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“Terra vigiada: a história de um documentário norte-americano


sobre o Nordeste brasileiro”

“The Troubled Land (1961): a história de um documentário


norte-americano sobre o Nordeste brasileiro”

“Brasil: terra vigiada”

Aruanda, Vidas Secas, Cabra Marcado Para Morrer, O Auto da Compadecida,


Bacurau...1

O cinema produz e reproduz inúmeras imagens sobre o Nordeste brasileiro que


constroem discursos tão fortes quanto a definição territorial do que seria esta
região do país. Caracterizado de diferentes formas, como nos propõe o
historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior 2, o Nordeste, como todo
recorte regional, é uma invenção humana. São os homens que criam e definem
as fronteiras do regional ou nacional. Essas invenções são construídas não
apenas pelas artes, mas por outros tantos campos e ofícios que as forjam:
políticos, sociólogos, geógrafos, jornalistas, economistas, historiadores...

Nos últimos tempos, recordo de dois personagens importantes na construção


de uma imagem do Nordeste: Francisco Julião (1915-1999) e Celso Furtado
(1920-2004). O primeiro, pela recente leitura do livro “Francisco Julião: Em luta
com seu mito, Golpe de Estado, exílio e redemocratização do Brasil” (2016)
obra do historiador pernambucano Pablo Porfírio, que possui ainda uma vasta
produção de artigos sobre o advogado das denominadas Ligas Camponesas,
como ficou conhecido o expressivo movimento em defesa da reforma agrária.
O segundo, pela efeméride (virtual) em torno do seu centenário, em 2020.
Furtado foi ministro de Estado (por duas vezes 3) e idealizador da
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), sendo
considerado um dos maiores economistas do país.

Ambos, personagens importantes do cenário conturbado da luta pela terra que


vivenciou o Brasil durante os anos 50 e 60.

1
Referência aos filmes Aruanda (Linduarte Noronha, 1960), Vidas Secas (Nelson Pereira dos
Santos, 1963), Cabra Marcado Para Morrer (Eduardo Coutinho, 1984), O Auto da
Compadecida (Guel Arraes, 2000) e Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles,
2019).
2
A invenção do Nordeste e outras artes (2009).
3
Celso Furtado foi o 1º Ministro do Planejamento do Brasil (1962-1964) durante o governo do
presidente João Goulart, ambos depostos com o golpe de 1964. Entre 1986 e 1988 atuou como
Ministro da Cultura durante o governo de José Sarney.
No combate à cultura do latifúndio ergueram-se no Nordeste brasileiro as Ligas
Camponesas, organizações de camponeses formadas inicialmente pelo Partido
Comunista Brasileiro (PCB) a partir de 1945 em defesa da reforma agrária e
melhores condições de trabalho no campo. Durante o Governo Dutra, a
ilegalidade do PCB fez com que as Ligas fossem duramente sufocadas.

No Engenho Galiléia, na cidade de Vitória de Santo Antão em Pernambuco, foi


criada em 1954 e legalmente constituída em 1955, a Sociedade Agrícola e
Pecuária de Plantadores de Pernambuco (SAPPP). O movimento social tinha
por finalidade auxiliar os camponeses com despesas funerárias, assistência
médica e jurídica, formando ainda uma cooperativa de crédito que buscava
livrar o camponês do domínio do latifundiário.

Além de promover a institucionalização da SAPPP, o advogado e então


Deputado Estadual Francisco Julião conseguiu em 1959 a desapropriação do
engenho em favor dos arrendatários, numa luta política e jurídica travada com
a família do proprietário Oscar Arruda Beltrão. Em meio às disputas, a
imprensa prontamente chamou a SAPPP de Liga, em referência ao antigo
movimento do PCB.

