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Anatomia Cabeça e Pescoço – 2º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 - Osteologia do Crânio (Parte 3 - Ossos do
Viscerocrânio)

 Viscerocrânio
 É formado por 14 ossos
 Mandíbula, vômer, maxila, palatino, zigomático, nasal, lacrimal,
concha nasal inferior
 Ossos ímpares: mandíbula e vômer;
 Ossos pares: os demais;
 São ossos planos e irregulares.

1. OSSO VÔMER
 A característica principal dele é: participar na formação da parte
inferior e posterior do SEPTO NASAL;
 Articula-se com os ossos: ETMÓIDE, MAXILA, ESFENÓIDE e
PALATINO;
 Constitui a parte óssea do septo nasal;

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2. OSSOS LACRIMAIS
 São delgadas lâminas irregulares que constituem a parte da parede ântero-medial da órbita;
 Articula-se com o osso etmóide, maxila e frontal;
 O primeiro osso que se vê constituindo a cavidade orbital é o osso LACRIMAL
(frontalmente), quando se fala de anterior da parte mais média.

 A glândula lacrimal secreta lágrima para a região interna do olho, aí parte da lágrima sai pela face e outra
vai pelo canal lacrimal, penetra no ducto e chega até o meato inferior da cavidade nasal e se exterioriza.

3. CONCHAS NASAIS INFERIORES:


 Articula-se com os ossos: ETMÓIDE, LACRIMAIS, PALATINOS E MAXILAS;
 Constitui a parede lateral da cavidade nasal, assim como as conchas nasais médias e superiores;

ETMÓIDE

 É uma lâmina óssea delgada e esponjosa;


 Radiograficamente ela aparece de uma maneira não tão clara;
 A concha nasal inferior é uma lâmina óssea delgada (fina) esponjosa é menos
denso, menos mineralizado. Aparece na radiográfica com uma cor mais
sombreada;
 Na radiografia a concha nasal inferior aparece curvada sobre si mesmo, como
se fosse um “rolo”;
 A importância das conchas nasais inferiores é: constituir a parede lateral da
cavidade nasal;

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4. OSSOS NASAIS
 Formam o dorso do nariz;
 Acima da abertura piriforme;
* É a abertura da cavidade NASAL;
* Ela é chamada de piriforme pois tem uma formação de triângulo;
 Articulam-se com Maxilas e Frontal;
 São ossos pares;
 Os ossos nasais estão unidos através da SUTURA
INTERNASAL, que é uma sutura classificada como
plana.

5. OSSO ZIGOMÁTICO:
 Articula-se com os ossos: FRONTAL, ESFENÓIDE, TEMPORAIS,
MAXILAS;
 O osso zigomático é o osso que tem diversos processos, que são
processos importantes, pois estes processos vão está formando
regiões específicas;
 O osso zigomático forma a proeminência da face a “maça do
rosto”;
 O osso zigomático constitui alguns processos importantes, são
regiões do osso que está tentando unir um com o outro e essa região de processo geralmente é uma
proeminência, então não é uma parte plana do osso, é algum osso que tem uma região de saliência
na base do osso;
 O osso zigomático pode ser considerado um corpo a região média, e dessa região parte alguns
processos que são saliências que estão se unindo a algum outro osso;
 Os PROCESSOS DO ZIGOMÁTICO ajuda a constituir a parede lateral da órbita e o arco zigomático.

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 A partir do centro do zigomático vão surgindo os processos;
 Na porção central do zigomático tem o  FORAME ZIGOMÁTICO FACIAL, que é uma região de
passagem do nervo zigomático facial;

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6. OSSOS PALATINOS:
 Articula-se com os ossos: MAXILAS, ESFENÓIDE, CONCHA NASAL INFERIOR, VÔMER;
 São ossos pares;
 A sua maior importância é a sua contribuição na formação do
palato ósseo (forma o teto da cavidade oral)
* O palato ósseo como um todo, é a união do: processo
palatino da maxila e a porção mais posterior do palato é
constituído pelos ossos palatino.
 Os ossos palatino tem uma forma de L, se ele for
desarticulado do crânio, pois ele tem duas lâminas:
 Lâmina Vertical;
 Lâmina Horizontal.
 Uma parte do osso palatino se enxerga na órbita;
 Tem dois forames importantes:
 Forame Palatino Maior;
 Forame Palatino Menor.

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7. MAXILAS:
 São PARES;
 Articula-se com os ossos: FRONTAL, LACRIMAL, NASAIS, CONCHAS NASAIS INFERIORES, VÔMER,
ETMÓIDE, ESFENÓIDE, PALATINOS, ZIGOMÁTICOS;
 Estruturas importantes:
 CORPO:
o Seixo Maxilar;
o Processo Frontal da Maxila (1);
o Processo Zigomático da Maxila (2);
o Processo Alveolar (3)
o Processo Palatino da Maxila  Teto da
boca com o palato, logo é a parte da
maxila que forma o palato, junto com a
lâmina horizontal do osso palatino;
o Forame Infra Orbital (4);
o Forame Incisivo;
o Rafe Palatina;
o Tuberosidade da Maxila;
o Eminências Alveolares;

OBS:. Nas radiografias periapicais da região dos molares superiores, o PROCESSO ZIGOMÁTICO DA MAXILA aparece
como uma área radiopaca (clara) nos ápices desses dentes;

Processo zigomático da maxila Esse processo é bastante importante para os dentistas pois ele é uma faixa
radiopaca (clara) e isso corresponde ao processo zigomático da maxila. Então quando vai-se analisar a região das
raízes dos molares posteriores, essa imagem do processo zigomático da maxila atrapalha, pois está em cima da
região das raízes dos molares. Existem técnicas radiográficas para tentar tirar essa imagem, a projeção do
zigomático, da imagem radiográfica.

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Quanto mais o indivíduo for jovem, mais consegue-se ver a SUTURA INTERMAXILAR, pois ela ainda não está bem
juntinha, então se tirar radiografia dos incisivos de uma criança, a maxila ainda não está completamente junta, então
se vê um espaço maior, então por isso consegue colocar aparelho nas crianças e aumentar o palato, aí quando o
indivíduo está na fase adulta já está bem unida e já fica difícil a colocação de aparelho para movimentar essa região,
pois os ossos já estão unidos. Então pela radiografia se vê, se é uma criança ou um adulto, por causa da união ou não
da sutura intermaxilar.

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 Da para ver forames, irregularidades. Nessa região posterior existem forames, por estes forames há
passagem do nervo alveolar superior posterior, que é responsável pela inervação dos dentes superiores
posteriores.

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 Quando os indivíduos perdem os dentes a muito tempo, os processos alveolares começam ser
reabsorvidos;

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8. Mandíbula:
 Articula-se com os ossos: TEMPORAIS através da articulação
Temporomandibular;
 Dividida em: RAMO, ÂNGULO e CORPO;
 É um osso IMPAR;
 Durante a formação a mandíbula de cada lado se une e forma um
osso único, diferente da maxila, que ainda fica um espaço entre
elas duas;
 Estruturas:
 Processo condilar;  Linha Milo-Hióidea;
 Fóvea Pterigoidea;  Processo Alveolar;
 Processo Coronóide;  Fossa Digástrica;
 Incisura Mandibular;  Forâme Mentual;
 Linha Oblíqua;  Fóvea Submandibular;
 Trígono Retro Molar;  Fóvea Sublingual;
 Forame Mandibular;  Processo Geniano;
 Tuberosidade Massetérica;  Língula da Mandíbula.
 Tuberosidade Pterigoidea;

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 Canal Mandibular:
 Canal ósseo;
 Percorre parte do corpo e do ramo dam mandíbula;
 Aloja os vasos e os nervos alveolares inferiores (V/3 par);
 Origina-se: forame mandibular
 Témino: ápice dos pré-molares (forme mentual);
 O canal se bifurma nos canais mentual e incisivo;
 Esse canal é interno;
 Sua abertura é no forame, o forame se exterioriza. Então do
forame começa um percurso do canal ósseo (canal mandibular)
e termina na região do forame mentual. O canal se bifurca nos
canais mentual e incisivo.

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OBS: Tudo o que é MAIS MINERALIZADO na radiografia fica MAIS branco e tudo o que é menos mineralizado ou não
tem osso, fica escuro.

 Do mesmo jeito que na maxila se perder os dentes superiores a região do processo alveolar passa a ser
reabsorvida, então nessa mandíbula o processo alveolar foi reabsorvido, pois teve a perda dentária por um
longo período, então a região dos processos alveolares são reabsorvidas.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MADEIRA, M.C. Anatomia da Face. Bases Anátomo–Funcionais para prática Odontológica. 3ª ed. São Paulo:
Sarvier, 2008.

SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana: Cabeça, Pescoço e Extremidade Superior. 22ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.

SCHÜNKE, M.; SCHULTE, E.; SCHUMACHER, U. Prometheus. Atlas de Anatomia: Cabeça e Neuroanatomia.
1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

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Anatomia Cabeça e Pescoço – 2º Semestre – 2ª Unidade – Aula 5 – Músculos da Expressão Facial

 Músculos da expressão facial:


 Manifestam os estados emocionais ;
 “Músculos da mímica ou dérmicos”;
 Pelo menos uma inserção dos músculos é em partes moles como na
mucosa, fáscias ou derme;
 ORIGEM: Óssea ou também tegumentar;
 Constritores ou dilatadores dos orifícios palpebral, nasal e oral;
 Não possuem fáscia;
 Adere no tecido subcutâneo e na derme;
 Inervados pelo nervo facial (VII par);
 Músculos:
 Músculos ao redor dos olhos;
 Músculos ao redor da boca;
 Músculos do couro cabeludo;
 Músculos do nariz;
 Músculos do pescoço.

 Músculos ao redor dos OLHOS:

1. Músculo orbicular do olho:


 Circunda a órbita, plano e elíptico
 ORIGEM: ligamento palpebral medial, no processo frontal da
maxila e no osso lacrimal
 Fibras circundam a órbita
 INSERÇÃO: pele ao redor da órbita (pálpebras e pele periorbital)
 AÇÃO: Fecha as órbitas
 O fechamento forçado das pálpebras provoca o aparecimento de
dobras cutâneas
 Irradiam da parte lateral da órbita (rugas, “pés-de-galinha”)

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2. Músculo Corrugador do Supercílio
 Músculo horizontal que se situa profundamente a parte superior
do orbicular do olho;
 ORIGEM: processo frontal da maxila e parte do osso frontal;
 INSERÇÃO: pele do supercílio;
 AÇÃO: Traciona medialmente o supercílio;
 Forma rugas ou pregas verticais entre os supercílios;
 A fome, raiva, esforço corporal estimulam sua ação. Expressa
também a dor.

 Músculos ao redor da BOCA:


 Músculo Orbicular da boca;  Músculo
 Músculo e antador do bio uperior e isório;
da Asa do Nariz;  Músculo Depressor do Ângulo da Boca;
 Músculo Levantador do L bio Superior;  Músculo epressor do bio Inferior;
 Músculo Levantador do Ângulo da Boca;  Músculo Mentual;
 Músculo igom tico Menor;  Músculo Bucinador;
 Músculo igom tico Maior;  Músculo Platisma;

1. Músculo Orbicular da BOCA:


 Tem forma elíptica, ocupa toda a extensão dos
lábios;
 ORIGEM: não apresenta origem esquelética
definida;
 INSERÇÃO: lábios superior e inferior;
 Fornece grande parte da espessura dos lábios
superior e inferior;
 AÇÃO: fecha a boca e quando se contrai
firmemente, comprime os lábios;
 Sucção e para a ação de soprar, beijar e assoviar.

2. Músculo Levantador do Lábio Superior:


 O músculo é plano, e de orma uadril tera;
 ORIGEM borda in erior da órbita;
* Acima do forame infra-orbital;
 INSERÇÃO: pele do lábio superior;
 AÇÃO: eleva o lábio superior;

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3. Músculo Levantador do Lábio Superior e Asa do Nariz:
 ORIGEM: processo rontal da ma ila e ngulo
interno do olho, dirige-se inferiormente;
 INSERÇÃO pele do l bio superior;
 AÇÃO le a o l bio superior e asa do nari , e
dilata a narina;
* pressão de “a ersão ou desapro ação”

4. Músculo Levantador do Ângulo da Boca:


 Situado profundamente aos músculos zigomático
maior e menor;
 ORIGEM: fossa canina da maxila, abaixo do forame
infra-orbital;
 INSERÇÃO: ângulo da boca;
 AÇÃO: Eleva o ângulo da boca.

5. Músculo Zigomático Maior:


 ORIGEM: face externa do osso zigomático, porém mais
lateralmente;
 INSERÇÃO: trajeto inferior e anterior, e se insere na
pele do ângulo da boca;
 AÇÃO: Traciona o ângulo da boca para cima e
lateralmente;
 Músculo da “risada ranca”, e pressando alegria.

