tem-se a
cloreto na nova solução após a diluição será de mesma concentração da solução.
a) 0,1 d) 2,0 Dê a soma dos itens corretos.
b) 0,2 e) 4,0 11 (01 1 02 1 08)

c) 1,0 Cálculos de concentração:


M 5 2,0 mol/L; Vinicial 5 50 mL; Vfinal 5 1 000 mL

O
Minicial ? Vinicial 5 Mfinal ? Vfinal Solução 1: m 5 50 5 250 g/L

BO O
V 0,2
2,0 mol/L ? 50 mL 5 Mfinal ? 1 000 mL

SC
Solução 2: 20 5 40 g/L
2,0 mol · L–1  · 50 mL

M IV
Mfinal5 0,5
1 000 mL
Solução 3 5 100 5 200 g/L
Mfinal 5 0,1 mol/L 0,5

O S
MgC, 2 → Mg2+

   1 2  C
 ,– Solução 4 5 100 5 100 g/L
1

D LU
0,1 mol/L 0,1 mol/L 2 · 0,1 mol/L

Solução 5 5 200 5 200 g/L


MC<2 5 0,2 mol/L
1

O C
01) Correto. Pelos cálculos anteriores, a solução 1 apresenta a maior con-
6. UEPG-PR – Analisando as cinco soluções de NaC centração dentre as cinco.
apresentadas na tabela a seguir, assinale o que for
N X
correto. 02) Correto. Pelos cálculos mostrados anteriormente, a solução 2 apre-
senta a menor concentração dentre as cinco.
SI E
Volume da Massa de 04) Incorreto. A solução 3 corresponde ao dobro da concentração da so-
Solução lução 4.
amostra (mL) NaC< (g)
O

1 200 5 08) Correto. As soluções 3 e 5 apresentam a mesma concentração de


200 g/L.
EN S

2 500 20
3 500 100 16) Incorreto. Ao acrescentar 1 000 mL à solução 4, temos
E U

100
4 1 000 100 = 50 g/L, ou seja, diferente da concentração da solução 2, que é de 40 g/L.
2
5 1 000 200
D E
A LD

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
7. SLMANDIC-SP – Um farmacêutico precisa preparar
uma receita, com 15 mL de um colírio, contendo 2% de
EM IA

um ingrediente ativo. Entretanto, ele tem, em seu esto-


que, apenas soluções a 10% e a 1% desse ingrediente.
ST ER

Calcule a quantidade aproximada de cada tipo dessas


soluções que ele deverá utilizar para preparar a receita.
SI AT
M

8. IMED-RS – Considere um frasco de 1 000 mL com-


pletamente cheio, contendo uma solução aquosa
0,5 mol/L de CuSO4. A respeito dessa solução, assinale
a alternativa correta.
a) Para obtermos uma solução 1 mol/L de CuSO4, a
partir da solução 0,5 mol/L, basta diluir a solução
estoque duas vezes.
b) A cada 1 000 mL de solução, encontramos 0,5 g
de CuSO 4.
c) O sulfato de cobre é um ácido de Arrhenius.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 33 20/03/2019 12:30


34 34 – Material do Professor

d) O frasco contém 0,5 mol de CuSO4 por litro de solução. d) titulação de precipitação de NaOH.
QUÍMICA 1A

e) Uma vez que a concentração molar dessa solução e) mistura com uma solução de NaC<.
de CuSO4 é 0,5 mol/L, sua concentração comum, C,
é 0,5 mol/L. 12. UFJF-MG (adaptado) – É comum a adição de metabis-
sulfito de sódio (Na2S2O5) como substância conservante
9. UDESC – Para limpeza de superfícies como concre- em vinhos. Essa prática é amparada pela legislação e tem
to, tijolo, dentre outras, geralmente é utilizado um procedimentos regulamentados. Um dos problemas com
produto com nome comercial de “ácido muriático”. esse procedimento é que a decomposição desse conser-
A substância ativa desse produto é o ácido clorídrico vante gera SO2, que pode causar reações adversas nos
(HC<), um ácido inorgânico forte, corrosivo e tóxico. consumidores. A concentração máxima permitida para
O volume de HC<, em mililitros, que deve ser utiliza- o SO2 em vinhos é de 260 ppm. Se, para reagir com-
do para preparar 50 mL de HC< 3 mol/L, a partir da pletamente com 5 mL de uma amostra de vinho, forem
solução concentrada com densidade de 1,18 g/cm³ e utilizados 13,5 mL de uma solução 0,001 mol/L de iodo,
37% (m/m) é, aproximadamente, calcule a concentração de SO2 no vinho. Esse vinho tem

O
a) 150 mL. d) 8,7 mL. concentração de SO2 dentro do limite imposto pela legis-

BO O
b) 12,5 mL. e) 87 mL. lação? Justifique sua resposta.

SC
c) 125 mL.

M IV
10. UEG-GO – Uma solução estoque de hidróxido de só-
dio foi preparada pela dissolução de 4 g do soluto

O S
em água, obtendo-se, ao final, 100 mL de solução.

D LU
Posteriormente, determinado volume foi diluído para
250 mL, obtendo-se uma nova solução de concentra-
ção igual a 0,15 mol/L.
O volume diluído, em mL, da solução estoque é de

O C
aproximadamente
a) 26
b) 37
N X c) 50
d) 75
SI E
11. Fatec-SP
Experiência – Escrever uma mensagem secreta no
O

laboratório
Materiais e reagentes necessários
EN S

• Folha de papel;
E U

• Pincel fino;
• Difusor; 13. UEPG-PR – Uma solução aquosa de HC< tem densida-
D E

• Solução de fenolftaleína; de igual a 1,20 g/mL e contém 40% em massa de HC<.


• Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol/L ou solução sa- Com relação a essa solução, assinale o que for correto.
A LD

turada de hidróxido de cálcio. Dados: massas molares: H 5 1 g/mol; C< 5 35,5 g/mol
Procedimento experimental 01) O volume dessa solução que contém 24 g de HC<
Utilizando uma solução incolor de fenolftaleína, escreva é de 50 mL.
com um pincel fino uma mensagem numa folha de papel.
EM IA

02) Uma solução aquosa de HC<, de concentração 40%


A mensagem permanecerá invisível. em massa, significa que esta consiste de 40 g de
HC< e 60 g de água.
Para revelar essa mensagem, borrife na folha de papel uma
ST ER

solução de hidróxido de sódio ou de cálcio, com o auxílio 04) A massa de água em gramas existente em 1,0 L
de um difusor. de solução do ácido na concentração de 40% em
massa é de 720 g.
A mensagem aparecerá magicamente com a cor vermelha.
08) Sabendo-se que 1,0 mol do HC< corresponde a
SI AT

Explicação 36,5 g, a molaridade da solução de HC< 40% em


A fenolftaleína é um indicador que fica vermelho na pre- massa é de, aproximadamente, 13,1 mol/L.
sença de soluções básicas, nesse caso, uma solução de hi- 16) Transferindo 100 mL dessa solução para um balão
M

dróxido de sódio ou de cálcio. volumétrico de 500 mL e completando-se o volume


Disponível em: <http://tinyurl.com/o2vav8v>. com água, obtém-se uma solução 2,62 mol/L.
Acesso em: 31 ago. 2015. Adaptado. Dê a soma dos itens corretos.
Um aluno da Fatec foi ao laboratório de química 1A para
realizar esse experimento. Lá, ele encontrou apenas uma
solução aquosa de NaOH de concentração 0,5 mol/L. Para
realizar a experiência na concentração descrita no texto,
pela solução que ele encontrou, deverá realizar uma
a) diluição com água.
b) evaporação de água.
c) dissolução de NaOH sólido.

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35 – Material do Professor 35

QUÍMICA 1A
O
16. Cesgranrio-RJ – Erros de medicação têm sido aponta-

BO O
dos como a causa de cerca de 8 mil mortes por ano no

SC
Brasil. Um exemplo dessa situação está apontado no

M IV
fragmento de notícia a seguir.
Uma mulher morreu depois de ficar dez dias internada para
tratar de uma pneumonia num hospital da zona oeste de

O S
São Paulo. Segundo familiares, a paciente de 28 anos teria
recebido direto na veia uma medicação que deveria ser di-

D LU
luída em soro. Depois de uma parada respiratória, ela ficou
na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e morreu após
voltar para o quarto, 24 horas depois.

O C
14. Cefet-MG – Um técnico de laboratório necessita preparar Disponível em: <http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/
500 mL de uma solução de HNO3 que tenha a concentra- apos-morte-de-paciente-familia-acusa-hospital-de-aplicar- -medica-
N X
ção igual a 0,5 mol/L. No estoque do laboratório, há uma
solução concentrada desse ácido a 63% m/m, com uma
cao-errada-20110905.html>. Acesso em: 5 out. 2012.
SI E
densidade aproximadamente igual a 1,5 g/mL. O volume Segundo a família, a diluição do medicamento poderia
aproximado, da solução concentrada, que o técnico deve ter evitado a morte da paciente. Assim, deveria ter sido
medir, em mL, para preparar a solução de ácido nítrico, é realizada a
O

a) 7 c) 17 e) 67 a) adição de um soluto sólido a um solvente líquido.


b) 11 d) 25
EN S

b) adição de mais solvente a uma solução, diminuindo


a concentração do soluto.
E U

15. IFSul-RS (adaptado) – Em um laboratório, tem-se o


álcool A e deseja-se preparar 1 000 mL do álcool B, c) adição de um reagente-padrão a uma solução de ana-
lito até que a reação entre os dois se completasse.
ambos mostrados na figura a seguir.
D E

d) separação de dois componentes de uma mistura he-


terogênea pela diferença de densidade.
A B
A LD

e) separação de uma mistura heterogênea composta por


uma fase sólida e uma fase fluida através da passa-
gem por um material poroso semipermeável.
Álcool
75% 17. Enem – O álcool comercial (solução de etanol) é vendido
EM IA

na concentração de 96% em volume. Entretanto, para


que possa ser utilizado como desinfetante, deve-se usar
Álcool
ST ER

uma solução alcoólica na concentração de 70% em volu-


95%
me. Suponha que um hospital recebeu como doação um
lote de 1 000 litros de álcool comercial a 96% em volume
e pretende trocá-lo por um lote de álcool desinfetante.
SI AT

Para que a quantidade total de etanol seja a mesma nos


dois lotes, o volume de álcool a 70% fornecido na troca
deve ser mais próximo de
M

a) 1 042 L. d) 1 632 L.
Qual volume de água (em mL) deve ser adicionado à
quantidade de álcool retirada do frasco A para atingir b) 1 371 L. e) 1 700 L.
esse objetivo? c) 1 428 L.

ESTUDO PARA O ENEM


18. UDESC C7-H25 a) 500 mL
Assinale a alternativa que corresponde ao volume de b) 136 mL
solução aquosa de sulfato de sódio, a 0,35 mol/L, que c) 227 mL
deve ser diluída por adição de água, para se obter um d) 600 mL
volume de 650 mL de solução a 0,21 mol/L.
e) 390 mL

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36 36 – Material do Professor

19. Unimontes-MG C7-H25 20. UFRGS-RS C7-H25


QUÍMICA 1A

Em um laboratório, o seguinte procedimento foi realiza- Um estudante realizou uma diluição, conforme mostra-
do, conforme mostrado no esquema a seguir. do na figura a seguir.

Ácido

H 2O
Ácido V=?

O
BO O
500 mL de H2O

SC
7,1 g de Na2SO4

M IV
1
200 mL H2O

O S
20 mL de ácido clorídrico a 36,5% de massa por vo-
lume, presentes em uma proveta, foram adicionados

D LU
a um balão volumétrico de 1 litro, e completou-se o
volume com água. Em relação a esse procedimento, é Supondo-se que a densidade da água, bem como da
correto afirmar que solução inicial, seja de 1,0 g/mL, qual será o volume

O C
a) a condutividade elétrica é menor na solução do balão de água a ser adicionado para que a solução passe a
volumétrico. ter concentração de 0,2 mol/L?
N X
b) a concentração molar do ácido clorídrico no balão
é 0,1 mol/L.
a) 25 mL
SI E
b) 50 mL
c) o número de mols de íons cloreto é maior na solução c) 100 mL
da proveta.
d) 200 mL
O

d) as concentrações das soluções da proveta e do balão


são iguais. e) 250 mL
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 36 20/03/2019 12:30


8
37 – Material do Professor 37

36

QUÍMICA 1A
MISTURAS DE SOLUÇÕES

O
GENNADY/SHUTTERSTOCK

BO O
SC
• Misturas de soluções de

M IV
mesmo soluto
• Misturas de soluções de

O S
solutos diferentes e sem
reação química

D LU
• Misturas de soluções com
solutos diferentes e com
reação química

O C
HABILIDADES
N X • Trabalhar com os diferentes
tipos de mistura de
SI E
soluções.
Uma xícara de café com leite. • Trabalhar com reações
O

químicas.
Algumas pessoas gostam de tomar uma xícara de café preto de manhã, enquanto
EN S

• Trabalhar com
outras preferem acrescentar um pouco de leite ao café, por achá-lo forte demais. estequiometria de reações.
E U

Esse ato de misturar uma solução (o leite) em outra (o café), na química, é chamado
de mistura. As misturas de soluções podem ser de mesmo soluto ou de solutos
diferentes, com ou sem reação química, assunto que estudaremos neste módulo.
D E
A LD

Mistura de soluções de mesmo soluto


Em diversas situações, é comum fazer-se a mistura de soluções de mesmo
soluto e mesmo solvente, seja para aproveitar o material, seja para conseguir uma
EM IA

concentração distinta das iniciais.


Consideremos o esquema a seguir.
ST ER

A B Final
SI AT

A1B
M

HC(aq) HC(aq) HC(aq)

CA CB CF
VA VB VF

m' m'' m'''

Para a solução A: Para a solução B:


m'1 m''
CA 5 CB 5 1
VA VB

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38 38 – Material do Professor

Como estão sendo misturadas duas soluções de


um mesmo soluto, tem-se que: Perceba que não há reação entre os participantes
QUÍMICA 1A

das soluções. Calculam-se, então, as concentra-


m''' 5 m'1 1 m''1 ou CF ? VF 5 CA ? VA 1 CB ? VB ções, em quantidade de matéria iônica, nesse volu-
me, para os íons:
Utilizando o título, o raciocínio é o mesmo:
eF ? m''' 5 eA ? m' 1 eB ? m'' 0,02 mol de Na1 0,7 L de solução
n1 1,0 L
E, finalmente, a concentração, em quantidade de
matéria, é: n1 5 0,028 mol (em 1,0 L de solução) [
MF ? VF 5 MA ? VA 1 MB ? VB [ [Na1] 5 0,028 mol/L

Importante lembrar que: 0,18 mol de Ca21 0,7 L de solução


VF 5 VA 1 VB e m''' 5 m'1 1 m''1 n2 1,0 L
n2 5 0,25 mol (em 1,0 L de solução) [

O
Mistura de soluções de

BO O
[ [Ca21] 5 0,25 mol/L

SC
O total de mols de íons C2 é:
solutos diferentes sem

M IV
0,028 1 0,25 < 0,28 mol

reação química 0,28 mol de C2 0,7 L de solução

O S
n3 1,0 L
Quando misturamos duas ou mais soluções de so-

D LU
n3 5 0,4 mol (em 1,0 L de solução) [
lutos diferentes, sem que ocorra reação, cada soluto
aparece inalterado na solução final, estando apenas [ [C2] 5 0,4 mol/L
dissolvido em um volume maior que o inicial.

O C
O esquema a seguir representa uma mistura de
N X
duas soluções de diferentes solutos em que não ocorre Mistura de soluções com
reação química.
reação química
SI E
Nessa situação, deve-se utilizar a mesma forma de
O

raciocínio trabalhada nos módulos de estequiometria.


Solução B
Mistura Você não se lembra mais de como trabalhar com es-
EN S

20 mL de BaC2(aq)
0,05 mol ? L21 tequiometria? Não se preocupe! Veja, a seguir, uma
Solução A breve revisão.
E U

20 mL de NaC(aq)
0,1 mol ? L21
Siga estes passos:
D E

Solução final
[Na1] 5 0,05 mol ? L21 1. escreva a equação química;
A LD

[Ba21] 5 0,025 mol ? L21


2. balanceie a equação química;
[C2] 5 0,1 mol ? L21
3. determine a quantidade, em mols, de cada rea-
gente participante da mistura;
EM IA

EXERCÍCIO RESOLVIDO 4. faça a proporção, em mols.


1. Misturam-se 100 mL de solução aquosa 0,20 mol/L de Exemplo
ST ER

cloreto de sódio com 600 mL de solução aquosa 0,30 mol/L


de cloreto de cálcio. Quais são as concentrações, em mol/L, Misturam-se, para reagir, 1,0 L de solução 2,0 mol/L
dos íons na solução final? de NaOH e 0,5 L de solução 4,0 mol/L de HC.
Resolução
SI AT

0,20 mol de NaC ——— 1,0 L de solução


x ——— 0,1 L NaOH(aq) 1 HC(aq)
M

x 5 0,02 mol de NaC

A dissociação desse sal fornece 0,02 mol de íons Na1


e 0,02 mol de íons C2. VB 5 1,0 L VAc 5 0,5 L VF 5 1,5 L

0,30 mol de CaC2 ——— 1 L de solução MB 5 2,0 mol/L MAc 5 4,0 mol/L MF 5 ?

y ——— 0,6 L
y 5 0,18 mol de CaC2 Com base nessas informações, faça o que se pede.
A dissociação desse sal fornece 0,18 mol de íons a) A solução final, após a mistura, será ácida, básica
Ca21 e 0,36 mol de íons C2. ou neutra?

O volume final é: 100 mL 1 600 mL 5 700 mL ou 0,7 L.


b) Calcule a concentração molar da solução final em
relação ao sal formado.

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39 – Material do Professor 39

Resolução 3º- passo

QUÍMICA 1A
1º- passo Verificar se a quantidade de cada reagente (em
mols) está na proporção indicada pela equação do
Montar a equação envolvida na mistura, balanceá-
problema. Como as quantidades de NaOH e HC es-
-la e relacionar os coeficientes com quantidades, em
tão na proporção correta, todo o ácido e toda a base
mols, de reagentes e produtos.
reagirão (sem restar excesso), produzindo 2 mols de
NaOH(aq) 1 HC(aq) → NaC(aq) 1 H2O() NaC, que estarão dissolvidos em 1,5 L de solução
1 mol 1 mol 1 mol 1 mol (volume da solução final).
NaOH(aq) 1 HC(aq) → NaC(aq) 1 H2O()
2º- passo
2 mol 2 mol 2 mol 2 mol
Determinar a quantidade, em mols, de cada soluto
nas soluções a serem misturadas. Portanto,

O
BO O
a) a solução resultante será neutra;

SC
b) a concentração do sal será de 1,33 mol/L, pois

M IV
NaOH(aq) HC(aq)
teremos 2 mols de cloreto de sódio em 1,5 L de
solução.

O S
D LU
VB 5 1,0 L VAc 5 0,5 L
MB 5 2,0 mol/L MAc 5 4,0 mol/L
↓ ↓
nB 5 MB ? VB nAc 5 MAc ? VAc

O C
nB 5 2,0 mol nAc 5 2,0 mol

N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 39 20/03/2019 12:30


40 40 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
QUÍMICA 1A

MISTURAS DE
SOLUÇÕES

O
BO O
Mesmo soluto Solutos diferentes sem reação

SC
Solutos diferentes com

M IV
reação química
química

O S
D LU
Ocorre a união de soluções Ocorre reação química entre os solutos
Ocorre a diluição das

O C
de concentrações diferen-
tes em que o volume obti- concentrações das
N X
do é a soma dos volumes
das soluções iniciais.
das soluções. É necessário fazer o balan-
soluções formadoras da
mistura.
SI E
ceamento da reação.
O
EN S
E U

CF VF 5 CA ? VA 1 CB ? VB

MF ? VF 5 MA ? VA 1 MB ? VB
D E

eF ? mF 5 eA ? mA 1 eB ? mB
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

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41 – Material do Professor 41

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

QUÍMICA 1A
1. Sistema Dom Bosco – 200 mL de solução e 24,0 g/L 2. UEM-PR – Assinale o que for correto.
de hidróxido de sódio são misturados a 1,3 L de solu- 01) A força de um ácido está diretamente associada
ção e a 2,08 g/L do mesmo soluto. A solução obtida é com o número de átomos de hidrogênio em sua
então diluída até um volume final de 2,5 L. Calcule a molécula. Portanto, o ácido ortofosfórico é mais
concentração em g/L da solução, após a diluição. forte do que o ácido sulfúrico.
Dados: H 5 1 u; O 5 16 u; Na 5 23 u 02) Quando se faz borbulhar cloro gasoso em uma so-
lução aquosa de NaBr, forma-se cloreto de sódio
Cálculo da massa de NaOH nas soluções: na solução e há liberação de bromo. Esse é um
24 g de NaOH ——— 1 000 mL de solução exemplo de uma reação de deslocamento.
x ——— 200 mL de solução 04) A concentração, em quantidade de matéria por mas-
200 ⋅ 24
sa, de uma solução preparada pela dissolução de
x5 2 gramas de NaOH em 200 mililitros de água é de

O
1000
0,00025 mol/kg. Dado: densidade da água: 1 g/mL.

BO O
x 5 4,8 g de NaOH 08) A mistura de 150 mililitros de uma solução aquosa

SC
de HC de concentração 0,1 mol/litro com 350

M IV
2,08 g de NaOH ——— 1 000 mL de solução mililitros de uma solução aquosa de NaOH de con-
y ——— 1 300 mL de solução centração 0,2 mol/litro resulta em uma solução de
concentração igual a aproximadamente 0,03 mol/litro

O S
1300 ⋅ 2,08
y5 em NaC.
1000

D LU
16) Uma solução coloidal pode ter sua fase dispersa
y 5 2,704 g de NaOH separada de sua fase de dispersão utilizando-se
ultrafiltros.
Na diluição, a massa de NaOH não muda. Dê a soma dos itens corretos.

O C
Cálculo da concentração em g/L:
26 (02 1 08 1 16)
(4,8 1 2,704) g de NaOH ——— 2 500 mL de solução
N X z ——— 1 000 L de solução
01) Incorreto. A força de um ácido está diretamente associada ao grau
de ionização.
SI E
1000 ⋅ 7,504 02) Correto. Quando se faz borbulhar cloro gasoso em uma solução
z5
2500 aquosa de NaBr, forma-se cloreto de sódio na solução e há liberação de
bromo. Esse é um exemplo de uma reação de deslocamento:
O

z 5 3 g de NaOH/L C2(g) 1 2 NaBr(aq) → Br2(g) 1 2 NaC(aq)


04) Incorreto. A concentração, em quantidade de matéria por massa,
EN S

de uma solução preparada pela dissolução de 2 gramas de NaOH em


200 mililitros de água é de 0,25 mol/kg.
E U

msoluto 2g
nsoluto Msoluto 40 g /mol
M5 = = = 0,25 mol/kg
msolvente em kg msolvente em kg 0,2 kg
D E

08) Correto. A mistura de 150 mililitros de uma solução aquosa de HC


de concentração 0,1 mol/L com 350 mililitros de uma solução aquosa
A LD

de NaOH de concentração 0,2 mol/L resulta em uma solução de con-


centração igual a aproximadamente 0,03 mol/L em NaC.
n 5M ?V
nHC 5 0,1 ? 0,15 5 0,015 mol
EM IA

nNaOH 5 0,2 ? 0,35 5 0,07 mol


Vtotal 5 150 1 350 5 500 mL 5 0,5 L
HC 1 NaOH → H2O 1 NaC
ST ER

1 mol ——— 1 mol ——— 1 mol


 ——— 0,07
0,015  ——— 0,015
Limi tan te Excesso

n 0,015 mol
M
= = 0,03 mol/L
SI AT

NaC
5
V 0,5 L

16) Correto. Uma solução coloidal (partículas entre 10–9 m e 10–6 m)


pode ter sua fase dispersa separada de sua fase de dispersão utili-
zando-se ultrafiltros.
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 41 22/03/2019 16:17


42 42 – Material do Professor

3. PUC-RJ C7-H25 5. Mackenzie-SP – Foram misturados 100 mL de solução


QUÍMICA 1A

A um balão volumétrico de 250 mL, foram adicionados aquosa de cloreto de sódio 0,1 mol/L com 200 mL de
50 mL de solução aquosa de KMnO4 0,10 mol ? L–1 e solução aquosa de nitrato de prata 0,2 mol/L. Conside-
50 mL de solução aquosa de NaMnO4 0,20 mol ? L–1. rando que as condições sejam favoráveis à ocorrência
A seguir, adicionou-se água destilada até a marca de da reação, é incorreto afirmar que
referência de 250 mL, seguido da homogeneização da a) o cloreto formado é insolúvel em meio aquoso.
mistura. Levando em conta a dissociação iônica total b) o cloreto de sódio será totalmente consumido.
dos sais no balão, a concentração da espécie iônica c) haverá excesso de 0,03 mol de nitrato de prata.
permanganato, em quantidade de matéria (mol ? L–1),
é igual a d) ocorrerá a precipitação de 0,01 mol de cloreto de
prata.
a) 0,060
e) a concentração do nitrato de prata na solução final
b) 0,030 é de 0,03 mol/L.
c) 0,090 Trata-se de 100 mL (0,1 L) de solução aquosa de cloreto de sódio 0,1

O
mol/L com 200 mL (0,2 L) de solução aquosa de nitrato de prata 0,2 mol/L.

BO O
d) 0,12
n 5 M ?V

SC
e) 0,18 nNaC 5 0,1 ? 0,1 5 0,01 mol

M IV
NaMnO4 → Na1 1 MnO42
nAgNO 5 0,2 ? 0,2 5 0,04 mol
50 mL; 0,2 mol/L 3

NaC(aq) 1 AgNO3(aq) → AgC(s) 1 NaNO3(aq)


n 5 0,2 ? 0,050 5 0,01 mol [ Na1 5 0,01 mol e MnO42 5 0,01 mol

O S
0,01 ——— 0,04 mol
 
0,03 mol em excesso

D LU
KMnO4 → K 1 MnO 1 2
4 Vfinal 5 0,1 1 0,2 5 0,3 L
50 mL; 0,1 mol/L
0,03
n 5 0,1 ? 0,050 5 5 ? 10–3 mol [ K1 5 5 ? 1023 mol e MnO42 5 5 ? 1023 mol MAgNO 5 5 0,1 mol/L
3 na solução final
0,3

O C
0,01 + 5 ⋅ 10 –3 mol
MMnO−4 = = 0,66 mol/L 6. Unifimes-GO (adaptado) – Considere que 400 mL de
250 ⋅ 10 –3 L
uma solução de HNO3 0,10 mol/L sejam misturados
N X
Competência: Apropriar-se de conhecimentos da química para, em
situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções cien-
com 200 mL de Ca(OH)2 0,175 mol/L a 25 ºC, ocasio-
nando a seguinte reação:
SI E
tífico-tecnológicas.
2 HNO3(aq) 1 Ca(OH)2(aq) → Ca(NO3)2(aq) 1 2 H2O()
Habilidade: Caracterizar materiais ou substâncias, identificando eta-
pas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou
O

Calcule a concentração de Ca(NO3)2, em mol/L, na so-


ambientais de sua obtenção ou produção.
lução final.
EN S

Cálculo da concentração de Ca(NO3)2, em mol/L:


nHNO 5 M ? V
E U

4. Acafe-SC – Para preparar 1,0 L de [NaOH] 5 1,0 mol/L,


3

nHNO 5 0,10 ? 0,4 5 0,040 mol


dispõe-se de dois frascos distintos contendo soluções 3

nCa(OH) 5 M ? V
de NaOH, um na concentração de 7% m/v (frasco A) e 2
D E

outro, 2% m/v (frasco B). nCa(OH) 5 0,175 ? 0,2 5 0,035 mol


2
A LD

Dados: H 5 1 g/mol; O 5 16 g/mol; Na 5 23 g/mol 2 HNO3(aq) 1 Ca(OH)2(aq) → Ca(NO3)2(aq) 1 2 H2O()


Assinale a alternativa que contém os respectivos vo- 2 mol ——— 1 mol
lumes das soluções A e B que, uma vez misturados, 0,040 mol ——— 0,035 mol
resultarão na mistura desejada. 1 ? 0,040 , 2 ? 0,035 [ excesso de Ca(OH)2
EM IA

a) 200 mL e 800 mL 2 HNO3(aq) 1 Ca(OH)2(aq) → Ca(NO3)2(aq) 1 2 H2O()


b) 500 mL e 500 mL 2 mol HNO3 ——— 1 mol Ca(NO3)2
ST ER

c) 350 mL e 650 mL 0,040 mol HNO3 ——— x


d) 400 mL e 600 mL x 5 0,020 mol

MNaOH 5 40 g/mol Vtotal 5 400 mL 1 200 mL 5 600 mL 5 0,6 L


SI AT

mtotal 5 40 g em 1 L (ou 1 000 mL) n 0,020 mol


MCa(NO ) 5 5 5 0,033333 mol/L
32 V 0,6 L
Pelo título de A:
7 g ——— 100 mL de A MCa(NO ) < 0,033 mol/L
32
M

mutilizada do frasco A ——— VA


mutilizada do frasco A 5 0,07 ? VA
Pelo título de B:
2 g ——— 100 mL de B
mutilizada do frasco B ——— VB
mutilizada do frasco B 5 0,02 ? VB
0,07 ? VA 1 0,02 ? VB 5 40 g
VA 1 VB 5 1 000 mL
0,07 ? VA 1 0,02 ? (1 000 – VA) 5 40 g
VA 5 400 mL
VB 5 600 mL

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43 – Material do Professor 43

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

QUÍMICA 1A
7. UEM-PR (adaptado) – Considere duas soluções aquo- 8. Sistema Dom Bosco – Para se obter uma solução de
sas A e B. A solução A é preparada dissolvendo-se concentração 120 g/L, foi realizada a seguinte mistura:
0,855 gramas de Ba(OH)2 em 100 mililitros de água, e uma solução de BaC2 de concentração 200 g/L adicio-
a solução B é preparada dissolvendo-se 0,36 gramas nada a 200 mL de uma outra solução aquosa de BaC2
de HC em 100 mililitros de água. Sobre o exposto, de concentração igual a 100 g/L. Assinale a alternativa
assinale o que for correto. que indica corretamente qual deve ser o volume, em
01) A solução A possui concentração molar igual a litros, adicionado da solução inicial.
0,05 mol/L. a) 0,05
02) A solução B possui concentração molar igual a b) 500
0,01 mol/L. c) 0,5
04) Ao se misturarem as soluções A e B, tem-se uma d) 0,005
solução de pH ácido.

O
e) 0,3

BO O
08) Ao se misturarem as soluções A e B, tem-se uma
solução com concentração molar em Ba(OH)2 igual

SC
9. ITA-SP – Considere duas soluções, X e Y, de um mesmo
a 0,025 mol/L.

M IV
soluto genérico. A solução X tem 49% em massa do
Dê a soma dos itens corretos. soluto, enquanto a solução Y possui 8% em massa do
mesmo soluto. Quer-se obter uma terceira solução, que

O S
tenha 20% em massa desse soluto, a partir da mistura
de um volume VX da solução X com um volume V Y da

D LU
solução Y. Considerando que todas as soluções envol-
vidas exibem comportamento ideal, assinale a opção
V
que apresenta a razão X correta.

O C
VY
12
N X a)
29
SI E
29
b)
12
19
O

c)
12
EN S

12
d)
19
E U

8
e)
49
D E

10. UERJ (adaptado) – Observe, a seguir, a fórmula es-


A LD

trutural do ácido ascórbico, também conhecido como


vitamina C.
HO
EM IA

HO O
ST ER

O
SI AT

HO OH
Para uma dieta saudável, recomenda-se a ingestão diá-
ria de 2,5 ? 10-4 mol dessa vitamina, preferencialmente
M

obtida de fontes naturais, como as frutas.


Considere as seguintes concentrações de vitamina C:
• polpa de morango: 704 mg ? L21;
• polpa de laranja: 528 mg ? L21.
Um suco foi preparado com 100 mL de polpa de
morango, 200 mL de polpa de laranja e 700 mL de
água. Qual é a quantidade desse suco, em mililitros,
que fornece a dose diária recomendada de vitamina C?

