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CAP IX - INTER-RELACIONAMENTO DE P AR ÂMETROS DE QUADRIPOLOS

É muito comum num determina do quadripolo, d ispormos de uma série de


parâmetros, e todavia necessitarmos de outros, com c ondições determinaç ão
dif erentes d os que já possuímos . Observe que nem sempre é poss íve l num circ uito
real, colocar a sua saída (ou a sua entrada) em curto-c ircuito (ou deixa- la em
aberto) . P ara po dermos solucionar este problema, vamos est abelecer o conceito de
inter-relacionamento entre parâmetros, atravé s de e xemplos:

a) Supo nhamos conhe cidos os parâmetro s “Z” ( Temos Z 1 1 , Z 1 2 , Z 2 1 e Z 2 2 ) , e


através dos mesmo s queiramos determinar os parâmetros “ H” ( Queremos H 1 1 ,
H 1 2 , H 2 1 e H 2 2 ) ; ou seja:

 V1(s)  Z11(s)  I1(s)  Z12 (s)  I2 (s)



T EMOS OS PARÂMETROS : “Z” :  ;
 V2 (s)  Z21(s)  I1(s)  Z22 (s)  I2 (s)

 V1 (s)  H11 (s)  I1 (s)  H12 (s)  V2 ( s)



QUEREMOS OS PARÂ MET ROS “H” : 
 I ( s )  H ( s )  I ( s)  H ( s)  V ( s )
 2 21 1 22 2

Observar que as equações do que “Queremos” , caracterizam-se por p ossuírem as


variáveis V 1 e I 2 à esquerda d a igualdad e, e ainda por possu írem as variá veis I 1 e
V 2 à direita da igualdade. Procuremos então “manipular” de f orma conveniente as
equações dos par âmetros “Z”, de maneir a que as mes mas possuam a maior
semelhança possível com a caract er ística e com o aspec to das equações dos
parâmetros “H”. Ou seja :

 1.V1  Z12 . I2  Z11 . I1  0.V2



“Z” :  ; Colocando as equações s ob f orma matricial:
 0.V1  Z22 . I2  Z21 . I1  1.V2

1  Z12 V1 Z11 0 I1
I)    ;
0  Z22 I2 Z21  1 V2

Vamos ent ão determinar a matriz inversa da prime ira matriz desta equação, ou sej a

1  Z12
a inversa de: ; Poderemos obte-la resolvendo a seguinte equação
0  Z22
matricial:

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X Y 1  Z 12 1 0  1. X  0 .Y  1  1 . K  0 .T  0
 
    e : 
K T 0  Z 22 0 1  Z 12 . X  Z 22 . Y  0  Z 12 . K  Z 22 . T  1

de poss e destes sist emas simp les de eq uações , f acilmente obtemos:

Z12 1
X = 1 ; Y   ; K = 0 e T   ; portanto, a matriz inversa
Z 22 Z22
Z12
1 
Z22
que se procura é : ; de posse desta mat riz in versa, multipliquemos toda a
1
0 
Z22

equação matricial primitiva : I) pe la mes ma ; ou seja:

Z12 Z12
1  1  Z12 V1 1  Z11 0 I1
Z22 Z22
II) .   .  ;
1 1
0  0  Z22 I2 0  Z 21  1 V2
Z22 Z22

Obviament e o produto das duas primeiras matrize s f ornecerá de imediato a mat riz
unidade. T eremos então como resultado geral:

Z21 . Z12 Z12


1 0 V1 Z11  I1
Z22 Z22
   ;
Z21 1
0 1 I2  V2
Z22 Z22

se recolocarmos este último produto matricial obt ido no f ormato de sistema de


equações , iremos o bter:

  Z 21 . Z12  Z
 V1   Z11    I1  12  V2
  Z 22  Z 22
 ; Se compararmos este sist ema obt ido, com
 I Z21 1
   I1   V2
 2 Z 22 Z22
 V1(s)  H11(s)  I1(s)  H12 (s)  V2 (s)

o sistema d e dos parâmetros “H” : 
 I ( s)  H ( s)  I ( s)  H ( s)  V ( s)
 2 21 1 22 2
f acilmente concluiremos:

Z21 . Z12 Z12 Z 21 1


H 1 1 = Z11  ; H12 = ; H21 =  ; e : H22 =
Z22 Z 22 Z22 Z 22

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b) Supo nhamos conhe cidos os par âmetros “Y” Temos Y 1 1 , Y 1 2 , Y 2 1 e Y 2 2 ) , e


através dos mesmos queiramos determinar os parâmetros “T ” ( Queremos A, B, C
e D ) ; ou seja:

 I1 (s)  Y11 (s)  V1 (s)  Y12 ( s)  V2 ( s)



TEMOS OS PARÂMETROS : “Y” : 
 I ( s)  Y ( s)  V ( s)  Y ( s)  V ( s)
 2 21 1 22 2

 V1(s)  A(s)  V2 (s)  B(s)  I2 (s)



QUEREMOS OS PARÂ MET ROS : “T ” : 
 I (s)  C(s)  V (s)  D(s)  I (s)
 1 2 2

Observar que as equações do que “Queremos” , caracterizam-se por p ossuírem as


variáveis V 1 e I 1 à esquerda da igualda de, e ainda por poss uírem as variá veis V 2 e
I 2 à direita da ig ualdade. Procuremos e ntão “manipular” de f orma conveniente as
equações dos parâmetros “Y”, de ma neir a q ue as mes mas possuam a maior
semelhança possível com a caract er ística e com o aspec to das equações dos
parâmetros “T”. Ou seja :

  Y11.V1  1. I1  Y12.V2  0 .I2



“Y” :  ; Co locando esta s equações sob f orma

  Y21.V1  0 . I1  Y22 . V2  1. I2
matricial:

 Y11 1 V1 Y12 0 V2
I)    ; Vamos então determinar a matriz inversa
 Y21 0 I1 Y22 1 I2
 Y11 1
da primeira matriz desta equação, ou sej a a inversa de: ; Podemos o bter
 Y21 0

a matriz inversa resolvendo a seguinte equação matricial:

K J  Y11 1 1 0
 Y11 . K  Y21 . J  1  Y11 . M  Y21 . N  0
 
    e : 
 1 . K  0 .J  0  1 . M  0 .N  1
M N  Y21 0 0 1

f acilmente concluiremos que:

1 Y11
K = 0 ; J   ; M = 1 e N   ; portanto, a matriz inversa
Y21 Y21

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1
0 
Y21
que se procura é : ; de posse desta matriz inversa, multip liquemos
Y11
1 
Y21
toda a eq uação matricial primitiva : I) p ela mesma ; ou s eja:

1 1
0   Y11 1 V1 0  Y12 0 V2
Y21 Y21
II) .   .  ;
Y11 Y11
1   Y21 0 I1 1  Y22 1 I2
Y21 Y21

Obviament e o produto das duas primeiras matrize s f ornecerá de imediato a mat riz
unidade. T eremos então como resultado geral:

Y22 1
1 0 V1  V2
Y21 Y21
. = . ; se recolocarmos este últ imo
Y11.Y22 Y11
0 1 I1 Y12  I2
Y21 Y21
produto matricial obt ido no f ormato de sistema de equações , iremos obter:

 Y22 1
 V1    V2   I2
 Y21 Y21
 ; Se compararmos este sist ema obt ido, com
  Y .Y  Y
I   Y  11 22   V  11  I
  Y21 
1 12 2 2
  Y21
 V1(s)  A(s)  V2 (s)  B(s)  I2 (s)

o sistema d e equações dos parâmetros : “T” : 
 I (s)  C(s)  V (s)  D(s)  I (s)
 1 2 2

f acilmente concluiremos que:

Y22 1 Y11 . Y22 Y 11


A =  ; B =  ; C = Y12  ; e : D = 
Y21 Y21 Y21 Y 21
Fornec emos a seguir a tabela de con ve rsão dos parâmetro s mais usuais, obtidos
pelos métodos até aq ui vistos. Obs.: Os s ímbolos Z ; Y ; T e H
simbolizam o valor do determinante obtido pela matriz dos parâmetros ; por
exemp lo. Por e xemplo sendo:

Z 11 Z 12
Z   Z = Z 1 1 .Z 2 2 - Z 2 1 . Z 1 2
Z 21 Z 22

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TABELA DE CONVERSÃO DOS PRINCIPAIS PARÂMETROS

Z Y H T

Y22 - Y12 H H12 A T


Z11 Z12 Y Y H22 H22 C C
Z
- Y21 Y11 - H21 1 1 D
Z21 Z22
Y Y H22 H22 C C

Z22 - Z12 1 - H12 D - T


Y11 Y12
Z Z H11 H11 B B
Y
- Z21 Z11 H21 H -1 A
Y21 Y22
Z Z H11 H11 B B

Z Z12 1 - Y12 B T
H11 H12
Z22 Z22 Y11 Y11 D D
H
- Z21 1 Y21 Y -1 C
H21 H22
Z22 Z22 Y11 Y11 D D

Z11 Z - Y22 -1 - H - H11


A B
Z21 Z21 Y21 Y21 H21 H21
T
1 Z22 - Y - Y11 - H22 -1
Y21 C D
Z21 Z21 Y21 H21 H21

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CAP V - ASSOCIAÇÃO DE QUADRIPOLOS

Destac amos aqui os tipos d e associaçã o mais usua is:

a) Ass ociaçã o série: Do is quadripolos estarão as soc iado s em série, se f orem


conectados entre si, de ta l f orma que a corrente de entrada do quadrip olo
equivalent e, seja a mesma corrente de entrada de c ada quadripolo, e ainda que a
corrente d e saída do q uadripolo eq uivalente, seja a mesma corrente de saída de
cada quadripolo; o u seja:
I1 I1A I2A I2

V1A QA V2A

V1 V2
I1B I2B

V1B QB V2B

Se: I1 = I1A = I1B , e ainda s e: I2 = I2A = I 2 B , então poderemos


caracter izar a associação acima como sendo a ass oc iação em série dos dois
quadripolos. Por e xe mplo, con sideremos os dois quadripolos aba ixo:

QA QB
I1A Z1 Z3 I2A I1 B I2B

V1A Z2 V2A V1B Z5 V2B

Z4 Z6
Se f izermos a cone xão mostrada aba ixo, notaremos q ue para uma tensão q ualq uer
aplicad a na entr ada, (Com a saída em aberto) , teremos: I1 = I1A = I1B :

I1 Z1 Z3 I2 A = 0 I2 = 0

I1 A = I1
Z2

+
V1 I1 B = I1 A = I 1 I2B = 0 V2
-

Z5
I1 I2 = 0

Z4 Z6

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Se ainda f izermos a conexão mostrada a segu ir, também concluiremos que p ara
uma tensão qualq uer aplicada na saí da ( Com a entrada em aberto ) , teremos:
I2 = I2A = I2B ;
I1 = 0 Z1 Z3 I2

I1 A = 0 I 2 A = I2
Z2

+
V1
I1 B = 0 I2 B = I2A = I2
V2
-

Z5
I1 = 0 I2

Z4 Z6

Portanto as conexões que irão satisf aze r as condiç ões: I 1 = I 1 A = I 1 B ; e


I2 = I2A = I2B ( tendo-se a exc itação aplicada na entrada ou n a said a )
poderão ser entendidas como sendo:

I1 Z1 Z3 I2

I 1 A = I1 I 2 A = I2
Z2

V1
I1 B = I 1 A = I1 I2 B = I2 A = I2 V2

Z5
I1 I2

Z4 Z6
Observe entretanto q ue se associarmos os mesmos q uadripolos de f orma que o
segundo f ique “espelhado”, ao f azermos as conexões que deveriam verif icar que I 1
= I1A = I1B ; e I2 = I2A = I2B para uma tens ão qualquer aplic ada na
entrada ou na saída do quadripolo equivalente, teremos:

I1 Z1 Z3 I2

I 1 A = I1 I2 A = I2
Z2

V1
Z4 Z6 V2

I1 B = I1 A = I 1 I2 B = I 2 A = I2
Z5
I1 I2

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Note então q ue com estas conexões não mais teremos a verif icação das condiçõ es:
I1 = I1A = I1B ; e I2 = I2A = I2B concluindo-s e que:

“Nem sempre é possível executar a associação série de dois quadripolos”

Um Mét odo rápido e seguro , que nos permit irá saber qu ando poderemos ou não
considerar a as sociação d e quadripolos como sendo uma série, consiste no TESTE
DE BRUNE: Nos esq uemas abaixo, se V’ e V” f orem nulos , seja qual f or o valor
da tensão V 1 ou V 2 ap licada, poderemos consider ar os quadripolos como s endo
possíve is de serem associados em série:

QA QA

V1 V’ = 0 Ie : V” = 0 V2

QB QB

Observe então a valida de do test e de Brune para os q uadripolos ant eriorm ente
aprese ntados, bem como para aque les em que a ass ociação s érie não era
permitida!

