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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (William Okubo, CRB-8/6331, SP, Brasil) INSTITUTO ARTE NA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(William Okubo, CRB-8/6331, SP, Brasil)
INSTITUTO ARTE NA ESCOLA
Rubem Valentim: geometria sagrada / Instituto Arte na Escola ; autoria de
Solange Utuari ; coordenação de Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque. –
São Paulo : Instituto Arte na Escola, 2006.
(DVDteca Arte na Escola – Material educativo para professor-propositor ; 37)
Foco: SE-5/2006 Saberes Estéticos e Culturais
Contém: 1 DVD ; Glossário ; Bibliografia
ISBN 85-98009-46-6
1. Artes - Estudo e ensino 2. Arte afro-brasileira 3. Artes - Forma 4.
Valentim, Rubem I. Utuari, Solange II. Martins, Mirian Celeste III. Picosque,
Gisa IV. Título V. Série
CDD-700.7
Créditos

MATERIAIS EDUCATIVOS DVDTECA ARTE NA ESCOLA

Organização: Instituto Arte na Escola

Coordenação: Mirian Celeste Martins Gisa Picosque

Projeto gráfico e direção de arte: Oliva Teles Comunicação

MAPA RIZOMÁTICO

Copyright: Instituto Arte na Escola

Concepção: Mirian Celeste Martins Gisa Picosque

Concepção gráfica: Bia Fioretti

RUBEM VALENTIM: geometria sagrada

Copyright: Instituto Arte na Escola

Autor deste material: Solange Utuari

Revisão de textos: Soletra Assessoria em Língua Portuguesa

Diagramação e arte final: Jorge Monge

Autorização de imagens: Ludmilla Picosque Baltazar

Fotolito, impressão e acabamento: Indusplan Express

Tiragem: 200 exemplares

DVD RUBEM VALENTIM: geometria sagrada Ficha técnica Gênero : Documentário com narração e comentários sobre

DVD

RUBEM VALENTIM: geometria sagrada

Ficha técnicaDVD RUBEM VALENTIM: geometria sagrada Gênero : Documentário com narração e comentários sobre as obras do

Gênero: Documentário com narração e comentários sobre as obras do artista.

Palavras-chave: Arte afro-brasileira; sincretismo cultural e re- ligioso; heranças culturais; temática religiosa; forma; geometria.

Foco: Saberes Estéticos e Culturais.

Tema: Vida e obra de Rubem Valentim, um artista afro-brasileiro.

Artistas abordados: Rubem Valentim, Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral, Kandinsky, Malevitch, Cézanne e Paul Klee.

Indicação: A partir da 5ª série do Ensino Fundamental e Ensi- no Médio.

Direção: Cacá Vicalvi.

Realização/Produção: Rede SescSenac de Televisão, São Paulo.

Ano de produção: 2001.

Duração: 23’.

Coleção/Série: O mundo da arte.

Duração : 23’. Coleção/Série : O mundo da arte. Sinopse A produção de Valentim na sua

Sinopse

A produção de Valentim na sua trajetória artística e a influência do candomblé, associado ao sincretismo religioso brasileiro são assuntos que constituem este documentário, produzido a partir da exposição Rubem Valentim: artista da luz na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2001. O documentário apresenta a análise do crítico de arte, Olívio Tavares de Araújo, sobre a obra desse importante artista brasileiro que criou imagens únicas, reveladoras das heranças culturais, fruto de um país marcado pela pluralidade que se desvela na arte afro-brasileira. O documentário se divide em três blocos que mostram um artista imerso em uma arte simbólica e repleta de espiritualidade.

Trama inventivaHá saberes em arte que são como estrelas para aclarar o cami- nho de um

Há saberes em arte que são como estrelas para aclarar o cami- nho de um território que se quer conhecer. Na cartografia, para pensar-sentir sobre uma obra ou artista, as ferramentas são como lentes: lente microscópica, para chegar pertinho da visualidade, dos signos e códigos da linguagem da arte, ou len-

te telescópica para o olhar ampliado sobre a experiência esté-

tica e estésica das práticas culturais, ou, ainda, lente com zoom que vai se abrindo na história da arte, passando pela estética

e filosofia em associações com outros campos de saberes. Por

assim dizer, neste documentário, tudo parece se deixar ver pela luz intermitente de um vaga-lume a brilhar no território dos Saberes Estéticos e Culturais.

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O passeio da câmerano território dos Saberes Estéticos e Culturais . 2 A criação de Rubem Valentim dá corpo

A criação de Rubem Valentim dá corpo visível ao imaterial, ma-

nifesta o espírito religioso na forma da arte, construindo a pai- xão pelo sagrado com formas e cores. O documentário apresen-

ta a obra desse artista, com depoimentos e narrações, amplian-

do a visão do leitor sobre a sua produção. Mostra seu trabalho com as cores, sem transparências e sobreposições, recursos da

pintura não apropriados pelo artista. Valentim utiliza a cor chapada

e pura ou vai à procura da luz, o branco sobre o branco, a cor ao

lado da cor, sem matizes cromáticos. Com estilo construtivista, combina formas de modo sensível e criativo em uma concepção que procura a beleza dos emblemas religiosos.

