Você está na página 1de 3

Kaíque Gomes Machado

Curso: Ensino da Língua Portuguesa e Inglesa

Matéria: Ensino da Língua Portuguesa

O Ensino de Letras e seus Obstáculos

Com o advento do império Romano, do século 27 a.C. ao século 475 d.C., a língua
Latina se popularizou e tornou-se universal. Para realizar comércio, adquirir cidadania
Romana e acessar o sistema de alfabetização da época, o Latim era o pré-requisito mais
importante. De forma que era praticamente impossível que qualquer indivíduo pudesse
ascender socialmente se não dominasse esse idioma, que era o oficial do império, ou até
mesmo comunicar-se com indivíduos das mais diversas nacionalidades.

Após muitos séculos o Latim tornou-se obsoleto no dia-a-dia, mas deixou sua marca
em dezenas de idiomas que se derivaram dele. A evolução da sociedade também fez com que
o eixo de domínio socioeconômico mudasse, reforçando, pois, a “superação” do Latim por
línguas mais dinâmicas, que acompanhavam o ritmo acelerado das mudanças econômicas e
sociais. Foi a partir da segunda metade do século XVIII que a Inglaterra se tornou a referência
mundial (para o ocidente) para o comércio, os estudos e as formas organizacionais da
sociedade.

Com essa mudança, o idioma da globalização mudou do Latim para o Inglês. Essa
mudança é a realidade que enfrentamos até os dias de hoje. A imensa maioria das referências
comerciais, educacionais e sociais estão atreladas à Língua Inglesa. Isso transforma esse
idioma em um facilitador de conhecimento e experiências, ao mesmo tempo em que pode ser
encarado como um obstáculo, no que tange ao ensino/aprendizagem dos que não têm o Inglês
como língua nativa.

No Brasil, observamos que o ensino da língua inglesa tem sido priorizado pelo
sistema educacional, uma vez que o idioma se tornou a nova língua universal. Observando a
evolução das diretrizes e bases da educação nacional constatamos que houve gradativamente
um abandono das línguas clássicas (latim e grego) e um aumento considerável na inserção do
inglês.
Entretanto, esse aumento do ensino da língua inglesa no sistema educacional pátrio
vem acompanhado, no ensino público, de um vício: foca-se em apenas uma das quatro macros
habilidades (speaking1, writing2, listening3 ou reading4).

Dessa forma, observa-se que o foco principal do ensino da língua inglesa, no Brasil, é
a preparação para o vestibular. Isso acarreta gera um senso comum de que o Inglês funciona
apenas para consegui aprovação em provas e para turismo. Dessa forma, o aluno cria uma
barreira educacional ao idioma, acreditando que o esforço em aprender uma língua estrangeira
não será recompensado em sua plenitude.

Os métodos de ensino tradicionais também se mostram obsoletos, pois não cativam


mais a atenção do aluno moderno nem colaboram no quesito didática. O novo perfil do
discente é requer uma mudança na didática. A era cibernética deixou a informação mais
acessível e rápida, fazendo com que infinitos materiais e professores de Inglês estejam a um
clique do internauta. Para superar essa confusão que pode ser gerada por isso, surgiram alguns
professores que oferecem um “atalho5” no aprendizado.

O professor Mairo Vergara é pioneiro, na área de Língua Inglesa, no uso de recursos


tecnológicos com fim educacional. Seu método consiste em centenas de horas de listening, o
que, segundo o professor, além de auxiliar na compreensão oral, facilita na hora em que o
aluno irá se comunicar com algum nativo de língua inglesa e a mesma quantidade de horas
para leitura, que ajudará no momento em que o aluno for ler ou escrever no idioma.

O método utilizado por Vergara e outros professores, a princípio, gera uma colisão
abrupta com os tradicionais, porque nestes os alunos ficam anos frequentando escolas
especializadas e saem com o nível de aprendizado ainda baixo, principalmente no que tange à
escrita. Já as novas metodologias têm a vantagem de o ensino ser mais rápido e eficaz, pois o
aluno tem contato diário com os materiais e aulas disponibilizadas, fazendo com que o tempo
para assimilação por repetição seja menor, se comparado com os métodos tradicionais.

Observa-se, também, que a língua inglesa se tornou o novo idioma universal,


obrigando todos os indivíduos do mundo a busca pelo seu aprendizado. Em um mundo

1
Produção oral.
2
Produção escrita.
3
Compreensão oral.
4
Compreensão escrita.
5
Utilização dos meios tecnológicos para ensinar de maneira mais fácil.
globalizado as competências que têm maior importâncias são a fala e a escrita, pois é por
meio desses dois que o homem de negócios irá se comunicar.

Esse mesmo mundo globalizado á não permite que o aluno “desperdice” vários anos
até que suas competências de comunicação estejam em níveis aceitáveis pelo mercado de
trabalho. A união de tempo escasso e tecnologia fez com que novas metodologias de ensino
fossem desenvolvidas. O que antes era um desafio possível para poucos, tornou-se uma rotina
para os que se interessam pelo tema.

Com isso, o ensino das quatro competências necessárias para que a comunicação em
Inglês se torne fluída deixou de ser algo penoso e restrito e passou a ser algo prazeroso e
amplo.