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ESTUDOS DOS MILAGRES REGISTRADOS NO

EVANGELHO DE MATEUS, CAPÍTULOS 8 E 9

POR

KENNETH JONES

Curso Bíblico
'•ALFA E ÔMEGA"
C.P. 3033
06210-990 Ososco - SP
Fone: (011)869 3526

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Lição N? 1 - Mateus 9.9 a 13

O MÉDICO DA ALMA

A seita dos fariseus, de entre todos os judeus, se considerava mais zelosa pelo en-
sino do Velho Testamento, pela tradição dos anciãos e pela observância dos ritos e ceri-
mónias da lei. Os fariseus esperavam que o Senhor Jesus e os Seus discípulos seguissem
o seu exemplo.
Descobriram, portanto, que Jesus Cristo era diferente e que agia de uma maneira
diferente. A dúvida dos fariseus veio à tona quando Mateus, o publicano convertido,, fez
um banquete para seu novo Mestre, "e estando Ele em casa, à mesa, muitos publicanós e
pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e Seus discípulos" (Mateus 9.10). "Os
fariseus perguntaram aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanós e
pecadores?" (v. 11). Eles fizeram bem em evitar más companhias, pois não queriam se
contaminar com os pecadores tão notórios, mas não entenderam a pessoa, nem a missão
de Jesus Cristo.
A SUA MISSÃO PRINCIPAL NÃO ERA CURAR O CORPO, MAS RESOLVER O
PROBLEMA DO PECADO. Veio para curar a doença espiritual. Jesus Cristo é o médico
da alma. O médico corre o risco de se contaminar com a doença que está tratando, mas o
Senhor Jesus não se contamina com pecado. O médico das almas tem que se aproximar
dos pecadores para que possa curá-los. Os fariseus não entendiam este fato.
O FARISEU NÃO ACEITOU O DIAGNÓSTICO ESPIRITUAL QUE DEUS FAZ DO
HOMEM. Achava que somente os que cometeram pecados notórios eram pecadores. A
Palavra de Deus declara: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23).
Somente uma pessoa que sabe que está doente procura o médico. Jesus Cristo veio dis-
pensar misericórdia e não exigir sacrifícios (v. 13).

A CONVERSÃO DE MATEUS
O problema de Mateus não era uma doença física, mas sim, espiritual. Nasceu num
lar religioso e piedoso, onde foi nutrida a esperança da vinda do Messias; um lar onde
aprendeu as Sagradas Escrituras. Houve grande alegria quando nasceu e os pais lhe de-
ram o, nome "Mateus", que significa "dádiva de Deus". Marcos e Lucas usaram o seu
outro nome: Levi. Uma cousa fica patente pela leitura do seu evangelho e é que conhecia
muito bem o Velho Testamento e as profecias do Messias.
Ao chegar a ser adulto, ele fez uma decisão que mudou por completo a sua vida e a
sua relação com o seu lar, com a sua religião e com a sua nação. Ele entrou no serviço
dos romanos, que tinham vencido e subjugado os judeus, os quais foram obrigados a
pagar tributo ao Imperador romano. Mateus escolheu este serviço e, por isso, foi consi-
derado um traidor da nação, ganhando o nome de "publicano". Para se tornar publicano,
ele precisava renunciar tudo que antes achava muito precioso. A sua decisão causou uma
consternação no seu lar, do qual foi obrigado a se afastar. Tornou-se como morto para a
sua família. Além disso, não podia mais tomar parte na adoração no templo, pois renun-
ciou todos os seus direitos para se tornar um publicano odiado.
Por que ele fez esta decisão? Mateus ergueu no seu coração o ídolo da riquezas.
Queria ficar rico e, para alcançar isto, o meio mais certo era tornar-se um coletor de im-
postos. Pelo privilégio de cobrar impostos ele foi obrigado a pagar certa quantia aos ro-
manos e o que cobrava em excesso ficava no bolso dele. Havia diversos impostos e, além
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disto, o caminho da Mesopotâmia para o Egito passava por Cafarnaum, onde Mateus
trabalhava na coletoria. Conseguiu o que ele desejava, mas, mesmo assim, não ficou sa-
tisfeito. Descobriu que o ídolo do materialismo não pode satisfazer a alma humana. Ela
foi feita por Deus e somente Deus pode satisfazê-la.
A conversão de Mateus ê bem resumida no seu evangelho, no de Marcos e no de
Lucas. Mateus escreveu: "Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus, sentado
na coletoria, e disse-lhe: Segue-Me. Ele se levantou e O seguiu" (Mateus 9.9). Não foi
uma decisão precipitada porque ele morava na mesma cidade que o Senhor Jesus e O
conhecia. Devia ter presenciado muitos milagres feitos pelo Senhor Jesus e, entre eles, a
cura do paralítico. No seu evangelho, ele mesmo escreveu o que aconteceu, conforme as
palavras que ouviu: "Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados" (Mateus
9.2). Também lembrou as profecias messiânicas que aprendera quando era menino e fi-
cou convencido que Jesus é o Messias. Quando Cristo o chamou, ele estava pronto "e le-
vantou-se e O seguiu".
Lucas mencionou um fato importante a respeito da chamada de Mateus, que os
outros evangelistas omitem. Lucas escreveu: "Ele se levantou e, DEIXANDO TUDO, O
seguiu" (Lucas 5.28). Deste versículo aprendemos três fatos importantes:
(1) HOUVE ARREPENDIMENTO SINCERO. Ele mudou de pensamento. Antes
disto, ele tinha desprezado muita cousa preciosa para ganhar dinheiro, mas agora ele
deixou tudo para seguir a Cristo, que se tornou para ele mais precioso do que qualquer
bem material.
(2) HOUVE UMA CONVERSÃO VERDADEIRA. Não deixou a fonte de riqueza
pouco a pouco, nem deixou para o dia seguinte para poder ganhar um pouco mais. Foi a
hora de decisão e de conversão verdadeira.
(3) TORNOU-SE DISCÍPULO DE CRISTO. "Deixando tudo, O seguiu". Mateus
deixou tudo para seguir a Cristo. Como a mulher samaritana deixou o cântaro e o após-
tolo, Paulo considerou as vantagens do Judaísmo como esterco, assim Mateus deixou tu-
do e seguiu a Cristo.
Mateus escreveu: "E sucedeu que, estando Ele em casa, â mesa, muitos publicanos
e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e Seus discípulos" (Mateus 9.10). Po-
rém Lucas preenche os detalhes importantes: "Então Lhe ofereceu Levi um grande ban-
quete em sua casa; numerosos publicanos e outros estavam com Ele à mesa" (Lucas
5.29). Agora, em vez de ajuntar dinheiro, ele está gastando dinheiro, oferecendo ao Se-
nhor Jesus "UM GRANDE BANQUETE". Por dois motivos ele fez o grande banquete.
Em primeiro lugar, ele queria honrar e mostrar a sua gratidão ao seu novo Mestre. Em
segundo lugar, ele queria levar os seus colegas, os publicanos, a Cristo. Estes são os ob-
jetivos do verdadeiro discípulo de Cristo.
Mateus ficou sem emprego e sem esperança de arranjá-lo porque ninguém daria
serviço ao publicano convertido. Ele não precisava se preocupar com isto, porque Cristo
tinha para ele um serviço especial. Tornou-se o escritor do evangelho segundo Mateus.

Lição N? 2 - Mateus 9.14 a 17

A MISSÃO DO MESSIAS

Os judeus perceberam que o Senhor Jesus agia de um modo diferente deles. Os


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fariseus estranharam o Seu procedimento porque Ele comia com publicanos e pecado-
res, mas não perceberam que Ele, o Messias, veio ao mundo para ser o médico das al-
mas, para chamar os pecadores ao arrependimento. Os discípulos de João Batista estra-
nharam a diferença do proceder do Senhor Jesus porque Seus discípulos não seguiam o
exemplo deles e dos fariseus. Vieram os discípulos de João e Lhe perguntaram: "Por que
jejuamos nós e os fariseus muitas vezes e Teus discípulos não jejuam?" (Mateus 9.14).
Por que o Senhor Jesus não seguiu o exemplo dos fariseus e ensinou os Seus dis-
cípulos a jejuar? Os fariseus ensinavam o jejum baseado na tradição dos anciãos e não no
Velho Testamento. Na Lei de Moisés, Deus mandou o povo jejuar somente no Dia da Ex-
piação. Era o dia mais solene do ano e o jejum era um sinal de tristeza pelo pecado.

PELO ATO E ABNEGAÇÃO DO JEJUM, O FARISEU ESPERAVA MERECER A VIDA


ETERNA
Muitas das religiões ensinam o jejum como um ato meritório para ganhar o favor
do seu deus. para merecer a vida eterna. Temos o caso do fariseu na parábola do fariseu
e do publicano que subiram ao templo para orar. O fariseu confiava nas suas obras para
alcançar a justificação perante Deus. Achava que as suas obras e abnegação podiam ga-
nhar-lhe a vida eterna. Ele disse: "Jejuo duas vezes por semana" (Lucas 18.12). Segundo
a tradição dos fariseus, jejuavam na segunda feira e na quinta feira. O fariseu da parábola
desceu para a sua casa condenado, em vez de ser justificado.
Alguns acham que o jejum pode ajudar na sua santificação, mas a abstinência de
alimento por algum tempo não resolve o problema dos desejos carnais. O ensino das
epístolas do apóstolo Paulo é mais prático e positivo. O crente deve crucificar a carne
(Gaiatas 2.19) e fazer morrer a sua natureza terrena (Colossenses 3.5). Os fariseus e os
discípulos de João Batista achavam que Ele tinha vindo para continuar a tradição dos an-
ciãos. A resposta do Senhor Jesus esclarece que ELE VEIO PARA TRAZER COUSAS
NOVAS E NÃO PARA CONSERTAR COUSAS VELHAS.
Por meio de três figuras, o Senhor Jesus ensinou a respeito da Sua missão.

