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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO


DISCIPLINA URBANISMO II * 2019.02
PROFª DRª DANIELLA BONATTO; Me. TATIANA CANIÇALI ; JULIANA SANTOS (estágio em docência)

ETAPA I - DIAGNÓSTICO
Juliana Santos (estágio em docência)

ETAPA 01 – LEITURA DIAGNÓSTICA

TEMA:
USO – OCUPAÇÃO DO SOLO

GRUPO:
BEATRIZ VANDERLEI PIRES PEREIRA
HILARY WHITNEY SILVA DA CRUZ
KARINA DE OLIVEIRA PEREIRA GOMES
RAQUEL SOUZA CELESTINO

Vitória/2019
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA URBANISMO II * 2019.02
PROFª DRª DANIELLA BONATTO; Me. TATIANA CANIÇALI ; JULIANA SANTOS (estágio em docência)

ETAPA I - DIAGNÓSTICO

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO ..................................................................................... 3

2 DESENVOLVIMENTO DO TEMA .............................................................. 4


2.1 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO ................................................................. 4
2.2 GABARITO ................................................................................................ 8
2.3 DENSIDADE DEMOGRÁFICA ................................................................ 13

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................... 17

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 19

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ETAPA I - DIAGNÓSTICO

1 APRESENTAÇÃO

O presente RELATÓRIO refere-se à entrega da LEITURA DIAGNÓSTICA, da ETAPA


01 do desenvolvimento da disciplina de URBANISMO II. A Etapa I tem por objetivo o
estudo de temas ligados à Arquitetura e Urbanismo e o levantamento e análise dos
condicionantes físicos, sociais, culturais, econômicos e ambientais, a análise tipo-
morfológica, o levantamento das características socioeconômicas, bem como da
evolução urbana. Esta etapa culminará com o mapeamento dos problemas e
potencialidades observados a partir das análises dos grupos. Compreende ainda o
estudo de casos de intervenção urbana, como subsídio à proposição do partido geral,
o estudo dos condicionantes físicos - naturais e construídos, a análise tipo-morfológica
da área e entorno, o levantamento das características socioeconômicas, bem como
da evolução urbana, entre outros.

O local de estudo faz parte da Região Administrativa 6 – Goiabeiras (mapa 01), a qual
compreende uma das três Regiões que ficam na parte continental do município,
localizada a Norte da Baia de Vitória, junto a Estação Ecológica Ilha do Lameirão.

O tema a ser desenvolvido neste relatório é uso – ocupação do solo e compreende os


seguintes itens:

 Mapa de uso e ocupação do solo;

 Mapa de gabarito;

 Cálculo da densidade demográfica de cada bairro da área estudada, e


densidade média do município de Vitória - ES.

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2 DESENVOLVIMENTO DO TEMA

2.1 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

A partir de dados obtidos no site da Prefeitura Municipal de Vitória organizou-se o

mapa de uso do solo da Região Administrativa 6 - Goiabeiras (mapa 01), que

compreende os bairros de: Goiabeiras, Maria Ortiz, Jabour, Solon Borges, Segurança

do Lar, Antônio Honório e Aeroporto. Por meio da análise deste mapa, percebe-se

uma intensa ocupação do solo na área de estudo, com grande variação de usos,

destacando-se as edificações de uso misto e residencial (mapa 02).

Mapa 01 – Visão macro e micro da região estudada: (a) estado do Espírito Santo; (b) região
metropolitana Grande Vitória; (c) município de Vitória; (d) destaque bairros da Região
Administrativa 6 – Goiabeiras

Fonte: Imagem produzida pelo grupo no software QGis.

