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Aula 04

SUS p/ Concursos da Saúde - Curso Regular


Professor: Adriano de Oliveira
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AULA 04

SUS P/ CONCURSOS DA SAÚDE - CURSO REGULAR

PLANEJAMENTO E SIS
Professor: Adriano de Oliveira
PLANEJAMENTO NO SUS E SIS
Prof. Adriano de Oliveira Aula 04

AULA 04: PLANEJAMENTO NO SUS E SISTEMAS


DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação da Aula 2
2. O que é planejamento? 4
3. Planejamento Estratégico Situacional 5
4. Instrumentos de Planejamento do SUS 15
4. Sistemas de Informação em Saúde 23
8. Referências 36
9. Questões de revisão 37
10. Gabarito 46

APRESENTAÇÃO DA AULA

Saudações prezad@ alun@!

Trago à você nesta aula um tema muito importante, que apesar de


ser frequentemente tratado com base no senso comum, nem sempre é
apresentado adequadamente à profissionais da saúde durante sua
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formação inicial. Estou falando do planejamento. Este conhecimento é


oriundo do campo da administração, mas tem sido amplamente difundido
e utilizado na área saúde. Você deve recordar que já mencionamos o
planejamento em aulas anteriores ao tratarmos de marcos legais
estruturantes do SUS como a Lei 8.080 e o Decreto 7.508. A propósito
este até poderia ter sido mais um tema na aula do Decreto 7.508, mas
optei por tratá-lo separadamente para sua melhor compreensão e
assimilação.

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Em provas de concurso na saúde este tema tem aparecido


principalmente de duas formas, a primeira é como uma abordagem
conceitual que trata dos fundamentos do planejamento e de sua vertente
mais praticada na saúde, o Planejamento Estratégico Situacional (PES).
Outra maneira, mais objetiva, é por meio de questionamentos
relacionados especificamente aos instrumentos de planejamento
preconizados para uso dos gestores de saúde, conforme já vimos no
arcabouço legal do SUS.
Todo e qualquer processo de planejamento requer o uso de
informações, por isso após apresentar as nuances do planejamento
apresentarei também os principais Sistemas de Informação em Saúde
(SIS) e como aparecem questões sobre eles em importantes provas de
concurso.

Para te ajudar a aquecer para o estudo deste aula e pensar um


pouco sobre a importância do planejamento na gestão do Sistema Único
de Saúde, convido-@, antes mesmo de iniciar a leitura da aula, a assistir
um vídeo projetado para um Curso de Gestores do SUS que encontra-se
disponível em canal aberto na internet, sem nenhuma restrição de
direitos autorais. Segue abaixo o link:

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www.youtube.com/watch?v=R_xyzpgqk5Q

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O QUE É PLANEJAMENTO?

A noção de planejamento é aplicada em diferentes áreas do


conhecimento como Administração, Economia e Política. Um dos pontos
essenciais do planejamento é sua natureza estratégica. Na geopolítica, o
planejamento pertence à própria natureza da diplomacia e das relações
internacionais. Já no senso comum, a ideia costuma estar associada a
organizar atividades, buscar melhores resultados e reduzir conflitos.
Pode-se afirmar que planejar é reduzir incertezas. Logo, implica em
algum grau de intervenção após uma análise apurada de problemas. Na
administração pública esta ideia está diretamente vinculada à alocação
eficiente de recursos, por exemplo. E no setor saúde, as práticas de
planejamento estão presentes em todo o processo de gestão do SUS.
No universo da saúde sempre nos deparamos com problemas que
exigem enfrentamentos para que possamos realizar as ações que
efetivam a saúde como um direito das pessoas. Isso se aplica, por
exemplo, aos mais altos níveis de gestão das secretarias estaduais e
municipais de saúde e do Ministério da saúde, até uma unidade básica de
saúde.
Ocorre que os problemas são muitos e os recursos que temos para
lidar com eles são geralmente limitados. Por isso precisamos adotar um
método para escolhermos quais problemas são mais estratégicos, ou seja,
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quais são os problemas que se resolvidos resultarão nas melhorias mais


importantes para o serviço de saúde em que atuamos ou para o sistema
que gerimos. Após esta escolha passamos então a construir um plano de
enfrentamento destes problemas prioritários. Esse processo de análise e
de intervenção nós chamamos de planejamento.
Uma característica do planejamento que merece destaque é sua
natureza cíclica e dinâmica, pois após a formulação de um plano é preciso
acompanhar a sua execução, avaliá-lo e realizar os ajustes necessários,
conforme demonstra o esquema abaixo:

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL

Normalmente pensamos que se nada deve mudar o planejamento é


muito eficaz, embora desnecessário, por outro lado, se tudo está
rapidamente mudando o planejamento é pouco eficaz, embora muito
necessário. Este paradoxo aparente se dissolve quando abandonamos a
ideia equivocada que associa o planejamento ao exercício inconsequente
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da pura futurologia. Pensar estrategicamente não se resume a prever


resultados num ciclo de relações causa-efeito, mas preparar-se para lidar
com a imprevisibilidade.
Problemas complexos não podem ser resolvidos com modelos
demasiadamente simples, que escamoteiem a realidade. É necessário
usar modelos adequados, capazes de lidar com essa complexidade. Os
métodos tradicionais de planejamento são simples, mas inadequados para

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analisar e acompanhar sistemas complexos. A maioria dos problemas


administrativos, econômicos e sociais pertencem a esta categoria.
Os métodos mais tradicionais de planejamento são
extremamente normativos, impessoais e se dizem neutros. Há
sempre um ator que planeja e os demais são simples agentes com
reações completamente previsíveis. O planejamento pressupõe um
“sujeito” que planeja, normalmente o Estado, e um “objeto” que é a
realidade econômica e social que demanda transformação.
As reações dos demais atores são previsíveis porque seguem leis e
obedecem a prognósticos bem conhecidos. O sistema gera incertezas,
porém são numeráveis, previsíveis, não se considera a possibilidade de
surpresas. Há nesta visão, uma aparente governabilidade, gerada pela
ilusão de que as variáveis não controladas simplesmente não são
importantes.
A governabilidade e a capacidade de governar são reduzidas e
absorvidos, em última instância, pela aparente importância do projeto
político. Neste cenário só há uma teoria e técnica de planejamento, além
do mais, suas deficiências não aparecem como problema a ser resolvido,
os dirigentes se concentram mais nas relações de mando e hierarquia e
no tempo gasto na tentativa de corrigir a ineficácia dos projetos.
Uma concepção estratégica de planejamento parte de outros
postulados. Na realidade social há vários atores que planejam com
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objetivos distintos e na maior parte das vezes conflitivos. A eficácia do


meu plano depende da eficácia das estratégias dos meus
oponentes e aliados. Não há uma única explicação para os problemas,
tampouco uma única técnica de planejamento. Nesta perspectiva a teoria
normativa e tradicional do planejamento perde toda sua validade.

Como é então que funciona o planejamento nessa outra lógica?