I. O CASAMENTO -
ELE VEIO PARA INAUGURAR UMA NOVA ÉPOCA PARA A HUMANIDADE.
"Respondeu-lhes Jesus: Podem acaso estar tristes os convidados para o casamen-
to, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo
e nesses dias hão de jejuar" (Mateus 9.15). O casamento para os noivos significa uma no-
va época na sua vida. Pela comparação com um casamento, o Senhor Jesus ensinou que
veio para começar uma nova época para a humanidade. João Batista, ao ensinar os seus
discípulos, usou a mesma comparação. Ele disse: "Eu não sou o Cristo, mas fui enviado
como Seu precursor; O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo, que está presente e
o ouve, muito se regozija por causa da voz do noivo" (João 3.28 e 29).
O casamento é figura da união de Cristo e a Sua Igreja, a qual é composta de todos
os verdadeiros crentes em Cristo (Efésios 5.31 e 32).

QUE ÉPOCA CRISTO INAUGUROU QUANDO VEIO AO MUNDO?


E a época da graça de Deus para com a raça humana, quando Deus age com amor
para com os que estão perdidos e que nada merecem, oferecendo-lhes, pela morte ex-
piatória e pela ressurreição de Jesus Cristo, a salvação eterna e completa. Um anjo do
Senhor anunciou as boas novas de grande alegria (Lucas 2.10) de um Salvador, que é
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Cristo, o Senhor. No começo do Seu ministério, na sinagoga em Nazaré, o Senhor Jesus
leu (safas 61.1 e 2 e terminou com as palavras: "E apregoar O ANO ACEITÁVEL do Se-
nhor" (Lucas 4.18 e 19). É outro nome que a época da graça recebe.

A ÉPOCA DA GRAÇA DE DEUS É COMPLETAMENTE NOVA


A época da graça de Deus não foi acrescentada à época da Lei. Os períodos da Lei
de Moisés e da Graça de Deus são distintos e diferentes. Os fariseus e os discípulos de
João Batista não entenderam isto.

II. R E M E N D O DE P A N O NOVO EM VESTIDO VELHO -


CRISTO VEIO AO MUNDO PARA PODER OFERECER AO HOMEM UM VESTIDO
NOVO DA JUSTIÇA DE DEUS.
"Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira
parte do vestido e fica maior a rotura" (Mateus 9.16). O vestido é figura da justiça pela
qual o homem pode se apresentar perante Deus. Os fariseus representam muita gente
que, pela sua religião e pelas suas obras, procuram se apresentar como justos perante
'Deus. Não dá certo, porque é como pôr um remendo novo num vestido velho e isto so-
mente serve para mostrar que o vestido velho não presta. Apesar de tudo o que o ho-
mem procura fazer para a sua salvação, torna-se evidente que ainda é pecador. A Palavra
de Deus declara: "Não de obras para que ninguém se glorie" (Efésios2.9). Portanto, pela
morte expiatória de Cristo, Deus está oferecendo a todos um vestido novo da Sua justiça
pela fé em Cristo.

III. VINHO NOVO EM ODRES VELHOS -


O SENHOR JESUS VEIO PARA DAR UMA NOVA VIDA, UMA NOVA NATUREZA,
UM NOVO PODER E NÃO PARA EMENDAR OU REFORMAR A VIDA VELHA.
"Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres,
derrama-se o vinho e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos e
ambos se conservam" (Mateus 9.17). O odre era um saco feito de peles de animais, prin-
cipalmente de cabras, para guardar o vinho. O odre, quando velho e ressecado, não re-
siste mais o poder do vinho novo. Existem pessoas que, em vez de crer em Cristo e rece-
ber dEle uma nova vida, procuram emendar ou consertar a sua vida, muitas vezes lar-
gando costumes inconvenientes, porém não adquirem poder e nem manifestam nova vi-
da; a reforma dura pouco tempo. Existem outros que dizem que, quando alguém se con-
verte, o coração e a natureza velha ficam transformados. Não é verdade porque, pelo no-
vo nascimento, Deus dá uma nova vida e uma nova natureza. "Se alguém está em Cristo,
é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2- Coríntios
5.17).

Lição N? 3 - Mateus 8.1 e Levftico 14.1 a 11

A PURIFICAÇÃO DO PECADO

Pela leitura da Bíblia percebemos que, por meio das doenças físicas. Deus quer nos
ensinar a respeito da doença espiritual - o pecado. Os judeus temiam muito a lepra por
causa do estrago que faz, não apenas no corpo, mas também em toda a vida. Quando o
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Senhor Jesus desceu do monte, aproximou-se dEle um leproso que O adorou, dizendo:
"Senhor, se quiseres, podes purificar-me" (v. 2). A lepra causa transtorno em toda a vida
do leproso: na vida pessoal, doméstica, religiosa, profissional e social. O leproso viu-se
obrigado a sair do lar e dizer adeus aos seus amados, talvez esposa e filhos, para viver
num ermo, longe do seu lar. Não podia exercer mais a sua profissão porque foi expulso
da sociedade para viver na miséria e destituição. Portanto, para a humanidade há uma
desgraça maior. O pecado fez a separação entre Deus e o homem e também separa os
seres humanos. O estrago causado pelo pecado é muito maior do que o estrago causado
pela lepra.

O LEPROSO MENCIONADO EM NOSSO TEXTO


É evidente que ele conheceu o Senhor Jesus ou que ouviu notícias dEle. Mostrou
reverência e O adorou. Lucas escreveu: "Ao ver Jesus, prostrando-se com rosto em ter-
ra, suplicou-Lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me" (Lucas 5.12).

TINHA FÉ NO PODER DE CRISTO, MAS DUVIDAVA DA VONTADE DE CRISTO


PARA PURIFICÁ-LO
Por que? Porque ninguém se interessava por ele. Não havia prestígio nem benefí-
cio em conhecer um leproso. Lucas, o médico, nos informa que este leproso estava "co-
berto de lepra" (Lucas 5.12). A visão de um homem coberto de lepra seria repugnante. A
doença deformava a pessoa e não havia nele atração nenhuma. O sentido das suas pala-
vras é: "Não sou digno da Sua atenção".

A COMPAIXÃO DE CRISTO FOI A T R A Í D A PELA MISÉRIA DO HOMEM


Mostrou a Sua compaixão de três maneiras: (a) "Jesus, profundamente compade-
cido, estendeu a mão, tocou-o" (Marcos 1.41). De forma alguma o povo naquele tempo
tocava num leproso, por medo de contrair a doença tão terrível, (b) Falou as palavras
consoladoras: "Quero, fica limpo". Na sua vida, o leproso jamais tinha ouvido palavras
de conforto e de alívio como estas, (c) Manifestou o Seu poder. "E imediatamente ele fi-
cou limpo da sua lepra". De um momento para outro, a deformidade e todos os vestígios
da lepra desapareceram.
Das duas ordens que o Senhor Jesus deu ao leproso, a primeira foi: "Olha, não o
digas a ninguém". Em geral, os doentes curados não obedeceram esta ordem. Em segui-
da, o Senhor Jesus deu a segunda ordem: "Vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta
que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo" (Mateus 8.4).

A PURIFICAÇÃO DO LEPROSO
O leproso, ao encontrar-se com alguém, era obrigado a gritar: "Imundo, imundo".
Na Bíblia a cura do leproso chama-se "a purificação". O Senhor Jesus mandou o leproso
curado cumprir o rito da purificação como foi ordenado em Levltico 14. Por que este rito?
Por duas razões. Por meio da figura da lepra. Deus queria ensinar ao povo que o pecado
é imundo e horrível e que o pecador precisa ser purificado do seu pecado. O Novo Tes-
tamento ensina a purificação do pecado pelo sangue e sacrifício de Jesus Cristo vertido
na cruz (João 1.29 e 1? João 1.7).
O rito da purificação exigia sacrifícios, que são figuras da morte de Cristo. O lepro-
so, depois de ser curado por Cristo e examinado por um sacerdote fora do arraial, levou a
sua oferta de duas aves limpas ao templo. O sacerdote imolou uma das aves num vaso
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de barro sobre águas correntes e a outra, a ave viva, junto com um pau de cedro, o estofo
carmesim e o hissopo, foram molhados no sangue da ave imolada. Depois o sacerdote
espargiu o leproso sete vezes com o sangue e soltou a ave viva espargida com sangue,
rumo ao campo aberto.

O QUE SIGNIFICA ESTE RITO?


A ave morta ensina que a morte de Jesus Cristo, isto é o Seu sangue, purifica de
todo pecado e que a justiça divina exigia a morte da vítima. A ave solta no campo aberto,
levando em seu corpo o sangue da ave imolada, é uma bela figura da ressurreição de Je-
sus Cristo. A ave viva, elevando-se aos céus, levava nas suas asas o sinal que significava a
expiação consumada. A ressurreição do Senhor Jesus declara o glorioso triunfo da Re-
denção. "Ressuscitou para nossa justificação" (Romanos 4.25). Esta mensagem de Jesus
Cristo ressuscitado traz a alma daquele que confia nEle a certeza da salvação e o alívio do
pecado e das suas consequências.

O EFEITO DA PURIFICAÇÃO
O leproso, que antes se encontrava longe da morada de Deus, agora, pela purifica-
ção, chegou perto e tornou-se adorador de Deus. Esta é a posição do crente em Cristo.
"Agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue
de Cristo" (Efésios 2.13).
Ao oitavo dia da sua purificação o leproso curado aproximou-se do templo para
oferecer quatro ofertas, cada uma apresentando um aspecto diferente do sacrifício de
Cristo: a oferta pela culpa, a oferta pelo pecado, o holocausto e a oferta de manjares.
Também no mesmo dia, ao imolar o cordeiro da oferta pela culpa, o sacerdote tomou o
sangue e o colocou "sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se e
sobre o polegar da sua mão direita e sobre o polegar de seu pé direito" (Levftico 14.25).
Este rito ensina que o redimido pertence a Deus. "Não sois de vós mesmos porque fostes
comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo" (1? Cortntios 6.19 e
20). No mundo há uma confusão de vozes que querem ser ouvidas e atendidas, mas o
sangue na ponta da orelha indica que aquele membro foi comprado para ouvir só a voz
do Mestre. O sangue sobre o polegar da mão direita demonstra que ela deve estar ocu-
pada com o serviço do Mestre e não no serviço do pecado. O sangue sobre o polegar do
pé direito mostra que o nosso andar não deve estar nos caminhos duvidosos, mas no
caminho do Mestre.

