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EDUCANDO SENTIMENTOS NA ESCOLA

15/12/2009

Autor e Coautor(es)
Autor: LILIANE DOS GUIMARAES ALVIM NUNES ARAUJO
UBERLANDIA - MG ESC DE EDUCACAO BASICA
Coautor(es):

LUCIANNA RIBEIRO DE LIMA; MARTA REGINA ALVES PEREIRA; FÁTIMA REZENDE NAVES DIAS;
GLÁUCIA COSTA ABDALA DINIZ

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Inicial Ética Solidariedade
Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo
Ensino Fundamental Inicial Ética Diálogo
Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula

a) Expressar situações em que experimentam diferentes sentimentos, a saber: irritação,


solidão, saudade, angústia, preocupação, vergonha, raiva, alegria, decepção, culpa,
perdão, amor.
b) Valorizar os relacionamentos de amizade e de cuidado com o outro.
c) Nomear os próprios sentimentos.
e) Perceber sentimentos envolvidos na relação entre colegas e professores.

Duração das atividades

2 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Não há necessidade de conhecimentos prévios.

Estratégias e recursos da aula

COMENTÁRIO AO/A PROFESSOR/A:

Professor/a, acreditamos que para que a escola consiga efetivamente trabalhar virtudes,
faz-se necessário que se trabalhe os sentimentos dos/as alunos/as, pois quando se abre
espaço para que os mesmos/as manifestem o que sentem e, consequentemente, se
conheçam melhor, podemos encontrar mais rapidamente as soluções para os conflitos
que se dão nesse ambiente. Nesse sentido, concordamos com Tognetta (2003, p.119)
quando diz “Quem reconhece os próprios sentimentos, o que lhe causa tristezas, o que
lhe causa alegrias, têm condições de construir a idéia do que as outras pessoas possam
sentir. Acostuma-se à idéia de que os sentimentos são importantes”. Dessa forma, essa
aula tem o propósito de dar oportunidade aos/as alunos/as para que expressem seus
sentimentos em relação a diferentes situações vividas no ambiente escolar. Professor/a,
você poderá utilizar a aula intitulada “TESOURO DE SENTIMENTOS” para iniciar ou
continuar essa aula.

Atividade 1: (1º aula de 50 minutos)


1º Momento: Utilizar o livro: Mania de Explicação de autoria de Adriana Falcão.

Professor/a sugere-se que você digite o texto e o disponibilize aos/as alunos/as para que
leiam em voz baixa.

MANIA DE EXPLICAÇÃO (Autora: Adriana Falcão)

