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CLAUDIA REGINA KLUCK

GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ

LIVRO DO PROFESSOR

volume
4
IDENTIFICAÇÃO

Nome:

Escola:

Turma:

EMERGÊNCIA

Responsável:

Telefone:

PROGRAMAÇÃO
DE ATIVIDADES

SEG TER QUA QUI SEX SÁB

AULA 1

AULA 2

AULA 3

AULA 4

AULA 5

AULA 6
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ

VOLUME 4
LIVRO DO PROFESSOR

1.a edição
Curitiba - 2019
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

K66 Kluck, Claudia Regina.


Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina
Kluck, Gisele Mazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane
Raven, Danilo Dourado Santos. – Curitiba : Piá, 2019.
v. 4 : il.

ISBN 978-85-64474-88-8 (Livro do aluno)


ISBN 978-85-64474-89-5 (Livro do professor)

1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino


fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven,
Dayane. IV. Santos, Danilo Dourado. V. Título.

CDD 370

© 2019 Editora Piá Ltda.

Presidente Ruben Formighieri


Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial Júlio Röcker Neto
Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy
Coordenação Editorial Jeferson Freitas
Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka
Coordenação de Iconografia Janine Perucci

Autoria Gisele Mazzarollo


Reformulação dos originais de
Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz
Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e
Michele Czaikoski Silva
Edição de texto Giorgio Calixto de Andrade e
Mariana Bordignon Strachulski de Souza
Revisão João Rodrigues
Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira

Capa Doma.ag
Todos os direitos reservados à
Editora Piá Ltda.
Imagens: ©Shutterstock
Rua Senador Accioly Filho, 431 Projeto Gráfico Evandro Pissaia
81310-000 – Curitiba – PR
Site: www.editorapia.com.br Imagens: ©Shutterstock/
Fale com a gente: 0800 41 3435 KanokpolTokumhnerd/Zaie
Ícones: Patrícia Tiyemi
Impressão e acabamento
Gráfica e Editora Posigraf Ltda. Edição de Arte e Editoração Debora Scarante e Evandro Pissaia
Rua Senador Accioly Filho, 500
81310-000 – Curitiba – PR Pesquisa iconográfica Junior Guilherme Madalosso
E-mail: posigraf@positivo.com.br
Impresso no Brasil Ilustrações Dayane Raven e Danilo Dourado Santos
2020 Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz
Sumário
Capítulo 1 RITOS PARA CADA MOMENTO 6

Cada um tem os seus ritos ___________________________________________ 8


Nascimento e iniciação religiosa __________________________________ 12
Casamento: dois que se tornam um _____________________________ 17

Capítulo 2 RITOS PARA ALÉM DA VIDA 24

Etapas da vida ____________________________________________________________ 27


&HULPÏQLDƬQDO ___________________________________________________________ 30
E depois? Diferentes respostas para o pós-morte __________ 41

ENCONTRANDO O
Capítulo 3 SAGRADO NA ARTE 46

Os mistérios da vida e da morte nas culturas ________________ 50


A arte e as religiões _____________________________________________________ 58
A dança e o sagrado ____________________________________________________ 61

Capítulo 4 DESCOBRINDO A DIVINDADE 64

O que é transcendência? 67
_____________________________________________

Deus uno-trino ___________________________________________________________ 74


Deus no plural ____________________________________________________________ 76
MEUS
AMIGOS
Neste ano escolar, os personagens do seu
livro contarão um pouco mais sobre as religiões
a que pertencem. Também vão falar a respeito
de alguns ritos religiosos e do que acreditam
que acontece após a morte, além de mostrar a
presença do sagrado na arte.
Dayane Raven. 2016. Digital.
1 Orientações
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para a abordagem do Ensino Religioso.

OLÁ, AMIGOS! MEU NOME É FELIPE. SOU


EVA
EVANGÉLICO. EM MINHA IGREJA, APRENDI QUE DEUS
É O PAI DE TODA A HUMANIDADE.

EU SOU LEZA E MINHA RELIGIÃO É O


CANDOMBLÉ. ESTOU FELIZ POR ESTAR COM
VOCÊS, MAS AO MESMO TEMPO TRISTE,
POIS MINHA AVÓ ESTÁ MUITO DOENTE.

EU SOU O SIKULUME! NÓS DA UMBANDA OLÁ, SOU MANJARI!


ACREDITAMOS NO GRANDE PAI, QUE SE NA MINHA RELIGIÃO, O
CHAMA OLORUM. BUDISMO, NÃO TEMOS UM
DEUS. PARA NÓS, BUDA
É UM GRANDE MESTRE
ESPIRITUAL.

EU SOU YUREM! FAÇO PARTE


DO ISLAMISMO. CHAMAMOS O
NOSSO GRANDE PAI DE ALLAH.

Dayane Raven. 2016. Digital.


OI, SOU
ABNER. MINHA
RELIGIÃO É O
JUDAÍSMO E, NA EU SOU POTIRA E PERTENÇO OA
SINAGOGA QUE IRO.
UM GRUPO INDÍGENA BRASILEIRO.
FREQUENTO, EM MINHA ALDEIA, OS LÍDERES
ESS
ORAMOS A RELIGIOSOS E CURANDEIROS SÃO
DEUS. CHAMADOS DE PAJÉS.

SOU DULCE E ESTE


MEU NOME É ESTELA, QUE SIGNIFICA
É TECO, MEU CÃO-
ESTRELA. MORO COM MINHA MÃE
-GUIA. SOU CATÓLICA
E NOS FINS DE SEMANA VISITO MEU
E, QUANDO VOU À
PAI. QUANDO ELES SE SEPARARAM,
IGREJA, REZO SEMPRE
DECIDIRAM QUE EU MUDARIA DE
PARA DEUS, A QUEM
ESCOLA. SEI QUE AQUI VOU APRENDER
CHAMO DE PAI.
MUITO E FAZER NOVOS AMIGOS!
CAPÍTULO 1
RITOS PARA
CADA MOMENTO
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6
2 Orientações para a abordagem do capítulo.

Neste capítulo, você vai aprender o que são ritos e verá


que eles estão presentes em diversas situações, podendo
ser religiosas ou não.
Com a ajuda dos personagens do seu livro, você tam-
bém vai conhecer exemplos de ritos de iniciação religiosa e
de casamento, realizados em diferentes religiões.

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©Shutterstock/Tan

©Futura Press/
Photoagencia/Er
aldo Peres

! Monges budistas meditando ! Kuarup – ritual fu


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©Shutterstock/ChameleonsEye
a região do povos
Xingu

! Yom Kippur, Dia do Perdão do Judaísmo


7
3 Orientações para a realização das atividades.

1. Observe as imagens a seguir.

©Shutterstock/Rawpixel.com

©Shutterstock/tomgigabite
©Shutterstock/Wavebreakmedia

2. Converse com os colegas sobre este assunto: Quais gestos as crianças precisam repetir para realizar as
brincadeiras que aparecem nas imagens observadas?

CADA UM TEM OS SEUS RITOS


4 Encaminhamento metodológico.
Em nosso dia a dia, repetimos ações ligadas a certos hábitos e regras, como escovar os dentes
pela manhã, após as refeições e antes de dormir, ou levantar a mão e esperar a vez de falar, entre
outras. Também usamos gestos, palavras e atitudes para expressar sentimentos, desejos, crenças e
assim por diante. Por exemplo, quando gostamos muito de uma pessoa, repetimos alguns gestos
ou palavras para expressar o que sentimos, como abraçá-la, dizer ou escrever bilhetes com palavras
de afeto, entre outros. Esses gestos simbolizam nosso sentimento.
Quando um indivíduo ou um grupo repete gestos simbólicos de acordo com regras, em cer-
tas ocasiões, esses atos são considerados ritos. Assim, encontramos ritos em diversas situações do
dia a dia e também em situações especiais, religiosas ou não, como os momentos de celebração.

8 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


5 Orientações para a realização das atividades.

1. Observe a seguir a descrição de alguns momentos que fazem parte da vida humana. Eles estão rela-
cionados a diferentes celebrações, religiosas ou não religiosas.

A visita de um parente que há muito tempo A morte de alguém especial.


não se via. Momento triste, que pede a união de
Recebê-lo é uma grande alegria e um motivo de festa! familiares e amigos em busca de consolo.

Um casamento. Um nascimento.
A família toda se prepara para a festa. É Que alegria! É hora de festejar a chegada de um
muita alegria e diversão! novo membro na família e na comunidade.

A formatura de um membro da família.


Toda a família festeja e fica feliz com essa conquista!

2. No espaço a seguir, registre:

a) um momento em que sua família faz algum tipo de comemoração ou celebração.

b) um ritual que sua família realiza para comemorar ou celebrar esse momento.

TTeco trouxe um bilhete da Dulce para você. Leia-o com atenção.


©Shutterstock/Forgem

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Dayane Raven.
2016. Digital.

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9
RITOS RELIGIOSOS 6 Orientações para abordagem do tema.

Os ritos ocorrem em diversas situações e também estão presentes nas religiões. Cada religião
tem os próprios ritos relacionados com as regras que seus seguidores devem respeitar: no dia a dia,
quando se encontram, em momentos de estudo, nas cerimônias ou nas festividades e assim por diante.

©Shutterstock/George Muresan
©Pulsar Imagens/Ismar Ingber

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©Getty Images/AFP/Joseph Eid

©Shutterstock/gnomeandi

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Algumas religiões têm celebrações similares, mas com detalhes distintos de acordo com os
diversos grupos e as culturas com os quais se relacionam. Observe, a seguir, alguns exemplos de
celebrações que envolvem ritos de iniciação religiosa.
No Judaísmo e no Islamismo, há cerimônias para a escolha do nome e para a apresentação
dos bebês nos templos.
Na maioria das Igrejas Evangélicas, o bebê é apresentado à igreja nos primeiros meses de vida,
lembrando a apresentação de Jesus ao templo. O batismo ocorre mais tarde, na adolescência.
Na Igreja Católica e na Igreja Luterana (que é protestante), o bebê é batizado nos primeiros
meses da vida e, na adolescência, realiza a confirmação do batismo.
Na Umbanda, o batizado também ocorre nos primeiros meses de vida, tendo algumas seme-
lhanças com o batismo católico, como o fato de haver padrinhos para a criança.

10 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


No Judaísmo, os meninos participam do Bar Mitzvá, e as Bar Mitzvá: rito que ocorre
meninas, do Bat Mitzvá. Esses ritos marcam a passagem dos quando o menino faz 13 anos.
Bat Mitzvá: rito que ocorre
adolescentes para uma espécie de “maioridade religiosa”.
quando a menina faz 12 anos.
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©Shutterstock/Lerner Vadi

©Fotoarena/Alamy
7 Orientações para a realização das atividades.

1. Com base nas informações apresentadas, complete o quadro a seguir.

Igrejas
Igreja
Rito Islamismo Judaísmo
Católica
Evangélicas/ Umbanda
Protestantes

Escolha do nome X X

Batismo X X X

Apresentação do bebê X X X

Bar Mitzvá e Bat Mitzvá X

Confirmação do batismo ou crisma X X (Luterana)

2. De acordo com o quadro acima, responda:

a) Quais são as religiões que realizam o batismo?

Cristianismos católico e evangélico/protestante, além da Umbanda.

b) Quais são as religiões em que o primeiro rito é a apresentação do bebê à comunidade religiosa?

Islamismo, Igrejas Evangélicas e Judaísmo.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 11


NASCIMENTO E INICIAÇÃO RELIGIOSA
8 Orientações para a abordagem do tema.
Vimos que, em algumas religiões, a iniciação das crianças à religião acontece por meio do
batismo e, em outras, por meio de uma apresentação à comunidade religiosa. A seguir, vamos co-
nhecer alguns rituais religiosos realizados nesse momento marcante da vida, que é o nascimento.

SIM, TODO RECÉM-NASCIDO É


SAUDADO PELA COMUNIDADE COMO
UM PRESENTE DE ALLAH.
YUREM, HÁ ALGUM O PAI SUSSURRA NA ORELHA
RITO NO ISLAMISMO DIREITA DO BEBÊ AS PALAVRAS
QUANDO NASCE UMA DO ADHAN, QUE SÃO UM CHAMADO
CRIANÇA? PARA A ORAÇÃO, E COLOCA MEL NA
BOCA DO BEBÊ.
DEPOIS, A CABEÇA DA CRIANÇA É
RASPADA, SIMBOLIZANDO PUREZA.

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6. D
igita
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POTIRA, VOCÊ PODE NOS CONTAR UM


RITO DE NASCIMENTO PRATICADO POR
UM DOS POVOS INDÍGENAS?

cabaças: frutos da cabaceira


CLARO. OS TUPINAMBÁ CELEBRAM O NASCIMENTO DE UM BEBÊ COM UMA
GRANDE FESTA. SE FOR MENINO, O PAI CORTA COM OS DENTES O CORDÃO
que, depois de secos e limpos UMBILICAL; SE FOR MENINA, É A MÃE QUEM O CORTA. EM SEGUIDA, A
interiormente, ficam ocos CRIANÇA É BANHADA EM UM RIO. DEPOIS, EM CASA, ELA É COLOCADA EM
e podem ser usados como UMA REDE, COM UM ARCO E UMA FLECHA. O MENINO E A MENINA RECEBEM
recipientes de líquidos e para OBJETOS DE PRESENTE, COMO CABAÇAS, BRACELETES E UM COLAR DE
outras utilidades domésticas. DENTES DE CAPIVARA, PARA QUE SEUS DENTES SEJAM FORTES E CAPAZES
DE MASTIGAR BEM A MANDIOCA, APRECIADA POR ESSE POVO.

12 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


9 Orientações para a abordagem do tema.

AMIGOS, VOU CONTAR PARA VOCÊS COMO É


O BATISMO DA UMBANDA.
INFELIZMENTE, A LEZA NÃO ESTÁ AQUI
PARA FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO NA
VISÃO DO CANDOMBLÉ, POIS ELA FOI
VISITAR A AVÓ, QUE ESTÁ MUITO DOENTE!

Na Umbanda, alguns meses de-


pois de nascer, a criança é batizada
com o propósito de encaminhá-la para
as práticas de sua religião. Essa criança
terá padrinhos que cuidarão de sua
vida religiosa.
Na cerimônia de batismo, ela é
levada ao terreiro, a um rio ou a uma
cachoeira. O padrinho segura uma vela
branca, a madrinha segura uma vela
rosa e todos os participantes levantam
a mão direita para enviar bênçãos ao
bebê. A criança também recebe a pro-
teção de orixás e guias espirituais.
©Carlos Gutemberg de Assis

ISSO, DULCE! UMA


FELIPE, O BATISMO
TISMO SEMELHANÇA É O
ESTÁ PRESENTETE NAS USO DE ÁGUA PARA
RELIGIÕES CRISTÃS
ÃS E, DE BATIZAR, LEMBRANDO
ACORDO COM AS IGREJAS,
GREJAS, QUE JOÃO BATISTA
HÁ SEMELHANÇASÇAS E BATIZOU JESUS NAS
DIFERENÇAS, NÃO
ÃO É? ÁGUAS DO RIO JORDÃO!
Dayane Raven. 2016. Digital.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 13


Geralmente, o batismo na

©Shutterstock/Angelo Giampiccolo
Igreja Católica é realizado nos pri-
meiros meses de vida do bebê. A
cerimônia acontece na Igreja. Os
padrinhos seguram uma vela e a
criança é batizada na pia batismal.
O padre molha a cabeça do bebê
e unta o peito dele com óleo. Os
padrinhos devem ajudar a cuidar
da vida religiosa da criança.
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©Shutterstock/Schistra

Nas Igrejas Evangélicas, o batismo também é realizado com


água. Mas a pessoa é batizada com mais idade, sendo mergulha-
da em uma piscina ou em um rio. Algumas Igrejas Evangélicas
realizam o batismo na adolescência, e outras, somente na idade
adulta.

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©Wikimedia Commons/Vatsnews
NO JUDAÍSMO,
TEMOS UMA
INICIAÇÃO À
COMUNIDADE
JUDAICA!
Dayane Raven.
2016. Digital.

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No Judaísmo, a iniciação da criança é feita de forma distinta para meninos e meninas. Os
meninos passam pelo Brit Milah, uma cerimônia em que o bebê recebe um nome e são realizados
rituais que simbolizam a aliança com Deus. Já para as meninas, é marcado um dia de leitura da
Torá e na cerimônia os pais escolhem um nome para o bebê, enquanto a criança está com as mãos
sobre a Torá.

14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


10 Orientações para a realização das atividades.

1. Se você foi batizado ou apresentado a um espaço religioso, peça a seus familiares que o ajudem a
trazer objetos, fotos e informações dessa cerimônia. Se não participou de uma cerimônia desse tipo,
escolha uma religião e pesquise imagens e informações a respeito dos ritos de iniciação religiosa pre-
vistos para os seguidores dela.
2. Que tal organizar uma exposição sobre os ritos de iniciação religiosa de bebês e crianças? Para isso,
utilize o material reunido na atividade anterior e siga estes passos, com a orientação do professor:

a) Organize um convite com o nome da exposição, o local e o horário.

b) Distribua os convites para as pessoas que você e os colegas gostariam de convidar.

c) Classifique os objetos a serem expostos por meio de um critério. Por exemplo, a ordem crescen-
te de datas das cerimônias ou os tipos de material expostos. Nesse caso, pode haver uma sessão
de fotos, uma de lembranças e outra de roupas utilizadas no dia da cerimônia.

d) Definam o local da exposição e uma forma segura de apresentar os objetos sem que corram o
risco de serem danificados.

e) Em um cartaz, indique o nome, o motivo da exposição e a turma.

f) Durante a organização e a duração do evento, você e sua turma devem estar presentes para
cuidar dos objetos e contar aos visitantes o que aprenderam sobre os ritos de iniciação religiosa.
3. Converse com os colegas e relembrem a exposição.

a) O que aprenderam na separação ou na pesquisa de materiais?

b) Como foi a experiência de conversar com as pessoas que vieram visitar a exposição?

c) Os convidados compartilharam lembranças de ritos de iniciação? Se a resposta for sim, qual


história mais chamou a sua atenção? Por quê?
4. Escreva algo que você aprendeu na exposição.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 15


11 Orientações para a realização das atividades.

1. Escolha as letras e resolva as questões.

A E É I Í O Ó U B C

D G J L M N S T V

a) Religião em que, no batismo, há a proteção dos orixás.

U M B A N D A

b) Religião em que a criança é batizada em uma pia batismal.

C A T Ó L I C A

c) Religiões que mergulham o adulto ou o adolescente em rio ou piscina.

E V A N G É L I C A S

d) Religião na qual a menina, ao ser apresentada à comunidade, coloca as mãos na Torá.

J U D A Í S M O

e) Religião em que, quando a criança nasce, o pai fala na orelha direita dela as palavras do Adhan.

I S L A M I S M O

2. Construa um parágrafo com as palavras a seguir.

RITO – IGREJA – BATISMO – CATÓLICA – EVANGÉLICA – ALEGRIA – PAIS

Pessoal. Observe a coerência das relações estabelecidas em cada frase de acordo com o que foi estudado.

16 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


CASAMENTO: DOIS QUE SE TORNAM UM
O amor faz parte da vida. Esse sentimento está presente nas relações entre as pessoas, nos
textos sagrados das religiões e em outras expressões de diferentes culturas.
Observe, a seguir, um trecho da Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, e de uma música inspirada
nele. Ambos falam sobre o amor, sentimento que pode levar as pessoas à decisão de viverem juntas.

Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas sem


ressoa: produz som.
tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma dos homens
presunçoso: vaidoso.
ou dos anjos, e, no entanto, não tivesse amor, eu seria como o sino
triunfa: vence.
que ressoa ou como o prato que estaria só fazendo barulho. [...]

O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento,


nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. [...].

O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a


verdade triunfa [...].

1 CORÍNTIOS. In: NOVA Bíblia Viva. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.
p. 950-951. Cap. 13, vers. 1, 4-6.

Monte Castelo

Ainda que eu falasse a língua

Dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria

RUSSO, Renato. Monte Castelo. Intérprete:


Legião Urbana. In: LEGIÃO URBANA. As
quatro estações. Rio de Janeiro: EMI, 1989.
1 LP, analógico, estéreo. Faixa 7.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 17


12 Orientações para a abordagem do tema.
Normalmente, depois de algum tempo de namoro ou de noivado, as pessoas decidem viver
juntas. Quando estão enamoradas, dizem palavras que firmam uma aliança ou um acordo na frente
de um juiz ou de um líder religioso. No Brasil, chamamos essa união de casamento ou de união
estável e ela pode incluir ou não um rito religioso.
A celebração de um casamento pode variar de uma cultura para outra, dependendo de cada
povo e do lugar em que as pessoas vivem.

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©Shutterstock/Anton_Ivanov

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©Shutterstoc
©Wikimedia Commons/Jean-Pierre Dalbéra
©iStockphoto.com/vuk8691

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©Wikimedia Comm
AS ROUPAS USADAS PARA
OS CASAMENTOS PODEM SER
DIFERENTES EM CADA CULTURA.
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Dayane Raven.
2016. Digital.

! Convite de casamento
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©Shutterstock/MNStudio

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©iStockphoto.co

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©iStockphoto.co
©Fotoarena/Alamy

13 Orientações para a realização da atividade.

Converse com os colegas sobre as perguntas a seguir.

a) A sua família já recebeu um convite de casamento?

b) O casamento seria realizado em alguma instituição religiosa?

c) Você já assistiu a um casamento? O que mais chamou a sua atenção?

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 19


UMA NOVA FAMÍLIA 14 Encaminhamento metodológico.

Iniciar uma nova etapa da vida significa assumir novos compromissos, adquirir outros conhe-
cimentos e também ter mais responsabilidades. Mas o que significa o casamento?
Casar-se com alguém representa uma nova etapa da vida e, para começá-la, as pessoas con-
tam com o apoio e a presença da própria família e de outras pessoas que também as amam.
Vamos saber como acontece, em algumas religiões, o rito do casamento.

No Hinduísmo, a cerimônia de casamento


é realizada em frente ao fogo sagrado, no qual se
invoca a força dos deuses para que o casal tenha
um bom início de vida juntos. Na Índia, o casa-
mento hinduísta é realizado depois de os pais do
noivo consultarem os mais velhos da família e
os astrólogos. O casamento é considerado uma
união sagrada, feita para durar para sempre.
©Wikimedia Commons/Karthikeyan.pan
dian

A celebração de um casamento judaico


não precisa ser realizada em uma sinagoga, mas
é obrigatório que seja debaixo da chupá, um
tipo de tenda que fica rodeada pelos familiares e
pelos amigos do casal. A chupá simboliza a casa
na qual o casal vai construir a própria família.