Lição N5 4 - Mateus 8.5 a 15

A AUTORIDADE E O PODER DA PALAVRA DO SENHOR JESUS

Os relatos dos trechos em foco são de milagres:


a) A cura do criado do centurião (w. 5 a 13).
b) A cura da sogra de Pedro (w. 14 e 15).
c) A cura da multidão de doentes (w. 16 e 17).
O palco dos milagres é Cafarnaum, onde o Senhor morava.

O CENTURIÃO (w. 5 a 13)


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Era italiano e um oficial do exército romano com cem soldados sob as suas ordens.
O gentio não podia tomar parte na vida social e religiosa dos judeus, pois o judeu não
comia com o gentio, nem entrava na sua casa e ao gentio não era permitido entrar no
templo.

UM PROBLEMA NO LAR DO CENTURIÃO


O escravo do centuriâo ficou paralítico, mas para a maioria dos romanos isto não
seria problema, porque os escravos eram tratados com brutalidade e um escravo doente
seria abandonado para morrer. O centuriâo de Cafarnaum não agia desta maneira, pois
era bondoso e sentiu muito o sofrimento de seu criado.
Ele era amigo dos judeus, o que é de admirar porque os romanos desprezavam os
judeus e estes detestavam os estrangeiros, que os subjugavam. Parece que o centuriâo
tornou-se prosélito, isto é, ele abraçou a religião dos judeus e, desta maneira, começou a
desfrutar de alguns privilégios sociais e religiosos entre eles.

LUCAS COMPLETA O RELATO DE MATEUS (Lucas 7.1 a 10)


Pelo j evangelho de Lucas aprendemos que o centuriâo se apresentou a Jesus, não
pessoalmente, mas sim, por representação. Ele, "tendo ouvido falar a respeito de Jesus,
enviou-lhe alguns dos anciãos dos judeus, pedindo-Lhe que viesse curar o seu servo"
(Lucas 7.3).

O TESTEMUNHO DOS ANCIÃOS DOS JUDEUS


Disseram: "ELE É DIGNO de que IHe faças isto" e acrescentaram: "Porque é amigo
do nosso povo e ele mesmo nos edificou a sinagoga" (Lucas 7.4 e 5). O Senhor Jesus se
prontificou a ir e curá-lo. Quando Jesus já estava perto da casa do centuriâo, este en-
viou-lhe amigos com este recado: "Senhor, não Te incomodes porque não sou digno de
que entres em minha casa" (Lucas 7.6). Os anciãos disseram: "Ele é digno", mas ele
mesmo disse: "Não sou digno".

AS LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER DESTE RELATO:

I. O SEU CONCEITO ELEVADO A RESPEITO DE CRISTO.


O seu conceito de Cristo foi tão grande que ele achava-se indigno de chegar à pre-
sença de Cristo e recebê-IO em sua casa. Nós sabemos que, mesmo sendo indignos, po-
demos chegar-nos a Ele e que Ele tem prazer em entrar e transformar o nosso lar. É bom
quando os pecadores sentem-se indignos, mas, ao mesmo tempo, com arrependimento
devem chegar-se a Cristo.

II. É NOTÁVEL A SUA FÉ NA AUTORIDADE DE CRISTO E NO PODER DA SUA


PALAVRA (Mateus 8.8 e 9).
O recado que ele enviou a Cristo foi este: "APENAS MANDA COM UMA PALAVRA
E O MEU RAPAZ SERÁ CURADO'' (Mateus 8.8). É um contraste com o que aconteceu
em Nazaré: "Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos doentes, im-^
pondo-lhes as mãos. ADMIROU-SE DA INCREDULIDADE DELES" (Marcos 6.5 e G). No
caso do centuriâo, lemos: "ADMIROU-SE JESUS".

III. O QUE É ADMIRÁVEL É A FÉ DESTE GENTIO


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RECONHECEU A AUTORIDADE DE JESUS. Ele disse: "Pois também eu sou ho-
mem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: Vai e ele vai; e
a outro: Vem e ele vem; ao meu servo: Faze isto e ele o faz" (Mateus 8.9). Muitos negam
a autoridade de Jesus, mas o centurião a reconheceu.
É O PRIMEIRO PASSO DE FÉ. Precisamos conhecera pessoa em quem deposita-
mos a nossa fé. O centurião devia ter adquirido bastante conhecimento do Senhor Jesus
porque Ele morava na mesma cidade de Cafarnaum. Também a fama de Jesus corria em
toda aquela região. Ele ouviu falar a respeito dEle (Lucas 7.3). "E, assim, a fé vem pela
pregação e a pregação pela palavra de Deus" (Romanos 10.17). Crer na palavra de al-
guém é crer na sua pessoa. A pessoa é salva porque crê na palavra do Evangelho, crê na
pessoa de Cristo e deposita a fé na Sua obra redentora efetuada na cruz.
A fé é a chave das bênçãos eternas que se encontram no Evangelho. O Senhor Je-
sus procura fé. Ele disse: "Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel ACHEI FÉ
como esta" (8.10).
Nos versículos 11 e 12, o Senhor Jesus confirmou uma profecia que se encontra no
Velho Testamento a respeito dos gentios que virão do Oriente e do Ocidente para tomar
os seus lugares no reino dos céus (Malaquias 1.11; Isafas 59.19 e Jeremias 16.19). Estas
Escrituras referem-se ao Milénio, o reino de Cristo de mil anos na terra. "Os judeus cha-
mam -se os filhos do reino, que serão lançados para fora, nas trevas, ali haverá choro e
ranger de dentes" (Mateus 8.12). É verdade que, mesmo na época da graça de Deus. os
judeus têm rejeitado o Evangelho, enquanto que muitos gentios o têm aceitado.
A fé do centurião posta em Cristo deu um bom resultado. '"Então disse Jesus ao
centurião [através de outros]: Vai-te e seja feito conforme a tua fé. E naquela mesma
hora o servo foi curado" (v. 13).

A CURA DA SOGRA DE PEDRO (w. 14 e 15)


O Senhor Jesus provavelmente morava na casa de Pedro. Naquele lar Ele era bem
conhecido: "Ele tomou-a pela mão e a febre a deixou'". Foi uma cura completa; logo ela
se levantou e passou a servi -10 (v. 15).

A CURA DA MULTIDÃO DE DOENTES


Eles esperavam o fim do sábado, as seis horas da tarde para serem curados. Desta
vez. Ele "meramente com a palavra Ele expeliu os espíritos e curou todos os que estavam
doentes" (v. 16).
O versículo 17 tem sido mal interpretado. A expiação foi feita somente na cruz de
Jesus e não antes. Os dois verbos "tomou" e "carregou" simplesmente se referem à ma-
neira como o nosso Senhor curou as doenças. Ele sentiu profundo pesar para com eles e
simpatizou com eles. Não podemos exigir a cura do corpo na base da morte expiatória de
Cristo.

Lição N? 5 - Mateus 8.18 a 27

NUNCA PERECER!

Muitos foram atraídos pelos milagres de Jesus Cristo, mas poucos creram nEle
(João 6.64 e 66). Pedro, como porta-voz dos discípulos verdadeiros, disse: "Senhor, para
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quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna e nós temos crido e conhecido que és o
Santo de Deus" (João 6.68 e 69). A nossa lição começa com dois homens que não eram
discípulos verdadeiros de Cristo. O escriba, emocionado e precipitado, declarou: "Mestre,
seguir-Te-ei para onde quer que fores" (v. 19). Ele foi acautelado desta profissão de fé
vazia pelas palavras do Mestre: "As raposas têm os seus covis e as aves do céu, ninhos;
mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça" (v. 20). No trecho que estamos
estudando, encontraremos diversos quadros do Senhor Jesus, dos quais este é o pri-
meiro:

A POBREZA DE JESUS CRISTO COMO O FILHO DO HOMEM


"O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça". Embora sendo o dono do
Universo, Ele dependia de outros. O Seu berço foi uma manjedoura emprestada; foi
sustentado por mulheres que O seguiam e um barco emprestado Lhe serviu de púlpito. A
jumenta e o jumentinho foram-Lhe emprestados para a entrada triunfal em Jerusalém,
como também o cenáculo para Ele passar a Páscoa com os Seus discípulos. A Sua cruz e
o Seu túmulo não Lhe pertenciam (2- Coríntios 8.9).
Para ser discípulo de Cristo, o Mestre tem de ser colocado em primeiro lugar. Outro
disse ao Mestre: "Senhor, permite-me ir primeiro sepultar o meu pai". É claro que, se o
pai tivesse morrido, ele estaria fazendo os preparativos para o sepultamento no mesmo
dia. O pensamento dele foi: "Seguir a Cristo eu quero, mas agora não, só mais tarde".
Tal atitude não serve para o Senhor. Ele o chamou para decidir-se a reconhecer Cristo
como o Senhor e separar-se do mundo. "Segue-Me e deixa aos mortos o sepultar os
seus próprios mortos" (v. 22).

O SEGUNDO QUADRO É DE CRISTO COMO COMANDANTE DO BARCO


Ele entrou no barco e ordenou-lhes passar para a outra margem (v. 18). O barco
estava sob o Seu comando e a chegada ao destino dependia dEle. O relato da viagem do
barco para a outra margem do mar pode ilustrar a vida do cristão rumo ao destino celes"-
tial. A viagem pela vida não fica sem ás suas tempestades e, no caso dos discípulos no
barco, houve dois acontecimentos extraordinários. O primeiro foi uma tempestade fora
do comum, de sorte que o barco era varrido pelas ondas (v. 24) e parecia que ninguém
escaparia. O segundo acontecimento extraordinário é: "Entretanto, Jesus dormia" (v. 24).

O TERCEIRO QUADRO É DA PERFEITA HUMANIDADE DE JESUS CRISTO


Já era tarde quando eles embarcaram (Marcos 435). Cansado com os trabalhos
intensos daquele dia. Ele dormiu num travesseiro na popa do barco. Sentiu cansaço co-
mo nós, porém, embora por fora houvesse uma tempestade, por dentro gozava de uma
perfeita paz.