Percebe-se também uma concentração de lotes sem uso na parcela noroeste do

bairro de Goiabeiras (mapa 03), sendo estes lotes com grandes dimensões que se

diferenciam do parcelamento visto na porção sudoeste do bairro, que são

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caracterizados por lotes longitudinais, com o comprimento maiores que a testada do

mesmo, de pequenas dimensões. É importante observar que a presença desses lotes

nas áreas próximas a sul de Maria Ortiz (mapa 04), e leste de Antônio Honório (mapa

05), assim como essa mudança no padrão de parcelamento na região, possibilita a

criação de uma transição mais clara entre os bairros. Ou seja, o limite entre

Goiabeiras, Maria Ortiz e Antônio Honório é marcado pela transição entre esses lotes,

um fenômeno que não ocorre entre os demais bairros da região, em que seus limites

são marcados a partir de uma rua adjacente entre eles, mas não apresentam barreiras

físicas ou diferenças morfológicas que os distingue.

O uso misto é, depois do uso residencial, o mais recorrente na área de estudo. Nota-

se que com essa grande ocorrência de ocupação mista, unido ao uso comercial, há a

criação de eixos de destaque na região de estudo, como, por exemplo a Av. Professor

Fernando Duarte Rabelo (imagem 01), via que parte da Av. Fernando Ferrari e segue

pelos bairros Antônio Honório, Maria Ortiz e Solon Borges até a Rua Ciro Vieira da

Cunha às margens do Rio Santa Maria; a Rua Professora Ocarlina Drumond de

Carvalho (imagem 02), que corta o bairro de Maria Ortiz a noroeste; a Av. Jerônimo

Vervloet (imagem 03), que passa por Goiabeiras, Antônio Honório e Maria Ortiz,

também chegando às margens do Rio Santa Maria; e a Rua Antônio Nobre Filho, que

marca o limite entre Maria Ortiz e Jabour (mapa 06).

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Imagem 01 – Fotografia da Av. Professor Fernando Duarte Rabelo.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

Imagem 02 – Fotografia de um trecho da Rua Professora Ocarlina Drumond de Carvalho.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

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Imagem 03 – Fotografia de um trecho da Av. Jerônimo Vervloet.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

Esses eixos têm sua importância na região, principalmente por serem os locais onde

se desenvolvem as atividades comerciais e institucionais dos bairros, assim como, as

áreas de maior movimento, tanto de pedestre quanto de veículos, com destaque ao

transporte público (mapa 07). Por exemplo, na Av. Professor Fernando Duarte Rabelo,

aos sábados, acontece a feira de alimentos orgânicos, que periodicamente aumenta

o movimento do comércio e o trânsito de pedestres na área (imagem 04).

Imagem 04 – Fotografia da feira que acontece na Av. Professor Fernando Duarte Rabelo,
Sábado – 25/08/2019

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.


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Porém, mesmo com a ocorrência desses eixos é perceptível a dispersão dos usos

misto e comercial na região estudada. Por exemplo, além dos eixos formados nas vias

direcionais citadas anteriormente, não se pode destacar nenhuma área em que há

exclusivamente usos comerciais, mistos e residenciais, sendo estes distribuídos de

forma heterogênea pelos bairros. A partir disso, é observada mais uma característica

da região estudada: não há limitação de usos. Isso porque, muitos comércios da

região são de pequeno porte, pertencentes aos moradores dos bairros, que

comumente se desenvolvem informalmente, desta forma, limitar o uso da área para

exclusivamente residencial, por exemplo, afetaria diretamente na economia do bairro.

Por fim, percebe-se que para os bairros da região estudada o uso com mais ocorrência

é o residencial, sendo que a exceção dessa característica é o bairro Segurança do lar,

apresentando majoritariamente uso multifamiliar (mapa 05), Entre os demais bairros

destaca-se a predominância do uso residencial nos bairros de Antônio Honório e

Solon Borges (mapa 05). É perceptível também que o uso comercial e misto vai se

tornando mais raro nos lotes mais próximos às margens do Rio Santa Maria, como

pode ser visto nos limites do bairro de Maria Ortiz (mapa 04).

