Você está na página 1de 146

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

LIVRO PARA PAIS E EDUCADORES

BRINCADEIRAS
Atividades para fazer
em sala de aula ou
com seus filhos!
Ana
tecnologia vivencial Pregardier
Copyright © 2018 Ana Pregardier
Copyright © 2018 Intus Forma Cursos Livres Ltda.

Revisão ortográfica
André Luís Lima

Projeto gráfico de capa e miolo


Intus Forma Cursos Livres Ltda.

Ilustrações
Roberto Muccillo
Shu�erstok.com
Todos os direitos reservados à
INTUS FORMA CURSOS LIVRES LTDA.
Visite nosso site: www.intusforma.com.br
contato@intusforma.com.br
Tel. (55) (51) 3109-6066
Ana Pregardier

Intus Forma
tecnologia vivencial

São Paulo, 2018


SUMÁRIO

Capítulo 1
Guia Prá�co.........................................................................................07

Capítulo 2
Um passe de mágica...........................................................................13

Capítulo 3
Mãos à obra........................................................................................19

#1 Será que o dinheiro nasce no caixa eletrônico do banco? .............27


#2 Para que serve o dinheiro? .............................................................31
#3 O que a menina está fazendo?.......................................................35
#4 É importante cuidar das coisas?.....................................................41
#5 O que o papai está ensinando para a menina?..............................45
#6 Se não existisse o dinheiro, quantas bananas valeria uma vaca?..49
#7 O que o menino está fazendo?.......................................................53
#8 O que vamos comprar no supermercado?.....................................57
#9 Como podemos ajudar a economizar?..........................................63
#10 Escolha apenas um item para comprar na loja!..........................69
#11 O que a menina está fazendo?....................................................73
#12 Para que serve um cofrinho?.......................................................77
#13 O que é mais importante na nossa vida? ....................................81
#14 O banho é necessário ou importante para a nossa vida?...........85
#15 Porque o menino está feliz?.........................................................89
#16 Deixe sua dica de economia!........................................................95

Capítulo 4
Planejando seus sonhos......................................................................99

Capítulo 5
Método Lúdico-Vivencial de Formação de Hábitos (LVFH)...............113
Espiral Método LVFH.........................................................................117
Referências Bibliográficas.................................................................119

****** Dicas Extras******...............................................................121


Mais modelos para imprimir e brincar.................................129
1 “Um país se faz com
homens e livros”
– Monteiro Lobato

Guia prático

7
8
É com grande prazer que o recebemos
Aqui você fará um aqui no livro Finanças é coisa de criança!
tour pelo livro e, Este é um livro prá�co, pensado com
em 5 minutos, muito carinho para ser usado por pais ou
poderá conhecê-lo
educadores que queiram ensinar educação
de forma prá�ca e
financeira a suas crianças.
rápida.
Se quiser, você pode começar a
Veja no resumo o “colocar a mão na massa”, indo direto para
que cada capítulo o Capítulo 3.
traz e escolha por Nele você encontrará 16 a�vidades de
onde começar. educação financeira des�nada a crianças de
4 a 6 anos de idade; mas antes de começar,
sugerimos que você leia ao menos as
informações a seguir.

9
As a�vidades deste livro estão descritas de forma a serem
desenvolvidas com crianças com 4 a 6 anos de idade. No entanto,
podem também ser usadas com crianças entre 7 e 8 anos, desde que
as perguntas elaboradas acompanhem o grau de curiosidade e o
desenvolvimento delas.

Quando você for realizar essas a�vidades, é realmente muito


importante ler o texto antes da figura para imprimir. Esse texto dá
dicas de como conduzir a a�vidade a fim de alcançar a expecta�va de
aprendizagem.

O livro é dividido em quatro partes, cada uma com um obje�vo


diferente. Para facilitar o uso e o�mizar o tempo que você tem para ler
o livro, elaboramos um resumo do que trata cada capítulo:

Capítulo 1 - Guia prá�co


Traz informações gerais sobre o livro, seu uso e manuseio. Nele
você poderá conhecer o livro em 5 minutos.

Capítulo 2 - Um passe de mágica?


Esse capítulo mostra como foi o processo de criação e
desenvolvimento das a�vidades. É uma leitura ú�l para
compreender como foi construído o livro e como a educação
financeira para crianças se evidencia. Até porque, educação
financeira não é só sobre dinheiro.

Capítulo 3 - Mãos à obra!


Nesse capítulo apresentamos 16 a�vidades prá�cas que vocês
poderão realizar com seus filhos ou alunos. Cada a�vidade conta
com um texto de apoio, dicas pedagógicas e um roteiro de
aplicação. A leitura do texto de apoio antes da realização da
a�vidade é importan�ssima, isso se dá pelo fato de que você
poderá ajudar a criança a desenvolver as habilidades de
pensamento econômico responsável e sustentável.

10
Capítulo 4 - Planejando os sonhos
Nesse capítulo você encontrará uma a�vidade des�nada a
planejar e realizar algum sonho das crianças. É importante que o
sonho seja algo possível de se fazer em cerca de até seis meses (e
isso já é um prazo longo para uma criança). A sugestão é que
comece essa fase depois de passar pelas primeiras três
a�vidades propostas.

Indicamos seguir a ordem das a�vidades, pois elas foram


construídas de forma grada�va e com conexões entre os assuntos.

Agora, é só começar!

Esperamos que aproveitem e se divirtam com a educação


financeira.

11
12
2 “Nós mesmos contribuímos
para o que sentimos e
percebemos, pois somos
Um passe de nós que escolhemos aquilo
que nos é importante”.
mágica? – J os te in G a a rde r e m
“O mundo de Sofia”

11
13
14
Este livro nasceu de uma
forma muito curiosa, vale a pena
contar, pois essa história explica o
porquê de o termos feito nesse
formato e desse tamanho.

“Tudo começou quando...” Sim,


parece contos de fadas, mas,
analisando com cuidado, de fato este
livro é quase uma elaboração mágica
na qual, a par�r de diversos
elementos cien�ficos, foi possível
chegar a um formato capaz de
oferecer resultados de aprendizagem
e desenvolvimento do raciocínio
lógico financeiro nas crianças. Mas,
voltando à história...
“Tudo começou quando lá estávamos nós, felizes e tranquilos,
desenvolvendo atividades de educação financeira para crianças já
alfabetizadas. Sim, sabíamos que a educação financeira pode ser
desenvolvida desde muito antes dessa idade, até porque o processo de
formação dos hábitos começa muito cedo. No entanto, aconteceu o
seguinte: pais e educadores incessantemente nos mandavam e-mails
e mensagens na página do Facebook do Finanças é coisa de criança,
pedindo atividades para os pequenos que ainda não sabiam ler.”

Precisávamos fazer alguma coisa, mas a grande questão era:


De que forma fazer uma a�vidade de educação financeira para os
pequeninos com resultados percep�veis?
Não bastava apenas dar um cofrinho para criarem o hábito de
guardar moedas (até porque, infelizmente, nem todos os pais têm
moedas para dar). Não queríamos apenas fazer um belo desenho para
pintar, apenas um livro de literatura infan�l. Queríamos algo a mais,
algo que pais e educadores pudessem usar e perceber que estão
contribuindo de forma posi�va para a formação das crianças.

15
Assim, começamos a pensar, desenvolver e testar algumas
formas. Nesse ponto, agradecemos aos pais e aos educadores que,
com muito carinho e empenho, nos ajudaram nessa empreitada de
buscar um instrumento ú�l para a educação financeira de crianças que
ainda não sabem ler.

Passamos por diversos modelos, percebemos que todo o esforço


para desenvolver a responsabilidade e a consciência financeira é
importante e (finalmente!) chegamos a um �po de a�vidade que as
crianças adoraram, os pais e os educadores acharam confortável de
aplicar e, o mais importante, que funciona!

Depois de desenvolver as a�vidades com as crianças, seguindo


os pontos-chave de ques�onamento e aprendizado, foi possível
perceber mudanças nos hábitos econômico-financeiros, bem como a
construção de um pensamento crí�co e responsável nos assuntos
ligados aos temas abordados nas brincadeiras.

Agora você deve estar se perguntando: “Mas como eles fizeram


para perceber as mudanças nos hábitos econômico-financeiros e o
desenvolvimento do pensamento crí�co e responsável em crianças
que nem sabem ler?”
É uma pergunta legí�ma, e
vamos mostrar como isso ocorreu.
Em primeiro lugar, começaremos
conceituando e explicando o que
entendemos por educação
financeira.

Educação financeira é mais


que dinheiro, é a consciência
responsável de como gerir a si e ao
ambiente de forma funcional,
permi�ndo ao indivíduo manipular
os meios disponíveis de forma a
proporcionar sua autorrealização.

16
A palavra finanças (do la�m, finantia), significa "a definição
amigável de uma controvérsia”. Assim, falar educação financeira não
deveria representar apenas dinheiro, mas as formas amigáveis, úteis e
funcionais de resolver uma situação. E isso as crianças compreendem
bem! Como resolver de forma amigável uma situação.

Com o auxílio de vários pais e educadores que entendem a


importância de aprender sobre isso desde cedo, disponibilizamos
várias a�vidades para serem realizadas com as crianças. Com isso,
depois de diversas a�vidades e muitas sugestões, chegamos a um
formato que trouxe resultados.

Conversamos com os pais e elencamos uma série de a�tudes


percebidas nos seus filhos depois de terem brincado com as
a�vidades. A par�r desses relatos, um ques�onário foi enviado a pais
de alunos que fizeram as a�vidades em sala de aula para saber o que
eles perceberam. O resultado desses ques�onários trouxe-nos a
evidência de que esse pode ser um instrumento de educação
financeira para crianças.

Aqui, vamos apresentar alguns bons hábitos


econômico-financeiros e alguns �pos de pensamento crí�co
responsável desenvolvidos pelas crianças após par�ciparem da
a�vidade. Assim, vocês poderão ter alguns exemplos.

O dinheiro não nasce no caixa eletrônico do banco!


Você já passou pela situação de ver crianças pedindo algo, e,
quando os pais ou responsáveis dizem não ter dinheiro, elas
respondem de forma muito natural: “Passa o cartão!”; ou “Tira o
dinheiro no banco!”?

Hoje em dia, o cheque é menos u�lizado do que o cartão, mas


certamente você lembra de já ter ouvido alguma criança dizer: “Dá um
cheque!”. Essa é uma situação comum e reflete um modelo de
pensamento e de comportamento. Crescendo com esses padrões
lógicos, �vemos uma geração que sen�u a grande mudança bancária,
a informa�zação e a “repen�na” disseminação dos bancos.

17
Sim, digo repen�na porque se analisarmos o que era um banco
na década de 1980 em comparação que se tornou na década de 1990,
perceberemos uma mudança radical.

Anteriormente, o saldo da conta bancária era atualizado de um


dia para outro e, logo depois, em menos de 10 anos, já �nhamos
internet e compras virtuais! Se você acompanhou essa transformação,
sabe o quanto a nossa cabeça teve de ser incrível para assimilar
tamanha mudança!

Antes, trabalhava-se e o dinheiro era recebido em um envelope.


Ele exis�a, a troca do trabalho pelo dinheiro era palpável e visual. As
crianças viam os pais trabalhar e, no dia determinado, receberem o
dinheiro em pagamento.

O tempo passou e, mesmo ainda exis�ndo um dia de


pagamento, agora trabalhamos e não pegamos mais nosso envelope
com dinheiro. Nossas crianças não tocam mais nesse dinheiro, fruto
do trabalho. O que elas veem é: sempre que o papai e a mamãe
precisam, eles vão ao banco, e o banco dá o dinheiro.

Será que o dinheiro


nasce no caixa eletrônico?

18
Ou seja, é muito simples! O dinheiro vem do banco! Para
crianças, essa correlação entre banco (ou caixa eletrônico) e dinheiro
é ín�ma, e não há uma ligação percep�vel, palpável, concreta disso
com o trabalho da mamãe e do papai. Por isso, começamos a série de
a�vidades com essa questão: O dinheiro nasce no caixa eletrônico do
banco?

Durante as experimentações da a�vidade, após brincarem com


esse ques�onamento, pais e educadores perceberam algumas
mudanças interessantes nas crianças:

Quando elas pediam alguma coisa e os adultos respondiam que


não �nham dinheiro, várias crianças perguntavam: “já acabou todo o
seu dinheiro do banco?”. Esse ques�onamento demonstra um detalhe
muito relevante em suas percepções. Demonstra que elas já
compreendem o dinheiro como alguma coisa que acaba. Também
demonstra que, para poder �rar o dinheiro daquela máquina, o papai
e a mamãe primeiro �veram de colocar o dinheiro lá dentro.

Houve também casos de crianças que perguntaram: “falta muito


para você receber de novo?”.

Esse ques�onamento é incrível, pois demonstra que, além de


perceber o dinheiro como tendo um fim, ainda o liga ao trabalho. Ou
seja, a criança já começa a perceber que, para o dinheiro exis�r no
banco, além de alguém tê-lo posto lá dentro, ele precisa ser recebido
por mérito, por um esforço que alguém fez trabalhando. Isso já é uma
grande conquista no pensamento responsável sobre o dinheiro.

Após trabalhar a temá�ca “É importante cuidar das coisas?”,


também foram registradas situações que podem ser ilustra�vas sobre
como as crianças desenvolveram o raciocínio econômico. Várias delas
falaram:

“Eu vou comer tudinho para não jogar nada fora!”, “Viu, eu
cuidei da minha roupa!”, “Cuidei para que a roupa não rasgasse e não
sujasse! Daí não precisa comprar roupa nova e vai sobrar mais
dinheiro!”.

19
Com 4, 5 ou 6 anos, as crianças já conseguem ter essa percepção.
A par�r dessas ações, elas começam a se sen�r parte da economia da
casa, além de responsáveis e atuantes no crescimento e nas
conquistas econômicas da família!