ERA UMA MENINA QUE GOSTAVA DE INVENTAR UMA EXPLICAÇÃO PARA


CADA COISA.
EXPLICAÇÃO É UMA FRASE QUE SE ACHA MAIS IMPORTANTE DO QUE A
PALAVRA.
AS PESSOAS ATÉ SE IRRITAVAM, IRRITAÇÃO É UM ALARME DE CARRO
QUE DISPARA BEM NO MEIO DE SEU PEITO, COM AQUELA MENINA
EXPLICANDO O TEMPO TODO O QUE A POPULAÇÃO INTEIRA JÁ SABIA.
QUANDO ELA SE DAVA CONTA, TODO MUNDO TINHA IDO EMBORA.
ENTÃO ELA FICAVA LÁ, EXPLICANDO, SOZINHA.
SOLIDÃO É UMA ILHA COM SAUDADE DE BARCO.
SAUDADE É QUANDO O MOMENTO TENTA FUGIR DA LEMBRANÇA PRA
ACONTECER DE NOVO E NÃO CONSEGUE.
LEMBRANÇA É QUANDO, MESMO SEM AUTORIZAÇÃO, SEU PENSAMENTO
REAPRESENTA UM CAPÍTULO.
AUTORIZAÇÃO É QUANDO A COISA É TÃO IMPORTANTE QUE SÓ DIZER
"EU DEIXO" É POUCO.
POUCO É MENOS DA METADE. MUITO É QUANDO OS DEDOS DA MÃO NÃO
SÃO SUFICIENTES.
DESESPERO SÃO DEZ MILHÕES DE FOGAREIROS ACESOS DENTRO DE SUA
CABEÇA.
ANGÚSTIA É UM NÓ MUITO APERTADO BEM NO MEIO DO SOSSEGO.
AGONIA É QUANDO O MAESTRO DE VOCÊ SE PERDE COMPLETAMENTE.
PREOCUPAÇÃO É UMA COLA QUE NÃO DEIXA O QUE NÃO ACONTECEU
AINDA SAIR DE SEU PENSAMENTO.
INDECISÃO É QUANDO VOCÊ SABE MUITO BEM O QUE QUER, MAS ACHA
QUE DEVIA QUERER OUTRA COISA.
CERTEZA É QUANDO A IDÉIA CANSA DE PROCURAR E PÁRA.
INTUIÇÃO É QUANDO SEU CORAÇÃO DÁ UM PULINHO NO FUTURO E
VOLTA RÁPIDO.
PRESSENTIMENTO É QUANDO PASSA EM VOCÊ O TRAILER DE UM FILME
QUE PODE SER QUE NEM EXISTA.
RENÚNCIA É UM NÃO QUE NÃO QUERIA SER ELE.
SUCESSO É QUANDO VOCÊ FAZ O QUE SEMPRE FEZ SÓ QUE TODO MUNDO
PERCEBE.
VAIDADE É UM ESPELHO ONISCIENTE, ONIPOTENTE E ONIPRESENTE.
VERGONHA É UM PANO PRETO QUE VOCÊ QUER PRA SE COBRIR
NAQUELA HORA.
ORGULHO É UMA GUARITA ENTRE VOCÊ E O DA FRENTE.
ANSIEDADE É QUANDO FALTAM CINCO MINUTOS SEMPRE PARA O QUE
QUER QUE SEJA.
INDIFERENÇA É QUANDO OS MINUTOS NÃO SE INTERESSAM POR NADA
ESPECIALMENTE.
INTERESSE É UM PONTO DE EXCLAMAÇÃO OU DE INTERROGAÇÃO NO
FINAL DO SENTIMENTO.
SENTIMENTO É A LÍNGUA QUE O CORAÇÃO USA QUANDO PRECISA
MANDAR ALGUM RECADO.
RAIVA É QUANDO O CACHORRO QUE MORA EM VOCÊ MOSTRA OS
DENTES.
TRISTEZA É UMA MÃO GIGANTE QUE APERTA SEU CORAÇÃO.
ALEGRIA É UM BLOCO DE CARN AVAL QUE NÃO LIGA SE NÃO É
FEVEREIRO. FELICIDADE É UM AG ORA QUE NÃO TEM PRESSA NENHUMA.
AMIZADE É QUANDO VOCÊ NÃO FAZ QUESTÃO DE VOCÊ E SE EMPRESTA
PROS OUTROS.
DECEPÇÃO É QUANDO VOCÊ RISCA EM ALGO OU EM ALGUÉM UM XIS
PRETO O U VERMELHO.
DE SILUSÃO É QUANDO ANOIT ECE EM VOCÊ CONTRA A VONTADE DO
DIA.
CULPA É QUANDO VOCÊ CISMA QUE PODIA TER FEITO DIFERENTE, MAS,
GERALMENTE, NÃO PODIA.
PERDÃO É QUANDO O NATAL ACONTECE EM MAIO, POR EXEMPLO.
DESCULPA É UMA FRASE QUE PRETENDE SER UM BEIJO.
EXCITAÇÃO É QUANDO OS BEIJOS ESTÃO DESATINADOS PRA SAIR DE
SUA BOCA DEPRESSA.
DESATINO É UM DESATAQUE DE PRUDÊNCIA.
PRUDÊNCIA É UM BURACO DE FECHADURA NA PORTA DO TEMPO.
LUCIDEZ É UM ACESSO DE LOUCURA AO CONTRÁRIO.
RAZÃO É QUANDO O CUIDADO APROVEITA QUE A EMOÇÃO ESTÁ
DORMINDO E ASSUME O MANDATO.
EMOÇÃO É UM TANGO QUE AINDA NÃO FOI FEITO.
AINDA É QUANDO A VONTADE ESTÁ NO MEIO DO CAMINHO.
VONTADE É UM DESEJO QUE CISMA QUE VOCÊ É A CASA DELE.
DESEJO É UMA BOCA COM SEDE.
PAIXÃO É QUANDO APESAR DA PLACA "PERIGO" O DESEJO VAI E ENTRA.
AMOR É QUANDO A PAIXÃO NÃO TEM OUTRO COMPROMISSO MARCADO.
NÃO. AMOR É UM EXAGERO... TAMBÉM NÃO. É UM DESADORO... UMA
BATELADA? UM ENXAME, UM DILÚVIO, UM MUNDARÉU, UMA
INSANIDADE, UM DESTEMPERO, UM DESPROPÓSITO, UM DESCONTROLE,
UMA NECESSIDADE, UM DESAPEGO? TALVEZ PORQUE NÃO TIVESSE
SENTIDO, TALVEZ PORQUE NÃO HOUVESSE EXPLICAÇÃO, ESSE NEGÓCIO
DE AMOR ELA NÃO SABIA EXPLICAR, A MENINA.

2º Momento: Professor/a, após a leitura da história sugere-se que você explore o


conteúdo da mesma, perguntando aos/as alunos/as:

1) O que a menina da história tinha mania de fazer?


2) Por que será que a menina fazia isso?
3) Você tem alguma mania?
4) Como você age quando não sabe o significado das coisas?
5) Você concorda com todas as explicações que a menina criou?