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6. Músculo Zigomático Menor:
 Muito delgado, localizado medialmente e
paralelo ao zigomático maior;
 ORIGEM: face externa do osso zigomático
 INSERÇÃO: pele do lábio superior (medialmente
ao músculo levantador do lábio superior, fibras
“se misturam”);
 AÇÃO: Eleva o lábio, superior e lateralmente;
 iso não espont neo, “riso amarelo”.

7. Músculo Risório:
 uper icial, delgado, locali ado lateralmente comissura
oral;
 ORIGEM: fáscia superficial do músculo masseter (fáscia
massetérica);
 INSERÇÃO: dirige anteriormente, inserindo-se na pele do
ângulo da boca;
 AÇÃO: Puxa levemente o ângulo da boca para lateral e
ligeiramente para cima;
* “ iso gr cil”.

8. Músculo Abaixador/Depressor do Ângulo da Boca:


 É um músculo triangular da região do lábio inferior;
 ORIGEM ace e terna da mandíbula, pró imo sua borda in erior;
 INSERÇÃO: pele do ângulo da boca;
 AÇÃO ra o ngulo da boca para bai o e para ora;
* tua no pranto e nos estados de angústia, e primindo triste a.

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9. Músculo Abaixador/Depressor do Lábio Inferior:
 Origem: na margem inferior da mandíbula e se dirige
superiormente;
 Inserção: pele do lábio inferior;
 Ação: abaixa o lábio inferior, expondo os dentes incisivos
inferiores.

10. Músculo Mentual (do mento):


 itua-se na região anterior da sín ise mentual;
* Entre o sulco mentolabial e a borda inferior da mandíbula;
 ORIGEM: protuberância mentual;
* Fibras dirigem- se perpendicularmente;
 INSERÇÃO: pele do mento (queixo);
 AÇÃO omprime a pele do mento contra a mandíbula;
* Expressa-se no “despre o e nojo”.

11. Músculo Bucinador:


 Profundo, delimita a parede lateral da cavidade da
boca, músculo da bochecha;
 ORIGEM processos al eolares da ma ila e da
mandíbula;
 INSERÇÃO: ângulo da boca;
 AÇÃO:
• Mantém tensa a bochecha- evita o dobramento;
• raciona lateralmente a comissura oral;
• rianças recém-nascidas – ucção;
• tos de soprar e de assobiar;
• olabora no “sorriso largo e na gargalhada”.

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12. Músculo Platisma
 Lâmina muscular achatada e larga que
recobre a maior parte das regiões lateral e
anterior do pescoço;
 ORIGEM: acrômio da escápula e na clavícula;
* Suas fibras assumem um trajeto superior e
anterior;
 INSERÇÃO: base da mandíbula e algumas
fibras (que se prolongam pela face) no
ângulo da boca;
* Inserção: margem inferior da mandíbula e
músculos que circundam a cavidade oral.
 AÇÃO: eleva e puxa para a frente a pele do
pescoço (facilitando o fluxo venoso);
* Enruga a pele do pescoço;
* Traciona inferiormente o ângulo da boca.

 Músculos do PESCOÇO:
1. Músculo Esternocleidomastóideo:
 tenso músculo ue cru a obli uamente o pescoço, abaixo do platisma;
 rotege os grandes asos do pescoço (artérias carótidas e eia jugular
interna);
 rigem manúbrio do esterno e do terço medial da cla ícula;
 Inserção processo mastóideo do osso temporal;
 Ação: Contração unilateral - ele inclina a cabeça para o mesmo lado em
direção ao ombro:
* Contração bilateral - mo e a cabeça para a rente (o mento apro ima-se do
manúbrio do esterno);
 Iner ação ner o acessório ( I par).

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2. Músculo Trapézio:
 Reveste as superfícies lateral e posterior do pescoço;
 ORIGEM: linha superior da nuca, protuberância occipital
externa, processos espinhosos das últimas vértebras cervicais e
todas as vértebras torácicas;
 INSERÇÃO: terço lateral da clavícula, escápula;
 AÇÃO: elevação, depressão, rotação e adução da escápula;
 INERVAÇÃO: nervo acessório (XI nervos craniano);
* Terceiro e quarto nervos cervicais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MADEIRA, M.C. Anatomia da Face. Bases Anátomo–Funcionais para prática Odontológica. 3ª ed. São Paulo:
Sarvier, 2008.

SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana: Cabeça, Pescoço e Extremidade Superior. 22ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.

SCHÜNKE, M.; SCHULTE, E.; SCHUMACHER, U. Prometheus. Atlas de Anatomia: Cabeça e Neuroanatomia.
1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

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Anatomia Dental (Anatomia 3) – 3º Semestre –  Fixação dos Dentes na Boca:
1ª Unidade – Aula 1 – Generalidades da Anatomia  O dente fica fixado no osso alveolar pelo
Dental ligamento periodontal, e o nome dessa união é
chamada de gonfose;
GENERALIDADES DA ANATOMIA DENTAL
 Osso alveolar:
 O osso alveolar corresponde ao tecido
 Introdução: ósseo cortical ou compacto que delimita a
 A anatomia dental é a área da odontologia que superfície do alvéolo dental.
visa capacitar o profissional a ter um amplo  Ligamento periodontal:
conhecimento sobre a anatomia de cada  É uma estrutura fibrosa do tecido
dente; conjuntivo, com componentes nervosos e
 O seu conhecimento é indispensável para a vasculares, que une o cemento da raiz ao
atuação na odontologia; osso alveolar.
 O ensino e o aprendizado da Anatomia Dental
contribuem para as atividades relacionadas ao  Grupos dos Dentes:
diagnóstico, planejamento, prognóstico e  Os dentes são adaptados às funções de:
tratamento das afecções dentais.  Apreender;
 Cortar;
 Dilacerar;
 Dentes (Definição):  Triturar.
 Os dentes são estruturas resistentes;  Incisivo:
 Estão localizados na boca e fixados na  Cortar alimentos;
mandíbula e maxila;  Caninos:
 Estão dispostos regularmente, uns ao lado dos  Perfurar ou despedaçar os alimentos;
outros, formando os arcos dentais superior e  Pré-Molares:
inferior;  Macerar/triturar os alimentos;
 Observação:  Molares:
 Vale ressaltar que o dente é considerado  Macerar/trituram os alimentos.
histologicamente como um órgão, pelo fato
de ele ser constituído por tecidos
diferentes.
 As funções exercidas pelos dentes, podem ser
divididas em função ATIVA e função PASSIVA,
sendo que:
 Função Ativa:
o A função ativa é a mastigação, sendo
responsável por prender, cortar,
dilacerar e triturar os alimentos; 1) Coroa:
o Cada dente possui sua função específica;  Lisa, polida e brilhante;
 Função Passiva:  Cor:
o Os dentes apresentam várias funções  Branco-azulado/amarelado;
passivas, que não estão relacionadas  Variação:
diretamente com a mastigação, tais  Idade, dente e porção do
como: estética, proteção, fonação, dente;
sustentação de tecidos moles.  Coroa clínica (visível) e coroa
anatômica (coroa completa).

Anatomia Dental (Anatomia 3) – 3º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Generalidades da Anatomia Dental -


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5) Terços:
 Apical;
2) Colo ou Linha Cervical:
 Médio;
 Limite entre coroa e raiz;
 Oclusal/incisal.
 Visto devido ao estrangulamento e coloração;
 Linha cervical sinuosa;
 Junção cemento-esmalte.

3) Raiz:
 Podem ser:
 Uni, bi ou trirradicular;
 Podem ser:
 Retilínea, curvilínea ou anguladas por
dilaceração;
 Formato cônico;
 Coloração amarelada;
 Função:
 Equilíbrio do órgão dentário.
C: cervical; M: médio;
4) Faces:
I: incisal; O: oclusal;
 Vestibular:
V: vestibular; L: lingual;
 Voltada para o vestíbulo;
Ms: mesial; D: distal
 Lingual:
 Voltada para a língua;
 Proximal:
CARACTERÍSTICAS GERAIS
 Face de contato entre os dentes:
mesial/distal;
1) Ponto de Contato:
 Oclusal:
 Regiões proeminentes nas faces proximais que
 Contacta com o dente antagonista;
entram em contato entre si;
 Vestibular/lingual (ou palatina nos dentes
superiores);

OBSERVAÇÕES
 Vestibular maior que lingual;
 Proximais (mesial/distal);
 Mesial maior e mais plana que a distal;
 Oclusal/incisal.
2) Ameias:
 Espaço livre e triangular situado entre dois
dentes;
 Vértice voltado para o ponto de contato;
 Tem na parte vestibular e na parte lingual;
 Na parte lingual é mais larga.

Anatomia Dental (Anatomia 3) – 3º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Generalidades da Anatomia Dental -


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8) Sulcos:
3) Direção das Faces:  Principais:
 Vista vestibular:  Depressões agudas e extensas que separam
 Converge para cervical; as cúspides;
 Vista proximal:  Secundários:
 Converge para oclusal;  Depressões que invadem as cúspides; mais
 Vista oclusal: raros; número variável; dentro da própria
 Converge para lingual (exceto 1º molar cúspide.
superior e 2º molar superior direito).

4) Equador Anatômico:
 Região de maior diâmetro da coroa;
 Linha imaginária correspondente à região de
maior diâmetro da coroa;

9) Fossetas ou Fóssulas:
 Principal:
 Depressões nas terminações do sulco
principal ou na junção de dois deles;
 Secundária:
5) Arestas:  Junção do sulco principal com o sulco
 Bordas inclinadas que formam as pontas de secundário.
cúspide.
10) Fossa:
 Escavação ampla e pouco profunda da face
lingual de dentes anteriores;
 Fossa oclusal:
 Depressão formada pela junção dos sulcos;
 Fossa principal:
6) Cúspide:  Junção sulco principal e sulco secundário;
 Área de maior deposição de  Fossa lingual:
esmalte;  Depressão larga e rasa na face lingual dos
 Típico em dentes posteriores. dentes anteriores.

7) Vertentes:
 Lisas:
 Se continuam com a face vestibular;
 Triturantes:
 Parte da cúspide localizada na oclusal.

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11) Crista Marginal: OBSERVAÇÕES
 Eminência nas bordas mesial e distal da face
1) A face vestibular e a face lingual são conhecidas
lingual de incisivos e caninos e na face oclusal de
como: FACES LIVRES.
pré-molares e molares.
2) A face mesial e a face distal são conhecidas como:
FACES DE CONTATO ou FACES PROXIMAIS.

3) As faces da raiz têm o mesmo nome das faces das


coroas.

4) Aparelho Mastigatório:

 Órgão dental;
12) Cíngulo:  Maxila;
 Encontro das cristas marginais nos anteriores.  Mandíbula;
 ATM;
 Língua;
 Glândulas salivares;
 Vasos e nervos.

6) Órgão Dental: dente e periodonto:


 Em conjunto, desempenham a função de
mastigação, sustentação e proteção dos tecidos
moles relacionados, auxiliando na articulação.
13) Bossa:
 Proeminência no terço cervical da face 7) O esmalte não se regenera:
vestibular de todos os dentes;  O esmalte é a parte mais dura do corpo, por ser
 Entre o terço cervical e médio da face lingual de a mais mineralizada;
pré-molares e molares;  A dentina, por ter mais matriz orgânica, é “mais
 Nas faces de contato de alguns dentes. mole” do que o esmalte e evita fraturas por ser
mais flexível.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MADEIRA, M.C. Anatomia da Face Bases


Anatomofuncionais para a Prática Odontológica. São
Paulo: Savier, 2008.

FIGÚN, M.E.; GARINO, R.R. Anatomia odontológica


funcional e aplicada. Porto Alegre: ARTMED, 2003.

IMAGENS

TEIXEIRA, L.; REHER, P.; REHER, V. Anatomia aplicada


à Odontologia. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2008.