A obra de Valentim é marcada pela brasilidade intrínseca com

características afro-brasileiras. O crítico de arte Olívio Tavares de Araújo traça um paralelo entre os símbolos religiosos da cultura ioruba e o traço representativo do imaginário que rege

o pensamento racional da composição construtivista com a in-

tuição criadora desse artista. Estabelece, também, relações entre sua obra e as pinturas de Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi.

A partir deste documentário, podemos considerar muitas

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

proposições pedagógicas possíveis: as heranças culturais e os bens patrimoniais no território de Patrimônio Cultural; o reper- tório e a poética pessoal de Valentim são visíveis em Processo de Criação; as relações entre a religião, arte e composições ge- ométricas podem ser estudadas com o olhar em Conexões Transdisciplinares; a articulação dos elementos de visualidade em relação à luz, à forma, à cor, aos espaços cheios e vazios, com representações de temáticas religiosas afro-brasileiras, pode ser estudada em Forma-Conteúdo; além do território das Linguagens Artísticas, focalizando a escultura, desenho e pin- tura, como também a música e a dança.

O documentário foi alocado em Saberes Estéticos e Cultu-

rais impulsionando a investigação da arte afro-brasileira, sis-

temas simbólicos, sincretismo religioso e pluralidade cultural. As escolhas do artista, o mundo ao seu redor, suas crenças e valores, percepção, imaginação e memória são imagens que ali- mentam o olhar para perceber a brasilidade. Em seu projeto, você está convidado a inventar e recriar outras possibilidades de investigação da arte.

e recriar outras possibilidades de investigação da arte. Sobre Rubem Valentim (Salvador/BA, 1922 - São Paulo/SP,

Sobre Rubem Valentim

(Salvador/BA, 1922 - São Paulo/SP, 1991). Eu uso geometria como elemento sensível. Rubem Valentim

Simbiose entre a Bahia e a África. Ao olhar as imagens criadas por Rubem Valentim, é possível ouvir o som dos tambores que

se manifestam nos terreiros de todo o Brasil, ritmo africano com

temperos nacionais. Em suas obras há a emoção da fé reli- giosa, mística, que faz um convite reflexivo sobre nossas crenças e símbolos que a representam. A formação cultu- ral de Valentim dá o rumo da sua criação, trazendo para sua obra o sentido místico da religião. Valentim se apro- pria da iconografia religiosa africana para construir um vocabulário visual próprio: poesia desvendada na geome- tria do sagrado.

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A composição agrupa signos religiosos com elementos dese- nhados em organização simétrica. Cor ao lado de cor, puras, vivas. O branco, freqüentemente, aparece como fundo que realça a intensidade cromática. Artista imerso numa obra que estabelece diálogos entre arte e povo. “A criação para mim se manifesta em parcelas infinitesimais, e eu, como criador, estou criando e sendo criado” 1 .

Nasce mulato e pobre em Salvador no auge do modernismo brasileiro. Logo cedo, mostra sua sensibilidade artística e mís- tica pintando objetos de presépio católico. Em contrapartida, seu pai o leva aos templos de candomblé. O sincretismo religi- oso baiano contribui para traçar seu caminho, como artista autodidata. Viaja por vários paises, mas é em Roma, na Itália, que fixa residência por mais de 3 anos.

Faz do seu grafismo um dialeto pessoal, porém olha para as tendências internacionais da arte como o suprematismo de Malevitch, o abstracionismo geométrico de Kandinsky, ao mes- mo tempo em que fortalece a sua arte com raízes nacionais.

Apesar do forte apelo popular presente em sua obra, Valentim não é um artista ingênuo. Com consciência técnica, pesquisa os efeitos cromáticos, a composição geométrica, estuda mate- riais e, dessa forma, articula os elementos mágicos da cultura afro-brasileira em suas criações.

Forma-se em odontologia, em 1946, e em jornalismo, em 1953, mas é com a arte que constrói sua vida. Em 1954, realiza sua primeira exposição individual, participando de várias bienais e exposições por todo o país. No início, produz obras bidimensionais, com ele- mentos abstratos e geométricos, porém suas imagens pedem mais espaço. A pesquisa do artista passa a explorar o tridimensional e a simbologia mística afro-brasileira, marca de sua produção artística. Com a estética da geometria sagrada é que se firma no cenário da arte brasileira e internacional.

Valentim explora as linguagens da pintura, desenho e escultura, em composições que lembram totens e altares religiosos, com formas que se repetem criativamente por toda sua trajetória.

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

Na década de 60 do século 20, quando mora em Brasília, dedi- ca-se a pesquisar a ocupação do espaço com elementos vaza- dos nas formas tridimensionais. As cores também apresentam mudanças ao longo desse processo de criação, tornam-se pu- ras preenchendo enormes espaços da superfície da tela. Em alguns momentos, a cor é substituída pelo branco. Nessa fase

o artista diz que está buscando a luz; “Eu procuro a claridade,

a luz da luz”. No documentário, Olívio Tavares de Araújo fala que o artista retira a cor das suas composições como se dese- jasse retirar o ruído, concebendo o silêncio do branco.