©Wikimedia Commons/Gryffindor
©Shutterstock/ZouZou

No Islamismo, a celebração varia de acordo


com a cultura do local em que é feita. A família
do noivo é que procura uma noiva adequada para
ele. O casamento é um contrato entre o noivo e
o pai da noiva. Geralmente, esse contrato inclui o
pagamento de um valor ao pai dela, o dote.

20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


No Cristianismo, as celebrações de casa-
mento variam de acordo com a igreja cristã a
que os noivos pertencem. Geralmente, a noiva
usa vestido branco e véu. Espera-se que a união
celebrada com o casamento dure a vida toda.

©Shutterstock/MNStudio
©Shutterstock/alexey anashkin

No casamento cristão ortodoxo, são usa-


das coroas para representar a realeza, ou seja, os
noivos são como “reis”. O casamento significa a
união deles com Jesus e costuma ser celebrado
com muita festa e alegria pelos familiares e pe-
los convidados dos noivos.

No Xintoísmo, o casamento é realizado na


presença de um sacerdote em uma cerimônia
solene. São feitas oferendas, orações e promessas
aos deuses, chamados de Kami. Na sequência,
há um banquete para os convidados. O noivo
veste um quimono, parecido com o dos antigos
©Shutterstock/Chanclos

samurais; a noiva usa um quimono branco de


seda. O quimono simboliza a união com os an-
tepassados e o início de uma nova vida a dois.
©Shutterstock/Piopio

15 Orientações para a realização da atividade.

Com base no modelo ao lado, crie um convite de casamen-


to para noivos fictícios (inventados). Escolha uma das
religiões apresentadas nas páginas 20 e 21 e inclua no
convite alguma informação relacionada ao rito de casa-
mento da religião escolhida.

Lembre-se: você pode inserir outras informações no


convite, como um pensamento sobre o amor e a união.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 21


Você sabia?

As noivas, em geral, são foco de grande atenção em uma cerimônia de união ou casamento. O vestido
branco é um traje muito conhecido e utilizado por elas em boa parte do mundo. Entretanto, você sabia
que, em algumas religiões, as noivas usam outros tipos e cores de roupa nessa data especial?

©Shutterstock/Gina Smith
Coreias
Tanto na Coreia do Norte quanto na Coreia do Sul, há muitos
praticantes do Budismo. Nessa religião, as noivas escolhem a cor do
vestido que será usado na cerimônia religiosa.

Tunísia
A religião com mais seguidores na Tunísia é o Islamismo. Para se
casar, a noiva usa dourado no traje, que simboliza a fertilidade, e

©Fotoarena/Alamy
argolas, que representam a riqueza de sua família. Algumas noivas
podem ter as mãos pintadas para a ocasião.

Nigéria
©Wikimedia Commons/Neverdie225

As religiões mais seguidas na Nigéria são o Islamismo, no


Norte, e o Cristianismo, no Sul. Em ambas as religiões, a noiva
geralmente veste iro (blusa) e buba (pano sobre o corpo),
vestimentas tradicionais em eventos sociais no país. O pano no
cabelo e o xale colorido simbolizam saúde e beleza.
©Dreamstime.com/Vishakha Shah

Índia
A religião com mais seguidores na Índia é o Hinduísmo. A noiva
hinduísta usa um saree para a cerimônia. Esse traje típico deve ser
feito de seda e ter cores fortes.

22 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


16 Orientações para a realização das atividades.

1. Encontre, no caça-palavras, oito palavras relacionadas com os assuntos que estudamos até aqui.

Q A E I N I C I A Ç A O Q W E
P M I R O L E N U I W M P I I
L O J T R I T O F T L G L S J
N R V Y L Ç S I K L C B N L V
C D E J I Ç S V B Ç A V C A E
W S X R P Y A O J K T Y W M X
Z A C A S A M E N T O L Z I Q
O I U S H B P T I S L O O S U
T G B K Ç J Ç L H T I K T M B
R F V C A S A M E N C O R O V
M N B A T I S M O D A Ç M O B

2. Escolha palavras do caça-palavras para formar quatro frases que mostrem o que você aprendeu de
acordo com o que estudou até aqui. O desafio é não repetir as palavras.

APRENDEMOS QUE RITO É UM CONJUNTO DE RITUAIS (GESTOS


SIMBÓLICOS QUE SE REPETEM) E PODE SER RELIGIOSO OU
NÃO. NAS RELIGIÕES, HÁ DIVERSOS RITOS. ESTUDAMOS O RITO
DO BATISMO E O DA INICIAÇÃO DA CRIANÇA NA COMUNIDADE
RELIGIOSA. ESTUDAMOS TAMBÉM O RITO DE CASAMENTO NAS
RELIGIÕES, QUE PODE SER REALIZADO DE DIFERENTES MANEIRAS,
Dayane Raven.

DEPENDENDO DA CULTURA.
2016. Digital.

CAPÍTULO 1 | RITOS PARA CADA MOMENTO 23


CAPÍTULO 2
RITOS PARA
ALÉM DA VIDA

24
1 Orientações para a abordagem do capítulo.

Neste capítulo, você e os personagens vão conhecer


uma nova amiga. Juntos, poderão refletir sobre a beleza e o
sentido da vida.
Cada personagem vai falar também dos ritos fúnebres
e das crenças da religião dele sobre o que acontece após a
morte. Além disso, vocês aprenderão sobre ritos e crenças
de outros grupos, religiosos ou não, a respeito do assunto.

Dayane Raven. 2016. Digital.

25
2 Orientações para a realização das atividades.

1. Leia o diálogo entre Sikulume, Potira e Abner. Depois, converse com os colegas a respeito do que
eles estão dizendo.

PENA QUE A LEZA NÃO ESTÁ AQUI PARA ESTOU


VER ESTAS FOTOS. MAS ELA TEVE QUE COM MUITA
VIAJAR COM OS PAIS PARA VISITAR A AVÓ SAUDADE DA
QUE ESTÁ DOENTE... LELÊ!

CALMA, POTIRA. ASSIM QUE A AVÓ


DELA MELHORAR, ELA VOLTA PARA
BRINCAR COM A GENTE.
Dayane Raven. 2016. Digital.

2. Registre uma lembrança de alguém de quem você sente saudades. O registro pode ser feito em forma
de desenho, poema ou relato.

26 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


ETAPAS DA VIDA 3 Orientações para a abordagem do tema.

Algum tempo depois do diálogo que você leu na página anterior, aconteceu algo que deixou
nossos amigos muito tristes...

ESTOU TRISTE COM O


FALECIMENTO DA AVÓ DA A LELÊ
L DEVE ESTAR BEM
LELÊ. ELA DIZIA QUE A TRIST COM TUDO ISSO. NÃO É
TRISTE
AVÓ ERA MUITO QUERIDA E FÁCIL TER QUE SE DESPEDIR DE
CONTAVA MUITAS HISTÓRIAS. UMA PESSOA
P QUERIDA, MESMO
ÀS VEZES, A LELÊ TRAZIA ACR
ACREDITANDO QUE A MORTE
BISCOITOS QUE A AVÓ FAZIA E NÃO É O FIM.
EU ADORAVA!

É VERDADE! VAMOS SENTIR


AGORA, NOSSA AMIGA VAI MUITA FALTA DA LELÊ. MAS
MORAR COM O AVÔ EM SEI QUE ELA VAI FAZER
OUTRA CIDADE. JÁ ESTOU MUITOS AMIGOS NA NOVA
COM SAUDADES DELA! ESCOLA,

E NÓS AINDA
PODEREMOS VAMOS DAR UM ABRAÇO
CONVERSAR COM NELA QUANDO ELA VIER
ELA PELAS REDES PARA A MUDANÇA?
SOCIAIS.

VAMOS, SIM! ELA PRECISA SABER


Dayane Raven. 2016. Digital.

QUE, MESMO LONGE, SERÁ


SEMPRE NOSSA AMIGA.

Nascer, viver e morrer são etapas pelas quais os seres vivos precisam passar. Você já pensou
nas etapas da sua vida? Elas são compreendidas de maneiras diferentes, de acordo com a crença
de cada um. Além disso, aquilo em que acreditam influencia as pessoas a tomar decisões e a fazer
escolhas. Quando alguém pratica o bem, pode estar motivado pela sua religião. Por exemplo, quan-
do faz o bem, porque isso agrada a Deus. Portanto, a religião, assim como a sociedade e a cultura,
influencia o modo de vida das pessoas.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 27


li Nine LLC
Algumas pessoas evitam falar sobre a morte. Po-

©Getty Images/Ka
rém, ela faz parte da vida e conversar a respeito dos
sentimentos que ela traz pode ajudar as pessoas a lidar
melhor com eles. Além disso, quando refletimos sobre
a morte, também pensamos na nossa vida e nas ações
que dão sentido a ela, como fazer o bem.

1. Com as orientações do professor, converse com os colegas sobre os sentimentos de vocês em relação
à morte. Lembrem-se de respeitar as falas de todos e os sentimentos de cada um. Você receberá do
professor um papel com o nome de um colega e deverá ouvir com atenção especial o que ele disser.
4 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.
2. Escreva a seguir o que você sentiu ao ouvir a fala dos colegas.

3. Escreva um parágrafo sobre o que você e os colegas aprenderam com as atividades anteriores.

4. Na atividade 1, você recebeu o nome de um colega a fim de ouvi-lo com maior atenção. Agora, escreva
a ele uma mensagem de carinho e conforto. Depois, leia a mensagem para o colega e ouça a que foi
escrita para você.

28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


5 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.

Pensando nas etapas da vida, que tal construir um caminho simbólico e colocar diferentes
placas marcando os principais acontecimentos de sua vida?

1. Ilustre o caminho com desenhos e sinalize situações e ações importantes que demonstrem o que você
viveu até aqui. Por exemplo:

Onde e quando você nasceu.


Como foi celebrada a sua chegada quando você nasceu.
As comemorações, festas ou celebrações de sua família ou religião.
Quando você entrou na escola.
Se fez alguma viagem, festa ou algo que seja importante para você.
Se você mudou de endereço.
Datas que lembrem perdas de algo ou alguém de que(m) você gostava muito (podem ser pes-
soas, animais de estimação ou outro tipo de perda).

AO OBSERVAR UM CAMINHO SIMBÓLICO,


É POSSÍVEL CONHECER UM POUCO
MELHOR AS PESSOAS. NÃO É, YUREM?

É VERDADE! AO CONHECER AS
SITUAÇÕES PELAS QUAIS AS PESSOAS
PASSARAM, TAMBÉM É POSSÍVEL Dayane Raven. 2016. Digital.

AUMENTAR O RESPEITO POR ELAS. CADA


HISTÓRIA DE VIDA É ÚNICA, VALIOSA E
MERECE CONSIDERAÇÃO.

2. Que gesto de respeito podemos fazer para homenagear nossas histórias de vida?

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 29


CERIMÔNIA FINAL 6 Orientações para a abordagem do tema.

Respeitar a vida é também se lembrar das pessoas que já morreram. Muitas vezes, tal lem-
brança se expressa por meio de gestos e ritos de homenagem a essas pessoas.
As religiões oferecem explicações e sentidos para a vida e ainda para o que acontece depois
da morte. Além disso, apresentam diferentes interpretações e respostas às perguntas:

Para onde iremos?

De que maneira iremos para lá?

Como será nosso cotidiano?

Além de explicações distintas, as pessoas e os grupos


têm diferentes formas de agir com relação ao fim da vida.
Em algumas culturas, participar de cerimônias fúnebres
(aquelas que acontecem por conta do falecimento
de alguém) é uma maneira de transformar a saudade
e a dor da separação em rito ou gesto de despedida.
Algumas pessoas fazem celebrações na presença do
corpo do falecido com orações, louvores e rituais próprios
de sua cultura. Os seguidores de algumas religiões realizam
cortejos fúnebres, outros optam pela cremação, e outros,
por depositar o corpo em locais sagrados, como templos, rios,
entre outros. Quando o corpo é cremado, ele é transformado em
cinzas, que são guardadas em uma urna funerária, um recipien-
te próprio para isso.
Um exemplo de rito fúnebre é o rito católico da missa
de sétimo dia, que acontece uma semana após o faleci-
mento.
No calendário brasileiro, que regula a vida das pes-
soas e o funcionamento do comércio e das escolas, o
non
stock/Kze

dia 2 de novembro é o Dia de Finados, uma data para


se lembrar daquelas pessoas que já morreram.
©Shutter

30
©Wikimedia Commons/ ©iStockphoto.com/EdStock
Marie-Lan Nguye
©Shutterstock/Dennis van de Water

! Cortejo/cerimônia
fúnebre do Judaísmo
! Cortejo/cerimônia fúnebre
de religião africana

©Shutterstock/Thitisan
©iStockphoto.com/sadikgulec

! Urna funerária
indígena

©iStockphoto.com/David_Bokuchava

! Cortejo/cerimônia
fúnebre do Islamismo
©Fotoarena/Album
! CCortejo/cerimônia
ffúnebre do Budismo

! Cortejo/cerimônia c
cortejos fúnebres: procissões
que seguem uma pessoa ou
q
fúnebre do Hinduísmo
mo um grupo para prestar-
u
©Futura Press/Jose Lucena --lhe homenagem. O cortejo
ffúnebre é a procissão que
ssegue o corpo da pessoa
ffalecida.
u
urna funerária: urna é
um recipiente que pode
u
aarmazenar diversos conteúdos.
A urna funerária é uma
eespécie de vaso em que são
depositadas as cinzas de
d
pessoas falecidas, após o rito
p

! Urna funerária de cremação.


d

! Cortejo/cerimônia africana
fúnebre do Cristianismo

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 31


7 Orientações para a realização das atividades.

1. Converse com os colegas sobre estas questões:


Você conhece cerimônias para relembrar alguém que já faleceu?
Já participou de alguma delas?
Será que as cerimônias são iguais em todas as religiões?
2. A mensagem secreta a seguir apresenta uma informação importante sobre a morte e as religiões.

MENSAGEM SECRETA

✧ ✦ ▼ ✜ È ✪ ✚ Ï× |
a) Use esta legenda para decifrar a mensagem secreta.

DIFERENTES
O QUE DEPOIS
MORTE
EXPLICAM AS RELIGIÕES
FORMAS
ACONTECE DE
DA

b) Anote a mensagem decifrada.

As religiões explicam o que acontece depois da morte de formas diferentes.

32 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


8 Encaminhamento metodológico.

CERIMÔNIA INDÍGENA AGORA, VOU FALAR


SOBRE O RITO
Para o povo indígena Bororo, que vive FÚNEBRE DO POVO
no estado do Mato Grosso, o ritual após a mor- BORORO E VOCÊ VAI
FAZER UM DESENHO
te de alguém é também um momento para DELE. VAMOS LÁ!

Dayane Raven.
transmitir as tradições do povo aos mais jovens.

2016. Digital.
Os indígenas Bororo acreditam que a alma da pessoa que morre passa a habitar o corpo de
certos animais, como a onça-pintada, a onça-parda ou a jaguatirica.
O enterro é realizado no pátio central da aldeia e o local é regado diariamente, como uma
planta, por dois ou três meses.
Durante esse tempo, realizam-se cantos, danças, caçadas e pescarias com a participação de
todos. Assim, os mais novos da aldeia aprendem as principais tradições de seu povo. Ou seja, o
momento de perda, com a morte de uma pessoa, é aproveitado para promover um aprendizado
sobre o sentido da vida.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 33


CERIMÔNIA BUDISTA

©Fotoarena/Alamy
De acordo com o Budismo, Buda Shakyamuni, também
conhecido como Sidarta Gautama, tinha alcançado a libertação
(ou iluminação) aos 35 anos de idade. Faleceu muito tempo
depois, aos 80 anos. Conta-se que sua morte ocorreu assim: Buda
estava deitado tranquilamente, entre duas árvores, com a mão
direita sob a cabeça, como um travesseiro. No momento de sua
partida, pétalas de flores brancas caíram sobre ele.

Sidarta foi cremado e suas cinzas foram guardadas em várias


urnas. O falecimento de Buda é lembrado pelos budistas com uma
cerimônia. O rito dela não é triste, pois a morte significa que a
vida não acabou, isto é, ainda continua.

Antes de falecer, é importante que a pessoa se arrependa


do que tenha feito de errado. Depois do falecimento, a família
carinhosamente troca a roupa do morto, iniciando o ritual de
despedida. O rito fúnebre dura cerca de 49 dias, mas as orações ao
! Rito fúnebre no
Budismo
ancestral continuarão na família, em sinal de respeito.

Você sab
sabia?

A FLOR DE LÓTUS
LÓTU PODE SER
UTILIZADA NO BUD
BUDISMO COMO
SINAL DE PERFEIÇÃO.
PERF ELA
NASCE NO LODO, MAS É BELA E
PERFUM
PERFUMADA.
Dayane Raven. 2016. Digital.

©Wikimedia Commons/MurielBendel

34
9 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.

1. Escolha cinco palavras que se destacam em relação à cerimônia fúnebre do Budismo. Escreva cada
palavra em uma das pétalas da flor de lótus a seguir. Sugestão de respostas: Buda, iluminação, cremação,
orações, ancestrais, respeito, rito fúnebre.

NL
k/Lv
rstoc
utte
©Sh
2. Organize as palavras escolhidas e as utilize para criar um diálogo entre você e Manjari.

Sublinhe as cinco palavras no diálogo. Depois, leia-o para os colegas.

©Wikimedia Commons/MurielBendel

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 35


CERIMÔNIAS CRISTÃS
Os cristãos realizam os ritos fúnebres de maneira parecida,
mas cada Igreja tem suas particularidades. N+a Igreja Católica e
em algumas Igrejas Evangélicas, depois do falecimento, é feito o
velório, um momento em que familiares e amigos se encontram
para se despedirem da pessoa querida.
Cerca de 24 horas depois, o falecido é levado para o cemi-
tério, onde será enterrado. Algumas famílias escolhem realizar a
cremação. O velório e o enterro são acompanhados de orações e
canções conduzidas pelo padre, pastor ou líder religioso.

CERIMÔNIA JUDAICA
No rito fúnebre judaico, a pessoa falecida é lavada com
água, para purificação, e vestida com uma roupa branca especial.
Essa roupa representa a pureza e a simplicidade, evitando que
ricos e pobres usem trajes diferentes nesse momento. Depois,
são feitas orações pedindo a Deus que perdoe a pessoa falecida
se ela tiver algum pecado.
O período de despedida do corpo é breve. Antes de enter-
rar essa pessoa, um familiar faz um discurso em homenagem a
ela. Alguns membros da família podem rasgar um pedaço de suas
roupas em sinal de dor. A cremação é proibida para os judeus.

CERIMÔNIA MUÇULMANA
No Islamismo, a pessoa falecida é lavada para purificação. O
período de despedida é muito breve. O líder religioso ou um fa-
miliar faz uma leitura do Alcorão e conduz orações. Estas louvam
Allah, pedem a benção do profeta Mohammad e depois pedem
por todos os mortos e pela pessoa falecida, em especial.
Em seguida, a pessoa falecida é levada a um cemitério is-
lâmico para ser enterrada. A cremação não é permitida para os
Dayane Raven. 2016. Digital.

muçulmanos.

36 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


10 Orientações para a realização das atividades.

1. Descreva um rito fúnebre de que você tenha participado ou que tenha estudado.

Pessoal.

2. Assinale X nas alternativas que correspondem a algo que poderia ser feito para ajudar alguém que
está passando por uma situação de perda e luto.

( ) Conversar e dar risadas durante o velório ou o enterro.

(X) Oferecer um abraço para que a pessoa possa chorar e se sentir acolhida.

(X) Dizer palavras de ânimo e gentileza para quem está sofrendo.

(X) Oferecer ajuda financeira ou material para esse momento difícil.

( ) Oferecer ajuda aos familiares e aos amigos do falecido apenas durante o rito fúnebre, pois, ao
final dele, a ajuda não é mais necessária.

(X) Permanecer com a pessoa que está sofrendo, mesmo que em silêncio, em sinal de solidariedade.

(X) Participar de atos religiosos, como cerimônias e orações, em homenagem ao falecido, indepen-
dentemente de ser de outra religião.
3. Em sua opinião, quais outras ações poderiam ser realizadas para auxiliar alguém que está enfrentando
a morte de uma pessoa querida?

Pessoal. Espera-se que os alunos identifiquem outras maneiras de auxiliar uma pessoa enlutada, como estando

presente na vida dela, não apenas no dia do ritual fúnebre; disponibilidade para escutá-la falar sobre os sentimentos

dela, etc. Verifique também se os alunos percebem a diferença entre ações que podem ser realizadas por eles e

aquelas que precisam da ajuda de um adulto, como a ajuda financeira, por exemplo.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 37


A VIDA CONTINUA 11 Orientações para a abordagem do tema e da chegada da nova personagem.

A turma ainda sente muito a falta da Leza e lembra dela a todo momento, mas há sempre
espaço para uma nova amizade. Vamos dar as boas-vindas à Estela!

OLÁ, SEJA BEM-


-VINDA! QUEREMOS
QUE VOCÊ SE SINTA
MUITO BEM EM SUA OBRIGADA! VOCÊS
NOVA ESCOLA. ESTUDAM AQUI HÁ
OLÁ! EU MUITO TEMPO?
SOU A ESTELA.
VIM DE OUTRA
CIDADE.

EU QUERIA PERGUNTAR
POR QUE VOCÊ ESTÁ EM
SIM. MEUS PAIS UMA CADEIRA DE RODAS.
SIM! VOCÊ SE ACHO QUE MAS SE FALAR NISSO LHE
SE SEPARARAM. VOCÊ VAI
MUDOU PARA ENTÃO, MINHA MÃE DEIXA TRISTE, NÃO PRECISA
NOSSA CIDADE HÁ GOSTAR DAQUI! RESPONDER, TÁ?
E EU VIEMOS MORAR
POUCO TEMPO? AQUI.

A CADEIRA DE RODAS ME
AJUDA A ME MOVIMENTAR
DESDE PEQUENA, PORQUE
MINHAS PERNAS NÃO TÊM
Dayane Raven. 2016. Digital. FORÇA.

38 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


PARA OS ESPÍRITAS, A MORTE NÃO É O
FIM. ACREDITAMOS NA REENCARNAÇÃO,
OU SEJA, QUE NASCEMOS, VIVEMOS,
MORREMOS E, DEPOIS DE UM TEMPO DE
PREPARAÇÃO, NASCEMOS NOVAMENTE PARA
APRENDERMOS A SER PESSOAS MELHORES.