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Anatomia Dental (Anatomia 3) - 3º Semestre - 1ª Unidade - Aula 2 - Incisivo Superior

INCISIVOS SUPERIORES
 Conformações Gerais:
 São em número de 4: dois centrais e dois laterais (12,11;21,22);
 Distribuídos a esquerda e a direita da linha mediana;
 Função: cortar alimentos;
 São muito importantes para o suporte labial estético e fonético;
 Os incisivos superiores são mais volumosos que inferiores;
 O incisivo central é mais volumoso que o lateral;
 Coroa em forma de cunha ou espátula;
 São unirradiculares;
 Cerca em forma de linha ou espátula;

Nome do dente Altura (coroa) Largura M-D Largura V-L Comprimento Idade de
Mesio-Distal Vestíbulo-Lingual (total)* erupção
ICS (Incisivo Central 10,5 mm 8,5 mm 7 mm 23,5 mm 7 anos
Superior)
ILS (Incisivo Lateral 9 mm 6,5 mm 6 mm 22 mm 8 anos
Superior)
* Vai da borda incisal até o ápice radicular
INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES
 Unidade: 11 e 21;
 Também chamado de: grande incisivo ou primeiro incisivo superior;
 Em número de dois, dispostos lado a lado da linha média;
 Maior dente da série dos incisivos;
 Posição na boca:
 V-L (Vestíbulo-Lingual):
o Coroa vertical ou ligeira projeção vestibular;
o Raiz com inclinação para lingual, aproximadamente 20º;
 M-D (Mésio-Distal):
o Raiz inclina-se (inclinação de aproximadamente 4º para distal);

 Face Vestibular:
 Limitada por 4 bordas: Cervical | Mesial | Distal | Incisal;
 Configura uma forma trapezoidal, cuja (base menor) é voltada para cervical e a (base
maior) voltada para incisal;
 É convexa no sentido longitudinal e transversal:
o Apresenta uma bossa convexa no 1/3 cervical;
o A convexidade diminui nos 2/3 incisais, tornando-se quase planos.
 Possuem dois sulcos de desenvolvimento que dividem a face em 3 segmentos ou
lóbulos:
o Mesial (maior);
o Mediano (menor);
o Distal (médio).
 Os sulcos e os lóbulos são mais visíveis na metade inferior da coroa.

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 Borda Incisal:
 Retilínea ou ligeiramente inclinada para distal;
 Com o tempo pode apresentar-se desgastados;
 Em dentes jovens pode apresentar-se serrilhada com mamelões ou borda em “flor de Lis”;

 Borda Cervical (linha do colo | linha cervical):


 Curvilínea;
 Convexidade voltada para raiz;
 Limite coroa/raiz;

 Bordas Proximais:
 Possuem convergência para a cervical e em alguns casos apresentam-se ligeiramente
paralelas. No terço incisal fundem-se com a borda incisal, formando ângulos arredondados;
 Mesial:
o Mais reta e longa que a distal, com ângulo agudo no 1/3 incisal;
 Distal:
o Mais convexa e curta que a mesial, com ângulo bastante arredondado no 1/3 incisal;
 O lado distal é mais arredondado do que o mesial;

 Face Lingual:
 Possui forma trapezoidal, semelhante a faces vestibular, porém menor. É escovada e predominantemente
côncava devido a fossa lingual. Em oclusão, relaciona-se com a face vestibular dos incisivos inferiores.
 Possuem como estruturas básicas:
1. Cristas Marginais;
2. Cíngulo;
3. Fossa lingual;

1- Cristas Marginais:
 Em numero de 2;
 Saliências que delimitam as bordas proximais da face lingual;
 São delgadas e estreitas no 1/3 incisal e vão se alargando e ficando
mais proeminentes a medida que alcançam a região do cíngulo.

2- Cíngulo:
 Saliência no terço da face lingual ocasionada pela união das cristas marginais;
 Também é conhecida como: esporão ou tubérculo dental;
 Pode apresentar-se simples, bipartido, tripartidos, sulcado ou uma pequena cavidade denominada
buraco ou forame cego.

3- Fossa Lingual:
 Escovação muito côncava, tanto no sentido longitudinal quanto transversal, limitada pelas cristas;
marginais e pelo cíngulo;
 Mais largo no 1/3 incisal e mais estreita no 1/3 cervical.

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 Borda Cervical:
 Bastante curvilínea, mais acentuada que a da face vestibular;
 Convexidade voltada para raiz;
 Limite coroa/raiz;

 Faces Proximais:
 Exibem um contorno que pode ser inscrito num triângulo com ápice voltado para incisal e bossa para
cervical;
 Banda cervical em “v” com abertura voltada para raiz;
 Borda vestibular convexa com 1/3 cervical e quase plana nos 2/3 incisais;
 Borda lingual convexa no 1/3 cervical e côncava nos 2/3 incisais;
o Face mesial: ligeiramente convexa no conjunto;
o Face distal: mais convexa que mesial.

 Face Incisal:
 Retilínea ou ligeiramente inclinada para distal;
 Com o tempo pode apresentar-se desgastada;
 Em dentes jovens pode apresentar-se serrilhada com mamelões ou bordas em “flor de Lis”.

 Raiz:
 Forma coronóide no sentido longitudinal;
 Em corte transversal, apresenta-se ligeiramente triangular com ângulos arredondados;
 As proximais podem apresentar sulcos discretos. O ápice radicular é arredondado, apresentando forame;
 Divide-se em:
o Face Vestibular:
 Convexa nos dois sentidos;
o Face Mésio Lingual e Disto Lingual:
 Plana e convergente para lingual.

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INCISIVO LATERAL SUPERIOR

 Unidades 12 e 22;
 Também chamado de pequeno incisivo superior ou segundo incisivo superior;
 Em número de 2, encontram-se entre o ICS (Incisivo Central Superior) e o CS (Canino Superior);
 Possui alto índice de variação morfológica, podendo apresentar-se com forma: lanceolada, conóide ou até
mesmo ausente;
 Posição na boca;
 Apresenta mais buraco cego de todos os incisivos;
 V-L (vestíbulo-lingual):
 Coroa vertical ou ligeira projeção vestibular;
 Raiz com inclinação para lingual, aproximadamente 20º;
 M-D (mésio-distal):
 Raiz inclina-se (inclinação de aproximadamente 4º para distal).

 Face Vestibular:
 Semelhante ao ICS (Incisivo Central Superior), porém menor;
 Limitada por 4 bordas: Cervical | Mesial | Distal | Incisal;
 Configura uma forma trapezoidal cuja base menor é voltada para cervical e a base
maior voltada para incisal, com aparência mais alongada;
 É convexa no sentido longitudinal e transversal;
 Possuem dois sulcos de desenvolvimento que dividem a face em 3 segmentos ou
lóbulos (semelhante ao ICS):
o Mesial (maior);
o Mediano (menor);
o Distal (médio);
 Os sulcos são mais rasos e os lóbulos menos proeminentes que no ICS.

 Borda Incisal:
 Pode apresentar-se muito inclinada para distal (O ICS é ligeiramente inclinado para distal);
 Em dentes jovens pode apresentar-se serrilhada com mamelões ou borda em “Flor de Lis”.

 Borda Cervical:
 Curvilínea;
 Convexidade voltada para raiz;
 Limite coral/raiz;
 Apresenta-se mais convexa devido o menor raio de curvatura (O ICS é convexo, mas pode
apresentar-se paralelo).

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 Bordas Proximais:
 Possuem convergência para cervical e em alguns casos, apresentam-se ligeiramente
paralelas. No terço incisal fundem-se com a boda incisal, formando ângulos arredondados;
 Mesial: mais reta e longa que a distal, com ângulo agudo;
 Distal: mais convexa e curta que a mesial, com ângulo muito arredondado;

 Face Lingual:
 Possui forma trapezoidal alongada, como a face vestibular, porém menor;
 É bastante escavada (O ICS não é bastante) e acentuadamente côncavo na fossa lingual;
 Em oclusão, relaciona-se com a face vestibular dos incisivos laterais e caninos inferiores;
 Possuem como estruturas básicas:
1. Cristas Marginais;
2. Cíngulo;
3. Fossa lingual;

1. Cristas Marginais:
 Em número de 2;
 Saliências que delimitam as bordas proximais da face lingual;
 São delgadas e estreitas no 1/3 incisal e vão se alargando e ficando mais
proeminentes a medida que alcançam a região do cíngulo;
2. Cíngulo:
 Saliência no terço da face lingual ocasionada pela união das cristas marginais;
 Também é conhecida como: esporão ou tubérculo dental;
 Pode apresentar-se simples, bipartido, tripartidos, sulcado ou uma pequena cavidade denominada
buraco ou forame cego;
 Forma bastante variável;
 Pode apresentar-se muito pouco proeminente e baixo;
 Apresenta forame cego, que aparece com mais frequência do que no ICS.
3. Fossa Lingual:
 Igual ao ICS, porém é levemente mais profundo do que no ICS;
 Escovação muito côncava, tanto no sentido longitudinal quanto transversal, limitada pelas cristas
marginais e pelo cíngulo;
 Mais largo no 1/3 incisal e mais estreita no 1/3 cervical.

 Borda Cervical:
 Bastante curvilínea, mais acentuada que a da face vestibular;
 Convexidade voltada para raiz;
 Limite coroa/raiz;
 Curvatura MAIS acentuada que no ICS.

 Faces Proximais:
 Exibem um contorno que pode ser inscrito num triângulo com ápice voltado para incisal e bossa para
cervical;
 Banda cervical em “v” com abertura voltada para raiz;
 Borda vestibular convexa com 1/3 cervical e quase plana nos 2/3 incisais;

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 Borda lingual convexa no 1/3 cervical e côncava nos 2/3 incisais:
 Face Mesial:
o Convexa no conjunto;
 Face Distal:
o Menor e mais convexa que a mesial.

 Face Incisal:
 Bastante inclinada na distal (ICS é ligeiramente inclinada para distal);
 Com o tempo pode apresentar-se desgastada;
 Em dentes jovens pode apresentar-se serrilhada com mamelões ou bordas em “flor de Lis”;

 Raiz
 Mais longa do que no ICS, de forma conóide com achatamento Mésio-Distal;
 Em corte transversal apresenta-se ovalar (no ICS é triangular);
 Frequentemente sulcadas nas proximais, principalmente distal;
 O ápice radicular é arredondado, apresentando forame;
 Divide-se em:
o Face vestibular: convexa nos dois sentidos;
o Face mésio-lingual e disto-lingual: convergente para lingual (O ICS é plana e convergente para lingual);

CARACTERÍSTICAS DIFERENCIAIS DOS INCISIVOS SUPERIORES

VISTA VESTIBULAR
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Trapezoidal com altura e largura muito proximal Trapezoidal com altura maior que largura
Pequena diferença de comprimento das bordas Grande diferença de comprimento das bordas
mésio-distal mésio-distal
Borda incisal ligeiramente inclinada para distal Borda incisal bastante inclinada para distal
Ângulo mesial quase reto Ângulo mesial agudo
Ângulo distal arredondado Ângulo distal muito arredondado

VISTA LINGUAL
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Fossa lingual mais rasa Fossa lingual mais profunda
Cristas marginais evidentes Cristas marginais muito evidentes
Poucas variações no cíngulo Muitas variações no cíngulo
Buraco cego pouco frequente Buraco cego muito frequente

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VISTA PROXIMAL
Mesial
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Borda vestibular com bossa convexa no 1/3 Borda vestibular inteiramente convexa
cervical e 2/3 incisais quase plano
Distal
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Comparativamente grande e pouco convexa Pequena e muito convexa

VISTA INCISAL
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Retilínea e pouco oblíquo Muito oblíquo

RAIZ
ICS (Incisivo Central Superior) ILS (Incisivo Lateral Superior)
Forma triangular com lados arredondados Ovoide com achatamento no sentido do mésio-
distal
Comparativamente curta e grossa Comparativamente longa e afilada
Maior porcentagem de raízes retilíneas Maior porcentagem de raízes curvilíneas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MADEIRA, M.C. Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a Prática Odontológica. São Paulo: Savier, 2008.

FIGÚN, M.E.; GARINO, R.R. Anatomia odontológica funcional e aplicada. Porto Alegre: ARTMED, 2003.