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O campo de conhecimento da Saúde Coletiva, ou Saúde Pública,


como ainda é conhecido, há décadas vem adotando um determinado
referencial como proposta de aplicação do planejamento voltado as
necessidades de gestão do SUS. Estou me referindo ao Planejamento
Estratégico Situacional (PES). Uma das maiores provas disso é que alguns
dos instrumentos ou dispositivos do Decreto 7.508 (RENASES, COAP,
Mapa da Saúde) foram construídos considerando os princípios desse
método. Portanto convido-@ a entender um pouco mais sobre o PES em
preparação para o estudo dos instrumentos de planejamento do SUS.
O PES foi idealizado por Carlos Matus, autor chileno, a partir de sua
vivência como ministro da Economia do governo Allende, no período de
1970-73, e da análise de outras experiências de planejamento normativo
ou tradicional na América Latina cujos fracassos e limites instigaram um
profundo questionamento sobre os enfoques e métodos utilizados.
O enfoque do PES surge, então, no âmbito mais geral do
planejamento econômico-social e vem sendo crescentemente adaptado e
utilizado em áreas como saúde, educação e planejamento urbano, por
exemplo. Este enfoque parte do reconhecimento da complexidade, da
fragmentação e da incerteza que caracterizam os processos sociais, que
se assemelham a um sistema, onde os problemas se apresentam, em sua
maioria, não estruturados e o poder se encontra compartido, ou seja,
nenhum ator detém o controle total das variáveis que estão envolvidas na
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situação.
No planejamento estratégico as relações entre atores políticos e
instituições são analisadas e as orientações e estratégias são definidas a
partir de conjunturas e equilíbrios de poder. Portanto é fundamental que
se compreenda 2 conceitos para entender a proposta do Planejamento
Estratégico Situacional: problema e ator social.

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Ator Social
Atores sociais são pessoas ou forças sociais que controlam algum
poder no jogo social, podendo ser um grupo, uma associação ou
organização em torno da qual pessoas se organizam, de modo
relativamente estável ou contínuo, para alcançar objetivos comuns.
Esses atores são capazes de produzir eventos que alteram a
situação e o fazem segundo suas percepções e pontos de vista. Um ator
social para se configurar como tal deve ter três características/condições:
 capacidade para formular projetos de intervenção na realidade,
quer para mudá-la ou reproduzi-la;
 capacidade de mobilizar recursos e motivar pessoas para levar à
frente uma proposta de mudança ou de reprodução do contexto
atual;
 algum grau de organização, ou seja, pessoas que se agrupam em
torno de uma proposta ou projeto ou organização e que devem
estar de acordo e de certa forma mobilizadas para uma atuação
coordenada.

Problema
Um problema é uma discrepância entre o ser (ou a possibilidade de
ser), e o deve ser, discrepância essa que os atores encaram como
evitável e inaceitável ou insatisfação frente a um resultado de um jogo
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social, que contraria os valores e normas do ator diante da realidade.


Considerando a Análise Situacional, o que é problema para um ator social
pode não ser ou até ser solução para outro. Assim, a evitabilidade e a
inaceitabilidade são apreciações dos atores sobre o problema, as quais o
levam a defini-lo como tal.

O PES se caracteriza por tentar conciliar a ação sobre uma realidade


complexa, com um olhar estratégico e situacional, considerando a visão
de múltiplos atores e a utilização de ferramentas operacionais para o

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enfrentamento de problemas. No que tange sua operacionalização o PES


se divide em quatro momentos:

Explicativo: seleção e análise dos problemas relevantes para os atores


chaves e sobre os quais se deseja atuar.

Normativo: construção do plano de intervenção, a situação objetivo que


se deseja alcançar.

Estratégico: análise de viabilidade das ações e a construção de sua


viabilidade quando consideradas essenciais.

Tático-operacional: implementação do plano.

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Este tema possui muitos outros aspectos que poderiam ser


explorados, e eu particularmente sou um apaixonado pelo assunto. Porém
lembre-se que o propósito deste curso é prepará-lo de maneira focada
para concursos, por isso sempre faço um recorte estratégico somente
com aquilo que você precisa saber para ter o melhor desempenho nas
provas. Isso porque você tem várias outras disciplinas para estudar e
precisa portanto ocupar sua memória apenas com que é essencial.

BIO-RIO – Pref. de São João da Barra/RJ – 2015


O gerenciamento integra o processo de trabalho da enfermagem e se
pauta em modelos, processos e instrumentos que viabilizam a gestão de
serviços e do cuidado de enfermagem. O modelo de planejamento
composto por quatro momentos que se interrelacionam denominados:
explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional é o:
a) planejamento estratégico situacional.
b) planejamento normativo.
c) planejamento tradicional.
d) planejamento técnico-operacional.
e) planejamento participativo. 03849863581

Comentário
Inicio com uma questão muito simples, que explora apenas a
distinção de métodos. Trouxe esta questão também para que você
compare os níveis de questões que se pode encontrar em diferentes
provas. Por tudo que já discutimos e pelo próprio subtítulo desta parte da
aula a resposta certamente é A.

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FCC - DPE/RS - 2013


Em relação aos métodos de planejamento, é possível fazer uma distinção
entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico situacional.
Considera-se planejamento
a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal
porque configura em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado
pelo projeto de governo, a governabilidade e a capacidade de governo.
b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a
esfera política e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico
de situação e a partir dele elabora um único plano de ação.
c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema
Único de Saúde (SUS), é um modelo assistencial e gerencial não
prevalente nos serviços de saúde.
d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento
de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e
dos macroproblemas.
e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento
tradicional porque não leva em consideração a historicidade e a
dinamicidade dos fenômenos.

Comentário
Esta é uma questão um pouco mais elaborada que tenta traçar um
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comparativo entre planejamento normativo e estratégico situacional. Com


o texto desenvolvido na aula creio que você seja capaz de identificar que
as 4 alternativas errôneas trazem de contradições evidentes, ou seja,
utiliza elementos do PES para descrever o normativo e vice-versa. A única
alternativa que guarda coerência entre o título e a descrição é a letra D. O
PES realmente tem em sua essência o planejamento a partir da análise de
problemas, e trata problemas nestas 3 perspectivas mesmo: de
problemas constatados por fatos atuais; de projeções analíticas de
ameaças e oportunidades; e trabalha com a priorização de problemas

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para o ordenamento da execução dos planos, sobretudo para enfrentar


problemas que se referem a questões mais estruturantes
(macroproblemas).

AOCP – EBSERH / Vigilância – 2015


No gerenciamento em enfermagem, a função do planejamento configura-
se em uma das atividades dos enfermeiros. Nesse sentido, o método de
Planejamento Estratégico Situacional (PES) possibilita
a) que o planejador seja o principal agente de mudança,
desconsiderando-se os fatores sociais, políticos e culturais que geram a
ação.
b) que os atores envolvidos não participem efetivamente das propostas
de solução dos problemas encontrados.
c) a falta de reconhecimento da pluralidade de atores sociais em conflito
em uma realidade complexa e dinâmica.
d) a racionalidade econômica, para a solução das questões políticas e
sociais decorrentes da ação conjunta de profissionais.
e) a explicação de um problema a partir da visão do ator que o declara, a
identificação das possíveis causas e a busca por diferentes modos de
propor soluções.

Comentário
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Esta questão explora um aspecto muito importante do PES, que é


inclusive um dos seus diferenciais, me refiro a participação de atores
sociais tanto na etapa explicativa (diagnóstico) quanto no tático-
operacional (execução do plano). Na perspectiva matusiana o pleno
envolvimento de todos os atores envolvidos na resolução de um problema
é fundamental, e a estratégia do ator que declara/explica o plano deve
ser justamente a de mobilizar os grupos de outros atores para que o
operem conjuntamente na construção da melhor intervenção possível.
Portanto a resposta correta está na letra E.

