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RESUMO

Cadeira: História Da Psicologia

O perspectivismo sintetiza uma série de fenômenos e elaborações


encontrados em etnografias anteriores sobre os povos ameríndios. Em
um todo, a noção se refere a concepções indígenas que estabelecem
que os seres providos de alma reconhecem a si mesmos e àqueles a
quem são aparentados como humanos, mas são percebidos por outros
seres na forma de animais, espíritos ou modalidades de não humanos.

Já o animismo tem a ideia de que todas as coisas, incluindo


pessoas, animais, características geográficas, fenômenos naturais e
objetos inanimados, possuem um espírito que os conecta uns aos
outros. E na maioria dos casos, o animismo não é considerado uma
religião em si, mas sim uma característica de várias práticas e crenças.

Por sua vez, “etno” significa semelhança de hábitos, costumes e


cultura. O etnocentrismo não seria privilégio dos ocidentais, portanto,
mas uma atitude ideológica natural, inerente aos coletivos humanos. O
autor Lévi-Strauss ilustra a reciprocidade universal de tal atitude com
uma anedota:

"Nas Grandes Antilhas, alguns anos após a descoberta da América,


enquanto os espanhóis enviavam comissões de inquérito para investigar
se os indígenas tinham ou não uma alma, estes se dedicavam a afogar
os brancos que aprisionavam, a fim de verificar, por uma demorada
observação, se seus cadáveres eram ou não sujeitos à putrefação"
(Lévi-Strauss 1973a:384, tradução minha).

Já entrando no mito em questão revela não apenas os vários


aspectos do relacionamento afetivo, mas também representa a própria
essência da relação analítica, e por ser um mito essencial da
criatividade psicológica e transformação da personalidade, é também o
mito da análise.
O mito de Eros e Psique revela algumas lições importantes a se
aprender dentro do relacionamento. Uma das mais importantes é a
confiança, usando disso para se estabelecer ao lado de quem amamos.
Sem contar também o valor do perdão quando ele se mostrar merecido
de tal entregar. Outro ponto que deixamos para destacar aqui é o amor
que não vive por aparências físicas ou sociais. Sendo ele um deus de
beleza única, Psique olhou em seu interior e se apaixonou pelo o que
havia lá. O que guardamos em nossa essência se mostra mais valioso
do que temos em nosso aspecto físico ou social.
Muitas das dificuldades contemporâneas que afligem o ser humano
nos dias atuais são “problemas de amor, casamento, separação, casais
em confusão, homossexualidade – a busca compulsiva e desesperada
da afinidade psíquica e identidade erótica.” É preciso ter cuidado quanto
as suas ações, de modo a respeitar o outro quando isso o atingir.
Segundo Boechat: “Na psicoterapia moderna, o motivo arquetípico da
morte e ressurreição está no centro do processo terapêutico. Todo
paciente deverá morrer, descer ao seu inferno pessoal, ir ao fundo do
poço, como se diz, para se transformar.

Referências:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93131996
000200005

http://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/mitos%20e%20lend
as%20indigenas_0.pdf
https://youtu.be/O5WQpf6eHKY

https://youtu.be/AJQgm_GVq2k