A questão da terra motivou também ações do governo federal. Naquele mesmo


ano de 1959, o presidente Juscelino Kubitschek cria a Sudene, sob idealização
e administração de Celso Furtado. O objetivo era produzir estudos sobre a
situação socioeconômica do Nordeste e encontrar soluções para a região. Em
diferentes frentes, e muitas vezes conflitantes, Julião e Furtado atuaram na
construção política do Nordeste brasileiro assolado pela fome e injustiças
sociais.

Apesar de conhecidos e estudados (talvez não tão quanto deveríamos), um


fato pouco conhecido é que Francisco Julião e Celso Furtado foram
personagens do documentário estadunidense Brazil: The Troubled Land
(1961), dirigido pela cineasta Helen Jean Rogers e produzido pela emissora de
televisão American Broadcasting Company (ABC), de Nova Iorque. Filme
inédito no Brasil até o ano de 2000, sua estreia em solo nacional ocorreu
durante uma exposição no Rio de Janeiro em homenagem ao octogenário
Celso Furtado.

Descobri o documentário no livro do Pablo Porfírio. Que por sua vez, tomou
conhecimento através do historiador Felipe Genú. Este último também informou
ao jornalista Urariano Mota a presença do filme na plataforma Vimeo. Mota,
que já havia debatido o “desconhecido” filme, tornou público nas redes o
debate sobre a produção norte-americana. Hoje, também disponível no
Youtube no Canal do Movimento Sem Terra4.

4
Tanto no Vimeo, quanto no Youtube, o filme é datado como sendo de 1964, todavia, sua
produção conforme pode ser verificada em outras fontes é de 1961.
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DOCUMENTÁRIO <AQUI> ANTES DE LER ESTA COLUNA]

O filme narra a luta pela terra no Nordeste brasileiro sob um panorama da


Guerra Fria, cujo o flagelo da região é tido como um espaço propício a difusão
do comunismo.

O próprio Celso Furtado (2014) afirma que, por seu polêmico tema, o Conselho
de Segurança Nacional julgara inconveniente sua exibição em território
nacional. Seguramente o consideraram “subversivo”. A luta no campo era uma
ferida exposta que a Ditadura Militar brasileira tratou de tentar apagar desde os
primeiros momentos, como mostra um outro documentário famoso – Cabra
Marcado Para Morrer –, do diretor carioca Eduardo Coutinho.

Mas voltemos à produção estadunidense: em 1961 a diretora Helen Jean


Rogers esteve no Brasil para documentar o movimento social das ligas
camponesas e a vida do trabalhador no campo. A realização do filme recebeu
apoio logístico da Sudene, com direito a sugestões de Celso Furtado acerca
das filmagens. O contato com o órgão federal estreitava as relações dos EUA
com o Brasil, que seriam ainda mais alinhadas naquele ano com a criação da
Aliança para o Progresso, programa cooperativo proposto pelo governo do
presidente norte-americano John F. Kennedy (1961-1963).

Destinado a acelerar o desenvolvimento econômico e social da América Latina


e – mais importante para os EUA – impedir o avanço do socialismo e
comunismo na região, a Aliança para o Progresso teve como um dos principais
centros de atuação o Nordeste brasileiro. Investindo milhões de dólares em
cooperação técnica com a Sudene (PORFÍRIO, 2016, p. 31).

A preocupação dos EUA com o Brasil é expressa no discurso principal do


documentário: evitar que o Brasil não se tornasse uma nova Cuba. Apreensão
que reverberava diretamente nas Ligas Camponesas. No cenário de Guerra
Fria, o Nordeste brasileiro era peça chave da disputa entre EUA e URSS, visto
como um território “perigoso” sob o olhar da Central Intelligence Agency (CIA) e
da imprensa estadunidense.

Segundo aponta o historiador Arthur Victor de Barros (2007, p. 62): “(...)


Pernambuco passou a ser conhecido como o centro do comunismo no Brasil. O
governo norte-americano despertou notável interesse pela região e enviou uma
grande quantidade de pessoal para realizar observações. Além disto, a
imprensa, tanto do Brasil como estrangeira, passou a noticiar constantemente
sobre os problemas locais”.