Valentim não persegue tendências estéticas internacionais. Ao contrário, defende que sua arte bebe na fonte da “fala não verbal do nosso povo 2 , procurando uma poética na brasilidade, construída na iconografia afro-ameríndia-nordestina. Ele se apropria e é apropriado pelo sincretismo sócio-religioso. Aos 69 anos, parte talvez para o mundo mágico dos orixás, nos deixa imagens materializadas daquilo que é imaterial; o sentimento do sagrado.

transformar em linguagem visual o mundo encantado, má-

gico, provavelmente místico que flui continuamente dentro de mim. O substrato vem da terra, sendo eu tão ligado ao complexo cultural da Bahia: cidade produto de uma grande síntese coletiva que se tra- duz na fusão de elementos étnicos e culturais de origem européia, africana e ameríndia. 3 .

procuro

de origem européia, africana e ameríndia. 3 . procuro Os olhos da arte há algo de

Os olhos da arte

há algo de muito específico na geometria de Valentim, que nasce das fontes em que bebe e o distingue de todos os demais artistas geométricos: a religiosidade.

Olívio Tavares de Araújo 4

No Brasil, a partir da segunda metade do século 20, o movi- mento concretista e neoconcreto procuram explorar a visualidade das formas na poesia e nas artes plásticas dentro do contexto da abstração geométrica. Rubem Valentim convi- ve com artistas desses movimentos, porém afirma não perten- cer a nenhum deles. Sua arte se aproxima das concepções

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estéticas e ideo- lógicas do cons- trutivismo, mas assume temá- ticas místicas, com consciência dos valores cul- turais do povo brasileiro.

Valentim se a propria consci-

Rubem Valentim - Emblema-logotipo-poético, 1975

Acrílica sobre tela, 35 x 50 cm

entemente dos signos do candomblé, carregados de sentido religioso e dominados por emblemas dos orixás, trazidos na bagagem cultural dos escravos. Mesmo em meio a todo sofrimento a que foram submetidos, esses povos africanos procuram dar conti- nuidade às suas crenças numa terra distante, que se revela fértil para a perpetuação da fé. Mais do que isso: há um sincretismo religioso no encontro das culturas européias, africanas e ameríndias. Os deuses africanos habitam a natureza; florestas e rios e, no imaginário, esses seres mitológicos encontram-se e convivem com os santos do catolicismo.

Nesse universo misto de culturas e crenças, a arte afro-brasi- leira começa a ganhar maior atenção por parte dos críticos e pesquisadores, ao deixar de ser entendida, apenas, como arte utilitária, feita exclusivamente para a realização de cultos, pas- sando a ser vista como arte popular ou primitiva. A turbulência das idéias deflagradas por artistas modernistas como Mário de Andrade, que coleta material africanista no norte e no nordes- te do Brasil, continua fortalecendo seu reconhecimento.

Na concepção do antropólogo Kabengele 5 , a arte caracteri- zada como afro-brasileira deve ser vista como um sistema aberto e híbrido que acompanha o próprio movimento da cultura brasileira, uma arte que prima pela intensidade e for- ça, pela beleza e riqueza da pluralidade cultural e dos emble- mas sagrados. Os emblemas da tradição nagô-iorubá trazem para

beleza e riqueza da pluralidade cultural e dos emble- mas sagrados. Os emblemas da tradição nagô-iorubá

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

o meio chamado de “erudito” a

estética do universo popular.

Muitos artistas se valem do

universo das imagens da cultu-

ra africana, de modos diversos.

Alguns deles, embora utilizem

a temática da negritude, não

bebem na essência dessa cul- tura, na iconografia e nos sis- temas simbólicos. Ainda assim contribuem para a cultura na- cional com obras repletas de brasilidade por representarem os valores estéticos de um povo, mesmo não sendo consi- derados artistas afro-brasilei- ros. Já Mestre Didi, Emanuel Araújo, Ronaldo Rego, além da descendência étnica, exploram não apenas a temática, mas

articulam cores, formas e habi- lidade técnica capaz de extrair

a síntese do sincretismo sócio-

religioso, trazendo a essência

dos símbolos da cultura afro-

brasileira. Valentim compartilha com esse grupo o encontro estético da África e Brasil, a cultura

mista, religiosa regada aos sabores visuais da terra que refletem

a espiritualidade.

A obra que cria traz a pulsação dos signos de cada divindade.

Rubem Valentim - Escultura 78, 1978 4 peças de madeira pintada, 100 x 70 x 70 cm

78 , 1978 4 peças de madeira pintada, 100 x 70 x 70 cm Recria esses

Recria esses signos, como na representação do machado de Xangô, de estrelas, luas e altares. É possível também perceber sinais universais como a seta, presente em quase todas as cul- turas, como signo de direcionamento, sentido e força.

Rubem Valentim ama a arte como missão, em suas obras ela é tam- bém uma poesia que desafia o tempo, o espaço e liberta o homem 6 .

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O passeio dos olhos do professorConvidamos você a ser um leitor do documentário, antes do planejamento de sua utilização. Neste

Convidamos você a ser um leitor do documentário, antes do planejamento de sua utilização. Neste momento, é importante você registrar suas impressões durante a exibição. Nossa su- gestão é que suas anotações iniciem um diário de bordo, um instrumento para o seu pensar pedagógico, durante todo o processo de trabalho junto aos alunos.

A seguir, uma pauta do olhar que poderá ajudá-lo.

O que o documentário desperta em você?

O

que o documentário desperta em você?

Como as influências culturais da vida de Rubem Valentim encaminharam o desenvolvimento da sua obra?

Como as influências culturais da vida de Rubem Valentim encaminharam o desenvolvimento da sua obra? Nesse de- senvolvimento, que obras lhe chamam a atenção? Por quê?

possível perceber um percurso na criação do artista? Co- erente ou repleto de rupturas?