O QUARTO QUADRO É DO DEUS ONIPOTENTE


Quando acordou. Ele não ficou apavorado, nem agiu com pressa, pois em primeiro
lugar repreendeu os Seus discípulos e depois repreendeu o mar e o vento. O grande pro-
blema não é a tempestade, mas sim, a falta de fé dos discípulos de pensarem que o barco
podia afundar com eles, mesmo com a presença de Cristo. Fez-se grande bonança e, as-
sim, demonstrou a Sua onipotência. pois o mar e o vento obedeceram à voz do Criador.
Maravilharam-se os homens, dizendo: "Quem é este que até o vento e o mar Lhe obede-
cem?" (v. 27). Ele é o Deus onipotente.

- 10-
Ainda há mais um acontecimento extraordinário. Os discípulos REPREENDERAM o
Mestre, despertando-O do sono e dizendo-Lhe: "MESTRE, NÃO TE IMPORTAS QUE
PEREÇAMOS?" (Marcos 4.38). O verbo "perecer" é empregado pelo povo para descrever
grandes desastres; portanto, na Bíblia, é empregado para descrever a maior calamidade:
a eterna perdição da alma no inferno. O Senhor Jesus advertiu o povo: "Se, porém, não
vos arrependerdes, todos igualmente perecêreis" (Lucas 13 3). O homem sem Cristo está
perdido, mas, enquanto viver, ele pode ser achado. Porém, se morrer sem Cristo como
Salvador, estará perdido para todo o sempre, sem esperança de salvação.
A acusação injusta dos discípulos contra o Senhor Jesus foi feita por causa de me-
do. Ninguém jamais poderá levantar a acusação contra Ele: "Mestre, não Te importas
que pereçamos". Deus se importa com a morte do pecador porque Ele tem feito tudo
para evitar esta grande calamidade (Ezequiel 18.32). Ele não quer que ninguém pereça.
Foi o propósito e o motivo da vinda de Cristo ao mundo e da Sua morte na cruz para nos
salvar. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito,
para que todo o que nEle crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida- eterna" (João 3.16).
Será que o barco podia ter afundado com Cristo e os Seus discípulos? De forma al-
guma. A palavra de Cristo é infalível. Quando Ele disse: "Passemos para a outra margem
do lago" (Lucas 8.22), não havia nada para deter o Seu propósito. O Novo Testamento
ensina claramente a segurança eterna daquele que se arrepende e confia em Cristo e na
Sua morte expiatória na cruz. O Senhor Jesus disse: "As Minhas ovelhas ouvem a Minha
voz; Eu as conheço e elas Me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, JAMAIS PERECERÃO
ETERNAMENTE E NINGUÉM AS ARREBATARA DA MINHA MÃO" (João 10.27 e 28).

Lição N? 6 - Mateus 8.28 a 34; Marcos 5.1 • 20 e Lucas 8.37 a 39

A LIBERTAÇÃO

Marcos e Lucas acrescentam mais informações ao relato a respeito do endemoni-


nhado gadareno e, desta maneira, completam o quadro. Mateus informa como Jesus e
os Seus discípulos chegaram de barco à terra dos gadarenos e que logo saíram ao seu
encontro dois endemoninhados (Mateus 8.28). Marcos e Lucas mencionam um, que é co-
nhecido pelo nome de Legião, por estar ele possesso de muitos demónios.

NO MUNDO EXISTEM DOIS REINOS ESPIRITUAIS: O REINO DAS TREVAS E O


REINO DA LUZ (1* Pedro 2.9)
São conhecidos também como o reino de Satanás e o reino do Filho de Deus (Co-
lossenses 1.13). Satanás não é onipresente, mas tem um exército de demónios que lhe
obedecem. São espíritos enganadores e não almas de pessoas que partiram deste mun-
do. A possessão demoníaca é horrível e um perigo para os que mexem com o espiritis-
mo. Existem muitas pessoas que procuram o espiritismo para obterem diversos supostos
benefícios, como uma cura. São iscas para a desgraça do indivíduo.

OS OBJETtVQS DO REINO DAS TREVAS:


(1) PROCURA DOMINAR E ESCRAVIZAR O HOMEM.
Satanás procura dominar o homem de muitas maneiras, mas, no caso do endemo-
ninhado, o demónio domina por completo a tal ponto que não se sabe quem está falan-
- 11 -
do, se é o demónio ou a pessoa.
(2) LEVA O HOMEM À DEGRADAÇÃO.
Os endemoninhados estavam nus e moravam nos túmulos. O homem foi criado
para morar num lar, mas existem pessoas que, pela sua condição moral, não podem ficar
no lar.
(3) O PODER DO REINO DAS TREVAS É GRANDE.
Ninguém podia prender o homem, nem mesmo com cadeias, porém o poder de
Cristo é maior.
(4) CAUSA MISÉRIA À VÍTIMA.
Marcos escreveu: "Andava sempre de noite e de dia, clamado por entre os sepul-
cros e pelos montes, ferindo-se com pedras" (Marcos 5.5). Que miséria! Queria destruir-
se a si mesmo.
(5) PREJUDICAVA OUTROS.
O perigo era tanto que ninguém podia passar por aquela estrada (Mateus 8.28).
(6) O ALVO PRINCIPAL É LEVAR O HOMEM À PERDIÇÃO ETERNA.
(2?Coríntios4.4).

A CONFRONTAÇÃO DOS DOIS REINOS ESPIRITUAIS.


O Filho de Deus encontra-se com a legião de demónios e aprendemos o seguinte:
OS DEMÓNIOS OUVIRAM E OBEDECERAM À VOZ DO FILHO DE DEUS. O povo
admirou a autoridade da palavra do Senhor Jesus e disse: "Até os demónios Lhe obede-
cem". Não somente eles, mas também o chefe deles foi obrigado a obedecer à voz do
Filho de Deus. Depois da última tentação de Satanás no deserto, o Senhor Jesus lhe dis-
se: "Retira-te. Satanás" e ele foi obrigado a obedecer à voz do Filho de Deus.
OS DEMÓNIOS CONHECIAM O SENHOR JESUS. Sabiam que Ele é o Filho de
Deus e gritaram: "Que temos nós contigo, ó Filho de Deus?" (Mateus 8.29). Como conhe-
ciam os demónios que Jesus Cristo é o Filho do Deus Altíssimo? Os demónios sabiam a
quem eles estavam combatendo.
A ATITUDE DOS DEMÓNIOS FOI DE REVOLTA CONTRA ELE. Disseram: "Que
temos nós contigo?"
ELES CONHECIAM SEU DESTINO. "Vieste aqui atormentar-nos antes do tem-
po?" (v. 29). O lago de fogo. o lugar de tormento eterno, foi feito para o diabo e seus an-
jos e não para o homem. Portanto, é o destino dos que desprezam e rejeitam o Evange-
lho de Cristo.
SABIAM TAMBÉM QUE AINDA NÃO ERA O TEMPO DE MANDÁ-LOS PARA
O INFERNO (Apocalipse 20.10 e 14). Não há esperança para os demónios, pois a salvação
é somente para a raça humana.
O PEDIDO DOS DEMÓNIOS. "Então os demónios Lhe rogaram: Se nos expeles,
manda-nos para a manada de porcos" (v. 31).0 Senhor Jesus atendeu ao desejo dos
demónios e toda a manada de dois mil porcos "se precipitou, despenhadeiro abaixo, para
dentro do mar e nas águas pereceram" (Mateus 8.32). Os porqueiros fugiram, foram à ci-
dade e "contaram todas as cousas e o que aconteceu aos endemoninhados" (v. 33).
A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM. O povo viu "o homem de quem saíram os
demónios, vestido, em perfeito juízo, assentado aos pés de Jesus e ficaram dominados
de terror" (Lucas 8.35).
A QUE REINO PERTENCIA O POVO GADARENO? AO REINO DAS TREVAS OU
AO REINO DA LUZ?
- 12 -
Percebamos os seguintes fatos:
(a) Quando o povo gadareno viu a transformação do endemoninhado ficou domi-
nado pelo terror.
(b) Ao ver a destruição da manada de porcos o povo pediu que Jesus se retirasse
da sua terra.
(c) O povo era materialista, pois para eles uma manada de porcos tinha mais valor
do que a libertação do endemoninhado ou do que a presença de Jesus Cristo.
(d) O fato do povo ficar dominado de terror ao ver a transformação do endemoni-
nhado confirma que o povo pertencia ao reino das trevas.
(e) Mostraram a mesma atitude dos demónios quando estes disseram: "Que temos
nós contigo?" O povo também não queria nada com Jesus Cristo, que foi rejeitado.
O Senhor Jesus, apesar da Sua rejeição pelos gadarenos, deixou uma testemunha
para eles. Quando Jesus entrou no barco, o endemoninhado transformado queria acom-
panhar o Mestre que o tinha libertado, mas "Jesus ordenou-lhe: Vai para tua casa, para
os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teye compaixão de ti" (Marcos
5.19). "Então ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera e
todos se admiraram" (Marcos 5.20).

