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Functio Temporis

"Nunca penso no Futuro, ele chega rápido demais"


Albert Einstein 

Não quero encontrar sempre um amor para sempre, 


Nem ser diferente de todo mundo, quando isso é ser igual a todos
eu não quero escolher pelos outros
não quero acertar sem que eu nunca tente

Eu quero todas as marcas que eu tiver direito


A primeira lágrima, o ultimo beijo 
Tudo muito discreto e quase perfeito
Tudo com um pouco de receio e desatino

E sendo hora homem, hora menino


Eu vou me contra-argumentando lentamente
me colocando na grande lente de contato
que a razão, vez por outra, nos dá por emprestado

Eu vou difratando minhas ideias


Num prisma de acasos e voltas
As revoltas brandas e poéticas da adolescência
A inocência da verdade amalgamada na infância

E sem perceber, pego nessa ciranda do tempo


Nesse momento nostálgico dentro de mim
Esse saudosismo, essa prostração 
Esse amor pelo meu pedaço de chão no passado
E esse calor que entre pelas arestas do meu quarto

Tudo vibra, tudo revire e revive por dentro


Se ampara no tormento de minhas conclusões
E assim vivo eu, sorrindo e sofrendo
Vivendo de Invernos e verões.