3º Momento: Propor aos/as alunos/as um jogo semelhante ao da “Batata-quente” em


que os/as alunos/as deverão passar uma caixinha (com algumas palavras dentro) à
medida que cantam uma música. Quando a música é interrompida, a criança que está
com a caixinha deverá abri-la e retirar de dentro uma das palavras. As palavras deverão
ser aquelas retiradas do texto, a saber: Irritação, Solidão, Saudade, Angústia,
Preocupação, Sucesso, Vergonha, Raiva, Alegria, Decepção, Culpa, Perdão, Amor. Ao
ler a palavra, o/a aluno/a deverá dizer: “Sinto irritação quando....” ou “Sinto solidão
quando.....”, de acordo com a palavra que retirar.

Professor/a, você poderá escolher a música que desejar nessa atividade, desde que seja
conhecida pelas crianças para que todos participem cantando com você. Se quiser
poderá utilizar a seguinte letra com a melodia da música “Pirulito que bate-bate”:

Batata que passa passa,


Batata que já passou,
Quem fica com a batata,
Coitadinho já queimou!

4º Momento: Após o jogo, pedir aos alunos que respondam em folha separada o
significado de algumas palavras explicadas pela menina da história. Caberá ao aluno
inventar a sua explicação para cada palavra, a saber: Irritação, Solidão, Saudade,
Angústia, Preocupação, Sucesso, Vergonha, Raiva, Alegria, Decepção, Culpa, Perdão,
Amor.

5º Momento: Registrar na lousa com a participação dos/as alunos/as as explicações


dadas a cada palavra pelos alunos, categorizando-as e quantificando-as, por meio de
uma tabela como no modelo a seguir:

Atividade 2: (2ª Aula de 50 minutos)

1º Momento: Retomar o que foi trabalhado na aula anterior e propor aos /as alunos/as
que ouçam a história: "Eu tenho um pequeno problema, disse o Urso”

Sinopse do livro: O autor aborda uma realidade muito presente nas relações humanas
atuais: ninguém tem tempo para ouvir os problemas dos outros. Na história, todos
tentam adivinhar de que o urso precisa, mas sempre lhe dão coisas inúteis. Até que
surge uma pequena mosca... Um livro sobre amizade e a importância de ouvir.

2º Momento: Explorar o conteúdo do livro: Qual era a queixa do personagem principal


da história? O que acontecia todas as vezes em que o urso tentava contar o seu
problema? Por que será que todos propunham soluções para seus problemas sem nem
sequer ouvir qual de fato era o mesmo? O que a mosca conseguiu fazer pelo urso?
3º Momento: Dividir o grupo em duplas e propor aos/as alunos/as que relatem seus
sentimentos sobre problemas que tenham vivido na relação com colegas em sala ou
outra situação referente à escola. Após cada um ser ouvido individualmente, ambos
deverão pensar em atitudes ou encaminhamentos necessários para a resolução de tais
problemas. Professor/a, é importante valorizar o quanto o simples fato de ter alguém
para nos ouvir, quando estamos com algum problema, já é um primeiro passo para a
resolução do mesmo.

Recursos Complementares

Sugestões de leituras complementares aos professores/as:

TOGNETTA, L.R. P. A construção da solidariedade e a educação do sentimento na


escola. Campinas: Mercado de letras, 2003.

Avaliação

Professor/a, procure observar se os/as alunos/as conseguiram expressar situações em


que experimentam diferentes sentimentos. Identifique se as aulas ajudaram os/as
alunos/as na valorização das amizades presentes no grupo de sala. Pergunte a eles se
perceberam quais os sentimentos podem estar envolvidos nas relações com colegas e
professora e como é importante que sejam conhecidos para serem cuidados. Solicite
aos/as alunos/as que escolham três palavras que sintetizem os três principais
sentimentos despertados durante as reflexões em tais aulas.
PROJETO AMIZADE – Ensino Fundamental

Colaboração de Deborah Melissa

1. OBJETIVOS

· Desenvolver competências sociais em crianças de quatro a seis anos

· Mostrar como serem amigas

· Exercitar a identificação, sensibilidade e fala pública sobre diferentes sentimentos

· Destacar como lidarem com as quatro emoções básicas: medo, alegria, tristeza e ira

· Ajudar a expressarem sentimentos que lhes desagradam

2. PÚBLICO-ALVO

· 15 a 20 crianças

3. RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS

· Recursos materiais: cartolinas, canetas hidro-cor, revistas velhas

· Outros recursos materiais, caso se faça opção por um treinamento e expressão das
múltiplas inteligências (Ver fonte de referência 5º)

· Recursos Humanos: um a dois Mediadores previamente treinados

4. QUESTÕES RELEVANTES

· O que é a amizade?

· Amizade é o mesmo que amor?

· O que é um amigo de verdade?

