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Biologia e Geologia -11ºano (Mecanismos de evolução II)

Ficha de trabalho nº___

Grupo I
O sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, localizado no Sotavento Algarvio, foi a primeira Reserva Natural criada no
continente português (Decreto n.º 162/75, de 27 de Março). O interesse biológico da zona e o valor arqueológico do aglomerado
de Castro Marim foram algumas das razões invocadas no diploma para a criação da Reserva. O sapal caracteriza-se pela sua
vegetação halófita, sujeita a condições extremas de salinidade e ao encharcamento periódico pela água das marés. Ocupa uma
área vasta e plana, sulcada por uma rede de esteiros que asseguram a drenagem e se abrem à água salgada. Os esteiros são locais
privilegiados para a reprodução de peixes e crustáceos. Castro Marim serve de habitat ou de simples refúgio a numerosas
populações de aves aquáticas. Embora os anfíbios e os répteis estejam insuficientemente estudados na área da Reserva,
destacam-se, nos anfíbios, o sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii) e o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai), por serem
endemismos ibéricos e, nos répteis, a osga-turca (Hemidactylus turcicus) e o camaleão (Chamaeleo chamaeleon), ameaçado de
extinção. O sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii) pertence à ordem Anura, o que significa «anfíbio sem cauda», e mede
geralmente menos de 4,5 cm de comprimento. Os olhos são proeminentes e laterais. Tem membros curtos, com 5 dedos nos
posteriores e 4 nos anteriores. Possui duas calosidades palmares nos membros anteriores, característica que o distingue do outro
grupo de sapo-parteiro existente em Portugal (Alytes obstetricans), que possui três calosidades palmares. Estas calosidades
auxiliam os machos a segurarem as fêmeas na altura do acasalamento. Os anfíbios são um grupo de Vertebrados mal adaptados
à vida terrestre. Este facto é realçado por diversas características do seu corpo adulto, nomeadamente, o grau de desenvolvimento
dos pulmões e a necessidade de um meio aquático para o desenvolvimento embrionário dos seus descendentes.

1. A existência de pulmões com diferente desenvolvimento entre Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos evidencia a
ocorrência de um processo evolutivo…
A. divergente, por pressões seletivas idênticas.
B. convergente, por pressões seletivas idênticas.
C. convergente, por pressões seletivas diferentes.
D. divergente, por pressões seletivas diferentes.

2. As calosidades presentes nos membros anteriores de Alytes cisternasii e de Alytes obstetricans são estruturas…
A. análogas, por exercerem a mesma função.
B. homólogas, por apresentarem a mesma estrutura.
C. homólogas, por exercerem a mesma função.
D. análogas, por apresentarem a mesma estrutura.

3. Na designação Alytes cisternasii, o termo Alytes representa…


A. a espécie e cisternasii o restritivo específico.
B. o nome genérico e cisternasii a espécie.
C. a espécie e cisternasii o nome genérico.
D. o nome genérico e cisternasii o restritivo específico.

4. Faça corresponder a cada uma das afirmações de A a E a etapa respetiva do ciclo celular, indicada na chave:
Afirmações
A. Ocorre a duplicação da informação genética.
B. Os cromatídeos de cada cromossoma separam-se para pólos opostos.
C. Por condensação da cromatina, os cromossomas tornam-se observáveis.
D. Os cromossomas migram para um plano equidistante dos pólos do fuso.
E. Ocorre a individualização das células filhas por constrição da membrana plasmática.
Chave
I. Fase G1
II. Fase S
III. Fase G2
IV. Profase
V. Metafase
VI. Anafase
VII. Telofase
VIII. Citocinese
Grupo II
Os primeiros carnívoros semelhantes a felinos apareceram no Oligocénico, há aproximadamente 35 M.a. As atuais espécies de
felinos (subfamília Felinae) tiveram origem no final do Miocénico e tornaram-se numa das mais bem sucedidas famílias de
carnívoros, habitando todos os continentes, exceto a Antárctica. Compreender a sua evolução e estabelecer uma nomenclatura
taxonómica consensual tem sido um
processo complexo devido, entre
outros aspetos, ao rápido e recente
processo de especiação, a um
incompleto registo fóssil e à
presença de características pouco
distintivas na dentição e no
esqueleto das diversas espécies. Na
Figura seguinte, está representada
uma proposta de explicação de uma
equipa de investigadores para a
evolução dos felinos atuais, que
resultou de análises de fragmentos
de genes de diversos cromossomas e
de genes de mitocôndrias (22 789
pares de bases) e de 16 calibrações
fósseis. Determinaram-se 8
linhagens principais derivadas de,
pelo menos, 10 migrações
intercontinentais (de M1 a M10)
facilitadas pela ocorrência de
flutuações no nível do mar.