Lição N? 7 - Mateus 9.1 a 8

O PERDÃO DOS PECADOS

O nosso assunto é um paralítico que foi levado por quatro homens a Cristo. Um
homem paralisado não pode fazer cousa alguma. É interessante notar que o estado espi-
ritual do homem sem Cristo é semelhante ao estado do paralítico. Em Romanos 3.12 le-
mos: "Todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis, não há um sequer". O homem
sem Cristo é inútil para Deus e não pode fazer o Seu serviço, pois não agrada a Deus. A
esperança deste homem começou pela fé quando confiou no poder de Cristo e achou
quatro amigos com a mesma fé. Chegar aos pés de Cristo não lhe foi fácil porque muita
gente o impedia e não lhe abria caminho.
Muitas vezes, quando alguém está procurando Cristo, aparecem obstáculos no ca-
minho. Mas não há impedimentos que não se possam vencer pela fé. "Não podendo
aproximar-se dEle por causa da multidão, descobriram o eirado e, fazendo uma abertura,
baixaram o leito em que jazia o doente" (Marcos 2.4). Não sei se alguém protestou quan-
do fizeram a abertura no eirado. Em todo caso, eles haveriam de responder: "É verdade
que a propriedade tem valor, mas a saúde tem muito mais valor". Todos nós concorda-
ríamos com este sentimento, mas, ao chegar aos pés de Cristo, descobriram que existe
algo de mais valor ainda. Jesus disse ao paralítico: "Tem bom ânimo, filho; ESTÃO
PERDOADQS OS TEUS PECADOS" (Mateus 9.2). Eles esperavam palavras bem dife-
rentes, mas o Senhor Jesus queria suprir a maior necessidade do paralítico e que era não
a cura do corpo, mas sim, a cura da alma. A maior bênção e felicidade é o perdão dos pe-
cados.
Os chefes religiosos que estavam ali estranharam este anúncio inesperado. "Os es-
cribas e fariseus arrazoavam dizendo: Quem é este que diz blasfémias? Ouern pode per-
doar pecados senão só Deus?" (Lucas 5.21).
- 13-
FALARAM A VERDADE QUANDO DISSERAM QUE SÓ DEUS PODE PERDOAR
PECADOS
Pelo Velho Testamento eles aprenderam que o pecado é dirigido contra Deus e, por
isso, só Deus pode perdoar pecados. O rei Davi disse a Deus: "Pequei contra Ti, contra Ti
somente e fiz o que é mal contra os Teus olhos" (Salmo 51.4). Os judeus conheciam este
versículo do Velho Testamento e tinham razão quando disseram que um mero homem
não tinha o direito de perdoar pecados; porém, cometeram um grande erro quando acu-
saram o Senhor Jesus de blasfémia porque Ele é Deus. É fácil para qualquer homem di-
zer: "Os teus pecados estão perdoados", mas como sabemos que as palavras proferidas
na terra são ratificadas no céu? Como sabemos que os pecados são realmente perdoa-
dos?

O SENHOR JESUS DEU PROVAS DE QUE ELE, E SOMENTE ELE, TEM AUTORI-
DADE DE PERDOAR PECADOS.
Ele provou que é Deus por demonstrar Seus atributos:
(1) ELE É ONISCIENTE, pois sabe tudo. Somente Deus sabe o que se passa no
cérebro humano. Satanás não tem este atributo, pois não é onisciente. O Senhor Jesus
sabia o que os escribas estavam pensando. "Mas alguns escribas diziam consigo: Este
blasfema. Jesus, porém, CONHECENDO-LHES os pensamentos, disse: Por que cogitais
o mal em vossos corações?" Ele conhece tudo. Além deste, há outros exemplos de Sua
onisciência no Novo Testamento.
(2) ELE É ONIPOTENTE. Prosseguiu Jesus: "Qual é mais fácil dizer: Estão per-
doados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?" (v. 5). É fato que é fácil anunciar o
perdão dos pecados, mas outra cousa é exercer o atributo da onipotência e provar que se
tem autoridade de fazer isto.

A ONISCIÊNCIA DE JESUS DEMONSTRADA


"Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para
perdoar pecados - disse então ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua
casa" (v. 6). "E, levantando-se, partiu para sua casa" (v. 7).
Quando o paralítico chegou aos pés de Cristo, lemos que: "Vendo-lhes a fé, Jesus
disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho, estão perdoados os teus pecados". O Senhor
Jesus viu a fé do necessitado que lhe possibilitou receber a grande bênção espiritual. Ele
viu também a fé dos quatro amigos que tiveram a satisfação de alcançar bom êxito na
sua missão. Devemos ainda mencionar que o propósito da vinda do Filho de Deus a este
mundo foi fazer a expiação dos nossos pecados na cruz e, por esta obra consumada,
Deus oferece o perdão dos pecados pelo Senhor Jesus.
O paralítico recebeu mais do que o perdão porque recebeu também poder para an-
dar. O pecador que, pela fé, alcança o perdão dos seus pecados também recebe o poder
para andar neste mundo.

Lição N? 8 - Mateus 9.18 a 26

A FÉ QUE SALVA

O título desta lição pode ser mal entendido porque é Cristo que salva e sem Ele e a
- 14-
Sua morte expiatória não há salvação. Portanto, é pela fé em Cristo que o hornem é sal-
vo. A fé verdadeira é o meio de salvação.

A RESSURREIÇÃO DA FILHA DE JAIRO


Jairo, um dos principais da sinagoga (Marcos 5.22), estava à espera do Senhor Je-
sus quando este chegou de barco da terra dos gadarenos a Cafarnaum. Quando Jairo
saiu de casa, sua filha estava à morte e ele, pensando que sua filha já tivesse morrido,
pediu ao Senhor: "Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a tua mão sobre
ela e viverá" (Mateus 9.18).

A FEDE JAIRO
Como chefe da sinagoga, ele ensinava pelo Velho Testamento que o homem deve
adorar somente a Deus (Êxodo 20.3 e 5) e, sabendo isto, ele adorou ao Senhor Jesus
(Mateus 9.18). Ainda mais, ele acreditou que Jesus Cristo podia vencer a morte, a grande
inimiga da humanidade, que sempre venceu o homem. O Senhor Jesus atendeu o pedi-
do de Jairo, mas, no caminho, Jairo recebeu a triste notícia: "Tua filha já está morta, não
incomodes mais o Mestre" (Lucas 8.49). O Senhor, que sempre procura animar a fé, disse
palavras animadoras a Jairo: "Não temas, crê somente e ela será salva" (Lucas 8.50).
Ao chegar à casa, os músicos já estavam tocando música solene na flauta e o povo
lamentava a morte da menina. Mas tudo mudou com a presença dAquele que é a res-
surreição e a vida. Ele disse: "Retirai-vos porque não está morta a menina, mas dorme. E
riam-se dEle" (Mateus 9.24). Ele chamou a morte de sono ou de dormir e nas Escrituras,
quando se usa "dormir" para a morte, sempre refere-se ao corpo e nunca à alma.
A morte, a inimiga do homem, foi obrigada a entregar a sua vítima cada vez que o
Senhor Jesus se encontrou com ela. Acompanhado somente dos pais e de três discípu-
los, Jesus entrou no quarto da menina, pois lá não era lugar próprio para curiosos e
zombadores. "Jesus tomou a menina pela mão e ela se levantou" (Mateus 9.25). Marcos
escreveu: "Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, Eu te man-
do, levanta-te" (5.41). Até os mortos ouviram a sua voz de autoridade. Aquele foi um
momento solene. O propósito de Sua vinda aqui no mundo foi destruir, por Sua morte,
aquele que tem o poder da morte (Hebreus 2.9,14 e 15).

JESUS CRISTO É A RESSURREIÇÃO E A VIDA


Disse Jesus a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que
esteja morto, viverá; e todo o que vive e crê em Mim, não morrerá eternamente. Crês is-
to?" (João 11.25 e 26). Ele não somente tem poder para ressuscitar pessoas, mas Ele
mesmo é a ressurreição e a vida. Podemos considerar três aspectos deste assunto:
(1) IMO PASSADO. Ele ressuscitou pelo menos três pessoas: A filha de Jairo (Ma-
teus 9.27), que acabara de morrer; o filho da viúva de Naim (Lucas 7.15), que estava sen-
do conduzido ao cemitério e Lázaro (João 11), que já estava morto fazia quatro dias.
Além disto, o próprio Jesus Cristo ressuscitou, constituindo-se na maior prova de que
Ele é a ressurreição e a vida.
(2) NO PRESENTE. A condição espiritual dos homens sem Cristo é descrita como
mortos nos seus delitos e pecados ((Efésios 2.1). O homem está morto para com Deus.
Cristo afirmou: "Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá" Ele dá a vida eterna ao que
crê n E lê.
(3) NO FUTURO. Na Sua vinda aos ares para a Sua Igreja, Cristo "descerá dos céus
- 15-
e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1f Tessalonicenses4.16).

A MULHER ENFERMA (Mateus 9.19 a 22)


No caminho para a casa de Jairo houve a cura notável de uma mulher enferma,
que é uma ilustração da fé que recebe a salvação de Deus. A mulher sofreu por doze anos
de uma doença incurável. Perdeu toda esperança porque esgotou todos os recursos hu-
manos e "muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto pos-
suía sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior" (Marcos 5.26).
Nessa situação desesperadora entrou um raio de luz, pois ela ouviu a fama de Jesus e em
seu coração nasceram a fé e a confiança que Ele poderia resolver o seu problema. "E as-
sim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo" (Romanos 10.17).
A SUA FÉ SE EXPRESSOU DE UMA MANEIRA INTERESSANTE. Ela veio por
trás de Jesus "e Lhe tocou a orla da Sua veste, porque dizia consigo mesma: Se apenas
Lhe tocar a veste, ficarei curada" (Mateus 9.20 e 21 ) "e logo se lhe estancou a hemorragia
e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo" (Marcos 5.29).
Ela desejava sair da multidão sem deixar ninguém saber o que lhe tinha acontecido
e Jesus, "reconhecendo imediatamente que dEle sairá poder, virando-se no meio da
multidão, perguntou: Quem Me tocou nas vestes?" (Marcos 5.30). "Responderam-Lhe os
Seus discípulos: Vês como a multidão Te aperta e dizes: Quem Me tocou? (Marcos 5.31).
Havia uma diferença entre a mulher e a multidão que apertava o Senhor Jesus; esta não
sentia necessidade de Cristo, nem tinha fé nEle. Até hoje, muitos estão cercando Cristo
sem depositar sua fé nEle.
Por algumas razões não foi permitido a ela esconder-se:
(a) O Senhor Jesus queria aprovar e recomendar este ato de fé;
(b) Não convém esconder uma bênção recebida de Cristo. Para a vida cristã a con-
fissão de Cristo como Salvador e Senhor é necessária para crescimento espiritual (Roma-
nos 10.9fc
(c) É um exemplo para que outros possam confiar em Cristo.
(d) Ela precisava revelar-se a fim de ouvir as palavras consoladoras: "Filha, a tua fé
te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal" (Marcos 5.34). Que mensagem de conso-
lação para ela!
(e) É a mensagem do Evangelho até ao dia de hoje. A sua cura foi física, mas é a
mesma mensagem do Evangelho para a nossa época. Para quem confia em Cristo para
salvação, as mesmas palavras são apropriadas: "A tua fé te salvou; vai-te em paz e fica li-
vre do teu mal". É Cristo que salva e dá paz ao coração, mas a salvação é mediante a fé
nEle.