· Qual a importância de um amigo?

· O que é o medo?

· Que coisas nos fazem felizes?

· Por quê ficamos tristes?

· O que nos deixa com raiva?

· Como não falar a um amigo?

· Como falar a um amigo?


E inúmeras outras do mesmo tipo, levantadas pelas próprias crianças

5. FONTES DE REFERÊNCIA

· ANTUNES, Celso – Alfabetização Emocional. Petrópolis. Editora Vozes. 7ª edição.


1999

ANTUNES, Celso – Fascículo 6 da Coleção Na Sala de Aula / A Alfabetização Moral


em Sala de Aula e em Casa, do Nascimento aos Doze anos. Petrópolis. Editora Vozes.
2ª Edição. 2002

· ANTUNES, Celso – Fascículo 7 da Coleção Na Sala de Aula / Um Método para o


Ensino Fundamental: o Projeto. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª Edição. 2002

· ANTUNES, Celso – A Construção do Afeto. São Paulo. Augustus Editora. 4ª edição.


2001

· ANTUNES, Celso – Fascículo 3 da Coleção Na Sala de Aula / Como Desenvolver


Conteúdos Explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª Edição.
2002

· LeDOUX, Joseph – O Cérebro Emocional. São Paulo. Editora Objetiva. 1998

· RESTREPO, Luis Carlos – O Direito à Ternura. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª edição.


1998

6. COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS

· Afetividade

· Auto-estima

· Otimismo

· Controle dos impulsos

· Empatia – Compreensão do outro

· Prestatividade e solidariedade

· Sinceridade

· Empatia no ouvir

· Comunicação Interpessoal

· Pensamento dirigido

· Autoconhecimento
· Administração das Emoções

7. FASES DO PROJETO

· ABERTURA

Mediadores, pais, professores, pessoas da comunidade especialmente convidadas


discutem e elegem as competências desejadas e a seleção de questões que a culminância
do projeto deverá responder.

· O TRABALHO PRÁTICO – ESTRATÉGIAS

PREPARAÇÃO DO ROTEIRO

Os professores e os Mediadores escreverão roteiros de apresentações teatrais simples,


cuja duração não deve exceder 15 minutos e que devem vivenciar cenas do cotidiano
dos alunos envolvendo temas de relações interpessoais para ajudarem as crianças
aprenderem como serem amigas, reconhecerem e falarem sobre diferentes sentimentos,
lidarem com verdade e com a mentira, com a ira e com a dor, com o medo e a tristeza,
com a alegria e com a felicidade e como expressarem o que lhes agrada e desagrada.
Essas pequenas peças podem simular situações do pátio da escola, disputa por lugares,
formas de abordagem, etc.

ENSAIO

Para cada encenação haverá um grupo de “atores” e outro de “espectadores”, mas todos
os alunos nas diferentes peças desenvolverão ambos papeis. Durante o ensaio não deve
ocorrer a prioridade de “lições de conduta” ou julgamento sobre “atitudes certas ou
erradas” ainda que o aparecimento destas, possa gerar uma resposta serena e coerente
por parte do(s) intermedializador(es). Os Mediadores poderão ou não introduzir o
“ponto” com um ator que não aparece, ajudando os atores nas falas a serem praticadas.

APRESENTAÇÃO

A apresentação de cada peça se dará de forma similar a qualquer apresentação teatral.

DEBATES

Após a encenação deverão ocorrer os debates, envolvendo inicialmente apenas os


alunos e os Mediadores. Nesse debate deve prevalecer a solicitação de opiniões sobre
atitudes, gestos, posturas, ações ainda que as mesmas não devam suscitar julgamentos
morais por parte dos professores. Não existe um tempo prescrito previamente para a
duração dos debates, embora os Mediadores devam mostrar sensibilidade para não o
prolongarem além dos limites do interesse por parte dos alunos envolvidos.

SÍNTESE CONCLUSIVA

Concluído os debates os Mediadores sintetizarão as conclusões gerais, enfatizando o


que se levou os alunos a aprenderem com a atividade.
FECHAMENTO

É extremamente importante destacar que os valores e os ensinamentos conquistados


necessitem ser retomados em momentos e circunstâncias diferentes, internalizando-se
nas atitudes dos professores, contextualizando-se aos temas curriculares desenvolvidos.
Em verdade, a encenação, debate e síntese conclusiva jamais deve “encerrar” a
atividade, antes abrir espaço para práticas sobre novas formas de relacionamento e
emprego constante das habilidades sociais no cotidiano dos alunos.

8. LINGUAGENS APLICADAS

Importante atividade de reforço é, em outra oportunidade, reunir-se os participantes do


Projeto solicitando que expressem através de diferentes linguagens – pinturas, paródias,
colagens, desenhos, corais, etc. – os valores desenvolvidos e supostamente apreendidos
durante a atividade.

