INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO I

Esse material foi produzido a partir de Convênio de Colaboração firmado entre as Instituições:

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Expediente
Curso de Direito — Coletânea de Exercícios Coordenação Geral do Curso de Direito da Universidade Estácio de Sá Prof. André Cleófas Uchôa Cavalcanti Coordenação do Projeto Núcleo de Qualificação e Apoio Didático-Pedagógico Coordenação Pedagógica Profa. Tereza Moura Organização da Coletânea Profa. Valquíria Soares Cavalcanti Profa. Edna Raquel R. S. Hogemann

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CARO ALUNO
A Metodologia do Caso Concreto aplicada em nosso Curso de Direito, é centrada na articulação entre teoria e prática, com vistas a desenvolver o raciocínio jurídico. Ela abarca o estudo interdisciplinar dos vários ramos do Direito, permitindo o exercício constante da pesquisa, a análise de conceitos, bem como a discussão de suas aplicações. O objetivo é preparar os alunos para a busca de resoluções criativas a partir do conhecimento acumulado, com a sustentação por meio de argumentos coerentes e consistentes. Desta forma, acreditamos ser possível tornar as aulas mais interativas e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino oferecido. Na formação dos futuros profissionais, entendemos que não é papel do Curso de Direito da Universidade Estácio de Sá tão somente oferecer conteúdos de bom nível. A excelência do curso será atingida no momento em que possamos formar profissionais autônomos, críticos e reflexivos. Para alcançarmos esse propósito, apresentamos a Coletânea de Exercícios, instrumento fundamental da Metodologia do Caso Concreto. Ela contempla a solução de uma série de casos práticos a serem desenvolvidos pelo aluno, com auxílio do professor. Como regra primeira, é necessário que o aluno adquira o costume de estudar previamente o conteúdo que será ministrado pelo professor em sala de aula. Desta forma, terá subsídios para enfrentar e solucionar cada caso proposto.O mais importante não é encontrar a solução correta, mas pesquisar de maneira disciplinada, de forma a adquirir conhecimento sobre o tema. A tentativa de solucionar os casos em momento anterior à aula expositiva, aumenta consideravelmente a capacidade de compreensão do discente. Este, a partir de um pré-entendimento acerca do tema abordado, terá melhores condições de, não só consolidar seus conhecimentos, mas também dialogar de forma coerente e madura com o professor, criando um ambiente acadêmico mais rico e exitoso. Além desse, há outros motivos para a adoção desta Coletânea. Um segundo a ser ressaltado, é o de que o método estimula o desenvolvimento da capacidade investigativa do aluno, incentivando-o à pesquisa e, consequentemente, proporcionando-lhe maior grau de independência intelectual. Há, ainda, um terceiro motivo a ser mencionado. As constantes mudanças no mundo do conhecimento — e, por conseqüência, no universo jurídico — exigem do profissional do Direito, no exercício de suas atividades, enfrentar situações nas quais os seus conhecimentos teóricos acumulados não

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serão, per si, suficientes para a resolução das questões práticas a ele confiadas. Neste sentido, e tendo como referência o seu futuro profissional, consideramos imprescindível que, desde cedo, desenvolva hábitos que aumentem sua potencialidade intelectual e emocional para se relacionar com essa realidade. E isto é proporcionado pela Metodologia do Estudo de Casos. No que se refere à concepção formal do presente material, esclarecemos que o conteúdo programático da disciplina a ser ministrada durante o período foi subdividido em 15 partes, sendo que a cada uma delas chamaremos “Semana”. Na primeira semana de aula, por exemplo, o professor ministrará o conteúdo condizente a Semana no 1. Na segunda, a Semana no 2, e, assim, sucessivamente. O período letivo semestral do nosso curso possui 22 semanas. O fato de termos dividido o programa da disciplina em 15 partes não foi por acaso. Levou-se em consideração não somente as aulas que são destinadas à aplicação das avaliações ou os eventuais feriados, mas, principalmente, as necessidades pedagógicas de cada professor. Isto porque, o nosso projeto pedagógico reconhece a importância de destinar um tempo extra a ser utilizado pelo professor — e a seu critério — nas situações na qual este perceba a necessidade de enfatizar de forma mais intensa uma determinada parte do programa, seja por sua complexidade, seja por ter observado na turma um nível insuficiente de compreensão. Hoje, após a implantação da metodologia em todo o curso no Estado do Rio de Janeiro, por intermédio das Coletâneas de Exercícios, é possível observar o resultado positivo deste trabalho, que agora chega a outras localidades do Brasil. Recente convênio firmado entre as Instituições que figuram nas páginas iniciais deste caderno, permitiu a colaboração dos respectivos docentes na feitura deste material disponibilizado aos alunos. A certeza que nos acompanha é a de que não apenas tornamos as aulas mais interativas e dialógicas, como se mostra mais nítida a interseção entre os campos da teoria e da prática, no Direito. Por todas essas razões, o desempenho e os resultados obtidos pelo aluno nesta disciplina estão intimamente relacionados ao esforço despendido por ele na realização das tarefas solicitadas, em conformidade com as orientações do professor. A aquisição do hábito do estudo perene e perseverante, não apenas o levará a obter alta performance no decorrer do seu curso, como também potencializará suas habilidades e competências para um aprendizado mais denso e profundo pelo resto de sua vida. Lembre-se: na vida acadêmica, não há milagres; há estudo com perseverança e determinação. Bom trabalho. Coordenação Geral do Curso de Direito

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PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DAS COLETÂNEAS DE EXERCÍCIOS
1. O aluno deverá desenvolver pesquisa prévia sobre os temas objeto de estudo de cada semana, envolvendo a legislação, a doutrina e a jurisprudência e apresentar soluções, por meio da resolução dos casos, preparando-se para debates em sala de aula. 2. Antes do início de cada aula, o aluno depositará sobre a mesa do professor o material relativo aos casos pesquisados e pré-resolvidos, para que o docente rubrique e devolva no início da própria aula. 3. Após a discussão e solução dos casos em sala de aula, com o professor, o aluno deverá aperfeiçoar o seu trabalho, utilizando, necessariamente, citações de doutrina e/ou jurisprudência pertinentes aos casos. 4. A entrega tempestiva dos trabalhos será obrigatória, para efeito de lançamento dos graus respectivos (zero a dois), independentemente do comparecimento do aluno às provas. 5. Até o dia da AV1 e da AV2, respectivamente, o aluno deverá entregar o conteúdo do trabalho relativo às aulas já ministradas, anexando os originais rubricados pelo professor, bem como o aperfeiçoamento dos mesmos, organizado de forma cronológica, em pasta ou envelope, devidamente identificados, para atribuição de pontuação (zero a dois), que será somada à que for atribuída à AV1 e AV2 (zero a oito). 6. A pontuação relativa à coletânea de exercícios na AV3 (zero a dois) será a média aritmética entre os graus atribuídos aos exercícios apresentados até a AV1 e a AV2 (zero a dois). 7. As AV1, AV2 e AV3 valerão até oito pontos e conterão, no mínimo, três questões baseadas nos casos constantes da Coletânea de Exercícios. Coordenação Geral do Curso de Direito

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Fontes do Direito Positivo. Súmula vinculante. Divisões do Direito. Juízo de realidade e juízo de valor. social. cultural e histórica). Conceito de fontes do Direito e classificação. Os costumes. A importância e o objeto da disciplina Introdução ao Estudo do Direito. A questão da superação da dicotomia do Direito Público e do Direito Privado. administrativo. Ramos do Direito Privado Interno: civil e empresarial. A questão do Direito do Trabalho. Distinção entre fontes materiais e formais do Direito. O ser e o dever ser. O Direito Natural. O papel da doutrina e da jurisprudência no sistema jurídico brasileiro. O Direito Positivo.SUMÁRIO SEMANA 1 O Direito. penal. processual civil e penal. O Direito e sua função social. A qualificação do Direito como ciência: (normativa. 11 SEMANA 2 14 SEMANA 3 16 SEMANA 4 Principais ramos do Direito Público Interno: constitucional. Noções sobre a Teoria Tridimensional do Direito. O Direito Subjetivo. A unificação do Direito Privado. O Direito Objetivo. Finalidades do Direito. Sociedade e Direito — relação de dependência. A lei. Acepções da palavra Direito. tributário. Diferenças entre o Direito Público Interno e Externo e o Direito Privado Interno e Externo. O mundo natural e o mundo cultural. 18 SEMANA 5 21 Introdução ao Estudo do Direito 7 7 2/1/2008 11:04:10 . Relação entre o Direito e a Moral (Teorias dos Círculos).

critério do conteúdo e critério da imperatividade. A leitura do ordenamento 22 SEMANA 7 25 SEMANA 8 28 SEMANA 9 30 34 SEMANA 10 SEMANA 11 36 SEMANA 12 Introdução ao Estudo do Direito 8 8 2/1/2008 11:04:10 . Hermenêutica jurídica e interpretação do Direito numa abordagem constitucional. A questão da retroatividade e da irretroatividade das leis. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada no contexto da lei de introdução ao Código Civil. Conflitos de leis no tempo. bilateralidade e atributividade. critério da existência. heteronomia. alteridade. O início da vigência da lei. A hierarquia normativa. Término da vigência das leis: revogação (ab-rogação e derrogação).SEMANA 6 A norma jurídica. coercibilidade. Os diversos critérios de classificação das normas jurídicas: critério da destinação. Estrutura da norma jurídica. Validade das normas (técnico-formal ou vigência. O Direito adquirido (doutrinas de Gabba. Conceito. A questão da repristinação. generalidade ou universalidade. imperatividade. Direito intertemporal. social e ética). O princípio da obrigatoriedade das leis. A vacância da lei: conceito e cômputo. da Constituição da República e do Código Civil de 2002. Técnica legislativa. Principais características: abstração. A lei e o ordenamento jurídico à luz da Constituição Brasileira. O processo de elaboração legislativa. Roubier e Lassalle). Espécies legislativas. critério da extensão territorial. Revogação expressa e tácita. O princípio da continuidade das leis. A norma jurídica.

racional. doutrinária. Critério da ponderação de interesses e valores. lógico-sistemática. administrativa. extensiva e restritiva. declarativa. Elementos de integração do Direito: analogia. sociológica. teleológica. Aplicação e integração das leis. histórica. costumes. Visão sistemática do ordenamento jurídico: antinomia e critérios de solução. 38 SEMANA 13 Tipos de interpretação: autêntica. literal. Conflitos principiológicos no âmbito constitucional. princípios gerais do direito e eqüidade. O problema das lacunas e recursos às fontes secundárias do Direito. judicial.jurídico à luz dos princípios constitucionais (implícitos e explícitos). 42 SEMANA 14 45 SEMANA 15 47 Introdução ao Estudo do Direito 9 9 2/1/2008 11:04:10 .