2.2 GABARITO

Analisando-se o mapa de gabaritos da região estudada (mapa 08), disponibilizado

pela Prefeitura de Vitória, é possível constatar que, de maneira geral, os bairros

pertencentes a região possuem entre 1 e 3 pavimentos (imagem 05), além de terem

ocupação majoritariamente residencial, a quantidade de pavimentos também é

subordinada por limitações de altura impostas em função da proximidade ao Aeroporto

de Vitória, para que não haja conflitos entre a altura das edificações e a rota dos

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aviões, por esse motivo as maiores construções, segundo o mapa de gabaritos (mapa

8.1), possuem 5 pavimentos. Edifícios com mais de cinco pavimentos são vistos

isoladamente na paisagem do bairro (imagem 06).

Mapa 08 – Mapa de gabarito da Região Administrativa 6 – Goiabeiras.

Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória.

(http://sistemas7.vitoria.es.gov.br/GeoWebApi/Downloads/pdf/gestaocontroleurbano/Numero_de_Pavi
mentos.pdf)
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Mapa 08.11 – Mapa de gabarito da Região Administrativa 6 – Goiabeiras.

Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória.

(http://sistemas7.vitoria.es.gov.br/GeoWebApi/Downloads/pdf/gestaocontroleurbano/Numero_de_Pavi
mentos.pdf)

Mapa 08.2¹ – Mapa de gabarito da Região Administrativa 6 – Goiabeiras.

Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória.

(http://sistemas7.vitoria.es.gov.br/GeoWebApi/Downloads/pdf/gestaocontroleurbano/Numero_de_Pavi
mentos.pdf)

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Para fins de visualização, foram feitas ampliações do mapa 08-Mapa de gabarito da Região Administrativa 06.
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Imagem 05 – Exemplo de edifícios com 1-3 pavimentos.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

Imagem 06 – Edifício com sete pavimentos na Av. Professor Fernando Duarte Rabelo.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

O bairro Goiabeiras, apesar de ter a maior área da Região Administrativa 6, é

densamente ocupado apenas na sua porção sudoeste, no restante do bairro têm-se


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grandes porções de terra desocupadas e terrenos de grandes dimensões, como visto

no item anterior. Já nos bairros Maria Ortiz, Segurança do Lar e Antônio Honório, na

Av. Professor Fernando Duarte Rabelo (norte), na Av. Jerônimo Vervloet (noroeste),

na rua Prof. Ocarlina Drumond de Carvalho (noroeste) e na rua Antônio Nobre Filho

(nordeste), é perceptível o aumento do número de pavimentos das edificações para

4 e 5 pavimentos, isso se explica justamente pelo uso do solo, como mostra o mapa

06; essas vias possuem forte ocupação de uso misto, o que leva o pavimento térreo

a ser utilizado para fins comerciais ou institucionais, se fazendo necessário construir

mais pavimentos acima destes para uso residencial. A criação de eixos nessas vias

específicas se dá devido à grande movimentação de pessoas que as utilizam e as

linhas de ônibus que as percorrem (mapa 07). Isso, por sua vez, colabora para a

concentração de pessoas nesses locais e, portanto, contribuem para a ocupação de

uso misto que leva ao aumento do número de pavimentos das edificações (imagem

07).

Imagem 07 – Gabarito das edificações na Av. Professor Fernando Duarte Rabelo.

Fonte: Fotografia retirada pelo grupo em visita a campo.

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2.3 DENSIDADE DEMOGRÁFICA

Com dados retirados do documento Vitória Bairro a Bairro, presente no site da

Prefeitura Municipal de Vitória, e de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística), foi feito o cálculo da densidade demográfica média do município de

Vitória - ES, e dos bairros localizados na região estudada – Região administrativa 6 –

Goiabeiras (Quadro 01).

