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REGIME DE COLABORAÇÃO

SEQUÊNCIAS PEDAGÓGICAS
NIVELAMENTO

Língua Portuguesa
Ensino Fundamental

3º ao 9º ano

Fevereiro 2020
Expediente

Governador do Estado de Goiás Presidente da UNDIME Goiás


Ronaldo Ramos Caiado Vice-presidente da UNDIME Nacional
Marcelo Ferreira da Costa
Secretária de Estado de Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira Coordenadora da equipe de colaboradores
Márcia Marquez Paes Leme
Superintendente de Educação Infantil e
Ensino Fundamental
Giselle Pereira Campos Faria

Gerente da Produção de Material para o


Professores Colaboradores
Ensino Fundamental
Alessandra Oliveira de Almeida
Língua Portuguesa

Edilene Paiva Costa e Silva


Professores Colaboradores
Eleone Ferraz de Assis

Itatiana Beatriz Moreira Fernandes


Língua Portuguesa
Marcela Ferreira Marques
Carlete Fátima da Silva Victor
Márcia Bueno dos Santos
Elis Regina de Paiva Bucar Mosquera
Marcos Alves Lopes
Maria Magda Ribeiro

Matemática
Matemática
Cíccero Rodrigues Barbosa
Brunno Antonelle Vieira Costa
Leonardo Alcântara Portes
Evandro de Moura Rios
Luis Adolfo de Oliveira Cavalcante
Leandro Dias da Costa Andrade
Marcelo de Freitas Santos
Marlene Aparecida da Silva Faria
Suzana Maria Xavier Silva

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Sumário

Nivelamento 3º ao 9º Ano – fevereiro 2020 ........................................................... 3

O trabalho com a Língua Portuguesa ...................................................................... 4

Sequência Didática de Língua Portuguesa .............................................................. 4

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 17

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 26

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 43

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 56

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 70

Sequência Didática de Língua Portuguesa ............................................................ 85

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Nivelamento 3º ao 9º Ano – fevereiro 2020

Em 2019, o Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed)/, representado pela Secretaria


Estadual de Goiás (SEDUC), e União dos Dirigentes Municipais de Educação – (Undime/GO) estabeleceram
a pactuação do regime de colaboração com vista a implementar a BNCC. Diante desse acordo, as redes
municipais e estadual realizaram avaliações diagnósticas que mapearam as aprendizagens dos estudantes
da educação básica do território goiano, cujos resultados nortearam a elaboração desta proposta de
trabalho, a ser aplicada nas instituições educacionais estaduais e municipais desse estado.
Para a elaboração dessa proposta foi produzida, com a participação de diferentes atores (professores,
tutores, técnicos pedagógicos), uma matriz de referência para o nivelamento que aponta os conhecimentos
essenciais que o estudante necessita para dar continuidade a sua trajetória escolar, bem como para a
construção de novos saberes.
Essa proposta é composta por avaliações e materiais de apoio que possibilitam o nivelamento das
aprendizagens essenciais dos estudantes, considerando os conteúdos propostos no ano anterior. Dessa
maneira, reúne um conjunto de atividades pedagógicas relacionadas aos componentes Língua Portuguesa
e Matemática. Essa proposta, contudo, deve ser ampliada e adequada às necessidades dos estudantes e à
especificidade do ano/série, bem como ao contexto escolar.
Prevê uma etapa inicial em que será realizada uma avaliação diagnóstica, em seguida serão aplicadas
as atividades de intervenção pedagógica para fortalecimento da aprendizagem, de Língua Portuguesa e
Matemática. Ao final desse período, haverá uma avaliação para verificar o desempenho dos estudantes.
As atividades foram planejadas, em forma de sequência didática, com duração de 15 aulas (organizadas em
3 arquivos de 5 aulas para cada componente curricular: Língua Portuguesa e Matemática), com flexibilidade
para atender às necessidades e o ritmo dos estudantes.
A proposta de intervenção em Língua Portuguesa contempla as práticas de linguagem (oralidade,
leitura, produção de texto e análise linguística/semiótica) e em Matemática considera os eixos temáticos
(números, álgebra, geometria, grandezas e medidas e probabilidade e estatística). Esse trabalho possibilita,
também, ao professor desenvolver outras atividades que favoreçam a integração com conhecimentos de
outros componentes curriculares.
Para a efetivação da proposta de nivelamento, que faz parte do projeto de ambientação, cada
instituição deve organizar o corpo docente, espaço escolar e tempo proposto, realizando reagrupamentos,
aulões, atendimentos no contraturno, entre outros.
Os professores dos demais componentes curriculares poderão realizar o nivelamento, considerando os
conhecimentos basilares para que o estudante acompanhe o ano escolar que irá iniciar.
Equipe de colaboradores

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O trabalho com a Língua Portuguesa

Essa proposta pedagógica procura trabalhar a Língua Portuguesa, articulando as práticas de


Linguagem: Leitura, Oralidade, Produção de texto e Análise Linguística/Semiótica, partindo do texto. Para
tanto, foram selecionados alguns gêneros textuais de variadas esferas de atuação, sendo trabalhados por
meio de sequências didáticas, conforme uma das propostas do Documento Curricular para Goiás ampliado,
de forma a contribuir para as aprendizagens essenciais, previstas para o ano.

Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 3º ano
Linguagem
Desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação, após escuta atenta, sobre
Oralidade
diferentes temas em situações comunicativas.
Ler e compreender bilhetes, contos de fada e anúncio e suas características.
Leitura Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir e revisar bilhetes, contos de fada e anúncio, utilizando letras
Produção maiúsculas, paragrafação, pontuação (ponto final, vírgula, exclamação, interrogação,
de Textos dois pontos, travessão).
Reescrever textos produzidos (coletiva e individualmente).
Apropriar-se do sistema de escrita alfabético e ortográfico (relação grafema-fonema
Análise
regulares e irregulares, acentuação).
Linguística/
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam- se com a
Semiótica
construção de sentido em textos multissemióticos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1ª Aula

Gênero textual: Conto de fada

Oralidade
 Entregar vários contos de fadas (exemplo: O patinho feio, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho entre
outros).
 Deixar que explorem os livros (contos) para que compreendam o gênero e o portador.
 Realizar estratégias de leitura: antecipação, seleção e inferência orientando cada dupla, explorando
oralmente:
Como vocês sabem identificar estes contos?
Por meio da imagem conseguimos perceber quais personagens encontraremos nesta história?
Nas capas dos livros de contos de fadas tem mais alguma informação escrita? O quê?
As imagens nos ajudam a prever o que vai acontecer na história?

Sugestão: Selecionar um dos contos de fadas e buscar relacionar com algum tema abrangente como a
saúde mental, emocional e física dos seres humanos, por meio da leitura.

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Por exemplo: O conto O patinho feio aborda a discussão das diferenças, do bullying, abandono, tristeza,
mas também podemos apontar a importância da diversidade, da solidariedade, aceitação, respeito, entre
outros.

 Entregar uma folha, para que preencham dados explorando o gênero e o portador.
 Fazer uma apresentação enfocando os dados da ficha sobre o conto, apresentando cada livro/conto.

CONTO DE FADAS é um gênero textual formado por narrativas simples


que surgiram anonimamente e passaram a circular entre os povos da
Antiguidade. As versões dos contos de fadas foram sendo adaptadas
para atender ao público infantil. Uma de suas principais características
é seu início com o famoso “Era uma vez” ou outra frase curta que
demonstra um tempo indeterminado. Possui também um enredo
fantasioso, que normalmente apresenta seus personagens e os
aspectos mágicos do conto, em seguida traz um conflito que ocorrerá
com momentos de tensão, deixando explícita a relação do bem e do
mal e por fim o desfecho que revela a solução para o conflito. São
textos narrativos que são utilizados para fruição, prazer na leitura e ao
mesmo tempo trazem vários ensinamentos.

Adaptado: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/3505/ouvir-e-contar-historias

Conto analisado:
1. Onde esse conto pode ser encontrado?
__________________________________________________________________________________
Pode ser encontrado em livros, sites, youtube, programas de tv, filmes, entre outros.
2. Quais são os personagens principais:
__________________________________________________________________________________
Essa resposta depende do conto selecionado e analisado pelo estudante.
3. Qual o conflito dessa história?
_________________________________________________________________________________
O conflito dependerá do conto lido, mas se refere ao motivo que desencadeia a ação na história, o
momento de maior intensidade.
4. Como esse conflito foi resolvido? -
_________________________________________________________________________________
A resolução do conflito é como o problema central do conto (o que desencadeou a história) foi
resolvido.
5. Qual o final da história?
_________________________________________________________________________________
No conto lido, o final é o que acontece após a resolução do conflito (desfecho). Exemplo: E viveram
felizes para sempre.

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2ª aula

Gênero textual: Conto de fada

Leitura:
 Retomar o que os alunos conhecem a respeito do conto de fadas A Bela e a Fera.
 Listar no quadro para verificar se as antecipações do conto se verificam na leitura dessa versão que
será lida.
 Fazer a leitura do conto de fadas A Bela e a Fera (abaixo).
Este momento da aula traz a importância da leitura em voz alta pelo professor como uma atividade
significativa para formar leitores, visando à fruição na leitura.
 Entregar o conto de fadas A Bela e a Fera e explorar os elementos da narrativa.

Sugestão: Projetar o texto no slide ou colocar em cartaz para que, coletivamente possa identificar os
elementos da narrativa e pintá-los, seguindo uma legenda.
É possível identificar quando e onde se passa a história?
Quais personagens aparecem na história?
Qual personagem é o principal? Ou quais os personagens são os principais?
Existem personagens do bem e do mal?
Os contos de fadas possuem lições para a nossa realidade, ou seja, algo que não existe, parte do nosso
imaginário?
Qual foi o conflito apresentado na história? Como foi resolvido?
Qual o desfecho do conflito?
E o final da história?
A BELA E A FERA

Era uma vez um jovem príncipe que vivia em seu luxuoso e lindo castelo. Contudo, era egoísta e por
isso não tinha amigos. Em uma noite muito chuvosa, recebeu a visita de uma velhinha que pediu abrigo
durante a tempestade. Mal-humorado, recusou ajudá-la. Mas ele não sabia que aquela velhinha era, na
verdade, uma feiticeira disfarçada e que já sabia do egoísmo daquele príncipe. Sendo justa, lançou um
feitiço transformando-o em uma fera monstruosa. O encanto apenas poderia ser desfeito no dia em que
ele recebesse um beijo de amor verdadeiro.
Enquanto isso, em uma vila distante dali, vivia um comerciante com suas três lindas filhas. Contudo,
a mais caçula, era a que mais se destacava não somente pela sua beleza, mas pela bondade e humildade.
Ela era chamada de Bela.

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Ela gostava muito de ler e contava histórias para as crianças da vila. Em uma das diversas viagens
que seu pai fazia para vender os seus produtos, perguntou para as filhas o que elas queriam de presente.
As mais velhas pediram coisas luxuosas, enquanto Bela apenas uma rosa.
Durante a viagem, o pai da Bela enfrentou uma tempestade e encontrou um castelo que parecia
abandonando e se abrigou durante o temporal.
No dia seguinte, quando estava de partida, avistou uma árvore com muitas rosas e resolveu pegar uma
para a sua filha Bela. Mas ele não sabia que o palácio era a morada do príncipe que fora transformado em
fera. Enfurecido, a Fera o prende como seu prisioneiro, mas ele pede para se despedir de suas filhas, e a
Fera deixa.
No castelo, devido às condições de saúde do pai, ela propôs a Fera que o deixasse ir e que ficaria no
lugar dele como prisioneira. O príncipe enfeitiçado acata o pedido, enquanto o comerciante vai embora,
mas promete voltar para resgatar a filha.
A Bela se tornou prisioneira da Fera, mas não era mantida dentro de uma sela. Ela podia circular
pelo grande palácio, foi acomodada em um dos melhores quartos e tinha acesso à biblioteca, local que
amava, pois adorava ler.
A Fera, começa a se encantar pela Bela e a pede em casamento, ela recusa e oferece bondosamente
a sua amizade, e ele aceita.
Com o passar do tempo, a Bela e a Fera foram se tornando amigos, enquanto ele se encantava cada
vez mais com sua beleza, inteligência, gentileza e bondade, ela percebia que a Fera, apesar da feiura, era
uma criatura bondosa e a tratava muito bem.
Apesar dos dias agradáveis que Bela passava no castelo, sentia saudade de seu pai. Então, ela pede
a Fera permissão para visitar o comerciante e ele concede o pedido.
A viagem de Bela durou dias, pois seu pai tinha adoecido. Mas ao retornar ao castelo encontra
também a Fera doente, pois ele achou que a tinha perdido para sempre.
Nesse momento, Bela percebe o quanto é amada e que também sentia algo muito forte pela Fera.
Amizade, amor, compaixão.
E chorando, pede que a Fera não morra e se case com ela. Então, ela o beija e o feitiço é desfeito. A
Fera volta a ser o belo príncipe, eles se casam e vivem felizes para sempre.
https://www.guiaestudo.com.br/a-bela-e-a-fera

01. Elementos do conto de fadas – “A Bela e a Fera”


Quando (tempo) O tempo é indefinido com o termo “Era uma vez”
Onde (ambientação) No castelo da Fera e na vila.
Personagens principais A Bela e a Fera (principais) e o pai (secundário)
e secundários
Conflito O príncipe enfeitiçado (Fera) se apaixona pela Bela.
Resolução do conflito Bela, aos poucos se apaixona pela Fera e o beija.

Final da história O feitiço é desfeito, a Fera volta a ser o príncipe, eles se casam e vivem
felizes para sempre.

02. Na frase “E o que acontecerá com Bela? O ponto de interrogação indica uma
(A) pergunta
(B) surpresa
(C) resposta

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(D) afirmação Gabarito: A (pergunta)
03. Mas ele não sabia que o palácio era a morada do príncipe que fora transformado em fera. A palavra em
destaque da ideia de
(A) tempo
(B) modo
(C) lugar
(D) causa
Gabarito: C (lugar)
3ª Aula

Gênero textual: Conto de fada

Leitura e oralidade:
 Dividir a sala em duplas e ler o conto de fadas (resumo) – A Menina dos Fósforos.
 Sugestão: Se o professor puder, ler o conto em outras versões, para depois ler o resumo.
 Explorar os ensinamentos desse conto que se relacionam a nossa realidade.

Produção de texto:
 Planejar um novo final para o conto A menina dos fósforos, em dupla.
 Observar as características do gênero contos de fadas (tipologia textual, a circulação, o suporte, os
elementos da narrativa).
 No quadro relembrar coletivamente as partes do conto, como esquema de planejamento:
 Personagens:
 Ambientação:
 Conflito:
 Resolução do conflito:
 Final – eles criarão um final diferente
 Sugestão: Ler uma versão do conto “A menina dos fósforos” com final diferente (anexo no final das
atividades)

A MENINA DOS FÓSFOROS


Hans Christian Andersen
Era o último dia do ano, véspera de ano novo. Uma pobre menina andava pelas ruas, com os pés
descalços e sem cachecol na cabeça. Ela levava caixa de fósforos no seu avental e estava segurando uma
caixa deles na sua mão.
Tinha sido um péssimo dia para ela; ninguém havia comprado nenhuma caixa de fósforos. Ela estava
com muita fome e frio e parecia muito frágil. Pobre menininha!
A menina se sentou e tentou se proteger em um canto, entre duas casas.
Ela tinha medo de voltar para casa e apanhar de seu pai, pois não conseguiu vender nenhum
fósforo.
Dessa forma, ela começou acender os fósforos e com a pequena luz começou a imaginar coisas
boas acontecendo em sua vida.

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Cedinho, na manhã seguinte, ela ainda continuava deitada entre as
duas casas, suas bochechas estavam vermelhas e ela tinha um sorriso nos
lábios, estava morta! Tinha congelado até morrer na véspera de ano novo.

Fonte: Livro: Um Tesouro de Conto de fadas/2017adaptado

01. O final do conto de fadas demonstra muita tristeza. Demonstre sua criatividade e elabore um final
diferente para o conto.

02. Na frase retirada do texto “Ela tinha medo de voltar para casa e apanhar de seu pai”. A palavra “Ela”
refere-se a
(A) casa
(B) caixa de fósforo
(C) menina
(D) rua
Gabarito: C (menina)

03. Leia a frase do conto:

Era o último dia do ano, véspera de ano novo. Uma pobre menina andava pelas ruas, com os pés descalços
e sem cachecol na cabeça. Ela levava caixa de fósforos no seu avental e estava segurando uma caixa deles
na sua mão.

Quantas palavras tem esse trecho em destaque


(A) 34
(B) 40
(C) 42
(D) 31
Gabarito: C (42 palavras)

04. A imagem ao lado do texto demonstra


(A) o momento em que ela está vendendo fósforos.
(B) o momento em que ela risca os fósforos.
(C) o encontro com o pai.
(D) a volta dela para casa.
Gabarito: B (o momento em que ela risca os fósforos)

A MENINA DOS FÓSFOROS

Era uma vez, numa grande cidade, uma linda menina, muito pobre, que ganhava a vida a vender
caixas de fósforos, para ajudar o pai.

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Numa noite, véspera de Natal, com a neve a cair em abundância, a pequena vendedora vagueava pelas
ruas, afundando nela os seus pezinhos. Nas mãos geladas, levava as caixinhas de fósforos. Dentro das casas
aquecidas, as famílias cantavam, junto das lareiras e das árvores de Natal, repletas de presentes. O cheiro
dos assados quentinhos espalhava-se pelas ruas.
Ninguém queria comprar os seus fósforos. Muito cansada, sentou-se num canto e lembrou-se das
bonitas fábulas que a sua doce mãezinha lhe contava, enquanto a embalava nos seus braços quentes.
O frio aumentava. Com lágrimas nos olhos, ela olhou para as caixinhas de fósforos: se acendesse apenas
um para aquecer as mãos, talvez o pai não notasse. Pegou num fósforo e riscou. Uma chamazinha quente
e luminosa logo brilhou. Para ela, parecia o calor de um grande fogão ali perto. Pegou noutro fósforo e
riscou novamente. Diante dela surgiu uma mesa posta com porcelanas e um delicioso assado, recheado
com ameixas e maçãs, exalando um cheiro delicioso. Quando estendeu a mão... a chama desapareceu.
Só a neve caía diante dela. Acendeu um terceiro fósforo. Agora parecia estar sentada junto a uma
enorme árvore de Natal, onde milhares de bolas coloridas e estrelinhas cintilavam. De repente, a chama
tremeu, o fósforo apagou-se... e tudo desapareceu. A menina riscou mais um fósforo e lembrou-se da sua
avó, que sempre a tratara com ternura. Mas o fósforo apagou-se e a imagem desfez-se.
O frio aumentava. A menina, então, acendeu todos os fósforos que ainda restavam e à sua volta
tudo brilhou. Os seus olhos brilharam quando viu dois braços na sua direção.
Quando acordou, estava numa cama bem quentinha. Todos olhavam para ela com muito amor. Agora tinha
uma nova família que a adotara.
http://adorelivres.blogspot.com/2012/06/menina-dos-fosforos.html

4ª Aula

Gênero textual: Conto de fada


Oralidade e leitura:

 Explorar o que conhecem sobre os contos “Os três porquinhos” ressaltando as características desse
conto.
 Ler individualmente o Conto de Fadas: Os três porquinhos, de Josep Jacobs.
 Pintar as falas das personagens em cores diferentes para, depois, dramatizar.
 Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do
olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de
voz, reconhecendo que as expressões corporais podem ser associadas à fala.
 Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a
situação e a posição do interlocutor.

