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____________________________Empreitada de Construção do Centro Automóvel/ Centro de Lavagem Automóvel/ Posto de Abastecimento_

CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS

CONDIÇÕES TÉCNICAS GERAIS


CAPITULO 1 – BETÃO ARMADO

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1 Generalidades ..........................................................................................................................................................................6
1.1 Regulamentos e Normas..................................................................................................................................................6
1.2 Fornecimento de elementos do projecto.........................................................................................................................6
1.3 Pessoal do Empreiteiro.....................................................................................................................................................6
1.4 Sobrecargas excessivas.....................................................................................................................................................6
2 Componentes-Generalidades ...................................................................................................................................................6
3 Ligantes.......................................................................................................................................................................................6
3.1 Exigências a respeitar.......................................................................................................................................................6
3.2 Rejeição de ligantes...........................................................................................................................................................7
4 Inertes .........................................................................................................................................................................................7
4.1 Origem dos fornecimentos................................................................................................................................................7
4.2 Ensaios dos inertes...........................................................................................................................................................7
4.3 Granulometrías...................................................................................................................................................................7
4.4 Dimensões máximas..........................................................................................................................................................8
4.5 Armazenagem e protecção dos inertes............................................................................................................................8
4.6 Encargos..............................................................................................................................................................................8
5 Armaduras...................................................................................................................................................................................8
5.1 Lista de ferros....................................................................................................................................................................8
5.2 Montagem das armaduras.................................................................................................................................................8
5.3 Recobrimento das armaduras...........................................................................................................................................9
5.4 Armazenagem dos varões.................................................................................................................................................9
5.5 Ligações por soldadura.....................................................................................................................................................9
5.6 Alteração de armaduras.....................................................................................................................................................9
6 Água de amassadura .................................................................................................................................................................9
7 Composição dos Betões.............................................................................................................................................................9
7.1 Estudos de laboratório.......................................................................................................................................................9
7.2 Resultados dos estudos...................................................................................................................................................10
7.3 Aditivos.............................................................................................................................................................................10
7.4 Betões sem estudos de composição...............................................................................................................................10
7.5 Betão ciclópico................................................................................................................................................................10
8 Fabrico.......................................................................................................................................................................................11
8.1 Coeficiente de estaleiro..................................................................................................................................................11
8.2 Especificações de fabrico...............................................................................................................................................11
8.3 Boletim de fabrico...........................................................................................................................................................11
8.4 Humidade dos inertes......................................................................................................................................................11
8.5 Betão pronto.....................................................................................................................................................................12
9 Cofragens e escoramentos......................................................................................................................................................12
9.1 Segurança dos escoramentos..........................................................................................................................................12
9.2 Rigidez das cofragens e escoramentos.........................................................................................................................12
9.3 Contra-flechas..................................................................................................................................................................12
9.4 Cuidados a ter antes das betonagens.............................................................................................................................12
9.5 Descofragem....................................................................................................................................................................13
9.6 Estanquicidade das cofragens........................................................................................................................................13
10 Betonagem..............................................................................................................................................................................13
10.1 Transporte do betão.......................................................................................................................................................13
10.2 Plano de betonagem......................................................................................................................................................14
10.3 Preparação das betonagens...........................................................................................................................................14
10.4 Consistência do betão...................................................................................................................................................14
10.5 Betonagens.....................................................................................................................................................................15
10.6 Compactação do betão..................................................................................................................................................15
10.7 Altura de queda do betão..............................................................................................................................................15
10.8 Temperatura do betão fresco........................................................................................................................................15
10.9 Interrupções da betonagem..........................................................................................................................................16
10.10 Circulação do pessoal sobre a superfície de betão................................................................................................16
11 Cura do Betão........................................................................................................................................................................16
12 Betonagem em tempo frio.....................................................................................................................................................16
12.1 Registo da temperatura.................................................................................................................................................16
12.2 Temperatura da betonagem..........................................................................................................................................17
12.3 Aquecimento da amassadura........................................................................................................................................17
12.4 Utilização de aditivos...................................................................................................................................................17
12.5 Cuidados a ter durante a cura do betão......................................................................................................................18
13 Juntas de dilatação, retracção e betonagem.......................................................................................................................18
13.1 Juntas de dilatação.......................................................................................................................................................18
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13.2 Juntas de retracção.......................................................................................................................................................18


13.3 Juntas de betonagem.....................................................................................................................................................18
14 Acabamento do betão............................................................................................................................................................19
14.1 DEFEITOS SUPERFICIAIS........................................................................................................................................19
14.2 Acabamento monolítico das betonilhas......................................................................................................................19
15 Betão estanque ......................................................................................................................................................................20
15.1 Responsabilidade do Empreiteiro................................................................................................................................20
15.2 Execução de paredes.....................................................................................................................................................20
15.3 Execução de ensoleiramentos......................................................................................................................................20
15.4 Barras de vedação..........................................................................................................................................................20
15.5 Ensaios de reservatórios...............................................................................................................................................20
16 Canalizações ou elementos a embeber ou fixar no betão.................................................................................................21
17 Fiscalização e recepção .......................................................................................................................................................21
17.1 Registos no livro da obra a efectuar pelo Empreiteiro.............................................................................................21
17.2 Recolha de amostras......................................................................................................................................................21
17.3 Exigências a impôr pela Fiscalização........................................................................................................................22
18 Betão aparente........................................................................................................................................................................22
18.1 Generalidades.................................................................................................................................................................22
18.2 Moldes e escoramentos.................................................................................................................................................22
18.3 Composição do betão....................................................................................................................................................23
18.4 Betonagem......................................................................................................................................................................23
18.5 Acabamentos superficiais.............................................................................................................................................24
18.6 Composição do betão....................................................................................................................................................24
19 Critérios de medição para pagamento ................................................................................................................................24
19.1 Betão em Massa e Betão Armado................................................................................................................................24
19.2 Elementos Pré-fabricados.............................................................................................................................................25
20 Impermeabilizações...............................................................................................................................................................25
20.1 Generalidades.................................................................................................................................................................25
20.2 Impermeabilização das paredes em contacto com o terreno...................................................................................26
20.3 Impermeabilização de fundações................................................................................................................................27

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1 GENERALIDADES

1.1 REGULAMENTOS E NORMAS

Os trabalhos com o fabrico, transporte, colocação, compactação, cura e todas as operações relacionadas
com obras em betão ou betão armado serão executados de acordo com os regulamentos e normas
portuguesas aplicáveis, como seja a nova norma de produto NP EN 206-1:2007, que veio rever a Norma
Europeia ENV 206, passando as matérias relacionadas com a colocação e cura de betão nas estruturas a
integrar uma norma de execução específica: a ENV 13670-1, a qual contempla materiais relacionados com
a colocação das armaduras, de aço corrente ou de pré-esforço e os elementos pré-fabricados em betão,
temos também o Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado (REBAP) e o Regulamento
de Betões de Ligantes Hidráulicos (RBLH) e com o estipulado nesta especificação, obedecendo-se ainda
ao que no Caderno de Encargos (CE) seja imposto.

1.2 FORNECIMENTO DE ELEMENTOS DO PROJECTO

O Empreiteiro deverá providenciar no sentido de lhe serem entregues as instruções, desenhos ou


quaisquer elementos necessários à execução dos trabalhos, com uma antecedência razoável, de forma que,
verificando necessitar de mais pormenores ou esclarecimentos, haja tempo para que estes lhe sejam
fornecidos, sem que deste facto as encomendas de materiais ou o programa de trabalhos sejam afectados.

1.3 PESSOAL DO EMPREITEIRO

O pessoal do Empreiteiro, incluindo capatazes e encarregados, deverá ter experiência do tipo de trabalhos
a executar. O Empreiteiro será obrigado a despedir imediatamente qualquer empregado que a Fiscalização
considere responsável por qualquer desobediência a esta especificação.

1.4 SOBRECARGAS EXCESSIVAS

Não serão colocadas em nenhuma parte da estrutura, sem autorização por escrito da Fiscalização, cargas
que excedam a carga do projecto; se essa autorização for concedida, todas as vigas ou outras partes da
estrutura sujeitas a cargas superiores à carga de projecto deverão ser escoradas de forma tal que a
Fiscalização dê o seu acordo, sendo da conta do Empreiteiro os encargos respectivos.

2 COMPONENTES-GENERALIDADES

a) Todos os materiais utilizados na execução dos trabalhos descritos nestas especificações ou nos
desenhos aprovados para execução, deverão ser sujeitos à aprovação da Fiscalização,
apresentando o Empreiteiro, para o efeito, sempre que lhe sejam requeridas, as amostras
consideradas necessárias pela Fiscalização àquela aprovação.
b) Qualquer material rejeitado deverá ser retirado do local imediatamente e substituído, a expensas
do Empreiteiro, por materiais que sejam aprovados pela Fiscalização.
c) As amostras serão recolhidas de forma a representarem correctamente os materiais a controlar,
tendo em atenção as instruções existentes em normas ou especificações oficiais ou, na falta
destas, as instruções fornecidas pela Fiscalização.