Lição N* 9 - Mateus 9.27 a 34

A CEGUEIRA

Esta penúltima lição do curso é a última da série de milagres operados pelo Senhor
Jesus e registrados em Mateus, capítulos 8 e 9. Ele curou toda sorte de doenças e "as
multidões, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos ho-
mens" (Mateus 9.8). Depois da ressurreição da filha de Jairo, "a fama deste aconteci-
mento correu por toda aquela terra" (v. 26). Estes milagres provaram que Jesus Cristo é
- 16-
o Messias, o Cristo.
O assunto desta lição é a cura de dois cegos e de um mudo endemoninhado.

OS DOIS CEGOS
Estes se ajuntaram, estando na mesma situação e com o mesmo desejo de recu-
perar a vista. Se, pelo menos, um enxergasse, seria mais fácil encontrarem a Jesus, mas
os dois eram cegos. Não sabemos quanto tempo eles seguiam com a multidão, mas tal-
vez tivessem ouvido as palavras do Senhor Jesus proferidas à mulher enferma: "Tem
bom ânimo, filha; a tua fé te salvou". Em todo caso, eles ouviram falar da ressurreição da
filha de Jairo. Os cegos não podiam ver os milagres, mas ouviram as notícias e a fé vem
pelo ouvir. Quando os cegos ouviram falar da compaixão e do poder do Senhor, eles
creram. Pensaram: Se Jesus Cristo pode ressuscitar os mortos, então Ele pode dar vista
aos cegos. Eles não ficariam satisfeitos por apenas ouvir da cura de outros porque que-
riam ter a experiência do poder de Jesus Cristo em suas próprias vidas.
As multidões seguiam e apertavam o Senhor Jesus, mas a história do Evangelho
não é de multidões sendo salvas, mas de indivíduos que depositaram a sua fé em Cristo.
O Novo Testamento registra a cura de cinco cegos: Os dois do nosso trecho (Ma-
teus 9.27 a 31); outros dois de Jerico (Mateus 20.29 a 34); Marcos e Lucas somente men-
cionam um cego de Jerico (Bartolomeu, filho de Timeu); João relata o caso do cego de
nascença cuja cura provocou a oposição dos fariseus.

O NOVO TESTAMENTO ENSINA QUE, ALÉM DA CEGUEIRA FÍSICA, EXISTE A


CEGUEIRA ESPIRITUAL
O Senhor Jesus, ao comentar sobre a cura do cego de nascença e a oposição dos
fariseus, disse: "Eu vim a este mundo para juízo a fim de que os que não vêem vejam e
os que vêem se tornem cegos" (João 9.39). O cego de nascença não recebeu apenas a
vista física como também a vista espiritual, enquanto que os fariseus, vendo com os
olhos, sofriam de cegueira espiritual.

A CEGUEIRA ESPIRITUAL É CONHECIDA PELA ATITUDE DA PESSOA PARA


COM JESUS CRISTO
O cego não podia apreciar as belezas e certamente os fariseus também não apre-
ciariam a beleza da pessoa de Cristo, pois, depois de ver os milagres registrados no tre-
cho desta lição, murmuraram: "Pelo maioral dós demónios é que expele os demónios"
(Mateus 9.34).

O CEGO VIVE E ANDA NAS TREVAS


O corpo, em si mesmo, não tem luz; os olhos recebem a luz de fora do corpo. O sol
brilha sobre todos, dando claridade para todos, e, ainda assim, o cego anda nas trevas e
não pode aproveitar a luz. Esta é a situação do mundo espiritual registrada em João 1.4 a
10. O Senhor Jesus é "a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem" (v.
9). Jesus Cristo, a Luz do Mundo, resplandece sobre todos os homens, mas muitos não
recebem a Luz do Mundo, como lemos em João 1.10: "Estava no mundo, o mundo foi
feito por intermédio dEle, mas O MUNDO NÃO O CONHECEU".

O CEGO NÃO SABE PARA ONDE VAI


Ele é conduzido por alguém ou vai apalpando e procurando o caminho. Quem já
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recebeu a sua vista sabe para onde vai. O Senhor Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo;
quem' Me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8.12).

O CEGO NÃO CONHECE OS PERIGOS


É de se admirar que o mundo que não conhece a Cristo fique sossegado, sem im-
portar-se com o perigo de viver e de morrer sem Ele. Qual é a razão?
"O DEUS DESTE SÉCULO CEGOU OS ENTENDIMENTOS DOS INCRÉDULOS
para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem
de Deus" (2- Coríntios 4j4).

COMO PODE ALGUÉM RECEBER A VISÃO ESPIRITUAL?


Da mesma maneira como os dois cegos receberam a visão física. É pela fé. Os dois
cegos seguiram a Jesus, clamando: "Tem compaixão de nós, Filho de Davi" (v. 27). Eles
chegaram a Cristo com as mãos vazias, sem qualquer merecimento, apelando à compai-
xão de Deus. Quem chega a Ele desta maneira não ficará desapontado. Eles não tinham
medo de confessar que reconheceram Jesus Cristo como o Messias, o Filho de Davi. O
Senhor provou a fé deles, pois, em vez de atendê-los imediatamente, entrou na casa on-
de os cegos O procuraram. Jesus lhes perguntou: "Credes que Eu posso fazer isto? Res-
ponderam-Lhe: Sim, Senhor". Diante de tal fé, o Senhor Jesus lhes tocou os olhos, di-
zendo: "Faça-se-vos conforme a vossa fé. E abriram-se-lhes os olhos".
UMA ORDEM DESOBEDECIDA. "Porém, os advertiu severamente, dizendo:
Acautelai-vos de que ninguém o saiba" (v. 30). Desobedeceram as ordens do Mestre e
"divulgaram-Lhe a fama por toda aquela terra" (v. 31 ).

POR QUE O SENHOR JESUS NÃO QUERIA QUE DIVULGASSEM A SUA FAMA?
(a) Ele não queria expor-se à publicidade (Mateus 12.16).
(b) As multidões curiosas impediam os que estavam à procura dEle.
(c) Ele queria ser conhecido como ensinador e Salvador e não apenas como um
operador de milagres.

A CURA DO MUDO ENDEMONINHADO (w. 32 a 34)


Nestes versículos existe um contraste entre as multidões que "se admiravam, di-
zendo: Jamais se viu tal cousa em Israel" (v. 33) e a blasfémia dos fariseus, que diziam:
"Pelo maioral dos demónios é que expele os demónios" (v. 34). Lucas também registra
este caso no seu evangelho (Lucas 11.14).

Lição N* 10 - Mateus 11.20 a 30

PRIVILÉGIO E RESPONSABILIDADE

O nosso assunto começa com a repreensão do Senhor Jesus às três cidades mais
privilegiadas do mundo. São elas: Cafarnaum, situada ao norte do Mar da Galiléia, Cora-
zim, à beira do mar e a cerca de três quilómetros de Cafarnaum, e Betsaida, a três quiló-
metros do Mar da Galiléia, além do Jordão. O Senhor Jesus mudou -se de Nazaré para
Cafarnaum, tornando-se esta cidade o centro do Seu ministério.
-18-
AS TRÊS CIDADES FORAM PRIVILEGIADAS COM A PRESENÇA, O ENSINO E
OS MILAGRES DE JESUS CRISTO
Os evangelhos somente relatam alguns dos milagres feitos em Cafarnaum e omi-
tem os numerosos milagres feitos em Corazim e em Betsaida. O Senhor Jesus pronun-
ciou os "ais" contra estas cidades. "Passou, então, Jesus a repreender as cidades nas
quais operara numerosos milagres, mas que não se arrependeram".

O SENHOR JESUS REPREENDEU AS TRÊS CIDADES PORQUE NÃO SE ARRE-


PENDERAM
Há necessidade de arrependimento porque o povo está em plena revolta contra
Deus. A palavra grega traduzida "arrependimento" significa uma "mudança de pensa-
mento e de atitude" que leva a pessoa a mudar de rumo. O povo da Galiléia não mudou
a sua atitude para com o pecado, nem para com Deus e o Senhor Jesus, mesmo depois
de ver tantos milagres. O mundo nunca viu tanta bondade e compaixão como a de-
monstrada pelo Senhor Jesus Cristo em Corazim, Betsaida e Cafarnaum.

OUTROS POVOS NÃO TINHAM O MESMO PRIVILÉGIO QUE OS GALILEUS


Se o povo de Tiro e de Sidom tivesse o privilégio de presenciar os milagres que o
Senhor operou em Corazim e em Betsaida teria se arrependido com pano de saco e cinza
(v. 21). Esta declaração causa muita admiração porque Tiro e Sidom eram cidades cujo
povo era pagão e idólatra. Adorava a deusa Astarote e a adoração era acompanhada por
imoralidade.
A última cidade a receber a repreensão do Senhor Jesus foi Cafarnaum. Ele per-
guntou: "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu?" De fato, foi elevada de
privilégios, mas Ele acrescentou: "Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se ti-
vessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria permanecido até ao dia de hoje"
(v. 23). Sodoma era a cidade que Deus destruiu por causa do seu pecado, por não poder
tolerá-lo mais. Também seria mais fácil convencer o povo de Sodoma de que era peca-
dor do que o povo galileu, que se escondia debaixo de uma capa de religião e que não
sentia os seus pecados. O povo das seis cidades mencionadas seria julgado, mas o jul-
gamento mais rigoroso seria reservado para as três cidades da Galiléia que, apesar dos
privilégios de ver a compaixão e o poder de Cristo e de ouvir o Seu ensino, ainda não se
arrependeu. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram destruídas.