Análise linguística/semiótica e produção de texto:

 Identificar o discurso direto (observando a pontuação) e indireto, em textos literários.


 Compreender que a fala de um personagem pode vir organizada em uma variedade linguística
diferente do texto do narrador, o que implica no uso de recurso de caracterização de personagem, ou de
suas intenções.
 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação (travessão) e outras notações (aspas).

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 Identificar, em narrativas de textos do campo artístico-literário, cenário, personagem central, conflito
gerador, resolução e o ponto de vista de histórias narradas (foco narrativo), diferenciando narrativas em
primeira e terceira pessoas.
 Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.

Leia com atenção o texto:

A HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS


Josep Jacobs

Era uma vez, quando porcos faziam rimas, macacos mascavam tabaco, galinhas cheiravam rapé para
ficarem fortes e patos faziam quac, quac, quac, Oh!
Havia uma velha porca que tinha três porquinhos, e como não tinha o bastante para sustentá-los,
mandou-os partir em busca de sorte.
O primeiro que se foi encontrou um homem com um feixe de palha, e disse a ele:
“Por favor, homem, me dê essa palha para eu construir uma casa.”
O homem assim fez, e o porquinho construiu uma casa com ela. Logo veio um lobo, e bateu à porta e
disse:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
Ao que o porquinho respondeu:
“Não, não, pelos fios da minha barba, aqui você não vai pisar.”
A isto o lobo respondeu:
“Então vou soprar, e vou bufar, e sua casa arrebentar.”
E assim ele soprou, e bufou, e fez a casa ir pelos ares e comeu o porquinho.
O segundo porquinho encontrou um homem com um feixe de galhos e disse:
“Por favor, homem, me dê esse feixe para eu construir uma casa.”
O homem assim fez, e o porco construiu a sua casa. Então apareceu o lobo e disse:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
“Não, não, pelos fios da minha barba, aqui você não vai pisar.”
“Então vou soprar, e vou bufar, e sua casa arrebentar.”
E assim, ele soprou, e bufou, e bufou, e soprou e finalmente fez a casa ir pelos ares e devorou o
porquinho.
O terceiro porquinho encontrou um homem com um carrinho de tijolos, e disse:
“Por favor, homem, me dê esses tijolos para eu construir uma casa.”
O homem deu-lhe então os tijolos e ele construiu sua casa com eles. Logo veio o lobo, como tinha feito
com os outros porquinhos, e disse:
“Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
“Não, não, pelos fios da minha barba, aqui você não vai pisar.”
“Então vou soprar, e vou bufar, e sua casa arrebentar.”
Bem ele soprou, e bufou, e soprou e bufou, e bufou e soprou; mas não conseguiu pôr a casa abaixo.
Quando descobriu que, por mais que soprasse e bufasse, não conseguiria derrubar a casa, disse:
“Porquinho, sei onde há um belo campo de nabos.”
“Onde?” perguntou o porquinho.
“Oh, nas terras do Sr. Silva, e se estiver pronto amanhã de manhã virei buscá-lo; iremos juntos e
colheremos um pouco para o jantar.”

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“Muito bem”, disse o porquinho, “estarei pronto. A que horas pretende ir?”
“Oh, às seis horas.”
Bem, o porquinho levantou às cinco horas e chegou à plantação de nabos antes do lobo chegar (ele
chegou por volta das seis). O lobo gritou:
“Porquinho, está pronto?”
O porquinho respondeu:
“Pronto? Já fui e já voltei, e tenho uma bela panela cheia de nabos para o jantar.”
O lobo ficou muito irritado, mas pensou que conseguiria pegar o porquinho de uma maneira ou de
outra. Assim, disse:
“Porquinho, sei onde há uma bela macieira.”
“Onde?” perguntou o porquinho.
“Lá no Jardim Feliz”, respondeu o lobo. “E, se não me enganar, virei buscá-lo amanhã, às cinco horas,
para colhermos algumas maçãs.”
Bem, na manhã seguinte o porquinho pulou da cama às quatro horas e foi colher as maçãs, esperando
estar de volta antes que o lobo chegasse. Mas o caminho era mais longo, e ele teve de subir na árvore.
Assim, bem no instante em que ia descer lá de cima, viu o lobo se aproximar, o que, como você pode
supor, o deixou muito apavorado. Ao chegar, o lobo disse:
“Mas como, porquinho! Chegou antes de mim? As maçãs são boas?”
“São ótimas”, disse o porquinho, “vou lhe jogar uma.”
Jogou-a tão longe que, enquanto o lobo foi apanhá-la, o porquinho saltou no chão e correu para casa.
No dia seguinte o lobo apareceu de novo e disse ao porquinho:
“Porquinho, há uma feira na aldeia esta tarde. Você vai?”
“Com certeza”, disse o porco, “irei. A que horas estará pronto?”
“Às três”, disse o lobo.
Assim o porquinho partiu antes da hora, como de costume, e chegou à feira, e comprou uma
desnatadeira, que estava levando para casa quando viu o lobo chegando. Não sabia o que fazer.
Assim, entrou na desnatadeira para se esconder e com isso a fez girar, e ela foi rolando morro abaixo
com o porco dentro, o que deixou o lobo tão apavorado que ele correu para casa sem ir à feira. Logo o lobo
foi à casa do porco e contou-lhe o quanto se assustara com uma coisa redonda enorme que passara por
ele, descendo morro abaixo. Então o porquinho disse:
“Ah, então eu o assustei. Eu tinha passado pela feira e comprado uma desnatadeira. Quando vi você,
entrei nela, e rolei morro abaixo.”
Desta vez o lobo ficou de fato muito zangado e declarou que iria devorar o porquinho, e que entraria
pela chaminé para pegá-lo. Quando o porquinho viu o que ele ia fazer, pendurou na lareira o caldeirão
cheio d’água e fez um fogo alto.
No instante em que o lobo estava descendo, o porquinho destampou o caldeirão e o lobo foi parar lá
dentro. Num segundo ele tampou de novo o caldeirão, cozinhou o lobo, comeu-o no jantar, e viveu feliz
para sempre.

01. Registre, no quadro abaixo, os elementos que compõe esse conto:

Elementos do conto de fadas – “Os três porquinhos”


Personagens ______________________________________________________________
principais ______________________________________________________________

12
Os três porquinhos e o lobo
______________________________________________________________
Personagem
______________________________________________________________
secundário
A mãe dos três porquinhos
______________________________________________________________
Conflito ______________________________________________________________
O lobo que persegue os porquinhos e destrói suas casas para comê-los.
______________________________________________________________
Resolução do ______________________________________________________________
conflito Após enganar várias vezes o lobo, o terceiro porquinho, o cozinha caldeirão
e o come no jantar.
______________________________________________________________
Final da
______________________________________________________________
história
O terceiro porquinho viveu feliz para sempre.

02. O texto fala que os três porquinhos foram construir suas casas. Qual foi motivo para essa tomada de
decisão?
Porque a mãe dos porquinhos não tinha como sustentá-los e mandou que eles partissem em busca de sorte.

03. No texto, o autor, utilizou aspas em algumas frases.


a) Qual a função das aspas nesse texto?
As aspas tem a função de indicar a fala dos personagens.

b) Que sinal de pontuação poderia ser utilizado no lugar das aspas, com a mesma função?
Poderia ser usado o travessão.

04. Escreva três características que diferenciava o terceiro porquinho dos demais. (adjetivos)
O terceiro porquinho era esperto, audacioso, veloz, astuto, cauteloso, inteligente... (entre outros adjetivos
que os estudantes podem sugerir)

05. Você leu uma versão da história dos Três Porquinhos. Imagine se o lobo não fosse malvado e sim muito
tímido, querendo muito se aproximar e ser amigo dos porquinhos. Escreva um diálogo entre o lobo e os
porquinhos para convercê-los a abrir a porta.
Resposta pessoal.
5ª Aula

Gênero textual: Conto de fada

Oralidade e leitura:

 Explorar a capa do livro (abaixo) para estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler
(pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus
conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o
universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra

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(índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de
textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

Análise linguística:

 Após a leitura, resolver as atividades indicadas para a exploração do conto “A verdadeira história dos
três porquinhos” onde será enfocada a pontuação, narrador em 1ª pessoa, ortografia.
 Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
 Favorecer a leitura e compreensão, com certa autonomia, da narrativa ficcional, observando os
elementos da estrutura narrativa (enredo, tempo, espaço, personagens, narrador) e a construção do
discurso indireto e discurso direto.

 A capa do livro pode ser apresentada em slide ou


cartaz.
 Utilizar as estratégias de leitura (antecipação, seleção,
inferência e verificação) para explorar a capa.
 Podem assistir a contação dessa história acessando o
vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=ixnVPS0aMkk

Leitura e atividades envolvendo outra versão do conto “Os três porquinhos”.

A verdadeira história dos três porquinhos

No tempo do Era Uma Vez, eu estava fazendo um bolo de aniversário para minha querida e amada
vovozinha.
Eu estava com um resfriado terrível, espirrando muito.
Fiquei sem açúcar.
Então resolvi pedir uma xícara de açúcar emprestada para o meu vizinho.
Agora, esse vizinho era um porco.
E não era muito inteligente também.
Ele tinha construído a sua casa toda de palha.
Dá para acreditar? Quero dizer, quem tem cabeça no lugar não constrói uma casa de palha.
É claro que, assim que bati, a porta caiu. Eu não sou de ir entrando assim na casa dos outros.
Então chamei:” Porquinho, Porquinho, você está aí?”. Ninguém respondeu.
Foi quando meu nariz começou a coçar.
Senti o espirro vindo.
Então inflei.
E bufei.
E soltei um grande espirro.
Sabe o que aconteceu? Aquela maldita casa de palha desmoronou inteirinha. E bem no meio do
monte de palha estava o Primeiro Porquinho – mortinho da silva.
Ele estava em casa o tempo todo.

14
Seria um desperdício deixar um presunto em excelente estado no meio daquela palha toda. Então
eu o comi.
Eu estava me sentindo um pouco melhor. Mas ainda não tinha minha xícara de açúcar. Então fui
até casa do próximo vizinho.
Esse vizinho era irmão do Primeiro Porquinho.
Ele era um pouco mais esperto, mas não muito.
Tinha construído a sua casa em lenha.
Ninguém respondeu.
Chamei: “Senhor Porco, senhor Porco, está em casa?
Ele gritou de volta: “Vá embora, Lobo. Você não pode entrar. Estou fazendo a barba de minhas
bochechas rechonchudas.”
Eu tinha acabado de pegar na maçaneta quando senti um grande espirro.
Você não vai acreditar, mas a casa desse sujeito desmoronou igualzinho à do irmão dele.
Quando a poeira baixou, lá estava o Segundo Porquinho – mortinho da silva. Palavra de honra.
Na certa você sabe que a comida estraga se ficar abandonada ao relento.
Então fiz a única coisa que tinha de ser feita.
Jantei de novo.
Então fui até a casa do próximo vizinho.
Esse sujeito era irmão do Primeiro e do Segundo Porquinho.
Devia ser o crânio da família.
A casa dele era de tijolos.
Bati na casa de tijolos. Ninguém respondeu.
Eu chamei: “Senhor Porco, o senhor está?”
E sabe o que aquele leitãozinho atrevido me respondeu? “Cai fora daqui, Lobo. Não me amole
mais.”
Que porco!
Eu já estava quase indo embora para fazer um lindo cartão de aniversário em vez de um bolo,
quando senti um espirro vindo.
Eu inflei.
E bufei.
E espirrei de novo.
Então o Terceiro Porquinho gritou.” E a sua velha vovozinha pode ir às favas.”
Sabe, sou um cara geralmente bem calmo. Mas, quando alguém fala desse jeito da minha
vovozinha, eu perco a cabeça.
Quando a polícia chegou, é evidente que eu estava tentando quebrar a porta da casa daquele
Porco. E todo o tempo eu estava inflando, bufando, espirrando e fazendo uma barulheira.
O resto, como dizem, é história.
Tive um azar: os repórteres descobriram que eu tinha jantado os outros dois porcos. E acharam
que a história de um sujeito doente pedindo açúcar emprestado não era muito emocionante. Então
enfeitaram e exageraram a história com todo aquele negócio de “bufar, assoprar e derrubar sua casa”. E
fizeram de mim o Lobo Mau.

De Jon Scieszka. (Em. O diário do lobo – A verdadeira história dos três porquinhos. trad. Pedro Maria.8.ed.São Paulo.
Companhia das Letrinhas,1998.)

15
01- No conto “a verdadeira história dos três porquinhos” quem é o narrador?
O narrador é o próprio lobo, que conta e participa da história, sendo o narrador personagem.

02- O que o lobo, realmente, quis dizer com a justificativa “Seria um desperdício deixar um presunto em
excelente estado no meio daquela palha toda.”
O lobo queria justificar o fato de ter comido o porquinho pois ele já estava morto.

03- Após ler essa versão da história dos três porquinhos, você acredita que o lobo é inocente? Por quê?
Resposta pessoal.

04- O texto traz uma descrição para os porquinhos. Como o Terceiro Porquinho é descrito pelo lobo?
O lobo afirma que ele deve ser o crânio da família, mas também é atrevido.

05- Compare as duas versões da história dos três porquinhos que você leu e explique.
Versões do conto Uma semelhança Uma diferença
A história dos três Tem três porquinhos. O lobo, na versão contada
porquinhos de Josep Jacobs O lobo come os porquinhos. por ele, é inocente e na
Os porquinhos usam os mesmos outra ele é mau.
A verdadeira história dos materiais para construírem O lobo busca uma xícara de
três porquinhos de Jon suas casas. açúcar para fazer o bolo
Scieszka ... para vovozinha.
...
Resposta pessoal. Como os estudantes podem listas muitas semelhanças e diferenças, o professor pode
fazer coletivamente no quadro.

06. Das palavras abaixo, qual a letra s tem som de z.


(A) sabe
Construir um banco de palavras explorando os
(B) desse
diferentes sons do s e construir perceber as
(C) sujeito regularidades do uso do s.
(D) casa
Gabarito: (D) casa

16
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 4º ano
Linguagem
Desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação, após escuta atenta, sobre
Oralidade
diferentes temas em situações comunicativas.
Ler e compreender contos de mistério, propagandas, diários e notícia e suas
características.
Leitura
Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir e revisar contos de mistério, propagandas, diários e notícia (coletiva
Produção
e individualmente).
de Textos
Reescrever textos produzidos (coletiva e individualmente).
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam- se com a
construção de sentido em textos multissemióticos.
Apropriar-se do sistema ortográfico (relação grafema-fonema regulares e irregulares,
acentuação).
Análise Analisar e escrever palavras com r e rr, m e n, g e gu, x, ch, s e z, de acordo com a norma
Linguística/ padrão.
Semiótica Reconhecer em textos os efeitos de sentido construídos a partir de recursos gráfico
visuais (caixa alta, negrito, itálico, caracteres especiais, fontes coloridas, sinais de
pontuação, balões e onomatopeias).
Compreender a função dos recursos léxico-gramaticais (vocabulário, pronomes,
advérbios de tempo, modo e lugar e conjunções apropriados ao gênero).

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1ª Aula

Gênero textual: Conto de mistério

Oralidade
 Iniciar a aula favorecendo um momento de contação de história, para apresentar aos estudantes o
gênero conto de mistério, organizando a turma em círculo.
 Ler e explorar o conto, observando os conhecimentos prévios que os estudantes possuem.

Observação: utilizar recursos que tornam uma narrativa oral “viva”, isto é, o trabalho de respiração, a
entonação o gestual, a mímica, entre outros.
 Pedir aos estudantes que contem outras histórias que eles conheçam. Recupere as histórias de mistério
e de terror que eles ouviam de seus familiares e faça com que as reproduzam.

Oralidade e leitura
 Analisar o conto “O mistério assustador” e analisar seus aspectos principais e mais relevantes: estudo
do gênero (temática, estrutura composicional, estilo, finalidade, circulação, suporte, interlocutores,
espaço, tempo etc.).
 Perguntar aos estudantes: O que aconteceu? Quem eram os envolvidos? Quando aconteceu? Onde
aconteceu? Como se desenrolaram os fatos? Por que tudo aconteceu?

Oralidade, leitura e análise linguística


 Estabelecer um tempo para os estudantes responderem os exercícios propostos, relacionados ao
conto.

17
 Depois, o(a) professor(a) fará a correção, salientando as características do conto de mistério.

O Mistério assustador

Numa pequena cidade do interior havia um mistério nunca revelado. Todos os moradores tinham
medo e andavam apavorados. Tratava-se de uma pequena casa abandonada, onde morou um antigo
prefeito da cidadezinha. Após sua morte, os moradores passaram a ouvir estranhos barulhos de sua casa.
Gritos e portas batendo eram sons que todos ouviam ao se aproximar da casa.
Certo dia, dois compadres resolveram entrar na casa, que intrigava todos os moradores da pacata
cidade.
Logo que se aproximaram da casa, começaram a ouvir barulhos de portas batendo. Os dois ficaram
muito assustados, mas não desistiram e entraram. Perceberam que o barulho vinha do quarto, então
subiram as escadas em direção ao quarto. Respiraram fundo, criaram coragem e abriram a porta, mas não
havia nada lá dentro.
Os dois compadres resolveram andar por toda a casa. Os barulhos continuavam cada vez mais altos.
Eles entraram na biblioteca, a porta se fechou e ficaram paralisados com aquilo que viram. Soltaram um
grito de horror que foi ouvido por todos na rua.
Desde esse dia, nunca mais se viu esses dois compadres.
E a cidade, que tinha um grande mistério, passou a ter dois, para o terror de todos os moradores.
http://atividadesdownload.net/contos-de-misterio/(adaptado)

01- Quem narra essa história?

02- Quem são os personagens dessa história?

03- Onde se passa essa história?

04- Onde os dois compadres estavam quando foram vistos pela última vez?

05- No texto encontramos a frase “Os dois compadres resolveram andar por toda a casa.”
Se fosse apenas um compadre, como ficaria a frase?

Gabarito
1) Um narrador observador.
2) Os dois compadres.
3) Numa pequena cidade no interior.
4) No quarto da casa mal-assombrada.
5) “O compadre resolveu andar pela casa toda”.
2ª aula

Gênero textual: Conto de mistério

Oralidade e leitura
 Levantar questionamentos com o objetivo de recordar o conto lido na aula anterior, abordando os
elementos da narrativa (narrador, personagem, espaço, tempo, enredo, desfecho, entre outros).

18
 Estabelecer expectativas em relação ao texto que será lido “A velha contrabandista” (pressuposições
antecipadoras de sentidos), apoiando-se no título e relacionando aos conhecimentos prévios dos
estudantes.
 Abordar questões como: será que um policial suspeitaria de uma velhinha na nossa sociedade? O que
poderia levar a um policial a suspeitar de uma velhinha? O que esta velhinha poderia fazer de errado?
 Promover a leitura silenciosa e depois coletiva do conto.
 Identificar, na narrativa, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista
de histórias narradas (foco narrativo), diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
 Em seguida, pedir aos estudantes, que dobrem uma folha em seis partes, para reescrever o conto em
partes, ilustrando-o, em dupla.
 Resolver os exercícios e socializar as respostas.