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44 44 – Material do Professor

14. UFRN – Considere a mistura de 100 mL de uma solu-


QUÍMICA 1A

ção aquosa 0,10 mol/L de NaC com 100 mL de uma


solução aquosa 0,1 molar de KC. Assinale a alternativa
que mostra corretamente as concentrações, em mol/L,
de Na1, K1 e C2, respectivamente.
a) 0,05; 0,05; 0,10
b) 0,10; 0,10; 0,10
c) 0,10; 0,10; 0,20
d) 0,10; 0,20; 0,10
e) 0,20; 0,20; 0,10

15. UFAM – Considere que é feita uma mistura de dois


litros de uma solução aquosa de sacarose de concen-

O
tração 50 g/L com 6 litros de solução aquosa de cloreto

BO O
de sódio (NaC) de concentração 2 mol/L. Assinale a

SC
alternativa que indica corretamente a concentração do

M IV
açúcar e do sal na solução final.
a) 25,0 g/L; 3,0 mol/L

O S
b) 0,2 kg/L; 3,0 mol/L
c) 12,5 g/L; 1,5 mol/L

D LU
d) 25,0 g/L; 1,5 mol/L
e) 12,5 g/L; 3,0 mol/L

O C
16. Famema-SP – Considere a fórmula estrutural e as in-
formações sobre o ácido tartárico.
N X
11. Sistema Dom Bosco – Em uma aula prática de quími-
ca, foram misturados 350 mL de uma solução aquo-
OH O
SI E
sa de cloreto de lítio (LiC) 0,5 mol/L e 200 mL de HO
solução aquosa de cloreto de estrôncio (SrC 2) com OH
O

concentração 0,3 mol/L. Assinale a alternativa que


indica a concentração de cada um dos sais após ser O OH
EN S

realizada a mistura. Ácido tartárico


ácido tartárico
a) 0,64 mol/L para o LiC e 0,11 mol/L para o SrC2 Dados: massa molar 5 150 g/mol; solubilidade em água
E U

b) 0,32 mol/L para o LiC e 0,11 mol/L para o SrC2 a 20 ºC 5 139 g/100 mL de água
c) 0,52 mol/L para o LiC e 0,31 mol/L para o SrC2 a) A adição de 100 g de ácido tartárico em 100 mL de
água a 20 ºC resultará em uma solução saturada ou
D E

d) 0,64 mol/L para o LiC e 0,82 mol/L para o SrC2


insaturada? Justifique sua resposta.
e) 0,24 mol/L para o LiC e 0,31 mol/L para o SrC2
A LD

b) Calcule o volume, em mililitros, de solução aquosa


12. UEA-AM – 100 mL de uma solução aquosa contendo 0,5 mol/L de KOH necessário para neutralizar com-
10 g de sacarose (açúcar comum) dissolvidos foram mis- pletamente 3,0 g de ácido tartárico.
turados com 100 mL de uma solução aquosa contendo
EM IA

20 g desse açúcar dissolvidos. Qual é a concentração


de sacarose na solução obtida em porcentagem (m/V)?
ST ER
SI AT
M

13. PUC-SP – Em um béquer, foram misturados 200 mL de


uma solução aquosa de cloreto de cálcio de concentração
0,5 mol ? L–1 e 300 mL de uma solução 0,8 mol ? L–1 de
cloreto de sódio. A solução obtida apresenta concen-
tração de ânion cloreto de aproximadamente
a) 0,34 mol ? L–1
b) 0,65 mol ? L–1
c) 0,68 mol ? L–1
d) 0,88 mol ? L–1
e) 1,3 mol ? L–1

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 44 20/03/2019 12:30


45 – Material do Professor 45

17. Famerp-SP – O hidróxido de cobre II, Cu(OH)2, com-

QUÍMICA 1A
posto utilizado como antifúngico na agricultura, pode
ser obtido como precipitado pela reação entre solu-
ções aquosas de sulfato de cobre II e de hidróxido de
sódio. A solução aquosa sobrenadante contém sulfato
de sódio dissolvido.
a) Cite dois processos de separação de misturas pelos
quais o precipitado pode ser separado da solução
sobrenadante.
b) Escreva a equação da reação entre a solução aquosa
de sulfato de cobre II e a de hidróxido de sódio. Con-
siderando que o precipitado seja totalmente insolúvel
em água, calcule a quantidade, em mol, de hidróxido
de cobre II obtida pela mistura de 100 mL de uma

O
solução aquosa de sulfato de cobre II com 200 mL

BO O
de uma solução aquosa de hidróxido de sódio, ambas

SC
de concentração 1 mol/L.

M IV
ESTUDO PARA O ENEM

O S
18. Sistema Dom Bosco C7-H25 c) A neutralização dá-se pela formação do sal sulfeto

D LU
Quando são misturados 450 mL de uma solução de de sódio.
iodeto de sódio (NaI) 6 mol/L com 350 mL de uma d) Utilizaram-se 40 g da base.
solução de sulfato de sódio (Na 2SO 4) 5 mol/L, qual e) A neutralização dessa solução fica impossível devido

O C
é a concentração aproximada de íons sódio (Na1) na à perda de volume da solução.
mistura resultante?
N X
a) 8,87 mol/L
b) 9,76 mol/L
20. Fuvest-SP C7-H25
Uma usina de reciclagem de plástico recebeu um lote
SI E
de raspas de dois tipos de plásticos, um deles com
c) 4 mol/L
densidade 1,10 kg/L e o outro com densidade 1,14 kg/L.
d) 7,76 mol/L Para efetuar a separação dos dois tipos de plásticos, foi
O

e) 12 mol/L necessário preparar 1 000 L de uma solução de den-


sidade apropriada, misturando-se volumes adequados
EN S

19. UFT-TO C7-H25 de água (densidade 5 1,00 kg/L) e de uma solução


Um litro de solução de H 2SO4 2 mol/L, armazenado aquosa de NaC disponível no almoxarifado da usina, de
E U

indevidamente, derramou, restando 250 mL do seu densidade 1,25 kg/L. Esses volumes, em litros, podem
volume inicial. Essa quantidade foi neutralizada utili- ser, respectivamente,
D E

zando NaOH sólido. a) 900 e 100


É correto afirmar: b) 800 e 200
A LD

a) A solução ácida restante tinha concentração 0,5 mol/L. c) 500 e 500


b) Utilizaram-se 2 mols de NaOH para neutralizar a d) 200 e 800
solução. e) 100 e 900
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 45 20/03/2019 12:30


46 46 – Material do Professor

37
QUÍMICA 1A

TITULAÇÃO

O
BO O
SC
• Titulação de soluções

M IV
• Uso de indicadores

HABILIDADES

O S
• Conhecer a técnica

D LU
analítica denominada
titulação, com os principais
aparelhos de laboratório

O C
nela empregados.

GRIGORYL/SHUTTERSTOCK
• Conhecer o uso dos indica-
N X
dores na titulação.
SI E
• Trabalhar com estequiome-
tria de reações ácido-base.
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER

Um copo de limonada.
SI AT

Todos nós concordamos que uma limonada tem sabor azedo e, consequentemen-
te, associamos esse sabor ao fato de o limão possuir um caráter ácido. Já estudamos
um pouco das definições, reações e nomenclaturas de ácidos e bases no 1o bimestre
M

da frente 2. Mas como conseguimos saber, de fato, se uma solução, como o suco de
limão, tem caráter ácido ou básico? Uma das análises volumétricas que nos dá essa
resposta é chamada técnica de titulação, e é o que estudaremos melhor neste módulo.

Análise volumétrica ou titulação


Análise volumétrica, titulação ou volumetria é o processo experimental que per-
mite determinar a concentração de uma solução-problema, com o auxílio de outra
substância de concentração conhecida. A titulação envolve sempre um ácido, uma
base e dois aparelhos laboratoriais: a bureta (aparelho que mede volume de líquidos
com grande precisão), onde se coloca o titulante, ou solução-padrão (solução de con-

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 46 20/03/2019 12:30


47 – Material do Professor 47

centração conhecida), e o erlenmeyer (usado no lugar Observação


do béquer, evitando o respingo da solução que é agi- A análise de uma titulometria pode ser realizada

QUÍMICA 1A
tada), onde se coloca um volume da solução-problema por meio de gráficos, onde, no eixo das abscissas,
(aquela cuja concentração se pretende determinar). encontra-se o volume do titulante e, no eixo das orde-
nadas, está o pH do titulado. O ponto de equivalência
indica-nos o momento em que ocorre a neutralização
Bureta da solução, isto é, a concentração da espécie ácida
VA (volume gasto iguala-se à concentração da espécie básica. Em fun-
na titulação) ção da força do ácido, ou da base, que será titulada,
existem diferentes perfis de gráficos que podem ser
obtidos. Veja, a seguir, exemplos desses gráficos.

O
Suporte MA

BO O
Ácido forte com base forte Base forte com ácido forte
universal (concentração conhecida)

SC
Excesso

M IV
pHtitulado de titulante pHtitulado
Ponto
de equivalência
Ponto
pHeq = 7
de equivalência pHeq = 7

O S
Concentração a Excesso
de titulante
Erlenmeyer ser determinada

D LU
VB
(determinado Veq Vtitulante Veq Vtitulante
antes do início
da titulação)
Ácido fraco com base forte Base fraca com ácido forte

O C
pHtitulado
pHtitulado
N X pHeq > 7 Ponto
de equivalência
SI E
7 7 Ponto
pHeq < 7 de equivalência
Aparelhagem utilizada na titulação para determinar a concentração de
O

uma solução.
Veq Vtitulante Veq Vtitulante
EN S

O princípio geral da titulação consiste na adição


Indicadores
E U

do titulante ao erlenmeyer até o ponto de equivalên-


cia, momento em que se observa uma mudança de Os indicadores utilizados em uma titulação ácido-
cor pelo uso de um indicador, mostrando-se que os
D E

-base são, geralmente, constituídos de um ácido ou


reagentes estão em proporções estequiométricas. A uma base fraca (cor 1) que entra em equilíbrio com seu
A LD

concentração da solução-problema pode ser calculada conjugado (cor 2). A mudança de coloração na solução,
pela concentração em quantidade de matéria. O cálculo que chamamos de ponto de viragem, é essencial para
da concentração em quantidade de matéria consiste determinar a relação estequiométrica entre o titulante
nos seguintes passos: e o titulado quando ocorre a neutralização.
EM IA

1. escrever a equação química da titulação;


2. equilibrar a reação (relação de mols dos reagentes);

LISA S./SHUTTERSTOCK
ST ER

3. determinar os volumes da solução titulante e da


solução-problema.

Solução-problema
SI AT

Solução-padrão
aA 1 bB →cC1dD
a mol b mol
M

VA VB
MA   =   
nA
VA
MB   =    nVB
B

Logo:
nA a
5
nB b

Portanto:
MA  ⋅ VA a
5b
MB  ⋅ VB
MA ? VA ? b 5 MB ? VB ? a Na presença do indicador fenolftaleína, uma solução com caráter ácido
permanece incolor e outra com caráter básico fica rosa-claro.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 47 20/03/2019 12:30


48 48 – Material do Professor

Em um laboratório, há diversos indicadores que podem ser utilizados na titulação,


tanto em solução quanto em papel, e a escolha de um deles depende do ponto de
QUÍMICA 1A

viragem requerido pela titulação a ser realizada. Veja alguns exemplos dos indicadores
sintéticos mais utilizados.

Cor abaixo Intervalo Cor acima


Indicador do ponto de aproximado de pH do ponto de
viragem para a viragem viragem
Violeta de metila Amarelo 0-1,6 Azul-púrpura

Azul de bromofenol Amarelo 3,0-4,6 Violeta

O
Alaranjado de metila Vermelho 3,1-4,4 Amarelo

BO O
SC
Azul de bromotimol Amarelo 6,0-7,6 Azul

M IV
Vermelho de fenol Amarelo 6,6- 8,0 Vermelho

O S
Fenolftaleína Incolor 8,2-10,0 Rosa-claro

D LU
Além dos indicadores sintéticos apresentados anteriormente, existem os indi-
cadores naturais, tais como o repolho roxo e as hortênsias. Uma solução feita de

O C
repolho roxo apresenta uma coloração vermelha, em meio ácido, e uma amarelada,
em meio básico. Já as hortênsias variam com o pH do solo, indo de rosa (em solo
N X ácido) a azul (em solo básico).
SI E

WATCHAREE SUPHALUXANA/SHUTTERSTOCK
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER

Hortênsias rosa indicam um solo ácido, enquanto hortênsias azuis indicam um solo básico.
SI AT

EXERCÍCIO RESOLVIDO
M

1. 50 cm3 de uma solução de H2SO4 exigem, na titulação, 25 cm3 de uma solução de hidróxido
de sódio 0,1 mol/L. Qual a concentração, em quantidade de matéria, do ácido sulfúrico?

Resolução
1 H2SO4 1 2 NaOH → 1 Na2SO4 1 2 H2O Vb 5 25 cm3

Ma 5 ? Ma ? Va ? n de H1 5 Mb ? Vb ? n de OH2

Mb 5 0,1 mol/L Ma ? 50 ? 2 5 0,1 ? 25 ? 1


Va 5 50 cm3
Ma 5 0,025 mol/L

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 48 20/03/2019 12:30


49 – Material do Professor 49

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1A
O
BO O
SC
M IV
O S
D LU
O C
Determina a concentração de uma so- Ma ? Va ? b5 Mb ? Va ? a
N X lução-problema, utilizando uma solução
de concentração e volume conhecidos.
SI E
O
EN S

Titulação
E U
D E
A LD

Auxiliam na titulação,
Indicadores indicando o ponto de
viragem.
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 49 20/03/2019 12:30


50 50 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1A

1. UDESC – Considere a determinação da capacidade O equipamento usado para adicionar cuidadosamente o volume ade-
antiácida de um medicamento, cujo princípio ativo é quado da solução de NaOH é denominado bureta. Esquematicamente:
carbonato de sódio, que pode ser feita pela reação
com ácido clorídrico. Um comprimido de 1,8656 g
foi triturado e dissolvido em água, necessitando de
22,0 mL de HCℓ 0,4000 mol ? L 21 para ser completa-
mente neutralizado. Assinale a alternativa que cor-
responde à porcentagem, em massa, de carbonato
de sódio no comprimido.
a) 12,50
b) 19,57

O
c) 25,00 Bureta

BO O
d) 14,15

SC
e) 50,00

M IV
Na2CO3 1 2 HC< → 2 NaC< 1 H2O 1 CO2
22 mL

O S
0,4000 mol/L

D LU
= =
n 22 · 10 –3  · 0, 4000 8,8  · 10 –3  mol

Na proporção estequiométrica dos reagentes, temos:


Competência: Entender métodos e procedimentos próprios das ciên-
1 mol de Na2CO3 2 mol de HC<

O C
cias naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
x mol 8,8 ? 10 23
Habilidade: Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas
x 5 4,4 ? 1023
N X
1 mol de Na2CO3 106 g
de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades
a que se destinam.
SI E
4,4 ? 1023 mol y
y 5 0,4664 g
1,8656 g 100%
O

0,4664 g z
z 5 25%
EN S

4. UDESC – Um estudante de química obteve uma solu-


ção indicadora ácido-base, triturando, no liquidificador,
E U

algumas folhas de repolho roxo com água. Em seguida,


ele dividiu a solução obtida em três tubos de ensaio
D E

(A, B e C) e, no primeiro tubo, adicionou uma peque-


na quantidade de vinagre (solução de ácido acético);
A LD

2. ITA-SP (adaptado) – Assinale a opção que apresenta no segundo, alguns cristais de soda cáustica (NaOH),
os instrumentos mais indicados para a realização de e, no terceiro, alguns cristais de sal para churrasco
uma titulação. (NaCℓ), obtendo o resultado conforme mostra o qua-
a) Bureta e erlenmeyer dro a seguir.
EM IA

b) Proveta e erlenmeyer
Tubo de Coloração Coloração
c) Pipeta volumétrica e erlenmeyer Substância
ensaio inicial final
ST ER

d) Proveta e béquer
e) Pipeta volumétrica e béquer A Vinagre Roxa Vermelha
Os instrumentos mais indicados para a realização de uma titu-
lação são bureta, que mede o volume de titulante consumido,
Hidróxido de
SI AT

e erlenmeyer, onde é colocada a solução de concentração des- B Roxa Verde


conhecida, a titulada. amônio
3. UECE C5-H18
Sal para
M

A titulação é um procedimento laboratorial que permi- C Roxa roxa


te determinar a concentração desconhecida de uma churrasco
substância a partir de uma substância de concentração
conhecida. Se o estudante realizar outro experimento adicionando
Em uma titulação representada pela equação: no tubo A KOH, no B, HNO3 e, no C, KNO3, contendo
NaOH(aq) 1 HCℓ(aq) → NaCℓ(s) 1 H2O(ℓ), o equipamento a solução inicial extraída do repolho roxo, a coloração
usado para adicionar cuidadosamente o volume ade- final, respectivamente, será
quado da solução de NaOH é denominado a) roxa, verde e roxa.
a) pipeta graduada. b) roxa, vermelha e verde.
b) proveta. c) verde, roxa e vermelha.
c) bureta. d) vermelha, verde e roxa.
d) pipeta volumétrica. e) verde, vermelha e roxa.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 50 20/03/2019 12:30


51 – Material do Professor 51

Olhando para o quadro, concluímos que a substância ácida (ácido acé-

QUÍMICA 1A
tico), na presença do indicador, muda a coloração da solução de roxa
para vermelha; a substância básica (soda cáustica) muda a coloração de
roxa para verde; e a substância neutra (sal) não altera a cor do indicador.
KOH é uma base forte, logo a solução final terá um caráter básico: verde.
HNO3 é um ácido forte, logo a solução final terá um caráter ácido:
vermelha.
KNO3 é um sal, logo a solução permanecerá neutra: roxa.

6. IME-RJ – Uma solução aquosa A, preparada a partir de


ácido bromídrico, é diluída com água destilada até que
sua concentração seja reduzida à metade. Em titulação,

O
5. UNESP – A dipirona sódica mono-hidratada (massa 50 mL da solução diluída consomem 40 mL de uma

BO O
molar 5 351 g/mol) é um fármaco amplamente utili- solução de hidróxido de potássio 0,25 mol/L. Determine

SC
zado como analgésico e antitérmico. De acordo com a a concentração da solução A em g/L.

M IV
Farmacopeia Brasileira, os comprimidos desse medi-
Cálculo do número de mols de hidróxido de potássio utilizado na
camento devem conter de 95% a 105% da quantidade titulação:
do fármaco declarada na bula pelo fabricante. A verifica-

O S
MKOH 5 0,25 mol/L; V 5 40 mL
ção desse grau de pureza é feita pela titulação de uma 
solução aquosa do fármaco com solução de iodo (I2) a 1 000 mL 0,25 mol

D LU
0,050 mol/L, utilizando amido como indicador, sendo 40 mL nKOH
que cada mol de iodo utilizado na titulação corresponde
a 1 mol de dipirona sódica mono-hidratada. nKOH 5 0,01 mol

O C
Como a relação estequiométrica é de 1:1, então 50 mL (0,5 L) da
Uma solução aquosa foi preparada pela dissolução de solução diluída consomem 0,01 mol de KOH. Dessa forma:
um comprimido de dipirona sódica mono-hidratada, cuja
N X
bula declara conter 500 mg desse fármaco. Sabendo
que a titulação dessa solução consumiu 28,45 mL de
MHBr (diluída) 5
nHBr
V
5
0,01
0,05
5 0,2 mol/L
SI E
De acordo com o texto:
solução de iodo 0,050 mol/L, calcule o valor da mas-
sa de dipirona sódica mono-hidratada presente nesse µHBr   (inicial)
MHBr (diluída) 5
2
O

comprimido e conclua se esse valor de massa está ou


µHBr (inicial)
não dentro da faixa de porcentagem estabelecida na 0,2 mol/L 5
Farmacopeia Brasileira. 2
EN S

De acordo com o enunciado, cada mol de iodo utilizado na titulação MHBr (inicial) 5 0,4 mol/L
corresponde a 1 mol de dipirona sódica mono-hidratada. Com base
E U

Como MHBr 5 81 g/mol, então:


nessa informação, calcula-se o número de mol de dipirona sódica mono-
-hidratada: CHBr (inicial) 5 0,4 ? 81 5 32,4 g/L
Mdipirona sódica mono-hidratada 5 351 g/mol
D E

µI2 5 0,050 mol/L; 1 L 5 1 000 mL


A LD

mfármaco 5 500 mg 5 500 ? 1023 g

1 000 mL 0,050 mol de iodo


28,45 mL niodo
EM IA

niodo 5 ndipirona sódica mono-hidratada 5 0,0014225 mol


mdipirona sódica mono-hidratada 5 0,0014225 ? 351 g 5 0,4992975 g
ST ER

mdipirona sódica mono-hidratada
% de dipirona sódica mono-hidratada:
mfármaco
0, 4992975 g
% de dipirona sódica mono-hidratada: 5 0,9985 · 100% 5
500  · 10 –3  g
SI AT

5 99,85%
95% , 99,85% , 105 %
Conclusão: o valor está dentro da porcentagem estabelecida.
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 51 20/03/2019 12:30


52 52 – Material do Professor

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
QUÍMICA 1A

7. UFSM-RS – O leite de magnésia, usado como antiácido -padrão de NaOH com concentração 2,00 ? 1023 mol/L.
e laxante, contém, em sua formulação, o composto Qual o volume de NaOH que gasto quando atingido
Mg(OH)2. A concentração de uma amostra de 10 mL de o ponto de equivalência da titulação?
leite de magnésia que foi titulada com 12,5 mL de HC<
0,50 mol ? L21 é, em mol ? L21, de, aproximadamente,
a) 0,1
b) 0,3
c) 0,5
d) 0,6
e) 1,2

O
8. USF-SP – Na análise volumétrica de 0,5 g de uma

BO O
amostra de remédio constituído por ácido acetilsalicílico

SC
(AAS), foram utilizados 15 mL de hidróxido de potás-

M IV
sio com concentração 0,01 mol/L. Considerando que a
reação com a base ocorre apenas para o ácido acetilsa-
licílico, não tendo participação das outras substâncias

O S
constituintes da amostra, responda ao que se pede.

D LU
Dados: massas molares em g ? mol21: H 5 1,0; C 5 12,0;
K 5 39,0; O 5 16,0

O C
N X OH
10. UEPG-PR – A titulação de uma amostra de calcário
SI E
O
(carbonato de cálcio impuro), de massa 20 g, consome
100 mL de solução 72 g/L de ácido clorídrico. Sobre o
O

assunto, assinale o que for correto.


O
Dados: H 5 1 g/mol; C 5 12 g/mol; O 5 16 g/mol;
EN S

Ácido acetilsalicílico Cℓ 5 35 g/mol; Ca 5 40 g/mol


a) Qual a outra função orgânica oxigenada existente 01) A fórmula do carbonato de cálcio é CaCO3.
E U

nesse composto, além do grupo ácido carboxílico?


02) A concentração do ácido clorídrico, em mol/L, é 2.
b) Qual é a reação completa de neutralização ocorrida
04) A porcentagem de pureza do calcário é 50%.
entre o ácido acetilsalicílico e o hidróxido de potássio?
D E

08) O ácido clorídrico é um oxiácido considerado forte


c) Qual a porcentagem de AAS presente no fármaco
em meio aquoso.
A LD

analisado?
Dê a soma dos itens corretos.
EM IA
ST ER
SI AT
M

9. UnB-DF (adaptado) – Uma amostra de 50 mL de


chuva ácida, composta apenas de água e H 2 SO 4
(M 5 1,0 ?10 23 mol/L), foi titulada com uma solução-

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 52 20/03/2019 12:30


53 – Material do Professor 53

c) vinagre e solução de hidróxido de sódio.

QUÍMICA 1A
d) soda cáustica e solução de ácido sulfúrico.
e) ácido muriático e solução de hidróxido de potássio.

13. UEL-PR – O carbonato de sódio (Na2CO3) e o bicarbo-


nato de sódio (NaHCO3) estão presentes em algumas
formulações antiácidas. Ambos reagem com o ácido
clorídrico do suco gástrico, fazendo aumentar o pH, o
que diminui a acidez estomacal. Essa reação pode ser
utilizada como base para a determinação de carbona-
11. UFRGS-RS – Considere a curva de titulação mostrada tos em formulações farmacêuticas, para controle de
na figura a seguir. qualidade. Uma amostra de 10 mL de um antiácido foi
titulada com 15 mL de HC< 0,10 mol/L, usando o indi-

O
cador alaranjado de metila, cujo intervalo de viragem

BO O
pH está entre 3,10 e 4,40.

SC
Com base no texto, resolva os itens a seguir.

M IV
a) Considerando que, na formulação, houvesse apenas
7
Na2CO3, escreva a reação química envolvida nessa

O S
titulação.
b) Calcule a concentração molar do carbonato de sódio

D LU
na amostra analisada.

O C
1
N X
SI E
Volume adicionado

Assinale a alternativa que preenche corretamente as


O

lacunas do enunciado, na ordem em que aparecem.


Trata-se de uma curva de titulação de __________ com
EN S

__________.
E U

a) ácido forte – base forte


b) ácido forte – base fraca
c) ácido fraco – base forte
D E

d) ácido fraco – base fraca


A LD

e) base fraca – ácido forte

12. UPE – O gráfico a seguir foi obtido com os dados da


titulação de uma amostra de determinada substância
presente em um produto comercial.
EM IA

pH
ST ER

13
12
11
10
SI AT

9
8
7
6
M

5
4
3
2
1
0
Volume de titulante

Nesse caso, o produto comercial e o titulante, usados


no procedimento experimental, correspondem, respec-
tivamente, a 14. Fuvest-SP – Um dos parâmetros que determinam a
qualidade do azeite de oliva é sua acidez, normalmente
a) ureia e solução de ácido fosfórico. expressa na embalagem, na forma de porcentagem, e
b) ácido nítrico e hidróxido de sódio. que pode ser associada diretamente ao teor de ácido

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 53 20/03/2019 12:30


54 54 – Material do Professor

oleico em sua composição.


QUÍMICA 1A

Uma amostra de 20,00 g de um azeite comercial foi adicionada a 100 mL de uma


solução contendo etanol e etoxietano (dietiléter), 1:1 em volume, com o indicador
fenolftaleína. Sob constante agitação, titulou-se com uma solução etanólica contendo
KOH 0,020 mol/L até a __________ total. Para essa amostra, usaram-se 35 mL de
base, o que permite concluir que se trata de um azeite tipo __________.
As palavras que completam corretamente as lacunas são

Dados
– Classificação de azeites por acidez (em % de massa do ácido oleico por 100 g
de azeite):

O
BO O
Tipo Acidez

SC
M IV
Extravirgem Menor que 0,8%

Virgem fino De 0,8% a 1,5%

O S
Semifino Maior que 1,5% até 3,0%

D LU
Refinado Maior que 3,0%

O C
– Ácido oleico (ácido octadec-9-enoico):

N X O
SI E
OH
O
EN S

– Fórmula: C18H34O2
E U

– Massa molar 5 282,5 g ? mol21


D E

a) oxidação; semifino. d) neutralização; extravirgem.


b) neutralização; virgem fino. e) neutralização; semifino.
A LD

c) oxidação; virgem fino.

15. Fuvest-SP – Para investigar o efeito de diferentes poluentes na acidez da chuva


ácida, foram realizados dois experimentos com os óxidos SO3(g) e NO2(g). No primeiro
EM IA

experimento, foram coletados 45 mL de SO3 em um frasco contendo água, que foi,


em seguida, fechado e agitado, até que todo o óxido tivesse reagido. No segundo
experimento, o mesmo procedimento foi realizado para o NO2. Em seguida, a solução
ST ER

resultante em cada um dos experimentos foi titulada com NaOH 0,1 mol/L até sua
neutralização. As reações desses óxidos com água estão representadas pelas equa-
ções químicas balanceadas a seguir.
SI AT

H2O(<) 1 SO3(g) → H2SO4(aq)


H2O(<) 1 2 NO2(g) → HNO2(aq) 1 HNO3(aq)
M

a) Determine o volume de NaOH(aq) utilizado na titulação do produto da reação entre


SO3 e água. Mostre os cálculos.
b) Esse volume é menor, maior ou igual ao utilizado no experimento com NO2? Jus-
tifique sua resposta.

Dados
Considere os gases como ideais e que a água contida nos
frascos foi suficiente para a reação total com os óxidos.
Volume de 1 mol de gás: 22,5 L nas condições em que
os experimentos foram realizados.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 54 20/03/2019 12:30


55 – Material do Professor 55

16. UFPA (adaptado) – Para titular 24 mL de uma amostra

QUÍMICA 1A
de suco gástrico (HCℓ) de concentração de 0,025 mol/L,
foi necessário um certo volume de base para atingir o
ponto de equivalência. A solução de NaOH tem con-
centração de 0,02 mol/L. Considerando que a reação
entre o ácido do suco gástrico e a base ocorre quantita-
tivamente, qual o volume, em mL, de NaOH utilizado?
a) 20
b) 18
c) 12
d) 30
e) 50

O
17. PUC-PR – O hidróxido de cálcio – Ca(OH)2 –, também

BO O
conhecido como cal hidratada ou cal extinta, é um im-

SC
portante insumo utilizado na indústria da construção

M IV
civil. Para verificar o grau de pureza (em massa) de uma
amostra de hidróxido de cálcio, um laboratorista pesou
5 g deste e dissolveu completamente em 200 mL de

O S
solução de ácido clorídrico 1 mol/L. O excesso de áci-

D LU
do foi titulado com uma solução de hidróxido de sódio
0,5 mol/L, na presença de fenolftaleína, sendo gastos
200 mL até a completa neutralização. O grau de pureza
da amostra analisada, expresso em porcentagem em

O C
massa, é de
a) 78%
N X b) 82%
SI E
c) 86%
d) 90%
O

e) 74%
EN S

ESTUDO PARA O ENEM


E U

18. Fuvest-SP C5-H18 modo, é correto afirmar que as concentrações molares da


D E

Soluções aquosas de ácido clorídrico, HCℓ (aq), e de amostra de soda cáustica e do sal formado nessa reação
ácido acético, H3CCOOH(aq), ambas de concentração de neutralização são, respectivamente,
A LD

0,10 mol/L, apresentam valores de pH iguais a 1,0 e a) 0,01 mol/L e 0,20 mol/L.
2,9, respectivamente. b) 0,01 mol/L e 0,02 mol/L.
Em experimentos separados, volumes iguais de cada c) 0,02 mol/L e 0,02 mol/L.
EM IA

uma dessas soluções foram titulados com uma solução d) 0,66 mol/L e 0,20 mol/L.
aquosa de hidróxido de sódio, NaOH(aq), de concentra-
e) 0,66 mol/L e 0,02 mol/L.
ção adequada. Nessas titulações, a solução de NaOH
ST ER

foi adicionada lentamente ao recipiente contendo a


20. Fatec-SP C5-H18
solução ácida, até reação completa. Sejam V1 o volu-
me da solução de NaOH para reação completa com Uma indústria compra soda cáustica com teor de pureza
a solução de HCℓ e V2 o volume da solução de NaOH de 80% em NaOH. Antes de mandar o material para o
SI AT

para reação completa com a solução de H3CCOOH. A estoque, chama o técnico em química para verificar se
relação entre V1 e V2 é a informação procede. No laboratório, ele dissolve 1 g
do material em água, obtendo 10 mL de solução. Uti-
a) V1 5 1023,9 V2 lizando um indicador apropriado, realiza uma titulação,
M

 1,0  gastando 20 mL de HCℓ, a 0,5 mol/L.


b) V1 5  V
 2,9  2
Dados: massas molares (g/mol): HCℓ 5 36,5; NaOH 5 40
c) V1 5 V2
d) V1 5 2,9 V2 Reação: NaOH 1 HCℓ → NaCℓ 1 H2O
e) V1 5 101,9 V2 Sobre o resultado da titulação, é correto afirmar que
a informação
19. Mackenzie-SP C5-H18 a) não procede, pois o grau de pureza é de 40%
Na neutralização de 30 mL de uma solução de soda cáus- b) não procede, pois o grau de pureza é de 60%
tica (hidróxido de sódio comercial), foram gastos 20 mL de
c) procede, pois o grau de pureza é de 80%
uma solução 0,5 mol/L de ácido sulfúrico, até a mudança
de coloração de um indicador ácido-base adequado para a d) procede, pois o teor de impurezas é de 80%
faixa de pH do ponto de viragem desse processo. Desse e) procede, pois o teor de impurezas é de 40%

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 55 20/03/2019 12:30


56

38
56 – Material do Professor

PROPRIEDADES
QUÍMICA 1A

COLIGATIVAS I

O PETER GUDELLA/SHUTTERSTOCK
BO O
SC
• Pressão de vapor

M IV
• Pressão máxima de vapor
• Temperatura de ebulição

O S
• Propriedades coligativas

D LU
HABILIDADES
• Compreender os con-
ceitos de evaporação e

O C
volatilidade de um líquido
e os fatores capazes de
N X
influenciá-los, como a
SI E
temperatura.
• Compreender o conceito de
O

pressão de vapor.
Caminhão jogando sal para derreter o gelo.
• Trabalhar com o conceito
EN S

de pressão máxima de
Você consegue responder a alguma dessas questões?
vapor e forças intermole-
E U

culares.
• Por que a água do mar, mesmo em regiões polares, não se solidifica?
• Por que o sal conserva os alimentos?
• Relacionar a pressão de
• Por que a água ferve abaixo de 100 °C no Monte Everest?
D E

vapor com a temperatura


de ebulição de um líquido.
• Por que a adição de açúcar à água já em ebulição interrompe a ebulição?
A LD

• Por que o sal derrete a neve?