A FÉ E A HUMILDADE DOS PEQUENINOS


Depois de pronunciar os "ais" nas cidades da Galiléia, o Senhor Jesus dá graças a
Deus porque o caminho para Deus não se encontra pela sabedoria e pela inteligência,
mas sim, pela humildade e fé dos pequeninos. "Por aquele tempo exclamou Jesus: Gra-
ças Te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, porque ocultaste esta cousas aos sábios e
entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado"
(w. 25 e 26). Este versículo indica que nada do que o homem é ou possa fazer, seja pela
sua sabedoria ou pela sua obra, pode dar-lhe entrada no caminho para Deus. As duas
características da criança ou dos pequeninos são fé e humildade. É o meio de encontrar o
caminho para Deus. Houve pequeninos na cidades da Galiléia. A maioria dos doze discí-
pulos veio daquela região. Pedro, André e Filipe vieram de Betsaida, enquanto que Ma-
teus morava em Cafarnaum.

- 19-
O CONVITE PARA A SALVAÇÃO
"Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei"
(v. 28). O convite é para o pecador ir direto a Ele sem outro mediador. "VINDE A MIM".
Ele é o ÚNICO MEDIADOR. "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e
os homens, Jesus Cristo, homem" (1? Timóteo 2.5). Ele mesmo disse: "Ninguém vem ao
Pai senão por Mim" (João 14.6). O obstáculo que impedia o pecador no caminho para
Deus já foi removido. Pela morte de Cristo na cruz. Ele fez a expiação dos nossos peca-
dos e agora Ele é o Caminho para Deus.
OS CONVIDADOS. "Todos os que estais cansados e sobrecarregados" são os que
sentem o peso dos seus pecados.
O ALÍVIO. "E Eu vos aliviarei". Ele pode aliviar o pecador porque na cruz carregou
"Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1? Pedro 2.24).

O CONVITE PARA O SERVIÇO (w. 29 e 30)


São dois os convites do Senhor Jesus. Depois de aceitar o convite para a salvação
há o convite para O servir e trabalhar para Ele.

"TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO" (v. 29)


Não podemos servir a Deus de qualquer maneira. Ele tem um meio especial pelo
qual podemos trabalhar com Ele e para Ele. O jugo é um aparelho que une dois animais
para andar no mesmo caminho e fazer o mesmo serviço. Este é o modo divino de fazer o
serviço de Deus. O serviço não é nosso; é do nosso Deus, que está nos convidando para
nos unirmos a Ele e cooperarmos com Ele. Para trabalhar assim unidos, há duas coisas
essências a fazer: (a) Aprender dEJe. "Aprendei de Mim". Isto é, temos de ser discípulos
de Cristo, aprendendo com Ele e seguindo o Seu exemplo, (b) Temos de possuir o mes-
mo caráter. "Porque sou manso e humilde de coração". Para o boi servir no jugo tem de
ser manso e o servo de Deus tem de ter o mesmo caráter de Cristo. O resultado será: "e
achareis descanso para as vossas almas". Ele oferece descanso na salvação e descanso
no serviço. O Senhor Jesus explica: "Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve"
(v. 30). Mas como? Porque o serviço, o jugo, a força, tudo é dEle, mas, na Sua infinita
graça. Ele está nos convidando para cooperarmos com Ele neste serviço bendito.

-20-
CURSOS BÍBLICOS
A SEGUNDA VINDA DO SENHOR JESUS CRISTO
Treze lições sobre a 1a e a 2a Epístolas aos Tessalonicenses.
ORIENTAÇÃO PARA UM LÍDER
Quinze lições tiradas da 1a Epístola de Paulo a Timóteo.
O OBREIRO APROVADO POR DEUS
Onze lições na 2a Epístola a Timóteo.
EM CRISTO
Uma exposição de vinte e seis lições na Epístola aos Efésios.
DONS ESPIRITUAIS
Onze lições de orientação segura para o serviço cristão.
QUEM É JESUS CRISTO?
Treze lições sobre o Evangelho de Mateus, Capítulos 16a 28.
PARÁBOLAS ESCOLHIDAS
Treze lições do Evangelho de Lucas.

ACONTECIMENTOS SINGULARES
Treze lições do Evangelho de Lucas.
SAMUEL
Treze lições tiradas dos capítulos 1 a 13 de 1° Samuel.
O REI SAUL E DAVI
Treze lições. É a continuação dos estudos do curso em 1° Samuel.
O REI DAVI,
Treze lições. E a continuação dos estudos nos livros de Samuel e nos
Salmos.
AS EXPERIÊNCIAS DO REI DAVI
Treze lições. Mais estudos da vida de Davi e nos Salmos.
O PROFETA ELIAS
Treze lições.
O PROFETA ELISEU
Treze lições.
PRINCÍPIOS DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO
Uma apresentação de diversos aspectos da igreja.
O MÉDICO DA ALMA
Dez lições sobre os milagres no Evangelho segundo Mateus.

O REI E SEU REINO


Treze lições sobre os capítulos l a 4, l l e 12 do Evangelho de
Mateus.

O MESTRE E SEU DISCÍPULO


Treze lições sobre os capítulos 5 a 7, 9 e 10 do Evangelho de
Mateus.

A VIDA NOVA
Treze lições na 1a Epístola de Pedro.
A BÍBLIA - A PALAVRA DA VERDADE
Treze lições de ensino a respeito da Bíblia.

A CHAVE DO LIVRO DE GÉNESIS


Dez lições. A interpretação do Velho Testamento pelo Novo
Testamento.
O SER HUMANO E SEU DESTINO
Nove lições importantes sobre um assunto bíblico pouco conhecido.

O EVANGELHO DA BÍBLIA
Quinze lições esclarecendo as grandes verdades do Evangelho.
A EXPERIÊNCIA CRISTÃ
Onze lições sobre a Epístola de Paulo aos Filipenses.
O ESPÍRITO DA VERDADE
Doze lições sobre a Pessoa e a Obra do Espírito Santo.
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N« 1

Coloque no espaço à direita a letra "V se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1.0 problema de Mateus era uma doença ffsica.

2. A missão principal de Jesus Cristo era curar o corpo.

3. Segundo Romanos 3.23, todos são igualmente pecadores.

4. A conversão de Mateus é descrita nos quatro evangelhos.

5. Mateus fez uma decisão precipitada.

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Mateus foi chamado de publicano porque:
(a) Tomou uma decisão que mudou a sua vida.
(b) Pagou tributo ao Imperador.
(c) Trabalhou com os romanos como cobrador de impostos. ........

7.0 desejo de Mateus era:


(a) Sair do seu lar.
(b) Obter maiores rendas cobrando impostos.
(c) Mudar de religião e de nacionalidade cobrando impostos. ___

8. Em Mateus 9.9 Jesus disse:


(a) Estão perdoados os teus pecados.
(b) Segue-Me.
(c) Tem bom ânimo, filho. ^MM.

9. Em Lucas 5.28 entendemos que Mateus:


(a) Deixou muitas coisas preciosas.
(b) Pensou um pouco antes de seguir a Jesus.
(c) Reconheceu imediatamente que Jesus valia mais do que todo
o seu dinheiro

10. Levi deu um banquete para:


(a) Ganhar mais dinheiro.
(b) Seus colegas publicanos também conhecerem o Mestre.
(c) Ver se Jesus comeria com pecadores.

DESTACAR
- 1 -
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N«2

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Jesus veio ao mundo para chamar os pecadores ao arrependimento.

2. Para o povo de Deus o jejum foi um sinal de tristeza pelo pecado.

3. Jejuando, podemos obter justificação dos pecados. ........

4. O homem pode salvar-se pelos seus esforços. ........

5. Uma nova época iniciou-se com o nascimento de Cristo Jesus.

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Podemos ser salvos:
(a) Pela religião.
(b) Pelas boas obras.
(c) Pela morte expiatória de Jesus Cristo. ........

7. Cristo deseja:
(a) Dar uma nova vida.
(b) Reformar a vida.
(c) Melhorar uma parte da nossa vida. ........

8. Segundo Colossenses 3.5, o cristão deve:


(a) Alimentar a velha natureza.
(b) Fazer morrer a velha natureza.
(c) Jejuar para santificar a nova natureza. ........

9. João Batista era:


(a) O Cristo.
(b) O substituto de Cristo.
(c) O enviado como precursor de Cristo. «••••••

10. A parábola do vestido novo nos ensina que Jesus Cristo veio ao
mundo para:
(a) Ajudar o povo a vencer a tentação.
(b) Poder oferecer-nos o vestido da justiça de Deus.
(c) Dar-nos uma nova vida. ........

DESTACAR
-2-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N«3

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. O pecado é uma doença espiritual ........

2. O que separava o homem de Deus era o pecado ........

3. Uma pessoa leprosa era considerada imunda. ........

4. Jesus curou o leproso sem tocá-lo. ........

5. O pecado tem feito mais estrago do que a lepra. ........

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. O homem foi curado da lepra porque:
(a) Pediu para ser curado.
(b) Acreditava que Jesus tinha poder.
(c) Ajoelhou-se perante Jesus. .......

7. Qual a ordem de Jesus ao que foi curado?


(a) Conta o milagre a todos.
(b) Não peques mais.
(c) Vai e mostra-te ao sacerdote. ........

8. Podemos nos aproximar de Deus:


(a) Pelo sangue de Cristo.
(b) Falando dEle aos outros.
(c) Oferecendo sacrifícios a Ele.

9. A pessoa redimida:
(a) Pertence ao mundo.
(b) Pertence a si mesma.
(c) Pertence a Deus.

10. A ave morta significa que a morte de Jesus nos purifica:


(a) Do pecado.
(b) Dos pecados mais graves.
(c) De todos os pecados.

DESTACAR
-3-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N9 4

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. O centurião somente reconheceu a autoridade de um oficial supe-
rior. ........
2. Jesus curou todos os doentes que vieram a Ele. ........

3.0 centurião não era amigo dos judeus. ........

4. Os gentios não se misturavam em suas atividades com os judeus.

5. Os judeus eram pessoas desprezadas pelos romanos. ........

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6.0 centurião se apresentou a Jesus:
(a) Pessoalmente.
(b) Enviando alguns amigos.
(c) Enviando anciãos dos judeus. ........

7.0 centurião julgou-se:


(a) Digno de receber Jesus em sua casa.
(b) Incapaz de receber Jesus em sua casa.
(c) Indigno de receber Jesus em sua casa.

8. Jesus fazia milagres:


(a) Em todos os lugares.
(b) Onde havia mais doentes.
(c) Onde as pessoas acreditavam em Seu poder. ........

