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E por que não viver assim, sem rumo, perdido no céu deste teu olhar?

Repousar suave, pela tarde, Sobre o teu ombro:

eu, tu e o por do sol,

Nada mais.

Por que não viver assim, voando juntos Como dois pássaros comuns?

De braços sempre abertos ao abraço, Como duas asas de encontro ao vento.

Como duas almas engaioladas no mesmo sentimento

Como se houvesse apenas uma vontade, um contentamento.

E por que não cantar?

Por que não gritar pelos cantos do mundo

Que o nosso amor é mais profundo e denso

Que qualquer nuvem de tormento?

Viver um amor de pássaro,

Sem horário marcado pra ser feliz

Fazer o que sempre se quis,

Amar quem sempre se amou em segredo

E nada mais,

Pois o amor basta por si só.