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À Gl∴ do Gr∴ Arq∴ do Un∴

Grande Loja Regular do Rio Grande do Sul


Aug∴Resp∴Loj∴Simb∴ Cavaleiros do Oriente nº. 18
Lilia Destrue Pedibus
Or∴de Fraiburgo

TERCEIRA INSTRUÇÃO DO GRAU DE APRENDIZ


FRANCO MAÇOM NO R.´.E.´.A.´.A.´.

Ir∴Apr∴M∴ André Fossá


Or∴ de Chapecó, 19 de Maio de 2013, E∴V∴

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À Glória de Sophia
À Gl∴ do Gr∴ Arq∴ do Un∴
Grande Loja Regular do Rio Grande do Sul
Aug∴Resp∴Loj∴Simb∴ Cavaleiros do Oriente nº. 18
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SUMÁRIO

1 – Terceira Instrução.........................................................................................................................03
2 – Bibliografia.................................................................................................................................. 07

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TERCEIRA INSTRUÇÃO
Não há no mundo que tenha razão acerca da Origem ou Origens da Maçonaria.

E seu livro Lemúria – O Continete Perdido do Pacífico, da AMORC, com bases nas
pesquisas geográficas e escritos de Sir Francis Bacon, W.S. Cervé declara que o berço da Tradição
Primordial é Atlântida e Lemúria, nos relatando as primeiras raças humanas, o desenvolvimento
psíquico e mental dos Lemurianos e sua avançada espiritualidade. Movimentos importantíssimos
como a Tradição Rosacruz elevada por Harvey Spencer Lewis e a Teosofia desvelada por Helena
Petrovna Blavatsky condicionam o surgimento das Escolas de Mistérios na Atlântida e,
posteriormente a todo o Oriente, como no Egito e na Suméria.

No livro As Chaves de Salomão – O Falcão de Sabá, o autor Ralph Ellis traça a


cronologia dos principais faraós do Antigo Egito e consegue delinear a similitude do
desenvolvimento desta Tradição Primordial, apontando o envolvimento do Rei Salomão com a
Rainha de Sabá, investigando a possibilidade de Hiram Abiff ter sido um Faraó do Antigo Egito.

Para não dizer que esta história é loucura os consagrados Maçons Christopher Knight e
Robert Lomas declararam em seu Best-Seller A Chave de Hiram, que de fato, Salomão casou com a
Rainha de Sabá de nome Maaca Tamar (a personificação da Deusa Maat dos egípcios) e aí laçou
uma união entre Jerusalém e o Egito, construindo portanto, com a ajuda de um Faraó (Hiram Abiff),
o Templo ao Altíssimo no Monte Moriá (que juntamente com o de Zorobabel e de Herodes, somou
três Templos no mesmo local). Os autores ainda declaram que Salomão era Sheshonq, ou seja, um
faraó do Egito, sim, acredite. Ora, é sabido na hierarquia histórica do Antigo Egito que, para se
casar com uma egípcia (a Rainha de Sabá), obrigatoriamente o esposo deveria ter descendência
egípcia, e para um casamento destes (a filha do Faraó), deveria ser de alta nobresa.

Mas muito mais remoto que isto, o autor brasileiro Ir.´. Manoel Arão, na espetacular
obra A Legenda e a História na Maçonaria, investiga o surgimento da Ordem desde os mistérios
dos magos de Indra, Zoroastro e Buda, passando pelo Bramanismo, os Iniciados na Pérsia e no
Egito, os mistérios hebreus em Israel e aqueles dionisíacos da Grécia, de Moisés a Orfeu, investiga
os mistérios délficos e pitagóricos, passa inevitavelmente pelo Templo de Salomão, os mistérios
eleusianos, a sacralidade da Ordem dos Essênios, a culminação das Cruzadas, os Templários, e por
fim, nossos atuais trabalhos maçônicos.

Estes “pequeniníssimo” trecho serve-nos mostra-nos no que estamos envolvidos:


MAÇONARIA. Será que somos realmente dignos de tanto???