A percepção de contribuir, de ser pessoa par�cipante no que


acontece na casa, traz responsabilidade e orgulho de fazer parte das
conquistas familiares. Percebemos isso de forma ainda mais evidente
em famílias que compraram algum bem, como uma televisão ou uma
geladeira por exemplo. Essas famílias viram as crianças falarem: “Eu
ajudei a comprar a geladeira, porque eu cuidei bem do meu tênis para
não rasgar!”.

Esses exemplos são úteis para explicar como verificamos os


resultados e como sabemos que essas a�vidades funcionam. O
desenvolvimento dos hábitos e o exercício da responsabilidade desde
pequenos, influencia na economia e nas finanças da casa.

Nesse ponto, vale lembrar que, de forma simples, podemos dizer


que economia são as regras da casa e finanças são as soluções
amigáveis para resolver uma situação ou problema.

Por isso, seguimos a ideia de que a educação financeira não trata


apenas de dinheiro, mas de educar para o pensamento crí�co e
responsável a fim de solucionar as situações de forma amigável.

20
Vamos começar!

Agora é o momento de fazer, brincar e desenvolver com as


crianças valores, conceitos e princípios que podem ajudá-las a ter
uma vida financeiramente mais organizada e responsável.

Em todas as a�vidades você encontrará a indicação dos


obje�vos a serem alcançados, do ponto crí�co de aprendizado e dos
passos de desenvolvimento lógico temá�co que podem ser usados
durante a realização da brincadeira.

Ao seguir esses passos, fique sempre atento às respostas da


criança, pois essas são as informações mais importantes. Elas guiarão
você na construção lógica, econômica e financeira da criança.

Pode-se dizer que o caminho que começaremos a trilhar agora


na educação financeira é como se fôssemos construir uma estrada.
Construir uma estrada exatamente um passo antes da pessoa que irá
caminhar por ela.

21
Deve-se estar muito atento para construir a estrada na direção
coerente com aquela pessoa que está caminhando, pois, do contrário,
corre-se o risco de construir um caminho por onde pessoa/criança não
terá o interesse de andar.

Enquanto es�verem fazendo as a�vidades com as crianças, vocês


irão se diver�r. Verão elas descobrirem coisas fantás�cas e falarem
sobre assuntos que nem parecem coisas de criança.

Prepare-se! A cada dia que a criança brincar com uma dessas


a�vidades, ela estará desenvolvendo consciência financeira e levará
isso para seu dia a dia, ou seja...

Não se surpreenda se, quando você fizer ou falar algo, ela


mesma venha ajudá-lo a escolher ou dar dicas de economia! Isso é
bastante parecido com a situação do cinto de segurança no carro.
Você já tentou entrar no carro sem usar o cinto de segurança com uma
criança?

DICAS PARA OS EDUCADORES

1. Trabalhe com as crianças em duplas.

2. Depois de separá-las em duplas, explique que a a�vidade será


pintar um desenho (uma folha por dupla) e, enquanto eles
pintarem, conversem sobre o desenho.

3. Cada dupla terá apenas um desenho (uma folha) para pintar,


por isso o trabalho é colabora�vo. O desenho será pintado pelas
duas crianças ao mesmo tempo.
4. Enquanto elas pintam, sugerimos ao educador circular pela
sala, parando cerca de 1 a 2 minutos com cada dupla,
alternadamente. É importante passar pelo menos de 2 a 3 vezes
em cada dupla, pois nesses momentos são feitas as intervenções
por meio de perguntas que orientam o caminho lógico de cada
temá�ca abordada.

22
5. Após terminada a pintura do desenho (essa a�vidade deve
levar cerca de 30 minutos), o educador retoma a pergunta inicial
da a�vidade, es�mulando as duplas a respondê-la e falar sobre o
que descobriram. É preciso verificar se todas as duplas falaram.
Isso é importante em razão do fato de que, na verbalização, o
conhecimento adquirido é formalizado.

6. Na parte final da aula, pode-se dar mais uma folha em branco


para cada dupla, a fim de que desenhem o que foi aprendido com
aquela a�vidade. Nesse ponto, novamente, os alunos trabalham
juntos, em dupla e em apenas uma única folha. Isso potencializa
o impacto da situação favorecendo o registro do traçado mnésico
e formação do hábito.

No fim da a�vidade, cada dupla terá 2 folhas,


uma impressa e pintada e uma desenhada e
pintada. Cada um dos integrantes da dupla deve
levar uma das folhas para casa para mostrar o que
aprenderam para seus pais ou responsáveis e
trazê-la de novo no encontro seguinte.

23
No encontro seguinte, as crianças trocam as folhas e levam a
outra folha para mostrar a seus pais.

Essa interação com os pais é bastante ú�l para a criança


verbalizar novamente o que aprendeu.

DICAS PARA OS PAIS


1. Imprima, copie ou destaque a folha com o desenho da
a�vidade.

2. Leia o texto inicial, ele irá ajudá-lo a alcançar o obje�vo


proposto.

3. Separe 15 minutos exclusivos para seu filho ou filha,


enquanto estiver fazendo a atividade.

É importante não haver nenhuma influência externa, pois isso


para o aumento da in�midade e da confidência. Desligue o celular ou
deixe-o no modo silencioso, em outro cômodo da casa, para não
correr o risco de dar aquela olhadinha “só para conferir”.

Desligue a televisão, desligue o som e, se for o caso, até feche a


janela para diminuir o barulho. Pense nesses 15 minutos como um
momento exclusivo para seu filho ou filha.

4. Prepare o material que vocês irão u�lizar para pintar. Pode ser
lápis de cor, cane�nha ou até �nta. Disponha tudo à mesa com a
folha. Sente-se e convide a criança para pintar com você.

OBS.: Caso a criança não queira pintar com você, não insista.
Convidá-la uma vez já basta. Caso ela não venha se juntar a você na
a�vidade, não tem problema. Pegue o lápis de cor e comece a pintar
sozinho, como se esse fosse um trabalho seu que você trouxe para
fazer em casa.

NÃO CHAME PELA SEGUNDA VEZ!

24
*Esse é um ponto muito importante, pois a decisão autônoma
e o interesse voluntário são fatores necessários para o surgimento de
um novo hábito e para a formação do traçado mnésico. Quando ela
perceber você pintando, irá se interessar e virá naturalmente, por
vontade própria.

Não pare de pintar. Siga como se essa fosse também uma tarefa
sua, na qual ela irá ajudar.

5. Comece a conversar, seguindo as indicações existentes no


texto de cada a�vidade. Faça apenas uma a�vidade por vez.
Quando terminar, pergunte se a criança quer guardar a folha
para você. Ou seja, ela vai estar guardando um desenho que é
trabalho do papai ou da mamãe, e isso implica responsabilidade!

Quando fizer a a�vidade seguinte, peça a ela para trazer os


trabalhos anteriores que ela havia guardado para você.
Nesse ponto, é importante
lembrar que a responsabilidade de
guardar o trabalho é da criança,
por isso, você não deve sugerir
uma pasta, uma gaveta ou
qualquer outro lugar. Se a criança
pedir algo, tudo bem. Do contrário,
você não deve dar nenhuma
sugestão ou ajuda sobre como ou
onde guardar esse “seu trabalho”.

Vamos que vamos!

Agora, veremos uma


sequência de a�vidades de
educação financeira para as
crianças!

25
26
ATIVIDADE #01

o d i n h eiro
\

Sera q u e
a s ce n o c aixa
n
v
v

do
eletronico
banco?

An�gamente, as pessoas recebiam


Obje�vo seus salários em dinheiro. Isso era uma
Explicar a relação evidência �sica de que o dinheiro recebido
existente entre o era diretamente ligado ao trabalho
trabalho e o executado. Hoje, muitas crianças não têm a
dinheiro. oportunidade de conhecer fisicamente o
lugar onde seus pais trabalham. Além disso,
não sabem qual é o esforço ou a a�vidade
Ponto Crí�co
que eles executam.
Evidência �sica do
surgimento do As crianças percebem seus pais saírem
dinheiro. todos os dias e dizerem que vão trabalhar.
No entanto, para elas, isso não tem uma
ligação concreta e aparente com o dinheiro
no caixa eletrônico do banco.

27
Em suas percepções, o trabalho dos pais e o dinheiro no caixa
eletrônico são coisas dis�ntas. Embora eles falem que têm de trabalhar
para ganhar dinheiro, essa é uma noção muito abstrata e virtual para a
criança que, geralmente, não percebe sozinha a ligação entre um fator
e outro.

Essa a�vidade inicial abordará a relação entre o trabalho e o


dinheiro. É um ponto de par�da para sairmos da ideia do dinheiro
como algo “mágico e sem fim”, nascido no caixa eletrônico do banco.
De modo que, se precisarmos de mais, basta ir a uma caixa mágica
dessas e todos os problemas estarão resolvidos.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Vocês sabem o que está desenhado nesta folha? Para


que esse caixa eletrônico serve?

2. Quem coloca o dinheiro no caixa eletrônico? Quem


coloca o dinheiro no banco? Será que podemos sacar
qualquer valor do caixa eletrônico? Ou só podemos sacar o
dinheiro colocado no banco, que o papai e a mamãe têm?

3. Sabiam que, quando trabalhamos, ganhamos dinheiro?


É uma troca. O papai e a mamãe trocam o trabalho deles
pelo dinheiro.

4. Quanto tempo o papai e a mamãe precisam trabalhar


para trocar pelo dinheiro?

5. Como a empresa ou os clientes do papai e da mamãe


pagam esse dinheiro para eles? Eles pagam em notas ou
colocam no banco? Por que será que algumas empresas ou
clientes colocam o dinheiro no banco?

28
6. Então, se uma pessoa receber R$100,00 e colocar esses
R$100,00 no banco, quer dizer que o banco deixa os
mesmos R$100,00 no caixa eletrônico para facilitar a vida
dessa pessoa?

Educadores
Imprimam apenas uma a�vidade e trabalhem em
duplas, conforme descrito anteriormente.

Pais
Imprimam apenas uma a�vidade e pintem COM a
criança. Na mesma folha e ao mesmo tempo.

As dicas de execução da a�vidade descritas nessa página serão


per�nentes e válidas para todas as demais a�vidades que virão a
seguir. Para download da a�vidade, acesse o QRcode ou acesse:

www.intusforma.com.br/financasecoisadecriança

Para usar o QRcode:


1) baixe o aplica�vo de leitura de QR de sua
preferência (existem muitos e muitos são
gratuitos)
2) Entre no aplica�vo e mire a câmera do seu
celular para o quadro ao lado.
3) Acesse, imprima ou compar�lhe o
material.

29
30
ATIVIDADE #02

u e s e r ve
Para q
o
dinheiro?
Obje�vo Nós, adultos, sabemos que o dinheiro
Mostrar o dinheiro é apenas um meio u�lizado pelo homem
como meio de troca. para facilitar as trocas. No entanto, mesmo
entre adultos, muitas vezes vemos pessoas
transformarem o dinheiro no obje�vo
Ponto Crí�co principal de suas vidas, ou perceberem-no
Mostrar que o meio como a fonte de todos os males.
de troca (assim
como os meios de Acontece que o dinheiro é apenas um
transporte) são meio de troca, sendo em papel, moeda, ou
neutros. O que os mesmo virtual. Ele não passa de um meio
faz bons ou ruins é o u�lizado como medida para trocar as coisas
uso que fazemos com maior facilidade. Pensar no dinheiro
deles. como o obje�vo de uma vida é, no mínimo,
estranho, pois o que seria do dinheiro se
não fossem as pessoas para usá-lo?

31
Se não fossem as pessoas, o dinheiro não exis�ria. Não vemos
animais e plantas u�lizando-o. Por isso, essa a�vidade tem o obje�vo
de trazer essa compreensão para as crianças.

Assim como um carro ou uma bicicleta, que são meios de


transporte úteis ao homem para se locomover de um lugar ao outro, o
dinheiro é um meio de troca, servindo como medida para facilitar as
trocas. Sempre são as pessoas que escolhem como usar o carro ou a
bicicleta. Com o dinheiro é a mesma coisa.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Perguntar se a criança sabe o que é o dinheiro, como


ele é, e para que serve.

Conte a história de que an�gamente as pessoas �nham de trocar


as coisas, de que não exis�a o dinheiro. Imagine como devia ser di�cil
trocar uma vaca por frutas? Precisariam de muitas frutas para trocar
por uma única vaca... E, mesmo que a pessoa aceitasse receber frutas
para entregar uma vaca, o que ela faria com tantas frutas? Teria de
achar outra pessoa querendo frutas para trocar por roupas ou outras
coisas.

Por isso, surgiu o dinheiro, para facilitar a vida das pessoas


quando iam trocar as coisas. Com o dinheiro as pessoas não
precisavam mais trocar a vaca por um monte de frutas e depois
procurar quem quisesse frutas para trocar por outras coisas. Agora
que existe o dinheiro, elas trocam as coisas por dinheiro e compraram
diretamente o que querem.

32
2. Conte a história de que an�gamente as pessoas �nham
de trocar as coisas, de que não exis�a o dinheiro. Imagine
como devia ser di�cil trocar uma vaca por frutas?
Precisariam de muitas frutas para trocar por uma única
vaca... E, mesmo que a pessoa aceitasse receber frutas para
entregar uma vaca, o que ela faria com tantas frutas? Teria
de achar outra pessoa querendo frutas para trocar por
roupas ou outras coisas.

3. Por isso, surgiu o dinheiro, para facilitar a vida das


pessoas quando iam trocar as coisas. Com o dinheiro as
pessoas não precisavam mais trocar a vaca por um monte
de frutas e depois procurar quem quisesse frutas para
trocar por outras coisas.

Agora que existe o dinheiro, elas


trocam as coisas por dinheiro e
compraram diretamente o que
querem.