1. A análise da proposta apresentada pela equipa de investigadores permite inferir que


A. a linhagem do gato da Baía deverá apresentar maior número de estruturas homólogas comuns com a linhagem
do leopardo do que com a da espécie ancestral C.
B. a linhagem da pantera é a mais recente das linhagens de felinos representadas, pois foi a que divergiu há mais
tempo de um ancestral comum.
C. a linhagem do leopardo e a linhagem do gato doméstico têm maior proximidade filogenética do que a
linhagem do leopardo e a linhagem do puma.
D. a linhagem do lince é representada por um conjunto de espécies que têm um elevado número de estruturas
análogas comuns.

2. A análise da proposta apresentada pela equipa de investigadores permite inferir que as migrações
A. se iniciaram há, pelo menos, 8 milhões de anos.
B. M9 e M10 foram responsáveis pelo aparecimento dos felinos em África.
C. permitiram a disseminação dos felinos por todos os continentes.
D. M2 e M4 ocorreram em simultâneo.

3. O material genético utilizado no estudo tinha na sua constituição


A. ribose e uracilo.
B. ribose e timina.
C. desoxirribose e timina.
D. desoxirribose e uracilo.

4. O ovo ou zigoto de um felino divide-se por


A. mitose, originando uma cria com cariótipo igual ao dos seus progenitores.
B. mitose, originando uma cria com cariótipo diferente do dos seus progenitores.
C. meiose, originando uma cria com cariótipo igual ao dos seus progenitores.
D. meiose, originando uma cria com cariótipo diferente do dos seus progenitores

5. Explique de que forma as migrações intercontinentais dos felinos e o isolamento das populações foram
influenciados pelas sucessivas alterações climáticas.
Grupo III
A serra da Estrela caracteriza-se por ter uma grande variedade de habitats, o que propicia uma elevada biodiversidade,
incluindo algumas espécies que aí ocorrem exclusivamente (espécies endémicas). Salienta-se a planta Silene foetida
foetida, que se desenvolve em fissuras e em pequenas depressões das rochas, com uma distribuição restrita a esta
serra, a altitudes superiores a 1400 metros. Referem-se, também, a truta-de-rio (Salmo trutta fario) e, pela
vulnerabilidade das suas populações, a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), um anfíbio. Outra planta
existente na serra, o cardo selvagem (Cynara cardunculus), assume uma grande importância na economia da região,
uma vez que é utilizada no fabrico de queijo da serra. Esta planta, característica de regiões mediterrânicas, desenvolve-
se até 600 m de altitude, possui um sistema radicular profundo e revela uma boa adaptação a ambientes
caracterizados por elevado stress abiótico. A flor desta planta possui diversos tipos de proteases (enzimas hidrolíticas),
como as cardosinas, que se acumulam em vacúolos, na parede celular e no espaço extracelular dos órgãos femininos
da flor.
Baseado em: www.cise.pt/pt/index.php/serra-da-estrela (consultado em setembro de 2019) e em: M. C. Coelho, «Avaliação de populações espontâneas de cardo-do-coalho (Cynara
cardunculus) numa perspetiva de valorização da espécie», Escola Superior Agrária de Elvas, 2018.

1. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência de acontecimentos que
conduzem à síntese e à incorporação de cardosinas na parede e no espaço extracelular de órgãos femininos da flor de
Cynara cardunculus.
A. Síntese de proteínas por ribossomas associados ao retículo endoplasmático.
B. Fusão de vesículas golgianas com a membrana citoplasmática.
C. Síntese de uma molécula de RNA pré-mensageiro.
D. Modificações pós-traducionais a nível do complexo de Golgi.
E. Migração de uma molécula de RNA mensageiro para o citoplasma.

2. Segundo uma perspetiva darwinista, a sobrevivência de Cynara cardunculus, em estado selvagem, na serra da
Estrela deve-se à
A. necessidade de sobrevivência em regiões com elevada precipitação.
B. reprodução diferencial de plantas resistentes a stress hídrico.
C. ocorrência de mutações que permitiram a adaptação a solos graníticos.
D. seleção natural de plantas adaptadas a solos pouco profundos.

3. A truta-de-rio, Salmo trutta fario, e a truta-arco-íris, Onchorhynchus mykiss, esta última introduzida nas barragens
e em algumas lagoas da serra da Estrela,
A. pertencem ao mesmo género.
B. podem cruzar-se entre si e originar descendentes férteis.
C. fazem parte da mesma população.
D. têm restritivo específico trutta e mykiss, respetivamente.

Grupo IV
A recente sequenciação do genoma de Zostera marina revelou algumas das alterações evolutivas que ocorreram
durante a migração dos ancestrais destas plantas do ambiente terrestre para o marinho e a sua adaptação a este novo
ambiente, nomeadamente o desaparecimento de determinados genes e o aparecimento de outros.

1. Na transcrição de um gene,

A. a DNA polimerase liga-se a uma sequência específica da molécula de DNA.


B. a cadeia molde de DNA que vai ser transcrita é lida na direção 5' para 3'.
C. o mRNA transcrito apresenta adenina, por complementaridade com o uracilo.
D. o mRNA transcrito possui uma cadeia antiparalela à cadeia molde de DNA.

2. Relativamente aos seus ancestrais, a sequenciação do genoma de Zostera marina revelou

A. perda de genes responsáveis pela produção de esporos.


B. perda de genes responsáveis pela formação de estomas.
C. aquisição de genes responsáveis pela proteção contra a radiação UV.
D. aquisição de genes responsáveis pela absorção de sais minerais.
3. Zostera marina e os seus ancestrais terrestres apresentam estruturas

A. homólogas, coerentes com uma evolução divergente.


B. homólogas, resultantes da mesma pressão seletiva.
C. análogas, resultantes de diferentes pressões seletivas.
D. análogas, coerentes com uma evolução convergente.

Grupo V

As serras de Aire e Candeeiros constituem o mais importante maciço calcário existente em Portugal. Nas zonas
calcárias, onde frequentemente não existe solo, o coberto vegetal é, na maioria das vezes, muito pouco evoluído. A
flora das serras de Aire e Candeeiros é constituída por dezenas de plantas aromáticas, medicinais e melíferas e pela
presença de pequenas manchas de carvalho-cerquinho, Quercus faginea, cujos grãos de pólen, estruturas
reprodutoras masculinas, são disseminados pelo vento. Os seus frutos são fonte de alimento para os esquilos, que,
por vezes, os transportam e os enterram no solo sem os consumir.
Nas numerosas grutas das serras abriga-se uma infinidade de seres vivos, de que se destacam cerca de dez espécies
de morcegos e um anfíbio endémico1 das águas subterrâneas de grutas calcárias, Proteus anguinus.
Ao contrário da maior parte dos anfíbios, Proteus anguinus é aquático, mantendo durante a fase adulta características
larvares, como brânquias externas, embora possua também pulmões rudimentares que se mantêm funcionais. O seu
corpo é coberto por uma fina camada de pele, que contém uma reduzida quantidade do pigmento riboflavina,
importante para o desenvolvimento e manutenção da pele, que lhe dá uma cor amarelo-esbranquiçada ou rosada. No
entanto, mantém a capacidade de produzir um pigmento proteico, a melanina, quando exposto à luz. É um animal
predador, que se alimenta de pequenos caranguejos, de caracóis e de insetos. Consome elevadas quantidades de
alimento de uma só vez, podendo estar um ano sem se alimentar. Em situações críticas, pode reduzir a sua atividade,
reabsorvendo tecidos e produzindo ovos com grande quantidade de reservas alimentares. No interior das grutas, onde
a luz não chega, a produção primária está associada a algumas bactérias. No entanto, a grande fonte de carbono
orgânico provém do exterior, arrastada pela água que se infiltra, ou resulta de dejetos dos morcegos ou das aves que
nidificam à entrada das grutas.
Nota: 1 Endémico – exclusivo de determinada região.
Baseado em: A. Reboleira et al., «Bioespeleologia: Estudos de Biologia subterrânea em zonas cársicas portuguesas», in Revista do núcleo de Espeleologia, março,
2010.

1. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a sequenciar os acontecimentos que ocorrem na
formação de gâmetas em Proteus anguinus.

A. Disjunção aleatória de cromossomas homólogos.


B. Formação de tétradas cromatídicas.
C. Disposição de bivalentes na placa equatorial.
D. Separação dos cromatídeos.
E. Formação de dois núcleos haploides.

2. As asas dos morcegos e as asas das aves são órgãos


A. análogos e resultam de uma evolução divergente.
B. homólogos e resultam de uma evolução convergente.
C. análogos e apresentam uma estrutura interna diferente.
D. homólogos e apresentam uma estrutura interna idêntica.

3. Explique, de acordo com os dados, de que forma as condições ambientais, bióticas e abióticas, nas serras de Aire e
Candeeiros potenciam a dispersão e o aumento da variabilidade genética do carvalho-cerquinho.
Grupo VI
As plantas carnívoras constituem um grupo de plantas que vive, frequentemente, em solos pobres em nitrogénio. As
plantas capturam presas com as suas folhas, digerindo-as através da atuação de enzimas, segregadas para o exterior,
o que lhes permite suprir a carência de nitrogénio. Recentemente, uma equipa de investigadores descobriu que a
evolução para o carnivorismo, que ocorreu independentemente em três espécies de plantas, uma asiática, uma
americana e uma australiana, dependeu de alterações nos mesmos conjuntos de genes. Num primeiro momento, foi
sequenciado o genoma de Cephalotus follicularis, uma planta da Austrália que, como resultado da expressão
diferencial de genes, tem folhas carnívoras, em forma de jarro, e folhas planas, não carnívoras, especializadas na
atividade fotossintética. A comparação entre os genes que são transcritos nos dois tipos de folhas permitiu
compreender as alterações associadas ao carnivorismo. Percebeu-se, por exemplo, que temperaturas mais elevadas
promoviam o desenvolvimento de folhas carnívoras. Num segundo momento, os investigadores compararam a
constituição das proteínas digestivas presentes nos fluidos digestivos de C. follicularis com a constituição das proteínas
presentes em outras duas plantas carnívoras (Nepenthes alata, asiática, e Sarracenia purpurea, americana). Os
investigadores verificaram que a substituição de alguns aminoácidos durante a evolução destas proteínas originou, de
forma independente, enzimas digestivas semelhantes. Diversas proteínas vegetais que, nas plantas não carnívoras,
constituem, por exemplo, defesas contra fungos ou outras pragas evoluíram para proteínas digestivas, como uma
quitinase capaz de catalisar a destruição do polissacarídeo que constitui o exoesqueleto dos insetos.
Baseado em: K. Fukushima et al., «Genome of the pitcher plant Cephalotus reveals genetic changes associated with carnivory», Nature Ecology & Evolution, Vol.
1, n.º 59, 2017.

