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Série Estudos Bíblicos John MacArthur

E FILEMOM
Inteireza e reconciliação em Cristo

S
John MacArthur
Colossenses e Filemon - Estudos bíblicos John MacArthur © 2011, Editora Cultura Cristã.
Originalmente publicado em inglês com o título Colossians and Philemon - John MacArthur Bibie
Studies. Copyright © 2006, John MacArthur, Jr. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste
livro pode ser reproduzida, armazenada em sistema de recuperação ou transmitida em qualquer forma
ou por qualquer meio - eletrônico, mecânico, fotográfico, gravado ou por qualquer outro - exceto por
citações breves em críticas impressas, sem a prévia permissão do editor. Publicado por Nelson Impact,
uma divisão da Thomas Nelson, Inc., P.O. Box 141000, Nashville, Tennessee, 37214.

1* edição - 3.000 exemplares

Conselho Editorial
Ageu Cirilo de Magalhães Jr.
Cláudio Marra ( Presidente)
Fabiano de Almeida Oliveira
Francisco Solano Portela Neto
Heber Carlos de Campos Júnior
Mauro Fernando Meister Produção Editorial
Tarcízio José de Freitas Carvalho Tradução:
Valdeci da Silva Santos Sérgio Martins
Revisão:
Elvira Castanon
Wilton Vidal de Lima
Claudete Água
Editoração:
Spress Diagramação & Design
Capa:
Leia Design

Ml 161 cf MacArthur, John


Colossenses e Filemon — Estudos Bíblicos de John
MacArthur / John MacArthur; traduzido por Sergio
Martins. _ São Paulo: Cultura Cristã, 2011
96 p.: 16x23cm

Tradução Colossians and Philemon - John MacArthur


Bible Studies

ISBN 978-85-7622-406-8

1. Estudos bíblicos 2. Vida cristã I. Titulo

CDD 248

£
(EDITOflfl CULTURA CRISTA
R. Miguel Teles Jr., 3 9 4 -C a m b u ci - SP - 1 5 0 40-040-C a ix a Postal 15.136
Fones 0800-0141963/ (011) 3207-7099 - Fax (011) 3209-1255
www.editoraculturacrista.com.br - cep@cep.org.br

Superintendente: Haveraldo Ferreira Vargas


Editor: Cláudio Antônio Batista Marra
S u m á r io

1 A verdade do evangelho ........................................................................ 9


Colossenses 1.1-8
2 Paulo ora pelos colossenses.................................................................. 15
Colossenses 1.9-14
3 A primazia de Cristo............................................................................... 21
Colossenses 1.15-23
4 A visão de Paulo de m inistério............................................................ 29
Colossenses 1.24-29
5 Cristo acima das filosofias..................................................................... 37
Colossenses 2.1-10
6 Cristo acima do legalismo..................................................................... 45
Colossenses 2.11 -23
7 A conduta cristã....................................................................................... 53
Colossenses 3.1-17
8 O lar cristão.............................................................................................. 61
Colossenses 3.18-21
9 Senhores e servos.................................................................................... 69
Colossenses 3.22—4.1
10 A fala do novo hom em ........................................................................... 75
Colossenses 4.2-6
11 Com uma pequena ajuda de meus amigos........................................ 81
Colossenses 4.7-18
Introdução a Filemon............................................................................................. 87

12 O poder do perdão.................................................................................. 89
Filemom 1-25
Colossenses recebeu esse nome por causa da cidade de Colossos, onde se locali­
zava a igreja para a qual essa carta se destinava. Ela deveria ser lida também na
igreja de Laodiceia (4.16).

A utor e d a ta

Paulo identifica-se como o autor no início da carta. O testemunho da igreja an­


tiga, incluindo algumas figuras-chave, como, Irineu, Clemente de Alexandria,
Tertuliano, Orígenes e Eusébio, confirma que a afirmação de autoria no início
da carta é genuína. Evidências adicionais da autoria vêm de uma comparação
com a carta a Filemom, que é universalmente aceita como tendo sido escrita por
Paulo. Ambas foram escritas (c. 60-62 d.C.) enquanto Paulo estava preso em
Roma (4.3, 10,18; Fm 9-10, 13, 23); e mais, os nomes das mesmas pessoas (T i­
móteo, Aristarco, Arquipo, Marcos, Epafras, Lucas, Onésimo e Demas) são cita­
dos nas duas epístolas, mostrando que ambas foram escritas pelo mesmo autor
na mesma época.

A n teced en tes e co n texto

Colossos era uma cidade da Frigia, na província romana da Ásia (parte da atual
Turquia), a cerca de 190 quilômetros a leste de Éfeso, na região das sete igrejas de
Apocalipse 1-3. A cidade localizava-se às margens do rio Lico, próximo de onde
ele deságua no rio Maender. O vale do Lico estreitava-se em Colossos a uma
largura de aproximadamente 3.200 metros, e o monte Cadmus elevava-se a
2.400 metros acima da cidade.
Colossos era uma cidade próspera durante o século 5a a.C., quando o rei
persa Xerxes (Assuero; veja Et 1.1) marchou pela região. As tintas e lãs pretas e
coloridas (feitas com giz dos depósitos desse material existentes na região) eram
produtos importantes. Além disso, a cidade estava situada na principal junção
norte-sul e leste-oeste das rotas comerciais. No entanto, na época de Paulo, a
principal rota comercial havia sido redirecionada para um trajeto próximo a
Laodiceia, contornando Colossos, o que causou o seu declínio e a ascensão das
cidades vizinhas, Laodiceia e Hierápolis.
Embora a população de Colossos, em sua maioria, fosse pagã, havia uma
grande colônia judaica, cujo assentamento datava do tempo de Antíoco, o
Grande (223-187 a.C.). A população mista de Colossos, composta de judeus
e gentios, manifestava-se tanto na composição da igreja como na heresia que a
assolava, pois continha elementos de ambas as culturas: o legalismo judaico e o
misticismo pagão.
A igreja colossense iniciou-se durante os três anos do ministério de Paulo
em Éfeso (At 19). Seu fundador não foi Paulo, que nunca esteve lá (2.1), mas
Epafras (1.5-7), que aparentemente foi salvo durante a visita a Éfeso, e prova­
velmente deu início à igreja em Colossos quando retornava à sua cidade natal.
Vários anos depois da fundação da igreja colossense, uma perigosa heresia, não
identificada com nenhum sistema histórico particular, surgiu para ameaçá-la.
Ela continha elementos do que posteriormente ficou conhecido como gnos-
ticismo. Essa heresia declara que Deus é bom, mas a matéria é má; que Jesus
Cristo foi apenas um de uma série de emanações descendentes de Deus e era
menor que Deus (uma crença que os levava a negar a verdadeira humanidade
dele); e que era necessário um conhecimento secreto além das Escrituras para
a iluminação e a salvação. A heresia de Colossos também abrangia aspectos
do legalismo judaico, como, por exemplo, a necessidade da circuncisão para
a salvação, a observância dos rituais cerimoniais da lei do Antigo Testamento
(jejuns, festas, sábados) e rígido ascetismo. Ela também pregava a adoração de
anjos e experiências místicas. Epafras estava tão preocupado com essa heresia
que fez a longa viagem de Colossos a Roma (4.12-13), onde Paulo estava preso.
Essa carta foi escrita na prisão em Roma (At 28.16-31) entre 60 e 62 d.C.
e é, portanto, classificada como uma das epístolas da prisão (juntamente com
Efésios, Filipenses e Filemom). Pode ter sido escrita quase simultaneamente
com Efésios e enviada inicialmente junto com essa epístola (E f 6.21-22; Cl
4.7-8). Ele escreveu essa carta para advertir os colossenses contra a heresia que
estavam enfrentando. Paulo enviou-lhes a carta por intermédio de Tíquico, que
acompanhava Onésimo, o escravo fugitivo, quando ele voltava para seu dono,
Filemom, um membro da igreja colossense (4.7-9). Epafras permaneceu em
Roma (veja Fm 23), talvez para receber mais instruções de Paulo.

T em as h is t ó r ic o s e t e o l ó g ic o s

Colossenses contém ensinamentos de diversas áreas-chave da teologia, incluin­


do a divindade de Cristo (1.15-20; 2.2-10), a reconciliação (1.20-23), a redenção
(1.13-14; 2.13-14; 3.9-11), a eleição (3.12), o perdão (3.13) e a natureza da
igreja (1.18,24-25; 2.19; 3.11,15). Também, como foi descrito, contradiz o ensi­
no herético que ameaçava a igreja de Colossos (cap. 2).

D e s a fio s d e in t e r p r e t a ç ã o

As seitas que negam a divindade de Cristo têm aproveitado a descrição dele


como “o primogênito de toda a criação” (1.15) como prova de que ele foi um ser
criado. A declaração de Paulo de que os crentes serão “santos, inculpáveis e irre­
preensíveis” se eles “permanecerem na fé” (1.22-23) levou alguns a ensinarem
que os crentes podem perder a salvação. Alguns têm defendido a existência do
purgatório com base na declaração de Paulo: “preencho o que resta das aflições
de Cristo, na minha carne” (1.24), enquanto outros encontram apoio para a re­
generação pelo batismo (2.12). A identidade da epístola de Laodiceia (4.16)
também incitou muitas discussões. Essas questões serão tratadas em Desdo­
brando o texto.
N o ta s
\(í » 1 ^

A VERDADE DO EVANGES
C o lo ssen ses 1 .1-8
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

Excluindo a notícia de que Jesus morreu pelos nossos pecados e nos forne­
ceu nova vida, qual foi a melhor notícia que você já recebeu?

Se você fosse preso e levado a julgamento por ser cristão, qual seria a maior
evidência de que é “culpado das acusações”?

C on texto

No início dessa epístola, Paulo e Timóteo saúdam seus companheiros cristãos


com ações de graças. Regozijando-se com o relato da fé dessa igreja transmitido
por Epafras (o fundador da igreja em Colossos), ele expressa de modo caracte­
rístico graças pelo fato de os colossenses terem aceitado o glorioso evangelho, o
qual frutificou na vida deles.
Depois da saudação, as palavras de Paulo sugerem sete aspectos do evan­
gelho: ele é recebido pela fé, resulta em amor, repousa na esperança, alcança o
mundo, frutifica, está arraigado na graça e é relatado pelas pessoas. Depois de
analisar esses aspectos com mais detalhes, dê uma breve olhada no significado
dessa palavra-chave que Paulo utiliza.
Evangelho: esse termo origina-se da palavra grega euangelion, da qual deriva a
palavra evangelizar. Literalmente, significa “boa-nova”. Era com frequência
usado no grego clássico para relatar a vitória após uma batalha. O evangelho é
a boa-nova da vitória de Jesus sobre Satanás, o pecado e a morte. É também a
boa-nova para nós, de que também podemos triunfar eternamente sobre esses
inimigos por meio de Jesus. A Escritura descreve o evangelho com várias ex­
pressões. Em Atos 20.24 ele é chamado de “o evangelho da graça de Deus”. Em
Romanos 1.9 é designado como “o evangelho de seu Filho”; em ICoríntios
9.12, como “o evangelho de Cristo”; em Efésios 6.15, como “o evangelho da
paz”; e em Apocalipse 14.6, como “o evangelho eterno”. O evangelho é tam­
bém descrito como “a palavra da verdade” (Cl 1.5; Ef 1.13). Essas descrições
deram origem à nossa expressão “verdade evangélica”. As pessoas usam essa
expressão quando querem enfatizar sinceridade, para que se dê crédito ao que
elas dizem.

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 1 . 1 -8, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

Timóteo (v. 1) - Colaborador de Paulo e ver­ Cristo (veja Rm 15.6; 2Co 1.3; 11.13; Ef 1.3;
dadeiro filho na fé, conseguiu perm anecer 3.14; lPe 1.3).
com ele porque, embora Paulo fosse um pri­ amor... para com todos os santos (v. 4) - Um
sioneiro, estava em prisão dom iciliar (At dos frutos visíveis da verdadeira fé salvadora é
28.16-31). o am or para com os crentes (Jo 13.34-35; G1
santos (v. 2) - Aqueles que foram separados do 5.22; ljo 2.10; 3.14-16).
pecado e destinados para Deus - os crentes de esperança que vos está reservada (v. 5) - A
Colossos. esperança dos crentes é inseparável da fé que
fiéis (v. 2) - Palavra utilizada no Novo Testa­ eles têm.
mento para designar exclusivamente os crentes. em todo o mundo (v. 6) —O evangelho nunca
C olossos (v. 2) - U m a das três cidades do foi destinado a um grupo exclusivo de pessoas;
vale do rio Lico, na região da Frigia, na p ro­ é a boa-nova para o mundo todo (M t 24.14;
víncia romana da Ásia (parte da atual T u r­ 28.19-20; Mc 16.15; Rm 1.8, 14, 16; lTs 1.8).
quia), a cerca de 190 quilômetros a leste de Ele transcende as fronteiras étnicas, geográfi­
Éfeso. cas, culturais e políticas.
Deus, Pai de Nosso Senhor Jesu s Cristo (v. 3) produzindo fru to (v. 6) - A expressão refere-se
- Essa designação é frequentemente usada para ao efeito salvador da pregação do evangelho e
m ostrar que Jesus é uno em natureza com ao crescimento da igreja.
Deus, assim como qualquer filho verdadeiro é Epafras (v. 7) - O provável fundador da igreja
com seu pai. É uma afirmação da divindade de de Colossos.
1) Nessa curta passagem, obtemos uma série de vislumbres sobre a vida dos
crentes colossenses. Que palavras e frases Paulo usou para descrever essa
igreja e sua relação com ela?

2) Se essa fosse a única passagem da Bíblia que descrevesse o evangelho, o


que você poderia aprender sobre a boa-nova de Deus apenas nesses oito
versículos?

3) Que esperança os colossenses possuíam?

4) Paulo mencionou “amor” três vezes. Qual é a ligação entre evangelho e


amor?

5) O que ficamos sabendo a respeito de Epafras?


Desde o início de sua carta aos colossenses, Paulo descreveu o evangelho em
termos de como ele transforma radicalmente a vida das pessoas. Para conhecer
mais a respeito dessa importante verdade, leia ljoão 4.7-16.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Quais são algumas das evidências que o apóstolo João cita como “provas”
de que uma pessoa está verdadeiramente convertida?

7) Como João resume o evangelho (4.13-15)?

8) Paulo era tão confiante e otimista que é fácil esquecer que ele escreveu
essa epístola na prisão. O que você pode aprender com a atitude de Paulo
numa circunstância tão indesejada?

9) Paulo utilizou a palavra grega pistis para “fé”, que significa ser persuadido
de que algo é verdadeiro e confiar nisso. Mas muito mais que mera aceitação
intelectual, ela também envolve obediência. Como essa definição de fé dife­
re do modo como muitas pessoas a entendem?
A fé salvadora é cuidadosamente definida na Escritura e precisa ser entendida
porque há uma fé morta, que não salva e que proporciona falsa segurança (Tg
2.14-26). A verdadeira fé salvadora contém os componentes arrependimento e
obediência. Arrependimento é o componente inicial da fé salvadora e envolve
três elementos: voltar-se para Deus, deixar o mal e ter a intenção de servir a
Deus. Nenhuma mudança de mentalidade pode ser chamada de verdadeiro ar­
rependimento sem esses três elementos. Arrepender-se não é simplesmente en­
vergonhar-se e desculpar-se pelo pecado, embora o arrependimento genuíno
sempre envolva um elemento de remorso. O arrependimento é um redireciona-
mento da vontade humana, uma decisão intencional de abandonar toda a injus­
tiça e buscar a bondade. A fé que salva envolve mais do que mera aceitação inte­
lectual e convicção emocional. Ela também inclui a resolução de obedecer a
vontade e as leis de Deus. A obediência é o sinal do verdadeiro crente.

R e f l e t in d o so bre o t ex t o

10) Por que a obediência é o sinal da fé verdadeira?

11) Os colossenses aprenderam a respeito do evangelho com Epafras. Quem


o ensinou a você? Com quem você está compartilhando o evangelho?
12) Paulo disse que o evangelho dará frutos onde se enraizar. Quais são as
evidências mais vividas da transformação de vida que o Espírito de Deus
tem produzido em você desde que passou a crer em Cristo?

