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CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Gabinete do Deputado Delmasso - Gab 04

PROJETO DE LEI Nº , DE 2021


(Do Senhor Deputado DELMASSO – REPUPLICANOS/DF)

Dispõe sobre as medidas excepcionais


relativas à aquisição de vacinas destinadas
à vacinação contra a covid-19.

A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL decreta:

Art. 1º O Distrito Federal poderá adquirir vacinas contra o Coronavírus, desde que autorizadas
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e inclusas no Plano Nacional de Imunização - PNI.
Art. 2º As despesas referentes a estas aquisições deverão ocorrer por dotações orçamentárias
específicas no Orçamento do Distrito Federal.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A pandemia de covid-19 já causou mais de duzentos e cinquenta mil óbitos no Brasil. Como
ainda não há terapia absolutamente eficaz contra o vírus, diante das tecnologias disponíveis, o isolamento
social ainda é a estratégia que se mostra mais efetiva para frear o avanço da doença. Aqui no Distrito
Federal foram mais de quatro mil e oitocentos óbitos.
Nesse cenário de restrição, o desenvolvimento de uma vacina surge como grande prioridade dos
cientistas, visto que a imunização da população assume uma importância central nas políticas de saúde,
pois seria capaz de evitar a rápida propagação da doença, além de permitir a volta segura das atividades
comerciais, em seu ritmo normal.
Vários governos nacionais já têm negociado a compra de grandes lotes de tais imunobiológicos,
pois entende-se que a oferta inicial desses insumos não conseguirá atender à grande demanda mundial, o
que vem gerando concorrência para a sua aquisição.
Em vista da demanda mundial pela aquisição de vacinas para imunização da população, os
estados poderão necessitar da aquisição de vacinas que já foram autorizadas pela ANVISA.
Nestas hipóteses e para que não haja uma crise de abastecimento no mercado nacional e interno,
apresento esta proposta para garantir a possibilidade de aquisição de quaisquer materiais, medicamentos,
equipamentos e insumos da área de saúde, entre eles, vacinas.
PL 1383/pg.1
Vacinas essas, comprovadamente imunizantes, que já obtiveram a respectiva autorização para
comercialização pelas agências internacionais ora relacionadas, de competência mundialmente
reconhecida.
É público e notório que a ausência de vacinas aptas à imunização têm preocupado governadores
de todos os Estados, alguns dos quais sentiram a necessidade de recorrer à justiça para assegurar o direito
à compra da vacina aprovada por outras agências regulamentadoras.
Com a aprovação da presente lei, o Governo do Distrito Federal, havendo comprovada
necessidade e mediante certificação das autoridades sanitárias estrangeiras relacionadas, terá pleno
amparo legal para a aquisição de vacinas para atender à demanda da população brasiliense imediatamente.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) referendou decisão liminar do ministro
Ricardo Lewandowski que autorizou os estados, os municípios e o Distrito Federal a importar e distribuir
vacinas contra a Covid-19 registradas por pelo menos uma autoridade sanitária estrangeira e liberadas para
distribuição comercial nos respectivos países, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
não observe o prazo de 72 horas para a expedição da autorização.
A decisão prevê também que, caso a agência não cumpra o Plano Nacional de Operacionalização
da Vacinação contra a Covid-19 apresentado pela União, ou que este não forneça cobertura imunológica a
tempo e em quantidades suficientes, os entes da federação poderão imunizar a população com as vacinas
de que dispuserem, previamente aprovadas pela Anvisa.
Em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski ressalta que a magnitude da pandemia exige,
“mais do que nunca”, uma atuação fortemente proativa dos agentes públicos de todos os níveis
governamentais, sobretudo mediante a implementação de programas universais de vacinação. Ele assinala
que o Sistema Único de Saúde (SUS), ao qual compete, dentre outras atribuições, executar as ações de
vigilância sanitária e epidemiológica, é compatível com o “federalismo cooperativo” ou “federalismo de
integração” adotado na Constituição da República. Esse modelo se expressa na competência concorrente
entre União, estados e Distrito Federal para legislar sobre a proteção e a defesa da saúde e na competência
comum a todos, e também aos municípios, de cuidar da saúde e assistência pública.
Para o ministro, isso inclui não somente a disponibilização de imunizantes diversos dos ofertados
pela União, desde que aprovados pela Anvisa, mas também a importação e a distribuição, em caráter
excepcional e temporário, de quaisquer materiais, medicamentos e insumos da área de saúde sujeitos à
vigilância sanitária sem registro na Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia,
conforme disposto na Lei 13.979/2020 (artigo 3°, inciso VIII, alínea 'a', e parágrafo 7°-A).
Pro fim, conforme decisão do STF, a Lei n.º 13.979/2020, (Dispõe sobre as medidas para
enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus
responsável pelo surto de 2019), ao fazer referência ao termo "autoridades" — sem qualquer distinção
expressa entre os diversos níveis político-administrativos da federação — autoriza qualquer ente federado
a lançar mão do uso de medicamentos e insumos sem registro na Anvisa.
Feitas estas breves explicações, solicito o apoio dos Nobres Deputados para a aprovação deste
relevante projeto de Lei.

Sala das Sessões, em

(assinado eletronicamente)
DELMASSO
Deputado Distrital - Republicanos/DF

PL 1383/pg.2
Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5, 2º Andar, Gab 4 - CEP: 70094902 - Brasília - DF - Tel.: (61)3348-8042
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PL 1383/pg.3