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CURSO DE FÉRIAS

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

APOSTILA

PROFESSOR: AGNALDO LOUVERA DE CASTRO


CONTATO: E-MAIL aglouver88@hotmail.com

RIO DE JANEIRO
JAN/ 2008
Conhecer os outros é conhecer a si próprio, nenhum perigo em 100 batalhas. Não
conhecer o outro e conhecer a si próprio, uma vitória para cada derrota. Não conhecer o
outro e não conhecer a si próprio derrota certa em todas as batalhas.

Sun Tzu, A Arte da Guerra.

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1. INTRODUÇÃO

Imaginemos nosso mundo hoje, sem energia elétrica, sem telefones fixos
ou celulares, sem carros velozes, sem computadores e, portanto, sem Internet...
Eis, ai, um exercício de imaginação cada dia mais difícil de se realizar. Se
imaginar tal situação já é difícil, como pensar um mundo sem máquinas e sem
tecnologias? A crescente maquinização e o advento das novas tecnologias que
evoluem a cada instante fazem com que um simples aparelho eletrônico, por
exemplo, já chegue às lojas para comercialização, como a penúltima versão mais
atualizada de sua categoria.
Na hora da propaganda, tudo funciona direito, porém, na prática, a máquina
é um desastre, dando a entender que, felizmente, há coisas que somente as
pessoas podem fazer. Que a felicidade que almejamos não está em possuir esses
bens de consumo.
Já em 1939, Charles Chaplin nos alertava para o crescente processo de
maquinização que tira o emprego do homem e toma o seu lugar prenunciando a
invasão das máquinas e a formação de um mundo virtual, onde o homem não
passa de mero coadjuvante de seres robóticos. Chega o século XXI: o mundo real,
da maneira como era concebido em 1939, não existe mais a não ser em uma
realidade virtual. Os seres humanos são todos condicionados a pensar que as
coisas não mudaram e estão todos vivendo uma alucinação forçada. Existem duas
realidades: uma é a do mundo real, da qual todos fazem parte, mas não tomam
conhecimento e a outra é a realidade virtual, ordenada pela tecnologia, realidade
essa que as pessoas acreditam viver.
A vida, da forma como era, não existe mais. Só o que existe é Matrix . Em
Matrix, as máquinas são o Estado, dominaram o mundo. Todo o mal é causado
por elas, mas tem sua origem na ganância humana, que construiu as máquinas.
Entre “Tempos Modernos” de Chaplin e Matrix da atualidade, além das máquinas
serem o tema comum, identificamos o alerta que continua a nos chamar para a
reflexão, para a mudança no sentido de desenvolvermos as tecnologias do
coração.
A inteligência emocional surge como uma ferramenta a nos ajudar a
enfrentar essa situação real de robotização a que nos permitimos submeter. Ela
caracteriza a maneira como as pessoas lidam com suas emoções e com as das
pessoas ao nosso redor, constituindo-se numa maneira alternativa de ser
eficiente, não em termos apenas cognitivos, mas em termos de qualidades
humanas do coração.

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Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência
emocional – ambos são parceiros integrais na vida mental. Quando esses
parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta – e também a
capacidade intelectual.

EMOCIONAL.
2. OS CONCEITOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

A inteligência emocional caracteriza a maneira como as pessoas lidam com


suas emoções e com as das pessoas ao seu redor. Isto implica autoconsciência,
motivação, persistência, empatia e entendimento e características sociais como
persuasão, cooperação, negociações e liderança. Esta é uma maneira alternativa
de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos de qualidades humanas do
coração.
Inteligência emocional não é genética: estas habilidades são aprendidas
mais do que inseridas. De certa forma, podemos dizer que possuímos duas
mentes, conseqüentemente, dois tipos diferentes de inteligência: racional e
emocional. Nossa performance na vida é determinada não apenas pelo QI, mas
principalmente pela inteligência emocional. Na verdade, o intelecto não pode dar o
melhor de si sem a inteligência emocional – ambos são parceiros integrais na vida
mental. Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta
 – e também a capacidade intelectual. Isso derruba o mito de que devemos
sobrepor a razão à emoção, mas ao contrário, devemos buscar um equilíbrio entre
ambas.
Conseguir esse equilíbrio implica, primeiro, entender com exatidão o que
significa usar inteligentemente a emoção. A formação acadêmica não oferece
praticamente nenhum preparo para as tempestades ou oportunidades que a vida
impõe. Apesar de um alto QI não ser garantia de prosperidade, prestígio ou
felicidade, nossas escolas e cultura concentram-se na capacidade acadêmica,
ignorando o desenvolvimento da inteligência emocional. As emoções são um
campo com o qual podemos lidar, da mesma forma como matemática ou física,
com maior ou menor talento, e exige seu conjunto exclusivo de aptidões. Essas
aptidões são decisivas para a compreensão do porquê um indivíduo prospera na
vida, enquanto outro, de igual capacidade intelectual, não passa da estaca zero.
A inteligência emocional pode ser alcançada por meio de treino e esforço,
mas isso requer persistência. As pessoas têm de identificar exatamente o que
querem alcançar – sendo um melhor ouvinte ou controlando seu temperamento
nervoso. Então deve se tornar diligente a ponto de identificar mais situações nas
quais costuma cair em velhos hábitos e associá-las a uma reação produtiva. Ao
realizar esse tipo de exercício analítico firmemente por algumas semanas ou

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meses, a pessoa poderá substituir os hábitos que deseja eliminar por outros que
acabam se tornando automáticos.

3. MELHORANDO SUA PERFORMANCE PESSOAL E PROFISSIONAL

Para performances profissionais, a competência da inteligência emocional


deve ser utilizada desde o início da carreira. Muitos indícios atestam que as
pessoas emocionalmente competentes – que conhecem e lidam bem com os
próprios sentimentos e com o de outras pessoas – levam vantagem em qualquer
campo da vida, assimilando as regras tácitas que governam o sucesso na política
organizacional. As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais
probabilidade de sentirem-se satisfeitas e serem eficientes, dominando os hábitos
mentais que fomentam sua produtividade. As que não conseguem exercer
controle sobre a vida emocional travam batalhas internas que sabotam sua
capacidade de se concentrar no trabalho e pensar com clareza.

4. INICIATIVA E LIDERANÇA

O sucesso de uma empresa não está somente no seu produto de venda,


mas sim em seus funcionários, no grupo de pessoas que fazem a empresa
funcionar. Somente os integrantes destas empresas poderão produzir com melhor
qualidade, interagir adequadamente com o seu público e se adaptar às constantes
mudanças que observamos no mercado de hoje. Neste cenário, o líder tem a
fundamental importância de propiciar um ambiente onde funcionários possam
trabalhar de maneira mais eficaz e criativa, em um ritmo de constante produção e
inovação.
Podemos definir liderança como: capacidade de influenciar as pessoas, por
proporcionar propósito, direção, e motivação, enquanto realiza a missão e melhora
a organização.
O líder de uma equipe tem exatamente a função de estar constantemente
influenciando as pessoas para trabalharem a favor de uma tarefa que beneficie a
empresa. É o líder que cria planos de ação que irão melhorar a empresa e colocar
toda a sua equipe voltada para esta tarefa. E talvez o mais importante, é somente
o líder que irá unificar a equipe em momentos de crise para que haja uma
continuidade e criatividade na produção.