3 LIGANTES

3.1 EXIGÊNCIAS A RESPEITAR

Os ligantes a utilizar nas diferentes partes da obra serão os definidos no CE. Quando nestas condições
nada for dito, o ligante a utilizar em toda a obra será o cimento portland normal, cujos fornecimentos e
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recepção deverão respeitar o especificado nos Decretos nº 40870 e 41127 e na Portaria nº 18189,
respectivamente de 22/11/56 e 5/1/61.
A Fiscalização poderá exigir certificados dos ensaios feitos pelos fabricantes.
O armazenamento dos ligantes deve ser feito de acordo com o perfeito cumprimento do especificado no
RBLH.
O Empreiteiro poderá propor, a expensas suas, a utilização de ligantes especiais, para facilitar a execução
dos trabalhos, mas deve obter a aprovação por escrito da Fiscalização, antes de os utilizar na obra.

3.2 REJEIÇÃO DE LIGANTES

Qualquer ligante que tenha sido afectado desfavoravelmente por danos ou outras causas ou que se tenha
comportado desfavoravelmente nos ensaios, deverá ser imediatamente posto em embalagens marcadas pela
Fiscalização e retiradas do local, não podendo ser usado em qualquer trabalho relacionado com esta
Empreitada.

4 INERTES

4.1 ORIGEM DOS FORNECIMENTOS

a) Os inertes deverão ser obtidos apenas em origens aprovadas e preparadas para fornecerem
materiais com características adequadas ao fabrico dos tipos de betões especificados no CE,
definidos no RBLH, e ainda nas quantidades exigidas pelos trabalhos.
b) As areias deverão ser naturais e retiradas de local limpo e lavado, de forma a serem respeitados
os limites de limpeza definidos pelo RBLH.
c) Os restantes inertes poderão ser de origem natural ou então ser obtidos por britagem de material
a aprovar pela Fiscalização. Em qualquer dos casos, eles deverão respeitar os limites de limpeza
definidos pelo RBLH.

4.2 ENSAIOS DOS INERTES

a) Todos os inertes a utilizar no fabrico dos diferentes tipos de betões especificados no CE


deverão ser submetidos aos ensaios nelas preconizados, de forma a verificar-se se os limites
impostos pelo RBLH são respeitados, devendo, para o efeito, o Empreiteiro fornecer ao
laboratório de ensaios todas as amostras que este considere necessárias.
b) Se o CE assim o especificar, os inertes propostos pelo Empreiteiro poderão ser aceites pela
Fiscalização, como o define o RBLH, mediante o confronto da tensão média de rotura por
compressão aos 28 dias de um betão fabricado com aqueles inertes, no estado exacto em que se
encontram no estaleiro, com a mesma tensão de um betão fabricado com os mesmos inertes,
mas após a sua completa lavagem. O resultado deste confronto deve respeitar o especificado no
RBLH.
As amostras do material necessário à realização deste confrontam nas quantidades definidas
pelo laboratório de ensaios, serão retiradas e embaladas na presença da Fiscalização e em locais
por esta indicados, de forma a obterem-se betões representativos dos inertes em estaleiro.

c) As propriedades físicas dos inertes deverão ser tais que a retracção por secagem de cubos
preparados de acordo com a especificação L.N.E.C. - E 255 não exceda 0,03%; se assim o
entender, a Fiscalização poderá exigir a realização deste ensaio.
d) Para obras estanques à água, os inertes deverão ter uma absorção, medida segundo a
especificação L.N.E.C. - E23, não superior a 2%; a exigência deste ensaio no CE pode ser
anulada pela Fiscalização, face a características dos inertes utilizados pelo Empreiteiro.

4.3 GRANULOMETRÍAS

O Empreiteiro deverá fornecer ao laboratório de ensaios as amostras de inertes necessárias à


caracterização das granulometrias das diferentes categorias de inertes e de origens que se propõe adoptar,
definidas pelos respectivos módulos de finura, de forma que a constância daquelas granulometrias possa
ser periodicamente controlada pela Fiscalização, através da determinação dos módulos de finura que esta
entidade entenda mandar fazer.
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Para este efeito, pode o Empreiteiro recorrer à sua própria aparelhagem de ensaio, o que tornará possível
uma rápida decisão acerca da conservação ou não da composição estabelecida pelo laboratório e incluída
no boletim de fabrico.

De facto, como o RBLH estipula, quando o módulo de finura de qualquer das parcelas de inertes se
afastar em mais de 20% dos valores especificados no relatório do laboratório, a Fiscalização deve exigir a
correcção da composição do betão inicialmente estabelecida.

4.4 DIMENSÕES MÁXIMAS

As dimensões máximas dos inertes, caso nada seja dito a este respeito no CE, serão em princípio as
seguintes:

a) Peças em betão armado, de dimensões correntes, densidade de armadura não elevada e vibração
não difícil (em geral, lajes e vigas): D < 38 mm.

4.5 ARMAZENAGEM E PROTECÇÃO DOS INERTES

De acordo com o RBLH, os inertes de proveniência e categoria diferentes devem ser armazenados
separadamente. Os montes respectivos devem estar sobre betonilhas devidamente drenadas, de forma que
se possam criar as condições de armazenamento que possibilitem a uniformização do estado de humidade
superficial dos inertes, de acordo com o especificado no RBLH.

4.6 ENCARGOS

Todos os encargos relacionados com os ensaios de recepção e verificação das características dos inertes
utilizados ao longo dos trabalhos, incluindo, sem limitação, recolha, embalagem, transporte, encargos
laboratoriais, etc., decorrerão por conta do Empreiteiro.

5 ARMADURAS

5.1 LISTA DE FERROS

Compete ao Empreiteiro fazer as listas de ferros, referenciando devidamente cada ferro, com a posição
por ele ocupada nos desenhos de betão armado do projecto. Os comprimentos dos ferros, feitos a partir
destes desenhos, deverão respeitar o especificado no REBAP, quanto a comprimentos de amarração,
ganchos, dobras, etc..

5.2 MONTAGEM DAS ARMADURAS

O Empreiteiro deve montar as armaduras em estrito acordo com os desenhos do projecto; os varões devem
ser atados com arame de calibre 16. Todas as pontas dos varões devem ser viradas para o interior do betão
e colocadas de tal modo que sejam respeitados sempre os recobrimentos indicados.

5.3 RECOBRIMENTO DAS ARMADURAS

O Empreiteiro deve utilizar calços aprovados para suportar as armaduras e para as manter em posição de
modo a que os recobrimentos das armaduras sejam os especificados.

O Empreiteiro deve assegurar-se de que as armaduras são mantidas na posição correcta durante a

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betonagem. As pontas salientes das cofragens, dos varões destinados às emendas com outros varões,
devem ser mantidas adequadamente nas suas posições correctas, por meio de dispositivos apropriados e a
aprovar pela Fiscalização. Antes de iniciar qualquer betonagem, o Empreiteiro avisará a Fiscalização com
a antecedência necessária, a fim de que a colocação das armaduras possa ser devidamente fiscalizada.

5.4 ARMAZENAGEM DOS VARÕES

a) Os varões armazenados no local da obra devem ser adequadamente protegidos da corrosão e


empilhados em apoios, de modo a estarem suficientemente afastados do solo e não sofrerem
deformações permanentes.
b) As armaduras deverão estar isentas de picadas de corrosão, ferrugem solta, escamas de
laminagem, tinta, óleo, gordura, terra ou outros materiais que na opinião da Fiscalização
possam diminuir a aderência entre o betão e as armaduras.

5.5 LIGAÇÕES POR SOLDADURA

As armaduras não poderão ser ligadas por soldadura, a menos que isso seja autorizado pela Fiscalização.
Os varões endurecidos a frio, devem ser sempre dobrados também a frio.

5.6 ALTERAÇÃO DE ARMADURAS

Quaisquer alterações ou substituições de varões ou classes dos aços indicados nos desenhos de construção
deverão ser mencionados no livro da obra e devidamente rubricadas pela Fiscalização.

6 ÁGUA DE AMASSADURA

a) Quando a água utilizada na amassadura do betão não for água potável, para a utilização da qual o
RBLH não põe qualquer reserva, o Empreiteiro deverá proceder à análise da água que se propõe
empregar, de forma a garantir-se o estipulado naquele regulamento relativamente às impurezas
existentes e quantidades de iões CI.
b) O Empreiteiro deve instalar as tubagens necessárias ao transporte da água para qualquer local
dos trabalhos onde a mesma seja necessária, para qualquer operação relacionada com a
execução da obra.

7 COMPOSIÇÃO DOS BETÕES

7.1 ESTUDOS DE LABORATÓRIO

a) Compete ao Empreiteiro mandar elaborar os estudos das composições dos betões, de acordo
com os tipos, classes e qualidades definidas no CE para as diferentes partes da obra, fornecendo
todas as amostras necessárias à realização daqueles estudos, que lhe sejam requeridos pelo
laboratório.
Na encomenda destes estudos deverão ser incluídas todas as características a determinar, para
além das que basicamente caracterizem o tipo e classe dos betões, mencionados no CE, bem
como quaisquer limitações impostas.

b) O Empreiteiro deverá fornecer ao laboratório todos os dados que habilitem este a elaborar as
composições dos betões, tais como:

- Tipo, classe e qualidade dos betões


- Natureza do ligante
- Amostras das categorias de inertes que pretende utilizar
- Valores máximos da razão a/c
- Valores máximos de "slumps"
- Coeficiente de variação previsto para o fabrico de betão em estaleiro.

c) O Empreiteiro fornecerá à Fiscalização cópia de todos os pedidos de ensaio feitos ao


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laboratório, para aprovação dos mesmos e, bem assim, dos relatórios elaborados pelo
laboratório.

d) A Fiscalização reserva-se o direito de, durante os trabalhos, corrigir ou alterar a especificação


de um betão ou impôr a utilização de composições granulométricas especialmente estudadas se,
em sua opinião, tal correcção ou imposição for necessária à obtenção de betões com as
qualidades requeridas.