19
01- Esse texto tem como objetivo
(A) anunciar um produto.
(B) dar uma informação.
(C) narrar um acontecimento.
(D) ensinar uma atividade.
Gabarito: (C)

02-Descreva a personagem principal dessa história.


Uma velhinha com poucos dentes na boca.

03- A velhinha enganou o fiscal por um mês. Qual foi o truque que ela utilizou para enganá-lo?
Carregou um saco de areia, para que os fiscais achassem que ela estava carregando algo ilegal.

04- O que o fiscal fez para que a velhinha lhe contasse a verdade?
Prometeu à velhinha que não iria contar para ninguém e nem iria apreender o que ela estava
contrabandeando.

05-Na frase “Diz que foi aí que o fiscal se chateou:” explique o uso dos dois pontos.
Os dois pontos foram usados para preceder uma fala direta.

3ª Aula

Gênero textual: Conto de mistério

Oralidade e escrita

 Retomar o conto “A velha contrabandista” e discutir sobre os possíveis desfechos da história. Os


estudantes apontarão, oralmente, finais diferentes para a narrativa.
 Planejar a produção de um final diferente para o conto. Pode-se fazer um esquema para que organizem
os parágrafos.
 Produzir um final para o conto, em alguns parágrafos.
 Revisar a produção inicial, considerando os aspectos linguístico-discursivos.
 Reescrever o texto.
 Circulação do texto: Organizar os textos em um painel para que todos os estudantes da sala tenham
acesso ao material produzido.
4ª Aula

Gênero textual: Conto de mistério

Oralidade e leitura
 Promover a leitura e análise de diversos textos de contos de mistérios, buscando compreender suas
características, dividindo os estudantes em quatro grupos.
 Entregar um conto para cada grupo, para que façam uma leitura prévia.
 Sugestão de contos:

20
O mistério do casarão
A casa fantasma
A casa do lago
Você está no lugar errado

 Em seguida, peça aos estudantes que preencham o quadro apontando os elementos do conto lido, para
posteriormente apresentarem para a turma.

1. Elementos do conto _________________________


Quando (tempo)
Onde (ambientação)
Personagens principais __________________________________________________________
__________________________________________________________
Conflito
__________________________________________________________
Resolução do conflito __________________________________________________________

 Cada grupo fará o relato referente ao conto lido, apoiando-se na tabela.


 Fazer uma avaliação sobre o que leram e ouviram dos colegas, sobre os contos. Dessa forma, eles irão
relatar suas experiências, interagindo com os outros grupos e com os próprios textos.

Observação: Chamar a atenção para o fato de que nem todos os contos têm a resolução do conflito e um
final, pois são excertos de textos maiores. Ressaltar a importância de caracterizar bem os personagens, o
ambiente e outras partes dos contos que enriquecem a narrativa.

Conto 1: O MISTÉRIO DO CASARÃO

A rua estava deserta. Na noite fria e encoberta pela névoa, Tomás e seus irmãos caminhavam a
passos largos. Apertavam o passo sempre que se aproximavam do velho casarão.
Nesse momento, um grito cortou o silêncio da noite. Bia estancou... paralisada de medo. Curiosos,
Tomás e Davi puxaram a irmã e se aproximaram do portão.
— Esse casarão é mal-assombrado! — sussurrou Davi, tentando esconder...
— Eu não acredito em assombração! — falou Tomás, o mais velho dos três.
Outro grito. A voz lamuriosa vinha, provavelmente, do porão.
— Quem será? Por que está gritando? O que vamos fazer? — disparou Davi, bombardeando os
irmãos com perguntas e mais perguntas, como se eles soubessem mais do que ele.
Ainda assustada e, sem prestar atenção às perguntas do irmão, Bia disse:
— Acho melhor irmos pra casa. Mamãe deve estar preocupada com a nossa...
A menina não pôde completar, pois uma mão grande e peluda calou-a e sorrateiramente levou-a
para os fundos do casarão.
Tomás e o irmão estavam tão distraídos com os gritos, que não perceberam nada.
Texto adaptado https://profhelena4e5ano.blogspot.com/2011/02/o-misterio-do-casarao.html

Elementos do conto: Mistério do Casarão


Quando: numa noite fria e encoberta de névoa.
Onde: na rua de velho casarão

21
Personagens Principais: Tomás, Davi e Bia
Personagem secundário: alguém com uma mão peluda e grande
Conflito: as crianças ouviram um grito vindo do casarão mal-assombrado
Resolução do conflito: não sabemos, porque a história não foi concluída

Conto 2: A CASA FANTASMA

Os fatos que vou contar é sobre uma casa, misteriosa e assustadora, onde ninguém tinha coragem
de entrar. Muitas pessoas diziam que esta casa tinha uma lenda que dizia que nessa cada morava um
fantasma. Quem teve a coragem de entrar na casa, jamais saiu. As pessoas que passavam por perto se
aterrorizavam com os gemidos que ouviam.
Certo dia, havia um menino jogando bola na frente da casa e, como era novo na região, não sabia
nada sobre os mistérios daquela casa.
Até que, em certo momento da brincadeira, o menino deu um chute muito forte na bola e ela
acabou entrando na casa.
Ele, sem saber o risco que corria, acabou entrando na casa, para pegar sua bola.
Quando ele começou a procurar, escutou um gemido vindo do porão. Bastante corajoso, foi ver o
que estava gemendo tanto.
No porão, estava tudo escuro, não conseguia ver nada, só ouvir os gemidos. Começou a andar e viu
perto da janela uma caixa. Ele pegou essa caixa e abriu pra ver o que tinha nela. Quando ele puxou a tampa,
viu um monte de gatinhos gemendo de fome.
Texto adaptado. Samuel Alexandre Ovinski. Acessado em https://lm702.blogspot.com/

Elementos do conto: A casa Fantasma


Quando: num certo dia.
Onde: numa casa misteriosa e assustadora
Personagens Principais: um menino
Personagem secundário: não tem
Conflito: um menino deixou sua bola cair dentro uma casa fantasma, ouviu gemidos no porão.
Resolução do conflito: o menino entra na casa e descobre que os barulhos que vinham de lá eram feitos
por vários gatinhos

Conto 3: A CASA DO LAGO

Era uma casa feita sobre um antigo orfanato, sua cor era um branco meio fosco. Essa casa foi
testemunha de várias mortes. Podia relatar todas, mas não tenho tempo.
Certo dia resolvi investigar jornais velhos para ler sobre as histórias ocorridas naquela casa. Até que
achei uma pista da família que construiu a casa: morreram todos cegos.
Resolvi entrar na casa para ver. Foi a pior ideia da minha vida.
Peguei uma lanterna e fui. Entrei pela porta misteriosa, lá tinha um cheiro de mofo, havia tábuas
soltas no chão, tinha um papel florido na parede, quadros na sala de estar. Eu até moraria ali, não fosse sua
história maldita.
Não me assustei muito, até que entrei em um quarto de criança e, de repente, as bonecas daquele
quarto começaram a virar as cabeças, olhando fixamente para mim! Aquilo arrepiou os pelos do meu braço.
Dei dois passos para trás e vi uma garota toda machucada, com uma grande ferida no rosto. Meu
coração disparou e saí correndo e, de repente, a porta fecha, a menina desce as escadas.

22
Texto adaptado. Autor: Matheus Nicollas Ivakoski Dos Santos https://lm702.blogspot.com/
Elementos do conto: A casa do lago
Quando: certo dia.
Onde: na casa do lago
Personagens Principais: o narrador
Personagem secundário: a família que morou na casa e a menina machucada.
Conflito: o narrador decidi entrar na casa assombrada, encontra uma menina machucada e quando tenta
fugir, a porta da casa se fecha.
Resolução do conflito: não sabemos, porque a história não foi concluída.

Conto 4: VOCÊ ESTÁ NO LUGAR ERRADO

Numa noite escura, árvores batiam com o vento noturno, havia uma lua cheia e barulhos terríveis
que vinham da mata. Tudo estava tão perigoso e assustador.
Eu estava de carro para chegar em casa, até que começou a faltar gasolina e o carro começou a
parar perto da mata. Então o carro parou em frente a uma casa abandonada.
Saí do carro e fui até aquela casa. Quando cheguei lá havia uma faca na porta, então eu peguei
aquela faca para me defender, caso acontecesse alguma coisa.
Lá na casa havia ossos no chão, sangue para todo o lado, mas o pior de tudo é que havia um animal
terrível dentro daquela casa, esse animal parecia um cachorro. Era um bicho de quatro patas, mas a pele
dele era em carne viva e não havia pelos nele, era terrível!
Foi então que ele começou a me atacar e me morder. Então aquela faca, que havia na minha mão,
me fez acreditar que eu pudesse matar aquela criatura, e tremendo dei algumas facadas no animal, que
caiu e morreu.
Quando eu já estava saindo daquela casa, completamente apavorado, não consegui abrir a porta,
foi terrível!
Vinha em minha direção outro monstro horrível, que eu não conseguia ver direito por causa da
escuridão. Então, esse monstro começou a correr atrás de mim. Foi quando eu dei as facadas nele e ele
morreu. Arrombei a porta e fui embora correndo e apavorado.
Adaptado Autora: Tainá Lemos Acessado em https://lm702.blogspot.com/
Elementos do conto: Você está no lugar errado
Quando: numa noite escura.
Onde: numa mata e na casa abandonada
Personagens Principais: o narrador
Personagem secundário: um bicho de quatro patas e um monstro.
Conflito: o narrador fica sem gasolina e resolve entrar numa casa abandonada. Lá ele encontra dois
monstros e precisa lutar com ele.
Resolução do conflito: o narrador consegue matar os dois monstros e depois foge da casa.

5ª Aula

Gênero textual: Conto de mistério

23
Leitura e análise linguística
 Retomar os contos lidos na aula anterior e discutir oralmente sobre o que aprenderam. Listar no
quadro as aprendizagens construídas.
 Realizar as atividades propostas de leitura e interpretação dos aspectos linguístico-discursivos do conto
“O mistério do casarão”.
 Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se
for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.
 Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação
e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
 Recorrer ao dicionário (online e impresso) para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras
(ortografia), especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema, bem como
compreender o significado da palavra no contexto.
 Fazer a correção colaborativamente.

Texto 1: O MISTÉRIO DO CASARÃO

A rua estava deserta. Na noite fria e encoberta pela névoa, Tomás e seus irmãos caminhavam a
passos largos. Apertavam o passo sempre que se aproximavam do velho casarão.
Nesse momento, um grito cortou o silêncio da noite. Bia estancou... paralisada de medo. Curiosos,
Tomás e Davi puxaram a irmã e se aproximaram do portão.
— Esse casarão é mal-assombrado! — sussurrou Davi, tentando esconder...
— Eu não acredito em assombração! — falou Tomás, o mais velho dos três.
Outro grito. A voz lamuriosa vinha, provavelmente, do porão.
— Quem será? Por que está gritando? O que vamos fazer? — disparou Davi, bombardeando os
irmãos com perguntas e mais perguntas, como se eles soubessem mais do que ele.
Ainda assustada e, sem prestar atenção às perguntas do irmão, Bia disse:
— Acho melhor irmos pra casa. Mamãe deve estar preocupada com a nossa...
A menina não pôde completar, pois uma mão grande e peluda calou-a e sorrateiramente levou-a
para os fundos do casarão.
Tomás e o irmão estavam tão distraídos com os gritos, que não perceberam nada.
Texto adaptado https://profhelena4e5ano.blogspot.com/2011/02/o-misterio-do-casarao.html

01- Releia o final da história e explique o que aconteceu com Bia.


Ela foi agarrada por uma mão grande e peluda, mas seus irmãos não perceberam, porque estavam
distraídos.

02- Escreva a resolução do conflito desse conto e o final.


Resposta pessoal.

03- Observe algumas frases do conto e identifique a função dos sinais de pontuação:
a) “Ainda assustada e sem prestar atenção às perguntas do irmão, Bia disse:”
vírgula - aposto
dois pontos – precede uma fala direta

b) “— Acho melhor irmos pra casa. Mamãe deve estar preocupada com a nossa...”
travessão – fala direta

24
ponto final - afirmar
reticências – continuidade

04- Nesse texto, identifique nas orações a seguir a que possui um termo que expressa a ideia de lugar

(A) “Curiosos, Tomás e Davi puxaram a irmã...”


(B) “A menina não pôde completar...”
(C) “Mamãe deve estar preocupada com a nossa...”
(D) “Apertavam o passo sempre que se aproximavam do velho casarão.”
Gabarito (D)

05- No texto, o casarão é caracterizado como mal-assombrado. Explique por que foi escrito mal com “l” e
não com “u”.
Porque mal é um advérbio de modo, usado para caracterizar a casa.

06- Descubra o significado da palavra lamuriosa na frase: A voz lamuriosa vinha, provavelmente, do
porão. Faça uso do dicionário.
Lamuriosa significa “que reclama”, “que lamenta”.

25
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 5º ano
Linguagem
Desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação, após escuta atenta, sobre
Oralidade
diferentes temas em situações comunicativas.
Ler e compreender lendas, verbetes e cartas pessoais e notícias e suas características.
Leitura Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir e revisar lendas, verbetes e cartas pessoais e notícias, utilizando letras
maiúsculas, paragrafação, pontuação (ponto final, vírgula, exclamação, interrogação,
Produção
dois pontos, travessão).
de Textos
Reescrever textos produzidos coletiva e individualmente, observando coerência e
coesão.
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam- se com a
construção de sentido em textos multissemióticos.
Compreender o valor expressivo dos recursos da língua (repetições de palavras, recursos
Análise
gráficos, sinais de pontuação e suas funcionalidades).
Linguística/
Identificar e utilizar substantivos, adjetivos, artigos, verbos, preposições, pronomes,
Semiótica
advérbios.
Refletir sobre o emprego dos acentos gráficos das palavras nos textos.
Refletir e usar a concordância nominal e verbal nos textos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1ª Aula

Gênero textual: Verbete

Oralidade
 Comentar sobre curiosidades acerca das onças. Como elas se alimentam? Como é a vida desse animal?
 Perguntar aos estudantes onde podemos ter mais informações sobre as onças.
 Apresentar as enciclopédias e apontar suas características. Explicar que o texto, presente nas
enciclopédias, é o verbete e que esse gênero tem como função oferecer conhecimento científico acerca de
um determinado assunto.
 Informá-los que além das enciclopédias, os verbetes também podem ser encontrados em dicionários,
sites, revistas, livros didáticos, entre outros.

Oralidade e Leitura
 Mostrar um exemplo de verbete de enciclopédia sobre onças e pedir aos estudantes que analisem o
gênero, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a
finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema.
 Fazer a análise linguístico-discursiva do verbete.
 Após esse o estudo oral do gênero, aplicar exercícios com questões objetivas.

26
Oralidade, Leitura e Análise Linguística/Semiótica
 Inicialmente, os estudantes responderão individualmente. Depois, em duplas eles discutirão suas
respostas. Posteriormente, o(a) professor(a) fará a correção, suscitando a discussão sobre cada opção e
salientando as características do verbete de enciclopédia.

MODELOS DE ENCICLOPÉDIAS IMPRESSAS

MODELOS DE ENCICLOPÉDIAS VIRTUAIS

27
Verbete é um texto escrito, de caráter informativo,
destinado a explicar um conceito segundo padrões
descritivos sistemáticos, determinados pela obra de
referência; mais comumente, um dicionário ou
uma enciclopédia.

ATIVIDADES – 1º DIA Verbete de Borboleta

BORBOLETA E MARIPOSA

Borboletas e mariposas são insetos voadores de espécies semelhantes. Os adultos se desenvolvem a


partir de uma forma inicial conhecida como lagarta. Existem cerca de 100 mil espécies de borboletas e
mariposas. Elas vivem nos mais diferentes habitats, em todas as partes do mundo.
As borboletas e as mariposas têm muito em comum. Como todos os insetos, elas têm seis patas, e a
maioria dos adultos tem dois pares de asas. Escamas minúsculas cobrem suas asas, corpo e pernas. E
algumas diferenças. As borboletas têm antenas longas e finas com uma pequena saliência na ponta. As
antenas das mariposas não têm essas saliências; elas se parecem com pequenas penas ou fios. As asas das

28
borboletas normalmente têm um colorido brilhante e fabulosos desenhos. Já as asas das mariposas têm
cores mais sóbrias, e seu corpo é mais grosso.
A maior parte das borboletas é ativa durante o dia, enquanto as mariposas geralmente são ativas à
noite. Quase todas as borboletas e mariposas se alimentam de plantas. Os adultos de várias espécies bebem
um líquido doce retirado das flores chamado néctar. Enquanto esses insetos se alimentam, uma substância
chamada pólen gruda em seu corpo. Quando eles voam para a outra flor, o pólen cai nela. Isso ajuda as
flores a se reproduzir.
Texto adaptado e disponível em https://escola.britannica.com.br/artigo/borboleta-e-mariposa/480871 Acesso em:
07/01/2020.

Atividades sobre o gênero verbete:

01- Observe o verbete sobre a borboleta e marque com um X a opção correta.

1- O gênero textual predominante nas enciclopédias é

(A) receita
(B) poema
(C) verbete
(D) notícia
Gabarito (C)

2 - Os verbetes têm a finalidade de

(A) ensinar como preparar um prato.


(B) dar um recado ao leitor.
(C) informar e divulgar um conhecimento científico.
(D) opinar sobre um assunto científico.
Gabarito (C)

3 – O assunto do verbete é

(A) notícia sobre a extinção das borboletas


(B) explicação sobre a diferença entre borboletas e mariposas
(C) história sobre borboletas e mariposas
(D) utilidade dos insetos na vida do homem
Gabarito (B)

4 - No trecho “Quando eles voam para a outra flor, o pólen cai nela. Isso ajuda as flores a se reproduzir.”,
a palavra em destaque indica

(A) lugar
(B) modo
(C) tempo
(D) finalidade
Gabarito (C)

29
5 – “As antenas das mariposas não têm essas saliências; elas se parecem com pequenas penas ou fios.
Nesse período o pronome “elas” se refere a

(A) mariposas
(B) borboletas
(C) antenas
(D) saliências
Gabarito (C)

6 – Na frase, “As asas das borboletas normalmente têm um colorido brilhante e fabulosos desenhos”, o
verbo em destaque pode ser substituído, sem alterar o sentido no texto, por

(A) tem
(B) tinham
(C) contêm
(D) mostra
Gabarito (C)
2ª aula

Gênero textual: Verbete

Oralidade e Leitura

 Retomar as características do verbete apresentando um cartaz explicativo sobre o gênero (anexo).


 Perguntar para os alunos se eles têm interesse em conhecer outros animais.
 Comentar sobre o leão, considerado o rei da selva.
 Apresentar três diferentes verbetes impressos ou digital sobre o leão.
 Dividir os alunos em grupos de 3 ou 4 integrantes e entregar para cada grupo um dos verbetes
indicados sobre o leão (anexo).
 Deixar que leiam em grupo, fazendo um rodízio dos verbetes entre os grupos.
 Analisar os verbetes (impressos e digitais) que os alunos tiveram acesso e apontar as diferenças entre
eles.
 Ler e compreender um verbete de enciclopédia atentando para os seguintes aspectos: informações
implícitas e explícitas, linguagem utilizada (formal), vocabulário, entre outros.