TEIXEIRA, L.; REHER, P.; REHER, V. Anatomia aplicada à Odontologia. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

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Clinica Odontológica 1 (Cirurgia) – 4º Semestre –  Pré e pós-operatório:
1ª Unidade – Aula 3 – Conduta Geral na Clínica  Ficha clínica:
 Identificação;
1. Pré- e Pós-Operatório;
o Ao pegar umas ficha clínica, já com o
2. Avaliação de Risco Cirúrgico;
nome e procedimentos a ser feito
3. Prescrição Medicamentosa;
com o paciente, deve-se ler para o
4. Atestado;
paciente o nome completo dele, para
que assim não ocorra eventuais erros
 Tomada de Decisão (Quesitos a Responder)
e se faça um procedimento que não
 Há necessidade de tratar?
era para ser feito naquele paciente.
 Que conduta (s) terapêutica (s) altera(m) o
 Anamnese;
curso natural da doença?
 Exame clínico intra e extra oral;
Medida medicamentosa X não
 Diagnóstico;
medicamentosa;
 Plano de tratamento;
 Como prescrever o agente escolhido?
 A condição indispensável para um pós-
 Uma vez necessário tratar através do uso
operatório tranquilo é um pré-
de medicamentos, que agente selecionar?
operatório bem conduzido.
 Como avaliar os efeitos terapêuticos
indesejados?
 Pedido e avaliação de risco cirúrgico
 Faz por escrito em duas vias;
 Os medicamentos devem atender aos
 Feita no receituário do paciente;
seguintes critérios:
 Avaliação de risco cirúrgico: é a solicitação
 Custo;
da área específica médica que o paciente
 Fatores relacionados ao paciente
tem alteração, para conseguir entender se
(gestação, faixa etária, funções renais e
pode suspender o medicamento ou não,
hepáticos, patologias etc.);
para que seja realizado o procedimento
 Eficácia e margem de segurança;
odontológico;
 Conveniência;
 Quando o paciente faz o uso de
anticoagulante, por exemplo, deve ter a
 As instruções devem ser dadas verbalmente e
suspensão do uso desse coagulante 5 dias
por escrito:
antes do procedimento cirúrgico
 Após o procedimento cirúrgico os
pacientes devem receber instruções de Avaliação de Risco Cirúrgico
como agir no dia da cirurgia e nos dias
Exemplo: Paciente que faz o uso de
seguintes;
anticoagulante (AAS)
 As instruções pós-operatórias devem
1- O paciente irá submeter-se a um
prever o que o paciente irá sentir,
procedimento cirúrgico no qual será
explicando porque os fenômenos
utilizado o anestésico “X” (Lidocaína 2%
ocorrem e como lidar controlar as
com uso de vasoconstrictor adrenalina na
sequelas pós-operatórias.
concentração de 1:100.000). Solicito a
avaliação de risco cirúrgico;

Clínica Odontológica 1 (Cirurgia) – 4º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Conduta Geral na Clínica -


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2- É necessário suspender o medicamento, 4- Dormir com a cabeceira mais elevada (2
por exemplo, anticoagulante 5 dias antes travesseiros sob os ombros);
do procedimento cirúrgico 5- Não expor ao sol por 7 dias;
6- Não fazer bochechos nem cuspir por 48
 Orientações Pré-Operatórias horas;
1- Descanse bem na noite que anteceder a 7- Escovar os dentes normalmente;
cirurgia; 8- Fazer compressa de gelo na face
2- Chegar à Clínica Cirúrgica 15 minutos lubrificada com hidratante ou vaselina
antes do horário agendado; por 20 minutos de 1/1 horas por 3 dias;
3- Entregue os exames ou documentos, 9- Em caso de sangramento, morder uma
caso não tenha sido feito gaze limpa por 30 minutos;
anteriormente; 10- Tomar a medicação prescrita no horário
4- Alimentar-se bem antes da cirurgia indicado
dando preferência a alimentos de fácil 11- Em caso de dúvidas ligar para (telefone
digestão; da Faculdade/Clínica) Dr. XXXXXX
5- Evite fumar ou ingerir bebida alcoólica Telefone (XX) XXXXX-XXXX
no dia da cirurgia ou no dia anterior; 12- Retornar dia ___/___/___ às ___:___
6- Escove os dentes e use o fio dental
adequadamente na higiene bucal;  Prescrição Medicamentosa
7- Tome a medicação recomendada e  “A prescrição ou receita adequada baseia-
entregue os demais remédios à se em 3 áreas do conhecimento médico:
secretária;  Diagnóstico correto;
8- Procure evitar situações de estresse  Compreensão de fisiopatologia da
momentos antes da intervenção; doença a ser tratada;
9- Providencie alguém para busca-lo após  Domínio da farmacologia do
a cirurgia. medicamento indicado.

 Pós Operatório:  Composição da receita:


 Deve-se dizer/relatar ao paciente que ele 1- Cabeçalho;
pode ter/sentir: 2- Nome do paciente;
1- Dor; 3- O símbolo ou superinscrição;
2- Edema; 4- Indicação da via de administração do
3- Hemorragia (durante a noite); medicamento;
4- Perda funcional (dificuldade de abertura 5- Inscrição – nome do medicamento;
de boca); 6- Subscrição ou instruções para o
5- Desconforto. farmacêutico;
7- Instruções para o paciente;
 Orientações Pós-Operatórias: 8- Assinatura do profissional.
1- Dieta líquida e pastosa, fria ou gelada
por 3 dias;
2- Evitar alimentos duros;
3- Não fazer esforços físico por 7 dias;

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 Receituário: 5- Exame intra-oral;
6- Anestesia;
7- Procedimento (descrição cirúrgica e
intervenções);
8- Instruções de alta;
9- Medicamentos prescritos;
10- Consulta de retorno;
11- Assinatura.

 Anotações Operatórias na Ficha do Paciente;


1- Data;
2- Procedimento feito:
 Ex.: “Exodontia do elemento 15”
3- Com ou sem intercorrências
 Intercorrência: fraturas, dilaceração do
tecido (algo que deu errado/complicou
a cirurgia)
4- Medicamento utilizado:
 Lidocaína 2% 1:100.000 com
vasoconstrictor adrenalina;
 Usou-se 2 tubetes;
5- Pressão arterial do paciente:
 PA: 120/80 mmHg
6- Medicamento prescrito.

 Atestado
 Em relação aos atestados para abono de
 Consulta de Acompanhamento: faltas devem ser preenchidas:
 Procedimento simples – 7 dias: 1- Deve ser executado em papel timbrado
 Remoção de sutura (pontos); constando o nome, endereço e registo
 Dor a partir do 3º dia: profissional do emitente. Quando
 Infecção ou alveolite; estiver vinculada a alguma instituição
 Informar ao paciente em caso de dúvida, deverá constar o nome da instituição e
desconforto, sangramento dor – entrar em endereço;
contato com o dentista e agendar consulta 2- Deverá constar a data, assinatura legível
se necessário. e completa do beneficiário do atestado;
3- Deverão constar também de forma
 Anotações operatórias na ficha do paciente: legível os dias para os quais está sendo
1- Data; solicitado o abono, especificando o dia
2- Nome e identificação; do mês e o mês correspondente, ou o
3- Diagnóstico; número de dias seguido da data do dia
4- Revisão da história médica, do início do pedido de abono;
medicamentos e sinais vitais;

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4- Deverá constar de forma legível o CID
que motivou o afastamento do
beneficiário, ou a descrição do
procedimento já realizado;
 CID  Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas
Relacionados com a Saúde;
5- Deverá constar a data, assinatura e
carimbo do profissional que emite o
atestado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MALAMED, Stanley L. Manual de anestesia local.


4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

PETERSON, L.J. Cirurgia oral e maxilofacial


contemporânea. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2000.

Clínica Odontológica 1 (Cirurgia) – 4º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Conduta Geral na Clínica -


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Clínica Odontológica 1 (Cirurgia) – 4º Semestre – 1ª  Diérese:
Unidade – Aula 4 – Técnica Cirúrgica (Sutura)  Rompimento da integridade do tecido, com
penetração no interior dos tecidos e atingindo
 Tempos fundamentais:
áreas anatômicas do interesse do cirurgião.
 Diérese (Primeira Etapa):
 Incisão do tecido e momento que está
abrindo o tecido;
 Exérese (Segunda Etapa):
 Momento que está fazendo o
procedimento cirúrgico:
 Ex.: Raspando, fazendo uma biópsia,
extraindo o dente.
 Hemostasia (Terceira Etapa) + Síntese
(Terceira Etapa).

 A primeira etapa de uma cirurgia é abrir o tecido,  Síntese:


no caso da odontologia é a extração. Então a  Síntese ou sutura é o conjunto de manobras
primeira etapa seria a incisão; que visam aprimorar os tecidos divididos ou
separados durante os atos cirúrgicos de incisão
 A hemostasia e síntese são uma coisa só. No ou divulsão. É importante a correta relação dos
momento que se faz a sutura é o momento em tecidos durante e após a sutura, pois facilita a
que se está finalizando o procedimento reparação tecidual, auxilia a homeostasia e
operatório, e o objetivo da sutura é a hemostasia, diminui os espaços mortos;
mas não é sempre hemostasia o objetivo, pode
OBS.: O espaço morto é o local onde não tem coágulo
ter uma função estética, a depender do local da
algum, e está aberto.
sutura:
 A hemostasia é a manutenção de hemácias  Sutura é manobra, e serve para a manutenção
dentro do leito vascular. do coágulo e este coagulo é responsável pela
 Outras formas para se dar a hemostasia, pois cicatrização após a extração. O coágulo é
está com uma hemorragia é a utilização de: vetor da reparação óssea;
cera para osso, gelfoam (gelatina, é um tipo  A função da sutura não é só aproximar tecido,
de colágeno), hemospon (coloca dentro do também tem a função da manutenção do
alveolo e sutura), vitamina K é intravenoso. coágulo local;
 NÃO se remove a sutura, e sim, se remove os
pontos.

Clínica Odontológica I (Cirurgia I) – 4º Semestre – 1ª Unidade – Aula 4 – Técnica Cirúrgica (Sutura) -


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 Reparação:  Sutura:
 É o fenômeno de reposição tecidual que ocorre  Instrumental utilizado:
sempre que um tecido for seccionado;  Porta agulha;
 Ocorre através da proliferação celular ou da  Pinça cirúrgica;
adaptação das células à nova situação;  Tesoura cirúrgica - para sutura;
 Na restituição tecidual podem ser observados:  Fio de sutura;
 Contração, que é a readaptação mecânica
das células à nova situação tecidual;  Agulha de sutura:
 A sutura não pode está muito  As agulhas de sutura são constituídas de aço
apertada, mas também não pode inox e compostas de corpo, ponta ativa e uma
ficar muito folgada, tem que ser algo parte terminal que se une ao fio de sutura;
meio termo, por conta da contração  Quanto ao trauma: Traumática ou Atraumática
tecidual, que é um processo de  A agulha utilizada pelo cirurgião-dentista é
reparação. dita como atraumática, pois ela é triangular
 Regeneração que se trata da substituição e não tem corte na base, na parte interna, a
do tecido perdido através da proliferação agulha tem corte na área externa e na
de tecido semelhante; ponta;
 Cicatrização é a substituição por tecido
conjuntivo;

 Cicatrização - tem dois tipos de cicatrização:


 Cicatrização por primeira intenção:
 Ocorre quando as bordas do tecido foram
bem aproximadas no ato da sutura;
 Demora de 5 a 7 dias.
 Quanto à curvatura: Reta ou Curva.
 Cicatrização por segunda intenção:
 Ocorre quando as bordas do tecido não
foram bem aproximadas no ato da sutura;
 Lesões com perda tecidual, ou,
quando as bordas do tecido
mantiveram-se afastadas na sutura.
 Ex.: Sutura de molar inferior não tem
como fechar as bordas.
 Leva mais tempo para ser concluída, em
torno de duas semanas (14 dias).

OBS.: A cicatrização óssea, a reparação demora em


médias 3 meses.

 Objetivos da Síntese:
 Hemostasia;
 Evitar a exposição óssea e do implante,
reduzindo a instalação de restos alimentares,
exsudato purulento e sequelas infecciosas;
 Unir ou aproximar os bordos da ferida
cirúrgica.

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 Os três componentes básicos de uma agulha que o fio reabsorva de forma bem lenta
cirúrgica: (média de 15 dias).
 Atualmente, toda agulha cirúrgica tem três  Hidrólise lenta e são posteriormente
componentes básicos: a terminação de absorvidos por macrófagos;
fixação (serrilhada), o corpo que é do  Sofrem grande reação tissular
tamanho do círculo e a ponta da agulha (inflamação local), portanto não
(padrão ou mais afilada e deliciada). indicado em suturas de pele;

 Fio de sutura: 2.2) Não Absorvíveis:


 Classificação:  Naturais:
 Origem;  Seda:
 Absorvíveis e Não-absorvíveis;
 Tem uma boa memória elástica;
 Pelo número de filamentos;
 É multifilamentado;
 Diâmetro;
 É ruim quando se refere a odor e
 Resistência à tração;
bactérias.
 Plasticidade.
 Linho;
 Algodão;
1) Origem:
 Sintéticos:
 Mineral:
 Nylon:
 Ex.: Fio de Aço;
 Tem memória elástica baixa;
 Geralmente quem trabalha com cirurgia
 Monofilamento;
ortognática, usa fio de aço.
 Consegue-se uma estética melhor;
 Animal:
 Em boca pode cortar.
 Ex.: seda e algodão;
 Poliéster
 Sintético:
 Polipropileno
 Ex.: Nylon;
 Misto:
3) Número de filamentos:
 Mistura de dois tipos de fio.
 Monofilamento:
 Ex.: Nylon;
2) Absorvíveis e Não-Absorvíveis:
 Multifilamentos:
2.1) Absorvíveis  EX.: Algodão, seda, categute;

 Mais utilizados em suturas internas; 4) Diâmetro de Fio de Sutura:


 Categute simples e categute cromado:  São classificados por numeração;
 Intestino de boi;  Segue a seguinte sequência, do mais fino para
 Sofre digestão por enzimas; o mais grosso: 12.0 – 6.0 – 5.0 – 4.0 – 3.0 – 2.0
 O categute cromado vem com uma película – 1.0 – 1 – 2 – 3;
de cromo por cima, para que a reabsorção  Em cirurgias bucais são mais indicados os fios
seja mais lenta; 5.0 – 4.0 – 3.0.
 Tem-se uma resposta tissular:
 Inflamação local; 5) Características Ideias de um Fio de Sutura:
 O fio de sutura abaixo é melhor do que  Ser biocompatível;
esses dois acima;  Mantém a força tênsil até que a cicatriz
 Ácido Poliglicólico e Poligalactina 910 adquira sua própria resistência;
 Sobre o fio absorvível, coloca-se uma  Ter plasticidade;
camada dessas duas substâncias, e faz com  Ter resistência à tração e torção;

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 Reter o mínimo possível de placa;
 Não ser incômodo ao paciente;
 Não provocar reações alérgicas teciduais;
 Passível de esterilização eficiente;
 Baixo custo.