7.2 RESULTADOS DOS ESTUDOS

Os relatórios de estudos das composições feitas em laboratório devem conter as seguintes indicações:

- Tipo, classe e qualidade do betão


- Identificação das diferentes categorias de inertes e respectivos módulos de finura; máxima
dimensão dos inertes
- Quantidades a empregar na mistura, por categoria de inertes
- Razão a/c, referida aos inertes secos
- Natureza e dosagem dos aditivos
- Consistência do betão
- Outras características, pedidas na requisição do estudo.

7.3 ADITIVOS

Os aditivos, nomeadamente os retardadores ou os aceleradores de presa, inclusores de ar e dispersores,


não poderão ser empregues no fabrico de quaisquer betões, sem a necessária autorização da Fiscalização,
para cada caso.
Os materiais inclusores de ar a adicionar antes ou durante a amassadura, deverão satisfazer a norma
A.S.T.M. C260-23T. Todo o betão aparente deverá incluir um hidrófugo adequado, na percentagem
indicada pelo fabricante.

7.4 BETÕES SEM ESTUDOS DE COMPOSIÇÃO

Para betões sem estudo prévio da sua composição ou que não sejam recepcionados com base em ensaios
de verificação, a dosagem de cimento é superior ou igual a 300 Kg/m3, sendo o betão sempre considerado
da classe B15.

7.5 BETÃO CICLÓPICO

O betão ciclópico será obtido a partir de um betão com uma dosagem mínima de 250 Kg de cimento, se
outra não for especificada no CE, e uma percentagem de blocos não superior a 30% do volume total; as
dimensões dos blocos serão as adequadas a este volume, de forma que eles fiquem sempre totalmente
envolvidos pelo betão em massa.

8 FA B R I C O

8.1 COEFICIENTE DE ESTALEIRO

a) De acordo com o RBLH, o controle de uma instalação de betonagem é feito através da


determinação do seu coeficiente de variação ou desvio padrão.
Para o efeito, o Empreiteiro deverá indicar à Fiscalização quais os valores que quer respeitar
com a sua instalação, tendo presente, evidentemente, os valores máximos admissíveis, impostos
pelo RBLH para as qualidades 1 e 2.
É a partir daqueles valores que a tensão média de rotura será definida pelo laboratório e que, de
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acordo com o anexo A do RBLH, a Fiscalização verificará, ao fim de cada 20 ensaios


realizados, se a resistência característica do betão está a ser respeitada.

b) Pode concluir-se do que na alínea anterior se diz, que o Empreiteiro se deve rodear de todos os
cuidados necessários ao compromisso que toma quando indica o grau de qualidade do fabrico
que se propõe executar. De facto, a dosagem do ligante depende do valor indicado e daí,
também, a eventual economia no fabrico do betão.

8.2 ESPECIFICAÇÕES DE FABRICO

Face ao que se diz na alínea anterior e referindo o especificado no RBLH, artº 23º, apenas se especifica
mais o seguinte:

a) Os dispositivos de medida devem ser adaptados ao grau de qualidade a atingir.

b) Cada betoneira deve indicar a capacidade estimada e o número de rotações por minuto a que
deve funcionar.

c) Terminada uma amassadura, todo o conteúdo do tambor deve ser descarregado, mantendo-se
sempre o interior do tambor livre de betão endurecido. Pelo menos uma vez em cada sete dias
de trabalho, a precisão dos dispositivos de medida deve ser controlada.

d) Quando o cimento é armazenado em sacos, a quantidade de cada amassadura deve corresponder


a um número inteiro de sacos.

8.3 BOLETIM DE FABRICO

Por cada fabrico, isto é, pelo conjunto de amassaduras de um mesmo betão, referente a um determinado
estudo de composição definida pelo laboratório, deve existir um boletim de fabrico, como estipula o
RBLH, que apresenta exemplos de modelos a adoptar para estes boletins.
O preenchimento deste boletim deve preceder sempre o início de um fabrico e ser apresentado à
Fiscalização para aprovação.

8.4 HUMIDADE DOS INERTES

A composição definida em laboratório refere-se sempre a inertes secos, impondo o RBLH, de forma
taxativa para as qualidades de fabrico 1 e 2, a determinação do teor de humidade total dos inertes. O
Empreiteiro deverá, por isso, munir-se da aparelhagem necessária à determinação em estaleiro desta
humidade.

8.5 BETÃO PRONTO

O Empreiteiro pode utilizar betão pronto, desde que obtenha a prévia autorização da Fiscalização,
submetendo à sua aprovação os respectivos boletins de encomenda, elaborados de acordo com o
estipulado no RBLH, artº 36º.

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Por sua vez, toda e qualquer entrega de betão na obra deve ser acompanhada de uma guia de remessa,
correspondente a cada veículo, devendo o modelo desta guia ser apresentado à Fiscalização, para
aprovação, antes de se proceder a qualquer entrega de betão na obra.

Na guia de remessa devem constar todos os elementos especificados no RBLH, artº 36º, competindo ao
Empreiteiro tomar a seu cargo as medidas necessárias ao exacto cumprimento destas especificações.
Igualmente deverá mandar registar no livro da obra as guias de remessa dos betões utilizados nas
diferentes partes da obra.

9 COFRAGENS E ESCORAMENTOS

9.1 SEGURANÇA DOS ESCORAMENTOS

O Empreiteiro será considerado inteiramente responsável pela segurança e eficácia das cofragens e dos
escoramentos. As escoras devem apoiar-se em locais suficientemente robustos que garantam a segurança
necessária. Todos as cofragens serão cuidadosamente limpas e reparadas, caso necessário, antes de serem
de novo utilizadas.
As faces interiores das cofragens das vigas deverão ser construídas de tal modo que as escoras possam
ficar em posição, mesmo que se removam as faces laterais das cofragens da viga e as cofragens das lajes
contíguas. Durante os prazos mínimos de desmoldagem e descimbramento, definidos na alínea 9.06, não
será permitido reforçar o escoramento das vigas ou lajes.

9.2 RIGIDEZ DAS COFRAGENS E ESCORAMENTOS

As cofragens e os escoramentos deverão ter a resistência e rigidez adequadas para suportar, sem
deformação superior a 3 mm, os pesos e impulsos de betão fresco, tendo em atenção os efeitos da
compactação. As cofragens deverão ser suficientemente estanques para impedir a saída da pasta e ser
convenientemente escoradas e contraventadas de forma a manterem-se na posição correcta.
Mediante prévia aprovação da Fiscalização, pode o Empreiteiro aplicar na cofragem produtos que
facilitem a desmoldagem.

9.3 CONTRA-FLECHAS

As cofragens das vigas e lajes deverão ter uma contra-flecha de 1/350 dos vãos; as partes em consola
deverão ter uma contra-flecha de 1/250 do vão.
A tolerância na montagem das cofragens será de 5 mm em cota e alinhamento, devendo, nas cotas a
respeitar, atender-se às deformações dos moldes e cilbres.

9.4 CUIDADOS A TER ANTES DAS BETONAGENS

Antes da colocação do betão, as cofragens deverão ser limpas de todos os detritos e, especialmente, das
pontas cortadas aos arames de amarração dos varões.

O óleo ou qualquer outro produto de desmoldagem, se aplicado, não deve contactar com as armaduras.
As cofragens em madeira deverão ser abundantemente molhadas; antes da aplicação do betão toda a água
em excesso deve ser removida.

9.5 DESCOFRAGEM

a) Os prazos mínimos de remoção das cofragens e escoramentos em condições atmosféricas


normais (cerca de 15° C) deverão ser os seguintes para betão de cimento Portland normal, sem
prejuízo do especificado no REBAP:

Lajes (mantendo-se escoras na face inferior) .........................................7 dias


Faces inferiores de vigas (mantendo-se escoras na
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face inferior) .........................................................................................7 dias


Faces laterais de vigas, pilares e paredes ................................................2 dias
Retirada das escoras de lajes .................................................................7 dias
Retirada das escoras das faces inferiores de vigas,
incluindo vigas embebidas na espessura da laje ...........................16 dias

b) A retirada das cofragens de acordo com a tabela acima representada não isentará o Empreiteiro
da responsabilidade por qualquer prejuízo causado aos trabalhos. Este terá sempre em atenção
as cargas que o prosseguimento do trabalho possa originar.

c) As cofragens e escoras não devem ser retiradas antes do betão adquirir suficiente resistência
para suportar com segurança as cargas que eventualmente venha a suportar, devendo esta
retirada ser levada a efeito sem choque ou oscilações transmitidas às estruturas. Em tempo frio
devem adoptar-se períodos maiores; o tempo durante o qual a temperatura média esteja abaixo
de 2° C deve ser totalmente desprezado. Para cimentos diferentes do CNP deve obter-se a
aprovação da Fiscalização para os tempos mínimos de desmoldagem.

