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LOGÍSTICA

Introdução à Logística e
Cadeia de Suprimentos
Objetivo da aula de hoje:
Apreender os conceitos de logística e cadeia de
suprimentos, sua importância nos negócios, países
e sociedade.

Texto auxiliar desta aula:


Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística Empresarial,
Ronnald H. Ballou, 5ª ed. 2006, Cap.1.

Prof. Ronnald H. Ballou


(Weatherhead School of Management, Ohio, EUA)
Logística – origem:

O termo logística deriva do grego λόγoς


= logos (“razão”, “arte de calcular”) e do
francês loger (“acomodar”, “alojar”).

A palavra descrevia a movimentação de


suprimentos para manutenção de forças
militares.
Logística no contexto empresarial

1844 – Jules E. J. Dupuit – curva incremento marginal e


intercambiamento de custos (transporte vs estoques).

1961 – Livro seminal de Edward W. Smykay, Donald J.


Bowersox e Frank H. Mossman: Physical Distribution
Management: Logistic Problems of the Firm.
Logística
“Logística é o processo de planejamento,
implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz
de mercadorias, serviços e das informações
relativas desde o ponto de origem até o ponto de
consumo com o propósito de atender às
exigências dos clientes.”

CSCMP – Council of Supply Chain Management


Professionals (www.cscmp.org)
Logística “direto ao ponto”

“Fazer com que as coisa cheguem


no lugar certo, na hora certa, na
quantidade certa e condições
adequadas, gastando-se o menos
possível.”
Da Logística à Cadeia de Suprimentos

(Ballou, 2006, p.30)

Evolução da logística para cadeia de suprimentos.


Logística Empresarial
Atividades logísticas na CS
imediata da empresa.
(Ballou, 2006, p.31)
Decisões-chaves em logística
O triângulo de
planejamento das
principais atividades
logísticas.
(Ballou, 2006, p.45)
Logística e suas interfaces
As interfaces da
logística/CS com o
marketing e a
produção.
(Ballou, 2006, p.43)
O que faz a logística complexa?

Aumento no número de
opções dos produtos
Aumento nas Outros padrões
exigências dos
consumidores

Padrão mais comum


Diferentes ciclos de
vida e estágios dos
produtos da empresa
Cadeia de Suprimentos

“A cadeia de suprimentos abrange as


atividades relacionadas com o fluxo e
transformação de mercadorias desde o
estágio da matéria-prima (extração) até o
usuário final.”
(Ballou 2006, p.28)
Cadeia de Suprimentos
A cadeia de suprimentos imediata
da empresa. (Ballou, 2006, p.30)
JUSANTE

MONTANTE
Cadeia de Suprimentos moderna

Escopo da cadeia de suprimento moderna.


(Ballou, 2006, p.44)
CS agroindustrial - algodão distribuidor
varejist
a

indústria

Fornecedor indústria
primário

indústria
indústria fornecedor
fornecedor
consumidores
Gestão da Cadeia de Suprimentos
“O gerenciamento da cadeia de suprimentos engloba o
planejamento e gestão de todas as atividades envolvendo
abastecimento e compras, transformação e todas as
atividades de gestão logística. Importante também incluir a
coordenação entre os colaboradores dos parceiros no canal,
que podem ser fornecedores, intermediários, terceiros,
provedores de serviços e consumidores. Em essência, GCS
integra a gestão da oferta e da demanda através das
empresas.”

CSCMP – Council of Supply Chain Management Professionals


(www.cscmp.org)
https://cscmp.org/
Decisões-chaves da GCS
- Coordenação entre parceiros (empresas).
- Gestão da demanda e da oferta.
- Otimizar custos de produção e logísticos
(transporte, armazenagem, transações).
- Nível de integração da cadeia.
- Extensão da cadeia (local vs internacional)
Gestão da Cadeia de Suprimentos

Um modelo do gerenciamento da cadeia de suprimentos.


(Mentzer et al. 2001, Journal of Business Logistics.
Por que a logística é uma disciplina fundamental?

- Mantém a empresa funcionando.


- Gera riqueza à empresa, ao indivíduo, à
sociedade e ao país.
- Proporciona segurança e conforto à
sociedade.
- Gera economia por permitir que cada agente
faça o seu melhor de modo mais econômico.
- As decisões têm grandes impactos de longo
prazo.
Próxima aula...

- CUSTOS LOGÍSTICOS
Leitura antecipada:
- Cap.6 do livro “Gestão de Estoques na
Cadeia Logística Integrada”, 4ª ed. Do autor
Hong Yuh Ching, na Minha Biblioteca da
UniVesp (virtual).

OBRIGADO! Até o próximo encontro!


LOGÍSTICA

Introdução à Logística e
Cadeia de Suprimentos
LOGÍSTICA

Custos Logísticos
Objetivo da aula de hoje:
Apreender sobre os principais custos logísticos
na cadeia de suprimentos e a relação entre eles.

Texto auxiliar desta aula:


Gestão de Estoques na Cadeia de
Logística Integrada, Hong Yuh Cing,
4ª ed. 2010, Cap.6.

Prof. Hong Yuh Ching


Custo vs. Nível de Serviço

Cada vez mais os clientes demandam melhores


níveis de serviço, mas não necessariamente
estão dispostos a pagar por eles.

Então, o que fazer?

 Aumentar a eficiência da Cadeia de


Suprimentos!
Custo vs. Nível de Serviço

 Colaboração entre os integrantes da cadeia de


suprimentos.
 Entender a estrutura dos custos entre as
empresas e como uma afeta o custo da outra.
 Compreender bem a gestão da armazenagem,
transporte e distribuição dos produtos.
 Atendimento ao consumidor.
Funções da Armazenagem

 Reduzir custos de transporte.


 Coordenar a oferta e a demanda.
 Reduzir custos de produção.
 Auxilia no processo de produção e marketing.
 Consolidação e separação de cargas.
 Aumenta nível de serviço ao cliente.
Principais custos de Armazenagem

Aluguel e impostos prediais


Água, energia, comunicação, materiais de escritório.
Mão de obra.
Materiais de segurança (extintor, EPIs etc.)
Equipamentos especiais (refrigeração, atm. modificada,
produtos conservantes etc.)
Capital imobilizado: empilhadeira, prateleiras, racks,
pallets, cantilevers etc.
Custos com Estoques

 Custo do pedido.
 Custo de falta.
 Custo de capital imobilizado.
 Custo de obsolescência ou deterioração.
 Custo de ineficiência de produção.
Funções do Transporte

 Mudança geográfica de produtos e serviços.


 Estoque em trânsito.
 Reduzir custos de estocagem.
 Reduzir escala da produção.
 Reduzir o ciclo de pedido.
 Aumenta a concorrência nos mercados.
Principais custos de Transporte

Imobilização de capital (veículos)


Depreciação do capital
Impostos (IPVA, DPVAT)
Combustível, lubrificantes, manutenções
atreladas ao uso
Mão de obra qualificada
Seguros (veículo e carga)
Tradeoff entre Transporte e Estoque

 Quanto menos se pede para o estoque,


mais se gasta com transporte.
 Quanto mais se faz estoques, menos se
gasta com transporte.
 Quanto mais pontos de estocagem, menor
o custo de transporte.
Tradeoff entre Transporte e Estoque

(Ching, 2010, p.190)

(Ballou, 2006, p.279)


Custo de Oportunidade

 Capital imobilizado em estoque e


equipamentos.
 Atrelado aos juros reais do país.
 Materialização desse custo quando falta
dinheiro na empresa.
 Atrelado ao valor do produto.
Próxima aula...