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


Pa u l o
f iJ1 *1
ora pelo s c o lo ssen ses
I C o lo sse n ses 1 .9 -14
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

Descreva seu atual hábito de oração. (Por exemplo, você reserva um tempo
para isso, mantém uma lista de oração, passa um tempo conscientemente
em silêncio diante de Deus, intercede pelos outros, etc.?)

Há pessoas em sua vida que oram por você regularmente? O que isso signi­
fica para você?

C on texto

A Bíblia está repleta de exemplos do povo de Deus orando uns pelos outros:

Jó orou pelos seus amigos (Jó 42.10).


Moisés orou por Arão e Miriã (Nm 12.13; Dt 9.20).
Davi orou por Salomão (lC r 29.18-19).
Isaías orou pelo povo de Deus (Is 63.15-64.12).
Jesus orou pelos seus discípulos (Jo 17.9-24).
A igreja de Jerusalém orou para que Pedro fosse solto da prisão (At 12.5).
«^6»' Epafras orou pelos colossenses (Cl 4.12).

Na igreja primitiva, o ministério de um apóstolo consistia principalmente no


ensino da Palavra e na oração (At 6.4). Assim como Paulo obviamente dava ricas
instruções aos colossenses em sua carta, ele também compartilhava algumas de
suas orações por eles. Uma de suas constantes súplicas era para que os colossen­
ses fossem enriquecidos com o conhecimento da vontade de Deus. Ele sabia que
somente quando os crentes são controlados pelo conhecimento é que se tornam
dignos de caminhar com o Senhor e de agradá-lo.
C o n h ecen d o a fun d o

Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração e disseram:


“Senhor, ensina-nos a orar”, Leia a resposta de Jesus em Lucas 11.1-11.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

5) Que verdades sobre a oração Jesus revelou aos seus discípulos nessa
ocasião?

6) Como o verter do sangue de Cristo nos traz redenção e perdão?

7) Como “luz” e “escuridão” contrastam na oração de Paulo (v. 12-13)?


8) No versículo 11, Paulo fala da força espiritual que emana daqueles que
possuem o conhecimento real da vontade de Deus. De que maneiras Deus
provê força e poder para seus filhos?

V erd ad e p a r a h o je

Dar graças é muitas vezes algo relegado nas orações do povo de Cristo. Geral­
mente, nossa atitude em relação a Deus é: “Dê-me isso; dê-me aquilo”. Somos
rápidos em fazer nossos pedidos e lentos em agradecer a Deus pelo atendimento
às nossas súplicas. Uma vez que Deus, com tanta frequência, nos atende, espera­
mos por isso. Esquecemos que é somente por sua graça que recebemos qualquer
coisa dele. A Bíblia repetidamente enfatiza a importância de agradecer. “Bom é
render graças ao S e n h o r e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Sl 9 2.1 ).“E
tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor
Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3 .1 7 ) . “Por meio de Jesus, pois, ofere­
çamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam
o seu nome” (Hb 1 3 .1 5 ). A ação de graças deveria fazer parte de nosso discurso,
de nossos cânticos e de nossas orações.

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

9) Você é uma pessoa grata? Liste três maneiras pelas quais você pode come­
çar a adotar uma atitude de mais gratidão hoje. (Comece com este simples
exercício: anote dez bênçãos em sua vida.)
10) Por meio da oração, podemos desempenhar um papel no desenvolvimen­
to espiritual de outras pessoas. Quem faz parte da sua “lista” habitual de ora­
ções? Ministros ou missionários, um pequeno grupo de líderes ou os vizinhos?

11) Escreva a oração de Paulo e personalize-a utilizando os nomes de seus


familiares. (Por exemplo: “Senhor, eu peço que enriqueças meu filho, João,
com o conhecimento da sua vontade...”.)

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


r * 3 j |

A p r im a z ia d e C r is t o
C olossenses 1.15-23
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

A Bíblia utiliza muitos títulos e descrições para Jesus Cristo. Todos revelam
algo sobre a pessoa ou a obra dele. Quais destes nomes para Jesus têm maior
significado para você? Por quê?

Salvador
Senhor / Mestre
1Rabi
O bom pastor
•*=*>’ Cordeiro de Deus
Filho do Homem
O grande médico
Criador
Messias
Leão da tribo de Judá
O caminho, a verdade e a vida
Redentor
Outros

C on texto

A Bíblia é um livro sobre o Senhor Jesus Cristo. O Antigo Testamento registra a


preparação para sua vinda. Os evangelhos o apresentam como Deus encarnado,
que veio ao mundo para salvar os pecadores. Em Atos, a mensagem da salvação
começa a ser divulgada pelo mundo. Mas de todos os ensinamentos de Jesus
Cristo, nenhuma passagem é mais significativa do que Colossenses 1.15-19. Essa
dramática e poderosa passagem retira qualquer dúvida ou confusão a respeito
da verdadeira identidade de Jesus. Ela é essencial para a compreensão adequada
da fé cristã.
Muito da heresia que ameaçava a igreja colossense girava em torno da
pessoa de Cristo. Os hereges viam Cristo como um dos menores espíritos que
emanavam de Deus. Eles ensinavam que o espírito era bom, mas a matéria era
má. Portanto, a ideia de que o próprio Deus se tornaria matéria era absurda para
eles. Eles negaram a humanidade e a divindade de Jesus. Paulo se opõe a essas
falsas ideias e defende a divindade de Cristo e sua suficiência para reconciliar os
homens com Deus.

C h aves para o t e x t o

Im agem do Deus invisível: a palavra grega para “imagem” significa “cópia” ou


“semelhança”. Desse termo, recebemos a palavra ícone, que se refere a uma está­
tua. Jesus Cristo é a imagem perfeita, a semelhança exata de Deus, ele tem a
forma de Deus (Jo 1.14; Fp 2.6) e foi assim desde a eternidade. Descrevendo Je­
sus desse modo, Paulo enfatiza que Jesus é Deus em todos os sentidos.

Reconciliar, a palavra grega para “reconciliar” (1.20) significa “trocar” ou “mu­


dar”. Seu uso no Novo Testamento refere-se a uma mudança na relação dos pe­
cadores com Deus. O homem reconcilia-se com Deus quando Deus o restaura
para um correto relacionamento com ele por meio de Jesus Cristo. A maneira
intensificada de “reconciliação” é usada nesse versículo para se referir à total e
completa reconciliação dos crentes e de “todas as coisas” no universo. O texto
não ensina que, como resultado, todos crerão; antes, ele ensina que todos acaba­
rão se submetendo (veja Fp 2.9-11).

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 1.15-23, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

o primogênito de toda a criação (v. 15) - A pa­ tronos... soberanias... principados... potesta-
lavra grega para “primogênito” pode referir-se des (v. 16) - Há várias categorias de anjos
àquele que cronologicamente nasceu primeiro, criados por Cristo, os quais ele governa. Não
mas, muitas vezes, refere-se à primazia na posi­ há comentários sobre eles, se são santos ou de­
ção ou na classificação. “Primogênito” nesse caídos, pois ele é Senhor de ambos os grupos.
contexto não significa “o primeiro a ser criado” O propósito dessa classificação angelical é
por diversas razões: (1) Cristo não poderia ser mostrar a imensurável superioridade de Cristo
“primogênito” e “unigênito” (veja Jo 1.14, 18; sobre qualquer ser que os falsos mestres pos­
3.16); (2) se Paulo ensinasse que Cristo foi cria­ sam sugerir.
do, estaria concordando com a heresia que esta­ Tudo f o i criado p or m eio dele e p ara ele (v.
va refutando; e (3*) é impossível para Cristo ser 16) - Como Deus, Jesus criou o universo mate­
criado e o criador de todas as coisas (v. 16). rial e espiritual para seu prazer e glória.
Portanto, Jesus é o primogênito no sentido de E le é antes de todas as coisas (v. 17) - Quan­
que ele tem a preeminência e possui o direito da do o universo foi criado, Cristo já existia; desse
herança “de toda a criação”. Ele existiu antes da modo, por definição, ele deve ser eterno (Mq
criação e é exaltado acima dela. 5.2; Jo 1.1-2; 8.58; ljo 1.1;Ap 22.13).
subsiste (v. 17) - Literalmente, “manter uni­ todas as pessoas estavam completamente sepa­
do”. Cristo sustenta o universo, mantendo o radas de Deus (veja Ef 2.12-13). A palavra gre­
poder e o equilíbrio necessários para a existên­ ga para “inimigos” também pode ser traduzida
cia e a continuidade da vida (Hb 1.3). como “detestável”. Os incrédulos odeiam Deus
cabeça do corpo (v. 18) - Paulo usa o corpo e ofendem seu santo padrão de normas porque
humano como uma metáfora para a igreja, da eles amam suas “obras más” (veja Jo 3.19-20;
qual Jesus é a “cabeça”. Assim como o corpo é 15.18, 24-25). Na verdade, há distanciamento
controlado pelo cérebro, Cristo controla todas de ambos os lados, uma vez que Deus odeia “a
as partes da igreja e lhe dá vida e direciona­ todos os que praticam a iniqüidade” (Sl 5.5).
mento (veja E f4.15; 5.23). reconciliou... mediante a sua morte (v. 22) -
o principio (v. 18) - Isso refere-se à fonte e à A morte de Cristo na cruz, em nosso lugar, pa­
superioridade. A igreja teve sua origem no Se­ gou todas as penalidades do pecado de todos os
nhor Jesus (E f 1.4), e ele deu vida à igreja por que creem, e tornou a reconciliação possível e
meio de sua morte em sacrifício e ressurreição real (veja Rm 3.25; 5.9-10; 8.3).
para tornar-se sua cabeça soberana. perante ele santos (v. 22) - “Santo” refere-se
o prim ogênito de entre os mortos (v. 18) - ao posicionamento do crente em seu relacio­
Cronologicamente, Jesus foi o primeiro a res­ namento com Deus: ele está longe do pecado e
suscitar, para nunca mais morrer. Dentre to­ separado para Deus pela justificação que lhe foi
dos os que foram ou serão ressuscitados da imputada. Como resultado da união do crente
morte, e isso inclui todos os homens (Jo 5.28- com Cristo, em sua morte e ressurreição, Deus
29), Cristo é o supremo. considera os cristãos santos como seu Filho (Ef
toda a plenitude (v. 19) - Expressão provavel­ 1.4; 2Co 5.21).
mente utilizada pelos hereges colossenses para perm aneceis na f é (v. 23) - Aqueles que foram
se referir aos poderes e atributos divinos que reconciliados permanecerão na fé e na obe­
eles acreditavam estar divididos entre várias diência porque, além de serem declarados jus­
revelações divinas. Paulo se opôs a isso afirman­ tos, eles realmente se tornaram novas criaturas
do que toda a plenitude da divindade - todos os (2Co 5.17) com uma nova disposição de quem
atributos e poderes divinos - não está espalhada ama a Deus, odeia o pecado, deseja a obediên­
entre os seres criados, mas reside única e exclu­ cia e é energizada pelo Espírito Santo (veja Jo
sivamente em Cristo (veja 2.9). 8.30-32; ljo 2.19).
havendo feito a paz (v. 20) - Deus e aqueles pregado a toda criatura (v. 23) - O evange­
que foram salvos por ele não estão mais em lho não tem fronteiras raciais. Ao chegar a
inimizade entre si. Rom a, onde Paulo estava quando escreveu
estranhos e inimigos (v. 21) - O termo grego aos colossenses, alcançou o centro do mundo
para “estranho” significa “separado”, “elimi­ conhecido.
nado”. Antes de alguns serem reconciliados,

I ) Como Paulo, de modo convincente, argumenta em favor da divindade de


Cristo (v. 15-17)?
3) Paulo utilizou, duas vezes, a palavra “primogênito” para falar de Cristo. O
que esse termo sugere, e como esse conceito se compara com a frase “para
em todas as coisas ter a primazia”(v. 18)?

4) O que é reconciliação? Defina de maneira simples.

5) Qual é o nosso papel ao nos tornarmos o povo que Deus criou e salvou
(v. 23)?

C o n h ecen d o a fu n d o

Para saber mais sobre a preeminência de Cristo, sua superioridade como pessoa
e sua obra, leia Hebreus 1.
A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Que ideia a respeito da identidade de Jesus você obtém em Hebreus 1?

7) O trecho utilizado em Hebreus 1.3, traduzido como “expressão exata do


seu ser”, eqüivale à palavra grega charakte, que se refere a um instrumento
para gravar ou carimbo. A ideia é que Jesus é o “carimbo” exato ou imagem
de Deus. Por que é tão importante crer e defender que Jesus é Deus encarna­
do, e não somente um mensageiro enviado por Deus?

8) Jesus não somente criou o universo; ele também o mantém. Ele é o poder
por trás de toda a estabilidade do universo. Quais são as implicações dessa
verdade para sua fé?

9) Qual a ligação entre a plenitude da divindade de Cristo (v. 15-19) e a


completa reconciliação dos pecadores (v. 20-22)?
Um dos grandes dogmas da Escritura é afirmar que Jesus Cristo é totalmente
suficiente para todas as questões da vida e da piedade. Ele é suficiente para a
criação, salvação, santificação e glorificação. Ele é tão puro que não possui má­
cula, mancha, resquício de pecado, impureza, mentira, engano, corrupção, erro
ou imperfeição. Ele é tão completo que não há outro Deus além dele; ele é o
único Filho gerado; todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão
nele. Ele é o único mediador entre Deus e o homem; ele é o sol que ilumina, o
médico que cura, a parede de fogo que protege, o amigo que consola, a pérola
que enriquece, a arca que suporta, a rocha que sustenta a construção mesmo sob
a mais forte pressão. Ele não tem início nem fim. Ele é o Cordeiro imaculado de
Deus. Ele é nossa paz. Ele é nossa esperança. Ele é nossa vida. Ele é o Leão de
Judá, a Palavra viva, a Pedra da salvação, o Espírito eterno. Ele é o Ancião de
Dias, o Criador e o Consolador, o Messias. E ele é o grande EU SOU!

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) Que nova visão da pessoa de Jesus Cristo você obteve com este estudo?
Você aprendeu algo que não entendia antes?

11) Como seria a sua vida se você realmente desse a Cristo o lugar da pree-
minência?
12) Pense nas pessoas de sua esfera de influência que ainda necessitam de­
sesperadamente da graça reconciliadora de Deus. Relacione-as abaixo.
Como você pode, assim como Paulo, ser um servo da Palavra de Deus (v.
23) esta semana, transmitindo o convite de Deus para a reconciliação?

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


f]4 Í
A v is ã o d e Pa u l o d e m in is t e
IkswJ
C O LO SSEN SES I . 24-29

A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

O que vem à sua mente quando ouve a palavra “ministério”?

Faça um breve resumo, relacionando algumas atividades de ministérios de


que você tenha participado (veja o exemplo abaixo). Qual foi a experiência
de ministério mais agradável para você? Se nunca esteve envolvido em ne­
nhuma atividade, que tipo de ministério gostaria de tentar?

Datas M inistério Tarefa executada


Exemplo: Voluntário no grupo de Ensinar na classe dospré-
Férias de 2010 jovens -adolescentes na escola dominical;
acompanhar os jovens numa viagem
missionária
Ministério é um tópico querido ao coração do apóstolo Paulo, e é um tema fre­
qüente em suas cartas. Ele nunca cansou de mensionar quão bom foi que Deus
o tivesse chamado para o ministério, e nunca se cansou de falar sobre isso. Paulo
frequentemente falava de seu ministério quando precisava estabelecer sua auto­
ridade e credibilidade. Esse é seu objetivo nessa passagem. Colossenses foi escri­
ta em parte como uma polêmica contra os falsos mestres, e era essencial que
Paulo defendesse sua autoridade para falar em nome de Deus. Caso contrário,
os falsos mestres iriam rejeitar o que ele havia escrito como sendo meramente
uma opinião do próprio apóstolo.
Tendo iniciado a epístola com a afirmação de sua autoridade apostólica,
Paulo então dá uma visão detalhada do caráter divino de seu ministério. Ele
enumerou oito aspectos desse ministério: a fonte, o espírito, o sofrimento, o
alcance, o assunto, o estilo, a soma e a força.