Introdução ao Estudo do Direito I SEMANA 1 O Direito. nem sempre foi assim: apenas com o passar do tempo. coube a ele julgar um caso em que Paulo. correto e ciência jurídica. Realmente. um rapaz de 18 anos. responda justificadamente: a) Identifique os diversos significados da palavra “direito” no texto acima. vendia. Juízo de valor e juízo de realidade Mário da Silva. Os diversos significados da palavra “direito” O direito (1) à vida e à saúde é tutelado no direito (2) brasileiro e cabe ao Estado cuidar da saúde e da assistência pública. O ser e o dever ser. A importância e o objeto da disciplina Introdução ao Estudo do Direito. viveu sua infância em um lugar pobre. uma 11 Introdução ao Estudo do Direito 11 11 2/1/2008 11:04:10 . Pedro teve reconhecido o direito (3) a receber medicamentos do Estado para tratamento de uma doença que contraíra. estamos nos referindo a que tipo de direito? Conceitue este direito. Acepções da palavra Direito. transformando-os em direito (8). o estudo do direito (6) reconheceu esses direitos (7) sociais. b) Diferencie direito positivo de direito objetivo. justo. sem qualquer antecedente criminal. Com base nestes argumentos. Anos mais tarde. pela primeira vez. juiz de direito no estado de Tocantins. estabelecendo correspondências com os seguintes significados: direito subjetivo. sob coação de traficantes. Mas. não parece direito (4) deixar um cidadão direito (5) desassistido. d) Qual a distinção entre direito e justiça? 2. Com base neste texto. porque não quis se submeter às regras impostas por eles. Aos dez anos. O mundo natural e o mundo cultural. Juízo de realidade e juízo de valor. seu pai foi morto por traficantes da região. dominado pelo tráfico de entorpecentes. direito positivo. já como juiz em uma vara criminal. Casos 1. c) Quando nos referimos ao direito de uma pessoa ou de muitas. direito objetivo.

(. sempre e sempre. em si mesma. estamos de alguma maneira.. Numa entrevista para a Tribuna do Advogado. Maria. está superado. Aliás.) os denomina de “ventrílocos do poder dominante”. Amilton Bueno de Carvalho.). alguns ainda se consideram ungidos pela capa da neutralidade. mais precisamente no que se refere à influência da ideologia no Direito e na possibilidade de absoluta neutralidade do juiz. Juízo de valor e juízo de realidade Juízos de valor são normalmente justificados de maneira diferentes dos juízos de realidade. responda. a um juízo de valor? E a de direito? b) Todos têm a mesma compreensão do que venha a ser o “justo” ou cada um tem uma idéia diferente de seu conteúdo? c) Analise o caso relatado e os comentários feitos pelo Desembargador no trecho transcrito. por meio delas. Ao longo de nossas vidas acumulamos experiências e. o respeito ao próximo e aos compromissos que assumimos. justificadamente. Mário. dentre outras: são os valores norteadores das nossas atitudes. Um discurso que. no momento de agir. em junho/2007. De acordo com as posições tomadas pelo entrevistado neste texto.. Mas há a idéia de que um juiz de direito deva ser neutro na apreciação dos casos que lhe são submetidos. quanto da Justiça. 3. Ao apreciarmos qualquer questão. como a família. ao que se pede: a) A noção de justiça corresponde. expressando nosso juízo de valor. em resposta à pergunta se acreditava na neutralidade do Direito e da Justiça afirmou: O mito da neutralidade. muito superior àquelas aplicadas por juízes daquela região. o Desembargador do TJ/RS e membro da Associação Juízes para a Democracia. está aliado aos donos do poder — seja qual for o poder. apesar disso. está sepultada! Mas. (O Jurista) Edmundo (Arruda Jr. elegemos as coisas que achamos importantes. demonstrando que o Direito se produz no mundo da cultura e não no mundo natural. João e José são porta12 Introdução ao Estudo do Direito 12 12 2/1/2008 11:04:10 . penso que ninguém mais defende esta possibilidade. tanto do Direito.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS trouxinha de maconha a um aluno de sua escola. ou daquele que opera no saber. Mário acabou por aplicar uma pesada pena.

cap. 39. 26. Ainda estou no meio desse processo”. cap. 2006. no estado em que me encontro. Lições preliminares de direito. I. recomendamos as bibliografias a seguir para a resolução dos casos propostos nesta aula. Introdução ao estudo do direito. 4. responda o que se pede: a) Classifique as respostas apresentadas entre as categorias de juízo de valor e de juízo de realidade. ed. o encontro da cura de minha doença é uma questão de tempo”. b) Pesquise nos artigos 1º e 5º da Constituição da Federal de 1988 e transcreva as normas que dão base às posições de João e de José. Paulo. 2004. Rio de Janeiro: Forense. c) O Direito constata realidade ou protege valores? Por quê? Prezado aluno. Rio de Janeiro: Forense.Introdução ao Estudo do Direito I dores de doença crônica incurável. João: “Creio que a vida é o bem mais precioso do ser humano. 2006. Referência complementar: MELLO. meio e fim. Miguel. 2. 2007. cap. Maria: “A vida é um processo biológico que tem início. Introdução ao estudo do direito. 3. I. Paulo Dourado de. 27. II e III. Referência básica: NADER. 9. José: “A vida só tem valor quando se pode usufruir dela com dignidade e. GUSMÃO. III. e dela não abro mão”. SECCO. Orlando de Almeida. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Introdução ao estudo do direito. isso não ocorre”. Mário. Diante das posições expressas por Maria. cap. Introdução ao estudo do direito. Mário: “Os avanços da medicina fazem a vida se tornar mais longa. 13 Introdução ao Estudo do Direito 13 13 2/1/2008 11:04:10 . REALE. São Paulo: Saraiva. 2004. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. III e IV. justificando sua escolha. ed. Cleyson de Moraes. cap. IV e VIII. ed. João e José. ed. Indagados se preferem à vida ou à morte respondem: 1. que lhes causa muito sofrimento.

172). secundariamente. valendo apenas nos casos em que os pais não estiverem em condições financeiras de prestar a assistência alimentar ao filho. no que se refere à obrigação de prestação de alimentos pelos pais e pelos avós? b) É cada vez mais comum crianças buscarem complementar seu sustento com a ajuda dos avós por intermédio de ações proposta na justiça. Noções sobre a Teoria Tridimensional do Direito. menor de idade. a) A solidariedade sempre foi considerada uma das características marcantes das relações familiares. 14 Introdução ao Estudo do Direito 14 14 2/1/2008 11:04:10 . fundamentalmente. recorre à Justiça. porque. seu verdadeiro alicerce. em 15/03/04.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS SEMANA 2 Sociedade e Direito — relação de dependência. já informava que a responsabilidade de avós é complementar. Porém. e. Alegou o juiz que a responsabilidade pelos alimentos são. A qualificação do Direito como ciência: (normativa. com base no artigo 397. a revista jurídica Consulex (ano VIII. n. social. a justificativa para tal pedido foi a de que teriam esses (avós) melhores condições financeiras do que os pais. Nesta mesma direção. Finalidades do Direito. Várias teorias foram elaboradas para solucionar um dos problemas mais árduos da ciência do direito. Casos 1. qual seja: as diferenças que separam os sistemas da moral e do jurídico. não ficou demonstrada a impossibilidade dos pais poderem prestar assistência ao filho menor. Relação entre o Direito e a Moral (Teorias dos Círculos). A razão disto é que a sociedade considera a solidariedade um valor. dos avós e ascendentes em grau ulterior. desde que o parente mais próximo não possa fazê-lo. O Direito e sua função social. a Justiça negou o pedido de alimentos requerido contra os avós. em primeiro lugar. Na oportunidade. cultural e histórica). Relação entre direito e moral (teorias dos círculos) e Teoria Tridimensional do Direito Thiago Souza. do CC. Qual das teorias dos círculos se aplica ao caso em questão. dos pais e filhos. requerendo alimentos em face de seus avós.

3º. a proteção por meio de uma norma jurídica: esta. Atualmente. tanto assim que a expressão aparece no Preâmbulo e no inciso I. Moral como instrumento de controle social e Teoria Tridimensional do Direito A revista trimestral de Direito Civil. considerados importantes. portanto. p. Justifique. c) É correto dizer que Direito e Moral são independentes? Justifique sua resposta. da Constituição da República de 1988. 276. b) Diferencie a Moral de Direito. da Constituição brasileira. c) A solidariedade já esteve mais vinculada ao âmbito da moralidade do que ao do direito. no art. sucintamente. 26/04/2004. Pesquise. merecendo. a) As normas morais e jurídicas são instrumentos de controle social? Fundamente sua resposta. o caso concreto em exame.000 rublos (cerca de 300 reais). 170. 20. por exemplo. n. ela vem sendo assimilada pelos ordenamentos jurídicos. as outras formas em que a solidariedade se apresenta na atividade econômica do país. o Direito se produz a partir de fatos.000 telefones celulares foi o primeiro réu a ser condenado pela prática de spam na Rússia. valor e norma. à luz das teorias que envolvem essa questão. Desconsiderando o fato de a situação ter se passado com um adolescente na Rússia. distinguindo fato. Enquadre a situação relatada na Teoria Tridimensional do Direito. entretanto. destacou o seguinte caso concreto: Spam obsceno leva à condenação adolescente na Rússia Um adolescente que mandou uma mensagem obscena para 15. a que se atribui um valor especial. O estudante de Chelyabinsk invadiu o sistema de uma das maiores operadoras de celular e usou um programa especial para mandar a mensagem. comentando. de maneira bem simples. Ele foi condenado a um ano sob observação e uma multa de 3. Fonte: Reuters. 15 Introdução ao Estudo do Direito 15 15 2/1/2008 11:04:11 . transcrevendo-as. a partir das suas características. 2.Introdução ao Estudo do Direito I Segundo Miguel Reale. responda ao que se pede justificadamente. do art. sintetiza a Teoria Tridimensional do Direito.