É

Sobre o documentário: o que o caráter do depoimento do crítico de arte provoca em

Sobre o documentário: o que o caráter do depoimento do crítico de arte provoca em você? Você percebeu os cortes que fazem parte do documentário? Esses cortes trazem qual temática? De que forma você poderia aproveitá-los na sala de aula?

O documentário lhe faz perguntas? Quais?

O

documentário lhe faz perguntas? Quais?

O que você imagina que os alunos gostariam de ver no

O

que você imagina que os alunos gostariam de ver no

documentário? O que causaria atração ou estranhamento?

Este documentário poderia desencadear um debate sobre identidade cultural entre os seus alunos? Como?

Para você, qual o foco de trabalho em sala de aula pode ser

Para você, qual o foco de trabalho em sala de aula pode ser

proposto?

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Agora, reveja suas anotações. Elas revelam o modo singular de sua percepção e análise. A partir delas e da escolha do foco de trabalho, quais questões você faria numa pauta do olhar para o passeio dos olhos dos seus alunos pelo documentário?

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

professor-propositor RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA Percursos com desafios estéticos No mapa, você pode

Percursos com desafios estéticos

No mapa, você pode visualizar as diferentes trilhas para o foco Saberes Estéticos e Culturais. Consideramos esse um enfoque de relevância no documentário, mas é importante que você trace o seu caminho para explorar as potencialidades desse material, considerando a sensibilidade, o interesse e a motiva- ção que ele pode gerar. Apresentamos alguns possíveis percur- sos de trabalho que podem ser impulsionadores de projetos para o aprender ensinar arte.

O passeio dos olhos dos alunosimpulsionadores de projetos para o aprender ensinar arte. Algumas possibilidades: Valentim buscou inspiração nos

Algumas possibilidades:

Valentim buscou inspiração nos signos da cultura afro-bra- sileira. Um debate sobre a chegada dos

Valentim buscou inspiração nos signos da cultura afro-bra- sileira. Um debate sobre a chegada dos negros e a mistura de crenças e cultos religiosos é pertinente para a compre- ensão dos assuntos abordados no documentário. A realida- de local, as experiências religiosas de cada aluno, os sím- bolos presentes em suas religiões podem ser desvelados por meio de conversas e produções, desenhos, pinturas ou colagens. Após a produção/reflexão, a exposição dos tra- balhos e a leitura das características de cada religião pode preparar os alunos para a exibição do primeiro bloco do documentário. Que outras questões serão levantadas para

a

continuidade do projeto?

Os efeitos visuais obtidos com colagens, sobrepondo formas, cores puras, experimentando a posição das peças

Os efeitos visuais obtidos com colagens, sobrepondo formas, cores puras, experimentando a posição das peças e obser- vando a influência de um elemento ao lado do outro, podem dar início ao trabalho com o documentário. A cor ao lado da

cor, o fundo branco que realça a intensidade das cores puras,

o próprio branco sobre o branco, realçado por relevos, são

assuntos interessantes para perceber a influência e interação entre os elementos da visualidade e suas relações na ocupa-

ção do espaço. Ao expor todas as produções realizadas, problematize sobre como aconteceu o processo de criação

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desenho, pintura, escultura meios artes tradicionais visuais dança Linguagens Artísticas ritmo, equilíbrio,
desenho, pintura, escultura meios artes tradicionais visuais dança Linguagens Artísticas
desenho, pintura, escultura
meios
artes
tradicionais
visuais
dança
Linguagens
Artísticas

ritmo, equilíbrio, simetria, harmonia, composição, formas bidimensionais e tridimensionais, economia de formas

qual FOCO ? FOCO?

qual CONTEÚDO ? CONTEÚDO?

o que PESQUISAR ? PESQUISAR?

música relações entre elementos da visualidade temáticas temática religiosa, não-figurativa elementos da
música
relações entre elementos
da visualidade
temáticas
temática religiosa, não-figurativa
elementos da
forma, cor chapada, luz,
espaços cheios e vazios
visualidade
Forma - Conteúdo
Patrimônio
Cultural
Saberes
Estéticos e
Culturais
práticas culturais
sincretismo cultural e religioso, ritual
história da arte
arte afro-brasileira,
construtivismo, arte abstrata
Conexões
Transdisciplinares
sistema simbólico
Processo de
signos da cultura afro-brasileira,
ícones, emblemas, logotipos, totens
Criação
Zarpa ndo
ação criadora
poética pessoal, pensamento visual
potências criadoras percepção, imaginação criadora, intuição, imaginário, repertório pessoal e cultural
potências criadoras
percepção, imaginação criadora,
intuição, imaginário, repertório
pessoal e cultural
ambiência do trabalho
viagens de estudo, ateliê
bens patrimoniais materiais e imateriais, patrimônios ambientais, monumentos, edificações, sítios arqueológicos,
bens patrimoniais
materiais e imateriais,
patrimônios ambientais,
monumentos, edificações,
sítios arqueológicos,
conjuntos arquitetônicos
bens simbólicos
preservação e memória

heranças culturais, conservação, documentação, catalogação, restauro, tombamento, IPHAN, memória coletiva, imaginário popular, estética do cotidiano

arte e ciências humanas geometria, história, antropologia, geografia, filosofia, mitologia, candomblé
arte e ciências
humanas
geometria, história,
antropologia, geografia,
filosofia, mitologia,
candomblé

de cada aluno. Quais foram as suas escolhas, materiais, cores, formas, linhas, texturas e temas? As produções se centraram nas questões de formação cultural individual ou partiram para elaborações mais externas entre arte e soci- edade? O segundo bloco do documentário pode auxiliar a olhar para essas questões.