C haves para o t e x t o

Ministério: é um conceito bíblico distinto que significa “servir” ou “serviço”. No


Antigo Testamento, a palavra servo era usada principalmente para designar os
servos da corte. Durante o período entre o Antigo e o Novo Testamento, ela co­
meçou a ser usada para se referir ao ministério aos pobres (como a obra dos sete
diáconos que serviam às mesas em At 6.1 -7). Paulo costumava, em cada cidade
que visitava, apresentar o evangelho primeiramente aos judeus, mas seu primei­
ro chamado e seu primeiro ministério foram para os gentios.
Na realidade, todos os crentes são “ministros”. O modelo, naturalmente, é
Jesus, que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Jesus equipa-
rou o serviço a Deus com o serviço ao próximo. Nosso serviço generoso deve ser
especialmente prestado por meio de nossos dons espirituais, que são dados por
Deus aos santos a fim de que possam servir uns aos outros {Nelson's Iliustrated
Bible Dictionary).

Mistério: palavra que se refere à verdade, oculta até então, mas revelada pela
primeira vez aos santos no Novo Testamento. Essa verdade inclui o mistério de
Deus encarnado (2.2-3,9), a incredulidade de Israel (Rm 11.25), a injustiça (2Ts
2.7), a união de judeus e gentios que se tornaram um só povo na igreja (Ef 3.3-6)
e o arrebatamento da igreja (IC o 15.51). Dentre todos os mistérios revelados
por Deus no Novo Testamento, o mais profundo é o especificamente identifica­
do em Colossenses 1.27: “Cristo em vós, a esperança da glória”. O Novo Testa­
mento é claro: Cristo, pelo Espírito Santo, habita permanentemente em todos os
crentes. O Antigo Testamento predisse a vinda do Messias, mas não revelou que
ele iria realmente habitar em sua igreja redimida, composta principalmente de
gentios. O Novo Testamento reservou a honra de revelar a glória desse mistério.
Os crentes, que são os judeus e os gentios, agora possuem a suprema riqueza da
habitação de Cristo.

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 1.24-29, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

meus sofrimentos (v. 24) - O fato de Paulo de Paulo em cumprir o ministério que lhe foi
estar preso nesse momento (At 28.16,30). dado por Deus, que era pregar todo o conselho
preen cho o que resta (v. 24) - Paulo estava de Deus para aqueles a quem Deus o havia en­
experimentando a perseguição destinada a viado (At 20.27; 2Tm 4.7).
Cristo. Apesar de sua morte na cruz, os inimi­ gentios... Cristo em vós (v. 27) - Os crentes,
gos de Cristo ainda não estavam plenamente judeus e gentios, agora gozam da suprema ri­
satisfeitos com o mal que haviam causado a ele; queza de ter Cristo no interior, que é a revela­
então, voltaram seu ódio para aqueles que ção do mistério glorioso sobre o qual Paulo
pregavam o evangelho (veja Jo 15.18, 24; 16.1- escreve (Jo 14.23; Rm 8.9-10; G1 2.20; Ef 1.7,
3). Era nesse sentido que Paulo cumpria o res­ 17-18; 3.8-10, 16-19).
tante das aflições de Cristo. a esperança da glória (v. 27) - O Espírito de
a fa v or do seu corpo (v. 24) - A motivação de Cristo que habita em nós é a garantia da glória
Paulo para suportar os sofrimentos era benefi­ futura para cada crente (Rm 8.11; Ef 1.13-14;
ciar e edificar a igreja de Cristo. lPe 1.3-4).
dispensaçáo (v. 25) - O sentido é o de mordo­ perfeito (v. 28) - Ser completo e maduro, ser
mia. Um mordomo era um escravo que admi­ com o Cristo. Essa maturidade espiritual está
nistrava a casa do seu dono, supervisionando os definida em 2.2.
outros servos, distribuindo recursos e tratando eu... me afadigo, esforçando-m e... segundo
de assuntos comerciais e financeiros. Visto que a sua eficácia (v. 29) - O termo “afadigar-se” re­
igreja é a casa de Deus (lT m 3.16), Paulo assu­ fere-se ao ato de trabalhar até a exaustão. A
miu a tarefa de cuidar, alimentar e direcionar as palavra grega traduzida como “esforçar-se” nos
igrejas, pelas quais era responsável perante Deus. deu o termo “agonizar”, que dá a ideia de um
p ara dar plen o cumprimento à palavra de esforço requerido para competir num evento
Deus (v. 25) - Isso se refere à honesta devoção esportivo.

1) Como Paulo explica seu sofrimento (v. 24)? Qual foi a causa? Qual era o
propósito?
2) Que papel, segundo Paulo, a Palavra de Deus desempenha no ministério?
(Veja o v. 25.)

3) Geralmente, quando os cristãos ouvem ou usam a palavra “dispensação”


[no sentido de mordomia], pensam em dar dinheiro para a igreja. É isso
que Paulo quer dizer no versículo 25, ou sua dispensação era muito mais do
que isso?

4) Qual é o mistério sobre o qual Paulo fala nessa passagem (veja o v. 27) e
por que ele é tão importante?

5) Relacione todos os verbos que Paulo utilizou nessa passagem para descre­
ver seus esforços no ministério. Passe alguns minutos refletindo sobre as
palavras escolhidas por ele. A que conclusões você chega a respeito do exer­
cício correto do ministério?
Alguns ministros atuais promovem a si mesmos e focam a prosperidade e o su­
cesso. Compare isso com a perspectiva de Paulo sobre o ministério, conforme o
que está registrado em 2Coríntios 4.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Como a descrição de Paulo em 2Coríntios 4 aumenta o seu entendimento


sobre alguns aspectos vitais do ministério bíblico?

7) A atitude de alegria de Paulo deveria ser o espírito do ministério de todo


cristão. A triste realidade, no entanto, é que muitos cristãos perderam a
alegria de servir a Deus. Dado que o ministério é muitas vezes difícil e exige
trabalho duro, como os cristãos (clérigos ou leigos) podem manter uma
atitude de alegria?

8) Segundo Paulo, qual deveria ser o objetivo de todo ministério (Cl 1.28)?
Como podemos saber se o objetivo foi atingido?

9) Quais são as implicações diárias (e eternas) dessa impressionante verdade?


Porque havia se tornado ministro mediante um chamado soberano, Paulo via
seu ministério como uma tarefa de administração (mordomia) designada por
Deus. Nos tempos de Paulo, a fun ção do m ordom o era administrar as posses de
outra pessoa. O mordomo supervisionava os outros servos e cuidava dos assun­
tos comerciais e financeiros da família. Isso deixava o dono livre para viajar e
cuidar de outros interesses. Ser mordomo era, portanto, ter uma posição de
grande confiança e responsabilidade no mundo antigo. A Bíblia fala da igreja
como sendo a casa de Deus ( lTm 3.15), e todos os crentes têm a responsabilida­
de de administrar os ministérios que Deus lhes concedeu.
A alegria é gerada pela humildade. As pessoas perdem a alegria quando se
tornam egocêntricas, pensando que merecem uma circunstância melhor ou um
tratamento melhor do que estão recebendo. Isso nunca foi problema para Pau­
lo. Assim como todos os grandes servos de Deus, ele estava consciente de que
não era digno de melhor tratamento. Diante da possibilidade de seu martírio,
ele escreveu: “Mesmo que seja eu oferecido por libação sobre o sacrifício e ser­
viço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me congratulo” (Fp 2.17). Como
ele acreditava que não merecia nada, nenhuma circunstância podia abalar sua
alegre confiança de que Deus estava no controle de sua vida.

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) O que impede você de ser um mordomo alegre dos dons que Deus tem
lhe dado?

11) Paulo esforçava-se por servir e honrar a Deus com todas as suas forças.
Ao mesmo tempo, ele sabia que o “combate” eficaz, ou trabalho com resul­
tados eternos, estava sendo feito por Deus por meio dele (v. 29). Quando
você viu esse princípio atuando mais vividamente em sua própria vida?
12) Você sente a convicção de Deus para ministrar de alguma maneira mais
vigorosa? De que maneira? Em quais áreas de sua vida?

13) Pense em seu pastor (ou grupo pastoral da sua igreja). Como você pode
expressar gratidão pelo ministério dele em sua vida?

R espo sta p es s o a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


C
r 51 il II u
r i s t o a c im a d a s f i l o s o f i a *
COLOSSENSES 2.1-10
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

Identifique diversas religiões e filosofias adotadas por pessoas que você


conhece.

Com milhares de ideias falsas e “afirmações de verdade” circulando pelo


mundo, como você pode evitar acreditar numa crença enganosa?

C on texto

Desde o início dos registros históricos, o homem tem refletido sobre o signifi­
cado da vida: Quem sou eu? Por que estou aqu i? Para onde vou? Filosofias mun­
danas tentam ineptamente dar respostas a essas dúvidas. A cidade de Colossos
também tinha seus filósofos. A igreja enfrentava o perigo de ser infiltrada pelo
falso ensinamento, como acontece atualmente. Durante toda sua história, a
igreja lutou para manter sua pureza doutrinária. Nessa polêmica seção de Co-
lossenses, Paulo ataca de frente os falsos mestres. A heresia específica que
ameaçava os colossenses é desconhecida. Podemos, no entanto, reconstruir
alguns de seus princípios a partir de 2.8-23, em que Paulo ataca o primeiro
elemento da heresia colossense: a falsa filosofia. Por meio de uma advertência,
ele contrasta a deficiência da filosofia com a suficiência de Cristo. Paulo exorta
os colossenses a manterem fidelidade à divindade e completa suficiência de Je­
sus Cristo. Ele os faz lembrar que, em contraste com as alegações dos falsos
mestres, em Cristo “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão
ocultos” (Cl 2.3). Essa afirmação era um profundo resumo da suficiência do
Senhor Jesus.
Filosofia: a palavra filosofia vem da palavra grega philosophia, literalmente “amor
pela sabedoria”. Ela aparece apenas aqui no Novo Testamento. A palavra descre­
via qualquer teoria sobre Deus, o mundo ou o significado da vida. O historiador
judeu Josefo, do século Ia, escreveu: “Existem três seitas filosóficas entres os ju ­
deus. Os seguidores da primeira são os fariseus; os da segunda, os saduceus; e os
da terceira seita, que finge ser uma disciplina mais severa, são chamados de essê-
nios” (Guerras judaicas 2.8.2). Desse modo, o termo filosofia era amplo o sufi­
ciente para englobar seitas religiosas. Muito provavelmente os falsos mestres de
Colossos a usavam para se referir ao conhecimento superior, transcendental
que eles supostamente haviam adquirido por meio de experiências místicas.
Paulo, no entanto, equipara a filosofia dos falsos mestres a “vãs sutilezas” - en­
gano inútil.

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 2.1 -10, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

grande luta (v. 1) - A palavra original significa santificação ou glorificação é encontrada em


“esforçar-se” e tem origem na mesma raiz do Jesus Cristo, que é o próprio Deus revelado.
termo que aparece em 1.29. Os colossenses e para que ninguém vos engane (v. 4) - Paulo
os laodicenses estavam entre aqueles pelos não queria que os colossenses fossem engana­
quais Paulo tanto se esforçava para que alcan­ dos pela retórica persuasiva dos falsos mestres,
çassem a maturidade. a qual atacava a pessoa de Cristo. Por essa ra­
laodicenses (v. 1) - Laodiceia, principal cidade zão, ele enfatiza a divindade e a suficiência de
da Frigia, na província romana da Ásia, locali­ Deus nos capítulos 1 e 2, tanto para salvar os
zada ao sul de Hierápolis, no vale do rio Lico. crentes como para fazê-los alcançar a maturi­
fo rte convicção do entendimento (v. 2) - O dade espiritual.
“entendimento” da plenitude do evangelho, ausente quanto ao corpo... em espírito, estou
juntamente com o encorajamento interior e o convosco (v. 5) - Com o Paulo estava preso,
am or compartilhado, caracterizam os crentes não podia estar com os colossenses. Isso, no
maduros que, desse modo, desfrutam da “se­ entanto, não significava que seu am or e sua
gurança” da salvação. preocupação por eles fossem menores (ver
de Deus, Cristo (v. 2) - Ver 4.3. O mistério a ICo 5.3-4; lTs 2.17). A “boa ordem ” e a “fir­
que Paulo se refere aqui é que o Messias, meza de fé” deles (ambas expressões militares
Cristo, é o próprio Deus encarnado (ver lTm retratando uma fileira de soldados prontos
3.16). para a batalha) levaram grande alegria para o
todos os tesouros (v. 3) - Ver versículos 9-10; coração do apóstolo.
1.19. Os falsos mestres que ameaçavam os co­ andai nele (v. 6) - “Andar” é um termo comum
lossenses afirmavam possuir uma sabedoria no Novo Testamento para mostrar a conduta
secreta e um conhecim ento transcendental diária do crente (1.10; 4.5). Andar em Cristo é
disponível apenas para a elite espiritual. Em viver uma vida modelada por ele.
total oposição a isso, Paulo declarou que toda a na f é (v. 7) - O sentido aqui é objetivo, e faz
riqueza da verdade necessária para a salvação, referência à verdade da doutrina cristã. A ma-
turidade espiritual se desenvolve de maneira masse um corpo hum ano. Paulo refuta esse
ascendente, a partir dos fundamentos da ver­ falso ensino ao enfatizar a realidade da encar­
dade bíblica, conforme foi ensinado e registra­ nação de Cristo. lesus não apenas era comple­
do pelos apóstolos. tamente Deus, com o também era completa­
enredar (v. 8) - Esse é um termo que traz a mente humano.
ideia de roubo. Ele se refere aos falsos mestres plenitude da Divindade (v. 9) - Cristo possui a
que conseguem fazer com que as pessoas acre­ plenitude dos atributos e da natureza divina.
ditem em mentiras para roubar delas a verda­ estais aperfeiçoados (v. 10) - Veja João 1.16 e
de, a salvação e as bênçãos. Efésios 1.3. Os crentes estão aperfeiçoados em
os rudimentos do mundo (v. 8) - Longe de ser Cristo pela justiça perfeita de Cristo imputada
conhecim entos profundos e avançados, as a eles e por meio da completa suficiência de
crenças dos falsos mestres eram simplistas e todos os recursos celestiais necessários para a
imaturas, como todas especulações, ideologias, maturidade espiritual.
filosofias e psicologias que o sistema humano e a cabeça de todo principado e potestade (v.
satânico inventa. 10) - Jesus Cristo é o criador e o soberano do
corporalmente (v. 9) - No pensamento filosó­ universo e de todos os seres espirituais, não um
fico grego, a matéria era má e o espírito era ser menor emanando de Deus, com o afirma­
bom. Portanto, era impensável que Deus to ­ vam os enganosos colossenses.

1) Nos versículos 1-5, Paulo revelou suas motivações e expectativas. O que o


motivava? Por que ele estava tão disposto a batalhar em um ministério para
os colossenses?

2) Que palavras e frases Paulo utilizou para explicar os princípios do “andar”


dos cristãos (v. 6-7)?
4) De acordo com Paulo, de que maneiras Cristo é maior que todas as filo­
sofias mundanas?

5) O que Paulo quis dizer quando afirmou que os cristãos estão “aperfeiçoa­
dos” em Cristo?

C o n h ecen d o a fun d o

Uma das maiores preocupações dos apóstolos era que os crentes estivessem
fundamentados no conhecimento de Cristo. Leia 2Pedro 1.2-11.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Que verdades Pedro queria que seus leitores compreendessem? Na práti­


ca, que diferença esse conhecimento sobre Cristo fará em nossa vida?
7) Paulo usou a imagem de estar radicado em solo fértil (Cl 2.6-7). Essa
plantação eterna ocorreu quando recebemos Cristo na salvação. De que
maneiras Cristo é a fonte de nossa contínua nutrição, crescimento e fertili­
dade espiritual?

8) De que maneira a obediência à ordem dos versículos 6-7 nos dá poder


para evitar o perigo do versículo 8?

9) Nada mudou em dois mil anos. Os enganadores continuam envolvendo


seus ensinamentos demoníacos em palavras bonitas. Trocar a verdade bíbli­
ca por uma filosofia vazia é como voltar ao jardim da infância após obter
um doutorado. Como você explica o fato de que as filosofias mundanas
veem as afirmações da Bíblia como ingênuas e simplistas, e os ensinamentos
mundanos como profundos e sofisticados?