 GESTÃO DA DEMANDA E
ARMAZENAGEM
Leitura antecipada:
 Cap.8 e 11 do livro Gerenciamento da Cadeia
de Suprimentos/Logística Empresarial, Ballou
(2006).

OBRIGADO! Até o próximo encontro!


LOGÍSTICA

Custos Logísticos
LOGÍSTICA

Gestão da Demanda e
Armazenagem

PARTE A: Demanda
Objetivo da aula:
Apreender elementos da gestão da demanda e da
armazenagem, e como elas se relacionam.

Texto base desta aula:


Cap. 8 (Parte A)
Cap. 11 e 12 (Parte B)
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.
Prof. Ronnald H. Ballou
O que é Demanda?

É a quantidade esperada ou concreta de produtos ou


serviços que os clientes esperam receber.

Possui as dimensões de espaço e tempo.

 Precisamos saber onde e quando irá se manifestar


o volume da demanda.
Natureza da Demanda

 Espacial vs. Temporal.

 Irregular vs. Regular.

 Dependente vs. Independente.


Padrões da Demanda

Regular com
sazonalidade
Regular sem elementos
sazonais

Irregular

Regular com tendência


de crescimento
Previsão de Demanda?

Métodos com técnicas para estimar o volume da demanda


ao longo do tempo (curto, médio, longo prazos).

 Métodos Qualitativos
 Métodos de Projeção Histórica
 Métodos Causais
Métodos Qualitativos
Recorrem a julgamentos, intuição, pesquisa ou técnicas
comparativas para estimar quantidades futuras.

 Delphi.
 Pesquisa de mercado.
 Painel de consenso.
 Estimativa da equipe de vendas.
 Analogia histórica.
Métodos de Projeção Histórica
A projeção do futuro será uma repetição aproximada do
passado.

 Média móvel.
 Ponderação / Suavização exponencial.
 Box-Jenkins.
 Decomposição de séries temporais.
Métodos Causais
O nível da variável de previsão é derivado do nível de outras
variáveis relacionadas.

 Modelos estatísticos.
 Modelos de regressão.
 Modelos econométricos.
 Simulações dinâmicas.
 Redes neurais.
Flutuações na Demanda

 Cíclica / Sazonalidade.
 Clima.
 Festividades.
 Economia.
 Política.
 Influenciadores (pessoas, mídia).
 Lançamento de produtos concorrentes.
Estatística na Previsão de Demanda
+5% com 90%
DEMANDA

DEMANDA
-5% com 90%

TEMPO TEMPO

DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADE PROBABILIDADE DA DEMANDA


DA DEMANDA EXCEDER A ESTIMATIVA
(NÍVEL DE CONFIANÇA)
Erros de Previsão

Referem-se a quão perto do verdadeiro valor da demanda


chega a previsão.

Erro de previsão = demanda real – demanda prevista


MAD = Mean Absolute Deviation (Desvio Médio Absoluto)

Importante observar a distribuição de probabilidade dos erros


para verificar o enviesamento dos erros.
Distribuição dos Erros

(Ballou, 2006, p.253)


Impacto da Demanda na Capacidade

Demanda Demanda Demanda

Capacidade Capacidade

Plano de capacidade Plano de acompanhar a Gestão da demanda para


constante demanda tentar reduzir as
flutuações

Leitura do Capítulo 11, Seção “Como enfrentar divergências entre demanda e


capacidade”, pág.408, do livro Administração da Produção, Nigel Slack, Alistar
Brandon-Jones e Robert Johnston, 8ª ed., 2018.
Continuaremos...

PARTE B: Gestão da Armazenagem

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Gestão da Demanda e
Armazenagem

PARTE B: Armazenagem
Objetivo da aula:
Apreender elementos da gestão da demanda e da
armazenagem, e como elas se relacionam.

Texto base desta aula:


Cap. 8 (Parte A)
Cap. 11 e 12 (Parte B)
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.
Prof. Ronnald H. Ballou
Gestão da Armazenagem
Elementos fundamentais na gestão da armazenagem:

 Posicionamento geográfico do armazém.


 Estrutura física (tipo, dimensão, leiaute etc.).
 Segurança (simples / sofisticada)
 Estruturas especiais (ex. climatização, automatização)
 Acesso (docas, modais etc.).
 Projeto da operação (fluxo dos produtos na estrutura).
 Operações especiais (consolidação, combinação etc.).
Identificação dos itens no armazém
 SKU: stock keeping unit – identifica o produto
precisamente em suas características: peso, volume, cor,
aroma, embalagem etc.
 Segmentação:
TIPO DE CLASSIFICAÇÃO PONTO DE VISTA
ABC POR VALOR ECONÔMICO
XYZ POR CRITICIDADE CLIENTE
123 ORDEM DE AQUISIÇÃO FORNCEDOR
PQR POPULARIDADE OPERACIONAL
GUS POR APLICAÇÃO ALOCAÇÃO/POSIÇÃO
Endereçamento dos itens no armazém

B142
C234 B142
C234
4
4
3
2 3
1 2
1 1
2
A B C
Tipo de Armazém

Armazém graneleiro Silo tanque para líquidos Câmaras frias


para sólidos Fonte: Tanks BR website Fonte: HIGH FLEX website
Fonte: Silonorte website

Armazém com porta Armazém de produto

palete especial

Fonte: Mecalux website


Estrutura da Armazenagem

Porta palete – visão frontal Porta palete – visão lateral

Fonte: Logística, FATEC. Disponível em: http://www.fatecc.com.br/ead-moodle/tecnicoadministracao/logistica.pdf


Estrutura da Armazenagem

Porta palete convencional Porta palete corredor estreito –


Fonte: Logística, empilhadeiras trilaterais
FATEC.
Fonte: Mecalux website
Estrutura da Armazenagem

transelevador Porta palete para transelevadores


Fonte: Mecalux website Fonte: Mecalux website
Estrutura da Armazenagem

Porta palete móvel / deslizante


Porta palete autoportante
Fonte: Mecalux website
Fonte: Bertolini Sistemas
de Armazenagem website
Estrutura da Armazenagem

Fonte: Engesystems

Estrutura cantiléver
Fonte: Mecalux website
Estrutura flow-rack
Fonte: Águia Sistemas
Fluxo de produtos na estrutura
Sistema Drive-in:
 Melhor aproveitamento do espaço de estocagem.
 Limita acesso aos materiais.
 Colocação e retirada dos materiais pelo mesmo corredor.
 Rotatividade segue a política LIFO (UEPS)

Fonte: Logística,
FATEC.
Fluxo de produtos na estrutura
Sistema Drive-thru:
 Abastece por um corredor e retira por outro.
 Diminui a área de estocagem.
 Ocupação média das posições ser menor do que a Drive-in.
 Rotatividade segue a política FIFO (PEPS)

Fonte: Logística,
FATEC.
Fluxo de produtos na estrutura
Sistema Push-back:
 Paletes deslizam sobre trilhos.
 Permite acesso a qualquer nível de armazenagem.
 Rotatividade segue a política LIFO (UEPS).

Estrutura Push-back
Fonte: Longa Sistemas
de Armazenagem.
Fluxo de produtos na estrutura
Sistema Flow-rack:
 Para movimentações manuais.
 Facilita o picking para abastecer linhas de produção
 Rotatividade segue a política FIFO (PEPS).

Fonte: IPC
industrial website.
Layout do armazém
A Carga e descarga.
B Recebimento.
C Armazenagem
D Preparação de pedidos
E Expedição

Fonte: Mecalux website


Considerações sobre Layout
 Compatibilidade de produtos (químicos, alimentos etc.).
 Atenção à validade (shelf life).
 Permanência em estoque (giro do estoque).
 Distâncias e frequência na movimentação de materiais.