1. As folhas carnívoras e as folhas não carnívoras de Cephalotus follicularis constituem


A. estruturas homólogas, em que foram transcritos diferentes genes.
B. estruturas análogas, em que foram transcritos os mesmos genes.
C. estruturas análogas, em que foram transcritos diferentes genes.
D. estruturas homólogas, em que foram transcritos os mesmos genes.

2. Em relação às folhas de Cephalotus follicularis, podemos afirmar que


A. o desenvolvimento dos dois tipos de folhas é independente de fatores externos.
B. a formação de folhas carnívoras implica a utilização de um código genético diferente.
C. as folhas planas têm menor quantidade de clorofila do que as folhas em forma de jarro.
D. nas folhas carnívoras, os processos digestivos exigem uma intensa síntese proteica.

3. De acordo com os dados do texto, a evolução das proteínas digestivas nas plantas carnívoras dos vários continentes
constitui um caso de evolução
A. convergente, provocada por distintas pressões seletivas.
B. condicionada pela existência de insetos ricos em nitrogénio.
C. divergente, relacionada com a ocorrência de mutações.
D. condicionada pela ocorrência de solos pobres em nutrientes.

4. Faça corresponder cada uma das descrições relativas à síntese de proteínas digestivas, expressas na coluna A, à
respetiva molécula, que consta na coluna B.

5. Explique, segundo a perspetiva neodarwinista, a evolução das proteínas digestivas presentes nas plantas carnívoras
a partir de proteínas vegetais existentes em plantas não carnívoras.
Grupo VII
Alguns antibióticos atuam ativando a respiração celular, o que leva à produção de radicais livres (substâncias tóxicas
oxidantes). Estes radicais podem causar a morte das bactérias através da destruição de proteínas, de lípidos e de DNA.
Em quatro espécies bacterianas não relacionadas, Bacillus anthracis, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus
e Escherichia coli, foram inativadas, quer por via química quer por mutação dos seus genes, as enzimas da via de
síntese do sulfureto de hidrogénio (H2S). Nas bactérias que sofreram estes procedimentos, deu-se a inibição da
produção de H2S. Estas bactérias sobreviveram com muita dificuldade na presença de antibióticos. Posteriormente,
sujeitaram-se a estirpe mutada de E.coli (inibida da produção de H2S) e a estirpe selvagem de E.coli (não mutada e
produtora de H2S) à ação de três antibióticos diferentes. Verificou-se que, nas bactérias incapazes de produzir sulfureto
de hidrogénio, o DNA se encontrava cortado em fragmentos. A sequenciação recente de numerosos genomas
bacterianos veio alterar a ideia de que o H2S seria um produto de excreção, uma vez que esta substância pode bloquear
a formação de radicais livres e também pode estimular a atividade de enzimas antioxidantes.
Baseado em: P. Belenky and J. Collins, «Antioxidant Strategies to Tolerate Antibiotics», Science, 2011.

1. A hipótese que se quis testar com estas experiências foi a de que


A. os radicais livres produzidos provocam a morte das bactérias.
B. o sulfureto de hidrogénio compromete a eficácia dos antibióticos.
C. as enzimas são necessárias à produção de sulfureto de hidrogénio.
D. os antibióticos evitam a produção de sulfureto de hidrogénio.

2. De acordo com os dados, o sulfureto de hidrogénio pode atuar


A. aumentando a produção de ATP.
B. inibindo enzimas antioxidantes, que ativam a respiração celular.
C. inibindo a multiplicação celular.
D. ativando enzimas que facilitam a destruição de radicais livres.

3. Os antibióticos atuam sobre o DNA, cuja molécula apresenta uma relação


A. (A + T) / (C + G) = 1, cortando-o em fragmentos por um processo de oxidação.
B. (A + T) / (C + G) = 1, cortando-o em fragmentos por um processo de redução.
C. (A + C) / (T + G) = 1, cortando-o em fragmentos por um processo de oxidação.
D. (A + C) / (T + G) = 1, cortando-o em fragmentos por um processo de redução.