9.6 ESTANQUICIDADE DAS COFRAGENS

O Empreiteiro deverá submeter à apreciação da Fiscalização as disposições que pensa adoptar para evitar
a perda de pasta pela base das paredes e pilares, quando procede ao arranque destes elementos a partir de
superfícies já betonadas. Recomenda-se, em especial, que destas superfícies sejam deixados "arranques"
de betão, com a exacta secção das paredes e pilares, aos quais as cofragens sejam apertadas.

10 BETONAGEM

Na betonagem incluem-se as seguintes operações: transporte, depósito, colocação e compactação do betão


fresco. Qualquer uma destas operações deve ser executada de forma a cumprir tudo o que a este respeito
está especificado no RBLH.

10.1 TRANSPORTE DO BETÃO

a) Os processos a utilizar para o transporte dos diferentes tipos de betões, desde a saída das
betoneiras até ao local da sua aplicação, deverão ser submetidos pelo Empreiteiro à aprovação
da Fiscalização.
Não será permitida qualquer espécie de transporte que provoque na massa de betão transportada
segregação, assentamento dos inertes mais grossos, secura excessiva, exagerada exposição à
chuva ou qualquer outro efeito que prejudique a sua boa qualidade, o mesmo se dizendo quanto
aos processos de baldeação. Para cada ano deve adoptar-se a consistência mais conveniente,
dentro dos limites indicados na alínea 10.04.

b) Só excepcionalmente é de aceitar o depósito do betão fresco antes de ser colocado, devendo


este facto ser sempre comunicado à Fiscalização para que esta possa controlar o disposto a este
respeito no RBLH.

10.2 PLANO DE BETONAGEM

Antes de iniciar as betonagens deverá o Empreiteiro apresentar à aprovação da Fiscalização o programa


de trabalhos de betonagem a executar, em que se indiquem claramente as betonagens a executar e as suas
datas e a localização das juntas de betonagem que deverão ser dispostas tanto quanto possível
normalmente à direcção das compressões máximas e onde seja menos prejudicial o seu efeito.

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10.3 PREPARAÇÃO DAS BETONAGENS

Todas as superfícies sobre ou contra as quais vier a ser colocado o betão deverão ser convenientemente
preparadas, conforme a natureza delas, para o receber.
No caso de betonagens contra superfície de terra, esta deve ser lisa, sem fragmentos e sem raízes à vista.
Na altura do começo da betonagem o terreno deve estar ligeiramente húmido, mas não demasiado.
O Empreiteiro não poderá iniciar qualquer betonagem sem que a Fiscalização considere como
convenientemente preparadas as superfícies que vão receber o betão, incluindo as dos moldes e
armaduras, para o que o Empreiteiro a deverá avisar com a antecedência necessária.

10.4 CONSISTÊNCIA DO BETÃO

Para que o betão tenha uma consistência que de certo modo se adapte às condições impostas pelas
diversas partes da obra, indicam-se a seguir valores máximos dos abaixamentos (slumps) a respeitar:

a) Sapatas e maciços de fundação (colocação e acesso fáceis) ...............35 mm

b) Lajes e vigas de pavimentos, de fácil acesso e


percentagem normal de armaduras ....................................................45 mm

c) Vigas de forte percentagem de armaduras, com


dificuldade de vibração adequada ....................................................50 mm

d) Pilares de dimensões e percentagem de armadura


razoáveis, de altura superior a 2,0 m, exigindo a abertura
de janelas para a colocação e vibração do betão....................................55 mm

e) Pilares de dimensões reduzidas e forte percentagem


de armaduras, de colocação e vibração difíceis ....................................60 mm

f) Paredes estreitas, de acesso difícil ....................................................60 mm

g) Lajes assentes sobre aterros ................................................................35 mm

Esses valores são, como se disse, valores máximos; em todos os casos, a consistência do betão será
sempre a mais baixa possível, compatível com a trabalhabilidade exigida pelos vários condicionamentos
impostos; atender-se-á aos valores que eventualmente sejam especificados no CE ou em qualquer alínea
desta especificação.

10.5 BETONAGENS

Nenhuma betonagem poderá ser iniciada sem a devida autorização da Fiscalização.

Tanto quanto possível as vigas e lajes devem ser betonadas simultaneamente; de modo algum deverá
passar mais de 1 hora entre o fim da betonagem de uma viga e o início da betonagem da laje, a menos que
se obtenha a aprovação da Fiscalização. Caso seja necessário interromper por qualquer razão uma
betonagem de paredes, a junta de construção respectiva deve ficar sensivelmente nivelada; de modo algum
será permitido que o betão endureça segundo uma junta com uma inclinação próxima da do talude natural
do betão. Em vigas e lajes as juntas de construção são sempre verticais.

10.6 COMPACTAÇÃO DO BETÃO

a) A compactação do betão fresco deve ser feita por camadas, à custa, sempre que possível, de
pervibração; a espessura das camadas dependerá das características do equipamento de
vibração, sendo normalmente inferior a 0,50m nas peças de betão armado e a 0,30 m nos betões
em massa.
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As agulhas dos vibradores deverão, normalmente, atravessar toda a espessura da camada, de forma a
penetrarem na camada inferior de betão fresco de forma a revibrá-la, misturando intimamente as duas
camadas e garantindo assim a necessária homogeneidade.
b) Os vibradores a utilizar serão de preferência do tipo de alta frequência, de forma que a sua
energia seja transmitida à pasta ligante. Não são de aceitar, em princípio, frequências inferiores
a 3.600 rotações por minuto.
De qualquer modo, o Empreiteiro deverá submeter à aprovação da Fiscalização as
características dos vibradores que se propõe adoptar.
c) Devem ser respeitadas as indicações incluídas no RBLH, quanto à forma como a penetração e
retirada da agulha devem ser feitas, não sendo de admitir qualquer reentrância apreciável na
superfície do betão. Serão de evitar também os contactos da agulha com as armaduras e moldes,
recorrendo-se, nas zonas fortemente armadas, à ajuda de meios manuais que facilitem a
penetração do betão.
Os afastamentos entre as penetrações do vibrador devem ser inferiores ao seu raio de acção, de
forma a obter-se uma superfície com aspecto uniforme, criada pelos refluimentos da água e
partículas mais finas da argamassa do betão.
d) Nos casos em que as armaduras das vigas possam prejudicar a colocação do betão dos pilares,
estes devem ser betonados até ao nível da face inferior da viga antes de a armadura desta ser
montada.
e) Para além do que o RBLH estipula, o intervalo que decorre entre a adição da água de
amassadura e o fim da compactação não deve exceder 30 minutos, para o betão fabricado no
local da obra. Com CPN, para cimento de presa rápida este intervalo deve ser reduzido a 20
minutos.

10.7 ALTURA DE QUEDA DO BETÃO

Para além do que sobre este assunto esteja eventualmente dito no CE, na colocação do betão em obra não
será permitida, em princípio, uma queda vertical livre superior a 1,5 m; só mediante justificação aceitável,
que tenha em atenção as condições especiais de determinada betonagem e os cuidados postos no estudo da
composição do betão, poderão ser aceites alturas superiores àquelas.

10.8 TEMPERATURA DO BETÃO FRESCO

O Empreiteiro deve fornecer aparelhagem apropriada à medição das temperaturas do betão fresco, de
forma que possa ser respeitado o que o RBLH estipula quanto às temperaturas extremas a que o betão
pode ser colocado em obra.
Sempre que as condições do ambiente sejam tais que possam originar temperaturas no betão fresco
próximas dos valores perigosos, o Empreiteiro deverá adoptar as medidas apropriadas que impeçam o
desrespeito do estipulado, dando conhecimento delas à Fiscalização.

10.9 INTERRUPÇÕES DA BETONAGEM

Não serão permitidas interrupções de qualquer betonagem por período superior a 30 minutos, sendo no
entanto permitido reduzir o ritmo de fabrico e colocação de betão durante períodos correspondentes às
refeições do pessoal, tomando-as este por turnos, desde que se tomem as providências necessárias que
evitem o início da presa superficial do betão.

No caso de interrupção por período de tempo superior àquele, suspender-se-á a betonagem, só podendo
esta ser retomada a partir de 14 horas depois do início da interrupção, considerando-se a retoma do
trabalho, para efeitos de tratamento da superfície, da sua lavagem e colocação de argamassa de ligação,
como se se tratasse de uma nova betonagem.
Com chuva não deverá iniciar-se qualquer betonagem a céu aberto.
Se o começo da chuva se verificar com betonagens em curso, estas poderão continuar desde que não haja
o risco de deslavamento do betão e este não tenha começado a presa.
Caso contrário, o trabalho deverá ser suspenso e retomado depois nas seguintes condições: para períodos
de chuva inferiores a 30 minutos, a betonagem prosseguirá imediatamente, extraindo-se a água empoçada
por meio de seringas apropriadas; para um período superior àquele valor, a betonagem será interrompida e
adoptar-se-ão os critérios indicados no início desta alínea.

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10.10 CIRCULAÇÃO DO PESSOAL SOBRE A SUPERFÍCIE DE BETÃO

Durante a betonagem e até 12 horas após a sua conclusão não será permitido transitar sobre as armaduras,
ou abalá-las por qualquer forma; neste período de 12 horas apenas poderá transitar sobre o betão o pessoal
que proceder ao tratamento das superfícies e, mesmo esse, só na medida do indispensável e com o
máximo cuidado.