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IBFC – EMBASA – 2015


O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é um método que trabalha
no processamento de problemas atuais, problemas potenciais e de
macroproblemas. É considerada uma das principais características do
PES.
a) Admite-se que há uma realidade única estática, avançando para o
atendimento da mesma no que diz respeito à visão de unicausalidade.
b) O sujeito que planeja e o objeto do planejamento são independentes.
O sujeito que planeja é único e situa-se fora e acima da realidade.
c) Trabalha com sistemas fechados ou visualiza a mínima interligação
entre pontos de partidas e de chegada.
d) Reconhece o conflito e as relações de poder com os quais trabalha.

Comentário
Ainda nos remetendo a comparação entre o planejamento
convencional (normativo) e o estratégico podemos avaliar as alternativas
desta questão e constatar que os elementos: interpretação da realidade
como algo único, dissociação entre planejador e realidade e falta de visão
do trajeto inteiro são características próprias do planejamento tradicional.
Portanto nos restou a alternativa D, que destaca a clareza que o
planejador tem que ter de que seu projeto sempre estará em disputa com
outros projetos.
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Por último vamos trabalhar juntas estas 2 questões abaixo sobre as fases
do PES. Responda-as e compare-as.

FUMARC – AL/MG – 2014


O Planejamento Estratégico Situacional (KURCGANT, 2010) é composto
por quatro momentos que se interrelacionam, a saber:
a) Momento demissional, momento decisório, momento estratégico e
momento tático-operacional.

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b) Momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e


momento tático-operacional.
c) Momento explicativo, momento narrativo, momento dialético e
momento tático-operacional.
d) Momento decisório, momento narrativo, momento dialético e
momento demissional.

FCC – TRF/4ª REGIÃO – Analista Judiciário – 2010


O Planejamento Estratégico Situacional é composto
a) por sete fases, denominadas: diagnóstico; determinação de objetivos;
estabelecimento de prioridades; seleção dos recursos disponíveis;
estabelecimento do plano operacional; desenvolvimento; e
aperfeiçoamento.
b) por quatro momentos que se inter-relacionam e são denominados
explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional.
c) pelas metodologias normativa, estratégica e sociotécnica, interligando
a empresa ao ambiente e aos produtos ou serviços.
d) pela eficiência potencial do sistema técnico que define as tarefas, a
área física, os equipamentos e os recursos existentes.
e) pela neutralidade científica do planejador e o conhecimento da
realidade, ocorrendo por meio do diagnóstico científico, sendo concebida
como única e objetiva.
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Comentário
Como você acabou de ler sobre os 4 momentos do PES, creio que
não foi difícil responder. Porém gostaria de fazer um destaque nesta
última pois a alternativa A constrói um descritivo correto de etapas do
PES, mas apresenta de um jeito muito detalhado. Como vimos no texto
da aula, basta descrevermos o PES em 4 momentos, e eles se encontram
na alternativa B, em ambas as questões esta é a resposta correta.

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INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO DO SUS

O planejamento no âmbito do SUS configura-se como


responsabilidade dos entes públicos, devendo ser desenvolvido de forma
contínua, articulada, integrada e solidária entre as três esferas de
governo, de modo a conferir direcionalidade à gestão pública da saúde.
O processo ascendente e integrado de formulação do
planejamento da saúde busca incluir a problemática local e as
necessidades de saúde suscitadas no município no planejamento do
sistema. Nesse sentido, a elaboração dos Planos de Saúde Nacional,
Estadual e Municipal ocorre mediante processo que possibilita a interação
entre as esferas de governo, contemplando momentos de diálogo entre os
entes, escuta das realidades e demandas municipais, regionais e
estaduais, com base no perfil epidemiológico, demográfico e
socioeconômico da população e a organização das ações e dos serviços de
saúde, em cada jurisdição administrativa e nas regiões de saúde.
Portanto é esperado que cada ente federado realize o seu
planejamento considerando as especificidades do seu território; as
necessidades de saúde da sua população; a definição de
diretrizes, objetivos e metas a serem alcançados mediante ações e
serviços programados pelos entes federados; a conformação das redes
de atenção à saúde, contribuindo para melhoria da qualidade do
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SUS e impactando na condição de saúde da população.


Este planejamento pressupõe uma dinâmica que contemple
momentos interdependentes que possibilitem:
 a identificação das necessidades de saúde da população da região
 a definição das diretrizes, dos objetivos e das metas para a região;
 a programação geral das ações e serviços de saúde, a qual é essencial
ao alcance das metas estabelecidas para a região; e
 o monitoramento permanente e a avaliação das ações implementadas.

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Nesse sentido, no processo de planejamento em âmbito regional


são inicialmente identificadas as necessidades de saúde da população da
região, mediante a análise da situação de saúde, utilizando o Mapa da
Saúde como ferramenta de apoio (tratarei mais a respeito dessa
ferramenta, um pouco mais para frente). A partir das necessidades de
saúde, são definidas as diretrizes municipais, estaduais e nacionais, bem
como os objetivos plurianuais e as metas anuais de saúde para a região,
em consonância com o disposto nos planos de saúde dos entes federados.
Nesse momento é feita a priorização das intervenções de saúde,
buscando superar os principais problemas evidenciados na análise da
situação de saúde.
Tanto a Lei 8080 quanto o Decreto 7508, que foram temas de aulas
anteriores, estabelecem que o planejamento da saúde deve ser
ascendente e integrado, ou seja, iniciando-se no nível local até
compor o nível federal. Ressalta-se que este processo deve sempre
contar com a participação dos respectivos Conselhos de Saúde.

O planejamento integrado ao qual o decreto se refere é composto


principalmente por 4 instrumentos que resumo abaixo. Apesar do decreto
não fazer menção direta a estes instrumentos, ele aponta para diretrizes
que para serem operadas precisam se traduzir em instrumentos. Os
manuais do ministério relacionados aos dispositivos do Decreto 7.508
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descrevem estes instrumentos.

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Plano de Saúde

O Plano de Saúde é o instrumento que, a partir de uma análise


situacional, reflete as necessidades de saúde da população e apresenta as
intenções e os resultados a serem buscados no período de quatro anos,
expressos em diretrizes, objetivos e metas. Constituem a base para as
programações de cada esfera de governo, com o seu financiamento
previsto na proposta orçamentária.
Os Planos de Saúde orientam a elaboração do Plano Plurianual e
suas respectivas Leis Orçamentárias, compatibilizando as necessidades da
política de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros.

Programação Anual de Saúde - PAS

Na Programação Anual de Saúde é definida a totalidade das


ações e serviços de saúde, nos seus componentes de gestão e de
atenção à saúde, neste último incluída a promoção, proteção, recuperação
e reabilitação em saúde, conforme disposto na RENASES e RENAME.

Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde - PGASS

A Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde é um


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processo de negociação e pactuação entre diferentes gestores em


que são definidos os quantitativos físicos e financeiros das ações e
serviços de saúde a serem desenvolvidos, no âmbito regional, a fim de
contemplar os objetivos e metas estabelecidos no Planejamento Integrado
da Saúde, bem como os fluxos de referência para sua execução.

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Relatório de Gestão

O Relatório de Gestão é o instrumento que apresenta os


resultados alcançados com a execução da Programação Anual de
Saúde, apurados com base no conjunto de ações, metas e indicadores
desta, e orienta eventuais redirecionamentos que se fizerem necessários
ao Plano de Saúde e às Programações seguintes.
Reflete ainda os resultados dos compromissos e
responsabilidades assumidos pelo ente federado no Contrato
Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAP), firmado na região de
saúde. O Relatório de Gestão deve ser submetido à apreciação e
aprovação do Conselho de Saúde respectivo até o final do primeiro
trimestre do ano subsequente.