4. A expressão do gene para a síntese das enzimas antioxidantes referidas no texto implica
A. tradução do mRNA no retículo endoplasmático rugoso.
B. transcrição do DNA para moléculas de RNA pré-mensageiro.
C. transcrição do DNA para moléculas de desoxirribonucleótidos.
D. tradução da sequência de codões do RNA por ribossomas.

5. Numa perspetiva darwinista, o aumento da taxa de reprodução bacteriana é vantajoso, pois aumenta a
probabilidade de surgirem indivíduos
A. com diferentes características.
B. que desenvolvem a capacidade de se adaptar ao ambiente.
C. com maior número de mutações.
D. que possuem conjuntos génicos favoráveis em determinado meio.

6. Faça corresponder cada uma


das descrições relativas à síntese
de enzimas, expressas na coluna
A, à designação correspondente,
que consta na coluna B.
7. Explique em que medida o conhecimento do modo de atuação do sulfureto de hidrogénio em algumas bactérias
pode contribuir para a produção de novos antibióticos.

Grupo VIII

Crepis sancta é uma planta herbácea espontânea que cresce frequentemente nos canteiros dos passeios, ambiente
urbano com populações fragmentadas, muito distinto do ambiente campestre com populações não fragmentadas, de
onde esta espécie é originária. Foi observado que, uma vez instaladas, as populações urbanas de Crepis sancta passam
a reproduzir-se essencialmente por autofecundação, dado que existem poucos insetos no ambiente urbano. Esta
espécie produz dois tipos de sementes: umas pequenas e plumosas, que se disseminam pelo vento, e outras maiores
e pesadas, que caem junto da planta-mãe. Durante o processo de dispersão, todas as plantas perdem estruturas de
propagação, que se disseminam para locais onde não originam descendentes (custo de dispersão). No sentido de
compreender melhor o modo como as populações de Crepis sancta se adaptam aos ambientes alterados pela
urbanização crescente, foram efetuados estudos sobre os seus processos de reprodução (Estudo I) e de dispersão
(Estudo II).

ESTUDO I
Foram cultivados em estufa, separadamente e em condições semelhantes, grupos de plantas urbanas e de plantas
campestres.
Verificou-se que, nestas condições, nenhum dos grupos recorreu à autofecundação.
Concluiu-se, assim, não ter havido uma evolução do processo reprodutivo ao nível da fecundação porque a
predominância de autofecundação não foi conservada de uma geração para outra.

ESTUDO II
Foi demonstrado que, nos canteiros urbanos, as sementes leves têm menos 55% de possibilidades de germinarem,
uma vez que caem sobre um substrato (alcatrão, cimento) que não lhes permite a germinação.
Foram cultivados em estufa, separadamente e em condições semelhantes, grupos de plantas com origem nos dois
tipos de populações (urbanas e campestres) que, no período de floração, foram polinizadas por um inseto, Bombus
terrestris.
Verificou-se que as plantas dos canteiros urbanos produziram um número de sementes pesadas significativamente
maior.
Estimou-se, usando um método adequado, que as alterações verificadas nas populações urbanas se instalaram num
prazo curto, de 5 a 12 gerações de seleção.
Concluiu-se que, nas populações urbanas, o elevado custo de dispersão provocou uma adaptação no sentido da
produção de um maior número de sementes pesadas, diminuindo a sua dispersão.

1. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmações seguintes, relativas aos estudos efetuados
com Crepis sancta.

A. A quantificação das sementes de plantas urbanas e campestres foi feita em ambiente controlado.
B. Em ambiente urbano, as sementes plumosas permitem maior sucesso reprodutivo.
C. A produção de um maior número de sementes pesadas é resultado de um processo evolutivo.
D. Em ambiente urbano, as sementes pesadas permitem maior taxa de germinação.
E. A variabilidade genética dentro da população de cada canteiro aumenta em poucas gerações.
F. A polinização cruzada é a estratégia reprodutiva predominante em ambiente urbano.
G. Em ambiente campestre, o substrato permite a germinação dos dois tipos de sementes.
H. A estratégia de sobrevivência em ambiente urbano resultou do elevado custo de dispersão.