33
25
34
ATIVIDADE #03

m e n i n a
O que a
f a ze n d o ?
esta
\

Obje�vo O dinheiro não dá em árvores. No


entanto, se pensarmos bem, ele é muito
Mostrar que o
dinheiro é fruto de parecido com as plan�nhas. Para uma
trabalho e árvore ser linda, grande e com muitos
empenho. frutos, em primeiro lugar foi preciso exis�r
uma semente.
Ponto Crí�co
O dinheiro não Essa semente precisou achar um solo
surge do nada. É fér�l, ser plantada, precisou da água e sol
preciso cuidar dia a para crescer. Pouco a pouco, ela cresce.
dia das coisas que Quanto mais o tempo passa, e ela recebe
fazemos. Assim, água e sol, ela con�nua crescendo.
quando formos
adultos saberemos A plan�nha não deixa de crescer. Se
cuidar do dinheiro. houver condições favoráveis, ela con�nua
se esforçando e crescendo a cada dia.

35
Na a�vidade anterior, falamos sobre o dinheiro não nascer no
caixa eletrônico do banco. Também falamos que o papai e a mamãe
precisam trabalhar para receber o dinheiro em troca.

Por isso, vamos começar a falar sobre esse trabalho que os pais
fazem para receber dinheiro. Ele também não surgiu do nada, é fruto
de estudo, esforço e habilidades.

Se lembrarmos de quando éramos pequenos, provavelmente


perceberemos que muitas das nossas brincadeiras já demonstravam
alguma coisa do trabalho que fazemos agora.

Nessa a�vidade, vale lembrar das habilidades que os pais ou


educadores �nham quando eram pequenos. Aos poucos, elas foram se
desenvolvendo e, em um momento, se tornaram uma profissão. Para
exemplificar, vou contar a vocês um pouco da minha história.

“Quando eu era pequena já escrevia versinhos e, quando


tinha uns 9 ou 10 anos, montei um clube do doce no prédio
em que morava. Nesse clube do doce, todas as crianças
guardavam, “depositavam”, os doces que ganhavam
durante o mês em uma caixa lacrada. No fim do mês,
abríamos a caixa e dividíamos os “lucros”
proporcionalmente aos depósitos feitos. Quem depositava
mais escolhia seu doce primeiro, assim, tinha mais opções
de doces. Não sei para vocês, mas hoje, quando lembro
disso, acho muito parecido com os clubes de
investimentos. Isso já demonstrava que eu tinha uma
“quedinha” pela área financeira.”

Esse é o meu exemplo, mas certamente você lembrará do seu.


Você dava aula para as outras crianças? Brincava de loja, vendia coisas,
brincava de escritório, adorava brincar sempre em grupos e equipes ou
adorava charadas e desafios? Provavelmente, o que você fazia quando
era criança tem pelo menos um pouquinho de ligação com o que você
faz hoje.

36
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Perguntar o que a menina está fazendo, e se sabem o


significado daquele símbolo apresentado nas flores. Nesse
ponto, cabe a explicação de que o símbolo chama-se cifrão,
e que ele representa dinheiro. Ou seja, sempre que ele
aparece quer dizer dinheiro.

2. Se o dinheiro não cresce em árvores, o que será que


esse desenho quer nos mostrar? Nesse ponto devemos
introduzir o assunto começando a falar das plantas.

a. O que é preciso para nascer uma plantinha?


b. Em primeiro lugar, tem a semente. Depois,
precisamos plantar, cuidar e, aos poucos, ela cresce.
c. Com o dinheiro é a mesma coisa. Em primeiro lugar,
precisamos estudar, aprender a fazer coisas e, depois,
com o tempo, começamos a aprender a ganhar e a
usar nosso próprio dinheiro. O dinheiro é igual a uma
plantinha, precisa de tempo e de trabalho para
aparecer.

3. Essa a�vidade pode ser usada para perguntar sobre


as coisas que as crianças gostam de fazer e sobre o que
querem ser quando crescerem.

É possível que alguma responda: “Quero ser rico!”. Essa é uma


resposta valiosa, pois nos dá uma excelente oportunidade para falar:
“Que ó�mo! Você já sabe qual semen�nha plantar para ser rico? O
que ela vai precisar para crescer?”.

37
Nesse caso, é importante perguntar: “Mas por que você quer ser
rico?” (para ter dinheiro!); “Mas para que você quer ter dinheiro?”
(para poder comprar as coisas); “Mas para que quer comprar as
coisas?” (para ter conforto, etc.). “Ah... Então, o que você quer mesmo
não é ser rico, mas ter conforto! Ser rico pode ajudar, mas adiantaria
ser rico se você não pudesse usar o dinheiro?”. Então, volta-se ao
assunto trabalhado na a�vidade #2.

Se a a�vidade é realizada com os pais, torna-se mais fácil seguir


essa cadeia lógica de perguntas, pois a atenção é concentrada. Se
realizada por educadores, vale a pena fazer essas perguntas enquanto
circula pela sala, conversando com as duplas.

Educadores
PPodem usar esse tema de trabalho pedindo às
crianças para “inves�garem” com seus pais as coisas
que eles faziam quando eram crianças que têm a
ver com seu trabalho atual.

Pais
Dediquem esses 15 minutos especiais para seus
filhos. O celular, a televisão ou outra coisa,
provavelmente, podem esperar esse tempo.

38
39
40
ATIVIDADE #04

m p o r t a n t e
Éi
cuidar
da s c o i s a s ?

Obje�vo Economizar não quer dizer só deixar


Mostrar que cuidar de gastar dinheiro. Cuidar e usar as coisas
das coisas também é de forma consciente também é economizar.
economizar. A criança gosta de sen�r-se parte a�va no
ambiente em que está, seja ele a casa ou a
escola. Essa é uma excelente oportunidade
Ponto Crí�co de ensinar sobre economia.
A criança pode
par�cipar da Quando se fala de economia para as
economia da casa crianças, deve-se trazer o tema para dentro
cuidando dos seus de seu mundo. Evocar situações e objetos
brinquedos, das que fazem parte de seu dia a dia e, a par�r
roupas, dos disso, mostrar que elas podem par�cipar e
materiais escolares contribuir na economia e na conquista dos
etc. sonhos da família.

41
25
Quando as crianças cuidam dos seus brinquedos para que eles
não quebrem, ou quando cuidam das roupas e dos tênis para não
sujarem e rasgarem, são a�tudes de economia. Se elas cuidam das
coisas, não precisam comprar novas. E, se não precisarem comprar
novamente o que foi estragado ou desperdiçado, sobra mais dinheiro
para juntar e realizar aquele sonho da família.

Deixe a criança par�cipar das conversas, sonhar com a família


sobre aquela viagem de férias, a televisão nova ou a geladeira tão
esperada. Assim, ela percebe que o seu esforço para não perder o
material escolar ou para cuidar dos tênis vale a pena, pois isso
também ajudou a alcançar o sonho de toda a família.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. É importante cuidar das coisas?


2. Que coisas devemos cuidar? Por quê?
3. Será que cuidar das coisas é economizar? Por quê?
4. Já sabemos que devemos cuidar das coisas. Será
que também devemos cuidar das pessoas, da natureza
e dos bichinhos?

Quando cuidamos das coisas (as nossas e as dos outros),


ajudamos a economizar. Isso porque não precisamos comprar de novo
o que já temos. Desse modo, estamos ajudando a construir um mundo
melhor, um mundo onde podemos aproveitar e reaproveitar bem os
materiais. Isso é sustentabilidade, é cuidar e não desperdiçar os
recursos que temos.

Podemos falar também sobre cuidar das pessoas, das plan�nhas


e dos bichinhos, porque quando cuidamos com carinho, os seres vivos
também crescem e se tornam mais bonitos e melhores.

42
43
44
ATIVIDADE #05

i e s t a

\
a p a
O que o p
e n s i n a n d o
m e n i n a ?
para a
Obje�vo O obje�vo desse desenho é falar
Aprendizado sobre o aprendizado conjunto. O mais
par�cipa�vo. importante durante essa a�vidade é dar
liberdade à criança para falar aquilo que ela
quiser. Deixá-la contar o que o papai está
Ponto Crí�co
ensinando para a menina.
Dar liberdade para a
criança falar, criar e, Durante o momento lúdico e
a par�r disso, imagina�vo, ela cria o que aquele papai
construir o está ensinando para a menina. Além disso,
conhecimento. expressa inconscientemente suas vontades
sobre o que gostaria da aprender. É um
momento muito rico.

Aproveite para deixar a criança falar e


faça perguntas. Você não precisa dar as
respostas, o mais importante são as
perguntas.

45
Desse modo, você trará à tona o conhecimento e os desejos já
existentes nela.

Nesta a�vidade, o desenho também apresenta uma mesa com


elementos já u�lizados como moeda no passado. Esses elementos
podem evocar o assunto das trocas e do escambo. Se a criança fizer
alguma ligação com esses objetos, você pode con�nuar as perguntas
seguindo esse caminho.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. O que o papai está ensinando para a menina? Por que


ele está ensinando isso para ela?

2. É importante ele ensinar sobre isso? Por quê?

3. O que são as coisas em cima da mesa? Para que elas


servem?

As a�vidades que fizemos até e abordaram assuntos bem


específicos. Essa a�vidade menos direcionada é fundamental para que
as crianças lembrem e reforcem o aprendizado daquilo que já viram.
LEMBRE-SE: O MAIS IMPORTANTE É PERGUNTAR E DEIXAR A CRIANÇA
LIVRE PARA QUE NASÇAM SUAS IDEIAS.
A par�r das ideias trazidas, é possível desenvolver novos temas
ou reforçar outros. Trata-se também de uma oportunidade de
conhecer os assuntos que despertam maior interesse e, com base
neles, dar mais foco ao desenvolvimento dos pontos nos quais a
criança tem maior habilidade e familiaridade.

Educadores
Nessa a�vidade, o desenho é pintado em dupla, mas a construção do
segundo desenho pode ser feito individualmente, pois trata-se de
uma a�vidade de reflexão sobre o que foi aprendido. Assim, cada
criança pode levar o seu desenho para casa.

46
47
48
ATIVIDADE #06

e o dinhe iro...
ão ex i s t i s s
Se n
t a s b a n anas
Quan
ma
valeria u
vaca?

Obje�vo Nesta a�vidade, retomamos o


Reforçar a desenvolvimento da percepção do dinheiro
percepção do como meio.
dinheiro como MEIO
Construir essa percepção é muito
de troca.
importante. Quando se compreende que o
dinheiro é apenas um meio e não um fim,
Ponto Crí�co ele se torna rela�vo. A par�r dessa
Por ser um MEIO, o compreensão, as escolhas que fazemos ao
dinheiro só é u�lizar esse dinheiro e o mo�vo pelo qual o
importante quando u�lizamos passam a ter importância .
traz bene�cios às
pessoas. O dinheiro, por si só, não é bom nem
ruim, ele é neutro, apenas um meio de
troca.

49
O que pode ser bom ou ruim são os mo�vos e as escolhas feitas
para usá-lo. Portanto, construir a percepção de que nossas escolhas
são determinantes dos resultados da aplicação do dinheiro é
desenvolver a responsabilidade.

Se pretendemos ter cidadãos mais conscientes financeiramente


e adolescentes menos consumistas, precisamos ajudá-los a
desenvolver a capacidade de observar e escolher de forma funcional.
Dessa forma, eles terão a possibilidade de dar mais valor ao bene�cio
que aquele produto pode trazer do que à marca ou ao quanto foi pago
por ele.

O exemplo das bananas e da vaca já foi u�lizado na a�vidade #2.


A escolha desse exemplo é proposital, pois são itens conhecidos e
próximos das crianças. É fácil para elas imaginar uma montanha de
bananas.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Se não exis�sse o dinheiro, como faríamos?

2. Será que a pessoa que deu a vaca vai conseguir comer


todas essas bananas antes de elas estragarem?

3. Como as pessoas não podem vender as bananas


(porque nesse caso não existe o dinheiro), seria fácil
conseguir trocá-las? (Ela precisará achar outras pessoas que
também queiram bananas...)

4. Seria mais fácil se essas pessoas pudessem usar o


dinheiro? Por quê?

5. Vocês sabem quantas bananas seriam necessárias para


se trocar por uma vaca hoje?

50
Educadores
Para o segundo momento quando desenharem em
dupla, peça para elas desenharem vários �pos de
trocas. Algumas u�lizando o dinheiro e outras não

Pais
Criem outros exemplos para as crianças: Quantas
maçãs seriam necessárias para trocar por uma
televisão?

* Considerando o preço médio de um quilo de bananas, o peso


médio de uma banana e o preço médio de uma vaca, seria preciso
aproximadamente 3 MILHÕES DE BANANAS para trocar por uma vaca!

51
52
ATIVIDADE #07

o m e n i n o
O que
f a ze n d o ?
esta
\

Obje�vo Aprender a poupar é muito


Introdução ao ato importante e, pode-se dizer, até necessário.
de poupar. A par�r da capacidade de planejar e se
precaver para o futuro, começamos a
construir uma vida com maior qualidade e
Ponto Crí�co
tranquilidade.
Por que é
importante poupar? Qualidade de vida engloba muitas
coisas, e uma das dimensões cruciais da
qualidade de vida é a econômica.
Podemos falar sobre isso por páginas e páginas, mas a
intenção é fazer um livro prá�co, o qual possa ser usado na
formação das crianças, sem necessidade de estudar tratados
internacionais ou definições mundiais sobre o tema.

Por isso....

53
Qualidade de vida é viver bem. É sen�r-se feliz e saber que
direitos e deveres, escolhas e resultados fazem parte da vida. Assim,
essa a�vidade ajudará as crianças a perceberem a importância do
hábito de poupar.

Mas vamos começar com o que vem antes!

Comecemos com a mo�vação e o obje�vo de poupar.

A maioria de nós adultos sabe que o dinheiro não é tudo na vida,


embora seja importan�ssimo para sobreviver, ter conforto e alcançar
essa qualidade de vida da qual todos falam.