TODOS OS
ALUNOS
DA CLASSE SIM. HAVIA MAIS UMA
VIERAM HOJE? ALUNA, A LELÊ, MAS
ELA FOI MORAR COM
O AVÔ. A AVÓ DELA
FALECEU HÁ POUCO
TEMPO. NÓS ATÉ
CONVERSAMOS UM
POUCO SOBRE ISSO
E ENTENDEMOS QUE Estela explicou que, nas reuniões do
Centro Espírita, ela e sua família estudam
A MORTE FAZ PARTE o Espiritismo, além de receber passes, que
DA VIDA. MAS A LELÊ são como bênçãos, pelas mãos de um
FAZ FALTA. SENTIMOS médium, uma pessoa que se comunica
SAUDADES DELA. com os espíritos.

PARA AS RELIGIÕES AFRO-


-BRASILEIRAS, A VIDA E A
MORTE SÃO GUIADAS POR
FORÇAS DIVINAS. MORRER
É PASSAR PARA OUTRA
DIMENSÃO NA QUAL ESTÃO
OUTROS ESPÍRITOS, OS
ORIXÁS E OS GUIAS.
AS RELIGIÕES INDÍGENAS LEMBRAM
QUE A VIDA TEM VÁRIAS FASES.
FESTAS E RITOS MARCAM A
PASSAGEM PARA UMA NOVA FASE:
QUANDO NASCEMOS, CRESCEMOS,
CASAMOS. O MOMENTO DA MORTE
É UMA PASSAGEM MARCADA POR
RITOS FÚNEBRES.

NÓS, CRISTÃOS, ACREDITAMOS NA


RESSURREIÇÃO, NO DIA DO JUÍZO FINAL. Quando a aula começou, Estela já se sentia parte do
TODOS RESSUSCITARÃO E OS QUE FORAM grupo.
BONS VIVERÃO ETERNAMENTE COM DEUS.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 39


12 Orientações para a realização das atividades.

1. Desenhe o que você imagina que acontece depois da morte.

2. Em pequenos grupos, exponha aos colegas o que você desenhou e converse sobre o assunto.

3. Cada grupo deve apresentar para a turma o que foi discutido na atividade anterior.

40 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


E DEPOIS? DIFERENTES RESPOSTAS
PARA O PÓS-MORTE
13 Orientações para a abordagem do tema.
Em algum momento, as pessoas percebem que um dia a vida acabará, que a morte chega
para todos os seres vivos e não pode ser evitada. O relacionamento das pessoas com o sagrado pode
levá-las a diferentes interpretações sobre a morte e o que acontece depois dela, o pós-morte. Por
exemplo: o fim de tudo, uma passagem, um recomeço, uma mudança, etc.
Que respostas a humanidade conseguiu dar até hoje para o que acontece após a morte?
As religiões apresentam pelo menos quatro formas diferentes de explicar o que acontece
depois da morte: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e o nada. Nas próximas páginas,
você vai conhecer cada uma dessas explicações e o significado delas.

Dayane Raven. 2016. Digital.


PARA MIM, PARA O FELIPE, O NÓS, OS BUDISTAS, E OS
YUREM E O ABNER, A MORTE ESPÍRITAS CREMOS QUE EXISTE
NÃO É O FIM. HÁ OUTRA VIDA. A REENCARNAÇÃO. EU SOUBE
OS CATÓLICOS A CHAMAM DE QUE, PARA QUEM É ATEU, NÃO
VIDA ETERNA. HÁ NADA ALÉM DESSA VIDA.

41
RESSURREIÇÃO
A palavra "ressurreição" traz a ideia de ressurgimento de uma pessoa. As religiões que creem
na ressurreição, como o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo, compreendem que a morte é uma
limitação humana, mas não é o fim de tudo. Ressuscitar significa reviver, mantendo a mesma identi-
dade que se tinha antes da morte.
Os adeptos dessas religiões acreditam que o destino da alma, após a morte, é temporário. O
destino final ocorre apenas depois do Juízo Final, quando terá início a vida eterna, de acordo com
as obras que a pessoa realizou enquanto vivia.

REENCARNAÇÃO
O Espiritismo, o Budismo
e algumas religiões afro-brasi-
leiras respondem à pergunta
sobre o que acontece após a
morte com a palavra "reen-
carnação". Ela traz a ideia de
um novo nascimento, em um
novo corpo.
As religiões que acredi-
tam na reencarnação enten-
Dayane Raven.
2016. Digital.

dem que, depois da morte, a


pessoa volta a nascer, inúme-
ras vezes, sempre em um novo
corpo, para uma nova vida.

42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Cada uma dessas exis-
tências é uma oportunidade
para a pessoa superar falhas
e defeitos, modificando-se e
corrigindo os erros cometidos
nas existências anteriores. Por-

Dayane Raven.
tanto, a reencarnação é vista

2016. Digital.
como uma forma de alcançar a
perfeição, por meio do esforço
pessoal.

ANCESTRALIDADE
A palavra "ancestralidade" vem de "ancestral", termo que se refere a um antepassado, ou seja,
a um familiar do qual se é descendente. De acordo com as crenças de grande parte dos povos
indígenas e de alguns povos da África, mesmo após a morte, as almas das pessoas permanecem
presentes na comunidade em que viviam. Esses povos valorizam muito a ancestralidade e realizam
celebrações para os mortos, a fim de homenageá-los e fazer com que a presença deles no grupo
seja sentida.
O culto aos ancestrais é celebrado com orações e oferendas; é uma prática que se baseia na
crença de que a pessoa falecida continua existindo após a morte e tem a capacidade de influenciar
os vivos, especialmente aqueles com quem tem relações familiares ou comunitárias. Ou seja, os
vivos devem manter a memória dessa pessoa para serem auxiliados por ela.

NADA
Há indivíduos e grupos que não adotam uma explicação religiosa para o que ocorre com
as pessoas após a morte. Entre eles, alguns consideram que não temos como responder a essa
questão. Outros entendem que não existe nada além da vida atual. Essas pessoas acreditam que
nascemos e morremos na Terra, que tudo começa e acaba aqui.
Para elas, após a morte, há “o nada”, ou seja, não existe outra realidade, outro mundo, nem
alma, espíritos, divindades ou seres sobrenaturais. Quando alguém morre, o corpo se transforma
em matéria, que a natureza aproveita para nutrir a terra e, assim, alimentar outras formas de vida.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 43


1. Agora é sua vez de expressar suas ideias.

a) Quais são as diferentes crenças apresentadas a respeito do que acontece após a morte?

São apresentadas três formas de crer: ancestralidade, reencarnação e ressurreição. Quem não acredita na vida

pós-morte crê que a morte é o fim de tudo.

b) Quais são as religiões dos personagens e suas crenças a respeito do pós-morte?

Dulce (Catolicismo), Felipe (Religião Evangélica/Protestante), Abner (Judaísmo) e Yurem (Islamismo) acreditam

na ressurreição. Manjari (Budismo), Estela (Espiritismo) e Sikulume (Umbanda) acreditam na reencarnação.

Potira (Religião Indígena) acredita na ancestralidade.

c) Qual é a sua crença ou a de sua religião a respeito do que acontece após a morte?

Pessoal. O objetivo da resposta é que cada aluno consiga ser coerente com a explicação da vida pós-morte de

acordo com a sua crença ou a da religião que pratica.

44 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


14 Orientações para a realização da atividade.

Dayane Raven.
2016. Digital.
1. Leia a carta que o Teco trouxe para você!

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Neste capítulo, você estudou sobre cerimônias e ritos fúnebres das religiões dos personagens. Viu
que algumas religiões têm diferenças em relação à forma do sepultamento, que pode ser o enterro
ou a cremação. Mas todas têm uma crença a respeito da vida após a morte, que pode ser a vida
eterna ou a possibilidade de reviver em novos corpos. Além disso, os ritos têm em comum as orações
e o cuidado com a pessoa falecida. Este estudo é importante para conhecer e respeitar as crenças de
outras pessoas e também para reafirmar em que você e sua família acreditam.

CAPÍTULO 2 | RITOS PARA ALÉM DA VIDA 45


CAPÍTULO 3
ENCONTRANDO O
SAGRADO NA ARTE

46
a
zin
go
Ra
nia
se 1 Orientações para a abordagem do capítulo.
k/K
toc
ers
h utt
©S
Neste capítulo, você vai conhecer diferentes expres-
sões artísticas, como pintura, escultura e dança, que repre-
sentam e manifestam o sagrado nas religiões. Você vai per-
ceber que essas expressões da arte são diferentes em cada
cultura e também que fazem parte das religiões.

. Digital.
ven. 2016
Dayane Ra

47
2 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.

Ao longo do tempo, indivíduos e culturas criaram diversas maneiras de expressar sentimen-


tos relacionados à perda e ao luto. Uma das formas é por meio da arte. As crenças a respeito da vida
após a morte e os ritos fúnebres foram representados artisticamente por diversas culturas.

1. Observe algumas obras de arte cujo tema é a morte.

BUONARROTI, Michelangelo. Pietá. 1499. 1 escultura em mármore,


174 cm × 195 cm. Basílica de São Pedro, Vaticano.
UMA OBRA DE ARTE FAMOSA COM ESSE

©Shutterstock/Bryan Busovicki
TEMA É PIETÁ, DO ESCULTOR ITALIANO
MICHELANGELO. ELA REPRESENTA A MÃE DE
JESUS COM O CORPO DO FILHO NOS BRAÇOS,
DEPOIS DE SER RETIRADO DA CRUZ.

! PietáGH0LFKHODQJHORVLJQL¿FD³SLHGDGH´
YOSHIYUKI. Retrato da morte (shini-e) para Kataoka Gadô II. 1863.
1 xilogravura, color., 26 cm × 37,5 cm. Universidade Ritsumeikan, Quioto.
NESTA OBRA,
O ARTISTA FEZ
UMA HOMENAGEM
A UM ATOR DE
©Ritsumeikan University, Quioto

TEATRO QUE HAVIA


FALECIDO.
Ilustrações:
Ilus rações:
traç
raç Day ne Raven. 2016. Digital.
Dayane
ane
n ta .
Digital

! Atores de teatro kabuki que faleciam eram


retratados em gravuras chamadas de shini-e

48 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


A PINTURA O ENTERRO n he c
ido
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DO CONDE DE ORGAZ É otó
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CONSIDERADA UMA OBRA- To


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é,
-PRIMA DO PINTOR EL GRECO, om
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QUE NASCEU NA GRÉCIA E


de
DESENVOLVEU GRANDE PARTE

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rej
©Ig
DE SUA CARREIRA ARTÍSTICA
NA ESPANHA.
16 Digital.
Dayane Raven. 2016.

EL GRECO. O enterro
do conde de Orgaz. 1587.
1 óleo sobre tela, color.,
480 cm × 360 cm. Igreja
de São Tomé, Toledo.
! 1DREUDRFRQGHGH2UJD]pFDUUHJDGRSRU
sacerdotes e, acima, estão Jesus, Maria e
outros seres divinos

2. Converse com o professor e os colegas sobre estes assuntos:

a) Que sentimentos você teve ao observar as obras de arte desta página e da anterior?

b) Em sua opinião, por que as pessoas fazem obras de arte cujo tema é a morte?

c) Você já viu outras obras de arte cujo tema é a morte? Em caso afirmativo, onde foi: em um mu-
seu, na internet ou outro lugar?

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 49


OS MISTÉRIOS DA VIDA E DA
MORTE NAS CULTURAS
A vida renova-se constantemente, e as pessoas que por aqui passam deixam sua contribui-
ção para a humanidade, que continua sua caminhada no mundo. É importante entender a morte
como parte do ciclo de existência de cada um.
A vida é feita de muitos mistérios e temos as curiosidades: De onde viemos? Por que estamos
aqui? Para onde vamos? O ser humano sempre buscou respostas a essas perguntas para auxiliá-lo
a enfrentar os mistérios da existência: o nascimento, a vida e a morte.
Assim, os diferentes modos de viver levam a diversas interpretações a respeito da vida e do
que acontece depois da morte. De qualquer forma, desde os povos ancestrais, a morte sempre foi
vista como algo enigmático, misterioso.

As tradições culturais e religiosas têm interpretações dife-


enigmático: difícil de rentes para tais mistérios. Isso também ocorre em relação à mor-
compreender e de interpretar.
te. Como vimos, existem ao menos quatro respostas para o que
misterioso: que contém
acontece após a morte: a ressurreição, a reencarnação, a ances-
algum mistério, um sentido
que está oculto. tralidade e o nada.

DEPOIS QUE COMECEI A


APRENDER SOBRE RITOS, É VERDADE! ALGUMAS
ENTENDI QUE A VIDA É CULTURAS MANTÊM
CHEIA DE CERIMÔNIAS QUE A MEMÓRIA DE QUEM
CELEBRAM O NASCER, O JÁ MORREU. O QUE SE
QUANDO O ASSUNTO É O VIVER E ATÉ O MORRER. ENTENDE SOBRE O PÓS-
QUE ACONTECE DEPOIS DA -MORTE É UMA
MORTE, CADA PESSOA CRÊ EXPRESSÃO DAS CRENÇAS
DE UM MODO DIFERENTE. RELIGIOSAS.
Dayane Raven. 2016. Digital.

50 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


3 Orientações para a realização das atividades.

A figura de Jesus Cristo ressuscitado é o maior símbolo das religiões cristãs, compreendida
como sinal de um novo começo. Que tal montar um quebra-cabeça de uma pintura que represen-
ta a ressurreição? A obra é do alemão Matthias Grünewald, que viveu de 1470 a 1528.

1. Recorte as peças do quebra-cabeça da página 7 do material de apoio. Monte-as


onte-as e cole-as a seguir.
seg
e uir.

2. De que maneira você compreende essa pintura?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam a ressurreição, superando os dois momentos da morte de Jesus na pintura:

a crucificação e o túmulo (Santo Sepulcro).

3. Para os cristãos, a essência da fé está na ressurreição, vista como uma transformação. De que outras
maneiras uma pessoa pode se transformar?

Pessoal. O objetivo é que os alunos pensem nas possibilidades de mudança de atitudes, como passar a dividir o lanche

com os colegas, passar a ajudar nas tarefas da casa, decidir-se por agir com mais paciência, etc.

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 51


A MORTE E AS ARTES ©Museu Britânico, Londres

4 Orientações para a abordagem do tema.

ESTA OBRA SE CHAMA O


LIVRO DOS MORTOS. ELA
FOI PRODUZIDA MAIS DE
1 300 ANOS ANTES DO
NASCIMENTO DE CRISTO
E REPRESENTA COMO
OS ANTIGOS EGÍPCIOS
ENTENDIAM A MORTE E
O QUE ACREDITAVAM QUE
ACONTECIA DEPOIS DELA.

ANI.O livro dos mortos. [1300 a.C.]. 1 papiro.


Museu Britânico, Londres.

©Wikimedia Commons/Nevit Dilmen

ESTA É UMA RÉPLICA


DO MAUSOLÉU DE
HALICARNASSO, O
LUXUOSO TÚMULO DO
GOVERNANTE PERSA
MAUSOLO, CONSTRUÍDO
353 ANOS ANTES
DO NASCIMENTO DE
CRISTO. SEU NOME DEU
ORIGEM AO TERMO
“MAUSOLÉU”, QUE HOJE
SIGNIFICA "TÚMULO
GRANDIOSO".
Dayane Raven. 2016. Digital.

! 5pSOLFDGRW~PXORGH0DXVRORJRYHUQDQWHGR
,PSpULR3HUVDQDDQWLJDFLGDGHGH+DOLFDUQDVVR
atual Bodrum, na Turquia

52 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


©Wikimedia Commons/Eurico Zimbres

EST É A ORIXÁ OYÁ OU


ESTA
IA
IANSÃ. NA TRADIÇÃO
DO
DOS POVOS AFRICANOS
IO
IORUBÁ, ELA GUIA OS
EESPÍRITOS DOS QUE
MO
MORREM PARA O MUNDO
DOS MORTOS.

MORENO, Tatti. Iansã. 1979. 1 escultura em


metal. Parque da Catacumba, Rio de Janeiro.

! Escultura de Iansã ©Shutterstock/Kobby Dagan

VEJA UMA FOTO DA


COMEMORAÇÃO DO DIA DOS
MORTOS, REALIZADA NO
MÉXICO PARA CELEBRAR A
VIDA DOS ANCESTRAIS.
ESSA É UMA DAS FESTAS
MEXICANAS MAIS ANIMADAS E
FOI DECLARADA PATRIMÔNIO
CULTURAL DA HUMANIDADE
PELA UNESCO.

! O Dia dos Mortos, celebração que mistura tradições


indígenas com as católicas, realizada no México

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 53


5 Orientações para a realização das atividades.

1. Faça uma pesquisa sobre o Papiro de Ani, a versão mais conhecida de O Livro dos Mortos, feito mais
de 1 300 anos antes do nascimento de Cristo. Anote, a seguir, qual era a crença egípcia acerca do pós-
-morte, especialmente em relação ao chamado Tribunal de Osíris.

O Livro dos Mortos continha orações e fórmulas que cada alma deveria recitar a Osíris no Julgamento, para que ela

fosse aceita no Paraíso. Os egípcios acreditavam que, após o falecimento, as almas seriam conduzidas pelo deus Anúbis

(representado como um homem com cabeça de chacal) até o Tribunal de Osíris, onde suas ações em vida seriam

julgadas para decidir seu destino. O coração do falecido era posto em uma balança, equiparado com uma pena

(que representava a deusa Maat e a verdade). Se o coração fosse mais leve do que a pena, a alma seguia para ser

interrogada pelo deus Osíris e teria a oportunidade de seguir para o Paraíso ou para o Inferno; se o coração fosse

mais pesado, a alma era devorada por uma criatura misto de hipopótamo, leão e crocodilo, chamada Ammit.

2. Entre as obras de arte apresentadas neste capítulo, de qual você mais gostou? Por quê?

Pessoal. Incentive os alunos a compartilhar suas opiniões sobre as obras de arte apresentadas e sua possível relação

com as crenças deles.

3. Sobre as obras de arte que tratam da morte como tema, assinale as afirmativas corretas.

( ) São obras que, geralmente, têm o objetivo de alertar as pessoas sobre os perigos da vida.

( X ) São maneiras de retratar as crenças do pós-morte.

( X ) Essas obras de arte podem ser feitas para expressar sentimentos de perda e de luto.

( ) Representam momentos felizes de alguém que já faleceu.

( X ) Os ritos fúnebres podem ser representados nessas obras.

( ) Não existem obras de arte que tratem da morte como tema.

54 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


4. Nesta página, crie uma obra de arte com desenho, pintura ou colagem. Sua obra deve representar
p algo
g
que você considera sagrado.

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 55


ARTE PARA OS ANCESTRAIS
Os ancestrais são pessoas que viveram no passado e já faleceram, mas que deixaram ensina-
mentos e memórias importantes para seus descendentes. Esses ensinamentos e essas memórias
são transmitidos de geração em geração.
As religiões têm diferentes formas de expressar a importância dos ancestrais para as pessoas
e para as culturas. Por exemplo, a transmissão de mitos, a realização de ritos e celebrações em ho-
menagem aos que já se foram e a representação por meio de obras de arte.

©iStockphoto.com/thongseedary

de Arte, Nova York/Steve


©Wikimedia Commons/Museu Metropolitano

©Shutterstock/Anirut Thailand
! Algumas cerimônias do ! Máscara do Reino de ! Celebração em
budismo honram a vida Benin (atual Nigéria): homenagem aos
dos ancestrais; podem homenagem à antepassados durante
ser realizadas em casa ancestralidade o Festival de Qingming,
ou em templos, em PINGENTE representando a relacionado ao taoismo
cultos e ritos ligados aos máscara da rainha-mãe. Século
ciclos da natureza. XVI. 1 escultura em marfim, ferro e
cobre, 23,8 cm × 12,7 cm × 8,3 cm.
Museu Metropolitano de Arte, Nova
Iorque.

©Selene Rezende
©Flickr/Micheline Canal

©José Zumba

! O afoxé Ylê de Egbá,


! Entre os Iorubás, os fundado em 1986, no
Recife, tem por objetivos
antepassados são os
aliados mais poderosos ! Na Umbanda, os pretos- tratar da ancestralidade
africana e mostrar a
para ajudar as pessoas -velhos representam riqueza de seus heróis,
a evoluir. Simbolizam a ancestralidade e príncipes, reis e orixás.
passagem do tempo e sabedoria
a rapidez da existência ZUMBA, José. Preto velho IV.
física. 1993. 1 pintura. Acervo Walter
Ferrari Filho.

56 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


6 Orientações para a realização da atividade.

Procure uma imagem de arte religiosa e cole-a no espaço a seguir. Pesquise


se e escreva o significado
dessa obra e o nome da religião que ela representa.

7 Orientações para a realização das atividades.

A cruz, quando é representada vazia, simboliza a ressurrei-


ção de Jesus. Vamos fazer uma obra de arte simbolizando atos
bons e transformadores que realizamos no nosso dia a dia?

1. Realize dez ações que possam ajudar a vida de outras pessoas.


©Shutterstock/VladisChern

2. A cada atitude praticada, desenhe uma flor na cruz e, ao lado de


cada flor, escreva o que você realizou.

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 57


A ARTE E AS RELIGIÕES 8 Orientações para a abordagem do tema.

A arte toca as pessoas por meio de linguagens e formas, como: arquitetura, pintura, escultura,
desenho, música, dança e outras. Essas demonstrações artísticas transmitem aspectos de diferentes
culturas. Por isso, espaços e construções especiais, religiosos ou não, usam a arte para revelar a be-
leza, provocando nossa sensibilidade, e também para manter vivos certos conhecimentos. Do mes-
mo modo, os livros religiosos podem ser produzidos, decorados e ilustrados de maneira artística.
Os templos e outros locais sagrados consideram a fé das pessoas que se reúnem ali, mas
também são construídos e decorados de acordo com a cultura da região em que se encontram e
com o estilo seguido pelo artista que os projetou. Algumas expressões de arte encontradas nesses
espaços são: as pinturas, os entalhes, os mosaicos, os ícones, os vitrais. Além de serem decorativas,
essas obras podem relembrar pessoas e entidades importantes para um grupo religioso (divinda-
des, santos, etc.) e ensinar ou ilustrar cenas significativas e trechos de narrativas sagradas. Alguns
templos são decorados ainda com formas geométricas e livres, ou com figuras significativas, como
as mandalas.

©Wikimedia Commons/Fulvio Spada


Mosaicos são
montagens coloridas feitas
com pequenos pedaços
de vidro, pedra ou outros
materiais, colados muito
próximos uns dos outros,
formando desenhos.
Podem retratar seres e
objetos ou, como na arte
islâmica, figuras e formas
geométricas.

! Mosaico islâmico em São Paulo

58 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Ícones são representações de personagens sagrados ou
cenas por meio de pintura ou gravura. São essenciais nos
cultos da Igreja Ortodoxa.

CRISTO Pantocrator do Sinai.


Século VI. 1 pintura encáustica,
©Mosteiro de Santa Catarina, Monte Sinai, Egito

color., 84 cm × 45,5 cm.