A presença da TV ABC na zona da mata pernambucana, histórica região


canavieira do Nordeste, é uma dessas ações do olhar estrangeiro sobre o
Brasil. Como fio condutor da peça, Helen Rogers filmou a vida de um
trabalhador do campo: Severino. Que como tantos outros Severinos, iguais em
tudo na vida5, exprimia a “realidade” dos camponeses nordestinos. As
filmagens duraram vinte e cinco dias. Contou com imagens no Recife e em
Vitória de Santo Antão, registrando o trabalho de Severino, seu patrão
Constâncio Maranhão, a atuação de Francisco Julião junto aos camponeses e
ainda de Celso Furtado frente à Sudene.

As filmagens revelam uma proximidade da diretora com cada um dos


personagens. A trajetória de Severino mostra ao público o drama e a pobreza
do camponês e sua família. Os discursos e atuações de Julião são
acompanhados de perto. E Celso Furtado concede uma entrevista sobre as
ações da Sudene para solucionar aquelas mazelas. Ainda tão presente em
nossas elites, é de se destacar o exibicionismo do coronel Constâncio
Maranhão em posse de um revólver norte-americano: “Essa é a minha arma.
Essa é a lei aqui, decide tudo. A melhor feita nos Estados Unidos. É a coisa
mais importante que possuo”. Os tiros do coronel diante da câmera
representam a origem do poder secular do latifúndio. Numa clara referência as
Ligas, afirma “se alguém chegar aqui e tentar organizá-los, ‘o pau comeu’”
(enquanto que a legenda traduz o nordestinês como: eu mato).

A proximidade com os personagens é revelada ainda por uma foto publicada


por Uriano Mota, encontrada através fotógrafo espanhol Fernando Martinez
Lopez, que trabalhou na produção. Nela, podemos ver Julião ao lado de
Rogers, de braços dados, ambos sorrindo... Descreve Mota a foto: “Helen
Rogers, Francisco Julião, Eva (tradutora) e Bill Hartigan (cinegrafista). Era um
flagrante da política traiçoeira dos Estados Unidos, que enviara uma bem-
intencionada cineasta ao Nordeste do Brasil, para que documentasse uma
nova Cuba em território pernambucano (...)” (MOTA, 2005).

5
Uma referência a obra literária “Morte e Vida Severina” (1955) do escritor João Cabral de
Melo Neto, que ganhou versões no teatro, cinema e televisão.
Helen Rogers, Francisco Julião, Eva e Bill Hartigan. Acervo: Fernando Martinez Lopez.

Traiçoeira, pois, o filme se trata de uma peça panfletária contra as Ligas e,


especialmente, ao próprio Francisco Julião. “Ele é um seguidor de Fidel Castro
e Mao Tsé-Tung, inimigos dos Estados Unidos. Ele fala com os camponeses
do Brasil, mas suas palavras ecoam por toda a América Latina”, exalta a
narração do filme em seus momentos iniciais. A fome, a pobreza, os baixos
salários, a exploração latifundiária é apresentada tão somente como um
caminho para o comunismo. Tornando camponeses, como Severino, “presas”
fáceis. E vinte milhões de camponeses ocupam aquela região, alerta o
narrador.

No único momento em que se escuta a voz da diretora, marcando sua


presença, durante a entrevista com Furtado na Sudene, ela questiona: – O que
os Estados Unidos podem fazer para ajudar?

A incisiva resposta de Furtado foi:

“Bem, senhorita Rogers, eu acho que primeiro, esse é um problema nosso. Se


nós não temos a consciência clara do problema e se não nos prepararmos nós
mesmos para fazer os sacrifícios e lutar pela solução, nenhuma ajuda vai
mudar a situação. Mas se abrimos esse novo caminho, e se nós começarmos
esse processo de mudanças aí sim a ajuda dos Estados Unidos, a ajuda de
qualquer país seria, poderia ser fundamental. Mas se nós não fizermos nada,
se as coisas continuarem desse jeito. Do jeito que tem acontecido nos últimos
cinco ou dez anos, eu acho que podemos ter uma situação muito difícil, muito
explosiva aqui. Talvez em dois, cinco ou dez anos, não sei, talvez até mesmo
amanhã”.