PROPRIEDADE FUNDAMENTAL : Numa assoc iação de quadripo los em série, os


parâmetros “Z ” do Q uadripolo e quivalent e,são obt idos pela s oma dos parâmetros “Z ”
de cada quadripolo que compõe a assoc iaç ão. Ou seja: Dados dois quadripolos Q A e
Q B , conectados em série, verif icaremos que:

I1 I1 A = I 1 I2 A = I2 I2

V1A QA V2A
 Z11  Z11A  Z11B

 Z12  Z12 A  Z12B
V1 V2  
I1 B = I 1 A = I1
I2 B = I2 A = I2  Z 21  Z21A  Z21B

Z 22  Z22 A  Z 22B
I1 V1B QB V2B I2

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b) ASSOCIAÇÃO EM CASCATA: Neste tipo de associação os terminais da saída de


um quadripolo, são ligados aos terminais da entrada d o outro, como a baixo
mostrado:
Q

I1 I1 A - I2 A I1 B - I2 B - I2

V1 V1A QA V2A V1B QB V2B V2

Condições necessárias: V2A = V1B e: -I 2 A = I 1 B ; concluindo-se que:

“SEMPRE SERÁ PO SSÍVEL ASSOCI AR QUADRIPOLOS EM CASCATA ”

PROPRIEDADE FUNDAMENTAL : Numa associação de quadripolos em cas cata, a


matriz dos PARÂMETROS DE TRANSMI SSÃO ( “T ” ) do quadripolo equivalente Q
será obtida pe lo produto das matri zes dos parâmetros de transm issão d e c ada
quadripolo que compõe a associaçã o. Sendo T A a mat riz dos parâmetros de
transmissão do q uadripolo Q A , e T B a matriz dos parâmetros de transmiss ão do
quadripolo Q B , teremos para a matriz “T” do quadrip olo Q eq uivalente; ou seja:

V1A  A A .V2 A  B A .I2 A AA  BA


Sendo : TA :   TA  e :
 I1A  CA .V2 A  D A .I2 A CA  DA

V1B  A B .V2B  BB .I2B AB  BB


Sendo : TB :   TB  ; T eremos:
 I1B  CB .V2B  DB .I2B CB  DB

AA  BA AB  BB A A . A B  B A . CB  A A .BB  B A .DB
T  . = ; Donde :
CA  DA CB  DB C A . A B  D A . CB  CA .BB  D A .DB

V1  ( A A . A B  B A . CB ). V2  ( A A .BB  B A .DB ).I2


T : 
 I1  (C A . A B  D A . CB ). V2  (C A .BB  D A .DB ).I2

Deduzindo-se que os coef icientes de Transmissão do quadr ipolo equ ivale nte serão
dados por:

A = A A .A B - B A . C B ; B = A A . B B - B A . D B ; C = C A .A B - D A . C B e: D = C A .B B - D A .D B

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS : 1) Para o quadrip olo abaixo, pede-s e det erminar os


seus parâmetros “Z” .

I i1 3 3 I i2
3 3 3 3
I v1 I v2
3 3 3 3
3 3

SOL.: a) Determine inicialmente os parâmetros “Z” do quadripolo simples abaixo:

V1 A V1 A
Z11 A  2 ; Z12 A  1
I1 A I2 A I1A 0
I i1A 3 I i2A I 2 A 0
I v1A 3 3 I v2A
V2 A V2 A
Z 21 A  1 ; Z 22 A  2
I1 A I2 A I1A 0
I 2 A 0

b) Determine agora os parâmetros “Z” do quadripolo eq uivalente (Note que é a


associação séri e de dois quadripolos igu ais) ab aixo:

I i1e 3 I i2e V1 e V1 e
Z11 e   22  4 ; Z12 e   1 1  2
3 3 I1 e I2e
I 0 I 0
2e 1e
I v2e
I v1e
V2e V2 e
3 3 Z 21e   1 1  2 ; Z 22 e   22  4
I1 e I2e I
3 I 0
1e
0
2e

c) Converta agora os parâmetros “Z” deste quadripolo equiv alente em parâmetros


“T”, através da tabela de conversão:

I i1e 3 - i2e
3 3 i1e - i2e

I v2e I v2e
v1e
I v1e

3 3
3

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Z11 Z 1 1 Z 22
Temos então q ue: A   2 ; B   6 ; C   ; D   2
Z 21 Z 21 Z 21 2 Z 21

Determine então os parâmetros “T”


do quadrip olo f inal equivalente,
pelo produto matricial das matrizes
“T” de dois quadripolos iguais:

2 6 2 6 7 24
Temos que :   ;
1/ 2 2 1/ 2 2 2 7

Finalmente con vertendo p/ “Z” teremos p ara o Quadripolo eq uivalente T otal:

A 7 T 1 1 1 D 7
Z11   ; Z12   ; Z 21   ; Z 22  
C 2 C 2 C 2 C 2

2) Para o quadripolo abaixo, pede-se det erminar os seus par âmetros “T ”


generalizados.

2 2H A 2 2H - i2

i1

2 1 2 1
F F
O 2 O’ 2
v1 v2
1 1
2 F 2 F
2 2

2 2H B 2 2H

RESOL UÇÃO: Ut ilize o mesmo rac iocínio do exercíc io anterior, f ocalizando a


atenção inicial no seg uinte q uadripolo:

I1 2 2s I2

V1 2 2 V2
s

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2 s 2 + s +1 2s s I2 = 0

I1
2s 2 + 2s + 2 2s 2 2
a) Para I 2 = 0 teremos: 2 s
2s 2 + 2 V2 = 2
V1 = 2.(2s + s + 2)
2
s
s2+ 1

I1 = 0 1 2s I 2 = s 2 + s +1
2
2 2s 2
b) Para I 1 = 0 teremos: 2 s V2 = 2.(s + 1)
V1 = 2 2s + 2
1 s2+ s

V1 2 s2  s  2 V1 2
Logo: Z11   2  ; Z12  
I1
I 0
s2  s  1 I2
I 0
s 2
 s  1
2 1

V2 2 V1 s  1
; Z 21   2
; Z 22   2  2
I1
I 0
s  s  1 I2
I 0
s  s  1
2 1

Nestas condições percebemos f acilmente q ue os p arâmetros “Z” do quadr ip olo


equivalent e f ormado pela associação dos dois quadripolo s iguais (Até os ponto s “A”
e “B”) será dado por:

2 s2  s  2 4
Logo: Z '11  4  ; Z '12 
s2  s  1 s 2
 s  1

4 s  1
Z ' 21  2 ; Z ' 22  4  2
s  s  1 s  s  1

Teremos então par a a matriz “T” ( Veja tabela de c onversão) :

Z11 2 s2  s  2 s2  s  1 A  2s
2
 s  2
A   4   
Z 21 s2  s  1 4

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Z Z11 Z 22  Z 21 Z12 Z11 Z 22


B     Z12 ; Portanto teremos para “B”:
Z 21 Z 21 Z 21

2 s2  s  2 s  1 s2  s  1 4
B  4  4    ou ainda:
s2  s  1 s2  s  1 4 s 2
 s  1

4( s  1 ( 2 s 2  s  2 - 4 4(2 s3  3s 2  3s  2 - 4 8 s3  12s 2  12s  4


)

)
B   
s2  s  1 s2  s  1 s2  s  1

2 s 3  3s 2  3 s  1
B  4 ; usando um pouco de artifício, pois sabemos que o
s2  s  1

todos os parâmetros “T” tem que possuir um denominador semelhante vamos

procurar f atorar o numerador de B ; note q ue:

2 s3  3s2  3s  1  2 s3  2s2  s 2  2s  s  1  2 s3  2s 2  2s  s 2  s  1
 
 3s 2  3s

Logo: 2 s3  3s 2  3s  1  2s( s2  s  1)  (s2  s  1)  (s2  s  1).(2s  1)

(s2  s  1).( 2s  1) B  4(2s  1)


Portanto: B  4 
s2  s  1

Cont inu ando teremos:

1 4
C   C  2
Z 21 s  s  1

Z 22 s  1 s2  s  1 D  s  1
D   4  2  
Z 21 s  s  1 4

Com estes valores (Será bem trabalhoso!) Determine o matr iz produto assim obtida:

A 2
 BC
 B 
( A D)
A B A B
A' B'
  Teremos então:
2
C A 
( D) BC
 D

C D C D
C' D'

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- 153 -

4s6  8s5  17s 4  17s3  17s2  40s  20


A' 
s2  s  1

B'  4 .( 4s3  6s2  8s  3)