Análise Linguística/Semiótica

 Analisar no verbete, de maneira contextualizada e dialogada, o emprego de diferentes classes


gramaticais (substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, pronomes, artigos, preposições); acentos gráficos
e crase; concordância verbal e nominal.
 Analisar o uso e a relação da linguagem verbal e não-verbal no verbete.
 Realizar uma atividade de leitura e interpretação dos aspectos linguístico-discursivos em verbetes
conforme o exemplo proposto em anexo.

30
Sugestão de cartaz sobre as características do verbete.

Disponível em < https://novaescola.org.br/plano-de-aula/4396/escrita-de-verbetes-para-mini-enciclopedia-de-animais-da-


africa. Acesso em 08/01/2020
Verbetes sobre o leão

LEÃO

O leão é o segundo maior membro da família dos felinos, à qual pertencem também o gato e o tigre (o
tigre é o maior felino). Ele vive em regiões da África e da Índia, e seu rugido é um dos sons mais assustadores
que se ouvem nas savanas. O nome científico do leão é Panthera leo.

O leão possui corpo longo, pernas curtas, garras afiadas e cabeça grande. Os leões adultos medem
cerca de 2,7 a 3 metros de comprimento, incluindo a cauda. Têm cerca de 1 metro de altura do ombro ao
chão e podem pesar entre 170 e 230 quilos. As fêmeas são mais baixas e mais esguias.

O pelo dos leões é amarelo-acastanhado. É fácil identificar o leão macho devido à juba, formada por
pelos espessos que crescem sobre a cabeça, o pescoço e os ombros. As fêmeas não possuem juba.

Os leões vivem em bandos. Cada bando é composto de fêmeas aparentadas, além de seus filhotes e
de um ou dois machos adultos. Os bandos têm em média quinze membros.

Geralmente são as leoas que se encarregam de caçar para alimentar o bando. A caça acontece
sobretudo à noite. Elas capturam animais como zebras, gnus e antílopes. Costumam esconder-se perto de
uma fonte de água e então atacar suas presas. Às vezes os bandos caçam juntos e dividem os animais que
abatem.

31
Três meses depois do acasalamento, as leoas dão à luz entre um e seis filhotes. Os filhotes recém-
nascidos apresentam manchas ou listras que desaparecem dentro de nove meses. A mãe vigia seus filhotes
atentamente e os ensina a caçar quando eles completam um ano e meio de vida. Na natureza, os leões
raramente vivem mais do que oito ou dez anos. No entanto, em zoológicos chegam a viver até 25 anos.
Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/le%C3%A3o/481752 Acesso em 07/01/2020.

Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o Acesso em 07/01/2020.

Disponível em https://www.infoescola.com/mamiferos/leao/ Acesso em 07/01/2020

3ª Aula

Gênero textual: Verbete


Produção de texto
 Planejar a produção de texto do gênero verbete de enciclopédia sobre um animal escolhido pelo
estudante. Para isso, os alunos deverão ter acesso a informações sobre o animal escolhido.

32
 Produzir o verbete de enciclopédia, observando as características do gênero (tipologia textual,
interlocutores, circulação, suporte, aspectos composicionais, estilo, temática, entre outros).
 Orientar os estudantes que os verbetes deverão conter informações variadas sobre cada animal (nome,
peso, comprimento, onde vivem, alimentação, tempo de vida, características, curiosidades, entre outras).
 Revisar a produção inicial, considerando os aspectos linguístico-discursivos.
 Reescrever o texto, fazendo as correções necessárias.

Circulação do texto: Organizar uma enciclopédia da turma e disponibilizá-la para que todos os estudantes
da sala tenham acesso ao material produzido.

Disponível em < https://novaescola.org.br/plano-de-aula/4396/escrita-de-verbetes-para-mini-enciclopedia-de-animais-da-


africa. Acesso em 08/01/2020

4ª Aula

Gênero textual: Carta pessoal

Oralidade e Leitura

 Mostrar para os estudantes uma carta pessoal. Perguntar se eles conseguem identificar qual é o gênero
do texto que eles estão lendo. Quais características eles conseguem visualizar ao ler o texto?
 Apresentar aos estudantes um esquema das principais características da carta pessoal (remetente,
destinatário, data, saudação, vocativo, despedida, entre outras)
 Chamar atenção para o tipo de linguagem utilizada nesse gênero (informal).

Leitura e Análise Linguística/Semiótica


 Após essa apresentação, realizar exercícios com questões objetivas e que tenham como foco os
aspectos estruturais do gênero textual que está sendo trabalhado, bem como questões que abranjam os
aspectos linguístico-discursivos.

33
Oralidade, Leitura e Análise Linguística/Semiótica
 Responder individualmente e depois, em duplas discutir as respostas.
 Posteriormente, fazer a correção, suscitar a discussão sobre cada opção e salientar as características
da carta pessoal.

Modelo de carta para ser apresentada aos estudantes

Disponível em http://deixeimamaeepapai.blogspot.com/2016/03/interpretacao-de-cartas.html Acesso em 08/01/2020.

Elementos constitutivos de uma carta pessoal


São Paulo, 12 de dezembro de 2018. Local e data

Querida Adriana, Destinatário

Como está você e sua família?


Estou com muita saudade. Gostaria de estar aí com vocês, aproveitando as férias
Assunto

no Guarujá. Que tal passar uma parte das férias aqui com a gente? Vai ser legal!!
Venha logo, pois viajaremos para Recife dia 27 desse mês. Quer ir junto?

Um beijo! Despedida

Cláudia Remetente

Adaptado de http://faltadecriatividadeefogo.blogspot.com/2011/06/genero-carta.html Acesso em 08/01/2020

34
Leia a carta a seguir e responda as questões.

Disponível em < https://www.researchgate.net/figure/Figura-4-MODELO-DE-CARTA-PESSOAL-PRODUZIDO_fig3_332337462>


Acesso em 09/01/2020

1. Assim como o e-mail, a carta pessoal é um tipo de correspondência, porém impressa e que pode ser
enviada pelos Correios. Que tipo de assunto a carta apresentada contém?

(A) Um assunto pessoal, com relatos de experiências vividas.


(B) Uma história imaginada, vivida por personagens num determinado tempo e lugar.
(C) Informações científicas sobre um determinado assunto.
(D) Um assunto comercial, com valores e prazos a serem cumpridos.

Gabarito (A)

2. De acordo com a carta acima, quem é o remetente?

(A) Paraupebas
(B) Família Silva
(C) Isabelly
(D) O pai e a mãe
Gabarito (C)

3. O assunto principal da carta apresentada é

(A) a fuga do cachorro e do gato da família Silva.


(B) o alagamento que atingiu a casa da família Silva.
(C) a visita que a família Silva fará à Paraupebas.
(D) os bens da família Silva que sobraram após o alagamento.

35
Gabarito (B)

4. Na frase “Oi, família Silva!” o uso da vírgula depois do cumprimento justifica-se, pois

(A) está sendo usada após um vocativo.


(B) está separando elementos com a mesma função.
(C) está separando expressões explicativas.
(D) está separando o sujeito do predicado

Gabarito (A)

5. Quem é o destinatário da carta apresentada?

(A) Família Silva.


(B) Isabelly.
(C) Paraupebas.
(D) O pai e a mãe de Isabelly.

Gabarito (A)

6. A carta pessoal pode empregar algumas palavras e expressões que usamos no dia a dia, em conversas
informais com nossos familiares e amigos. Qual das frases a seguir pode ser considerada como informal?

(A) “[...] me respondam logo, tá?”


(B) “Vocês estão sendo ajudados por alguém?”
(C) “Paraupebas-PA, 28 de fevereiro de 2018.”
(D) “Fiquei sabendo que a casa de vocês alagou e perderam tudo.”

Gabarito (A)

7. Na carta de Isabelly, as palavras usadas para se despedir são

(A) “Oi, família Silva!”


(B) “Espero que vocês estejam bem [...]”
(C) “Beijos e abraços”
(D) “[...] me respondam logo, tá?”

Gabarito (C)

8. Na frase, “Mas o importante é que vocês ficaram bem”, o uso da conjunção ‘mas’ traz uma ideia de

(A) conclusão.
(B) adição.
(C) explicação.
(D) oposição.

Gabarito (D)

36
9. Na frase “Se quiserem ficar aqui enquanto arrumam outro lugar para morar, vocês podem, meu pai e
minha mãe já autorizaram”, os verbos ‘quiserem” e “arrumam” referem-se

(A) à Isabelly.
(B) aos pais de Isabelly.
(C) à Família Silva.
(D) à casa da família Silva.

Gabarito (A)

10. O trecho “Espero que vocês estejam bem e que isso não aconteça mais com vocês me respondam logo,
tá?” escrito de acordo com a norma-padrão da língua ficaria

(A) Espero que vocês estejam bem e que isso não aconteçam mais com vocês. Me respondam logo.
(B) Espero que vocês estejam bem e que isso não aconteça mais com vocês. Respondam-me logo.
(C) Espero que vocês estejam bem. E que isso não aconteçam mais com vocês. Me respondam logo.
(D) Espero que vocês esteja bem e que isso não aconteça mais com vocês. Respondam-me logo.

Gabarito (D)
5ª Aula

Gênero textual: Carta pessoal

Oralidade e Leitura
 Pedir aos estudantes para lerem alguns modelos de cartas, se atentando à estrutura e à linguagem
utilizada. Fazer perguntas explorativas sobre as diversas cartas.
 Quem é o remetente e o destinatário?
 Qual é o cumprimento utilizado?
 Como a despedida é feita?
 Em quais cidades as cartas foram escritas?

Oralidade e Escrita
 Fazer uma lista no quadro com as principais características das cartas pessoais e deixá-la disponível
para que os estudantes tenham acesso durante as aulas.

Leitura e Escrita
 Pedir aos estudantes para lerem atentamente uma carta da Chapeuzinho Vermelho para seu pai. Após
a leitura, explorar a carta, abordando tanto os aspectos estruturais como os linguístico-discursivos.
 Agora, os estudantes, em duplas, irão responder a carta de Chapeuzinho como se fosse o pai da
menina. Peça que eles usem a imaginação e criem uma carta com um final surpreendente.

37
Cartaz de suporte sobre o gênero textual carta pessoal

Modelos de carta para leitura dos estudantes

Disponível em < http://baudeprofessores.blogspot.com/2010/10/carta.html> Acesso em 09/01/2020.

38
Disponível em < https://aminoapps.com/c/alunoseducandario/page/blog/aprenda-mais-sobre-genero-
textual/6PLV_EXVtzude12j84arVVGk1M5Y6awKvM> Acesso em 09/01/2020.

39
Disponível em < https://aminoapps.com/c/alunoseducandario/page/blog/aprenda-mais-sobre-genero-
textual/6PLV_EXVtzude12j84arVVGk1M5Y6awKvM> Acesso em 09/01/2020.

Disponível em < https://br.pinterest.com/pin/610026711998573856/> Acesso em 09/01/2020.

40
Disponível em < http://atividades-escolares2.blogspot.com/2018/10/atividade-genero-textual-carta.html> Acesso em
09/01/2020.

Disponível em < https://ensinarhoje.com/wp-content/uploads/2019/07/G%C3%AAnero-textual-Carta-Pessoal-de-J%C3%BAlia-


para-Carlos.png> Acesso em 09/01/2020.

41
Carta da Chapeuzinho Vermelho a seu pai

Bosque das Flores, 10 de junho

Querido papai,

Queria muito que você estivesse aqui comigo e com a mamãe para eu poder contar pessoalmente
a aventura que vivi. Mas entendo que a vida de lenhador leva você, muitas vezes, a estar longe da gente,
tudo bem... mas sinto tantas saudades! Sabe, pai, passei por momentos de grande medo! Imagina que eu
fui levar uns doces pra vó Joana, que estava doente, e quase fui comida por um lobo!
Nossa, só de lembrar fico arrepiada! Calma, se estou contando a história é porque sobrevivi, não
fique preocupado.
Voltando aos doces... Eu estava no caminho e encontrei um lobo que disse que morava na floresta
e conhecia um caminho mais rápido para eu chegar até a casa da vovó. Ele não parecia mau, até me ajudou
a colher algumas flores e carregou um pouco a minha cesta.
Quando eu cheguei à casa da vovó, percebi que ela estava um pouquinho estranha, mas quando é
que eu ia imaginar que não era ela?
Pensando bem, hoje eu sei que aqueles olhos tão grandes, aquele nariz enorme e aquelas orelhas
esquisitas não poderiam ser mesmo da vovó, mas na hora ... sei lá ... não percebi nada e ainda cheguei bem
pertinho.
Foi nesse momento que o lobo pulou em cima de mim. Eu, que sou bem espertinha, corri para fora
e comecei a gritar bem alto.
Por sorte, um caçador que passava por perto ouviu os meus gritos.
Que herói ele foi, papai!
Atirou no lobo, procurou a vovó na casa toda e a encontrou amarrada no armário. Depois ela me
contou que o lobo a escondeu lá para nos comer mais tarde. Já viu que coisa horrível?
Não fique preocupado, pois aquele lobo já não vive mais.
Espero que você possa estar aqui muito em breve para nós dois rirmos bastante dessa história.

Um beijo cheio de saudades


De sua filha, Chapeuzinho Vermelho.

Disponível em < http://generosdiscursivosdaniella.blogspot.com/2010/05/plano-de-aula-estudo-do-genero-carta.html> Acesso


em 09/01/2020.
Perguntas norteadoras para discussão da carta de Chapeuzinho Vermelho

1. Por que começa com a palavra querido papai?


2. Qual o significado da palavra lenhador?
3. Por que a escritora da carta diz que o seu pai fica longe deles?
4. Quantos parágrafos Chapeuzinho usou para escrever essa carta?
5. Como você acha que o destinatário se sentiu ao receber essa carta?
6. Qual o grau de parentesco que existe entre as pessoas que estão se comunicando?
7. Que sensação causou a aventura vivida por ‘Chapeuzinho Vermelho’?
8. Ao ler essa carta você lembrou um conto já lido? Qual conto é esse?
9. O que você entende pela frase: “Não fique preocupado, pois aquele lobo não vive mais”?

42
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 6º ano
Linguagem
Compreender finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos
(solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Oralidade
Desenvolver o senso crítico e a capacidade de argumentação, após escuta atenta, sobre
diferentes temas em situações comunicativas.
Ler e compreender contos de aventura, reportagens, charges e poemas e suas
características.
Leitura
Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir, revisar e reescrever contos de aventura, reportagens, charges e
Produção
poemas, mantendo coesão (pronomes, advérbios e conjunções, entre outros) e
de Textos
coerência textual na continuidade temática do texto.
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam-se com a
construção de sentido em textos multissemióticos.
Reconhecer o valor expressivo dos recursos da língua (repetições de palavras, recursos
gráficos, sinais de pontuação e suas funcionalidades).
Análise Analisar e utilizar as regras de acentuação e pontuação em textos.
Linguística/ Analisar e utilizar artigos, substantivos, adjetivos, verbos, preposições, pronomes,
Semiótica advérbios.
Analisar a ortografia das palavras com s/ç/ss/x/sc, s/z, r/rr, u/l, e/i; o/u, x/ch, j/g, de
acordo
Reconhecer e respeitar as variedades linguísticas nos textos.
Compreender e Utilizar as regras básicas de concordância nominal e verbal nos textos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1ª Aula

Gênero textual: conto de aventura

Oralidade:
 Pedir aos estudantes para comentarem sobre as aventuras que seus familiares contam no ambiente
familiar.
 Perguntar aos estudantes:
 O que essas aventuras têm em comum? (Explorar os elementos da narrativa)
 Quem sabe o nome de um gênero textual que também narra histórias de aventura?
 Recordar/Apresentar com os estudantes os elementos da narrativa (personagens, narrador, tempo,
espaço, foco narrativo, clímax, conflito, desfecho) que se encontram inseridos nos contos de aventura.

Oralidade e leitura
 Mostrar o conto “Uma aventura na ilha” e pedir aos estudantes que o analisem, dizendo de seus
aspectos principais e mais relevantes: estudo do gênero (temática, estrutura composicional, estilo,
finalidade, circulação, suporte, interlocutores, espaço, tempo, etc.).
 Perguntar aos estudantes:
O que aconteceu?
Quem eram os envolvidos?
Quando aconteceu?
Onde aconteceu?

43
Como se desenrolaram os fatos?
Por que tudo aconteceu?

Leitura e análise linguística/semiótica


 Avaliar os conhecimentos dos estudantes em relação ao conto de aventura.

Oralidade, Leitura, Escrita e Análise linguística


 Estabelecer um tempo para os estudantes responderem os exercícios.
 Depois, o(a) professor(a) fará a correção, salientando as características do conto de aventura e
estimulará os estudantes a observarem os sinais de pontuação, as regras básicas de concordância nominal
e verbal, a presença de artigos, substantivos, adjetivos, verbos, preposições, pronomes, advérbios.

Observação:
1. Narrador x Leitor:
O narrador, em uma história de aventura, é responsável por passar para o leitor a sensação de que as ações
são possíveis e, mais do que isso, ele é responsável por transmitir para o leitor a sensação de ser parte
integrante da história.
2. Conteúdo temático:
Geralmente, as narrativas de aventura levam suas personagens para lugares nunca antes imaginados,
permitindo que elas entrem em contato com povos e culturas diferentes.
3. Construção composicional:
As ações são divididas de acordo com a dinâmica do enredo:
a) Apresentação das personagens: nesse momento algumas circunstâncias anteriores à narrativa também
são discutidas;
b) Complicação: nessa parte do enredo a narrativa vai desenrolar-se a partir de algum acontecimento que
produzirá consequências;
c) Desfecho: os obstáculos, elementos muito comuns às narrativas de aventuras, serão superados. A
personagem principal sofrerá uma transformação como consequência de sua experiência aventuresca.

4. Marcas estilísticas:
 Vocabulário: nas novelas de aventura, é comum o uso de um vocabulário mais concreto, permitindo
assim o uso de palavras que descrevam o espaço da narrativa, assim como o ponto de vista do personagem
principal;
 O texto pode ser narrado em 1ª ou 3ª pessoa;
 Uso amplo de adjetivação;
 Apresentação de uma linha temporal construída pelos eventos que se sucedem.

https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/narrativas-aventura-sala-aula.htm

Atividade de leitura e interpretação

44
UMA AVENTURA NA ILHA

Um dia, nas férias de verão, um grupo de amigos se reuniu numa praia e um deles teve a ideia de
se aventurar usando um barco desconhecido para passear pelo mar, pois não conheciam o local. Até que
no meio do passeio encontraram uma pequena ilha. Deixaram o barco perto da ilha e foram explorá-la.
A ilha tinha muita vegetação, cobras, macacos e pássaros. O grupo de amigos, ao longo do passeio,
avistou muito fumo e quiseram ir ver o que se passava. Aproximaram-se e viram uns índios a dançar em
volta da fogueira. Ficaram com medo de ir falar com eles e, como estava escurecendo, foram embora para
o seu barco. Porém este já não se encontrava lá. Lembraram-se, então que tinham esquecido de ancorar.
No entanto, decidiram voltar para trás e tentaram falar com os índios Estes não compreendiam a
sua linguagem, pensaram que o grupo de amigos queria lhes fazer mal. Os índios os apanharam e os ataram
às árvores.
No dia seguinte, uma das meninas do grupo, chamada Maria, conseguiu, através dos gestos, mostrar
aos índios que só queriam ajuda para voltar para casa.
Antes de ir embora, o grupo quis saber mais sobre a tribo. Os índios mostraram-lhes como faziam
suas próprias roupas, como caçavam, como dançavam e como faziam as suas casas.
No fim disso tudo, ajudaram-lhes a fazer um barco. E todos voltaram para as suas casas, levando
uma lembrança daquele dia de uma aventura emocionante e descobridora.
http://contosdaventuras.blogspot.com/2015/05/uma-aventura-na-ilha.html

01- Quais foram as características da ilha apresentadas pelo narrador?