2007. ed. O Direito Subjetivo. 27. Referência básica: NADER. Diferenças entre o Direito Público Interno e Externo e o Direito Privado Interno e Externo. Rio de Janeiro: Forense. IV. Paulo. II e VI. enquadrando o caso concreto na Teoria Tridimensional do Direito. sem que o destinatário possa exercer qualquer controle sobre elas. VI e XL. uma vez que crianças e outras pessoas desavisadas podem ter acesso a um conteúdo que lhes soam agressivo e imoral. O Direito Natural. 2006. vago e sem utilização. V. celebraram contrato de locação resi16 Introdução ao Estudo do Direito 16 16 2/1/2008 11:04:11 . hoje comum. 39. REALE. necessitando de local para morar e sabedor que seu amigo Robson possuía. V e VI. ed. Casos 1. Introdução ao estudo do direito. O Direito Positivo. III e V. um apartamento situado em zona nobre da cidade. cap. III.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS d) Observamos que cada vez mais são enviadas mensagens inconvenientes. por representar um desvalor. Rio de Janeiro: Forense. faz a este proposta de locação do imóvel. Referência complementar: GUSMÃO. Introdução ao estudo do direito. MELLO. cap. 26. SEMANA 3 Divisões do Direito. Introdução ao estudo do direito. O desvalor também pode gerar norma jurídica? Justifique. Diferenças entre Direito Público e Direito Privado Carlos. Paulo Dourado de. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. Prezado aluno. ed. Este fato. 2004. Para tanto. tem despertado a atenção da sociedade. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Cleyson de Moraes. Miguel. São Paulo: Saraiva. 2006. cap. cap. O Direito Objetivo. Lições preliminares de direito. fotógrafo amador.

não é possível casar-se. cada vez mais. da publicização do direito privado. vendeu todos os seus bens no Brasil e comprou um apartamento em Paris. separar-se judicialmente ou divorciar-se sem a intervenção do Estado. no cotidiano. responda justificadamente. Após um determinado tempo. o qual veio. Robson observa que o Carlos não vinha cumprindo com o dever contratualmente estabelecido de manter o imóvel em condições adequadas para o fim do contrato. 17 Introdução ao Estudo do Direito 17 17 2/1/2008 11:04:11 . brasileiro. a privatização do Direito Público. Em razão disso. Direito Interno e Externo Ricardo Augusto. até completar 40 anos. ou seja. tanto assim que suas regras se encontram no Código Civil.Introdução ao Estudo do Direito I dencial. além do citado apartamento. solteiro e sem filhos. Trata-se aqui. Reconhecido profissional do ramo da moda. c) O que dizem os autores mais modernos quanto a esta divisão do Direito em público e privado? 2. na aproximação do Direito Público do Direito Privado ou nos fenômenos da privatização do Direito Público e na publicização do Direito Privado. portanto. um carro. morou em Campinas. onde passou a residir com seu companheiro até seu falecimento. inclusive. a) A relação jurídica entre Carlos e Robson está no campo do Direito Público ou Privado? O que justifica sua resposta? b) Fala-se. Por exemplo: embora o direito de família seja predominantemente privado. a ser condenado a arcar com as despesas para reconstituição do imóvel no estado em que foi recebido. deixando. estabeleceu domicílio na França. Na oportunidade. em que estavam previstas as obrigações do locatário (Carlos) e do locador (Robson). Cinco anos depois. quando foi convidado para trabalhar em uma das mais importantes griffes mundiais. já que ele quebrou todas as paredes internas do apartamento. Levando em consideração o caso proposto. veio a falecer. transformando-o em um estúdio fotográfico. a questão foi levada à Justiça e o contrato foi extinto. por culpa do locatário. Procure exemplos. em que ocorre o contrário. sua cidade natal. como bens.

penal. cap. Referência complementar: GUSMÃO. a união homoafetiva é reconhecida legalmente. Rio de Janeiro: Forense. apresentando exemplos de um e de outro. cap. cap. Paulo. Introdução ao estudo do direito. 2004. 10. XXV e XXVI. 9. ed. cap. 2007. Orlando de Almeida. são eles seus únicos herdeiros. segundo a lei francesa. Paulo Dourado de. administrativo. 39. ed. processual civil e penal. IV. segundo a lei brasileira.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS Os pais de Ricardo. MELLO. 26. mas. 2006. A questão 18 Introdução ao Estudo do Direito 18 18 2/1/2008 11:04:11 . da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC). São Paulo: Saraiva. tributário. Introdução ao estudo do direito. a que regras deveria obedecer o processo de sucessão no caso concreto antes relatado: as do Direito Interno ou do Direito Externo? b) Diferencie conceitualmente Direito Interno de Direito Externo. 2006. XV. na qualidade de advogado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. procuram você. ed. para saber em que país seria possível correr o processo para transmissão dos bens de Ricardo (sucessão patrimonial). XVI. Introdução ao estudo do direito. únicos herdeiros. 2004. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Introdução ao estudo do direito. Prezado aluno. cap. 27. REALE. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. SECCO. Lições preliminares de direito. SEMANA 4 Principais ramos do Direito Público Interno: constitucional. sem saber como agir em relação aos bens deixados pelo filho. Cleyson de Moraes. XXXV e XXXVI. uma vez que. Rio de Janeiro: Forense. III e XXI. XVIII e XIX. Analise o caso concreto e responda de forma fundamentada: a) Diante do que informa o art. Miguel. ed. III. IV e V. XVII. Referência básica: NADER.

5º. O médico.000. Fonte: Reuters. alegando que o direito brasileiro consagra a propriedade privada.Introdução ao Estudo do Direito I do Direito do Trabalho. contesta a decisão. p. que pretendia aliviar as dores agudas que a paciente sentia na lombar. e o art. a paciente está fazendo uso de que modalidade de Direito? Justifique. é necessário ocorrer ameaça ou violação de um Direito Material? Justifique. Dicotomia — Direito Público e Privado Maria da Silva é proprietária de uma fazenda improdutiva. Randall Smith. no interior do estado de Mato Grosso. b) Ao ajuizar a ação. resolve promover a desapropriação da fazenda para fins de reforma agrária. 286. inconformada. A unificação do Direito Privado. tendo em vista o art. da Constituição da República de 1988. já perdeu a licença e foi preso por 60 dias por ter cobrado US$ 5. A questão da superação da dicotomia do Direito Público e do Direito Privado. o doutor Randall Smith alega que o sexo foi consensual. Ramos do Direito A revista trimestral de Direito Civil. 2. Casos 1. ciente dos diversos conflitos de terra na região liderada pelo MST (Movimento dos Sem-Terra). uma paciente está processando seu médico por tê-la convencido de que manter relações sexuais com ele era uma parte necessária do seu tratamento para dor nas costas. Ramos do Direito Privado Interno: civil e empresarial. inciso XXII. de forma que não pode o Estado interferir nesta esfera. 04/10/2005.00 do Sistema de Saúde do Oregon pelos 45 minutos de “tratamento”. de grandes proporções. destacou o seguinte caso concreto: Tratamento especial para dor nas costas No Oregon. inciso II. c) Para ajuizar uma ação. 170. O governo federal. 19 Introdução ao Estudo do Direito 19 19 2/1/2008 11:04:11 . A ação agora movida pela paciente alega negligência médica e dano moral. a) Diferencie conceitualmente Direito Processual de Direto Material. n. Embora tenha reconhecido a culpa pela acusação de falso tratamento médico. Maria. 24.

220. justificadamente. 170. alegando não só o seu direito de propriedade. 186. 5º. justificadamente. cap. 9. como podemos conciliar a propriedade com a sua função social? b) No direito brasileiro. como também a função social que será dada à propriedade. Referência básica: NADER. inciso III. o que informa o inciso XXIII. que atenderá a toda a população mais carente da região. verba para a construção do hospital. os argumentos do Estado procedem? b) À luz da Medida da Provisória nº 2. Introdução ao estudo do direito. Washington e sua família. 2004. Nesse intervalo de tempo. São Paulo: Saraiva. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. XXXV e XXXVI. o art. Orlando de Almeida. quem está com a razão? Justifique. Introdução ao estudo do direito. A propriedade à luz do Direito Público e do Direito Privado O governo do Estado do Mato Grosso do Sul resolve construir um hospital na periferia da cidade de Campo Grande. às perguntas abaixo: a) Tendo em vista. o direito de propriedade está na esfera do Direito Público ou Privado? 3. cap. ed. obtida a verba para construção do referido hospital. Como não tinha área disponível para tal. ed. edificaram ali a sua residência. Paulo. Recentemente. todos da Constituição da República. Entretanto. com a construção do hospital. não conseguindo aprovar. Responda. promoveu a desapropriação de um grande terreno pertencente a João da Silva. às perguntas abaixo: a) Na sua opinião. ed. e o argumento proposto por Maria. cap. do art. não tendo onde morar. o Estado pretende agora retirar Washington e sua família para dar início às obras. Lições preliminares de direito. XXV e XXVI. 26.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS Responda. o art. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Miguel. Rio de Janeiro: Forense. pagando-lhe uma indenização. de 4 de setembro de 2001. na Assembléia Legislativa. onde permanece a sete anos. Prezado aluno. 2006. 2004. 27. 20 Introdução ao Estudo do Direito 20 20 2/1/2008 11:04:11 . REALE. o terreno ficou abandonado por muitos anos. III e XXI. SECCO.

Cleyson de Moraes. XV. 39.Introdução ao Estudo do Direito I Referência complementar: GUSMÃO. Súmula vinculante. XVII. SEMANA 5 Fontes do Direito Positivo. IV. como fonte material do Direito. desaconselhou a medida. entrou em vigor a Lei nº 11. entretanto. responda: a) Houve algum fato social. deve existir uma fonte material. econômico etc. quais serão eles na sua opinião? Justifique. como a lei. geográficos. As fontes formais. e a jurisprudência. em que a sociedade se apóia para a produção do Direito. econômicos. Rio de Janeiro: Forense. XVIII e XIX. MELLO. Os costumes. Casos 1. XVI. III.464. que tenha dado ensejo à elaboração desta lei? Em caso afirmativo. A partir da leitura de seus dispositivos. Introdução ao estudo do direito. cap. Distinção entre fontes materiais e formais do Direito. em sentido amplo. de 28 de setembro de 2007. Fontes materiais (substanciais ou sentido sociológico) e fontes formais (cognição ou conhecimento) Tem-se. IV e V. Introdução ao estudo do direito. também chamadas de conhecimento ou de cognição. Esta lei tem uma fonte material que lhe deu suporte. 2006. A lei. 2007. O papel da doutrina e da jurisprudência no sistema jurídico brasileiro. Conceito de fontes do Direito e classificação. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Súmula Vinculante O governador do Estado do Amapá resolve criar um bingo para arrecadar fundos para financiar projetos sociais em seu Estado. O Procurador Geral do Estado. b) Para toda lei. cap. dentre outros. em sentido amplo. ed. denominada Lei de Drogas (fonte formal). Paulo Dourado de. direta ou substancial? Por quê? 2. tendo 21 Introdução ao Estudo do Direito 21 21 2/1/2008 11:04:11 . Recentemente. são as formas pelas quais se exteriorizam. os fatos sociais.