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Dentre as muitas características e habilidades desejáveis em um líder desatacmos
as que se seguem incluindo a iniciativa:
Conhecimento: corresponde à familiaridade que você possui através de
experiência ou estudo. Nada vai fazê-lo ganhar o respeito e a confiança de sua
equipe mais rápido, quando você demonstrar o seu conhecimento. Estude e leia
tudo que pode estar relacionado tanto ao seu trabalho quanto ao seu dia-a-dia.
Uma excelente maneira de ganhar conhecimento é conversando com pessoas
com muita experiência.
Coragem: é o controle mental e físico do medo. Coragem é uma qualidade
mental que lhe dá controle pessoal, capacitando-o a aceitar responsabilidade e
agir numa situação desafiadora. Você demonstra coragem pessoal quando impõe
decisões corretas, mesmo perante opiniões contrárias. Priorize o seu dever sobre
os seus sentimentos; procure e aceite responsabilidades; fale num tom de voz
tranqüilo; sempre organize claramente os seus pensamentos.
Poder de Decisão: é a capacidade de pesar todos os fatos de uma situação,
analisá-los, e, então, chegar a uma decisão oportuna. Mas antes de você tomar
uma decisão, deve estar seguro que tem todos os fatos disponíveis. Para
desenvolver esta característica você deve: formar o hábito de considerar vários
pontos de vista para cada problema e aprender com os erros de outros.
Interdependência: um líder tem que ser uma pessoa em quem se pode confiar
em cumprir uma tarefa. O líder não aceita fracasso ao enfrentar obstáculos; ao
contrário ele procura caminhos por volta dos obstáculos. Para que as pessoas
possam depender de você realize as tarefas designadas, indiferente aos seus
obstáculos e tenha cuidado ao fazer promessas para a sua equipe, mas quando
fizer cumpra o que foi dito.
Iniciativa: é simplesmente fazer o que tem que ser feito sem que alguém lhe
avise. Como um líder, você tem que desenvolver iniciativa em você e para seus
funcionários. Para desenvolver iniciativa em seus funcionários, distribua tarefas de
acordo com as habilidades e a experiência de cada um. Mas depois que uma
tarefa é distribuída, não diga a seus funcionários como fazê-la, a menos que ele(a)
peça sugestões.

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5. COMPETÊNCIAS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco


áreas de habilidades:
1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele
ocorre.
2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos,
adequando-os para a situação.
3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial
para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.
As três primeiras acima referem-se à Inteligência Intra-Pessoal. As duas
últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.
Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o que
as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.
1. Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que
envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do
grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea
2. Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo
conflitos.
3. Empatia - Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e
entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma
apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum.
4. Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos
e motivos das pessoas.
Inteligência Intrapessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si
mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e
usá-lo de forma efetiva e construtiva.

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6. QUALIDADES ESSENCIAIS PARA OS LÍDERES.

A chave para a liderança está nos domínios da QE, não do QI. Liderança requer
habilidades para persuadir e inspirar, enfatizar e articular sentimentos.
Componentes básicos, segundo Daniel Goleman e baseados em estudos de
especialistas norte-americanos:
• Assertividade: declarar suas preocupações e sentimentos sem ira nem
passividade.
• Auto-aceitação: sentir orgulho e ver-se numa luz positiva; reconhecer suas
forças e fraquezas; ser capaz de rir de si mesmo.
• Autoconsciência: observar-se e reconhecer os próprios sentimentos;
formar um vocabulário para os sentimentos; saber a relação entre
pensamentos, sentimentos e reações.
• Auto-revelação: valorizar a franqueza e construir confiança num
relacionamento; saber quando é seguro arriscar-se a falar de seus
sentimentos.
• Comunicações: falar efetivamente de sentimentos; tornar-se um bom
ouvinte e perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas
próprias reações ou julgamento a respeito; enviar mensagens do "Eu" em
vez de culpar.
• Dinâmica de grupo: cooperação; saber quando e como conduzir e ser
conduzido.
• Empatia: compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adotar
a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas
se sentem em relação a fatos e comportamentos.
• Intuição: identificar padrões em sua vida e reações emocionais; reconhecer
padrões semelhantes nos outros.
• Lidar com sentimentos: monitorar a "conversa consigo mesmo" para
surpreender mensagens negativas como repreensões internas;
compreender o que está por trás de um sentimento; encontrar meios de
lidar com medos e ansiedades, ira e tristeza.
• Lidar com tensão: aprender o valor de exercícios e métodos de
relaxamento.
• Responsabilidade pessoal: assumir responsabilidade; reconhecer as
conseqüências de suas decisões e ações; aceitar seus sentimentos e
estados de espírito; ir até o fim nos compromissos.
• Solução de conflitos: saber lutar limpo com outras pessoas; adotar o
modelo vencer/vencer para negociar acordos.

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• Tomada de decisão pessoal: examinar suas ações e conhecer as
conseqüências delas; saber se uma decisão está sendo governada por
pensamento ou sentimento.

CÉREBROS: INSTINTIVO, EMOCIONAL E RACIONAL.

 Cérebro Animal ou Instintivo (hipotálamo)


Reações instintivas, automáticas do ser humano.
 Cérebro Intelectual ou Racional (córtex)
Operações lógico-racionais, potencialidades racionais do ser humano:
podemos denominá-lo de cérebro pensante, pois, é a sede da razão.
 Cérebro Emocional (sistema límbico)
Reações emocionais, sentimentais e espirituais.
 Os três Cérebros seriam independentes entre si, contudo trabalhariam
simultaneamente e de forma complementar. Mas quando os mecanismos
estão em funcionamento, uma das partes sempre se sobressai em relação
às outras.

7. HEMISFÉRIOS DIREITO E ESQUERDO.

O cérebro é composto por dois hemisférios: o direito e o esquerdo, unidos


por vários feixes de fibras de comunicação, sendo o maior de todos denominado
de corpo caloso. Em virtude de uma peculiaridade anatômica (as fibras de saída e
de entrada de um hemisfério cruzam a linha mediana na altura do tronco cerebral),
o hemisfério direito comanda o lado esquerdo do corpo e o hemisfério esquerdo
comanda a o lado direito do corpo.
Ao longo das últimas décadas, muitas pesquisas científicas comprovaram
um fato que já era conhecido há muito tempo, ou seja, que o predomínio de um
lado do corpo sobre o outro, como ocorre na dexteridade (mão e membros que
usamos mais) não somente tem uma base neurofisiológica e neuroanatômica,
mas também se generaliza para outras áreas das funções cerebrais.

