Você está na página 1de 5

EXERCÍCIOS

Direito do Consumidor
Profº Renato Porto

Questão 01
Franco adquiriu um veículo zero quilômetro em novembro de 2010. Ao sair com o automóvel da concessionária, percebeu
um ruído todas as vezes em que acionava a embreagem para a troca de marcha. Retornou à loja, e os funcionários disseram
que tal barulho era natural ao veículo, cujo motor era novo. Oito meses depois, ao retornar para fazer a revisão de dez mil
quilômetros, o consumidor se queixou que o ruído persistia, mas foi novamente informado de que se tratava de
característica do modelo. Cerca de uma semana depois, o veículo parou de funcionar e foi rebocado até a concessionária, lá
permanecendo por mais de sessenta dias. Franco acionou o Poder Judiciário alegando vício oculto e pleiteando
ressarcimento pelos danos materiais e indenização por danos morais.
Considerando o que dispõe o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, a respeito do narrado acima, é correto afirmar
que, por se tratar de vício oculto,

a) o prazo decadencial para reclamar se iniciou com a retirada do veículo da concessionária, devendo o processo ser
extinto.
b) o direito de reclamar judicialmente se iniciou no momento em que ficou evidenciado o defeito, e o prazo decadencial é
de noventa dias.
c) o prazo decadencial é de trinta dias contados do momento em que o veículo parou de funcionar, tornando-se imprestável
para o uso.
d) o consumidor Franco tinha o prazo de sete dias para desistir do contrato e, tendo deixado de exercê-lo, operou-se a
decadência.

Questão 02
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra?

a) Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que recebe o
produto.
b) Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele apresente
vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir.
c) Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet.
d) Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no prazo de
sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência.

Questão 03
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor verifica que a tecla de volume do controle
remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu o produto, é encaminhado à autorizada.
O que esse consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante?

a) A imediata substituição do produto por outro novo.


b) O dinheiro de volta.
c) O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias.
d) Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto.

Questão 04
No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que

a) sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.


b) para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.
c) não se aplica à fase pré-contratual.
d) importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.

Questão 05
O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de
a) 90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto.
1
b) 90 (noventa) dias a contar da entrega do produto.
c) 30 (trinta) dias a contar da entrega do produto.
d) 90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício.

Questão 06
Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro, Joaquim, fechado por outro veículo, precisa dar uma freada brusca
para evitar um acidente. O freio não funciona, o que leva Joaquim, transtornado, a jogar o carro para o acostamento e, em
seguida, abandonar a estrada. Felizmente, nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem ao motorista, que, muito
abalado, mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio. Com a ajuda de moradores locais, se recupera do imenso susto
e entra em contato com seus familiares.
Na qualidade de advogado de Joaquim, qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis?

a) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo.
b) Não há ação a ser proposta porque não houve dano.
c) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu o veículo a
Joaquim.
d) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da concessionária, uma vez
que a responsabilidade é solidária.

Questão 07
Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que:

a) a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas.


b) a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa, mesmo quando não essencial para o
produto.
c) o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação.
d) é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais.

Questão 08
Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo
os chamados “bem-casados", deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao final da festa. Saulo e Bianca
não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da família. No mês
passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de “bem-casados" no sabor doce de leite. A
encomenda foi entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os
quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do produto para o
consumo foi comprovada por perícia técnica. Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.

a) O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, pois fornecem produtos com
habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear
indenização.
b) Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser considerada
fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por
equiparação, poderão pedir indenização diretamente àqueles.
c) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair quanto seus convidados
intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica
em favor de Carla e Jair, contratantes diretos.
d) A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta Comercial e, portanto, por
ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as
regras atinentes aos vícios redibitórios do Código Civil.

Questão 09
A empresa Cristal Ltda., atendendo à solicitação da cliente Ruth, realizou orçamento para prestação de serviço,
discriminando material, equipamentos, mão de obra, condições de pagamento e datas para início e término do serviço de
instalação de oito janelas e quatro portas em alumínio na residência da consumidora. Com base no narrado acima, é correto
afirmar que:

(a) o orçamento terá validade de trinta dias, independentemente da data do recebimento e aprovação pela consumidora
Ruth.

2
(b) Ruth não responderá por eventuais acréscimos não previstos no orçamento prévio, exceto se decorrente da contratação
de serviço de terceiro.
(c) o valor orçado terá validade de dez dias, contados do recebimento pela consumidora; aprovado, obriga os contraentes,
que poderão alterá-lo mediante livre negociação.
(d) uma vez aprovado, o orçamento obriga os contraentes e não poderá alterado ou negociado pelas partes, que, buscando
mudar os termos, deverão fazer novo orçamento.

Questão 10
João celebrou contrato de seguro de vida e invalidez, aderindo a plano oferecido por conhecida rede particular. O contrato
de adesão, válido por cinco anos, prevê a possibilidade de cancelamento, em favor da seguradora, antes de ocorrer o
sinistro, por alegação de desequilíbrio econômico-financeiro. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.