V erd ad e p a r a h o je

Em resultado da Queda, o homem vive num triste estado de incompletude. Ele


é espiritualmente incompleto porque está totalmente fora da comunhão com
Deus. É moralmente incompleto porque não vive de acordo com a vontade de
Deus. É mentalmente incompleto porque não conhece a verdade definitiva. Na
salvação, os crentes tornam-se completos. Os crentes são espiritualmente com­
pletos porque vivem em comunhão com Deus. São moralmente completos, pois
reconhecem a autoridade da vontade de Deus. São mentalmente completos
porque conhecem a verdade sobre a realidade última. Afirmar, como os falsos
mestres colossenses faziam, que aqueles que estavam em Cristo ainda eram in­
completos é absurdo. Aqueles que são“coparticipantes da natureza divina” rece­
beram, por meio do poder divino de Deus, “todas as coisas que conduzem à vida
e à piedade” (2Pe 1.3-4). Todos os crentes verdadeiros são completos em Cristo
e não precisam dos ensinos de qualquer seita ou falso mestre.
Todas as pessoas podem escolher entre seguir a sabedoria humana ou vol-
tar-se para Cristo. Seguir a sabedoria humana é ser seqüestrado pelos emissários
de Satanás e seu falso sistema, o qual deixa a pessoa espiritualmente incompleta.
Seguir a Cristo é seguir o único que oferece a plenitude. Que nenhum de nós
que encontrou Cristo jamais duvide da sua suficiência, voltando a seguir qual­
quer sabedoria humana.

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) Dessa curta passagem, o que você aprendeu a respeito da atitude e da


vida de Paulo ao se importar com os outros e servi-los de todo o coração?

11) Quando você foi “plantado” em Cristo? O que o ajudou a crescer e a


aprofundar suas raízes no amor do Senhor?
12) Você seria diferente se colocasse toda a sua confiança na declaração bí­
blica de que está “aperfeiçoado” em Cristo? Pense no seu dia a dia. O que muda­
ria na maneira como você reage às filosofias mundanas, às pessoas e aos contra­
tempos em sua vida?

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


tfe
C r is t o a c im a d o l e g a l i s m <
w -w y íX’^y\x,xí-y.>y'aíUWAx^-y^»u-yct'V-y^i»oí/’ií-yoo’^ s’l | -sw
C olossenses 2.11-23
A p r o x im a n d o - se do texto

Paulo refutou veementemente o legalismo na igreja primitiva. Como você


define o termo “legalismo”?

Quais são os meios pelos quais os cristãos da atualidade são tentados a


“produzir” seu caminho para o céu?

C on texto

Nos tempos atuais há um ataque violento de falsos ensinamentos de proporções


jamais vistas. Em toda a parte, a suficiência de Jesus Cristo é negada, tanto de
modo aberto como implícito. A falsa filosofia infiltrou-se na igreja sob o disfarce
de psicologia, a qual é muito frequentemente vista como um suplemento neces­
sário à Palavra de Deus. Muitos inclinam-se para o misticismo, afirmando rece­
ber visões de revelações extrabíblicas. Outros são legalistas, equiparando a san­
tidade à observação de uma lista de tabus culturais. Outros, ainda, insistem na
prática do ascetismo, argumentando que a pobreza e a negação dos sentidos fí­
sicos é o caminho da santidade. Pastores, presbíteros e líderes da igreja, respon­
sáveis por advertir os crentes contra os falsos ensinamentos, são muitas vezes os
que proclamam esses erros.
Os crentes das igrejas do vale do Lico também enfrentavam o perigo da
ameaça espiritual. Os falsos mestres lhes diziam que Jesus Cristo não era sufi­
ciente, que eles precisavam de algo mais. Aquelas pessoas acreditavam que do­
minavam o segredo para se atingir um nível mais elevado de conhecimento es­
piritual e os segredos da iluminação espiritual. Essa verdade superior, oculta,
estava além de Jesus Cristo e da Palavra. Aqueles hereges formavam uma elite,
um grupo exclusivo que desdenhava os “ignorantes” e “simplórios” cristãos.
Eles seduziam efetivamente alguns cristãos e retiravam deles a confiança exclu­
siva em Cristo. O “algo mais” que os falsos mestres ofereciam era um sincretis-
mo de filosofia pagã, legalismo judaico, misticismo e ascetismo. Como já obser­
vado, Paulo escreveu aos colossenses para refutar esses falsos ensinamentos e
apresentar a absoluta suficiência de Jesus Cristo para a salvação e a santificação.
Pelo fato de que os colossenses tinham Cristo, e de que ele é suficiente, eles não
deveriam se deixar intimidar pelos falsos mestres.

C h aves para o t e x t o

Circuncisão: a circuncisão, a remoção do prepúcio do homem, foi o sinal físico


da aliança do Antigo Testamento que Deus fez com Abraão. Deus deu especial
importância religiosa a esse ato, identificando os descendentes circuncisos
como o povo de Deus. Nesse ato havia um benefício relacionado à saúde, pois
poderiam aparecer doenças nas dobras do prepúcio; assim, removendo-o, pre­
venia-se sua ocorrência. Mas o significado espiritual estava relacionado com a
necessidade de se extirpar o pecado e tornar-se limpo. O ato simbolizava a ne­
cessidade de a humanidade limpar o coração. Era o sinal externo da limpeza do
pecado que vem com a fé em Deus (Rm 4.11; Fm 3.3). Na salvação, os que creem
submetem-se a uma “circuncisão” espiritual, destruindo o corpo de pecados da
carne (veja Rm 6.6). Isso é renascimento, a nova vida que advém da conversão.

Batismo: o batismo cristão alterou a importância do antigo ritual, simbolizando


a identificação do crente com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição.
O batismo pela água é uma confirmação visível da transformação interior já
realizada. Em Cristo, nós morremos e fomos sepultados com ele, e também
permanecemos unidos a ele na sua ressurreição. Surge uma nova qualidade e
um novo caráter em nossa vida, um novo princípio de vida. Isso diz respeito à
regeneração do crente. O velho eu morreu com Cristo, e a vida que nós agora
desfrutamos é nova, a vida divinamente dada do próprio Cristo.

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 2.11-23, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

mortos pelas vossas transgressões (v. 13) - O completo essa condição dos não salvos em
mundo (E f 2.12), a carne (Rm 8.8) e o demô­ 1 Coríntios 2.14, Efésios 4.17-19 e Tito 3.3.
nio (1 Jo 5.19) estão tão presos na esfera do pe­ vos deu vida juntam ente com ele (v. 13) - É
cado que são incapazes de reagir aos estímulos somente por meio da união com Jesus Cristo
espirituais; estão totalmente desprovidos de (v. 10-12) que aqueles que estão desesperada­
vida espiritual. Paulo define de modo mais mente mortos em seus pecados podem receber
a vida eterna (veja Ef 2.5). Observe que Deus comida e bebida (v. 16) - Paulo adverte os co­
toma a iniciativa e exerce o poder de ofertar a lossenses para que não troquem a liberdade em
vida para despertar e unir os pecadores ao seu Cristo por um conjunto de regras inúteis, lega­
filho. Os espiritualmente m ortos não têm a listas, instituídas por homens. O legalismo é
capacidade de tornarem -se vivos (veja Rm impotente para salvar ou para restringir o pe­
4.17; 2 Co 1.9). cado. Os falsos mestres procuravam impor al­
perdoan do todos os nossos delitos (v. 13) - guns tipos de regras de alimentação, provavel­
Veja 1.14. O perdão gratuito (Rm 3 .2 4 ) e mente baseadas na lei mosaica (veja Lv 11).
completo (Rm 5.20; Ef 1.7) de Deus para os Embora estivessem sob a Nova Aliança, os co­
pecadores culpados que depositam sua fé em lossenses (assim com o todos os cristãos) não
Jesus Cristo é a mais importante realidade da eram obrigados a observar as restrições dietéti-
Escritura. cas do Antigo Testamento.
cancelado o escrito (v. 14) - Por meio do sa­ dia de festa (v. 16) - As celebrações religiosas
crifício de Cristo em sua morte na cruz, Deus anuais do calendário judaico (p.ex., Páscoa,
apagou totalmente o débito inestimável que Pentecostes ou Tabernáculos; veja Lv 23).
tínhamos contraído ao violar sua lei (G1 3.10; lua nova (v. 16) - O sacrifício mensal ofereci­
T g2.10; vejaMt 18.23-27). do no primeiro dia de cada mês (Nm 10.10;
encravando-o na cruz (v. 14) - Essa é outra 28.11-14; SI 81.3).
metáfora para o perdão. A lista dos crimes per­ sábados (v. 16) - A celebração judaica do séti­
petrados pelo crucificado era pregada na cruz, mo dia do Antigo Testamento, que se refere ao
com o criminoso, para declarar as transgressões descanso de Deus após a criação. O Novo Tes­
pelas quais ele estava sendo punido (no caso de tamento ensina claramente que Cristo é o Se­
lesus, conforme foi observado em Mt 27.37). nhor do sábado.
Os pecados dos crentes foram todos lançados sombra... corpo (v. 17) - Os aspectos cerimo­
sobre Jesus, pregados na sua cruz e pagos por niais da lei do Antigo Testamento (regras de
ele, que assumiu a pena por todos nós, satisfa­ alimentação, festas, sacrifícios) eram simples
zendo assim a justa ira de Deus contra os crimes sombras que apontavam para Cristo. Com
que exigiam completa punição. Cristo, veio a verdadeira realidade; as sombras
despojando (v. 15) - Revelando ainda outro não têm mais valor (veja Hb 8.5; 10.1).
elemento do sacrifício da cruz, Paulo afirma árbitro contra vós (v. 18) - Paulo adverte os
que a cruz pronunciou a condenação definitiva colossenses a não permitir que os falsos mes­
de Satanás e suas hostes malignas de anjos de­ tres os enganem com suas bênçãos profanas ou
caídos (veja Gn 3.15; Jo 12.31; 16.11; Hb 2.14). recompensas eternas (veja 2Jo 8), iludindo-os
os principados e as potestades (v. 15) - Embo­ com um misticismo irracional.
ra seu corpo estivesse morto, seu espírito vivo e pretextando humildade (v. 18) - Embora os
divino foi até a morada dos demônios e anun­ falsos mestres tivessem grande prazer com a
ciou seu triunfo sobre o pecado, Satanás, a “humildade”, ela era realmente orgulho, algo
morte e o inferno. que Deus odeia (P v 6.16-17).
publicam ente os expôs... triunfando deles (v. culto dos anjos (v. 18) - O início de uma heresia
15) - A imagem é a de um general romano que iria empestear a região de Colossos por mui­
vitorioso, desfilando com seus inimigos der­ tos e muitos séculos, uma prática que a Bíblia
rotados pelas ruas de Roma. Cristo conquis­ proíbe claramente (Mt 4.10; Ap 19.10; 22.8-9).
tou a vitória sobre as forças demoníacas na baseando-se em visões (v. 1 8 )-C o m o todas as
cruz, onde seus esforços para impedir o plano seitas e religiões falsas, os ensinamentos dos
de redenção de Deus foram definitivamente falsos mestres colossenses eram baseados em
derrotados. visões e revelações que eles supostamente rece-
9) Os enganadores colossenses tentavam obter justiça por meio da autone-
gação. Embora o cuidado e a disciplina de uma pessoa para com seu corpo
tenham um valor temporal ( lTm 4.8), eles não têm valor eterno real. Como
um crente pode encontrar um equilíbrio saudável entre a disciplina útil e o
ascetismo legal ístico?

V erdade p a r a h o je

O legalismo é a religião da realização humana. Ele defende que a espiritualida­


de é baseada em Cristo mais as obras humanas. Ele faz a concordância entre as
regras feitas pelo homem e a dimensão da espiritualidade. O legalismo é inútil
porque não pode reprimir a carne. Ele também é perigosamente enganador,
porque os cristãos, intrinsecamente rebeldes e desobedientes, e até mesmo os
não cristãos, podem se adequar a um conjunto de padrões de atuação ou de
rituais.
Os crentes, contudo, são completos em Cristo, que forneceu total salvação,
perdão e vitória. Portanto, Paulo diz aos colossenses para não sacrificarem a li­
berdade que tinham em Cristo por um conjunto de regras humanas. A mensa­
gem de Paulo aos colossenses é também uma advertência para nós. Não deve­
mos nos intimidar com a falsa filosofia humana, com o legalismo, o misticismo
ou o ascetismo. Devemos nos manter firmes com Cristo, em quem fomos tor­
nados completos.
10) Como você pode expressar adequadamente sua gratidão a Deus no dia
de hoje por tão grande salvação e perdão, conforme está descrito em Colos­
senses 2.11-15?

11) De todas as variadas heresias que rondavam os antigos colossenses (e


que ainda persistem nos dias de hoje), a quais você é mais suscetível? O que
você aprendeu aqui sobre derrotar essas ideias sedutoras?

12) Pense em alguém que você conhece que caiu em erro. Escreva o nome
dessa pessoa e ore diligentemente a Deus para que ele conceda a essa pessoa
a capacidade de distinguir a verdade da falsidade.

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


A CONDUTA CRISTÃ
C o lo ssenses 3.1-17

A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

Paulo diz que devemos morrer para o pecado em nossa vida e viver para
Cristo. No entanto, em certos grupos de cristãos, os pecados “menores” são
tolerados. Que atitudes ou ações não bíblicas são mais frequentemente ig­
noradas pelos crentes?

Paulo relembrou aos colossenses que eles tinham sido ressuscitados com
Cristo. Nós possuímos a vida eterna de Cristo e somos ressuscitados para
viver em outro plano. Como essa verdade pode afetar sua vida diária?

C on texto

À medida que Paulo volta-se para questões mais práticas, ele pede a seus leitores
que se preocupem com as realidades celestiais, que são os sinais da verdadeira
espiritualidade e o ponto de partida da santidade colocada em prática. Então, é
surpreendente quando Paulo fala sobre fazer o pecado morrer em nossa vida,
aqui e agora. Paulo não disse repetidas vezes que isso já tinha sido feito? É certo
que, no momento da salvação, o velho eu foi crucificado com Cristo, e nós re­
nascemos para uma nova vida. Mas essa realidade deve ser confirmada com o
viver prático do crente. Não pode haver santidade ou maturidade numa vida em
que o pecado domina sem que seja restringido.
Nós morremos para a punição do pecado, mas o poder do pecado ainda
pode ser forte. Paulo relacionou alguns dos pecados mais comuns e mais preo­
cupantes que os crentes enfrentam. É por isso que devemos continuamente fazer
com que o pecado morra submetendo-nos ao Espírito Santo. Os cristãos devem
vestir-se espiritualmente de acordo com a nova identidade. Eles devem “desves-
tir” as vestimentas do estilo de vida antigo, pecaminoso, ou seja, algo negativo,
e devem “vestir-se” com o estilo de vida do novo homem, o que é algo positivo.
Pensar: esse termo também pode ser traduzido como “ter essa disposição interior”.
Do mesmo modo que uma bússola aponta para o Norte, toda a disposição do
crente deve apontar em direção às coisas do céu. Pensamentos celestiais só podem
vir à mente com o entendimento das realidades celestiais obtido na Escritura.

Velho hom em , novo hom em : o “velho homem” é o eu não regenerado do crente.


A palavra grega para “velho” não se refere a algo envelhecido com os anos, mas a
algo desgastado e inútil. O velho eu morreu com Cristo, e a vida que agora des­
frutamos é nova, concedida divinamente, a própria vida de Cristo (veja G12.20).
Nós fomos retirados da presença e do controle do eu não regenerado; por isso,
não devemos seguir seus velhos caminhos pecaminosos, como se ainda estivés­
semos sob sua influência maligna. O “novo homem” é o eu regenerado, que
substitui o velho homem. Essa é a essência do que os crentes são em Cristo.
Embora o velho eu esteja morto, o pecado ainda se mantém em nossa carne
com seus desejos corrompidos.