John Kennedy e Celso Furtado na Casa Branca discutindo o desenvolvimento do Nordeste


brasileiro (1961). Acervo: Arquivo Nacional.

Acredito que o primeiro brasileiro a ver este filme foi o próprio Celso Furtado.
Em 1961 ele esteve na Casa Branca para um encontro com o presidente John
Kennedy sobre planos de cooperação ao desenvolvimento do Nordeste da
Aliança para o Progresso. Na oportunidade, o documentário foi exibido a
convite do próprio Kennedy6.

O filme gerou comoção dos norte-americanos. Em julho de 1961, o Correio


Braziliense noticia a chegada de donativos norte-americanos aos nordestinos
do Brasil. Contribuições feitas por telespectadores: “desde a exibição em
cadeia da ABC, no dia 13 de junho, vem chegando cartas tanto à ABC, como a
jornais, perguntando como o signatário poderá prestar sua ajuda” (11 jul. 1961,
p. 1, 1º caderno). Foram coletadas roupas e até dinheiro para comprar terras
aos camponeses. A diretora Helen Rogers foi solicitada a enviar donativos dos
Estados Unidos ao Brasil através da Embaixada dos EUA e da Cruz Vermelha.

6
De acordo com o depoimento de Juarez Farias (advogado e economista que acompanhou
Furtado a Washington), presente no segundo volume da trilogia “Celso Furtado: a esperança
militante”, lançada na efeméride de 2020: “Celso foi à audiência [com J.F. Kennedy], e quando
terminaram os 15 minutos [tempo da reunião], o cerimonial avisou ao Presidente Kennedy e ele
pegou Celso pelo braço. ‘Vamos aqui que eu quero mostrar um documento’. Aí Celso saiu com
ele pela Casa Branco e foi para o Salão de Cinema e estava lá o filme The Troubled Land, o
Problema da Terra, numa tradução livre, que era a história do Severino. Kennedy disse: “Esse
filme foi visto por 35 milhões de americanos. Nós estamos decididos a ajudar o Nordeste”
Ao lado da matéria sobre os donativos, outra reportagem exalta a conferência
de Celso Furtado com autoridades americanas.

A vinda de Helen Rogers ao Brasil e sua interferência nas questões políticas


brasileiras (ao contrário do que aconteceu com o filme durante anos) não eram
inéditos. A estudante Helen Jean Rogers Secondari, descrita como uma “líder
natural” no livro American Students Organize (2006), esteve no Brasil no início
da década de 1950, período em que a União Nacional dos Estudantes (UNE)
viveu uma ascensão direitista. Entre 1951 e 1952, Rogers atuou como
representante internacional da National Student Association (NSA) na Europa e
América Latina. Arthur Proerner (2004, p. 42) chega a afirmar que, em 1951,
era a estudante norte-americana Helen Rogers quem ditava as normas para a
UNE. O intermediário pela infiltração de Rogers na UNE foi Paulo Egydio
Martins, secretário internacional da entidade durante a presidência de Olavo
Jardim Campos, ligado ao partido da União Democrática Nacional (UDN).

Rogers foi enviada pelo departamento de Estado norte-americano, através de


setores governamentais “especializados” em assuntos estudantis, preocupados
com a situação política do país. Chegou ao Brasil juntamente com Eiser
Eisenberg. O objetivo era claro: deter a “infiltração comunista” nas
universidades brasileiras. Dista em 10 anos, as presenças de Rogers no Brasil
em 1951 e 1961 apresentam o mesmo teor: o medo do comunismo.