Mosteiro de Santa Catarina,
Monte Sinai, Egito.

! Ícone de
Cristo
Pantocrator
do Sinai

Os vitrais são obras feitas com pedaços de vidro


colorido, frequentes nas igrejas do Catolicismo.
©Wikimedia Commons/Andreas Praefcke

A PALAVRA
PA “MANDALA” VEM
DO SÂNSCRITO E SIGNIFICA
“CÍRCULO”.

AS MANDALAS
M FAZEM PARTE
DDE VÁRIAS RELIGIÕES,
O BOM PASTOR. 1920. 1 vitral. Catedral
MAS TAMBÉM PODEM SER
MA
Dayane Raven. 2016. Digital.

Católica Romana de Nossa Senhora dos


UTIL
UTILIZADAS COMO OBRAS DE Anjos, Los Angeles.
ARTE, SEM SE ASSOCIAREM A
ARTE
UMA RELIGIÃO.
©Shutterstock/ViSnezh

As mandalas são figuras circulares que contêm muitos


detalhes. Representam a relação do ser humano com o
Universo e estão presentes em diversas culturas.

59
9 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.

1. A imagem a seguir é um exemplo de mandala. Pinte-a com as cores que preferir.

©Shutterstock/Ira Mukti
2. Agora, crie uma imagem artística utilizando formas geométricas e livres para expressar como você
entende a relação do ser humano com o Universo.

60 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


A DANÇA E O SAGRADO 10 Orientações para a abordagem do tema.

A dança é uma manifestação artística praticada de forma individual ou coletiva. Em alguns


contextos, ela está associada a ritos religiosos, sendo considerada um ato sagrado. Trata-se de uma
manifestação humana muito antiga, presente nas mais diversas culturas.
Em diferentes épocas e lugares, a dança foi, e ainda é, realizada para celebrar momentos
importantes da vida, como o nascimento, a maturidade, o casamento, a morte, a guerra, o traba-
lho e os ciclos da natureza (tempo de plantar ou de colher, chegada de uma estação, etc.). Além
de ser uma forma de arte, a dança proporciona alegria e o encontro entre as pessoas, reforçando
seus laços comunitários. Também faz parte
de ritos e celebrações de diferentes grupos
religiosos, como meio de se aproximar do
sagrado para agradecer ou para pedir o au-
xílio divino.
Em cada situação cultural, comemo-
ração ou rito religioso, a dança é formada
por um conjunto próprio de passos e ges-
tos. Muitas vezes, é realizada por um grupo
©Shutterstock/Kzenon

de pessoas reunidas em uma roda. Nesses


casos, é conhecida como dança circular.

mfir
©Shutterstock/Rajesh Narayanan

k/Cristian Za
©Shutterstock/Master1305
©Shutterstock/Marcel Jancovic

©Shutterstoc

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 61


11 Orientações para a realização da atividade e sugestão de atividades.

Vimos que as danças circulares, ou dan-


ças de roda, são praticadas em diferentes lo-
cais e culturas. Podem ser danças tradicionais,
comemorativas, folclóricas e até religiosas.
São coletivas e acontecem na forma de uma
roda, proporcionando aos participantes sen-
timentos de união e de pertencimento a um
grupo. Além do contato físico, por estarem de
mãos dadas, os participantes cantam juntos a
et
t-kesh
k/Ayele
mesma melodia e realizam passos iguais. ©Shuttersto
c

Vamos fazer uma brincadeira em forma de dança de roda.

a) Escolham uma música e, juntos, realizem uma dança de roda. De mãos dadas, todos devem
fazer gestos e passos iguais.

b) Depois de dançar, diga: Como você se sentiu durante a prática? Por quê?

Neste capítulo, vimos que o ser humano se expressa por meio da arte. Ela pode dar origem
a manifestações individuais ou coletivas com influência da cultura em que se vive e pode ter
significados religiosos. Por meio da escultura, da pintura, da música e da dança, por exemplo, a arte
pode ser um meio de expressar a fé e os sentimentos mais profundos das crenças religiosas.

12 Orientações para a realização das atividades.

1. Formem quatro grupos e sigam as orientações do professor para realizar uma pesquisa sobre algumas
danças existentes no Brasil.

2. Cada grupo deve produzir um texto coletivo com o resultado das pesquisas e ler seu conteúdo para
compartilhar o aprendizado com os demais colegas.

62 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


13 Encaminhamento metodológico e sugestão de atividades.

1. Leia com atenção o texto a seguir.

Criança cadeirante dança balé com amiga de escola de 6 anos


Uma história linda surgiu da amizade das crianças Antônio – que é cadeirante – e Alícia, ambas
de 6 anos de idade. [...] convidados assistiram a uma coreografia feita pelas duas crianças, que são
melhores amigos na escola. [...]

A professora Cleide Fernando explicou por que escolheu os dois para representar a turma na
apresentação do Dia das Mães. “Notei a amizade e cumplicidade deles na aula de dança. E a dança é
isso: superação, não tem limites. Por meio da dança, eles estão aqui. Antônio é o primeiro cadeirante
que coreografei, e eles conseguiram absorver a dança muito bem”, contou.

[...]

As crianças falaram da amizade entre eles (sic) e encantaram a todos. [...]

CRIANÇA cadeirante dança balé com amiga de escola de 6 anos. Disponível em: <http://gshow.globo.com/programas/
encontro-com-fatima-bernardes/O-Programa/noticia/2015/06/emocao-crianca-cadeirante-danca-bale-com-amiga-de-escola-
de-6-anos.html>. Acesso em: 16 jun. 2019.

2. Converse com os colegas sobre o texto e responda às perguntas:

a) Você considera que a dança pode ser um meio de inclusão social? Explique.

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode incluir pessoas de diversas classes sociais

e com deficiências e habilidades diferentes. No caso da reportagem, o menino cadeirante foi o primeiro

a ser coreografado pela professora, o que representa a novidade dessa forma de inclusão.

b) Em sua opinião, por que as pessoas gostam de dançar?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode ser apreciada por diversos motivos, entre

eles, o religioso.

c) O que a dança pode fazer pelas pessoas?

Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a dança pode fazer bem para a saúde física, emocional e

espiritual, além de contribuir para a sociabilização e a superação de desafios.

CAPÍTULO 3 | ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE 63


CAPÍTULO 4
DESCOBRINDO A
DIVINDADE

64
1 Orientações para a abordagem do capítulo.

Neste capítulo, você vai aprender que a divindade,


ou o transcendente, pode ser representada de diferentes
formas, de acordo com as crenças religiosas. Porém, há re-
ligiões que acreditam no mesmo Deus, como ocorre com o
Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.

Dayane Raven. 2016. Digital.

65
2 Orientações para a realização das atividades.

1. Se você acredita em uma divindade, desenhe em uma folha como a imagina. No verso da folha, escre-
va o nome e as características da divindade que você desenhou.
2. Em uma roda de conversa, apresente seu desenho aos colegas e observe a produção deles.

3. Leia o texto a seguir.

O poder de um sorriso
Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. [...]

Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça
olhando os pássaros. O menino sentou-se junto dele, abriu sua mochila, e ia tomar um gole de guaraná,
quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe um pastel.

O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino
quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O
menino estava muito feliz. Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto
da tarde sem falarem um ao outro.

Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair
ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. [...]

Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em
sua face: “O que você fez hoje que te deixou tão feliz?”. Ele respondeu: “Passei a tarde com Deus.” E
acrescentou: “Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi.”

Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante,


e seu filho perguntou: “Por onde você esteve que te
deixou tão feliz?” Ele respondeu: “Comi pastéis e tomei
guaraná no parque com Deus”. Antes que seu filho
Dayane Raven. 2016. Digital.

pudesse dizer algo, ele falou: “Você sabe que ele é bem
mais jovem do que eu pensava?” [...]

O PODER de um sorriso. Disponível em: <https://www.acidigital.com/Historias/sorriso.htm>. Acesso em: 11 abr. 2019.


4. Retome com os colegas os desenhos observados na atividade 2 e responda:

a) Alguém desenhou uma divindade como um senhor idoso? E como uma criança?

b) Na opinião de vocês, por que algumas pessoas imaginam Deus como um senhor idoso?

66 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


O QUE É TRANSCENDÊNCIA?
"Transcender" significa ultrapassar um limite. No caso das religiões, as palavras "transcendên-
cia" e "transcendente" referem-se àquilo que está além da realidade concreta e visível deste mundo,
por exemplo, o sagrado e os poderes (sobrenaturais ou milagrosos) que estão acima das capa-
cidades comuns do ser humano. O transcendente pode ser compreendido como Deus ou uma
divindade suprema.
Dessa forma, "transcendente" é aquilo que transcende, ou seja, que está além do ser humano,
e pode ser representado de variadas formas, em diferentes períodos e lugares. Diversas religiões
acreditam que essas representações ajudam na comunicação com o transcendente. Assim, as di-
vindades eram cultuadas desde tempos remotos, e ainda o são, recebendo pedidos, orações e
oferendas.

É QUE VOCÊ NÃO CONHECE


NÃO CONSIGO OS PODERES DESSES
PASSAR DESSA DEUSES DO JOGO!
FASE, ABNER!

Dayane Raven. 2016. Digital.

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 67


3 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.

1. Reflita e discuta com os colegas e o professor este assunto: O que significam os termos "Deus", "divino"
e "divindade", na sua opinião?

2. Agora, pesquise os significados dessas palavras no dicionário e os anote a seguir.

Deus

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. O sentido mais próximo da

compreensão nessa faixa etária, segundo o Dicionário Aurélio (2010), é o de “ser infinito, perfeito, criador do

Universo”. Outras definições podem ser encontradas, caso sejam consultados outros dicionários, ou mesmo um

de termos religiosos. Por exemplo: ser supremo, espírito infinito e eterno, criador e preservador do Universo, etc.

Divino

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. Segundo o Dicionário

Aurélio (2010): "Respeitante ou pertencente a Deus. [...] Proveniente de Deus; concedido por Deus. [...] Sobrena-

tural, sublime. Perfeito [...]”.

Divindade

Se necessário, auxilie os alunos a perceber a definição mais adequada ao contexto. Segundo o Dicionário

Aurélio (2010): “Qualidade de divino. Natureza divina. Deus. Coisa ou pessoa que se adora. Deidade [...]”.

3. Compartilhe com os colegas os significados que você encontrou e considere os que foram encontra-
dos por eles.

4. Com base nos significados obtidos, escreva como você entende o que é Deus, divino, divindade e
transcendência.

Pessoal. Incentive os alunos a comparar suas respostas na atividade 1 com as definições encontradas nos dicionários.

68 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Você sabia?

4 Orientações para a abordagem do tema e sugestão de atividades.


Antes da invenção da escrita, muitos registros humanos foram deixados em forma de pinturas
rupestres. Algumas delas representam animais e cenas do cotidiano. Acredita-se que os seres humanos
pré-históricos atribuíam poderes mágicos a essas pinturas, ou seja, imaginavam que aquilo que retratassem
aconteceria na vida real. Assim, cenas de caçada teriam sido desenhadas para que os caçadores reais
obtivessem sucesso em suas tentativas.

©Wikimedia Commons/Augusto Pessoa

Acredita-se ainda que as pinturas rupestres não represen-


tavam apenas os animais, mas o espírito deles, invocado pelo pinturas rupestres:
xamã. Este é um personagem tribal que exerce diversas funções, pinturas encontradas em
como as de sacerdote, curandeiro e estudioso do poder de cura cavernas e rochas, feitas com
tintas naturais (produzidas
das plantas. Pode também atuar como músico e narrador das
com plantas, frutas, sangue
tradições e dos fatos importantes de um povo. Por isso, ele é con- de animais, carvão e outros
siderado guardião dos mitos e das histórias do seu povo. Durante elementos da natureza).
os ritos religiosos, ele recorre a espíritos dos falecidos, de animais,
de elementos da natureza e de divindades.

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 69


5 Orientações para a realização das atividades.

1. Você conhece os nomes do transcendente nas religiões?


Observe os itens a seguir e associe cada personagem à sua religião e ao nome da divindade em que
acredita.

Judaísmo

Deus

Umbanda

Allah
Catolicismo

Religiões Protestantes/ Javé


Evangélicas

Budismo
Sem divindade

Espiritismo
Guaraci

Indígena
Dayane Raven. 2016. Digital.

Oxalá

Islamismo

70 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


2. No espaço a seguir, apresente de forma artística em que você crê. Pode ser o transcendente ou algo
que não seja religioso. O importante é que você demonstre qual é a sua convicção.
nvicção.

3. Descreva seu desenho e explique o porquê da sua crença.

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 71


DEUS QUE É UM 6 Encaminhamento metodológico.

Algumas das grandes religiões do mundo, como o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo,


creem que há um único Deus.

, o rei de Israel,
“Assim diz Iahweh
ntor: Eu
ão há ne
nhum citos, o seu rede
h o r, e n Iahweh dos Exér
o Sen mim
“Eu sou além de
mim. o último, fora de
tro D e u s sou o primeiro e
ão há ou
outro; n não há Deus”.
undo
[...]”. a . Sã o Paulo: M 5. ia. Cap. 44,
íblia Viv 5, vers. raica Stuttgartens
: NOVA B 0. p. 606. Cap. 4 ISAÍAS. In : BÍ BL IA Heb
]. E-book.
ISAÍA S . In 201 vers. 6. v. 3. [s.p.
Cristão,

“Ele é Deus; não há mais div


indade além
d'Ele, Soberano, Augusto,
Pacífico [...]. Tudo
quanto existe nos céus e na
terra glorifica-O,
porque é o Poderoso, o Pru
Dayane Raven. 2016. Digital.

dentíssimo.”

SURATA. In: O ALCORÃ


O Sagrado.
Tradução de Samir El Hayek
. LCC Publicações
Eletrônicas. 59, 22-24.

Realize um acróstico com a palavra Deus. Para isso, utilize as palavras dos livros sagrados acima para
definir Deus nessas religiões.

72 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


7 Encaminhamento metodológico. O QUE VOCÊ ENTENDE PELAA
PALAVRA “MISTÉRIO”?
OS MISTÉRIOS DIVINOS ME
VOCÊ JÁ ASSISTIU A UM FILME
OU LEU UMA HISTÓRIA QUEE

Dayane Raven.
Leia o texto a seguir e depois TINHA ALGUM MISTÉRIO A SER

2016. Digital.
responda. DESVENDADO?

A história do “Grande Espírito” 8 Encaminhamento metodológico.

Era uma vez uma grande assembleia de bichos. Vieram de toda parte para conhecer e falar com o
Grande Espírito, criador e mantenedor da vida que ia se manifestar. Pensando que poderia demorar vários
dias, cada um trouxe comida dentro de um pote de barro. Tinha pote de todo tipo: pintado, com alças,
com tampa, sem tampa, redondo, oval, com desenhos, simples. Um espetáculo!

Puseram-se a rezar e a refletir, mas nada de o Grande Espírito aparecer. Passou tempo. Ficaram com
fome. Cada um foi para seu lado comer. A onça tinha trazido só piracuí (farinha de peixe), a cutia só
pimenta, o jacaré só tucupi (sumo da mandioca brava), o macaco só farinha de mandioca, o veado só
trouxe água, e assim por diante. Cada um se satisfez e voltaram a rezar e a refletir. Continuaram assim
durante três dias. Estavam cansados de esperar, cansados de sempre comer a mesma coisa; começaram a
ficar irritados uns com os outros. Até duvidaram do Grande Espírito, pois este não aparecia mesmo.

Aí, neste terceiro dia, o filhote da onça foi brincar com o filhote da cutia e lhe disse: “Vamos misturar
pimenta de vocês com nosso piracuí e ver no que dá!”. Dito e feito. Ficou gostoso! Eles ficaram alegres e
os outros filhotes os imitaram: se aproximaram com farinha, tucupi, água. As mães, vendo aquilo, em dois
tempos arrumaram uma mesa grande onde todos os potes de comida foram colocados em comum. Todo
mundo veio e fizeram o maior banquete, bonito e alegre.

Neste dia, neste banquete, conheceram o Grande Espírito.

A HISTÓRIA do “Grande Espírito”. Revista Mundo e Missão, São Paulo, ano 22, n. 197, nov. 2015.

9 Orientações para a realização da atividade.

De que maneira os animais acharam que encontrariam o Grande Espírito? Na história, como isso
ocorreu?

Os animais esperavam que o Grande Espírito se manifestasse como uma entidade, que aparecesse diante de seus

olhos. Entretanto, os animais sentiram a presença da sua divindade ao compartilhar alimentos, unidos e alegres.

Nesse sentido, o Grande Espírito representa a paz e a união.

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 73


10 Orientações para a realização das atividades.

Na história, os filhotes tiveram a ideia de juntar os alimentos para que todos pudessem aproveitar a
contribuição de cada um. Agiram assim por pensar no bem de todos e não apenas no próprio interesse.

1. Organize com os colegas e o professor uma campanha de arrecadação de alimentos, roupas, brinque-
dos ou outros itens. Para isso, escolham uma instituição que esteja precisando de doações e façam
outras pessoas felizes!
2. Descreva no caderno como foi a preparação da atividade e a entrega da doação. Depois, escreva como
você se sentiu após essa ação.

DEUS UNO-TRINO
RINO
SERÁ QUE NOSSOS
AMIGOS SABEM O
PARA O QUE SIGNIFICAM
CRISTIANISMO, DEUS
EUS ESSES TERMOS?
É UNO E TRINO AO
MESMO TEMPO! O!

Dayane Raven. 2016. Digital.

11 Orientações para a realização da atividade.

Pesquise no dicionário e registre os significados das palavras a seguir.

a) Uno: Único. b) Trino: Composto de três elementos.

PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO


Para o Cristianismo, Deus é uno e, ao mesmo tempo, trino.
Ma
rce
lo

Esse conceito é conhecido como “trindade” e significa que Deus


Bittenco rt. 2016. Di

é entendido como a unidade entre Pai, Filho e Espírito Santo. Essa


u

é a compreensão da maioria dos cristãos católicos, evangélicos


git

e ortodoxos que reconhecem Jesus Cristo como o filho de Deus.


al.

74 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


12 Orientações para a realização das atividades.

1. Para entender melhor como “três” podem ser “um”, você vai precisar de três cores diferentes de massa
de modelar. Agora, siga as orientações a seguir.

a) Faça três rolinhos de massinha, cada rolinho de uma cor diferente.

b) Faça uma trança com eles.

c) Desenhe neste espaço o que você fez com a massa de modelar.

d) Os rolinhos estão juntos; mas é possível distinguir cada cor?

Pessoal. Espera-se que seja possível distinguir cada cor.

2. Relacione a trança de massa de modelar com a frase: No Cristianismo, Deus é entendido como uma
trindade, ou seja, como a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O que é possível compreender
dessa frase por meio da experiência de confeccionar a trança?

Pessoal. Espera-se que os alunos compreendam que as unidades Pai, Filho e Espírito Santo podem ser vistas em sua

representação individual (como os rolinhos), mas que juntas se tornam uma nova unidade, a trindade (como a trança).

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 75


DEUS NO PLURAL
No passado, as religiões praticadas na Grécia Antiga, em Roma, no Egito e em outras regiões
do mundo se baseavam na existência de diferentes deuses relacionados às forças da natureza. Cada
divindade tinha uma personalidade própria e era responsável por algum elemento da natureza ou
da vida humana. Algumas dessas divindades eram representadas como figuras humanas e outras,
como figuras compostas de partes humanas e partes de animais. Os deuses gregos, por exemplo,
eram semelhantes aos seres humanos e, portanto, tinham qualidades e defeitos. Além disso, os
gregos acreditavam que, em diversas situações, os deuses deixavam o Monte Olimpo, onde viviam,
para interagir com os mortais.
Atualmente, ainda há religiões, de diferentes lugares do mundo, que acreditam em vários
deuses; por exemplo, o Hinduísmo, o Xintoísmo, a Wicca e religiões africanas e afro-brasileiras,
como o Candomblé. As divindades africanas, conhecidas como Orixás e presentes nas religiões
afro-brasileiras, reúnem características humanas com as de elementos e forças da natureza, como
as águas, o fogo e outros.

Danilo Dourado Santos. 2019. Digital.

! Ogum

! Omolu ! Iemanjá
As diferentes crenças do ser humano influenciam o comportamento que ele tem com o pró-
ximo e com a natureza. Reconhecer que existem diferentes entendimentos do sagrado é uma forma
de respeitar o outro. Assim, respeitar a relação que cada pessoa tem com Deus ou com os deuses em
que acredita é uma maneira de conviver bem, fazendo valer os direitos humanos e a liberdade.
q

76 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


13 Orientações para a abordagem do tema e sugestão de atividades.

DIVINDADES NO HINDUÍSMO
Vimos que o Hinduísmo é um exemplo de religião que ue
es
acredita em várias divindades. Observe, a seguir, as representações
artísticas de algumas divindadess dessa
des
e sa religião.

C Museum of Anthropology

©Wikimedia Commons/Victoria and


Albert Museum, Londres
©Wikimedia Commons/UB

©Wikimedia Commons/AngMoKio
! Divindade Matsya
! Divindade Muruga
! Divindade Krishna

arabu
©Wikimedia Commons/Honolulu Museum of Art/Hiart

ons/Clemensm
©Wikimedia Commons/WL

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©Wikimedia Co
! Divindades Brahma,
! Divindade Shiva Vishnu e Shiva ! Divindade Vessavana
s/Peter Blohm on

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©Wikimedia Comm

ikim
edia
Commons/Augustus B

©Shutterstock/Dipak Shelare
in u

! Divindades Gorabhairava, ! Divindade Shiva ! Divindade Lakshmi


Bahuchara e Kalabhairav
77
Entre as diversas divindades do Hinduísmo, há três deuses principais:

Brahma, o criador do Universo: pode ser representado com quatro cabeças, que simbolizam
os quatro Vedas (textos sagrados hinduístas).

Vishnu, o preservador do Universo: é associado ao Sol e representa aspectos como o amor, a


verdade, a lei e a piedade.

Shiva, o deus da destruição, mas também do renascimento e da transformação.

Esses três deuses, Shiva, Vishnu e Brahma, em equilíbrio, formam o Brahman, um deus só:
trino e uno. ©Shutterstock/AdalyanSona

©Wikimedia Commons/Tris T7

! Brahma
©Wikimedia Commons/Ramanarayanadatta astri

! Vishnu

! Shiva

78 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Em cada região da Índia, as pessoas se aproximam mais de uma ou de algumas das diversas
divindades do Hinduísmo. Entre as mais populares, podem ser citadas Ganesha e Krishna. Ganesha
supera todos os obstáculos e é o deus dos novos empreendimentos. Krishna, por sua vez, repre-
senta a verdade absoluta.

©Wikimedia Commons/Adityamadhav83

©Fotoarena/Alamy
! Ganesha ! Krishna

Você sabia?