9. Ter fé é necessário para:


(a) Vivermos melhor.
(b) Sermos salvos.
(c) Termos galardões no céu.

10. A morte de Jesus nos proporciona:


(a) A cura da alma e do corpo.
(b) A cura do corpo.
(c) A cura da alma.

DESTACAR
-4-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N9 5

Coloque no espaço â direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Paulo disse: "Senhor, para quem iremos nós?" ........

2. O escriba era um discípulo verdadeiro. .«.„..

3. A viagem de um barco de uma margem para outra ilustra para o


cristão a vida e o seu destino.

4. Jesus, sendo o Filho de Deus, não sentia cansaço como o homem


sente.

5. Todos os fenómenos da natureza obedecem a Jesus. ........

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Jesus é chamado de onipotente porque:
(a) Pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
-b) Sabe todas as coisas.
(c) Tem poder para fazer todas as coisas. ........

7. O homem perdido pode ser achado:


(a) Depois de sua morte.
(b) Durante a sua vida.
(c) Se obedecer as leis de Deus. «....„

8. A pessoa que aceita a salvação:


(a) Não pode ter a certeza se vai para o céu.
(b) Mesmo tendo a salvação, pode perdê-la.
(c) Tem a segurança*eterna. „.„...

9. Na Palavra de Deus, "perecer" é:


(a) Morrer.
(b) Passar a eternidade no inferno.
(c) O sofrimento da alma no inferno por algum tempo. .._.._

10. Ao despertar do sono, Jesus, em primeiro lugar:


(a) Repreendeu o vento.
(b) Repreendeu o mar.
(c) Repreendeu os Seus discípulos. ~-^..

DESTACAR
-5-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N«6

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. No mundo só existe um reino espiritual.

2. Satanás tem exércitos de demónios que lhe obedecem e ele é onipre-


sente. ......••

3. Os demónios são espíritos enganadores. ~~.~.

4. O lago de fogo é o destino daqueles que não dão ouvidos ao Evan-


gelho de Cristo. ........

5. O reino das trevas tem poder. ........

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Os demónios querem:
(a) Prejudicar algumas pessoas.
(b) Levar o homem à perdição eterna.
(c) Levar a pessoa a um grau mais elevado.

7. O lago de fogo é:
(a) Um lugar feito para o homem pecador.
(b) Um lugar feito para os que não seguem uma igreja.
(c) Um lugar de tormento feito para o diabo e seus anjos

8. Depois que o endemoninhado foi curado:


(a) Os gadarenos, incluindo o homem, foram dominados pelo
terror.
(b) Os gadarenos pediram para Jesus ficar com eles e mostrar
mais das Suas maravilhas.
(c) Os gadarenos pediram para Jesus sair da cidade. ........

9. Não é o objetivo do reino das trevas:


(a) Escravizar o homem.
(b) Aproximar o homem à luz.
(c) Trazer miséria e perdição. ........

10. Quando os demónios viram Jesus:


(a) Saíram imediatamente.
(b) Ficaram revoltados, pois já conheciam o poder de Jesus.
(c) Não se importaram com Jesus. ........
DESTACAR
-6 -
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N2 7

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Um paralítico é inútil para o mundo, mas o homem sem Cristo é útil
para Deus.

2. Para o bem do paralítico, o mais importante é a cura do corpo.

3.0 paralítico foi a Jesus pensando receber a cura do corpo. ........

4. Os chefes religiosos não acreditavam no poder de Jesus de perdoar


pecados. .-..—

5. O Senhor Jesus provou que é Deus pela Sua onisciência e onipotên-


cia. ........

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Ao ver o paralítico, Jesus disse:
(a) Levanta-te, toma a tua cama e anda.
(b) A tua fé te salvou.
(c) Perdoados estão os teus pecados. „„.„

7. Ao dizer: "Levanta-te, toma a tua cama e anda", Jesus quis:


(a) Mostrar aos fariseus Sua autoridade e poder.
(b) Que o homem fosse para sua casa.
(c) Provar a fé do paralítico.

8. O propósito principal da vinda de Cristo ao mundo foi:


(a) Curar os necessitados.
(b) Salvar os judeus.
(c) Fazer a expiação dos nossos pecados na cruz.

9. O que é mais importante na vida é:


(a) A saúde.
(b) Adquirir bens.
(c) O perdão dos pecados.

10. Tem poder para perdoar pecados:


(a) O sacerdote.
(b) Deus o Pai e Deus o Filho.
(c) Qualquer chefe religioso.
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-7-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N« 8

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Onde se reuniam os israelitas, Jairo era um dos chefes.

2. Jairo acreditava em Jesus, por isso O esperava.

3. Cristo disse à filha de Jairo: "Crê somente e serás salva".

4. Quando a Bfblia fala da morte como um sono, sempre se refere à ai-


II IO» ••••••••

5. Quem crê no Senhor nunca morrerá eternamente.

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. As pessoas que cercavam Jesus:
(a) Acreditavam nEle.
(b) Todas eram apenas curiosas.
(c) Nem todas tinham depositado sua fé nEle.

7. Foi bom que Jesus não deixou a mulher que Lhe tocou ir embora
sem ninguém o saber porque:
(a) Não é certo fazer isto.
(b) A Sua fama precisava aumentar.
(c) É um exemplo para que outros necessitados confiem em Cris-
to.

8. Pelas palavras: "Eu sou a ressurreição e a vida" Jesus quis dizer que:
(a) Tinha poder para ressuscitar pessoas no passado.
(b) Terá poder para ressuscitar pessoas no futuro.
(c) Ele ressuscita pessoas porque Ele é a ressurreição e a vida.

9. A mulher enferma:
(a) Ainda tinha esperança na medicina.
(b) Foi curada e salva pela fé.
(c) Somente apertando Cristo na multidão podia ser curada

10. Q homem sem Cristo é considerado espiritualmente:


(a) Infeliz.
(b) Morto.
(c) Mundano.
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-8-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N*9

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Segundo a Bfblia, a fé vem pelo ouvir. .....

2. A cegueira espiritual é conhecida pela atitude da pessoa para com o


mundo. ......

3. Os fariseus não apreciavam a beleza de Cristo. .......

4. Cristo fez o mundo e esteve no mundo, mas o mundo não O conhe-


ceu. .......

5. Satanás cega o entendimento dos incrédulos. ......

Escreva uma das letras (a, b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. O Novo Testamento registra:
(a) Somente a cura de quatro cegos
(b) Que somente Lucas e Marcos mencionam que um cego foi
curado em Jericó.
(c) Que João não menciona nenhum cego curado.
7. Os cegos receberam a vista:
(a) Porque ouviram da fama de Jesus,
(by Pela sua persistência e esforços,
(c) Pela fé.

8. Os milagres de Jesus serviam para:


(a) Fazê-IO conhecido em todos os lugares.
(b) Provar que Ele era o Filho de Deus.
(c) Torná-IO famoso e bem recebido nos lugares por onde passa-
ria. ......

9. A pessoa sem Cristo pode ser ilustrada como:


(a) Um barco sem rumo.
(b) Um surdo.
(c) Um cego. ^^^

10.0 que levou os cegos a confiar em Cristo foi:


(a) Sabiam que Jesus tinha vindo para curar.
(b) Viram alguns dos milagres que Jesus tinha feito.
(c) Ouviram notícias dos milagres que Cristo fizera anteriormente.
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-9-
O MÉDICO DA ALMA

PROVA N« 10

Coloque no espaço à direita a letra "V" se a afirmação for Verdadeira ou


"F" se a afirmação for Falsa.
1. Deus destruiu Sodoma porque não tolerou o pecado do seu povo.

2. Jesus repreendeu as três cidades porque presenciaram muitos mila-


gres, mas não se arrependeram dos pecados. ........

3. O povo de Tiro e Sidom era pagão porque não acreditava no Deus vi-
vo. ........

4. As cidades em que Jesus fez mais milagres foram Cafarnaum, Bet-


saida e Nazaré.

5. Um dos meios para chegar a Deus é a sabedoria e a inteligência.

Escreva uma das letras (a. b ou c), conforme a afirmação que melhor
complete a sentença.
6. Recebem a salvação:
(a) Todos os humildes.
(b) Todos os que têm fé no Senhor Jesus.
(c) Todos os pobres.

7.0 discípulo Mateus morava em:


(a) Cafarnaum.
(b) Betsaida.
(c) Corazim.

8. Podem chegar a Jesus:


(a) Os fracos de saúde.
(b) Os cansados e oprimidos pelo trabalho.
(c) Os que sentem o peso dos seus pecados.

9. Ser discípulo de Cristo é:


(a) Levar a Sua Palavra a outros.
(b) Ser aluno dEle.
(c) Possuir o mesmo ca r á te r dEle.

10. Aos que vem a Jesus, Ele promete:


(a) Descanso físico.
(b) Descanso para a alma.
(c) Ensinar o Seu serviço.
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MINHA RESPOSTA

Aqui você poderá indicar a sua relação pessoal com o Senhor Je-
sus Cristo e a salvação oferecida gratuitamente. Coloque um (X) no lu-
gar que melhor expresse sua própria experiência pessoal.

Desejamos que sua relação com o Salvador do Mundo seja verda-


deira. Lembre-se que não há remédio para a sua alma e, portanto, sal-
vação eterna, a não ser somente em Jesus Cristo (Atos 4.12).

( ) Quando matriculado neste curso, já era um crente no Senhor Je-


sus.

( ) As lições deste curso me despertaram e recebi o Senhor Jesus


pela fé.

( ) Não quero me perder eternamente, mas preciso de mais informa-


ções e esclarecimentos.

Nestas linhas você poderá comunicar-se conosco, dando o seu


testemunho pessoal, fazendo perguntas, relatando dúvidas etc..

Lembre-se: Para a correção envie somente as provas, que são as


folhas de papel colorido, para o endereço indicado na última folha.

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- 11 -
POR FAVOR,
ESCREVA O SEU NOME E ENDEREÇO COM LETRAS DE FORMA:

NOME:

ENDEREÇO:

MANDE AS PROVAS PARA:

Curso Bíblico
"ALFA E ÔMEGA"
CP. 3033
06210-990 Ososco - SP
Fone: (011)869 3526

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