O golpe de 1964 foi uma vitória do latifúndio. Com a edição do Ato Institucional
nº 1 (AI-1), Celso Furtado foi incluído na primeira lista de cassados, perdendo
seus direitos políticos. Em abril de 1964 seguiu para o Chile, posteriormente
EUA e França em exílio. Francisco Julião foi preso e exilado, deixou o país em
28 de dezembro de 1965 com destino ao México. Com a anistia, ambos
retornaram ao Brasil em 1979.

Uma cópia de The Troubled Land permaneceu guardada no apartamento de


Celso Furtado no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e foi recuperada quando
voltou do exílio. O achado foi exibido em 2000, nas celebrações do seu
octogésimo aniversário. A versão que circula nas redes (Vimeo e Youtube)
descobertas em 2015 facilitaram o acesso do público ao rico conteúdo histórico
e audiovisual. Suas possibilidades de debate, pesquisa e ensino são muitas.
Pode ser facilmente usada em sala de aula, como já o fiz, para promover uma
discussão sobre o cenário do Nordeste na Guerra Fria e os momentos que
precedem 1964.

1961 esteve muito próximo de 1964. O Golpe, apoiado pelos EUA se


concretizou reorganizando as complexas forças políticas do país. E os nossos
vizinhos não deixaram de vigiar o Nordeste brasileiro.

Em novembro de 1965, Bob Kennedy – então senador dos EUA e irmão de


John Kennedy (assassinado em 1963) –, esteve em Pernambuco. Foi à Zona
da Mata, na cidade de Carpina onde discursou aos trabalhadores rurais.
Discursa também no Recife, simbolicamente, em frente ao Edifício JK no
Centro da Cidade e na Sudene (neste momento, sob o comando dos militares).
“O progresso de toda a América Latina repousa, em larga escala, no progresso
do Brasil. E o futuro do Brasil, por seu turno, depende do Nordeste, que é um
país dentro de um país”, afirmou Bob Kennedy na Sudene.

Mas, essa talvez seja uma outra história para esta coluna. Apenas evidencio
aqui o traço da incessante sentinela estadunidense. Por hora, convido aqueles
que chegaram até aqui e ainda não assistiram Brazil: The Troubled Land que
assistam e debatam as raras imagens do “encontro” entre Julião, Furtado e os
EUA.

Referências
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras
artes. São Paulo: Cortez, 2009.
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a Aliança para o Progresso em Pernambuco (1959-1964). Dissertação de
Mestrado em História, Recife: UFPE, 2017.
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CORREIO BRAZILIENSE. Celso Furtado: conferência com autoridades
americanas. Correio Braziliense, São Paulo, 11 jul. 1961, 1º caderno, p. 1.
CORREIO BRAZILIENSE. Donativos dos EE.UU. para os nordestinos. Correio
Braziliense, Brasília, 11 jul. 1961, 1º caderno, p. 1.
CORREIO PAULISTANO. Donativos de Norte-Americanos a Nordestinos do
Brasil. Correio Paulistano, São Paulo, 11 jul. 1961, 1º caderno, p. 5.
DANTAS, Cláudia. O gosto pela polêmica persiste : Conceição Tavares diz que
mesmo com avanços, Brasil continua carente de reformas. Jornal do Brasil, Rio
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POERNER, Arthur José. O poder jovem: história da participação política dos
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PORFIRIO, Pablo F. de A. Francisco Julião: em luta com seu mito. Golpe de
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RIANI, Mônica. Um pensador do Brasil: Celso Furtado recebe homenagem por
seus 80 anos com exposição na ABL que mostra sua vida de pracinha a
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SANTIAGO, Vandeck. O dia em que Bob Kennedy viu a ditadura no Recife :
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SCHWARTZ, Eugene G. American Students Organize: Founding the National
Student Association After World War II. New York: Eugene G. Schwartz, 2006.
SOUSA, Cidoval Morais de; THEIS, Ivo Marcos; BARBOSA, José Luciano
Albino (Orgs). Celso Furtado a esperança militante (Depoimentos) - Vol 2.
Campina Grande: EDUEPB, 2020.