Quadro 01 – Densidade demográfica média para o município de Vitória – ES; e densidade

demográfica da Região Administrativa 6 - Goiabeiras

DENSIDADE DEMOGRÁFICA
MUNICÍPIO POPULAÇÃO TOTAL (hab) ÁREA TOTAL (ha) DENSIDADE (hab/ha)
Vitória 327.801 9.712,3 33,75
REGIÃO ADMINISTRATIVA 6 - GOIABEIRAS
BAIRRO POPULAÇÃO TOTAL (hab) ÁREA TOTAL (ha) DENSIDADE (hab/ha)
Maria Ortiz 13.197 55,52 237,69
Solon Borges 1.523 7,19 211,82
Goiabeiras 2.633 235,81 11,16
Jabour 1.066 19,66 54,22
Segurança do lar 550 6,49 84,74
Antônio Honório 1.347 9,43 142,84

Fonte: Quadro produzido pelo grupo no Microsoft Office Excel.

A partir da análise dos resultados obtidos, percebe-se que o único bairro da região

que não apresenta densidade demográfica maior que a densidade média do município

de Vitória é Goiabeiras, isso porque ele possui a maior área entre os bairros da região

estudada, porém não tem a maior população, comparando-se, por exemplo, ao bairro

de Maria Ortiz, que tem menos que um terço da área de Goiabeiras, mas apresenta a

maior população entre os bairros. É importante ressaltar que Goiabeiras apresenta

uma grande extensão de lotes não ocupados, como pode ser visto no item 2.1 sobre

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uso do solo, e também predominantemente esses lotes têm áreas maiores, podendo

ser ocupados por usos comerciais e institucionais. Portanto, apesar de ser o maior em

área, o bairro apresenta a menor densidade demográfica por conta dos grandes lotes

que não são ocupados por moradores, dessa forma, ocupa-se apenas uma pequena

porção do bairro (sudoeste), como visto no mapa 03, reduzindo assim a sua

população.

O bairro Segurança do Lar, apesar de possuir a menor população e a menor área

apresenta densidade demográfica alta, comparando-se, por exemplo, a Jabour que

tem maior área e população, porém densidade demográfica menor. Pode-se perceber

que esta característica de Segurança do Lar se dá devido ao seu uso e também a

predominância de gabaritos visto no bairro. Como observado no item 2.1 o uso

predominante do bairro é o uso misto, em que no pavimento térreo da edificação são

desenvolvidas atividades comerciais ou institucionais e os outros pavimentos são

ocupados por uso residencial. Logo, percebe-se que grande parte das edificações do

bairro possui também uso residencial; e, unindo-se a isso, como visto no item 2.2,

estes edifícios possuem majoritariamente entre 3 e 4 pavimentos, podendo assim, em

uma pequena área suportar uma maior população.

Já o bairro Jabour, apesar de apresentar densidade demográfica acima da média do

município, não é um bairro populoso; comparado a região em geral, é o bairro com

menor população. A alta densidade demográfica se dá por conta de sua pequena área,

comparada a Maria Ortiz e Goiabeiras. A respeito da população, percebe-se que o

território do bairro é ocupado, majoritariamente, por residências de somente um

pavimento, mas, futuramente, com a possibilidade da construção de outros

pavimentos. Estando dentro das limitações regionais por conta do Aeroporto de


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Vitória, a densidade demográfica tende se elevar, devido ao aumento da população

por meio da ocupação dos demais pavimentos. Esse fenômeno pode ser visto no

bairro Solon Borges, que possui uma área cerca de 64% menor que o bairro Jabour,

e que, apesar disso, possui uma população consideravelmente maior, tendo em vista

sua área (Quadro 01). Observando o mapa 8.1, conclui-se que esta situação se dá

pelo fato do bairro, apesar de majoritariamente residencial, ser ocupado, em sua

maioria, por construções de 3 pavimentos. Consequentemente, há o crescimento

vertical da área e, desta forma, aumenta-se o número de moradores do bairro.

Tratando-se de crescimento vertical, verifica-se também este processo no bairro

Antônio Honório; a área é majoritariamente residencial e observando o mapa de

gabaritos (Mapa 8.1) percebe-se que há um número crescente de residências com

mais de um pavimento, possibilitando o crescimento do número de residentes na área.