cap. XVIII. Paulo Dourado de. 103-A. XV. 26. “Súmula nº 2. Referência básica: NADER. 2004. Rio de Janeiro: Forense. alteridade. ed. da Constituição Federal. XVII e XVIII. 22 Introdução ao Estudo do Direito 22 22 2/1/2008 11:04:12 . diga qual é o argumento mais adequado: o do Procurador ou o do Governador? Justifique. 39.” As súmulas vinculantes estão previstas no art. SEMANA 6 A norma jurídica. 2004.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS em vista a Súmula Vinculante nº 2. Paulo. heteronomia. cap. XVI. Miguel. generalidade ou universalidade. Prezado aluno. Principais características: abstração. XII e XIII. VII. Referência complementar: GUSMÃO. Cleyson de Moraes. 2006. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Introdução ao estudo do direito. XII. Pergunta-se: a) O que distingue lei. 27. Lições preliminares de direito. O governador. XI. ed. entretanto. 9. XIV. Conceito. cap. ed. SECCO. Declara a inconstitucionalidade de lei estadual ou distrital que dispõe sobre loterias e jogo de azar. 103-A. cap. IX. Rio de Janeiro: Lumen Juris. bilateralidade e atributividade. ed. 2007. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. cap. Introdução ao estudo do direito. afirmando que súmula não tem força de lei. súmula e súmula vinculante? b) À luz do art. REALE. Introdução ao estudo do direito. Orlando de Almeida. MELLO. Estrutura da norma jurídica. coercibilidade. determina que assessores tomem as providências necessárias para a instalação do referido bingo. X. São Paulo: Saraiva. XIII e XIV. 2006. imperatividade. Introdução ao estudo do direito.

baseou-se nos artigos 186 e 927.) Os sem-terra foram proibidos pela Justiça de entrarem no município. generalidade. 927 — Aquele que por ato ilícito (art. Art. Características da norma jurídica João. ficando impossibilitada de trabalhar por três meses. que fica a 30 km de Coqueiros do Sul. Hospitalizada. Identifique. próximo a Almirante Tamandaré do Sul (315 km de Porto Alegre). nove pessoas acabaram feridas. alteridade. negligência ou imprudência. 23 Introdução ao Estudo do Direito 23 23 2/1/2008 11:04:12 . do Código Civil. ainda que exclusivamente moral. Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) do Rio Grande do Sul ficaram feridos ontem em confronto com a Brigada Militar. por ação ou omissão voluntária.. comete ato ilícito. razão pela qual teve seu carro penhorado e vendido por ordem do juiz para o pagamento da dívida. que determinam o seguinte: Art. dirigindo seu automóvel em alta velocidade. atropela Maria. violar direito e causar dano a outrem. no caso.(. de forma justificada. Em Coqueiros do Sul. Característica das normas jurídicas Analise o caso a seguir e responda ao que se pede. na BR-386. a partir dos artigos de lei transcritos. as seguintes características da norma jurídica: abstração. coercibilidade e bilateralidade e atributividade. imperitividade. Tendo em vista os prejuízos que lhe foram causados. O juiz. para onde estão se dirigindo. 186 e 187) causar dano a outrem. 2. os sem-terra pretendem invadir a fazenda Guerra para pedir sua desapropriação.Introdução ao Estudo do Direito I Casos 1. Maria submete-se a duas cirurgias. João deixou de cumprir a decisão. 186 — Aquele que.. fica obrigado a repará-lo. heteronomia. Sem-terra e polícia se confrontam no RS MST foi proibido pela Justiça de entrar em Almirante Tamandaré do Sul. a vítima ajuizou ação de ressarcimento por danos morais e materiais sofridos. com pedido julgado procedente para condenar João ao pagamento de R$ 50 mil reais. para fundamentar sua decisão.

No filme “Náufrago”. 25/10/2007. ocorre um acidente. podemos afirmar que. Nilton Lima. Introdução ao estudo do direito.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS A entrada no município também está proibida por decisão judicial. Rio de Janeiro: Forense. em certas situações. ainda assim. ed. tanto fisica quanto emocionalmente. Segundo ele. 26. em uma de suas costumeiras viagens. multinacional encarregada de enviar cargas e correspondências pelo mundo afora. Referência básica: NADER. deve ser normatizada pelo Direito? b) É possível que. Tomando como base o caso apresentado pelo filme citado. o direito e suas regras se fazem necessários? Por quê? Prezado aluno. Chuck Noland (interpretado por Tom Hanks) é um inspetor da Federal Express (FedEx). Coordenador do MST. a fim de que um dia consiga retornar à civilização. no qual Chuck não tem a companhia de qualquer outro ser humano. a) A ação da polícia. Características da norma jurídica Assinale a afirmativa correta e justifique sua opção. 24 Introdução ao Estudo do Direito 24 24 2/1/2008 11:04:12 . recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. V. possa a polícia agir sem respeitar as normas legais? c) Que características da norma jurídica ficaram em evidência com a operação da Polícia Militar no Rio Grande do Sul. Porto Alegre. disse que a Brigada Militar agiu com “truculência”. Paulo. que o deixa preso em uma ilha completamente deserta. Fonte: Agência Folha. as famílias estavam seguindo em direção à fazenda Guerra “pacificamente”. Porém. sucesso de bilheteria recente.O tenente-coronel Mendes negou a truculência. Com sua noiva (interpretada por Helen Hunt) e seus amigos imaginando que ele morrera no acidente. “Eles estavam forçando a barra e tentando entrar em um lugar para o qual não têm permissão”. como representante do Estado. Chuck precisa lutar para sobreviver. no caso relatado? 3. cap. em razão de suas atribuições. 2006. por quatro anos.

também com 14 anos.Introdução ao Estudo do Direito I REALE. para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. SEMANA 7 A norma jurídica. 1. cap. Cleyson de Moraes. V. Classificação das normas jurídicas Julieta. 1. V e IX. buscaram auxílio de um advogado para informarem-se acerca da possibilidade de anulação do referido casamento. MELLO. Orlando de Almeida. Casos 1. É anulável o casamento: I — de quem não completou a idade mínima para casar. ed. Miguel. 27.520. II — do menor em idade núbil. 39. Os diversos critérios de classificação das normas jurídicas: critério da destinação.550. 2007. critério do conteúdo e critério da imperatividade. São Paulo: Saraiva. Introdução ao estudo do direito. cap. enquanto não atingida a maioridade civil. Quando as famílias descobriram o casamento. Art. ed. Art. 2004. critério da existência. cap. casou-se às escondidas com Romeu. cap. Introdução ao estudo do direito. ed. então. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. Rio de Janeiro: Forense. ou de seus representantes legais. 1. mostrou-lhes os seguintes artigos do Código Civil: Art. grávida. SECCO. Introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris. critério da extensão territorial. 1517). exigindo-se autorização de ambos os pais. com 14 anos. 25 Introdução ao Estudo do Direito 25 25 2/1/2008 11:04:12 . Paulo Dourado de. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.517. será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. VIII. O advogado. quando não autorizado por seu representante legal. Referência complementar: GUSMÃO. 9. 2004. VI. 2006. Lições preliminares de direito. Excepcionalmente.

556 a 1. O crime de formação de quadrilha está tipificado no Código Penal Brasileiro. V — realizado pelo mandatário.. 1. 2. A vítima será chamada para depor (. por motivo de idade. Com base nos artigos acima. que assim dispõe: Art.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS III — por vício da vontade. Fonte: Jornal do Brasil.558. os cinco jovens de classe média alta da Barra da Tijuca que espancaram a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho responderão também por formação de quadrilha. Os investigadores da 16ª Delegacia de Polícia (Barra) encontraram ontem uma outra vítima do grupo. Associarem-se mais de três pessoas. 288.551.). em seu art. e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges. sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato. 288. para fim de cometer crimes: Pena — reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos. 1. 26 Introdução ao Estudo do Direito 26 26 2/1/2008 11:04:12 . de modo inequívoco. responda justificadamente o que se pede: a) De acordo com o critério do conteúdo. também na Barra. de forma justificada.. ainda não identificada. Equipara-se à revogação a invalidade do mandato judicialmente decretada. 28/6/2007. VI — por incompetência da autoridade celebrante. Art. b) Consoante com o critério da imperatividade. Agressores vão ser indiciados por formação de quadrilha Além do processo por latrocínio. Parágrafo único. nos termos dos arts. em quadrilha ou bando. o consentimento. Não se anulará. as normas descritas seriam cogentes ou dispositivas? Justifique. Classificação das normas jurídicas Analise o caso abaixo e responda ao que se pede. o casamento de que resultou gravidez. que afirmou ter sido agredida pelos meninos em outra ocasião. IV — do incapaz de consentir ou manifestar. classifique as normas citadas acima.

27 Introdução ao Estudo do Direito 27 27 2/1/2008 11:04:12 . sob os seguintes critérios: a) destinação. São Paulo: Saraiva. b) extensão territorial. c) conteúdo. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor. IX. d) abrangência. A pena aplica-se em dobro. ed. Orlando de Almeida. VII e VIII. 2006. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. 327 do Código Civil. Lições preliminares de direito. salvo se as partes convencionarem diversamente. Após a assinatura do contrato. Parágrafo único. cap. se a quadrilha ou bando é armado. SECCO. esta norma apresenta um caráter dispositivo ou cogente? Justifique. 2007. cap. ed. e) imperatividade. Referência complementar: GUSMÃO. 327. V. cap. Paulo. Classificação das normas jurídicas Pedro alugou seu imóvel residencial para Gustavo. Rio de Janeiro: Forense. O pagamento dos aluguéis deverá ser realizado no domicílio do locador. cabe ao credor escolher entre eles. 39. ou se o contrário resultar da lei. 2004. REALE. Gustavo questiona a cláusula contratual que estipula o local do pagamento dos aluguéis no domicílio de Pedro. Paulo Dourado de. Referência básica: NADER. 9. 26. Designados dois ou mais lugares. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris. com base nas disposições do rt. Introdução ao estudo do direito. Prezado aluno. ed. do Código Civil transcrito a seguir: Art. Rio de Janeiro: Forense. 2004. Introdução ao estudo do direito. Miguel. 27. Classifique a norma jurídica transcrita. 327. Diante do argumento apresentado por Gustavo e da análise do art. ed. pelo prazo de 30 meses. cap. VI. XI.Introdução ao Estudo do Direito I Parágrafo único. 3.