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Em 1836, o médico Marc Dax, do interior da França, foi quem primeiro
sugeriu que os hemisférios cerebrais teriam funções diferentes.
Posteriormente esses fatos foram confirmados pelo famoso cientista
francês Pierre Broca, que descobriu que o centro motor de comando da linguagem
falada encontra-se apenas no hemisfério esquerdo (a chamada área de Broca).
Uma lesão dessa área torna a pessoa total ou parcialmente afásica (perda da
capacidade de enunciar a voz), sem, entretanto alterar outras funções
relacionadas à linguagem. Posteriormente descobriu-se também que outras áreas
relacionadas à percepção da fala, escrita, etc., também são lateralizadas. Por este
motivo, muitos filósofos e cientistas acham que o hemisfério esquerdo é mais
relacionado ao raciocínio lógico e à linguagem (logos = palavra), e que este seria
o hemisfério dominante ou principal. Já o hemisfério direito, na época com as suas
funções desconhecidas, foi chamado de hemisfério subordinado ou secundário.
Em meados do século 20, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, Roger
W. Sperry e seus alunos, pesquisando o cérebro, perceberam que o corpo caloso
tem, como uma das principais funções, permitir a comunicação entre os dois
hemisférios, transmitindo a memória e o aprendizado.
Muitas pesquisas foram e continuam sendo feitas, com descobertas
surpreendentes, descortinando um novo horizonte do fascinante enigma do
cérebro e da mente, para a compreensão do ser humano, abrindo caminhos para
a solução de problemas até então difíceis de serem resolvidos.
Com o grande interesse provocado pelos estudos de Pierre Broca, outros
médicos e cientistas, desde o início do século XX, prosseguiram estudando o
cérebro humano. Notaram que pacientes com derrame no hemisfério esquerdo
perdiam a fala, mas conseguiam cantar. Outros que tiveram derrame no
hemisfério direito perdiam a orientação espacial, não conseguindo acertar, por
exemplo, onde ficava a porta de suas próprias casas, ou compreender relações de
distância e profundidade entre os objetos, assim como dificuldade para reconhecer
rostos familiares e identificar pessoas num grupo.
Esses estudos culminaram com as pesquisas do Dr. Roger Sperry e sua
equipe, que foi brindado com o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1981.
Até agora ficou esclarecido que a linguagem, o raciocínio lógico, determinados
tipos de memória, o cálculo, a análise são próprios do hemisfério esquerdo.
Enquanto que o direito não usa palavras, é intuitivo, usa a imaginação, o
sentimento e a síntese.
O lobo esquerdo do cérebro interpreta literalmente as frases ditas, já o lobo
direito percebe a intenção oculta de quem fala. O esquerdo entende pelo aspecto
lógico, racional e seqüencial e o direito compreende aos saltos, tem insight e visão
holística.

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O lado esquerdo do cérebro sabe situar-se dentro do tempo e procura
situações seguras, já o lado direito abstrai-se do tempo e gosta de se arriscar.
Para o hemisfério direito não existe a expressão "perder tempo". O esquerdo
costuma imitar, representar, fingir; o direito é criativo e autêntico. É o que é. Por
ser racional e crítico, o lado esquerdo do cérebro não se aventura a criar, inventar,
sonhar. Prefere a segurança do conhecido, do lógico, do aceito pela sociedade
em que vive. Já o lado direito solta a imaginação, viaja pelas asas do sonho, cria,
inventa, recria e assume ser livre. O esquerdo é linear, objetivo, usa o
conhecimento de forma dirigida, seqüencial, analítica, convergente; o direito é
não-linear, subjetivo, utiliza o conhecimento de maneira livre, múltipla, holística e
divergente.
O hemisfério esquerdo conta, dá nome às coisas, separa por categoria e
funções; o hemisfério direito não consegue realizar essa tarefa, pois vê as coisas
como um todo e cada objeto ou estímulo é visto como se apresenta no instante
presente. Por exemplo, o desenho de duas circunferências. Para o esquerdo
pode representar dois olhos, já para o direito não passam de duas simples
circunferências.
O lado esquerdo do cérebro reconhece letras e palavras, enquanto o lado
direito reconhece faces e padrões geométricos. O nosso alfabeto, por ser silábico,
estimula o lobo esquerdo; os ideogramas dos orientais, utilizando símbolos,
desenvolvem o lobo direito. No idioma japonês, por exemplo, que são usados
símbolos e sílabas, os dois hemisférios são estimulados no ato da leitura.
O hemisfério esquerdo percebe sons relacionados com a linguagem verbal
e o hemisfério direito percebe músicas e os sons emitidos pelos animais.
Enquanto o lado esquerdo tem o domínio da fala, da leitura, da escrita e da
aritmética o direito tem aptidões geométricas e desenvolvimento do sentido de
direção. O que não se consegue exprimir por palavras, usa-se o recurso do gesto
comunicativo que é domínio do hemisfério direito. O lado esquerdo é abstrato, pois
toma de uma pequena parte das informações e utiliza-a para representar o todo.
Observando numa vasilha várias peças de tonalidades alaranjadas diferentes e
com traços que as distinguem e modificam suas cores, ele afirma que viu na
vasilha peças iguais cor-de-laranja. O lado direito diria da infinidade de variações
de texturas e tonalidades vistas no vasilhame.
O hemisfério direito é espacial, entende metáforas, percebe configurações
e estruturas globais, tem facilidade para visualizar o que já foi visto e fixar na
mente imagens reais ou criadas por ele. O exercício do desenho, assim como da
música, do tricô, da meditação e outros que deixam a mente mais livre,
desenvolvem as características próprias do hemisfério direito.
No final do século XX, passou a ocorrer um significativo movimento que
procurava o auto-aprimoramento, através da correção de hábitos e da aquisição
de novas virtudes, desenvolvendo potencialidades que jazem adormecidas,

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aguardando oportunidades para se manifestarem. Esse movimento, variavelmente
denominado de Auto-Ajuda, ou ainda New Age. Algumas dessas correntes foram
influenciadas por filosofias orientais, porém outras procuraram suas fontes nas
pesquisas neurocognitivas cada vez mais abundantes sobre as funções
lateralizadas do cérebro humano.
Assim, surgiu uma poderosa tendência de "desenvolvimento das funções
do hemisfério direito", que tinham como intenção manifesta desenvolver nas
pessoas o seu lado mais "criativo" e "intuitivo". Assim, surgiram vários cursos que
se baseiam nessas pesquisas para formar uma metodologia aplicada à área das
artes plásticas, da música, além de livros com exercícios de visualização e
relaxamento e aparelhos diversos criados para esse fim.
No ano de 1991 tomamos contato com esses estudos sobre o cérebro e o
método desenvolvido pela artista plástica da Califórnia, Betty Edwards, doutora em
Artes e professora de desenho na Univesrsidade Estadual da Califórnia. Através
dos seus estudos sobre as pesquisas de Roger Sperry e equipe, ela desenvolveu
um método onde procura distrair o hemisfério esquerdo com exercícios que ele
não gosta nem se sente habilitado para fazer, deixando livre o hemisfério direito
para se manifestar e demonstrar sua eficiência.
Muitos de nós desenhávamos algumas coisas até por volta dos dez anos,
quando as críticas dos outros inibiram nossa vontade de desenhar e criar. O
método de Betty desbloqueia a nossa "veia artística" e abre um campo de amplas
possibilidades, por trabalhar o hemisfério direito, relegado ao esquecimento na
maioria das pessoas. Aplicando o método desenvolvido por ela, utilizando músicas
apropriadas para diminuir o ritmo cerebral e auxiliar o acesso ao hemisfério direito,
ficamos gratificada com os resultados obtidos.
O mais bonito é ver nos olhos de cada aluno o brilho de alegria ao saber-se
capaz de realizar coisas que até então julgavam impossível, criando composições
bonitas, desenhando de observação flores, frutos, objetos, com relativa facilidade;
descobrindo que podem enxergar mais coisas do que antes; percebendo as
reações do seu próprio corpo, de sua mente; penetrando no seu mundo íntimo e,
ao mesmo tempo, atento ao mundo que o cerca. Sentindo a intuição presente
com mais freqüência e a memória trazendo à mente as informações necessárias
na hora que se precisa. Vendo o mundo de forma global e a si mesmos como um
ser inteiro, com amplas possibilidades de crescimento.
É o nosso desejo que essa alegria se estenda por muitas pessoas e que
esses cursos se multipliquem, atendendo a necessidade de todos aqueles que
buscam um horizonte mais amplo.