Ah! Como é importantíssimo e velado este nosso Estudo e Trabalho Maçônico. Entre
tantas passagens dignas de reflexão, o Ritual de nossa Loja prescreve:

“Do mesmo modo que os antigos filósofos egípcios, que para subtrair seus segredos e
mistérios aos olhos dos profanos ministravam seus ensinos por meio de símbolos e
alegorias, a Maçonaria transmite seu ensino, ocultando as verdades ao mundo profano
em seus símbolos, só revelando àqueles que ingressam em seus Templos”.

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Não quer dizer que somos secretos, não. A verdadeira Sabedoria e o mais puro e
primitivo Conhecimento é que são. Por favor, absolutamente respeitemo-los o mais que pudermos,
incessantemente. Santifiquemos a Sophia recorrentemente.

Enfim, após instruir que a Maçonaria tem origem nas Escolas de Mistérios do Antigo
Egito, a 3ª Instrução do Grau de Aprendiz Franco Maçom apresenta:

A forma do Templo é de um quadrilongo: todos os Templos que mantém o culto à


Divindade, a Filantropia, a Filosofia e o estudo do oculto, possuem a forma de um quadrilongo, ao
passo que o próprio Templo de Salomão era de sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e
trinta de altura, continha três divisões internas denominadas de Debir, Hekal e Ulam.

Seu comprimento é do Oriente ao Ocidente: igualmente todos os Templos honrados à


Divindade possuem esta peculiaridade. Os Templos do Egito, da Suméria, da Índia, de Chipre, da
Pérsia sempre foram orientados nesta posição. O Leste é quem “traz” a iluminação à Terra, e,
analogamente, traz Luz às consciências. A Loja em Templo é orientada, ou seja, é do Oriente ao
Ocidente (Leste ao Oeste).

Sua Largura é do Norte ao Sul: é do meio-dia à meia-noite, momento que o Sol alcança
seus pontos mais retos e altos na perspectiva de que está exatamente abaixo dele. Ora no alto ora à
baixo. É o Zênite (plenitude da alta) e Nadir (plenitude da baixa).

Sua Profundidade é da superfície ao centro da Terra: o Templo é universal e é astral. A


superfície é a frivolidade das formas e o centro da Terra é o lado oculto da Existência.

Sua Altura é da Terra ao Céu: Em verdade, o Templo Divino não tem limites. O Céu
não tem limites. A altura de nosso Templo é infinita, pois ele é Universal e congrega todas os seres,
as mentes, as matérias. Nosso Templo é o próprio Universo, que é a Manifestação primorosa do
Grande Arquiteto do Templo, ou seja, do Universo.

“Isto mostra a Universalidade de nossa instituição e a Caridade do Maçom, que não


tem limites a não ser aqueles ditados pela Prudência”

Nosso Templo é mantido por três Colunas: Sabedoria que dirige os trabalhos e nos
orienta na vida; a Força que nos sustenta; e a Beleza que deve ornar nossas ações e caráter.

Estas colunas também representam a Sabedoria de Salomão em governar e reinar a


Jerusalém; a Força de Hiram Rei de Tiro pela Força que despendeu na construção da Casa do
Altíssimo; a Beleza de Hiram-Abiff na arquitetura e ornamento deste Templo e organização dos
pedreiros que o construíram.

Às três Colunas foram datas três ordens de Arquitetura: a Jônica para representar a
Sabedoria; a Dória para a Força; e a Coríntia para a Beleza.

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Na labuta pela construção de nosso Templo Interior, só poderemos ser sábios se


possuirmos Força, posto que a Sabedoria exige sacrifícios que só podem ser realizados por ela,
desde que procedidos de Beleza. Logo, é a Sabedoria que equilibra a Força na Beleza e a Beleza na
Força.

O teto do Templo representa a Abóboda Celeste, cujo tema é objeto de precedente Peça
de Arquitetura de minha autoria. O caminho que leva à este Céu é aquele da Escada de Jacó,o fiel
guardião das antigas tradições e da sacralidade de nosso Grande Arquiteto. Isto demonstra que é só
pelas Virtudes que chegaremos à Iluminação Maior. No seio desta Escada devemos encontrar a Fé
em Deus que nos traz Sabedoria, a Esperança no domínio de si mesmo que nos traz Força de
prosseguir na senda iniciática, e a Caridade para com o próximo que nos traz a Beleza do Servir.