Mapa da Saúde

O Mapa da Saúde é a descrição geográfica da distribuição de


recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS
(próprio e privado complementar) e pela iniciativa privada (caráter
suplementar), considerando-se a capacidade instalada existente, os
investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde
do sistema.
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No processo de planejamento, o Mapa da Saúde é uma ferramenta


que auxilia a identificação das necessidades de saúde da
população, nas dimensões referentes às condições de vida e acesso aos
serviços e ações de saúde. Fornece elementos para a definição de
diretrizes a serem implementadas pelos gestores, contribuindo para a
tomada de decisão quanto à implementação e adequação das ações e dos
serviços de saúde.
Dessa forma, o Mapa da Saúde orienta o planejamento
integrado dos estados, municípios e União, subsidia o estabelecimento

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de metas de saúde a serem monitoradas pelos gestores e acompanhadas


pelos Conselhos de Saúde e permite acompanhar a evolução do
acesso da população aos serviços de saúde nas diversas regiões de
saúde e os resultados produzidos pelo sistema.
As informações que constituem o Mapa da Saúde devem possibilitar
aos gestores do SUS o entendimento de questões estratégicas para o
planejamento das ações e serviços de saúde, contemplando, dentre
outros, o georreferenciamento de informações afetas aos seguintes
temas:

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Já a ilustração seguinte resume a correlação existente entre todos


os instrumentos de planejamento preconizados no SUS atualmente:

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FUNCAB – FUNASG – 2015


Relacione os instrumentos de planejamento no SUS apresentados a seguir
com suas respectivas características.
(1) Plano de saúde
(2) Programação pactuada integrada
(3) programação anual de saúde
(4) Relatório anual de gestão 03849863581

( ) operacionaliza as intenções expressas no plano de saúde


( ) norteia todas as medidas e iniciativas em cada esfera de gestão
( ) deve conter o resultado da apuração dos indicadores e as
recomendações julgadas necessárias.
( ) fornece subsídios para os processos de regulação do acesso aos
serviços de saúde.
A sequência correta è
a) 2 ,4 ,1 ,3 .
b) 3 ,1 ,4 ,2 .

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c) 2, 1,4,3.
d) 4, 3 ,2,1.
e) 1 ,2 ,3 ,4 .

Comentário
Foi uma questão bem equilibrada esta. Desafia a fazer as
associações para testar sua memória, mas utiliza descrições
relativamente simples. A resposta aqui é letra B.

IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


Pelo decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, o órgão que estabelecerá
as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de
acordo com as características epidemiológicas e da organização de
serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde é o (a)
_________________.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
a) Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
b) Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.
c) Conselho Nacional de Saúde.
d) Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.
e) Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS).

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Comentário
Esta questão não reflete adequadamente o potencial de exploração
do tema Instrumentos de planejamento do SUS. Portanto, não se
restrinja apenas a saber que os Planos de Saúde seguem diretrizes dos
respectivos Conselhos de Saúde de cada instância respectivamente
(nacional, estadual e municipal) e não de Secretarias do Ministério da
Saúde ou do CONASS. Assim a resposta é letra C.

Responda e compare as 2 questões abaixo de bancas diferentes.

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FUNCAB - SESACRE – 2013


Conforme o Decreto nº 7.508/2011, “a descrição geográfica da
distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde
ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada" corresponde à definição de:
a) Portas de entrada.
b) Mapa da Saúde.
c) Região de Saúde.
d) Rede de Atenção à Saúde.
e) Serviços Especiais de Acesso Aberto.

IBFC – EBSERH – 2013


Segundo o Decreto Presidencial nº 7.508, de 28 de junho de 2011, a
descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e
serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada,
considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o
desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema é a
definição de
a) Pactuação Integrada em Saúde.
b) Rede hierarquizada em Saúde.
c) Rede de Atenção à Saúde.
d) Mapa da Saúde.

03849863581

Comentário
Esta questão no contexto da aula fica muito fácil de responder, é
claro que ele está retomando nos seus enunciados a definição de Mapa da
Saúde. As questões são muito semelhantes com a diferença de que a
segunda não se preocupou se quer em colocar o termo Região de Saúde
entre as alternativas para tentar confundir um pouco. Lembre-se, região
tem a ver com a disposição do território e mapa com a capacidade
instalada de serviços e ações de saúde. Assim, as respostas são B e D
respectivamente.

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PLANEJAMENTO NO SUS E SIS
Prof. Adriano de Oliveira Aula 04

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO SUS

Não importa qual escola de planejamento tomemos como


referência, o uso de informações será sempre um recurso imprescindível
para o processo. Isso porque, as informações permitem um melhor
entendimento da realidade e da natureza dos problemas que precisam ser
enfrentados. E para que as informações estejam disponibilizadas de forma
padronizada para o planejamento de gestores de saúde em todos os
níveis, o Ministério da Saúde estabeleceu alguns Sistemas de Informação
que capturam dados de Secretarias e serviços de saúde de todo país e os
consolida em bases que passam a se tornar fontes oficiais de informação
do SUS.
Os Sistemas de Informação em Saúde (SIS) podem ser definidos
como um conjunto de componentes interrelacionados que coletam,
processam, armazenam e distribuem a informação para apoiar o processo
de tomada de decisão e auxiliar no controle das organizações de saúde.
Quanto a sua caracterização, os SIS são instrumentos padronizados
de monitoramento e coleta de dados, que tem como objetivo o
fornecimento de informações para análise e melhor compreensão de
importantes problemas de saúde da população, subsidiando gestores nos
níveis municipal, estadual e federal.

03849863581

A seguir estão relacionados os sistemas de informação mais


importantes do SUS. Vou dividi-los em duas partes:

Sistemas relacionados a indicadores de saúde –


SIM, SINASC, SINAN, SI-PNI

Sistemas relacionados a produção de serviços –


SIH, SIA, SIAB/SISAB

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Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM

Criado pelo Ministério da Saúde em 1975 para a obtenção regular


de dados sobre mortalidade no país, possibilitou a captação de dados
sobre mortalidade, de forma abrangente e confiável, para subsidiar as
diversas esferas de gestão na saúde pública. Com base nessas
informações é possível realizar análises de situação, planejamento e
avaliação das ações e programas da área. O SIM proporciona a produção
de estatísticas de mortalidade e a construção dos principais indicadores
de saúde. A análise dessas informações permite estudos não apenas do
ponto de vista estatístico e epidemiológico, mas também sócio-
demográfico.

Sistema de Informações de Nascidos Vivos - SINASC

Implantado pelo Ministério da Saúde em 1990 com o objetivo de


reunir informações epidemiológicas referentes aos nascimentos
informados em todo território nacional, apresenta atualmente um número
de registros maior do que o publicado pelo IBGE, com base nos dados de
Cartório de Registro Civil. Por intermédio desses registros é possível
subsidiar as intervenções relacionadas à saúde da mulher e da criança
03849863581

para todos os níveis do SUS, como ações de atenção à gestante e ao


recém-nascido. O acompanhamento da evolução das séries históricas do
SINASC permite a identificação de prioridades de intervenção.

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Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN

O SINAN é alimentado, principalmente, pela notificação e


investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional
de doenças de notificação compulsória, mas é opcional a estados e
municípios incluir neste sistema outros problemas de saúde importantes
em sua região. Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico
dinâmico da ocorrência de um evento na população, podendo fornecer
subsídios para explicações causais dos agravos de notificação
compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão
sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade
epidemiológica de determinada área geográfica.