(A) A ilha tinha uma pequena quantidade de vegetais e muitos animais.


(B) A ilha possuía muitos animais e era coberta por muita vegetação.
(C) A ilha era grande e possuía uma grande variedade de animais.
(D) A ilha era pequena e não possuía árvores e nem animais.
Gabarito: B

02- O que aconteceu com o barco do grupo de amigos?

(A) As ondas do mar o levaram, pois o grupo de amigos esqueceu de ancorá-lo.


(B) Os índios o esconderam, pois o grupo de amigos queriam levar seus pertences.
(C) Os animais o quebraram, visto que acharam que era um brinquedo.
(D) Os índios o quebraram quando foram pescar peixes no mar.
Gabarito: A

03- Explique com suas palavras o desfecho do conto “Uma aventura na ilha”.

45
Gabarito: Os estudantes devem mencionar o fato de o grupo de amigos aprenderem com os índios sobre a
cultura indígena e retornarem para suas casas novos conhecimentos e felizes pela experiência
enriquecedora.

04- Identifique a quem se refere as palavras destacadas.


a) “(...) um deles teve a ideia de se aventurar...”
______________________________________________________________________
b) “(...) foram explorá-la.”
______________________________________________________________________
c) “Porém este já não se encontrava lá.”
______________________________________________________________________
Gabarito:
a) Grupo de amigos.
b) Ilha.
c) Barco.

05- No trecho “Lembraram-se, então que tinham esquecido de ancorar.”, a palavra sublinhada expressa a
ideia de

(A) adição.
(B) alternância.
(C) conclusão.
(D) oposição.
Gabarito: C
2ª aula

Oralidade

 Iniciar a aula retomando com os estudantes o que eles aprenderam sobre o gênero textual conto de
aventura, fazendo uma lista das suas principais características.
 Apresentar o vídeo https://youtu.be/KHfaS8bQYcg e explicar aos estudantes que o personagem de
uma narrativa de aventura, o herói, passa por diversas atividades, viagens, desafios excitantes e difíceis.
Nesses casos, a aventura está intimamente relacionada com o ato de explorar ou descobrir.
 Entregar o conto “Robinson Crusoé” para que os estudantes façam uma leitura superficial e incentive-
os a responderem as seguintes perguntas:
Quem são os personagens?
Onde aconteceu?
Quando aconteceu?
O que aconteceu?
Como se desenrolaram os fatos?
Por que tudo aconteceu?

Oralidade e Leitura

46
 Perguntar aos estudantes se eles sabem quem está contando a história para reconhecer o narrador
personagem e, em seguida, distinguir do narrador observador.
 Pedir aos estudantes que releiam o texto, prestando atenção nos detalhes:
 Como era o lugar?
 Qual é o tipo de linguagem usada?

Leitura e escrita
 Analisar o conto “Robinson Crusoé” e fazer apontamentos sobre as diferenças e semelhanças entre os
dois contos apresentados nessa sequência didática (“Uma aventura na ilha” e “Robinson Crusoé”):
temática, personagens, tipo de narrador, espaço, tempo, clímax, desfecho, entre outros.
 Ler e compreender o conto “Robinson Crusoé” atentando para os seguintes aspectos: informações
implícitas e explícitas, linguagem utilizada (formal e informal), vocabulário, entre outros.

Análise Linguística/Semiótica
 Analisar no conto “Robinson Crusoé”, de maneira contextualizada e dialogada, o emprego de:
 diferentes classes gramaticais (substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, pronomes, artigos,
preposições);
 acentos gráficos e sinais de pontuação;
 concordância verbal e nominal.
 Reconhecer no conto “Robinson Crusoé” as variedades linguísticas, conscientizando os estudantes a
respeitá-las.
 Realizar a atividade proposta de leitura e interpretação dos aspectos linguístico-discursivos.
 Observação: Este conto foi dividido em duas partes – uma será trabalhada na aula 2 e a outra na aula

Robinson Crusoé

Celebrei o vigésimo sétimo aniversário da minha vida na ilha de modo especial. Tinha muito a agradecer
a Deus, agora mais do que antes, já que os três últimos anos foram particularmente agradáveis ao lado de
Sexta-Feira. Tinha também o estranho pressentimento de que este seria o último aniversário comemorado
na ilha.
O barco estava guardado, em lugar seco e protegido, esperando a época das chuvas terminar para
empreender a viagem até o continente.
Enquanto aguardava tempo bom para lançar-me ao mar, eu preparava todos os detalhes necessários
ao sucesso da jornada: armazenar milho, fazer pão, secar carne ao sol, confeccionar moringas de barro para
transportar água... Sexta-Feira andava pela praia, à procura de tartarugas. Voltou correndo, apavorado.
— Patrão, patrão! Três canoas estão chegando com muitos inimigos! Já estão muito perto...
Também me assustei. Não contava com o inesperado: os selvagens não vinham à ilha no tempo das
chuvas. Espiei-os do alto da paliçada com os binóculos. Desembarcavam muito próximos do meu castelo,
logo depois do ribeirão. O perigo nunca fora tão iminente...
— Não são gente do seu povo, Sexta-Feira?
— Não, patrão. São inimigos. Eu vi direitinho...
— Assim de tão longe? Como é que você sabe?
— Eu sei. São todos inimigos. Talvez, o objetivo de todos eles seja me pegar!
Acalmei-o. Claro que não tinham vindo até a ilha por causa dele! Já se passara muitos anos... Mas, de
qualquer forma, o perigo era grande. Estavam tão próximos que poderiam descobrir-nos facilmente. Se

47
quiséssemos ter alguma chance de sobrevivência, precisávamos atacá-los primeiro, quando não
esperassem. Era fundamental fazer da surpresa nosso terceiro guerreiro!
— Você pode lutar? — perguntei ao meu companheiro.
— Sexta-Feira pode guerrear sim, patrão!
Basta dizer o que devo fazer...
Daniel Defoe. Robinson Crusoé: a conquista do mundo numa ilha.
Adaptação para o português: Werner Zotz. São Paulo: Scipione, 1990. p. 85-9.

Vocabulário:
Iminente: que pode acontecer num momento muito próximo.
Paliçada: cerca feita com estacas apontadas e fincadas na terra, que serve de barreira
defensiva.

01- De acordo com o texto, podemos observar que, no início, o narrador personagem possuía o sentimento
de

(A) tristeza.
(B) desespero.
(C) gratidão.
(D) angústia.
Gabarito: C

02- Segundo o narrador personagem, eles estavam aguardando o período de chuvas e para isso eles

(A) consumiram todos os mantimentos oriundos da cidade.


(B) ingeriram grande parte dos alimentos perecíveis.
(C) armazenaram pequena quantia de alimentos para o verão.
(D) reuniram os mantimentos necessários para o período de chuvas.
Gabarito: D

03- Observe algumas frases do conto e identifique a função dos sinais de pontuação:

a) “— Não são gente do seu povo, Sexta-Feira?” (Travessão e ponto de interrogação)


Travessão: Marcar a fala do personagem.
Ponto de interrogação: questionar algo.
b) “Basta dizer o que devo fazer...” (Reticências)
Indicar uma ideia que se prolonga, deixando que a conclusão do sentido da frase seja feita conforme a
interpretação pessoal dos leitores.
c) “Três canoas estão chegando com muitos inimigos!” (Ponto de exclamação)
Expressar surpresa, espanto.

04- O verbo “assustei”, na frase “Também me assustei”, encontra-se no mesmo tempo verbal que

48
(A) “Acalmei-o.”
(B) “Já estão muito perto...”
(C) “— Você pode lutar?”
(D) “Basta dizer o que devo fazer...”
Gabarito: A

05- A palavra “facilmente” na oração “...que poderiam descobrir-nos facilmente” expressa a ideia de

(A) lugar.
(B) tempo.
(C) condição.
(D) modo.
Gabarito: D
3ª Aula

Oralidade e Leitura
 Estimular os estudantes a terminarem a leitura do conto “Robinson Crusoé” com alguns
questionamentos sobre o início do conto:
Quem são os personagens do conto “Robinson Crusoé” que lemos na aula anterior?
Onde aconteceu?
Quando aconteceu?
O que aconteceu?
Como se desenrolaram os fatos?
Por que tudo aconteceu?
 Pedir aos estudantes que leiam a segunda parte do texto para concluírem a história anterior.

Leitura e análise linguística


 Analisar no conto “Robinson Crusoé”, de maneira contextualizada e dialogada, o emprego de:
 diferentes classes gramaticais (substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, pronomes, artigos,
preposições);
 acentos gráficos e sinais de pontuação;
 concordância verbal e nominal.
 Reconhecer no conto “Robinson Crusoé” as variedades linguísticas, conscientizando os estudantes a
respeitá-las.
 Realizar a atividade proposta de leitura e interpretação dos aspectos linguístico-discursivos.

Continuação do conto “Robinson Crusoé”


[...]
Carreguei duas espingardas e quatro mosquetes com chumbo grosso para dar a impressão de
muitas balas. E preparei ainda duas pistolas. Reparti as armas de fogo com Sexta-Feira e rumamos para o
acampamento dos antropófagos.
Eu levava também a espada, presa à cintura, e meu companheiro, seu inseparável machado.
Protegidos pelas árvores, chegamos a menos de quarenta metros do inimigo. Na hora, não pude contá-los
todos. Posteriormente, somando os mortos e os fugitivos, descobri que eram vinte e um. As chamas da

49
fogueira já ardiam, como línguas vorazes à espera da gordura humana, que pingava de membros e partes
cortadas para alimentar sua gula.
Eu relutava em atacá-los. Estava mesmo disposto a aguardar o máximo possível, escondido no meio
do bosque. E, se descobrisse que iriam embora sem andar muito pela ilha, deixá-los-ia voltar sem
importuná-los.
O grupo todo encontrava-se ocupado em soltar as cordas que prendiam mãos e pés de um
prisioneiro. Por fim, desmancharam a roda que ocultava o condenado à morte e o arrastaram para perto
do fogo. Meu Deus, o prisioneiro era um homem branco! Não, não iria aguardar os acontecimentos. Um
homem cristão como eu estava prestes a ser devorado por selvagens antropófagos... Na minha ilha. Eu não
podia deixar aquela bestialidade prosseguir!
Fiz sinal a Sexta-Feira. Estava pronto? Então que atirasse com a espingarda, que seguisse meu
exemplo...
— Agora, Sexta-Feira! — berrei.
Os dois tiros ecoaram simultaneamente. Por um instante, o mundo parou. Horrorizados, os
selvagens viram vários dos seus guerreiros caírem sem vida. Não conseguiam compreender de onde vinha
a morte. As espingardas, carregadas com chumbo grosso, provocaram um enorme estrago entre os
inimigos: cinco caíram mortos, três outros feridos. [...]
O mundo então pareceu vir abaixo: a praia virou um enorme pandemônio. Tínhamos sido
descobertos, mas ainda assim os selvagens não se atreviam a atacar-nos. Gritos de guerra e raiva
misturavam-se aos de dor dos feridos.
Corri ao encontro do inimigo, Sexta-Feira seguiu atrás de mim. No meio do caminho, já na areia da
praia, paramos para garantir a pontaria do tiro do último mosquete carregado. Mais alguns mortos e feridos
caíram ao chão. Os que ainda se mantinham em pé não sabiam se corriam ou se lutavam. Fomos ao seu
encontro.
Ao passar pelo homem branco, entreguei-lhe minha pistola: podia precisar dela para defender-se.
A luta prosseguia, agora num combate corpo a corpo. Matei mais dois, três, quatro — não posso precisar
quantos — com a espada. [...] Ainda assim, três inimigos conseguiram saltar dentro de um dos barcos e
fugiram para o mar. Dois pareciam ilesos; o outro sangrava, estava gravemente ferido. [...]
Corremos para a outra canoa, encalhada na areia da praia. Antes de fazê-la navegar, descobrimos,
deitado no seu fundo, mais um prisioneiro amarrado. De repente, a máscara de guerra, em que se
transformara o rosto de Sexta-Feira, tornou-se doce e suave ao avistar o velho homem, imóvel no chão do
barco.
Sexta-Feira tratou-o com muito cuidado, dedicação e carinho. Soltou o velho, sentou-o, abraçou-o,
apoiou sua cabeça contra seu forte peito, enquanto afagava com mão de criança seus cabelos... Sem o
saber, Sexta-Feira acabara de salvar da morte o seu próprio pai.
Os fugitivos já iam longe no mar. Era inútil persegui-los.
[...]
Daniel Defoe. Robinson Crusoé: a conquista do mundo numa ilha. Adaptação para o português: Werner Zotz. São Paulo:
Scipione, 1990. p. 85-9.

50
Vocabulário:
Antropófago: ser humano que se alimenta de carne humana.
Bestialidade: comportamento que assemelha o homem à besta (animal); brutalidade, estupidez.
Moringa: vaso de barro bojudo e de gargalo estreito usado para acondicionar e conservar fresca.
Mosquete: arma de fogo similar a uma espingarda.
Pandemônio: mistura confusa de pessoas ou coisas; confusão.

01- Esse texto foi escrito para

(A) anunciar um produto.


(B) dar uma informação.
(C) narrar um acontecimento.
(D) ensinar uma atividade.
Gabarito: C

02- O narrador afirma que foi

(A) capaz de registrar o número de inimigos em um segundo.


(B) qualificado em se relacionar com seus inimigos.
(C) desqualificado em agir com bravura e rapidez.
(D) incapaz de contar os inimigos no primeiro momento.
Gabarito: D

03- No final do texto, observa-se que Sexta-Feira se acalmou quando

(A) encontrou um grande amigo na praia.


(B) deparou-se com um garoto no meio da guerra.
(C) reencontrou seu pai e o salvou da morte.
(D) constatou que seu pai estava entre os mortos.
Gabarito: C

04- Na frase “Eu levava também a espada, presa à cintura, e meu companheiro, seu inseparável machado.”,
as palavras “presa” e “insuperável” modificam e caracterizam os seguintes vocábulos respectivamente

(A) levava e seu.


(B) espada e machado.
(C) cintura e machado.
(D) espada e seu.
Gabarito: B

05- Identifique a quem se refere as palavras destacadas.

a) “...mas ainda assim os selvagens não se atreviam a atacar-nos.”


______________________________________________________________________

51
b) “Antes de fazê-la navegar, ...”
______________________________________________________________________
c) “Soltou o velho, sentou-o, abraçou-o,...”
______________________________________________________________________
d) “Era inútil persegui-los”
_____________________________________________________________________
Gabarito:
a) Narrador personagem e Sexta-Feira.
b) Canoa.
c) Velho.
d) Fugitivos.
4ª Aula

Oralidade e Escrita
 Retomar o conto “Robinson Crusoé” e discutir sobre os possíveis desfechos da história. Cada estudante
deve apontar um final para a narrativa.
 Planejar a produção de um final para o conto.
 Produzir um final para o conto em um ou dois parágrafos.
 Revisar a produção inicial, considerando os aspectos linguístico-discursivos.
 Reescrever o texto.
Sugestão: Circulação do texto: Organizar os textos em um painel para que todos os estudantes da sala
tenham acesso ao material produzido.

5ª Aula

Oralidade e Leitura
 Iniciar a aula retomando com os estudantes o que eles aprenderam sobre o gênero textual conto de
aventura, fazendo uma lista das suas principais características.
 Assistir ao filme
https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=I0E2DLmM_YM&feature=emb_logo e perguntar
se gostariam de ler um conto de aventura de Pedro Malasartes.
 Entregar o conto “Uma aventura de Pedro Malasartes” de Ruth Rocha e perguntar aos estudantes se
eles conhecem as aventuras de Pedro Malasartes.

52
 Pedir aos estudantes que leiam o texto, prestando atenção nos detalhes: como era o lugar? Qual é o
tipo de linguagem usada? Quem são os personagens?
 Refletir sobre as atitudes do Pedro Malasartes, observando suas trapaças ao levantar alguns
questionamentos: quais foram as duas trapaças feitas por Pedro? O que vocês acham sobre essas trapaças?

Leitura, escrita e análise linguística/semiótica


 Analisar no conto “Uma aventura de Pedro Malasartes”, de maneira contextualizada e dialogada, o
emprego de:
 diferentes classes gramaticais (substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, pronomes, artigos,
preposições);
 acentos gráficos e sinais de pontuação;
 concordância verbal e nominal.
 Reconhecer no conto “Uma aventura de Pedro Malasartes” as variedades linguísticas, conscientizando
os estudantes a respeitá-las.
 Realizar a atividade proposta de leitura e interpretação dos aspectos linguístico-discursivos.

Uma aventura de Pedro Malasartes

Pedro Malasartes, uma vez, arranjou um emprego de guardador de porcos. Mas ele vivia com raiva
do patrão, que dava a ele pouca comida e pagava muito mal.
Um dia Pedro estava guardando os porcos perto de um lamaçal. Então passou por ali um homem
que quis comprar os animais. Pedro Malasartes fingiu que era dono deles e vendeu os porcos todos, com a
condição de ficar com seus rabos.
Assim que o homem foi embora, enterrou os rabos com a ponta de fora e começou a gritar pelo
patrão:
— Patrão, patrão, os porcos se afundaram todos no lamaçal. Socorro! Patrão, patrão!
O patrão, ouvindo o berreiro, veio correndo. Quando viu os rabos na lama, pegou num dele e puxou,
pensando que puxava um porco. Mas só saiu o rabo mesmo.
Então, Pedro Malasartes, muito desabusado, preveniu o patrão:
— Assim não, patrão, que o rabo não aguenta. Eles só saem daí se a gente arrancar com a pá.
— Pois vá buscar a pá, anda! Traga logo as duas.
Pedro Malasartes correu até a casa. Ele sabia que o patrão guardava duas bolsas de dinheiro bem
escondidas. Então ele pediu à patroa as duas bolsas, dizendo que o patrão é que tinha mandado. A mulher
ficou desconfiada.
Então, Pedro gritou de longe para o patrão, fazendo grandes gestos:
— Não é para pegar as duas?
O patrão, pensando que ele estava falando de pás, confirmou:
— As duas! Todas as duas!
A mulher entregou as duas bolsas a Malasartes, que caiu no mundo e nunca mais voltou.
Ruth Rocha

https://pt.scribd.com/document/325292868/Uma-aventura-de-Pedro-Malasartes-docx

53
01- Observa-se que, no primeiro parágrafo, o patrão pode ser caracterizado como

(A) avarento.
(B) bondoso.
(C) caridoso.
(D) esperto.