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 3.1-17, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

se (v. 1) - Melhor traduzido como “desde que”. de Jesus Cristo, na qual os crentes uniram-se a
fostes ressuscitados (v. 1) - O verbo, no origi­ ele, as penalidades pelos seus pecados foram
nal, significa, realmente, “ser corressuscitado”. pagas e eles ressuscitaram com o Senhor para
Por causa de sua união com Cristo, no m o­ uma nova vida.
mento de sua conversão, os crentes passam es­ oculta juntam ente com Cristo, em Deus (v.
piritualmente pela mesma morte e ressurreição 3) - Essa rica expressão tem significado triplo:
que Cristo experimentou. Eles estão agora vi­ (1) os crentes têm uma vida espiritual em co­
vos nele e aptos a entender as verdades, reali­
mum com o Pai e o Filho (1 Co 6.17; 2Pe 1.4);
dades e bênçãos espirituais, bem com o a von­
(2) o mundo não pode entender o significado
tade de Deus. Essas gloriosas bênçãos (veja Ef
total da nova vida do crente (Rm 8.19; ICo
1.3) são os privilégios e as riquezas do reino
2.14; 1Jo 3.2); e (3) os crentes estarão eterna­
celestial e estão todas à nossa disposição. Paulo
mente seguros, protegidos de todos os inimi­
as chamou de “coisas lá do alto”.
gos espirituais, e terão acesso a todas as bên­
assentado à direita de Deus (v. 1) - A posição
çãos de Deus (Jo 10.28; Rm 8.31-39; Hb 7.25;
de honra e majestade (veja o SI 110.1; Lc
lPe 1.4).
22.69; At 2.33; 5.31; 7.56; Ef 1.20; Hb 1.3; 8.1;
lPe 3.22) que Cristo ocupa com o o exaltado Quando Cristo... se manifestar (v. 4) - Na sua
Filho de Deus. Essa exaltação faz dele a fonte segunda vinda (vejaAp 19.11-13,15-16).

de bênçãos para seu povo (Jo 14.13-14; veja Fazei... morrer (v. 5) - Isso se refere a um es­
2 Co 1.20). forço consciente para fazer m orrer o pecado
morrestes (v. 3) - O tempo verbal indica que a remanescente em nossa carne (veja Zc 4.6; Ef
morte ocorreu no passado. No caso da morte 5.18;6.17; 1Jo 2.14).
prostituição (v. 5) - Também traduzida como m aldade (v. 8) - Palavra originária do termo
“imoralidade”, esse termo se refere a qualquer grego que indica o mal moral generalizado.
forma de pecado sexual (veja ITs 4.3). Aqui, ela provavelmente se refere ao dano cau­
impureza (v. 5) - O significado desse termo vai sado pela fala maligna (veja 1Pe 2.1).
além do pecado sexual e abrange também os maledicência (v. 8) - No original, “blasfêmia”.
maus pensamentos e as más intenções (veja Mt A tradução normal dessa palavra faz referência
5.28; Mc 7.21-22; lT s4.7). a Deus. Mas aqui, como ela se refere a pessoas,
paixão... desejo maligno (v. 5) - Termos se­ é mais bem traduzida como “calúnia”. Caluniar
melhantes que se referem à luxúria sexual. as pessoas, contudo, é blasfemar contra Deus
“Paixão” é o aspecto físico desse pecado, e (Tg 3.9; veja Mt 5.22; Tg 3.10).
“desejo maligno” é o aspecto mental (veja Tg despistes... revestistes (v. 9-10) - Essas pala­
1.15). vras são a base da ordem dada no versículo 8.
avareza (v. 5) - Também traduzida como “ga­ Como o velho homem morreu em Cristo e o
nância” (literalmente, significa “ter mais”). É o novo homem vive em Cristo - essa é a essência
desejo insaciável de obter cada vez mais, espe­ da nova vida ou regeneração (2Co 5.17) - , os
cialmente as coisas proibidas (veja Êx 20.17; Dt crentes devem despir-se das ações pecaminosas
5.21; Tg 4.2). remanescentes e devem se renovar continua­
que é idolatria (v. 5) - Quando as pessoas se mente à imagem de Cristo.
apegam à ganância ou aos pecados sexuais que velho homem (v. 9) - O velho eu, não regene­
Paulo apresentou, elas seguem seus próprios rado, que se originou com Adão (veja Ef 4.22).
desejos em vez de os desejos de Deus, adoran­ que se refaz (v. 10) - Veja Romanos 12.2 e
do, em tese, a si mesmas, o que é idolatria (Nm 2Coríntios 3.18. Esse verbo grego contém um
25.1-3; Ef 5.3-5). sentido de contraste com a realidade anterior.
ira de Deus (v. 6) - Sua reação constante, inva­ Ele descreve uma nova qualidade de vida que
riável, contra o pecado. nunca existiu antes (veja Rm 12.2; E f4.22). Do
filh os da desobediência (v. 6) - Essa expressão mesmo modo que um bebê nasce completo,
designa os incrédulos como pessoas que assu­ mas imaturo, o novo homem é completo, mas
mem a própria natureza e o caráter da pecami- tem a capacidade de crescer.
nosidade desobediente e rebelde que eles conhecim ento (v. 10) - Um profundo e com ­
amam. pleto conhecimento sem o qual não pode haver
nestas mesmas coisas andastes (v. 7) - Antes crescim ento espiritual ou renovação (2Tm
de sua conversão (veja Ef 2.1 -5; Tt 3.3-4). 3.16-17; l P e 2.2).
despojai-vos (v. 8) - Tradução de uma palavra imagem daquele que o criou (v. 10) - Faz parte
grega usada no sentido de desvestir-se (veja At do plano de Deus que os crentes tornem -se
7.58; Rm 13.12-14; 1Pe 2.1). Como uma pessoa progressivamente com o Jesus Cristo, aquele
que tira sua roupa suja no final do dia, os cren­ que os fez (veja Rm 8.29; ICo 15.49; ljo 3.2).
tes devem livrar-se das vestimentas imundas grego (v. 1 1 ) - Um gentio, ou não judeu.
da vida antiga e pecaminosa. judeu (v. 11) - Um descendente de Abraão por
ira (v. 8) - Uma amargura profunda, latente; a meio de Isaque.
atitude de um coração obstinado de uma pes­ cita (v. 1 1 ) - Antigo povo guerreiro e nômade
soa irada (veja E f4.31;T g 1.19-20). que invadiu o Crescente Fértil no século 7o a.C.
indignação (v. 8) - Ao contrário da indigna­ Caracterizado pela selvageria, eles foram os
ção determinada e justa de Deus, essa é uma mais odiados e temidos de todos os povos co­
explosão repentina de ira pecaminosa. Geral­ nhecidos como bárbaros.
mente, o acesso de raiva que emana da “cólera” escravo, livre (v. 1 1 ) - Sempre existiu uma
(veja Lc 4.28; At 19.28; E f4.31). barreira social entre os escravos e os homens
livres. Aristóteles se referiu aos escravos como perfeito, Jesus Cristo (lT m 1.16; veja 2Pe
“instrumentos vivos”. Mas a fé em Cristo re­ 3.15). Ela suporta a injustiça e as circunstân­
moveu essa barreira ( ICo 12.13; Gl 3.28; veja cias perturbadoras com esperança de um alívio
Fm 6). futuro.
Cristo é tudo em todos (v. 11) - Pelo fato de Assim com o o Senhor vos perdoou (v. 13) -
lesus Cristo ser o Salvador de todos os crentes, Sendo Cristo o modelo de perdão, que per­
ele é igualmente o Senhor Todo-Suficiente de doou completamente todos os nossos pecados
todos eles. (1.14; 2.13-14), os crentes devem estar dispos­
Revesti-vos, pois (v. 12) - Tendo em vista o tos a perdoar as outras pessoas.
que Deus fez para todos os crentes por meio de vinculo da perfeição (v. 14) - Uma tradução
Jesus Cristo, Paulo descreveu o comportamen­ melhor seria “o perfeito elo”. O amor sobrenatu­
to e a atitude que Deus espera em retorno (v. ral derramado no coração do crente é o elemen­
12-17). to de ligação da igreja (veja Rm 5.5; lTs 4.9).
eleitos de Deus (v. 12) - Isso designa os verda­ a paz de Cristo (v. 15) - A palavra grega para
deiros cristãos como aqueles que foram esco­ “paz” aqui refere-se tanto ao chamado de Deus
lhidos por Deus. Ninguém se converte unica­ para a salvação e a conseqüente paz com ele,
mente por sua própria escolha, mas somente quanto à atitude de descanso e/ou à segurança
em resposta à graça efetiva, gratuita, não in­ (Fp 4.7) que os crentes têm por causa dessa paz
fluenciada e soberana de Deus (veja At 13.46- eterna.
48; Rm 11.4-5). palavra de Cristo (v. 16) - A Escritura inspira­
am ados (v. 12) - A escolha significa que os da pelo Espírito Santo, a palavra da revelação
crentes são o objeto do amor especial e incom­ que ele trouxe ao mundo.
preensível de Deus (veja Jo 13.1; Ef 1.4-5). Habite, ricamente, em vós (v. 16) - “Habitar”
ternos afetos (v. 12) - Isso também pode ser significa “m orar no interior” ou “estar em
traduzido como “coração de compaixão”. É um casa”, e “ricamente” pode ser traduzido como
hebraísmo que indica os órgãos internos do “abundante e extravagantemente rico”. A Es­
corpo humano usados de modo figurativo critura deve permear cada aspecto da vida do
para descrever a sede das emoções (veja Mt crente e controlar cada pensamento, palavra e
9.36; Lc 6.36; Tg 5.11). ato dele (veja SI 119.11; Mt 13.9; F p 2.16;2T m
bondade (v. 12) - O termo refere-se à bondade 2.15). Esse conceito é paralelo ao fato de uma
para com os outros que impregna a pessoa pessoa estar preenchida pelo Espírito Santo
completamente, abrandando todos os seus as­ em Efésios 5.18, uma vez que os resultados de
pectos desagradáveis (veja Mt 11.29-30; Lc ambos são os mesmos. Em Efésios 5.18, o po­
10.25-37). der e a motivação, para todos os efeitos, são
hum ildade (v. 12) - Veja Mateus 18.4; João obtidos com o preenchimento do Espírito
13.14-16; Tiago 4.6, 10. Esse é o antídoto per­ Santo; aqui, com as palavras “habitar ricamen­
feito contra o amor próprio que envenena as te”. Essas duas realidades são, na verdade, uma
relações humanas. só. O Espírito Santo preenche a vida controla­
mansidão (v. 12) - Às vezes, traduzida como da por sua Palavra. Isso dá ênfase ao fato de
“docilidade”, é a disposição para sofrer feri­ que o preenchimento do Espírito não é algo
mentos ou insultos em vez de causar tais sofri­ estático ou uma experiência emocional, mas
mentos ou insultar. um firme controle de vida por meio da obe­
longanimidade (v. 12) - Veja também Roma­ diência à verdade da Palavra de Deus.
nos 2.4. Também traduzida como “paciência” fa z ei-o em nom e do Senhor Jesu s (v. 17) -
o oposto da ira repentina, do ressentimento e Isso significa simplesmente agir consistente-
da vingança. Portanto, ser com o o exemplo mente com o que ele é e com o que ele quer.
1) O início do capítulo 3 forma uma espécie de ponte entre o que Paulo
discutiu nos dois primeiros capítulos e o que ele discutirá a seguir. O que os
versículos 1 a 4 nos ensinam sobre Cristo? E sobre os crentes?

2) Escreva os diferentes mandamentos encontrados nos versículos 5 a 11.


Compare o mandamento “fazei morrer” com o “despojar”.

3) Quais são os comportamentos proibidos (v. 5-11)?

4) Que características e práticas positivas, de honra a Deus, são incentivadas


(v. 12-17)?

5) Como você resumiria o significado do versículo 17?

C o n h ecen d o a fu n d o

Paulo disse que nossa vida está “oculta juntamente com Cristo” (3.3). Nenhu­
ma passagem explica essa verdade gloriosa mais eloquentemente do que Romanos
8.31-39. Reserve alguns minutos para ler essa passagem e refletir sobre ela.
6) De que modo você está motivado pela declaração bíblica de que nós so­
mos aceitos, amados e estamos em segurança por causa de nossa identidade
e união com Cristo?

7) Como o fato de saber que somos amados por Deus nos motiva a nos
comportarmos de acordo com o que está descrito nos versículos 12 a 16?

8) Pensar nas “coisas lá do alto” nos deixa cientes dos valores espirituais que
caracterizam Cristo, tais como ternura, bondade, humildade, mansidão,
paciência, sabedoria, perdão, força, pureza e amor. Por que é tão importan­
te concentrar-se nas realidades do céu?

9) O que essa passagem nos ensina sobre as conseqüências da recusa de fazer


o pecado morrer em nossa vida?

V erd ade p a r a h o je

A preocupação com a realidade eterna que é nossa em Cristo deve ser um pa­
drão de vida do crente. Jesus explicou isso da seguinte maneira: “Buscai, em
primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão
acrescentadas” (Mt 6.33). Paulo não está defendendo uma forma de misticismo.
Pelo contrário, ele quer que as preocupações dos colossenses com o céu deter-
minem suas reações na terra. Estar preocupado com o céu é estar preocupado
com aquele que reina no céu e com os propósitos, planos, provisões e poder dele.
É, também, ver as coisas, as pessoas e os acontecimentos deste mundo por meio
de seus olhos, numa perspectiva eterna.
Obviamente, os pensamentos sobre o céu que devem preencher a mente do
crente devem derivar da Escritura. A Bíblia é a única fonte confiável de conheci­
mento sobre o caráter de Deus e os valores do céu. Nela, aprendemos as coisas
louváveis nas quais nossa mente deve ponderar (veja Fp 4.8). Ao dominar a
mente, esses valores celestiais produzirão um comportamento devoto.

R e f l e t in d o sobre o t e x t o

10) Relacione quatro atitudes práticas que você pode começar a ter hoje
para “fixar sua mente nas coisas lá do alto”.

11) Da lista que Paulo faz das atitudes e atos pecaminosos, de quais você
precisa se “despojar”? Como se faz isso?

12) Como seria sua vida se você fizesse tudo “em nome do Senhor Jesus”? Dê
exemplos de:

Cuidar dos filhos em nome do Senhor Jesus:


Fazer compras em nome do Senhor Jesus:
Falar ao telefone em nome do Senhor Jesus:
Trabalhar em nome do Senhor Jesus:
Dirigirem nome do Senhor Jesus:
Comerem nome do Senhor Jesus:
Servirem nome do Senhor Jesus:
R e spo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


O LAR CRISTÃO
-
C o lo ssenses 3.18-21

Liste cinco palavras que descrevam, da melhor maneira possível, o desenvol­


vimento de sua vida familiar.

Na lista abaixo, indique os dez ingredientes essenciais para um lar feliz:

— _Passar algum tempo juntos — Pais que se amam profundamente


__ Compaixão — Fazer as refeições juntos
— Devoção a Cristo — Envolvimento com a igreja
— Limite de tempo para TV e outros — Liderança espiritual forte
— Gentileza — Todos ouvindo a todos
__ Renda familiar estável — Uma mãe que permanece em casa
— Programação cuidadosa de atividades — Papéis claramente definidos
— Capacidade de resolução de conflitos — Férias anuais em família
— Devoção em família — Predisposição para perdoar
— Reuniões familiares regulares — Boa comunicação
__ Honestidade — Altruísmo
— Predisposição para realizar tarefas — Divertir-se e rir em família
— Tradições familiares — Outros

C on texto

Ser cristão não é uma atitude apenas pessoal; é também social. A vida do “novo
homem” é vivida com outras pessoas transformadas. O novo homem também
deve exercer um impacto na sociedade em que vive. Em nenhum lugar o aspecto
social do novo homem deve ser mais evidente do que no lar, a instituição social
única e a mais importante do mundo. O cristão genuíno é constituído tanto pela
doutrina como pela maneira santa de viver. O Novo Testamento nos lembra, em
muitas de suas partes, que o conhecimento intelectual de nossa fé deve ser acom­
panhado por uma vida que prove a realidade da fé. E essa vida pode ser vivida
somente pelo contato vital com Deus por meio de Cristo. É difícil aceitar que um
cristão possa exercer algum efeito positivo na sociedade se ele não consegue
transformar seu próprio lar. Nessa passagem, Paulo dá orientações breves e dire­
tas sobre a vida cristã no lar. Ele discute os dois principais relacionamentos nos
lares antigos: o do marido com a esposa e o dos pais com os filhos.