2s2  2s  3
C'  4 .
s2  s  1

s 4  3s3  4s2  34s  17


D' 
s2  s  1

OUTROS TI POS DE EXERCICIOS:

2) Para o quadripolo abaixo, pe de-se a determinação dos seus parâmetros “Z”

I i1 3 3 3 3 i2
V1 V2
v1 6 V1
2
2 6 V2
2 2 v 2

SOLUÇ ÃO:
Note que temos uma associação em cascata de dois qu adri polos iguais, portanto
proced eremos da se guinte f orma:
a) Determinaremos os parâmetros “H” (por serem os menos traba lhosos) d e um
deles;
b) Em f unção da propriedade da assoc iação em cascata, valer p ara os parâmetros
”T” (De Transmissão), converterem os estes par âmetros “H” para parâm et ros
“T”;
c) De posse dos parâmetros “T”, de um deles, poderemos obter os parâmetros ”T”
da associação em cascata, f a zen do o produto matricial d e duas m atrize s iguais de
parâmetros “T”
d) Uma ve z obt idos os parâmetros “T” do quadripolo eq uivalente, bastará c on ver ter
os mesmos para “Z” pela tabe la de conversão.

a) Determinaçã o dos parâmetros “H”:

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- 154 -

v1 i2 v1 i2
h11  ; h21  ; h12  ; h22  ;
i1 v  0 i1 v  0 v 2 i 0 v 2 i 0
2 2 1 1

a 1 ) In icialmente com v 2 = 0 :

Iv
i1 = 1 Ix = 2 v 1 5v1
i2 = - v1
3 3 15 15 3
5 Zp = 2

+ V V
2
I v1 6 V = 2v1 v1
2 v2 = 0
- 5 Ig =
5 i=0
Ze = 5

v1

v1 v1 i 3 5
h11    5 ; h21  2   
i1 v  0 v1 i1 v  0 v1 3
2 2
5 5
a 2 ) Ag ora com i 1 = 0 :

Ix =
v2
i1 = 0 3 9 Iy i2

3
= 0V Ig +
6 2 v2 v 2
6v2 V = v1 = 2 v2
v1 = V = 3 V
9 2
v2 -
2

v2 6v 2 2v 2 2v 2 v2
Ix  ; V  v1  6 Ix    Ig   2  Ig 
9 9 3 3 3

v2 v 2v 2 v2 v2 2v 2
Iy  Ix  Ig   2  Iy   ; i2   Iy  i2   ( )
9 3 9 2 2 9

9v 2  4v 2 5v 2
portanto: i2   i2  ; Teremos então:
18 18

2v 2 5v 2
v1 3 2 i2 18 5
h12    ; h22   ; portanto:
v2 i  0 v2 3 v2 i  0 v2 18
1 1

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- 155 -

 2
 h11  5 h12 
3
Resum ind o: " H " : 
h 5 5
21   h22 
 3 18

CONVERSÃO PARA PARAMETROS “T”

5 5 2 25 10 45 5
H  5   (  )     H  ;
18 3 3 18 9 18 2

Pela tabela de conversão:


5

 H 2 3  h11  5
A    ; B    3
h21 5 2 h21 5
 
3 3
5

 h22 18 1 1 3
C    ; C   
h21 5 6 h21 5

3

Para a determinação dos parâmetros “T do quadripolo equivalente imaginaremos


dois q uadripolos em cascata, cada um deles com os parâmetros acim a:

3 3 3 3
2 2

1 3 1 3
6 5 6 5

Donde a matriz de transmissão do q uadripolo equivalente ser á obtida por:

3 3 11 63
3 3
2 2 4 10
" T( e ) " :  
1 3 1 3 7 43
6 5 6 5 20 50

CONVERSÃO PARA PARAMETROS “Z”

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- 156 -

11 43 7 63 473 441 32 4
T         T  ;
4 50 20 10 200 200 200 25

Pela tabela de conversão:

11 4
A 4 55 T 25 16
z11    ; z12   
C 7 7 C 7 35
20 20

43
1 1 20 D 50 86
z 21    ; z 22    ;
C 7 7 C 7 35
20 20

Logo para o q uadripolo equiva lente f inal iremos ter os seguintes parâmetros “Z”:

55 16
z11  z12 
7 35

20 86
z 21  z 22 
7 35

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