11 CURA DO BETÃO

a) A cura é complemento importante do fabrico de um betão, pois as condições de humidade


existentes nos primeiros dias após a sua colocação têm grande importância nas propriedades do
betão endurecido.
Assim, todas as medidas a adoptar durante a cura do betão destinam-se a evitar a evaporação
prematura da água necessária à hidratação do cimento, durante as fases de presa e
endurecimento inicial.
b) O Empreiteiro deverá submeter à apreciação da Fiscalização os meios que se propõe adoptar
para proteger o betão durante a primeira fase do seu endurecimento dos efeitos prejudiciais do
sol, ventos, chuva fria ou água corrente;
Estes meios devem ser aplicados logo após a betonagem e devem satisfazer o especificado no
RBLH.
Em especial chama-se a atenção para a aplicação, por pulverização, de produtos isolantes, tipo
"Protect" ou equivalente, sempre que a aplicação dos mesmos não seja incompatível com a
execução do futuro revestimento da superfície protegida.
Estes meios devem ser aplicados logo após a betonagem e devem satisfazer o especificado no
RBLH.

12 BETONAGEM EM TEMPO FRIO

Se o Empreiteiro desejar betonar em tempo frio, só o poderá fazer se respeitar os condicionamentos


seguintes:

12.1 REGISTO DA TEMPERATURA

a) O Empreiteiro deve fornecer termómetros de temperaturas máximos e mínima e dependurá-los


permanentemente em posições que tenham o acordo da Fiscalização. As temperaturas deverão
ser registadas diariamente e uma cópia deste registo deve ser enviada semanalmente à
Fiscalização.

b) Serão de conta do Empreiteiro as precauções a tomar para que a temperatura do betão fabricado
com CPN se mantenha sempre superior a 4° C, durante um período de, pelo menos, 96 horas
após a betonagem. A temperatura mínima e o período para qualquer outro tipo de betão deverão
ser decididos pela Fiscalização.

12.2 TEMPERATURA DA BETONAGEM

Nenhum betão deve ser colocado em obra quando a temperatura do ar for inferior a 1° C no termómetro
de subida ou a 3° C no termómetro de descida, a não ser que se tomem as seguintes precauções:

a) Todos os materiais, cofragens, armaduras e equipamentos utilizados na betonagem devem estar


livres de gelo, neve e geada, e ter uma temperatura acima de 0° C na altura da betonagem.
b) As temperaturas do betão a colocar e a protecção do trabalho executado devem ser tais que em
nenhum local a temperatura superficial do betão desça abaixo de 4° C durante as primeiras 96
horas depois da betonagem, no caso de um CPN sem aditivos ou por um período a definir, caso
se utilize outro cimento ou qualquer aditivo. Todas as superfícies do betão devem ser mantidas
cobertas durante este tempo.
c) O Empreiteiro deve fornecer aparelhagem para medir a temperatura do betão antes e depois da
betonagem.
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d) Estas precauções, que se aplicam tanto ao betão feito no local da obra como ao betão pronto,
serão exclusivamente da conta do Empreiteiro.
e) O Empreiteiro deve apresentar por escrito à Fiscalização, as providências que se propõe adoptar
para cumprimento das especificações acima referidas, a fim de obter a respectiva aprovação
antes de se iniciarem as betonagens. Qualquer aprovação dada pela Fiscalização não isentará o
Empreiteiro da responsabilidade de garantir que as especificações sejam respeitadas.
f) Se a temperatura em qualquer ponto do betão descer abaixo de 4° C durante o período
especificado, a Fiscalização pode exigir que todo o betão atingido seja retirado e substituído
por conta do Empreiteiro. A Fiscalização pode, contudo, se assim o entender, aceitar esse betão
desde que sejam satisfatórios os resultados dos ensaios feitos com o esclerómetro schmidt
levados a cabo à custa do Empreiteiro, depois da temperatura na obra ter subido acima de 0° C.
g) Chama-se a atenção do Empreiteiro para o facto de que as precauções realmente necessárias
variarão de acordo com a temperatura do ar a que se deseja betonar, com a exposição e
dimensões da obra e com as variações da temperatura do ar que se seguem à colocação do
betão, e as providências a adoptar devem indicar as condições de temperatura em que se propõe
operar.

12.3 AQUECIMENTO DA AMASSADURA

Normalmente será necessário aquecer previamente a amassadura, aquecendo a água ou os inertes


ou ambos, devendo a proposta do Empreiteiro indicar as temperaturas que se propõe utilizar. A
temperatura máxima da água não deve exceder 71° C e a dos inertes não deve exceder 49° C. O
cimento não deve ser aquecido directamente e a água e inertes misturar-se-ão de maneira a que a
sua temperatura antes das adições de cimento não exceda a temperatura que possa originar um
endurecimento prematuro; no caso do CPN ou do cimento de presa rápida esta temperatura é de
38°C.

12.4 UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS

a) O Empreiteiro pode propor a utilização de cimento e/ou aditivos especiais, caso em que as
especificações anteriores se aplicarão à excepção do período durante o qual a temperatura do
betão deve ser mantida superior a 4° C que será, no caso do cimento de presa rápida, de 24
horas, e para quaisquer outros materiais este período terá de ser fixado de acordo com a
Fiscalização.

b) Todos os aditivos deverão utilizar-se estritamente de acordo com as instruções do fabricante. Se


só se utilizar cloreto de cálcio, a quantidade de aditivo não deve exceder 2% da percentagem
em peso do cimento, mas este aditivo não pode ser usado juntamente com cimentos aluminosos
ou cimentos resistentes aos sulfatos.
Não se deposita qualquer confiança num aditivo anti-gelo que não acelere a velocidade de
endurecimento.
Qualquer proposta para a utilização de um aditivo deve apoiar-se em dois ensaios de cubos aos
sete dias.

12.5 CUIDADOS A TER DURANTE A CURA DO BETÃO

Chama-se a atenção do Empreiteiro para os artigos respeitantes à cura do betão e retirada das cofragens e
para o RBLH, 5ª parte, artigo 33º.

13 J U N TA S D E D I L ATA Ç Ã O , R E T R A C Ç Ã O E B E T O N A G E M

13.1 JUNTAS DE DILATAÇÃO

a) As juntas de dilatação devem ser executadas de acordo com os desenhos de execução e/ou com
o que no CE se especifique; qualquer alteração proposta pelo Empreiteiro deve ser previamente
aprovada pela Fiscalização.
b) As juntas situadas em zonas não enterradas, serão normalmente preenchidas por placas de
frigotermo, com a espessura de 2 cm.

c) As faces destas juntas em contacto com o ambiente exterior serão convenientemente vedadas
com mastiques de reconhecida qualidade ou perfis especiais em zinco, alumínio ou PVC, de

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acordo com o especificado no CE.


d) O remate das juntas interiores será feito de acordo com o especificado no CE, recorrendo-se
normalmente ao emprego de perfis especiais.
e) Nas juntas em zonas enterradas serão aplicadas normalmente juntas de vedação em perfis de
neoprene, colocados no centro da junta, ou na face exterior da mesma, de acordo com o
especificado no CE, que indicará também as características dos perfis a adoptar.

13.2 JUNTAS DE RETRACÇÃO

a) As juntas de retracção são normalmente executadas nas betonilhas dos pavimentos assentes
sobre aterros e nas paredes ou muros enterrados ou não. Elas destinam-se a concentrar a
fendilhação originada pela retracção de endurecimento do betão, em secções escolhidas e
preparadas para as ocultar, e a refazer a perda de estanquicidade resultante daquela fendilhação.
b) As juntas serão executadas de acordo com os desenhos de construção respectivos, respeitando-
se ainda o que for especificado no CE, em especial o referente ao espaçamento entre juntas.
c) Nas paredes e muros submetidos a pressão de água exterior, serão aplicadas barras de vedação
em neoprene, centradas na espessura da junta.
d) As juntas de retracção das betonilhas, não submetidas a pressão de água exterior, reduzem-se
apenas à abertura de rasgos, abertos segundo uma malha quadrada de dimensões à roda dos 5,0
a 6,0 m de lado, por meio da serra circular, no prazo máximo de 4 horas após a colocação do
betão.
As dimensões destes rasgos serão normalmente de 10x5 mm; o seu preenchimento será definido
no CE. Dever-se-á ainda interromper, nestas juntas, a armadura de fendilhação normalmente
existente (em geral malhasol).

13.3 JUNTAS DE BETONAGEM

a) Sempre que sejam especificadas juntas de retracção em paredes e muros, estas juntas serão
simultaneamente, quando necessário, juntas de betonagem; nas betonilhas deve procurar-se
fazer também corresponder, sempre que possível, estes dois tipos de juntas.
b) De acordo com o RBLH, as faces de betão formando juntas de betonagem devem ser tornadas
rugosas, de modo que os inertes grossos do betão fiquem a descoberto até uma profundidade de
6mm. Esta operação deverá ser feita ainda com o betão não endurecido, aspergindo com água a
superfície e removendo a pasta em excesso por meio de ligeira escovadela.
c) Antes da colocação de novo betão, a superfície da junta deve ser abundantemente lavada, de
forma a removerem-se todas as partículas soltas e também o excesso de água, pois a superfície
deve encontrar-se apenas humedecida, quando da colocação do betão.
d) Sobre a superfície tratada deve ser aplicada uma camada de 2cm de argamassa ao traço 1/3, com
a mesma razão a/c do betão a colocar.
e) As posições das juntas de construção terão de merecer a prévia autorização escrita da
Fiscalização.