• Interpretar um gráfico
• Como é possível obter água potável dos mares e oceanos, sem que seja
de pressão de vapor 3
temperatura e encontrar a
realizada a destilação?
temperatura de ebulição de A resposta para todas essas perguntas pode ser encontrada no estudo das pro-
EM IA

uma substância por meio priedades coligativas.


dessa análise. E o que são propriedades coligativas?
ST ER

• Trabalhar com aspectos São as propriedades do solvente que se modificam na presença de um soluto
qualitativos das proprieda- não volátil.
des coligativas. Estudaremos melhor essas propriedades nas próximas páginas.
SI AT

Pressão de vapor
É comum a chuva provocar a formação de poças de água que, após algum tempo,
M

desaparecem. Isso acontece porque o líquido evapora lentamente. Embora a eva-


poração não seja visível, sabe-se que ela ocorre. Em relação a um copo com água
deixado em um ambiente arejado, percebe-se, após certo tempo, que parte do líquido
evaporou. Imagine, agora, um recipiente fechado com determinada quantidade de
água e sem a presença de ar dentro dele. O líquido começaria a evaporar de maneira
muito rápida, resultando em um acúmulo de vapor e, consequentemente, levando
ao aumento da pressão interna do recipiente. De maneira simultânea à evaporação,
ocorreria a condensação do líquido. O equilíbrio estabelecido entre a concentração
da solução na forma de vapor e a da solução na forma líquida é chamado de pressão
de vapor. A pressão máxima de vapor de uma substância é a maior pressão que
seus vapores exercem em determinada temperatura.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 56 20/03/2019 12:30


57 – Material do Professor 57

Pvapor (mmHg)

QUÍMICA 1A
1 200

1 000

Água vapor
800
Evaporação Condensação
760

600

400

200

O
T (ºC)

BO O
Água líquida 0 20 40 60 80 100 120

SC
M IV
Exemplo

O S
O gráfico a seguir mostra a variação da pressão de
vapor da água em função da temperatura.

D LU
FATORES QUE INFLUENCIAM A
PRESSÃO MÁXIMA DE VAPOR
Pvapor (mmHg)
A pressão máxima de vapor depende de alguns

O C
fatores: P > 760
N X
Natureza do líquido
SI E
Líquidos mais voláteis, como o éter, a acetona etc.,
evaporam-se mais intensamente, o que acarreta uma P = 760
O

pressão de vapor maior.


P < 760
O gráfico a seguir mostra a variação da pressão de
EN S

T (ºC)
vapor de alguns líquidos em função da temperatura. t < 100 t = 100 t > 100
E U

Pressão
Ao nível do mar, onde a pressão atmosférica é de
D E

(mmHg)
760 mmHg, a água ferve a 100 °C. Isso quer dizer que,
a 100 °C, a pressão da água é igual a 760 mmHg. A
A LD

760
temperaturas diferentes, o líquido também pode ferver,
ua
oo
r

no
ona

no
Éte

xaann

Ág
nze

cta

bastando, para isso, que se altere a pressão externa


heex
t
Ace

n-H

n-o
Be

que atua sobre ele.


EM IA

Dessa forma, conseguimos entender o porquê de,


no alto de uma montanha, onde a pressão atmosférica
ST ER

é menor que 1 atm, a água ferver abaixo de 100 °C,


enquanto, em uma panela de pressão, onde a pressão
é superior a 1 atm, a água ferve acima de 100 °C.
Temperatura (ºC)
SI AT

Pressão máxima de vapor (PV em mmHg))


800 34,6 ºC 78,3 ºC 100 ºC
760
Perceba que, quanto maior é a pressão de vapor de Nível
M

600
do mar
um líquido (mais volátil), mais rapidamente ele entra 400 Éter Álcool
Água
em ebulição. 200

Temperatura 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 T (ºC)

Ao se aumentar a temperatura, qualquer líquido


evapora mais rapidamente, acarretando uma maior Observação 
pressão de vapor. A passagem de uma substância da fase líquida para
Observe a variação da pressão máxima de vapor a fase gasosa pode ocorrer de duas formas: pela eva-
da água em função da temperatura no gráfico a seguir. poração e pela ebulição.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 57 20/03/2019 12:30


58 58 – Material do Professor

• Evaporação: consiste em uma vaporização relati-


vamente lenta, em que as moléculas mais velozes Resolução
QUÍMICA 1A

vencem as forças de atração intermoleculares Um aumento na temperatura provoca um aumento


e passam para o estado gasoso. A evaporação na pressão de vapor para todos esses líquidos. Ob-
depende da superfície de contato entre o líquido servamos que, na linha pontilhada vertical, à mesma
e a fase gasosa: quanto maior a superfície de temperatura, cada um dos líquidos apresenta uma
pressão de vapor diferente. Assim, o líquido que vo-
contato, mais intensa a evaporação. latiliza primeiro é a substância A, e o que menos
• Ebulição: é uma vaporização turbulenta, na qual volatiliza é a substância D.
a passagem da fase líquida para a gasosa pode
2. Unicamp-SP – Muito se ouve sobre ações em que se
ocorrer em qualquer ponto da fase líquida, e não utilizam bombas improvisadas. Nos casos que envolvem
apenas na superfície. Esse processo apresenta caixas eletrônicos, geralmente as bombas são feitas com
como característica a formação de bolhas, isto dinamite (TNT – trinitrotolueno), mas, nos atentados ter-

O
é, porções de vapor cercadas por uma película roristas, geralmente são utilizados explosivos plásticos,

BO O
de líquido. As bolhas só podem existir quando que não liberam odores. Cães farejadores detectam TNT
em razão da presença de resíduos de DNT (dinitrotolue-

SC
a pressão de seu vapor for igual ou maior que no), uma impureza do TNT que tem origem na nitração

M IV
a pressão externa (Pvapor 5 Patm). A temperatura incompleta do tolueno. Se os cães conseguem farejar
na qual o líquido ferve, sob pressão de 1 atm, com mais facilidade o DNT, isso significa que, numa mes-

O S
é chamada de temperatura de ebulição normal. ma temperatura, esse composto deve ser
a) menos volátil que o TNT e, portanto, tem menor

D LU
pressão de vapor.
b) mais volátil que o TNT e, portanto, tem menor
pressão de vapor.

O C
c) menos volátil que o TNT e, portanto, tem maior
Pexterna
pressão de vapor.
N X Pvapor
d) mais volátil que o TNT e, portanto, tem maior pres-
são de vapor.
SI E
Resolução
Bolha
O

Como os cães conseguem farejar com mais facilidade


o DNT, isso significa que, em uma mesma tempera-
EN S

tura, esse composto apresenta forças intermolecu-


lares menos intensas do que as do TNT, possuindo,
E U

consequentemente, maior pressão de vapor.

Influência da temperatura
D E

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
A LD

1. UEG-GO – As propriedades físicas dos líquidos podem


ser comparadas a partir de um gráfico de pressão de
na pressão de vapor
vapor em função da temperatura, como mostrado no grá- A temperatura, quando aumentada, faz elevar a
fico hipotético a seguir para as substâncias A, B, C e D. energia cinética das moléculas e, consequentemen-
EM IA

te, favorece o acréscimo do número de moléculas na


forma de vapor. O resultado disso é o aumento da
ST ER

pressão máxima de vapor da substância. Com base


Pressão
(mmHg) nos dados da tabela a seguir, obtidos experimental-
A B C D
mente, foi possível construir um gráfico que relaciona
a pressão máxima de vapor à temperatura.
SI AT

760

Pressão de vapor da água em diferentes


temperaturas
M

T (ºC) P (mmHg)
0 4,58
5 6,54
20 40 60 80 100 120 10 9,21
Temperatura (ºC) 15 14,0
20 17,5
Segundo o gráfico, o líquido mais volátil será a substância 25 23,8
a) A. c) C. 40 55,3
b) B. d) D. 90 526
100 760

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 58 20/03/2019 12:30


59 – Material do Professor 59

Pressão (atm)

QUÍMICA 1A
Pressão de vapor (mmHg)
Água

760 Nível do mar


1,0
La Paz (Bolívia)
(3 600 m)
0,66
Monte Everest
(8 848 m)
23,8 0,30

4,58

O
0 25 100 Temperatura (ºC)

BO O
SC
M IV
0 71 87 100 Temperatura (ºC)

Quanto maior a temperatura, mais elevada a pres-

O S
são máxima de vapor da água. Por esse motivo, uma
Efeitos coligativos

D LU
poça de água evapora-se mais rapidamente em dias
quentes do que em dias frios. Em locais muito quentes, é comum adicionar ao
radiador dos carros um pouco de etilenoglicol, subs-

O C
tância que eleva a temperatura de ebulição da água
Pressão de vapor e ebulição
N X para evitar que ela ferva. O mesmo se faz em locais
A pressão de vapor também está intimamente re- muito frios, evitando que a água congele. A elevação
SI E
da temperatura de ebulição e a diminuição do ponto de
lacionada à ebulição dos líquidos. Quando aquecidos,
congelamento são duas das propriedades coligativas
algumas de suas moléculas agitam-se com mais inten-
O

que dependem somente do número de partículas.


sidade que outras, desprendendo-se delas e formando A mudança de comportamento de um solvente puro
EN S

pequenas porções de vapor no seu interior (bolhas), provocada pela adição de um soluto não volátil pode
além daquelas dissolvidas. Uma pressão de vapor no ser do tipo:
E U

interior delas, inferior à pressão externa do líquido, im- • tonoscópica: a pressão de vapor do líquido di-
pede-as de deixar o líquido, porém, quando aquecido, minui;
D E

a pressão de vapor iguala-se à pressão externa, e as • ebulioscópica: a temperatura de ebulição do


líquido aumenta;
A LD

bolhas conseguem “escapar” da solução.


• crioscópica: o ponto de congelamento do líqui-
do diminui;
Temperatura de ebulição e • osmoscópica: trata da variação da pressão os-
EM IA

mótica do líquido.
altitude
ST ER

A informação de que a temperatura de ebulição TONOSCOPIA


da água é sempre de 100 °C é incorreta. O líquido A tonoscopia estuda o abaixamento da pressão má-
só atinge a vaporização nessa temperatura caso a xima de vapor de um líquido pela dissolução de um
SI AT

pressão externa (atmosférica) seja igual a 760 mmHg soluto não volátil. Experimentalmente, comparando
(1 atm), o que ocorre somente ao nível do mar. Essa a pressão máxima de vapor de dois recipientes – um
contendo água pura a 25 °C e o outro, uma solução
experiência em outro lugar, mais alto ou mais baixo
M

de açúcar e água também a 25 °C –, observa-se me-


em relação ao nível do mar, mostra que a variação
nor pressão de vapor na solução de açúcar do que no
ocorre de acordo com a altitude. Cidades como São
solvente puro, pois as partículas de soluto não voláteis
Paulo, situadas à altitude média de 750 m acima do dificultam a passagem das moléculas líquidas de água
nível do mar, apresentam a ebulição da água em torno para a forma de vapor. A representação da queda de
de 97,7 °C. Em locais ainda mais altos, como o Mon- pressão é a seguinte:
te Everest (8 848 m), a água ferve à temperatura de
∆P 5 P2 2 P
71 °C. Assim, quanto maior a altitude, menor a tempe-
ratura de ebulição. O gráfico a seguir mostra a relação ∆P: abaixamento da pressão máxima de vapor
entre a pressão de vapor da água e a temperatura de P2: pressão máxima de vapor do solvente puro
ebulição em diferentes altitudes. P: pressão máxima de vapor do solvente na solução

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 59 20/03/2019 12:30


60 60 – Material do Professor

OSMOSE
QUÍMICA 1A

Pressão de vapor Osmose é a passagem passiva de um solvente de


(PV em mmHg) uma solução mais concentrada para uma solução me-
Água pura nos concentrada através de uma membrana semiper-
31,82 Glicose
meável (MSP). Quando é o soluto que passa de um
P CaC,2 meio mais concentrado para um meio menos concen-
31,26 trado, o processo é chamado de difusão.
30,14

MSP MSP

0 30
Temperatura (ºC) Após

O
certo

BO O
Solução
mais

SC
Solvente Solução tempo Solvente diluída

M IV
Por meio das curvas do gráfico, notamos uma que-
da na pressão de vapor do líquido (∆P) em relação à
pressão máxima de vapor do solvente puro, em deter-

O S
Osmose
minada temperatura. Osmose

D LU
reversa
EBULIOSCOPIA
Em casa, ao acrescentar sal de cozinha à água já

O C
em ebulição em uma panela, verificamos uma queda Perceba que o nível do solvente diminui após cer-
na fervura quase que instantânea. Isso ocorre porque to tempo, enquanto o nível da solução aumenta. Isso
N X a adição de um soluto não volátil (sal) a um solvente acontece porque a membrana semipermeável (MSP)
é seletiva, ou seja, ela deixa passar apenas o solvente,
SI E
puro (água) diminui a pressão máxima de vapor do
líquido. Assim, a pressão ambiente (atmosférica) fica sem o soluto.
maior que a pressão de vapor, impedindo a ebulição.
O

Para o líquido entrar novamente em ebulição, é preciso


aumentar a temperatura até que ela se torne maior
EN S

que a temperatura de ebulição do líquido puro. A esse Membrana semipermeável


E U

efeito coligativo, ligado ao aumento da temperatura de


ebulição (∆TE), dá-se o nome de ebulioscopia.
Osmose
D E

(passagem de água)
CRIOSCOPIA OU CRIOMETRIA
A LD

Nos países em que o inverno é rigoroso, com muita Soluto


precipitação de neve, é necessário espalhar sal sobre
Solvente puro ou Solução mais
a neve para diminuir o seu acúmulo. O sal, um soluto concentrada
solução mais diluída
não volátil, provoca a modificação da temperatura de
EM IA

congelamento, fazendo com que os cristais de gelo


derretam. Em regiões polares, uma vez que há grande
ST ER

quantidade de sais solúveis na água do mar, a água não


se solidifica por completo.
PRESSÃO OSMÓTICA (OSMOSCOPIA)
CHRISTIAN WILKINSON/SHUTTERSTOCK

A pressão osmótica é a pressão que se deve apli-


SI AT

car sobre uma solução para impedir a passagem do


solvente através da membrana semipermeável e é
M

equivalente à pressão exercida pelo solvente na pas-


sagem através da membrana. A representação dessa
pressão é dada pela letra grega ρ (rho), e os aparelhos
que a medem, experimentalmente, são chamados de
osmômetros.
Considere uma situação que mostra duas soluções
aquosas de concentrações diferentes, A e B, separadas
por uma membrana semipermeável. Após certo tempo,
cada uma delas tem seu volume alterado em razão da
Crioscopia causada pelo sal na água – mesmo em lugares frios, a água do passagem de água através da membrana, deixando
mar mantém-se no estado líquido. as soluções com a mesma concentração (isotônicas).

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 60 20/03/2019 12:30


61 – Material do Professor 61

Diagrama de fases da água

QUÍMICA 1A
Em um mesmo gráfico, podemos plotar a variação
P P da temperatura de ebulição e a variação da temperatura
Membrana de solidificação da água, em função de sua pressão de
semipermeável
vapor, como no exemplo a seguir.

P (mmHg)

Cur v
a de
Solução Solução
aquosa aquosa

solid
diluída concentrada 760

ão
ificaç


ul

O
eb
ão

de
∆t (variação A

BO O
B P

a
rv
de tempo)

Cu

SC
4,579

M IV
P Membrana
semipermeável
h2

O S
h1 T (ºC)
0 0,01 100

D LU
H2O

Perceba que, no ponto onde a pressão apresenta


valor igual a 4,579 mmHg, a temperatura é igual a 0,01 °C

O C
e a curva de ebulição coincide com a curva de solidi-
N X A B ficação da água. Isso significa que, nessa pressão e
temperatura, o seguinte equilíbrio é estabelecido:
SI E
Água sólida  Água líquida  Água vapor
O

Esse ponto (4,579; 0,01) é chamado de ponto triplo


Atenção! da água, onde conseguimos observar a coexistência
EN S

Soluções isotônicas são aquelas de mesma pres- dos três estados físicos dela.
E U

são osmótica. Uma solução é hipotônica em relação


a outra quando tem menor pressão osmótica; e é hi- P (mmHg)

pertônica quando apresenta maior pressão osmótica. Água


D E

solid

líquida
Uma solução 0,4 mol/L de um soluto, por exemplo, é
ificaç
A LD

hipertônica em relação a uma solução 0,1 mol/L do 760 Ponto triplo


ão

mesmo soluto, no mesmo solvente e à mesma tem-


o
içã

peratura.
ul
eb

Água
EM IA

sólida
4,579
ão Água

EXERCÍCIO RESOLVIDO bl
im vapor
ST ER

su
3. UECE – A panela de pressão, inventada pelo físico
T (ºC)
francês Denis Papin (1647-1712), é um extraordinário 0 0,01 100
utensílio que permite o cozimento mais rápido dos ali-
mentos, economizando combustível.
SI AT

Sobre a panela de pressão e seu funcionamento, pode-se O gráfico anterior é conhecido como diagrama de
afirmar corretamente que fases da água, e é possível verificar:
M

a) é uma aplicação prática da lei de Boyle-Mariotte. • No ponto triplo, coexistem as três fases de equilíbrio:
b) foi inspirada na lei de Dalton das pressões parciais.
c) aumenta a temperatura de ebulição da água con- Água sólida  Água líquida  Água vapor
tida nos alimentos.
d) o vapor-d’água represado catalisa o processo de
• Na curva de sublimação, coexistem as fases só-
cocção dos alimentos. lida e vapor:
Resolução
Água sólida  Água vapor
A panela de pressão aumenta a temperatura de ebulição
da água contida nos alimentos pelo fato de o volume • Na curva de solidifi cação, coexistem as fases
permanecer constante e a quantidade de choques entre sólida e líquida:
as moléculas do vapor-d'água aumentar.
Água sólida  Água líquida

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 61 20/03/2019 12:30


62 62 – Material do Professor

• Na curva de ebulição, coexistem as fases líquida


e vapor: Resolução
QUÍMICA 1A

Como citado no texto, no processo de varredura,


Água líquida  Água vapor ocorre um aumento na velocidade da pedra em
razão da formação de uma película de água líquida
Em toda a região à direita das curvas de ebulição entre a pedra e a pista. Esse processo acontece
e sublimação, existe somente a fase de vapor; em toda porque há a fusão da água, ou seja, a mudança de
a região entre as curvas de solidificação e ebulição, há estado físico de sólido para líquido (ilustrada pela
apenas a fase líquida da água. seta 1 do gráfico).
5. UFG-GO – O diagrama de fases da água é represen-
tado a seguir.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

O
P (mmHg)
4. UNESP – Entre 6 e 23 de fevereiro, aconteceram os

BO O
Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Dentre as diversas

SC
modalidades esportivas, o curling é um jogo disputado

M IV
entre duas equipes sobre uma pista de gelo, e seu obje-
760
tivo consiste em fazer com que uma pedra de granito em
forma de disco fique o mais próximo de um alvo circular.

O S
Vassouras são utilizadas pelas equipes para varrer a su-

D LU
perfície do gelo na frente da pedra, de modo a influenciar 4,6
tanto sua direção como sua velocidade. A intensidade
da fricção e a pressão aplicada pelos atletas durante o
processo de varredura podem fazer com que a velocidade

O C
da pedra mude em até 20%, devido à formação de uma
película de água líquida entre a pedra e a pista. 0,01 100 T (ºC)
N X
O gráfico apresenta o diagrama de fases da água.
SI E
As diferentes condições ambientais de temperatura e
P (mmHg) pressão de duas cidades, A e B, influenciam as proprie-
O

dades físicas da água. Essas cidades estão situadas ao


nível do mar e a 2 400 m de altitude, respectivamente.
Sabe-se, também, que, a cada aumento de 12 m na
EN S

2 altitude, há uma mudança média de 1 mmHg na pressão


1 atmosférica. Sendo a temperatura em A de 25 ºC e em
E U

760 3
4 B de 235 ºC, responda ao que se pede.
Líquido a) Em qual das duas cidades é mais fácil liquefazer
D E

Sólido a água por compressão? Justifique sua resposta.


4,6
A LD

5 b) Quais são as mudanças esperadas nas temperatu-


ras de fusão e ebulição da água na cidade B com
Gasoso
relação à A?

Resolução
EM IA

T (ºC)
0,01 100 a) Na cidade A, de acordo com o diagrama de fases,
a pressão a ser exercida na água para que ocorra
ST ER

a liquefação é menor.
Com base nas informações constantes no texto e no grá-
fico, a seta que representa corretamente a transformação b) Como B está a aproximadamente 2 400 m de alti-
promovida pela varredura é a de número tude, a pressão atmosférica é menor. Consequen-
SI AT

a) 3 d) 1 temente, a temperatura de fusão da água é maior


b) 2 e) 5 do que em A, e a temperatura de ebulição é menor
do que em A.
c) 4
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 62 20/03/2019 12:30


63 – Material do Professor 63

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1A
PROPRIEDADES
COLIGATIVAS

O
BO O
SC
M IV
Pressão de Efeitos

O S
vapor Temperatura de ebulição coligativos

D LU
Influência da

O C
Crioscopia
temperatura Relação com a ebulição

N X Relação com
a altitude
SI E
Osmoscopia
O
EN S

Quanto maior a tempe-


E U

Pmáx 5 Patm Quanto maior a


ratura, maior a pressão
altitude, menor a tem- Ebulioscopia
peratura de ebulição.
D E

de vapor.
A LD

Tonoscopia
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 63 20/03/2019 12:30


64 64 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1A

Para que ocorra esse processo, é necessário que as resultantes das


1. Fuvest-SP (adaptado) – Louis Pasteur realizou experi- pressões osmótica e mecânica apresentem sentidos opostos e maior
mentos pioneiros em microbiologia. Para tornar estéril intensidade da pressão mecânica; assim, o solvente migra do meio
um meio de cultura, o qual poderia estar contaminado mais concentrado para o meio menos concentrado em um processo
com agentes causadores de doenças, Pasteur mergu- não espontâneo.
lhava o recipiente que o continha em um banho de água
aquecida à ebulição, na qual adicionava cloreto de sódio.
Com a adição de cloreto de sódio, a temperatura de Pressão
ebulição da água do banho com relação à da água pura mecânica
era maior, menor ou a mesma? Explique sua resposta.

Com a adição de cloreto de sódio, a temperatura de ebulição da água do

O
BO O
banho com relação à da água pura era maior, em razão do aumento do

SC
M IV
número de partículas de soluto (efeito ebulioscópico).

O S
Água
Água

D LU
Água potável Água salgada

O C
2. PUC-RS – Quando se compara a água do mar com Competência: Entender métodos e procedimentos próprios das ciên-
N X
a água destilada, pode-se afirmar que a primeira, em
relação à segunda, tem menor __________, mas maior
cias naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
Habilidade: Relacionar informações apresentadas em diferentes for-
SI E
__________. mas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, quími-
cas ou biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações
a) densidade – temperatura de ebulição matemáticas ou linguagem simbólica.
O

b) condutividade elétrica – densidade


c) pressão de vapor – condutividade elétrica
EN S

d) concentração de íons – temperatura de ebulição


E U

e) ponto de congelação – facilidade de vaporização do


solvente 4. UFRGS-RS – O gráfico a seguir é referente à pressão
de vapor de dois líquidos, A e B, em função da tem-
Quando se compara a água do mar com a água destilada, pode-se
peratura.
D E

afirmar que a primeira, em relação à segunda, tem menor pressão


de vapor (apresenta maior quantidade de partículas, maior efeito
A LD

coligativo) e maior condutividade elétrica (maior quantidade de


íons livres em solução). Pressão de vapor

3. Enem C5-H17
Alguns tipos de dessalinizadores usam o processo de
EM IA

osmose reversa para obtenção de água potável a partir


da água salgada. Nesse método, utiliza-se um recipien-
ST ER

te contendo dois compartimentos separados por uma


membrana semipermeável: em um deles, coloca-se
água salgada e, no outro, recolhe-se a água potável. A
A
aplicação de pressão mecânica no sistema faz a água
SI AT

fluir de um compartimento para o outro. O movimento B


das moléculas de água através da membrana é contro-
lado pela pressão osmótica e pela pressão mecânica
aplicada.
M

Para que ocorra esse processo, é necessário que as Temperatura


resultantes das pressões osmótica e mecânica apre-
sentem
Considere as afirmações a seguir, sobre o gráfico.
a) mesmo sentido e mesma intensidade.
I. O líquido B é mais volátil que o líquido A.
b) sentidos opostos e mesma intensidade.
II. A temperatura de ebulição de B, a uma dada pres-
c) sentidos opostos e maior intensidade da pressão
são, será maior que a de A.
osmótica.
III. Um recipiente contendo somente o líquido A em
d) mesmo sentido e maior intensidade da pressão os-
equilíbrio com o seu vapor terá mais moléculas na
mótica.
fase vapor que o mesmo recipiente contendo so-
e) sentidos opostos e maior intensidade da pressão mente o líquido B em equilíbrio com seu vapor, na
mecânica. mesma temperatura.

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65 – Material do Professor 65

Quais estão corretas? 01) O efeito causado na temperatura de ebulição ou

QUÍMICA 1A
no congelamento da água será o mesmo nos dois
a) Apenas I. d) Apenas II e III.
casos.
b) Apenas II. e) I, II e III.
02) O efeito causado na temperatura de ebulição será
c) Apenas III. maior com a adição do sal do que com a adição do
açúcar.
I) Incorreta. Como a pressão de vapor de A é maior do que a pressão
de vapor de B a uma dada temperatura, concluímos que A é mais 04) O efeito causado na temperatura de congelamento
volátil do que B. devido à adição do açúcar será maior devido à adi-
ção do sal.
08) Em ambos os casos, não haverá alteração causada
Pressão de vapor sobre as temperaturas de mudança de fase, pois
as quantidades mencionadas não são significativas.
16) O efeito coligativo exercido pelo sal, na situação 1,

O
será maior que o efeito coligativo exercido pelo açú-

BO O
car, na situação 2, devido ao número de partículas
adicionadas nos dois casos.

SC
M IV
32) A temperatura de congelamento da solução prepa-
rada na situação 2 será maior que 0 °C.
PV(A)
A Dê a soma das afirmativas corretas.

O S
PV(B) B
18 (02 + 16)

D LU
01) Incorreta. A temperatura de ebulição na água com açúcar aumentará

O C
T Temperatura (ebulioscopia), enquanto, na água com sal, a temperatura de congela-

N X
II) Correta. A temperatura de ebulição de B, a uma dada pressão, será
maior que a de A, pois sua pressão de vapor é menor.
mento diminuirá (crioscopia).
SI E
III) Correta. Um recipiente contendo somente o líquido A (maior pres-
são de vapor) em equilíbrio com o seu vapor terá mais moléculas na 02) Correta. O açúcar é um composto molecular, ou seja, formado ape-
fase vapor que o mesmo recipiente contendo somente o líquido B
O

(menor pressão de vapor) em equilíbrio com seu vapor, na mesma


nas por ligações covalentes, o que faz com que, em soluções aquosas,
temperatura.
EN S

possua o número de partículas dispersas igual à quantidade molar do


5. IFSC
E U

composto dissolvido. Já o cloreto de sódio, que é um composto iôni-


D E

co, em solução aquosa, tem um número de partículas dispersas igual à


A LD

quantidade em mols de íons dissolvidos.

04) Incorreta. A temperatura de congelamento será menor com a adição


EM IA

do sal.
ST ER

08) Incorreta. Em ambos os casos, haverá alterações de temperatura.

16) Correta. O efeito coligativo exercido pelo sal será maior que o efeito
SI AT

coligativo exercido pelo açúcar, pois o número de partículas adicionadas


M

Sabe-se que, ao se adicionar qualquer soluto na água, do sal é maior do que o do açúcar.
alteram-se os pontos de congelamento e ebulição. Esse
efeito é facilmente verificado quando adicionamos sal 32) Incorreta. A temperatura de congelamento em razão da adição de
na água em ebulição. Notamos que a ebulição cessa
instantaneamente e só retorna após alguns segundos, um soluto não volátil diminuirá, no caso da água, abaixo de 0 °C.
ou seja, quando a solução recebe mais calor e aumenta
a sua temperatura. Considere agora duas situações:
1) adição de 10 g de sal de cozinha em um litro de água;
2) adição de 10 g de açúcar em um litro de água.
Com base no texto e nas situações anteriores, anali-
se as seguintes proposições e assinale a soma da(s)
correta(s).

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 65 20/03/2019 12:30


66 66 – Material do Professor

6. UDESC – As características físico-químicas, que depen- delas. A morte das hemácias por desidratação tam-
QUÍMICA 1A

dem somente da quantidade de partículas presentes bém ocorre ao se empregar uma solução saturada
em solução e não da natureza dessas partículas, são de cloreto de sódio. Nas duas situações, ocorre a
conhecidas como propriedades coligativas. migração do solvente (água) do meio menos con-
centrado para o meio mais concentrado.
Sobre as propriedades coligativas, analise as proposições.
Assinale a alternativa correta.
I. A alface, quando colocada em uma vasilha contendo
uma solução salina, murcha. Esse fenômeno pode a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
ser explicado pela propriedade coligativa, chamada b) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
pressão osmótica, pois ocorre a migração de solven- c) Somente a afirmativa III está correta.
te da solução mais concentrada para a mais diluída.
d) Somente a afirmativa II está correta.
II. Em países com temperaturas muito baixas ou muito
elevadas, costuma-se adicionar etilenoglicol à água e) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
dos radiadores dos carros para evitar o congelamen- I) Incorreta. A migração do solvente acontece da solução mais diluída

O
to e o superaquecimento da água. As propriedades para a mais concentrada.

BO O
coligativas envolvidas nesses dois processos são a II) Correta. A crioscopia estuda a diminuição do ponto de congelamento

SC
crioscopia e a ebulioscopia, respectivamente. de um líquido causada pelo soluto não volátil; no caso, o etilenoglicol

M IV
III. Soluções fisiológicas devem possuir a mesma pres- evita que a água do radiador congele. Já a ebulioscopia é a proprie-
dade coligativa que estuda a elevação da temperatura de ebulição do
são osmótica que o sangue e as hemácias. Ao se solvente em uma solução quando é adicionado um outro composto.
utilizar água destilada no lugar de uma solução fisio-

O S
III) Correta. Na água destilada, inchaço; na solução saturada, desi-
lógica, ocorre um inchaço das hemácias e a morte dratação.

D LU
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
7. Fac. Albert Einstein-SP – O gráfico a seguir representa 8. Mackenzie-SP – Ao investigar as propriedades coliga-

O C
a pressão de vapor de quatro solventes em função da tivas das soluções, um estudante promoveu o congela-
temperatura. mento e a ebulição de três soluções aquosas de solutos
N X
120
não voláteis (A, B e C), ao nível do mar. O resultado
obtido foi registrado na tabela a seguir.
SI E
101,3 kPa Temperatura de Temperatura
O

100
(1 atm) Solução congelamento de ebulição
(ºC) (ºC)
EN S
o

80
A –1,5 101,5
bon
Pressão (kPa)

E U
car

B –3,0 103,0
de

60
C –4,5 104,0
o
fet

ol

D E
tan
sul

ol
Me

Após a análise dos resultados obtidos, o estudante fez


Dis

an

40
A LD

as seguintes afirmações.
Et

I. A solução A é aquela que, dentre as soluções


u
Ág

20 analisadas, apresenta maior concentração em mol/L.