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8. EMOÇÕES BÁSICAS.

Segundo Eric Berne são cinco as emoções básicas do ser humano:


• RAIVA,
• MEDO,
• TRISTEZA,
• ALEGRIA,
• AFETO.
Diante de um estímulo, o nosso corpo reage de acordo com a circunstância
e intensidade, desencadeando uma das cinco emoções básicas. Desde a
detonação da carga emocional até seu efeito corporal, podemos identificar três
tempos da emoção:
• O SENTIR,
• O EXPRESSAR VERBAL,
• O ATUAR CORPORAL.

Efeito
Estímulo (Causa) (Emoção) Conseqüência (Conduta)
Obstáculo RAIVA Agressão/Superação/Defesa
Perigo MEDO Fuga ou Luta
Perda TRISTEZA Paralisação/Recuperação
Conquista ALEGRIA Aproximação
Contato AFETO Conjugação

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EMOÇÃO DA RAIVA:
Induz movimentos violentos de ataque ou de defesa, aumentando a força
corporal, gera força e energia para superar obstáculos, todas as vezes que houver
ameaça á sua vida, ou condição de vida a raiva se apresenta como defesa natural,
uma espécie de força vital. Como não existe uma emoção chamada coragem, a
raiva funciona como antídoto natural contra o medo.

Facetas da Raiva:
Agressivo, Crítico, Irado, Histérico, Invejoso, Rabugento, Decepcionado,
Chocado, Exasperado, Frustrado, Arrogante, Ciumento, Agoniado, Hostil,
Vingativo, Colérico, Sentido, Indignado, Chateado, Revoltado.

EMOÇÃO DO MEDO:
O medo é um impulso, geralmente desqualificado pelos seres humanos. É
muito comum nos referirmos ao medo como um impulso negativo, ou até mesmo
como uma falha grave ou defeito nas pessoas. O medo nos ensina o respeito ao
limite, precisa ser eliminado ou superado, quando ele é ou se torna patológico
Facetas do Medo:
Tímido, Apavorado, Medroso, Horrorizado, Desconfiado, Incrédulo,
Envergonhado, Embaraçado, Afeito, Surpreso, Culpado, Ansioso, Prudente,
Indeciso, Constrangido, Modesto.

EMOÇÃO DA TRISTEZA:
Leva a cessão dos movimentos. O medo e a tristeza levam a baixa estima,
a tristeza é a negação da alegria. A alegria foi frustrada aparece uma raiva
impotente e logo dará lugar a uma tristeza: tristeza por perda real ou condição de
vida. O positivo é expressar a tristeza por palavras e gestos, entre em contato com
o sentimento e permita-se chorar e ou recolher-se. Você precisa de um tempo
para recuperar a energia e avaliar a extensão da perda e se redirecionar para
outras emoções: passar a contatar como uma emoção autêntica subjacente e ir
fundo nela. Longo período de tristeza leva a depressão, como já dissemos, baixa
estima, baixa nos níveis de anticorpos, predispondo o ser a infecção com maior
facilidade, é uma das mais perigosas a saúde quando muito prolongada. As

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modificações corporais provocadas pela tristeza são menos evidentes do que as
das demais emoções.
Facetas da Tristeza:

Triste, Desesperado, Desgostoso, Depressivo, Entediado, Solitário, Ferido,


Desolado, Meditativo, Estafado, Retraído, Apiedado, Concentrado, Deprimido,
Melancólico, Nostálgico.
EMOÇÃO DA ALEGRIA:
É a emoção mais boicotada, a alegria expande o ego e contagia. A alegria
é salutar, é desfrutar a vida com prazer e compartilhar com os amigos, parentes,
entes queridos. Ter alegrias por suas vitórias, seus feitos e suas realizações é
auto-estima. Os efeitos da alegria são impulsos fortalecedores da energia geral.
Sendo a alegria uma emoção contagiante há tendência a aproximação física,
toques, abraços afagos.
Facetas da Alegria:
Alegre, Contente, Confiante, Feliz, Satisfeito, Animado, Interessado,
Deslumbrado, Otimista, Aliviado, Eufórico, Embriagado, Espirituoso, Numa Boa.
EMOÇÃO DO AFETO:
Emoção presente nos estados de amor, em seus diversos rótulos, amor
maternal, paternal, filial, fraternal e romântico. O afeto expande a alma
engrandecendo-a, correlaciona-se ao prazer, sexo e ao amor, induzindo-nos a
uma aproximação física tão grande que permite ou traz proteção e reprodução.

Facetas do Afeto:
Amoroso, Apaixonado, Solidário, Malicioso, Deslumbrado, Vidrado,
Saudoso, Encabulado, Indiferente, Curioso, Enternecido, Comovido, Esperançoso.

9. TÉCNICAS DE RELAXAMENTO.

Existem muitas técnicas para se relaxar. Deixaremos aqui a técnica do


Relaxamento Muscular Progressivo (RMP), uma técnica clássica e de amplo
emprego no tratamento de ansiedade generalizada, fobias, insônia, dores de

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cabeça, dores na nuca e nas costas, dores menstruais,câimbra de escritor e ate
depressão agitada leve.
Procure fechar os olhos, tomar uma posição que lhe seja o mais confortável
possível, seja sentado ou reclinado em uma poltrona. Mentalmente percorra as
partes do seu corpo contraindo-as e relaxando-as da forma que se segue:
01-Mãos - os punhos são fechados, relaxados. Os dedos são estendidos,
relaxados.
02-Bíceps e tríceps - Os músculos do bíceps são contraídos, relaxados. Os
músculos do tríceps são contraídos, relaxados.
03- Ombros - Levados para trás, relaxados. Levados para frente, relaxados.
04- Pescoço - A cabeça gira em círculos, três ou quatro vezes em uma
direção e depois na outra.
05- Boca - Abra a boca o quanto possível, a língua é estendida o máximo
possível, relaxa. Os lábios contraídos, relaxa.
06- Olho - olhar para um ponto imaginário em cima da cabeça.
07 - Testa - franzir, relaxar.
08- Respiração - inspirar o mais profundo possível, tentar inspirar ainda
mais profundo, relaxar. Expirar até ficar sem nenhum ar e depois permanecer
alguns segundos sem ar.
09- Costas - contrair, relaxar.
10- Quadris - Levantar levemente pela contração das nádegas, relaxar.
11- Coxas - Pernas estendidas e erguidas cerca de 15cm, relaxar.
12-Abdomem - Os músculos do abdomem são contraídos para dentro, o
máximo, relaxar. O abdomem é distendido o máximo, relaxar.
13- “Barriga” da perna e pés - pernas apoiadas os pés são arqueados de
modo que os dedos apontem em direção à cabeça; relaxar. Com as pernas
apoiadas, os pés são encurvados na direção oposta, relaxar.
14- Dedos dos pés - Com as pernas apoiadas e pés relaxados, os dedos
do pé são forçados para a sola do sapato, relaxar. Com as pernas apoiadas e os
pés relaxados, os dedos são forçados na direção oposta até que toquem a ponta
do sapato, relaxar.

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15- Observe agora sua respiração. Cada vez que você expira, diga a
palavra Calma ou Relaxe ou ainda solte-se...
Lembre-se que somente a prática constante da técnica lhe trará os
benefícios almejados de forma mais rápida e eficaz.

10. AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS.

O psicólogo Howard Gardner da Universidade de Harward, nos Estados


Unidos, propõe “uma visão pluralista da mente” ampliando o conceito de
inteligência única para o de um feixe de capacidades. Para ele, inteligência é a
capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um
ambiente cultural ou comunitário. Assim, ele propõe uma nova visão da
inteligência, dividindo-a em 7 diferentes competências que se interpenetram, pois
sempre envolvemos mais de uma habilidade na solução de problemas.
Embora existam predominâncias, as inteligências se integram:
• Inteligência Verbal ou Lingüística: habilidade para lidar criativamente com
as palavras.
• Inteligência Lógico-Matemática: capacidade para solucionar problemas
envolvendo números e demais elementos matemáticos; habilidades para
raciocínio dedutivo.
• Inteligência Cinestésica Corporal: capacidade de usar o próprio corpo de
maneiras diferentes e hábeis.
• Inteligência Espacial: noção de espaço e direção.
• Inteligência Musical: capacidade de organizar sons de maneira criativa.
• Inteligência Interpessoal: habilidade de compreender os outros; a maneira
de como aceitar e conviver com o outro.
• Inteligência Intrapessoal: capacidade de relacionamento consigo mesmo,
autoconhecimento. Habilidade de administrar seus sentimentos e emoções a favor
de seus projetos. É a inteligência da auto-estima.
Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências.
A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais
desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras

17
Nos anos 90, Daniel Goleman, também psicólogo da Universidade de
Harward, afirma que ninguém tem menos que 9 inteligências. Além das 7 citadas
por Gardner, Goleman acrescenta mais duas:
• Inteligência Pictográfica: habilidade que a pessoa tem de transmitir uma
mensagem pelo desenho que faz.
• Inteligência Naturalista: capacidade de uma pessoa em sentir-se um
componente natural.

11. APRENDIZAGEM AUTODIRIGIDA.

A aprendizagem autodirigida tornou-se uma importante área de


investigação dentro do campo da educação de adultos (Garrison, 1992; Candy,
1991). Este tipo de aprendizagem tem sido apontado muitas vezes como a
resposta às constantes mudanças do mundo contemporâneo, permitindo ao
indivíduo ser capaz de efetuar "o desenvolvimento das capacidades de evoluir e
agir num ambiente complexo, de ‘aprender a aprender’ ao longo da vida, de
reconstruir permanentemente conhecimentos e saberes" (Couceiro, 1995, p.7)
No sentido amplo, aprendizagem autodirigida descreve o processo no qual
os indivíduos tomam a iniciativa de, com ou sem a ajuda de outros, diagnosticar as
suas necessidades de aprendizagem, formular objetivos de aprendizagem,
identificar os recursos humanos e materiais para aprender, escolher e implementar
as estratégias apropriadas, e avaliar os resultados obtidos na aprendizagem.
(1975, p.18).
A investigação inicial sobre a aprendizagem autodirigida afirma que os
aprendizes conduzem os seus projetos de aprendizagem de uma forma linear,
seguindo várias etapas. Tough (1967, 1971) aponta a importância dos projetos de
aprendizagem conduzidos por adultos, fora do sistema educativo formal.
A partir da idéia de Inteligência Emocional, é possível trilhar um caminho
para a Aprendizagem Emocional. Essa expressão foi considerada mais adequada
do que "Inteligência Emocional", pois o conceito de inteligência refere-se
primordialmente a recursos disponíveis na consciência, enquanto o aprendizado a
que nos referimos ocorre, principalmente, no nível não consciente.

18
12. PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Para o desenvolvimento das competências da inteligência emocional é


evidente que não se trata de seguir uma receita, pois cada um de nós tem um
modo próprio de agir e de estar no mundo, mas é bom que se observe algumas
sugestões que possibilitem um desenvolvimento eficaz.
A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a
si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando
emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar
pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu
engajamento a objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor).
Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco
áreas de habilidades:
1.Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele
ocorre.
2.Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos,
adequando-os para a situação.
3.Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial
para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.
Considerando ainda os aspectos intrapessoal e interpessoal da inteligência,
temos a considerar também as habilidades como organização de Grupos
negociação de soluções, empatia e sensibilidade social.
Segundo ainda o mesmo autor, a melhor maneira de tornar as pessoas
mais inteligentes emocionalmente é começar a educá-las quando ainda são
crianças. Afirma que para um adulto melhorar sua própria inteligência emocional, a
primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato que seus hábitos
emocionais foram aprendidos na infância.
Isso nos remete a necessidade de nos observarmos na exteriorização de
nossos comportamentos e de nos ligarmos nos feedback que recebemos das

19
pessoas com as quais interagimos visando à aproximação real da nossa auto
imagem com a imagem que os outros têm de nos.
Educar os filhos emocionalmente, ou seja, prepará-los para enfrentar os
desafios impostos pela vida com inteligência. Ensiná-los, como reagir nas diversas
ocorrências que podem vir a acontecer, se constitui numa das grandes
preocupações dos pais hoje.
A inteligência emocional surge em grande medida dos neurotransmissores
do sistema límbico do cérebro, que governam os sentimentos, impulsos e
tendências. As pesquisas indicam que o sistema límbico aprende melhor por meio
da motivação, da prática contínua e da retroalimentação.
Assim nossos esforços na participação ativa da educação emocional de
nossos filhos e alunos podem nos servir como agentes motivadores para a nossa
melhora intima, já que para tanto basta que apenas se veja o que a criança
precisa, e estar lá para ela.
Para aqueles pais que ainda não são preparadores emocionais, Gottman,
propõe cinco passos para que se tornem:
1. Perceber as emoções das crianças e as suas próprias;
2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e
orientação
3. Ouvir com empatia e legitimar os sentimentos da criança;
4. Ajudar as crianças a verbalizar as emoções;
5.Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus
problemas

Goleman também indica que o sistema límbico leva muito mais tempo para
ser reprogramado (isto é, para aprender novos comportamentos) do que o
neocórtex. Somente após meses de repetição e prática podem-se criar "novos
caminhos neurais" que se tornam opções padrão do cérebro" para o cérebro
emocional.

A partir dai vemos como se precisa assumir o compromisso de mudar de


comportamento.
As pessoas que geneticamente estão instrumentadas com EI superior
precisam de pouca alimentação para aumentar o que a natureza lhes deu. Outras
podem exigir tempo, esforço e prática repetida para alcançar o nível de EI em que
suas competências e versatilidade lhes dêem a flexibilidade de manejar situações

20
sempre cambiantes. Desenvolver EI parece estar ao alcance de qualquer um.
Cultivar EI mais forte pode aperfeiçoar nossa captação dos estilos de liderança —
especialmente se a pessoa desenvolve a flexibilidade para usar o estilo correto em
cada situação.
De tudo o que foi estudado sobre IE não podemos deixar passar
despercebido que os líderes precisam compreender e administrar sua própria
construção emocional antes de tentarem compreender e administrar outras
pessoas.
Dessa forma a empatia se destaca previamente de todas as habilidades
que se busca desenvolver, ou seja, qualquer plano de desenvolvimento emocional
deveria, necessariamente, passar pelo desenvolvimento dessa habilidade, o que
em alguns casos já levaria um bom tempo de dedicação.
Segundo a Leadership Advantage, uma firma de consultoria em
desenvolvimento organizacional, a empatia desempenha um papel crítico em
aperfeiçoar IE. A firma sugere diversos passos que os líderes podem dar para
desenvolver a empatia:
• Mantenha um registro das oportunidades perdidas para demonstrar
empatia.