(a) Os contratos de seguro ofertados no mercado de consumo, apesar de serem de adesão, são regidos pelo Código Civil, e
a eles se aplica o Código de Defesa do Consumidor apenas subsidiariamente e em casos estritos.
(b) A cláusula prevista, que estipula a possibilidade de cancelamento unilateral do contrato em caso de desequilíbrio
econômico, seria viável desde que exercida na primeira metade do contrato.
(c) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar demanda contra a seguradora, buscando ser declarada a nulidade da
cláusula contratual celebrada com os consumidores, e que seja proibido à seguradora continuar a ofertá-la no mercado de
consumo.
(d) A cláusula prevista no contrato celebrado por João não é abusiva, pois o seguro deve atentar para a equação financeira
atuarial, necessária ao equilíbrio econômico da avença e à própria higidez e continuidade do contrato.

Questão 11
A sociedade empresária XYZ Ltda. oferta e celebra, com vários estudantes universitários, contratos individuais de
fornecimento de material didático, nos quais garante a entrega, com 25% de desconto sobre o valor indicado pela editora,
dos livros didáticos escolhidos pelos contratantes (de lista de editoras de antemão definidas). Os contratos têm duração de
24 meses, e cada estudante compromete-se a pagar valor mensal, que fica como crédito, a ser abatido do valor dos livros
escolhidos. Posteriormente, a capacidade de entrega da sociedade diminuiu, devido a dívidas e problemas judiciais. Em
razão disso, ela pretende rever judicialmente os contratos, para obter aumento do valor mensal, ou então liberar-se do
vínculo. Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta.

(a) A empresa não pode se valer do Código de Defesa do Consumidor e não há base, à luz do indicado, para rever os
contratos.
(b) Aplica-se o CDC, já que os estudantes são destinatários finais do serviço, mas o aumento só será concedido se provada
a dificuldade financeira e que, ademais, ainda assim o contrato seja proveitoso para os compradores.
(c) Aplica-se o CDC, mas a pretendida revisão da cláusula contratual só poderá ser efetuada se provado que os problemas
citados têm natureza imprevisível, característica indispensável, no sistema do consumidor, para autorizar a revisão.
(d) A revisão é cabível, assentada na teoria da imprevisão, pois existe o contrato de execução diferida, a superveniência de
onerosidade excessiva da prestação, a extrema vantagem para a outra parte, e a ocorrência de acontecimento extraordinário
e imprevisível.

Questão 12
Carmen adquiriu veículo zero quilômetro com dispositivo de segurança denominado airbag do motorista, apenas para o
caso de colisões frontais. Cerca de dois meses após a aquisição do bem, o veículo de Carmen sofreu colisão traseira, e a
motorista teve seu rosto arremessado contra o volante, causando-lhe escoriações leves. A consumidora ingressou com
medida judicial em face do fabricante, buscando a reparação pelos danos materiais e morais que sofrera, alegando ser o
produto defeituoso, já que o airbag não foi acionado quando da ocorrência da colisão. A perícia constatou colisão traseira e
em velocidade inferior à necessária para o acionamento do dispositivo de segurança. Carmen invocou a inversão do ônus da
prova contra o fabricante, o que foi indeferido pelo juiz. Analise o caso à luz da Lei nº 8.078/90 e assinale a afirmativa
correta.

(a) Cabe inversão do ônus da prova em favor da consumidora, por expressa determinação legal, não podendo, em qualquer
hipótese, o julgador negar tal pleito.
(b) Falta legitimação, merecendo a extinção do processo sem resolução do mérito, uma vez que o responsável civil
reparação é o comerciante, no caso, a concessionária de veículos.
(c) A responsabilidade civil do fabricante é objetiva e independe de culpa; por isso, será cabível indenização à vítima
consumidora, mesmo que esta não tenha conseguido comprovar a colisão dianteira.
(d) O produto não poderá ser caracterizado como defeituoso, inexistindo obrigação do fabricante de indenizar a
consumidora, já que, nos autos, há apenas provas de colisão traseira.

3
Questão 13
Carla ajuizou ação de indenização por danos materiais, morais e estéticos em face do dentista Pedro, lastreada em prova
pericial que constatou falha, durante um tratamento de canal, na prestação do serviço odontológico. O referido laudo
comprovou a inadequação da terapia dentária adotada, o que resultou na necessidade de extração de três dentes da paciente,
sendo que na execução da extração ocorreu fratura da mandíbula de Carla, o que gerou redução óssea e sequelas
permanentes, que incluíram assimetria facial. Com base no caso concreto, à luz do Código de Defesa do Consumidor,
assinale a afirmativa correta.