2. Nos estudos efetuados, o cultivo em estufa permitiu aproximar as condições experimentais das condições do
ambiente campestre, porque foi…

A. … aumentado o custo de dispersão.


B. … cultivada uma população fragmentada.
C. … estimulada a autofecundação.
D. … utilizado um inseto polinizador.
3. O estudo II permite concluir, pela quantificação das sementes produzidas, que o meio ______ selecionou plantas
com ______ capacidade de dispersão.
A. urbano (…) maior
B. campestre (…) maior
C. urbano (…) menor
D. campestre (…) menor

4. A tendência evolutiva para o aumento de produção de sementes pesadas tem permitido a sobrevivência das
populações urbanas de Crepis sancta, mas pode conduzir ao desaparecimento destas populações.
Explique esta aparente contradição.

Grupo IX

Descobriu-se um novo antibiótico peptídico, designado teixobactina, sintetizado por uma bactéria Gram-negativa e
que inibe a síntese da parede celular de agentes patogénicos Gram-positivos. A Figura seguinte ilustra o modo de
atuação do antibiótico, assim como as diferenças estruturais das células das bactérias Gram-positivas e Gram-
negativas. A bactéria que produz o antibiótico exporta-o para além da barreira de permeabilidade da membrana
externa, ficando protegida, uma vez que o antibiótico não consegue reentrar na célula. A teixobactina liga-se a dois
precursores essenciais à síntese dos constituintes da parede celular bacteriana. A ação do antibiótico é
complementada pela libertação de autolisinas, enzimas que interferem na digestão da parede celular. Não se
obtiveram bactérias resistentes à teixobactina, o que sugere que este antibiótico não leva ao desenvolvimento de
resistência.

1. As autolisinas são proteínas que digerem mais facilmente a parede celular de bactérias _______, e que são
sintetizadas por _______.
A. Gram-positivas … lisossomas
B. Gram-negativas … ribossomas
C. Gram-positivas … ribossomas
D. Gram-negativas … lisossomas

2. Refira o motivo de as células do organismo humano não serem destruídas pela teixobactina.

3. Nas células procarióticas, ao contrário do que acontece nas células eucarióticas,


A. o processamento conduz à formação de RNA mensageiro.
B. a tradução ocorre em ribossomas.
C. o alongamento conduz à formação de moléculas polipeptídicas
D. a transcrição ocorre no citoplasma.

4. Bactérias cultivadas durante várias gerações num meio de cultura contendo o isótopo do nitrogénio 15N foram
transferidas para um meio contendo o isótopo 14N. Ao fim de duas gerações neste meio, o DNA bacteriano será
constituído por
A. 25% de moléculas de DNA híbridas.
B. 50% de moléculas só com o isótopo 14N.
C. 100% de moléculas só com o isótopo 14N.
D. 75% de moléculas de DNA híbridas.

5. Numa perspetiva lamarckista, a resistência bacteriana aos antibióticos resultaria da


A. adaptação individual das bactérias ao antibiótico.
B. competição entre bactérias sujeitas ao antibiótico.
C. ocorrência de mutações na população bacteriana.
D. existência de variabilidade na colónia bacteriana

6. Explique, de acordo com a perspetiva darwinista, de que modo a produção de teixobactina contribui para o sucesso
evolutivo da bactéria que a produz.