• Esteja consciente de que os subordinados talvez não manifestem


explicitamente as preocupações subjacentes.
• Jamais imagine saber o que os outros estão sentindo.
• Formule questões de resposta aberta, em vez daquelas que exigem uma
simples resposta do tipo "sim" ou "não".
• Habitue-se a ouvir sem interromper.
• Evite ser defensivo.
• Dê aos outros tempo para exprimir idéias criativas sem julgá-las.
• Trabalhe para alcançar um equilíbrio eficaz de concentração, orientação
de meta e de audição empática.
Esta relação representa algumas das coisas práticas que os líderes ou os
candidatos a melhora de sua IE podem fazer por si próprios e orientar os outros a
fazerem, à medida que procuram aperfeiçoar seu equipamento de EI.
O líder emocionalmente inteligente desenvolve-se para tornar-se alguém
com a capacidade de mover-se tranqüilamente de um tratamento ou estilo para

21
outro, deixando que as exigências da situação e os recursos disponíveis ditem o
que ele precisa fazer. O equipamento de estilos de liderança pode servir como
instrumento vital para todos os supervisores, especialmente supervisores de
outros supervisores.

13. CONCLUSÃO

O campo emergente de estudos conhecido como inteligência emocional


tem elevada importância para as organizações sensíveis à liderança. Sendo um
aglomerado de habilidades e competências de grande efeito para a eficácia do
líder, a EI pode ser aprendida, desenvolvida e aperfeiçoada. Embora os
pesquisadores continuem a refinar este campo, os dois domínios fundamentais —
interpessoal e intrapessoal — permanecem sem alteração. A hipótese que está
por trás dos estudos de IE sustenta que os líderes precisam compreender e
administrar sua própria construção emocional antes de tentarem compreender e
administrar outras pessoas.
"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo- 
nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as 
muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os 
morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados 
dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a 
escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência,
empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do 
que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência,
precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e 
tudo estará perdido." 

(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)

14. BIBLIOGRAFIA
- FRITZEN, Silvino José, Exercícios práticos de dinâmica de grupo. 32 ed.
Petrópolis. Vozes, 2001

- GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional . 40. ed. Rio de Janeiro:


Objetiva, 1995

22
- STEVENS, John O., Tornar-se presente. 2 ed. São Paulo, Summus, 1977.
- Sites:
www.possibilidades.com.br/intelig_emocional/indice_intelig_emocional.asp
www.abrae.com.br/entrevistas/entr_gol.htm
www.guiarh.com.br/z84.htm
www.din.uem.br/ia/emocional/ 
www.airpower.maxwell.af.mil/apjinternational/apjp/2003/2tri03/latour.html#la
tour#latour

15. ANEXOS

ANEXO A - CARACTERÍSTICAS DO LÍDER DO TERCEIRO MILÊNIO.


ANEXO B - TESTE DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.
ANEXO C - TESTE DE INTELIGÊNCIAS MÙLTIPLAS.
ANEXO D - RELAÇOES HUMANAS.
ANEXO E - CHECKLIST DOS PAIS
ANEXO F - O CÍRCULO DO ÓDIO.

23
ANEXO A
Características do Líder do Terceiro Milênio:
Responsabilidade: assumir integralmente suas ações e responder por elas frente
ao seu juízo e ao da sociedade.
Caminho para a individuação: "aceitação e expressão do núcleo interno ou EU,
isto é, realização das capacidades latentes, potencialidade, pleno funcionamento,
acessibilidade da essência humana e pessoal e presença mínima de má saúde e
de diminuição das capacidades humanas" (A. Maslow).

Flexibilidade: não ter receitas mágicas / não querer enquadrar o outro num
esquema rígido e por isso, doentio.
Humildade: saber-se falho, finito / buscar a impecabilidade interior e não a
concordância nos olhos dos outros.
Atualização: manter-se informado em tudo aquilo que leve a uma compreensão
maior do homem como ecossistema.
Intuição: buscar desenvolvê-la, mas saber que ao interpretá-la podem ocorrer
falhas e graves erros.
Senso ético e pleno respeito à individualidade do outro: não invadir o outro.
Criatividade.
Capacidade de Doação.
Transcendência: não só no sentido de ultrapassar o presente no futuro próximo,
mas perceber-se vinculado ao Cosmos/Deus.

Espiritualidade frente à Vida: buscar ver o Sagrado no homem.


Atenção integral a cada membro do time.
Senso estético.
Crença em si mesmo e no outro como possíveis de auto-realização.
Empatia e tolerância.
Reflexão.

24
Clarificação periódica de seus valores e significados.
Autenticidade: coerência entre o pensar, sentir, falar e agir.
Uso de técnicas adequadas ao cliente: de acordo com o momento.
Percepção de possibilidades de crescimento no sofrer e ate mesmo na
neurose.
Visão do outro como TU: não reduzir o outro a um aspecto ou a "Isso".
Coragem e autocontrole.
Perspicácia para separar o essencial do acidental.
Compaixão: aceitação da condição humana, com suas misérias e grandezas.
Visão do liderado como um presente que a Vida nos oferece.
Paciência: reconhecer que o tempo interior do outro é diferente do meu e buscar
a harmonia do andar juntos

25
ANEXO B
Autodiagnóstico: Teste Sua Inteligência Emocional
Denize Dutra - Consultora do Instituto MVC.

Sou uma pessoa...


1)...que persiste quando está frente a um novo desafio, não desistindo nas
primeiras dificuldades ...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
2) ...que procura se colocar no lugar do outro, sendo compreensiva em
relação aos momentos difíceis de outra pessoa...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
3) ...que consegue manifestar suas emoções de acordo com as pessoas,
situações e o momento oportuno...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
4) ...que consegue controlar suas emoções, mantendo a calma nos
momentos difíceis...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

26
5) ... que tem uma visão realista de si mesmo, com adequada percepção de
suas potencialidades e limitações...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais.
6) ...que consegue superar seus sentimentos de frustração quando alguma
coisa não dá certo, procurando aprender com as experiências negativas...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
7) ...que quando tem alguma dificuldade com outra pessoa, procura
conversar diretamente com ela, evitando fofocas e mal entendido ...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
8) ... que é muito difícil perder a paciência com as pessoas de que gosto. Se
perco, logo recupero e me arrependo de ter perdido…
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
9)... que consegue expressar suas opiniões de forma clara e percebe que é
ouvida com atenção ...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais
10) ... que se sente segura diante das outras pessoas...
( ) Sempre
( ) Quase sempre
( ) Às vezes
( ) Raramente
( ) Jamais

27
AVALIAÇÃO DO RESULTADO:

AVALIAÇÃO DE RESULTADOS
Jamais Raramente Às vezes Quase sempre Sempre
1 2 3 4 5

41 a 50 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante alta.


Você não deve ter dificuldades para fazer amigos, e nem de relacionar-se
com os outros de forma bem harmoniosa e produtiva.

31 a 40 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante


desenvolvida , mas se você aprender a observar atentamente as pessoas
poderá desenvolvê-la ainda mais.

21 a 30 pontos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL precisa


"deslanchar" . Converse um pouco mais consigo mesmo, ouça o que os
outros dizem com sinceridade de você. Treine seus sentimentos de empatia
e aprenda a observar com mais respeito os defeitos de outras pessoas.