No percurso do documentário o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo faz um paralelo entre a obra de Rubem Valentim e as pinturas de Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi, que também trazem cores e temas do nosso país. Embo- ra tenham criado em momentos e contextos diferentes da história da arte no Brasil, é possível traçar o caminho de percepção estética, obras da história da arte no Brasil, é possível traçar o caminho de percepção estética, obras marcadas pela brasilidade intrínseca. Trazer para a sala de aula imagens desses três artistas e propor uma discussão sobre aspectos temáticos, compositivos e conceitos históricos/sociais/ culturais pode ampliar o olhar sobre os Saberes Estéti- cos e Culturais. O terceiro bloco do documentário pode ajudar nessa investigação.

Essas são algumas proposições pedagógicas para iniciar os projetos, mas outras idéias podem surgir. O interessante é pro- vocar uma leitura aprofundada e significativa, despertando o olhar dos alunos e também o seu para novas inquietações e problematizações.

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Desvelando a poética pessoalo seu para novas inquietações e problematizações. 12 A produção pessoal e a reflexão sobre o

A produção pessoal e a reflexão sobre o processo de criação, os desafios, as temáticas e a investigação das escolhas, da materialidade, dos elementos de visualidade, da linguagem artística, podem desvelar a poética pessoal de cada aluno.

Nesse processo, você tem um papel especial como orientador, mediador e incentivador da criação artística. Qual a melhor maneira de desenvolver o projeto, respeitando a opinião dos alunos sobre os assuntos abordados, imagens apreciadas e trabalhos produzidos por eles?

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

As duas possibilidades aqui indicadas podem ser sugeridas ao aluno para que faça sua escolha, sem perder de vista o espaço para que ele crie suas próprias ações expressivas. Cada pro- posta não se resume à realização de um único trabalho, mas busca a criação de uma série que possa ser acompanhada e, depois, apreciada e discutida sob a perspectiva da pesquisa pessoal de linguagem.

Você pode relacionar os efeitos das formas geométricas e das cores em trabalhos bidimensionais com papéis coloridos. Recortes de formas geométricas podem compor um belo painel construtivista, estimulando os alunos para a exibição do documentário. Que tal propor a exploração de formas e cores? Convide-os para recortar triângulos, quadrados, re- tângulos, círculos, arcos, formas retas e curvas de vários tamanhos e cores, utilizando como suporte folhas de papel de uma única cor. É possível variar o suporte, experimentan- do o uso da madeira ou outros materiais, e também diversi- ficar as técnicas, pintando formas coloridas, por exemplo.sob a perspectiva da pesquisa pessoal de linguagem. Outra proposta pode contar com a elaboração e

Outra proposta pode contar com a elaboração e criação de objetos tridimensionais com restos de madeiras encontra- dos em marcenarias. Estimule a pintura dessas formas e a pesquisa sobre as possibilidades de arranjos cromáticos, composição, volumes, equilíbrio, temáticas e outros aspec- tos da criação artística.ficar as técnicas, pintando formas coloridas, por exemplo. Ampliando o olhar Quais os signos africanos presentes

Ampliando o olhartemáticas e outros aspec- tos da criação artística. Quais os signos africanos presentes em obras artísticas?

Quais os signos africanos presentes em obras artísticas? O encontro com as obras plásticas de Mestre Didi, Emanuel Araújo, Ronaldo Rego podem ser somadas a elementos tam- bém presentes na dança, na música e na moda, como ampli- ação do olhar sobre a arte afro-brasileira, a formação étnica, cultural e estética de nosso país. A parceria com professores de história e literatura pode ampliar possibilidades.outros aspec- tos da criação artística. Ampliando o olhar Há diferenças entre aquilo que é considerado

Há diferenças entre aquilo que é considerado arte afro-bra- sileira e a produção de artistas que utilizam elementos dacultural e estética de nosso país. A parceria com professores de história e literatura pode ampliar

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cultura do negro/mestiça em suas obras como, por exem- plo, Di Cavalcanti que soube expressar a beleza mulata em suas telas? O que se pode ler nessas obras? Como as ques- tões culturais e sociais aparecem? É possível ampliar o olhar de seus alunos trazendo, por exemplo, as obras de arte con- temporânea de Rosana Paulino? Quais outros artistas po- dem ser pesquisados pelos alunos?

Na estética do cotidiano, estão presentes imagens e objetos que expressam o sentimento religioso. Os alunos podem montar uma pequena mostra com os objetos recolhidos em suas casas. Quais leituras fazem das peças e imagens? Qual a história desses objetos? Como poderiam montar uma ex- posição com eles? A pesquisa sobre desenho museográfico 7 poderia ser realizada, como suporte da montagem. 7 poderia ser realizada, como suporte da montagem.

Assim como Rubem Valentim traduziu as formas ícones da religiosidade em formas geométricas, os alunos podem es- colher formas ícones do universo jovem e traduzi-las em for- mas abstratas, pesquisando as escolhas cromáticas presen- tes nesse universo (por exemplo, os góticos, o hip-hop, etc.), percebendo as qualidades da cor: tom, saturação (pureza da cor) e brilho (luminosidade). da cor) e brilho (luminosidade).