Gabarito: A

02- No conto “Uma aventura de Pedro Malasartes”, observa-se a presença de um narrador

(A) participante.
(B) conservador.
(C) personagem.
(D) observador.

Gabarito: D

03- O patrão ao falar “— As duas! Todas as duas!” usou o numeral “duas” para se referir ao(à)s

(A) bolsas de dinheiro.


(B) porcos.
(C) pás.
(D) rabos dos porcos.

Gabarito: C

04- Ao usar a expressão “caiu no mundo” no último parágrafo, Ruth Rocha usou uma linguagem

(A) objetiva.
(B) formal.
(C) emotiva.
(D) informal.

Gabarito: D

05- O desfecho desse conto ocorre quando

(A) a mulher reconhece que foi enganada por Pedro e pede ajuda ao patrão.
(B) Pedro se apoderou do dinheiro guardado pelo patrão nas duas bolsas e fugiu.
(C) comprador dos porcos reaparece, cobrando os rabos dos porcos.
(D) o patrão descobre a trapaça de Pedro e o faz devolver todo o dinheiro.
Gabarito: B

54
06- No trecho “Então, Pedro Malasartes, muito desabusado, preveniu o patrão:”, os dois pontos foram
utilizados para

(A) anunciar a fala de Pedro.


(B) dar uma pausa na fala do narrador.
(C) ironizar a fala de Pedro.
(D) oferecer uma explicação.
Gabarito: A

55
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 7º ano
Linguagem
Posicionar-se em interações sociais diversas.
Considerar os elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo,
Oralidade altura e intensidade, respiração etc.) e os elementos cinésicos (postura corporal,
movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia
etc.), levando em consideração o gênero estudado.
Ler e compreender mitos, histórias em quadrinhos, charges, tirinhas e memes e suas
características.
Leitura
Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir, revisar e reescrever mitos, histórias em quadrinhos, charges, tirinhas
Produção
e memes com coesão referencial/sequencial e coerência textual na continuidade
de Textos
temática do texto.
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam- se com a
construção de sentido em textos multissemióticos.
Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos
Análise
e os recursos paralinguísticos e cinésicos, bem como compreender os elementos
Linguística/
característicos do texto.
Semiótica
Analisar e utilizar, na interpretação e produção de texto, conhecimentos linguísticos e
gramaticais, tais como: acentuação, pontuação, entre outros.
Reconhecer e respeitar as variedades linguísticas nos textos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1ª Aula

Gênero textual: História em quadrinhos


Oralidade, leitura e análise linguística/semiótica
Iniciar o trabalho com o gênero textual história em quadrinhos (HQ), a partir da leitura da HQ “Meu pratinho
saudável”, da Turma da Mônica, apontando cada detalhe. Após essa leitura poderá lançar questionamentos
para identificar, a partir da oralidade, o conhecimento prévio dos estudantes sobre o conteúdo a ser
trabalhado, indagando:
 Quem conhece este tipo de gênero textual?
 O que é uma história em quadrinhos?
 Quem já leu história em quadrinhos?
 Onde leu?
 Onde podemos encontrar as histórias em quadrinhos?
 Conhecem qual história em quadrinhos?
 Para quem já conhece a HQ, o que mais chamou atenção na estrutura da HQ?
 Para quem está vendo a HQ pela primeira vez, quais suas impressões?
 Existem diferenças nos balões das falas dos personagens?
 Há diferenças nas cores das HQs?
 Há expressões em que a linguagem não está explicita na escrita? Se sim, a que tipo de linguagem se
refere?
 O que tem em uma história em quadrinhos?
 Como eu sei que é uma história em quadrinhos?
 Quem escreve as histórias em quadrinhos?
 Por que as pessoas escrevem as histórias em quadrinhos? Com qual finalidade?

56
 Qual é o tema das histórias em quadrinhos?
 Quem lê as histórias em quadrinhos?
 Por que vocês leem histórias em quadrinhos?
 Quais histórias em quadrinhos vocês conhecem?
 Quais personagens das histórias em quadrinhos vocês conhecem?
 O que significa a sigla HQ?

Estimular a identificação dos elementos das histórias em quadrinhos, como balões, pontuação,
imagens etc.
Compreender como os elementos (Requadro; Desenho ou vinheta; Linhas cinéticas; Metáforas visuais;
Onomatopeia; Balão; Recordatório; Cor) corroboram com a construção composicional das histórias em
quadrinhos.

Atividade:

Realizar a leitura dos quadrinhos “Gente como a gente” e pedir para os estudantes responderem
individualmente às questões. Após responderem, a correção deve ser realizada coletivamente.

Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/turma-da-monica-meu-pratinho-saudavel/. Acesso em 21 de Jan. de 2020.

57
Fonte: O Globo, Globinho, Rio de Janeiro, 13 out. 1996.

01- Nas histórias em quadrinhos, o que os personagens falam é apresentado em balões de fala. Releia as
falas do último quadrinho: “Lembra-se quando pensamos que delegando funções a eles nós os faríamos
se comportarem como adultos? Funcionou.”

a) Pela história ficamos sabendo uma função que os pais delegaram aos filhos. Qual?
Os pais delegaram a função de levar o lixo para fora da casa.
b) Como essa função foi distribuída entre os dois filhos?
Os filhos teriam que de fazer um revezamento para levar o lixo.

02- Identifique, na discussão entre os dois irmãos, os argumentos que cada um usa:

a) Que argumento o irmão usa para justificar que a irmã deve levar o lixo para fora, naquele dia?
O irmão argumenta que havia levado o lixo no dia anterior, portanto, era a vez da menina.
b) Que argumento a menina usa para rebater o argumento do irmão?
A menina argumenta que o irmão estaria devendo uma vez, já que na quinta-feira ele teria “furado”.
c) O irmão concorda ou não com o argumento da irmã? Que novo argumento ele usa para defender seu
ponto de vista?
Não concorda. Ele argumenta que ela teria “furado” mais vezes.

03- Os filhos discutem, brigam, acusando um ao outro. Para o pai, esse é um comportamento próprio de
crianças e pré-adolescentes, ou é um comportamento de adultos? Justifique sua resposta.
Para o pai, esse comportamento é tanto de adultos quanto de crianças, porque, após receberem a função
de levar lixo, continuaram com o mesmo comportamento.

04- Com que objetivo os pais delegaram função aos filhos? Para o pai, esse objetivo foi alcançado? Por quê?
O pai delegou as funções aos filhos para que eles pudessem amadurecer, no entanto, os filhos continuaram
brigando.

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05. História em quadrinhos é uma história contada por meio de palavras e de desenho. Observe e analise
o que o desenho conta:

a) No primeiro quadrinho, na sua imaginação, o que os filhos estão lendo? Como eles estão se sentindo?
Eles estão lendo um almanaque. Ambos estão relaxados e tranquilos.
b) No segundo e no terceiro quadrinhos, as expressões dos rostos, os gestos, as atitudes dos dois irmãos
mostram o que eles estão sentindo: o que é?
As expressões do segundo e terceiro quadrinhos demonstram o sentimento de raiva.
c) Enquanto o pai está falando com a mãe no último quadrinho, o que está acontecendo entre os dois
irmãos? Como ficamos sabendo?
Eles estão brigando. A imagem das estrelinhas comprova a briga.

2ª Aula

Gênero textual: História em quadrinhos

Oralidade e leitura

 Retomar as características da história em quadrinhos, apresentando um cartaz explicativo sobre o


gênero.
 Perguntar para os estudantes se eles têm interesse em conhecer outras histórias em quadrinhos.
 Dividir os estudantes em grupos de 3 ou 4 integrantes e entregar para cada grupo uma cópia com a HQ
e as atividades.
 Análise linguística/semiótica
 Analisar na História em Quadrinhos, de maneira contextualizada e dialogada, o emprego de diferentes
classes gramaticais (substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, pronomes, artigos, preposições); acentos
gráficos e crase; concordância verbal e nominal.
 Analisar o uso e a relação da linguagem verbal e não-verbal.
Atividade
 Realizar a leitura da HQ “Escrevendo o quê?”.
 Em seguida, solicitar que os estudantes respondam às questões individualmente. Posteriormente, em
duplas, socializar as respostas.
 Após a socialização, o professor fará a correção das atividades, ampliando conhecimentos e pontuando
características principais do gênero.

59
60
61
Fonte: SOUSA, Maurício. História em quadrinhos Cascão em: escrevendo o quê? Almanaque da Mônica, 2014, p. 49-51.

62
01- Quem produziu essa história em quadrinhos? ______________________________________________
Maurício Sousa produziu a história em quadrinhos.

02- Para quem se produziu essa história em quadrinhos? ________________________________________


A história em quadrinhos foi produzida para os leitores que gostam desse gênero textual.

03- Em 2014, essa história em quadrinhos foi publicada em

(A) jornais.
(B) revistas.
(C) livros.
(D) almanaque.
Gabarito: D

04- O tema dessa história em quadrinhos é

(A) a escrita da Mônica.


(B) a curiosidade pela vida alheia.
(C) uma briga entre o cascão e a Mônica.
(D) a criatividade da Mônica.
Gabarito: B

05- O autor da história em quadrinhos ao escrever sobre esse tema demonstra que

(A) ninguém deve saber o que o outro está escrevendo, somente a pessoa para quem o interessa.
(B) a Mônica deveria ter mostrado ao Cascão, porque ele é seu amigo.
(C) o Cascão deveria deixar a Mônica terminar a escrita para depois ver.
(D) a Mônica deveria ser mais educada com os amigos.
Gabarito: A

06- Quem são as personagens da história?


Os personagens são Cascão e Mônica.

07- Ao ler o último quadrinho, percebe-se que o Cascão ficou


(A) irritado.
(B) feliz.
(C) surpreso.
(D) decepcionado.
Gabarito: D

08- No trecho “Agora vamos ver o que a Mônica escreveu para...”, a palavra “agora” expressa a ideia de
(A) tempo.
(B) lugar.
(C) condição.
(D) dúvida.

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Gabarito: A

09- No oitavo quadrinhos da HQ, o uso diminutivo na palavra “segredinho” expressa


(A) ironia.
(B) afetividade.
(C) desprezo.
(D) depreciação.
Gabarito: A
3ª Aula

Gênero textual: história em quadrinhos


Leitura, Oralidade e Análise linguística/semiótica
 Ler com a turma a HQ “O forçudo”.
 Em seguida, analisar coletivamente a HQ lida.
 Responder com a turma às questões. Durante a resolução, ampliar os conhecimentos linguísticos e
semióticos.

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Fonte: SOUSA, Mauricio. Cebolinha em o forçudo. In: Almanaque da Mônica, 2014, p. 7-9.

01- Por que esse texto é uma história em quadrinhos?


Trata-se de uma HQ porque é uma sequência narrativa, que utiliza os desenhos e a linguagem verbal.

02- No trecho “Ele conseguiu” no segundo quadrinho, a palavra ele refere-se ao(à)

(A) Cebolinha.
(B) Repórter.
(C) Mônica.
(D) Simão.
Gabarito: D

03- O formato do balão no primeiro quadrinho indica que a personagem está

(A) sorrindo.
(B) cantado.
(C) falando alto.
(D) assoviando.
Gabarito: C

65
04- O trecho “E ASSIM, O CEBOLINHA TREINA, TREINA, TREINA ...” está dentro de um recordatório porque
indica a fala do(a)

(A) Cebolinha.
(B) Repórter.
(C) Mônica.
(D) narrador.
Gabarito: D

05- A metáfora visual expressa nas gotas de água que estão saindo do rosto da Mônica no décimo sexto
quadrinho, indica que a personagem está

(A) chorando.
(B) cantando.
(C) falando.
(D) assoviando.
Gabarito: A
4ª Aula

Gênero textual: História em quadrinhos


Produção de texto
 Planejar a produção de texto do gênero HQ.
 Produzir uma HQ, com o tema “Segredos da adolescência”, observando as características do gênero
(tipologia textual, interlocutores, circulação, suporte, aspectos composicionais, estilo, temática, entre
outros).
 Revisar a produção inicial, considerando os aspectos linguístico-discursivos.
 Reescrever o texto, fazendo as correções necessárias.

5ª Aula

Gênero textual: Charge


Oralidade e leitura
 Informar os estudantes que irão estudar um gênero bastante interessante;
 Explicar que no texto que vão estudar, os autores se utilizam de recursos como o desenho, o humor
para tecerem algum tipo de crítica a diversas situações do cotidiano;
 Explicar que o texto possui características próprias que o distingue de outros textos;
 Disponibilizar o texto e iniciar uma leitura de forma coletiva;

 Oralidade, leitura e análise linguística/semiótica


 Analisar a charge 1, considerando os aspectos linguístico-discursivos e semióticos do texto;
 Analisar o uso de pontuação na charge e a criação de efeitos de sentido (crítica social).
 Conversar com os estudantes sobre o uso do ponto de exclamação duplicado em “Um FUTURO
melhor!!”.
 Analisar o uso da caixa alta na palavra FUTURO.
 Discutir sobre as inferências dos estudantes sobre o texto.

66
 Instigar o estudante à reflexão sobre os problemas sociais existentes no Brasil, suas causas e
consequências. Refletir de forma coletiva sobre possíveis soluções.
 Perguntar:
 Qual é o assunto tratado?
 Que aspectos do texto remetem a essa resposta?
 Existe esse tipo de problema no Brasil?
 É um problema recorrente?
 Traz alguma consequência para a sociedade? Quais?
 O que pode causar a desigualdade social?
 Quais seriam as possíveis soluções para esse problema?
 Após a análise do texto, perguntar aos estudantes se sabem de que gênero se trata.

Atividades

 Ler a charge 2 e responder individualmente as atividades.


 Em seguida, corrigir coletivamente às questões, socializando as impressões dos estudantes e
esclarecendo dúvidas.

Charge 1

Disponível em:
<https://www.facebook.com/423985857683076/photos/a.425537910861204/1570437376371246/?type=3&theater>. Acesso
em 21 de Jan de 2020

67
Charge 2

Disponível em: https://blog.enem.com.br/possiveis-temas-redacao-enem-2017/possiveis-temas-mobilidade-urbana-2/ Acesso


em: 22, jan. 2020.

01- A resposta da criança à mãe, na charge apresentada, demonstra que a

(A) criança é ingênua e desconhece os problemas sociais do seu país.


(B) criança, por ser pequena, não tem noção de problemas relativos ao trânsito.
(C) criança está a par de que a mobilidade urbana é um problema no seu país.
(D) resposta da criança não tem fundamento e nem está relacionada a um problema social.
Gabarito: C

02- Na charge, há uma crítica social. Qual é?


A mobilidade urbana

02- Passagens do texto como “Tá tudo engarrafado aqui”, revelam um locutor que fez uso de uma
linguagem

(A) informal
(B) formal
(C) técnica
(D) científica
Gabarito: A

03- No primeiro balão, em “traga os carrinhos e venha almoçar”, o uso da conjunção “e” expressa a ideia
de

(A) adição.
(B) explicação.
(C) contradição.
(D) conclusão.

68
Gabarito: A

04- Em “Joãozinho, pela última vez:”, primeiro balão, a vírgula posposta ao substantivo Joãozinho, separa

(A) um aposto.
(B) um vocativo.
(C) uma explicação.
(D) uma finalidade.
Gabarito: B

69
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 8º ano
Linguagem
Considerar os elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo,
altura e intensidade, respiração etc.) e os elementos cinésicos (postura corporal,
movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia
etc.), levando em consideração o gênero estudado.
Oralidade
Produzir textos orais noticiosos e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto,
considerando o contexto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.
Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão e avaliação de textos
orais.
Ler e compreender contos enigmáticos, notícias, cartuns e cartas do leitor e suas
características.
Leitura
Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Planejar, produzir, revisar e reescrever contos enigmáticos, notícias, cartuns e cartas do
Produção
leitor com coesão referencial/sequencial e coerência textual na continuidade temática
de Textos
do texto
Compreender e interpretar como as imagens, gráficos, tabelas relacionam- se com a
construção de sentido em textos multissemióticos.
Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos
Análise
e os recursos paralinguísticos e cinésicos, bem como compreender os elementos
Linguística/
característicos do texto.
Semiótica
Analisar e utilizar, na interpretação e produção de texto, conhecimentos linguísticos e
gramaticais, tais como: acentuação, pontuação, entre outros.
Reconhecer e respeitar as variedades linguísticas nos textos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1º Aula

Gênero textual: Cartum


Oralidade
 Conversar com os estudantes sobre a poluição da natureza.
 Despertar a curiosidade acerca da poluição e preservação do meio ambiente.
 Dialogar sobre como é possível preservar a natureza.
 Provocar a turma: quais são as consequências da ação humana na natureza?

Oralidade e Leitura
 Apresentar um exemplo de cartum cuja temática seja “meio ambiente” (sugestão: cartum I).
 Explicar as características do cartum;
 Diferenciar o gênero textual cartum de outros gêneros similares;
 Considerar a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade
ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do
texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema.

Oralidade, Leitura e Análise Linguística/Semiótica


 Analisar o cartum I, considerando os aspectos linguístico-discursivos e semióticos do cartum;
 Analisar o uso de pontuação nos cartuns e a criação de efeitos de sentido (humor e crítica social).

70
 Em “Quando você come as verduras, você também usa essa máscara?”. Explicar o uso da vírgula e da
interrogação. Dialogar sobre o efeito humorístico advindo da pergunta.
 Permitir que os estudantes proponham leituras diversas.

Atividade
 Após analisar o cartum I coletivamente, o professor entregará o cartum II para a turma, juntamente
com as atividades.
 Inicialmente, essas atividades devem ser respondidas individualmente pelos estudantes. Depois, em
duplas, eles discutirão suas respostas.
 Posteriormente, o professor fará a correção, suscitando a discussão sobre as respostas dos estudantes
e salientando as características do cartum.

Observação:
CARTUM é um texto humorístico ou de caricatura, que pode utilizar somente imagens ou imagens e
material linguístico. Geralmente são destinados à publicação jornalística e tem como função provocar
humor e crítica social. Há outros gêneros que também utilizam imagens, por exemplo: memes, charges,
tirinhas etc. No entanto, a principal diferença é que os cartuns não criticam um fato do dia a dia, mas um
comportamento humano. O gênero cartum é atemporal, ou seja, as críticas servem não somente para uma
data específica.

CARTUM I (Discussão em classe)

Disponível em: <http://www.flexquest.ufrpe.br/projeto/6251/caso/6252/minicaso/6253>. Acesso em 09 de jan. de 2020.

71
CARTUM II

Disponível em: <http://autossustentavel.com/2012/05/exposicao-de-cartuns-ecologicos-green-nation-cartuns-2012.html>.


Acesso em 07 de jan. de 2020.

Atividade sobre o cartum II.

01 – A finalidade do gênero cartum é

(A) criticar comportamentos humanos e provocar humor.


(B) criticar os animais e provocar humor.
(C) criticar a natureza e provocar humor.
(D) criticar os peixes e as árvores e provocar humor.
Gabarito (A)

02 – O cartum é um gênero textual

(A) temporal.
(B) de tempo
(C) atemporal.
(D) do dia a dia.
Gabarito (C)

03 – No cartum I, o humor advém

(A) das características humanas atribuídas à árvore.