No entanto, as crianças ainda estão formando esse conceito e


construindo-o como um princípio para as suas vidas. Por isso, é
fundamental as crianças desenvolverem a compreensão que é
importante economizar, ter planejamento, ter obje�vos e,
principalmente, ter sonhos!

Se você quiser, pode dar uma olhada no Capítulo 4, no qual há


uma a�vidade chamada “Planejando os Sonhos”, lá você poderá
começar a planejar com a criança algum sonho que ela tenha, como
uma bicicleta ou outra coisa que ela queira.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. O que o menino está fazendo? Por que ele está


guardando as moedas?

2. O que ele vai fazer com as moedas no futuro?

Essa é uma pergunta muito importante. Com a produção


imagina�va, a criança projeta e formaliza de forma figura�va sua
própria vontade na criação de desejos e planos sobre o menino.
Deixe-a falar. Pergunte mais sobre o menino, sobre o objeto que ele vai
comprar ou sobre o que ele vai fazer com o dinheiro guardado.

54
Observação importante: nos casos que as crianças dizem
estar guardando o dinheiro para ter muito dinheiro no futuro, vale
retomar a conversa da a�vidade #6.
O dinheiro pelo dinheiro não tem sen�do. "De que adianta ter
muito dinheiro se não pudermos usá-lo?".

Outro aspecto importante dessa pergunta é: quando a criança


fala sobre o menino, ela projeta a si própria. Por esse mo�vo, DEPOIS
DA ATIVIDADE, pode-se perguntar: “E você, o que faria se �vesse
moedas guardadas? Vamos fazer um cofrinho e guardar dinheiro para
comprar/fazer "xx" (xx é o que a criança disse que faria com as moedas,
esse pode ser o sonho dela).

IMPORTANTE: Só aborde o tema sobre o que a criança faria com


o seu dinheiro e sobre o cofrinho depois de acabada a a�vidade, pois
ela precisa desse tempo e de vivência imagina�va para construir a
lógica do conhecimento. Deixe-a falar sobre o menino e con�nue a
a�vidade de pintura perguntando:

3. Como vai ser o dia que o menino pegar as moedas para


gastar? Ele vai gastar tudo?

4. Ele já sabe onde se compra isso? Ele pode comprar em


outro lugar?

5. Será que ele consegue achar mais barato, para não


precisar gastar todo seu dinheiro?

Educadores
Depois de as duplas pintarem, peça a cada uma
para falar sobre o que o seu menino está fazendo.

Pais
Deixem a criança falar, perguntem ao máximo. Não
é necessário dar respostas, mas apenas es�mular a
conversa.

55
56
ATIVIDADE #08

o s c o m p rar
O que vam
no
p e r m e rc ado?
su

O supermercado é sempre uma


Obje�vo questão-chave e um exemplo que todos os
Introdução às pais usam para perceber se seu filho sabe
escolhas e à se comportar e se controlar na hora de
hierarquia de comprar ou pedir coisas.
necessidades.
Um dos pontos cruciais de
aprendizado na fa�dica ida ao
Ponto Crí�co supermercado é o quanto a criança
Começar a analisar desenvolve a capacidade de análise e
o que de fato é escolha de prioridades.
necessário para
nossa vida e o que Está certo que uma criança
podemos viver comportada, que não fica pedindo tudo e
sem. não faz escândalo no supermercado já
apresenta um ganho incrível.

57
Para desenvolver a sustentabilidade econômica e o uso
consciente do dinheiro nas futuras gerações, é preciso mais do que
“domar” essas ferinhas, precisamos ajudá-los a desenvolver o
raciocínio crí�co e analí�co.

“Mas são apenas crianças! Elas têm 4, 5, 6 anos!” Sim... São


apenas crianças, mas com capacidade neuronal e emocional de
analisar, escolher e já perceber os efeitos de suas escolhas. Por isso, a
ida ao supermercado é um momento de ouro para despertar esse
senso de prioridade e exercitar o uso consciente do dinheiro.

A ida ao supermercado é muito mais valiosa do que a mesada


como ferramenta pedagógica na educação financeira. Sei que isso
pode parecer estranho no primeiro momento, mas vou explicar o
porquê.

A mesada é uma boa e muito ú�l ferramenta, mas, em geral, ela


é dada gratuitamente. Isso pode ajudar a ensinar a administração do
ganho, mas não a ensina a merecê-lo.

A educação financeira é mais do que gerir o que se ganha.


Trata-se de aprender a gerar ganho e valorizar o esforço feito para
produzi-lo. Por isso, a mesada pode, sim, ser ú�l, mas não é a primeira
ferramenta da educação financeira.

A criança é um ser vivo completo. No momento em que nasce,


sabe que ainda não pode sobreviver sozinha. Sabe que precisa
daquele adulto para se alimentar, para dormir e para con�nuar a
sobreviver. Também por esse mo�vo, os bebês choram ou “reclamam”
quando se afastam do adulto de referência.

Por adulto de referência entenderemos, neste texto, se tratar


daquele adulto que a criança percebe como responsável por sa�sfazer
suas necessidades. Geralmente, é a mãe. Em alguns casos, no entanto,
pode ser outra pessoa, como o pai, uma �a ou �o, uma avó etc.

Assim, a criança sabe que depende daquele adulto para


sobreviver, que ele tem o poder de sa�sfazer suas necessidades de
sobrevivência.

58
O que tudo isso tem a ver com a ida ao supermercado?

Quando vão ao supermercado, os pais buscam comida e tudo


aquilo que a criança sabe precisar. Os pais trabalharam para ganhar o
dinheiro, se esforçaram para recebê-lo e, agora, trocam ele por
comida.
Essa é a grande beleza da ida ao supermercado como ferramenta
pedagógica de educação financeira.
Quando vamos ao supermercado com a criança, embora ela seja
dependente (e saiba disso!), podemos deixá-la par�cipar das
escolhas. Pode-se começar em casa, com sua par�cipação na
construção de uma lista de compras.

Use um fim de semana para isso, separe para essa a�vidade


cerca de 30 a 45 minutos. Sim... Vai demorar... Principalmente, na
primeira vez em que for feita a lista, vai demorar mesmo. No entanto,
lembre-se, você está formando os hábitos financeiros daquela
criança! E isso vale seu tempo!

O ideal é perguntar para sobre o que é preciso comprar para


comer ou para a casa. A cada coisa que ela responder, vocês vão à
geladeira ou ao armário verificar se realmente é preciso comprar o
que ela disse.

Apenas essa a�vidade já será uma experiência vivencial de


extremo impacto, pois até então ela nunca foi desafiada a decidir o
necessário para sobreviver. Ela apenas chorava ou pedia, e o adulto
sa�sfazia sua necessidade de sobrevivência. Ao construir essa lista
pela primeira vez, a criança se vê na necessidade de descobrir como
sa�sfazer suas necessidades de sobrevivência.

Experimente fazer essa experiência. Será muito rica, e,


certamente, você perceberá por que a ida ao supermercado é uma
poderosa ferramenta pedagógica de educação financeira para
crianças.

59
Perguntas para fazer durante a a�vidade:
1. O que compramos no mercado?

2. Quais são as coisas mais importantes para se comprar


no mercado?

3. Precisamos escolher o que compramos?

Converse sobre o que ela lembra da úl�ma vez que foi ao


mercado, o que foi comprado, com quem ela foi e porque escolheram
comprar aquelas coisas.

Uma ação interessante é conversar sobre a necessidade das


escolhas, lembrá-la de que não podemos e nem precisamos comprar
tudo o que tem no mercado. A noção de limitar a compra pelo fato de
que não precisamos comprar tudo é muito importante, pois
desenvolve a escolha consciente com base na real necessidade.

Desse modo, a criança entende que as compras devem ser


balizadas pela necessidade, e não apenas pelo quanto se tem de
dinheiro. Desenvolver essa noção permite à pessoa escolher sem
necessariamente gastar tudo, mesmo quando se tem dinheiro.

As crianças gostaram de elaborar uma lista de compras para os


pais? Publique a lista de compras que seu filho ou seus alunos fizeram
na página do Facebook do “Finanças é coisa de criança!” e mostre para
outras crianças como se faz uma lista de compras!

Educadores
Uma excelente dica de a�vidade, depois do desenho, é
construir com as crianças uma lista apenas com as coisas
necessárias, as quais os pais precisam comprar no
supermercado. Essa é uma oportunidade de construção
sináp�ca, pois, provavelmente, a criança nunca foi exposta
a esse desafio.

60
61
62
ATIVIDADE #09

p o d e m o s
Como
ajudar a
n o m i z a r ?
eco

Obje�vo Economia é uma palavra muito


Introdução à curiosa. Na sua origem, no grego, quer dizer
economia. administração e regras da casa. Ou seja, é a
arte de reger bem a casa, a família ou o
Estado. Assim como ocorre com a palavra
Ponto Crí�co finanças, seu significado não tem a ver com
Desenvolver ideias dinheiro, mas sim com a forma como se
sobre como escolhe fazer as coisas.
guardar dinheiro
para realizar Existem muitas formas de economizar.
sonhos futuros. Uma muito importante é a pesquisa e a
compra das coisas no lugar em que estão
com o preço mais barato. No entanto, antes
de perguntar se podemos comprar mais
barato, não deveríamos nos perguntar:
Realmente precisamos de tudo o que
compramos?

63
Essa é a pergunta que devemos fazer. Mesmo que sempre
façamos uma pesquisa de preços e compremos no lugar mais barato,
pode de aquela ser uma compra cara. Por cara, entendemos tudo
aquilo que compramos sem necessidade.

Um exemplo é: quando vemos aquela promoção de guloseimas


com o anúncio “compre dois e ganhe o terceiro”. Matema�camente,
com certeza é uma boa promoção, mas o que você deve se perguntar
é: Eu tenho o hábito de comer três dessas guloseimas por mês?

Caso você não tenha esse hábito, provavelmente ocorra o fato de


que, em geral, você comprava apenas uma e a consumia no mês;
agora, irá comprar duas e comer três no mesmo mês.

Será que isso é saudável? Será que, ao invés de economizar, você


não criou um novo padrão de consumo mais caro do que aquele que
você �nha antes? Afinal, agora você gasta o dobro do que sempre
gastou.

Economizar é escolher bem, é administrar a casa, os recursos e o


Estado de forma ú�l e funcional. Nessa a�vidade, vamos buscar que
crianças deem ideias sobre como podemos economizar.

Essas ideias podem ir desde pesquisar preços e fazer a lista de


compras antes de ir ao mercado até coisas mais elaboradas, como
inventar uma brincadeira de economia. Vamos trazer aqui um exemplo
de brincadeira de economia!

64
O GUARDIÃO DA LUZ
A brincadeira é simples e consiste em pegar as úl�mas três contas
de luz para ver de quanto foi o gasto médio. A cada mês, uma pessoa
da casa será nomeada “O Guardião da Luz” daquele mês.

Essa pessoa será responsável por cuidar para que todos apaguem
as luzes, deixem a geladeira fechada, tomem banho rápido e
economizem o máximo de energia.

Quando a nova conta de luz chegar, deve-se conferir se o


guardião cumpriu sua função. Podem ser feitas várias formas de
reconhecimento, como uma medalha de Guardião da economia da
Luz, ou até uma recompensa que a criança poderá guardar para
realizar seus sonhos.

Por exemplo:
• Ver quanto foi economizado e dividir o valor entre a casa e o
guardião daquele mês. Se a conta média era de R$50,00 e a conta do
guardião veio no valor de R$ 42,00. a economia foi de R$ 8,00. Isso
quer dizer que R$ 4,00 serão dados ao guardião, e os outros R$ 4,00
são economia da casa.

• Fazer uma cerimônia de


O Guardião da Luz nomeação do Guardião da Luz do
Nessa brincadeira mês.
podem ser elaboradas • Usar um colar, um broche
várias coisas para ou algum �po de insígnia para o
deixar tudo mais Guardião da Luz durante o mês.
diver�do e envolver
mais a criança. Veja • Fazer um mural para ver
algumas dicas. quais coisas o Guardião da Luz fez a
cada dia para economizar.

65
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Porque o menino tem um monte de dinheiro?

2. Como ele fez para conseguir esse dinheiro?

3. Nós podemos ajudar nossos pais a economizar? Como


podemos fazer isso?

Enquanto essas ideias de economia vão surgindo, é possível


desenhar as ideias do lado do menino, assim fica "materializado" o
que se imaginou.

Pode ser que as crianças falem sobre guardar dinheiro, mas se


isso acontecer, pergunte: Como fazemos para o dinheiro sobrar?

É importante a criança começar a dar ideias de como


economizar, porque como são produções próprias, tendem ser
colocadas em prá�ca com maior facilidade e rapidez.

Algumas dicas de como as crianças podem economizar:


• Cuidando dos brinquedos, para não quebrarem;
das roupas, para não rasgarem; e dos materiais
escolares, para não sumirem.
• Servirem-se somente do que vão comer, para não
haver desperdício.
• Desligar a luz sempre ao sair de um
ambiente.
• Não tomar banho
demorado.

66
67
68
ATIVIDADE #10

h a a p e n a s um
Escol
item para
a
comprar n
loja!

Obje�vo O momento da compra pode trazer


Exercitar a diversos sen�mentos e, geralmente, o mais
mo�vação de imediato é o sen�mento de prazer e
compra. sa�sfação.

Para algumas pessoas, após esse


Ponto Crí�co breve momento de alegria, surge o
Explicitar que a sen�mento de culpa, desmerecimento ou
compra deve ter de ter feito alguma coisa errada.
um mo�vo
Possivelmente, isso não é novidade
consciente.
para nenhum de vocês que estão lendo
esse livro agora, mas comecei por esses
sen�mentos de prazer, sa�sfação, culpa e
desmerecimento para chegarmos a um dos
mo�vos que nos fazem sen�-los.