II. A solução B é aquela que, dentre as soluções
EM IA

analisadas, apresenta menor pressão de vapor.


0
20 40 60 80 100 120 III. A solução C é aquela que, dentre as soluções
analisadas, apresenta menor volatilidade.
ST ER

Temperatura (ºC)
De acordo com os dados fornecidos e com seus conhe-
cimentos, pode-se dizer que apenas
Ao analisar o gráfico, foram feitas as seguintes obser-
vações. a) a afirmação I está correta.
SI AT

I. Apesar de metanol e etanol apresentarem ligações b) a afirmação II está correta.


de hidrogênio entre suas moléculas, o etanol tem c) a afirmação III está correta.
maior temperatura de ebulição, pois sua massa mo- d) as afirmações I e II estão corretas.
M

lecular é maior do que a do metanol.


e) as afirmações II e III estão corretas.
II. É possível ferver a água a 60 ºC, caso essa substância
esteja submetida a uma pressão de 20 kPa.
9. FASM-SP – Analise a tabela, que apresenta a pressão
III. Pode-se encontrar o dissulfeto de carbono no estado de vapor, a 100 ºC, para três diferentes substâncias.
líquido a 50 ºC, caso ele esteja submetido a uma
pressão de 120 kPa.
Pressão de vapor
Pode-se afirmar que Substância
(mmHg)
a) somente as afirmações I e II estão corretas. Butan-2-ol 790
b) somente as afirmações I e III estão corretas. Hexan-3-ol 495
c) somente as afirmações II e III estão corretas.
Água 760
d) todas as afirmações estão corretas.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 66 20/03/2019 12:30


67 – Material do Professor 67

a) Esboce, no gráfico a seguir, as curvas de pressão de 08) Em um mesmo dia e sob as mesmas condições de

QUÍMICA 1A
vapor relativas aos álcoois apresentados na tabela. temperatura e pressão ambientes, a água potável
Qual dos dois álcoois é o mais volátil? de um reservatório aberto evapora a uma taxa maior
do que a água do mar na Praia dos Ingleses.
16) O odor característico do vinagre, sentido ao se tem-
perar uma salada, é decorrente da transformação
química sofrida pelas moléculas de ácido acético,
Pressão de vapor (mmHg)

que passam do estado líquido ao estado de vapor.


760 Dê a soma dos itens corretos.

O
BO O
SC
100

M IV
Temperatura (ºC)

O S
b) Explique, de acordo com a relação entre as forças in-
termoleculares e as temperaturas de ebulição, por que

D LU
o butan-2-ol apresenta maior pressão de vapor que o
hexan-3-ol à mesma temperatura.

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT

11. Unicamp-SP – O etilenoglicol é uma substância muito


10. UFSC (adaptado) – Em relação às proposições a se- solúvel em água, largamente utilizado como aditivo em
M

guir, é correto afirmar: radiadores de motores de automóveis, tanto em países


01) Um alpinista no topo do Morro do Cambirela precisa frios como em países quentes.
de mais energia para ferver a água contida em uma
chaleira do que um turista nas areias da Praia de Considerando a função principal de um radiador, pode-
Jurerê, considerando-se volumes iguais de água. -se inferir corretamente que
02) A água para cozimento do macarrão adicionada de a) a solidificação de uma solução aquosa de etilenogli-
sal de cozinha entra em ebulição em uma tempe- col deve começar a uma temperatura mais elevada
ratura maior do que a água pura. que a da água pura e sua ebulição, a uma tempera-
tura mais baixa que a da água pura.
04) Ao temperar com azeite de oliva uma salada com
folhas úmidas pelo processo de lavagem, forma- b) a solidificação de uma solução aquosa de etilenogli-
-se uma mistura homogênea entre a água retida na col deve começar a uma temperatura mais baixa que
superfície das folhas e o azeite. a da água pura e sua ebulição, a uma temperatura
mais elevada que a da água pura.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 67 20/03/2019 12:30


68 68 – Material do Professor

c) tanto a solidificação de uma solução aquosa de eti- -químicos. As avaliações de propriedades, como, por
QUÍMICA 1A

lenoglicol quanto a sua ebulição devem começar em exemplo, densidade, crioscopia e teor de proteína, as
temperaturas mais baixas que as da água pura. quais são calculadas pelo teor médio de nitrogênio, são
d) tanto a solidificação de uma solução aquosa de eti- utilizadas para detectar possíveis adulterações. É possí-
lenoglicol quanto a sua ebulição devem começar em vel determinar a adição de água ao leite pela avaliação
temperaturas mais altas que as da água pura. do efeito crioscópico? Explique sua resposta.

12. UEMA – Os peixes ósseos marinhos evoluíram, ao que


tudo indica, de ancestrais de água doce que possuíam
a tonicidade de seus líquidos internos bem maior que a
tonicidade da água doce. Por causa disso, eles estão
continuamente ganhando água do meio e perdendo
sais, conforme mostra o esquema a seguir.

O
BO O
Água doce Sangue dos peixes

SC
Água 1

M IV
Íons (Na1, C2, K1)
1 2
15. UPE – Leia o trecho a seguir.

O S
1 Na1
Sais — Bom dia, disse um senhor ao se sentar em um banco
Água Água (urina) NH+4 ou H1
2 de um quiosque à beira-mar.

D LU
C2
Transporte ativo HCO3– Depois, ele pediu:
(bomba de Na1 e C2)
Brânquias
1 — Um caldinho de feijão, uma porção de salada, uma

O C
2 caipirinha e um pão de alho.
Enquanto saboreava o seu pedido, puxou uma conversa
N X
Podem-se identificar os seguintes tipos de transportes com o pessoal e, ao longo do papo, fez os comentários
indicados a seguir.
SI E
no esquema, apontados pelas setas 1 e 2:
a) liberação de bomba de Na+ e C− pelo peixe. I. As verduras de uma salada temperada com sal ten-
dem a perder água e a murchar por causa do efeito
O

b) liberação de íons carbonato pelo peixe. osmótico.


c) transporte ativo e osmose. II. O açúcar (C12H22O11) adicionado a essa bebida é ba-
EN S

d) difusão e transporte ativo. tido com cachaça, fatias de limão e gelo. Além de
e) osmose e difusão. adoçá-la, por osmose, ele auxilia na extração do suco
E U

da fruta.
13. UPE III. O fermento biológico utilizado na preparação de
pães, como este, tem, em sua composição, bicar-
D E

A sardinha vem sendo utilizada na pesca industrial de


atum. Quando jogados ao mar, os cardumes de sardinha bonato de sódio, que libera CO2 no aquecimento do
produto e faz a massa crescer.
A LD

atraem os cardumes de atuns, que se encontram em águas


profundas. Porém, estudos têm mostrado que o lambari, IV. O uso de panela de pressão faz, na produção do
conhecido na Região Nordeste como piaba, é mais eficien- caldinho, o cozimento do feijão ser mais rápido, por-
que, ao se aumentar a pressão do sistema, ocorre a
te para essa atividade. O lambari movimenta-se mais na
redução da temperatura de ebulição da água.
EM IA

superfície da água, atraindo os atuns com maior eficiência.


Apesar de ser um peixe de água doce, o lambari não cau- Após consumir todos os produtos, o cliente perguntou
sa nenhum prejuízo ao ecossistema. Ao ser colocado no ao dono do quiosque:
ST ER

oceano, ele sobrevive por cerca de 30 minutos, no máximo. — Gostou da aula? Como sabe, estou me preparando
Disponível em: <http://revistagloborural.globo.com/>. Acesso em: para entrar na universidade. (E emendou...) Posso dei-
8 fev. 2019. Adaptado. Adaptado. xar no pendura, dessa vez?
SI AT

No uso dessa tecnologia pesqueira, os lambaris mor- O dono do bar sorriu de ladinho e disse:
rem porque
— Eu até poderia deixar no fiado, principalmente pelo
a) são tipicamente hiposmóticos e não sobrevivem em fato de o senhor, como sempre, só ter tomado uma
concentrações isosmóticas.
M

caipirinha. Mas, como nem todas essas suas afirmati-


b) desidratam, pois estavam em um ambiente isotônico vas estão corretas, ou o senhor paga a conta ou chamo
onde a salinidade variava muito. aquele policial ali! (E deu uma risada.)
c) passam para um ambiente aquático hipertônico, apre-
sentando uma contínua perda de água por osmose. Depois, pegou uns livros, pediu que uma pessoa da
cozinha assumisse o quiosque e, sorrindo, falou para o
d) absorvem muita água e não têm como eliminá-la cliente: até mais, te espero na universidade. Boa sorte!
dos seus organismos, por isso incham até explodir.
e) passam para um ambiente aquático hipotônico, apre- Quais dos comentários do cliente do quiosque, citados
sentando uma contínua absorção de água por osmose. anteriormente, estão corretos?
a) I e II d) II e III
14. UFRGS-RS (adaptado) – Para a análise da qualidade
b) I e III e) II e IV
do leite, são monitorados vários parâmetros físico-
c) I e IV

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 68 20/03/2019 12:30


69 – Material do Professor 69

16. UPE – Dia de churrasco! Carnes já temperadas, chur- covalentes nas moléculas constituintes desses ali-

QUÍMICA 1A
rasqueira acesa, cervejas e refrigerantes no freezer. mentos.
Quando a primeira cerveja é aberta, está quente! Sem
desespero, podemos salvar a festa. Basta fazer a mis- 08) A liquefação da manteiga ao ser inserida em uma
tura frigorífica. É simples: colocar gelo em um isopor, frigideira quente é explicada pela diminuição na
com dois litros de água, meio quilo de sal e 300 mL de pressão de vapor dos lipídios que a constituem,
etanol (46 ºGL). Em três minutos, as bebidas (em lata) resultando no rompimento das ligações de hidro-
já estarão geladinhas e prontas para o consumo. Basta gênio que unem as moléculas lipídicas em fase
se lembrar de lavar a latinha antes de abrir e consumir. condensada.
Ninguém vai querer beber uma cervejinha ou um refri-
Dê a soma dos itens corretos.
gerante com gosto de sal, não é?
Sobre a mistura frigorífica, são feitas as seguintes afir-
mações.

O
I. O papel da água é aumentar a superfície de contato

BO O
da mistura, fazendo todas as latinhas estarem imer-

SC
sas no mesmo meio.

M IV
II. O sal é considerado um soluto não volátil, que,
quando colocado em água, abaixa a temperatura

O S
de fusão do líquido. Esse efeito é denominado de
crioscopia.

D LU
III. Ocorre uma reação química entre o sal e o álcool,
formando um sal orgânico. O processo é endotérmi-
co, portanto o sistema torna-se mais frio.

O C
IV. O sal pode ser substituído por areia, fazendo a
N Xtemperatura atingida pela mistura se tornar ainda
mais baixa.
SI E
V. Na ausência de álcool, outro líquido volátil, por exem-
plo, a acetona, pode ser utilizado.
O

Estão corretas
EN S

a) I, II e III.
b) I, II e V.
E U

c) II, III e V.
D E

d) I, II e IV.
e) III, IV e V.
A LD

17. UFSC (adaptado) – A química é uma ciência capaz


de explicar diversos fenômenos do cotidiano. Sendo
EM IA

assim, o conhecimento dos princípios químicos é uma


ferramenta essencial para entender o mundo e os fe-
nômenos que nos cercam.
ST ER

Sobre o assunto, é correto afirmar:


01) A formação de gotículas de água na superfície ex-
terna de uma garrafa plástica contendo refrigerante,
SI AT

alguns minutos após ter sido removida da geladeira,


é proveniente da lenta passagem da água pelos
poros do material que constitui a garrafa.
M

02) O odor exalado pela mistura de cebola e alho aque-


cidos em frigideira é decorrente do aumento da pres-
são de vapor de substâncias que compõem esses
vegetais, resultando na transferência de moléculas
para a fase gasosa, as quais chegam aos sensores
olfativos.
04) O cozimento acelerado de vegetais em uma pane-
la de pressão colocada sobre uma chama ocorre
devido à substituição das interações dipolo-dipolo
nas moléculas de carboidratos por ligações de hi-
drogênio, em função do rompimento de ligações

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 69 20/03/2019 12:30


70 70 – Material do Professor

ESTUDO PARA O ENEM


QUÍMICA 1A

18. Univag-MT C5-H17


Considere as seguintes soluções aquosas.
Glicose (C6H12O6) 0,2 mol/L Iodeto de potássio (KI) 0,2 mol/L
Cloreto de sódio (NaC) 0,1 mol/L Sacarose (C12H22O11) 0,1 mol/L
Dentre as soluções citadas, aquelas que devem apresentar a mesma temperatura
de congelamento são 
a) glicose e iodeto de potássio.
b) cloreto de sódio e iodeto de potássio.
c) glicose e sacarose.

O
d) sacarose e cloreto de sódio.

BO O
SC
e) glicose e cloreto de sódio.

M IV
19. Unicamp-SP C5-H17
Alguns trabalhos científicos correlacionam as mudanças nas concentrações dos sais

O S
dissolvidos na água do mar com as mudanças climáticas. Entre os fatores que po-
deriam alterar a concentração de sais na água do mar, podemos citar: evaporação e

D LU
congelamento da água do mar, chuva e neve, além do derretimento das geleiras. De
acordo com o conhecimento químico, podemos afirmar corretamente que a concen-
tração de sais na água do mar

O C
a) aumenta com o derretimento das geleiras e diminui com o congelamento da água
do mar.
N X b) diminui com o congelamento e com a evaporação da água do mar.
c) aumenta com a evaporação e o congelamento da água do mar e diminui com a
SI E
chuva ou neve.
d) diminui com a evaporação da água do mar e aumenta com o derretimento das
O

geleiras.
EN S

20. IFPE C5-H17


PV (kPA)
E U

A pressões
superiores a Válvula de
segurança Válvula
D E

101,3 kPa, a
água ferve de pino
acima de 100 ºC.
A LD

Pressão
101,3 superior a
1 atm

A água ferve
EM IA

100 T (ºC) acima de


Temperatura
de ebulição 100 ºC.
ST ER

As panelas de pressão são projetadas para reter boa parte do vapor de água, aumentando
a pressão interna. A água ferve acima de 100 °C e, em virtude da alta temperatura que a
panela atinge, os alimentos cozinham mais rápido e assim o fogão fica menos tempo aceso,
SI AT

economizando gás.
PERUZZO, F. M. (Tito); CANTO, E. L. Química na abordagem do cotidiano. 5. ed.
São Paulo: Moderna, 2009. Adaptado.
M

Analise cada situação a seguir e assinale a alternativa correta.


a) Numa panela aberta, uma pessoa conseguiria cozinhar mais rapidamente um ali-
mento em Gravatá (altitude de 447 m acima do nível do mar), em se comparando
ao que ocorreria em Recife (nível do mar).
b) As válvulas de pino, situadas no centro das panelas, são relativamente pesadas,
mas podem movimentar-se para cima quando o vapor de água possuir pressão
menor que a atmosférica.
c) Nas regiões de grandes altitudes, a temperatura de ebulição da água aumenta
devido à elevação da pressão.
d) A uma pressão de 98 kPa, a água ferve exatamente a 98 °C.
e) A adição de sal à água, dentro da panela de pressão, contribui para o aumento de
sua temperatura de ebulição, diminuindo o tempo de cozimento dos alimentos.

DB_PV_2019_QUI1_M33a38_P5.indd 70 20/03/2019 12:30


M
SI AT

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 5
ST ER
EM IA
A LD
D E
E U
EN S
O
SI E
N X
O C
D LU
O S
M IV
BO O
SC
BET_NOIRE/
ISTOCKPHOT

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS


QUÍMICA 1B O O

20/03/2019 12:33
6 72 – Material do Professor

39 PROPRIEDADES
QUÍMICA 1B

COLIGATIVAS II

O OCULO/123RF.COM
BO O
SC
• Aspectos quantitati-

M IV
vos das propriedades
coligativas

O S
• Efeitos coligativos em
soluções iônicas

D LU
• Fator de correção de
Van’t Hoff

O C
HABILIDADES
• Trabalhar com aspectos
N X
quantitativos de proprie-
dades coligativas.
SI E
O
EN S

O etilenoglicol é um líquido utilizado como anticongelante no radiador de automóveis.


E U

Neste módulo, estudaremos como é possível trabalhar com aspectos quantita-


tivos das propriedades coligativas, ou seja, calcular, de fato, o quanto deverá ser
D E

colocado de um anticongelante, em geral o etilenoglicol, no radiador de um auto-


móvel, a fim de promover uma redução na temperatura de congelamento da água
A LD

ou, ainda, calcular qual foi o abaixamento da pressão de vapor em razão da adição
de um soluto não volátil.
Os solutos não voláteis podem ser moleculares ou iônicos. Um exemplo de soluto
EM IA

não volátil molecular é o açúcar de mesa (sacarose – C12H22O11), e um soluto iônico


não volátil é o sal de cozinha (cloreto de sódio – NaC<). O sal, diferentemente do
ST ER

açúcar, interage com as moléculas do solvente, causando uma dissociação iônica.


SI AT
M

SAL

Átomos em cristal de sal

Sal na água

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 6 20/03/2019 12:33


73 – Material do Professor 7

Aspectos quantitativos das EBULIOSCOPIA


O aumento da temperatura de ebulição (DTE) não

QUÍMICA 1B
propriedades coligativas depende apenas da quantidade de partículas dissolvi-
Medidas experimentais mostram que os efeitos das em solução, mas também da constante ebulioscó-
tonoscópico, ebulioscópico e crioscópico são propor- pica (KE), que varia de acordo com a característica do
cionais à concentração molal (molalidade) da solução. solvente e é determinada experimentalmente.

m1 Solução
W 5 m  ·   M

Pressão máxima de vapor


2 1
Líquido
puro Ebulição do
em que: líquido puro
Pext
m1: massa do soluto (g)

O
m2: massa do solvente (kg)

BO O
Ebulição da
M1: massa molar do soluto (g/mol) solução

SC
M IV
TONOSCOPIA (LEI DE RAOULT) TE

O cálculo do abaixamento da pressão de vapor é

O S
feito levando-se em consideração a variação relativa T0 < TE Temperatura

D LU
da pressão de vapor, e, dessa forma, não depende da
temperatura na qual o procedimento está ocorrendo. A
variação relativa da pressão de vapor é representada por:
Matematicamente, tem-se:

O C
DP
DTE 5 KE ? W
N X P2

Em que: KE 5 constante ebulioscópia  K E   =  
M2 

SI E
 1  000 
em que DP 5 P2 2 P1 (P2: pressão de vapor do sol-
vente puro; P1: pressão de vapor do solvente na solução).
CRIOSCOPIA
O

A diminuição da temperatura de congelamento ou


EN S

P1
temperatura de fusão (DTC ou DTF) não depende apenas
P2 ∆P2 da quantidade de partículas dissolvidas em solução,
E U

mas também da constante crioscópica ou constante de


fusão (KC ou KF), que varia de acordo com a caracterís-
D E

tica do solvente e é determinada experimentalmente.


A LD

Apenas Solvente Solução Pressão (mmHg)


mercúrio puro Líquido puro
Solução
EM IA

PVapor
Solvente puro
ST ER

Solução
P2
Efeito
P
tonoscópico
SI AT

P1

TC
M

0 TC T0 Temperatura
t T (ºC)

Matematicamente, tem-se:
A pressão de vapor do solvente na solução (P1) é
menor que a do solvente puro (P2) ⇒ P2 . P1. DTC 5 Kc ? W
Matematicamente, tem-se:
ou
DP
5 KT · W DTF 5 KF ? W
P2
M

Em que: KT 5 constante tonoscópica  K T   =  
M2 
 Em que: KC 5 constante crioscópica  K c =   2 
 1  000   1  000 

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 7 20/03/2019 12:33


8 74 – Material do Professor

PRESSÃO OSMÓTICA (OSMOSCOPIA) onde a disponibilidade hídrica é baixa e a salinidade das


QUÍMICA 1B

Calcula-se a pressão osmótica (π) nas soluções que


águas subterrâneas é elevada.
possuem comportamento semelhante à pressão de
um gás ideal. Com base na equação de estado de gás A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),
ideal, tem-se que: na Paraíba, tem trabalhado com sistemas de dessalini-
zação. A técnica utilizada pelo Laboratório de Referên-
P ?V 5 n ? R ?T cia em Dessalinização (Labdes), do Departamento de
Engenharia Química da instituição, é a osmose inversa
Considerando que P 5 π, então: — passagem da água por membranas filtrantes. O pro-
n cesso é responsável, por exemplo, pelo abastecimento
π5 ? R ?T
V de água no Arquipélago de Fernando de Noronha há
π 5 M ? R ?T uma década.

O
Em que: O professor Kepler Borges França, coordenador do

BO O
Labdes, esteve à frente do programa do ministério desde

SC
R: constante universal dos gases ideais o início e explica que a osmose inversa é responsável

M IV
por retirar não somente os sais da água, mas também
 atm · L mmHg · L 
 R = 0,082    ou R = 62,3  ; micro-organismos, bactérias e fungos, deixando a água
mol · K mol · K 

O S
potável para o uso humano. Ele também ressalta a via-
π: pressão osmótica da solução (atm ou mmHg); bilidade econômica da técnica utilizada no Brasil.

D LU
V: volume da solução (litros);
O especialista afirma que atualmente o esforço do
n: quantidade em mols do soluto;
Labdes é levar a dessalinização para todas as capitais
T: temperatura absoluta da solução (Kelvin);

O C
do litoral brasileiro, a fim de minimizar a escassez de
M: concentração em mol por litro da solução (mol/L).
água provocada pelo grande consumo em condomí-
N X nios à beira-mar. Segundo ele, a dessalinização é viável
para evitar situações de desabastecimento, como a que
SI E
LEITURA COMPLEMENTAR
ocorre em São Paulo, e tem um custo menor do que a
Dessalinizar a água é cada vez mais viável construção de canais para levar água aos grandes cen-
O

tros urbanos.
JOHNCOPLAND/ISTOCKPHOTO

Disponível em: ,https://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/


EN S

escassez-de-agua/leis-e-propostas-quem-cuida-das-aguas/dessalinizar-
-a-agua-e-cada-vez-mais-viavel.. Acesso em: 6 ago. 2018.
E U
D E

EFEITOS COLIGATIVOS EM SOLUÇÕES


IÔNICAS
A LD

Todos os raciocínios matemáticos até aqui foram


dirigidos a soluções moleculares, isto é, aquelas que,
em solução aquosa, não formam íons. Para a mesma
EM IA

concentração de um composto iônico, haverá uma


maior quantidade de partículas. Como os efeitos coli-
ST ER

gativos não dependem da natureza dessas partículas,


Arquipélago de Fernando de Noronha, no litoral pernambucano, é mas das concentrações, é importante haver uma pe-
quase todo abastecido por água dessalinizada. quena correção quando o soluto em questão for iônico.
SI AT

A dessalinização da água do mar e de águas salobras Esse procedimento foi realizado pela primeira vez pelo
é comum em países desérticos ou com pouca disponi- químico alemão Jacobus Henricus Van’t Hoff, que re-
bilidade de água potável, como no Oriente Médio e na cebeu o Prêmio Nobel por trabalhos realizados na área
M

África. Mas o seu uso não se restringe a esses locais e já da química, em 1901.
está bastante difundido no mundo. Segundo a Associa-
ção Internacional de Dessalinização (IDA), o tratamento Fator de correção de Van’t Hoff (i)
já é utilizado em 150 países, como Austrália, Estados O fator de correção de Van’t Hoff (i) é calculado com
Unidos, Espanha e Japão. base na expressão a seguir:
No Brasil, o Programa Água Doce (PAD), do Ministério
do Meio Ambiente (MMA), investe em sistemas de des- i 5 1 1 α ? (q 2 1)
salinização para oferecer água com qualidade a popula-
ções de baixa renda em comunidades do semiárido. O α: grau de dissociação iônica;
PAD atende todo o Nordeste e o norte de Minas Gerais, q: número de íons gerado a cada fórmula do soluto.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 8 20/03/2019 12:33


75 – Material do Professor 9

Exemplo
maior o número de moléculas na solução, menor será
NaC< ⇒ q 5 2

QUÍMICA 1B
a pressão de vapor. Assim:
CaBr2 ⇒ q 5 3
A<2(SO4)3 ⇒ q 5 5 – Solução A:

m1 5 6,0 g; M1 5 60 g/mol
Tratando-se de um soluto molecular, o grau de dis-
sociação iônica (α) é zero. Assim: 6,0 g
n1 5 5 0,1 mol
60 g / mol
i51
0,1 ? 6,0 ? 1023 5 3,0 ? 1022 moléculas

Dessa forma, as expressões dos efeitos coligativos Assim, a solução A apresenta a menor pressão de
vapor, pois o número de moléculas (entidades dis-
continuam válidas. Se o soluto for iônico e o grau de

O
persas) é maior em um mesmo volume de solução.

BO O
dissociação iônica (α) for 100%, então:

SC
2. UECE – O cloreto de cálcio tem larga aplicação indus-

M IV
i5q trial nos sistemas de refrigeração, na produção do cimen-
to, na coagulação de leite para a fabricação de queijos, e

O S
Nesse caso, todas as expressões dos efeitos coliga- uma excelente utilização como controlador da umidade.
tivos contêm essa correção. A tabela a seguir resume Uma solução de cloreto de cálcio utilizada para fins in-

D LU
as equações usadas nas propriedades coligativas com dustriais apresenta molalidade 2 e tem temperatura de
as devidas correções de Van’t Hoff (i). ebulição 103,016 ºC sob pressão de 1 atm. Sabendo que
a constante ebulioscópica da água é 0,52 ºC, o seu grau

O C
de dissociação iônica aparente é
Fórmula matemática Efeito coligativo
a) 80%.
N XDP
b) 85%.
SI E
Tonoscopia
5 KT ? W ? i c) 90%.
P2
d) 95%.
O

DTE 5 KE ? W ? i Ebulioscopia
Resolução
EN S

DTC 5 KC ? W ? i Crioscopia DTE 5 KE ? W ? i


E U

π?V5n?R?T?i Osmoscopia 103,016   –  100


i5
K E  ·  W
D E

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 3,016


A LD

i5 5 2,9
0,52 · 2
1. Considere duas soluções aquosas, A e B. Em 500 mL
da solução A, há 6,0 g de ureia (CON2H4) e, em 500 mL i 5 1 1 α ? (q 2 1)
da solução B, há 9,0 g de glicose (C6H12O6). Qual solução
q 5 três íons que foram gerados
EM IA

apresenta menor pressão de vapor? (CaC<2 → Ca21 1 2 C<2)

Dados: M(CON2H4) 5 60 g/mol;


ST ER

Aplicando na fórmula, temos:


M(C6H12O6) 5 180 g/mol; i 5 1 1 α · (3 2 1)
constante de Avogadro 5 6,0 · 10 mol23 21
2,9 5 1 1 3α 2 α
SI AT

Resolução 2α 5 1,9
Nas soluções A e B, as entidades dispersas são, res-
M

α 5 0,95 ou 95%
pectivamente, moléculas de ureia e glicose. Quanto

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 9 20/03/2019 12:33


10 76 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
QUÍMICA 1B

EFEITOS COLIGATIVOS

O
BO O
SC
Osmoscopia

M IV
Ebulioscopia
Tonoscopia Crioscopia

O S
D LU
Diminuição da pressão Aumento da Pressão exercida,
Diminuição da tempe-
temperatura de a fim de evitar a

O C
de vapor do solvente
ebulição ratura de solidificação osmose
N X
SI E
DP
= KT ? W ? i DTE = KE ? W ? i DTC = KC ? W ? i π = M ? R ?T ? i
O

P2
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 10 20/03/2019 12:34


77 – Material do Professor 11

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

QUÍMICA 1B
1. UECE – A descoberta do fenômeno da osmose foi atri- 04. Incorreto. A passagem de água através de uma membrana semi-
buída a René Joachim Henri Dutrochet (1776-1847), fí- permeável é chamada de osmose.
sico e botânico francês, autor do termo “osmose”. Sua 08. Incorreto. Quando o tubo for mergulhado em um recipiente, a so-
lução contida nele é hipotônica (menor concentração; 0,5 mol/L) em
pesquisa teve fundamental importância para explicar o relação a uma solução de sacarose de concentração 2,0 mol/L contida
processo da respiração celular. A pressão osmótica uti- nesse recipiente.
lizada para interromper a osmose de uma determinada 16. Correto. Uma solução aquosa com concentração de 18 g/L de gli-
solução de glicose (C6H12O6) contendo 10 g/L a 15 °C é cose (C6H12O6) possui menor pressão osmótica do que a solução de
sacarose descrita no enunciado, nas mesmas condições de temperatura
Dado: R 5 0,082 atm ? L ? mol-1 ? K-1 e pressão.
a) 2,62 atm. C 5 18 g/L (glicose)
b) 1,83 atm. C5M·M
18 5 M · 180
c) 2,92 atm.

O
M 5 0,1 mol/L

BO O
d) 1,31 atm.
Como a concentração em quantidade dessa solução (0,1 mol/L) é menor

SC
do que a solução de sacarose (0,5 mol/L), sua pressão de vapor é maior
T 5 15 1 273 5 288 K

M IV
e, consequentemente, a pressão osmótica (contrapressão) é menor
π ?V 5 n ? R ?T quando comparada à solução de sacarose.
n

O S
π5 ? R ?T
V
π 5 M ? R ?T

D LU
Cglicose 5 M ? M

10 5 M ? 180

O C
3. UNESP C5-H17
10 1
M5 5 mol/L A concentração de cloreto de sódio no soro fisiológico
180 18
π5
1
18
N X
? 0,082 ? 288 5 1,312 ≈ 1,31 atm
é 0,15 mol/L. Esse soro apresenta a mesma pressão
osmótica que uma solução aquosa 0,15 mol/L de
SI E
a) sacarose, C12H22O11
2. UEM-PR – Em um tubo de vidro, que tem na extremi- b) sulfato de sódio, Na2SO4
O

dade inferior uma membrana semipermeável, foram


c) sulfato de alumínio, A<2(SO4)3
adicionados 17 g de sacarose (C12H22O11) em 100 mL
de água. Com base nessas informações, assinale o d) glicose, C6H12O6
EN S

que for correto. e) cloreto de potássio, KC<


E U

01) A concentração da solução de sacarose é de apro-


ximadamente 0,5 mol/L. 1 NaC< → 1 Na1 1 1 C<–

02) Ao mergulhar o tubo em um recipiente contendo 1 mol (1 mol 1 1 mol 5 2 mol)


D E

uma solução de sacarose com concentração de 0,15 mol (0,15 mol 1 0,15 mol 5 0,30 mol)
2,0 mol/L, o volume de líquido dentro do tubo
A LD

ou
vai diminuir.
04) A passagem de água através de uma membrana 0,15  mol de Na+   +  0,15  mol de C –
0,15 mol de NaC< → 
semipermeável é chamada de fagocitose. 0,30 mol

08) Quando o tubo for mergulhado em um recipiente, Para uma solução apresentar a mesma pressão osmótica do soro fisioló-
EM IA

a solução contida nele é hipertônica em relação a gico, ela deverá ter a mesma quantidade de partículas (íons, moléculas
uma solução de sacarose de concentração 2,0 mol/L etc.) por litro, ou seja, 0,30 mol.
contida nesse recipiente.
ST ER

16) Uma solução aquosa com concentração de 18 g/L 0,15  mol de C12H22O11(aq)


de glicose (C 6H 12O 6) possui menor pressão os- 0,15 mol (C12H22O11)(s) →  
0,15 mol
mótica do que a solução de sacarose descrita no
enunciado, nas mesmas condições de temperatura
SI AT

2 · 0,15  mol de Na+   +  0,15  mol de SO2–


0,15 mol de Na2SO4 →  4
e pressão. 0,45 mol

Dê a soma dos itens corretos.