 Tipos de Sutura:
 Pontos interrompidos – Em áreas menores
 Simples;
 Em “U”;
 Em “x”;
 Pontos contínuos – Para áreas grandes
 Continuo Simples;
 Contínuo Festonado;
 Observação:
 Só tem dois pontos, um no início e outro
no fim, se romper um ponto perde tudo,
pois abre a estrutura inteira;

Observação  O ponto sempre começa pela


vestibular e pela mesial.  PONTO EM “U”
1. Pontos Interrompidos:
 Mais utilizados em exodontia de poucos
elementos:
 Vantagens:
 Ideal para quem ainda não tem habilidade;
 Desvantagens:
 Técnica relativamente demorada de ser
realizada.

 Ponto Simples:
1. Técnica de sutura interrompida com laçada
simples – penetração inicial da agulha no
retalho vestibular na base da papila;
2. Passagem da agulha sob o ponto de
contato;
3. Passagem da agulha pela superfície interna  Ponto em “X”
do retalho lingual;
4. O tipo de laçada simples da técnica de
sutura interrompida somente é usado para
aproximação/coaptação dos retalhos
cirúrgicos, e não para resistir a qualquer
tipo de tensão do retalho;
Amarrando o nó de sutura no retalho
vestibular

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2. Pontos Contínuos:
 Mais indicado em grandes retalhos e exodontia
múltiplas na mesma arcada;
 Vantagens:
 Técnica rápida de ser realizada;
 Desvantagem:
 Necessita habilidade;
 Se a sutura se rompe o retalho pode ficar
solto.

 Ponto Contínuo Simples:

 Ponto Contínuo Festonado:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MALAMED, Stanley L. Manual de anestesia local. 4 ed.


Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

PETERSON, L. J. Cirurgia oral e maxilofacial


contemporânea. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2000.

HUPP, JAMES R; ELLIS III, EDWARD; TUCKER, MYRON


R. Cirurgia oral e maxilofacial: contemporânea. 5. ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 704 p.

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Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre –  Cirurgia dos tecidos moles para aumento da
2ª Unidade – Aula 1 - Cirurgia Pré-Protética (Conceito, crista alveolar;
Objetivos e Técnicas)  Aumento ósseo mandibular (enxerto ósseo);
 Aumento ósseo maxilar (enxerto ósseo);
 A cirurgia pré-protética é o que é feito antes do  Levantamento do seio maxilar.
procedimento para se conseguir fazer uma
reabilitação do paciente: PRINCÍPIOS DA AVALIAÇÃO DO PACIENTE E
 Procedimentos cirúrgicos realizados para adequar PLANO DE TRATAMENTO
a cavidade oral para receber uma futura prótese
fixa ou removível, parcial ou total, ou sobre
 Devem-se observar os problemas a serem
implantes; resolvidos e detalhar o plano de tratamento a
 Exemplos: ser desenvolvido para cada paciente.
o Enxerto ósseo (para ganhar apoio de uma  O tratamento cirúrgico pré-protético deve
prótese, ou para fazer implante); iniciar-se por meio da anamnese e do exame
o Levantamento do seio maxilar;
físico do paciente;
o Regularização de rebordo após extrações  Anamnese:
múltiplas; o Obter a clara ideia da queixa principal do
 Após a perda dos dentes naturais, alterações paciente e a expectativa do tratamento
ósseas na maxila e na mandíbula começam a cirúrgico e protético (objetivos estéticos e
ocorrer imediatamente; funcionais);
 Devido ao osso alveolar não receber o o Exame clínico;
estímulo local na área do dente e do ligamento
o A avaliação do estado de saúde geral do
periodontal, esse osso começa a ser paciente é importante considerando-se
reabsorvido; técnicas cirúrgicas pré-protéticas mais
 O padrão específico de reabsorção é avançadas;
imprevisível em cada paciente devido à grande
o Atenção específica deve ser dada a
variação entre os indivíduos;
possíveis doenças sistêmicas que podem
 Em muitos pacientes, o processo de ser responsáveis pelo grande aumento da
reabsorção tende a estabilizar após um reabsorção óssea;
período, enquanto em outros a continuação do o Exames laboratoriais (cálcio, fosfato,
processo eventualmente resulta na total perda fosfatase alcalina, hormônio da
do osso alveolar e osso basal subjacente. paratireoide);
 Os resultados dessa reabsorção são acelerados
o Deve conter riscos do paciente para
pelo uso de prótese total e tendem a afetar a cirurgias, com particular ênfase em doenças
mandíbula mais severamente do que a maxila, sistêmicas que podem afetar a cicatrização
devido à diminuição da área de suporte e à óssea e do tecido mole.
distribuição de forças oclusais menos
favoráveis. EXAME INTRAORAL E EXTRAORAL

OBJETIVO DA CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICA  Deve incluir uma avaliação da relação


 Criar uma adequada estrutura de suporte para oclusal existente se houver algum
subsequente colocação de uma prótese. remanescente;
 Quantidade e o contorno do remanescente
CIRURGIAS PRÉ-PROTÉTICA ósseo;
 Correção das irregularidades da crista alveolar;  Qualidade do tecido mole sobrejacente;
 Correção das anormalidades dos tecidos  Profundidade vestibular;
moles;  Localização da inserção muscular;
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 Relação interarco; o Avaliação da presença de dentes
 Presença de condição patológica no tecido supranumerários ou mal posicionado e
mole ou ósseo. sobre fechamento da mandíbula.

AVALIAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO DE SUPORTE: AVALIAÇÃO DO TECIDO MOLE DE SUPORTE


 Inspeção visual – Quantidade de tecido  Avaliação da qualidade do tecido de suporte
ceratinizado; da prótese e do rebordo ósseo sobrejacente;
 Manipulação de inserções musculares –  A quantidade de tecido ceratinizado
Bridas e freios linguais; firmemente aderido ao rebordo alveolar
 Palpação – Tecido fibroso com subjacente na área de suporte da prótese deve
hipermobilidade; ser diferenciada do tecido pouco ceratinizado
 Exames imaginológico; ou do tecido livremente móvel;
 Avaliação de modelos de gesso;  A palpação revela o tecido fibroso não-aderido
 Pacientes que tenham freio lingual; inadequado para a estabilidade da base da
 Recessão provocada pelo freio lingual nos prótese total;
incisivos centrais inferiores;  Área vestibular deve estar livre de sinais de
 Devido a reabsorção óssea e localização inflamação, tais como cicatrizes ou áreas
de músculos ou inserção de tecido mole, ulceradas causadas pela pressão de prótese
muitas anormalidades ósseas podem ser total ou tecido hiperplásico;
mascaradas.  A avaliação do fundo do vestíbulo pela
 Na maxila: manipulação manual das inserções dos
o Deve ser realizada uma avaliação total músculos adjacentes:
da forma do rebordo ósseo: o O fundo do vestíbulo deve estar flexível e
 Nenhuma depressão óssea ou sem irregularidades;
protuberância óssea grosseira que o O músculo ou a inserção do tecido mole
bloqueiem o trajeto da inserção da (incluindo freios) que aproximam a crista
prótese devem permanecer na área do rebordo alveolar são frequentemente
do rebordo alveolar, no vestíbulo responsáveis pela perda do selamento
bucal ou na abóbada palatina. periférico da prótese total durante fala e
 Na mandíbula: mastigação;
o A avaliação visual deve ser feita  Avaliar a inserção do músculo milo-hioideo em
observando toda a forma e o contorno relação à crista do rebordo ósseo mandibular;
do rebordo, irregularidades grosseiras  Avaliar a profundidade vestibulolingual com a
no rebordo, toros e exostoses língua em várias posições:
vestibulares: o O movimento da língua é acompanhado
 A localização do forame mentoniano pela elevação dos músculos milo-hioideo e
e do feixe vasculonervoso dessa genioglosso, sendo causa comum de
região pode ser palpada e distúrbios movimento e deslocamento da prótese
neurossensoriais podem ser notados. total inferior.
 Relação interarcos:
o Exame das relações ântero-posterior e PLANO DE TRATAMENTO
vertical;
 Antes de qualquer intervenção cirúrgica,
o Análise de possível assimetria
deverá ser formulado o plano de tratamento
esquelética entre a maxila e a
do paciente;
mandíbula;
 Deve considerar a altura, a largura e o
contorno ósseo;

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 Plano de tratamento apressado, sem RECONTORNO DO REBORDO ALVEOLAR
considerar os resultados de longo prazo pode
resultar em perda óssea ou de tecido mole 1. ALVEOLOPLASTIA:
desnecessária e em funcionamento
inadequado da prótese.

TÉCNICA ANESTÉSICA PARA PACIENTES


EDÊNTULOS
 Em casos de anestesia do nervo mentoniano
para pacientes que são edêntulos o ponto de
referência será o centro pupilar;

PROGRESSÃO DA REABSORÇÃO MANDIBULAR o Plastia (remoção) das irregularidades da


APÓS EXODONTIA crista alveolar:
 Conforme o paciente vai perdendo os o Pode ser feita com:
elementos dentais, o forame mentoniano vai  Pinça goiva (alveolótomo);
ficando superficial;  Broca esférica diamantada;
 A mandíbula reabsorve no sentindo vertical;  Lima para osso (pode ser para maxila,
 Para avaliar onde está o forame, utiliza-se uma mandíbula)
radiografia panorâmica o Em casos de uma simples extração de um
dente, a compressão digital do sítio da
extração já promove o contorno adequado
do osso subjacente;
o Quando múltiplas irregularidades são
encontradas, um recontorno mais extenso é
necessário;
o Se o recontorno é realizado no momento da
extração ou após o período de cicatrização,
a técnica é essencialmente a mesma:
o Técnica:
 Incisão mucoperiosteal ao longo da
crista do rebordo;
 Onde a adequada exposição não é
possível, pequenas incisões
relaxantes verticais podem ser
necessárias.
 Rebatimento do retalho;
 Dependendo do grau da irregularidade,
o recontorno pode ser feito com pinça-
goiva, lima óssea, ou com broca para
osso em uma peça de mão;
 Irrigação abundante com solução salina
deve ser usada durante o procedimento
de recontorno;
 Reaproximação do retalho e palpação;
 Sutura.

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 Abundante irrigação com solução salina;
2. REDUÇÃO DA TUBEROSIDADE MAXILAR –  Readaptação do retalho;
TECIDO DURO:  Remoção do excesso de tecido mole
resultante da remoção do osso através
de uma incisão de forma elíptica;
 Sutura.