C h aves para o t e x t o

Submissas: o verbo grego significa “submeter-se”, que sugere a ideia de sujeitar-


-se voluntariamente ao comando de alguém. O termo é usado em Lucas 2.51
para indicar a obediência de Jesus a seus pais, e em Romanos 8.7, onde Paulo
emprega a palavra para dar a ideia de submissão aos mandamentos da lei de
Deus. Vale a pena observar diversos equívocos sobre o termo “submissão”. Em
primeiro lugar, submissão não implica inferioridade. Em Gálatas 3.28, é afirma­
do claramente que não há diferença, espiritualmente falando, entre homem e
mulher. Jesus submeteu-se ao Pai durante sua vida na terra, embora ele não
fosse, de modo algum, inferior ao seu Pai. Em segundo lugar, a submissão não é
absoluta. Nessa passagem, a obediência é reservada às crianças e aos servos. Po­
dem ocorrer situações em que uma esposa deve se recusar a submeter-se aos
desejos do marido (se eles violam a Palavra de Deus). Finalmente, a autoridade
do marido não deve ser exercida de maneira autoritária, arbitrária. A submissão
da esposa ocorre num contexto de relacionamento baseado no amor. “Convém
no Senhor” que a esposa se submeta ao seu marido. O termo grego expressa
uma obrigação, um dever necessário. É a maneira como Deus designou a famí­
lia, e é assim que ele ordena que a família seja.

Amor: a ordem para o marido é que ele “ame” (do termo grego agapate) a espo­
sa. O uso do verbo no imperativo presente indica uma ação contínua. Poderia
ser traduzido como “mantenham-se amando”. Em outras palavras, o amor que
existia no início do casamento deve continuar durante todo o casamento; ele
nunca deve ser substituído pela amargura. O verbo parece ser mais bem com­
preendido no Novo Testamento quando expressa o sentido de um amor baseado
na boa vontade; não o amor da paixão ou da emoção, mas o amor da escolha,
uma espécie de aliança de amor.

D esd o bra n d o o t e x t o

Leia Colossenses 3.18-21, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

am ai (v. 19) - Trata-se de um com ando para xe de ser amargo” ou “não tenha o hábito de
a mais alta forma de am or, o qual é dado al- ser am argo”. O marido não deve ser severo
truisticam ente (veja Gn 2 4 .6 7 ; Ef 5 .2 2 -2 8 ; com sua esposa ou nutrir ressentimento agres­
lPe 3.7). sivo contra ela.
com amargura (v. 19) - No original grego, a Filhos (v. 20) - A palavra no original grego é
forma verbal poderia ser traduzida como “dei­ tekna, um termo que se aplica à criança sem se
limitar a um grupo etário específico. Ele se re­ Pais (v. 21) - A palavra grega original, pateres,
fere a todo filho que ainda viva com os pais, dá a ideia de “pais e mães”; é a mesma palavra
sob a orientação deles. que aparece em Hebreus 11.23.
em tudo (v. 20) - A única restrição à obediên­ irriteis (v. 21) - Palavra que também pode ser
cia de um filho é quando os pais exigem algo traduzida como “exaspereis”, ela tem o sentido
que contrarie a Palavra de Deus. Por exemplo, de instigar ou provocar.
ao aceitarem Cristo, alguns filhos agem em desanim ados (v. 21) - A ideia contida nesse
desacordo com a vontade de seus pais, o que é termo é “ficar sem coragem ou ânimo”. A pala­
permitido, pois a Palavra de Deus tem priori­ vra traz o sentido de apatia, mau humor, desâ­
dade sobre a autoridade dos pais (veja Lc nimo ou desespero. Os pais podem fazer com
12.51-53; 14.26). que seus filhos desanimem ao deixar de disci­
obedecei (v. 21) - O uso do verbo no imperativo pliná-los e de instruí-los amorosamente, de
presente indica uma obediência contínua. modo equilibrada, nos caminhos do Senhor.

1) Quais foram as orientações de Paulo às esposas?

2) Como é descrito o trabalho duplo do marido (um mandamento positivo


e outro “negativo”)?

3) Que comportamento é esperado dos filhos? Por quê?


5) Qual é a ligação existente entre esses quatro versículos diretos e os concei­
tos teológicos mais profundos de Colossenses 1 e 2? Por exemplo, como a
incapacidade de compreender a preeminência de Cristo (veja 1.15-19)
causa problemas no lar?

C o n h ec en d o a fu n d o

Para outra descrição semelhante da diferença que Cristo faz nos relacionamen­
tos de uma pessoa, leia Efésios 5.19-6.4.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Que diferenças, informações ou instruções às famílias são encontradas


na passagem de Efésios que não estão incluídas em Colossenses?
7) Como o amor permanente, solícito, heroico e repleto de sacrifício de um
marido, quando praticado com fé, anula as objeções das feministas atuais à
submissão das esposas?

8) Os filhos devem obedecer a seus pais “em tudo”. Há alguma situação em


que é aceitável que os filhos os desafiem? Explique.

9) Como as seguintes ações ou hábitos, comuns a alguns pais, podem desa­


nimar os filhos? (Se você é pai ou mãe, evite fazer uso dessas práticas.)

Superproteção, não dar liberdade aos filhos e impor regras rígidas para
tudo
Demonstrar preferência por um dos filhos
Deixar de demonstrar afeição, de maneira verbal e física, aos filhos
Falta de padrões de conduta; liberdade excessiva
Disciplina exagerada, ou disciplina aplicada com ira
Críticas demasiadas
Negligência e não envolvimento com os filhos

V erd ade p a r a h o je

Os dois princípios básicos que Paulo menciona nessa breve passagem, autorida­
de e submissão, não são exclusividade da doutrina cristã. Eles sempre fizeram
parte do plano de Deus para os lares. Contudo, o cristianismo introduziu diver­
sos elementos novos para a constituição de um lar. Em primeiro lugar, introdu­
ziu uma nova presença no ambiente familiar: a do Senhor Jesus Cristo. Essa
nova presença traz um novo poder. Cristo estando lá, seu Espírito fornece o
poder de fazer com que a família seja o que deve ser. Segundo, há um novo
propósito: “Tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome
do Senhor Jesus” (Cl 3.17). Finalmente, o cristianismo introduziu um novo pa­
drão para o lar: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a
igreja” (Ef 5.25). O novo padrão é Cristo. Ele é o modelo que devemos seguir.

R e f l e t in d o s o b r e o t e x t o

10) Que novos conhecimentos você obteve sobre as relações familiares a


partir da explicação concisa de Paulo?

11) De que maneira o Espírito de Deus toca você com as verdades dessa
passagem? O que precisa mudar em seu casamento? Na maneira como você
se relaciona com seus pais? Na maneira como você trata seus filhos?

12) Escolha um dos versículos vistos (o que mais se aplica ao papel que você
desempenha na sua família) e memorize-o. Reflita sobre ele ao longo desta
semana.
R e spo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


r* 9 *5

Sen h o r es e serv o s
C olossenses 3.22-4 .1
A p r o x im a n d o - s e d o t e x t o

Qual é o emprego dos seus sonhos? Por quê?

Do que você mais gosta no seu emprego atual? Do que você menos gosta?

C on texto

Além dos relacionamentos entre cônjuges e entre pais e filhos, os lares da Anti­
guidade, na época do Império Romano, também contavam com os relaciona­
mentos entre senhores e servos. (Em nossos dias, esse relacionamento pode ser
comparado com o que existe entre o patrão e o empregado.) Sob a orientação do
Espírito Santo, Paulo explica como a fé em Cristo deve afetar essas relações.
Observemos que, embora a Palavra de Deus nunca defenda a escravidão, os
textos do Novo Testamento a aceitam como uma realidade social e procuram
orientar os que vivem nesse sistema a se comportarem de maneira devota. Cer­
tamente, na carta a Filemom (escrita na mesma época de Colossenses; veja o
capítulo 12 deste guia de estudo), Paulo esclarece sobre os deveres do escravo e
do dono. Ele pede a Filemom que trate seu escravo que retornou com gentileza
e perdão, renovando o relacionamento com ele de acordo com os desígnios di­
vinos. Em suma, o apóstolo, divinamente inspirado, defendeu o serviço a um
patrão terreno como uma maneira de servir o Senhor.
T em endo o Senhor: a palavra traduzida como “temendo” (v. 22) é o termo
grego fobou m en oi. Ela se originou do verbo fo b e o (do qual derivou o sufixo
p h ob ia), e seu significado básico é “ter medo ou pavor” ou, como nesse con­
texto, “estar repleto de profunda reverência, respeito e tem or”. Ele expressa o
sentim ento de uma pessoa que está na presença de alguém infinitam ente
superior.
Fobeo é usado para descrever a reação dos discípulos quando viram Jesus
caminhando sobre as águas (Mt 14.26), para descrever as reações das pessoas
depois da ressurreição do filho da viúva em Naim (Lc 7.16) e, depois, a cura dos
endemoninhados em Gerasa (Lc 8.37). É usado para descrever a reação de Za­
carias ao aparecimento do anjo (Lc 1.12) e a reação dos que estavam com ele
quando recuperou a fala (v. 65). É usado para descrever os pastores quando
ouviram os anjos cantando (Lc 2.9), os guardas na sepultura de Jesus, quando os
anjos removeram a pedra (Mt 28.2-4), e as mulheres, ao verificarem que o tú­
mulo estava vazio (v. 8). É usado para descrever os sentimentos das pessoas que
testemunharam os sinais e prodígios de Pentecostes (At 2.43), e dos homens em
meio aos acontecimentos destrutivos dos últimos dias (Lc 21.26). É usado para
descrever a reação das pessoas pelas mortes de Ananias e Safira (At 5.5, 11), e
para os demônios subjugando os filhos incrédulos de Ceva que tentaram exor­
cizá-los em nome de Jesus (19.16-17).

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 3.22-4.1, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

Servos (v. 22) - O mesmo que escravos. (veja Ap 20.12-13), mesmo que o seu senhor
segundo a carne (v. 22) - Segundo a in­ ou patrão na terra não o recompense devida­
clinação humana (veja 2Co 10.2-3). mente (v. 25). Deus lida de modo imparcial
soh vigilância (v. 22) - Uma tradução tanto com a obediência como com a desobediên­
melhor seria “com serviços externos”. Significa cia (veja At 10.34; G1 6.7). Os cristãos não de­
trabalhar som ente quando o Senhor está vem se valer da fé para justificar a desobediên­
olhando, em vez de reconhecer que o Senhor cia a uma autoridade ou a um empregador
está sempre observando, e como o nosso traba­ (veja Fm 18).
lho diz respeito a ele (v. 23-24). Senhores (v. 4.1 ) - Deve haver honra e
a recompensa da herança (v. 22) - O Se­ respeito mútuos entre patrões e empregados
nhor assegura ao crente que ele receberá uma cristãos, baseados na devoção com um ao
recompensa justa, eterna, pelos seus esforços Senhor.
1) Que atos específicos devem caracterizar os “servos” ou empregados
cristãos?

2) Que atitudes devem preencher o coração e a mente dos trabalhadores


cristãos?

3) O que Paulo sugeriu que seriam os motivos adequados para se demonstrar


diligência no local de trabalho?

4) Que comportamento se espera de um “patrão” ou empregador cristão?

5) Que realidades eternas devem motivar os empregadores?


C o n h ec en d o a fu n d o

O apóstolo Paulo deu orientações para “empregadores e empregados” em outra


igreja que ele implantou: a igreja de Éfeso. Leia essas instruções em Efésios 6.5-9.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Compare essas duas passagens muito parecidas. De que modos elas se


assemelham? Que detalhes encontramos em Efésios que não aparecem na
seção correspondente de Colossenses? Relacione os advérbios que descre­
vem o meio ou a maneira pela qual os empregados devem trabalhar.

7) Como o trabalho era uma realidade no Éden antes da Queda (veja Gn


2.15), e por que você acha que a palavra trabalho adquiriu uma conotação
tão negativa?

8) Que diferenças caracterizam os esforços de um trabalhador que leva a


sério a ordem apresentada em 3.23?
9) Quais seriam as conseqüências positivas de uma pessoa que adotou os
ensinamentos bíblicos dessa passagem e os colocou em prática? Poderiam
ocorrer conseqüências potencialmente negativas? Quais?

V erd ad e p a r a h o je

Muitos de nós fazem o melhor possível quando as circunstâncias compensam


nossos esforços. Porém, o que acontece quando trabalhamos para um chefe
que está bem abaixo do ideal, ou quando nossa empresa parece satisfeita com a
mediocridade, ou quando somos tratados de maneira injusta? Conseguimos
ter a mesma disposição para alcançar a excelência quando as coisas não aconte­
cem do modo como desejamos? José serve como incentivo para todos os que
vivem e trabalham num mundo imperfeito. Mesmo tendo acabado na prisão
num país estrangeiro, José continuou buscando a excelência, esforçando-se
para realizar as tarefas em vez de se concentrar nos motivos pelos quais tinha
sido preso. Sendo um escravo, ele provavelmente não tinha nenhum meio de
fazer qualquer tipo de apelação. Então, ele transformou as dificuldades de sua
vida em oportunidades para trabalhar com empenho e concentração. Deus
honrou sua atitude com conquistas em sua vida que seriam consideradas incrí­
veis em qualquer circunstância. No final, José, um escravo de menor importân­
cia, conquistou o poder e tornou-se o segundo homem mais importante da
nação (Gn 41.41-45).
Então, se você honrar a Deus com o seu trabalho e procurar manter uma
atitude de excelência, ele o recompensará com poder e prestígio? Não há garan­
tia disso. No entanto, a Escritura faz uma promessa: “Tudo quanto fizerdes, fa­
zei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que
recebereis do Senhor a recompensa da herança” (Cl 3.23-24). Deus recompen­
sará você de acordo com o modo como você executa seu trabalho. Ele desafia
você à excelência ( W hatD oes the Bible Say About...?).

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) Talvez neste ponto você já consiga identificar certas atitudes e hábitos no
trabalho pessoal que se afastam da excelência. Quais são eles? (Por exemplo:
fazer ligações telefônicas pessoais no ambiente de trabalho, chegar atrasado,
jogar no computador, trabalhar com desleixo, tratar os clientes com indife­
rença, etc.)

11) Relacione algumas mudanças que você pretende fazer no modo como
trabalha.

12) Se você é empregador, liste de dez coisas que poderia fazer para honrar
seus empregados ou demonstrar apreço por eles.

R espo sta p es s o a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


A FALA DO NOVO HOM[ÈM
C olossenses 4.2-6
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

Muitas canções populares trazem, em suas letras, versos que diminuem a


importância da palavra. Algumas afirmam que “palavras são apenas pala­
vras”; outras dizem que “simples palavras não podem me ferir”. O que você
acha dessa ideia de que as palavras são inofensivas?

Em quais dos seguintes usos da fala você precisa se esforçar para melhorar
(circule todos os que se aplicam ao seu caso):

Louvar a Deus Mentir


Resmungar /reclamar '===’•' Bajular
Discutir Compartilhar o evangelho
Blasfemar Falar a verdade com amor
Gritar Gabar-se ou vangloriar-se
'*=*>’ Repreender as pessoas Encorajar e motivar as pessoas
Criticar Expressar gratidão
Fazer fofoca Outros

C on texto

Conta uma história que Bios, um homem sábio da Grécia antiga, recebeu um
animal para sacrificar. Ele foi orientado a enviar ao doador a melhor e a pior
parte do animal. Em vez de receber duas partes, o doador descobriu que Bios ti­
nha lhe enviado apenas uma: a língua! De fato, a língua é a melhor e a pior parte
do homem. Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34). Ele
ensinou um importante princípio espiritual: a fala reflete o tipo de pessoa que
você é. Como a língua é algo tão difícil de controlar, a fala de uma pessoa torna-se
o indicador mais autêntico de sua condição espiritual (veja Mt 12.37).
Em Colossenses 4.2-6, Paulo continua a discussão sobre o “novo homem”
em Cristo, que ele iniciou no capítulo 3. Lá ele discutiu as características pes­
soais e a vida no lar do novo homem. Nessa passagem, ele amplia o escopo de
sua discussão e centraliza o foco na oração, no caminhar com sabedoria e na
graciosa fala dos crentes. Depois dos pensamentos, atitudes e razões, a língua é
provavelmente a parte mais difícil para os cristãos controlarem. Paulo destaca
quatro áreas da fala: a fala de oração, a fala de proclam ação, a fala de atuação e a
fala de perfeição.