69
Experimentem analisar os seus sen�mentos quando compram
alguma coisa. Vocês perceberão que sempre que precisamos comprar
alguma coisa, e a compramos, o sen�mento posterior à compra
raramente é de culpa.

Isso acontece porque quando precisamos de algo, e sabemos por


qual mo�vo o compramos, trata-se de uma compra consciente. Ou
seja, temos consciência sobre o que devemos fazer e por que devemos
fazer. Se o sen�mento de culpa ou desmerecimento aparece, é sinal de
que quando compramos não �nhamos clareza do mo�vo que nos
levou a comprar.

Nessa a�vidade com as crianças, vamos trabalhar essa análise


crí�ca antes da decisão de compra. Trata-se da percepção sobre o
mo�vo que nos leva a escolher esse ou aquele item, sobre as
vantagens de cada um e sobre que o critério para a compra não deve
ser apenas o dinheiro disponível, mas a necessidade e a conveniência
de comprar ou não.

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Nem sempre podemos comprar tudo o que queremos.


Quando precisamos escolher, é importante que saibamos
fazer a melhor escolha.

Nessa a�vidade, não trabalhamos valores monetários, e sim a


decisão de compra. Por esse mo�vo, os brinquedos não têm preços.
Contudo, existe a limitação: só se pode escolher um brinquedo.

A criança pode pintar a loja, o cenário, mas só pode pintar um


brinquedo. O brinquedo que ela escolheu comprar.

Enquanto es�verem pintando o desenho, conversem sobre qual


brinquedo elas escolheriam. Aqui o importante é desenvolver o
porquê daquela escolha.

70
Depois de a criança ter escolhido, pergunte por que ela escolheu
aquele.

Eis alguns pontos importantes a serem incluídos na conversa:

• O quanto a criança gosta daquele brinquedo ou doce?

• Por qual o mo�vo ela escolheu aquele item?

• Quanto tempo ele dura?

• Ela já tem muitos desses em casa?

• Precisa de mais brinquedos desses?

• Ela pode brincar com outras crianças?

Se precisar, volte à a�vidade #8, onde falamos da necessidade de


limitar as compras, pois não precisamos comprar tudo.

Para os educadores, sugerimos fazer essa a�vidade dando uma


folha para cada criança, pois pode acontecer de as duas crianças da
dupla escolherem o mesmo brinquedo e isso gerar um conflito.

71
72
ATIVIDADE #11

a m e n i n a
O que
á f a ze n d o ?
est

Obje�vo Até esse ponto, as crianças já fizeram


Es�mular a 10 a�vidades e acumularam uma boa
imaginação dentro bagagem de informações sobre o tema.
do tema Educação Nesta a�vidade, vamos es�mular o
Financeira. imaginário e ver o que surge quando
buscamos pelo que foi aprendido até agora.
Ponto Crí�co Temos um bom caminho construído.
Deixar a criança Antes de avançarmos mais, é importante
elaborar fazer essa “REvisão”. Não somos nós que
livremente o tema, vamos lembrar a criança de suas
resgatando os aprendizagens, mas ela vai dizer o que essa
assuntos menina aprendeu.
trabalhados até
agora. Use os símbolos para retomar o
assunto dinheiro. A menina está
desenhando o cifrão por um mo�vo, ela
também está aprendendo sobre o dinheiro.

73
Pergunte!

Pergunte e deixe a criança falar. Essa é a principal função de nós


adultos nessa a�vidade de número #11.
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Enquanto a criança ou as duplas estão pintando,


pergunte o que a menina está fazendo.

Conversem, falem do cifrão, explique que aquele símbolo


significa dinheiro, e que a menina está aprendendo sobre o dinheiro.
Pergunte o que a criança lembra daquilo que já aprendeu sobre o
dinheiro.

Educadores
Durante a pintura ques�onem e passem pelas duplas para
reforçar o aprendizado. Depois da pintura, pode-se escrever ou
desenhar no quadro o que a menina está aprendendo.

Outra possibilidade é pedir à própria criança que desenhe mais


sobre o que está aprendendo.

Pais
Quando a criança falar, pergunte se ela quer que você anote. Se
ela responder sim, ou se responder não, pergunte o porquê. O porquê
aqui é sempre mo�vador, pois faz a criança refle�r sobre a escolha e
permite a nós adultos acompanharmos o caminho de conhecimento
que ela está construindo.

74
75
76
ATIVIDADE #12

Pa ra q u e o
serve um
cofrinho?

Obje�vo Sabemos que é muito importante


poupar e também conhecer os mo�vos
Introdução ao
pelos quais estamos poupando. Segurança
tema poupança.
no futuro, sonhos, desejos, imprevistos,
esses mo�vos e muitos outros podem nos
Ponto Crí�co orientar nesse momento.
Deixar a criança
Aqui vamos trabalhar com as crianças
elaborar
seus sonhos ou obje�vos. Deixe-a falar,
livremente o tema,
você não precisa dar respostas, apenas
resgatando os
assuntos fazer as perguntas, es�mulando sua fala.
trabalhados até Incen�ve a construção do raciocínio e
agora. a fantasia nessa resposta. É possível que ela
misture a vida real com a imaginária. Isso é
muito comum nessa faixa etária.

77
Assim, ela pode falar manifestar interesse em juntar dinheiro
para viajar para a terra das fadas ou, quem sabe, planejar comprar um
foguete e ir para Lua. O mais importante nessa a�vidade é a ligação
entre fato de poupar e um sonho ou o futuro. Isso possibilitará que ela
comece a desenvolver a capacidade de planejamento.

Por isso, não tem problema se está juntando dinheiro para


comprar um foguete ou para ir ao mundo das fadas. Ok, comprar um
foguete ainda é bem di�cil, mas ir à Lua... Bom, já não podemos mais
dizer que é algo tão impossível assim! Quanto à terra das fadas,
provavelmente a criança mude de ideia no meio do caminho ou
resolva, mais adiante, visitar o cenário onde foi filmado algum filme de
fadas. O obje�vo é que ela faça essa ligação sobre guardar o seu
dinheirinho para depois fazer coisas incríveis com ele!
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Você sabe o que está desenhado aqui?

2. Para que ele serve?

3. Por que devemos guardar o dinheiro?

Essa é uma pergunta-chave, deixe-a responder. Pergunte “por


quê?” várias vezes. Ela vai responder, argumentar, argumentar e, à
medida que for falando, será possível entender como seu filho ou seus
alunos estão construindo o raciocínio econômico financeiro. Caso veja
que eles têm dificuldades, relembre a a�vidade #7, onde começamos a
falar sobre a importância de poupar.

4. Pergunte à criança se ela tem um cofrinho. Mesmo que


você já saiba a resposta, pergunte. É importante que ela
pense e responda à pergunta sozinha. Isso favorecerá a
compreensão e a conscien�zação sobre a função de ter esse
cofrinho.

5. Para que você guarda o seu dinheiro?

78
79
80
ATIVIDADE #13

ais
O que é m
na
importante
nossa
vida?

Obje�vo Muitos problemas financeiros quando


somos adultos têm origem no fato de não
Perceber quais são
percebermos onde estamos gastando.
as coisas
necessárias, Gastamos em excesso e nem sabemos
importantes e como acontece. Mesmo sabendo o que é
supérfluas para mais importante para nossa vida, não
vida. estamos acostumados a analisar a cada
momento os nossos atos. Não medimos se
Ponto Crí�co aquele inves�mento ou gasto é de fato
Desenvolver a necessário e vale a pena.
capacidade de Desenvolver essa capacidade de
diferenciação entre analisar e escolher a par�r de critérios
o que precisamos e coerentes e conscientes pode ser de grande
o que não valia. Ainda bem que podemos começar a
precisamos.
construir esse hábito desde cedo com
nossas crianças.

81
O que é mais importante na nossa vida?

Para nós, adultos, essa pergunta pode parecer até um pouco


filosófica. No entanto, as crianças têm a capacidade de hierarquizar as
coisas de forma muito concreta. Por isso é muito importante es�mular
desde cedo o hábito de analisar antes de escolher.

Nesta a�vidade, vamos exercitar a reflexão consciente sobre o


que é necessário, importante ou supérfluo. Embora esses três
conceitos tenham uma definição muito ampla, e por vezes até
complexa, quando falamos com as crianças precisamos ser claros,
obje�vos e palpáveis.

Vamos começar com as definições:

*NECESSÁRIO* É tudo aquilo que, se não �vermos,


morremos. Água, comida, saúde, etc. Abordar o conceito de
necessário por esse ângulo é de fácil compreensão para as
crianças. Trata-se de um conceito biológico, e elas
conseguem iden�ficar as coisas que ela precisa para
sobreviver.

*IMPORTANTE* São aquelas coisas que, se não �vermos,


não vamos morrer; mas mesmo assim são muito
importantes para nossa vida. Por exemplo os livros, a cama,
a mochila, etc.

*SUPÉRFLUO* São aquelas coisas que não são tão


importantes. Nós também podemos ter essas coisas, mas
precisamos saber que antes é preciso ter o que é necessário;
depois, o que é importante; para só depois comprarmos o
que é supérfluo.

A palavra supérfluo parece di�cil para as crianças, mas vale a


pena ensiná-la. Justamente por ser uma palavra “di�cil” e nova, elas
adoram. É muito comum após essa a�vidade elas saírem repe�ndo
diversas vezes a palavra.

82
Após conversar sobre esses conceitos, pergunte, es�mule o
ques�onamento sobre o que é necessário, importante ou supérfluo.
Pode até ser feita uma brincadeira com isso. Os professores,
especialmente, podem u�lizar uma variação da brincadeira “vivo e
morto”. Vamos explicar aqui:

Brincadeira: O que é necessário, importante e supérfluo?


Nessa brincadeira, colocam-se todas as crianças em pé. Sempre
que você falar uma coisa necessária, as crianças devem ficar em pé,
quando falar alguma coisa importante, devem se abaixar, e quando
falar uma coisa supérflua, devem sentar-se em suas cadeiras. A criança
que errar fica sentada e vai ajudando a ver quem é o que ficou por
úl�mo, acertando sempre.

Para pais

Nessa brincadeira vocês podem pegar uma revista e fazer um


desafio: Ao virar a página, ganha um ponto quem achar primeiro uma
coisa necessária para a nossa vida naquela página. É uma brincadeira
de atenção e rapidez, além de reforçar o conceito.

Para educadores

Usando revistas, as crianças recortam e colam figuras, criando


trabalhos onde aparecem coisas necessárias, importantes e
supérfluas.
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Quais são as coisas necessárias, importantes e


supérfluas?

2. A casa é o quê? Os doces são o quê?

3. Desenhe em azul (aqui pode ser qualquer cor) mais


coisas supérfluas.

4. Desenhe em verde mais coisas necessárias.

83
84
ATIVIDADE #14

é n e ce s s ário
O banho
r t a n te p a ra
ou impo
o s s a v i d a ?
n

Obje�vo O banho é necessário ou importante


Aprofundar o na nossa vida? Ok, por uma questão de
conceito sobre as higiene e saúde, o banho é necessário. Mas
coisas necessárias, para os adultos ainda vou deixar mais uma
importantes e pergunta: No que você pensa enquanto
supérfluas para está tomando banho?
vida.
Essa a�vidade busca reforçar o
Ponto Crí�co conceito do que são as coisas necessárias,
Trazer para o dia a importantes ou supérfluas e desenvolver o
dia o uso dos pensamento analí�co sobre isso no dia a dia
conceitos de da criança.
necessário,
importante e Você pode aproveitar essa a�vidade
supérfluo. para trazer o tema da saúde e da higiene
pessoal, essas coisas também são
necessárias para a nossa vida.

85
Da mesma forma que a comida e a água, tomar banho e escovar
os dentes também são necessários. Isso pode ser explicado de forma
obje�va se dissermos que se não �vermos saúde, nós morremos.
Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Você acha que tomar banho é necessário para nossa


vida? Por quê?

2. Vocês lembram de outras coisas que também são


necessárias? Aqui, podem surgir coisas como: amor, carinho,
alegria, sol, etc.

3. Você pode aproveitar essa a�vidade para abordar a


criança da seguinte forma: “Você sabia que o menino,
enquanto está tomando banho, pensa nas coisas que são
necessárias para a vida dele?”

4. Vamos desenhar aqui do lado do menino tudo em que


ele está pensando?

5. Vocês pensam em alguma coisa enquanto estão


tomando banho?

Contar essa historinha imaginária sobre o menino que, enquanto


toma banho, pensa em todas as coisas que são necessárias para a vida
dele, é uma a�vidade muito interessante, pois abre a oportunidade de
criação de um novo hábito.

Vocês já pararam para perceber que o banho é um momento


valioso de reflexão para muitas pessoas? Durante o banho, alguns
fazem mentalmente a lista de todas suas a�vidades para fazer no dia.
Outros, “descobrem” a solução para vários problemas a serem
enfrentados durante o dia.

86
Assim, para a criança, vale a pena aproveitar esse tempo como
um momento cria�vo e diver�do, conversando, brincando e também
aprendendo sobre as coisas necessárias.

Por exemplo, quando tomamos um banho rápido, economizamos


água e luz (ou gás, falar sobre o gás é uma curiosidade que as crianças
A D O R A M).

Sim! O banho é um momento que facilita o aprendizado, es�mula


a cria�vidade e contribui na organização lógica das situações ou
tarefas.

87
88
ATIVIDADE #15

o m e n i n o
Por que
está feliz?

Obje�vo Até agora já conversamos com as


Es�mular a crianças sobre os seus sonhos, as coisas que
percepção de elas desejam, a importância de cuidar bem
alegria e felicidade das coisas, do ambiente, dos bichinhos e
das pessoas.
Ponto Crí�co Também já falamos sobre economizar
São as pessoas que para, no futuro, fazer coisas incríveis.
ficam felizes! O Também já falamos sobre o que é
dinheiro é apenas necessário, importante e supérfluo para a
um meio, ele não vida.
traz felicidade.
Pode ajudar em Agora vamos deixá-la
muitas coisas, mas responder à pergunta:
sozinho não tem POR QUE O MENINO
sen�do.
ESTÁ FELIZ?