Investigar em museus, galerias e espaços culturais cujo acervo permanente ou exposições temporárias apresentem obras de arte afro-brasileira. Essas informações podem ser obtidas ob- servando as referências das imagens reproduzidas em livros, catálogos de museus ou internet. Junto a seus alunos, você poderá descobrir uma maneira de apreciar obras originais de Rubem Valentim. Em São Paulo, na Pinacoteca do Estado, ou na Bahia, no Museu de Arte Moderna da Bahia, no Solar do Unhão, por exemplo, há salas especiais dedicadas a Valentim, mas há outros museus e espaços culturais em todo Brasil onde podemos visitar e encontrar suas pinturas, pai- néis e esculturas, vale a pena pesquisar!tom, saturação (pureza da cor) e brilho (luminosidade). Ameríndios, africanos e europeus não podem ser conside-

Ameríndios, africanos e europeus não podem ser conside- rados povos de apenas três etnias, pois há muitas outras nações e etnias em cada uma dessas culturas. Convoqueculturais em todo Brasil onde podemos visitar e encontrar suas pinturas, pai- néis e esculturas, vale

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

os alunos a buscar o maior número possível de etnias, tra- zendo algo de seu universo cultural.

Para o crítico Olívio Tavares de Araújo, Rubem Valentim criou um “dialeto particular”, construído por formas e cores. A criação de uma espécie de “alfabeto de formas” pode ser um desafio interessante que apura criação de uma espécie de “alfabeto de formas” pode ser um desafio interessante que apura o olhar para os elemen- tos da visualidade.

Encontros com obras suprematistas de Malevitch ou as abstratas geométricas de Kandinsky, que influenciaram Ru- bem Valentim, podem ser planejados. Como essas obras podem influenciar os alunos na criação de cartazes sobre a arte e as religiões?que apura o olhar para os elemen- tos da visualidade. Conhecendo pela pesquisa A música e

Conhecendo pela pesquisana criação de cartazes sobre a arte e as religiões? A música e a poesia são

A música e a poesia são formas de conhecer o sentimento

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música e a poesia são formas de conhecer o sentimento

dos símbolos sagrados da cultura afro-brasileira, com seu forte sincretismo. A música Meu pai Oxalá, de Vinicius de Moraes e Toquinho, pode ser o mote de uma pesquisa so- bre os personagens que aparecem na letra e os termos uti- lizados, além da própria musicalidade afro-brasileira.

 

Atotô Abaluayê Atotô babá Atotô Abaluayê Atotô babá Vem das águas de Oxalá Essa mágoa que me dá Ela parecia o dia A romper da escuridão Linda no seu manto todo branco Em meio à procissão E eu, que ela nem via Ao Deus pedia amor e proteção Meu pai Oxalá é o rei Venha me valer

O velho Omulu Atotô Abaluayê Que vontade de chorar No terreiro de Oxalá Quando eu dei com a minha ingrata Que era filha de Inhansã Com a sua espada cor-de-prata Em meio à multidão Cercando Xangô num balanceio Cheio de paixão Atotô Abaluayê Atotô babá Atotô Abaluayê Atotô babá

A cultura afro-brasileira está presente em muitas comidas

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cultura afro-brasileira está presente em muitas comidas

típicas e roupas do vestuário, cujos panos são enrolados de formas muito diversas. Os alunos, divididos em grupos, podem buscar referências afro-brasileiras e criar painéis co-

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letivos com colagens de reportagens e produções artísticas como pinturas, desenhos e fotografias.

A assemblage é uma espécie de colagem com formas

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assemblage é uma espécie de colagem com formas

tridimensionais. O artista mineiro Farnese de Andrade criou muitas assemblages partindo de objetos do cotidiano, como gamelas, móveis, pequenos objetos. Neles, vemos imagens

de santos, ora em redomas antigas ou presas em resinas, sempre envoltas numa áurea de mistério e estranhamento. Iemanjá, São Jorge e os gêmeos São Cosme e São Damião estão presentes, de um modo completamente diverso do universo estético de Rubem Valentim. Entrar em contato com a religiosidade por meio das produções desses dois artistas pode trazer boas reflexões e incentivar ousadas produções.

A nossa língua portuguesa traz forte influência da língua afri-

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nossa língua portuguesa traz forte influência da língua afri-

cana. Com as palavras pesquisadas, os alunos podem criar poesias visuais, pequenos livros com ilustrações para ditos populares, lendas, mitos e histórias do folclore africano.

O artista plástico Carybé, que se diz argentino de nascimen-

O

artista plástico Carybé, que se diz argentino de nascimen-

to

e baiano de coração, retrata a Bahia em suas obras com

temática figurativa. A pesquisa na internet ou em livros e a análise comparativa com as obras de Valentim, de outros artistas contemporâneos como Mário Cravo Júnior, Waldemar Cordeiro e da estatuária religiosa colonial, com Aleijadinho, Mestre Valentim, por exemplo, podem gerar um bom panorama da arte sacra brasileira.