©Shutterstock/LenaVolkova
As vacas são sagradas para os
hinduístas. Segundo a crença
desse grupo religioso, elas são a
montaria do deus Shiva. Em sinal
de respeito, os hinduístas não
se alimentam da carne desses
animais.

Em algumas regiões da Índia,


o rato e o búfalo também são
considerados animais sagrados
! Vacas, animais sagrados para os hinduístas
e, portanto, não podem ser
maltratados ou mortos. 14 Orientações para a abordagem do tema.

CAPÍTULO 4 | DESCOBRINDO A DIVINDADE 79


15 Orientações para a realização das atividades.

1. Vamos brincar com o Jogo da memória?

a) Recorte as peças das páginas 9 e 11 do material de apoio.


b) Convide um colega para jogar com você.
c) Misturem as cartas dos dois jogos e deixe-as viradas para baixo.
d) Decidam quem iniciará o jogo.
Dica: Procurem deixar as
e) Encontrem a carta com uma imagem e a carta
peças nos mesmos lugares
com o seu significado na mesma rodada.
ao virá-las no jogo.
f) Quem acertar poderá jogar mais uma vez.
2. Depois de jogar, cole as peças do jogo no caderno, mantendo a correspondência entre as imagens e
seus significados.
3. Crie um jogo de memória para relembrar os assuntos que você estudou ao longo do ano. Para isso, use
os moldes de cartas das páginas 13 e 15 do material de apoio.
16 Encaminhamento didático.

Neste volume, foi possível pensar em diferentes etapas da vida e nas crenças que envolvem esses ciclos!

Você aprendeu sobre os ritos de batismo das religiões cristãs e afro-brasileiras e a apresentação da criança
nas comunidades religiosas do Judaísmo, do Islamismo e dos povos indígenas. Aprendeu também como
as religiões celebram o casamento e as particularidades de cada crença nos ritos fúnebres. Compreendeu
que cada religião tem ideias diferentes sobre o pós-morte, como a reencarnação, a ressurreição e a
ancestralidade, e que existem crenças não religiosas a respeito, como a ideia do nada.

Você conheceu ainda exemplos de como as noções de morte e de sagrado podem ser representadas por
meio de pinturas, esculturas, vitrais e ícones. Além disso, aprendeu que as religiões podem crer em uma ou
mais divindades e que há religiões sem divindades, como o Budismo.

Refletir sobre as etapas da vida e seus ritos em diferentes religiões reaviva o planejamento de vida
baseado na religião e nas crenças de cada um. Perceber que existem outras religiões que abordam temas
semelhantes nos auxilia a perceber que não estamos sozinhos e que muitas pessoas se baseiam em uma
religião para traçar
açar
aç ar suas
sua
u s vidas.
vida
vi d s.
Dayane Raven. 2016. Digital.

80
JOGO TRILHA DA VIDA – TABULEIRO
Página 45

O noivo
fugiu.
Retorne
para o
início do
jogo.
Flor de lótus.

Avance 3 casas.

O pneu
do carro
dos noivos
furou.

Volte 1 casa.
Dayane Raven. 2019. Digital.

MATERIAL DE APOIO 1
JOGO TRILHA DA VIDA – TABULEIRO
Página 45

Que
alegria, um
nascimento!
Avance 2
casas.

?
Cole aqui a continuação do seu tabuleiro

Cerimônia religiosa da
morte da avó de Leza.
Deixe de jogar 1 vez.

Fim do
jogo

MATERIAL DE APOIO 3
JOGO TRILHA DA VIDA – CARTAS E DADO
Página 45

Casa 3 – Pergunta: Casa 5 – Pergunta: Casa 9 – Pergunta:


Qual é o personagem que, Qual é o nome do personagem Qual é o nome do
quando nasceu, foi apresentado cuja religião geralmente realiza personagem em cuja religião, na
à comunidade judaica, assim o batizado na adolescência ou cerimônia de casamento, a noiva
recebendo o seu nome? quando a pessoa é adulta? tradicionalmente escolhe a cor do
vestido?
Se acertar a resposta,
Se acertar a resposta, Se acertar a resposta,
avance 2 casas.
avance 2 casas. avance 2 casas.

Resposta: Abner. Resposta: Felipe. Resposta: Manjari.

Casa 13 – Pergunta: Casa 16 – Pergunta: Casa 20 – Pergunta:


Qual é o nome do personagem Qual é o nome do personagem Qual o nome do personagem
cujo batismo acontece no terreiro, em cuja religião o falecido é da comunidade religiosa que
ou em um rio, sob a proteção de lavado com água e depois vestido acredita que, quando uma pessoa
orixás? com vestes brancas? morre, pode habitar o corpo de
um animal?

Se acertar a resposta, Se acertar a resposta, Se acertar a resposta,


avance 2 casas. avance 2 casas. avance 2 casas.

Resposta: Sikulume. Resposta: Yurem. Resposta: Potira.

Casa 22 – Pergunta:
Quais os nomes dos
cole aqui
cole aqui

personagens pertencentes a
religiões que acreditam na
ressurreição, isto é, na vida eterna?
cole aqui

Se acertar a resposta,
cole aqui

avance 2 casas.

Resposta: Dulce e Felipe.


cole aqui cole aqui

dobra
cole aqui

MATERIAL DE APOIO 5
? ? ?
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?
©Museu de Unterlinden, Colmar, França
Página 51
QUEBRA-CABEÇA DA RESSURREIÇÃO

MATERIAL DE APOIO
GRUNEWALD, Mathias. A ressurreição de Cristo. [1512-1516]. 1 têmpera e óleo

7
sobre madeira, 269 cm × 141 cm. Altar de Isenheimer, Museu Unterlinden, Colmar.
Marc
elo
te Bit
co n
. u r t.
2016. Digital
©Wikimedia Commons/Ramanarayanadatta astri Danilo Dourado Santos. 2019. Digital.

©Wikimedia Commons/Tris T7 Danilo Dourado Santos. 2019. Digital. ©Glow Images/Deposit Photos/Malgorzata_Kistryn
Página 80
JOGO DA MEMÓRIA

©Wikimedia Commons/Adityamadhav83 ©Shutterstock/AdalyanSona Danilo Dourado Santos. 2019. Digital.

MATERIAL DE APOIO
9
JOGO DA MEMÓRIA
Página 80

OGUM GANESHA OMOLU


ORIXÁ GUERREIRO, SUPERA TODOS OS ORIXÁ CONSIDERADO
DE ACORDO COM AS OBSTÁCULOS. É SENHOR DAS DOENÇAS
RELIGIÕES DEUS DOS NOVOS NAS RELIGIÕES
AFRO-BRASILEIRAS. EMPREENDIMENTOS. AFRO-BRASILEIRAS.

IEMANJÁ VISHNU
KRISHNA
ORIXÁ DAS ÁGUAS É ASSOCIADO AO
NO HINDUÍSMO,
SALGADAS, RAINHA SOL, PRESERVA O
REPRESENTA A
DO MAR, SEGUNDO UNIVERSO E REPRESENTA
VERDADE
AS RELIGIÕES O AMOR, A VERDADE,
ABSOLUTA.
AFRO-BRASILEIRAS. A LEI E A PIEDADE.

TRINDADE
SHIVA BRAHMA
NO CRISTIANISMO,
É O DEUS DA CRIADOR DO UNIVERSO,
DEUS É UNO E TRINO,
DESTRUIÇÃO, É REPRESENTADO POR
OU SEJA, É ENTENDIDO
MAS TAMBÉM DO QUATRO CABEÇAS
COMO UNIDADE ENTRE
RENASCIMENTO QUE SIMBOLIZAM AS
PAI, FILHO E ESPÍRITO
SEM FIM. UNIDADES DOS VEDAS.
SANTO.

MATERIAL DE APOIO 11
JOGO DA MEMÓRIA
ASSUNTOS ESTUDADOS AO LONGO DO ANO
Página 80

MATERIAL DE APOIO 13
JOGO DA MEMÓRIA
ASSUNTOS ESTUDADOS AO LONGO DO ANO
Página 80

MATERIAL DE APOIO 15
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ

VOLUME 4
LIVRO DO
PROFESSOR

1.a edição
Curitiba - 2019
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

K66 Kluck, Claudia Regina.


Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina
Kluck, Gisele Mazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane
Raven, Danilo Dourado Santos. – Curitiba : Piá, 2019.
v. 4 : il.

ISBN 978-85-64474-88-8 (Livro do aluno)


ISBN 978-85-64474-89-5 (Livro do professor)

1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino


fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven,
Dayane. IV. Santos, Danilo Dourado. V. Título.

CDD 370

© 2019 Editora Piá Ltda.

Presidente Ruben Formighieri


Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial Júlio Röcker Neto
Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy
Coordenação Editorial Jeferson Freitas
Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka
Coordenação de Iconografia Janine Perucci

Autoria Gisele Mazzarollo


Reformulação dos originais de
Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz
Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e
Michele Czaikoski Silva
Edição de texto Giorgio Calixto de Andrade e
Mariana Bordignon Strachulski de Souza
Revisão João Rodrigues
Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira

Capa Doma.ag
Todos os direitos reservados à
Editora Piá Ltda.
Imagens: ©Shutterstock
Rua Senador Accioly Filho, 431 Projeto Gráfico Evandro Pissaia
81310-000 – Curitiba – PR
Site: www.editorapia.com.br Imagens: ©Shutterstock/
Fale com a gente: 0800 41 3435 KanokpolTokumhnerd/Zaie
Ícones: Patrícia Tiyemi
Impressão e acabamento
Gráfica e Editora Posigraf Ltda. Edição de Arte e Editoração Debora Scarante e Evandro Pissaia
Rua Senador Accioly Filho, 500
81310-000 – Curitiba – PR Pesquisa iconográfica Junior Guilherme Madalosso
E-mail: posigraf@positivo.com.br
Impresso no Brasil Ilustrações Dayane Raven e Danilo Dourado Santos
2020 Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz
SUMÁRIO

1 Proposta pedagógica ______________ 4

Concepção de ensino _______________________ 4


Objetivos __________________________________ 8
Avaliação __________________________________ 8
Organização didática _______________________ 9
Referências ________________________________ 12

2 Orientações metodológicas ________ 13


Ritos para cada momento ___________________ 13
Ritos para além da vida _____________________ 20
Encontrando o sagrado na arte ______________ 29
Descobrindo a divindade ____________________ 36
Dayane Raven. 2016. Digital.
PROPOSTA PEDAGÓGICA
ENSINO RELIGIOSO

CONCEPÇÃO DE ENSINO
A coleção Passado, presente e fé para o Ensino Religioso tem por princípios a valorização e o
respeito à diversidade cultural, com vistas à promoção dos direitos humanos e da cultura da paz.
De acordo com a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO, 2002), a cultura
adquire formas diversificadas no tempo e no espaço, o que se manifesta na originalidade e na
pluralidade dos grupos humanos, atuando como fonte de intercâmbios, de inovação e de criativi-
dade. Assim, a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade e deve, portanto,
ser reconhecida e respeitada em benefício das gerações presentes e futuras.
A pluralidade religiosa é um aspecto da diversidade cultural presente no mundo e também no
Brasil. Sua abordagem nos nove anos do Ensino Fundamental pode favorecer o aprimoramento da
pessoa humana e da convivência social. Nesse intuito, a escola mostra-se um espaço privilegiado
para a construção do conhecimento religioso e da tolerância por meio do diálogo, da reflexão e
do respeito mútuo.
Historicamente, o conhecimento religioso tem sido objeto de estudo de teologias e ciências,
como História, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Geografia e, mais recentemente, Ciência da
Religião. O Ensino Religioso, por sua vez, permeia o espaço escolar desde o momento em que o
Estado passou a ocupar-se da educação dos cidadãos.
Assim, na Europa do século XVIII, organizou-se um sistema educacional em que o ensino da
religião era visto como meio de educar os cidadãos para valores como humildade, generosidade,
paciência, equilíbrio e piedade. O instrumento básico para tanto era o catecismo católico, por
meio do qual se realizavam a instrução religiosa e também a alfabetização.
No Brasil, a introdução oficial do Ensino Religioso no currículo escolar ocorreu em 1827, sendo,
então, conferida à escola a função de ensinar leitura, escrita, as quatro operações, os números
decimais, proporção, introdução à geometria, gramática da língua portuguesa, princípios da moral,
doutrina católica e História do Brasil, além de favorecer a leitura da Constituição do Império. Com
a Proclamação da República, em 1889, o Ensino Religioso foi retirado do currículo das escolas
públicas brasileiras e retornou apenas em 1931.
Nas Constituições posteriores, permaneceu como componente obrigatório para as escolas
e optativo para os estudantes, condição confirmada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB, Lei nº 9.394/96) e, mais recentemente, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
que lhe concede o status de área do conhecimento, juntamente com Linguagens, Matemática,
Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Além disso, a BNCC afirma que o fenômeno religioso
constitui “um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do
mundo, da vida e da morte” (BRASIL, 2017, p. 434).

4 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Esses documentos demonstram a relevância do Ensino Religioso para os currículos escolares
do Ensino Fundamental, uma vez que se favorecem a compreensão e o respeito às diversidades
cultural e religiosa do povo brasileiro.
O artigo 32 da LDB estabelece como objetivo para o Ensino Fundamental a formação básica
do cidadão com base nos seguintes aspectos:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno do-
mínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes


e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de co-


nhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância


recíproca em que se assenta a vida social. (BRASIL, 1996)
A BNCC, por sua vez, defende para o Ensino Fundamental o desenvolvimento de competências
e habilidades que possibilitem concretizar os direitos de aprendizagem das crianças e dos jovens.
Esse documento propõe a organização dos componentes curriculares por meio das categorias:
competências, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
Assim, orienta um processo de ensino e aprendizagem do conhecimento histórico-cultural para
o desenvolvimento de valores humanos, ou seja, propõe o desenvolvimento da sensibilidade, do
diálogo, da tolerância e da convivência pacífica, respeitando as pluralidades cultural e religiosa
brasileira.
Também reconhece a relação do conhecimento religioso com a busca humana de respostas
para questões existenciais básicas: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual é o sentido da
existência?
Como principal referência para a abordagem do conhecimento religioso no Ensino Fundamental,
a BNCC elege a Ciência da Religião, uma vez que esta, como disciplina autônoma, “possibilita a
análise diacrônica e sincrônica do fenômeno religioso, a saber, o aprofundamento das questões de
fundo da experiência e das expressões religiosas, a exposição panorâmica das tradições religiosas
e as suas correlações socioculturais” (SOARES, 2009, p. 3).
Ao compreender o ser humano como um ser complexo, integrado, a BNCC define o indiví-
duo como ente constituído de “imanência (dimensão concreta, biológica) e de transcendência
(dimensão subjetiva, simbólica)” (BRASIL, 2017, p. 436). Ambas as dimensões, de forma associada,
propiciam a cada um relacionar-se com os demais, com a natureza e com o transcendente. Essas
relações, múltiplas e dialógicas, possibilitam ao indivíduo compreender-se como igual aos outros,
em sua humanidade, e como diferente deles, em sua singularidade.

LIVRO DO PROFESSOR 5
Portanto, as unidades temáticas previstas na BNCC e descritas a seguir contemplam uma
cosmovisão que favorece a compreensão da estrutura das religiões e de conceitos fundamentais
nelas presentes, bem como das formas de expressão que influenciam as relações sociais por meio
dos costumes, das tradições e da linguagem.

• A unidade temática Identidades e alteridades, especialmente contemplada nos Anos Iniciais,


promove o reconhecimento da singularidade e da importância de cada indivíduo (subjetivi-
dade). Ao mesmo tempo, é reforçada a compreensão de suas conexões com os outros seres
humanos (alteridade), identificando as semelhanças e as diferenças em uma perspectiva de
coexistência. Logo, essa unidade temática proporciona os primeiros reconhecimentos das
dimensões imanente e transcendente que integram o patrimônio cultural humano, o que se
realiza por meio da identificação de diversos costumes, crenças, formas de viver e símbolos.

• A unidade temática Manifestações religiosas possibilita a abordagem de informações


acerca de componentes do fenômeno religioso, como: espaços sagrados, símbolos, ritos,
representações religiosas, formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos,
cantos, danças, meditações), práticas celebrativas, indumentárias, alimentos e objetos con-
siderados sagrados, bem como líderes religiosos e suas formas de atuação.

• A unidade temática Crenças religiosas e filosofias de vida, cuja abordagem se intensifica


nos Anos Finais, fomenta a compreensão, a valorização e o respeito em relação às diversas
experiências religiosas, possibilitando identificar, reconhecer, analisar e discutir o fenômeno
religioso com base em seus elementos estruturantes: os mitos (que estabelecem relações
entre a imanência e a transcendência), as crenças, as narrativas religiosas (orais e escritas),
as doutrinas religiosas (princípios e valores das diversas tradições), os códigos ético e moral
(balizadores de comportamento dos adeptos) e as ideias de imortalidade (como ancestrali-
dade, reencarnação, ressurreição e transmigração). Também integram essa unidade temática
as relações possíveis das tradições religiosas com a esfera pública (política, saúde, economia,
educação), as mídias e a tecnologia.

Os quadros a seguir destacam as unidades temáticas e os objetos de conhecimento previstos


pela BNCC para os nove anos do Ensino Fundamental. Além disso, ao final de cada volume anual,
as orientações didáticas trazem um mapa curricular integrado, que explicita os conteúdos e as
atividades propostos para a abordagem desses elementos, bem como as habilidades da BNCC
contempladas em relação a eles.

6 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Anos Unidades temáticas Objetos de conhecimento

O eu, o outro e o nós


Identidades e alteridades
1.º ano Imanência e transcendência
Manifestações religiosas Sentimentos, lembranças, memórias e saberes
O eu, a família e o ambiente de convivência
Identidades e alteridades Memórias e símbolos
2.º ano
Símbolos religiosos
Manifestações religiosas Alimentos sagrados
Identidades e alteridades Espaços e territórios religiosos
3.º ano Práticas celebrativas
Manifestações religiosas
Indumentária religiosa
Ritos religiosos
Manifestações religiosas
4.º ano Representações religiosas na Arte
Crenças religiosas e filosofias de vida Ideia(s) de divindade(s)
Narrativas religiosas
5.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida Mitos nas tradições religiosas
Ancestralidade e tradição oral
Tradição escrita: registro dos ensinamentos sagrados
6.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida Ensinamentos da tradição escrita
Símbolos, ritos e mitos religiosos
Místicas e espiritualidades
Manifestações religiosas
Lideranças religiosas
7.º ano
Princípios éticos e valores religiosos
Crenças religiosas e filosofias de vida
Liderança e direitos humanos
Crenças, convicções e atitudes
Doutrinas religiosas
8.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida
Crenças, filosofias de vida e esfera pública
Tradições religiosas, mídias e tecnologias
Imanência e transcendência
9.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida Vida e morte
Princípios e valores éticos

LIVRO DO PROFESSOR 7
OBJETIVOS
No artigo 33, a LDB determina o “respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil”. Nessa pers-
pectiva, a coleção Passado, presente e fé tem como objetivo central promover o conhecimento e a
reflexão acerca do fenômeno religioso em âmbito mundial e, especialmente, em suas manifestações
no Brasil. Para isso, contempla os objetivos de ensino e aprendizagem indicados pela BNCC:
a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das
manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos;

b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante


propósito de promoção dos direitos humanos;

c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas


religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo
de ideias, de acordo com a Constituição Federal;

d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de
valores, princípios éticos e da cidadania. (BRASIL, 2017, p. 436)
Cabe ressaltar, ainda, a importância de respeitar e fortalecer a identidade religiosa de cada educando,
uma vez que o direcionamento religioso de crianças e jovens é prerrogativa das famílias e das instituições
religiosas. A escola, por sua vez, pode contribuir para a formação cidadã das novas gerações por meio do
estímulo às compreensões reflexiva e analítica das manifestações religiosas, promovendo a cultura da
paz e a valorização dos direitos humanos, conforme o princípio constitucional da liberdade de crenças,
ideias e consciência. Nesse sentido, Aragão e Souza (2017, p. 19) apontam que o Ensino Religioso: “[...]
está assumindo essa responsabilidade de oportunizar o acesso aos saberes e conhecimentos produzidos
pelas diferentes tradições espirituais e cosmovisões religiosas enquanto patrimônios da história humana.”“

AVALIAÇÃO
O conhecimento religioso é bastante complexo, pois, além das especificidades do seu objeto (o
transcendente), envolve elementos histórico-culturais e ainda a dimensão psíquico-afetiva de in-
divíduos e grupos identitários. Esse conhecimento demonstra que a experiência religiosa humana,
em sua diversidade, constitui um dos caminhos percorridos por diferentes grupos e sociedades em
busca de respostas para os problemas fundamentais da existência.
Ao defrontar-se com a finitude e com a possibilidade de conduzir a vida por variadas direções,
apresenta-se aos seres humanos a necessidade de encontrar uma explicação para a morte e um
sentido para a vida. Nesse contexto, as religiões despertam a esperança de superação da morte e
indicam valores para orientar a vida, conferindo-lhe uma finalidade e um significado. Além disso, a
experiência religiosa pode ser considerada “humanizante”, ou seja, capaz de tornar cada um mais
sensível aos outros e mais consciente da condição humana compartilhada com eles. Uma experiência
dessa natureza é, portanto, indissociável de uma consciência ética.

8 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Logo, os processos de ensino e aprendizagem do conhecimento religioso requerem metodologias
e estratégias capazes de ampliar a consciência e a valorização da identidade dos educandos, assim
como o respeito aos diversos grupos identitários que compõem o seu contexto sociocultural. Em
todas as etapas desse processo, inclusive na avaliação, deve-se ter presente o desenvolvimento das
seguintes competências, estabelecidas pela BNCC para o Ensino Religioso:
1. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias
de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos.

2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas expe-


riências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.

3. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de


valor da vida.

4. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.

5. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da eco-


nomia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.

6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discri-


minação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante
exercício da cidadania e da cultura de paz.

ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA
A observação do(s) fenômeno(s) religioso(s) faz parte da realidade do educando antes mesmo
de seu ingresso no sistema escolar, seja por uma opção familiar, seja pelo contexto social que o
circunda. A coleção Passado, presente e fé parte desse pressuposto para oportunizar a compreensão
reflexiva e analítica de diferentes manifestações.

Com esse propósito, os con-


teúdos são explorados por meio
de textos e atividades, que, por
sua vez, organizam-se didati-
camente em seções e ícones,
considerando as especificidades Da
ya
de cada nível de ensino. ne
Ra
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n.2
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al.

LIVRO DO PROFESSOR 9
Para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais
P

Apresenta diferentes recursos e atividades com o propósito de fazer um levantamento dos co-
nhecimentos prévios dos alunos acerca dos conteúdos que serão trabalhados no capítulo.