Vista aérea de duas alternativas de layout. Fonte:Ballou (2006), pág.408.


Acesso ao armazém
Docas

Fonte: IPC Mecalux website.


Operações especiais
Cross docking

Fonte: IPC Datamex website.


Operações especiais
Combinação
Próxima aula...

 GESTÃO DE ESTOQUES
Leitura antecipada:
 Cap. 9 e10 do livro Gerenciamento da Cadeia
de Suprimentos/Logística Empresarial, Ballou
(2006).

OBRIGADO! Até o próximo encontro!


LOGÍSTICA

Gestão de compras e de
reposição dos estoques

PARTE A
Objetivo da aula:
Apreender elementos da gestão de compras para
reposição dos estoques e programação dos
suprimentos.

Texto-base desta aula:


Cap. 10 (Parte A)
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.

Prof. Ronnald H. Ballou


Função Compras na empresa

 Atividade-fim ou parte da operação da empresa.

 Transcende os níveis de decisão (estratégico, tático,

operacional).

 Função integrada com as atividades logísticas.

 Pode ser usada como vantagem competitiva.

 Metas de alta qualidade.


Atividades de Compras

 Seleciona e qualifica fornecedores.

 Avalia desempenho de fornecedores.

 Negocia condições de compra (contratos).

 Compara preço, qualidade, serviço.

 Prevê mudanças de preços, serviços e (às vezes da

demanda).
Decisão do fornecimento

 Single source

Um único fornecedor do produto.

 Multiple source

Vários fornecedores do produto.


Decisão do fornecimento

O que considerar?

 Risco e escala do fornecimento.

 Nível de dependência do fornecedor.

 Parceria vs. Competição.

 Otimização logística vs. Flexibilidade comercial.


Single source: características

Benefícios: Fragilidades:
 Melhor comunicação.  Maior vulnerabilidade no fornecimento.
 Potenciais ganhos em economia de  Maior poder de barganha nos preços
escala. negociados.
 Melhores relações contratuais.  Risco no compartilhamento de
 Facilita o desenvolvimento do produto. informações sigilosas.
 Facilita o uso de filosofias de melhoria
(Lean, Kanban, JIT, VMI etc.)
Multiple source: características

Benefícios: Fragilidades:
 Possibilita a competitividade.  Menor possibilidade de descontos por
 Favorece preços mais baixos. economia de escala.
 Favorece melhores níveis de serviço.  Fornecedor tende a acomodar-se no
 Agiliza o desenvolvimento de novas atendimento ao cliente.
tecnologias.  Maior esforço de comunicação e
ruídos mais frequentes.
Programação de suprimentos

Programar o ressuprimento de materiais de acordo com as


necessidades, a partir dos estoques existentes.

Filosofias na programação de suprimentos

 Planejamento das necessidades.


 Kanban/Just-in-time (JIT)
Programação baseada em necessidades

 Estoque muito reativo.


 Estoque determinado por cálculos de modelos (MRP).
 Estoques mais elevados.
 Potencialmente menores custos de transporte.
 Possibilidade de esconder ineficiência da produção.
 Lead time mais longos.
 Mais frequente múltiplos fornecedores.
 Lida mal com demandas incertas.
Programação baseada em Kanban/JIT

 Relação privilegiada com poucos fornecedores e


transportadores.
 Informações compartilhadas entre fornecedores.
 Produção/compra e transporte de pequenas
quantidades para redução dos níveis de estoque.
 Eliminação das incertezas sempre que possíveis.
 Metas de alta qualidade.
 Lida melhor com incerteza na demanda.
Continuaremos...

PARTE B: Reposição dos Estoques

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Gestão de compras e de
reposição dos estoques

PARTE B
Objetivo da aula:
Apreender sobre a reposição de produtos no estoque
considerando os principais custos envolvidos.

Texto-base desta aula:


Cap. 9 (Parte B)
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.

Prof. Ronnald H. Ballou


Conceitualmente, o que é estoque?

Estoque é definido como acumulação armazenada de


materiais em um sistema de transformação.

Por que existe estoque?

 Os estoques existem porque há uma diferença no


ritmo (na taxa) entre o fornecimento (produção ou
compra) do produto e sua demanda.
Tipos de estoques

 Estoque de proteção.

 Estoque de ciclo.

 Estoque de antecipação.

 Estoque no canal (de distribuição).


Decisões na gestão de estoques
Quando pedir?
 Temos que saber o momento de pedir o
reabastecimento dos estoques. É a decisão do
momento de ressuprimento.

Quanto pedir?
 Temos que definir o tamanho do pedido para
reabastecer os estoques. É a decisão de quantidade
de ressuprimento.
Políticas de estoque

Existem algumas “regras” frequentemente encontradas na

prática de gestão de estoques que têm bom desempenho

para atender à demanda - principalmente a estática.

 Política de Revisão Periódica.

 Política de Revisão Contínua.


Políticas de Estoque
Política nQ-r-T de revisão periódica (nQ,r,t).
𝑰 𝒕
Lead time
do pedido
𝑹

𝟎, 𝑰𝒋 > 𝒓
𝑸𝟏 = 𝟎 𝑸𝒋 =
𝑹 − 𝑰𝒋 , 𝑰𝒋 ≤ 𝒓
𝑸𝟐
𝑸𝟑
𝑹: estoque alvo.
𝒓 Onde: 𝒓: ponto de reposição.
𝑻:
período de revisão.

𝒕
𝟏 𝟐 𝟑 𝟒
Falta

𝑻 𝑻
Políticas de Estoque
Política r-Q de revisão contínua (r,Q).
𝑰 𝒕
Lead time
do pedido
𝑹

𝑸=𝑹−𝒓
𝑸 𝑸 𝑸
𝑰𝒋 = 𝒓

𝒓 𝑹: estoque alvo.
Onde:
𝑻: período de revisão.
𝒕
𝟏 𝟐 𝟑
Falta
𝒕𝟏 𝒕𝟐
Políticas de estoque: considerações

 A escolha da melhor política depende das características do


sistema de estoque, incertezas no lead time do pedido.

 Determinada política pode funcionar bem durante um período e


ser ineficiente em outro momento. Altera-se a política de acordo
com as mudanças no sistema.

 Política de revisão contínua pode ser mais cara do que a


periódica, mas potencialmente tem mais vantagens.
Custos em modelos de estoque

 Custo de fazer um pedido de reposição, ou custo de


preparação (setup) de produção.

 Custo de manutenção dos produtos em estoque


(necessidade de armazenamento).

 Custo decorrente da falta do produto em estoque (stockout).


Modelo para demanda estacionária
com reposição instantânea (LEC).

 Conhecido por LEC (Lote Econômico de Compra).