Uma expedição do olhar pela escola e seus arredores pode levantar como as imagens simbólicas

Uma expedição do olhar pela escola e seus arredores pode levantar como as imagens simbólicas estão presentes na nossa cultura visual. Com sua ajuda, os alunos podem per- ceber certos sistemas simbólicos presentes no uso das cores, nos tipos de letras, nos cartazes colados nos murais da escola, nos sinais de trânsito, na arquitetura de templos religiosos, etc.

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Os percursos aqui sugeridos não correspondem a uma ordem seqüencial. Qualquer um deles pode vir a ser o início ou ser proposto paralelamente.

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

Amarrações de sentidos: portfólioprofessor-propositor RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA Todo o percurso de criação/reflexão merece ser

Todo o percurso de criação/reflexão merece ser registrado. A

proposta de construção de um portfólio não está ligada apenas

à organização dos trabalhos para guardar a produção dos alu-

nos, mas consiste em mais um momento de elaboração e cria- ção, que vai contribuir para olhar o processo percorrido duran-

te todo o projeto.

Para que a composição do portfólio ganhe uma marca pessoal, proponha uma estética pessoal com base nas concepções de arte apresentadas durante o projeto. Pesquisas, esboços, tra- balhos finais, podem formar um livro como se fosse um catálo- go de uma exposição ou de um artista. Olhar todos esses portfólios e as produções contidas neles pode gerar novas problematizações e inquietações para conhecer e viver arte.

Valorizando a processualidadee inquietações para conhecer e viver arte. Houve avanços? O que os alunos puderam de fato

Houve avanços? O que os alunos puderam de fato conhecer

e estudar?

A apresentação e discussão a partir do portfólio podem desen-

cadear boas reflexões e uma avaliação, somando todas as que foram feitas ao longo do projeto. A problematização de todo o processo vivido, buscando cercar o que aprenderam, o que foi mais interessante, o que levam para a vida, o que faltou, etc, pode permitir uma visão mais ampla e crítica. No documentário,

a fala do crítico de arte, e não do próprio artista, está presente. Assim, no momento da avaliação, os alunos podem se colocar

à distância para uma crítica mais apurada, sistematizando o que foi aprendido e estudado.

A análise deste momento também permite a reflexão sobre suas

proposições pedagógicas. Para isso, utilize também o seu diário de bordo. O que você percebe que aprendeu com este projeto? Quais novos achados para sua ação pedagógica foram desco- bertos nessa experiência? O projeto germinou novas idéias em você? Você gostaria de trabalhar com um outro documentário?

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18 Glossário Assemblage – “consiste na aproximação de elementos descontínuos, proveni- entes de diversas origens

Glossário

Assemblage – “consiste na aproximação de elementos descontínuos, proveni- entes de diversas origens e não de uma única peça como um mesmo bloco de mármore, e que, portanto, têm distintas naturezas: um pedaço de madeira é liga- do a um pedaço de ferro ou um fragmento de pedra; e um pedaço de cano, objeto previamente manufaturado, pode entrar em composição com algum elemento que ainda é uma matéria prima, como a argila; e papel usado, terra, plástico e sangue do artista podem ser acrescentados, se for o caso”. Fonte: COELHO, Teixeira. A arte de ocupar o mundo. Fonte: <www.mac.usp.br/exposicoes/01/ formas/teixeira.html>. Acesso em: 5 abr. 2005.

Arte afro-brasileira – produção artística realizada no contexto da estética que se forma no encontro entre as culturas brasileira e africana. O termo arte afro- brasileia aparece no século 20 e reconhece toda manifestação artística que expresse a religiosidade, signos, emblemas do universo sociocultural do negro, expressos nas linguagens visuais, musicais ou cênicas. Hoje, há uma preocupa- ção em não associar essa produção a uma simples manifestação popular. Tal produção artística apresenta proposta estética que se desencadeia desde o pós- modernismo até os conceitos atuais de arte contemporânea. Fonte: AGUILAR, Nelson (org.). Arte afro-brasileira. Mostra do Redescobrimento. São Paulo:

Fundação Bienal: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000, p. 112-3.

Arte concreta – movimento artístico que teve adeptos no Brasil e no mundo. Tem como proposta a exploração dos elementos visuais (puramente plásticos) em composições abstratas e com elementos geométricos. No Brasil, essa arte se manifestou também na poesia. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais <www.itaucultural.org.br>. Acesso em: 10 jul. 2005.

Candomblé – culto de origem africana com belíssimo efeito coreográfico, seus cânticos são utilizados para chamar os “espíritos” subordinados aos orixás. Os cantos geralmente são entoados em dialetos nagô e iorubá. Este culto religioso tem seu início no Brasil com a vinda dos negros escravos, que tinham a necessidade de realizar os rituais tradicionais da sua terra natal. Para não sofrerem represaria, os negros diziam dançar e louvar os santos católicos, dessa prática surgiu o sincretismo religioso. Por toda América, há manifestações da religião do candomblé, mantendo muitas de suas características ancestrais. Para saudar cada orixá há cantos, ba- tidas de atabaque, roupas, danças e oferendas especificadas de cada di- vindade. Fonte: <www.orixas.com.br> Acesso em: 16 jul. 2005.