2 · 0,15  mol de A3+   +  3 · 0,15  mol de SO2–
0,15 mol de A<2(SO4)3 →  
4
M

0,75   mol

19 (01 1 02 1 16)
01. Correto. A concentração da solução de sacarose é de aproximada- 0,15  mol de C6H12O6(aq)
mente 0,5 mol/L. 0,15 mol de (C6H12O6)(s) →  
0,15   mol

msacarose 5 17 g
0,15 mol de KC< → 0,15  mol de K +
 +  0,15
   mol de C
 –
Msacarose 5 342 g/mol 0,30   mol

V 5 100 mL 5 0,1 L Competência: Entender métodos e procedimentos próprios das ciências


m 17 naturais e aplicá-los em diferentes contextos.
M5 5 5 0,49 ≈ 0,50 mol/L
 M · V 342 · 0,1 Habilidade: Relacionar informações apresentadas em diferentes formas
de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou
02. Correto. O solvente migra da solução menos concentrada (maior biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemá-
pressão de vapor) para a mais concentrada (menor pressão de vapor).
ticas ou linguagem simbólica.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 11 20/03/2019 12:34


12 78 – Material do Professor

4. UEM-PR – Sobre as propriedades coligativas, assinale Dados: massas molares (g/mol): H 5 1; O 5 16;
QUÍMICA 1B

a(s) alternativa(s) correta(s). Na 5 23; P 5 31


Dados: massa molar em g/mol: Na 5 23; C< 5 35,5; Cálculo da concentração de íons Na1, em mol/L, no medicamento:
K 5 39 Na2HPO4 5 2 ? 23 1 1 1 31 1 4 ? 16 5 142 g/mol
01) Tonoscopia, ebulioscopia, microscopia e crioscopia MNa2HPO4 5 142 g/mol
são exemplos de propriedades coligativas. CNa2HPO4 5 142 g/L ⇒ ηNa2HPO4 5 1 mol/L
02) A pressão de vapor de uma solução de 100 g de 1 mol de Na2HPO4 2 mol de Na
água e 1 g de KC< é maior que a de uma solução 1 mol/L de Na2HPO4 2 mol/L de Na
de 100 g de água e 1 g de NaC<.
NaH2PO4 5 23 1 2 ? 1 1 31 1 4 ? 16 5 120
04) Uma pessoa pode morrer de desidratação celular
MNaH2PO4 5 120 g/mol
se beber apenas água do mar.
1 mol 120 g
08) A temperatura de ebulição de uma solução prepara-
0,5 mol 60 g
da pela dissolução de 1 mol de ureia (CH4N2O) em

O
1 000 g de água é igual a temperatura de ebulição CNaH2PO4 5 60 g/L ⇒ M NaH2PO4  5 0,5 mol/L

BO O
de uma solução preparada pela dissolução de 1 mol 1 mol de NaH2PO4 1 mol de Na

SC
de glicose (C6H12O6) em 1 000 g de água. 0,5 mol/L de NaH2PO4 0,5 mol/L de Na

M IV
16) Se a temperatura de fusão de uma solução de 1 mol Concentração de íons Na no medicamento 5 2 mol/L 1 0,5 mol/L
1

de glicose em 1 000 g de água é 21,86 ºC, então a Concentração de íons Na1 no medicamento 5 2,5 mol/L

O S
temperatura de fusão de uma solução de 1 mol de Nome do sal de menor concentração (60 g/L):
NaC< em 1 000 g de água será de 23,72 ºC. NaH2PO4: dihidrogenofosfato de sódio.

D LU
Dê a soma das alternativas corretas. De acordo com o texto, a eficácia do medicamento está relacionada à
alta concentração salina, que provoca uma perda de água das células
presentes no intestino. A propriedade coligativa correspondente à ação
30 (02 1 04 1 08 1 16) laxante decorrente dessa descrição é a osmometria (ocorre osmose).

O C
01. Incorreta. Somente tonoscopia, ebulioscopia e crioscopia são exem-
plos de propriedades coligativas. 6. UFPR – Adicionar sal de cozinha ao gelo é uma práti-
N X
02. Correta. A pressão de vapor de uma solução de 100 g de água e 1 g
de KC< é maior que a de uma solução de 100 g de água e 1 g de NaC<.
ca comum quando se quer “gelar” bebidas dentro da
geleira. A adição do sal faz com que a temperatura de
SI E
fusão se torne inferior à da água pura.
KC< 5 39 1 35,5 5 74,5 g/mol; NaC< 5 23 1 35,5 5 58,5 g/mol.
Dados: K F 5 1,86 ºC ? kg ? mol –1; Na 5 23 g/mol;
mKC 1 C< 5 35,5 g/mol
O

nKC< 5 5 mol
MKC 74,5
mNaC 1 A diferença na temperatura de fusão (em °C) na mistura
nNaC< 5 mol
EN S

5
MNaC 58,5 obtida, ao se dissolver 200 g de sal de cozinha em 1 kg
Quanto menor o número de mols do soluto, maior será a pressão de
de água, em relação à água pura, é de
E U

a) 0,23
vapor.
b) 4,2
D E

1 1
mol , mol ∴ pvapor (KC<) . pvapor (NaC<) c) 6,3
74,5 58,5
d) 9,7
A LD

04. Correta. Uma pessoa pode morrer de desidratação por causa da


osmose. A água presente nas células migra para o meio mais concen- e) 13
trado (água do mar) e as células murcham.
08. Correta. A temperatura de ebulição de uma solução preparada pela A variação da temperatura de fusão está relacionada com a concentração
dissolução de 1 mol de ureia (CH4N2O) em 1 000 g de água é igual a molal da seguinte maneira:
EM IA

temperatura de ebulição de uma solução preparada pela dissolução de


1 mol de glicose (C6H12O6) em 1 000 g de água, pois essas soluções são nsoluto
moleculares e apresentam o mesmo número de mols de moléculas. W5
msolvente em kg
ST ER

16. Correta. Se a temperatura de fusão de uma solução de 1 mol de


glicose (composto molecular) em 1 000 g de água é 21,86 ºC, então i: fator de Van’t Hoff
a temperatura de fusão de uma solução de 1 mol de NaC< em 1 000
g de água será de 23,72 ºC (2 ? (21,86 ºC)), pois a solução de NaC<
+  1 C
1 Na+      ⇒ i 5 1

apresenta o dobro de mol de partículas. 1 NaC< → 
SI AT

2 mol de íons

msolvente (água) 5 1 kg
M

5. UERJ – Um medicamento utilizado como laxante apre- m 200


nsoluto (sal) 5  5
senta, em sua composição química, os sais Na2HPO4 M 58,5
e NaH2PO4 nas concentrações de 142 g/L e 60 g/L,
DTfusão 5 KF ? W ? i
respectivamente. A eficácia do medicamento está rela-
cionada à alta concentração salina, que provoca a perda nsoluto
de água das células presentes no intestino. DTfusão 5 KF ? ?i
msolvente em kg
Admitindo que cada um dos sais se encontra 100% dis- 200  g
DTfusão 5 1,86 ºC ? kg ? mol–1 ? 58,5  g / mol ? 2
sociado, calcule a concentração de íons Na1 em mol/L
1 kg
no medicamento.
DTfusão 5 12,717948 ºC ⇒ DTfusão ≈ 12,72 ºC ≈ 13 ºC
Em seguida, também em relação ao medicamento, no-
meie o sal com menor concentração e a propriedade
coligativa correspondente à sua ação laxante.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 12 20/03/2019 12:34


79 – Material do Professor 13

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

QUÍMICA 1B
7. PUC-PR – 100 mg de nitrato de cálcio foram dissolvidos
em 50 cm3 de água, à temperatura de 50 °C. Assinale a
alternativa correta, a qual traz a pressão a ser aplicada
para impedir a osmose.
Dados: M (g/mol) : N 5 14, O 5 16, Ca 5 40,
R 5 0,082 atm ? L ? mol–1 ? K–1
a) 0,78 atm
b) 0,5 atm
c) 1,25 atm
d) 0,969 atm

O
e) 0,87 atm

BO O
SC
8. UECE (adaptado) – A temperatura de ebulição do

M IV
etanol em determinadas condições é 78,22 ºC. Ao
dissolver um pouco de fenol no etanol, um estudante
de química produziu uma solução com temperatura de

O S
ebulição 78,82 ºC, nas mesmas condições. Sabendo-
-se que o etanol tem KE 5 1,2 ºC · mol · kg–1, calcule a

D LU
molalidade da solução.
11. Acafe-SC – Considere soluções aquosas diluídas e de
mesma concentração das seguintes soluções:

O C
I. Mg3(PO4)2
II. K2Cr2O7
N X III. Na2S2O3 · 5 H2O
SI E
IV. A<(NO3)3
A ordem crescente da temperatura de ebulição dessas
O

soluções é
a) 2 5 3 . 4 . 1
EN S

b) 2 , 4 , 1 , 3
c) 2 4 1 3
E U

. . .
d) 2 5 3 , 4 , 1
D E

12. Unitau-SP – Em países muito frios, é adicionado ao


líquido de arrefecimento do motor o propanotriol (gli-
A LD

cerol), composto de água e aditivos anticorrosivos, para


evitar que a solução congele, pois provocaria danos ao
motor e aos seus componentes. Qual a quantidade
de propanotriol que deve ser adicionada a cada 100 g
EM IA

de água, para que a temperatura de solidificação da


solução seja inferior a –30 ºC?
9. ITA-SP – A adição de certa massa de etanol em água
Dado: constante criométrica da água 5 1,86 ºC/mol
ST ER

diminui a temperatura de congelamento do solvente


em 18,6 ºC. Sabendo que a constante crioscópica da
água é de 1,86 ºC ? kg · mol–1, assinale a porcentagem
em massa do etanol nessa mistura.
SI AT

a) 10,0% c) 25,0% e) 46,0%


b) 18,6% d) 31,5%

10. UEM-PR (adaptado) – Ebulioscopia é a propriedade


M

coligativa, relacionada ao aumento da temperatura de


ebulição de um líquido, quando se acrescenta a ele um
soluto não volátil.
Considerando as três soluções aquosas a seguir,
ordene-as em ordem crescente de acordo com suas
temperaturas de ebulição.
Solução A 5 NaC< 0,1 mol/L
Solução B 5 sacarose 0,1 mol/L
Solução C 5 CaC<2 0,1 mol/L

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 13 22/03/2019 16:17


14 80 – Material do Professor

13. UEM-PR – Assinale o que for correto. 14. Unitau-SP – Dissolvendo-se 2,0 g de um composto X
QUÍMICA 1B

em 60,0 g de um líquido, cuja temperatura de solidifi-


Dados: H 5 1 g/mol; C 5 12 g/mol; O 5 16 g/mol
cação é 27 ºC e cujo calor latente de fusão é igual a
01) Quando 320 g de uma solução aquosa saturada de 60,0 cal/g, verificou-se que a temperatura de solidifi-
sacarose a 40 ºC são resfriados a 10 ºC, precipitam- cação da solução era igual a 26 ºC. Qual é a massa de
-se 40 gramas de sacarose. (Dados: solubilidade da um mol de X?
sacarose em 100 g de água a 40 ºC 5 220 g/100 g
e a 10 ºC 5 180 g/100 g). Dado: R 5 2 cal/mol · K
02) Uma solução de ácido acético (H3CCOOH) usada a) 10 g c) 50 g e) 100 g
para a fabricação do vinagre possui concentração de b) 30 g d) 60 g
4,8% (m/v). Essa concentração equivale a 0,8 mol/L.
04) A bebida conhecida como absinto pode ter gra- 15. Sistema Dom Bosco – A massa molar de um solu-
duação alcoólica de até 80% em massa de etanol. to não volátil é 58,0 g/mol. Calcule a temperatura de
Nessas condições e considerando que a densidade ebulição de uma solução contendo 24,0 g do soluto

O
da bebida é 0,82 g/mL, sua concentração em mol/litro dissolvidos em 600 g de água. A pressão barométrica

BO O
é de, aproximadamente, 1,42. é tal que essa água pura entra em ebulição a 99,725 °C.

SC
08) Uma solução 0,1 mol/L de CaC<2 a 27 ºC possui
Observação: uma vez que não há dissociação, i 5 1.

M IV
pressão osmótica de aproximadamente 7,4 atm.
atm · L Dado: KE 5 0,512 °C/W
Dado: R 5 0,082

O S
mol · K
16. UECE – O soro fisiológico e a lágrima são soluções de
16) Misturam-se 80 mL de uma solução aquosa de NaI

D LU
cloreto de sódio a 0,9% em água, sendo isotônicos em
0,5 mol/L com 120 mL de uma solução aquosa de
relação às hemácias e a outros líquidos do organismo.
BaI2 1,0 mol/L. A concentração do íon iodeto na so-
Considerando a densidade absoluta da solução 1 g/mL
lução resultante é de aproximadamente 1,4 mol/L.
a 27 ºC, calcule a pressão osmótica do soro fisiológico.

O C
Dê a soma dos itens corretos.
Dados: Massas molares (g/mol): Na 5 23; C< 5 35,5;
R 5 0,082 atm ? L ? mol–1 ? K–1
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

17. UFT-TO – Uma solução foi preparada adicionando-se


6,85 g de um carboidrato em 100 g de água. A solução
resultante possui uma pressão osmótica de 4,61 atm e
uma densidade de 1,024 g/mL a 20 ºC. A massa molar
do carboidrato (em g/mol) é
a) 250 b) 280 c) 300 d) 323 e) 343

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81 – Material do Professor 15

ESTUDO PARA O ENEM

QUÍMICA 1B
18. PUC-PR C5-H17 do motor. A sua adição ao radiador também evita o con-
Os compostos iônicos e moleculares interferem de gelamento da água em países de clima frio, nos dias de
formas diferentes na variação da pressão osmótica de inverno mais rigoroso, e permite que o motor trabalhe
um organismo. Como regra geral, podemos afirmar que, até em temperaturas acima de 100 ºC sem que ocorra a
considerando uma mesma quantidade de matéria, os ebulição do líquido de arrefecimento. Considerando que
efeitos causados pelo consumo de sal são mais inten- 1 mol de soluto abaixa a temperatura de solidificação
sos que os de açúcar. Considere que soluções aquosas de 1 kg de água em 1,86 ºC, a redução de temperatura
diferentes tenham sido preparadas com 50 g de nitrato causada pela adição de 1 kg de etilenoglicol a 4 kg de
de cálcio e 50 g de glicerina (propano-1,2,3-triol) forman- água do radiador de um automóvel deverá ser de
do dois sistemas em que cada um apresente 2,0 litros a) 1,87 ºC.
de solução a 20 ºC. A razão existente entre a pressão b) 3,75 ºC.
osmótica do sistema salino em relação à pressão osmó-

O
c) 5,62 ºC.
tica do sistema alcoólico é, aproximadamente,

BO O
d) 7,50 ºC.

SC
atm · L
Use 0,082 para a constante universal dos e) 9,37 ºC.

M IV
mol · K
gases perfeitos. 20. Acafe-SC C5-H17

O S
a) 0,56 Assinale a alternativa que contém a temperatura de
b) 1 congelamento de uma solução aquosa de nitrato de

D LU
cromo III na concentração 0,25 mol/kg.
c) 1,68
d) 2 Da d o : c o n s t a n t e c r i o s c ó p i c a m o l a l d a á g u a
(KC) 5 1,86 ºC · kg · mol–1
e) 11

O C
a) 20,46 ºC
19. Facid-PI C5-H17 b) 21,39 ºC
N X
A solução de etilenoglicol C2H6O2 é um aditivo utilizado
nos radiadores de automóveis com o propósito de redu-
c) 20,93 ºC
SI E
d) 21,86 ºC
zir o processo de corrosão do sistema de refrigeração
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 15 20/03/2019 12:34


16 82 – Material do Professor

40
TERMOQUÍMICA – CONCEITOS
QUÍMICA 1B

E CLASSIFICAÇÃO DAS
REAÇÕES

O
BO O
ANDREY GRIGORIEV/SHUTTERSTOCK
SC
• Conceitos termoquímicos

M IV
• Classificações dos proces-
sos termoquímicos

O S
• Conceito de entalpia
• Fatores que afetam a

D LU
entalpia

HABILIDADES

O C
• Distinguir reação exotérmi-
ca e endotérmica.
N X
• Escrever uma equação ter-
SI E
moquímica e representá-la
graficamente.
O

• Perceber que a variação


de entalpia depende do
EN S

estado físico e da variedade


alotrópica.
E U

• Interpretar o conceito de Pizzas assando em um forno a lenha.


entalpia.
Os fornos a lenha, os primeiros que surgiram, ainda são muito comuns em
D E

• Compreender que a varia-


ção de entalpia correspon-
pizzarias. O seu funcionamento é básico: o assar da pizza acontece pelo calor da
A LD

de ao calor da reação sob queima da lenha. Já nas casas residenciais, o forno convencional utilizado funciona
pressão constante. à base de um gás combustível, onde o alimento é cozido pelo calor liberado na
• Entender que os sinais
queima desse combustível (geralmente metano ou butano). Qual dos dois fornos
você acredita que cozinha mais rápido? Essa questão consegue ser respondida pelo
EM IA

que acompanham o valor


numérico das variações de estudo da termoquímica.
entalpia indicam a entrada
ST ER

ou a saída de energia.
A termoquímica
O estudo da termoquímica, como Ciência moderna, começa na primeira metade
SI AT

do século XVIII, com os estudos de Antoine Lavoisier e Pierre-Simon Laplace. Esse


ramo da Química procura determinar a troca de calor que ocorre durante as reações
químicas. Os valores encontrados para essas reações representam importante fator
M

para a utilização dessa energia em várias operações nos mais diversos setores das
indústrias e em nosso dia-a-dia, como, por exemplo, ao assar um bolo, ao ligar seu
carro para ir até a escola, dentre outros. Assim, a determinação dos valores do calor
envolvido nos inúmeros processos, sejam eles físicos sejam químicos, tornam-se
essenciais para a compreensão das transformações da matéria.
Dessa forma, define-se a termoquímica como sendo o ramo da Química que
estuda as alterações térmicas ocorridas nos processos de transformação da
matéria, seja ela química seja física.
O calor liberado ou absorvido pelas transformações é expresso em joule (J) ou
quilojoule (kJ), no Sistema Internacional, ou em caloria (cal), lembrando que uma
caloria corresponde à quantidade de calor necessária para aquecer um grama de
água de 14,5 °C a 15,5 °C.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 16 20/03/2019 12:34


83 – Material do Professor 17

A seguir, está descrita a relação entre as unidades ∆H 5 Hf 2 Hi ou ∆H 5 Hp 2 Hr


cal e joule.

QUÍMICA 1B
∆H 5 variação de entalpia
1 kcal 5 1 000 cal Hf ou Hp 5 soma das entalpias dos produtos da
1 J 5 0,239 cal ou 1 cal 5 4,18 J reação
1 kcal 5 4,18 kJ Hi ou Hr 5 soma das entalpias dos reagentes da
Para realizar a medida da quantidade de calor envol-
reação
vido nas transformações físicas ou químicas, de forma
experimental, utiliza-se o calorímetro, um sistema
isolado, composto basicamente de um termômetro Classificações dos
em um sistema adiabático, isto é, sem troca de calor
e matéria com o meio externo. Como não há troca de processos termoquímicos
calor com o meio, conseguimos inferir que a mudança

O
na temperatura foi causada somente pelo calor libera- PROCESSOS EXOTÉRMICOS

BO O
do, ou absorvido, em uma reação química. São aqueles que liberam calor para fora do sistema

SC
(perde calor), isto é, para o ambiente (ganha calor).

M IV
Assim, percebe-se a sensação de “quente”.
ANDREI NEKRASSOV/SHUTTERSTOCK

O S

SHAWNHEMPEL. 123RF.COM
D LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U

A chama gerada pela queima do gás de cozinha é um processo exotérmico.


Calorímetro laboratorial.
Exemplos
D E

Com esse equipamento, o valor energético de um 1. Queima da madeira, explosão, condensação da


A LD

material pode ser calculado com o auxílio da seguinte água etc.


expressão que relaciona o calor envolvido na reação Há uma diminuição do conteúdo calorífico do siste-
com a variação de temperatura que ela provoca: ma. Em função da liberação de calor, pode-se concluir
que, ao final do processo, a quantidade de calor (Hf)
EM IA

Q 5 m ? c ? ∆T
contida no sistema é menor que aquela existente no
Em que
seu início (Hi). Assim:
ST ER

Q 5 calor liberado ou absorvido no processo (em cal)


+

  B
 +

  B
m 5 massa do sistema (em g) +

  B → C 
 +  D
Hf , Hi
c 5 calor específico do sistema (em cal/g ? °C) Hi Hf
∆T 5 variação de temperatura (Tfinal – Tinicial). Hi
SI AT

Como ∆H 5 Hf 2 Hi, logo ∆H , 0, então o ∆H dos


processos exotérmicos é negativo.
Conceito de entalpia (H)
M

Define-se entalpia como o conteúdo de ener- 2. Síntese da amônia:


gia de um sistema à pressão constante. Na prática,
não é possível determinar diretamente a entalpia de N2(g) 1 3 H2(g) → 2 NH3(g) ∆H 5 292,2 kJ/mol
uma reação; o que é possível realizar é a medida da
variação da entalpia, ∆H, utilizando os calorímetros. Note que, para essa reação, a 25 °C e 1 atm, ocorre li-
Essa variação é entendida como a diferença entre a beração de 92 kJ para cada mol de nitrogênio consumido.
entalpia final (dos produtos de uma reação) e a en-
talpia inicial (dos reagentes da reação). A entalpia é Observação
uma propriedade extensiva, ou seja, o valor do ∆H é De acordo com a convecção usada na termoquí-
diretamente proporcional à quantidade de reagente mica, o sinal negativo de ∆H indica que a energia
consumida no processo. térmica do sistema diminui (reação exotérmica).

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18 84 – Material do Professor

PROCESSOS ENDOTÉRMICOS Tanto para processos exotérmicos quanto para os


endotérmicos, a variação de entalpia na reação pode
QUÍMICA 1B

São aqueles que absorvem o calor da vizinhança


(o ambiente perde calor) e levam-no para dentro do ser representada de três maneiras:
sistema (ganha calor). Assim, percebe-se a sensação Tradicional (∆H ao fim da reação)
de “frio” (pense quando você sai da água de dentro C2H5OH(ℓ) 1 3 O2(g) → 2 CO2(g) 1 3 H2O(ℓ)
de uma piscina). ∆H 5 2327,4 kcal
1
H2O(ℓ) → H2(g) 1
GENNADY/SHUTTERSTOCK

O
2 2(g)
∆H 5 168,4 kcal
O calor envolvido aparece no reagente
C2H5OH(ℓ) 1 3 O2(g) 2 327,4 kcal →

O
BO O
→ 2 CO2(g) 1 3 H2O(ℓ)

SC
1

M IV
H2O(ℓ) 1 68,4 kcal → H2(g) 1 O
2 2(g)
O calor envolvido aparece no produto

O S
C2H5OH(ℓ) 1 3 O2(g) → 2 CO2(g) 1 3 H2O(ℓ) 1 327,4 kcal

D LU
1
H2O(ℓ) → H2(g) 1 O 2 68,4 kcal
O derretimento do gelo ocorre em razão da absorção do calor do meio; 2 2(g)
resultado de um processo endotérmico.
DIAGRAMA DE ENERGIA

O C
Exemplos
1. Fotossíntese, decomposição térmica da água, O diagrama de energia representa, graficamente, a
N X evaporação da água etc. variação de entalpia em uma reação química. No dia-
SI E
Há um aumento do conteúdo calorífico do sistema. grama de um processo exotérmico, verifica-se que os
Em função da absorção de calor, conclui-se que, ao reagentes possuem maior energia do que os produtos.
Assim, percebe-se que o sistema perde calor para o am-
O

final do processo, a quantidade de calor (Hf) contida


no sistema é maior que aquela do início da reação (Hi). biente, diminuindo o conteúdo energético do sistema.
+
EN S

+

  B
 A 
  B
+

  B → C 
 +  D
Hf > Hi
E U

Hi Hf
Hi
Reagentes
Como ∆H 5 Hf 2 Hi, logo ∆H > 0, então o ∆H dos Hi
D E

processos endotérmicos é positivo.


A LD

ΔH < 0 Hf < Hi
2. Decomposição da água
Produtos
Hf
1
H2O(ℓ) → H2(g) 1 O ∆H 5 168,4 kcal/mol
2 2(g)
EM IA

Note que, nessa reação, a 25 °C e 1 atm, ocorre ab-


ST ER

sorção de 68,4 kJ para cada mol de água decomposta. Dessa forma, como a entalpia dos produtos é me-
nor que a dos reagentes em razão da perda de calor,
Observação o ∆H é negativo.
De acordo com a convecção usada na termoquími-
SI AT

ca, o sinal positivo de ∆H indica que a energia térmica Exemplo


do sistema aumentou (reação endotérmica). 1
CO(g) 1 O → CO2(g)
2 2(g)
M

EQUAÇÃO TERMOQUÍMICA
É a representação de uma reação química indican-
do os participantes envolvidos no processo, o estado Hi = −26,4 kcal 1
CO(g) + O
físico de cada participante, a temperatura, a pressão e −26,4
2 2(g)
Hf = −94,1 kcal
a variação de entalpia da reação. Quando, na equação,
não são indicadas a temperatura e a pressão, significa
H = Hf − Hi
que o processo ocorreu a 25 °C e 1 atm (condições- CO2(g)
-padrão). O calor não apresenta valores positivos ou H = −94,1 − (−26,4) −94,1
negativos; usa-se essa simbologia apenas para indicar H = −67,7 kcal
pela entalpia se o calor foi liberado ou absorvido do
meio reacional.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 18 22/03/2019 16:18


85 – Material do Professor 19

No diagrama de energia de um processo endotérmi- Exemplo


co, verifica-se que os produtos possuem maior energia

QUÍMICA 1B
1
que os reagentes. Assim, percebe-se que o sistema H2(g) 1 O2(g) → H2O(s) ∆H1 5 2292,6 kJ
absorve calor do ambiente, aumentando o conteúdo 2
1
energético do sistema. H2(g) 1 O2(g) → H2O(ℓ) ∆H2 5 2286,6 kJ
2
1
H2(g) 1 O2(g) → H2O(v) ∆H3 5 2242,9 kJ
2
Produtos
Hf
Perceba que os produtos diferem apenas no estado
H > 0 Hf > Hi físico. Graficamente, utiliza-se a seguinte representação:
Reagentes
Hi

O
1
H2(g) + O
2 2(g)

BO O
Entalpia

SC
M IV
Os produtos possuem entalpia maior que os reagen- H3 H2 H1

O S
tes pelo ganho de calor, o que resulta em um ∆H positivo.
H2O(v)

D LU
Exemplo
1
CO2(g) → CO(g) 1 O
2 2(g) H2O(,)

O C
H2O(s)
1
N X −26,4
CO(g) + O
2 2(g)
SI E
H > 0
ESTADO ALOTRÓPICO DOS
O

CO2(g)
−94,1
PARTICIPANTES
EN S

Já estudamos que um mesmo elemento químico


pode ter diferentes substâncias simples, conferindo a
E U

Hi = −94,1 kcal H = Hf − Hi
ele a propriedade da alotropia.
Hf = −26,4 kcal H = −26,4 − (−94,1)
Veja, a seguir, os principais elementos possuidores
D E

H = +67,7 kcal de tal propriedade, bem como os seus alótropos.


A LD

Carbono: grafite (C(gr)), diamante (C(d)); nanotubo de


Atenção carbono, fulereno (buckball ou futeboleno) ou C60, gra-
Por convenção da IUPAC, note que, nos diagramas feno, dentre outros;
de entalpia, a flecha indica o sentido da reação (do
EM IA

Enxofre: rômbico S(r) e monoclínico S(m);


reagente para o produto) e, dessa forma, deve-se ob- Fósforo: vermelho P(n) e branco P4;
servar que, quando ela está para cima, o ∆H é positivo Oxigênio: gás oxigênio O2(g) e ozônio O3(g).
ST ER

e, quando está para baixo, o ∆H é negativo.


Atenção
As substâncias simples sublinhadas representam
Fatores que alteram o ∆H
SI AT

as mais abundantes e, consequentemente, as mais


estáveis na natureza. Note, também, os destaques
ESTADO FÍSICO DE REAGENTES E nos gráficos a seguir.
M

PRODUTOS Para uma reação envolvendo variedades alotrópicas


Em um determinado processo ocorrido com os de um mesmo elemento, as variações de entalpia obti-
mesmos reagentes, sempre no mesmo estado físico das serão diferentes, pois, apesar de serem formadas
e formando sempre os mesmos produtos em esta- pelo mesmo elemento, essas substâncias simples são
dos físicos diferentes, o calor envolvido nos processos totalmente diferentes entre si, apresentando sua pró-
apresentará valores diferentes. Considere a formação pria entalpia. Dessa forma, pode-se dizer, por exemplo,
de água pela combustão de gás hidrogênio. Experimen- que o diamante apresenta, em sua estrutura cristalina,
talmente, sabe-se que a liberação de energia é maior maior entalpia que o grafite. Assim, o diamante é mais
quando o produto está no estado sólido e, menor, reativo (menos estável) que o grafite (mais estável).
quando está no estado gasoso. Isso acontece porque C(grafite) 1 O2(g) → CO2(g) ∆H1 5 2392,9 kJ
o vapor é um estado mais energético que o sólido. C(diamante) 1 O2(g) → CO2(g) ∆H2 5 2395,0 kJ

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 19 20/03/2019 12:34


20 86 – Material do Professor

Graficamente: EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


QUÍMICA 1B

1. Acafe-SC – O nitrato de amônio pode ser utilizado na


fabricação de fertilizantes, herbicidas e explosivos. Sua
Entalpia C(diamante) + O2(g) reação de decomposição está representada a seguir.
NH4NO3(s) → N2O(g) 1 2 H2O(g) ∆H 5 237 kJ
A energia liberada, em módulo, quando 90 g de água é
C(grafite) + O2(g) formada por essa reação, é
Dados: H 5 1 g/mol; N 5 14 g/mol; O 5 16 g/mol
a) 74 kJ.
H2 H1 b) 92,5 kJ.
CO2(g) c) 185 kJ.
d) 41,6 kJ.

O
BO O
Resolução

SC
NH4NO3(s) → N2O(g) 1 2 H2O(g) ∆H 5 237 kJ

M IV
As demais formas alotrópicas citadas apresentam 2 ? 18 g H2O 37 kJ liberados
as seguintes relações de entalpia: 90 H2O x

O S
Entalpia Entalpia Entalpia x 5 92,5 kJ liberados

D LU
S(monoclínico) O3(g) P(branco)
2. Unicid-SP – Analise o diagrama a seguir de uma rea-
S(rômbico) O2(g) P(vermelho)
ção química:

O C
produtos
N X
energia
TEMPERATURA
SI E
A determinação do ∆H deve ser feita sempre à
reagentes
O

temperatura constante, pois verifica-se, experimen-


talmente, que a variação de temperatura tem influência
EN S

sobre o valor do ∆H. Normalmente, as determinações a) O processo representado pelo diagrama é endo-
térmico ou exotérmico? Justifique sua resposta.
do ∆H são feitas em condições-padrão, ou seja, numa
E U

b) Considere as equações:
temperatura de 25 °C. C(s) 1 2 S(s) → CS2(ℓ) ∆H 5 192 kJ
C(s) 1 O2(g) → CO2(g)
D E

∆H 5 2393 kJ
QUANTIDADE DOS PARTICIPANTES N2(g) 1 O2(g) → 2 NO(g) ∆H 5 1180 kJ
A LD

O ∆H de qualquer reação é determinado pela quan- 1


tidade de reagentes presentes, sendo, portanto, dire- H2(g) 1 O → H2O(ℓ) ∆H 5 192 kJ
2 2(g)
tamente proporcional à concentração das substâncias Selecione as reações químicas que podem ser
envolvidas no processo. usadas como exemplos para o diagrama. Justifi-
EM IA

que sua resposta.