 Situação simples e bem comum na prática.
 Para um item que pode ser adaptado para múltiplos itens.
 A reposição é instantânea (lead time do pedido é zero).
 Reposição quando o nível do estoque torna-se zero.
Parâmetros e variáveis do modelo
 𝑫: demanda anual de produto.
 𝒄𝒑 : custo de colocação do pedido (por pedido).
 𝒄𝒆 : custo de manutenção do estoque (por unidade e período
de tempo).
 𝑸: tamanho do lote do pedido.
 T: intervalo entre as reposições, calculado como: 𝑸 𝑫.
 𝑵: frequência de reposições, calculado como: 𝑫 𝑸.
 𝑸: Estoque médio, calculado como: 𝑸 𝟐.
Parâmetros e variáveis do modelo
𝑪𝑻: custos totais do sistema de estoque.
𝑪𝑬: custos totais de armazenamento.
𝑪𝑷: custos totais de colocação dos pedidos.
Equação do custo total no sistema de estoque:

𝑪𝑻 = 𝑪𝑬 + 𝑪𝑷

𝑸 𝑫
𝑪𝑻 = 𝒄𝒆 + 𝒄𝒑
𝟐 𝑸
Parâmetros e variáveis do modelo
Equação do custo total no sistema de estoque:

𝒅𝑪𝑻 𝒄𝒆 𝒄𝒑 𝑫
=𝟎→ − 𝟐 =𝟎
𝒅𝑸 𝟐 𝑸
Isola-se a variável 𝑸:


𝟐𝒄𝒑 𝑫
𝑸 =
𝒄𝒆

𝑪𝑻 = 𝟐𝒄𝒆 𝒄𝒑 𝑫
Perfil do estoque no modelo LEC

𝑸
𝟐

𝑻 𝑸 𝟐𝑻 𝟑𝑻
𝑫
Prática
Uma empresa de bebidas possui a demanda anual de 10000
unidades de caixas para embalar as garrafas. O custo unitário para
manter uma caixa em estoque, ao longo de um ano, é de R$ 10,00, e
o custo para se fazer um pedido no fornecedor é de R$ 30,00,
independentemente da quantidade de caixas no pedido.
Calcule:
(a) Qual o tamanho do pedido de caixas?
(b) Quantos pedidos têm que ser feitos no ano?
(c) Qual o intervalo de tempo entre os pedidos?
Cálculo dos custos em função de 𝑸
𝑫 = 10000 𝒄𝒆 : R$ 10,00 por item/ano 𝒄𝒑 : R$ 30,00 por pedido

Tamanho do lote Custo estocagem (𝑪𝑬) Custo pedido (𝑪𝑷) Custo total (𝑪𝑻)
𝑸 𝑪𝑬 = 𝟎, 𝟓𝑸𝒄𝒆 𝑪𝑷 = (𝑫/𝑸)𝒄𝒑 𝑪𝑻 = 𝑪𝑬 + 𝑪𝑷
50 250 6000 6250
100 500 3000 3500
150 750 2000 2750
200 1000 1500 2500
250 1250 1200 2450
300 1500 1000 2500
350 1750 857 2607
400 2000 750 2750
450 2250 667 2917
500 2500 600 3100
550 2750 545 3295
600 3000 500 3500
Gráfico dos custos de estoque

Custo estocagem Custo pedido Custo total


7000

6000

5000
Custos totais

4000

3000

2000

1000

0
50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600
𝑄∗
Quantidade do pedido (Q )
Aplicação do modelo LEC
Determinar o tamanho ótimo do lote 𝑸:


𝟐𝒄𝒑 𝑫 𝟐. 𝟏𝟎. 𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎
𝑸 = = = 𝟐𝟒𝟒, 𝟗𝟓 ≅ 𝟐𝟒𝟓 ≈ 𝟐𝟓𝟎
𝒄𝒆 𝟑𝟎

𝑪𝑻 = 𝟐𝒄𝒆 𝒄𝒑 𝑫 = 𝟐. 𝟑𝟎. 𝟏𝟎. 𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎 = 𝟐𝟒𝟒𝟗, 𝟒𝟗 ≅ 𝟐𝟒𝟓𝟎

𝑫 𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎
𝑵= = = 𝟒𝟎, 𝟖𝟐 ≈ 𝟒𝟎 𝐯𝐞𝐳𝐞𝐬
𝑸 𝟐𝟒𝟒, 𝟗𝟓

𝟏
𝑻= = 𝟎, 𝟎𝟐𝟒𝟗𝟗 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐱 𝟑𝟔𝟓 = 𝟖, 𝟗𝟒 𝐝𝐢𝐚𝐬 ≅ 𝟗 𝐝𝐢𝐚𝐬
𝑵
Perfil do estoque no modelo LEC

𝑸 = 𝟐𝟓𝟎

𝑸
= 𝟏𝟐𝟓
𝟐

𝑻=𝟗 𝑻 = 𝟏𝟖 𝑻 = 𝟐𝟕

𝑵 = 𝟒𝟎
Resultados da análise

 A tabela mostra os custos totais de diferentes estratégias


de quantidades.
 A aplicação do modelo LEC pode simplificar a tarefa de
encontrar a solução de custo mínimo do problema.
 A curva do custo total (CT) possui uma região que permite
variações do tamanho do pedido e ficar próximo do custo
mínimo.
 Modelo adaptável a outros problemas de estoque.
Para a próxima aula...

 Aula 5: Projeto do Sistema Logístico e Distribuição.

Leitura antecipada recomendada:


 Cap. 7, 13 do Livro Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística Empresarial, Ballou (2006).
Leitura opcional complementar:
 Cap. 14 do Livro Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística Empresarial, Ballou (2006).

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Projeto de Sistema Logístico e


Distribuição

PARTE A: Modais de transporte


Objetivo da aula:
Apreender conceitos e técnicas analíticas para
projetar o sistema logístico em relação à localização
de armazéns e fluxo de materiais.

Texto-base desta aula:


Cap. 6.
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.

Prof. Ronnald H. Ballou


Modais de transporte

Fonte: http://setran.pa.gov.br/site/Conteudo/1
Modal Ferroviário
Características:
 Transporte de passageiros e cargas.
 Longo percurso e baixa velocidade.
 Menor custo por quantidade.
 Adequado para matérias-primas e
manufaturados de baixo custo.
 Robustez e segurança na operação.
 Baixa flexibilidade das rotas.
 Elevado custo de investimento inicial.
Modal Ferroviário

Malha ferroviária mundial


Ferrovias no Brasil
Modal Rodoviário
Características:
 Transporte de passageiros e cargas.
 Variado o tamanho do percurso.
 Flexibilidade de rotas.
 Menos seguro que o ferroviário
(acidentes e furtos).
 Maior envolvimento de mão de obra.
 Investimento em infraestrutura
compartilhada com transporte de
passageiros.
Modal Aeroviário
Características:
 Transporte de passageiros e cargas.
 Transporte rápido.
 Percursos mais distantes.
 Baixa flexibilidade de rotas.
 Mais seguro que rodoviário e
ferroviário.
 Maior envolvimento de mão de obra
especializada.
 Investimento em infraestrutura tanto
quanto ferroviário.
Aeroportos no Brasil

Fonte: Couto et al. 2015. Structural


Properties of the Brazilian Air Transportation
Network, Anais da Academia Brasileira de
Ciências, v.87, n.3, 2015.
Modal Aquaviário
Características:
 Transporte de passageiros e carga.
 Tem baixa velocidade.
 Longas e curtas distâncias.
 Baixa flexibilidade de rotas (cursos
hídricos)
 Transporte de matérias-primas e
manufaturados não perecíveis.
 Menor custo que o aéreo e rodoviário para
grandes quantidades.
Portos e hidrovias no Brasil
Cabotagem no Brasil

Fonte: https://www.granport.com.br/
Modal Dutoviário
Características:
 Transporte de líquidos e gases.
 Seguro
 Tem baixa velocidade, alta
regularidade
 Longas e curtas
 Transporte de produto único por vez.
 Reduz risco de desastre ecológico.
 Operam 24 horas.
 Menor custo entre os modais.
Dutos no Brasil
Classificação relativa dos modais

Tempo de Perdas e
Custo: Capacidade: massa e volume.
Modal entrega: 1 danos
X = referência Observação
mais rápido 1 = menor

Ferroviário X/5 3 5 Grandes massas e volume


Rodoviário X 2 4 Pequenos e médios
Aquaviário x/20 5 2 Grandes massas e volumes
Grandes massas e volumes.
Dutoviário X/100 ou mais 4 1
Necessário regularidade
Pequenos e médios volumes
Aéreo 4X 1 3
(alto valor e perecíveis)

Fonte: adaptado de Ballou (2016), Tabela 6-3 pág.158.