Sistema de Informação Programa Nacional de Imunizações

O objetivo fundamental do SI-PNI é possibilitar aos gestores


envolvidos no programa uma avaliação dinâmica do risco quanto à
ocorrência de surtos ou epidemias, a partir do registro dos
imunobiológicos aplicados e do quantitativo populacional vacinado, que
são agregados por faixa etária, em determinado período de tempo, em
uma área geográfica. Por outro lado, possibilita também o controle do
03849863581

estoque de imunos necessário aos gestores que têm a incumbência de


programar sua aquisição e distribuição.

Sistema de Informações Hospitalares – SIH

Foi o primeiro sistema do DATASUS a ter captação implementada


em microcomputadores. A finalidade do seu principal instrumento (AIH -
Autorização de Internação Hospitalar) é a de transcrever todos os

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atendimentos que provenientes de internações hospitalares que foram


financiadas pelo SUS, e após o processamento, gerarem relatórios para os
gestores que lhes possibilitem fazer os pagamentos dos estabelecimentos
de saúde.
Além disso, o nível Federal recebe mensalmente uma base de dados
de todas as internações autorizadas (aprovadas ou não para pagamento)
para que possam ser repassados às Secretarias de Saúde os valores de
Produção de Média e Alta complexidade além dos valores de FAEC e de
Hospitais Universitários.
A AIH é preenchida pelo hospital após a alta hospitalar é enviada
eletronicamente para a Secretaria de Saúde municipal ou estadual. Os
dados são consolidados no nível nacional. Nela ficam registrados dados
como a especialidade relacionada a internação, tipo de admissão
(emergência ou eletiva), data da admissão, data da alta, dias de
permanência, tipo e número de dias na UTI, motivo da alta,
procedimentos realizados, diagnóstico primário e secundário.

Sistema de Informações Ambulatoriais – SIA

O SIA foi implantado nacionalmente na década de 90, visando o


registro dos atendimentos realizados no âmbito ambulatorial, por meio do
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BPA - Boletim de Produção Ambulatorial. Ao longo dos anos, o SIA vem


sendo aprimorado para ser efetivamente um sistema que gere
informações referentes ao atendimento ambulatorial e que possa
subsidiar os gestores estaduais e municipais no monitoramento dos
processos de planejamento, programação, regulação, avaliação e controle
dos serviços de saúde, na área ambulatorial.
Desde sua implantação tem como finalidade registrar os
atendimentos e tratamentos realizados em cada estabelecimento de
saúde no âmbito ambulatorial, seja na atenção primária ou especializada.

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Seu processamento ocorre de forma descentralizada, ou seja, os gestores


de cada estado e município podem a princípio cadastrar programar e
processar a produção dos prestadores do SUS locais.
Este é um universo cheio de siglas, por isso descrevo abaixo as
principais que podem aparecer nas definições ou explicações acerca dos
sistemas de informação para que você esteja situado:

AIH: Autorização de Internação Hospitalar


APAC: Autorização de Procedimentos Ambulatoriais
BPA: Boletim de Produção Ambulatorial
CNES: Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde
DATASUS: Departamento de Informática do SUS
FAEC: Fundo de Ações Estratégicas e Compensação
FPO: Ficha de Programação Físico-Orçamentária
SCNES: Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde
SIGTAP: Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos do SUS

Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica - SISAB

O Sistema de Informação da Atenção Básica - SIAB foi implantado


em 1998 em substituição ao Sistema de Informação do Programa de
Agentes Comunitários de Saúde – SIPACS para o acompanhamento das
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ações e dos resultados das atividades realizadas pelas equipes da


Estratégia Saúde da Família - ESF.
O SIAB foi desenvolvido como instrumento gerencial dos Sistemas
Locais de Saúde e incorporou em sua formulação conceitos como
território, problema e responsabilidade sanitária, completamente inserido
no contexto de reorganização do SUS no país, o que fez com que
assumisse características distintas dos demais sistemas existentes. Tais

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características significaram avanços concretos no campo da informação


em saúde.
A Política Nacional de Atenção Básica de 2011 introduziu uma
mudança nesse cenário apresentando a necessidade de aperfeiçoamento
do SIAB, passando agora a denominar-se Sistema de Informação em
Saúde da Atenção Básica – SISAB. Os Estados e Municípios tinham o mês
de janeiro de 2016 como prazo máximo para implementação do novo
sistema. O que quer dizer que algumas bancas desatualizadas podem
ainda fazer referência ao SIAB, como veremos em questões logo abaixo.
Este novo sistema preserva as características do anterior, mas
apresenta como uma das grandes diferenças uma ferramenta que pode
ser operada com transmissão de dados em tempo real, esta ferramenta é
o e-SUS AB. A estratégia e-SUS AB busca reestruturar e integrar as
informações da Atenção Básica em nível nacional. O objetivo é reduzir a
carga de trabalho na coleta, inserção, gestão e uso da informação na
Atenção Básica, permitindo que a coleta de dados esteja inserida nas
atividades já desenvolvidas pelos profissionais.

AOCP – EBSERH/HE-UFPEL – 2015


Qual dos itens a seguir NÃO faz parte do Sistema de Informação em
Saúde de Base Nacional?
a) SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos.
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b) SISVA – Sistema de Vigilância Ambiental.


c) SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica.
d) SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
e) SIS EAPV – Sistema de Informação sobre Eventos Adversos Pós-
vacinais.

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Comentário
Esta é uma questão que fiquei com muita dúvida se deveria inserir
porque se refere a sistemas quase irrelevantes, a não ser para quem lida
diretamente com eles. Seria uma questão cabível para uma vaga de
concurso específica para a área de vigilância por exemplo. Isso porque 3
alternativas trazem sistemas que estudamos (A, C e D), com a ressalva
apenas de que uma delas se refere ainda ao SIAB e não trouxe o SISAB.
As duas alternativas que geram dúvidas são justamente relacionadas a
área de Vigilância em Saúde. O SIS EAPV é uma derivação do SIS PNI, já
o SISVA não existe, você poderia ter sacado que é a única alternativa que
não apresenta o termo Sistema de Informação, só Sistema. Sendo assim
a alternativa a ser assinalada é letra B.

IBFC – EBSERH/HUUFMA – 2013


O sistema de informação no Brasil que é responsável pelas informações
hospitalares do SUS é o
a) SIH (Sistema de Informações hospitalares do SUS).
b) DATA-SUS (Departamento de Informática do SUS).
c) SIM (Sistema de Informação sobre Morbidade).
d) CNES (Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde).
e) SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação).

03849863581

Comentário
Essa é muito facinha, se por um lado as siglas podem nos confundir
por outro elas nos lembram das iniciais dos nomes dos sistemas. Todas as
alternativas se referem a sistemas existentes. E a nossa alternativa é a
letra A.

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CESPE – TJ/RO – Analista Judiciário – 2012


Acerca dos sistemas de informação do Ministério da Saúde, auxiliares na
gestão da saúde pública brasileira, assinale a opção correta.
a) O Sistema de Informação sobre Atenção Básica (SIAB), juntamente
com o Sistema de Informação do Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (SIPACS), permite a captura de dados relacionados a ações
epidemiológicas.
b) Desde sua implantação, o Sistema de Informações Hospitalares do SUS
(SIH-SUS) utiliza como instrumento de registro padrão a Autorização de
Internação Hospitalar (AIH), utilizada por todos os gestores e prestadores
de serviços.
c) O Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA-SUS) oferece
dados de controle orçamentário e produção de serviços ambulatoriais,
contando com uma tabela de procedimentos específica e própria,
diferente da tabela do SIH-SUS.
d) O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), um sistema
de informações assistenciais, reúne dados referentes aos nascimentos dos
bebês no país, mas apresenta a limitação de não permitir a transmissão
automatizada de dados entre os níveis municipal, estadual e federal.
e) O Sistema de Informações sobre Agravos Notificáveis (SINAN) gerencia
apenas os agravos de notificação compulsória.