14 ACABAMENTO DO BETÃO

14.1 DEFEITOS SUPERFICIAIS

Imediatamente após a retirada dos moldes, todas as rebarbas, chochos, bolsas e furos deixados por
ligações dos moldes e outros defeitos devem ser eliminados. Os defeitos superficiais que não sejam mais
fundos do que o recobrimento da armadura devem ser eliminados com argamassa de cimento e areia ao
traço de 1:2. O cimento utilizado deverá ser igual ao que foi utilizado na betonagem da peça em questão.
Todas as superfícies de betão deverão ser inspeccionadas pela Fiscalização antes de se realizar qualquer
reparação.
Quaisquer buracos profundos ou chochos extensos devem ser comunicados à Fiscalização que deverá
inspeccioná-los antes de se realizar a respectiva reparação.

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Caso se descubra que esta prescrição não foi respeitada, a Fiscalização reserva-se o direito de exigir que o
respectivo elemento de betão seja demolido e reconstruído à custa do Empreiteiro.

14.2 ACABAMENTO MONOLÍTICO DAS BETONILHAS

a) As betonilhas sobre aterros, salvo indicação em contrário do CE devem ser acabadas de forma
monolítica. A superfície do betão deve receber a inclinação especificada no projecto e ser em
seguida alisada e calcada com uma régua de modo a trazer as partículas finas de areia e cimento
à superfície, deixando esta plana e com a inclinação correcta.
Logo que a superfície tenha secado o suficiente, ela deve ser alisada à talocha ou à colher,
conforme o tipo de acabamento pretendido no CE; este tratamento superficial pode aliás ser
executado à custa de talochas mecânicas, desde que o tipo de máquina proposto possa merecer a
aprovação da Fiscalização. Ao longo das paredes e esquinas ou outras obstruções, deverá
utilizar-se a colher manual.

b) O acabamento monolítico das betonilhas sobre aterro pode também ser obtido à custa de um
tratamento de vácuo e compressão, aplicado após a regularização do massame por meio das
réguas e das marcas de nivelamento.
Imediatamente após o tratamento de vácuo, pode ser feita a regularização de superfície da
betonilha à custa de talochas mecânicas, sempre que possível, com o acabamento especificado
no CE.

c) Sempre que o CE preveja a aplicação de endurecedores de superfície, a encorpar na própria


superfície da betonilha, eles serão espalhados, nas quantidades especificadas, sobre a betonilha,
antes de se proceder à regularização final da superfície, por meios mecânicos e/ou manuais.

15 B E T Ã O E S TA N Q U E

15.1 RESPONSABILIDADE DO EMPREITEIRO

a) O Empreiteiro será inteiramente responsável pela estanquicidade do betão armado em caves,


túneis, tanques, poços e fossas, sem que para tal recorra à adição de qualquer aditivo, excepto
quando tal for permitido no CE.
b) Quaisquer fuga ou sinais de humidade que apareçam durante o período de garantia da obra
serão completamente eliminados pelo Empreiteiro, à sua custa, de forma a que não voltem a
aparecer durante um período igual ao da garantia contratual. O método proposto pelo
Empreiteiro para a eliminação das fugas ou humidades não deve pôr em risco as estruturas já
construídas e deve ser submetido à aprovação da Fiscalização.

15.2 EXECUÇÃO DE PAREDES

a) As paredes deverão ser construídas em panos verticais tão altos quanto possível, desde que
sejam tomadas as medidas necessárias à eliminação da segregação dos inertes e ao conveniente
escoramento dos moldes.
b) Deverão ser instaladas barras de vedação em todas as juntas de construção das paredes,
incluindo as suas eventuais juntas horizontais de arranque. Se não for praticável a betonagem
dos panos de parede em toda a sua altura, numa mesma betonagem, dever-se-á instalar aquela
barra na respectiva junta horizontal de construção.
c) As juntas de construção das paredes e lajes deverão ser desencontradas.

15.3 EXECUÇÃO DE ENSOLEIRAMENTOS

Os ensoleiramentos impermeáveis deverão ser betonados por zonas de áreas máximas a definir nos
desenhos ou no CE. Não se deverão betonar zonas adjacentes senão depois de se deixarem passar 7 dias.
As juntas de construção respectivas serão protegidas por barras de vedação inferior, definidas no CE.

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15.4 BARRAS DE VEDAÇÃO

a) As barras de vedação em neoprene serão do tipo e largura definidos no CE. Todas estas barras
terão comprimento contínuo, fazendo-se a união dos dois topos de acordo com as instruções do
fabricante destas barras. Estas barras terão uma secção a aprovar pela Fiscalização.
b) A barra de vedação das paredes deve ser localizada de forma centrada na junta de construção,
por meios apropriados que a mantenham firmemente em posição durante a betonagem, ficando
embebida nas duas betonagens em partes iguais.
c) As barras de vedação exterior, sob juntas de soleira, devem ser deitadas sobre a camada de
betão subjacente e centradas longitudinalmente em relação às juntas.
d) As barras de vedação exteriores em juntas de muros de suporte devem ser presas à cofragem
exterior, de acordo com as instruções a fornecer pelo fabricante.
e) Deverá ser prestada especial atenção na colocação e compactação do betão que envolve as
barras de vedação, de forma a eliminarem-se possíveis circuitos de infiltração e a não se
causarem danos às barras.

15.5 ENSAIOS DE RESERVATÓRIOS

a) Os reservatórios de betão armado destinados a conter água ou outros líquidos deverão ser
ensaiados antes de ser aplicado qualquer revestimento, impermeabilizante ou não, a fim de se
avaliar a estanquicidade do trabalho realizado.
b) Uma vez terminada a obra de betão, e antes de serem executados quaisquer aterros laterais, os
reservatórios serão cheios de água até aos níveis indicados pela Fiscalização. O Empreiteiro
deverá instalar o eventual escoramento temporário das paredes que for considerado necessário,
atendendo para o efeito, ao projecto de estruturas, a fim de o definir da forma mais conveniente.
c) Os reservatórios serão considerados como aceitáveis, se o nível da água não descer mais de 2,5
cm em 2 horas, com exclusão das eventuais perdas de água através das ligações das tubagens e
válvulas.
Todos os defeitos detectados durante o ensaio deverão ser reparados a expensas do Empreiteiro.

16 CANALIZAÇÕES OU ELEMENTOS A EMBEBER OU FIXAR NO BETÃO

a) O Empreiteiro deverá incluir na obra de betão, à medida que ela prossegue e com a precisão
requerida nos desenhos, todas as tubagens e canalizações, chumbadouros e quaisquer outros
elementos previstos no projecto, não podendo proceder à abertura de quaisquer roços ou
aberturas, depois da betonagem, sem que para o efeito obtenha a devida autorização escrita da
Fiscalização.
b) Se os desenhos ou o CE assim o definirem, o Empreiteiro obriga-se a deixar abertos em 1ª fase
de betonagem os furos e aberturas previstos no projecto; igualmente se obriga, pelo contrário, a
fazer a abertura de furos no betão endurecido, quando tal estiver previsto no projecto.

c) O Empreiteiro deve proteger adequadamente todos os elementos fixados contra quaisquer danos
e impedir que os mesmos sejam deteriorados com argamassa ou outros produtos, antes de serem
utilizados para o fim a que se destinam.
d) O Empreiteiro deverá evitar que os furos e cavidades deixados nos elementos betonados se
encham de elementos estranhos e, bem assim, deve impedir que em tempo frio neles se acumule
água que eventualmente possa congelar e causar destruições locais até que aqueles furos e
cavidades tenham a utilização a que se destinam.
e) Serão fornecidos ao Empreiteiro desenhos que o habilitem a definir a posição dos diversos
elementos que devem ser embebidos ou chumbados ao betão, sendo o Empreiteiro o único
responsável pela precisa e correcta localização dos referidos elementos.

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17 FISCALIZAÇÃO E RECEPÇÃO

17.1 REGISTOS NO LIVRO DA OBRA A EFECTUAR PELO EMPREITEIRO

De acordo com o RBLH, todas as operações relativas ao estudo, fabrico e aplicação do betão devem ser
acompanhadas de cuidadosa verificação por parte do Empreiteiro, que terá a seu cargo o registo no livro
da obra dos seguintes elementos:

a) Resultados de estudo da composição dos diferentes betões a utilizar na obra.

b) Boletins de fabrico dos betões empregados.


c) Boletins dos ensaios de recepção dos componentes e os registos das recepções efectivadas.
d) Boletins dos ensaios de recepção dos betões e registo das recepções efectivadas.
e) Datas de início e de conclusão das betonagens das diversas partes da obra.
f) Indicação das betonagens feitas em condições climáticas difíceis.

17.2 RECOLHA DE AMOSTRAS

A recolha das amostras deverá respeitar o estipulado nas normas e especificações aplicáveis, ou ao
especificado no CE.