Por meio de propostas lúdicas, busca a interação entre os alunos, além de oportunizar reflexões
significativas e contextualizadas a respeito dos conteúdos desenvolvidos.

Incentiva os alunos a construir suas concepções, elaborar e sistematizar, de maneira individual


e coletiva, o conteúdo. É o momento da sistematização do conhecimento e de novas indagações.

Oportuniza a interação entre os alunos e com outras pessoas da convivência deles. Traz atividades
como rodas de conversa, entrevistas e diferentes propostas de trabalho em equipe.

Envolve os alunos em atividades voltadas ao desenvolvimento de valores, como empatia, soli-


dariedade, respeito e tolerância.

Ícones

Pesquisa Atividade coletiva

Caderno Atividade oral

Você sabia?

10 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Para o Ensino Fundamental – Anos Finais

Propõe atividades com o ob- Apresenta diversos gêneros Aborda temas de grande
jetivo de exercitar a tolerância, a textuais e verbo-visuais para que relevância para a convivência
compreensão e a harmonia nas os alunos realizem atividades harmônica em sociedade. São
relações em família, na comuni- de análise de documentos, re- incentivadas reflexões a respeito
dade escolar e nas demais esfe- lacionando-os aos conteúdos de documentos importantes,
ras de convivência dos alunos. estudados. além de pronunciamentos ofi-
ciais de líderes religiosos e secu-
lares, que tratam de temas como
igualdade, direitos humanos e
liberdade.
Traz atividades, objetivas e Possibilita diferentes olhares
discursivas, com a finalidade de sobre os temas tratados no ca-
sistematizar os conhecimentos pítulo com o objetivo de am-
adquiridos ao longo do estudo pliar os assuntos abordados e
do capítulo. o contato com outras opiniões
Apresenta atividades diversi-
e modos de viver e de pensar.
ficadas que sistematizam e am-
pliam os conteúdos trabalhados
no capítulo.
Propõe o debate em sala
de aula, sempre mediado pelo Sugere atividades, indivi-
professor. Os temas sugeridos duais ou coletivas, de investiga-
são relacionados aos conteúdos ção e estudo acompanhadas de
estudados e ao cotidiano dos orientação e roteiro para alunos
alunos, que serão estimulados e professores com o objetivo
a compartilhar suas ideias e desenvolver a capacidade de
seus posicionamentos, sempre selecionar fontes, coletar dados
respeitando as opiniões dos e produzir sínteses.
colegas.

Ícones

Caderno Texto informativo

Glossário Atividade coletiva

LIVRO DO PROFESSOR 11
REFERÊNCIAS
ARAGÃO, Gilbraz S. Apresentação. In: JUNQUEIRA, Sérgio R. A.; BRANDENBURG, Laure E.;
KLEIN, Remí (Org.). Compêndio do Ensino Religioso. São Leopoldo: Sinodal; Vozes, 2017.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Constituição
da República dos Estados Unidos do Brasil (de 24 de fevereiro de 1891). Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm>. Acesso em:
16 ago. 2018.
______. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de julho de 1934).
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm>.
Acesso em: 16 ago. 2018.
______. Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Brasília, 20 dez. 1996.
______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum
Curricular. Versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. São Paulo: Loyola, 2017.
IMPÉRIO DO BRASIL. Documentos complementares do Império do Brasil (15 outubro 1827).
artig. 6. In: BONAVIDES, Paulo.; AMARAL, Roberto A. Textos políticos da História do Brasil.
Brasília, Senado Federal, 1996. v. I.
JUNQUEIRA, Sérgio B. A. O processo de escolarização do Ensino Religioso no Brasil.
Petrópolis: Vozes, 2002.
PASSOS, João D.; USARSKI, Frank. (Org.). Compêndio de Ciência da Religião. São Paulo:
Paulus, 2013.
REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL. Coleção de Leis. Rio de Janeiro: Senado
Federal, 1931. v. I.
SILVA, Eliane M. Religião, diversidade e valores culturais: conceitos teóricos e a educação
para a Cidadania. Disponível em: <https://www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf>.
Acesso em: 17 ago. 2018.
SOARES, Afonso M. L. Ciência da Religião, Ensino Religioso e formação docente. Disponível
em: <https://www.pucsp.br/rever/rv3_2009/t_soares.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.
UNESCO. Cultura de paz: da reflexão à ação; balanço da década internacional da promoção
da cultura de paz e não violência em benefício das crianças do mundo. Brasília: UNESCO;
São Paulo: Associação Palas Athena, 2010.
______. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris: Unesco, 1948.
______. Declaração Universal Sobre a Diversidade Cultural. Paris: Unesco, 2002.
USARSKI, Frank. Interações entre Ciência e Religião. Revista Espaço Acadêmico, Maringá,
v. 02, n. 17, 2002.
______. Os enganos sobre o sagrado: uma síntese da crítica ao ramo “clássico” da
Fenomenologia da Religião e seus conceitos-chave. Disponível em: <www.pucsp.br/rever/
rv4_2004/p_usarski.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.

12 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS

CAPÍTULO 1 RITOS PARA CADA MOMENTO


Este é o quarto volume da Coleção Ensino Religioso para o
Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Em consonância com as
Veja o Mapa curri-
orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para cular integrado no
esta etapa de estudos, são aprofundados os conhecimentos final das Orientações
sobre os ritos e a ideia de transcendente, com abordagem de metodológicas.
conhecimentos acerca do fenômeno religioso e também das
filosofias de vida (BRASIL, 2017).
O conceito de “fenômeno religioso” pode ser compreendido como as expressões cultural e social
da religiosidade por meio de gestos, palavras, atitudes, símbolos e ritos – elementos reveladores da
busca do ser humano por algum tipo de relacionamento com algo ou alguém que o transcenda. Já
as “filosofias de vida” são conjuntos de ideias e valores que orientam a conduta individual com base
em princípios éticos. Estes podem até apresentar semelhanças com alguns princípios religiosos;
todavia diferem deles por não dependerem da crença em uma esfera transcendente.
Ao proporcionar a compreensão dos fenômenos religiosos, cujas “múltiplas manifestações são
parte integrante do substrato da cultura humana” (BRASIL, 2017, p. 434), bem como dos valores que
norteiam as diferentes filosofias de vida, pretendemos favorecer a aprendizagem do diálogo e da
tolerância, fundamentais para a boa convivência social.
Assim, na construção do presente volume, foram privilegiados os objetos de conhecimento e as
habilidades indicados pela BNCC para o quarto ano escolar dessa etapa de estudos. Além disso, é
importante atentar-se para a apresentação dos personagens da coleção, realizada nas páginas iniciais
do volume, pois a classe escolar representada por eles passará por mudanças no novo ano letivo.
Nesse contexto, Leza diz que sua avó está muito doente – essa informação está relacionada aos
conteúdos do capítulo 2, que inicia com os personagens conversando sobre a viagem da amiga
para visitar a avó; em seguida, informam que esta faleceu e que Leza vai morar com o avô, em ou-
tra cidade. Por outro lado, uma nova personagem se apresenta aos alunos. Chama-se Estela e está
mudando de escola após a separação dos pais. A menina revela que é espírita – doutrina que terá
alguns aspectos abordados no capítulo 2 com a chegada de Estela à classe.
A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o primeiro capítulo é Manifestações
religiosas e o objeto de conhecimento abordado será Ritos religiosos. As páginas de abertura do
capítulo trazem imagens de diversos ritos religiosos. Nas páginas seguintes, é apresentado o conceito
de rito, com destaque para a sua presença no cotidiano, em situações religiosas e não religiosas. Ao
compreender o conceito de rito, os alunos poderão perceber que há ritos em várias fases da vida.

LIVRO DO PROFESSOR 13
No nascimento de uma criança, o rito religioso pode ser o batismo ou a apresentação dela à
comunidade religiosa. Na adolescência, há ritos de batismo, confirmação ou passagem para a matu-
ridade religiosa. Na vida adulta, apresentam-se os ritos de casamento. Nesse estudo, os alunos terão
a oportunidade de resgatar a própria identidade religiosa e a de seus familiares, além de perceber
semelhanças entre os ritos de religiões distintas.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

Página 5

1 Ao iniciar o ano letivo, quando os alunos participam das primeiras aulas de Ensino Religioso,
é comum a apreensão de suas famílias quanto ao modo como o fenômeno religioso será tratado
na escola. Muitos pais sentem receio de que os conteúdos abordados em sala possam interferir na
identidade religiosa de seus filhos. Nesse sentido, é importante esclarecer à comunidade escolar o
objetivo do Ensino Religioso, que é promover o conhecimento sem privilegiar nenhuma religião e,
ainda, sem realizar experiências religiosas de qualquer natureza com os alunos. Trata-se de olhar para
as manifestações religiosas que acontecem na sociedade, nas comunidades e nas diversas culturas
e de tentar entendê-las. Trata-se, ainda, de identificar as crenças e os significados das diferentes
expressões religiosas a fim de melhorar as relações interpessoais e sociais.
O respeito à identidade religiosa de cada aluno começa pela atitude do professor, que deve abordar
as várias temáticas sem privilegiar ou desprezar qualquer religião. Além disso, deve ser reservada
especial atenção à abordagem dos conteúdos diante da identidade dos alunos cujas famílias profes-
sam uma religião e concordam com alguns pontos de determinada crença, porém não participam
de todas as atividades religiosas prescritas. O número de pessoas que pertencem a esse grupo é
expressivo no Brasil. Ademais, há um percentual elevado de pessoas que, mesmo sem se vincular a
uma religião, se apoiam em diversos sistemas de crenças, segundo convicções pessoais. Por outro
lado, há alunos cujas famílias se declaram “sem religião” ou que se reconhecem como ateias. É impor-
tante que estes não se sintam pressionados nem excluídos nas atividades realizadas em sala. Ainda
que não tenham crenças religiosas nem realizem práticas dessa natureza, eles podem, e devem, ser
estimulados a compartilhar valores, experiências e princípios aprendidos em família.
Ao abordar o conteúdo das páginas 4 e 5, pergunte aos alunos se recordam o nome e as características
dos personagens, bem como a religião de cada um. Observe a presença de uma nova personagem,
Estela, que é espírita. Mais detalhes sobre a menina e sua religião serão mostrados no segundo capítulo.
Destaque o fato de que alguns personagens representam denominações religiosas que se ramificam
em diversos grupos. Felipe é evangélico, denominação que inclui inúmeras igrejas. Potira representa
as religiões indígenas, mas há distinções relevantes nas crenças e nas práticas de cada povo. Leza e
Sikulume representam as religiões afro-brasileiras, na condição de seguidores do Candomblé e da
Umbanda, ainda que existam outras religiões ligadas à mesma denominação. Ressalte ainda, na fala de
Manjari, as explicações de que no Budismo não há uma divindade e Buda é um grande mestre espiri-
tual. Essa religião é a única, entre as citadas, que não crê em um deus, mas no autodesenvolvimento.

14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Aproveite o diálogo sobre as religiões dos personagens a fim de identificar os nomes das religiões e
das igrejas às quais os alunos pertencem, pois isso pode contribuir para a afirmação da identidade
religiosa de cada um deles.

Página 7

2 Neste capítulo, os alunos estudarão o conceito de rito, verificando sua presença em situações
do cotidiano e no contexto das religiões. Serão enfatizados os ritos de diferentes religiões ligados ao
nascimento, à iniciação religiosa e ao casamento. O conceito de rito é norteador para a compreensão
das práticas das religiões. Os alunos terão a possibilidade de identificar semelhanças entre alguns
ritos religiosos. No final do capítulo, há uma sistematização do que foi desenvolvido, retomando o
conceito de rito.
Explore as imagens de abertura do capítulo. Pergunte aos alunos:
• Que religião cada imagem representa?
• O que as pessoas estão fazendo em cada situação?
• Alguém já vivenciou alguma dessas cenas?
• O que sentiu? Isso costuma acontecer sempre nessa religião?
Se os alunos tiverem fotos de algum rito do qual participaram, poderão trazer cópias à escola a fim
de socializá-las com os colegas.

Página 8

Ponto de partida
3 A análise das imagens contribuirá, a seguir, para a compreensão do conceito de rito. Ao ob-
servá-las, os alunos poderão comentar que as atividades exibidas são rotineiras e que as crianças
sempre as realizam. Diferencie com eles atividades que ocorrem com e sem periodicidade, uma
vez que o rito é definido quando há periodicidade e repetição.
Com base nas respostas apresentadas à questão proposta, aprofunde o diálogo direcionando-o
para novas questões. Converse com a turma sobre os gestos e as atitudes das pessoas. Indague,
por exemplo: Quais são os gestos e as atitudes mais comuns das crianças e dos adultos? Quais são
os gestos mais comuns dos jovens e dos idosos?
4 Após a leitura do texto, esclareça aos alunos que gestos repetidos diariamente, a ponto de se
tornarem costumes ou regras, podem ser considerados ritos. Em seguida, crie uma tabela com todos
os dias da semana, oriente-os a copiá-la no caderno e a preenchê-la com ações e atividades que
realizam em cada um deles.
No final da semana, retome essa tabela para que os alunos percebam as atividades que se repetem
no dia a dia. Então, nomeie tais atividades como ritos não religiosos. Faça um levantamento das
atividades que mais se repetiram e explique a eles que um rito pode ser coletivo e exercido em
diferentes lugares e tempos.

LIVRO DO PROFESSOR 15
Página 9

Atividades
5 Explore esses momentos do cotidiano com outros exemplos dos alunos: Como você se prepara
quando um amigo especial vai à sua casa? Quando o ano letivo se inicia, como você se prepara? O
objetivo da seção é que, na própria conversa, eles percebam que repetimos ações e que existem
acontecimentos importantes em diferentes fases da vida. O conteúdo também contribui para a
percepção de que os ritos, religiosos ou não, ocorrem em distintas etapas e situações da vida.

Página 10

6 Converse com os alunos a respeito dos ritos presentes no cotidiano em sala de aula, no contexto
da escola e no âmbito da família. Destaque os ritos ligados à religiosidade deles. Explore as imagens
e pergunte a eles se frequentam escolas dominicais, catequese ou outros estudos preparatórios para
os ritos de iniciação das religiões às quais pertencem. Solicite a eles que descrevam como acontecem
esses momentos: Quem os orienta? O que estudam e aprendem? Por que os ritos de iniciação existem?
Relacione as fases da vida do ser humano aos ritos que os alunos conhecem e/ou que já viveram.
Pergunte a eles sobre a importância do rito em cada fase; neste caso, o rito religioso. Mas e quanto
àqueles que não praticam ritos religiosos, que outros ritos poderão realizar?

Página 11
Atividades
7 Por meio do quadro preenchido na atividade, os alunos poderão visualizar algumas semelhan-
ças e diferenças entre os ritos de religiões distintas. Explore esse aspecto com eles e oportunize um
momento para que exponham conhecimentos que porventura já tenham acerca dos ritos citados.

Página 12

8 Demonstre aos alunos que não participam de rituais de iniciação religiosa que estes existem, são
muitos e variados. Trabalhe a liberdade de culto e de expressão enfatizando a dimensão do respeito
às pessoas nas suas opções e práticas. Explore com eles a iniciação dos bebês nas diferentes reli-
giões. O estranhamento em relação aos ritos pode causar distintos comentários na sala de aula. Daí
a importância da mediação do professor, expondo as diversas possibilidades culturais e destacando
que o respeito é fundamental no processo de conhecer novos ritos. Lembre-os de que cada povo
indígena tem uma forma própria de iniciar suas crianças na comunidade.

Página 13

9 Sikulume faz um comentário acerca da personagem Leza. Converse com os alunos sobre a visita
dela à avó doente. Essa é apenas uma introdução do que está acontecendo com a personagem.
Comente o assunto, mas sem enfatizá-lo, pois será retomado e aprofundado no capítulo seguinte.
Leia para eles a passagem bíblica de Mateus capítulo 3, versículos 13 a 15, que menciona o batismo
de Jesus. Em seguida, faça perguntas orais sobre a compreensão desse texto e discuta o gesto de
Jesus, que pediu para ser batizado por João Batista, e a atitude deste diante do pedido do mestre.

16 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Destaque semelhanças e diferenças entre os batismos católico e evangélicos. Relembre os alunos
de que ambas as vertentes fazem parte do Cristianismo. A Religião Evangélica se fraciona em várias
igrejas, com nomes distintos e que podem, inclusive, ter ritos diversos.
Observe ainda que, embora a Umbanda seja classificada como religião afro-brasileira, em vez de ser
incluída no grupo do Cristianismo, alguns de seus símbolos e ritos se parecem com os de religiões
cristãs, em especial o Catolicismo. Um exemplo é o batismo. Isso se dá pelo sincretismo religioso.
Sincretismo é a mistura de crenças e ritos próprios de diferentes religiões em uma nova. A Umbanda
é uma religião sincrética, formada por elementos do Catolicismo, do Espiritismo, bem como de
religiosidades africanas e indígenas.

Página 15

Conversar e fazer juntos


10 A realização das atividades propostas requer mais de uma aula e pode ser interdisciplinar. No
dia da exposição, explore a riqueza e a diversidade de elementos e, se possível, registre falas dos
visitantes, grave vídeos e fotografe o evento.
Atividades 1 e 2
O intuito é que os alunos sejam protagonistas em todas as etapas da organização e da realização da
exposição. Aqueles que não passaram pelo batismo ou por outro tipo de iniciação religiosa podem
trazer material resultante de pesquisa ou emprestado de um amigo ou familiar.
Divida a turma em grupos com diferentes atribuições na organização do evento:
Grupo dos convites
• conversar com a coordenação para eleger o melhor espaço e a data em que a exposição será feita;
• divulgar essa informação à turma a fim de que os colegas possam se organizar no período indicado;
• elaborar uma lista de convidados;
• procurar modelos de convite na internet ou até mesmo trazê-los de casa;
• ensaiar como realizar os convites oralmente e depois distribuir o modelo escrito aos convidados;
• recepcioná-los no dia da exposição.
Grupo da organização dos materiais
• conversar com a coordenação para alocar os materiais da exposição até o dia de ela acontecer;
• receber os materiais dos colegas;
• estabelecer critérios para a classificação desses elementos (com a ajuda do professor);
• criar cartazes de identificação da classificação, o nome da exposição e seu objetivo.
Grupo da organização da exposição
• buscar mesas de acordo com a necessidade;
• prover toalhas iguais ou de material TNT para cobrir as mesas;
• organizar os materiais a serem expostos, conforme os critérios do grupo;
• depois do período estipulado pela coordenação, retirar os materiais do espaço e entregá-los ao
grupo da organização dos materiais para que este os devolva aos respectivos donos.

LIVRO DO PROFESSOR 17
Grupo do varal de fotos
• providenciar barbante e prendedores para colocar no varal as fotos e as lembranças de batismo;
• conversar com os grupos de organização dos materiais e da exposição sobre o melhor local para
a montagem do varal;
• escrever um cartaz sobre o significado do varal;
• montar o varal e, depois do período estipulado pela coordenação, desmontá-lo, entregando fotos e
lembranças ao grupo da organização dos materiais para que este os devolva aos respectivos donos.
Atividade 3
Momento de retrospectiva e avaliação coletiva da aprendizagem, mas também do passo a passo da
organização e do dia da exposição, para que todos compreendam a importância do trabalho coletivo
e colaborativo. Caso tenha registrado momentos da exposição, compartilhe os registros com os alunos.
Atividade 4
Retome com os alunos o passo a passo da organização da exposição para que possam relatar o
que aprenderam de maneira coerente. No final da escrita, é importante que cada aluno cite suas
aprendizagens e apresente sua opinião pessoal sobre o evento realizado.

Página 16

Atividades
11 O intuito das atividades é que os alunos utilizem os conhecimentos adquiridos para diferenciar
uma religião da outra com base no rito do batismo ou da iniciação na comunidade, assim iden-
tificando as características solicitadas na questão 1. Antes de construir o parágrafo requisitado na
atividade 2, retome com eles o significado de cada palavra relacionando-o com o rito estudado.

Página 18

12 Assim como foi feito com os ritos de batismo ou de iniciação em uma comunidade religiosa,
destaque semelhanças e diferenças entre os ritos de casamento em culturas e religiões distintas.
Antes de iniciar a leitura do texto, peça aos alunos que observem as imagens de casamentos para
citar diferenças e semelhanças encontradas. Solicite a eles que tragam imagens de casamentos de
distintos períodos da história e de lugares diversos. Em uma roda de conversa, passe as imagens de
mão em mão para observação dos detalhes. Classifique as fotos por períodos, identifique as religiões
nelas presentes e retome o significado de casamento comum entre as culturas e as religiões.

Página 19

Conversar e fazer juntos


13 Combine antecipadamente com os alunos para trazer à sala de aula convites de casamento
que tenham em casa. Quem não os tiver pode pesquisar modelos na internet ou emprestá-los de
amigos ou familiares. Assim, de forma lúdica, é possível explorar os convites conversando com a
turma sobre as tradições religiosas.

18 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Página 20

14 Retome com os alunos o respeito à diversidade, antes de iniciar a leitura do texto. A cultura e a
sociedade influenciam nos ritos religiosos. Converse com a turma sobre os costumes culturais da
região e também como foram mudando ao longo do tempo, inclusive influenciando no rito do
casamento.

Página 21

Atividades
15 Relembre os alunos dos passos da confecção de um convite. O local deve fazer referência à
religião escolhida por eles. No caderno, os alunos podem detalhar a vestimenta do casal e como
seria o casamento conforme o rito religioso.

Página 23

Atividades
16 O intuito das atividades é avaliar nas frases a associação das palavras encontradas no caça-pala-
vras. As frases deverão expressar a relação entre as palavras e os elementos abordados sobre o rito
do casamento.

Sugestões para o professor


Leitura

• FRAAS, Hans-Jürgen. A religiosidade humana: compêndio de psicologia da religião. São Paulo:


Sinodal, 1997.
O livro trata de um diálogo entre teologia e psicologia dividido em duas partes: primeiro, com a
história da psicologia da religião; depois, com a relação entre a religiosidade e o ser humano.

Filme

Importante:
Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles
antes de exibi-los aos alunos.

• CASAMENTO grego. Direção de Joel Zwick. Canadá: Europa Filmes, 2002. 1 DVD (95 min), son., color.
O sonho do pai da personagem principal, Toula, é vê-la casada com um grego. No entanto, ao
realizar um curso de informática, ela se apaixona por um inglês. Assim, o namoro é mantido em se-
gredo. Mas quando ele é descoberto pela família dela, o noivo procura se adaptar às tradições gregas.