03849863581

Comentário
Esta questão possui uma série de pegadinhas e por isso vou decifrá-
la para você.
Não existe um sistema próprio para captação de informações
produzidas pelo Agente Comunitário de Saúde, isso geraria uma
competição desnecessária com o antigo SIAB e agora SISAB que abarca
informações produzidas pelas equipes inteiras de Atenção Básica.
O SIA não opera nada relacionado a orçamento e se baseia na
tabela SIGPTAP.

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Em tese nem o SINASC ou qualquer outro sistema nacional deve


apresentar restrições para a transmissão de dados entre níveis de gestão.
A alternativa E era a que poderia te confundir mais, pois de fato o
obrigatório é notificar os agravos de notificação compulsória, mas é
facultativo a municípios e estados incluir outros tipos de notificação.
Assim a única descrição impecável é do SIH e AIH na alternativa B.

IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


Considerando os instrumentos utilizados pelo SIA / SUS (Sistema de
Informações Ambulatoriais do SUS), analise os itens abaixo e assinale a
alternativa na qual os itens citados correspondem a esses instrumentos.
I. Programação Físico-Orçamentária – FPO
II. Boletim de Produção Ambulatorial – BPA
III. Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade – APAC
Estão corretas os itens:
a) III apenas.
b) II apenas.
c) II e III apenas.
d) I, II e III.
e) I e III apenas.

Comentário
03849863581

Como eu disse no texto, dentro destes sistemas existem


instrumentos específicos para coleta de algumas informações. Por isso eu
fiz aquele glossário abaixo da descrição do SIA. Se conferirem novamente
aquele glossário verão que a nomenclatura de todos estes instrumentos
está correta nessa questão. Por isso a alternativa correta é letra D. Não
se preocupem em conhecer melhor estes instrumentos, essa pergunta
pedindo o nome da sigla já foi um absurdo, dificilmente as bancas vão
além disso, a não ser para uma vaga de analista de sistemas (rs).

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FUNCAB – EMSERH – 2016


O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES é um dos
sistemas de informação do SUS que possibilita acessar dados acerca de:
a) quantidade de internações hospitalares.
b) valor dos procedimentos ambulatoriais.
c) quantidade de leitos de um hospital.
d) total de procedimento de alta complexidade.
e) valor dos procedimentos hospitalares.

Comentário
Esta não é muito simples, até porque envolve sistemas que não
foram apresentados para você nesta aula. Porém basta você fixar que o
CNES (como o nome sugere) descreve apenas a estrutura física e de
recursos humanos, não envolve quantidades de procedimentos ou valores
dos mesmos. Portanto a letra é C.

IBFC – EBSERH – 2013


A notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam
da lista nacional de doenças de notificação compulsória alimentam um dos
sistemas de informação em saúde do Brasil, denominado:
a) Sistema Nacional de Agravos de Notificação Compulsória (SINASC).
b) Sistema Nacional de Morbidade e Mortalidade (SIM).
03849863581

c) Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).


d) Sistema de Informações Gerenciais de Doenças de notificação
compulsória (SIG-NC).

Comentário
Esta é fácil, no enunciado ele já te dá a dica do nome do sistema.
Ele tenta te enganar inventando uma sigla (SIG-NC) que não existe, mas
não tenha dúvida, a alternativa é letra C. Não confunda também com o

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SINASC que é referente aos nascidos vivos. Qualquer outro comentário é


desnecessário.

FGV – FIOCRUZ - Vigilância em Saúde - 2010


O coeficiente de mortalidade infantil pode ser construído utilizando-se os
seguintes Sistemas de Informações em Saúde:
a) Sistema de Informações Hospitalares e Sistema de Informações
Ambulatoriais.
b) Sistema de Informação de Agravos de Notificação e Sistema de
Informações do Programa Nacional de Imunização.
c) Sistema de Informação sobre Mortalidade e Sistema de Informações
sobre Nascidos Vivos.
d) Sistema de Informações da Atenção Básica e Sistema de Informações
Hospitalares.
e) Sistema de Informação sobre Mortalidade e Sistema de Informação de
Agravos de Notificação

Comentário
Para responder a esta questão com segurança você provavelmente
teria que se recordar do conceito de coeficiente de mortalidade infantil
que pode ser traduzido com a seguinte fórmula:

03849863581

Número de óbitos de residentes com menos de um ano de idade x 1000


Número de nascidos vivos de mães residentes

Desta forma fica mais tranquilo para você identificar que os 2 sistemas
que você precisa para esta construção encontram-se na letra C.

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FUNIVERSA – SES/DF – 2011


Com relação aos sistemas de informação em saúde utilizados no SUS,
assinale a alternativa correta.
a) O Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) foi implantado
para o acompanhamento das ações e dos resultados das atividades
realizadas pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF).
b) O Programa Nacional da Infância (PNI) permite o gerenciamento do
processo de vacinação infantil.
c) O Sistema de Cadastro de Mortalidade (SISCAM) objetiva dar suporte
ao controle de mortalidade no Brasil.
d) O Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Pacientes
portadores de AIDS (HIPERDIA) destina-se ao cadastramento e ao
acompanhamento de pacientes HIV positivo atendidos na rede
ambulatorial do SUS, permitindo a geração de informação para aquisição,
dispensação e distribuição de medicamentos, de forma regular e
sistemática, a todos os pacientes cadastrados.
e) O Sistema de Acompanhamento do Recém-nascido (SISPRENATAL)
permite o cadastramento e o acompanhamento de todos os recém-
nascidos no âmbito do SUS.

Comentário
Não é tão difícil eliminar as alternativas erradas desta questão, as
03849863581

siglas te dão uma boa dica. PNI é Programa Nacional de Imunização e não
da infância. O único sistema que se remete a indicadores de mortalidade
é o SIM, conforme foi apresentado. HIPERDIA como pode-se supor refere-
se a monitoramento de hipertensos e diabéticos e não portadores de
AIDS. O SISPRENATAL como o nome mesmo sugere agrega informações
de acompanhamento das gestantes durante seu pré-natal e não de recém
nascidos. Portanto sua única alternativa está na letra A. Cabe ressaltar
que o SIAB foi feito aos moldes da PSF/ESF, mas pode ser utilizado pelos

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serviços ditos de atenção básica tradicional, basta que eles tenham


usuários cadastrados de sua área.

AOCP – EBSERH/HE-UFPEL – 2015


O acesso aos relatórios do Sistema de Informação sobre Mortalidade é
importante para a o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica porque
a) contém informações sobre as características de pessoa, tempo e lugar,
condições de óbito, assistência prestada ao paciente, causas básicas e
associadas.
b) permite que esses relatórios sejam distribuídos nacionalmente pelo
Ministério da Saúde.
c) servem como fonte de dados para conhecimento da situação de saúde.
O SIM contribui para obter informação sobre a mortalidade infantil.
d) permite o registro e o processamento dos dados sobre mortalidade em
todo o território nacional, fornecendo informações para a análise do perfil
de morbidade e contribuindo, dessa forma, para a tomada de decisões em
níveis municipal, estadual e federal.
e) permite realizar o acompanhamento e a avaliação da cobertura vacinal
e a relação com a mortalidade, tanto no município como no Estado e no
País.