No interior do Templo ainda veremos o Pavimento de Mosaico, cujo tema é de


precedente Peça de Arquitetura de minha autoria. Este Pavimente há de nos fazer refletir acerca da
Diversidade na Unidade, e do equilíbrio dos opostos. Temos ainda no Templo, a Estrela Flamejante
e a Corda de 81 Nós. A Corda igualmente foi tema de outra Peça de Arquitetura.

A Estrela Flamejante representa a principal Luz da Loja, Simboliza a Glória do Criador,


a Luz Maior a que todos nós buscamos. Representa a superioridade do Espírito sobre a Matéria, e
por isso, é a Estrela do Grande Arquiteto do Universo.

Há o Paramento da Loja, que é o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso. O Livro da


Lei já foi objeto de precedente Peça de Arquitetura.

O Compasso e o Esquadro, que só se mostram unidos em Loja, representam a medida


justa que deve presidir todas as nossas ações, as quais não podem se afastra da justiça
nem da retidão que regem todos os atos de um verdadeiro Maçom. As pontas do
Compasso ocultas sob o Esquadro, significam que o Aprendiz trabalha somente na
Pedra Bruta, e não pode fazer uso daquele enquanto sua obra não estiver perfeitamente
acabada, polida e esquadrejada. Quer dizer que seu Espírito ainda não domina sua
Matéria.

As Jóias da Loja são três móveis e três fixas: As móveis são o Esquadro, Nível e Prumo
e fixas são Prancheta da Loja, Pedra Bruta e Pedra Polida respectivamente do Ven.´. M.´.; 1º Vig.´.
e 2ª Vig.´. .

A Prancheta da Loja serve para o Mestre traçar planos para a construção do Templo,
guiando os Aprendizes neste árduo caminho.

A Pedra Bruta (tema de outra Peça) é o material tirado da jazida em seu estado
primitivo, bruto, áspero. Pela perseverança e constância do trabalho do obreiro, ela é transformada
para encaixar-se perfeitamente na Grande Obra e ser útil. Este é o profano que ingressa na
Maçonaria e torna-se Maçom gradativamente.

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A Pedra Polida é o verdadeiro Maçom, é o homem em estado de perfeição (não


perfeito), cujas asperezas foram lascadas, buriladas e polidas. É o homem de ética inigualável e
moral pura e límpida.

Enquanto o Livro da Lei é o traçado espiritual, a Prancheta da Loja é o traçado objetivo


para que o Maçom aprenda a construir-se de modo Justo e Perfeito. Para tanto, o Maço e o Cinzel
serão de grande valia no desbaste da Pedra Bruta, a Régua lhe fará medir as lascas, o Esquadro lhe
fará ajustar a retidão, o Compasso fará encaixar esta perfeita Pedra Polida na Grande Obra.

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BIBLIOGRAFIA

1 – ARÃO, Manoel. A Legenda e a História na Maçonaria. 1ª Edição. São Paulo: Madras, 2004;

2 – ELLIS, Ralph. As Chaves de Salomão – O Falcão de Sabá. 1ª Edição. São Paulo: Madras, 2004;

3 – KNIGHT, Christopher; LOMAS, Robert. A Chave de Hiram. 1ª Edição. São Paulo: Landmark,
2002;

4 – CERVÉ, Wiliam S.. Lemúria – O Continente Perdido do Pacífico. 2ª Edição: Curitiba:


AMORC, 1995;

5 – Augusta e Respeitável Loja Simbólica Justiça e Lealdade. Ritual e Instruções do Grau de


Aprendiz Franco Maçom. Chapecó. Setembro/2013.

Ven.´. M.´., estas foram minhas palavras para Honra e Glória do G.´.A.´.D.´.U.´. .

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ANDRÉ FOSSÁ
C.´.I.´.M.´. 1.208

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