11 a 29 pontos = Seu grau de empatia e relacionamentos não é bom.


Procure ouvir mais e falar menos. Saiba gostar até mesmo de
particularidades que outras pessoas apresentam e que você critica.

10 pontos ou menos = Sua INTELIGÊNCIA EMOCIONAL é bastante


baixa. Procure compartilhar mais seus sentimentos e idéias Acredite que
melhorar seus relacionamentos não é difícil, mas exige trabalho
persistente, e muita disponibilidade para o outro. Procure aprender com
todas as experiências , mesmo que sejam negativas, evitando repetir
situações que promovam frustrações.

Analise com atenção e veja exatamente quais são os


pontos que você pode aprimorar!
Pense de que forma estes aspectos podem estar causando
impactos positivos ou negativos
no seu desempenho profissional e suas relações com o MUNDO !

28
ANEXO C
Teste de Inteligências Multiplas
by Howard Gardner
Faça um X nas descrições com as quais você se identifica.
( ) 1º-Você lembra-se facilmente das frases, citações ou pensamentos de pessoas
famosas e aplica-as em suas conversas.
( ) 2º-Você percebe rapidamente quando alguém que está com você, está
preocupado com algo.
( ) 3º-Você é fascinado por questões filosóficas ou científicas do tipo:-"Quando o
Tempo começou?"
( ) 4º-Você consegue se localizar rapidamente em regiões ou vizinhanças
estranhas.
( ) 5º-As pessoas acham que você tem movimentos corporais elegantes, ou tem
um bom ritmo ao dançar.
( ) 6º-Você consegue cantar com facilidade, lembrando-se das musicas e das
letras.
( ) 7º-Você lê com regularidade nos jornais ou revistas artigos sobre ciência e
tecnologia.
( ) 8º-Você percebe rapidamente erros gramaticais ou de palavras das pessoas
que falam com você.
( ) 9º-Você geralmente consegue descobrir como as coisas funcionam ou como
consertar rapidamente o que está quebrado, sem pedir ajuda.
( ) 10º-Você consegue imaginar rapidamente como outras pessoas agem com seu
filtro profissional ou familiar, e consegue se imaginar agindo com estes filtros.
( ) 11º-Você consegue lembrar-se com detalhes, das paisagens e das
características dos lugares que visitou em suas férias.
( ) 12º-Você curte música e os seus compositores(as) e cantores(as) favoritos.
( ) 13º-Você gosta de desenhar.
( ) 14º-Você gosta de praticar esportes.
( ) 15º-Você organiza bem as coisas do seu escritório, cozinha, banheiro, de
acordo com padrões e categorias.
( ) 16º-Você tem confiança de interpretar o que as outras pessoas fazem em
função do que elas sentem.
( ) 17º-Você gosta de contar histórias e é considerado um bom contador de
histórias.
( ) 18º-Você às vezes gosta de sons diferentes no seu ambiente.
( ) 19º-Quando você conhece pessoas novas, você geralmente estabelece
associações entre suas características com as das pessoas que você conhece.
( ) 20º-Você tem consciência do que você consegue e do que não consegue fazer.

29
PERGUNTAS Nºs :
1, 8 e 17 = Intel. Lingüística
6, 12 e 18 = Intel. Musical
3, 7 e 15 = Intel. Lógico-Matemática
4, 11 e 13 = Intel. Espacial
5, 9 e 14 = Intel. Cinestésico-Corporal
10, 16 e 20 = Intel. Intrapessoal
2, 10 e 19 = Intel. Interpessoal

30
ANEXO D

Os Dez Mandamentos das Relações Humanas


1. FALE com as pessoas. Nada há tão agradável e animado quanto
uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia quando precisamos mais
de “sorrisos amáveis”.
2. SORRIA para as pessoas. Lembre-se que acionamos 72 músculos
para franzir a testa e somente 14 para sorrir.
3. CHAME as pessoas pelo nome. A música mais suave para muitos
ainda é ouvir o seu próprio nome.
4. SEJA amigo e prestativo. Se você quiser ter amigos, seja amigo.
5. SEJA cordial. Fale e aja com toda sinceridade: tudo o que você fizer,
faça-o com todo o prazer.
6. INTERESSE-SE sinceramente pelos outros. Lembre-se que você
sabe o que sabe, porém você não sabe o que outros sabem. Seja sinceramente
Interessado pelos outros.
7. SEJA generoso em elogiar e cauteloso em criticar. Os líderes
elogiam. Sabem encorajar, dar confiança, e elevar os outros.
8. SAIBA considerar os sentimentos dos outros. Existem três lados
numa controvérsia: o seu, o do outro, e o lado de quem está certo.
9. PREOCUPE-SE com a opinião dos outros. Três comportamentos de
um verdadeiro líder: ouça, aprenda e saiba elogiar. .
10. PROCURE apresentar um excelente serviço. O que realmente vale
em nossa vida é aquilo que fazemos para os outros.

RELAÇÕES HUMANAS
1. As seis palavras mais importantes:
ADMITO QUE O ERRO FOI MEU.
2. As cinco palavras mais importantes:
VOCÊ FEZ UM BOM TRABALHO.
3. As quatro palavras mais importantes:
QUAL A SUA OPINIAO?
4. As três palavras mais importantes:
FAÇA O FAVOR.
5. As duas palavras mais importantes:
MUITO OBRIGADO.

31
6. A palavra mais importante:
NÓS.
7. A palavra menos importante:
EU.
(De o Telhadinho 

32
ANEXO E

Checklist dos Pais


Você esconde problemas sérios de seu filho?
Sim Não
Não.

A maioria dos psicólogos acredita  que os pais não devem esconder  os problemas 
sérios nem  mesmo dos filhos  menores. As crianças  são muito mais resistentes do 
que muitos imaginam  e beneficiam-se de explicações realistas dos problemas.

Você discute suas próprias faltas abertamente?


Sim Não
Sim
.
Para  se tornarem realistas  em seu modo de pensar e  em suas expectativas, as
crianças precisam aprender  a aceitar  as qualidades bem  como os defeitos dos 
pais.

Seu filho assiste mais de 12 horas de TV por semana?


Sim Não
Não.

A média das crianças, na verdade, assiste  24 horas semanais de  TV. Esta 
atividade passiva faz muito pouco  no sentido de promover  as habilidades do QE.
Séries de  TV violentas  são particularmente problemáticas para crianças com 
dificuldades  em controlar sua raiva 

Você tem computador em casa?


Sim Não
Sim.

Antigamente os psicólogos  e sociólogos acreditavam  que o computador  e os jogos 


pelo computador teriam uma influência negativa  no desenvolvimento social de 
uma criança, mas o oposto parece  ser verdadeiro. As crianças (e os adultos) estão 

33
encontrando novas  formas de  usar o computador  e serviços on-line que, na
verdade, aumentam  as habilidades de QE.

Você se considera uma pessoa otimista?


Sim Não
Sim.

Estudos demonstraram que  as pessoas otimistas  são mais felizes, melhor


sucedidas  na escola  e, na verdade, mais saudáveis. Seu filho desenvolve uma 
atitude otimista  ou pessimista principalmente observando-o  e ouvindo-o.

Você ajuda seu filho a cultivar amigos?


Sim Não
Sim.