Classificação relativa dos modais

Flexibilidade Variedade
Modal Distâncias
da rota de produto

Médias e
Ferroviário Baixa Alta
longas
Curtas e
Rodoviário Alta Alta
médias
Médias e
Aquaviário Baixa Média
longas
Dutoviário Longas Média Baixa
Médias e Fonte: Ballou (2016), Fig. 2-5, pág.57.
Aéreo Média Alta
longas
Planejamento do sistema logístico

NIVEL DE
LOCALIZAÇÃO TRANSPORTES ESTOQUES
DECISÃO
Quantidade e
Seleção de Política de
Estratégico tamanho das
modais estoque
instalações
Estoque de
Contratação
Posição dos segurança e
Tático sazonal de
estoques regras de
equipamentos
controle
Reposição
Determinação da Roteirização da
Operacional (prazos e
carga distribuição
quantidades)
Intermodalidade / multimodalidade
 Prática de mudar de modal ao longo de uma rota.

 Pode trazer benefícios de redução de custo.

 Fragilidades são as perdas que podem ocorrer.

 Maior tempo total no transporte.

 Maior risco de embaraço em documentação (intermodal).


Operações especiais no transporte
Milk run ou milk pick-up

 Economia

 Produtividade

 Agilidade

 (inbound e outbound)
Operações especiais no transporte
Consolidação da carga
Fracionamento da carga

Caminhões
menores

Combinação da carga: cesta básica.


Continuaremos...

PARTE B: Modelagem e solução do


problema de transporte

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Projeto de Sistema Logístico e


Distribuição

PARTE B: Modelagem e solução do


problema de transporte
Objetivo da aula (Parte B):
Aprender a modelagem e a solução do problema de
transporte para definir fluxo de materiais.

Texto-base:
Cap. 7.
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.

Prof. Ronnald H. Ballou


Planejamento do fluxo de transporte

Figura 7-5 no livro do


Ballou (2016) pág.196.
Modelagem esquemática
𝑐𝑖𝑗
𝑐𝐴1 = 4
𝑎𝐴 =400 𝑏1 = 600

𝑎𝑖 𝑎𝐵 = 700
𝑐𝐵2 = 5 𝑋𝑖𝑗 𝑏2 =500 𝑏𝑗

𝑐𝐶3 = 8
𝑎𝐶 = 500 𝑏3 =300

𝑖 𝑍 𝑗
Modelagem matemática

𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑖𝑧𝑎𝑟: 𝑍 = 𝑐𝑖𝑗 . 𝑋𝑖𝑗


𝑖 𝑗
Sujeito a:

𝑋𝑖𝑗 ≤ 𝑎𝑖 ∀ 𝑖
𝑗

𝑋𝑖𝑗 = 𝑏𝑗 ∀ 𝑗
𝑖
𝑋𝑖𝑗 ≥ 0 ∀ 𝑖, 𝑗
Implementação computacional

https://www.gurobi.com/

https://www.gams.com/
Implementação computacional
Solução do problema
Continuaremos...

PARTE C: Modelagem e solução do


problema de localização

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Projeto de Sistema Logístico e


Distribuição

PARTE C: Modelagem e solução do


problema de localização
Objetivo da aula (Parte C):
Aprender a modelagem do problema de P-mediana
para localização de armazéns e resolvê-lo
computacionalmente.

Texto-base:
Cap. 13.
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos/Logística
Empresarial, 5ª ed. 2006.

Prof. Ronnald H. Ballou


Custos relevantes no problema de
localização
 Custos de produção e compra.
Fonte: Ballou (2016), pág.436.

 Custos de estocagem e manuseio no


armazém.
 Custos fixos do armazém.
 Custos de manutenção do estoque.
 Custos de processamento de pedidos de
estoques e dos clientes.
 Custos de transporte de entrada e saída
do armazém.
 Custos decorrentes de impostos de
circulação de mercadorias.
Problema P-mediana

 É um problema de “grupamento”

 Muitas aplicações em problemas de localização.

 𝒑 é o número de medianas (ex. armazéns, fábricas).

 O local 𝒑 é definido pelo modelo com base na função objetivo.

 Pode-se minimizar somente distância, quanto ponderar pela


demanda nas localidades.
Problema P-mediana
 Localidades estão identificadas pelos índices 𝒊, 𝒋.
 𝒅𝒊𝒋 : matriz de distância entre 𝒊 e 𝒋.
 A variável de decisão é 𝑿𝒋𝒋 = 𝟏 se a localidade j é escolhida
como um ponto de mediana. Caso contrário, 𝑿𝒋𝒋 = 𝟎.
 A variável 𝑿𝒊𝒋 = 𝟏 indica que a localidade 𝒊 está agrupada
em torno da mediana 𝒋. Caso contrário, 𝑿𝒊𝒋 = 𝟎
 A função objetivo minimiza a distância total entre as
localidade 𝒊 e o ponto de mediana 𝒋 que foi escolhido.
Exemplo de problema
 Considere seis localidades de acordo com a matriz de
distância apresentada:
 Resolveremos o modelo para 𝒑 = 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
𝒋=𝟏 𝒋=𝟐 𝒋=𝟑 𝒋=𝟒 𝒋=𝟓 𝒋=𝟔
𝒊=𝟏 0 20 18 14 16 12
𝒊=𝟐 14 0 22 18 30 26
𝒊=𝟑 18 10 0 32 20 22
𝒊=𝟒 14 18 32 0 12 22
𝒊=𝟓 16 18 20 20 0 30
𝒊=𝟔 12 10 22 22 30 0
Modelagem matemática

𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑖𝑧𝑎𝑟: 𝑍 = 𝑑𝑖𝑗 . 𝑋𝑖𝑗


𝑖 𝑗
Sujeito a:
𝑋𝑖𝑗 ≤ 1 ∀ 𝑖
𝑗

𝑋𝑗𝑗 = 𝑝
𝑗
𝑋𝑖𝑗 ≤ 𝑋𝑖𝑗 ∀ 𝑖, 𝑗
𝑋𝑖𝑗 = 0,1 ∀ 𝑖, 𝑗
Implementação computacional
Solução do problema

𝑝=1 𝑝=2 𝑝=3

𝑝=4 𝑝=5 𝑝=6


Considerar a demanda (𝒃𝒋 ) no P-mediana

𝑚𝑖𝑛𝑖𝑚𝑖𝑧𝑎𝑟: 𝑍 = 𝑏𝑗 . 𝑑𝑖𝑗 . 𝑋𝑖𝑗


𝑖 𝑗
Sujeito a:
𝑋𝑖𝑗 ≤ 1 ∀ 𝑖
𝑗

𝑌𝑗 = 𝑝
𝑗
𝑋𝑖𝑗 ≤ 𝑌𝑗 ∀ 𝑖, 𝑗
𝑌𝑗 = 0,1 ∀ 𝑗 𝑋𝑖𝑗 ≥ 0 ∀ 𝑖, 𝑗
Para a próxima aula...

 Aula 6: Logística Reversa e Internacional.

Leitura antecipada recomendada:


 Cap. 1 e 13 do livro Logística Reversa, Sustentabilidade e
competitividade, Paulo Roberto Leite, 3ª ed. 2017.
 Cap. 2 do livro Logística Internacional, Gestão de Operações de
Comercio Internacional. Pierre A. David, 4ª ed. 2016.

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Logística Reversa e Internacional

Parte A
Objetivo da aula (Parte A):
Aprender conceitos fundamentais sobre logística reversa
e sustentabilidade (ambiental) em logística empresarial.