devido à urgência da matéria. indicando o fundamento constitucional. Casos 1. O projeto de lei tem tramitação regular. inclusive. § 1º. no exercício das atribuições nela previstas. terminando por ser autuado pelo setor de fiscalização criado pela lei federal. Marcelo nega-se a pagar o imposto com base na nova alíquota. II. sendo promulgado pelo Presidente da Câmara de Deputados. O processo de elaboração legislativa. é encaminhado diretamente para a sanção do Presidente da República. mencione a(s) inconstitucionalidade(s). e art. o contribuinte sustenta a inconstitucionalidade da lei. 28 Introdução ao Estudo do Direito 28 28 2/1/2008 11:04:12 . 66.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS MELLO. Pergunta-se: a) Em que consiste o fenômeno jurídico da inconstitucionalidade? b) Diante do exposto. a criação de um setor próprio de fiscalização. art. Portanto. da Constituição da República — o projeto de lei que trate de matéria tributária e o regular processo legislativo. b. Processo legislativo de leis complementares Para contornar as dificuldades financeiras pelas quais passa a União Federal. 2006. Espécies legislativas. 65. 61. sendo aprovado pela Câmara dos Deputados. Irresignado. O referido projeto é sancionado tacitamente. VIII. Depois. determinando. SEMANA 8 A lei e o ordenamento jurídico à luz da Constituição Brasileira. Introdução ao estudo do direito. estabelece uma série de medidas a serem adotadas pelo Ministério da Fazenda. cap. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. a Comissão Tributária da Câmara de Deputados apresenta projeto de lei complementar com o objetivo de aumentar a arrecadação. houve alguma(s) inconstitucionalidade(s) na tramitação do projeto de lei complementar? Em caso positivo. A hierarquia normativa. entendendo ser de iniciativa privativa do Chefe do Executivo — a teor do art. Técnica legislativa. Cleyson de Moraes.

Paulo. Participe de forma mais aprofundada sobre essa temática. 29 Introdução ao Estudo do Direito 29 29 2/1/2008 11:04:12 . você poderá restringir as hipóteses atualmente permissivas (as duas descritas no art. Essas foram algumas das muitas manchetes acerca da possibilidade de interrupção da gravidez em caso de feto anencefálico. terça-feira. A anencefalia consiste em malformação. 17 de agosto de 2004). do CP).Introdução ao Estudo do Direito I Questão 1. em 27 de julho de 2007). do Código Penal) ou mesmo ampliar esse rol. • “Conselho (Nacional de Saúde) apóia interrupção de gravidez em casos de anencefalia” (São Paulo. É importante que o seu projeto de lei possua uma exposição de motivos. No seu projeto. 10 de março de 2005). 128. elaborando um projeto de lei cujo objeto seja dar novo tratamento às hipóteses de realização de aborto. ou não. quando a questão será julgada em definitivo. não só nos meios sociais. letal na maioria dos casos.com. Trata-se de patologia fetal. como também no ambiente jurídico. 128. • “TJ-RS nega habeas corpus para autorizar aborto por anencefalia” (Globo. caracterizada pela ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana. • “CNBB reforça opção contra aborto de feto anencéfalo” — (Folha de S. Técnica Legislativa • “OAB é a favor da interrupção da gravidez em casos de anencefalia” (Folha de S. 17 de agosto de 2005). de interrupção da gravidez (aborto) nos casos de fetos com anencefalia. O STF (Supremo Tribunal Federal) deve voltar a discutir este ano a possibilidade. veiculadas pelos meios de comunicação nos últimos anos. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. Isto porque a atual legislação brasileira somente permite o aborto nas hipóteses de risco de morte para a gestante ou quando a gravidez tenha acontecido em razão de estupro (art.Paulo. Prezado aluno. Bebês com anencefalia possuem expectativa de vida muito curta. A discussão acerca da anencefalia vem gerando imensa repercussão.

IV e XV. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. ed. Revogação expressa e tácita. cap. O princípio da obrigatoriedade das leis. O início da vigência da lei. Introdução ao estudo do direito. X e XXXV. 30 Introdução ao Estudo do Direito 30 30 2/1/2008 11:04:13 . Validade e efetividade das normas jurídicas Cleonice. 2006.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS Referência básica: NADER. temerosa de vir ela e seus filhos a passarem necessidades materiais. situada no interior do Ceará. REALE. ed. Introdução ao estudo do direito. Paulo Dourado de. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 27. ed. 2004. a fim de registrar a ocorrência da mais recente agressão. ed. A vacância da lei: conceito e cômputo. Sendo este o único provedor da casa. ao procurar a delegacia de sua cidade. Luvanor. 2004. Miguel. A questão da repristinação. 2007. cap. MELLO. Lições preliminares de direito. Rio de Janeiro: Forense. IX e X. Introdução ao estudo do direito. O princípio da continuidade das leis. caso desse prosseguimento ao registro. haveria a possibilidade de decretação de prisão preventiva de Luvanor. Paulo. Cleyson de Moraes. XIV e XXIII. mãe de quatro filhos. dona-de-casa. São Paulo: Saraiva. 39. preferiu Cleonice abdicar de fazer a ocorrência. 26. Referência complementar: GUSMÃO. cap. fica sabendo que. Término da vigência das leis: revogação (ab-rogação e derrogação). cap. cansada de ser agredida fisicamente pelo seu marido. Casos 1. cap. XIII. resolve tomar providências. Orlando de Almeida. social e ética). Introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Forense. SEMANA 9 Validade das normas (técnico-formal ou vigência. 9. SECCO. 2006. Todavia.

Após quase um ano em vigor. por exemplo. temerosa com a possibilidade de prisão do agressor. “Uma corrente de profissionais diz. as mulheres brasileiras são as que mais sofrem: 23% estão sujeitas à violência doméstica(. a desistência da ação apenas perante o juiz e a proibição de aplicação de medidas despenalizadoras (. após seis meses da promulgação da Lei Maria da Penha. Segundo Ronaldo Pinto. Apesar dos esforços. porém. o mundo jurídico vem debatendo A revista RT Informa (ano VIII..). mas há longo caminho a percorrer. membro do Ministério Público de São Paulo e co-autor do livro Violência Doméstica.. segundo pesquisa do Data Senado. apenas 40% das mulheres submetidas a situações de violência denunciaram o agressor. também membro do Ministério Público de São Paulo e co-autor do livro Violência Doméstica.). 16) tratou do tema. p.. Segundo Rogério Sanches Cunha. Assim.. Vejamos: Os números da violência contra a mulher no ambiente doméstico são alarmantes.. organizada em 2004 pela Sociedade de Vitimologia. nos termos do parágrafo 8º. foi opção do legislador adotar critérios mais rígidos de punição. a lei ainda gera divergência sobre sua efetividade. prevendo. a lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. mas.). do artigo 226. O autor acredita que os mecanismos legais até então existentes se revelaram inaptos para fazer frente à criminalidade contra as mulheres. Outra. 49. mas bastante interessantes. emocional ou afetiva”.Introdução ao Estudo do Direito I Sobre esse tema. a possibilidade de decretação de prisão preventiva. da Constituição Federal (. 31 Introdução ao Estudo do Direito 31 31 2/1/2008 11:04:13 . “O fato é que já tivemos casos de agressores presos em flagrante e o número de agressões diminuiu”. na verdade. é a vítima que deixou de denunciar o fato. maio/junho. por exemplo.. que a ameaça de decretação da prisão preventiva acarretou uma redução ao número de agressões contra as mulheres. Editora Revista dos Tribunais. afirma que os ataques continuam. 2007. a retirada das ações do âmbito dos Juizados Especiais Criminais. n. instituição com sede na Holanda. Segundo pesquisa sobre a condição feminina em 54 países. apresentando alguns pontos divergentes. capaz de acarretar-lhe privações de ordem econômica. Os autores admitem que essa nova lei colabora para um sentimento de maior proteção.

de 4 de setembro de 1942. Revogação da lei ab-rogação e derrogação O artigo 2.045. seria a Lei Maria da Penha eficaz? Justifique. b) Qual(is) é (são) a(s) forma(s) de revogação de uma lei. Lei de Introdução ao Código Civil. sexta-feira. para seu desespero. validade social (eficácia) e validade ética (legitimidade) da norma jurídica. tanto do Código Civil. a Lei terá vigor até que outra a modifique ou a revogue”. Justifique. Ma32 Introdução ao Estudo do Direito 32 32 2/1/2008 11:04:13 . Lei nº 556. O artigo 2º do Decreto-lei nº 4.657.071. Dr. c) Que espécies de revogação estão consignadas no artigo 2. Constata. Depois de ficar alguns instantes quieto. que. depois de uma corrida louca contra o tempo. pois o prazo terminava justo hoje. Ou seja. emocional e afetiva. Fundamente. diz o seguinte: “Revogam-se a Lei nº 3. com temor de que a prisão de seus agressores possa acarretar-lhes privações de ordem econômica. de 1º de janeiro de 1916 — Código Civil — e a Parte Primeira do Código Comercial. do Código Civil. Cançado. estagiário do escritório Cançado & Cançado Advogados Associados. Início e término de vigência das leis Manuel Augusto.06. o expediente do Fórum encerrou as 17:30 horas e ele não conseguiu chegar a tempo de protocolar a petição que seu patrão. quanto da Lei de Introdução ao Código Civil. o relógio marca 17:33 horas. como Cleonice. do Código Civil Brasileiro? 3. de 25 de junho de 1850”. c) Pode uma norma jurídica ser válida sem ser eficaz? E o contrário? 2. Analisando os textos dos artigos mencionados. Diante do fato de que muitas vítimas hoje deixam de denunciar as agressões sofridas. tanto recomendara.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS a) Estabeleça a distinção entre os conceitos de validade formal (vigência). 27. das agressões de seus maridos. quase em lágrimas. chega ofegante à porta do Fórum de sua cidade.99. diz o seguinte: “Não se destinando à vigência temporária. responda o que se segue: a) Explique o que é a revogação de uma lei.045. b) A Lei Maria da Penha tem o propósito de proteger mulheres.