Atividade extremamente enriquecedoras é utilizar diferentes estratégias de


comunicação, conforme as inteligências humanas suscitadas – lingüistica, lógico-
matemática, visuo-espacial, sonora, cinestésico-corporal, naturalista, intra e interpessoal
– e organizar painéis ou murais expressando os valores assumidos.

9. AVALIAÇÃO

A forma de avaliação será desenvolvida através da comparação de relatórios


organizados por todos os elementos da equipe docente avaliando as atitudes dos alunos
em sala de aula e no pátio da escola, antes e depois da realização de cada encenação,
enfatizando a eventual permanência, após seis meses ou mais, de valores eventualmente
assumidos.
DINÂMICAS - DESCOBRIR EMOÇÕES E SENTIMENTOS

Estamos preparando uma aula sobre auto-conhecimento e auto-aceitação.


Pedimos ajuda a Alice Lírio e ela nos encaminhou essas dinâmicas ótimas.
Vejam:

DESCOBRIR EMOÇÕES E SENTIMENTOS

Atividade 20. Medos, Medinhos & Medões

TIPO DE ATIVIDADE: Oral / Dinâmica de Grupo

IDADE SUGERIDA: Todas

OBJETIVO: Identificar nossos medos e sua intensidade; propor modos de lidar


com eles.

MATERIAL:

* Pedaços de papel (1/6 do tam. A4), três para cada aluno e lápis.
* Três caixas de tamanhos diferentes. Folha de papel manilha.

COMO APLICAR:

1. Todos sentem medo, em alguma ocasião. Inicie um diálogo contando um


medo que você tem ou tinha. Converse um pouco sobre como são nossos
medos, o que sentimos e o que eles nos levam a fazer.
2. Há medos de vários tamanhos. Crie um ambiente em que todos possam
falar sem constrangimento.
3. Convide todos a escolherem um de seus grandes medos, um medo médio e
um pequeno medo e esceverem ou desenharem, cada um num papel. O
medão deve ser colocado na caixa grande, o medo médio na caixa média, e o
pequeno na caixa menor.
4. O que nós vamos fazer com estas caixas e com estes medos? Peça
sugestões à classe.
1. Obs.: O objetivo não é chegar a uma solução predeterminada. Deixe todos
opinarem sobre o assunto, de modo a que cada um pense sobre as
alternativas. Ao final, o que o grupo todo resolver será feito. Terá sido a melhor
solução? O que acham?
5. A fé nos ajuda a diminuir nossos medos. Vamos colocar nossa fé no lugar de
nossos medos? Escreva num papel manilha uma mensagem de fé, e coloque
sobre as caixas que contém os medos.
Atividade 19. Rostos

TIPO DE ATIVIDADE: Observação

IDADE SUGERIDA: 05 anos em diante (s/escrita) ou 9 anos em diante

OBJETIVO: Contato e reconhecimento de emoções.

MATERIAL:

* Cartaz (veja explicação abaixo)


* Lápis e folhas de questões para todos.

COMO APLICAR:

1. Recorta fotos ou desenhos de muitos rostos com expressões faciais variadas


(alegria, tisteza, espanto, raiva, instatisfação, desconfiança, etc.) colar numa
folha de papel kraft e numerar cada rosto. Fixar este cartaz diante da turma.
2. Distribuir as folhas com as questões:
1. Quantos destes rostos estão: -sorrindo? _____ -bravos? _____ -sérios?
____
2. Qual demonstra estar mais alegre? E mais bravo?
3. Você acha que todos estes sorrisos demonstram alegria? Algum parece
estar rindo de outra pessoa?
4. Há alguma causa para eles estarem assim. Escolha um rosto e imagine uma
causa provável para a emoção que ele mosta.
5. Qual das emoções mostadas no cartaz é mais comum em você? Sabe por
quê?
3. Inicie um diálogo sobre o porquê de nossas emoções.

Atividade 21. Saco das Emoções

TIPO DE ATIVIDADE: Oral

IDADE SUGERIDA: 11 anos em diante

OBJETIVO: Perceber as próprias emoções, no contato consigo e com outras


pessoas.

MATERIAL:
* Saco de tecido ou plástico opaco, com tiras de questões que sempre
começam com O que você sente ao ver..., ou O que você sente ao ouvir..., ou
O que sente quando tem a chance de... (em quantidade maior que o númeo de
pessoas.)

COMO APLICAR:

1. Formar um círculo de pessoas, que vá passando o saco, e cada um tira uma


questão.
2. Quando o saco retorna ao coordenador, na mesma sequência, cada um irá
responder.

Atividade 23. Amor / Respeito - Desamor / Desrespeito

TIPO DE ATIVIDADE: Dinâmica de Grupo.

IDADE SUGERIDA: Todas

OBJETIVO: Identificar sentimentos e atitudes de amor e respeito.