Texto-base:
Texto de
Cap. 1 e 13.
apoio:
A origem do pensamento em gestão
ambiental

 Até 1960 – empresas limitavam-se a cumprir legislação vigente (limitada).


 1962 – Primavera Silenciosa, Rachel Carson – alertava do uso de agrotóxicos
(organoclorados).
 1972 – Relatório do Clube de Roma (Os Limites do Crescimento).
 1972 – Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Estocolmo.
 1990 – Códigos voluntários de conduta da família ISO 14000.
 1992 – Rio-92: Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
 2002 – Rio+10 - Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável.
 2020 – Rio+20 - Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável.
Tripé da Sustentabilidade (Triple Bottom Line –
John Elkington, 1994)

“Mensurar os resultados
de uma empresa partir de
3 pilares básicos (3PL).”
Resíduos, subprodutos e rejeito.
Logística Reversa

“Área da logística empresarial responsável pelo planejamento, operação

e controle dos fluxos reversos de diversas naturezas,..” *

FORNECEDORES INDÚSTRIA DISTRIBUIDORES COMERCIANTES CONSUMIDORES

* Logística Reversa, Sustentabilidade e Competitividade, Paulo Roberto Leite, pág.33.


Origem da logística reversa

 Décadas de 70 e 80 na Europa (Inglaterra, França e Alemanha).


 Pressão da sociedade sobre as empresas e governos para ter um meio
ambiente mais equilibrado.

 Em 26.08.1999 – Conama publica Resolução N° 258 (pneus).


 Em 23.06.2005 – Conama publica Resolução N° 362 (óleo lubrificante).
 Lei 12.305 de 12.08.2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Fluxos Reversos na Cadeia

Reciclagem

Pós-venda Destinação
(validade, qualidade, final
defeitos, avarias no
transporte) Remanufatura
(desmanche)

Fluxos
reversos
Reuso
(2ª mão)

Pós-consumo Destinação
(bens industriais duráveis Reciclagem
ou semiduráveis) final

Remanufatura
(desmanche)
Exemplos de Canais Reversos
Pós-consumo: Pós-venda:
 Leilões de empresas:  Retorno de compras e-commerce
(obsolescência: máquinas e (erro na compra).
veículos).  Retorno de produtos a lojas do varejo
 Embalagens recicláveis: (garrafas, (garantias).
latas de alumínio).  Retorno às fábricas para
remanufatura (defeitos fabricação,
políticas de estoque).
 Retorno às fábricas devido à
validade (medicamentos).
Como a LR agrega valor aos clientes?
ESTRATÉGIA DA LOGÍSTICA PERSPECTIVA DO PERSPECTIVA DO
REVERSA VAREJO FABRICANTE
• Ganho de imagem e
fidelização
Melhora nos lucros com
• Redistribuição da
Retorno de coleção do varejo produtos “frescos” nas
coleção
loja
• Ganho de valor residual
(mercado secundário)
• Fidelização
Assistência técnica e serviço
Fidelização do cliente • Feedback de qualidade
de pós-venda
• Responsividade

• Fidelização
Recuperação de falhas, Imagem empresarial ou da
• Feedback de qualidade
produtos e serviços marca (valorização)
• Reforço de imagem
Flexibilidade na troca ou no Fidelização • Prestação de serviço
retorno das mercadorias Ganho de imagem • Fidelização

Logística Reversa, Sustentabilidade e Competitividade, Paulo Roberto Leite, Tabela 13.1.


Estratégia da Competitividade em LR

Pós-consumo: Pós-venda:
 Reaproveitamento de  Flexibilidade no retorno de
componentes. mercadorias.
 Reaproveitamento de materiais.  Manutenção de produtos frescos.
 Demonstração de  Recaptura de valor dos estoques e
responsabilidade empresarial. ativos.
 Adequação fiscal.  Liberação de área da loja.

Logística Reversa, Sustentabilidade e Competitividade, Paulo Roberto Leite, Quadros 3.2 e 3.3.
Cadeia de Valor da Reciclagem

Diagnóstico sobre catadores de


resíduos sólidos, IPEA, 2012.

 Brasil é o 1° país na
reciclagem de latas
de alumínio!

 Mais de 97%
(Abralatas)
Parques Eco-industriais
“(...) uma comunidade de
indústrias, negócios e
serviços situados em uma
propriedade comum. (...)
buscam o melhor
desempenho ambiental,
econômico e social através
da cooperação e gestão
ambiental e dos recursos
naturais’’

https://www.youtube.com/watch?v=kshNWp51xUA&ab_channel=ZeroKoS
Indigo Development (2005)
Ecossistema Industrial em Kalundborg (DK)
Regulamentação Ambiental Brasil

 Institui a Política Nacional


de Resíduos Sólidos no
país.

 Não se aplica aos rejeitos


radioativos.
Lei 12.305 – Política Nacional de Resíduos Sólidos

 Art.9 – Prioriza a gestão de resíduos sólidos: redução, reutilização,


reciclagem, tratamento e disposição final.

 Art.13 – Classifica os resíduos.


 Art.14 – Estabelece planos nacional e regionais de resíduos sólidos.
 Art.30 – Institui a responsabilidade compartilhada entre fabricantes,
importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores.

 Art.42 – Institui medidas indutoras de financiamento de iniciativas ambientais.


 Art.47 – Estabelece proibições à poluição ambiental.
Norma de classificação ABNT NBR 10.004:2004

Fonte: COPEL: Manual para gerenciamento de resíduos sólidos, DRI/CSE/CGSA, Curitiba, Paraná.
Coleta Seletiva

Segundo o MMA:

Coleta Seletiva – obrigação


do poder público.

Logística reversa –
obrigação do setor
empresarial.
Futuro da Logística Reversa
CIÊNCIA E TECNOLOGIA:

 AUMENTO NA RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS RECICLÁVEIS.


 AUMENTO NA REUTILIZAÇÃO DE MATERIAIS EM FINS SECUNDÁRIOS.
COMPORTAMENTO DA SOCIEDADE:

 SOCIEDADE E GOVERNOS MAIS CONSCIÊNTES AMBIENTALMENTE.


 INCENTIVOS TRIBUTÁRIOS PARA EMPRESAS.
 NOVAS EMPRESAS (STARTUPS) NESSE SETOR.
Continuaremos...

PARTE B: Logística Internacional

OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Logística Reversa e Internacional

Parte B
Objetivo da aula (Parte B):
Aprender os principais conceitos em logística
internacional, e aspectos técnicos da importação e
exportação no contexto brasileiro.

Leituras de apoio:
Texto-base: Site da Receita Federal.
Cap. 2. Site fazcomex.
A revolução dos Containers
 Malcon McLean (1956)

Leitura da pág. 31 do livro texto.


https://mirandacontainer.com.br/historia-completa-containers/
Definição de logística internacional

“Logística internacional é o processo de planejar,

implementar e controlar fluxos e armazenagem de

mercadorias, serviços e informações a elas

relacionadas, do ponto de origem ao ponto de

consumo localizado em outro país.”


