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FONSECA, Cláudia. In: FLEISCHER, Soraya; SCHUCH, Patrice (orgs.).

Ética e regulação
na pesquisa antropológica. Brasília, DF: Letras Livres/Editora UnB, 2010, p. 39-70.
A ética do antropólogo num mundo multidisciplinar

A autora inicia o texto destacando que, para a maioria de nós, é na prática disciplinar
(e no seu caso, a antropologia) que nascem as primeiras inquietações sobre a ética
em pesquisa.

Entretanto, nos traz também o seguinte questionamento: como proceder quando,


no desenvolvimento ou divulgação de nossas pesquisas, nos deparamos com
atores no próprio campo de ciências que não entendem a “ética” nos mesmos
termos que nós?

É praxe, na universidade, consignar os debates éticos a um comitê especializado,


composto de respeitados pesquisadores de diversos campos que se
reúnem periodicamente para avaliar pesquisas propostas e em andamento.

Certamente, estamos diante do desafio de uma discussão interdisciplinar. Resta ver se,
na sobrecarga do dia a dia, sobra espaço para aprofundar as implicações desse encontro
de perspectivas.

Na opinião de Fonseca, questões de ética não podem ser convenientemente relegadas a


reuniões mensais de um pequeno comitê na reitoria. Inspirada em Jasanoff (2005),
pretende explorar a ética como fórum de debates, como espaço de deliberação
democrática, aberto inclusive a leigos.
O estopim de minha reflexão

Conforme a autora, no ano de 2007 repercute a notícia de


uma pesquisa envolvendo médicos e geneticistas de duas
grandes universidades gaúchas e representantes da
Secretaria da Saúde que se propõem a realizar exames Conforme nos relata, ao ter conhecimento do projeto
de ressonância magnética para “mapear os cérebros” de em questão, pensou logo em sua experiência
cinquenta “adolescentes homicidas” encarcerados na etnográfica com famílias pobres, entrevistas com
Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande jovens abrigados e diálogos com outros cientistas
do Sul (Garcia, 2007). sociais, “ongueiros” e autoridades que lidam com
intervenção nessas áreas.
O objetivo da pesquisa, o jornal informava, era descobrir
“como se produz uma mente criminosa” e, assim, Sua convicção foi sempre de que as causas
entender “as bases biológicas da violência” (Garcia, de comportamentos antissociais remetiam, em grande
2007). medida, ao estigma e aos mecanismos de
discriminação que contribuem para a exclusão de
Na internet, em uma enxurrada de mensagens, diversos certas categorias.
profissionais expressaram sua profunda indignação diante
dos termos do artigo. As críticas foram lideradas por um Questiona-se se essa experiência e essa convicção
grupo de psicólogos, sociólogos e antropólogos cariocas lhe impunham a obrigação de entrar em debates
que fizeram circular (sempre na internet) um abaixo- que extrapolavam meu campo disciplinar?
assinado denunciando as premissas eugenistas da
proposta, que estaria associada a “velhas práticas de
exclusão e de extermínio” (Nota de repúdio, 2007).
Vulnerabilidades em questão