89
Deixe a criança falar. Pergunte, siga a conversa durante o tempo
que es�verem realizando a a�vidade. Essa é uma conversa
significa�va, porque você poderá perceber se o caminho feito até
agora está coerente, se o que ela aprendeu é ú�l e traz a percepção de
que as pessoas são necessárias e o dinheiro é apenas importante.

Conversem, deixe-as falar sobre o que faz esse menino feliz.


Assim você também conhecerá o que faz essas crianças felizes!

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Por que o menino está feliz?

2. Desenhe nos balões as coisas que deixaram ele feliz.

3. Quais são as coisas que te deixam feliz?

4. Desenhe no espaço livre as coisas que te deixam feliz.

5. Qual foi o dia mais feliz da sua vida?

90
Pais

Atenção à pergunta 5. Quando fizerem essa pergunta, é


importante que vocês sigam pintando normalmente o desenho junto
com os filhos.
Possivelmente, vocês vão se emocionar com a resposta da
criança, mas força! Con�nuem pintando!

Lembrem-se de que se trata de um momento no qual vocês estão


no meio de uma a�vidade com um obje�vo. Então, segurem-se. Não
vale largar o lápis ou a cane�nha e encher a criança de beijos agora.
Vocês sabem por que é tão importante manter o controle? Vamos
explicar:

No momento em que a criança disser o dia mais importante da


sua vida, vocês largam tudo e as enchem de beijos, a conversa para. A
criança recebe carinho e muito amor, mas a conversa para.

Receba esse depoimento com carinho e ternura, mas con�nue


pintando e perguntando por que ela lembra desse dia como o mais
feliz da sua vida. Esse posicionamento reforçará um laço de in�midade,
respeito e também seriedade em relação às coisas que ela fala. Dessa
forma, a criança começa desde cedo a compreender que pode contar
não só com o seu carinho, mas também com o seu apoio e sua
seriedade nas questões que para ela são importantes e sérias.
Você já percebeu que nós, adultos,
só falamos nossas coisas mais
importantes e ín�mas àqueles que não
vão rir e encaram com seriedade o que
dizemos? É exatamente disso que se trata,
aumentar a in�midade e a confiança.

Depois da a�vidade, ou quando for


colocar seu filho na cama, aproveite o
momento para dar muitos beijos nele ou
nela e diga o quanto você o ama. Isso é
muito, muito importante.

91
Educadores
Nessa a�vidade, pode-se imprimir uma folha para cada criança.
Faça um círculo com as carteiras na sala de aula e, em um grande
grupo, todos pintam. Se preferir, também é possível trabalhar com
grupos menores, mas sempre com no mínimo 4 crianças. Essa
quan�dade é indicada pelo �po de interação que proporciona.

Deixe-os falar. De fato, essa não será uma a�vidade silenciosa,


mas essa comunicação, que pode até ser um pouquinho exaltada é
consequência do tema que está em discussão.

Estamos falando de felicidade, e isso eleva os índices de excitação


e o tom de voz, deixando-as mais inquietas.

Outra sugestão é fazer essa a�vidade antes do recreio ou do


intervalo, pois ao final da pintura, as crianças estarão “com toda a
corda”. O intervalo virá em boa hora para elas extravasarem essa
energia.

92
93
94
ATIVIDADE #16

s u a d i c a
Deixe
n o m i a !
de eco

Obje�vo Tendo em vista o caminho que


Es�mular a percorremos até agora, essa a�vidade
cria�vidade e a propõe que a criança relembre o que já
capacidade de aprendeu e expresse a sua dica de
gerar soluções economia.
simples para a vida
Lembre-se sempre de que, para a
familiar.
criança, a�tudes de economia como cuidar
da roupa, dos brinquedos e não desperdiçar
Ponto Crí�co comida são as formas mais relevantes e
Envolvimento e mais concretas que ela tem de contribuir
par�cipação da com a economia familiar.
família.
Incen�ve isso, faça da criança uma
par�cipante a�va na economia da casa.

95
Além de acabar economizando de fato, isso ainda cria e reforça os
caminhos sináp�cos formadores dos hábitos e do es�lo de vida dessa
criança.

Esperamos que estejam gostando da série Finanças é coisa de


Criança e que as a�vidades não parem por aqui. Con�nue dedicando
esses 15 minutos para seus filhos ou alunos.

Existem muitas formas de trabalhar a


educação financeira. Mesmo depois de
acabar esse livro, acompanhem as novidades
que colocamos no ar no nosso site
(www.intusforma.com.br ou pelo QRcode
nesta página.

Mandem as pinturas dos seus filhos ou


alunos para nós. Assim, vocês podem ajudar
vários outros pais e educadores que querem
começar a trabalhar esse tema!

Perguntas para fazer durante a a�vidade:

1. Você tem alguma dica de economia para dar?

2. Desenhe no recadinho da menina sua dica de


economia.

3. Por que a menina tem um cofrinho ao seu lado?


4. Para que ela vai usar o dinheiro que a família guardar no
cofrinho?

5. Você já pra�cou em casa alguma dessas dicas de


economia?

96
97
98
4
Planejando os sonhos

99
100
Todos nós temos sonhos. Nós, adultos, sabemos que quando
temos um sonho e queremos realizá-lo, em primeiro lugar precisamos
começar.

Começar: começar a planejar, começar a escolher, começar a


agir, começar a acreditar, etc.

Sabemos que a força de vontade e a disciplina são armas


indispensáveis nessa conquista. Além disso, um bom planejamento
faz, sim, toda a diferença! Agora uma pergunta: Você já pensou em
começar a ensinar isso a seus filhos ou alunos?
Mesmo pequenas, as crianças já conseguem começar a planejar
algumas coisas. Inclusive, pode ser uma grande aventura a�ngir
“sozinhos” seu tão maravilhoso sonho. Coloco sozinhos, pois, nesse
caso, a sensação salientada na criança é a relação direta entre mérito
e recompensa, na qual as ações que a criança deve fazer não estão
ligadas a uma obrigação, mas sim a uma “ação de adulto”.

101
Suponhamos que a criança queira muito uma bicicleta. Existem
várias formas para dar esse presente, vejamos alguns exemplos:

Presentear
Sabendo que a criança quer uma bicicleta, pode-se comprar e dar
de presente. Pode ser que isso aconteça em uma data comemora�va
ou não. E a criança ficará super feliz com sua bicicleta nova.

Combinar uma “troca”


Pode-se conversar com a criança e combinar uma troca na qual
ela fará alguma coisa (pode ser se comportar, passar de ano na escola,
não se atrasar para aula, etc.). Em troca disso, ela ganhará a bicicleta.
Essa é uma forma que pode ser ú�l, mas devemos ter cuidado, pois se
corre o risco de desenvolver um hábito onde ela deixa de ver as coisas
como sua responsabilidade ou como um bene�cio para a sua vida,
passando a fazer as tarefas ou ter aqueles comportamentos apenas se
for “paga”.

A linha é muito tênue. Quando a criança já entende que estudar


é uma coisa importante, pode ser que a bicicleta seja um bom
mo�vador para um esforço extra naquele ano. No entanto, quando
essa troca se torna a única maneira pela qual os pais conseguem que a
criança faça algumas coisas, então começamos a entrar em uma
situação perigosa.

É como oferecer hospedagem na sua casa para uma pessoa que


você não pode mandar embora! Imagine, essa pessoa pode acabar
ficando mais tempo do que o desejado. Depois, começar a mandar na
sua casa, até tomar conta e obrigar você a fazer coisas que não quer.
Esse é um exemplo drás�co, mas imagine uma criança que,
acostumada a essas trocas desde pequena, começa a dizer: “Se vocês
não me derem isso, eu não estudo mais”. Ou, “Se não fizerem aquilo,
eu não cuido mais do meu irmãozinho”.

102
Por isso, tenham atenção no uso dessa ferramenta. Pode, sim, ser
usada, mas com cuidado.

Outro exemplo do mundo adulto ú�l para ilustrar esse assunto é


a diferença entre o salário que recebemos e um bônus por a�ngir mais
do que a meta. Temos de tomar cuidado para essa troca ser vista pela
criança como um bônus, e não um pagamento.

Conquista par�cipa�va

No primeiro exemplo, a criança ganha a bicicleta. No segundo,


o ideal é que perceba ter ganhado a bicicleta como prêmio por um
esforço extra. Mas pode acontecer também de ela ver o ganho da
bicicleta como uma negociação, onde ela tem o poder de ganhar o que
quiser, pois os pais “dependem” dela para ter algo que eles querem.
Esse é o perigo.

No entanto, mesmo sem trabalhar, a criança pode (ela própria)


conquistar os seus sonhos. Existem muitas formas de ela contribuir
obje�vamente para isso.

Demonstraremos o caso de a criança querer uma bicicleta e


algumas formas pelas quais ela poderá planejar e “comprar” esse item.

Vamos lá... Pensando bem, realizar um sonho pode não ser tão
di�cil assim!

Vamos começar com cinco passos para as crianças iniciarem a


construção do hábito de planejamento desde cedo e aos poucos.

Esse planejamento pode ser feito tanto pelas crianças que já


sabem ler quanto por aquelas que ainda não aprenderam.

103
Para crianças que ainda não sabem ler

Mesmo sem saber ler, ao olharem nossas anotações, as crianças


já iden�ficam padrões de escrita e organização. Por isso, você pode
fazer exatamente esse mesmo planejamento escrito com a criança. Ela
entenderá que você está escrevendo aquilo que está falando.

Quer fazer um teste?

Experimente começar a fazer isso e, enquanto escreve, diga o


que está escrevendo. Logo depois, faça de conta que esqueceu onde
escreveu um item e pergunte para a criança onde você o escreveu.

É surpreendente, pois, mesmo sem saber ler, percebe-se que ela


(que esteve ao seu lado enquanto você falava e escrevia) irá apontar
corretamente o local onde você escreveu o que perguntou. A memória
dela associa o que ouviu com a referência visual.

Por isso... A criança não saber ler não é desculpa para você não
fazer com ela um planejamento financeiro no papel a fim de realizar
seu sonho.

Uma sugestão legal é: depois de fazer o planejamento escrito,


ilustrar esse planejamento. Desenhe no lugar do sonho o próprio
sonho, desenhe com a palavra “doces” os próprios doces, e assim por
diante.

Para crianças que sabem ler

A par�r do momento em que a criança começa a ler, com a ajuda


dos pais, ela já pode acompanhar o planejamento muito bem! Nesse
caso, a dica é: NÃO ESCREVA PELA CRIANÇA!

Sabemos que, se a criança escreve, a brincadeira que levaria 15


minutos pode levar até duas horas. Mas, por favor, entendam o
seguinte:

104
Se a criança consegue escrever e deixamos que ela
escreva esse planejamento com a própria mãozinha,
sem fazer por ela, isso terá um impacto
decisional-emocional imenso! Esse impacto dá o
‘start’ para a construção de novas sinapses e de um
novo traçado mnésico!

Por isso, não percam a oportunidade criar um novo caminho


informacional saudável no cérebro da sua criança. Dará um pouquinho
mais de trabalho. Demorará um pouco mais para fazer a brincadeira.

Mas...

De quantos anos de problemas financeiros você a estará


poupando no futuro, apenas por resis�r à tentação de pegar no lápis e
escrever por ela?

105
Educadores

É possível fazer esse planejamento em sala de aula e pedir à


criança que o leve para casa e mostre a seus pais. Quando elas
levarem, diga para pedirem aos pais ajuda para realizar o
planejamento.

Infelizmente, nem todos os pais terão tempo ou paciência para


acompanhar.. Mas nosso papel de educador é colaborar com a
educação tanto das crianças quanto dos pais.

Vamos começar os 5 passos!

1) Sonho: Quero uma bicicleta nova nas próximas férias!

Pergunte para a criança qual o sonho dela.

2) O que preciso fazer: Preciso juntar R$ 100,00 até


novembro.

Quem deve definir e descobrir quanto precisa juntar para


realizar o sonho é a criança. Se ela não sabe, ajude-a a
pesquisar e descobrir esse valor.

3) Como vou conseguir juntar esses R$ 100,00?

Ganho R$ 10,00 de mesada. De junho até novembro há seis


meses de mesada. Consigo juntar R$ 60,00 (A), mas ainda faltam R$
40,00. Nesse exemplo, usamos o caso de uma criança que ganha uma
mesada de R$ 10,00. Caso você não use a ferramenta da mesada, pode
criar outras opções. A seguir, apresentamos o exemplo da luz, mas
pode funcionar para a água, o telefone ou qualquer outra conta que a
família receba mensalmente.

106
“Posso ajudar meus pais a diminuir a conta de luz cuidando para
que todo mundo em casa desligue a luz, não deixe a geladeira aberta
e não tome banhos demorados. Se eu conseguir ganhar R$ 4,00 de
economia por mês, isso vai dar mais R$ 24,00 (B). Ainda faltarão R$
16,00!”.

Para ver detalhes dessa a�vidade, veja a brincadeira O Guardião


da Luz, na a�vidade #9.

“Toda vez que meus pais forem me dar algum doce, biscoito ou
salgadinho, posso pedir para não ganhá-los e, com isso juntar o
dinheiro que falta. Se eu juntar R$ 3,00 por mês economizando nos
doces(C), terei mais R$ 18,00 até novembro para comprar minha
bicicleta!”

Juntando R$60,00 da mesada (A) + R$ 24,00 da


economia da luz (B) + R$ 18,00 dos doces (C), vou
conseguir juntar R$ 103,00! Vai dar para comprar a
bicicleta e ainda vai sobrar!