MATERIAL:

* Fotos diversas de situações em família e sociedade (desmatamento, trabalho


infantil, promoção humana, drogas, prostituição, selecione em função da
idade), fita adesiva.
* Dois cartazetes com as frases: AMOR / RESPEITO e DESAMOR /
DESRESPEITO

COMO APLICAR:

1. Fixar na lousa os cartazetes e mostrar as fotos misturadas numa caixa.


2. Pedir que cada aluno se aproxime, escolha uma foto e coloque embaixo do
cartazete que melhor descreva o sentimento presente naquela foto.
3. Inicie um diálogo sobre os sentimentos que criam a diferença entre aquelas
imagens.
4. Como são nossas ações nascidas do amor e do respeito?
5. Amor e respeito estão presentes no mundo em que desejamos viver. Como
plantar estas sementes nos locais onde estamos?
Atividade 22. Desenhando Músicas

TIPO DE ATIVIDADE: Sensorial / Desenho

IDADE SUGERIDA: 04 a 15 anos

OBJETIVO: Perceber realidades em duas linguagens difeentes, musical e


pictórica.

MATERIAL:

* CD's variados (folclóricos, regionais, wold music, clássicas, etc). Com a


turminha menor, experimente "O Vôo do Besouro", de imsky-orsakof, ou o
"Trenzinho Caipira", de Villa Lobos.

COMO APLICAR:

1. Colocar uma música para toca. Pedir que todos fechem os olhos por alguns
minutos, sentindo o que a música transmite. Desenhar as imagens que esta
música nos traz.
2. Montar uma exposição de trabalhos, que todos possam olhar ao som da
música.

Obs.: Esta atividade pode ser feita em várias ocasiões, com músicas
diferentes.

Atividade 24. Pacote Quente (Variação da batata-quente)

TIPO DE ATIVIDADE: Motora / Intelectiva

IDADE SUGERIDA: 7 anos em diante

OBJETIVO: Refletir sobre quem somos e o que fazemos.

MATERIAL:

* Caixa de sapato contendo "uma surpresa" e embrulhada em cinco jornais


sendo que, cada vez que a caixa é embrulhada, cola-se um papel com uma
frase a ser completada. (Para isso você vai precisar da caixa, da "surpresa"
(um lápis, uma bala) fixada no fundo com fita adesiva para não fazer barulho,
folhas de jornal, fita adesiva, pedaços de sulfite com as frases e cola).
* Música animada.
COMO APLICAR:

1. Funciona como uma batata-quente que vai sendo descascada. Todos


sentam-se em círculo. A música toca enquanto a caixa passa de mão em mão.
Alguém que não esteja olhando põe para tocar ou pára a música. Quando a
música pára, quem estive com a caixa deverá desembrulha e completa a frase.
O jogo continua até chegar à surpresa.

Sugestões de frases: "Fico contente sempre que..." - "Algo que me deixa muito
aborrecido é..." - "Algo que me faz chorar é..." - "Não gosto quando meus
pais..." - "Acho que um amigo de verdade..." - "Quando gosto de uma pessoa,
eu..." - "Uma pessoa muito importante em minha vida é..." - "Agradeço todos os
dias por...".
PROJETO DA LINGUAGEM DOS CUIDADOS, SENTIMENTOS E AFETOS EM
GERAL
Turma : D

Professoras: Dirlene e Alana

Origem e justificativa do projeto:

Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são
próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam seu esforço para
compreender o mundo em que vivem, as relações contraditórias que presenciam e,
por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida a que estão submetidas,
seus anseios e seus desejos.

No processo de construção do conhecimento, as crianças utilizam as mais


diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e
hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. Nessa perspectiva, as
crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com
as outras pessoas e com o meio em que vivem.

Educar significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e


aprendizagens orientadas de forma integradas e que possam contribuir para o
desenvolvimento das capacidades infantis de relação inter-pessoal, de ser e estar
com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança e o acesso,
pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.

O desenvolvimento da identidade e da autonomia está intimamente


relacionada com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a
ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras e
com os adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação
das diferenças entre as pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o
enriquecimento de si próprias.

Quando a criança chega à escola, ela já traz consigo experiências, atitudes,


valores, hábitos de linguagem, que constituem e refletem a cultura de sua família e
de seu meio social. Para se desenvolver, portanto, a criança precisa aprender com
os outros por meio dos vínculos que estabelece.

A capacidade da criança de ter confiança em si mesma e o fato de sentir-se


aceita e ouvida, cuidada e amada oferece segurança para a sua formação pessoal e
social.
Dessa forma, a escola de educação infantil se constitui num espaço de
socialização e o seu papel complementar é fundamental, pois objetiva um olhar de
afeto, um olhar amoroso. “A educação não pode ser vista como um depósito de
informações”. Há muitas formas de transmitir conhecimento, mas o ato de educar
só se dá com afeto, só completa com amor.