Construtivismo – a pintura e a escultura são pensadas como construções - e não como representações -, guardando proximidade com a arquitetura em ter- mos de materiais, procedimentos e objetivos. O termo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda russa e a um artigo do crítico N. Punin, de 1913, so- bre os relevos tridimensionais de Vladimir Tatlin. Conexões são visíveis entre outros grupos no primeiro decênio do século 20, entre eles os reunidos em tor-

material educativo para o professor-propositor

RUBEM VALENTIM – GEOMETRIA SAGRADA

no de Wasily Kandinsky, Piet Mondrian, Theo van Doesburg e o suprematismo de Kazimir Malevitch, além de movimentos como cubismo, o dadaísmo e o fu- turismo. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais <www. itaucultural.org.br>. Acesso em 10 jul. 2005.

Iconografia – é o ramo da história da arte que estuda as questões relati- vas aos temas ou mensagens das obras de arte, em contraposição à sua forma. Descreve e classifica as imagens. A iconologia, por sua vez, é uma iconografia que se torna interpretativa. Fonte: PANOVSKY, Erwin. Signi- ficado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 1979.

Orixás – são divindades dos cultos iorubas. Mitos ligados a elementos e fenômenos da natureza representam aspectos da personalidade humana e cada um tem funções específicas nos cultos e rituais. No Brasil e em outros países da América, esses seres foram associados a santos católi- cos. Fonte: <www.orixas.com.br.> Acesso em: 16 de jul. 2005.

Nagô-ioruba – durante o período de escravidão, foram trazidos ne- gros de várias partes da África. Essas pessoas eram de diferentes culturas, os negros da nação iorubas, também chamados de nagôs, foram principalmente trazidos para Salvador. Esse povo possuía rica mitologia com deuses que governavam a natureza e o destino dos homens. Foi com base nessa cultura que nasceu o candomblé ou culto dos orixás. Fonte: <www.edeus.org/port/CandombleBR.htm>. Aces- so em: 17 jul. 2005.

Símbolo/simbolismo/sistema simbólico – é portador de significação e se caracteriza pela versatilidade e não pela uniformidade. A linguagem verbal, a arte, o mito e a religião para o filósofo Cassirer são parte do universo simbólico construído pelo ser humano. Fonte: CASSIRER, Ernest. Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

BibliografiaEnsaio sobre o homem . São Paulo: Martins Fontes, 2001. AGUILAR, Nelson (org.). Arte afro-brasileira .

AGUILAR, Nelson (org.). Arte afro-brasileira. Mostra do Redescobrimento. São Paulo: Fundação Bienal: Associação Brasil 500 Anos Artes Visu- ais, 2000.

Negro de corpo e alma. Mostra do Redescobrimento. São Paulo:

Fundação Bienal: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

DEMPSEY, Amy. Estilos artísticos e movimentos. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM sonoro.

FONTELES, Bené; BARJA, Wagner (org.). Rubem Valentim: artista da luz. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2001. Catálogo.

Seleção de endereços sobre arte na rede internetBené; BARJA, Wagner (org.). Rubem Valentim: artista da luz. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2001. Catálogo.

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Os sites abaixo foram acessados em 25 fev. 2005.

ANDRADE, Farnese de. Disponível em: <www.revistamuseu.com.br/ galeria.asp>.

ARTE AFRO-BRASILEIRA. Disponível em: <www.pitoresco.com.br/espe- lho/valeapena/afro_brasil/afro_brasil.htm>.

Disponível em: <www.ceao.ufba.br/mafro/apresentacao.htm>. (Museu Afro-Brasileiro de Salvador/BA).

Disponível em:<www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/ index.php?p=2058>. (Museu Afro-Brasil, em São Paulo/SP).

ARTE SACRA, Museus. Disponível em: <www.mas.ufba.br/> (em Salvador/BA).

Disponível em: < http://artesacra.sarasa.com.br/>. (em São Paulo/SP).

MALEVITCH, Kazimir. Disponível em: </www1.uol.com.br/bienal/

24bienal/nuh/enuhmonmale01.htm>.

ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Artes Visuais . Disponível em: <www. itaucultural.org.br>.

KANDINSKY, Wassily. Disponível em: <www.mac.usp.br/projetos/percur- sos/abstracao/kandinsk.html>.

MESTRE DIDI. Disponível em: <www.mestredidi.org/>.

VALENTIM, Rubem. Disponível em: <http://mac.mac.usp.br/projetos/ seculoxx/lista.html>.

Disponível em: <www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/ artecult/artespla/artistas/rubemv/>.

Disponível em: <www.ocaixote.com.br/galeria1/GrubemValentm.html>.

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20 Notas 1 Bené FONTELES; Wagner BARJA (org.). Rubem

Notas

1 Bené FONTELES; Wagner BARJA (org.). Rubem Valentim: artista da luz., p. 70.

2 Bené FONTELES; Wagner BARJA (org.). Manifesto ainda que tardio. In: Op. cit. acima, p. 28.

3 Op. cit. acima, p. 29.

4 ARAÚJO, Olívio Tavares de. Penetrar no amor e na magia. In: ALTARES emblemáticos de Rubem Valentim. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1993.

5 MUNANGA, Kabengele. Arte afro-brasileira: o que é, afinal. In: AGUILAR, Nel- son (org.). Arte afro-brasileira. Mostra do Redecobrimento. p. 98-110.

6 Bené FONTELES; Wagner BARJA (org.). Manifesto ainda que tardio.

In:

7 Há outros DVDs que tratam sobre espaço expositivo na DVDteca Arte na Escola. Será interessante buscá-los.

Rubem Valentim: artista da luz, p. 27 e 31.