Além do que dispõe seu art. de 26. ed. 26. d) Como deverá ser contado o referido prazo? Justifique. 2006. e) Quando se dará o término da vigência da Lei nº 9. 10 — É permitida às partes a utilização de sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar. X. 6º: “Art. Introdução ao estudo do direito. Introdução ao estudo do direito. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. NADER. São Paulo: Saraiva. O final feliz deste caso dependerá dos conhecimentos de Manuel Augusto sobre o início e o término da vigência das leis. c) No intervalo entre a publicação da lei nova e o início da sua vigência. 2004. ed. REALE.99. que lei deverá ser observada? Fundamente. Paulo. Miguel.05. São Paulo: Saraiva. Código Civil Brasileiro. cujo art 1º estabeleceu: “Art. SECCO. cap. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Vamos ajudá-lo. 9. respondendo o que se pede: a) Como se denomina o período de tempo decorrido entre a publicação da lei e o início da sua vigência? b) Para que serve a fixação do referido prazo? Fundamente. Lições preliminares de direito. BRASIL. 33 Introdução ao Estudo do Direito 33 33 2/1/2008 11:04:13 . Rio de Janeiro: Forense. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. V e XIX. de 26 de maio de 1999? Fundamente. Orlando de Almeida.800. 6º — Esta Lei entra em vigor trinta dias após a data de sua publicação”. X e XIV. 27. Referência básica: BRASIL. São Paulo: Saraiva. 2004. f) Poderá Manuel Augusto valer-se da nova Lei e conseguir cumprir a tarefa que lhe havia sido dada por Dr. ed. cap. cap.Introdução ao Estudo do Direito I nuel Augusto abre um enorme sorriso ao se lembrar de que já está em vigor a Lei nº 9.800. Cançado? Como? Prezado aluno. para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita” .

produzindo seus efeitos jurídicos. do INSS. fica sabendo que. ao tempo em que se efetuou. segundo a norma vigente. salvo para benefício do réu. No entanto. Ana Maria recebe. MELLO. desde 1978.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS Referência complementar: GUSMÃO. IV e XXI. mas. ao mesmo tempo. 2. XL. A questão da retroatividade e da irretroatividade das leis Partindo da constatação de que a Constituição da República de 1988 estabelece que a irretroatividade da lei é regra no nosso sistema jurídico. Ato jurídico perfeito e irretroatividade O ato jurídico perfeito é o já consumado. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. admite uma exceção. com a edição 34 Introdução ao Estudo do Direito 34 34 2/1/2008 11:04:13 . veio a ser derrogada por outra que impedia a concessão desse benefício. X. a lei penal não retroagirá. 2007. Poderá a nova lei prejudicar a situação que tinha sido concedida a Robson sob a lei anterior? Por quê? b) E como ficaria a situação de Robson Caveirinha se estiver preso sob determinadas condições impostas pela lei e uma lei nova considere que tais condições não impedem a libertação provisória? Justifique. Introdução ao estudo do direito. preso na delegacia de Altamira (PA). Introdução ao estudo do direito. Paulo Dourado de. cap. SEMANA 10 Conflitos de leis no tempo. Cleyson de Moraes. 39. cap. 2006. uma vez que o direito gerado foi exercido. É o que já se tornou apto para produzir os seus efeitos. ed. de acordo com o artigo 5º. benefício de pensão por morte de seu esposo. da Constituição Federal. A questão da retroatividade e da irretroatividade das leis. obteve sua liberdade provisória sob o amparo de lei que. Rio de Janeiro: Forense. Direito intertemporal. depois. pois. Casos 1. responda às perguntas a seguir: a) Robson Caveirinha.

Paulo. Introdução ao estudo do direito. como pretende o reconhecimento do direito à revisão de seu benefício previdenciário. NADER. Referência básica: BRASIL. XXV. Prezado aluno. 2006. Orlando de Almeida. seu advogado. d) A aplicação de uma lei nova sobre um ato jurídico perfeito e acabado fere qual preceito constitucional? Fundamente sua resposta. 26. e) No caso concreto narrado. São Paulo: Saraiva.213/91 e da Lei nº 9. 2004. Código Civil Brasileiro. Responda. Ana Maria ouviu falar num tal de “ato jurídico perfeito” que a impossibilitaria de ter o reajuste em sua pensão e. 2006. 35 Introdução ao Estudo do Direito 35 35 2/1/2008 11:04:13 . c) Isso ajuda ou atrapalha na solução do caso? Justifique seu posicionamento. Paulo Dourado de. pela nova fórmula de calcular. cap. cap. X. então. procura você. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. b) Existe lei sobre isso? Fundamente. representaria uma elevação de 100% sobre o seu salário-de-benefício. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Introdução ao estudo do direito. cap. ed. pleiteando o benefício decorrente das novas leis? Justifique. 2007. Rio de Janeiro: Forense. ficou maior o valor do benefício e. Cleyson de Moraes. às perguntas feitas por Ana Maria. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. 9. MELLO. São Paulo: Saraiva. é possível entrar com a ação judicial em face do INSS. ed. XIX. a) O que é ato jurídico perfeito? Justifique. ed. BRASIL. 39.032/95. Introdução ao estudo do direito. SECCO. Referência complementar: GUSMÃO. Rio de Janeiro: Forense.Introdução ao Estudo do Direito I da Lei nº 8. XXIV. Introdução ao estudo do direito. cap. para que a esclareça e promova a ação judicial. em seu caso específico.

com validade de um ano. do dispositivo antes referido. tendo em vista a incapacidade de atendimento do disposto no parágrafo anterior. § 4º A não obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.09. Distinção expectativa de Direito e Direito adquirido Walter submeteu-se a exame de habilitação. mãe de Walter. por essa razão. cometeu infrações de trânsito de natureza grave. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada no contexto da lei de introdução ao Código Civil. obrigatoriamente. terminado o prazo de um ano a que se refere o Código Nacional de Trânsito. da Constituição da República e do Código Civil de 2002. procura o Detran e vai à agência bancária mais próxima fazer o pagamento 36 Introdução ao Estudo do Direito 36 36 2/1/2008 11:04:13 . Casos 1.1997. com apoio nos §§ 3º e 4º. foi aprovado e. ou seja. obriga o candidato a reiniciar todo o processo de habilitação. o que está lhe sendo negado. Agora. art 148. reincidente em infração média. § 2º). poderão ser aplicados por entidades públicas ou privadas credenciadas pelo órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal. Durante o ano de permissão provisória. Os exames de habilitação. do referido código. O art 148. desde que o mesmo não tenha cometido nenhuma infração de natureza grave ou gravíssima. curso de direção defensiva e de conceitos básicos de proteção ao meio ambiente relacionados com o trânsito.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS SEMANA 11 O Direito adquirido (doutrinas de Gabba. Roubier e Lassalle). estabelece: Art. de acordo com as normas estabelecidas pelo Contran. § 3º A Carteira Nacional de Habilitação será conferida ao condutor no término de um ano. foi-lhe conferida Permissão para Dirigir pelo prazo de um ano (Lei nº 9. exceto os de direção veicular. § 2º Ao candidato aprovado será conferida Permissão para Dirigir. de 23.503. Sabedora da situação. 148. Dona Neuza. o condutor pretende obter sua Carteira Nacional de Trânsito. § 1º A formação de condutores deverá incluir.

fazendo as seguintes perguntas: a) O que é coisa julgada? Fundamente. 37 Introdução ao Estudo do Direito 37 37 2/1/2008 11:04:14 . quis o destino que João Ricardo fosse demitido. João Ricardo procura seu cunhado Roberval. O juiz concede uma pensão no valor de R$ 4. julga ter direito adquirido à obtenção automática da Carteira Nacional de Trânsito. Porém. São Paulo: Saraiva. ao separar-se de João Ricardo. Entra e lhe pede ajuda. 2. Mesmo assim.478/68. Referência básica: BRASIL. sendo que. da Lei nº 5. tendo em vista o previsto no artigo 15. em específico. para saber o que poderá fazer. pois a trata-se de coisa julgada. a) Qual a diferença entre direito adquirido e expectativa de direito? Justifique. entra com ação de alimentos para a menina. executivo de uma multinacional. Inconformado. Walter. b) Qual entendimento deve prevalecer. ele ainda não conseguiu nova colocação no mercado de trabalho. por este motivo. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. Roberval informa João Ricardo sobre a impossibilidade de alterar a decisão do juiz.000. a decisão do juiz fez coisa julgada? Por quê? Prezado aluno. Walter não consegue obter a carteira de habilitação. inconformado.478/68. João Ricardo sai pela rua afora e vai acabar parando em frente ao seu escritório de advocacia. mas o funcionário do Detran alega que ele só possuía uma expectativa de direito. b) No caso narrado. fica com a guarda da menina e.Introdução ao Estudo do Direito I das multas existentes. o de Walter ou o do funcionário do Detran? Fundamente sua resposta. correspondente a 20% do salário de João Ricardo. ex-estudante de Direito. apesar de já se terem passado seis meses. mãe de Cristina Lúcia.00. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. Coisa julgada Maria de Fátima. com base na Lei nº 5. Sem condições de continuar a pagar a pensão.

Critério da ponderação de interesses e valores. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. 2006. porém afiançável. 2004. 39.Paulo. 38 Introdução ao Estudo do Direito 38 38 2/1/2008 11:04:14 . 2006. A técnica da ponderação de interesses numa abordagem constitucional Em notícia veiculada em 03. ed.05. A leitura do ordenamento jurídico à luz dos princípios constitucionais (implícitos e explícitos). X. cap. Como via de conseqüência. cap. Código Civil Brasileiro. Conflitos principiológicos no âmbito constitucional. sob o título “Supremo restringe partes do Estatuto do Desarmamento”. Introdução ao estudo do direito. Introdução ao estudo do direito. XXIV. a prisão (aquela que não admite livramento do acusado sob pagamento de fiança) para os delitos de porte ilegal de arma e do disparo de arma de fogo. conclui-se ser entendimento da Corte Suprema (STF) que esta conduta constitui crime. XIX. foi informado que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade (invalidade) da norma que estabelece. ed. 26. Referência complementar: GUSMÃO. Cleyson de Moraes. São Paulo: Saraiva. SEMANA 12 Hermenêutica jurídica e interpretação do Direito numa abordagem constitucional. Rio de Janeiro: Forense. como inafiançável. 9. previstas no Estatuto do Desarmamento. ou seja. no caso concreto. foi realizada uma ponderação de valores na qual se concluiu. SECCO. Segundo o Ministro relator Ricardo Lewandowski. Casos 1. Introdução ao estudo do direito. pode haver o livramento do acusado mediante pagamento de fiança.2007. NADER. Paulo. XXV. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Paulo Dourado de. ed. Orlando de Almeida. Rio de Janeiro: Forense. no jornal Folha de S. 2007. Introdução ao estudo do direito. cap. cap.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS BRASIL. MELLO.