(a) O dentista Pedro responderá objetivamente pelos danos causados à paciente Carla, em razão do comprovado fato do
serviço, no prazo prescricional de cinco anos.
(b) Haverá responsabilidade de Pedro, independentemente de dolo ou culpa, diante da constatação do vício do serviço, no
prazo decadencial de noventa dias.
(c) A obrigação de indenizar por parte de Pedro é subjetiva condicionada à comprovação de dolo ou culpa.
(d) Inexiste relação de consumo no caso em questão, pois é uma relação privada, que encerra obrigação de meio pelo
profissional liberal, aplicando-se o Código Civil.

Questão 14
Roberto, atraído pela propaganda de veículos zero quilômetro, compareceu até uma concessionária a fim de conhecer as
condições de financiamento. Verificando que o valor das prestações cabia no seu orçamento mensal e que as taxas e os
custos lhe pareciam justos, Roberto iniciou junto ao vendedor os procedimentos para a compra do veículo. Para sua
surpresa, entretanto, a financeira negou-lhe o crédito, ao argumento de que havia negativação do nome de Roberto nos
cadastros de proteção ao crédito. Indignado e buscando esclarecimentos, Roberto procurou o Banco de Dados e Cadastro
que havia informado à concessionária acerca da suposta existência de negativação, sendo informado por um dos
empregados que as informações que Roberto buscava somente poderiam ser dadas mediante ordem judicial. Sobre o
procedimento do empregado do Banco, assinale a afirmativa correta.

(a) O empregado do Banco de Dados e Cadastros agiu no legítimo exercício de direito ao negar a prestação das
informações, já que o solicitado pelo consumidor somente deve ser dado pelo fornecedor que solicitou a negativação,
cabendo a Roberto buscar uma ordem judicial mandamental, autorizando a divulgação dos dados para ele diretamente.
(b) O procedimento do empregado, ao negar as informações que constam no Banco de Dados e Cadastros sobre o
consumidor, configura infração penal punível com pena de detenção ou multa, nos termos tipificados no Código de Defesa
do Consumidor.
(c) A negativa no fornecimento das informações foi indevida, mas configura mera infração advertência e, em caso de
reincidência, pena de multa a ser aplicada ao órgão, não ao empregado que negou apresentação de informações.
(d) Cuida-se de infração administrativa e, somente se cometido em operações que envolvessem alimentos medicamentos ou
serviços essenciais, configuraria infração penal, para fins de incidência da norma consumerista em seu aspecto penal.

Questão 15
Academia de ginástica veicula anúncio assinalando que os seus alunos, quando viajam ao exterior, podem se utilizar de
rede mundial credenciada, presente em 60 países e 230 cidades, sem custo adicional. Um ano após continuamente fazer tal
divulgação, vários alunos reclamam que, em quase todos os países, é exigida tarifa de uso da unidade conveniada. A
academia responde que a referência ao “sem custo adicional” refere-se à inexistência de acréscimo cobrado por ela, e não
de eventual cobrança, no exterior, de terceiro. Acerca dessa situação, assinale a afirmativa correta.

(a) A loja veicula publicidade enganosa, que se caracteriza como a que induz o consumidor a se comportar de forma
prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança.
(b) A loja promove publicidade abusiva, pois anuncia informação parcialmente falsa, a respeito do preço e qualidade do
serviço.
(c) Não há irregularidade, e as informações complementares podem ser facilmente buscadas na recepção ou com as
atendentes, sendo inviável que o ordenamento exija que detalhes sejam prestados, todos, no anúncio.
(d) A loja faz publicidade enganosa, que se configura, basicamente, pela falsidade, total ou parcial, da informação
veiculada.

Questão 16

4
Maria e Manoel, casados, pais dos gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis meses no
Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram é prestado por um única
concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma semana, o casal vem sofrendo com as contínuas e
injustificadas interrupções na prestação do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do aparelho de
televisão e da geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser indenizado. Nesse caso, à
luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.

(a) Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código do Consumidor é sempre
presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, quanto para a pessoa jurídica, no caso, o Condomínio
Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos à indenização e à inversão judicial automática do ônus da prova.
(b) A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico indeterminado, plurissignificativo,
sendo correto afirmar que, no caso em questão, está configurada a vulnerabilidade fática do casal diante da concessionária,
havendo direito básico à indenização pela interrupção imotivada do serviço público essencial.
(c) É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo é sinônimo exato de
hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria e Manoel demonstrá-la para receber a integral
proteção das normas consumeristas e o consequente direito básico à inversão automática do ônus da prova e a ampla
indenização pelos danos sofridos.
(d) A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica ou científica e a técnica.
Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros pertinentes à contabilidade e à economia, e esta, à ausência
de conhecimentos específicos sobre o serviço oferecido, sendo que sua verificação é requisito legal para inversão do ônus
da prova a favor do casal e do consequente direito à indenização.

Gabarito:

1- B
2- D
3- C
4- D
5- D
6- A
7- D
8- B
9- C
10- C
11- A
12- D
13- C
14- B
15- D
16- B

Você também pode gostar