(B) das características humanas atribuídas ao machado.
(C) da contradição que é uma árvore salvar a própria família e matar a espécie.
(D) da contradição que é uma árvore cortar salvar a própria família e ficar triste.
Gabarito (C)

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04- Em “Pô cara, você traiu a própria espécie!”, é possível afirmar que

(A) a linguagem é coloquial e o sentido é de acusação.


(B) a linguagem é erudita e o sentido é de bajulação.
(C) a linguagem é coloquial e o sentido é bajulação.
(D) a linguagem é erudita e o sentido é acusação.
Gabarito (A)

05–No cartum I, o pronome “Eles” refere-se a

(A) aqueles que cuidam da natureza.


(B) aqueles que destroem a natureza.
(C) aqueles que amam a vida.
(D) aqueles que denunciam o desmatamento.
Gabarito (B)

06) Em “Pô cara, você traiu a própria espécie!”, o uso da exclamação dá o efeito de

(A) alegria.
(B) susto.
(C) indignação.
(D) pergunta.
Gabarito (C)

Observação sobre a análise do Cartum II: Quando realizar a correção, contribuir para ampliar a análise dos
estudantes. Em “Pô cara, você traiu a própria espécie!”; “Não tive escolha, eles prometeram poupar minha
família...”, problematizar o uso do pronome “eles”, a linguagem coloquial, bem como o uso das reticências.
Problematizar a relação entre os léxicos “família” e “espécie”. Questionar de onde advém o humor do texto.
Indagar sobre o conteúdo semiótico: as expressões do tronco da árvore, do machado, o que enunciam?
Relacionar imagem e material linguístico, de modo a esclarecer os efeitos enunciativos do cartum II.

2º Aula

Gênero textual: Cartum


Oralidade
 Retomar o diálogo sobre as diversas maneiras de preservação do meio ambiente.
 Provocar a turma: quais são as consequências da ação humana na natureza?
 Reforçar as características principais do cartum;
 Diferenciar o gênero textual cartum de outros gêneros similares (charge, tirinha etc.);
 Explicar que o cartum é atemporal, enquanto a charge remete a acontecimentos do dia a dia.
 Considerar a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade
ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do
texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema.

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Oralidade, Leitura e Análise Linguística/Semiótica
 Inicialmente, o professor deve entregar o cartum III e analisar com a turma.
 Identificar e analisar os aspectos linguísticos e semióticos do cartum III.
 Analisar os efeitos de sentido advindos dos elementos linguísticos e semióticos.
 Analisar o uso da exclamação, da vírgula e ponto final presentes no cartum III.

Atividade
 O professor deve dividir a turma em duas partes. Em seguida, entregar o cartum IV para metade da
classe e o cartum V para a outra parte.
 Solicitar que os estudantes discutam sobre os aspectos principais do cartum recebido. Explicar que é
fundamental analisar os aspectos linguísticos e semióticos.
 Observar a pontuação, a grafia das palavras, as cores.
 Com relação às cores, explorar: o que representam as cores azul e branca do cartum? Por que o azul
estaria mais escuro e as cores misturadas?
 Em seguida, o professor deve entregar as atividades, para que os estudantes respondam
coletivamente.
 Logo após responderem às questões, o professor deve trocar os cartuns (aqueles que estavam com o
cartum V devem analisar o cartum IV e vice-versa).
 O professor, então, entrega as atividades do outro cartum.
 Após responderem às questões, o professor convida os estudantes a socializarem as respostas.

Cartum III (Discussão em classe)

Disponível em <http://fabianocartunista.blogspot.com/2013/02/desmatamento.html>. Acesso em 07 de jan. de 2020.

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Cartum IV

Disponível em <https://twitter.com/adnaeldaaz/status/1117799084532932608>. Acesso em 09 de Jan de 2020.

Atividades sobre o cartum IV


1)No cartum IV, os galhos e o tronco da árvore formam uma imagem que lembra uma parte do corpo
humano. Qual é a imagem?
2)Que relação há entre a imagem formada e a cor vermelha? Explique.
3)Qual é o tema desse cartum?
4)Qual elemento visual contribui para que seja extraído o tema do cartum?
5)No cartum IV, há elementos que lembram o ser humano. Esses elementos personificam a árvore. Que
sentimento está expresso nesse cartum?
6) A imagem da mão saindo da terra pode ser interpretada de diversas maneiras. Como você interpreta
essa imagem?
Gabarito
1- A imagem é a mão.
2- Ambas lembram o corpo humano sangrando. Dessa relação, há sofrimento.
3- O tema do cartum são os efeitos do desmatamento.
4- A árvore cortada parcialmente e a cor vermelha.
5- Tanto o corte, quanto a cor vermelha fazem alusão ao sofrimento causado pelas derrubadas de
árvores.
6- Resposta pessoal. Como a imagem sugere que as raízes são subterrâneas, é possível inferir que o
corte da árvore é uma parte do todo. Tal como ocorre no corpo humano, o braço é parte de um conjunto,
mas que afetado traz consequências para todo o corpo. Assim, o desmatamento da árvore pode afetar
toda a natureza.
Orientação ao professor – Onde há o corte, o vermelho prevalece. É importante notar que a cor vermelha
na árvore simboliza o sangue derramado, uma alusão ao corpo humano. Nos galhos, há a formação de

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uma imagem, uma mão. Vale ressaltar que a referência ao corpo humano é um modo de personificar a
árvore, ou seja, a cor vermelha (sangue), os galhos (mão) conferem sentimentos humanos à árvore.

CARTUM V

Disponível em <https://www.portosmercados.com.br/livro-usa-cartuns-para-conscientizar-criancas-sobre-meio-ambiente/>.
Acesso em 07 de jan. de 2020.

Observação: Quando corrigir as questões, atentar para os seguintes elementos.


 O cartum V apresenta material linguístico e semiótico.
 O conteúdo linguístico manifesta por meio de diálogo: “Nosso filho mudou muito...”; “É o efeito dos
Metais Pesados!”.
 Já a imagem apresenta três peixes: rosa, roxo/preto e amarelo. Além disso, as palavras Metais Pesados
estão na cor vermelha, o que destaca as palavras.
 A cor de fundo azul e bolinhas fazem alusão ao ambiente marítimo (contexto).
 Da interação entre imagem e texto, há a produção do sentido.
 Para a análise do cartum V considerar os trajes do peixe roxo. Lembrar que a vestimenta também é um
modo de enunciar.
 Problematizar o uso da cor rosa e amarela para os peixes pais.
 Que efeitos causam? Observar os cílios do peixe rosa.
 Que faixa etária estaria o peixe roxo? Lembrar que o humor e a crítica social advêm da associação entre
a poluição (metais pesados) e as mudanças ocorridas no peixe filho, da cor roxa.

Atividade sobre o cartum V

1) Qual é o tema do cartum? Qual elemento linguístico e imagético contribui para essa leitura?
Os peixinhos possuem cores diferentes para diferenciar os personagens (pai, mãe e filho).

2) Por qual razão os peixinhos possuem cores diferentes no cartum?


Os peixinhos possuem cores diferentes para diferenciar os personagens (pai, mãe e filho).

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3) As últimas palavras são “metais pesados”. Explique por que essas palavras estão na cor vermelha.
Geralmente, a cor vermelha é usada para expor algo perigoso. Quando há produtos tóxicos, por exemplo,
é comuma cor vermelha. No cartum, a cor vermelha destaca as palavras, além de denunciar o perigo dos
metais pesados nos rios.

4) O que a ingestão de metais pesados causa no corpo humano?


A ingestão de metais pesados no corpo humano pode trazer vários danos, tais como: problemas de visão,
anúria (supressão da urina), problemas de memória etc.

5) Segundo o cartum, o peixe roxo faz referência a qual faixa etária? Quais são os elementos visuais que
fazem referência à faixa etária?
A poluição dos rios. As palavras “Metais Pesados” e a imagem ousada do peixe roxo.

6) No cartum, o uso das reticências cria o efeito de

(A) Pequenez e continuidade.


(B) Intensidade e continuidade.
(C) Interrupção e descontinuidade.
(D) Erupção e descontinuidade.
Gabarito (B).

7) No cartum, as palavras “metais pesados” e a aparência do peixe roxo fazem referência a qual estilo
musical?

(A) Sertanejo.
(B) Música Popular.
(C) Samba.
(D) Heavy Metal
Gabarito (D)

8) No cartum, o humor advém da

(A) metáfora presente em “metais pesados”.


(B) ambiguidade presente em “metais pesados”.
(C) metonímia presente em “metais pesados”.
(D) palavra “pesado”.
Gabarito (B).

3º Aula

Gênero textual: Cartum

Oralidade e produção de texto

77
 Explicar que, nessa aula, o estudante deve produzir um texto do gênero cartum. Tema: “meio
ambiente”. É importante explicar que esse cartum deve conter palavras e imagens.
 Conversar com os estudantes sobre a importância de planejar o texto.
 Para planejar, pedir para os estudantes listarem o que deve conter no cartum do estudante: tema
“meio ambiente”, imagem, material linguístico, crítica, humor, atemporalidade...
 Os aspectos imagéticos podem ser feitos por meio de desenhos ou imagens da internet (dizer da
importância de expor as fontes).
 Considerar a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade
ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do
texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema.
 Socializar com a turma a lista com o planejamento textual.
 Após expor o planejamento individual, cada estudante é convidado a criar o cartum (contendo material
linguístico e imagético).
 Depois de produzirem o cartum, pedir para a turma formar duplas e compartilhar a produção com o
colega (escutar opiniões).
 Socializar com a turma as produções dos colegas.
 Revisar e publicar o texto.

Observação: o planejamento é parte intrínseca da produção de texto. Além disso, é fundamental revisar e
publicar o texto. Na revisão do cartum, os aspectos linguísticos e imagéticos são repensados, de modo a
ampliar os conhecimentos epilinguísticos e iconográficos dos estudantes. O momento da publicação pode
ser feito de acordo com a criatividade do professor e dos estudantes. Vale ressaltar que a produção deve
ser exposta em algum suporte: mural, jornal escolar etc. A publicação do trabalho valoriza e incentiva os
estudantes.
4º Aula

Gênero textual: Carta do leitor e comentário


Oralidade
 Conversar sobre os diversos gêneros textuais que circulam nos jornais e revistas.
 Provocar os estudantes sobre a importância de cuidar da Amazônia.
 Despertar a curiosidade sobre o “comentário” e a “reportagem”.
 Explicar que o “comentário” é um texto opinativo sobre as reportagens vinculadas em jornais e
revistas.
 Verificar com os estudantes a respeito das últimas notícias sobre as queimadas e os desmatamentos
na Amazônia. Qual é o conhecimento prévio dos estudantes?

Oralidade e leitura
 Realizar a leitura da reportagem “Desmatamento da Amazônia: Tudo o que você precisa saber para o
Enem”.
 Sugestão: leitura coletiva.
 Explicar que a leitura da reportagem é importante porque por meio dela os estudantes podem emitir
opiniões sólidas.
 Provocar os estudantes: qual é a opinião dos estudantes sobre o desmatamento da Amazônia?

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Oralidade, Leitura e Análise linguística
 Analisar a manchete;
 Analisar os aspectos estruturais do gênero.
 Atenção especial para o tema e o estilo da reportagem.
 Analisar o uso de pontuação.
 Permitir que os estudantes proponham leituras diversas.

Atividade
 Realizar a leitura e analisar a reportagem. Dialogar sobre o suporte/gênero.
 Pedir para os estudantes escreverem um comentário sobre o texto lido, em seguida socializar com a
turma.
 Após produzirem os textos, é importante que sejam revistos, editados/reescritos e que sejam
realizados acréscimos ou cortes, conforme necessário.
 Nesse primeiro momento, a ideia é escrever um comentário, nas aulas posteriores, os estudantes farão
uma carta do leitor.

Desmatamento no Brasil: qual é a situação?

Você acompanha a situação do desmatamento no Brasil? O país possui a segunda maior cobertura
vegetal do planeta, entretanto, também é um dos campeões de desflorestamento. Assim, pela importância
das florestas brasileiras ao ecossistema, o cenário do país passou a ser uma pauta global de meio ambiente.
Neste post, o Politize! Te mostra os principais dados do desmatamento no Brasil, os esforços do Estado
nesta pauta e as perspectivas para o meio ambiente.

Por que o desmatamento é uma pauta global?

O desmatamento representa uma das maiores questões globais sobre o uso da terra. Hoje, 31% da
superfície terrestre do planeta é coberto por florestas. É por meio delas que processos vitais para a
humanidade ocorrem, como a purificação do ar e da água – as florestas são responsáveis pela regulação
de cerca de 57% das águas doces superficiais do mundo. Para além disso, o desmatamento coloca em risco
a diversidade biológica mundial. Afinal, pelo menos 80% das espécies terrestres vivem em florestas.
Ainda, de acordo com as Nações Unidas, a degradação de florestas é a principal fonte de emissões
de carbono em países em desenvolvimento e menos desenvolvidos – 35% e 65% das emissões de carbono,
respectivamente. De acordo com um estudo da FAO, entre 2010 a 2015, a área de floresta natural no
mundo diminuiu 6,5 milhões de hectares por ano. Apesar de essa cifra ter diminuído em relação ao período
de 1990-2000, ainda é necessário prestar atenção aos fatores agravantes do desmatamento.

As causas do desmatamento

As duas principais causas do desmatamento florestal são a agropecuária e o corte ilegal de árvores.
De acordo com a organização FlorestTrends, estima-se que a agricultura comercial seja responsável
por 70% da destruição de florestas em países tropicais e subtropicais.
Entre os tipos de commodities ligados ao desmatamento estão o óleo de palma, soja, madeira e
gado. Vale lembrar que tais commodities estão presentes em uma grande maioria dos produtos

79
consumidos atualmente. Para além disso, fatores como a urbanização, a agricultura itinerante e os
incêndios também podem estar entre as causas de perda florestal.
Agora, vamos pensar em mais dados sobre o desmatamento no Brasil?

O desmatamento no Brasil

De acordo com os dados da Global Forest Watch, o Brasil perdeu 53.8 milhões de hectares de
cobertura arbórea entre 2001 e 2018. Isso significa uma redução de 10% da área florestal desde 2000. No
período, estima-se que 66% desta perda ocorreu devido a fatores de urbanização e de agropecuária para
fins comerciais.
Mas quais regiões estão sendo consideradas nessa análise? Predominantemente, considera-se a
área da Amazônia Legal – afinal, é a principal área florestal do país! Entretanto, os dados também
consideram a extensão da Mata Atlântica e do Cerrado brasileiro. Bom, além dos dados apresentados aqui.

Como os governos têm tratado o problema do desmatamento?

Uma das primeiras grandes iniciativas para o combate do desmatamento no Brasil ocorreu em 2004.
Durante o governo Lula, foi lançado o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na
Amazônia Legal. O projeto buscou vincular 12 órgãos federais em atividades de fiscalização e licenciamento
ambiental. Inclusive, foi a partir deste projeto que nasceram os vínculos de colaboração entre o INPE e o
IBAMA.
Outro projeto é o Fundo Amazônia. Anunciado durante a COP-13, em 2007, a iniciativa surgiu com
o objetivo de arrecadar junto aos países desenvolvidos recursos financeiros para a conservação da
Amazônia. O Fundo financia não somente projetos de pesquisa, mas também é direcionado para a
fiscalização e o combate do desmatamento ilegal realizado pelo IBAMA, Força Nacional e outras
autoridades de segurança e do meio ambiente. Durante anos, os governos da Noruega e da Alemanha
foram os principais contribuidores do fundo.
Essas medidas geraram resultados: em 2014, a ONU chegou a considerar o Brasil como exemplo de
sucesso na redução do desmatamento. Entretanto, a partir de 2019, algumas mudanças podem ocorrer
nestes projetos.

Uma nova abordagem para o desmatamento no Brasil?

No início de 2019, os dados de monitoramento do desmatamento no Brasil – divulgados pelo INPE


– motivou uma instabilidade no governo de Jair Bolsonaro. O presidente e sua equipe apontaram falhas no
controle da devastação da Amazônia. Em coletiva de imprensa, o Ministro do Meio Ambiente – Ricardo
Salles – alegou que os dados apresentados pelo INPE eram sensacionalistas e não condiziam com a
realidade. Ainda, de acordo com o presidente Bolsonaro, o Instituto foi irresponsável na divulgação dos
dados e ainda prejudicaram a imagem do país. Como resultado, o presidente do INPE foi demitido.
A partir de agosto do mesmo ano, o governou anunciou testes com um sistema privado de
monitoramento da floresta Amazônica. Para além desta questão, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo
Salles, demonstrou a intenção de ampliar as atividades econômicas na Amazônia. De acordo com o
Ministro, “entendemos que existem vários aspectos da preservação da Amazônia que podem ser
melhorados, principalmente os que dizem respeito ao dinamismo econômico […] Qualquer atividade ilegal
é consequência de ausência de alternativa econômica para quem vive dentro ou no entorno da Amazônia”.

80
O Ministro também tem se posicionado a favor da reestruturação do Fundo Amazônia. Com a
extinção do comitê orientador do Fundo – responsável por estabelecer critérios de aplicação dos recursos
na Amazônia – nenhum projeto foi aprovado para financiamento até a metade de 2019. Entretanto, essas
mudanças foram criticadas em nível internacional como uma falta de comprometimento do governo
brasileiro com o meio ambiente.
De acordo com Douglas Moron – diretor do Laboratório de Ciências Biosféricas de Voos Espaciais da
NASA, “O INPE sempre atuou de forma extremamente técnica e cuidadosa. A demissão de Ricardo Galvão
é significativamente alarmante. Não acredito que o presidente Jair Bolsonaro duvide dos dados produzidos
pelo INPE”, como diz. Na verdade, para ele, são inconvenientes. Os dados são inquestionáveis Além disso
– como resposta ao posicionamento do governo Bolsonaro ao meio ambiente – a Alemanha e a Noruega
suspenderam os repasses ao Fundo Amazônia – juntos os países contribuíram com mais de 90% da reserva
total do Fundo.
Como você pode ver, o desmatamento é uma pauta de interesse mundial. Mesmo quando o assunto
é o desmatamento no Brasil diversos atores nacionais e internacionais estão envolvidos na questão.

Autoria: MonalisaCeolin
Assessora de conteúdo no Politize!
Disponível em: <https://www.politize.com.br/desmatamento-no-brasil/>. Acesso em 16 de Jan. de 2020.

5 º Aula

Gênero textual: Carta do leitor e comentário

Oralidade
 Conversar sobre as diversas maneiras de opinar sobre uma reportagem: e-mail, plataformas digitais,
cartas.
 Apresentar o gênero “carta do leitor”: local de circulação (jornais e revistas) e finalidade (expor
opiniões dos leitores).
 Retomar as opiniões sobre o desmatamento na Amazônia.
 Verificar com os estudantes sobre a opinião deles acerca das queimadas e desmatamentos. O que eles
sabiam? O que eles aprenderam?

Oralidade e leitura
 Dividir a turma em três grupos e entregar os comentários e as cartas do leitor a cada grupo.
 Pedir para os estudantes discutirem sobre os textos. É importante pensar as condições de produção da
carta. A quem foi destinada? Qual a finalidade? Onde circula? Qual é a opinião do leitor?
 Após lerem e discutirem, pedir para os estudantes trocarem os textos.
 Reunir a classe e socializar as impressões. Discutir sobre o comentário e as cartas do leitor.
 Ao socializar as impressões dos estudantes, é importante o professor discutir sobre estrutura, estilo e
tema dos textos.
 Explicar que o gênero carta vem sofrendo alterações por conta do avanço tecnológico.
 Dialogar sobre o gênero “carta” e “comentário”. Mostrar que os comentários são um deslocamento do
gênero “carta do leitor”.