b) No caso concreto anteriormente explicitado. se considerar que. O parecer. a) Há. que não estejam sujeitos à ponderação. 2. a) A possibilidade de não clonar seres humanos está expressa na Constituição brasileira? Justifique. os governos terão logo de discutir questões legais. De qualquer forma. no caso apresentado. conflito de valores constitucionais? Quais? b) Como deve o juiz resolver tais conflitos? Justifique. como se uma pessoa clonada terá os mesmos direitos das demais ou mesmo da pessoa da qual lhe serviu de base. lembrou o Ministro que a qualquer momento o magistrado pode decretar prisão cautelar. considerados tão importantes para o sistema jurídico. que possa infringir a ordem pública e a segurança das pessoas. 09h47. ou seja. c) Há valores superiores. no caso concreto. o acusado apresenta comportamento grave. Alerta ainda que. como um valor fundamental. A leitura do ordenamento jurídico à luz dos princípios constitucionais (implícitos e explícitos) Parecer da ONU sugere acordo contra clonagem humana Genebra — Um parecer das Nações Unidas (ONU) divulgado no fim de semana sugere que a comunidade internacional chegue com urgência a um acordo para banir a clonagem humana ou estabelecer regras antes que o primeiro ser humano seja criado por meio da tecnologia. previsto pela Constituição de 1988. que devam sempre prevalecer independentemente do caso concreto? Fundamente. Esta reportagem trata de um dos grandes temas da atualidade no campo da bioética. se um acordo não for fechado.Introdução ao Estudo do Direito I pela prevalência do direito à liberdade. sobre o valor “segurança da coletividade”. 39 Introdução ao Estudo do Direito 39 39 2/1/2008 11:04:14 . feito por especialistas da área. Fonte: Folha de S. aponta que a clonagem é “apenas uma questão de tempo” se nada for feito.Paulo. um possível acordo entre os países membros da ONU pode nos levar ao entendimento de que “o direito de não ser clonado” é um direito humano a ser protegido? Fundamente. 12/11/2007.

referindo-se à gestante que opta por interromper a gestação. acrescentando que “ninguém tem o direito de antecipar a morte de outra pessoa”. responda: a) No caso relatado. em tese. produziu um projeto de lei sobre o tema. Já a posição da Igreja é de total antagonismo a essa tese. vão dizer para liquidar qualquer um que seja considerado um estorvo para a sociedade”. O tecido cerebral restante geralmente fica exposto. inclusive. morre em poucos dias. Segundo o advogado Luís Roberto Barroso: “Proibir a interrupção da gravidez (em casos de anencefalia) fere a dignidade”. O Arcebispo Dom Geraldo Majella Agnelo afirmou que “daqui a pouco. A anencefalia é um defeito de formação do sistema nervoso fetal que ocorre entre o 23º e o 26º dia de gestação. para o qual o pressuposto é que haja viabilidade de vida — o que não existe devido à ausência de cérebro”. ao que se pede: Ainda permanece como polêmica a possibilidade de interrupção da gravidez nos casos de fetos anencefálicos. qual o princípio constitucional que ampara a tese sustentada pelo ilustre advogado? Fundamente. A leitura do ordenamento jurídico à luz dos princípios constitucionais Você já teve a oportunidade de tratar sobre o tema da anencefalia na Aula 8. “sem vida”. sem a proteção do crânio ou de pele. Na oportunidade. ou seja. Por esta razão.Paulo) e responda.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS c) Se chegarmos ao entendimento comum de que o ser humano é um “ser irrepetível”. Os bebês com este problema nascem sem a maior porção do cérebro. a criança geralmente nasce cega. afirma o advogado. na Folha On line (Folha de S. justificadamente. não há que se falar em dignidade da vida humana em relação a um bebê. A partir da leitura do caso proposto. e não sobrevive mais que algumas horas — no máximo. Leia a notícia publicada em 02/07/2004. poderíamos considerar o direito de não ser clonado um direito individual implícito de qualquer brasileiro? Com que fundamento? 3. Segundo o advogado. 40 Introdução ao Estudo do Direito 40 40 2/1/2008 11:04:14 . “a interrupção terapêutica da gravidez de feto anencefálico não configura aborto. surda e sem consciência.

II e III. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. XXVI e XXVII. 2006. 41 Introdução ao Estudo do Direito 41 41 2/1/2008 11:04:14 . NADER. ed. cap. XXIII. XXV. Rio de Janeiro: Forense. 2007. quando ponderado com qualquer outro. São Paulo: Saraiva. Como aplicar o direito (à luz de uma perspectiva axiológica. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. XVII. Referência complementar: GUSMÃO. 2006. São Paulo: Saraiva. 9. ed. Prezado luno. 2006. ed. cap. na parte inicial. independentemente das circunstâncias do caso concreto? Responda fundamentando sua resposta. MAXIMILIANO. cap. BRASIL. 2004. Código Civil Brasileiro. Miguel. Cleyson de Moraes. São Paulo: Saraiva. XXI. os índices alfabético e da matéria). Introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Forense. é possível afirmar que há unanimidade de que o bem “vida”. HERKENHOFF. cap. Introdução ao estudo do direito. REALE. Introdução ao estudo do direito. 2005. Nos dias atuais. ed.Introdução ao Estudo do Direito I b) E qual o princípio constitucional que ampara a tese sustentada pela Igreja Católica? Justifique. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. c) Muito se fala sobre o fato de ser a vida o bem jurídico maior a ser protegido. ou. fenomenológica e sociológico-política). (A obra não é dividida em capítulos. Orlando de Almeida. 39. cap. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SECCO. João Baptista. Paulo Dourado de. Rio de Janeiro: Forense. na parte final. MELLO. Paulo. Referência básica: BRASIL. Lições preliminares de direito. 26. Rio de Janeiro: Forense. XIV. deve preponderar. Carlos. 2004. 27. Consultar o sumário. Introdução ao estudo do direito. Hermenêutica e aplicação do direito. cap.

doutrinária. Isso é uma vergonha e uma mentira”. é bem mais veloz do que a capacidade do Direito de estabelecer sua devida regulamentação. Dão trabalho. mesmo com a ausência da lei. ao ser perguntado sobre qual a maior mentira que já contou. judicial. Mas. como. arquiteto). na maior parte das vezes. a divisão patrimonial em caso de separação. pelo ordenamento legal. Mas vivo uma mentira imposta pelos outros. mesmo sem a existência de uma lei específica sobre o tema. juridicamente. venha a reconhecer e proteger as uniões entre Carlos Tufvesson e André Piva? Com que fundamento? 42 Introdução ao Estudo do Direito 42 42 2/1/2008 11:04:14 . Declaro abertamente que sou gay e moro há três anos com o André (Piva. Somos felizes e bem-sucedidos. Em um mundo plural e complexo. declarativa. de forma a ver reconhecida. como união familiar. teleológica. o estilista Carlos Tufvesson. por via de conseqüência. para a lei. pela lei. a velocidade das mudanças sociais. de relações homoafetivas geraria. do dia 27 de agosto de 2007. aos poucos. ele é meu amigo. racional. repercussões várias. as situações que não encontram respaldo no conjunto de leis estatais? Fundamente.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS SEMANA 13 Tipos de interpretação: autêntica. administrativa. extensiva e restritiva. b) No caso concreto anteriormente relatado. a verdade é que. histórica. sucessão causa mortis etc. literal. é possível que o sistema jurídico. respondeu: “Não gosto de mentiras. Casos 1. daquela união formada por pessoas do mesmo sexo. os tribunais vão reconhecendo como jurídicas tais uniões. O reconhecimento. De qualquer forma. Interpretação sociológica Em entrevista à revista Época. Pergunta-se: a) Que tipos de interpretação pode se utilizar o operador do Direito. O caso do estilista Carlos Tufvesson e do arquiteto André Piva revela uma conhecida incongruência: o não reconhecimento. sociológica. lógico-sistemática.

então. por se tratar de liquidação de estoque. sem a qual nem mesmo poderia atendê-lo. Ao instalar o ventilador no teto de sua sala. Interpretação extensiva Proteção vira problema Carlos Roberto adquiriu um ventilador de teto na loja Rei do Preço. por que entende a advogada Maria Terezinha de Oliveira que a inversão do ônus da prova constante no CDC vem sendo interpretada de forma extensiva? 43 Introdução ao Estudo do Direito 43 43 2/1/2008 11:04:14 . da Oliveira Advocacia Empresarial. “Há ações indenizatórias tramitando na Justiça sem que o consumidor tenha juntado nota ou cupom fiscal de serviço comprovando que adquiriu o produto neste ou naquele estabelecimento. constatou que não funcionava. Fonte: Folha de S. Responda às questões formuladas: a) O que é interpretação extensiva no Direito? Justifique.Introdução ao Estudo do Direito I 2. um dos maiores problemas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é a interpretação extensiva que os juízes dão à inversão do ônus da prova (princípio segundo o qual o consumidor. b) Neste caso. mas a empresa deve comprovar a veracidade da sua defesa). entra com uma ação de indenização em face da loja Rei do Preço. com desconto de 25% à vista. 11/09/2005. diz a advogada. A regra veio para proteger a insuficiência técnica ou financeira do consumidor. ou seja. No decurso do processo.078/90. junto ao Juizado Especial Cível. Impossibilitado de registrar sua reclamação junto à loja. não ter condições para tal. o juiz decide pela inversão do ônus da prova. com base no inciso VIII. Procurou o Serviço de Atendimento ao Consumidor da loja. Código de Defesa do Consumidor. não precisa provar o que alega. da Lei nº 8. mas não pode gerar insegurança jurídica na empresa”. do artigo 6º. por ser hipossuficiente. e fica tão entusiasmado com a compra que acaba perdendo a nota fiscal. sendo que o funcionário exigiu a apresentação da nota fiscal do produto. Carlos Roberto.Paulo. Para a advogada Maria Terezinha de Oliveira.

9. cap. na parte inicial. Introdução ao estudo do direito. 2004. HERKENHOFF. na parte final. 2006. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. 39. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. Para que se chegasse a esta conclusão. Lições preliminares de direito. ou. NADER. (A obra não é dividida em capítulos. XXI. XVII. Código Civil Brasileiro. Carlos. Prezado aluno. cap. Paulo. 44 Introdução ao Estudo do Direito 44 44 2/1/2008 11:04:14 . cap. XXV. XIV. Rio de Janeiro: Forense. Orlando de Almeida. cap. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2005. que tipo de interpretação foi utilizada? Justifique.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS c) No texto anterior. ed. Como aplicar o direito (à luz de uma perspectiva axiológica. XXVI e XXVII. Rio de Janeiro: Forense. 27. Paulo Dourado de. ed. cap. MAXIMILIANO. 2004. os índices alfabético e da matéria). cap. Consultar o sumário. 2007. Referência básica: BRASIL. Miguel. fenomenológica e sociológico-política). 2006. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. 2006. Cleyson de Moraes. Referência complementar: GUSMÃO. BRASIL. São Paulo: Saraiva. SECCO. João Baptista. Rio de Janeiro: Forense. ed. Hermenêutica e aplicação do direito. ed. Destaque o trecho em que isto ocorre. Introdução ao estudo do direito. São Paulo: Saraiva. REALE. XXIII. Introdução ao estudo do direito. São Paulo: Saraiva. II e III. 26. a advogada faz explícita referência à finalidade buscada pela regra de inversão do ônus da prova no Código de Defesa do Consumidor. MELLO. Introdução ao estudo do direito.