CH 4(g) 1 2 O 2(g) → CO 2(g) 1 2 H 2O (ℓ) Resolução
ST ER

?2 ∆H 5 –889,5 kJ
a) Processo endotérmico, pois ocorre absorção de
?3 2 CH4(g) 1 4 O2(g) → 2 CO2(g) 1 4 H2O(ℓ) energia.
∆H 5 –1 779 kJ b) Como no gráfico, a reação é endotérmica, então o
SI AT

3 CH4(g) 1 6 O2(g) → 3 CO2(g) 1 6 H2O(ℓ) ∆H precisa ser positivo. De acordo com as equações,
as que possuem o ∆H > 0 são a primeira, a terceira
∆H 5 –2 668,5 kJ e a quarta reação.
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 20 20/03/2019 12:34


87 – Material do Professor 21

ROTEIRO DE AULA

QUÍMICA 1B
Entalpia
Conteúdo de energia de um
sistema, à pressão constante.

O
BO O
SC
Estado físico

M IV
O S
Quantidade dos participantes

D LU
Processos Fatores que afetam
termoquímicos a entalpia:

O C
Alotropia

N X
SI E
Temperatura
O
EN S

Endotérmico Absorção de calor


E U

Classificação dos
processos:
D E

Exotérmico Liberação de calor


A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 21 20/03/2019 12:34


22 88 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
QUÍMICA 1B

Trata-se de uma reação aluminotérmica, na qual o alumínio é oxidado


1. Univag-MT – Na decomposição da amônia (NH3), em por outro metal.
altas temperaturas, são produzidos os gases nitrogênio
Essa reação é exotérmica (∆H < 0) e libera muito calor.
(N2) e hidrogênio (H2), como mostra a seguinte reação.
1 Fe2O3 1 2 Aℓ → 2 Fe 1 1 Aℓ2O3 ∆H 5 2852 kJ/mol
2 NH3(g) → N2(g) 1 3 H2(g) ΔH 5 192,2 kJ/mol Competência: Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situa-
ções-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-
A respeito dessa reação termoquímica, é correto afirmar: -tecnológicas.
a) Há liberação de 92,2 kJ por 2 mols de amônia. Habilidade: Utilizar leis físicas e/ou químicas para interpretar processos
naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e/ou
b) Na decomposição de 1 mol de amônia, são absor- do eletromagnetismo.
vidos 46,1 kJ.
4. Sistema Dom Bosco – A decomposição da água oxi-
c) Na formação de 3 mols de hidrogênio, são absorvi- genada é dada pela seguinte equação:
dos 184,4 kJ.

O
1
d) A entalpia dos produtos é menor que a dos reagentes. H2O2(,) → H2O(,) 1 O2(g) ΔH 5 298,2 kJ/mol

BO O
2

SC
e) Na decomposição de 1 mol de amônia, são liberados a) A reação é exotérmica ou endotérmica? Justifique

M IV
92,2 kJ. sua resposta.
Se, para cada 2 mol de NH3, são liberados 92,2 kJ, então: b) Calcule a variação de entalpia na decomposição de
toda a água oxigenada contida em 100 mL de uma

O S
2 mol 92,2 kJ
1 mol x solução aquosa 30 volumes (concentração de 9 g de
H2O2/100 mL de solução).

D LU
x 5 46,1 kJ/mol
a) Como o ΔH < 0, concluímos que a reação é exotérmica.
2. Sistema Dom Bosco – Uma das aplicações do cloreto
b) 34,02 g libera 98,2 kJ
de cálcio é ser utilizado como antimofo em armários

O C
9g libera x
de nossas casas, por ser um composto que tem gran-
x 5 25,98 kJ liberados → ΔH 5 225,98 kJ/9 g de H2O2(ℓ)
de afinidade com água. Esse sal pode ser produzido
N X
na reação de neutralização do hidróxido de cálcio com
ácido clorídrico. Considere as seguintes reações para
SI E
o processo descrito.
CaO(s) 1 2 HCℓ(aq) → CaCℓ2(aq) 1 H2O(ℓ) ΔH 5 2186 kJ
O

CaO(s) 1 2 H2O(ℓ) → Ca(OH)2(s) ΔH 5 265 kJ


EN S

Ca(OH)2(aq) → Ca(OH)2(s) ΔH 5 113 kJ


E U

Classifique as reações anteriores em endotérmica ou


exotérmica, justificando suas escolhas.
D E

As duas primeiras reações indicam processos exotérmicos, uma vez que


A LD

possuem ∆H < 0.
5. Unisinos-SP – A síntese e a transformação de fármacos
envolvem a quebra e a formação de várias ligações.
Algumas dessas reações ocorrem com absorção de
Somente a terceira reação é endotérmica, pois possui o ∆H > 0. energia, e outras, com liberação de energia. Dois dia-
EM IA

gramas de energia genéricos são mostrados a seguir.


ST ER

Entalpia Entalpia
(H) Reagentes (H) Produtos
3. Unicamp-SP C6-H21
SI AT

Produtos Reagentes
Em 12 de maio de 2017, o Metrô de São Paulo trocou
240 metros de trilhos de uma de suas linhas, numa Coordenada de reação Coordenada de reação
operação feita de madrugada, em apenas três horas.
Diagrama 1 Diagrama 2
M

Na solda entre o trilho novo e o usado, empregou-se


uma reação química denominada térmita, que per- No que se refere aos diagramas anteriores, podemos
mite a obtenção de uma temperatura local de cerca afirmar:
de 2 000 ºC. A reação utilizada foi entre um óxido de I. O diagrama 1 mostra uma reação exotérmica, isto é,
ferro e o alumínio metálico. aquela que ocorre com absorção de energia.
De acordo com essas informações, uma possível equa- II. O diagrama 2 mostra uma reação endotérmica, isto
ção termoquímica do processo utilizado seria é, aquela que ocorre com absorção de energia.
III. O diagrama 1 mostra uma reação energeticamente
a) Fe2O3 1 2 A, → 2 Fe 1 A,2O3 ∆H 5 1852 kJ/mol.
favorável, enquanto o diagrama 2 mostra uma reação
b) FeO3 1 A, → Fe 1 A,O3 ∆H 5 2852 kJ/mol. que ocorre sem variação de energia.
c) FeO3 1 A, → Fe 1 A,O3 ∆H 5 1852 kJ/mol. Sobre as proposições anteriores, assinale a alternativa
d) Fe2O3 1 2 A, → 2 Fe 1 A,2O3 ∆H 5 2852 kJ/mol. correta.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 22 20/03/2019 12:34


89 – Material do Professor 23

a) Apenas I está correta. Dados:

QUÍMICA 1B
b) Apenas II está correta. ∆H1 5 2393,1 kJ/mol
c) Apenas I e II estão corretas.
∆H2 5 2395,0 kJ/mol
d) Apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas. Ante o exposto, conclui-se que a conversão de diaman-
I) Incorreta. O diagrama 1 apresenta uma reação exotérmica, porém te em grafite envolve
esta ocorre com liberação de energia, e não com absorção de energia. a) absorção de 1,9 kJ/mol.
II) Correta. O diagrama 2 apresenta uma reação endotérmica que ocorre
com absorção de energia. b) liberação de 1,9 kJ/mol.
III) Incorreta. Os dois diagramas apresentam reações que ocorrem com c) absorção de 788 kJ/mol.
variação de energia.
d) liberação de 788 kJ/mol.
6. UFG-GO – A alotropia dos elementos químicos afeta
e) absorção de 395 kJ/mol.
a entalpia da reação. Duas das formas alotrópicas do

O
carbono são o grafite e o diamante. Observe o diagrama

BO O
de entalpia a seguir.
C(diam) + O2(g)

SC
M IV
C(graf) + O2(g) H2 = H1

Entalpia
C(diam) + O2(g)
H2

O S
C(graf) + O2(g) H1
Entalpia

CO2(g)

D LU
H2
H1
CO2(g)

O C
Caminho da reação

N X Caminho da reação ∆H2 2 ∆H1 5 2395,0 2 (2393,1) 5 21,9 kJ (liberação de energia)


SI E
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
O

7. UFSJ-MG – O diagrama a seguir apresenta transfor-


Propriedade Valor
mações físico-químicas da água:
EN S

Massa molar 152 g/mol


Entalpia de dissolução 15,5 kcal/mol
E U

H / kJ mol−1

Solubilidade 60,8 g/100 g de água a 25 ºC


1
D E

0 H2(g) + O
2 2(g)
Considere M a massa de xilitol necessária para a for-
mação de 8,04 g de solução aquosa saturada de xilitol,
A LD

a 25 ºC. Qual a energia, em quilocalorias, absorvida na


dissolução dessa massa M?
EM IA
ST ER

−242 H2O(g)
SI AT

−286 H2O(,)

Com base nesse diagrama, é correto afirmar que


M

a) a entalpia de formação da água líquida é 286 kJ/mol.


b) o calor liberado na vaporização da água é 44 kJ/mol.
c) a obtenção de 1 mol de água gasosa a partir de O2
e H2 libera 242 kJ.
d) a decomposição da água líquida é um processo exo-
térmico.

8. UERJ (adaptado) – Substâncias com calor de disso-


lução endotérmico são empregadas na fabricação de
balas e chicletes por causarem sensação de frescor.
Um exemplo é o xilitol, que possui as seguintes pro-
priedades:

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 23 20/03/2019 12:34


24 90 – Material do Professor

9. Famerp-SP – A energia liberada na combustão do eta- Com base em seus conhecimentos de termoquímica e
QUÍMICA 1B

nol hidratado é cerca de 70% da energia liberada na nas informações do gráfico anterior, a equação termo-
combustão de igual volume de gasolina. Considere que química incorretamente representada é
o calor específico da água líquida seja 1 cal ? g21 ? oC21. a) CO2(g) → C(graf) 1 O2(g) ∆H 5 1394 kJ/mol.
Em um experimento, a combustão de um volume V de
etanol hidratado em um calorímetro permitiu elevar a 1
b) CO(g) 1 O2(g) → CO2(g) ∆H 5 2284 kJ/mol.
temperatura de 200 g de água líquida de 25 oC a 60 oC. 2
Caso fosse utilizado nesse experimento igual volume
de gasolina no lugar do etanol, a temperatura dessa 1
c) C(graf) 1   O2(g) → CO(g) ∆H 5 1110 kJ/mol.
mesma massa de água iria variar de 25 oC até 2
a) 45 oC. 1
d) CO2(g) → CO(g) 1 O2(g) ∆H 5 1284 kJ/mol.
b) 65 oC. 2
c) 55 oC. e) C(graf) 1 O2(g) → CO2(g)

O
∆H 5 2394 kJ/mol.

BO O
d) 75 oC.

SC
e) 35 oC.
12. UEM-PR (adaptado) – Assinale a(s) alternativa(s)

M IV
10. UFSM-RS – Geralmente usados por atletas, existem correta(s).
dispositivos de primeiros socorros que, através de 01) Quando um processo endotérmico ocorre em um

O S
reações endotérmicas ou exotérmicas, podem gerar sistema à pressão constante, esse sistema absorve
compressas frias ou quentes. Esses dispositivos, cons- calor do ambiente e sua entalpia aumenta.

D LU
tituídos por bolsas plásticas em que o sólido e a água 02) O ∆H de uma reação depende do estado físico dos
estão separados, misturam-se e esfriam ou aquecem, reagentes e dos produtos.
quando golpeados. 04) O ∆H de uma reação depende da quantidade de

O C
Exemplos de compostos usados nas referidas compres- reagentes e de produtos.
sas são mostrados nas equações a seguir. 08) A queima de 1 mol de carbono grafite libera a mesma
N X
A NH4NO3(s)→ NH+4(aq) 1 NO3–(aq) ∆H 5 126,2 kJ ? mol–1
quantidade de energia liberada na queima de 1 mol
de carbono diamante.
SI E
Dê a soma das alternativas corretas.
B CaCℓ2(s) → Ca2(aq+ ) 1 2 C –(aq) ∆H 5 282,8 kJ ? mol–1
O

Em relação às equações, analise as afirmativas:


EN S

I. A equação A irá produzir uma compressa fria, e a


equação B, uma compressa quente.
E U

II. Na equação B, a entalpia dos produtos é menor que


a entalpia dos reagentes.
D E

III. Se, na equação A, forem usados 2 moles de nitrato


de amônio, o valor de ∆H ficará inalterado.
A LD

Está(ão) correta(s)
a) apenas a afirmativa I.
b) apenas a afirmativa III.
EM IA

c) apenas as afirmativas I e II.


d) apenas as afirmativas II e III.
ST ER

e) as afirmativas I, II e III.

11. Mackenzie-SP – Observe o gráfico de entalpia a se-


guir, obtido por meio de experimentos realizados no
SI AT

estado-padrão:

H (kJ/mol)
C(graf) + O2(g)
M

0
1
CO(g) + O
2 2(g)
−110

13. UFMG (adaptado) – A água contida em uma moringa


ou bilha de barro (recipiente cerâmico poroso) tem uma
temperatura inferior à temperatura do ambiente. Esse
CO2(g) fenômeno se deve à evaporação da água na superfície
−394 externa do recipiente, depois que ela se difunde pelos
Caminho da reação poros do material cerâmico.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 24 20/03/2019 12:34


91 – Material do Professor 25

Utilizando argumentos que envolvam a variação de III. A reação II é endotérmica.

QUÍMICA 1B
entalpia, explique por que a evaporação da água na IV. Para promover a reação III, a reação I é mais eficiente
superfície externa da moringa é responsável pelo fato que a II, pois libera mais calor.
de a temperatura da água nela contida manter-se inferior
à temperatura ambiente. Estão corretas
a) apenas as afirmativas II e III.
b) apenas as afirmativas I e II.
c) apenas as afirmativas I e IV.
d) apenas as afirmativas lII e lV.
e) todas as afirmativas.

16. PUC-RJ – A decomposição de uma amostra de carbo-


nato de cálcio consumiu 266 kJ. Com base nesse resul-

O
tado e na equação termoquímica a seguir, conclui-se:

BO O
SC
CaCO3(s) → CaO(s) ∆H 5 1133 kJ/mol

M IV
a) A reação de decomposição do CaCO3 é exotérmica.
b) A massa de CaCO3 que se decompôs foi 200 g.

O S
c) O volume de CO2 formado ocupa 22,4 L a 1 atm e 0 ºC.
d) Não há variação de energia nesse processo reacional.

D LU
e) A massa produzida de CO2 é igual a 44 g.

14. UDESC – Da reação: CH4(g) 1 2 O2(g) → 2 H2O(g) 1 CO2(g) 17. IFSP – As reações químicas globais da fotossíntese e

O C
∆H 5 2220 kcal/mol, conclui-se que da respiração aeróbia são representadas, respectiva-
mente, pelas equações balanceadas:
N X
a) a combustão de 32 g de metano libera 440 kcal.
b) a combustão de 48 g de metano absorve 660 kcal.
Fotossíntese:
SI E
c) a combustão completa de 32 g de metano necessita 6 CO2 1 6 H2O 1 energia → C6H12O6 1 6 O2
de 2 litros de O2(g).
Respiração aeróbica:
O

d) a combustão de 160 g de metano libera 220 kcal.


e) a reação é endotérmica. C6H12O6 1 6 O2 → 6 CO2 1 6 H2O 1 energia
EN S

Comparando-se essas duas reações químicas, pode-se


15. UEPB – Analise as equações químicas a seguir. afirmar corretamente que
E U

I. Metano 1 Ar → produtos ∆H 5 2802 kJ/mol


a) ambas são exotérmicas.
II. HCℓ 1 KOH → produtos ∆H 5 255 kJ/mol
b) ambas são endotérmicas.
D E

III. CaCO3 → produtos ∆H 5 1178,2 kJ/mol


c) ambas são combustões completas.
A LD

Julgue as afirmativas a seguir relativas às reações quí- d) os reagentes da fotossíntese são os mesmos da
micas dadas. respiração.
I. As reações I e II são exotérmicas. e) os reagentes da fotossíntese são os produtos da
II. Todas as reações liberam energia na forma de calor. respiração.
EM IA

ESTUDO PARA O ENEM


ST ER

18. UECE C6-H21 1


a) H2(g) 1 O2(g) → H2O(,) 2 68,3 kcal
Normalmente, uma reação química libera ou absorve 2
calor. Esse processo é representado no seguinte dia- 1
SI AT

b) H2O(,) 2 68,3 kcal → H2(g) 1 O2(g)


grama, considerando uma reação específica. 2
1
c) H2O(,) → H2(g) 1 O2(g) 1 68,3 kcal
H2(g) +
1
O 2
M

2 2(g) 1
Energia d) H2(g) 1 O2(g) → H2O(,) 1 68,3 kcal
2

68,3 kcal (calor liberado) 19. Unimontes-MG C6-H21


A queima de nitrogênio produz o monóxido de nitro-
H2O(,) gênio, NO, e ocorre regularmente como uma reação
lateral quando os hidrocarbonetos são queimados como
combustíveis. Em altas temperaturas produzidas em
um motor funcionando, parte do nitrogênio reage com
o oxigênio para formar NO, como expressa a equação:
Com relação a esse processo, assinale a equação quí-
mica correta. N2(g) 1 O2(g) → 2 NO(g) ∆H 5 2180,5 kJ

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 25 20/03/2019 12:34


26 92 – Material do Professor

Se um motor gera 15,7 g de monóxido de nitrogênio

SCIENCE SOURCE/PHOTORESEARCHERS/
LATINSTOCK
QUÍMICA 1B

durante um teste de laboratório, quanto de calor deve


ser liberado nessa produção?
a) 180,5 kJ
b) 94,50 kJ
c) 361,0 kJ
d) 47,20 kJ

20. Fatec-SP C6-H21


Fazer a mala para uma viagem poderá ser tão simples
como pegar algumas latas de spray, que contenham
uma mistura de polímero coloidal, para fazer suas pró-

O
prias roupas “spray-on”. Tanto faz se é uma camiseta

BO O
A sensação térmica provocada pelo tecido “spray-on”,
ou um traje noturno, o tecido “spray-on” é uma novi-

SC
quando pulverizado sobre o corpo, ocorre porque o
dade para produzir uma variedade de tecidos leves.

M IV
solvente
A fórmula consiste em fibras curtas interligadas com
a) absorve calor do corpo, em um processo endotérmico.
polímeros e um solvente que produz o tecido em for-

O S
ma líquida. Esse tecido provoca uma sensação fria ao b) absorve calor do corpo, em um processo exotérmico.
ser pulverizado no corpo, mas adquire a temperatura c) condensa no corpo, em um processo endotérmico.

D LU
corporal em poucos segundos. O material é pulveri- d) libera calor para o corpo, em um processo exotérmico.
zado diretamente sobre a pele nua de uma pessoa, e) libera calor para o corpo, em um processo endo-
onde seca quase instantaneamente. térmico.

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 26 20/03/2019 12:34


8
93 – Material do Professor 27

41

QUÍMICA 1B
ENTALPIA DE FORMAÇÃO
E COMBUSTÃO

O
IRINA1977. 123RF.COM

BO O
SC
• Conceito de condições-

M IV
-padrão
• Conceito de entalpia-

O S
-padrão de formação
• Conceito de entalpia-

D LU
-padrão de combustão

HABILIDADES

O C
• Conhecer as definições das
entalpias de formação e
N X combustão.
SI E
• Fazer cálculos envolvendo
essas formas de entalpias.
O

• Manipular as equações
termoquímicas de formação
EN S

e combustão para calcular


a variação de entalpia de
E U

Combustão de um palito de fósforo.


reações.
No módulo anterior, vimos que as reações podem liberar ou absorver calor durante • Utilizar entalpias-padrão
D E

uma reação, o qual chamamos de entalpia. Pode-se classificar cada tipo de calor de formação para calcular
a variação de entalpia de
envolvido por meio da característica química ou física envolvida. Dessa forma, para
A LD

uma reação.
as reações de formação, tem-se o calor de formação; para as reações de combustão,
o calor de combustão; para os processos de vaporização, o calor de vaporização, e
assim sucessivamente, em função do processo que ocorre. Neste módulo, serão
EM IA

estudados os conceitos de entalpia-padrão de formação e de combustão.

O estado-padrão
ST ER

Como comentado no módulo anterior, é impossível determinar experimental-


mente o valor absoluto da entalpia de um sistema (ou de uma substância), por isso
SI AT

adota-se um padrão. Por convenção, o padrão segue as seguintes condições:


• substância simples – um único elemento em sua constituição;
• estado físico mais comum a 25 °C e 1 atm. Exemplos: H2(g), O2(g), A<(s), Hg(ℓ), F2(g);
M

• estado alotrópico mais estável. Exemplos: C(gr), O2(g), S(r);


• temperatura de interesse, geralmente a escolhida é de 25 °C;
• pressão de 1 atm.

Toda substância no estado-padrão terá uma atribuição do valor zero


de entalpia.

Substância simples no
Entalpia (H) 5 0 (zero)
estado-padrão

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 27 20/03/2019 12:34


28 94 – Material do Professor

Exemplos Perceba que a variação da entalpia da reação de


CO2(s) → não é padrão, logo H Þ 0 (não é substância formação (DHºf 5 268,4 kcal/mol) sempre correspon-
QUÍMICA 1B

simples). derá à entalpia da substância composta formada, no


H2(g) → é padrão e substância simples, logo H 5 0. caso do exemplo, a água líquida ( Hf 5 268,4 kcal/mol).
o

N2(ℓ) → é substância simples, mas não é padrão, O valor negativo para a entalpia da água significa
logo H Þ 0 (não está no estado físico comum). que ela possui entalpia menor que a do estado-padrão
C(gr) → é substância simples e está no estado alo- (referencial), que é igual a zero.
trópico mais estável, logo H = 0.
Exemplos
Observação 1 1
 H2(g)    +      C 2(g) → 1 HC (g)
Não se deve confundir a definição de estado-padrão 2 2 
   DHºf 5 222,1 kcal
(também conhecido como condições-padrão) com as  HfHC(g)   =    –22,1  kcal
H i    =    0

O
expressões “condições normais de temperatura e
C(graf )   +   O2(g) → 1 CO2(g)

BO O
pressão” e “condições ambientes”, muito usadas para   
  DHºf 5 294,1 kcal

SC
H i  =   0 HfCO2(g)   =    –94,1  kcal
designar circunstâncias de pressão e temperatura co-

M IV
muns em laboratórios e em tabelas de dados. As “con-
dições normais de temperatura e pressão” são 0 °C e
Entalpia padrão de

O S
1 atm e as “condições ambientes” são 25 °C e 1 atm.

D LU
Entalpia-padrão de combustão (DHcº )
É o calor liberado na combustão de 1 mol de qual-
formação (DHfº)

O C
quer substância a 25 °C e 1 atm. É expresso geral-
É a quantidade de calor liberada ou absorvida na mente em kJ/mol.
N X
formação de 1 mol de uma substância composta, por Exemplo
SI E
meio de substâncias simples, no estado-padrão, e é
simbolizada po ( ∆H°f ) , em que o grau sobrescrito (°) C6H12O6(s) 1 6 O2(g) → 6 CO2(g) 1 6 H2O(ℓ)
indica que o dado se refere ao estado-padrão. Assim,
O

DHºc = –673 kcal/mol


fundamentando-se nesse conceito, é possível realizar
EN S

a determinação da entalpia relativa de uma substância Perceba que a combustão de 1 mol de glicose libera
qualquer. 673 kcal.
E U

Veja a seguinte reação a 25 °C e 1 atm:


TODAS AS REAÇÕES DE COMBUSTÃO SÃO
D E

1 EXOTÉRMICAS
1 H2(g) + O2(g) → 1 H2O(  ) :
2      ∆H 5 268,4 kcal DHºc → sempre exotérmico (DHºc , 0)
A LD

  Hf ≠ 0
Hf = 0

∆H 5 Hf 2 Hi
COMBUSTÃO 5 COMBUSTÍVEL 1
EM IA

Obtido COMBURENTE (O2)


268,4 kcal 5 HH 20 experimentalmente
ST ER

O
2 (<)
Atenção!
Como as entalpias do H2(g) e do O2(g) são iguais a zero Nas reações de combustão em que o reagente “com-
(estado-padrão), o valor da entalpia do sistema inicial bustível” é uma substância simples no estado-padrão, é
SI AT

também será igual a zero (Hi = 0). Logo: indiferente chamarmos o ∆H de entalpia de formação do
produto ou de calor de combustão do reagente.
∆Hof = Hf − Hi = Hf − 0
M

Exemplo
∆Hof = Hf
C(gr) 1 O2(g) → CO2(g) ∆H 5 294,1 kcal
∆H o
f H2O( ) = − 68,4 kcal Assim, ∆H 5 294,1 kcal/mol pode ser chamado
tanto como entalpia-padrão de formação do CO 2(g)
Dessa forma, a entalpia de formação da água líquida, (DHºf = 294,1 kcal) quanto como entalpia-padrão de com-
sempre nas condições-padrão, é igual a 268,4 kcal/mol bustão do C(gr) (DHºc 5 294,1 kcal).
e será considerada, para fins de cálculo, como sendo a
energia correspondente a 1 mol de água na fase líquida PODER CALORÍFICO
e será denominada de entalpia-padrão de formação da É a medida da quantidade de energia liberada na
água (DHºf 5 268,4 kcal/mol). queima de uma unidade de massa (em geral, em gra-

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 28 20/03/2019 12:35


95 – Material do Professor 29

mas) de um reagente combustível, podendo ser medi-


da em kcal/g, kcal/kg, kJ/g etc. Dessa forma, diminui-se 2. UEG-GO – Os hidrocarbonetos são largamente utili-

QUÍMICA 1B
zados como combustíveis devido ao seu alto poder ca-
o impacto da influência dos fatores externos nos pro- lorífico. Dentre eles, destacam-se o metano e o butano,
cessos de medida da quantidade de energia envolvida os quais apresentam calores de combustão iguais a 208
na queima de um combustível, pois uma mesma quan- e 689 kcal ? mol21, respectivamente.
tidade de substância pode ocupar volumes diferentes A energia produzida, em kcal ? mol21, pela combustão
em cada uma das infinitas condições de temperatura completa de 1 000 g de uma mistura de metano e butano
e pressão. na proporção em massa de duas partes do primeiro para
três partes do segundo, será, aproximadamente,
Assim, é possível comparar a energia liberada, por
exemplo, na queima de 1 litro de gasolina (considera-se a) 11 900
apenas o isooctano) com a energia liberada na queima b) 13 000
de 1 litro de etanol (líquido), utilizando-se uma mesma c) 12 300

O
base de cálculo – a massa. d) 19 300

BO O
Resolução

SC
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

M IV
CH4 5 208 kcal/mol e C4H10 5 689 kcal/mol
1. Unifenas-MG – Considere a reação representada a
seguir:
1 mol de metano (2/5 da massa total):

O S
H2(g) 1 C,2(g) → 2 HC,(g) 1 42 kcal/mol
Nas mesmas condições, qual será a energia térmica en-

D LU
16 g ––––– 208 kcal
volvida na formação de 73,0 g de HC,(g)?
Dados: H = 1 u; C, = 35,5 u 400 g ––––– x
a) São liberadas 42 kcal.

O C
x 5 5 200 kcal
b) São absorvidas 42 kcal.
N X
c) São
d) São
liberadas 21 kcal.
absorvidas 84 kcal.
1 mol de butano (3/5 da massa total):
SI E
e) São liberadas 84 kcal. 58 g ––––– 689 kcal
Resolução
O

600 g ––––– y
Pela reação balanceada, conclui-se que a formação de
EN S

2 mols de HC< libera 42 kcal; como 2 mols de HC< y 5 7 127 kcal


correspondem a 73 g, a energia térmica liberada é
E U

42 kcal. Total: 5 200 kcal 1 7 127 kcal 5 12 327 kcal


D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 29 20/03/2019 12:35


30 96 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
QUÍMICA 1B

PROCESSOS
TERMOQUÍMICOS

O
BO O
SC
M IV
Entalpia-padrão de formação
Entalpia-padrão
de combustão

O S
D LU
O C
Energia liberada na combustão de 1 mol de
Energia liberada ou absorvida
na formação de 1 mol de
N X substância composta, por meio
qualquer substância, no estado-padrão.
SI E
de substâncias simples, no
estado-padrão.
O
EN S
E U
D E

Poder calorífico
A LD
EM IA

É a medida da quantidade
ST ER

de energia liberada na queima de


uma unidade de massa de um
reagente combustível.
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 30 20/03/2019 12:35


97 – Material do Professor 31

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

QUÍMICA 1B
1. Ufrgs-RS – A crise energética mundial impulsionou
a procura por combustíveis alternativos e renováveis. Etanol
 1 3 O2 → 2 CO2 1 3 H2O ∆Hcombustão 5 21 368 kJ/mol
C2H6O

Considere os dados contidos no quadro a seguir. ΔH 5 Hprodutos – Hreagentes


–1 368 kJ 5 [2 ? (2394 kJ) 1 3 ? (–286 kJ)] – [Hetanol 1 0 kJ]
Poder Hetanol 5 (1 368 2 788 2 858 1 0) kJ
Densidade
Combustível calorífico Hetanol 5 2278 kJ/mol
(g/mL)
(kJ/g)
Hidrogênio 140 8,2 ? 1025 3. UFTM-MG C6-H21
O poder calorífico do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo),
Propano 50 1,8 ? 1023

O
cuja combustão é praticamente completa, é cerca de

BO O
Gasolina 45 0,750 48 000 kJ/kg. Considere que a composição desse gás
seja de 50% em massa de butano e 50% em massa de

SC
Etanol 30 0,790 propano e que a entalpia de combustão completa do

M IV
butano seja ∆H 5 23 000 kJ/mol. Com base nessas in-
Com base nesses dados, é correto afirmar que formações, pode-se estimar que a entalpia de combus-

O S
a) o hidrogênio é o combustível mais eficaz entre os tão completa do propano, em kJ/mol, seja próxima de
relacionados, considerando iguais volumes de com- a) 3 000 c) 5 000 e) 1 000

D LU
bustível. b) 2 000 d) 4 000
b) o propano é o combustível mais efi caz entre os
Teremos 50% em massa de propano, então:
relacionados, considerando massas iguais de com-
50

O C
bustível. ? 1 kg 5 500 g
100
c) todos os combustíveis do quadro anterior geram CO2
N Xna sua combustão total.
d) o poder calorífico do etanol, medido em kJ por litro,
50
100
? 48 000 kJ 5 24 000 kJ (liberados)
SI E
por sua maior densidade, é o maior entre todos. 500 g de C3H8 ––––– 24 000 kJ (liberados)
44 g de C3H8 ––––– E
e) o poder calorífico do hidrogênio, medido em kJ por li-
tro, por causa de sua baixa densidade, é muito baixo. E 5 2 112 kJ ø 2 000 kJ liberados
O

Competência: Apropriar-se de conhecimentos da física para, em


Para encontrarmos o poder calorífico, em kJ/L, basta multiplicarmos situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções
o poder calorífico, em kJ/g, pela densidade, em g/L.
EN S

científico-tecnológicas.
Poder Densidade Habilidade: Utilizar leis físicas e/ou químicas para interpretar proces-
E U

Combustível Poder calorífico (kJ/L) sos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica
calorífico (kJ/g) (g/L)
e/ou do eletromagnetismo.
Hidrogênio 140 8,2 ? 1022 140 ? 8,2 ? 1022 5 11,48
4. UNESP (adaptado) – Analise os três diagramas de
D E

Propano 50 1,8 50 ? 1,8 5 90


entalpia.
Gasolina 45 750 45 ? 750 5 33 750
A LD

Entalpia/kJ Entalpia/kJ Entalpia/kJ


Etanol 30 790 30 ? 790 5 23 700
C2H2(g)
Por causa de sua baixa densidade, o poder calorífico do hidrogênio, +227
medido em kJ por litro, é muito baixo. 2 C(s) + H2(g) C(s) + O2(g) H2(g) + 1 O2(g)
2
EM IA

0 0 0

2. Mackenzie-SP – O etanol, produzido por meio da fer- H2O(,)


mentação do açúcar extraído da cana-de-açúcar, é um −286
ST ER

CO2(g)
combustível renovável, extremamente difundido no ter- −393
ritório nacional, e possui entalpia-padrão de combustão
de 21 368 kJ/mol.
Qual é o ∆H da combustão completa de 1 mol de ace-
SI AT

Considerando-se os dados fornecidos na tabela a se-


guir, é correto afirmar que a entalpia-padrão de forma- tileno, C2H2(g), produzindo CO2(g) e H2O(ℓ)?
ção do etanol é de ∆Hformação C 5 1227 kJ/mol
2H2
M

∆Hformação CO 5 2393 kJ/mol


Substância Hof (kJ/mol)
2
∆Hformação H 5 2286 kJ/mol
2O
5
CO2(g) –394 1 C2H2 (g) 1  O2 (g) → 2 CO2 (g) 1 1 H2O()
   2    
  
+227 kJ
  2 · ( –393 kJ) –286 kJ
0 kJ
H2O(ℓ) –286
∆H 5 [2 ? (2393 kJ) 1 (2286 kJ)] 2 [1 227 kJ 1 0 kJ]
∆H 5 21 299 kJ
a) 1278 kJ/mol.
b) 13 014 kJ/mol.
c) 11 646 kJ/mol.
d) 2278 kJ/mol.
e) 23 014 kJ/mol.