É importante ressaltar que o parcelamento regular do solo é um fator que colabora

para a verticalização do bairro e o crescimento da população afeta diretamente os

aspectos socioeconômicos e a mobilidade da região.

O bairro de Maria Ortiz possui a maior densidade demográfica entre os bairros da

região estudada, apresentando uma grande população residindo em uma área

pequena. Observa-se que o uso residencial e misto são predominantes no bairro, mas

percebe-se que estes usos são distribuídos em lotes pequenos, ou seja, o

parcelamento do bairro foi feito de forma irregular, em que, os lotes são

majoritariamente pequenos, com poucas exceções, e as quadras não apresentam um

padrão. Este parcelamento afeta também as vias do bairro, que como pode ser visto

no mapa 04, são irregulares e muitas vezes de pequenas dimensões. Percebe-se

também que o gabarito do bairro é bastante variado, com edificações entre 1 e 3


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pavimentos, predominantemente. Esta característica de parcelamento, em que uma

quadra apresenta vários lotes com pequenas dimensões, também pode ser visto no

bairro de Solon Borges que também apresenta alta densidade, e se diferencia de

Maria Ortiz por apresentar um padrão em suas quadras e um traçado mais regular,

mas que também se caracteriza pelas vias de pequenas dimensões.

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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise do uso do solo, do gabarito das edificações e da densidade demográfica,

juntas, são ferramentas importantes na visualização de informações necessárias e

contundentes para a tomada de decisões no partido geral das propostas de

intervenção para a área de estudo, permitindo que esta melhor se adeque com cada

bairro, e com a região em geral, de acordo com suas respectivas necessidades.

Tendo isso como objetivo, foram feitas análises relacionando cada um dos tópicos

citados acima. Por meio da pesquisa e análise dos mapas foi possível concluir que,

de maneira geral, a região possui a maior parte dos lotes ocupados por residências,

mas também existem outros usos que se apresentam de maneira pulverizada,

principalmente o uso misto. O uso do solo afeta a quantidade de pavimentos

existentes em cada construção e, como foi observado, principalmente no caso dos

usos mistos, as edificações tendem a ter mais de 3 pavimentos, dando luz a

verticalização dos bairros da região, seguindo as limitações impostas pela existência

do Aeroporto de Vitória.

Em seguida, no último item de análise foi possível perceber que, de maneira geral, o

aumento da quantidade de pavimentos permite o aumento da quantidade de

moradores em determinados bairros, mesmo que suas áreas sejam pequenas,

comparadas aos maiores bairros da região, fazendo com que a densidade

demográfica aumente consideravelmente, como acontecem nos bairros de Solon

Borges, Segurança do lar e Antônio Honório.

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Portanto, a análise dos itens propostos, somados a análise das outras temáticas de

responsabilidade dos demais grupos, darão luz a criação e adequação da proposta

de intervenção urbanística para a Região Administrativa 6 - Goiabeiras.

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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PREFEITURA DE VITÓRIA. Vitória em mapas. Disponível em:


<http://legado.vitoria.es.gov.br/regionais/geral/bairros.asp>. Acesso em: 21 de agosto
de 2019.

PREFEITURA DE VITÓRIA. Vitória Bairro a Bairro. Disponível em: <


http://legado.vitoria.es.gov.br/regionais/geral/publicacoes/Vitoria_bairro_bairro/Vit%C
3%B3ria_bairro_%20a_bairro.pdf>. Acesso em: 21 de agosto de 2019.

PREFEITURA DE VITÓRIA. Área dos bairros. Disponível em: <


http://legado.vitoria.es.gov.br/regionais/geral/dados/AREA_BAIRROS_abril2014.pdf>
. Acesso em: 21 de agosto de 2019.

IBGE. Vitória panorama. Disponível em: <


https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/vitoria/panorama>. Acesso em: 21 de agosto de
2019.

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