C h aves para o t e x t o

Perseverar: a palavra grega para “perseverar” significa “ser corajosamente persis­


tente” ou “agarrar com firmeza e não deixar escapar”. Ela se refere à perseveran­
ça na oração. Paulo pede veementemente aos crentes que persistam na oração.
Devemos continuar “na oração, perseverantes”, “com toda oração e súplica,
orando em todo tempo”, e orar “sem cessar” (Rm 12.12; Ef 6.18; lTs 5.17). Orar
em todo tempo não significa necessariamente recitar orações constantes a Deus.
Em vez disso, significa estar consciente de que é preciso relatar toda experiência
de vida a Deus. Contudo, isso não diminui a necessidade de persistência e per­
severança na oração. Essa persistência é ilustrada repetidamente na Escritura.
Os 120 discípulos reunidos na sala superior estavam continuamente dedicando-
-se à oração (At 1.14). A igreja antiga seguiu o exemplo deles (veja At 2.42).

D esd o bra n d o o texto

Leia Colossenses 4.2-6, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

vigiando (v. 2) - No sentido mais amplo, signi­ maneira que estabeleçam a credibilidade da fé
fica permanecer acordado enquanto ora. Mas cristã e aproveitem ao máximo as oportunida­
Paulo tinha em mente um sentido mais abran­ des evangélicas.
gente: o de permanecer alerta para necessida­ agradável (v. 6) - Falar sobre as coisas espiri­
des específicas a serem solicitadas na oração, tuais, sobre o que é saudável, conveniente,
em vez de ser vago e sem foco. gentil, sensível, significativo, cortês, verdadei­
porta (v. 3) - O mesmo que uma oportunidade ro, amável e profundo.
(IC o 16.8-9; 2C o 2.12). temperada com saí (v. 6) - Assim como o sal não
o mistério de Cristo (v. 3) - A verdade sobre o apenas dá sabor, mas também evita que o ali­
Messias, oculta até agora, mas revelada pela mento se deteriore, a fala do cristão deve funcio­
primeira vez aos santos no Novo Testamento. nar não apenas como uma bênção para os outros,
os que são de fo r a (v. 5) - Isso se refere aos mas também como uma influência purificadora
descrentes. Os crentes são chamados a viver de dentro da sociedade decadente do nosso mundo.
1) Que orientações Paulo dá sobre a oração nos versículos 2 a 4? Qual é a
diferença entre orar e ser devotado à oração?

2) Que tipo de fala Paulo considera um dever (v. 3-4)?

3) Que orientações sobre a fala Paulo forneceu para nos relacionarmos com
“os de fora” (isto é, os incrédulos)?

4) O que significa “aproveitar as oportunidades”?

5) Segundo Paulo, quais são os padrões para os cristãos, no que diz respeito
à conversação geral (v. 6)?
Nossa língua pode ser usada para fins gloriosos, de honra a Deus, ou como um
instrumento do mal. Leia Tiago 3.2-12 para ter mais conhecimento sobre os
dois lados dessa verdade.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) De que modo a reflexão sobre o capítulo 3 de Tiago afeta você? Em outras


palavras, quais versículos dessa passagem mais condenam? Quais os que
mais encorajam?

7) Em Colossenses 4.3-4, Paulo passa de uma breve discussão sobre a oração


(fala direta com Deus) para a proclamação do evangelho (fala direta com as
pessoas). Como essa passagem serve de base para a frase: “Fale com Deus
sobre os homens antes de falar com os homens sobre Deus”?

8) A ideia contida no versículo 5 é que a atitude dos crentes dá credibilidade


ao que eles dizem. Tudo o que fazemos (ou deixamos de fazer) diz muito
sobre nós mesmos e sobre nossas crenças. Como um estilo de vida descui­
dado e desleixado, ou uma vida de legalismo, reduz a força de nosso teste­
munho aos incrédulos?
9) O que Paulo quer dizer quando recomenda aos crentes que tenham uma
fala “temperada com sal”?

V erd ade p a r a h o je

A Bíblia tem muito a dizer sobre a fala, tanto dos redimidos como dos não redi­
midos. A fala dos não redimidos é caracterizada pela maldade (Pv 15.28), pela
imoralidade sexual (Pv 5.3), pelo engano (Jr 9.8), pela maldição (SI 10.7), pela
opressão (Sl 10.7), pela mentira (Pv 12.22), pela destruição (Pv 11.11), pela
vaidade (2Pe 2.18), pela lisonja (Pv 26.28), pela estultícia (Pv 15.2), pela loucura
(Ec 10.12-13), pela frivolidade (Mt 12.36), pela soberba (Rm 1.30), pela falsa
doutrina (Tt 1.11), pelos planos diabólicos (Sl 37.12), pelo ódio (Sl 109.3), pelo
exagero palavras (Ec 10.14) e pela fofoca (Pv 26.22).
A fala da pessoa redimida, pelo contrário, é caracterizada pela confissão dos
pecados ( l jo 1.9), pela profissão de fé em Cristo (Rm 10.9-10), pelas palavras
edificantes (Ef 4.29), pela conversa sobre a lei de Deus (Êx 13.9), pelo louvor a
Deus (Hb 13.15), pela bênção aos inimigos (lP e 3.9), pela conversa sobre Deus
(Sl 66.16), pela sabedoria e bondade (Pv 31.26) e pela brandura (Pv 15.1). Ele
usa como modelo o Senhor Jesus, que falou instrutivamente (Mt 5.2), graciosa­
mente (Lc 4.22), irrepreensivelmente (Lc 11.54) e sem engano (lP e 2.22).

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) Com que frequência você ora para ter oportunidades de compartilhar o
evangelho (ou para que outros o façam)?
Tíquico: o nome significa “fortuito” ou “afortunado”. Ele foi um dos gentios
convertidos que Paulo levou para Jerusalém como representante das igrejas
gentílicas (At 20.4). Companheiro confiável de Paulo e líder competente, ele foi
indicado para substituir Tito e Timóteo em algumas ocasiões (2Tm 4.12; Tt
3.12). Tíquico estivera com Paulo em Roma durante a primeira prisão do após­
tolo. Coube a ele a responsabilidade de entregar as cartas de Paulo aos colossen­
ses, aos efésios (Ef 6.21) ea Filemom (Cl 4.9).

Perfeito: o termo vem da palavra grega teleios, que significa literalmente “fim”,
“limite” ou “cumprimento”. Paulo usou o termo teleios para descrever a conclu­
são ou perfeição dos crentes em Cristo (1.28; 4.12). Os cristãos seguem em dire­
ção à “perfeição” e à piedade quando sua fé amadurece com os sofrimentos (Tg
1.4). Os cristãos tornam-se mais completos ao expressar o amor de Deus às ou­
tras pessoas. Do mesmo modo que Paulo avançava em direção à meta da perfei­
ção em sua caminhada cristã (Fp 3.12-14), nós também devemos ter Cristo
como nossa meta de perfeição.

D esd o bra n d o o t e x t o

Leia Colossenses 4.7-18, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

Onésimo (v. 9) - O escravo fugitivo cujo retor­ Éfeso. Ele provavelmente fundou a igreja em
no para seu dono serviu de base para a carta de Colossos quando retornou para casa (veja
Paulo a Filemom (veja a lição 12). 1.5-7).
Aristarco (v. 10) - Nome grego de um judeu Hierápolis (v. 13) - Cidade da Frigia, situada a
nascido em Tessalônica (At 2 0 .4 ; 2 7 .2 ). Ele 32 quilômetros a oeste de Colossos e 10 quilô­
foi um dos com panheiros de Paulo que foi metros ao norte de Laodiceia.
preso por um grupo revoltoso em Éfeso (At L u cas (v. 14) - M édico pessoal de Paulo e
19.29); ele também acom panhou Paulo em seu grande am igo, ele o acom panhou com
suas viagens para Jerusalém e para Roma (At frequência em suas viagens m issionárias e
27.4). escreveu o Evangelho de Lucas e o livro de
Marcos (v. 10) - Após ter perdido o favoritis­ Atos.
mo de Paulo por algum tempo, Marcos é visto Demas (v. 14) - Um homem que demonstrou
aqui com o um dos seus principais ajudantes substancial compromisso com a obra do Se­
(veja 2T m 4.11). nhor, antes que a atração pelo mundo o levasse
Jesus, conhecido por Justo (v. 1 1 ) - Possivel­ a abandonar Paulo e o ministério (2Tm 4.9-10;
mente, um dos judeus romanos que creram na Fm 24).
mensagem de Paulo (At 28.24). Ninfa, e à igreja... em sua casa (v. 15) - Em
E pafras (v. 12) - A igreja de Colossos teve outros manuscritos, o nome Ninfa aparece
início durante os três anos do ministério de como sendo do gênero feminino, e neles é in­
Paulo em Éfeso (At 19), quando Epafras apa­ formado que a igreja se reunia na casa dela,
rentem ente foi salvo durante uma visita a provavelmente em Laodiceia.
uma vez lida esta epístola entre vós (v. 16) - Arquipo (v. 17) - Provavelmente, o filho de
Essa carta deveria ser lida publicamente nas Filemom (Fm 2). A mensagem de Paulo a ele,
igrejas de Colossos e de Laodiceia. para cum prir seu ministério, é semelhante à
a dos de Laodiceia (v. 16) - Uma carta em se­ exortação feita a Timóteo (2Tm 4.5).
parado de Paulo, geralmente identificada como do próprio punho (v. 18) - Paulo geralmente
a Epístola aos Efésios. Os manuscritos mais ditava suas cartas aos copistas (secretários de
antigos de Efésios não contêm as palavras “em registro), mas muitas vezes acrescentava sua
Éfeso”, indicando que, com toda a probabili­ própria saudação no texto ditado, no final de
dade, tratava-se de uma circular destinada a suas cartas (veja ICo 16.21; G1 6.11; 2Ts 3.17;
diversas igrejas da região. Tíquico pode ter en­ Fm 19).
tregado Efésios primeiramente à igreja de Lao­ Lembrai-vos de minhas algemas (v. 18) - Veja
diceia. Hebreus 13.3.

1) Com base apenas nos versículos 7 e 8 anote tudo o que você puder sobre
Tíquico. Quais eram suas credenciais espirituais?

2) Por que o fato de Paulo mencionar Marcos, primo de Barnabé, é um


tanto surpreendente? (Dica: veja At 13.5,13 e 15.36-41.)

3) Qual era a oração especial de Epafras pelos crentes?


4) Compare a referência a Demas (v. 14) com a afirmação em 2Timóteo
4 .9 -1 0 .0 que aconteceu com Demas?

5) Qual foi a mensagem de Paulo para Arquipo?

C o n h ec en d o a fu n d o

Para saber mais sobre outras amizades e parceiros de ministério de Paulo, leia
Romanos 16.1-24.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6) Qual é a sua impressão geral, depois de ler as saudações pessoais de Paulo


em Romanos 16? O que você aprendeu sobre Paulo? E sobre o companhei­
rismo cristão?

7) Por que é mais sábio exercer o ministério ao lado de outras pessoas em


vez de sozinho?
8) Paulo mencionou como Aristarco, Marcos e Justo haviam sido um “leni-
tivo” para ele. “Lenitivo” vem da palavra grega paregoria e transmite a ideia
de encorajamento, de apoio. Por que essa é uma qualidade crucial para
aqueles que atuam no ministério?

9) Como a função do Dr. Lucas (Cl 4.14) demonstra que nem todos os que
estão a serviço do Senhor precisam ter freqüentado o seminário?

V erd ade p a r a h o je

Colossenses apresenta um poderoso argumento para demonstrar a divindade


de Jesus. O tema do livro pode ser resumido nas palavras em Colossenses 3.11:
“Cristo é tudo em todos”. Ele é Deus (2.9), Criador (1.16), Salvador (1.20; 2.13-
14), e cabeça da igreja (1.18).

R e f l e t in d o sobre o t e x t o

10) Epafras orava fervorosamente por seus amigos crentes para que fossem
perfeitos e completos na vontade de Deus. Por quem você pode orar fervo­
rosamente nesta semana?
1 1 ) 0 desejo de Paulo era que percebêssemos que “em todas as coisas [Cris­
to] tivesse primazia” (1.18). Que passos você tem dado para colocar Cristo
em primeiro lugar em sua vida?

12) Quais são as lições mais vividas que você absorveu deste estudo de Co­
lossenses? Como, pela graça de Deus, você pretende ser diferente?

R espo sta p es s o a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


Filemom, o destinatário dessa carta, era um membro importante da igreja de
Colossos (v. 1-2); veja Cl 4.9), que se reunia em sua casa (v. 2). A carta foi ende­
reçada a ele, sua família e à igreja.

A utor e d ata

O livro declara que foi o apóstolo Paulo quem escreveu essa carta (v. 1,9, 19),
uma afirmação que poucos na história da igreja contestaram, especialmente
porque não há nada em Filemom que levasse um falsificador a escrevê-la. É uma
das epístolas escritas na prisão, juntamente com Efésios, Filipenses e Colossen­
ses. Sua íntima relação com Colossenses, que Paulo escreveu na mesma época
(entre 60 e 62 d.C.; veja v. 1,16) fez com que a autoria de Paulo fosse reconheci­
da logo no início e sem questionamento pelos primeiros pais da igreja (Jerôni-
mo, Crisóstomo e Teodoro de Mopsuéstia). O mais antigo cânone do Novo
Testamento, o Cânone Muratoriano (170 d.C.), inclui Filemom. Tanto Colos­
senses como Filemom foram escritas enquanto Paulo estava na prisão em Roma
(Cl 4.3 ,1 0 ,1 8 ; Fm 9-1 0 ,13,23).

A nteced en tes e co n texto

Filemom fora salvo durante o ministério de Paulo, provavelmente em Éfeso,


muitos anos antes. Rico o bastante para possuir uma grande casa (v. 2), ele tam­
bém tinha pelo menos um escravo, um homem chamado Onésimo (literalmen­
te, um nome comum para escravos). Onésimo ainda não era crente quando
roubou uma quantia de dinheiro de Filemom e fugiu (v. 18). Assim como ou­
tros milhares de escravos fugitivos, ele foi para Roma, procurando esconder-se
no meio da multidão desconhecida de escravos da capital imperial. Por circuns­
tâncias não registradas na Escritura, Onésimo conheceu Paulo em Roma e tor­
nou-se cristão.
O apóstolo rapidamente passou a gostar do escravo fugitivo (v. 12, 16) e
desejava mantê-lo em Roma (v. 13), onde Onésimo estava lhe prestando valio­
sos serviços enquanto ele permanecia preso (v. 11). Porém, por ter roubado Fi­
lemom e fugido, Onésimo havia infringido a lei romana e prejudicado seu dono.
Paulo sabia que esses problemas tinham de ser resolvidos e decidiu enviar
Onésimo de volta para Colossos. Era muito arriscado para ele fazer a viagem
sozinho (por causa dos caçadores de escravos); então, Paulo o enviou com T í­
quico, que estava retornando para Colossos com a epístola aos Colossenses (Cl
4.7-9). Juntamente com o escravo, Paulo enviou a Filemom essa bela carta pes-
soai, insistindo para que ele perdoasse Onésimo e o recebesse de volta para tra­
balhar como um irmão em Cristo (v. 15-17).

