Você está na página 1de 1

termo inicial e, no momento da sua verificação, a prestação já se tornou possível (art.

º
401.º, n.º 1, CC).
A impossibilidade tem necessariamente de ser absoluta, impedindo a realização da
prestação, e não meramente relativa, tornando excessivamente difícil ou onerosa a sua
realização.
A impossibilidade deve ser objectiva e não subjectiva, considerando-se apenas como
impossível a prestação que o seja em relação ao objecto e não relativamente à pessoa
do devedor (art.º 401.º, n.º 3, CC), valendo esta regra igualmente para a
impossibilidade superveniente (art.º 791.º, CC). Sendo as prestações, em princípio,
fungíveis, o seu cumprimento pode ser efectuado por qualquer pessoa (art.º 767.º, n.º
1, CC), pelo que se apenas o devedor estiver impossibilitado de prestar, este deve
fazer-se substituir no cumprimento da obrigação. Portanto, inexiste qualquer
obstáculo à constituição da obrigação se a impossibilidade for meramente subjectiva,
exigindo-se uma impossibilidade relativa ao objecto e não meramente à pessoa do
devedor.

O objecto negocial não pode ser contrário a qualquer disposição que tenha carácter
injuntivo (art.os 280.º, n.º 1, e 294.º, CC), constituindo as normas injuntivas um
importante limite à autonomia privada, impondo a nulidade dos negócios que as
contrariem.
A ilicitude do negócio pode ser de resultado ou de meios, consoante o negócio vise
objectivamente um resultado ilícito ou se proponha alcançar um resultado lícito
através de meios cuja utilização é proibida por lei, sendo, em ambos os casos, o
negócio nulo (art.º 280.º, n.º 1, CC).
Menezes Cordeiro entende que não se deve confundir a ilicitude de resultado com a
situação em que apenas o fim subjectivo de quem celebra o negócio é ilícito, sendo
que nestes casos o negócio será nulo apenas quando o fim seja comum a ambas as
partes (art.º 281.º, CC).

A prestação tem que ser determinável, sendo o negócio nulo quando o seu objecto for
indeterminável (art.º 280.º, CC), não se devendo confundir indeterminável com
indeterminado, pois é possível a constituição de uma obrigação com uma prestação
ainda indeterminada, desde que esta seja determinável.
Em caso de indeterminação da prestação, a sua determinação pode ser confiada a
uma ou a outra das partes ou a terceiro, devendo, em qualquer caso, ser feita segundo
juízos de equidade se outros critérios não tiverem sido estabelecidos (art.º 400.º, CC).
No art.º 400.º a referência a “juízos de equidade” não significa uma remissão para o
mero arbítrio das partes ou do terceiro, significando, antes, o mesmo que “juízos de
razoabilidade”, tendo de ser

Você também pode gostar