LIVRO DO PROFESSOR 19
CAPÍTULO 2 RITOS PARA ALÉM DA VIDA
A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o segundo capítulo é Manifestações
religiosas e o objeto de conhecimento considerado será Ritos religiosos. Nesse contexto, a morte
será abordada, possibilitando aos alunos que reflitam e conversem a respeito dela. Para isso, o capí-
tulo inicia com os personagens lembrando da amiga Leza (Lelê), que está visitando a avó em outra
cidade por motivo de doença. Em seguida, os personagens informam que a avó da amiga faleceu
e, por isso, ela e a família vão morar com o avô. Adiante, a personagem Estela é apresentada à turma
e traz informações da visão espírita acerca dos temas abordados.
No início do capítulo, os alunos deverão se lembrar de pessoas das quais gostam muito e que
faz tempo que não veem. Eles poderão expor seus sentimentos e conversar sobre isso. O momento
deve ser de muito respeito e empatia. Em seguida, terão a oportunidade de expor os sentimentos
que têm com relação à morte. Proporcionar momentos assim é importante, pois, socialmente, não
há muitas oportunidades de diálogo acerca desse tema que, por vezes, é considerado um tabu.
No entanto, ao tratar da morte, é preciso falar a respeito do sentido da vida, que se constrói todos
os dias. Por isso, o capítulo aborda as etapas já vividas pelos alunos, celebra o presente e faz pensar
no futuro que eles desejam. Além disso, aborda o questionamento sobre o pós-morte e apresenta
três respostas em que as religiões sustentam sua fé: a ressurreição, a reencarnação e a ancestralida-
de. Também menciona a crença de alguns grupos não religiosos, segundo a qual nada existe após
a morte. Após a explicação dessas concepções do pós-morte, a identidade religiosa dos alunos é
resgatada para que eles tenham clareza acerca das próprias crenças.
Sugestão de número de aulas: 8
Orientações didáticas
Página 25

1 O capítulo aborda a morte e os sentimentos dos alunos em relação a ela, propiciando que com-
partilhem vivências pessoais ligadas ao tema e à visão deste em seus grupos familiares e/ou religiosos.
Na sequência, traz exemplos de cerimônias e ritos fúnebres de diferentes religiões. Por fim, trata das
visões do pós-morte conforme as diversas religiões e para quem não crê em nada transcendente a
esta vida. Explore a imagem de abertura do capítulo questionando: O que as pessoas costumam dizer
para as crianças quando uma pessoa querida falece? Qual é a relação das estrelas com pessoas que
faleceram? Nesse diálogo, é válido esclarecer aos alunos que as pessoas podem utilizar linguagem
figurada a fim de explicar acontecimentos tristes, para atenuar a dor e o sofrimento decorrentes deles.

Página 26

Ponto de partida
2 Após a leitura do diálogo dos personagens sobre a saudade que sentem de Leza e acerca da
doença da avó da menina, pergunte aos alunos: O que será que Leza está sentindo ao ver sua avó
doente? Quando alguém está nessa situação, o que é possível fazer?

20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Pergunte ainda: O que significa “saudade”? Então, propicie aos alunos a oportunidade de contar, em
uma roda de conversa, de quem sentem saudade e o que fazem para acalmar esse sentimento.

Página 27

3 Na ilustração dessa página, os personagens falam sobre a morte da avó de Leza e sobre a mu-
dança da menina para outra cidade. Ressalte, nesse diálogo, as formas encontradas por eles para lidar
com a saudade da amiga. Converse com os alunos indagando se já viveram a experiência de ter um
amigo que se mudou para longe. Em caso afirmativo, pergunte como se sentiram e se conseguiram
manter contato com quem se mudou. Destaque ainda a afirmação de Yurem, de que, mesmo longe,
Leza continuará sendo amiga dos personagens.
Converse também acerca da morte da avó da menina. Assim como na atividade da seção Ponto de
partida, da página anterior, pergunte aos alunos quais sentimentos imaginam que Leza experimentou
nessa situação. Peça exemplos de atitudes dos amigos que poderiam ajudá-la a enfrentar os sentimen-
tos gerados pela morte de uma pessoa querida e pela mudança inesperada de cidade. Ao responder
a essas questões, é possível que algum aluno mencione sentimentos já vividos por ele, diante da
morte dos avós ou de uma pessoa querida. Sendo assim, é essencial lembrar que a abordagem de
assuntos dolorosos e, por vezes, pouco discutidos na família ou na sociedade pode evocar nos alunos
sentimentos difíceis de gerenciar. Portanto, eles precisam contar com a sensibilidade e o acolhimento
do professor. Um modo positivo de lidar com o tema é mostrar que, mesmo não estando perto, as
pessoas falecidas continuam sendo queridas. É válido também falar da importância de relembrar as
qualidades dessas pessoas e os bons momentos vividos ao lado delas.

Página 28

Fazer o bem
4 Atividade 1
Esta atividade proporcionará aos alunos a organização dos seus sentimentos e o desenvolvimento
de empatia em relação aos colegas. Distribua a cada aluno o nome de um colega, escrito em um
papel (como na brincadeira amigo-secreto). Ao sentar em círculo com eles, oriente-os dizendo que,
no momento em que cada colega fizer um comentário, é necessário olhar para ele e ouvi-lo aten-
tamente. Ressalte que, cada aluno deve ouvir com atenção ainda maior a fala do colega cujo nome
consta no papel recebido por ele. Circule pela sala a fim de verificar as percepções dos alunos e, na
atividade seguinte, ter a sensibilidade necessária para a condução do tema.
Fique atento aos comentários relacionados à morte de animais de estimação e os acolha, pois a dor
e o sofrimento decorrem da morte de qualquer ser querido. Ressaltamos ainda a possibilidade de
alguns alunos se emocionarem na atividade, uma vez que a temática pode tocar seus medos ou re-
lembrar situações de perda que lhes causam tristeza. Por isso, aja com muita empatia, mas também
com naturalidade, pois a morte é um assunto da vida e precisa ser abordado para que não se torne
um tabu. Seja afetivo e incentive-os a se colocarem no lugar dos colegas para que compreendam os
sentimentos deles. Participe do diálogo e fale de seus próprios sentimentos sobre a morte. Ao final,
retome com os alunos a importância de se respeitar a dor e a saudade de todas as pessoas. Afinal, em
uma atividade como essa, surgem revelações que devem ser acolhidas com carinho.

LIVRO DO PROFESSOR 21
Atividades 2 e 3
Com os alunos ainda reunidos em círculo, pergunte a eles como responderiam às questões propostas
e ofereça a palavra a alguns voluntários. Em seguida, cada aluno deve registrar individualmente as
suas respostas, podendo inspirar-se no que ouviu dos colegas.
Sugestão de atividades
Para o diálogo proposto na atividade 1 da seção Fazer o bem, pode ser aplicada a metodologia dos
Círculos de Construção de Paz, estruturada para facilitar o diálogo e também para a aplicação como
metodologia restaurativa. Quando empregada de maneira sistematizada, essa metodologia pode
proporcionar o ganho de autoestima, de confiança e de segurança no trabalho em grupo.
Lembre-se: tenha sempre um objetivo para realizar a Prática do Círculo, faça um roteiro e prepare o
ambiente. E se algum aluno não quiser falar do assunto em questão, ele deve ser respeitado.
Os Círculos vêm da tradição oral, quando as pessoas em diferentes culturas se reuniam ao redor da
fogueira ou, mais recentemente, de uma mesa ou em uma roda de cadeiras. Em 2014, o ministro da
Educação dos Estados Unidos validou, com base em evidências, que os Círculos fazem parte de prá-
ticas de justiça restaurativa. Desde então, os Círculos de Construção de Paz são utilizados em diversas
escolas de vários países.
A Prática do Círculo é ensinada pela vivência; por isso, é possível aplicá-la na escola, em vez dos
Círculos no seu processo como um todo. A diferença entre eles é que a Prática é apenas uma parte
dos Círculos de Construção de Paz. Estes têm mais etapas (PRANIS; WATSON, 2015, p. 21).
Os Círculos e a Prática do Círculo podem ser utilizados para:
• construir um vínculo positivo;
• construir normas comunitárias;
• construir relacionamentos;
• construir aprendizagem social e emocional;
• conversas difíceis;
• construir uma equipe de trabalho;
• construir envolvimento com os pais.
E para situações difíceis, são empregados os Círculos de Conflitos (PRANYS; WATSON, 2015, p. 21).
Para realizar essa prática, é necessário que o professor prepare o ambiente com um círculo de cadeiras,
com o número exato de participantes, e uma peça no centro, como inspiração, que pode ser um
objeto significativo para o grupo. Sugerimos algo que faça referência a um dos quatro elementos
da natureza, como água, uma planta (representando a terra e o ar) ou uma vela (representando o
fogo). Para indicar quem está com a palavra, pode ser usado um objeto de tamanho razoável, que
as pessoas gostem de manipular e que as deixe tranquilas; por exemplo: um boneco de pelúcia,
uma bolinha de borracha, um pequeno bastão com fitas, etc.

22 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Planejamento da prática:

1. Cerimônia de abertura: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um agradecimento
e até mesmo um relaxamento.
2. Check-in: é a expressão do sentimento dos participantes; deve ser realizado com perguntas nor-
teadoras, tais como:
• Como você se sente no momento?
• Quem é você? etc.
O facilitador (professor) deve estar com o objeto indicativo de quem está com a palavra. Quando
faz a pergunta norteadora, ele inicia respondendo-a; depois, passa tal objeto para o seu lado direito
ou esquerdo. Esse objeto deve circular e passar por todas as mãos, em ordem. Não é possível que
passe de forma aleatória ou por alguém que queira interromper a fala. É preciso esperar a vez de
falar, até ele chegar ao facilitador novamente, que vai repassá-lo em ordem.
Atividade principal: dependerá de seu objetivo. Por exemplo:
• Como o seu melhor amigo o descreveria?
• Se você pudesse ser um super-herói, que superpoderes teria e por quê?
• O que você mais valoriza em um amigo?
• Quem você é de verdade? etc.
O objeto da palavra na atividade pode circular mais de uma vez com perguntas diferentes. Se
observar que é necessário passá-lo outra vez pelos alunos, sem pergunta alguma, por perceber
que eles querem acrescentar algo, isso pode ser feito.
3. Check-out: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um agradecimento e até
mesmo um relaxamento (BRANCHER, s.d.).

Página 29

Atividades
5 Falar da morte também significa falar da vida, que conduzimos todos os dias por meio de ações
e gestos. Auxilie os alunos a pensar sobre os atos cotidianos e que falas surgem socialmente em
relação ao castigo ou à premiação que teremos na vida após a morte de acordo com os nossos
atos. A música pode proporcionar tal reflexão. Assim, reproduza a música “O que é, o que é?”, de
Gonzaguinha, em sala de aula para que os alunos a ouçam na íntegra. Em seguida, faça a correlação
da letra com a opção de cada pessoa, comunidade e religião pelas celebrações que consideram
relevantes. Destaque ainda a importância de também olhar para si mesmo com carinho, permitir-se
ser feliz, ser leve e praticar atos de bondade consigo mesmo.
Atividade 1
Prepare a sala com a execução de uma música instrumental, mantendo as luzes apagadas, para que
haja um momento de introspecção. Faça algumas perguntas e, entre uma e outra, dê tempo para
a reflexão dos alunos. Sugerimos que sejam feitas perguntas como as seguintes:

LIVRO DO PROFESSOR 23
• O que lhe deixa mais feliz?
• O que você mais gosta de fazer e o que lhe agrada muito?
• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?
• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?
• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?
Depois dessas reflexões, forre as paredes da sala com papel-pardo de forma contínua, isto é, sem
cortá-lo. Deixe um espaço para cada aluno desenhar e pintar. Essa tarefa será realizada com tinta
guache e pincel. O objetivo é que os alunos desenhem e pintem tudo que há de bom dentro deles
e o que imaginaram nas perguntas realizadas no momento de reflexão. Em círculo, sentados, e com
a possibilidade de ver a obra que cada um fez, convide-os a contar o que desenharam e a apresentar
aos colegas o que tem de bom.
Complemente a atividade com um texto escrito. Sugira o roteiro aos alunos para que possam ter
uma lógica de escrita:
1. Explique o momento de reflexão na aula.
2. Escreva resumidamente o que respondeu nas perguntas:
• O que lhe deixa mais feliz?
• O que você mais gosta de fazer e o que lhe agrada muito?
• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?
• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?
• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?
3. Escreva o que você desenhou, que cores utilizou e se gostou do desenho.
4. Descreva dois colegas e comente o que você conheceu de bom sobre eles na conversa no círculo.
5. Dê a sua opinião a respeito da atividade.
Recolha e analise os textos dos alunos. Esses tipos de texto dão a oportunidade de conhecer mais
os estudantes. Inclusive, com essa análise, é possível criar estratégias para recuperar a autoestima
de algum aluno.
Atividade 2
Faça um levantamento prévio a respeito das datas significativas para a turma: da vida dos alunos, do
bairro, da cidade e da escola, dando destaque às principais festas religiosas que marcam a cultura local.
Após a conclusão dessa “estrada da vida”, o caminho simbólico de cada um, leve a turma para um es-
paço aberto, se possível em contato com a natureza. Cada aluno deve procurar um colega, mostrar a
ele sua produção e explicar a história de vida representada por ele. Na sequência, deve ouvir a história
do colega. Depois, as duplas devem ser trocadas e a dinâmica, repetida, até que os alunos conheçam
a história de todos. Em seguida, solicite a eles que formem uma grande roda e que, um por vez, falem
das descobertas que fizeram acerca de alguns colegas e o que é importante saber sobre eles. Ao final,
proponha a todos que coloquem os livros, com suas histórias de vida, abertos no meio da roda. Sugira
que seja feito por todos, durante um minuto, um gesto de reverência às histórias de vida de cada colega.

24 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Solicite aos alunos que pensem nas histórias de vida e nas diferentes situações que viveram até o
momento atual e como cada pessoa reage diante dos fatos. Ao realizar a atividade, incentive-os a
se lembrarem de suas memórias afetivas.
Sugestão de atividades
1. Bandeira pessoal
Explique à turma que a bandeira geralmente representa um país e retrata algo da história dele. Nesta
atividade, cada aluno vai construir sua própria bandeira com base nestas perguntas:
• O que lhe deixa mais feliz?
• O que você mais gosta de fazer e que lhe agrada muito?
• Qual é a parte do corpo de que você mais gosta? Por quê?
• Se você pudesse oferecer um carinho a si próprio, qual seria?
• Se você pudesse fazer um elogio a si próprio, qual seria?
Peça aos alunos que respondam às perguntas por intermédio de um desenho ou de um símbolo.
Quando todos tiverem terminado, coloque-os em pequenos grupos para que compartilhem suas
bandeiras.
Exponha na sala de aula as bandeiras pessoais (GONÇALVES; PERPÉTUO, 2001).
2. Onde está o meu colega?
Divida a turma em duas equipes, se possível com igual número de participantes. Escolha um adivi-
nhador de cada equipe. Ele deverá sair da sala. Quando o adivinhador estiver fora dela, escolha um
participante do grupo adversário. Este deverá ser encontrado pelo adivinhador.
Quando o adivinhador entrar novamente na sala, deverá realizar perguntas, tais como: Sua cor de
cabelo é castanha? Está de tênis branco? Quem responderá a estas questões será a equipe adver-
sária. Ele deve adivinhar o nome do colega com até no máximo oito perguntas. Se não adivinhar,
a equipe adversária ganha um ponto; se conseguir, a sua equipe é que ganha o ponto. Podem ser
trocados os papéis enquanto a turma estiver motivada.
O objetivo da realização da atividade é estar mais atento aos colegas da turma, percebê-los e, prin-
cipalmente, estar com eles, aproveitando os momentos que passam juntos. Da mesma forma como
fizeram os personagens com a amiga Leza. Registre no caderno a atividade, com o passo a passo e
as conclusões obtidas com a brincadeira. Peça aos alunos que escolham cinco colegas com os quais
não convivem muito para que escrevam características físicas e emocionais deles (YOZO, 1996).

Página 30

6 O texto introduz a definição de cerimônias e ritos fúnebres. Em algumas famílias, as crianças não
podem frequentar tais cerimônias por acreditarem que elas são muito jovens para conhecer esse
tema de modo mais aprofundado. Se alguns alunos não puderem participar de funerais, peça a eles
que perguntem os motivos aos responsáveis e os relatem aos colegas, a fim de valorizar a opinião
da família.

LIVRO DO PROFESSOR 25
Explore o conteúdo com os alunos observando as imagens com as diferenças dos ritos fúnebres
nas religiões. Questione-os se já participaram de algum rito fúnebre diferente e peça a eles que o
relatem à turma. Explore também perguntas sobre o sentido da vida. Demonstre que há infinitas
possibilidades de respostas para elas. As religiões ajudam a expressar de forma organizada e siste-
matizada tais respostas, auxiliando o ser humano a ver caminhos que considere coerentes.

Página 32

Conversar e fazer juntos


7 É possível resgatar falas e exemplos dos alunos em aulas anteriores a fim de ilustrar as respos-
tas ou criar novas problematizações. Se possível, leia para a turma o livro O que acontece quando
alguém morre? (ver referências no item Sugestões para o professor). Depois, indague-os se suas
famílias permitem que participem de funerais. Para quem participa deles, pergunte:
• Qual sentimento lhe provoca? Como é participar desse rito?
• Para quem não toma parte deles, pergunte: Você tem curiosidade em saber como é um funeral?
Como imagina que ele seja?

Página 33

8 Os povos indígenas acreditam na ancestralidade. Para compreender melhor a cerimônia deles,


os alunos vão desenhar partes da informação. Explore a cerimônia com dramatização ou perguntas
orais para que todos consigam compreendê-la.

Página 35

Atividades
9 Auxilie os alunos a encontrar as palavras-chave do texto. Releia-o iniciando a leitura de frase
por frase para que eles possam sublinhar as palavras importantes. Quando estas são retiradas do
contexto, podem gerar dúvidas. Anote-as no quadro e redefina-as com os alunos, para que não
tenham dúvidas no momento de criar o diálogo.
Sugestão de atividades
Escolha um espaço amplo para que os alunos possam se movimentar. Divida a turma em grupos
de cinco. Eles precisarão montar uma única flor de lótus, com o corpo. Para isso, deverão pensar em
como realizar coletivamente a tarefa. Depois, deverão apresentar o resultado aos colegas. Repita a
atividade juntando dois grupos e, na sequência, a turma toda. Incentive-os a montar a flor fechada
e, depois, ela deve se abrir lentamente.
Questione-os acerca da percepção que tiveram sobre a brincadeira, as dificuldades e as facilidades.
Comente com eles suas observações. Pergunte: O que é possível compreender com a atividade? E qual
é a relação desta com o significado da flor de lótus? A ideia é que percebam que muitas vezes o lodo
ou a lama se parece com as dificuldades da turma em interagir em busca de um mesmo objetivo. Mas
quando há superação disso, surge a união da turma, a conquista de objetivos e a linda flor de lótus.

26 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Página 37

Atividades
10 As atividades retomam os sentimentos dos alunos sobre o tema “morte”, que agora passa a ter
outro sentido, pois eles já aprenderam mais informações a respeito desse conteúdo, ampliando
seus conhecimentos. A intenção é que consigam alinhar o conhecimento religioso à sua prática
religiosa, reforçando a própria identidade. Além disso, devem se colocar no lugar do outro e pensar
na postura mais adequada em momentos de luto.

Página 38

11 A nova personagem, Estela, pode gerar algumas dúvidas nos alunos em relação à sua deficiên-
cia. Converse com eles sobre esse assunto e também a respeito da crença religiosa dela, que é o
Espiritismo.

Página 40

Atividades
12 Observe atentamente os detalhes dos desenhos dos alunos para compreender o universo simbó-
lico representado por eles. Explore por meio de questionamentos as ideias que tiveram ao desenhar.

Página 41

13 Tendo por base o diálogo dos personagens, realize uma enquete com os alunos sobre a crença
que eles têm acerca da vida pós-morte. Geralmente, eles descrevem o que creem, mas não sabem
nomear tal crença. Há períodos em que os meios de comunicação influenciam essa visão, fazendo
com que o aluno confunda a crença de vida pós-morte da sua religião com a crença apresentada
em novelas, filmes, séries e outros.
Registre a opinião deles e verifique se há relação entre a religião indicada por eles e a explicação de
vida pós-morte. É possível que não haja coerência. Assim, mais adiante você terá elementos para
discutir o assunto com a turma.

Página 45

Brincar e aprender
14 O objetivo da trilha da vida é revisar os temas desenvolvidos no primeiro e no segundo capítulos.
As questões presentes nela podem ser copiadas no caderno e respondidas individualmente, após
a realização do jogo.

LIVRO DO PROFESSOR 27
Sugestões para o professor
Leitura

• PRANIS, Kay. Guia de Práticas Circulares no Coração da Esperança. Disponível em: <http://www.
crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/tdhbrasil/guia_de_praticas_circulares_no_coracao_da_es-
peranca.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2019.
Esse guia, baseado nos Círculos de Construção de Paz, auxilia no respeito aos relacionamentos
positivos e tem como pergunta inicial: Como nós promovemos esses relacionamentos? O intuito
é aumentar a consciência emocional e a compreensão de relações saudáveis dos jovens para o
desenvolvimento da autonomia.

• SILVA, Andréia V. da. Rituais interacionais: o enterro evangélico. Revista Intratextos, Rio de Janeiro,
n. especial 2, p. 1-16, 2011.
O artigo traz resumidamente o ritual fúnebre dos evangélicos e caracteriza alguns ritos nas igrejas
mais populares.

• MUNDY, Michaelene. O que acontece quando alguém morre? um guia para as crianças lidarem
com a morte e os funerais. São Paulo: Paulus, 2004.
Você consegue se lembrar da primeira vez em que esteve presente em um funeral? Quais lem-
branças são mais vívidas? Essas mesmas questões, sem dúvida, farão parte algum dia da vida de uma
criança. O livro é repleto de ilustrações e conselhos para ajudá-la na compreensão desse delicado
assunto.

Filme

Importante:
Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles
antes de exibi-los aos alunos.

• A PARTIDA. Direção de Yojiro Takita. Japão: Shochiku Company, 2008. 1 DVD (131 min), son., color.
Daigo Kobayashi é um violoncelista que fica desempregado, pois a orquestra em que trabalha é
dissolvida. Seu próximo emprego é como agente funerário e terá que preparar os corpos de pessoas
mortas. Os cuidados de Daigo com os mortos é o aspecto relevante no filme.