(Texto-base, p.37)
Atividades da logística internacional
 Liberação na alfândega.
 Controle de documentos e embalagem internacional.
 Seleção do modal de transporte.
 Gerenciamento das relações com fornecedores
(domésticos e estrangeiros).
 Gestão de intermediários (bancos, seguradoras, governos)
 Gestão da logística reversa (trocas).
 Contratos, acordos, documentos legais.
Incoterms (International Commercial Terms)

Conjunto padronizado de definições e regras para a estrutura de contrato de


compra e venda internacional, com os direitos e obrigações recíprocos do
exportador e importador.

http://www.aprendendoaexportar.gov.br/index.php/negociando-com-importador/incoterms
Incoterms: Resolução N°16: 2 de março de 2020
Principais definições dos Incoterms
VÁLIDO PARA QUALQUER MODAL
CODIGO DESCRIÇÃO
EX WORKS (named place of delivery)
EXW
NA ORIGEM (local de entrega nomeado)
FREE CARRIER (named place of delivery) VALIDO SOMENTE PARA AQUAVIÁRIO
FCA LIVRE NO TRANSPORTADOR (local de entrega
nomeado) CODIGO DESCRIÇÃO
CARRIAGE PAID TO (named place of destination)
FREE ALONGSIDE SHIP (named port of
CPT TRANSPORTE PAGO ATÉ (local de destino
shipment)
nomeado) FAS
LIVRE AO LADO DO NAVIO (porto de embarque
CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO (named place nomeado)
of destination)
CIP FREE ON BOARD (named port of shipment)
TRANSPORTE E SEGURO PAGOS ATÉ (local de FOB
destino nomeado) LIVRE A BORDO (porto de embarque nomeado)
DELIVERED AT PLACE (named place of destination) COST, INSURANCE AND FREIGHT (named port
DAP
ENTREGUE NO LOCAL (local de destino nomeado) of destination)
CFR
DELIVERED AT PLACE UNLOADED (named place of CUSTO, SEGURO E FRETE (porto de destino
destination) nomeado)
DPU
ENTREGUE NO LOCAL DESCARREGADO (local de COST, INSURANCE AND FREIGHT (named port
destino) of destination)
CIF
DELIVERED DUTY PAID (named place of destination) CUSTO, SEGURO E FRETE (porto de destino
DDP ENTREGUE COM DIREITOS PAGOS (local de destino nomeado)
nomeado)
Regras de comercialização e custos

SELLER = VENDEDOR
BUYER = COMPRADOR

Fonte: Perter Lole Insurance Brokers: A Guide to Incoterms Risk and Responsabilities (2010)
Regras de comercialização e riscos

EXW FCA

CPT
CIP

Fonte: Perter Lole Insurance Brokers: A Guide to Incoterms Risk and Responsabilities (Feb. 2020)
Regras de comercialização e riscos

DAP DPU

DDP FAS

Fonte: Perter Lole Insurance Brokers: A Guide to Incoterms Risk and Responsabilities (Feb. 2020)
Regras de comercialização e riscos

FOB

CIF

CFR

Fonte: Perter Lole Insurance Brokers: A Guide to Incoterms Risk and Responsabilities (Feb. 2020)
Sistema Harmonizado – SH

 É uma nomenclatura internacional de produtos desenvolvida


pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA).

 Desde 1995, o Brasil utiliza o SH como base para classificação


de mercadorias na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

 SH é utilizado por mais de 200 países.


 Atualizado a cada 5 anos (em média). Próxima em 2022.
Finalidade do Sistema Harmonizado

Harmonizar a comunicação entre governos, organizações internacionais,


setor privado e outros afins quanto a:
 impostos internos;
 políticas comerciais;
 monitoramento de mercadorias controladas;
 regras de origem;
 tarifas de frete;
 estatísticas de transporte;
 monitoramento de preços;
 controle de cotas;
 compilação de políticas nacionais, contabilidade e pesquisa e análise econômica.
NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul
 Os dois primeiros caracterizam o produto (capítulo);
 Os dois números seguintes abrangem mais sobre a característica do
produto (posição);
 O quinto e sexto definem a subcategoria do mesmo (ou subposição);
 O sétimo o classifica (item); e
 O oitavo se refere ao subitem, que descreve especificamente do que
se trata a mercadoria.

04 Leite

04.02 Leite e creme de leite, concentrados ou adicionados de açúcar ou de outros edulcorantes.

0402.10 Em pó, grânulos ou outras formas sólidas, com um teor, em peso,de matérias gordas,não superior a 1.5%

0402.10.10 com um teor de arsênio, chumbo ou cobre, considerados isoladamente, inferior a 5ppm 28

0402.10.90 Outros

0402.2 Em pó, grânulos ou outras formas sólidas, com um teor, em peso,de matérias gordas, superior a 1.5%

0402.21 Sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes.

0402.21.10 Leite Integral


Acordos Internacionais de Comércio
TIPO DESCRIÇÃO APROXIMADA EXEMPLO
ACE : Acordo de
Complementação Preferências tarifárias ACE-35
Econômica
ZPT: Zona de
Preferência tarifária entre os participantes ALADI
Preferência Tarifária
ZLC: Zona de Livre ZPT + eliminação de barreiras em 80% dos
NAFTA
Comércio produtos
UA: União Aduaneira ZLC + Tarifa Externa Comum (TEC) MERCOSUL
UA + livre circulação de serviços, capitais e UNIÃO
MC: Mercado Comum mão de obra e coordenação de políticas EUROPÉIA
macroeconômicas (EU)
UEM: União Econômica MC + unificação de moeda, banco central, EU da Zona do
e Monetária política monetária e macroeconômica. Euro.
Blocos Econômicos 2018
Etapas do Despacho Aduaneiro - Importação
Regime de Tributação Simplificada – RTS
Valor até US$ 3.000,00 – destinado à PF ou PJ.
Imposto de 60% independentemente da
classificação tarifária. Não se aplica a bebidas
alcóolicas, fumo e tabacaria.

Tipos de Importação:
IMEDIATO
 Importação própria ou direta.

3 A 4 DIAS  Importação por conta e ordem de terceiros.


 Importação por encomenda.
ATÉ 7 DIAS

INDETERMINADO Tributos de Importação:


 Nacional: IPI, PIS e COFINS.
 Estadual: ICMS.
Fonte: Receita Federal
Fluxo da Exportação
LICENÇA,
PERMISSÕES, DECLARAÇÃO
CERTIFICADOS, ÚNICA DE Imposto de Exportação:
OUTROS DOCS EXPORTAÇÃO

Tributo federal incidente sobre poucos produtos:


cigarros que contenha tabaco, armas, munições e
acessórios.
Alíquota de 9%.

Incentivos fiscais:
 Isenção de IPI.
 Isenção de ICMS para produtos
industrializados, primários e semielaborados.
 Isenção do PIS.
 Isenção do ISS.
Fonte: https://www.fazcomex.com.br/blog/fluxo-de-exportacao/
Para a próxima aula...

 Aula 7: Sistemas de informações de apoio às atividades


logísticas.

Leitura antecipada recomendada:


 Cap. 11 do livro Logística e Gerenciamento da Cadeia de
Abastecimento, 4ª ed. Paulo Roberto Bertaglia.
 Artigo: Tecnologia da informação e integração das redes
logísticas. Autores: Branski e Laurindo. Periódico Científico:
Gestão da Produção, v.20. n.2, p.255-270, 2013.
OBRIGADO!
LOGÍSTICA

Sistemas de Informações de Apoio à


Atividade Logística
Objetivo da aula:
Conhecer os principais sistemas de informações e emprego
da tecnologia para o apoio à atividade logística.

Texto-base:
Cap. 11.

Texto complementar:
Branski e Laurindo (2013).
Tecnologias de Informação (TI)

“Por TI entendem-se as várias tecnologias convergentes e vinculadas que

processam as informações que as empresas criam e utilizam.” *

“TI constitui uma das bases da gestão integrada da logística – infraestrutura de

apoio para integração e coordenação dos agentes na cadeia.” *

Excertos de Branski e Laurindo (2013).