A autora traz ao nosso conhecimento três momentos


distintos a respeito da prática científica. Ela nos traz uma situação ocorrida no ano de
1966, aonde um médico da Universidade de
• A ciência experimental do século XVIII, aonde Harvard, Henry Beecher, publicou um
firmou-se a imagem da ciência ideal enquanto levantamento de 22 projetos desenvolvidos por
“cidadela” afastada do mundo – esfera autônoma, cientistas norte-americanos, todos altamente
regida pela pura racionalidade, onde os especialistas qualificados, em que a saúde das pessoas
obram simultaneamente pelo progresso da ciência e o envolvidas tinha sido gravemente prejudicada pela
bem da humanidade. pesquisa. Uma das conclusões mais alarmantes
do estudo de Beecher era que boa parte da
• A revolução industrial trouxe dúvidas quanto a essa experimentação ocorria em populações
imagem idealizada da ciência. Críticos chamavam a vulneráveis: recrutas militares, portadores de
atenção para os estragos ambientais e sociais deficiência mental, idosos, presos, crianças, etc.
ocasionados pelas novas tecnologias.
A pergunta que se colocava era: esses indivíduos
• Depois da Segunda Guerra Mundial e da estão em condições de negociar os termos de sua
constatação das atrocidades perpetradas por cientistas participação numa pesquisa acadêmica? Tornou-se
do regime nazista que a comunidade científica mundial evidente que existiam situações em que a questão
se viu incumbida de reafirmar as bases éticas de sua ética ia muito além do simples consentimento livre
prática. Na lista de dez itens do Código de Nuremberg e esclarecido.
constava o consentimento livre e esclarecido
Efeitos “simbólicos” são menos nocivos?
Para Fonseca, está claro que as preocupações Desde o início da reflexão sociológica, cientistas sociais
éticas da pesquisa científica se concentram, desde têm insistido no poder das palavras classificatórias para moldar
o início, nos possíveis exageros da ciência a autoimagem e o próprio comportamento dos indivíduos.
médica. E são soluções cunhadas para sanar
problemas nessa área disciplinar que têm se • Goffman (1988) se referiu à teoria da rotulação, em que
alastrado para o resto das ciências.
as pessoas portadoras de algum estigma vão consolidando,
na interação com outros, a identidade de desviantes.
Contudo, cientistas sociais questionam o uso da
experiência médica como matriz para o
questionamento ético nas demais ciências. • Bourdieu (1979), ao cunhar a noção de profecia
Chamam atenção para a diferença entre fazer autorrealizadora, aplicou essa perspectiva ao ambiente
pesquisa em humanos, tal como nas ciências escolar, apontando para os sutis mecanismos de
médicas, e fazer pesquisa com humanos, tal discriminação que levam crianças de grupos minoritários (ou
como nas ciências sociais. economicamente desfavorecidos) a fracassar. Ao “não
darem certo”, realizam o prognóstico de seus professores.
A ideia é que os perigos são de natureza diferente.
As experiências em podem causar graves danos • Foucault (1979), debruçando-se sobre figuras tidas como
físicos duradouros, e até a morte. desviantes – homossexual, criminoso ou doente mental –,
descreveu o poder das classificações médicas,
A autora se pergunta: será que queremos dizer, que, transformadas em instrumentos de governo, fazem
com isso, que as experiências com humanos são mais do que simplesmente controlar condutas. Moldam a
realmente mais inócuas? Será que os efeitos
própria subjetividade das pessoas.
colaterais físico-corporais são sempre mais
ameaçadores do que os efeitos simbólicos?
Segundo a autora, aos olhos desses
ativistas, escancarar o termo “adolescente homicida” nos
Conforme Fonseca, a partir desses desenvolvimentos jornais representava décadas de retrocesso.
nas ciências sociais – isto é, do reconhecimento dos
efeitos duradouros (às vezes devastadores) das A importância da classificação se estende, além da
palavras classificatórias –, planejadores e ativistas retórica, para o diagnóstico e tratamento do problema.
passaram a ter cuidado com os termos usados para
descrever jovens associados a Por outro lado, Fonseca adverte que, no caso de alguém
um comportamento infracional. que cometeu uma transgressão, deve-se procurar
entender o contexto que gerou no indivíduo
Qualquer classificação que insinuasse uma tal comportamento.
condição permanente ou intrínseca na pessoa (como se
o jovem infrator fosse uma espécie à parte) era Trata-se o jovem através de intervenções educativas
considerada contraproducente para a mudança de ou terapêuticas, e previnem-se novas transgressões
atitude do jovem, peça indispensável à sua reinserção através de políticas públicas de emprego, educação, etc.
social.
Quando a transgressão é associada ao próprio
No Brasil, ao usar a categoria “adolescente autor de ato ser, parece não haver outra solução senão a contenção
infracional”, os criadores do Estatuto da Criança e do permanente do transgressor – ou pelo encarceramento,
Adolescente quiseram colocar em prática essa ou pela medicalização.
orientação. Procurando combater os efeitos negativos
da rotulação, insistiram numa classificação que colocava Daí, é só um curto passo para deduzir que a única
a ênfase no cometimento do ato transgressor, e não medida realmente eficaz no combate à violência seria
num tipo de pessoa. uma política para identificar, isolar e tratar esses
indivíduos antes mesmo de eles cometerem
transgressões.
As ciências nem mais, nem menos exatas

Na perspectiva de Fonseca, tal como em outras Mas permanece a pergunta: por que começar com
polêmicas científicas que despontam na imprensa, os internos? Esse ponto de partida já prevê o tipo
reavivava-se o velho debate, da natureza versus de conclusão possível. À pergunta “como diminuir a
cultura, uma “guerra das ciências” que previa uma violência na sociedade?”, a resposta só pode ser
relação de rivalidade entre os especialistas das pela contenção e medicalização dos indivíduos ou pela
ciências exatas e os das ciências humanas. “ortopedia social” para suas famílias.