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 Explicar que nem as cartas, nem os comentários são todos iguais. No entanto, é fundamental
compreender a estrutura, o estilo e o tema.
 Observar a importância do uso de plataformas digitais, bem como comparar a diversidade textual.
Onde há a marcação do destinatário, do remetente? A opinião? Quais são as diferenças de um texto para
outro?

Atividade
 Leitura das cartas do leitor. Discutir sobre a diversidade de produções de cartas de leitor e comentários
orais.

Comentários e Carta dos leitores

1) Artigo muito bem escrito, mas acredito que seria importante mostrar também que o Brasil é um dos
mais ecológicos do mundo. Somos o que mais preservou (ou pelo menos entre o que mais preservaram)
até hoje nossas florestas, possuímos uma matriz energética limpa e até mesmo o combustível de nossos
carros (de grande parte) é ecológico (absorve CO2 em sua produção) e renovável (Etanol). Seria
interessante mostrar os problemas da empresa da Noruega (que "ajuda" a Amazônia com dinheiro)
lançando rejeitos nas nascentes amazônicas (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43162472) e dos
demais que nos apontam o dedo hoje em dia (quais vão cumprir o Acordo de Paris?). Além, claro, de
mostrar que toda a histeria atual não tem sentido, dados (NASA/INPE) mostram que tanto queimadas
quanto desmatamento estão abaixo da média dos últimos 15 anos e bem abaixo das que ocorreram no
período Lula/Marina, por exemplo (https://www.forbes.com/.../why-everything-they-say-about.../).
Rodrigo Btc

2) O texto diz que "Hoje, 31% do planeta é coberto por florestas." Só se tivesse florestas sobre o mar, pois
71% do planeta é coberto por água salgada (oceanos, mares). As florestas cobrem apenas 9% da superfície
do planeta. Acho que o texto quis dizer 31% da superfície seca do planeta.
Fernando Wons

3) Gostaria de dar os parabéns a EXAME pela reportagem de capa sobre o desmatamento da Amazônia (Em
defesa da Amazônia, 21 de agosto). Outros países destruíram suas florestas no passado, mas nós podemos
fazer diferente e melhor aqui no Brasil. Em pleno século 21, quem pensa que destruir florestas é sinônimo
de desenvolvimento demonstra uma falta de visão estratégica. Temos de olhar para os exemplos de países
que usam a proteção do verde como um ativo econômico para fazer a diferença. Se os governos anteriores
no Brasil autorizaram o desmatamento, eles também foram irresponsáveis. Precisamos mudar isso e
proteger a nossa Amazônia.
Ana Clevia Guerreiro, Brasília, DF

4) INOVAÇÃO
Concordo com o chefe de digitalização da Siemens, Jan Mrosik, em sua entrevista sobre os
impactos da tecnologia nos negócios (“Não se pode adiar a transição digital”, 21 de agosto). A
flexibilidade que existe hoje para atender às demandas do consumidor é incomparável com o que
podíamos fazer no passado. Hoje, os carros são produzidos com mais de 1 milhão de configurações
diferentes. É possível comprar um tênis na internet de acordo com as propriedades físicas dos pés da

82
pessoa. Ou seja, a digitalização permite que a indústria faça produtos personalizados. Isso tem um
impacto tremendo no mercado.
Antonio Carlos de Oliveira, Via Facebook

5) EMBRAER
A Associação Brasileira de Investidores (Abradin) esclarece que não ingressou em juízo contra a
transação entre a Boeing e a Embraer, e sim pedindo que a operação seja juridicamente tratada como de
fato é: uma venda para a Boeing da parte comercial cindida da Embraer. O que foi anunciado e aprovado
em assembleia foi a formação de uma joint-venture, mas o que está sendo de fato feito, como a
reportagem de EXAME muito bem relata, é a venda da parte mais lucrativa da empresa (Por dentro da
nova Embraer,21 de agosto). Portanto, o que a associação solicita, judicialmente, é que sejam cumpridas
as exigências da Lei das Sociedades Anônimas (nº 6.404/76), com pagamento aos investidores do que lhes
é devido. Aurélio Valporto, Presidente da Abradin

6) O sucesso das hamburguerias artesanais vai depender do preço (Do nicho para as massas, 21 de
agosto). O lanche pode ser uma delícia, mas elas não se tornarão populares cobrando mais de 30 reais
por um pão com hambúrguer.
Igor Kiel, São Paulo, SP

7) São Paulo, 12 de dezembro de 2013


Caros Editores da Revista Viagens e Lazer,
Antes de mais nada, gostaria de agradecer a matéria publicada no mês de outubro intitulada
“Lugares Inóspitos do Planeta” pela riqueza de detalhes e das fotos acrescidas ao texto.
Após ler a matéria, fiz uma lista dos locais que me interessam conhecer, uma vez que sou
antropólogo e um grande viajante e explorador de lugares.
Quanto a isso, tenho uma sugestão para o próximo mês, a inclusão de uma matéria sobre as ilhas
Fiji. Estive ali durante dois anos de minha vida e pude contemplar belezas naturais estonteantes.
Parabéns pelo trabalho!
Agradeço a atenção!
João Ribeiro, Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/carta-do-leitor/>. Acesso em 10 de Jan. de 2020
8)

83
9)

Disponível em <https://www.slideshare.net/PriscilaHilria/carta-de-leitor>. Acesso em 07 de jan. de 2020.

84
Práticas de
Conhecimentos Essenciais – Nivelamento - 9º ano
Linguagem
Considerar os elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo,
altura e intensidade, respiração etc.) e os elementos cinésicos (postura corporal,
movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia
etc.), levando em consideração o gênero estudado.
Oralidade
Produzir textos orais, considerando o contexto de produção e demonstrando domínio
dos gêneros.
Desenvolver estratégias de planejamento, elaboração, revisão e avaliação de textos
orais.
Ler e compreender crônicas, cartuns e reportagens e poemas e suas características.
Leitura Utilizar as estratégias de leitura para a compreensão do texto, tais como: antecipação,
seleção, levantamento de hipóteses, inferência e verificação.
Produção Planejar, produzir, revisar e reescrever crônicas, cartuns e reportagens e poemas, com
de Textos coesão referencial/sequencial e coerência textual na continuidade temática do texto.
Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos
e os recursos paralinguísticos e cinésicos, bem como compreender os elementos
Análise característicos do texto jornalístico/midiático.
Linguística/ Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem em textos.
Semiótica Analisar e utilizar, na interpretação e produção de texto, conhecimentos linguísticos e
gramaticais, tais como: acentuação, pontuação, entre outros.
Reconhecer e respeitar as variedades linguísticas nos textos.

Sequência Didática de Língua Portuguesa


1º Aula

Gênero textual: Crônica


Leitura e oralidade
 Inicialmente, propor uma leitura silenciosa do texto “Pedindo uma Pizza em 2020”, do cronista Luís
Fernando Veríssimo, a seguir.
 Fazer uma análise discursiva do texto, coletivamente, por meio de uma conversa informal, levantando
algumas problematizações, como por exemplo:
 O que chama atenção no texto? Anotar as ideias principais levantadas pelos estudantes e
problematizá-las.
 É possível essa situação ocorrer no simples fato de se pedir uma pizza? Por quê?
 Na opinião do estudante, o que ocorreu na crônica é uma ofensa? Por quê?
 Que tipo de serviço/situação ajudaria de fato o consumidor?
 Que tipo de serviço/situação seria uma invasão de privacidade?
 Qual é a relação desse texto com o tema do ENEM em 2018, “Manipulação do comportamento do
usuário pelo controle de dados na Internet”?
 No texto, quais são os efeitos do uso desses caracteres “@#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!”?

 Obs.: O professor poderá explorar o texto, suscitando outros questionamentos que julgar importante.

Leitura, oralidade, análise linguística


 Após a leitura e discussão oral do texto, trabalhar com a atividade, a seguir, fazendo uma análise
linguístico-discursiva dessa crônica, por meio de questões objetivas, considerando: situação comunicativa,
os interlocutores (quem escreve/para quem escreve), finalidade, linguagem, etc.

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 A proposta para esta atividade é que, inicialmente, os estudantes respondam individualmente,
posteriormente, em duplas, eles discutam suas respostas.
 Ao finalizarem essas duas tarefas, o(a) professor(a) fará a correção, suscitando a discussão sobre cada
opção, salientando as características da crônica e as principais ideias discutidas no texto.

Atividades de análise linguístico-discursiva


 Leia o texto a seguir e responda.
Pedindo uma Pizza em 2020
Luís Fernando Veríssimo

- Telefonista: Pizza Hot, boa noite!


- Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. Seu endereço é Av. Paes de Barros, 1988 ap. 52 B, e o número
de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o
seu telemóvel é 962 662566.
- Cliente: Como é que você conseguiu essas informações todas?
- Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra
calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja uma boa ideia...
- Cliente: O quê?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol
muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
- Cliente: É. tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes?
O Sr. vai adorar!
- Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?
- Telefonista: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da Biblioteca Municipal, dia 15
de Janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho extra grande!
- Telefonista: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito
foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo no banco.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que
entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com
muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de
ser perigoso...

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- Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro
e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... Não se esqueça de que o Sr. já foi
condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um agente da autoridade.
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na
promoção.
- Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12,
proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou-me atirar pela janela!!!
- Telefonista: E torcer um pé? O Sr. mora no rés-do-chão!
https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4046565

01. O assunto tratado nesse texto desperta para uma reflexão sobre

(A) a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na Internet.


(B) o desrespeito aos atendentes durante a solicitação de um pedido, via telefone.
(C) as consequências da má comunicação durante a solicitação de um produto, via telefone.
(D) a importância de uma boa comunicação, via telefone, e clareza sobre o produto que deseja, para
evitar equívocos no momento da entrega.
Gabarito (A)

02.Pode-se afirmar que esse texto se refere ao gênero

(A) romance, já que é um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo
em que se desenrola o enredo.
(B) conto, pois é uma narrativa curta, que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum
que ocorra com qualquer um. Tem caráter real ou fantástico e o tempo pode ser cronológico ou
psicológico.
(C) memórias, pois aborda as recordações dos dois personagens principais.
(D) crônica, pois aborda uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa no dia a dia.
Gabarito (D)

03. No trecho “- Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e
outra calabresa...”, a palavra em destaque expressa

(A) oposição
(B) adição
(C) consequência
(D) finalidade
Gabarito (B)

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4. Em “- Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro
e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!”.

No trecho, a resposta do cliente indica


(A) carinho.
(B) calma.
(C) ira.
(D) gratidão.
Gabarito (C)

05. Releia o trecho “- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. Seu endereço é Av. Paes de Barros, 1988 ap. 52
B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o
5745-2302 e o seu telemóvel é 962 662566.
- Cliente: Como é que você conseguiu essas informações todas?
- Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra
calabresa...

A palavra “Ah”, presente na penúltima linha do trecho citado, é considerada pela norma culta

(A) uma preposição, palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração.
(B) um artigo, palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de
maneira definida ou indefinida. Indica, também, o gênero e o número dos substantivos.
(C) um verbo, a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar,
entre outros processos: ação, estado, fenômeno, desejo.
(D) uma interjeição, palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito do
interlocutor, sem fazer uso de estruturas linguísticas mais elaboradas.
Gabarito (D)

06. A estrutura do texto faz perceber que ele é

(A) um monólogo, tipo de texto que é interpretado ou enunciado por apenas uma pessoa.
(B) um diálogo com características exclusivas do público feminino, devido ao detalhamento das
explicações constituídas por travessões.
(C) um diálogo, tipo de texto característico a uma conversa entre duas ou mais pessoas, o que é uma
forma bem natural de comunicação.
(D) um monólogo, tipo de comunicação característico de duas ou mais pessoas, devido a fluidez na
conversa.
Gabarito (C)
2º Aula

Leitura, oralidade, produção de textos


 Retomar o texto da aula anterior e pedir que dois estudantes façam uma encenação do texto,
considerando a modulação da voz: entonação, ritmo, altura e intensidade. Na encenação, um estudante

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será o telefonista e o outro será o cliente. Durante a encenação, levar em consideração os elementos
cinestésicos, como: expressão facial, postura corporal, movimentos e gestualidades, considerando o gênero
estudado.
 Após a encenação, fazer um diagnóstico do que os estudantes conhecem sobre o gênero crônica.
Perguntar se conhecem o gênero crônica, se já leram alguma, qual leram, se gostaram do texto e se sabem
quem são os autores dos textos que citaram;
 Pedir para comentarem sobre uma crônica que leram e gostaram.

Observação: CRÔNICA é um tipo de texto narrativo curto, geralmente produzido para meios de
comunicação nos jornais, nas revistas etc. Esclarecer que aborda acontecimentos do cotidiano e está
conectada ao contexto em que é produzida. No Brasil, a crônica tornou-se um estilo textual bem difundido
desde a publicação dos "Folhetins", em meados do século XIX.

 Informar que há diversos tipos de crônicas, cada uma com as suas características: crônica jornalística,
crônica histórica, crônica humorística, crônica literária, entre outras.
 Explicar também que alguns escritores brasileiros se destacaram como os cronistas:
 Machado de Assis
 Carlos Drummond de Andrade
 Rubem Braga
 Luís Fernando Veríssimo
 Fernando Sabino
 Carlos Heitor Cony
 Caio Fernando Abreu
 Propor, a partir dessas discussões, que os estudantes façam uma pesquisa na WEB sobre os autores
mencionados.

SUGESTÃO: Distribuir os estudantes em sete grupos e informar que cada grupo deverá pesquisar um dos
autores mencionados, considerando: vida, obra, local onde nasceram, obras mais importantes, e outras
curiosidades sobre o autor. Posteriormente, deverão escolher uma crônica desse autor para apresentar
para a turma, junto às suas descobertas na pesquisa.
Caso não haja laboratório de informática, realizar a pesquisa na biblioteca.
A pesquisa é um modo de exercício do protagonismo estudantil. Isso porque, ao selecionar uma
crônica, o estudante necessita conhecer outras, bem como realizar a curadoria de acordo com as próprias
experiências.
Informar aos estudantes que as atividades serão socializadas com o grande grupo, de forma breve,
para que cada estudante conheça um pouco dos autores mencionados e suas as obras mais conhecidas.
Alertar que se preparem para a apresentação ao grande grupo.
Oportunizar, na próxima aula, tempo para que os estudantes apresentem os seus trabalhos.
Estabeleça junto com eles, alguns combinados para as apresentações dos grupos, como por exemplo:
tempo preestabelecido para a apresentação de cada grupo; (15 minutos) como sugestão;
durante a apresentação, os estudantes deverão estar atentos, fazer silêncio e respeitar a exposição do
colega;
a SOCIALIZAÇÃO poderá ser por meio de apresentação oral, apresentação em slides, encenação teatral,
vídeo, entre outros, à escolha do grupo e do professor;
os grupos deverão trazer para a sala os materiais necessários para a apresentação/socialização.

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3º Aula

Leitura, oralidade e produção textual


 Socialização dos grupos sobre a pesquisa realizada na aula anterior.

4º Aula

Produção de texto e análise linguística/semiótica

 Produção e reescrita dos textos


 Proposta de redação: a partir das pesquisas realizadas e dos textos estudados, o estudante irá produzir
a própria crônica com o tema “Comunicação no século XXI.”
 A partir dos estudos realizados e dos textos lidos, o estudante irá pensar em algo que lhe ocorreu no
dia a dia, ou numa situação imaginária e/ou hipotética, que valha a pena compartilhar com o grupo, de
acordo com o tema proposto, e, posteriormente, produzir sua própria crônica, considerando as
características do gênero, que são:
 narrativa curta;
 linguagem simples e coloquial;
 poucos personagens, se houver;
 espaço reduzido;
 acontecimentos cotidianos;
 Para essa atividade o estudante deverá:
 utilizar estratégias de planejamento, elaboração, revisão, edição, reescrita/redesign do texto;
 corrigir e aprimorar as produções, quando necessário, fazendo correções de concordância, ortografia,
pontuação, imagens, se for o caso, cortes ou acréscimos etc.

Correção final dos textos produzidos


 Há diferentes estratégias para a correção final dos textos produzidos pelos estudantes, nesse sentido,
uma excelente atitude é realizar a troca de produções entre os estudantes e sugerir que façam a devida
correção, acrescentando os comentários cabíveis para o aperfeiçoamento do texto;
 O professor escolher alguns textos, disponibilizar para todos (imprimir, fazer slides, expor no quadro,
WhatsApp etc.), fazer a correção de forma coletiva.
 O professor revisar a produção inicial e final, considerando os aspectos linguístico-discursivos,
utilizando (sinalizações ou símbolos icônicos, apontando o que deve ser alterado, ou acrescentado pelo
estudante), etc.
 Despertar no estudante a clareza de que há necessidade de editar/reescrever seu próprio texto, pois é
nesse processo que as imperfeições poderão ser corrigidas.
 Após reescritos os textos, professor e estudantes escolhem qual a melhor forma de divulgar esses
textos.
5º Aula

Atividades para ampliação do conhecimento – Leitura e análise linguístico-discursiva


 Leia o texto a seguir e responda.
 Outra noite

90
Rubem Braga
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como
aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que
lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de Lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a
cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se
para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita
e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou
guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito obrigado ao senhor"
tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: Crônicas. São Paulo: Ática, 1979. Disponível em:
https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/08/cronica-outra-noite-rubem-braga-com.html Acesso em:24, jan. de 2020

01- Segundo o cronista, acima da noite preta, enlamaçada e torpe havia uma outra

(A) ventosa, imperfeita e chuvosa.


(B) feia, enluarada e imperfeita.
(C) pura, perfeita e linda.
(D) chuvosa, imperfeita, mas linda.
Gabarito C

02- Considerando a maneira como é narrada, a reação do taxista (no final), pode-se inferir que ele ficou:

(A) desconfiado com o pagamento.


(B) curioso por mais informações.
(C) agradecido com o presente.
(D) sensibilizado com a conversa.
Gabarito D
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/08/cronica-outra-noite-rubem-braga-com.html Acesso em:24,jan.
de 2020
03- Que fato do cotidiano a crônica que você leu explora?
Uma conversa banal sobre o tempo durante uma corrida de táxi.
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/08/cronica-outra-noite-rubem-braga-com.html Acesso em:24,
jan. de 2020
04- A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou aquela que o taxista e seu
amigo enxergavam?
Vista pelo narrador.
Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/08/cronica-outra-noite-rubem-braga-com.html Acesso em:24,
jan. de 2020

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05- O que faz com que diferentes personagens vejam a mesma noite de forma diferente é

(A) sua convicção.


(B) sua amabilidade.
(C) seu senso de humor.
(D) seu ponto de vista.
Gabarito D

06- Nesse texto, o narrador é

(A) personagem.
(B) onisciente.
(C) observador.
(D) não confiável.
Gabarito A

07- No trecho “Depois continuou guiando mais lentamente”, a palavra em destaque expressa

(A) oposição.
(B) intensidade.
(C) consequência.
(D) adversidade.
Gabarito B

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