A quantidade de amostras a recolher, em relação aos diferentes tipos de ensaios a realizar, deverá
respeitar, se nada em contrário for especificado no CE, as quantidades mínimas indicadas pelo RBLH nos
comentários ao artº 39º.

17.3 EXIGÊNCIAS A IMPÔR PELA FISCALIZAÇÃO

a) Compete à Fiscalização fazer respeitar pelo Empreiteiro todas as disposições impostas pelo
RBLH e aquilo que, como complemento, ficar estipulado nesta especificação.
O Empreiteiro deverá dar seguimento imediato a todas as recomendações que, a este respeito,
forem escritas no livro da obra pela Fiscalização. Em especial, merecerá a maior atenção do
Empreiteiro tudo o que lhe for referido acerca de:
- Condições de armazenamento dos materiais.
- Alteração das características dos inertes, em relação às que servirem de base ao
estudo da composição do betão em curso de fabrico; necessidade de controle dos
módulos de finura das diferentes categorias de inertes.
- Planos de betonagem, meios necessários à execução e localização de juntas de
betonagem.
- Rigor posto no cumprimento da composição especificada, em especial no que se
refere ao teor de humidade dos inertes.
- Correcções a fazer nas operações de transporte, colocação, espalhamento,
compactação e cura do betão.
b) Atendendo à importância do controle da variação de fabrico, a fazer através do cálculo do
desvio padrão ou do coeficiente de variação do estaleiro, o Empreiteiro deverá apresentar à
Fiscalização, através do livro da obra, os valores que obteve, a partir dos ensaios que
sucessivamente foram sendo realizados durante o fabrico do betão caracterizado por
determinada composição. Aqueles valores devem ser acompanhados da identificação dos
ensaios que foram utilizados.

18 B E T Ã O A PA R E N T E

18.1 GENERALIDADES

a) Pretende-se nesta alínea referir e especificar certas particularidades próprias da utilização do


betão aparente, como material a partir do qual se pretendem obter determinados efeitos
arquitectónicos, dependentes em grande parte do tipo de acabamento que se pretende dar à
superfície do betão. Assim, o Empreiteiro deve atender ao especificado no CE, acerca do
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acabamento pretendido.
b) Como característica fundamental de um bom betão aparente, deve referir-se a constância de cor,
a ausência de defeitos superficiais e a sua perfeita estanquicidade.
Compreende-se, por isso, que as exigências a impôr quanto a certas particularidades da
execução do betão aparente sejam mais apertadas do que as indicadas para os outros betões.

18.2 MOLDES E ESCORAMENTOS

A execução dos moldes terá em atenção o aspecto que o CE especifica. Assim, podem utilizar-se moldes
de madeira, revestidos ou não por placas de material prensado, com juntas macheadas aparentes ou não,
com maior ou menor aparência da estrutura da madeira.
É sempre de exigir, no entanto, que os moldes apresentem uma boa estanquicidade, a espessura das
pranchas seja uniforme (podendo-se recorrer ao aplainamento de ambas as faces) e sejam suficientemente
robustos para não sofrerem deformações apreciáveis, mesmo atendendo a uma maior potência de vibração.
A utilização de produtos de descofragem é de recomendar, desde que a sua aplicação seja feita de forma
uniforme, não originando absorções desiguais.
Se se exigir o disfarce das juntas das pranchas, pode recorrer-se a massas de vedação apropriadas, ou a
espuma de borracha adesiva, produtos sempre a aprovar pela Fiscalização.
As pranchas serão sempre de madeira de 1ª escolha, bem seca e isenta de nós e de zonas resinosas que
alterem apreciavelmente a densidade média da madeira.
A ligação entre painéis verticais deve merecer estudo cuidado e ser aprovada pela Fiscalização.
Se assim o for exigido, as cabeças dos pregos serão embebidas e disfarçadas com os produtos acima
referidos.
As arestas vivas devem ser quebradas por pequenas réguas triangulares, aplicadas nos cantos dos moldes,
sempre que no CE nada seja dito em contrário.
Como muitas vezes o betão aparente é utilizado em palas e painéis de reduzida espessura, sugere-se que
os dois painéis do molde sejam ligados entre si por meio de tirantes de aço metidos dentro de tubos de
plástico duro, o que permite o escoramento simultâneo dos dois painéis e uma descofragem fácil. Uma vez
retirados os tirantes, os furos deixados pelos tubos serão cheios de argamassa apropriada, à base de
resinas epoxy.

18.3 COMPOSIÇÃO DO BETÃO

No estudo da composição do betão deverão ser incluídas as considerações a seguir apresentadas:

a) A razão água-cimento deve, de preferência, situar-se entre 0,4 e 0,5.


b) A granulometria da mistura dos inertes deve aproximar-se da curva de Fuller, possuindo uma
percentagem de muito finos (abaixo de 0,2 mm) relativamente alta, da ordem dos 380 a 420 Kg/m3.
c) A dimensão máxima do inerte deve ser inferior a 30 mm.
d) Como indicação geral, deve dizer-se que um bom betão aparente deverá corresponder à classe e
qualidade de um B30.1, ou mesmo mais.
e) A adição de aditivos que melhorem a maleabilidade do betão e facilitem portanto a sua
compactação é de aconselhar quase sempre.
f) A consistência do betão deve ser a da terra húmida, isto é, deve corresponder a abaixamentos
entre 2,5 e 3,5 cm.

18.4 BETONAGEM

Para além do já especificado para os betões correntes, devem referir-se, para a execução de um betão
aparente, as seguintes recomendações:
a) Para trabalhos cujo volume e importância o justifiquem, devem executar-se amostras
suficientemente representativas, em que o tipo de cofragem e as características de vibração
possam ser apreciadas pela Fiscalização.

b) A altura de queda do betão ao ser colocado deve ser, tanto quanto possível, constante,
utilizando-se para o efeito os meios apropriados. Atendendo a que a consistência de um betão
aparente é sempre elevada, podem admitir-se alturas de queda até 3,0 m, desde que exista a
possibilidade de se poder fazer uma vibração potente, à custa, inclusivé, de aberturas feitas nos
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moldes, através das quais se possa introduzir a agulha do vibrador.


c) Os intervalos entre a colocação de betões adjacentes não devem ser superiores a 1/2 h.
d) A frequência e amplitude de vibração devem, de preferência, ser definidas à custa de ensaios
prévios; de qualquer modo, o tempo de vibração por m3 de betão será sempre > 20 minutos.
A agulha do vibrador deve penetrar na camada inferior entre 10 a 30 cm, o que permitirá definir
as espessuras da camada a adoptar.
Atendendo a que a vibração tem a maior importância na obtenção de um betão aparente, devem
ser deixados canais entre as armaduras, por onde a agulha do vibrador possa passar, isto
principalmente em relação às cintas dos pilares.
Só será de admitir vibração aplicada aos moldes, desde que a pervibração seja simultaneamente
utilizada.
e) Os recobrimentos das armaduras devem ser, no betão liso, superiores em cerca de 5 mm à
dimensão máxima do inerte; em betões com superfície tratada a jacto de água ou bujardadas,
este recobrimento deve ser aumentado e nunca menor de 40 mm.
f) É muito importante que os moldes sejam conservados sempre bem húmidos durante todo o
tempo em que estejam aplicados, recorrendo-se, se necessário, ao uso de sacos molhados.
A descofragem não deve ser feita antes de um prazo de 7 dias, devendo manter-se húmido o
betão descofrado ainda pelo prazo de, pelo menos, 21 dias. É de preferir a utilização de
membranas plásticas.

18.5 ACABAMENTOS SUPERFICIAIS

a) Os acabamentos superficiais deverão ser feitos de acordo com o especificado no CE. Refere-se
em especial a retirada das rebarbas deixadas pelas juntas dos moldes.
b) As juntas de construção são sempre zonas que podem originar defeitos aparentes, devendo,
sempre que possível, procurar-se disfarçá-las à custa de reentrâncias, o que deverá ser sempre
submetido à apreciação da Fiscalização.
c) Não são de admitir quaisquer retoques ou enchimentos de defeitos pois estas operações só iriam
agravar o mal existente.
d) A limpeza da superfície do betão aparente pode ser feita com água simples ou acrescentada com
qualquer detergente.
e) A aplicação de hidrófugos superficiais, à base de silicones, torna a superfície do betão
impermeável à água, impedindo que a sujidade se entranhe nos poros de betão. Pode também
recorrer-se à aplicação de resinas sintéticas transparentes, o que permitirá uma lavagem muito
fácil da superfície do betão.

18.6 COMPOSIÇÃO DO BETÃO

Como guia na escolha da composição a adoptar, indica-se a seguir um exemplo de dosagem já utilizada
com bons resultados e que fornece um betão com características da classe B25:

Inertes rolados de rio: .........................................................................0-3 mm: 28%


..........................................................................3-7 mm: 23%
.........................................................................7-15 mm: 20%
.......................................................................15-30 mm: 26%

Areia muito fina = .............................................0-0,2 mm: 3% do peso do inerte


Cimento: ..........................................................................................320 Kg/m3
Razão a/c = .....................................................................................................0,52

Admite-se, no entanto, que face às exigências da obra, as CE possam impor um betão de classe superior.