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32 98 – Material do Professor

5. Fuvest-SP – Com base em considerações teóricas, 6. UEM-PR – Sabendo que a combustão completa de 1
QUÍMICA 1B

foi feita uma estimativa do poder calorífico (isto é, da mol de metano libera 802 kJ de energia; que a com-
quantidade de calor liberada na combustão completa bustão completa de 1 mol de etanol libera 1 350 kJ
de 1 kg de combustível) de grande número de hidrocar- de energia e que o gás oxigênio representa 20% do
bonetos. Dessa maneira, foi obtido o seguinte gráfico volume total do ar, assinale o que for correto.
de valores teóricos: 01) O etanol é uma fonte de energia não poluente, pois,
quando queimado com oxigênio, produz apenas
água e calor.
13 000
02) O metano pode ser obtido pela decomposição da
matéria orgânica presente em restos de alimentos.
Quantidade de calor liberada na
combustão completa (kcal/kg)

04) A combustão incompleta do metano pode levar à


12 000
produção de fuligem devido à formação de carbono.
08) Estando os gases na CNPT, para a queima total de

O
45 L de metano, são necessários aproximadamente

BO O
11 000 450 L de ar.

SC
16) O metano produz maior quantidade de energia por

M IV
quantidade de massa do que o etanol.
10 000
Dê a soma dos itens corretos.

O S
4 5 6 7 8 9 10 11 12 30 (02 1 04 1 08 1 16)

D LU
Massa de carbono/massa de hidrogênio
na composição do hidrovarboneto
01. Incorreto. O etanol é uma fonte de energia poluente, pois, quando

O C
queimado com oxigênio, produz água, gás carbônico e calor (supondo
Com base no gráfico, um hidrocarboneto que libera
10 700 kcal/kg em sua combustão completa pode ser
combustão completa).
N X representado pela fórmula
Dados: massas molares (g/mol): H = 1; C = 12
SI E
02. Correto. O metano pode ser obtido pela decomposição da maté-
a) CH4
ria orgânica presente em restos de alimentos.
O

b) C2H4
c) C4H10 (CH2O)n → n CH4 1 n CO2
EN S

2
d) C5H8
04. Correto. A combustão incompleta do metano pode levar à produ-
E U

e) C6H6
ção de fuligem por causa da formação de carbono.
Com base no gráfico, para um hidrocarboneto que libera
10 700 kcal/kg, teremos:
D E

Relação massa de carbono/massa de hidrogênio CH4 1 1 O2 → C(s) 1 2 H2O



A LD

Fuligem
mC
56 08. Correto. Estando os gases na CNPT, para a queima total de 45 L
mH

C 2H 4 de metano, são necessários aproximadamente 450 L de ar.


massa de carbono: 2 ? (12) 5 24 g
EM IA

massa de hidrogênio: 4 ? (1) 5 4 g CH4 1 2 O2 → CO2 1 2 H2O


24
5 6 (como encontrado no gráfico). 22,4 L de CH4 ––––– CO2 1 2 H2O
ST ER

13 000 45 L de CH4 ––––– VO2

VO2 5 90 L
SI AT
Quantidade de calor liberada na
combustão completa (kcal/kg)

12 000
90 L ––––– 20% de ar
M

V ––––– 100% de ar
11 000
10 700
V = 450 L

10 000 16. Correto. O metano produz maior quantidade de energia (E) por

quantidade de massa do que o etanol (E’).


4 5 6 7 8 9 10 11 12
Massa de carbono/massa de hidrogênio 1 CH4 1 2 O2 → 1 CO2 1 2 H2O ΔH = –802 kJ
na composição do hidrovarboneto

16 g ––––– 802 kJ liberados

1 g ––––– E

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 32 20/03/2019 12:35


99 – Material do Professor 33

E 5 50,125 kJ

QUÍMICA 1B
1 C2H6O 1 3 O2 → 2 CO2 1 3 H2O ∆H 5 –1 350 kJ

46 g ––––– 1 350 kJ liberados

1 g ––––– E’

E’ = 29,34 kJ

E . E’

O
BO O
SC
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

M IV
7. UEM-PR – A reação de decomposição térmica do car- 8. Espcex/Aman-RJ – Algumas viaturas militares admi-

O S
bonato de cálcio pode ser representada por: nistrativas possuem motores a combustão que utilizam
como combustível a gasolina. A queima (combustão) de
CaCO3(s) → CaO(s) 1 CO2(g) ∆H 5 177 kJ/mol

D LU
combustíveis, como a gasolina, nos motores a combus-
Dado que a entalpia de formação do CaO (s) é de tão, fornece a energia essencial para o funcionamento
2635 kJ/mol e que a entalpia de formação do CO2(g) é dessas viaturas militares. Considerando uma gasolina
de 2394 kJ/mol, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). na condição-padrão (25 ºC e 1 atm), composta apenas

O C
por n-octano (C8H18) e que a sua combustão seja com-
Dados: massas molares (g/mol): C 5 12; O 5 16; Ca 5 40
pleta (formação exclusiva de CO2 e H2O gasosos como
N X
01) A entalpia de formação do CaCO3(s) é de 21 206 kJ/mol.
02) A reação de formação de CaCO3(s) a partir de CaO(s)
produtos), são feitas as seguintes afirmativas:
SI E
Dados:
e de CO2(g) é um processo endotérmico.
04) A decomposição térmica de 1 kg de CaCO3(s) absor- Entalpias de Massas
O

ve 1 770 kJ.
formação (∆Hºf) atômicas
08) A decomposição térmica de 1 kg de CaCO3(s) produz
EN S

440 g de CaO(s). H2O(g) CO2(g) C8H18(ℓ) H C O


16) A entalpia de formação de qualquer composto quí-
E U

–242 kJ/mol –394 kJ/mol –250 kJ/mol 1 u 12 u 16 u


mico tem sempre valor negativo.
Dê a soma da(s) alternativa(s) correta(s). I. A combustão da gasolina (C 8H 18) é uma reação
exotérmica.
D E

II. Na combustão completa de 1 mol de gasolina, são


A LD

liberados 16 mols de gás carbônico (CO2).


III. A entalpia de combustão (calor de combustão) dessa
gasolina é –5 080 kJ/mol (ΔHc = –5 080 kJ/mol).
IV. O calor liberado na combustão de 57 g de gasolina
EM IA

é de 1 270 kJ.
Das afirmativas apresentadas, estão corretas apenas
ST ER

a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) I e II.
SI AT

d) II e IV.
e) I e III.

9. Unicid-SP – A sublimação é um processo que pode


M

interferir na qualidade de produtos farmacêuticos. Con-


sidere um analgésico comercializado em pílulas que
tem como princípio ativo o ibuprofeno (C13H18O2) e os
seguintes dados:
∆Hvaporização 5 70,12 kJ/mol
∆Hfusão 5 21,7 kJ/mol
a) Calcule a entalpia de sublimação do ibuprofeno e
classifique-a como endotérmica ou exotérmica.
b) Por que se recomenda que comprimidos à base de
ibuprofeno sejam mantidos a temperaturas entre
15 ºC e 25 ºC?

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 33 20/03/2019 12:35


34 100 – Material do Professor

tóxicas e são agentes carcinogênicos e teratogênicos.


QUÍMICA 1B

A equação a seguir corresponde à reação de oxidação


de 1,1’-bifenila-2,2’,3,3’-tetracloro (∆Hºf 5 73,2 kJ/mol) em
2,3,7,8-tetraclorobenzo-p-dioxina (∆Hºf 5 2114,4 kJ/mol). A
entalpia de formação da água nas condições de reação é
∆Hºf 5 2241,8 kJ/mol.

C, C, O C,
C, + 3 O2 + H2O
C, 2
C, O C,
C,

a) Calcule a entalpia da reação ilustrada. Mostre como

O
chegou ao valor.

BO O
b) Essa reação é endotérmica? Explique como se chega

SC
a tal conclusão.

M IV
O S
D LU
10. Espcex/Aman-RJ – Uma das aplicações da trinitro-
glicerina, cuja fórmula é C3H5N3O9, é a confecção de

O C
explosivos. Sua decomposição enérgica gera como
produtos os gases nitrogênio, dióxido de carbono e
N X
oxigênio, além de água, conforme mostra a equação
da reação a seguir:
SI E
4 C3H5N3O9(ℓ) → 6 N2(g) 1 12 CO2(g) 1 1 O2(g) 1 10 H2O(ℓ)
O

Além de explosivo, a trinitroglicerina também é utilizada


como princípio ativo de medicamentos no tratamento
EN S

de angina, uma doença que acomete o coração. Medi-


camentos usados no tratamento da angina usam uma
E U

dose-padrão de 0,6 mg de trinitroglicerina na formula-


ção. Considerando os dados termoquímicos da reação
a 25 ºC e 1 atm e supondo que essa massa de trinitro-
D E

glicerina sofra uma reação de decomposição completa,


A LD

a energia liberada seria, aproximadamente, de 12. UEFS-BA (adaptado)


Dados: massas atômicas: H 5 1 u; C 5 12 u; N 5 14 u;
O 5 16 u
∆Hºf (H2O) 5 2286 kJ/mol; ∆Hºf (CO2) 5 2394 kJ/mol; Entalpia da
Substância
EM IA

∆Hºf (C3H5N3O9) 5 2353,6 kJ/mL


formação (kJ/mol)
a) 4,1 J.
ST ER

C2H5OH(ℓ), etanol –277,8


b) 789,2 J.
c) 1 432,3 J. CO2g –393,5
d) 5,3 kJ.
SI AT

e) 362,7 kJ. O2(g) 0


11. UFPR – Policlorobifenila, conhecido como PCB, é
M

uma classe de compostos sintéticos aromáticos que H2O(ℓ) –286,0


foi extensivamente utilizada em fluidos refrigerantes
para transformadores, capacitores e motores elétri-
cos, devido à excelente propriedade dielétrica e es- Um motociclista foi de Salvador-BA para Feira de Santa-
tabilidade química. O descarte inapropriado de PCB na-BA, percorrendo, no total, 110,0 km. Para percorrer
no meio ambiente causa diversos problemas, em o trajeto, sua motocicleta flex consumiu cinco litros de
função da alta toxicidade e longevidade no ambiente. etanol (C2H5OH, d 5 0,8 g/cm³), tendo um consumo
Os PCBs são agentes carcinogênicos para humanos médio de 22,0 km/L.
e animais. A remediação de solos contaminados com
Com base nos dados de entalpia de formação de algu-
PCB é bastante difícil, devido à alta estabilidade desses
mas substâncias, calcule o calor envolvido na combus-
compostos. A incineração desses solos em tempera-
tão completa por litro de etanol, em kJ.
turas inferiores a 700 ºC produz compostos voláteis
perigosos, como as dioxinas. Dioxinas são ainda mais

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 34 20/03/2019 12:35


101 – Material do Professor 35

Analisando as afirmações anteriores, está(ão) correta(s)

QUÍMICA 1B
a) apenas I. d) apenas I e II.
b) apenas II. e) I, II e III.
c) apenas III.

15. Mackenzie-SP – A respeito da combustão completa


de 1 mol de gás propano, no estado-padrão, são feitas
as seguintes afirmações:
I. Trata-se de um processo endotérmico.
II. Ocorre com liberação de energia para o meio externo.
III. Há a formação de 3 mols de dióxido de carbono e
4 mols de água.

O
IV. São consumidos 5 mols de gás oxigênio.

BO O
Analisando as afirmações anteriores, estão corretas

SC
somente

M IV
a) I e II. d) I, III e IV.
b) I, II e III. e) II e IV.

O S
c) II, III e IV.

D LU
16. FASM-SP – No processo de produção de ferro metá-
lico (Fe), ocorre a redução do óxido ferroso (FeO) com
monóxido de carbono (CO) de acordo com a equação
representativa da reação:

O C
FeO(s) + CO(g) → Fe(s) + CO2(g)
N X Considere os seguintes dados:
SI E
13. Fac. Albert Einstein-SP – A fermentação é um proces- Substância ∆Hºf (kJ/mol)
so anaeróbico de síntese de ATP, fornecendo energia
FeO(s) –272,0
O

para o metabolismo celular. Dois dos processos de


fermentação mais comuns por meio da glicose são a
CO(g) –110,5
EN S

fermentação alcoólica e a fermentação láctica.


C6H12O6 → 2 CO2 1 2 C2H5OH (fermentação alcoólica) CO2(g) –394,0
E U

C6H12O6 → 2 C3H6O3 (fermentação láctica) a) Indique o tipo de ligação química envolvida em cada
substância química reagente desse processo.
Dados: entalpia de formação ( DHof ):
D E

b) Calcule o valor, em kJ/mol, do calor envolvido na pro-


CO2 5 2394 kJ/mol; dução do ferro metálico por meio do óxido ferroso.
A LD

C3H6O3 5 2678 kJ/mol;


C2H5OH 5 2278 kJ/mol;
C6H12O6 5 21 268 kJ/mol.
EM IA

Sobre a energia envolvida nesses processos de fermen-


tação, é possível afirmar que
ST ER

a) a fermentação láctica absorve energia enquanto a


fermentação alcoólica libera energia.
b) os dois processos são endotérmicos, absorvendo
SI AT

a mesma quantidade de energia para uma mesma


massa de glicose fermentada.
c) a fermentação alcoólica libera uma quantidade de
energia maior do que a fermentação láctica para uma
M

mesma massa de glicose envolvida.


d) a fermentação láctica libera uma quantidade de ener-
gia maior do que a fermentação alcoólica para uma
mesma massa de glicose envolvida.

14. UFRGS-RS – Considere as seguintes afirmações sobre


termoquímica.
I. A vaporização do etanol é um processo exotérmico.
II. Os produtos de uma reação de combustão têm en-
talpia inferior aos reagentes.
III. A reação química da cal viva (óxido de cálcio) com a
água é um processo em que ocorre absorção de calor.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 35 20/03/2019 12:35


36 102 – Material do Professor

17. UFJF-MG – A entalpia de neutralização corresponde a) ∆H1 . 0 e ∆H2 , 0


QUÍMICA 1B

ao calor liberado quando 1 mol de íons H1 reage com b) ∆H1 5 ∆H2 5 0


1 mol de íons OH2 para a formação de 1 mol de H2O.
c) ∆H1 5 ∆H2 , 0
Com relação às entalpias de neutralização das reações
a seguir, escolha a opção correta. d) ∆H1 , ∆H2 , 0
e) ∆H1 , 0 e ∆H2 . 0
HC,(aq) 1 KOH(aq) → KC,(aq) 1 H2O(ℓ) ∆H1
HBr(aq) 1 NaOH(aq) → NaBr(aq) 1 H2O(ℓ) ∆H2

ESTUDO PARA O ENEM


18. Enem C6-H21 quantidade de gás, poderia haver valiosa aplicação, uma
Para comparar a eficiência de diferentes combustíveis, vez que, na combustão total do metano, é gerada ener-

O
costuma-se determinar a quantidade de calor liberada gia térmica que poderia ser utilizada para aquecer água.

BO O
na combustão por mol ou grama de combustível. O

SC ALF RIBEIRO/ SHUTTERSTOCK


quadro a seguir mostra o valor de energia liberada na

M IV
combustão completa de alguns combustíveis.

O S
Combustível ∆Hºc a 25 ºC (kJ/mol)

D LU
Hidrogênio (H2) –286
Etanol (C2H5OH) –1 368

O C
Metano (CH4) –890
Com essa massa de metano, quantos kg de água po-
N X
Metanol (CH3OH) –726 deriam ser aquecidos de 25 ºC a 43 ºC?
SI E
Octano (C8H18) –5 471 Dados: calor de combustão do metano = 210 kcal/mol
massa molar do metano = 16 g/mol
O

As massas molares dos elementos H, C e O são iguais


calor específico da água = 1,0 cal ? g–1 ? ºC–1
a 1 g/mol, 12 g/mol e 16 g/mol, respectivamente.
a) 1,0 ? 10 kg
EN S

Qual combustível apresenta maior liberação de energia


b) 1,0 ? 102 kg
por grama?
E U

c) 1,0 ? 103 kg
a) Hidrogênio d) Metanol
d) 2,0 ? 104 kg
b) Etanol e) Octano
e) 2,0 105 kg
D E

?
c) Metano
A LD

20. PUCCamp-SP C6-H21


19. FCM-PB C6-H21
A entalpia de combustão do carbono, a 25 ºC, é de
O número total de bovinos no país foi de 215,2 milhões 393,5 kJ/mol. Considerando 1,0 kg de turfa, um tipo de
de cabeças em 2015, um aumento de 1,3% em relação carvão mineral que contém somente 60% de carbono,
a 2014. O maior rebanho era o de São Félix do Xingu em média, a energia liberada, em kJ, somente pela
EM IA

(PA), com 2 222 949 cabeças no último dia do ano, queima de carbono é de, aproximadamente,
seguido por Corumbá (MS), Ribas do Rio Prado (MS),
Cáceres (MT) e Marabá (PA). Os dados são da Pesquisa Dado: massa molar: C = 12 g/mol
ST ER

Pecuária Municipal 2015, divulgada nesta quinta-feira, a) 2 000 d) 15 000


dia 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estática
b) 5 000 e) 20 000
(IBGE). Por dia, cada cabeça de gado produz cerca de
(50/365) kg de metano. Se fosse possível recolher essa c) 10 000
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 36 20/03/2019 12:35


103 – Material do Professor 37

42

QUÍMICA 1B
LEI DE HESS

O
BO O
1818128/SHUTTERSTOCK

SC
• Lei de Hess

M IV
HABILIDADES

O S
• Aplicar a lei de Hess e
compreender que ela é

D LU
especialmente útil para
determinar indiretamente
as entalpias de formação

O C
de muitas substâncias.

N X
SI E
O
EN S
E U
D E

Adição de fertilizante ao solo.


A LD

A produção industrial da amônia para o uso em fertilizantes, pelo processo Haber-


-Bosch, só foi possível graças aos avanços nos estudos da termodinâmica e da
cinética química. Primeiramente, para a sua produção, é necessário sintetizar os
reagentes do processo:
EM IA

Ar atmosférico liquefação
 N2(g)
ST ER

CH4(g) 1 H2O(g) → CO(g) 1 3 H2(g)

Dessa forma:
SI AT

N2(g) 1 3 H2(g) → 2 NH3(g) 1 energia

A energia liberada nesse processo pode ser determinada pela lei de Hess, que
M

será o foco deste módulo.

Lei de Hess
Por volta de 1840, Germain Henri Hess, trabalhando na determinação de certos
calores de reação, cuja medida experimental era muito difícil, constatou que “a
variação de entalpia (DH) de uma reação química depende apenas dos estados
final e inicial, não importando o caminho da reação”. Isso significa que, mesmo
que um determinado processo exija a realização de várias etapas intermediárias, o
DH continuará sendo a diferença entre a entalpia final e a inicial. Essa importante lei
experimental foi chamada de lei do estado final ou inicial, lei de adição de calores

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 37 20/03/2019 12:35


38 104 – Material do Professor

ou, simplesmente, lei de Hess. 1o Ao somar várias equações, somamos também


Assim, considere uma reação genérica A → B, da os respectivos DH;
QUÍMICA 1B

qual se quer determinar o DH. Perceba que essa reação 2o Ao inverter uma equação, invertemos também
pode ser realizada por diversos caminhos e cada um o sinal do DH;
deles apresenta um valor característico de DH “inter- 3o Ao multiplicar uma equação por um número qual-
mediário”. Para que A se transforme em E, é apresen- quer (positivo e diferente de zero), multiplicamos
tado o seguinte mecanismo, dividido em quatro etapas também o DH pelo mesmo número.
intermediárias:
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
Etapa 1: A → B ∆H1 = – 10 kcal
1. IFMG – Na primeira etapa da produção industrial de
Etapa 1: B → C ∆H2 = – 25 kcal ácido sulfúrico, ocorre a combustão controlada de enxo-
fre para produzir dióxido de enxofre segundo a equação:

O
Etapa 3 : C → D ∆H3 = – 7 kcal
S2(s) 1 O2(g) → SO2(g) ∆H 5 –297 kJ/mol

BO O
Etapa 4 : D → E ∆H4 = – 50 kcal

SC
Posteriormente, esse produto é convertido a trióxido

M IV
Global : A → E ∆HGlobal = x kcal de enxofre (SO3), cuja combustão direta libera 395 kJ
por mol de SO3, conforme a equação seguinte.
Podemos observar que a variação global de energia

O S
pode ser determinada pelo somatório das várias etapas 2 S(s) 1 3 O2(g) → 2 SO3(g)

D LU
intermediárias do processo global. A variação de entalpia, em kJ por mol de SO3, da
Assim, matematicamente: segunda etapa desse processo industrial, é igual a
a) 249

O C
DHGlobal 5 DH1 1 DH2 1 DH3 1 DH4
b) 298
Logo: N X c) 2196
DHGlobal 5 DH1 1 DH2 1 DH3 1 DH4 d) 2493
SI E
DHGlobal 5 –10 1 (–25) 1 (–7) 1 50 e) 2692
DHGlobal 5 –42 1 50 5 18 kcal Resolução
O

Interpretando o DH obtido de 18 kcal, significa que S 1 O2 → SO2 ∆H1 5 –297 kJ/mol


a entalpia do composto E (produto) é 8 kcal maior que a
EN S

entalpia do composto A (reagente), independentemen- SO2 1 1 O2 → SO3 ∆H2 5 ?


2
E U

te do caminho ou mecanismo de conversão de A em E.


Note que há possibilidade de os dados serem tra- S 1 3 O2 → SO3 ∆H 5 2395 kJ/mol
D E

balhados na forma de um gráfico. Graficamente, o DH 2


da reação refere-se à diferença entre as entalpias ∆H 5 ∆H1 1 ∆H2
A LD

dos reagentes originais e dos produtos finais. 2395 5 2297 1 ∆H2

∆H2 5 2395 1 297


EM IA

E ∆H2 5 2 98 kJ/mol

A H = +8 kcal 2. IFSul-RS – Dentre as mudanças de estado físico mais


ST ER

presentes em nosso dia a dia, estão a fusão e a va-


10 B 50
porização da água, cujas transformações são descritas,
respectivamente, pelas equações a seguir.
25 H2O(s) → H2O(<) ∆Hº 5 17,3 kJ/mol
SI AT

C
H2O(<) → H2O(v) ∆Hº 5 144 kJ/mol
7 D
Considerando esses fenômenos, são dadas as seguintes
afirmativas:
M

I. O processo de formação das nuvens (condensa-


ção) é exotérmico.
II. A entalpia de passagem do gelo para o vapor-
Como o número de etapas que o processo apre- -d’água é igual a 51,3 kJ/mol.
senta não é levado em consideração, o DH da reação III. A formação das ligações de hidrogênio em ambas
termoquímica pode ser tratado como uma equação ma- as reações é um processo endotérmico.
temática. Dessa forma, quando é utilizada a lei de Hess Estão corretas as afirmativas
no cálculo do DH de uma reação, devemos organizar e a) I e II, apenas.
combinar as equações fornecidas, de modo que a soma b) I e III, apenas.
delas seja a equação cujo DH esteja sendo procurado. c) II e III, apenas.
Para isso, devemos nos atentar aos seguintes passos: d) I, II e III.

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105 – Material do Professor 39

Resolução

QUÍMICA 1B
I. Correta. A condensação é a passagem do estado gasoso para o estado líquido, onde
ocorre liberação de energia, resultando em um processo exotérmico.

II. Correta.

H2O(s) → H2O(<) ∆Hº 5 17,3 kJ/mol

H2O(<) → H2O(v) ∆Hº 5 144 kJ/mol

H2O(s) → H2O(v) ∆Hº 5 151,3 kJ/mol

O
III. Incorreta. Pelos processos descritos anteriormente, o rompimento das ligações

BO O
é um processo endotérmico, portanto a formação será um processo exotérmico.

SC
M IV
O S
D LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 39 20/03/2019 12:35


40 106 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
QUÍMICA 1B

PROCESSOS TERMOQUÍMICOS

Lei de Hess

O
BO O
SC
M IV
Pode-se combinar Passos a serem

O S
Explica que a
equações termo- variação de entalpia seguidos

D LU
químicas para o (∆H) de uma reação
cálculo de ∆H. química depende
apenas dos esta-

O C
1. Ao somar várias equa-
dos final e inicial.
N X ções, somamos também
SI E
os respectivos ∆H.
O
EN S

2. Ao inverter a equação,
E U

invertemos também o si-


D E

nal do ∆H.
A LD
EM IA

3. Ao multiplicar uma equa-


ST ER

ção por um número qual-

quer (positivo e diferente


SI AT

de zero), multiplicamos

também o ∆H pelo mesmo


M

número.

DB_PV_2019_QUI1_M39a44_P5.indd 40 20/03/2019 12:35


107 – Material do Professor 41

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

QUÍMICA 1B
1. UNESP – O ácido fluorídrico, importante matéria-prima

Entalpia (H)
para obtenção de diversos compostos fluorados, pode
ser preparado pela reação:
CaF2(s) 1 H2SO4(<) → CaSO4(s) 1 2 HF(g) CaSO4(s) + 2 HF(g)

Considere os dados:
ΔH = +61 kJ
∆H (A reação é endotérmica,
pois o valor do ΔH é positivo.)
CaF2(s) + H2SO4(,)
Reação (kJ/mol de
produto)

O
1 H2(g) 1 1 F2(g) → HF(g) 2273

BO O
Caminho da reação
2 2

SC
Ca(s) 1 F2(g) → CaF2(s) 21 228

M IV
Ca(s) 1 S(s) 1 2 O2(g) → CaSO4(s) 21 435
H2(g) 1 S(s) 1 2 O2(g) → H2SO4(<)

O S
2814

D LU
a) Com base nos dados apresentados na tabela e uti-
lizando a lei de Hess, calcule o DH da reação de
preparação do HF(g) por meio de 1 mol de CaF2(s) e
informe se ela é exotérmica ou endotérmica.

O C
b) Represente, no diagrama apresentado a seguir, a
reação de preparação do HF.
N X
SI E
Entalpia (H)

2. UNESP – Em 1840, o cientista Germain Henri Hess


(1802-1850) enunciou que a variação de entalpia (DH)
EN S

em uma reação química é independente do caminho


entre os estados inicial e final da reação, sendo igual à
E U

soma das variações de entalpias em que essa reação


pode ser desmembrada.
Durante um experimento envolvendo a lei de Hess,
D E

através do calor liberado pela reação de neutralização


A LD

de uma solução aquosa de ácido cianídrico (HCN) e uma


Caminho da reação solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH), foi obtido
a) Para se chegar na equação global, realizamos os seguintes passos: o valor de 2,9 kcal/mol para a entalpia dessa reação.
Sabendo que a entalpia liberada pela neutralização de
1 H 1 1 F → HF DH 5 2273 kJ/mol (multiplicar por 2 e manter) um ácido forte e uma base forte é de 13,3 kcal/mol,
EM IA

2(g) 2(g) (g)


2 2
que o ácido cianídrico é um ácido muito fraco e que
Ca(s) 1 F2(g) → CaF2(s) DH 5 21 228 kJ/mol (inverter) o hidróxido de sódio é uma base muito forte, calcule
Ca(s) 1 S(s) 1 2 O2(g) → CaSO4(s) DH 5 21 435 kJ/mol (manter) a entalpia de ionização do ácido cianídrico em água
ST ER

H2(g) 1 S(s) 1 2 O2(g) → H2SO4(<) DH 5 2814 kJ/mol (inverter) apresentando as equações químicas de todas as etapas
utilizadas para esse cálculo.
H2(g) 1 F2(g) → 2 HF(g) DH1 5 2 ? (2273 kJ/mol)
HCN(aq) 1 NaOH(aq) → Na(+aq) 1 CN(–aq) 1 H2O(<) DH 5 22,9 kcal/mol
SI AT

CaF2(s) → Ca(s) 1 F2(g) DH2 5 11 228 kJ/mol


Ca(s) 1 S(s) 1 2 O2(g) → CaSO4(s) DH3 5 21 435 kJ/mol H(+aq) 1 OH(–aq) → H2O(<) DH 5 213,3 kcal/mol (inverter)
 
ácido forte base forte
H2SO4(<) → H2(g) 1 S(s) 1 2 O2(g) DH4 5 1814 kJ/mol
M

Então:
HCN(aq) 1 NaOH(aq) → Na(+aq) 1 CN(–aq) 1 H2O(<) DH1 5 22,9 kcal/mol
Global
CaF2(s) 1 H2SO4(<) → CaSO4(s) 1 2 HF(g) DH 5 DH1 1 DH2 1 DH3 1 ∆H4 H2O(<) → H(+aq) 1 OH(–aq) DH2 5 113,3 kcal/mol

HCN(aq)  → H(aq) 1 CN(aq) DH 5 110,4 kcal


Global + –
DH 5 DH1 1 DH2 1 DH3 1 DH4
DH 5 2 ? (2273 kJ) 1 (11 228 kJ) 1 (21 435 kJ) 1 (1814 kJ)
DH 5 2546 kJ 1 1 228 kJ 2 1 435 kJ 1 814 kJ
DH 5 161 kJ ∴ endotérmica

b) Representação da reação de preparação do HF(g) por meio de 1 mol


de CaF2(s).

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42 108 – Material do Professor

3. Enem C6-H21 ficá-lo como endotérmico, quando absorve energia na


QUÍMICA 1B

O ferro é encontrado na natureza na forma de seus forma de calor, ou exotérmico, quando libera energia.
minérios, tais como a hematita (α2Fe2O3), a magnetita d) O fenômeno de ebulição e o de fusão de uma substân-
(Fe3O4) e a wustita (FeO). Na siderurgia, o ferro-gusa cia são exemplos de processos físicos endotérmicos.
é obtido pela fusão de minérios de ferro em altos for- e) A lei de Hess afirma que a variação de energia deve
nos em condições adequadas. Uma das etapas nesse ser diferente, dependendo se um processo ocorrer
processo é a formação de monóxido de carbono. O CO em uma ou em várias etapas.
(gasoso) é utilizado para reduzir o FeO (sólido), confor- A lei de Hess é uma lei experimental que estabelece que a variação
me a equação química: de entalpia (DH) de uma reação química não depende do número de
etapas, depende apenas do estado inicial e final da reação.
FeO(s) 1 CO(g) → Fe(s) 1 CO2(g)
5. UEM-PR – Assinale o que for correto.
Considere as seguintes equações termoquímicas: 01) Pelo enunciado da lei de Hess, o valor da variação
de entalpia depende somente dos estados inicial,
Fe2O3(s) 1 3 CO(g) → 2 Fe(s) 1 3 CO2(g)

O
intermediário e final.

BO O
DHº 5 225 kJ/mol de Fe2O3 02) Na mudança de fase, à pressão constante de uma

SC
3 FeO(s) 1 CO2(g) → Fe3O4(s) 1 CO(g) certa substância, há troca de calor com o ambiente.