Em todo caso, da parte de muitos psicólogos, Se o ponto de partida fosse os jovens da classe média
educadores e cientistas sociais, as críticas à proposta que povoam os consultórios dos neurologistas , a
de pesquisa pareciam remeter menos a um apego pergunta – assim como as conclusões – seguiria outros
corporativista ao polo “cultura” do que a um caminhos. Haveriam de indagar: quais os
desconforto com a maneira como as “evidências” em mecanismos educativos, terapêuticos e médicos que
torno do polo “natureza” estavam sendo produzidas. foram agilizados para que esses jovens tivessem uma
vida normal, apesar de certos problemas neurológicos?
Segundo ela, aos olhos dos críticos, a
escolha do lugar para a pesquisa – uma instituição de E é bem possível que, ao considerar as implicações
privação de liberdade para adolescentes – para políticas públicas, surgiriam sugestões mais
encerrava equívocos técnicos e éticos. criativas do que simplesmente isolar e medicalizar os
indivíduos.
Além disso, questiona-se as opções
metodológicas que não iam se limitar a jovens
privados de liberdade. Era prevista uma segunda
etapa de estudos com um grupo de controle entre
adolescentes de camadas mais abastadas.
Os autores da pesquisa criticada insistiram que estavam Conforme a autora, devemos evitar o viés cientificista
adotando uma abordagem multidisciplinar e que haveria empenhado em dividir as pesquisas entre “certas” e
psicólogos, por exemplo, participando da aplicação e “erradas”. Para encarar as diferenças entre oponentes
análise de entrevistas e histórias de vida. Mas os críticos intelectuais poderíamos usar a perspectiva kuhniana da
se preocupavam: a inclusão de cientistas sociais garantiria ciência como sucessão de paradigmas em que, devido a
a sofisticação metodológica proporcionada pelas últimas um número crescente de contraexemplos, determinada
décadas de debate? teoria, antes hegemônica, é gradativamente minada e
substituída (Kuhn, 1987).
Além disso, Fonseca acrescenta que pesquisadores
especializados nos estudos da ciência sugerem que, Mas há outra proposta, mais coerente com a visão de
quanto mais espetacular o problema social a ser ciência com a qual trabalhamos aqui. Fleck (2005)
investigado, maior a tentação de ceder à doxa – as ideias postula que diversos “estilos de raciocínio” científico –
do senso comum, tanto científico quanto leigo – para cada um com sua lógica interna – podem coexistir,
nortear a pesquisa (Bourdieu, 2004). Certamente, uma mesmo sendo incompatíveis (em certos detalhes) entre
pesquisa apresentada como inserida nas políticas públicas si.
de saúde e que promete chegar às bases biológicas da
violência tem um apelo potencial muito grande. Não seria difícil enxergar nos debates em torno da
pesquisa dos médicos e geneticistas gaúchos “estilos
Cita como exemplo o trabalho do filósofo da ciência de raciocínio” distintos – cada um com seus
John Bruer (1999), que identificou primeiro na grande colaboradores, com sua trajetória, e com peso variável
mídia, depois nos working papers e, finalmente, nos conforme as circunstâncias sociais e políticas do
discursos políticos a incorporação cada vez mais momento. A vantagem dessa visão é que, longe de
entusiasta de referências à neurociência e a sua utilização pleitear a autonomia da prática científica, ela apresenta
como um tipo de prefácio, para justificar o planejamento as circunstâncias políticas como intrínsecas à ciência.
de políticas públicas (complexa relação entre
mídia, política e ciência).
Política e ciência
A autonomia da ciência só pode ser sustentada Ainda que especialistas médicos, tenham dado um
se pressupusermos que o conhecimento é inócuo veredito negativo: não havia nada especial nos efeitos
(ou neutro), motivo pelo qual seria desejável da maconha que justificasse a repressão desmedida
mantê-lo afastado da contaminação das de seu consumo, o governo francês interdita o uso
demandas políticas. Contudo, cientistas sociais da maconha, preenchendo uma função terapêutica.
passaram a sistematicamente examinar a ciência
ocidental, revelando-a como objeto de Nesse caso, conforme os autores, teríamos
pesquisa tão inevitavelmente perpassado a subordinação do “técnico” ao “político”, isto é,
pelos fatores sociais, econômicos e políticos a formulação do problema conforme pressupostos que