Os pesquisadores sobre desenvolvimento infantil acreditam que ter  um "melhor 


amigo” , sobretudo entre  as idades de 9  e 12 anos, é um marco muito importante 
em seu desenvolvimento de aprender  a cultivar relacionamentos íntimos. O ensino 
da capacidade de cultivar amizades deve iniciar quando seu filho começa  a dar os
primeiros passos.

Você monitora o conteúdo violento dos programas de televisão ou


videogames de seu filho?
Sim Não
Sim.

Apesar de não existirem provas inequívocas de que assistir programas de 


televisão violentos  ou utilizar jogos de computador  com conteúdo violento conduza 
à agressividade nas crianças, isso  com certeza  os torna menos sensíveis aos 
sentimentos e preocupações dos outros.

Você passa 15 minutos ou mais por dia com seu filho participando de
brincadeiras ou outras atividades?
Sim Não
Sim.

Infelizmente, os pais de hoje passam cada vez menos tempo  com os filhos. O fato 
de passar algum tempo brincando com  as crianças pequenas  ou participando de 

34
atividades com  as mais velhas faz bem para auto-imagem  e autoconfiança deles.

Você tem formas claras e coerentes de disciplinar seu filho e realçar as


regras?
Sim Não
Sim.
Um número significativo de problemas que  as crianças experimentam hoje poderia 
ser evitado  ao agir, como pais, com autoridade. A paternidade com autoridade 
combina proteção com disciplina coerente  e apropriada. Muitos especialistas  em
paternidade acreditam que  pais excessivamente liberais são  a causa de  um
número crescente de problemas infantis, incluindo comportamento rebelde  e anti- 
social.

Você participa regularmente de atividades de prestação de serviços


comunitários com as crianças?
Sim Não
Sim.

As crianças aprendem  a se preocupar com  os outros participando dessas 


atividades, não apenas falando sobre elas. As atividades de prestação de serviços 
comunitários  também ensinam  às crianças muitas habilidades sociais  e também a
se manterem longe de problemas.
Você é verdadeiro e honesto com seus filhos, mesmo a respeito de temas
dolorosos como doenças ou perda de emprego?
Sim Não
Sim.

Muitos pais tentam proteger  os filhos do estresse  paro preservar sua inocência 
infantil, mas na realidade isto  faz mais mal que bem. As crianças que não 
aprendem  a lidar de modo  eficaz com  o estresse  se tornam vulneráveis  a
problemas  mais sérios quando crescem, sobretudo  em seus relacionamentos.

Você ensina seu filho a relaxar fisicamente como forma de lidar com o
estresse, a dor ou a ansiedade?
Sim Não
Sim.

35
Você pode ensinar  as crianças a relaxar  a partir dos  quatro ou cinco anos de 
idade. Isto não apenas  as ajuda  a lidar com problemas imediatos, mas pode 
ajudá-las a viver vidas  mais longas  e mais saudáveis.

Você intervém quando seu filho está tendo dificuldade para resolver um
problema?
Sim Não
Não.

Pesquisas sugerem que  a criança pode resolver problemas muito antes do que  se
imaginava. Quando  as crianças aprendem  a resolver seus  próprios problemas,
elas ganham autoconfiança  e aprendem importantes habilidades sociais.

Você promove encontros familiares com regularidade?


Sim Não
Sim.

Ter  um modelo  é a forma mais simples  e importante de  a criança aprender 


habilidades emocionais  e sociais. Encontros familiares são ideais  paro ensinar  a
criança a resolver problemas  e a se portar em grupo 
Você insiste em que seu filho sempre mostre bons modos com os outros?
Sim Não
Sim.

Bons modos  são fáceis de ensinar  e extremamente importantes  na escola  e para 


obter-se sucesso social.

Você se dá ao trabalho de ensinar seus filhos a ver o lado cômico da vida


diária, até mesmo em seus problemas?
Sim Não
Sim.

Um número crescente de estudos demonstra que  o senso de humor  não apenas  é


uma habilidade social importante, mas um fator significativo para  a saúde física  e
mental da criança.

36
Você é flexível com os hábitos de estudo e a necessidade de aprender
capacidades organizacionais de seu filho?
Sim Não
Não.
Ha muitas coisas  com as quais você precisa ser flexível, mas os hábitos de estudo 
e a capacidade de realizar trabalho  não estão entre elas. Para ser bem-sucedido 
na escola  e mais tarde  na vida profissional, seu filho precisa aprender 
autodisciplin a, organização do tempo  e capacidades organizacionais.

Você induz seu filho a continuar tentando mesmo quando ele reclama que é
muito difícil ou quando ele fracassa?
Sim Não
Sim.

Um dos ingredientes mais importantes para se alcançar êxito é a capacidade de


superar a frustração e esforçar-se com persistência em face do fracasso. Em
geral, os pais não exigem suficiente esforço de seus filhos .
Você insiste em que seu filho mantenha uma dieta saudável e exercícios
diários?
Sim Não
Sim.

Além dos evidentes benefícios físicos de  uma dieta adequada  e da prática de 
exercícios, um estilo de vida saudável desempenha papel importante  na
bioquímica do desenvolvimento do  cérebro de seu filho.

Você confronta seus filhos se souber que não estão falando a verdade,
mesmo que seja em assunto de menor importância?
Sim Não
Sim.

A compreensão das crianças sobre honestidade muda  à medida que crescem,


mas a verdade sempre deve ser ressaltada  no seio familiar.

37
Você respeita a privacidade de seus filhos, mesmo se suspeitar que estão
fazendo algo perigoso para eles ou para os outros?
Sim Não
Não.

Na criação dos filhos, a privacidade  e a verdade andam de  mãos dadas. Em todas 
as idades  as crianças devem compreender  a diferença entre  o que podem manter 
privado e o que você deve saber.

Você deixa o professor de seus filhos lidar com problemas motivacionais na


escola sem se envolver neles?
Sim Não
Não.

A motivação  para as crianças atingirem metas  começa em casa. Estudos de 


outras culturas sugerem que quanto mais  os pais  se envolvem  na educação dos 
filhos, mais provavelmente eles serão bem-sucedidos.

Você acredita que deveria ser mais tolerante com os problemas de seus
filhos porque tem os mesmos (ou semelhantes) problemas?
Sim Não
Não.

Não é surpreendente que  as crianças muitas vezes tenham  os mesmos problemas 


que  os pais. Se você está enfrentando questões sérias  como depressão  ou um
temperamento difícil, deveria buscar formas de mudar seu próprio comportamento 
e também o de seus filhos.
Você deixa seu filho sozinho quando não quer falar sobre alguma coisa que
o está deixando aborrecido ou triste?
Sim Não
Não.

Muito poucas  crianças gostam de falar do que  as está aborrecendo, mas da 
perspectiva da inteligência emocional, você deveria incentivar enfaticamente seus 
filhos  a falarem sobre seus sentimentos. Falar sobre  os problemas  e atribuir 
palavras  aos sentimentos pode mudar  a forma como  uma criança desenvolve seu 
cérebro, formando laços entre  as partes emocional  e racional de seu  cérebro.

38
Você acredita que todos os problemas têm solução?
Sim Não
Sim.

Crianças  e também adolescentes  e adultos podem  ser ensinados  a buscar 


soluções  em vez de conviverem com problemas. Esta  forma positiva de ver  o
mundo  aumenta a autoconfiança de  seu filho bem como ajuda  em seus 
relacionamentos .

(Extraído do livro: Inteligência Emocional – Uma vida para seu filho, de Lawrence
E. Shapiro, Ph.D. Editora Campus.)

39