T em as h is t ó r ic o s e t e o l ó g ic o s

Filemom fornece valiosas informações históricas sobre a relação da igreja antiga


com a instituição da escravidão. A escravidão estava difundida por todo o Impé­
rio Romano (segundo algumas estimativas, os escravos constituíam um terço,
talvez mais, da população) e era um aspecto da vida plenamente aceito. Na
época de Paulo, a escravidão tinha praticamente ofuscado o trabalho livre. Os
escravos podiam ser médicos, músicos, professores, artistas, bibliotecários ou
contadores; em poucas palavras, quase todas as funções poderiam ser e eram
executadas por escravos.
Os escravos não eram considerados, legalmente, pessoas, mas sim instru­
mentos de seus senhores. Como tal, eles podiam ser comprados, vendidos,
herdados, trocados ou utilizados para pagar dívidas do dono. Seus donos ti­
nham poder quase ilimitado para puni-los e, às vezes, o faziam muito severa­
mente pelas mais leves infrações. No período do Novo Testamento, no entanto,
a escravidão estava começando a mudar. Percebendo que escravos satisfeitos
eram mais produtivos, seus donos procuravam tratá-los com mais brandura.
Não era incomum um senhor ensinar a seu escravo seu próprio ofício, e alguns
donos tornaram-se amigos chegados de seus escravos. Mesmo não os reconhe­
cendo como pessoas perante a lei, o senado romano, em 20 d.C., concedeu aos
escravos acusados de crimes o direito de serem julgados por um tribunal. Tam ­
bém tornou-se mais comum aos escravos obterem, ou comprarem, a própria
liberdade. Alguns escravos tinham ofícios muito vantajosos e lucrativos junto a
seus senhores e contavam com uma situação muito melhor do que muitos ho­
mens livres, pois dispunham de proteção e provisão garantidas. Muitos homens
livres lutavam contra a pobreza.
Em nenhum momento o Novo Testamento dirige ataques contra a escravi­
dão. Se assim o fizesse, as conseqüentes rebeliões de escravos seriam brutalmen­
te reprimidas e a mensagem do evangelho seria irremediavelmente confundida
com uma reforma social. Em vez disso, a doutrina cristã combateu os males da
escravidão transformando o coração de escravos e donos de escravos. Ao desta­
car a igualdade espiritual entre dono e escravo (v. 16; G13.28; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm
6.1-2), a Bíblia aboliu os abusos da escravidão. O rico tema teológico que preva­
lece na carta é o perdão, um tema que aparece em toda a Escritura do Novo
Testamento (veja Mt 6.12-15; 18.21 -35; Ef 4.32; Cl 3.13). A orientação de Paulo
aqui fornece a definição bíblica de perdão, sem sequer fazer uso dessa palavra.
h 12 •>
O PODER DO PEF
igE
A p r o x im a n d o - se d o t e x t o

O que é mais difícil: humilhar-se e procurar obter o perdão de alguém que


você ofendeu ou deixar de lado a amargura e perdoar alguém que ofendeu
você? Por quê?

C on texto

O perdão é tão importante que Deus dedicou um livro todo da Bíblia a esse assun­
to. Embora seja o tema da carta a Filemom, a palavra perdão não aparece no livro,
tampouco a articulação de quaisquer princípios doutrinários que forneçam a base
teológica para o perdão. Paulo não se valeu da lei nem de nenhum princípio para
isso, mas sim do am or (v. 9). Ele podia fazer isso porque sabia que Filemom era
piedoso, um homem espiritualmente maduro cujo coração estava em Deus.
No curto livro de Filemom, é enfatizado o dever espiritual de perdoar, mas
não em princípio, em parábola ou numa imagem literária. Mediante uma situa­
ção da vida real envolvendo duas pessoas muito queridas por ele, Paulo ensina a
importância de perdoar. Logo após a introdução, nos versículos 1 a 3, ele des­
creve, nos versículos 4 a 7, o caráter espiritual daquele que perdoa. Essa pessoa
preocupa-se com o Senhor; preocupa-se com as outras pessoas; preocupa-se
com a comunidade; preocupa-se com o conhecimento; preocupa-se com a
glória; preocupa-se em ser uma bênção.

C h a v es pa ra o t e x t o

Filem om : esse homem era o dono do escravo Onésimo, que o prejudicou. Ele,
também, tinha alcançado a fé em Cristo por meio do ministério de Paulo, possi­
velmente alguns anos antes, durante o período em que Paulo esteve em Éfeso
(At 18-20; 19.26). Filemom era proprietário da casa onde a igreja de Colossos se
reunia. Parece ter sido um homem rico e influente, o extremo oposto, na escala
social, a Onésimo. Apesar disso, era um cristão devoto, considerado pelo após­
tolo Paulo um companheiro trabalhador muito amado.
Comunhão: essa palavra usada no versículo 6, vem da palavra grega koinonia,
geralmente traduzida como “comunidade”. Ela traz em sua raiz o sentido de se
compartilhar algo em comum, e significa muito mais do que simplesmente
desfrutar da companhia de outra pessoa. Ela refere-se ao compartilhar mútuo
de toda a vida, o que os crentes conseguem na vida em comum com Cristo e
com a parceria mútua na vivência e na divulgação do evangelho. Ela significa
que “pertencemos um ao outro na fé”. Esse companheirismo era uma grande
fonte de alegria para Paulo, como o é para todos os cristãos que encontram
forças, ânimo, apoio, consolo e ajuda em sua comunhão com outros crentes.

D esd o bra n d o o texto

Leia Filemom 1-25, prestando atenção às palavras e trechos em destaque.

prisioneiro de Cristo Jesu s (v. 1) - Na época com prom etesse, além de instruir os crentes a
em que escreveu a carta, Paulo estava preso respeito do perdão.
em Roma, por am or a Cristo e por sua sobera­ Graça e p a z a vós outros (v. 3) - O cum pri­
na vontade. Ao iniciar o texto expondo sua m ento padrão que aparece em todas as treze
prisão e não sua autoridade apostólica, Paulo cartas de Paulo do Novo Testamento. Ele des­
fez dessa carta um apelo gentil e especial a um tacava os meios de se obter a salvação (a graça)
amigo. Um lembrete dos severos sofrim entos e seus resultados (paz), e unia o Pai e o Filho,
por que Paulo passou serviria para influenciar confirmando assim a divindade de Cristo.
a boa vontade de Filemom, levando-o a reali­ eficiente (v. 6) - Literalm ente, “poderosa”.
zar a tarefa relativamente fácil que Paulo ia Paulo queria que as ações de Filemom transmi­
solicitar. tissem uma poderosa mensagem à igreja sobre
Timóteo (v. 1) - Foi o coautor dessa carta; a importância do perdão.
provavelmente, ele já tinha conhecido File­ conhecim ento (v. 6) - O conhecim ento pro­
mom em Éfeso e estava com Paulo quando o fundo, rico, completo e empírico da verdade.
apóstolo escreveu a carta. Paulo menciona T i­ o coração (v. 7) - Essa palavra grega simboliza
móteo aqui e em outras epístolas (2Co 1.1; Fp a sede dos sentim entos humanos (veja a nota
1.1; Cl 1.1; lT s 1.1; 2Ts 1.1) porque ele queria sobre Cl 3.12, em que a mesma palavra grega é
que o amigo fosse reconhecido com o um líder traduzida com o “ternos afetos”).
e seu herdeiro não apostólico natural. reanim ado (v. 7) - Essa palavra vem de um
Filem om (v. 1) - Um mem bro abastado da termo militar grego que descreve um exército
igreja de Colossos, a qual se reunia em sua casa. descansando após uma marcha.
Os edifícios construídos para servir exclusiva­ plena liberdade... para te ordenar (v. 8) - Em
mente com o igreja só passaram a existir após o razão de sua autoridade apostólica, Paulo po­
século 3“ d.C. deria ter ordenado que Filem om aceitasse
Afia... Arquipo (v. 2) - Os nomes da esposa e Onésimo.
do filho de Filemom, respectivamente. Prefiro... solicitar (v. 9) - Nessa situação, no
em tua casa (v. 2) - As igrejas, no século Io, entanto, Paulo não se apoiou em sua autoridade,
reuniam-se nas casas, e Paulo queria que essa mas solicitou uma resposta baseada nos laços de
carta pessoal fosse lida para os m em bros da amor entre ele e Filemom (v. 7; veja IC o 10.1).
igreja, que se reuniam na residência de File­ o velho (v. 9) - Mais do que uma referência à
mom . A leitura faria com que Filem om se sua idade cronológica (que, na época em que
escreveu a carta, seria aproxim adam ente 60 de próprio punho (v. 19) - Veja 2Tessaloni-
anos), essa descrição inclui o peso de todos os censes3.17.
anos de perseguição, doenças, prisões, viagens ate'a ti mesmo (v. 19) - Filemom devia a Paulo
difíceis e a constante preocupação com as igre­ mais do que o débito material que o apóstolo
jas que sobrecarregaram Paulo, fazendo que estava se oferecendo a pagar, pois Paulo o
ele se sentisse e até parecesse mais velho do que conduzira à fé salvadora, um débito que File­
realmente era. mom jamais conseguiria pagar.
meu filh o Onésimo (v. 10) - Para Paulo, ele era que eu receba (v. 20) - Se perdoasse Onésimo,
um filho na fé. Filemom manteria a unidade da igreja de C o­
gerei entre algemas (v. 10) - Durante o tempo lossos e proporcionaria alegria ao apóstolo
em que esteve na prisão, em Roma, Paulo con ­ preso (veja o v. 7 ) .
duziu-o à fé em Cristo. fa r á s mais do que estou pedindo (v. 21) - O
inútil... útil (v. 1 1 ) - Essas palavras vêm da “mais do que” que Paulo solicita a Filemom
mesma raiz do grego da qual se originou a pa­ poderia significar: (1) receber O nésim o de
lavra “O nésim o”. Paulo faz um jogo de pala­ volta entusiasticamente e não de má vontade;
vras dizendo basicam ente que “Ú til inicial­ (2) permitir que Onésimo, além de suas tarefas
mente foi inútil, mas agora é útil”. O ponto de de serviçal, servisse espiritualmente com File­
vista de Paulo é que Onésim o havia sido radi­ mom ; ou (3) perdoar todas as outras pessoas
calmente transformado pela graça de Deus. que poderiam ter prejudicado Filemom. Qual­
de livre vontade (v. 14) - Ou, “de sua própria quer que fosse o significado que Paulo tencio-
vontade pessoal”. Paulo queria que Onésim o nava dar com esse pedido, ele não estava solici­
ministrasse com ele, mas somente se Filemom tando que Filem om concedesse liberdade a
concordasse sinceramente e de bom grado em Onésimo.
libertá-lo. pousada (v. 22) - Literalmente, “um abrigo”,
Pois acredito (v. 15) - Paulo sugere que Deus um local onde Paulo pudesse se alojar quando
coordenou providencialm ente a reviravolta, visitasse Colossos.
fazendo com que o mal da fuga de O nésim o vos serei restituído (v. 22) - Paulo esperava
resultasse em algo bom (veja Gn 50.20; Rm ser libertado da prisão num futuro próxim o
8.28). (veja Fp 2 .2 3 -2 4 ), após o que ele poderia estar
muito acima de escravo... irmão caríssimo (v. com Filem om e com os outros colossenses
16) - Paulo não pede a libertação de Onésimo novamente.
(veja IC o 7.20-22), mas que Filemom receba Marcos, Aristarco (v. 24) - A história do rela­
seu escravo agora com o um amigo e um crente cionam ento entre Paulo e M arcos, que havia
em Cristo (veja E f 6.9; Cl 4.1; lT m 6.2). A sido rom pido e depois reatado (At 15.38-40;
doutrina cristã nunca procurou abolir a escra­ 2Tm 4.1 1 ), devia ser bem conhecida dos fiéis
vidão, mas sim tornar os relacionam entos em Colossos (Cl 4.10). O fato de citar o nome
nesse sistema justos e generosos. de M arcos aqui serviria para lem brar a File­
na carne (v. 16) - Nesta vida física, uma vez mom que o próprio Paulo lidou com o proble­
que eles trabalhavam juntos. ma do perdão, e que as orientações que ele
no Senhor (v. 16) - O senhor e o escravo deve­ dava ao am igo, o próprio apóstolo já tinha
riam desfrutar da unidade e da com unhão es­ aplicado no seu relacionam ento com João
piritual, pois adoravam e serviam juntos. Marcos.
1) Que informações sobre a pessoa de Filemom você consegue juntar com
essa pequena carta? Relacione os fatos sobre ele que são revelados nela.

2) Paulo revela muito sobre sua situação e sua história a Filemom (v. 1-9).
Que informação-chave você encontra aqui que serviria como apoio para o
que Paulo estava planejando pedir que Onésimo fizesse?

3) Que palavras e frases Paulo usa para descrever as mudanças na vida do


escravo fugitivo?

4) Quais são alguns dos argumentos de Paulo dos motivos pelos quais File­
mom deveria perdoar Onésimo?

5) Você acha que as palavras de Paulo nos versículos 17 a 21 são“manipula-


doras”? Por quê?
O evangelho de Jesus Cristo não somente requer que obtenhamos o perdão de
Deus; ele também exige que ofereçamos o perdão àqueles que nos ofenderam.
Leia a parábola que Jesus ensinou em Mateus 18.21-35.

A n a l is a n d o o s ig n if ic a d o

6 ) Resuma a mensagem central da parábola de Cristo. Por que devemos


perdoar?

7) Como Paulo trata do problema da escravidão na carta a Filemom? Por


que ele não condena essa prática?

8) Como a experiência de Onésimo revela o poder do evangelho? Como essa


mudança de vida traz esperança para você?

9) Paulo ofereceu-se espontaneamente para aceitar a punição de Onésimo a


fim de renovar o relacionamento entre o escravo e Filemom. Por que esse é
um bom exemplo da mediação de Cristo por nós?
A vingança é algo popular hoje em dia; o perdão, não. A retaliação é retratada
muitas vezes como uma virtude que reflete uma autoestima saudável. É procla­
mada como um direito inalienável de liberdade pessoal. Ela é a evidência da
força do macho. Nosso orgulho pecaminoso nos leva a reagir dessa maneira. O
orgulho sempre quer exigir a justiça do olho por olho. Queremos prolongar a
punição o máximo possível e desfrutar de cada partícula de sofrimento, em
nome da punição.
O perdão não é assim. Ele sepulta a ofensa tão depressa quanto possível, até
mesmo ao custo do orgulho pessoal. Paulo era um homem que dificilmente se
ofendia, simplesmente porque não aceitava a ofensa. Essa é uma virtude mara­
vilhosa. É a verdadeira piedade e o genuíno amor em ação: o amor “não se res­
sente do mal” (ICo 13.5). O inestimável dom de Deus do perdão espontâneo
torna-se o fundamento sobre o qual todos os outros tipos de perdão são basea­
dos, e também o padrão de como devemos perdoar os que nos ofendem. Se ti­
vermos em perspectiva quanto Deus nos perdoa, e quanto custa a ele nos per­
doar, logo perceberemos que não existe transgressão contra nós que possa
justificar uma atitude implacável de nossa parte. Os cristãos que guardam ran­
cor ou se recusam a perdoar outras pessoas perderam de vista o fato de que seu
próprio perdão está em jogo. Nada é mais estranho à natureza humana pecami­
nosa do que o perdão. E nada é mais característico da graça divina.

R e f l e t in d o so bre o t e x t o

10) Como você descreveria o tom geral da carta de Paulo a Filemom?

11) Que habilidades práticas e específicas de resolução de conflitos você


pode aprender com a epístola de Paulo a Filemom?
12) Quem você precisa perdoar por tê-lo ofendido? Reserve algum tempo
para orar, pedindo a Deus pela graça e coragem para perdoar, assim como
você foi perdoado.

R espo sta pesso a l

Registre suas reflexões, as questões que queira levantar ou uma oração.


Afirmar que Jesus é o único caminho deixa os crentes na contramão
da cultura de nossos dias. O ataque contra ele, porém, não é novidade. A
igreja de Colossos lidou com esse mesmo problema.
Quando ouviu a respeito das ameaças que aquela igreja enfrentava
Paulo escreveu essa carta para alertá-la. Colossenses é cheia de
passagens dramáticas com ricas instruções que defendem a deidade de
Cristo e sua suficiência para reconciliar o ser humano com Deus. Essa
carta é um lembrete de que os cristãos - os daquela época e os de agora
- são completos em Cristo.
Paulo escreveu também uma carta pessoal a Filemom, destacado
membro da igreja de Colossos, insistindo com ele para que perdoasse
um antigo escravo que o roubara. Filemom deveria recebê-lo agora como
um irmão em Cristo. Por meio dessa situação real, Paulo comunica a
importância do perdão, naqueles dias e hoje.

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