3. REDUÇÃO DA CRISTA MILO-HIOIDEA:


o Quando esse rebordo alveolar é
extremamente afilado, a pressão da
prótese total pode causar dor, necessitando
de redução.
o Pode ser feita com: o Pode ser feita com:
 Pinça Goiva;  Lima para osso ou a goiva (alveolótomo);
 Pode utilizar Maxcutt; o Técnica:
o Quando se faz uma extração dentária o seio  Bloqueio do nervo alveolar inferior, bucal
maxilar desce, por pressão respiratória. e lingual;
Quem segura o seio maxilar é a raiz. Se na  Incisão linear sobre a crista óssea do
região do túber quando vai fazer uma rebordo alveolar na região posterior da
cirurgia pré-protética para a redução do mandíbula;
túber estiver passando o seio maxilar, não  Rebatimento do retalho de espessura
tem como tirar o túber. total, expondo a área do rebordo milo-
o Pode ser necessário para remover hioideo e da inserção do músculo milo-
irregularidades do rebordo alveolar ou para hioideo;
criar espaço adequado interarcos, o que  Após o descolamento do músculo,
permite posterior confecção de uma removem-se as proeminências
prótese total; pontiagudas com um instrumento
o A radiografia ou uma sondagem seletiva rotatório ou lima para osso;
com agulha da anestesia local são utilizadas
para determinar a extensão pela qual o
tecido ósseo e o tecido mole contribuem
para esse excesso e para localizar o
assoalho do seio maxilar;
 Quando há proximidade com o seio, a
cirurgia é contraindicada.
o Técnica:
 Incisão no rebordo: se estende para a  Reposicionamento do retalho;
porção superior da área da tuberosidade  Sutura.
maxilar;
REMOÇÃO DE TOROS (EXOSTOSES)
 Descolamento do retalho
mucoperiosteal total na direção o Pode ser feita com:
vestibular e palatina;  Broca 701, delimita depois utiliza-se o
 Remoção do osso com pinça-goiva ou Cinzel e destaca;
instrumentos rotatórios, com cuidado o Exostose palatina e lingual;
para evitar a perfuração do assoalho do o Realizada pelos seguintes motivos:
seio maxilar;  Estética;
 Suavização da área com lima para osso;
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 Dor; removidas com o uso de osteótomo e
 Funcional. martelo ou com pinça-goiva;
o Incisão em forma de “Y” (em cima do torus)
o Pode ser feita com:
 Broca Maxicut;
 Feita por segmentação com a broca 701
divide em vários pedaços;
 Utiliza-se um cinzel e destaca;
 Utiliza-se fio de seda pois a língua pode
ficar batendo no palato e incomodar;
 Para toros com base pedunculada,
um osteótomo e um martelo podem
1. REMOÇÃO DE TOROS MAXILAR: ser usados.
o Consiste em formação de exostose na área  Suavização da área com
do palato; broca grande para osso;
o A origem é desconhecida e são encontrados
em 20% da população feminina, duas vezes  Reposicionamento por
a prevalência na população masculina; pressão digital e
o Apresentam poucos problemas quando a inspeção para
dentição está presente e apenas determinar a
ocasionalmente interferem na fala ou se quantidade de excesso de
tornam ulcerados devido ao frequente mucosa que necessitará
traumatismo ao palato; ser removida;
o Quase todos os toros maxilares devem ser  Sutura interrompida.
removidos antes da confecção da prótese
total ou parcial;
o Pequenos toros podem ser permitidos, mas 2. REMOÇÃO DE TOROS MANDIBULAR:
precisam ser removidos quando eles são o São protuberâncias ósseas na região lingual
irregulares, com depressões extremas, ou da mandíbula que usualmente ocorrem na
em áreas onde o selamento posterior da área dos pré-molares;
prótese total deve ser esperado. o A origem é desconhecida e pode aumentar
o Técnica: lentamente de tamanho;
 Bloqueio do nervo palatino maior e do o Quando extremamente grandes podem
incisivo e infiltração local; interferir na fala normal e na função da
 Incisão em Y língua.
(linear na linha o Pode ser feita com:
média com uma  Maxcutt ou broca diamantada;
incisão relaxante  Incisão em cima de crista;
oblíqua em uma  Descolamento;
ou ambas as extremidades);  Desgaste da região
 Deslocamento do tecido; o Técnica:
 Remoção do toros:  Anestesia bilateral do nervo alveolar
 Para toros grandes, é melhor inferior e do nervo lingual;
seccioná-lo em múltiplos fragmentos  Incisão na crista do rebordo ósseo
com broca e peça de mão – as alveolar, estendendo-se 1,0 a 1,5 cm de
porções individuais podem ser cada lado além da extremidade do toro
que necessita ser removida;

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 Deslocamento cuidadoso do tecido;
 Remoção do toro:
 Quando tem uma pequena base 1. REDUÇÃO DA TUBEROSIDADE MAXILAR
pedunculada, um martelo e o (TECIDO MOLE):
osteótomo podem ser utilizados para o O objetivo é promover espaço interarcos
clivar o osso – a linha de clivagem para uma confecção adequada da prótese
pode ser direcionada pela confecção na região posterior da maxila e uma base
de uma pequena depressão realizada firme de mucosa sobre a área de suporte;
com uma broca e peça de mão. o A quantidade de tecido mole a ser
removido deve ser determinada com
radiografia panorâmica - se esta não é de
qualidade, a profundidade pode ser
mensurada com uma sonda fina após
anestesia.
o Técnica:
 Anestesia local infiltrativa;
 Incisão inicial elíptica sobre a
tuberosidade na área que necessita ser
 Suavização da área com broca ou lima reduzida;
para osso;  Remoção do tecido incisado;
 Readaptação do retalho e palpação da  Afinamento das margens medial e
área; lateral da excisão para remover o
 Sutura interrompida. excesso de tecido mole e promover o
fechamento livre de tensões;
ANORMALIDADES DOS TECIDOS MOLES:  Aplicação de pressão digital para
 Objetivo: Visa propiciar melhor contorno de aproximar o tecido a fim de avaliar a
tecido para suporte da prótese, conservando o redução vertical realizada;
máximo possível de tecido mole;  Sutura interrompida ou contínua.
 Após a remoção do dente, inserções
musculares e de freios inicialmente não
representam problemas, porém podem
interferir na adequada confecção da prótese
total após a ocorrência de reabsorções;
 O tecido mole que se apresenta flácido e
excessivo pode ser útil se um aumento de
rebordo ou procedimentos de enxerto forem
necessários.
o Redução da tuberosidade maxilar (tecido
mole);
2. REDUÇÃO DO COXIM (GORDURA NA REGIÃO
o Redução do coxim retromolar mandibular;
DE MANDÍBULA) RETROMOLAR
o Excesso de tecidos moles na porção lateral
MANDIBULAR:
do palato;
o Existem poucos relatos;
o Tecido com hipermobilidade sem suporte;
o Tira-se mais tecidos por vestibular;
o Hiperplasia fibrosa inflamatória;
o Remoção muito tecido por lingual pode
o Hiperplasia papilar inflamatória do palato;
causar lesão do nervo lingual.
o Frenectomia labial;
o A necessidade de remoção é rara;
o Frenectomia lingual.
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o É importante determinar se o paciente 4. REDUÇÃO DE TECIDO SEM SUPORTE COM
apresenta a mandíbula em uma posição HIPERMOBILIDADE:
não-postural para a frente ou verticalmente o Ideal ser feita com uma tesoura
sobrefechada durante a avaliação. serrilhada;
o Técnica: o É geralmente resultado da reabsorção do
 Anestesia local infiltrativa; osso subjacente, de próteses mal
 Incisão elíptica; confeccionadas ou de ambas;
 Afinamento da área adjacente, com a o Antes da excisão, a determinação de se o
maioria da redução do tecido pela região osso subjacente deve ser aumentado
vestibular; através de enxertos deve ser feita;
 A remoção excessiva do tecido pela o A moldagem para confecção da prótese
região lingual pode resultar em dano pode ser realizada de 3 a 4 semanas após
ao nervo e artéria linguais; a realização da cirurgia;
 Outra opção para remoção do tecido o Técnica 1:
nessa área é com a utilização de laser  Anestesia local adjacente à área da
de CO2. excisão;
 Sutura interrompida ou contínua.  Duas incisões paralelas de espessura
total, nas regiões lingual e vestibular
3. REMOÇÃO DE EXCESSO DE TECIDO MOLE da área a ser excisada;
PALATINO LATERAL:  Remoção de tecido com um elevador
o A hipertrofia do tecido mole causa periosteal;
estreitamento da abóbada palatina e cria  Uma incisão tangencial de pequenas
ligeira depressão, o que interfere na quantidades de tecido na área
confecção e inserção da prótese total; adjacente a ser excisada pode ser
o Técnica: necessária para
 Anestesia local infiltrativa na área do permitir uma
forame palatino maior e na região adequada
anterior da massa do tecido mole; adaptação durante
 Remoção da camada superficial da o fechamento do
mucosa e do tecido fibroso subjacente, retalho;
de modo tangencial;  Sutura contínua ou
 Inserção de uma férula cirúrgica interrompida.
reembasada com condicionador de o Técnica 2:
tecido durante 5 a 7 dias para ajudar na  Se não houver uma projeção de tecido
cicatrização. ósseo afilada subjacente, esse tecido
pode ser mais bem removido através
de uma excisão supraperiosteal e
nenhuma sutura precisa ser feita.

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5. REMOÇÃO DE HIPERPLASIA FIBROSA  Colocação de uma férula cirúrgica
INFLAMATÓRIA: ou da prótese total reembasada
o Também chamada de epulis fissurata ou com condicionador de tecido macio
fibrose por dentadura; – usada apenas nos primeiros 5 a 7
o É um aumento hiperplásico da mucosa e dias, com remoção somente para
do tecido fibroso ao rebordo alveolar e na higiene oral.
área vestibular, que muito
frequentemente é resultado de próteses
mal adaptadas; 6. FRENECTOMIA LABIAL:
o Em estágios iniciais, o tratamento não- o A presença de freio pode interferir na
cirúrgico com a prótese em combinação confecção do freio;
com um condicionador de tecido é o O movimento do tecido mole adjacente à
frequentemente suficiente; região do freio pode criar desconforto e
o Quando essa condição permanece por ulceração e pode interferir no selamento
algum tempo, a excisão cirúrgica é o periférico e deslocar a prótese;
tratamento de escolha; o Técnica de excisão simples:
o Técnica 1:
 Usada quando a área a ser excisada
está minimamente aumentada:
 Anestesia local infiltrativa;
 Remoção do tecido com
eletrocirurgia.
o Técnica 2:
 Usado quando a faixa de tecido
 Usada se a massa de tecido for
mucoso e fibroso é relativamente
excessiva:
estreita:
 Anestesia local infiltrativa;
 Anestesia infiltrativa local;
 Apreensão do tecido excedente
 Incisão elíptica estreita ao redor da
com uma pinça para tecido;
área inferior do freio até o
 Incisão na base do tecido, abaixo
periósteo;
do periósteo;
 Dissecção do tecido, removendo-o
 Remoção do tecido;
do periósteo e do tecido mole
 Divulsão e reaproximação do
adjacente;
tecido adjacente;
 Reaproximação das margens do
 Sutura contínua ou interrompida.
tecido;
 Sutura:
 1ª sutura no fundo do vestíbulo
o Técnica 3: e deve envolver ambas as
 Usada quando grandes áreas de tecido bordas da mucosa e o periósteo
excessivo são encontradas: subjacente;
 Anestesia local infiltrativa;  Restante da
 Incisão superficialmente ao incisão com
periósteo; sutura
 Sutura interrompida da margem interrompida.
não rebatida do tecido excisado à
área mais superior do periósteo
vestibular;

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o Técnica da plastia em “Z”: o Técnica a laser:
 Usada para remoção do tecido mucoso
excessivo e a inserção do tecido
fibroso:
 A inserção do freio tendinoso é
removida com o laser e
 Usado quando a faixa de tecido frequentemente não necessita de
mucoso e fibroso é relativamente reaproximação do tecido com
estreita: suturas.
 Anestesia infiltrativa local;
 Incisão elíptica + duas incisões 7. FRENECTOMIA LINGUAL:
oblíquas em cada extremo na o Língua bifurcada;
primeira incisão; o Recessão lingual;
 Compressão e rotação delicada dos o Não alcança o palato:
dois pontos do o A todo o momento que a língua é
retalho para o movimentada, a inserção do freio é
fechamento tensionada e a prótese é deslocada;
inicial da o Técnica:
incisão vertical;  Bloqueio do nervo lingual bilateral e
 Sutura. anestesia infiltrativa local na região
anterior;
 Retração da língua superiormente;
o Técnica da vestibuloplastia localizada com
epitelização secundária:  Colocação de uma pinça hemostática
 Usada quando a base da inserção do na inserção do freio até a base língua;
freio é extremamente larga:  Incisão da área marcada com a pinça e
 Anestesia infiltrativa local; liberação da inserção;
 Incisão através do tecido mucoso e  Aproximação das margens do tecido;
 Sutura, paralela à linha média.
tecido submucoso subjacente, sem
perfuração do periósteo;
 Dissecção do tecido com tesoura ou
pressão digital com gaze;
 Sutura do tecido ao periósteo no
fundo máximo do vestíbulo – a
exposição do periósteo é realizada
e é cicatrizada por segunda
intenção; AUMENTO MAXILAR
 Colocação de uma férula cirúrgica
ou uma prótese contendo
condicionador macio. 1) ELEVAÇÃO/LEVANTAMENTO DE SEIO
MAXILAR:
o A extensão dos seios maxilares próximos
ao rebordo alveolar pode interferir na
instalação de implantes na área posterior
da maxila devido ao suporte ósseo
insuficiente;

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o O enxerto demora um período de 3 a 6 CIRURGIA DOS TECIDOS MOLES PARA AUMENTO DO
meses para cicatrizar; REBORDO
o Pressão positiva sobre o seio maxilar,
quando tem dente essa cortical não 1. VESTIBULOPLASTIA
desce, quando não tem dente, pode ser o Utilizada quando a reabsorção óssea alveolar
da maxila ocorreu, mas um osso residual
que desça. Tem pacientes que perdeu os
dentes a muito tempo e o seio maxilar maxilar é adequado
nunca desceu, pois a pressão foi menor do para suportar uma
que a capacidade da cortical reabsorver dentadura;
o Técnica:
osso e tecido.
o Faz uma janela óssea, faz uma incisão em  Anestesia
cima de crista e depois uma relaxante, infiltrativa e
descola tudo, expõe o osso, pega uma sedação
broca esférica diamantada faz movimento intravenosa em ambiente ambulatorial;
 Incisão na linha média na região anterior
circular na região do seio maxilar, e sabe-
se que chegou próximo ao seio maxilar a da maxila;
região fica mais roxa/azul, logo sabe-se  Compressão e separação do tecido
que ali está próximo da membrana do submucoso subjacente – Um túnel
seio; supraperiosteal é feito pela dissecção da
o A sutura deve ser simples; inserção muscular e submucosa do
o Técnica: periósteo;
 Incisão, próxima à crista óssea alveolar,
 Anestesia e
deslocamento da área intermediária do tecido criado
do tecido pelas duas dissecções em túnel;
gengival até  Reposicionamento superior ou excisão
do tecido submucoso e muscular;
expor o osso da
 Sutura da incisão da linha média;
região;
 Abertura da parede lateral do seio;  Colocação da dentadura preexistente ou
 Elevação cuidadosa da membrana do uma férula pré-fabricada modificada
seio; para se estender até a área vestibular
 Colocação de enxerto (ósseo fixada com parafusos palatinos por 7 a
alogênico, autógeno, xenogênico, 10 dias para segurar a mucosa sobre o
rebordo em fechamento aposicional do
BMP, ou uma combinação desses
materiais) na porção inferior do seio periósteo.
maxilar abaixo da membrana sinusal;
 Sutura do tecido gengival.
 Se houver perfuração do seio, esta é
usualmente recoberta pelo excesso da
elevação da própria membrana sinusal
e com a
utilização da
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
uma
membrana HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS,
de material Edward.Cirurgia oral e maxilofacial
reabsorvível. contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2015. 692 p.

