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Segurança da Informação

Questão 10A - A Rede do Ódio - Barbara Teixeira


O filme conta a história de um homem na Polônia que trabalha para uma empresa
de marketing que descredibiliza pessoas famosas na internet. Em meio a polarização
política e extremismo de direita, o filme destaca a facilidade de destruir e construir
reputações na internet e como hoje em dia é fácil encontrar pessoas e saber onde elas
estão, o que elas fazem e quais seus interesses.
Além disso, o protagonista é expulso da Faculdade de Direito devido a acusações de
plágio. Para conseguir um emprego e se sustentar, ele inicia um trabalho que difama uma
youtuber começando a campanha da “Mão Amarela”, para fins do interesse da empresa na
qual trabalham incitando uma onda de ódio contra ela sugerindo que seus produtos estão
amarelando a mão das pessoas. Ele trabalha “stalkeando” as pessoas, e também "stalkeia”
uma amiga de longa data.
Além disso, ao longo do filme é evidente como a vida digital das pessoas afeta a
vida real delas e como as fronteiras do “digital” e do “real”, estão cada vez mais estreitas, na
medida que reflete-se na rede como as pessoas estão e o que estão fazendo, mesmo que
seja fácil moldar sua imagem digital conforme a vontade do usuário.
Apesar disso, essa imagem muitas vezes é fabricada. O protagonista grampeia
cômodos da família que o ajuda financeiramente e escuta a maneira como a família fala mal
dele pelas costas e na sua frente o trata bem. A atitude de grampear a casa foi errada,
porém destaca a “verdade” por detrás das imagens pessoais e as camadas da
personalidade humana.
Além disso, ele começa a trabalhar incitando ódio em um movimento político de
radicais, manipulando as emoções das pessoas para descredibilizar um político nas redes
sociais. Por um lado, mostra como é fácil manipular opiniões e a verdade nas redes sociais.
E por outro, explicita como a verdade é multifacetada em tempos de tecnologia e como
pode ser destrutiva tanto para a vida pessoal, quanto para a vida coletiva. A busca pela
verdade perpassa uma série de religiões, entretanto, não interessa mais a verdade última e
essencial da realidade, e sim a verdade que é mediada pela tecnologia, por opiniões, e por
situações individuais e fora de contexto. Em nome de acumulação de capital, marketing
competitivo e disputas políticas gera-se ódio, polarização política, violência, segregação
social, alienação, em detrimento de paz, cooperação, diálogo, respeito e compreensão da
visão geral.

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