M IV
Um exemplo disso é a fusão de uma barra de gelo
DHº 5 236 kJ/mol de CO2 de 1 grama na qual são absorvidos aproximada-
mente 330 joules. Considere a entalpia de fusão
2 Fe3O4(s) 1 CO2(g) → 3 Fe2O3 1 CO(g)

O S
da água igual a 6 kJ/mol.
DHº 5 147 kJ/mol de CO2
04) Quando duas barras de cobre metálico de massas

D LU
O valor mais próximo de DHº, em kJ/mol de FeO, para iguais, com uma delas estando a 298 K e a outra
a reação indicada do FeO(s) com o CO(g) é a 373 K, são colocadas em contato até atingirem
o equilíbrio térmico, as temperaturas de ambas se
a) 214 c) 250 e) 2100 modificam gradualmente até se igualarem. A ener-

O C
b) 217 d) 264 gia transferida entre essas duas barras é denomi-
nada temperatura.
N X
Fe2O3(s) 1 3 CO(g) → 2 Fe(s) 1 3 CO2(g) DHº 5 225 kJ/mol de Fe2O3 (? 3)
08) Em dias quentes de verão, o indivíduo procura se
SI E
3 FeO(s) 1 CO2(g) → Fe3O4(s) 1 CO(g) DHº 5 236 kJ/mol de CO2 (? 2) refrescar de diversas maneiras. Uma delas consiste
no ato de se molhar. O processo de resfriamento
2 Fe3O4(s) 1 CO2(g) → 3 Fe2O3 1 CO(g) DHº 5 147 kJ/mol de CO2 (manter)
do corpo se dá pela evaporação das moléculas de
O

água sobre a pele molhada, as quais, passando para


3 Fe2O3(s) 1 9 6 CO(g) → 6 Fe(s) 1 9 6 CO2(g) DH1 5 275 kJ/mol de Fe2O3 o estado gasoso, liberam calor, diminuindo a tem-
peratura corpórea, causando a sensação de frescor.
EN S

6 FeO(s) 1 2 CO2(g) → 2 Fe3O4(s) 1 2 CO(g) DH2 5 272 kJ/mol de CO2


16) Na formação de dióxido de carbono gasoso por meio
E U

2 Fe3O4(s) 1 CO2(g) → 3 Fe2O3(s) 1 CO(g) DH3 5 147 kJ/mol de CO2


1
de CO(g) 1 O2(g), a entalpia-padrão de combus-
2
tão é 2283 kJ/mol. Por meio de carbono na forma
D E

6 FeO(s) 1 6 CO(g) Global


→ 6 Fe(s) 1 6 CO2(g) DH 5 DH1 1 DH2 1 DH3 ( 46 )
grafite (C(graf)) reagindo com oxigênio gasoso (O2(g))
A LD

FeO(s) 1 CO(g) → Fe(s) 1 CO2(g) DH’ 5 DH 1


6 são formados CO(g) 1 O2(g) e a entalpia-padrão
–75    +   ( –72)   +    47 kJ 2
DH’ 5 5 216,6666 kJ ≈ 216,7 kJ
6 de combustão é 2110,5 kJ/mol. Com base nessas
O valor mais próximo é 217 kJ. informações, a formação de CO2(g) gasoso por meio
EM IA

Competência: Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situa-


ções-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-
de C(graf) 1 O2(g) é um processo que libera calor.
-tecnológicas. Dê a soma dos itens corretos.
ST ER

Habilidade: Utilizar leis físicas e/ou químicas para interpretar processos 18 (02 1 16)
naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e/ou 01. Incorreto. Pelo enunciado da lei de Hess, o valor da variação de
do eletromagnetismo. entalpia depende somente dos estados inicial e final do processo.
02. Correto. Fusão da barra de gelo:
4. UDESC – A termoquímica estuda a energia e o calor
SI AT

associados a reações químicas e/ou transformações 18 g (1 mol de H2O) 6 ? 10³


físicas de substâncias ou misturas. Com relação a 1 g (de H2O) E
conceitos, usados nessa área da química, assinale a E 5 0,333 ? 1023 ≈ 333 joules
M

alternativa incorreta. 04. Incorreto. A energia transferida entre essas duas barras é deno-
minada calor.
a) A quebra de ligação química é um processo endotér-
mico e a formação de ligações são processos exotér- 08. Incorreta. O processo de resfriamento do corpo se dá pela eva-
poração das moléculas de água sobre a pele molhada, as quais, pas-
micos. Dessa forma, a variação de entalpia para uma sando para o estado gasoso, absorvem calor (processo endotérmico),
reação química vai depender do balanço energético diminuindo a temperatura corpórea, causando a sensação de frescor.
entre quebra e formação de novas ligações. 16. Correto.
b) A variação de energia que acompanha qualquer
transformação deve ser igual e oposta à energia que CO(g) 1 1 O2(g) → CO2(g) DH1 5 2283 kJ/mol
2
acompanha o processo inverso.
C(graf) 1 O2(g) → CO(g) 1 1 O2(g) DH2 5 2110,5 kJ/mol
c) A entalpia H de um processo pode ser definida como o 2
calor envolvido no mesmo, medido à pressão constan-
te. A variação de entalpia do processo permite classi- Global
C(graf) 1 O2(g) → CO2(g) DH 5 2393,5 kJ/mol
DH , 0 (liberação de calor; processo exotérmico)

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109 – Material do Professor 43

6. Mackenzie-SP – O craqueamento (craking) é a denomi- Utilizando a lei de Hess, pode-se afirmar que o valor

QUÍMICA 1B
nação técnica de processos químicos na indústria por da variação de entalpia-padrão para o craqueamento do
meio dos quais moléculas mais complexas são que- dodecano em hexano e propeno será
bradas em moléculas mais simples. O princípio básico a) 213 896,0 kJ/mol. d) 11 130,0 kJ/mol.
desse tipo de processo é o rompimento das ligações
carbono-carbono pela adição de calor e/ou catalisador. b) 21 130,0 kJ/mol. e) 113 896,0 kJ/mol.
Um exemplo da aplicação do craqueamento é a trans- c) 11 090,0 kJ/mol.
formação do dodecano em dois compostos de menor
massa molar, hexano e propeno (propileno), conforme C12H26(<) 1 37 O2(g) → 12 CO2(g) 1 13 H2O(<)
exemplificado, simplificadamente, pela equação quí- 2
mica a seguir: DH0c 5 27 513,0 kJ/mol (manter)

C12H26(<) → C6H14(<) 1 2 C3H6(g) C6H14(g) 1  19 O2(g) → 6 CO2(g) 1 7 H2O(<)


2

O
DH0c 5 24 163,0 kJ/mol (inverter)
São dadas as equações termoquímicas de combustão

BO O
completa, no estado-padrão para três hidrocarbonetos: C3H6(g) 1 9 O2(g) → 3 CO2(g) 1 3 H2O(<)

SC
2

M IV
37 DH0c 5 22 222,0 kJ/mol (? 2 e inverter)
C12H26(<) 1  O → 12 CO2(g) 1 13 H2O(<)
2 2(g)
DH0c 5 27 513,0 kJ/mol Então,

O S
19 C12H26(<) 1 37 O2(g) → 12 CO2(g) 1 13 H2O(<) DH0c 5 27 513,0 kJ/mol

D LU
C6H14(g) 1  O → 6 CO2(g) 1 7 H2O(<) 2
2 2(g)
6 CO2(g) 1 7 H2O(<) → C6H14(g) 1 19 O2(g) DH0c 5 14 163,0 kJ/mol
DH0c 5 24 163,0 kJ/mol 2
6 CO2(g) 1 6 H2O(<) → 3 C3H6(g) 1 9 O2(g) DH0c 5 24 444,0 kJ/mol

O C
9
C3H6(g) 1 O2(g) → 3 CO2(g) 1 3 H2O(<)
2
N X
DH0c 5 22 222,0 kJ/mol
Global
C12H26(<) → C6H14(g) 1 3 C3H6(g) ∆H 5 11 090 kJ/mol
SI E
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
O

7. Fatec-SP – O éster acetato de etila é utilizado na indús- I. C(grafite) 1 O2(g) → CO2(g) DH 5 –394 kJ
EN S

tria química como solvente e como flavorizante, para


II. C(diamante) 1 O2(g) → CO2(g) DH 5 –396 kJ
conferir sabor artificial de maçã ou pera aos alimentos.
E U

Esse composto também pode ser preparado por meio


Quantos KJ são necessários para transformar grafite
de uma reação de esterificação:
em diamante?
D E

CH32CH22OH(<) 1 CH32COOH(<)  a) 12 c) 1790 e) 22


A LD

 CH32COOCH22CH3(<) 1 H2O(<) b) 2790 d) 110

Para calcularmos a variação de entalpia da reação, DH, 9. Fuvest-SP – A energia liberada na combustão do eta-
podemos aplicar a lei de Hess às equações de com- nol de cana-de-açúcar pode ser considerada advinda
bustão dos compostos orgânicos presentes na reação da energia solar, uma vez que a primeira etapa para a
EM IA

de esterificação, apresentadas a seguir. produção do etanol é a fotossíntese. As transformações


envolvidas na produção e no uso do etanol combustível
I. CH 32CH 22OH (<) 1 3 O 2(g) → 2 CO 2(g) 1 3 H 2O (<)
são representadas pelas seguintes equações químicas:
ST ER

∆H 5 21 368 kJ
II. CH 3 COOH (<) 1 2 O 2(g) → 2 CO 2(g) 1 2 H 2 O (<) 6 CO2(g) 1 6 H2O(g) → C6H12O6(aq) 1 6 O2(g)
∆H 5 2875 kJ
C6H12O6(aq) → 2 C2H5OH(<) 1 2 CO2(g) DH 5 –70 kJ/mol
SI AT

III. CH 3COOCH 2CH 3(<) 1 5 O 2(g) → 4 CO 2(g) 1 4 H 2O (<)


∆H 5 22 231 kJ C2H5OH(<) 1 3 O2(g) → 2 CO2(g) 1 3 H2O(g)
Aplicando a lei mencionada, a variação de entalpia da DH 5 –1 235 kJ/mol
M

reação de esterificação descrita será, em kJ, igual a


Com base nessas informações, podemos afirmar que
a) 212 c) 21 738 e) 24 474 o valor de DH para a reação de fotossíntese é
b) 112 d) 14 474 a) 21 305 kJ/mol. d) 22 540 kJ/mol.
8. IFBA – Para transformar grafite em diamante, é pre- b) 11 305 kJ/mol. e) 12 540 kJ/mol.
ciso empregar pressão e temperatura muito eleva- c) 12 400 kJ/mol.
das, em torno de 105 atm e 2 000 ºC. O carbono
precisa ser praticamente vaporizado e, por isso, 10. IME-RJ – A reforma com vapor-d’água, a temperaturas
apesar de o processo ser possível, é difícil. Con- altas, é um método industrial para produção de hidro-
sideremos, então, as entalpias de combustão do gênio por meio de metano. Calcule a entalpia de reação
grafite e do diamante: desse processo.

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44 110 – Material do Professor

Dados: entalpias de combustão: 12. Unicamp-SP – Uma reportagem em revista de divul-


QUÍMICA 1B

gação científica apresenta o seguinte título: Pesquisa-


dores estão investigando a possibilidade de combinar
C(grafite) 1 O2(g) → CO2(g) DHº 5 2394 kJ/mol
hidrogênio com dióxido de carbono para produzir hi-
drocarbonetos, com alto poder energético, “ricos em
1 energia”. O texto da reportagem explicita melhor o que
H2(g) 1 O → H2O(<) DHº 5 2286 kJ/mol
2 2(g) está no título, ao informar que, em 2014, um grupo de
pesquisadores desenvolveu um sistema híbrido que
CH4(g) 1 2 O2(g) → CO2(g) 1 2 H2O(<) DHº 5 2890 kJ/mol usa bactérias e eletricidade, conjuntamente, em um
coletor solar, para gerar hidrogênio a partir da água, e
CO(g) 1 H2(g) → C(grafite) 1 H2O(g) DHº 5 2131 kJ/mol fazer sua reação com dióxido de carbono, para produzir
isopropanol”, como representa a equação a seguir.
3 CO2 1 4 H2 → C3H8O 1 2,5 O2

O
DHº 5 1862 kJ/mol

BO O
a) Considerando que a entalpia-padrão de formação da

SC
água é –286 kJ/mol, qual é a quantidade de energia

M IV
que seria utilizada na produção de 1 mol de isopropa-
nol, a partir de água e CO2, da maneira como explica
o enunciado anterior?

O S
b) Qual seria a energia liberada pela queima de 90 gra-

D LU
mas de isopropanol obtido dessa maneira? Considere
uma combustão completa e condição padrão.

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD

11. Unifor-CE – Na produção de ferro metálico, Fe(s), o óxi-


EM IA

do ferroso (FeO) é reduzido por ação do monóxido de


carbono (CO) conforme a reação a seguir
ST ER

FeO(s) 1 CO(g) → Fe(s) 1 CO2(g)

sendo desconhecida a variação total da entalpia nesse


SI AT

processo. Utilizando as equações termoquímicas a se-


guir e baseando-se na lei de Hess, pode-se determinar
que o valor de ∆H desconhecido será aproximadamente
igual a
M

Fe2O3(s) 1 3 CO(g) → 2 Fe(s) 1 3 CO2(g) ∆H 5 225 kJ

3 FeO(s) 1 CO2(g) → Fe3O4(s) 1 CO(g) ∆H 5 236 kJ


13. UECE – Partindo das reações de combustão do aceti-
2 Fe3O4(s) 1 CO2(g) → 3 Fe2O3(s) 1 CO(g) ∆H 5 147 kJ leno e do benzeno, que produzem apenas gás carbô-
nico e água, e cujas entalpias são, respectivamente,
–310,7 kcal e –781,0 kcal, é correto afirmar que o valor
a) 217 kJ. d) 236 kJ. da entalpia de 3 mols de acetileno será
b) 114 kJ. e) 150 kJ. a) 2151,1 kcal. c) 2141,5 kcal.
c) 2100 kJ. b) 2121,3 kcal. d) 2131,2 kcal.

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111 – Material do Professor 45

14. UEPG-PR – Por meio das reações químicas a seguir, DH0c 5 22 808 kJ/mol) e toda a gordura seja ácido

QUÍMICA 1B
com os respectivos valores de variação de entalpia (DH), oleico (C 18H 34O 2 DH0c 5 210 487 kJ/mol), pode-
assinale o que for correto. -se afirmar que a gordura possui uma densidade
1 energética maior do que o carboidrato.
NaC<(s) 1 H → Na(s) 1 HC<(g) IV. A entalpia de formação da glicose (C 6 H 12 O 6 )
2 2(g)
DH 5 1318,8 kJ/mol (eq. 1) é 21 268 kJ/mol.
Dados: DH0f (CO2) 5 2393,51 kJ/mol;
1 1
C<2(g) 1 H → HC<(g) DH 5 292,3 kJ/mol (eq. 2)
2 2 2(g) DH0f (H2O) 5 2285,83 kJ/mol;
01) A reação de formação de NaC< sólido, a partir de Na DH0c (C6H12O6) 5 22 808 kJ/mol
sólido e gás cloro, não é uma reação espontânea.
Assinale a alternativa correta.
02) A equação 2 é uma reação exotérmica.
1 a) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
04) A variação de entalpia da reação Na(s) 1 C<2(g) →

O
→ NaC< é 2411,1 kJ/mol. 2 b) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.

BO O
(s)
08) Observa-se, na equação 1, que a formação de 1 c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.

SC
mol de HC< gasoso libera 318,8 kJ. d) Somente as afirmativas II e III estão corretas.

M IV
16) Através da equação 2, pode-se obter 184,6 kJ se e) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
ocorrer a reação de 2 mols de C<2(g) e 2 mols de H2(g).

O S
Dê a soma dos itens corretos. 16. IFBA – Observe a seguir algumas equações termo-
químicas:

D LU
C(grafite) 1 O2(g) → CO2(g) DH 5 2394 kJ/mol
S(rômbico) 1 O2(g) → SO2(g) DH 5 2297 kJ/mol

O C
CS2(<) 1 3 O2(g) → 2 SO2(g) 1 CO2(g)
N X DH 5 21 077 kJ/mol
Com base nas informações anteriores, complete as
SI E
lacunas, tornando a afirmação a seguir verdadeira.
A entalpia de formação do CS2(<), por meio de seus
O

elementos formadores, tem DH 5 __________, sendo,


portanto, uma reação __________.
EN S

a) 189 kJ/mol; endotérmica.


E U

b) 1389 kJ/mol; endotérmica.


c) 11 768 kJ/mol; endotérmica.
D E

d) 21 768 kJ/mol; exotérmica.


e) 22 065 kJ/mol; exotérmica.
A LD

17. Fac. Pequeno Príncipe-PR (adaptado) – O corpo hu-


mano necessita de energia para a realização de suas
funções vitais. Os carboidratos são fontes rápidas de
energia e são degradados por enzimas digestivas e
EM IA

15. UDESC – As informações nutricionais de um produto


alimentício constam no rótulo, mas, muitas vezes, são controlados principalmente pelo intestino até chegar à
negligenciadas pelos consumidores. Entretanto, com corrente sanguínea, visto que o organismo não é capaz
ST ER

o aumento nas taxas de obesidade e sobrepeso, além de absorver moléculas maiores. A glicose usada na
de outras doenças, como diabetes e hipertensão, cada alimentação também é chamada de “açúcar no sangue”,
vez mais um número maior de consumidores passa a pois é o açúcar mais simples que circula em nossas
procurar as informações sobre a composição dos pro- veias. No sangue humano, sua concentração é mantida
SI AT

dutos que leva para casa. entre 80 mg e 120 mg por 100 mL, pela ação de hormô-
nios secretados pelo pâncreas. Se, por doença ou falta
Com base no exposto, analise as proposições. prolongada de alimentação, essa concentração diminuir
I. Um produto alimentício possui a seguinte compo- (hipoglicemia), a pessoa deverá receber soro glicosado;
M

sição em massa: 40% carboidratos, 30% proteínas se, pelo contrário, a concentração de glicose no sangue
e 30% gorduras. Considerando que a queima de 1 g aumentar (hiperglicemia), a pessoa apresentará os sin-
de proteínas ou carboidratos fornece 4 kcal e 1 g tomas da doença conhecida como diabetes e deverá
de gordura fornece 9 kcal, uma amostra de 75 g do receber medicamentos, como a insulina.
produto possui um valor calórico de 550 kcal.
A seguir, é apresentada a equação química que repre-
II. Um adulto, que possua a recomendação de ingestão senta a combustão da glicose.
calórica diária de 2 000 kcal, se ingerir 400 g do pro-
duto alimentício citado na afirmação (I), consumirá
mais calorias que o recomendado. C6H12O6(aq) 1 6 O2(g) → 6 CO2(g) 1 6 H2O(<)
III. A densidade energética é a quantidade de Considerando as entalpias de reação, em kJ/mol, cal-
energia por grama. Se considerar que todo o cule a energia liberada pelo organismo na ingestão de
carboidrato da amostra seja glicose (C 6 H 12 O 6
10 g de glicose.

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46 112 – Material do Professor

6 C(s) 1 3 O2(g) 1 6 H2(g) → C6H12O6(aq) DH1 5 21 263


QUÍMICA 1B

1
H2(g) 1 O → H2O(<) DH2 5 2286
2 2(g)
CO2(g) → C(s) 1 O2(g) DH3 5 1394

Dados: H 5 1 g/mol; C 5 12 g/mol; O 5 16 g/mol

O
BO O
SC
M IV
O S
ESTUDO PARA O ENEM

D LU
18. Enem C6-H21 Com base nas informações fornecidas, é correto afirmar
O benzeno, um importante solvente para a indústria quí- que a síntese industrial da ureia é
mica, é obtido industrialmente pela destilação do petróleo. a) exotérmica e libera 1 010 kJ por mol da substância.

O C
Contudo, também pode ser sintetizado pela trimerização b) exotérmica e absorve 134 kJ por mol da substância.
do acetileno catalisada por ferro metálico sob altas tem-
N X
peraturas, conforme a seguinte equação química:
c) endotérmica e libera 1 010 kJ de energia por mol
da substância.
SI E
3 C2H2(g) → C6H6(<) d) exotérmica e libera 134 kJ por mol da substância.
A energia envolvida nesse processo pode ser calculada e) endotérmica e absorve 1 010 kJ de energia por mol
da substância.
O

indiretamente pela variação de entalpia das reações de


combustão das substâncias participantes, nas mesmas
condições experimentais: 20. Enem C6-H21
EN S

O aproveitamento de resíduos florestais vem se tornan-


5
E U

I. C2H2(g) 1 O → 2 CO2(g) 1 H2O(<) do cada dia mais atrativo, pois eles são uma fonte reno-
2 2(g) vável de energia. A figura a seguir representa a queima
DH0c 5 2310 kcal/mol de um bio-óleo extraído do resíduo de madeira, sendo
D E

DH1 a variação de entalpia devido à queima de 1 g desse


15 bio-óleo, resultando em gás carbônico e água líquida, e
II. C6H6(<) 1 O → 6 CO2(g) 1 3 H2O(<)
A LD

2 2(g) DH2 a variação de entalpia envolvida na conversão de 1 g


DH0c 5 2780 kcal/mol de água no estado gasoso para o estado líquido.
A variação de entalpia do processo de trimerização, em
kcal, para a formação de um mol de benzeno é mais
EM IA

próxima de Bio-óleo + O2(g)


a) 21 090 c) 250 e) 1470
ST ER

b) 2150 d) 1157

19. Univag-MT C6-H21 DH1 = −18,8 kJ/g


A ureia é uma substância que resulta do metabolis-
SI AT

mo de proteínas, sendo utilizada como um importante


aditivo em rações animais e em adubos nitrogenados.
CO2(g) + H2O(g)
Industrialmente, a ureia pode ser sintetizada pela rea-
M

ção da amônia com o gás carbônico:


DH2 = −2,4 kJ/g
2 NH3(g) 1 CO2(g) → CO(NH2)2(s) 1 H2O(<)

Considere as equações a seguir: CO2(g) + H2O(,)

N2(g) 1 3 H2(g) → 2 NH3(g) DH 5 292 kJ

1 A variação de entalpia, em kJ, para a queima de 5 g


H2(g) 1 O → H2O(<) DH 5 2286 kJ
2 2(g) desse bio-óleo, resultando em CO2(g) e H2O(g), é
3 a) 2106 c) 282 e) 216,4
CO(NH2)2(s) 1 O → CO2(g) 1 2 H2O(<) 1 N2(g)
2 2(g) b) 294 d) 221,2
DH 5 2632 kJ

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113 – Material do Professor 47

43

QUÍMICA 1B
ENTALPIA DE LIGAÇÃO

O
PUHHHA. SHUTTERSTOCK

BO O
SC
• Entalpia de ligação

M IV
HABILIDADES

O S
• Compreender que a separa-
ção de dois átomos ligados

D LU
por covalência absorve
energia e que, portanto,
o processo inverso

O C
(a formação da ligação)
libera energia.
N X • Compreender que essa
separação de átomos
SI E
refere-se sempre ao
estado gasoso.
O

• Manipular as energias de
ligação tabeladas para
EN S

calcular a variação de
entalpia de uma reação.
E U
D E
A LD

Jarra e copo contendo água.

A formação da água, no estado gasoso, ocorre pela quebra das ligações H2H
EM IA

(do H2(g)) e das ligações O5O (do O2(g)). Consequentemente, após a quebra, há a
formação de duas ligações O2H (do H2O(g)). Para a água passar do estado gasoso
ST ER

para o estado líquido, é necessário que haja uma condensação (fenômeno físico já
estudado em módulos anteriores). Todo esse processo de quebra e formação de
ligação possui uma entalpia própria, o ∆Hligação, e pode servir de base para o cálculo
SI AT

da entalpia total de uma reação.

Entalpia de ligação
M

O cálculo do calor da reação envolvido em um processo de transformação também


pode ser realizado por meio da determinação do número de ligações químicas que
são rompidas (nos reagentes) e do número de ligações químicas que são formadas
(nos produtos), levando-se em conta a energia necessária em cada processo de
quebra e formação de ligação.
Por definição, energia de ligação é a quantidade de energia absorvida para
separar 1 mol de ligações covalentes entre átomos no estado gasoso (a 25 °C e
1 atm). Isso quer dizer que, para que seja rompida uma ligação entre dois átomos,
deve-se fornecer energia. Assim, o processo é sempre endotérmico e o ∆H é sem-
pre positivo. Quanto mais estável for a ligação, maior será a quantidade de energia
absorvida para rompê-la.

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48 114 – Material do Professor

Exemplos
C2(g) → 2 C(g) ∆H 5 158 kcal
QUÍMICA 1B

N2(g) → 2 N(g) ∆H 5 1226 kcal


HC(g) → H(g) 1 C(g) ∆H 5 1103 kcal

Com uma tabela de energia de ligação (fornecida nos exercícios), podemos cal-
cular a energia total necessária para romper as ligações de 1 mol de moléculas ou,
ainda, o que é mais importante, o ∆H das reações.
Exemplo
Conhecendo-se as seguintes energias de ligação, a 25 °C:
C2H ... 198,8 kcal/mol
C;C ... 1200,6 kcal/mol

O
Pode-se calcular a energia total necessária para romper as ligações de 1 mol de

BO O
moléculas de acetileno (C2H2).

SC
M IV
H2C;C2H(g) → 2 C(g) 1 2 H(g)

O S
 2 ligações :

D LU
 C }H → 2 ⋅ 98,8 =  +197,6 kcal
Quebramos 
 1 ligação :

O C
 C ≡ C → 1 ⋅ 200,6 =  +200,6 kcal
N X ∆H 5 1197,6 1 200,6
SI E
∆H 5 1398,2 kcal
Para calcular o ∆H de uma reação química, por meio dos valores de energia de
O

ligação, deve ser observado que, para se quebrar ligações, há absorção de energia
(processo endotérmico) e, para formar, há liberação de energia (processo exotérmi-
EN S

co), porém com o mesmo valor absoluto. Assim:


E U

C2(g) → 2 C(g) ∆H 5 158 kcal Quebra → processo endotérmico


2 C(g) → C2(g) ∆H 5 258 kcal Formação → processo exotérmico
D E

O ∆H global de uma reação química será dado pelo balanço (saldo) energético
A LD

entre o calor absorvido no rompimento das ligações entre os átomos dos reagentes
e o calor liberado na formação das ligações entre os átomos dos produtos. Dessa
maneira:
EM IA

∆Hglobal 5 ∆Hquebra de ligaões (reagentes) 1 ∆Hformação de ligações (produtos)


    
valores positivos valores negativos
ST ER

Exemplo
Calcular o ∆H da reação:
SI AT

C2H4(g) 1 H2(g) → C2H6(g)


conhecendo-se as seguintes energias de ligação, em kcal/mol, a 25 °C:
C5C ... 1146,8
M

C2H ... 198,8


C2C ... 183,2
H2H ... 1104,2

Resolução
H H
H H
C C + H H H C C H
H H
H H
Ligações entre átomos dos Ligações entre átomos dos
reagentes são rompidas: produtos são formadas:
fenômeno endo com H+ fenômeno exo com H−

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115 – Material do Professor 49

 4 ⋅ C – H ∆H 5 [(4 ? 98,8) 1 (1 ? 146,8) 1 (1 ? 104,2)] 1


 1 [6 ? (– 98,8) 1 1 ? (– 83,2)]

QUÍMICA 1B

Total de ligações quebradas : 6  1 ⋅ C = C ∆H 5 229,8 kcal

 1 ⋅ H – H Atenção!
Perceba que, ao analisar a reação, houve apenas a
 6 ⋅ C – H quebra de uma ligação C5C (1146,8) e uma H2H
 (1104,2), enquanto foram formadas uma ligação C2C
Total de ligações formadas : 7 
 1 ⋅ C – C (283,2) e duas C2H [2 ? (298,8)].

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1. UEM-PR – Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 16. Incorreta. A energia de ligação C2C não é direta-

O
01) Quando um processo endotérmico ocorre em um mente proporcional à energia de ligação C5C.

BO O
sistema à pressão constante, esse sistema ab- 2. PUC-PR – Dadas as energias de ligação em kcal/mol:

SC
sorve calor do ambiente e sua entalpia aumenta.

M IV
C5C: 147
02) O ∆H de uma reação depende do estado físico
dos reagentes e dos produtos. C2C: 58

O S
04) O ∆H de uma reação depende da quantidade de C2C: 79
reagentes e de produtos.

D LU
C2H: 99
08) A queima de 1 mol de carbono grafite libera a
mesma quantidade de energia liberada na queima C2C: 83
de 1 mol de carbono diamante.
Calcule a energia envolvida na reação:

O C
16) Se a energia da ligação C2C é 348 kJ/mol, pode-
-se concluir que a energia da ligação C5C é H2C5CH2(g) 1 C2(g) → H2CC – CH2C(g)
N X
1 044 kJ/mol.
Dê a soma dos números das alternativas corretas. a) 21 238 kcal
SI E
b) 11 238 kcal
Resolução
c) 136 kcal
O

07 (01 1 02 1 04) d) 236 kcal


01. Correta. Quando um processo endotérmico ocorre e) 12 380 kcal
EN S

em um sistema à pressão constante, esse sistema Resolução


absorve calor do ambiente e sua entalpia aumenta.
E U

H2C5CH2 1 C2 → H2CC 1 CH2C


02. Correta. O ∆H de uma reação depende do estado
físico dos reagentes e dos produtos.
D E

∆Hligações rompidas nos reagentes 5 1601 kcal/mol


04. Correta. O ∆H de uma reação depende da quan-
A LD

tidade de reagentes e de produtos, por exemplo, do ∆Hligações formadas nos produtos 5 2637 kcal/mol
número de mols do reagente.
∆H 5 Hligações rompidas nos reagentes 2 Hligações formadas nos produtos
08. Incorreta. A queima de 1 mol de carbono grafite
não libera a mesma quantidade de energia liberada ∆H 5 1601 kcal 1 (2637 kcal)
EM IA

na queima de 1 mol de carbono diamante, pois são


alótropos que apresentam estruturas diferentes. ∆H 5 236 kcal
ST ER
SI AT
M

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50 116 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
QUÍMICA 1B

Processos termoquímicos

O
BO O
Entalpia de ligação

SC
M IV
O S
D LU
∆Hquebra de ligaões (reagentes) + ∆Hformação de ligações (produtos)
    

O C
∆Hglobal 5
valores positivos valores negativos

N X
SI E
O

Reagentes Produtos
EN S
E U
D E
A LD

Ligações rompidas → Absorção de Ligações formadas → Liberação de


energia → Endotérmico → ∆H > 0 energia → Exotérmico → ∆H < 0
EM IA
ST ER
SI AT
M

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117 – Material do Professor 51

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

QUÍMICA 1B
1. Espcex/Aman-RJ – O trioxano, cuja fórmula estrutural
plana simplificada encontra-se representada a seguir,
é utilizado em alguns países como combustível sólido
para o aquecimento de alimentos armazenados em
embalagens especiais e que fazem parte das rações
operacionais militares.

O Energias de ligação (kJ/mol)


C2H → 413 O5O → 495
O O
O2C → 358 C5O → 799
Trioxano
H2O → 463

O
3. PUC-SP C6-H21

BO O
Considere a reação de combustão completa de um Dado:

SC
tablete de 90 g do trioxano com a formação de CO2

M IV
e H2O. Com base nas energias de ligação fornecidas
Energia de
C2H C2C H2H
na tabela anterior, o valor da entalpia de combustão ligação

O S
estimada para essa reação é 413 kJ/mol 346 kJ/mol 436 kJ/mol
Dados: massas atômicas: H 5 1 u; C 5 12 u; O 5 16 u

D LU
A reação de hidrogenação do etileno ocorre com aqueci-
a) 1168 kJ. mento, na presença de níquel em pó como catalisador.
b) –262 kJ. A equação termoquímica que representa o processo é
c) 1369 kJ.

O C
C2H4(g) 1 H2(g) → C2H6(g) ∆Hº 5 –137 kJ/mol
d) –1 461 kJ.
Com base nessas informações, pode-se deduzir que a
N X
e) –564 kJ.
energia de ligação da dupla-ligação que ocorre entre os
SI E
átomos de C no etileno é igual a
H H
+413 +358 O +358 +413 +495 a) 186 kJ/mol.
+413 C C +413 O O
b) 599 kJ/mol.
O

+495
H +358 +358 H + O O
+495
O O O O c) 692 kJ/mol.
+358
C +358
EN S

+413 +413 d) 736 kJ/mol.


H H
E U

−463 O −463 C2H4: 4 · (C2H) 1 (C5C)


O C O H H
−799 −799 H2: H2H
−463 O −463
O C O +
−799 −799 H H C2H6: 6 · (C2H) 1 (C2C)
−463 O
D E

O C O −463
−799 −799 H H
C2H4(g) 1 H2(g) → C2H6(g) ∆Hº 5 –137 kJ/mol
  
A LD

4  ·   (C } H)   +   (C=C ) H} H 6  ·   (C } H)   +   (C } C )

C2H4(g) 1 H2(g) → C2H6(g) ∆Hº 5 –137 kJ/mol


  
4  ·   ( +   413 kJ)   +   (C=C ) +   436 kJ 6