19 C R I T É R I O S D E M ED I Ç Ã O PA R A PA G A M E N TO

19.1 BETÃO EM MASSA E BETÃO ARMADO

Os custos unitários da oferta, definidos por volumes unitários de tipos de obra, incluem todos os

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materiais, tarefas e equipamentos necessários ao completo e perfeito acabamento dos trabalhos de betão
em massa e betão armado.

Aqueles custos devem por isso ser aceites como tal compensação dos encargos inerentes aos moldes,
armaduras, betões, ensaios, verificações, escoramentos, acabamentos e tudo o mais que seja necessário ao
cumprimento integral de todas as especificações incluídas no CE.

Estão também incluídos nestes custos as aberturas a fazer nos pavimentos, impostas pela instalação dos
equipamentos inerentes ao perfeito funcionamento das redes de águas e esgotos.
Os critérios adoptados nas medições das diferentes partes da obra foram os seguintes:

a) Fundações: volumes abaixo dos arranques das paredes e dos pilares;


b)Pilares: desde o topo da sapata ou da parede até à face superior da última laje.
c) Paredes: desde o topo da sapata ou da parede até à face superior da última laje.
d) Vigas: entre faces de pilares e/ou paredes.
e) Lajes: entre faces anexas das vigas e/ou paredes e pilares.
f) Paredes de suporte: desde o topo das sapatas ou da base da parede à superfície superior das
lajes e entre faces de pilares.
g) Muros de suporte: desde o topo das sapatas ao topo dos muros e entre faces de pilares.
h) Palas e cornijas: incluídas nas vigas a que estão ligadas.
i) Guardas de varandas: entre faces de pilares e acima do topo das vigas respectivas.
j) Empenas: acima do topo das vigas respectivas.
l) Cintas sobre muretes de tijolo: volume total, sem desconto das entregas dos barrotes da
cobertura.
m) Betão de limpeza: volume correspondente à área de apoio da estrutura, acrescida de uma faixa
de 5 cm.
n) Betão de massame: volume correspondente à área compreendida entre lintéis, paredes e pilares,
deduzida das áreas de pilares e paredes nela incluídas.

19.2 ELEMENTOS PRÉ-FABRICADOS

Os custos unitários da oferta incluem todos os materiais, mão de obra, andaimes e equipamentos
necessários à perfeita execução dos trabalhos.

Os critérios de medição são os seguintes:

a) Lajes: área entre faces anexas de vigas ou paredes.

b) Barrotes e ripas de cobertura: área inclinada compreendida entre faces anexas dos apoios (vigas, cintas
e paredes).
c) Outros elementos: por unidade, se outro critério não for indicado nas CE.

20 IMPERMEABILIZAÇÕES

20.1 GENERALIDADES

a) Qualidade do material
Qualquer que seja o processo adoptado para a impermeabilização das diferentes partes da
construção indicadas no projecto, o material empregado não deverá conter matérias susceptíveis
de serem alteradas em contacto com os outros materiais empregados na construção, com o ar e
as intempéries, devendo manter as suas propriedades de coesão, plasticidade e ductilidade.
b) Modo de execução
Nenhum trabalho de impermeabilização deverá efectuar-se em tempo de chuva ou de humidade,
devendo a superfície a impermeabilizar encontrar-se perfeitamente seca e limpa na ocasião de
aplicação do produto (ver excepção). O acabamento da camada impermeável deverá ser
executado logo após a sua aplicação.
O acabamento da camada impermeável deverá ser executado logo após a sua aplicação.
A camada impermeável deverá apresentar-se com a forma de uma superfície contínua, com o
mesmo grau de impermeabilização de 100% em todos os seus pontos.
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Deverão tomar-se as precauções necessárias para que todas as ligações com trabalho já feito
saiam perfeitas e não constituam pontos fracos da camada impermeável.
As amarrações dos tubos de descarga das águas pluviais, tubos de ventilação, etc., deverão ser
feitas de modo a assegurar-se a perfeita impermeabilização dessas amarrações, empregando o
Empreiteiro o processo mais adequado a cada caso, devendo o respectivo processo ser
submetido à apreciação da Fiscalização.
No caso da impermeabilização por várias camadas, as juntas de cada uma devem fazer-se de
modo a que nunca se sobreponham. As sobreposições para emendas numa mesma camada, terão
no mínimo o afastamento de 8 cm.
A impermeabilização das juntas de dilatação deve fazer-se tomando todas as disposições para
que as variações de largura da junta não provoquem a rotura da camada protectora
impermeável, devendo o sistema adoptado ser submetido à apreciação da Fiscalização, caso o
mesmo não esteja incluído no projecto.

20.2 IMPERMEABILIZAÇÃO DAS PAREDES EM CONTACTO COM O TERRENO

a) Generalidades
A impermeabilização destes elementos destina-se a impedir o aparecimento de humidade nas
superfícies interiores das paredes e pavimentos, à custa de uma camada estanque,
suficientemente deformável para poder acompanhar as deformações e fissurações das estruturas,
sem perda da sua estanquicidade.
Qualquer que seja o tipo de impermeabilização adoptado, a sua execução deverá ser feita com a
melhor técnica, e seguindo sempre as indicações dos fornecedores dos produtos aplicados.
De acordo com o especificado no CE, o Empreiteiro fará a aplicação de qualquer um ou mais
dos tipos de impermeabilização a seguir indicados.
b) Impermeabilização tipo A, à base de emulsões betuminosas da Shell
Estas impermeabilizações aplicam-se geralmente sobre superfícies limpas e hidrofugadas (betão
ou esboço de impermeabilização), sendo a sua função a de colmatar qualquer fendilhação ou
poros existentes na superfície a impermeabilizar. Podem ser agrupados, por ordem de eficiência
(e de custo também) nos tipos seguintes:
Tipo A1: aplicação de duas demãos de emissão betuminosa tipo 5 (Flintkote), à razão de um
gasto total mínimo de 2 Kg/m2, formando uma camada seca com a espessura de 6mm (eventual
existência de reboco de protecção, definido no CE).
Tipo A2: aplicação, à colher da emulsão tipo 7, em camada de 2mm de espessura, sobre uma
demão seca de emulsão tipo 5 (sem reboco de protecção).
Tipo A3: aplicação igual a A1, protegida por uma camada de reboco betuminoso, acabada à
talocha, com 4 a 6mm de espessura, ao traço seguinte: cimento - 1 volume; emulsão tipo 3 - 2
volumes; areia fina - 3 volumes; areia "cabeça de formiga" - 3 volumes.
c) Impermeabilização tipo B, à base de camadas ou telas elásticas
Neste tipo de impermeabilização, caracterizado pela sua elasticidade, a superfície de apoio não
necessita de possuir estanquicidade especial, pois a camada ou tela realiza, por si só, a
impermeabilização requerida.
Os tipos a considerar estão identificados com os diferentes produtos e técnicas existentes no
nosso mercado, sendo de referir os seguintes:
1) Sistema tipo mack, caracterizado por a camada estanque ser obtida por
projecção das emulsões de betume ou alcatrão, enriquecida por matérias
sintéticas.
Uma das vantagens deste sistema é a sua fácil aplicação em superfícies não
planas, ou irregulares, não exigindo um grau de secagem elevado das
superfícies de aplicação.
A composição e a espessura da camada ou camadas a aplicar serão as
especificadas no CE.
2) Processo Membrana Butylesso (Renel) ou produto equivalente. Este tipo
caracteriza-se pela sua grande resistência às pressões elevadas da água e
pela sua grande elasticidade, que permite aplicar a membrana sobre as
juntas de dilatação da estrutura sem o recurso a cuidados especiais
relacionados com a estanquicidade destas juntas.
A espessura a adoptar e o tipo de protecção a aplicar devem ser definidos
nas Condições Especiais.
d) Impermeabilização tipo C, à base de tintas betuminosas, tipo Inertol F, ou produto equivalente
É de aplicar este tipo de protecção, em substituição do tipo A1, quando se pretende proteger,
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imediatamente após a descofragem, a superfície do betão fresco, contra a evaporação da água


de amassadura, com a consequente melhoria da qualidade final do betão e redução apreciável da
fendilhação por retracção (existência de grandes painéis, sem juntas).
A aplicação da tinta é feita em duas demãos, à razão total de 4 a 6 m2/litro, sobre superfície
isenta de detritos e limpa; a segunda demão deve ser aplicada após completa secagem da 1ª
demão.

20.3 IMPERMEABILIZAÇÃO DE FUNDAÇÕES

Pretende-se evitar, com esta impermeabilização, que por capilaridade a humidade penetre no interior das
estruturas e alvenarias e apareça no interior das habitações.
Para evitar isto, torna-se necessário revestir, por pintura, as superfícies das sapatas, dos pilares e das
paredes em contacto com o solo, com um produto ou emulsão betuminosa que elimine a capilaridade
superficial daqueles elementos, de acordo com o especificado no CE.

Se este revestimento não puder ser executado, caso das paredes de caves não acessíveis durante a
construção pelo lado exterior (por falta de espaço) e em que a impermeabilização é feita sobre a face
interior, ter-se-á de recorrer à utilização de cortinas transversais que cortem a capilaridade interior das
paredes, tais como pinturas de emulsões betuminosas, simples ou associadas a telas, cartões asfálticos ou
quaisquer outros produtos especificados no CE. Festas contínuas devem estar localizadas, de preferência,
acima do nível do solo exterio

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