Comentário
03849863581

Esta já é uma pergunta mais inteligente, não te pede apenas para


decifrar siglas, ele quer saber se você entende para o que o SIM serve.
De toda forma não é uma questão difícil, pois dentre as alternativas só
seriam viáveis A e D, descartamos a D porque ela fala de morbidade e o
SIM só registra mortalidade. Portanto sua alternativa é A.

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IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


Observe os indicadores abaixo:
--> Taxa de Fecundidade.
--> Taxa de Natalidade.
--> Proporção de Gravidez na Adolescência.
--> Proporção de Recém-Nascidos com Baixo Peso.
--> Proporção de Partos Cesáreos e/ou Domiciliares.
O sistema de informações em saúde, capaz de fornecer dados para
obtenção desses indicadores é o:
a) Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC.
b) Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS - SIA/SUS.
c) Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS.
d) Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN.
e) Sistema de Informações Epidemiológicas do SUS - SIE/SUS

Comentário
Bem bonitinha esta questão para fecharmos nossa aula. Se lá em
cima ele tentou te confundir com as siglas SINAN e SINASC, aqui não
tenha dúvida, quem fornece informações referentes a gestação, parto e
nascimento é o SINASC. Alternativa A.

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REFERÊNCIAS

ARTMANN, E. O Planejamento Estratégico Situacional: a Trilogia


Matusiana e uma Proposta para o Nível Local de Saúde (uma
Abordagem Comunicativa). Dissertação de mestrado, Escola Nacional
de Saúde Pública, Fiocruz, Rio de Janeiro. 1993.

RIVERA, F. J. U. & ARTMANN, E. Planejamento e Gestão em Saúde:


flexibilidade metodológica e agir comunicativo. In: Francisco Javier
Uribe Rivera. (Org.). Análise Estratégica em Saúde e Gestão pela Escuta.
Rio de Janeiro: FIOCRUZ, p. 17-35. 2003.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de planejamento no SUS /


Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz. – 1. ed., rev. – Brasília :
Ministério da Saúde, 2016. 138 p.: il. – (Série Articulação Interfederativa;
v. 4)

BRASIL. Ministério da Saúde/ Secretaria de Atenção à Saúde/


Departamento de Regulação, Avaliação e Controle/Coordenação Geral de
Sistemas de Informação – SIA – Sistema de Informação
Ambulatorial do SUS: Manual de Operação do Sistema. Brasília,
2012.
03849863581

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QUESTÕES

IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


1) Pelo decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, o órgão que
estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos
de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da
organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde é o
(a) _________________.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
a) Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
b) Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.
c) Conselho Nacional de Saúde.
d) Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.
e) Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS).

IBFC – EMBASA – 2015


2) O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é um método que
trabalha no processamento de problemas atuais, problemas potenciais e
de macroproblemas. É considerada uma das principais características do
PES.
a) Admite-se que há uma realidade única estática, avançando para o
atendimento da mesma no que diz respeito à visão de unicausalidade.
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b) O sujeito que planeja e o objeto do planejamento são independentes.


c) O sujeito que planeja é único e situa-se fora e acima da realidade.
d) Trabalha com sistemas fechados ou visualiza a mínima interligação
entre pontos de partidas e de chegada.
e) Reconhece o conflito e as relações de poder com os quais trabalha.

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IBFC – EBSERH – 2013


3) Segundo o Decreto Presidencial nº 7.508, de 28 de junho de 2011, a
descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e
serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada,
considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o
desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema é a
definição de
a) Pactuação Integrada em Saúde.
b) Rede hierarquizada em Saúde.
c) Rede de Atenção à Saúde.
d) Mapa da Saúde.

AOCP – EBSERH/HE-UFPEL – 2015


4) Qual dos itens a seguir NÃO faz parte do Sistema de Informação em
Saúde de Base Nacional?
a) SINASC – Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos.
b) SISVA – Sistema de Vigilância Ambiental.
c) SIAB – Sistema de Informação da Atenção Básica.
d) SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
e) SIS EAPV – Sistema de Informação sobre Eventos Adversos Pós-
vacinais.

FCC – DPE/RS – 2013


03849863581

5) Em relação aos métodos de planejamento, é possível fazer uma


distinção entre o planejamento normativo e o planejamento estratégico
situacional. Considera-se planejamento
a) normativo: é também conhecido como planejamento transversal
porque configura em sua estrutura o Triângulo de Governo, representado
pelo projeto de governo, a governabilidade e a capacidade de governo.

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b) estratégico situacional: caracteriza-se por eliminar do planejamento a


esfera política e social porque é o planejador quem realiza o diagnóstico
de situação e a partir dele elabora um único plano de ação.
c) normativo: apesar de atender as diretrizes e princípios do Sistema
Único de Saúde (SUS), é um modelo assistencial e gerencial não
prevalente nos serviços de saúde.
d) estratégico situacional: é um método que trabalha no processamento
de problemas atuais, problemas potenciais (ameaças e oportunidades) e
dos macroproblemas.
e) estratégico situacional: é também conhecido como planejamento
tradicional porque não leva em consideração a historicidade e a
dinamicidade dos fenômenos.

IBFC – EBSERH/HU-UFMA – 2013


6) O sistema de informação no Brasil que é responsável pelas
informações hospitalares do SUS é o
a) SIH (Sistema de Informações hospitalares do SUS).
b) DATA-SUS (Departamento de Informática do SUS).
c) SIM (Sistema de Informação sobre Morbidade).
d) CNES (Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde).
e) SINAN (Sistema Nacional de Agravos de Notificação).

IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


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7) Considerando os instrumentos utilizados pelo SIA / SUS (Sistema de


Informações Ambulatoriais do SUS), analise os itens abaixo e assinale a
alternativa na qual os itens citados correspondem a esses instrumentos.
I. Programação Físico-Orçamentária – FPO
II. Boletim de Produção Ambulatorial – BPA
III. Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade – APAC
Estão corretas os itens:
a) III apenas.

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b) II apenas.
c) II e III apenas.
d) I, II e III.
e) I e III apenas.

IBFC – EBSERH – 2013


8) A notificação e investigação de casos de doenças e agravos que
constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória
alimentam um dos sistemas de informação em saúde do Brasil,
denominado:
a) Sistema Nacional de Agravos de Notificação Compulsória (SINASC).
b) Sistema Nacional de Morbidade e Mortalidade (SIM).
c) Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
d) Sistema de Informações Gerenciais de Doenças de notificação
compulsória (SIG-NC).

FCC – TRF/4ª REGIÃO – 2010


9) O Planejamento Estratégico Situacional é composto
a) por sete fases, denominadas: diagnóstico; determinação de objetivos;
estabelecimento de prioridades; seleção dos recursos disponíveis;
estabelecimento do plano operacional; desenvolvimento; e
aperfeiçoamento.
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b) por quatro momentos que se inter-relacionam e são denominados


explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional.
c) pelas metodologias normativa, estratégica e sociotécnica, interligando
a empresa ao ambiente e aos produtos ou serviços.
d) pela eficiência potencial do sistema técnico que define as tarefas, a
área física, os equipamentos e os recursos existentes.
e) pela neutralidade científica do planejador e o conhecimento da
realidade, ocorrendo por meio do diagnóstico científico, sendo concebida
como única e objetiva.