4) Como vou saber se estou conseguindo chegar ao meu


sonho?

“Tenho de ter R$ 100,00 até novembro, e tenho seis meses para


juntar esse dinheiro. Preciso ganhar R$ 16,70 por mês. Então, todo
mês vou acompanhar e ver se consegui chegar a esse valor!”

5) Lembrar todo dia de desligar a luz, cuidar se todos vão


tomar banho rápido, etc.

107
Pais
É claro que vocês terão de ajudar a criança nos cálculos, mas essa
experiência pode, inclusive, ajudá-la a começar a gostar e a entender a
u�lidade da matemá�ca nas nossas vidas.

Esse é um exemplo simples, e podem acreditar... Muda a vida e a


forma de ver as coisas de uma criança! Falo isso por experiência
própria. Experiência minha e de crianças que acompanhei.

A par�r dessas experiências, descobrimos que nada é tão


impossível assim! É só colocar na linha do tempo e descobrir o que
precisa ser feito a cada dia! Claro... Se você quiser muito e se seu sonho
for muito grande, terá de fazer muito, e terá de fazer coisas grandes.
Mas ainda assim é possível!

Testem, experimentem fazer isso, e vocês mesmos poderão me


dizer no que essa experiência resultou. Se ela ajudou ou não seu filho,
sua filha ou seus alunos.

Meu desafio para vocês é: apenas testem!

Consegui Consegui
juntar os juntar os
R$ 16,70? R$ 16,70?

Maio Junho Julho Agosto

mesada mesada
R$ 10,0 R$ 10,0

Economia Economia
luz R$ 4,00 luz R$ 4,00

Economia Economia
doces R$ 3,00 doces R$ 3,00

108
Consegui
juntar os
R$ 100,00?

Consegui Consegui Consegui Consegui Consegui


juntar os juntar os juntar os juntar os juntar os
R$ 16,70? R$ 16,70? R$ 16,70? R$ 16,70? R$ 16,70?
Comprar
Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro uma
bicicleta!
mesada mesada mesada mesada mesada mesada
R$ 10,0 R$ 10,0 R$ 10,0 R$ 10,0 R$ 10,0 R$ 10,0

Economia Economia Economia Economia Economia Economia


luz R$ 4,00 luz R$ 4,00 luz R$ 4,00 luz R$ 4,00 luz R$ 4,00 luz R$ 4,00

109
Economia Economia Economia Economia Economia Economia
doces R$ 3,00 doces R$ 3,00 doces R$ 3,00 doces R$ 3,00 doces R$ 3,00 doces R$ 3,00

Este é um exemplo de acompanhamento de planejamento que pode ser feito com as


crianças. Ele também pode ser adaptado a obje�vos não financeiros, como por exemplo:
Vamos plantar uma plan�nha. No gráfico d planejamento dever aparecer todas as vezes que
a plan�nha precisa ser regada etc. e os “obje�vos” a serem alcançados. No caso da plan�nha,
pode ser o tamanho previsto para crescimento.
110
Este livro tem por objetivo ser um guia
prático para a atuação da educação financeira
junto às crianças. Todas as atividades, roteiros de
execução e perguntas foram criadas a partir do
uso do método Lúdico-Vivencial de Formação de
Hábitos (LVFH).

Para fornecer uma introdução de referencial


teórico ao método LVFH, a seguir será exposto um
capítulo de artigo científico que trata sobre o
processo do método. Para aprofundamento no
conteúdo técnico consultar referências
bibliográficas e pesquisa da autora e Ana
Pregardier.

111
112
5
Método Lúdico-Vivencial de
Formação de Hábitos (LVFH)

Processos
O método lúdico-vivencial de formação de hábitos atua através
da proposição de uma situação decisional-emocional na qual o
indivíduo, a par�r da escolha feita, forma ou reforça um determinado
traçado mnésico, possibilitando a criação e exercício de um hábito
funcional ao escopo (Figura 1).

Figura 1 – Método Lúdico-Vivencial de Formação de Hábitos

Fonte: Desenvolvido pela autora

A preparação do ambiente é o ponto de par�da, e é decisivo


para a realização com sucesso de uma a�vidade fundamentada na
abordagem lúdico-vivencial de formação de hábitos financeiros. O
primeiro elemento a ser analisado é o escopo pretendido com a
a�vidade. A par�r da definição do escopo, o ambiente deve ser
preparado para que este dê condições aos par�cipantes de
vivenciarem uma situação que gere impacto decisional-emocional.

113
Uma situação decisional-emocional é uma situação onde a
criança ou adolescente par�cipante da a�vidade se vê desafiado,
intrigado, fora da sua zona de conforto, é uma situação que o desafia e
o impele a decidir.
Além de possibilitar a criação desse �po de situação, o
ambiente deve conter ferramentas e indicações que permitam ao
par�cipante decidir/escolher como resolver a situação de forma
funcional. Assim, o ambiente da a�vidade atua como um coadjuvante,
auxiliando na construção da escolha que é feita única e exclusivamente
pelo par�cipante. É imprescindível que a decisão (ideia de como
resolver a situação) parta da própria criança ou adolescente, pois é a
par�r desse momento de impasse, que a situação proposta impacta
emocionalmente e, com a decisão/ação se dá o registro do modo de
solução.
É a experiência inicial (com impacto decisional-emocional) que
a criança ou adolescente tem neste ambiente previamente preparado,
que atuará como es�mulo ou ga�lho para as escolhas futuras quando
uma mesma �pologia de situação se apresente. Por isso, o ambiente
preparado desempenha um papel tão importante, pois ao se ver em
uma situação de impasse, o sujeito buscará imediatamente à sua volta
formas e respostas para solucionar a situação.
Por exemplo: se na impossibilidade de cruzar um caminho
interrompido por um buraco, uma pessoa visualiza no ambiente uma
madeira que poderá servir de ponte, esta a usará para atravessar.
Neste caso, após essa primeira experiência, se esta mesma pessoa vier
a se encontrar na mesma situação, tenderá, como primeira forma
lógica de resolver a situação, buscar no ambiente se existe algo que
possa ser usado como ponte.
Cada momento que uma pessoa se depara com uma situação,
consciente ou inconscientemente tende a buscar uma resposta de
solução de acordo com suas experiências já vividas. Aqui se evidencia
a importância da experiência vivencial(1) , uma vez que é essa
experiência que será ga�lho para o modo de resposta, e que, a cada
repe�ção será reforçada.

114
Ao propor uma situação de impacto decisional-emocional, em
um ambiente controlado que auxiliará o indivíduo a refle�r e escolher
de forma ú�l e funcional a sua iden�dade, esta lógica de solução fica
registrada e passa a compor o acervo de modos do sujeito. Também a
escolha de “parar, refle�r e analisar” pode se converter em um hábito
funcional ao escopo em iden�dade ao indivíduo .
O método lúdico-vivencial de formação de hábitos financeiros
pode ser consolidado na espiral de formação de hábitos financeiros
conforme anexo 1, e descrito conforme as fases a seguir:

a) Fase 1 - Experiência inicial: começa com o


educador, o adulto que prepara o ambiente e a
situação que gera o impacto e necessita de resposta.
Essa situação pode ser criada a par�r de um �po de
experiência nova ou a par�r de um �po de situação já
vivida. No caso de uma situação já vivida, é necessário
que o ambiente seja preparado com opções de
soluções funcionais e impossibilitando o par�cipante
de u�lizar hábitos an�gos e disfuncionais
(desorganização do ambiente que possibilita o
hábitos). Neste caso é adulto que vai fazer a
mediação, desenvolvendo uma díade provisória
ocasional, sendo o adulto o polo mais estruturado que
informa e determina o menos estruturado que é a
criança.
b) Fase 2 - Tomada de decisão: o par�cipante
(criança ou adolescente) decide como resolve a
situação. É imprescindível que a decisão de solução
parta da própria criança ou adolescente. Pois apenas
a par�r da atuação em protagonismo responsável,
segundo os critérios de u�litarismo e funcionalidade à
iden�dade da criança ou adolescente que é possível a
construção de hábitos saudáveis em consonância ao
próprio Em Si ôn�co;

115
c) Fase 3 - Ação: é a fenomenologia do modo como
a criança responde (a par�r de uma escolha própria)
àquele desafio. Aqui o conceito-chave é a
responsabilidade, ou seja, é o momento que a criança
é forçada a responder existencialmente à escolha
feita. É a par�r desse ponto que a criança começa a
perceber a gra�ficação ou não gra�ficação atrelada ao
modo de ação escolhido.
d) Fase 4 - Registro do modo de ação: como o
indivíduo já passou pela experiência e já solucionou
(escolheu) a forma de como deveria responder àquele
es�mulo, é registrada essa forma. Esse caminho
neuronal será acionado toda vez que uma situação
es�mulo se apresentar (ga�lho). Quando a pessoa
registra racionalmente, ela constrói o argumento para
seguir aquele caminho.
e) Fase 5 e 6- Repe�ção da situação es�mulo:
desenvolve-se novas a�vidades onde todas têm um
es�mulo similar ao já vivenciado anteriormente.
Assim, o caminho já traçado anteriormente é a�vado
possibilitando o reforço da resposta;
f) Fase 7 - Es�lo de vida: a par�r das respostas
traçadas durante a a�vidade, se dá o encerramento
com uma vivência que permite evidenciar a vantagem
das escolhas feitas. A par�r de cada experiência com
resultado ú�l e funcional à criança, onde esta se sente
gra�ficada pelo resultado alcançado através do
esforço e escolhas próprias, a tendência de repe�ção
do hábito se reforça, formando assim um acervo de
modos. Dado que os hábitos desempenham um papel
que proporciona a economia de atenção despendida
às tarefas, eles tendem a aumenta o nível de
automa�smo a medida que se repetem. O es�lo de
vida de um indivíduo é composto pelo conjunto das
ações e escolhas que ele realiza.

116
ESPIRAL DO MÉTODO LÚDICO-VIVENCIAL DE FORMAÇÃO DE HÁBITOS

Fase 7 - Estilo de vida


Encerramento com uma vivência que permite
evidenciar a vantagem das escolhas feitas. A
Fase 5 - Repetição criança se sente gratificada pelo resultado
alcançado através do esforço e escolhas
e Reforço próprias, reforçando a tendência de repetição do
hábito, formando um acervo de modos.
Novas atividades com
estímulo similar ao já
vivenciado reforçando o
caminho já traçado e
Fase 6- Reflexão
reforçando o modo de
Atividades que necessitam de decisões em
resposta.
grupo que implicam em reflexão, exigindo que
cada participante consiga conciliar a sua

117
Fase 3 - Ação escolha feita conforme o critério de natureza
com a doxa societária.
É a fenomenologia do modo como a
criança responde (a partir de uma Fase 4 - Registro do modo de ação
escolha própria) àquele desafio.
É a partir desse ponto que a criança É registrada essa forma de resposta. Esse caminho
começa a perceber a gratificação ou não neuronal será acionado toda vez que uma situação
gratificação atrelada ao modo de ação estímulo se apresentar (gatilho).
escolhido.

Fase 2 - Tomada de decisão

Fase 1 - Experiência Inicial O participante (criança ou adolescente) decide como resolve a situação.

Começa com o educador, o adulto que prepara o ambiente e a É imprescindível que a decisão de solução parta da própria criança ou
situação que gera o impacto e necessita de resposta. adolescente.
É o adulto que vai fazer a mediação, desenvolvendo uma
díade provisória ocasional, sendo o adulto o polo mais Apenas a partir da atuação em protagonismo responsável, segundo os
estruturado que informa o menos estruturado que é a criança. critérios de utilitarismo e funcionalidade à identidade da criança ou
adolescente que é possível a construção de hábitos saudáveis em
consonância ao próprio Em Si ôntico.
Assim, o método lúdico-vivencial de formação de hábitos
financeiros propõe a criação de a�vidades onde o educador prepara o
ambiente de forma a criar uma situação que coloque as crianças e
adolescentes em desafio decisional-emocional, e que a par�r dos
meios disponibilizados no ambiente (previamente organizados e
preparados) possibilite aos par�cipantes iden�ficarem as pulsões úteis
e funcionais à sua iden�dade e chegarem a soluções de vantagem na
situação proposta.

- Capítulo extraído do ar�go: MÉTODO LÚDICO-VIVENCIAL DE


FORMAÇÃO DE HÁBITOS FINANCEIROS E A ABORDAGEM DA
PEDAGOGIA ONTOPSICOLÓGICA.
- Apresentado no Congresso Internacional: Nova Pedagogia
para uma Sociedade Futura - Recanto Maestro-RS-2016
- Autora:Ana Paula Mariano Pregardier

Notas Finais:

(1) Por experiência vivencial entende-se uma experiência de impacto


na pessoa, ou seja, não basta esta pessoa estar presente �sica ou
virtualmente e experienciar algo, é necessário que essa experiência
marque, fique registrada. (nota da autora)

(2) “Cada Escopo realiza-se na ação, que se exprime por um


comportamento orientado especial. A realização do escopo na ação é
um processo integra�vo complexo. Ele convoca, em cada caso,
mecanismos executores especiais – componentes vegeta�vos e
somá�cos [...]” (ANOKHIN apud BURZA, 1986, p. 42).