do contexto quanto qualquer outro fenômeno. entregam controle a certos especialistas e ignoram
outros.
Neste sentido, a autora acrescenta que toda
opção é carregada de valor e que, na maioria Fonseca adverte que controvérsias multidisciplinares
dos contextos ocidentais, o conhecimento é muitas vezes dão margem ao que Haraway (2008)
inventado para criar um plano para a solução de chama de atitude “exterminista”, inspirada em geral
problemas definidos em grande medida pela em crenças de moralidade absoluta. Talvez esse estilo
conjuntura social (Rabinow, 1993). belicoso seja uma boa maneira de ganhar
eleições, mas não propicia a produção de novas
Partindo do contexto dos anos 1970, em que ideias condizentes com a reflexão científica.
diferentes países europeus estudavam a possível
descriminalização da maconha, Stengers e Ralet
(1997) centram sua análise no caso francês.
Uma Ética do desconforto
Ela nos diz que encontramos uma variante dessa ética do
desconforto na postura de Haraway. Trata-se de
uma inquietação ética que não se resolve com uma
A autora nos fala de Foucault, que num artigo dirigido
cartilha de regras nem se restringe a um só momento da
ao público (francês) amplo (1979 apud Rabinow, 1997),
pesquisa.
faz uma distinção entre uma postura fixa – com
certezas duradouras –, e uma ética sujeita à Haraway insiste que o cuidado ético se impõe ao longo da
experiência do próprio pesquisador, colada à trajetória
pesquisa: desde a aquisição da competência técnica até o
de suas vivências.
trato atencioso com todos os organismos envolvidos na
experiência.
Para elaborar sua “ética do desconforto”, Foucault
alude a Merleau-Ponty sobre a vocação do filósofo: “De O cuidado ético se impõe, além de tudo, no engajamento
nunca sentir-se completamente à vontade com aquilo
político, que empurra o pesquisador a levar seus
que parece evidente”.
resultados para as arenas pertinentes de discussão, e na
competência cívica, que lhe permite travar diálogos, sem
Esse desconforto implica a possibilidade de se enganar
ceder à polêmica, com aqueles “outros” que não
e, assim, de rever, em função de novos reconhecem de antemão o mérito do seu trabalho
acontecimentos, a postura (política e intelectual)
científico.
adotada em época anterior.
Apresentada nesses termos, a ética do pesquisador exige
que se amplie o círculo de interlocutores nas discussões
sobre aspectos éticos e técnicos da pesquisa científica.
ampliando o círculo de Interlocutores
Finalmente, a autora acrescenta que, rejeitar a noção de
“cidadela” da ciência, reconhecer que qualquer pesquisa
encerra a possibilidade de sérias consequências, inteirar- Segundo ela, ao reconhecer que elementos éticos
se das controvérsias que rondam o tema da permeiam a pesquisa científica do início até o
investigação, pleitear a necessidade do debate público fim, torna-se patente que é ilusório imaginar ser
entre especialistas, contestar as fronteiras que protegem possível regular esses elementos inteiramente
certas áreas contra esse debate, aceitar a inquietação através de instâncias formais.
como parte do empreendimento científico são pistas
estratégicas para aprofundar a reflexão sobre a ética na Os comitês de ética são importantes não porque
antropologia, assim como em qualquer outra tradição podem aplicar fórmulas matemáticas ao proceder
disciplinar. científico, não porque devem exercer um controle
policialesco sobre as pesquisas. São importantes
A dimensão ética entra em todas as etapas da pesquisa, porque suscitam discussões que podem extrapolar
começando com a eleição do tema, que anda geralmente os limites da comunidade acadêmica.
de par com as possibilidades de financiamento. A
dimensão ética manifesta-se de novo na formulação do No Brasil os comitês de ética preveem a presença
problema, no recrutamento de aliados, na seleção de leigos como membros ativos. A questão agora é
e tratamento dos sujeitos pesquisados. A própria como garantir que essa presença – de integrantes
linguagem do texto final envolve considerações éticas, a de movimentos sociais, professores de colégio,
depender de quem é eleito como plateia: ora a homens de negócios e outros cidadãos comuns –
comunidade internacional de pesquisadores, represente mais do que uma inclusão formal.
planejadores e profissionais, ora donas de casa e leitores
do diário local.
Referências
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