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AOCP – EBSERH/HE-UFPEL – 2015


10) O acesso aos relatórios do Sistema de Informação sobre Mortalidade
é importante para a o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica
porque
a) contém informações sobre as características de pessoa, tempo e lugar,
condições de óbito, assistência prestada ao paciente, causas básicas e
associadas.
b) permite que esses relatórios sejam distribuídos nacionalmente pelo
Ministério da Saúde.
c) servem como fonte de dados para conhecimento da situação de saúde.
O SIM contribui para obter informação sobre a mortalidade infantil.
d) permite o registro e o processamento dos dados sobre mortalidade em
todo o território nacional, fornecendo informações para a análise do perfil
de morbidade e contribuindo, dessa forma, para a tomada de decisões em
níveis municipal, estadual e federal.
e) permite realizar o acompanhamento e a avaliação da cobertura vacinal
e a relação com a mortalidade, tanto no município como no Estado e no
País.

FUMARC – AL/MG – 2014


11) O Planejamento Estratégico Situacional (KURCGANT, 2010) é
composto por quatro momentos que se interrelacionam, a saber:
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a) Momento demissional, momento decisório, momento estratégico e


momento tático-operacional.
b) Momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e
momento tático-operacional.
c) Momento explicativo, momento narrativo, momento dialético e
momento tático-operacional.
d) Momento decisório, momento narrativo, momento dialético e momento
demissional.

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IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014


12) Observe os indicadores abaixo:
--> Taxa de Fecundidade.
--> Taxa de Natalidade.
--> Proporção de Gravidez na Adolescência.
--> Proporção de Recém-Nascidos com Baixo Peso.
--> Proporção de Partos Cesáreos e/ou Domiciliares.
O sistema de informações em saúde, capaz de fornecer dados para
obtenção desses indicadores é o:
a) Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC.
b) Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS - SIA/SUS.
c) Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS.
d) Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN.
e) Sistema de Informações Epidemiológicas do SUS - SIE/SUS

FGV – FIOCRUZ – 2010


13) O coeficiente de mortalidade infantil pode ser construído utilizando-se
os seguintes Sistemas de Informações em Saúde:
a) Sistema de Informações Hospitalares e Sistema de Informações
Ambulatoriais.
b) Sistema de Informação de Agravos de Notificação e Sistema de
Informações do Programa Nacional de Imunização.
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c) Sistema de Informação sobre Mortalidade e Sistema de Informações


sobre Nascidos Vivos.
d) Sistema de Informações da Atenção Básica e Sistema de Informações
Hospitalares.
e) Sistema de Informação sobre Mortalidade e Sistema de Informação de
Agravos de Notificação

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FUNIVERSA – SES/DF – 2011


14) Com relação aos sistemas de informação em saúde utilizados no
SUS, assinale a alternativa correta.
a) O Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) foi implantado
para o acompanhamento das ações e dos resultados das atividades
realizadas pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF).
b) O Programa Nacional da Infância (PNI) permite o gerenciamento do
processo de vacinação infantil.
c) O Sistema de Cadastro de Mortalidade (SISCAM) objetiva dar suporte
ao controle de mortalidade no Brasil.
d) O Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Pacientes
Portadores de AIDS (HIPERDIA) destina-se ao cadastramento e ao
acompanhamento de pacientes HIV positivo atendidos na rede
ambulatorial do SUS, permitindo a geração de informação para aquisição,
dispensação e distribuição de medicamentos, de forma regular e
sistemática, a todos os pacientes cadastrados.
e) O Sistema de Acompanhamento do Recém-nascido (SISPRENATAL)
permite o cadastramento e o acompanhamento de todos os recém-
nascidos no âmbito do SUS.

FUNCAB – EMSERH – 2016


15) O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES é um dos
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sistemas de informação do SUS que possibilita acessar dados acerca


da(o):
a) quantidade de internações hospitalares.
b) valor dos procedimentos ambulatoriais.
c) quantidade de leitos de um hospital.
d) total de procedimento de alta complexidade.
e) valor dos procedimentos hospitalares.

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CESPE – TJ/RO – 2012


16) Acerca dos sistemas de informação do Ministério da Saúde, auxiliares
na gestão da saúde pública brasileira, assinale a opção correta.
a) O Sistema de Informação sobre Atenção Básica (SIAB), juntamente
com o Sistema de Informação do Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (SIPACS), permite a captura de dados relacionados a ações
epidemiológicas.
b) Desde sua implantação, o Sistema de Informações Hospitalares do SUS
(SIH-SUS) utiliza como instrumento de registro padrão a Autorização de
Internação Hospitalar (AIH), utilizada por todos os gestores e prestadores
de serviços.
c) O Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA-SUS) oferece
dados de controle orçamentário e produção de serviços ambulatoriais,
contando com uma tabela de procedimentos específica e própria,
diferente da tabela do SIH-SUS.
d) O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), um sistema
de informações assistenciais, reúne dados referentes aos nascimentos dos
bebês no país, mas apresenta a limitação de não permitir a transmissão
automatizada de dados entre os níveis municipal, estadual e federal.
e) O Sistema de Informações sobre Agravos Notificáveis (SINAN) gerencia
apenas os agravos de notificação compulsória.

FUNCAB – FUNASG – 2015


03849863581

17) Relacione os instrumentos de planejamento no SUS apresentados a


seguir com suas respectivas características.
(1) Plano de saúde
(2) Programação pactuada integrada
(3) programação anual de saúde
(4) Relatório anual de gestão
( ) operacionaliza as intenções expressas no plano de saúde
( ) norteia todas as medidas e iniciativas em cada esfera de gestão

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( ) deve conter o resultado da apuração dos indicadores e as


recomendações julgadas necessárias.
( ) fornece subsídios para os processos de regulação do acesso aos
serviços de saúde.
A sequência correta è
a) 2 ,4 ,1 ,3 .
b) 3 ,1 ,4 ,2 .
c) 2, 1,4,3.
d) 4, 3 ,2,1.
e) 1 ,2 ,3 ,4 .

BIO-RIO – Pref. de São João da Barra/RJ – 2015


18) O gerenciamento integra o processo de trabalho da enfermagem e se
pauta em modelos, processos e instrumentos que viabilizam a gestão de
serviços e do cuidado de enfermagem. O modelo de planejamento
composto por quatro momentos que se interrelacionam denominados:
explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional é o:
a) planejamento estratégico situacional.
b) planejamento normativo.
c) planejamento tradicional.
d) planejamento técnico-operacional.
e) planejamento participativo.
03849863581

AOCP – EBSERH – 2015


19) No gerenciamento em enfermagem, a função do planejamento
configura-se em uma das atividades dos enfermeiros. Nesse sentido, o
método de Planejamento Estratégico Situacional (PES) possibilita
a) que o planejador seja o principal agente de mudança,
desconsiderando-se os fatores sociais, políticos e culturais que geram a
ação.

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b) que os atores envolvidos não participem efetivamente das propostas


de solução dos problemas encontrados.
c) a falta de reconhecimento da pluralidade de atores sociais em conflito
em uma realidade complexa e dinâmica.
d) a racionalidade econômica, para a solução das questões políticas e
sociais decorrentes da ação conjunta de profissionais.
e) a explicação de um problema a partir da visão do ator que o declara, a
identificação das possíveis causas e a busca por diferentes modos de
propor soluções.

Questão Resposta Questão Resposta

1 C 11 B
2 E 12 A
3 D 13 C
4 B 14 A
5 D 15 C
6 A 03849863581
16 B
7 D 17 B
8 C 18 A
9 B 19 E
10 A 20

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