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Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre –  Contenção:
3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia  Quando reduziu a fratura tendo uma
Bucomaxilofacial estabilização, houve então uma contenção
óssea;
 Está mais relacionado ao dia a dia do Cirurgião-  Imobilização:
Dentista Bucomaxilofacial;
 Ao colocar alguma placa e parafuso, sendo
 O traumatismo à região facial frequentemente um equipamento colocado em dois
resulta em lesões do tecido mole, dos dentes e fragmentos ósseos para imobilizar aquele
dos principais componentes do esqueleto da face, fragmento ósseo e ocorrer a neoformação
incluindo mandíbula, maxila, zigoma, complexo
óssea;
naso-órbito-etmoidal (NOE) e estruturas  Etiologia:
supraorbitárias;  Fratura;
 Além disso, essas lesões geralmente estão  Acidente automobilístico;
associadas a lesões em outras partes do corpo. A  Violência Doméstica.
participação no tratamento e a reabilitação do
paciente com traumatismo facial envolvem uma  Avaliação dos pacientes com traumatismo facial:
compreensão detalhada dos tipos, princípios de  Avaliação clínica;
avaliação e do tratamento cirúrgico das lesões  História e exame clínico;
faciais.  Avaliação radiográfica
 Traumatologia:
 “É a ciência que estuda trauma”; 1. Avaliação Clínica:
 Trauma:
 Lesões dos Tecidos Moles:
 “É a ação de um agente dotado de direção, o Abrasão;
força e formas, cuja a ação determinará o Contusão;
lesões em tecidos moles e/ou tecidos o Laceração.
duros”.
 Nas descrições de feridas que se seguem e
 Tratamento multidisciplinar:
que o dentista pode encontrar na prática,
 O bucomaxilofacial não trabalha sozinho, deve-se lembrar de que os pacientes
ele vai trabalhar junto com o ortodontista, podem apresentar-se com combinações
dentística, junto com o médico de cabeça e dessas lesões, sendo, portanto, o
pescoço; tratamento mais complicado.
 Restaurar todas as funções normais, logo tem
a função de devolver a função ao paciente;
1.1. Abrasão:
 Reduzir sequelas;  Conceito:
 Restabelecer função.  Ferida causada pela fricção
 Os princípios básicos, atuais, que regem a entre o objeto e a superfície
traumatologia são: de tecido mole (epiderme);
 Redução da fratura:  É normalmente superficial,
 Reposição dos segmentos ósseos em suas desnuda o epitélio e,
corretas localizações anatômicas e fixação ocasionalmente, envolve as
dos segmentos ósseos para imobilizar os camadas mais profundas;
segmentos no local da fratura. Além disso, a  Visto que as abrasões atingem as
oclusão original deve ser restaurada e terminações de muitas fibras nervosas,
qualquer infecção na área da fratura deve elas são bastante dolorosas;
ser erradicada ou prevenida.  O sangramento geralmente é mínimo,
porque é de natureza capilar e responde
bem à aplicação de suave pressão;
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 O tipo de abrasão mais comumente visto reepitelização da ferida, que é uma
são as escoriações que as crianças crosta de sangue e plasma ressecados
apresentam nos cotovelos e joelhos que se desenvolve após uma lesão de
devido a brincadeiras; tecido mole (p. ex., uma crosta). A crosta
 Se a abrasão não é especialmente cairá, então.
profunda, a reepitelização ocorre sem a  Se uma abrasão profunda na superfície
formação de cicatriz. Quando a abrasão cutânea é descoberta após a limpeza da
estende-se abaixo das camadas mais ferida, a consulta com um cirurgião
profundas da derme, a cicatrização dos bucomaxilofacial é indicada, pois podem
tecidos mais profundos ocorre com a ser necessários enxertos de pele para
formação de tecido cicatricial, podendo prevenir quantidades excessivas de
ser esperada alguma deformidade formação de tecido cicatricial;
permanente;  O dentista pode criar abrasões
 O dentista pode encontrar abrasões na iatrogenicamente, como as que ocorrem
ponta de nariz, lábios, bochechas e quando a haste de uma broca em
mento em pacientes que sofreram movimento atinge a mucosa oral ou
traumatismo dentoalveolar; quando uma compressa de gaze ou
outro tecido (p. ex., blocos triangulares
 Tratamento: absorventes) abrasiona a mucosa
 Limpeza  As áreas abrasionadas durante sua remoção da boca.
devem ser totalmente limpas a fim de Felizmente, o epitélio oral regenera-se
remover todo corpo estranho. rapidamente e nenhum tratamento, a
 Proteção da ferida; não ser a higiene oral de rotina, é
 Substâncias degermantes usadas na indicado.
lavagem das mãos e irrigação salina
copiosa devem ser utilizadas com esse 1.2. Contusão ou Equimose:
propósito. Todas as partículas de  Conceito:
material estranho devem ser removidas.  É um rompimento tecidual
Se essas partículas permanecerem no interno resultando em
tecido, resultarão em uma “tatuagem” hemorragia subcutânea ou
permanente e difícil de ser tratada. Em submucosa sem
abrasões profundas e contaminadas com descontinuidade na
sujeira ou outro material, pode ser superfície dos tecidos
necessário anestesiar a área e usar uma moles;
escova cirúrgica (ou escova de dente)  O tecido externamente se
para remover completamente os apresenta íntegro, mas há o
detritos. rompimento de vaso sanguíneo;
 Uma vez que a ferida esteja livre de  As contusões são normalmente
detritos, a aplicação tópica de uma causadas por traumatismo infligido por
pomada antibiótica é o tratamento um objeto rombo, mas também são
adequado. Um curativo não- frequentemente encontradas
compressivo pode ser utilizado se a concomitantemente às lesões
abrasão é profunda, mas é dentoalveolares ou fraturas dos ossos
desnecessário em abrasões superficiais. faciais.
Antibióticos sistêmicos não são  Nesses casos, o traumatismo aos tecidos
normalmente indicados. Durante a mais profundos (p. ex., assoalho de
semana seguinte, ocorrerá boca, vestíbulo labial) aconteceu como
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efeito secundário dos ossos fraturados.  Tratamento:
A importância das contusões, do ponto  Aplicação de gelo;
de vista diagnóstico, é que, quando elas  Não pode se expor ao sol  Se não
são observadas, deve-se investigar se há mancha;
fraturas ósseas;  A contusão geralmente não requer
 Quando a pressão hidrostática dentro tratamento cirúrgico;
dos tecidos moles se iguala à pressão
dentro dos vasos sanguíneos 1.3. Laceração:
(normalmente capilares), o sangramento  Conceito:
cessa. Se uma contusão é vista  É uma solução
precocemente, a aplicação de gelo ou de
curativos compressivos pode ajudar na continuidade
vasoconstrição e, portanto, diminuir a nos tecidos
formação de hematoma. Se uma epiteliais e
contusão não para de se expandir, é subepiteliais;
provável que haja uma artéria  Ocorre um
hemorrágica dentro da ferida. O rompimento tecidual;
hematoma pode necessitar de  Talvez seja o tipo mais frequente de
exploração cirúrgica e ligadura do vaso; ferida de tecidos moles, causada
 Como não houve nenhuma ruptura da comumente por um objeto afiado, como
superfície dos tecidos moles, a uma faca ou um pedaço de vidro. Se o
hemorragia formada dentro de uma objeto não é afiado, as lacerações
contusão será reabsorvida com o tempo criadas podem ser denteadas, porque o
e será reestabelecido o contorno tecido é literalmente rasgado pela força
normal. Porém, nos dias seguintes ao do impacto;
traumatismo, o paciente pode esperar  A profundidade da laceração pode
áreas de equimose (coloração violácea variar. Algumas lacerações só envolvem
causada por extravasamento de sangue a superfície externa, mas outras se
na pele ou mucosa; “marca negro- estendem profundamente dentro do
azulada”), que passarão por uma tecido, rompendo nervos, vasos
variedade de cores (azul, verde, sanguíneos, músculos e outras cavidades
amarelo) antes de desaparecerem. Essas anatômicas e estruturas importantes;
áreas podem estender-se abaixo das  O dentista frequentemente encontra
clavículas e alarmar o paciente, mas são lacerações nos lábios, assoalho da boca,
inócuas; língua, mucosa labial, vestíbulo
 Quando não há nenhuma ruptura na bucolabial e gengiva, causadas pelo
superfície dos tecidos moles, a infecção traumatismo. O dentista deve explorar a
é improvável, não sendo indicado o uso cavidade oral completamente no intuito
de antibióticos sistêmicos. Se, contudo, de identificar aquelas que não estejam
a contusão é secundária a um abertas.
traumatismo dentoalveolar, é provável  Tratamento:
que exista uma comunicação entre a  As feridas de tecidos moles associadas
cavidade oral e o hematoma ao traumatismo dentoalveolar sempre
submucoso. Nesses casos, antibióticos são tratadas depois do tratamento das
sistêmicos são recomendados, porque o lesões nos tecidos duros. Se os tecidos
coágulo sanguíneo representa um meio moles são suturados primeiro, tempo é
ideal de cultura. perdido porque as suturas serão
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provavelmente esgarçadas e arrancadas aproximados. Se algum vaso sangrante é
do tecido durante a manipulação identificado, ele deve ser pinçado e
intraoral necessária para reimplantar um realiza-se a hemostasia por ligadura ou
dente avulsionado ou tratar uma fratura por cauterização com uma unidade de
dentoalveolar. Além disso, se as suturas eletrocoagulação. O maior vaso que o
forem arrancadas dos tecidos, estes dentista provavelmente encontrará é a
serão mais difíceis de serem fechados na artéria labial, que passa horizontalmente
segunda tentativa. pelo lábio abaixo da mucosa labial.
 Depois de realizada a anestesia adequada, o Devido à sua posição, a artéria labial é
tratamento cirúrgico das lacerações frequentemente envolvida em
envolve quatro etapas principais: lacerações verticais do lábio. Ela tem
 Limpeza da ferida: cerca de 1 mm de diâmetro e
- A limpeza mecânica da ferida é normalmente pode ser pinçada e ligada
necessária para impedir a permanência ou pinçada e cauterizada.
de detritos. Ela pode ser realizada com  Fechamento da ferida:
sabão degermante cirúrgico e pode - Uma vez que a ferida esteja limpa,
necessitar do uso de escova. Um desbridada e a hemostasia é conseguida,
anestésico é normalmente necessário. a laceração está pronta para ser fechada
Irrigação salina copiosa é, então, usada com suturas. Contudo, nem toda
para remover todo material laceração na cavidade oral precisa ser
hidrossolúvel. A irrigação em jatos fechada com suturas. Por exemplo, uma
mostrou ser mais efetiva do que a de pequena laceração na mucosa palatina
fluxo constante na remoção dos causada por uma queda sobre um
detritos. objeto não necessita ser fechada. Da
 Debridamento da ferida: mesma forma, uma laceração pequena
- Desbridamento ou debridamento na face interna do lábio ou língua,
refere-se à REMOÇÃO de todo o tecido causada pelo aprisionamento entre os
lacerado e desvitalizado da ferida e a dentes durante uma queda,
remoção de todos os pedaços de tecido normalmente não requer fechamento.
fragmentados da superfície tecidual, Essas feridas pequenas cicatrizam bem
permitindo o fechamento da mesma. Na por segunda intenção e são mais bem
região maxilofacial, que possui um rico tratadas se deixadas cicatrizar dessa
suprimento sanguíneo, a quantidade de maneira. Se o fechamento de uma
desbridamento deve ser mínima. laceração é considerado apropriado, o
Somente deve ser removido o tecido objetivo deste é o correto
obviamente não-vital. Para a maioria das reposicionamento de todas as camadas
lacerações encontradas pelos dentistas, de tecido. A maneira pela qual se
não há necessidade de desbridamento, precede o fechamento depende
exceto o tecido de glândulas salivares exclusivamente da localização e
menores. profundidade da laceração.
 Hemostasia da ferida:
- A hemostasia deve ser realizada antes
do fechamento. Um sangramento
contínuo pode comprometer o reparo
devido à formação de um hematoma
intratecidual que, por pressão, pode
abrir os tecidos já suturados e
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2. História e Exame Clínico:  Tomografia Computadorizada:
 Dentro do exame clínico é feita: o Terço médio:
o Palpação dos ossos do nariz;  PA de Waters;
o Palpação do Assoalho da Órbita;  Hirtz para arco zigomático;
o Palpação da Maxila;  Perfil da face;
o Palpação Frontal; o Mandíbula:
o Palpação do Zigomático;  AP de Towne para côndilos;
o Palpação do Assoalho e da Base da  Lateral oblíqua D e E;
Mandíbula;  Panorâmica;
o Posição dos Polegares Sobre os Molares  PA de mandíbula;
Inferiores  Fazer movimentação para o Nariz:
saber se houve báscula. Se fizer houve  Perfil de OPN (Ossos Próprio do
fratura mandibular ou de maxila; Nariz);
o Maxila: faz o movimento para saber se  PA de Waters.
há alguma má oclusão;
 Fratura:
- SINAIS E SINTOMAS EM PACIENTES  É uma solução de continuidade nos tecidos
POLIMATRUMATIZADOS - duros;
 Abertura bucal:  Classificação das fraturas:
o Outra maneira de identificar fratura  Quanto ao traço de fratura  Estas
mandibular e de côndilo é a dificuldade categorias descrevem a condição dos
de abertura de boca do paciente fragmentos ósseos na região fraturada e a
(trismo); possível comunicação com o meio
 Avaliar maloclusão: externo:
o Mordida cruzada, indicação de fratura o Galho verde:
de maxila/mandíbula;  São aquelas
 Avaliar perda de projeção facial; envolvendo
 Avaliar se houve lesão do nervo facial; fraturas
incompletas com
3. Avaliação radiográfica das fraturas: flexibilidade do
 Requisitos para interpretação: osso. Essas fraturas geralmente
o Conhecimento da anatomia radiográfica exibem mobilidade mínima quando
(radiopaco|radiolúcido); palpadas e são incompletas.
o Conhecimento da arquitetura facial e do
trajeto das fraturas faciais; o Simples:
o Informação sobre a ocorrência do dano;  Completa
o Exame clínico sucinto. transecção do
 O que pode ser encontrado: osso com
o Linha radiolúcida; mínima
o Faixa radiolúcida; fragmentação na região da fratura;
o Área radiolúcida;  Houve uma fratura sem
o Faixa ou área radiopaca; rompimento do tecido, não rompeu
o Perda do contorno anatômico; para uma área externa.
o Pode não aparecer o traço de fratura.