Igualmente. com a referida empresa. entenderam estes que a controvérsia poderia ser solucionada por meio da utilização de elementos de integração do Direito. qual ou quais foram o(s) elemento(s) de integração das normas jurídicas utilizados? Fundamente. a partir de regras encontradas em institutos semelhantes ao leasing. ajustou com a empresa MBR. princípios gerais do direito e eqüidade. Elementos de integração da norma jurídica Carlos Augusto. Ambos os veículos foram furtados: o de Paulo. costumes. 45 Introdução ao Estudo do Direito 45 45 2/1/2008 11:04:15 . a que estavam se referindo? Justifique. Elementos de integração do Direito: analogia. onde fora deixado aberto e com as chaves em seu interior.Introdução ao Estudo do Direito I SEMANA 14 Aplicação e integração das leis. Durante a vigência do contrato.00 (dois mil reais) mensais. José também celebrou contrato de seguro. nem pelas normas legais que regulam o leasing. b) No caso anteriormente estabelecido. 2. Diante da hipótese levantada. mais especificamente normas que regulam os contratos de compra e venda e de locação. Submetida a questão a um corpo de advogados das duas empresas.000. por meio de um tipo de contrato denominado leasing (ou arrendamento mercantil). enquanto o de José. 83 (oitenta e três) máquinas fotocopiadoras a serem utilizadas nos seus estabelecimentos. Casos 1. surgiu controvérsia não solucionável nem pelas cláusulas contratuais. puderam resolver o impasse criado. Eqüidade Paulo celebrou contrato de seguro de seu automóvel com a seguradora YKX Seguros. c) Transcreva o trecho (ou os trechos) do texto que comprovam a resposta anterior. em via pública de uma grande cidade. que a MBR cederá. proprietário de uma grande loja de reprodução reprográfica. mediante pagamento de R$ 70. Então. responda ao que se pede: a) Quando os advogados mencionaram a utilização de elementos de integração do Direito.

julgou que Paulo não deveria sê-lo. Mário Vasconcellos é abordado por um estagiário de Direito que achou estranho que duas causas tão semelhantes e baseadas numa mesma norma tivessem decisões tão díspares. Referência básica: BRASIL. responda: a) A solução que beneficiou José é amparada pelo dispositivo legal que exige que o segurado não agrave o risco? Justifique. em contrato de seguro. Ocorre que. b) Que critério de integração da norma jurídica se utilizou o juiz para dar soluções diferenciadas para situações aparentemente semelhantes sob a perspectiva legal? Justifique suas respostas. Prezado aluno. o segurado (aquele que vai ter seu bem garantido de riscos futuros) não pode agravar os riscos a que se submeteu a seguradora (aquela que se obriga a uma indenização. que. a fim de que esta assuma a responsabilidade do risco) estivessem quitados. o juiz determinou que ele recebesse o prêmio do seguir. cujo titular é o Dr. Analisando este caso. São Paulo: Saraiva. por entender que sua conduta contribuiu para o real agravamento do risco. onde era costume deixar os veículos abertos. para garantir o objeto. cada qual ajuizou ação de cobrança. Dr. calcula e cobra importância a ser paga pelo segurado na proporção do risco que aceitou cobrir. o magistrado limitou-se a lhe responder que fizera uso do entendimento do grande filósofo Aristóteles. e as circunstâncias de cada uma das hipóteses eram diferentes e específicas. Isto porque. a seguradora YKX Seguros negou-se a pagar a indenização tanto a Paulo quanto a José. Então. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. Então. por coincidência. embora os prêmios (termo técnico utilizado para definir a quantia que o segurado paga à seguradora. No entanto. por força de lei. ocorreu em uma pequena cidade. No caso apresentado. segundo o qual há que se aplicar a justiça a cada caso concreto. Mário Vasconcellos. caso ocorra um prejuízo no objeto segurado).COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS apesar de também ter sido deixado aberto. Ao sair do tribunal. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. caíram na mesma Vara Cível. No caso de José. 46 Introdução ao Estudo do Direito 46 46 2/1/2008 11:04:15 . a seguradora.

Sílvio de Salvo. ed. 26. Introdução ao estudo do direito. 9. Miguel. XI. 6. São Paulo: Saraiva. mas um Regulamento emanado do Chefe da Guarda Municipal exige que o Corpo da Guarda reprima o uso daquele mesmo 47 Introdução ao Estudo do Direito 47 47 2/1/2008 11:04:15 . ed. XI. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Forense. permite. 2006. cap. A Lei Municipal nº 565. São Paulo: Atlas. os índices alfabético e da matéria).Introdução ao Estudo do Direito I BRASIL. Introdução ao estudo do direito. ed. MELLO. 2007. 2006. Direito Civil. cap. São Paulo: Saraiva. V. Consultar o sumário. na parte final. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. ou. MAXIMILIANO. REALE. 2004. SEMANA 15 O problema das lacunas e recursos às fontes secundárias do Direito. ed. cap. 27. 2006. de 23. Casos 1. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XIII. Antinomia e critérios de solução Vejamos o caso concreto. Rio de Janeiro: Forense. XX e XXIV. Introdução ao estudo do direito. (A obra não é dividida em capítulos. na parte inicial. Orlando de Almeida. XXII e XXIII. cap. Referência complementar: GUSMÃO. 2004. p.11. 39. VENOSA. o uso livre de seu único parque público. Paulo Dourado de. XIX e XX. Hermenêutica e aplicação do direito. Lições preliminares de direito. Introdução ao estudo do direito.1999. Paulo. Cleyson de Moraes. XV. 2006. Código Civil Brasileiro. SECCO. 26. Visão sistemática do ordenamento jurídico: antinomia e critérios de solução. aos moradores do município de Tribobó do Agreste. Carlos. XVIII. NADER. cap.

sob o fundamento da necessidade da preservação de seu conjunto arquitetônico. o juiz da Comarca motivou sua decisão alegando que. conforme lhe assegura o Estatuto da Advocacia. ou Joca. a pedido de um amigo seu. trata-se de um caso de antinomia. Rosenílton exige ser recolhido para “Sala de Estado-Maior”. conforme determina o art. Todavia. viola a lei.Ananias. Você. b) Quem age segundo o Direito? O Sr. Lei nº 8. este é um caso de antinomia ou não? Explique o que é e como acontece. Na ocasião. em 2001. é recolhido preso enquanto aguarda seu julgamento definitivo. cidadão que. do Estatuto da Advocacia. que está cursando Direito. em seu inciso V. do Código de Processo Penal (CPP). Desavisados. obedecendo ao seu regulamento. na localidade. apartando os dois. Joca e Lucinha resolvem aproveitar a solidão do local para namorar em paz. 295 modificado pela Lei nº 10.COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS espaço. então. em verdade. e esclarece que. onde orientará Roseníton. já que é notória a regra que estabelece que a “lei posterior revoga a lei anterior”. de 4 de julho de 1994. exercendo seu direito. que exige que se retirem imediatamente do local. Joca reage indignado. intervém. Lucinha.906. desafia a autoridade regulamentar? 2. Pergunta-se: a) Afinal. Mesmo sendo tal prisão considerada legal. porque não há. sala de Estado-Maior. Seu Ananias.258. Antinomia e critérios de solução Rosenilton Justus. afirmando que está agindo dentro da lei. Ananias. ele é mantido preso na chamada prisão especial. Ele lhe faz as seguintes perguntas: 48 Introdução ao Estudo do Direito 48 48 2/1/2008 11:04:15 . advogado na cidade de Capela. guarda municipal. segue até a cidade de Capela. funcionário público que. tendo sido o art. do artigo 7º. em Sergipe. acabou por revogar o dispositivo estabelecido pelo inciso V. mostra-lhe uma cópia do Regulamento e retruca que quem está agindo de acordo com a lei é ele. por ser possuidor de nível superior. do artigo 7º. 295. Mas são interrompidos pelo Sr. cuja redação reproduzimos a seguir.

NADER. João Baptista. Introdução ao estudo do direito. Rio de Janeiro: Forense. a saber. cap. 2006. XVIII. XIX e XX. fenomenológica e sociológico-política). b) O que poderia ser alegado em seu favor (de Rosenílton)? Justifique. REALE. Constituição da República Federativa do Brasil de 5 de outubro de 1988. “lei posterior revoga lei anterior”? Justifique. XI. Prezado aluno. XX e XXIV. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Paulo Dourado de.Introdução ao Estudo do Direito I a) No conflito aparente de normas. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Forense. Introdução ao estudo do direito. 2006. cap. XXII e XXIII. Introdução ao estudo do direito. Orlando de Almeida. 39. cap. V. cap. Como aplicar o direito (à luz de uma perspectiva axiológica. Cleyson de Moraes. SECCO. 2005. 27. cap. Introdução ao estudo do direito. cap. 49 Introdução ao Estudo do Direito 49 49 2/1/2008 11:04:15 . ed. Referência básica: BRASIL. Lições preliminares de direito. ed. São Paulo: Saraiva. 2004. BRASIL. a que se refere o seu caso (de Rosenílton). São Paulo: Saraiva. recomendamos as seguintes bibliografias para a resolução dos casos propostos nesta aula. 26. 9. ed. HERKENHOFF. MELLO. 2007. XV. São Paulo: Saraiva. 2004. Paulo. XI. Código Civil Brasileiro. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ed. Miguel. V e VI. a regra aplicável é a apontada pelo juiz da Comarca. Referência complementar: GUSMÃO. XIII.

COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS 50 Introdução ao Estudo do Direito 50 50 2/1/2008 11:04:15 .

Introdução ao Estudo do Direito I 51 Introdução ao Estudo do Direito 51 51 2/1/2008 11:04:15 .

COLETÂNEA DE EXERCÍCIOS 52 Introdução ao Estudo do Direito 52 52 2/1/2008 11:04:15 .

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