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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

PERÍODO LETIVO: 2020.3 – ERE

DATA: 07/02/2021

CAPÍTULO 1: CAMPOS ELÉTRICOS NA


MATÉRIA

Jhonnes Amaral Soares Toledo


Sumário
POLARIZAÇÃO..............................................................................................................................3
VETOR DESLOCAMENTO ELÉTRICO..............................................................................................5
DIELÉTRICOS LINEARES.................................................................................................................5
POLARIZAÇÃO

Condutor: Na presença de um campo elétrico externo, teremos um rearranjo de cargas na


superfície (elétrons livres).

Dielétrico: Na presença de um campo elétrico externo, ao invés de termos cargas induzidas,


teremos dipolos induzidos.

OBS: As linhas de campo num dielétrico são pouco deformadas.

E . Ele irá se deformar um pouco na


Seja um dipolo na presença de um campo externo ⃗
presença deste campo.

O momento de dipolo induzido é dado por:


⃗p=α ⃗
E
Onde: α é chamado de polarizabilidade e a polarização é linear.

OBS: Um campo uniforme não é capaz de acelerar um dipolo, pois a força resultante é nula.

Usando o exemplo de uma esfera para calcular α , temos,


Xc cdfdfs

O equilíbrio da carga positiva num dielétrico com presença de um campo externo:


F∫ ¿= F ¿
ext

1 1
q qd =qE
4 π ε0 R³
p=(4 π ε 0 R ³) E
Onde p=qd

Logo,
α =4 π ε 0 R ³

A polarizabilidade depende do tamanho. Temos então que moléculas grandes são bem
polarizadas, moléculas pequenas são pouco polarizadas.

Quando a polarização não é linear, usamos um tensor de polarizabilidade dado por:


pi=α ij E j

Para uma polarização não-linear de 2ªordem,


pi=α ij E j + χ ijk E jk +.. .
DIPOLO ELÉTRICO EM CAMPO UNIFORME

F 1=−⃗
⃗ F2 ⇒ ⃗
F 1+ ⃗
F 2=0
F =q ⃗
Onde ⃗ E

Mesmo com a força resultante igual a zero, haverá um torque sobre o dipolo que é dado por:
N =⃗p x ⃗
⃗ E

FORÇA EM UM DIPOLO ELÉTRICO EM UM CAMPO NÃO-UNIFORME

O campo não sendo uniforme, em cada ponto o campo elétrico terá uma intensidade, ou seja,
em alguns pontos o campo elétrico é mais intenso que em outros.
F =q ⃗
⃗ E 1−q ⃗
E2=q( ⃗
E 1− ⃗
E2 )

Aqui já expressando o resultado, podemos usar a derivada direcional dφ=⃗


∇ φ .d l⃗ e o fato que
E =⃗
⃗ E (x , y , z). A força em cada componente será expressa por:
F x =(⃗p . ⃗∇ )Ex
F y =( ⃗p . ⃗
∇) E y
F z =( ⃗p . ⃗
∇) E z

Logo, a força será dada por:


F =( ⃗p . ⃗
⃗ ∇) ⃗
E

OBS: Quando o campo não é uniforme, o dipolo pode ser acelerado.

CAMPO GERADO PELA MATÉRIA POLARIZADA

Seja polarizada e com distribuição de dipolo:


Quando o dipolo está localizado na origem, temos o seguinte potencial
1 ⃗p . e^r
V (⃗r )=
4 π ε0 r ²

O potencial de um dipolo localizado fora da origem é dado por


1 ⃗p . e^r
V (⃗r )=
4 π ε0 r ²
Onde: 𝓻é o vetor separação.

P :Vetor de polarização (densidade de dipolo, análogo ao ρ ).


Definindo: ⃗

Podemos escrever o momento de dipolo como,


d ⃗p = ⃗
P dτ
Onde: dτ é um elemento infinitesimal de volume.

O potencial de uma distribuição de cargas com uma densidade de dipolo será dado por:
1 P . n^ da
⃗ 1 −⃗∇.⃗P
V (⃗r )= ∯ + ∭ ¿¿
4 π ε0 ¿ ⃗r −r ' ∨¿ 4 π ε 0
⃗ ¿ ⃗r −r '∨¿ dτ '

Definição: Densidade superficial de cargas ligadas:


σ b=⃗
P . n^
Definição: Densidade volumétrica de cargas ligadas:
ρb =−⃗
∇.⃗
P

Dadas as definições, podemos então escrever o potencial como:


1 σ b da 1 ρb ( ⃗
r ') dτ '
V (⃗r )= ∯ + ∭ ¿¿
4 π ε0 ¿ ⃗r −r ' ∨¿ 4 π ε 0
⃗ ¿ ⃗r −⃗r '∨¿

VETOR DESLOCAMENTO ELÉTRICO


P . n^ e ρb =−⃗
Definimos: σ b=⃗ ∇.⃗
P

Temos que: ρ=ρb + ρ F


Onde: ρb : Densidade de cargas ligadas(cargas localizadas)
ρ F : Densidade de cargaslivres (cargas que podem se mexer livremente)

A lei de Gauss pode ser escrita como:


⃗ ρ 1
∇ .⃗
E = = (ρb + ρ F )
ε0 ε0
ε0 ⃗
∇.⃗E =ρ F− ⃗∇.⃗ P

∇ .(ε 0 ⃗
E+⃗P )=ρ F
Definindo: ⃗D=ε 0 ⃗E +⃗
P

Podemos escrever a lei de Gauss na forma diferencial como,



∇ .⃗
D =ρF
E na forma integral como,
∯ ⃗D . d ⃗a =QFenc
Onde: Q Fenc :Carga livretotal dentro de um certo volume .

D é o vetor deslocamento elétrico .


DIELÉTRICOS LINEARES

Seja um dielétrico na presença de um campo elétrico externo. O material se polariza


proporcionalmente ao campo estabelecido. Logo,
P=ε 0 χ e ⃗
⃗ E
P é linear e isotrópico.

χ e :Susceptibilidade elétrica do material .

χ e nos diz como o material responde ao campo externo. Quanto maior, maior a polarização.

De⃗
Para dielétricos lineares podemos estabelecer uma relação entre ⃗ E:
D =ε 0 ⃗
⃗ E +⃗
P
D=ε 0 E +ε 0 χ e ⃗
⃗ ⃗ E
D=ε 0 (1+ χ e ) ⃗
⃗ E
D=ε E
⃗ ⃗

ε : Permissividade elétrica
ε =ε 0 (1+ χ e )

Podemos definir também:


ε R =Permissividade relativa ou dielétrica
ε
=ε =(1+ χ e )
ε0 R

CONDIÇÕES DE CONTORNO
Em um dielétrico linear homogêneo a densidade de carga de polarização é proporcional a
densidade de carga livre. Em termos de potencial, temos:
∂V acima ∂V abaixo
ϵ acima −ϵ abaixo =σ F
∂n ∂n

V acima =V abaixo

ENERGIA e FORÇA EM SISTEMAS DIELÉTRICOS


Para um capacitor a energia é dado por:
1 ⃗ ⃗
W= D . E dτ
2∫

A força é dada por:


−dW
F=
dx
Onde:
1
W = CV ²
2

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