118
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário Escolar da Língua


portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.
ARISTÓTELES. É�ca a Nicômaco. São Paulo: Mar�n Claret, 2006.
AURÉLIO, B. Médio Dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1980.
BRASIL. Presidência da República. Decreto Nº 7.397, de 22 de
Dezembro de 2010. Disponível em: <
h�p://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/
D7397.htm>. Acesso em: 15 out. 2015.
BURZA, J. B. Cérebro, neurônio e Sinapse Teoria do sist. Funcional, de
K. Anokhin, Seguidor avançado de I. P. Pavlov. São Paulo: Ícone, 1986.
CAROTENUTO, M. A paidéia ôn�ca: dos Sumérios a Meneghe�,
Recanto Maestro - São João do Polêsine: Ontopsicológica Editora
Universitária, 2013.
CUNHA, A. G. da. Dicionário E�mológico Nova Fronteira da Língua
Portuguesa. 2. ed. 9. reimp. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
CUVILLIER, A. Manual de Filosofia. Porto: Educação Nacional, 1948.
FONTANIER, J. M. Vocabulário La�no de Filosofia: de Cícero a
Heidegger. São Paulo:
WMF Mar�ns Fontes, 2007.
FREITAS, N. Dicionário OBOÉ de Finanças. 8. ed. Fortaleza: ABC Editora,
2003.
FROMM, E. Avere o Essere. Milano: Faggi, 1999.
GIL, A. C. Como elaborar Projetos de Pesquisas. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
HELLER, W. Diccionario de economía polí�ca. 2. ed. Barcelona:
Editorial Labor, 1950.
HUFFMAN, K.; VERNOY, M.; VERNOY, J. Psicologia. São Paulo: Atlas,
2003.

119
JAPIASSÚ, H.; MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. 3. ed. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996.
JOLIVET, R. Curso de Filosofia. 7. ed. Rio de Janeiro: Livraria Agir, 1965.
LENT, R. Neurociência da mente e do comportamento. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2008.
MENEGHETTI, A. Pedagogia e ontopsicologia. In ABO. Cultura &
educação: uma nova pedagogia para a sociedade futura. Recanto
Maestro (RS): Ontopsicologica Editora Universitária, 2015. p. 55-76
MENEGHETTI, A. Il Proje�o "Uomo": Interven� di analisi
ontopsicologica. 3. ed. Roma: Psicologica Editrice, 2003.
MENEGHETTI, A. Sistema e Personalidade. 3. ed. Recanto Maestro:
Ontopsicologica Editrice, 2004.
MENEGHETTI, A. Dicionário de Ontopsicologia. 2. ed. Recanto
Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008.
MENEGHETTI, A. Manual de Ontopsicologia. 4. ed. Recanto Maestro:
Ontopsicologica Editora Universitária, 2010.
MORENTE, M. G. Fundamentos de Filosofia. 4. ed. São Paulo: Editora
Mestre Jou, 1970.
PIANIGIANI, O. Vocabolario e�mologico de la lingua Italiana. Milano:
Casa Editrice Sonzogno, 1937.
PREGARDIER, A.P.M. Educação Financeira – Jogos para sala de aula: a
abordagem lúdico-vivencial de Formação de hábitos. Porto Alegre:
IntusForma: AGE, 2015.
RAVAISSON, F. Of Habit. London: Con�nuum, 2008.
SANTOS M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 2. vol.
São Paulo: Editôra Matese, 1963.
STEPHENS, D. C. (Org.) Diário de negócios de Maslow. Rio de Janeiro:
Qualitymark, 2003.
VIDOR, A. A Epistemologia interdisciplinar: O homem e seu
Conhecimento. Porto Alegre: UFSM - CE, [199-].
WEATHERFORD, J. A história do Dinheiro: Do arenito ao siber space.
São Paulo: Negócio Editora, 1999.

120
**************
Dicas Extras

121
122
Mais brincadeiras de Educação Financeira

Se você quiser ter acesso a mais brincadeiras de educação


financeira para crianças e jovens, existem diversos outros livros, jogos
para computador e vídeos. Eis algumas dessas opções:

Vídeos explicando brincadeiras

No site www.intusforma.com.br,
você pode acessar o link FREE e visualizar
vários vídeos que explicam brincadeiras
para você realizar com crianças e jovens.

Outra opção para acompanhar


novas brincadeiras de Educação
Financeira é o Facebook da IntusForma
ou o Facebook do Finanças é coisa de
criança.

Além das opções on-line, também existe o CD-ROM Finanças é


coisa de criança: Para pais e educadores. Nesse CD, além deste livro em
E-book, também há vários vídeos de brincadeiras e outros modelos de
brincadeiras para imprimir e realizar com as crianças.

123
Conheça mais livros

Livro do professor: Educação Financeira - Jogos


para sala de aula: a abordagem lúdico-vivencial
de formação de hábitos
Guia para auxiliar educadores na construção do
plano de aula, com o obje�vo de incluir o tema
educação financeira. Esse guia apresenta um
panorama sobre o ensino da educação financeira,
a formação de hábitos, o método lúdico-vivencial
e a descrição de a�vidades.

Livro (crianças): Finanças é coisa de criança


Livro de a�vidades onde há um símbolo junto ao
número de cada página, com o obje�vo de
orientar o educador sobre a forma pela qual a
a�vidade daquela página pode ser executada.
Apresenta capítulo de a�vidade self-author, onde
a criança pode criar a sua estória a par�r dos
elementos das páginas.

Livro (crianças): Uma Semen�nha Sustentável


Livro desenvolvido com a abordagem CHIVA
(Contação de História Intera�va, Virtual,
Animada). História de uma turma de alunos que,
acompanhados pela professora Flora, arrumam a
escola, constroem uma horta e buscam fundos
para fazer um passeio. O livro conta com vídeos
acessíveis por QR code, contando a história por
meio de um personagem animado.

124
Ensino Fundamental (1° ao 4° ano): A origem do
Dinheiro
Livro de a�vidades onde cada página conta com
um símbolo junto à numeração da página que
orienta o educador sobre qual a forma a a�vidade
daquela página pode ser executada.

Ensino Fundamental (1° ao 4° ano): A aventura


da Economia
Livro premiado no ano de 2014 pela Academia
Brasileira de Letras e pela União Brasileira de
Escritores com o 1° lugar na categoria Literatura
Infantojuvenil. A obra trata sobre como as
crianças podem economizar brincando.

Ensino Fundamental (1° ao 4° ano): A Flor que


dançava
Livro com Realidade Aumentada. Conta a história
de uma menina com o sonho de comprar um
brinquedo muito caro. Ela desenvolve um plano
para juntar o dinheiro e realizá-lo. Por meio de um
aplica�vo para celular (Android), disponibilizado
gratuitamente, professores, alunos, pais e demais
interessados podem interagir com o livro,
assis�ndo a vídeos e imagens em realidade
aumentada.

* imagens em Realidade Aumentada. Aplica�vo gratuito para download.

125
Ensino Fundamental (1° ao 4° ano): Uma
maçaneta no chão
Livro lúdico-intera�vo. Nesse livro, Pedro
descobre uma sala secreta na casa de seu avô e é
desafiado pela Senhora das Chaves a embarcar
em uma aventura desafiante sobre economia,
descobrindo como fazer para comprar o celular
que tanto quer.

Ensino Fundamental (5° ao 9° ano): O príncipe


Midas e o toque de ouro
Nessa releitura sobre a lenda do Rei Midas, os
alunos aprendem que de nada adiantaria tocar e
transformar tudo em ouro. Aprendem a
compar�lhar o que têm, a não consumir em
excesso e a valorizar os amigos e a família. Na
parte final do livro, existe um capítulo self-author,
onde o aluno constrói, de forma dirigida, uma
lenda onde ele mesmo é o personagem principal.

Ensino Fundamental (5° ao 9° ano):Mistério das


moedas que sumiram
Livro Mul�verso - O livro mul�verso é construído
a par�r de hastags (#), onde cada # abre opções
de caminhos diversos para a estória. Assim,
dependendo das escolhas que o leitor fizer, ele
terá finais diferentes. O livro trata sobre o
misterioso caso das moedas que sumiram do
bairro. Onde foram parar as moedas?

126
Ensino Fundamental (5° ao 9° ano): O parque do
Tempo
Livro mul�verso — O livro mul�verso é construído
a par�r de hastags (#), onde cada uma delas abre
opções de caminhos diversos para a história.
Assim, dependendo das escolhas que o leitor
fizer, ocorrerão finais diferentes. A história trata
do aniversário de 13 anos de João. Quando ele e
mais dois amigos vão ao parque para comemorar,
coisas estranhas acontecem. Dependendo das
escolhas, o leitor visita Roma na época da
hiperinflação, Holanda durante a Crise das
Tulipas, Florença no nascimento do mercado
financeiro e muito mais!

Ensino Fundamental (5° ao 9° ano): Mysteries of


economy
Livro mul�verso — O livro mul�verso é construído
a par�r de hastags (#), onde cada uma delas abre
opções de caminhos diversos para a história.
Assim, dependendo das escolhas que o leitor
fizer, ocorrerão finais diferentes. Nesse livro, o
quadro "O sen�do da economia" é roubado e,
para ajudar a encontrá-lo, os leitores aprendem
sobre mercado financeiro, demanda e oferta,
inflação e ins�tuições do mercado financeiro,
como Banco Central, Casa da Moeda etc.

Ensino Fundamental (5° ao 9° ano): Formatura:


Suas escolhas mudarão a História
Livro mul�verso — Nesse livro, você é o
protagonista. Sua formatura será no fim do ano e,
dependendo das escolhas que fizer, poderá se
formar, ter festa ou até mesmo repe�r de ano.

127
128
Mais modelos para imprimir e brincar!

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

1 1
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x
1
Econômis
Um
Econômis

20150508000x

129
5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

5 5
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x
5
Econômis
Cinco
Econômis

20150508000x

130
10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x
10
Econômis
Dez
Econômis

20150508000x

10 10
10
Econômis
Dez
Econômis
10
Econômis
Dez
Econômis

131
50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

201505080001
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

201505080001

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

20150508000x

50 50
50
Econômis
Cinquenta
Econômis
50
Econômis
Cinquenta
Econômis

132
O que? Conta:_____________ Cheque:__________ Valor:________________________
__________________
__________________ Pague a este cheque a quantia de:__________________________________________
__________________ ______________________________________________________________________
Quando? a _____________________________________________________________________
__________________
__________________ Data:__________________de_________de___________
__________________
Quanto? _________________________________
__________________
__________________ Equipe:______________________
__________________

O que? Conta:_____________ Cheque:__________ Valor:________________________


__________________
__________________ Pague a este cheque a quantia de:__________________________________________
__________________ ______________________________________________________________________
Quando? a _____________________________________________________________________
__________________
__________________ Data:__________________de_________de___________
__________________
Quanto? _________________________________
__________________
__________________ Equipe:______________________
__________________

O que? Conta:_____________ Cheque:__________ Valor:________________________


__________________
__________________ Pague a este cheque a quantia de:__________________________________________
__________________ ______________________________________________________________________
Quando? a _____________________________________________________________________
__________________
__________________ Data:__________________de_________de___________
__________________
Quanto? _________________________________
__________________
__________________ Equipe:______________________
__________________

O que? Conta:_____________ Cheque:__________ Valor:________________________


__________________
__________________ Pague a este cheque a quantia de:__________________________________________
__________________ ______________________________________________________________________
Quando? a _____________________________________________________________________
__________________
__________________ Data:__________________de_________de___________
__________________
Quanto? _________________________________
__________________
__________________ Equipe:______________________
__________________

133
134
NECESSÁRIO IMPORTANTE SUPÉRFLUO

135
NECESSARIO
NECESSÁRIO NECESSARIO
NECESSÁRIO
As coisas necessárias são aquelas As coisas necessárias são aquelas
que não podemos viver sem! que não podemos viver sem!

NECESSÁRIO
NECESSARIO NECESSÁRIO
NECESSARIO
As coisas necessárias são aquelas As coisas necessárias são aquelas
que não podemos viver sem! que não podemos viver sem!

NECESSARIO
NECESSÁRIO NECESSARIO
NECESSÁRIO
As coisas necessárias são aquelas As coisas necessárias são aquelas
que não podemos viver sem! que não podemos viver sem!

136
IMPORTANTE IMPORTANTE
As coisas que conseguimos viver As coisas que conseguimos viver
sem, mas nos ajudam muito, nós sem, mas nos ajudam muito, nós
chamamos de importantes! chamamos de importantes!

IMPORTANTE IMPORTANTE
As coisas que conseguimos viver As coisas que conseguimos viver
sem, mas nos ajudam muito, nós sem, mas nos ajudam muito, nós
chamamos de importantes! chamamos de importantes!

IMPORTANTE IMPORTANTE
As coisas que conseguimos viver As coisas que conseguimos viver
sem, mas nos ajudam muito, nós sem, mas nos ajudam muito, nós
chamamos de importantes! chamamos de importantes!

137
SUPÉRFLUO SUPÉRFLUO
As coisas desnecessárias e que não As coisas desnecessárias e que não
precisamos para viver, nós precisamos para viver, nós
chamamos de supérfluas. chamamos de supérfluas.

SUPÉRFLUO SUPÉRFLUO
As coisas desnecessárias e que não As coisas desnecessárias e que não
precisamos para viver, nós precisamos para viver, nós
chamamos de supérfluas. chamamos de supérfluas.

SUPÉRFLUO SUPÉRFLUO
As coisas desnecessárias e que não As coisas desnecessárias e que não
precisamos para viver, nós precisamos para viver, nós
chamamos de supérfluas. chamamos de supérfluas.

138
139
140
Conheça mais sobre
n ç a s é c o is a d e C r ia nça
Fina
Livros e jogos de Educação Financeira em
Inglês, Espanhol, Italiano e Japonês.

Curta nossa página no facebook e


acompanhe os lançamentos e novidades!

141
142
143
144
É com grande prazer que o recebemos aqui no livro
Finanças é coisa de Criança!
Este é um livro prático, pensado com muito carinho para
ser usado por pais ou educadores que queiram ensinar
educação financeira a suas crianças.
As atividades deste livro estão descritas de forma a
serem desenvolvidas com crianças com 4 a 6 anos de idade.
No entanto, podem também ser usadas com crianças entre 7
e 8 anos, desde que as perguntas elaboradas acompanhem o
grau de curiosidade e desenvolvimento.
Espero que aproveitem e se divirtam com a educação
financeira.
Agora, é só começar!

tecnologia vivencial

Você também pode gostar