Ao buscarmos o desenvolvimento da criança, devemos considerar os aspectos


mais básicos da formação da personalidade, como os sentimentos que se produz em
sua volta, sejam elas afeições, simpatias, antipatias, medos, alegria, bem estar. O
desenvolvimento da criança se dará normalmente na direção em que é conduzida
pelo meio em que ela vive, seja ele familiar ou escolar, cabendo aos mesmos fazer
com que essa afetividade seja desenvolvida de forma integral. Se a criança se
perder em suas sensações, sentimentos e pensamentos, elas podem se tornar
alienadas da realidade externa, enfrentando dificuldades para passar aos próximos
níveis de desenvolvimento. A razão é que nos primeiros anos de vida, a maior parte
da aprendizagem vem do que aprendemos nos relacionamentos. Todos os conceitos,
intelectuais, abstratos, que as crianças dominarão em idades posteriores, baseia-
se nos conceitos que elas aprendem em seus primeiros relacionamentos.

Segundo Piaget, inicialmente, quando bebê, a criança passa por um período de


impulsos, reflexos instintivos, nesta fase, não há sentimentos, o afeto é associado
com os reflexos. Aos poucos, surgem os afetos perceptuais como prazer, dor,
satisfação entre outros, que se formaram com a experiência e também se
manifestam à diferenciação entre a necessidade e os interesses.

Ainda segundo Piaget, o indivíduo não é um ser social ao nascer, mas se torna
progressivamente social, portanto, o desenvolvimento afetivo não é separado do
desenvolvimento cognitivo. O conhecimento é construído pela criança na medida em
que interage com os adultos e com as crianças.

Um comportamento que comumente é observado em grupos de crianças é a


agressividade. Embora existam diferentes enfoques sobre a origem da
agressividade, parece mais plausível concluir que esta nasce de um desprazer
profundo, de um desconforto corporal. O estágio de desprazer varia segundo o
nível de carga negativa que cada criança armazena, podendo ser um
descontentamento com as coisas que acontecem ao seu redor, com pessoas
próximas e até consigo mesma. A criança agressiva necessita de uma relação
afetiva muito intensa e cabe ao professor, aceitar esse desafio e trilhar esse
caminho.

O medo também faz parte da vida da criança, embora ela ainda não tenha
condições emocionais para enfrentá-lo. O medo é um sentimento básico e muito
primitivo não só no ser humano, mas também nos animais. É uma reação instintiva
de defesa, que prepara o nosso corpo para fugir diante de situações ameaçadoras,
e tendem a desaparecer com o tempo.

Os medos estão ligados a etapas específicas do desenvolvimento. Apesar de


serem tarefas desenvolvimentais que terão de ultrapassar, o modo e a intensidade
com que os sentem varia de criança para criança, de acordo com a sua
personalidade, a dos pais, entre outros fatores. Com o crescimento e
correspondente maturação cognitiva e emocional, a criança, com a colaboração dos
pais, vai encontrando estratégias eficazes para lidar com os medos, pelo que, na
sua maioria, acabam por desaparecer.

A imaginação assume um papel preponderante nos medos das crianças e é,


com o aproximar dos três anos (altura em que a imaginação se torna mais rica e
atinge um maior grau de desenvolvimento) que é potenciado o surgimento do medo
do escuro, dos monstros, fantasmas, ladrões, entre outros. Este é um dos medos
mais comuns entre as crianças, sendo transversal a várias culturas e civilizações.
Geralmente surge entre o terceiro e o sexto ano de vida da criança, e é
habitualmente ultrapassado até à entrada para a escola. Ocorre com especial
incidência na hora de dormir, momento em que a criança se sente “desprotegida”,
pois se confronta com a separação física dos pais, bem como com a segurança que
esta presença lhe oferece.

Paralelamente à entrada para a escola, e ao longo do seu curso, surgem medos


ligados a esta nova etapa da sua vida, bem como aos desafios a ela associados. O
medo de se expor, ter de falar nas aulas, as histórias contadas de agressão dos
mais velhos, entre outros, causam apreensão às crianças. Aqui os medos estão
muito ligados à identidade da criança, à sua auto-estima e sentimentos de
insegurança. Poderá surgir o receio de ser diferente, ser gozado pelos outros.

Esta insegurança e medo assumem um papel marcante num espaço como a


escola, pois estes sentimentos poderão transmitir à criança a sensação de
impotência perante a resolução de dificuldades que até pode percepcionar como
não perigosas, mas que apenas não se sente capaz de ultrapassá-las. Nestes casos,
é essencial que os pais e/ou educadores saibam escutar a criança, desmistificar
esses sentimentos e, sobretudo, ouvi-las e ajudá-las no sentido de encontrar
estratégias eficazes para a resolução dos seus medos.