Grupo X
Nos eucariontes, o DNA genómico forma um complexo com proteínas nucleares – a cromatina. Para que um gene seja transcrito,
a cromatina deve sofrer uma reorganização. Uma perturbação, ainda que transitória, pode repercutir-se no estado da cromatina,
influenciando a expressão dos genes e, consequentemente, as características das células. Trabalhos recentes revelaram que a
manipulação do metabolismo pode influenciar o decurso da diferenciação celular. Observou-se em ratos de laboratório que o
regime alimentar do progenitor modifica o metabolismo dos lípidos, nomeadamente do colesterol, da sua descendência. A análise
molecular revelou que as mudanças metabólicas eram acompanhadas de modificações da cromatina nas regiões genómicas onde
estão localizados os genes reguladores da biossíntese dos lípidos. Estas observações apoiam a ideia de que o regime alimentar
influencia o estado da cromatina e a expressão dos genes transmissíveis às gerações seguintes.

1. Nos eucariontes, durante a transcrição, verifica-se


A. a descodificação da informação genética nos ribossomas.
B. a ligação entre bases complementares do mRNA e do rRNA.
C. a transferência da informação genética para o pré-mRNA.
D. a formação de moléculas de rRNA ao nível do citoplasma.

2. De acordo com os dados apresentados, o regime alimentar dos progenitores condicionou o metabolismo dos
lípidos na descendência, ao alterar
A. sequências nucleotídicas de genes nas células somáticas.
B. o estado da cromatina de células germinativas.
C. sequências nucleotídicas de genes nas células germinativas.
D. o estado da cromatina de células somáticas.

3. A diferenciação celular é um processo que


A. origina a alteração do genoma nas células especializadas.
B. ocorre independentemente da atuação de fatores do meio.
C. implica um conjunto de mutações génicas sequenciais.
D. envolve a regulação da transcrição de genes.

4. Num ciclo celular mitótico, a condensação máxima da cromatina ocorre na


A. metáfase.
B. prófase.
C. anáfase.
D. telófase.

5. Explique em que medida as observações efetuadas em ratos de laboratório permitem uma nova abordagem da
teoria lamarckista da evolução.
Grupo XI

Nas questões seguintes selecione a opção que permite obter uma afirmação correta.

1. As características dos ribossomas e ____ das mitocôndrias são argumentos a favor do modelo ___da evolução
das células eucarióticas, a partir de células procarióticas.
A. do DNA (…) autogénico
B. do DNA (…) endossimbiótico
C. das proteínas (…) autogénico.
D. das proteínas (…) endossimbiótico.

2. Segundo o modelo endossimbiótico, os ancestrais dos cloroplastos e das mitocôndrias seriam,


respetivamente, procariontes
A. fotossintéticos e heterotróficos aeróbios.
B. fotossintéticos e heterotróficos fermentativos.
C. quimiossintéticos e heterotróficos fermentativos.
D. quimiossintéticos e heterotróficos aeróbios.

3. Numa perspetiva evolutiva, relativamente aos seres coloniais, os seres pluricelulares apresentam
A. maior taxa metabólica.
B. maior diferenciação celular.
C. menor organização celular.
D. menor independência em relação ao meio.

4. Algumas plantas de regiões frias e com pouca disponibilidade de água apresentam as folhas reduzidas a
agulhas. Numa perspetiva darwinista, a morfologia destas folhas poderia ser explicada como resultante
A. da necessidade de adaptação individual a alterações de temperatura,
B. de mutações que surgem nos organismos como resposta a verões particularmente secos.
C. da seleção determinada pela pouca disponibilidade de água no meio.
D. do crescimento lento das folhas, devido às baixas temperaturas a que os seres se desenvolvem.

5. Em ambientes cársicos, as plantas sujeitas a idênticas pressões seletivas apresentam ___ estruturais que
fundamentam a existência de processos de evolução ______.
A. analogias (…) divergente.
B. homologias (…) convergente.
C. analogias (…) convergente.
D. homologias (…) divergente.

6. O aparecimento de proteínas com propriedades anticongelantes nos peixes do ártico e do antártico é


indicador de uma evolução
A. convergente, como resultado de pressões seletivas diferentes.
B. convergente, como resultado de pressões seletivas idênticas.
C. divergente, como resultado de pressões seletivas idênticas.
D. divergente, como resultado de pressões seletivas diferentes.

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