Categorias das Tecnologias

Aplicativos (softwares):
 Atendem às necessidades operacionais e estratégicas, permitindo
integração com parceiros, acesso e intercâmbio de dados.
Comunicação:
 Equipamentos e aplicativos utilizados para coleta, armazenagem e
transmissão e dados e informações.
Transporte:
 Tecnologia embarcada oferecendo suporte para as atividades de
transporte dos produtos (roteirização, rastreamento etc.)
Aplicativos
Enterprise Resource Planning (ERP):

Integra e coordena os processos internos das empresas, coletando dados e


armazenando em um único repositório para atender a toda organização.

https://www.youtube.com/watch?v=lYCEQqSM08I&ab_channel=Guru99
https://www.youtube.com/watch?v=c9HfNg4a_Og&ab_channel=Oracle
Enterprise Resource Planning

MANUTENÇÃO
SERVIÇO AO PRODUÇÃO
CLIENTE (CRM)

ESTOQUES
COMPRAS ERP

PREVISÃO DE MRP
DEMANDA RECURSOS
HUMANOS
ERP – benefícios e problemas
Benefícios: Problemas:
 Integração e padronização de  Desafio da implantação.
processos.  Imposição de padrões.
 Acesso à informação.  Custo e opções de fornecedores.
 Eliminação de redundância.  Curva de aprendizado.
 Redução de tempo nas decisões.  Resistência à mudança.
 Aumento da eficiência.  Limitações analíticas.
 Adaptação às mudanças de
processo.
Aplicativos
Warehouse Management System (WMS):

Apoia as atividades operacionais na armazenagem: recebimento, inspeção,


endereçamento, armazenagem, separação, embalagem, carregamento, expedição etc.
Warehouse Management System (WMS)

Fonte:
https://improtecsistemas.com.br/wms/

https://www.youtube.com/watch?v=203Oo_hE37U&ab_channel=BAASSBusinessSolutionsInc.
Aplicativos
Transportation Management System (TMS):

Apoia a operação de transporte de mercadorias: consolidação de cargas, expedição


de documentos, rastreabilidade da frota, auditoria de fretes, planejamento de rotas e
seleção de modais etc.
Transportation Management System (TMS)

Fonte:
https://www.ibsoftware.com.br/sistema-tms-embarcadores

https://www.youtube.com/watch?v=o6Dq3ZGmsdA&t=72s&ab_channel=Capgemini
Aplicativos
Business Intelligence (BI):

Categoria de aplicativos que organizam as informações e aplicam técnicas


estatísticas para gerar conhecimento e apoiar a tomada de decisões.
Business Intelligence (BI)

Fonte: https://www.houseofbots.com/news-
detail/12005-1-what-is-business-intelligence-
why-do-we-need-business-intelligence-what-
are-some-business-intelligence-tools

https://www.youtube.com/watch?v=tnzu-uUKTVY&ab_channel=Intellipaat
Aplicativos
Vendor Management Inventory (VMI):

Permite que os fornecedores controlem os estoques dos clientes, gerando


automaticamente pedidos quando o estoque atinge um determinado nível.
Vendor Management Inventory (VMI)

Fonte: https://logisticsmgepsupv.wordpress.com/2017/03/13/walmarts-vendor-managed-inventory-model/

https://www.youtube.com/watch?v=M3NykDsJ9-o&ab_channel=Neogrid
Aplicativos
Simulação:

Aplicativos que utilizam técnicas matemáticas para imitar o funcionamento da


operação ou processo do mundo real.
Simulação
FlexSim Warehouse Simulation:

https://www.youtube.com/watch?v=sM37kFSV8D0&ab_channel=FlexSimSolutionsLogicielles

Rockwell Arena – Manufacture Simulation:

https://www.youtube.com/watch?v=6EFPB0FUgCM&ab_channel=arenaHU.

ProModel Corporation:

https://www.youtube.com/watch?v=-zSPXdOGyj8&ab_channel=ProModelCorporation
Comunicação
Código de barras – Barcodes (1D) e QR Code (2D):

Representação gráfica para identificação dos produtos. Leitura e coleta de dados


feitas por scanner a laser (barcode) ou câmera (QR code).
 Código de barras mais limitado no monitoramento em movimento.
 QR code pode armazenar muito mais informação.

https://itemit.com/qr-codes-vs-barcodes-which-is-best/
Comunicação
Identificação por Radiofrequência (RFID):

Dados armazenados em etiquetas eletrônicas (tags) que são lidos e transmitidos


por sinais de rádio.
 Permite monitoramento em movimento.
 Otimizado para baixo consumo de energia.

https://blog.sulprint.com.br/etiquetas-de-rfid-o-que-e-e-como-aplicar-na-embalagem/
https://www.youtube.com/watch?v=iEfEQsJJ07Q&ab_channel=CoreRFIDLimited
Comunicação
Eletronic Data Interchage (EDI):

Troca de documentos eletrônicos padronizados entre empresas parceiras.


 Visa reduzir custos e problemas de comunicação.
 Aumentar agilidade das informações.
 Facilita comunicação entre parceiros.
 Possibilita rastreamento de pedidos.
Ex. EDI-850 (ordem de compra), EDI-214 (recibos de pagamentos), EDI-820
(documentos de estoque).

https://www.purchasecontrol.com/blog/electronic-data-interchange/
Tecnologia Embarcada
Otimização de carga

Define a forma mais eficiente para acondicionamento da carga nos caminhões.

 JETTACARGO: https://www.jettacargo.com.br https://vimeo.com/361576306


 easycargo: https://www.easycargo3d.com/
https://www.youtube.com/watch?v=xFAGKL5oUp8&ab_channel=EasyCargo-Loadefficiently

 LoadPlanner: http://www.loadplanner.com/:
https://www.youtube.com/watch?v=75XG4JI8zYc&ab_channel=123loadboard-FindLoadsandTrucks.
Tecnologia Embarcada
Rastreamento e telemetria de veículo

Identifica a posição, velocidade, consumo de combustível (e outras


informações de interesse) do veículo durante uma viagem.
 Ranor: http://www.ranor.com.br/home
 Autotrack: https://www.autotrac.com.br/
 Movisat: http://www.movisat.com.br/
 Smart Localiza: https://www.smartlocaliza.com.br/
 Brasiltrack: https://brasiltrack.com.br/
Tecnologia Embarcada
Roteirização de veículos

Planejamento e simulação da rota por meio de modelos matemáticos –


minimizar custo, tempo, restrição de janelas de tempo.
 Modelos exatos de VRP (Vehicle Routing Problem).
 Heurísticas de roteamento.
 Exemplos: Track-POD, portatour, Omnitracks.

https://www.youtube.com/watch?v=OKMssWdC0I0&ab_channel=Abivin
Indústria 4.0

Indústria 1.0: produção manual.

Indústria 2.0: máquina a vapor e produção em série.

Indústria 3.0: circuitos integrados, CLPs.

Indústria 4.0: otimização, robotização, inteligência artificial.

Indústria 4.0 é o uso intensivo e inteligente da tecnologia para planejar,

comprar, fabricar e entregar produtos e serviços.


Ferramentas da Indústria 4.0

 Computadores com elevada capacidade de processamento.


 Algoritmos: otimização (programação linear, inteira, não linear,
heurísticas).

 Inteligência artificial: machine learning, big data, analytics.

 Difusão ampla do conhecimento.


 Barateamento dos computadores e conexão à internet.
Exemplos de pesquisa na Indústria 4.0
Exemplos de pesquisa na Indústria 4.0
Dilemas da Tecnologia / Indústria 4.0

 Ético na tomada de decisão.


 Responsabilização do dano.
 Empregabilidade das pessoas.
 Alienação por desocupação e não pertencimento.
 Controle da opinião pública (deepfake).
OBRIGADO!