A autonomia e a cooperação também são “hábitos” indispensáveis a serem


construídos no cotidiano escolar, visto que as crianças possuem uma dependência
intelectual em relação ao adulto nas tomadas de decisões. A cooperação está
centrada na união e não no“ uns contra os outros.” Busca a participação de todos,
sem que alguém fique excluído.

Acreditamos que, através de uma relação de respeito mútuo entre professor


e aluno, a cooperação entre iguais e respeitando o aluno como sujeito construtor do
seu conhecimento, podemos contribuir para a formação de indivíduos autônomos.

OBJETIVOS:

• Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos


poucos articular seus interesses e pontos de vista com os demais,
respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração.
• Estabelecer vínculos afetivos e de trocas com adultos ou crianças,
fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas
possibilidades de comunicação e interação social.
• Dar oportunidade às crianças de participar da construção das regras e
combinados da turma, compreendendo a importância das mesmas para uma
vivência harmoniosa em grupo/sociedade respeitando os limites de cada um.
• Oportunizar momentos de troca, toque, carinho e afeto, desenvolvendo a
socialização.

LINGUAGENS A SEREM ABORDADAS:

• Linguagem das brincadeiras e jogos


• Linguagem da adaptação
• Linguagem dos cuidados e sentimentos e afetos em geral

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM:

• Massagem de relaxamento de colega em colega, com o intuito de


proporcionar o toque, a expressão corporal, a expressão de sentimentos e a
construção de vínculos.
• As crianças irão dançar músicas diversas e quando a música parar deverão
abraçar o colega que estiver a seu lado, a fim de explorar o contato entre o
grupo, afetividade e interação.
• Ao som de músicas variadas o grupo dançará em pares e quando a música
parar deverão trocar de par, a fim de desenvolver a interação e atenção.
• Trabalhar com as crianças a noção de compartilhar brinquedos com os seus
colegas, a fim de trabalhar a participação, a afetividade e a importância de
dividir coisas e/ou brinquedos com os demais.
• Confecção de um “emocionômetro”, caracterizado como um coração alegre e
outro triste, onde cada criança poderá expressar como está se sentindo,
colocando um prendedor de roupas com uma foto sua no coração
correspondente (triste ou feliz);
• Construção das regras e combinados da turma a partir de gravuras,
combinando o que podem e o que não podem fazer.
• Integração com as crianças e professoras de outras turmas (hora do conto,
cinema, pátio...);
• Socialização entre as crianças trocando os brinquedos com os seus colegas,
incentivando o partilhar;
• Jogos cooperativos (o limão entrou na roda, chutar a bola um para o outro),
desenvolvendo o senso de coletividade e cooperação.
• Cooperar na hora da arrumação da sala e de seus pertences, adquirindo
progressiva autonomia e independência;
• Jogos em grupos, observando a troca, a socialização e o respeito pelo
colega.
• Troca de afetos entre colegas e com as professoras (carinho, colo,
atenção...), estreitando os laços afetivos já existentes;
• Em pares com os colegas, cada criança deverá descobrir maneiras de
expressar afeto utilizando as partes do corpo solicitadas pela professora
(mãos, olhos, boca,...), estimulando a afetividade e integração com o colega;
• Contação da história: “Quando eu sinto medo”, de Trace Moroney, buscando
trabalhar este sentimento com as crianças.
• Roda de conversa, onde cada criança poderá falar sobre seus medos;
• Representação dos seus medos através de desenhos, aprendendo a lidar
com os mesmos.
• Contação da história: “Mistura de Monstros” através de um livro interativo,
onde cada criança poderá manuseá-lo e ‘escolher’ um monstro de sua
preferência, descobrindo que estes só existem nas histórias e em nossa
imaginação;
• Com um saco de papel, fazer furos (olhos) e elaborar uma colagem de
diferentes materiais simbolizando a cara do monstro, dramatizando
posteriormente, enfrentando o sentimento de medo e insegurança.
• Roda cantada “Vamos passear na floresta enquanto seu lobo não vem”,
experimentando as emoções de medo, alegria e surpresa.
BIBLIOGRAFIA:

• ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Pedagoga Afetiva. Ed. Vozes.


• PIAGET, Jean, O Julgamento Moral da Criança. São Paulo. Mestre Jou,
1977.
• BRAZELTON, T. Berry; GREENSPAN, Stanley I. As Necessidades
Essenciais das Crianças: o que toda criança precisa para crescer,
aprender e se desenvolver. trad. Cristina Monteiro. – Porto Alegre:
Artmed, 2002.

• Páginas visitadas:

http://educacaodeinfancia.com/o-medo-na-crianca/
http://guiadobebe.uol.com.br/bb2a3/voce_tem_medo_do_que.htm

http://guiadobebe.uol.com.br/bb3a4/medo_do_escuro_como_lidar.htm

http://www.educacional.com.br/falecom/psicologa_bd.asp?codtexto=116