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 Quanto ao deslocamento (relacionado à
o Composta: mandíbula)
 Exposta; o Vai ter relação somente com a
 Resulta da mandíbula, pois a mandíbula tem ação
comunicaçã muscular para a movimentação;
o da o Sem deslocamento:
margem do osso fraturado com o  Adequado para fazer o
meio externo; reestabelecimento da fratura
 Tem-se uma fratura e o osso fica
exposto, logo é uma fratura
aberta. o Com deslocamento:
o Cominutiva:  Favorável  Bloco ósseo parte, mas
 O osso é não se movimenta, fora do sentido
fraturado da fratura, logo a linha da fratura
em impede a movimentação do bloco
diversos ósseo.
 Desfavorável  Bloco ósseo parte,
segmentos, logo há vários
e se movimenta, fora do sentido da
fragmentos ósseos, pedaços de
fratura;
ossos;
 Ferimentos por arma de fogo,
objetos penetrantes ou outros
traumatismos de alto impacto na
mandíbula resultam, com
frequência, em fraturas
cominutivas;
 É a mais difícil de reconstruir.
 Quanto ao tipo:
o Completa:
 É quando fratura assoalho da
mandíbula com a crista óssea, ou
seja, as duas corticais foram
rompidas;
FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL
Não houve Houve ação
Do teto ao ação MUSCULAR
Assoalho MUSCULAR
 Ambas tem DESLOCAMENTO, e
o Incompleta: somente a desfavorável tem
 Quando fratura, por exemplo, movimento “sozinha”
somente metade da mandíbula;
 Não tem deslocamento;
 Não tem fratura total, é como se
fosse uma trinca;

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 Quanto à localização:
o Mandíbula;
o Maxila;
o Nariz;
o Complexo
Zigomático;
o Frontal
- Para todas as fraturas tem-se
classificações:
 Le Fort:
 O que significa dividir esses tipos de fraturas,
em três tipos? R: Significa determinar o risco
do paciente à vida, a forma como vai tratar
aquele paciente, o tempo de cirurgia;

 I: Fratura Le Fort I separando a porção inferior


da maxila de forma horizontal, desde a
abertura piriforme até a área da sutura
pterigomaxilar;
 Fratura do terço médio da face: - Resulta frequentemente da aplicação de
 Pilares de Força Faciais: força horizontal na maxila, fraturando-a
 Pilares de resistência de força da maxila e através do seio maxilar e ao longo do assoalho
da mandíbula; da fossa nasal. Ela separa a maxila das lâminas
 Tem-se os pilares verticais (primeira pterigoides e das estruturas nasal e zigomática;
imagem) e os pilares horizontais (segunda - Esse tipo de traumatismo pode separar a
imagem); maxila, em um único pedaço, das outras
estruturas, dividir o palato ou fragmentar a
maxila;
- Fratura que vai da sutura pterigomaxilar
bilateral passando pela abertura piriforme;
- Essa fratura solta a maxila do crânio;
- É a fratura feita pelo bucomaxilo para fazer
avanço de maxila;
- Mal oclusão (diagnóstico, pois a maxila sai do
local).
 II: Fratura Le Fort II envolvendo a separação da
maxila e do complexo nasal da base do crânio,

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da área de rebordo zigomático-orbital e da  Fratura de órbita:
área da sutura pterigomaxilar;  Paciente com ASSIMETRIA;
- Forças aplicadas em uma direção mais  Ocorre DIPLOPIA (visão dupla | modifica a
superior causam, com frequência, fraturas Le posição do globo ocular);
Fort II, que é a separação da maxila e  As fraturas de órbita podem ser do tipo “blow-
complexo nasal aderido, das estruturas out” ou “blow-in”, que significam a explosão
zigomáticas e nasais; do assoalho para o interior do seio maxilar ou
- Afeta a sutura intermaxilar bilateral para dentro da própria cavidade orbital;
atingindo a região anterior dos ossos do nariz;  Este tipo de fratura não é das mais frequentes,
- É a fratura piramidal; porém de importante diagnóstico e
- Paciente às vezes tem sangramento nasal tratamento pela sua relação com o globo
(sintoma). ocular. Podendo ocorrer epistaxe ipsilateral. O
 III: Fratura Le Fort III (disjunção craniofacial) é paciente pode vir a apresentar eno ou
a completa separação do terço médio da face exoftalmia, diplopia, distúrbios sensoriais, até
ao nível do complexo naso-órbito-etmoidal e cegueira por lesão traumática (amaurose), em
da sutura zigomático-frontal. A fratura virtude de trauma sobre o nervo óptico ou
também se estende bilateralmente através da canal óptico.
órbita;  Blow-out:
- Fratura Le Fort III resulta da aplicação de - Para fora da órbita,
forças horizontais em um nível sufi para dentro do seio;
cientemente alto para separar o complexo - Quando se tem uma
naso-órbito-etmoidal, os zigomas e a maxila, pancada frontal no globo
da base do crânio, o que resulta na chamada ocular e o assoalho da
disjunção craniofacial; órbita “explode” o osso
- Fratura de sutura fronto-zigomática-bilateral, para dentro do seio;
e mais os ossos da órbita; - Fratura de assoalho de órbita, com os
- Paciente tem hematoma peri-orbital (fica segmentos ósseos e o conteúdo da órbita
roxo); deslocados para o interior do seio maxilar;
- Aspecto de “máscara da morte”; - Os fragmentos ósseos e tecidos moles
- Diplopia  modifica a posição do globo invaginam-se para o seio maxilar, ficando
ocular. Visão dupla. suspensos pela mucosa sinusal ou pelo
- Possui maior risco. próprio periósteo, de uma forma
desordenada.
 Fratura Lannelongue (Sagital da maxila):
 Ocorre no sentido ântero-posterior;  Blow-in:
 Paralelo à sutura - Dentro da própria órbita;
palatina mediana; - São fraturas pouco comuns
 Pode causar mordida e surgem basicamente após
cruzada posterior grandes impactos sobre o
bilateral; zigomático no sentido caudo-
 É uma fratura que cranial ou de verdadeiras
envolve a região do implosões sinusais (ex: um
palato; fratura chamada de para-sagital- pneu que estoura próximo à face, onde o ar
mediano; vai penetrar sobre pressão os seios
 Maior prevalência em combinação com outras maxilares, através das narinas).
fraturas.

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 Fratura do complexo zigomático: redução do arco zigomático devem ser
realizadas dentro de poucos dias após a lesão.
Longas esperas fazem com que o arco seja
mantido em uma difícil configuração suportada
e estável, e ele tende a colapsar ou ser deixado
nesta posição.

 Métodos de fixação:
 Estabilização de fragmentos ósseos para que
Sustentação do Globo Ocular. Membrana de Titânio ocorra uma formação óssea na região, tendo
 Nas fraturas de zigoma, fraturas isoladas do a possibilidade de redução da imobilização;
arco zigomático e as do complexo naso-órbito-  Osteossíntese;
etmoidal, o tratamento visa, basicamente, à  Meio de fixação:
restauração das funções ocular, nasal e  Fio de aço;
mastigatória e a estética facial. Em uma fratura  Mini-placas compressivas;
isolada de zigoma (a fratura mais comum de  Mini-placas sem compressão.
terço médio da face), a redução aberta
geralmente é realizada por meio de uma  Fixação interna semi-
combinação de acessos intraoral, na região rígida:
lateral da sobrancelha e na região
infraorbitária. Utiliza-se um instrumento para
elevar e posicionar o zigoma na sua posição
correta. Caso uma adequada estabilização não
seja possível pela simples redução manual,  Fixação interna rígida:
pode ser necessário o uso de placas ósseas na
crista zigomático-maxilar, na área
zigomáticofrontal e no rebordo infraorbitário;

 Amarrias e Bloqueio maxilomandibular:


 Barra de Erich:
- A Barra de Erich trata-se de um
dispositivo médico
indicada para fixação
da maxila e da
mandíbula durante a
realização de cirurgias
utilizando placas e
 Na fratura de arco zigomático, as abordagens parafusos
intra e extraorais podem ser usadas para bucomaxilofaciais;
elevar o arco zigomático e trazê-lo de volta à - Utiliza por 4 meses;
sua configuração normal. Além de restaurar o - Metal intermaxilar.
contorno facial, esta abordagem elimina a Depois metal de fora a fora.
obstrução mecânica sobre o processo
coronóide da mandíbula e a subsequente
limitação de abertura de boca. A elevação e a

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 Odontossíntese de Ivy;
- É mais simples
e é utilizada
apenas para
imobilização
temporária. Esse
tipo de
odontossíntese
é muito indicada
para as fraturas de côndilo que serão
submetidas ao tratamento fechado não
cirúrgico pois ela é uma odontossíntese
pequena, rápida de ser feita, menos
incômoda do ponto de vista periodontal e
que mantém a estabilização adequada do
complexo maxilo-mandibular. Para casos
em que é necessário uma estabilização
maior da mandíbula ela não está indicada;
- Passa entre os pré-molares;
- Todas as amarrias tem que ficar bem
justas e próximas à cervical do dente para
facilitar a higiene;
- Observar se o fio de aço não está
comprimindo ou machucando nenhuma
gengiva marginal;

 Odontossíntese laçada contínua;

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS,


Edward.Cirurgia oral e maxilofacial
contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2015. 692 p.

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