28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


CAPÍTULO 3 ENCONTRANDO O SAGRADO NA ARTE
A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o terceiro capítulo é Manifestações
religiosas e o objeto de conhecimento abordado será Representações religiosas na arte. Nesse
contexto, os alunos poderão estudar como o sagrado se revela na arte e perceber que é possível
transmutar a dor e a saudade por meio de diferentes manifestações artísticas.
Serão apresentadas obras de diferentes linguagens e técnicas artísticas, tais como: escultura,
pintura, gravura, entalhe, vitral, mosaico, dança. Elas serão tratadas como expressões artísticas pre-
sentes em diversas culturas do mundo e também nas religiões. A crença e a explicação da vida após
a morte igualmente podem ser demonstradas por meio da arte. Um exemplo disso é a cruz vazia,
expressão de muitos artistas. Além de ser uma simbologia viva, ela lembra aos cristãos que devem
transformar a vida diária em uma constante ressurreição.

Sugestão de número de aulas: 8


Orientações didáticas
Página 47

1 Explore com os alunos a imagem de abertura do capítulo. Pergunte a eles de que formas a arte
pode se revelar; se a imagem das páginas de abertura é considerada arte; se esta expressa senti-
mentos, momentos vividos em determinada época; e de que forma, com ela, é possível representar
o sagrado ou a morte.

Página 48

Ponto de partida
2 O capítulo apresenta as expressões de arte em diversas religiões e culturas. Inicia com a expressão
da morte na arte, resgatando a temática do capítulo anterior. Ao mesmo tempo, insere a estética
e a sensibilidade, introduzindo a arte com temas religiosos ou não. A representação da morte em
diferentes expressões artísticas reforça a ideia de que esse é um tema comum a todas as sociedades.
Com a turma, analise as imagens do livro e proponha algumas questões para serem discutidas: Em
que elas se parecem? Em que se diferenciam? Comente que são representações de várias partes do
mundo. Explore com os alunos o sentimento e a percepção que têm ao observar a morte retratada
em uma obra de arte. Utilize as respostas para problematizar e questionar sobre a leveza da repre-
sentação artística da morte em algumas obras e o impacto de outras.
Sugestão de atividades
1. Muitos cemitérios são considerados obras de arte. Apresente à turma alguns cemitérios famosos
e proponha uma análise da arte que neles aparece (ver referências no item Sugestões para o
professor). Discuta com os alunos as expressões artísticas e seus detalhes.

LIVRO DO PROFESSOR 29
2. Verifique se os alunos conhecem o significado da palavra “epitáfio” (inscrição sobre lápides tumula-
res ou monumentos funerários). Pergunte ainda: Alguém já leu um epitáfio? O que costuma estar
escrito nele? Então, reproduza a música Epitáfio, da banda Titãs, que fala a respeito de aproveitar
o tempo de vida (ver referências no item Sugestões para o professor). Depois, discutam: Por que
a letra da música está no passado? Na música, há certo lamento. Do que ele trata? Quem ou o
que é o acaso sugerido na música? Qual é a ideia central da canção? Qual é a relação entre a letra
e o título da música? Reflita com a turma sobre a importância de viver bem a vida, aproveitando
cada momento, para que não haja arrependimentos posteriores.

Página 51

Brincar e aprender
3 Comente com os alunos que as igrejas cristãs focam na ressurreição de Jesus para enfatizar a
esperança e a renovação da vida. A imagem do quebra-cabeça trará essa reflexão. Relacione a maneira
como Cristo foi representado no período de vida do pintor com a maneira como é na atualidade.

Página 52

4 O objetivo da apresentação das imagens é esclarecer que muitos ritos foram retratados por
meio da arte, pois esta é, há muito tempo, uma forma de expressão de crenças e costumes. Os po-
vos indígenas celebram a ancestralidade de um falecido que continua a viver em espírito. Para os
povos africanos, uma mesma divindade pode apresentar a dualidade entre doença/morte e cura,
dependendo das circunstâncias. Explore as imagens que representam diferentes culturas.

Página 54

Atividades
5 Atividades 1 e 2
Incentive os alunos a conversar com diferentes pessoas ou até mesmo buscar livros na biblioteca ou
pesquisar na internet para responder às questões. O objetivo das atividades é aproximar dos alunos
a ideia da vida após a morte, buscando respostas na comunidade em que vivem.
Atividade 3
A questão pretende contribuir para que os alunos percebam que a arte também pode ser uma ma-
neira de transmutar a dor e homenagear o ente querido. As religiões que acreditam na ancestralidade
transmitem seus conhecimentos religiosos de geração em geração e, por meio das representações
artísticas, têm a possibilidade de resgatar sua história.
Atividade 4
A atividade pode ser realizada em casa com o acompanhamento dos familiares, a fim de que haja
tempo de secagem de materiais eventualmente utilizados, como tinta e cola. Na aula seguinte,
promova uma roda de conversa em que os alunos possam apresentar suas produções e explicá-las.

30 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Página 57

Atividades
6 Os alunos podem colar imagens de vitrais, azulejos, etc. A pesquisa pode ser feita na internet
ou em revistas. É importante que eles saibam o significado e o nome da religião representada na
imagem que vão selecionar. Uma proposta interessante é fazer agrupamentos das mesmas tradições
religiosas para que sejam identificados os vários elementos artísticos a elas relacionados. Eles podem
registrar no caderno as religiões e o tipo de arte que encontraram.
Fazer o bem
7 Organize um período para a realização da atividade. Traga para a sala um crucifixo de madeira
para representar a cruz. Cubra-o com folhagem verde, qualquer que seja a disponível na sua região.
O crucifixo ficará totalmente coberto pelo verde. Providencie flores (uma para cada aluno) com cabos
pequenos e as coloque em uma cesta. Deixe o crucifixo em um lugar silencioso da escola; disponha
as cadeiras em círculo; coloque a cesta de flores no meio do círculo e reproduza uma música am-
biente para receber os alunos. Proponha a eles um momento de reflexão sobre os atos cotidianos e
sobre tudo aquilo que gostariam de transformar em seu dia a dia. Peça a eles que imaginem todos
os gestos bons ou a gratidão que gostariam de manifestar por motivos diversos. Lembre-os do que
é belo, bom e de todos os desejos de transformação. Cada aluno, então, pega uma flor no centro
do círculo e a coloca na cruz. Esta ficará coberta de flores. Relembre-os de que a ressurreição (cruz
vazia) só acontece quando há transformação, desejo de vida, de dignidade, e assim por diante. O
símbolo pode ficar exposto para que alunos de outras turmas também coloquem suas flores.

Página 58

8 Convide o professor de Arte, de História ou mesmo um artista plástico para explicar sobre arte em
vitrais, mosaicos, ícones de diferentes religiões. Se alguns alunos frequentarem espaços que tenham
essas expressões artísticas, peça fotos ou convide alguém dessa comunidade religiosa para explicá-las.
Se possível, visite algum espaço que contemple esse tipo de arte na cidade em que eles vivem.

Página 60

Atividades
9 Reproduza uma música suave para que os alunos pintem a mandala e elaborem uma imagem
artística. Isso auxilia na concentração e na expressão de sentimentos.
Sugestão de atividades
Uma alternativa é propor a cada aluno que, em uma folha A3, crie sua mandala e enfeite-a com
papéis coloridos, formando um mosaico. As mandalas produzidas podem ficar expostas para toda
a turma apreciar.

Página 61

10 A dança e a música fazem parte das religiões. A dança religiosa pode ser coletiva ou individual,
mas essencialmente proporciona a conexão com o sagrado, a fé e a divindade. Pergunte aos alunos
se recordam de cenas de filmes que tenham a dança como tema e em que momentos ela acontecia.
Explique que, na Antiguidade, o ser humano utilizava a dança para expressar gratidão, pedir proteção, etc.

LIVRO DO PROFESSOR 31
Página 62

Brincar e aprender
11 Atividade a
Providencie a música escolhida pela turma para a dança circular. Oriente os alunos a formar uma roda
e solicite a eles concentração. No início, eles podem fazer os gestos individualmente, nos próprios
lugares; por exemplo: um passo para frente, juntar os pés, um passo para trás, dois passos para a
direita e um passo para a esquerda, juntar os pés e iniciar novamente.
Em um segundo momento, os gestos devem ser feitos por todos juntos, de mãos dadas. Incentive os
alunos a se manterem concentrados. Quando todos estiverem alinhados e em sintonia, peça a eles
que fechem os olhos. Depois, eles podem repetir os movimentos sem as mãos dadas. Se for possível
gravar a atividade, o vídeo pode ser apresentado à turma durante o diálogo proposto na atividade 2.
Atividade b
Durante a exposição das opiniões dos alunos, organize uma roda de conversa. Nela, comente a
sintonia coletiva e a capacidade de não repreender quem teve dificuldades, mas continuar a dança
até que essa pessoa se sentisse bem. Depois, questione os alunos: O que sentiram ao realizar essa
dança? É possível dançar sem pensar no outro? Quando vocês conseguiram dançar tendo confiança
nos outros? Como sabiam que podiam dançar com as mãos soltas e, ao mesmo tempo, em sintonia
com o grupo?
Sugestão de atividades
Aprofunde a experiência da dança em roda propondo uma dança circular propriamente dita. Dê
aos alunos os seguintes comandos: Fechem os olhos. Ouçam os sons e a música que vêm de fora.
Vamos dançar para nos movimentarmos. Circulem para a direita. Deixem o corpo leve e girem em
sintonia, com vocês mesmos, com os outros e com o Universo. Se alguém errar o gesto, mantenham
os olhos fechados, prossigam e logo o passo será acertado.
Crie passos para ensinar aos alunos. A dança pode ser simples, como um passo à direita, outro à
esquerda e um para frente, e assim sucessivamente. Depois que todos estiverem dançando em
sintonia, podem soltar as mãos e continuar fazendo o mesmo movimento. À medida que os alunos
se sentirem mais seguros, é possível colocar outra música e criar outros passos com o auxílio deles.
Atividades
12 Organize a turma em quatro grupos. Para cada grupo, distribua uma das seguintes tarefas:
Grupo 1
Perguntar em casa, em um clube ou em uma associação:
• Que danças culturais são feitas em nossa cidade ou região?
• Quem ou o que as danças homenageiam?
• Que tipos de roupa os integrantes usam?

32 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Grupo 2
Perguntar em casa, na igreja ou na escola:
• Que danças religiosas existem em nossa cultura local?
• Quem mantém a cultura dessas danças?
• Que tipos de roupa os integrantes usam?
Grupo 3
Pesquisar, em livros ou na internet, informações a respeito dos diferentes povos indígenas que vivem
no Brasil e responder:
• Qual é a função da dança para os povos indígenas?
• Como os povos indígenas se preparam para as danças?
• Em que local ocorrem as danças de uma comunidade indígena?
Grupo 4
Procurar, na internet, um vídeo que exiba duas ou mais crianças dançando, uma delas com alguma
restrição a movimentos que a maioria das crianças está acostumada a fazer. Depois de assistir ao
vídeo, discutir sobre o que ele apresenta e responder às questões:
• Como se apresentam as crianças do vídeo?
• O que a dança é capaz de mostrar nesse vídeo?
• Por que a dança pode ser sagrada?
Explique aos alunos que as perguntas que farão precisam ter o acompanhamento de um adulto.
Também é possível que cada integrante do grupo faça a pesquisa em casa e, na aula, as respostas
obtidas sejam reunidas. O registro no caderno é importante para que as informações não se percam
e os alunos possam consultar as informações quando necessário.
Após a pesquisa, eles devem mostrar aos colegas as informações obtidas. Auxilie os grupos a resumir
as informações para a apresentação oral. Dê um tempo para que possam ensaiar oralmente e fiquem
seguros em sua demonstração. Combine uma forma de apresentação dinâmica e interativa. Use
mídias digitais, cartazes, danças, roupas caracterizadas e o que mais a criatividade dos alunos propor.
Seguem algumas informações a respeito das danças sagradas e das danças rituais indígenas.

• A dança pode ser sagrada quando praticada como um rito voltado para o transcendente. É um
rito que acontece em lugares sagrados ou em momentos de busca para estar próximo da(s)
divindade(s).

• As danças sagradas são praticadas para invocar o auxílio dos deuses ou para lhes agradecer. Eles
são invocados com danças nas mais diversas situações: nascimentos, casamentos, ritos de pas-
sagem, morte, guerra, colheita, etc.

LIVRO DO PROFESSOR 33
• Os ritos dos povos indígenas nunca estão separados da vida cotidiana. Para esses povos, a dinâmica
da vida e do Universo, em permanente movimento cíclico, torna-se o movimento ritualístico da
natureza. Sendo assim, celebram as épocas de colheitas, caça e pesca, entre outros momentos
importantes da vida. Em seus ritos, há diferentes elementos simbólicos, como danças, cantos,
pinturas corporais, adornos e vestimentas de materiais diversos, extraídos da natureza, todos
de grande relevância. As cores mais usadas são o vermelho, o preto e o branco, cujas tintas são
extraídas do urucum, do jenipapo, do carvão, do barro e do calcário. Conforme a tradição de cada
etnia, a música é executada por meio de cantos e de instrumentos construídos com madeira,
casca de frutas, bambu e outros materiais disponíveis.

• Os povos indígenas valorizam suas tradições e sentem a necessidade de cultuar suas crenças por
meio de ritos sagrados, em que o canto e a dança constituem os principais elementos. Além disso,
a dança tem grande influência na vida social desses povos, simbolizando tudo o que acontece,
as situações que ameaçam a saúde, as vitórias nas guerras e nas caçadas, o triunfo no amor, etc.
A dança indígena constitui uma “dança dramática” para agradecer a colheita, marcar a passagem do
jovem à idade adulta, saudar aqueles que chegam à aldeia, entre outros motivos especiais e sagra-
dos. Ressalte aos alunos que, apesar de algumas semelhanças nos gestos de diferentes grupos
(como bater mais forte um dos pés no chão, em um compasso binário, para marcar o ritmo da
dança e da música), o significado muda de uma dança indígena para outra, em decorrência da
história que se está representando.

Página 63

Fazer o bem
13 Antes de ler o texto, busque e reproduza o vídeo que mostra as duas crianças dançando. Em
seguida, converse com os alunos acerca dos sentimentos que tiveram e os de quem estava dançan-
do. Depois, leia a história e a relacione com o vídeo. Sugira também a eles que pesquisem outras
danças realizadas por pessoas com deficiência. Depois, discutam e reflitam sobre estas questões:
• O que mais chamou a atenção nas danças?
• O que pode impedir uma pessoa de dançar?
• O que motiva as pessoas com deficiência a dançar?
Sugestão de atividades
Organize os alunos em quatro grupos. Cada grupo escolhe uma música para dançar. Verifique se a
música escolhida é adequada para a idade deles e se traz valores construtivos. Proponha o seguinte
desafio: um componente de cada grupo deverá simular algum tipo de deficiência (vendar os olhos,
amarrar um braço ou dois para que não possa utilizá-lo(s), usar fone de ouvido, estar em uma cadeira
de rodas, etc.). Os grupos deverão criar uma coreografia e executá-la com todos os componentes
dançando. Em seguida, conversem sobre a experiência.
É possível que essa atividade precise de um tempo maior em razão dos ensaios. Além disso, é im-
portante organizar uma data para a apresentação de todos os grupos, se possível, perante outras

34 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


turmas. Registre a apresentação em fotos e/ou vídeos para ser apreciada pelas crianças. Avalie com
os alunos as facilidades e as dificuldades em realizar a coreografia. Peça a eles que registrem no
caderno as dificuldades e as facilidades que experimentaram nos ensaios e na apresentação, bem
como a conclusão que tiraram da atividade.
Revisite o capítulo com os alunos. A cada página, questione a turma sobre as lembranças e indague o
que de significativo se construiu com o estudo. Relembrem juntos a identidade religiosa de cada um
deles e o conhecimento ampliado de outras tradições religiosas que tiveram ao longo do capítulo.
Finalize destacando a importância de que mantenham sua própria crença, sempre respeitando as
outras religiões.

Sugestões para o professor


Leitura

• BRITO, Daiane. Os cemitérios mais turísticos do mundo. Disponível em: <https://viagemeturismo.


abril.com.br/materias/veja-cemiterios-que-atraem-visitas-pela-beleza-e-pelos-tumulos-famosos/>.
Acesso em: 24 fev. 2019.
O artigo traz imagens e revela as principais características de cemitérios considerados pontos
turísticos em diferentes lugares do mundo. Pode servir como recurso para a atividade (1) sugerida
na página 29 das orientações didáticas, item 2.

Áudio

• BRITTO, Sérgio de; AFFONSO, Álvares; SILVER, Eric. Epitáfio. Intérprete: Titãs. In: TITÃS. A melhor banda
de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001. 1 CD, digital, estéreo. Faixa 6.
A faixa Epitáfio propõe uma reflexão sobre a vida e a necessidade de aproveitá-la. A respeito dessa
letra, foi sugerida uma atividade (2) na página 30 das orientações didáticas, item 2.

LIVRO DO PROFESSOR 35
CAPÍTULO 4 DESCOBRINDO A DIVINDADE
A unidade temática estabelecida pela BNCC que norteará o quarto capítulo é Crenças religio-
sas e filosofias de vida e o objeto de conhecimento abordado será Ideia(s) de divindade(s).
Na abertura do capítulo, os personagens são representados realizando gestos que simbolizam a
busca de conexão com a divindade. Em seguida, serão abordados os conceitos de “transcendência”,
“transcendente” e “divindade”, bem como os nomes dados às divindades nas diferentes religiões e a
especificidade do Budismo, que não apresenta a crença em Deus ou deuses.
Cada aluno parte de sua crença individual e de sua ideia de transcendente de modo que, ao
conhecer outros conceitos de divino, tem a possibilidade de compreender melhor o conceito de di-
vindade presente em sua religião. Além disso, o capítulo possibilita aos alunos compreenderem como
a transcendência se manifesta na realidade da vida, na história humana e nas expressões culturais.

Sugestão de número de aulas: 8

Orientações didáticas

Página 65

1 Convide os alunos a observar as páginas de abertura do capítulo e questione-os: Que gesto os


personagens estão fazendo? O que esses gestos representam? Você costuma realizar algum gesto
como esses?

Página 66

Ponto de partida
2 Indague os alunos com as perguntas propostas e aproveite as respostas deles para construir
novas problematizações. Incentive-os a desenhar detalhes sobre a ideia de divindade que têm. Peça
a cada um deles que justifique e relacione o seu desenho com o dos colegas. Crie com eles cate-
gorias para agrupar os desenhos, tais como: imagens de Deus como rei, velhinho ou que tenham
elementos de fábulas e histórias infantis; representação da divindade com símbolos do seu grupo
religioso; representação de Deus ou da divindade na natureza ou nas pessoas.
Analise os desenhos dos alunos de acordo com os estágios da fé descritos por James Fowler. Ele
menciona seis estágios e um pré-estágio, identificados com um modelo em espiral, pois cada etapa
impulsiona a seguinte. As crianças pequenas costumam relacionar a divindade à ideia de rei ou velhinho
por associarem as histórias infantis ao conceito de autoridade que estão construindo. Para crianças
maiores, tais características estão ligadas à simbologia do grupo religioso a que pertencem. Já os jovens
e os adultos costumam representar formas de abstração, como Deus em tudo, na natureza, no coração
das pessoas, etc. Não há certo ou errado, apenas o desenvolvimento que o indivíduo realiza de acordo
com as problematizações de sua própria família, comunidade religiosa e escola. Identifique, a seguir,
as características de cada estágio de fé e qual deles contempla a faixa etária dos alunos.

36 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


O pré-estágio inicia com o nascimento e vai até os dois anos. A confiança e a desconfiança
desenvolvida nos primeiros anos de vida são importantes para que se possa sustentar a passagem para
outros estágios. Aqui surgem as primeiras imagens de Deus.
O primeiro estágio chama-se fé intuitivo-projetiva, que ocorre dos 3 aos 7 anos. Esta fase é
fantasiosa e imitativa, pois a criança é influenciada pelos exemplos, histórias e ações. A criança
começa a perceber a existência da morte. As imagens de fé são transmitidas pelas figuras de
socialização. Deus é imaginado de forma antropomórfica. Os perigos deste estágio surgem quando
a imaginação da criança cria imagens de terror e de destrutividade, conscientemente ou não. A
transição desta fase para outro estágio acontece quando a criança se preocupa com a diferenciação
do que é real e do que é imaginário.
O segundo estágio é chamado de fé mítico-literal, ocorrendo em média dos 7 aos 11/12 anos.
É a partir deste estágio que a criança começa a contar suas próprias histórias, porém ainda não
consegue produzir conclusões a respeito do sentido da vida. Porém, a criança já consegue discernir
o que é real e o que é fantasia. Neste estágio a criança começa a compreender o significado de um
grupo religioso e assumir esta identidade, dando um significado mais elaborado a sua experiência
espiritual. O Deus mágico, o velhinho com barbas, não existe mais, pois a criança passa a encontrar
estas projeções no pai, avô, no idoso. A transição para o próximo estágio acontece quando a criança
percebe contradições entre o conflito nas histórias e o conflito na vida adulta.
O terceiro estágio é a fé sintético-convencional, que acontece dos 12 aos 18 anos. É muito
importante a presença dos adultos e do tipo de ambiente para a formação do adolescente neste
período. Pois é através da construção das relações e da definição de papéis que o adolescente poderá
encontrar o caminho da sua real essência. A autoridade está externa à própria pessoa.
O quarto estágio, chamado fé individuativo-reflexiva, acontece aproximadamente dos 19 aos 25
anos. Neste estágio, o jovem continua com a desmitologização da fé, procurando racionalizá-
-la, distanciando-se criticamente dos valores a que antes aderia e desenvolvendo um estilo próprio
de vida. Neste estágio, o jovem decide sozinho, não mais utilizando as escolhas do grupo. Algumas
dúvidas são frequentes nos processos de decisão (ou/ou), num aparente dilema entre fé individualista
ou fé comunitária, ocorrendo um duplo desenvolvimento.
Neste estágio, o jovem inicia a estruturação do ego. Apenas mais tarde, com trinta ou quarenta
anos, é que se finaliza essa estrutura. O estágio três, evoluindo para o estágio quatro, tem como
objetivo a estruturação das responsabilidades, do estilo de vida, das atitudes, das crenças. Nessa
perspectiva, a fé é uma qualidade intrínseca do ser humano, ajudando-o a sentir-se integrado com o
universo e dando sentido para sua vida. A fé não tem necessariamente um cunho religioso; porém, a
crença em uma religião pode ser um dos meios pelos qual a fé se expressa.
O quinto estágio é a fé conjuntiva. Neste estágio, as pessoas já conseguiram vencer suas grandes
dúvidas e dilemas. A vida está repleta e voltada para o sentido, ainda com capacidade crítica, porém
só confia em si mesmo.
Por fim, o estágio da fé universalizante. As pessoas, neste estágio, perguntam-se ao extremo sobre
o sentido da vida, podendo ter dois desfechos: buscar sentido e não encontrar, desesperando-se,
assim; ou basear-se em um sentido último, produzindo, então, a integridade.

FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de sentido.


São Leopoldo: Sinodal, 1992.

LIVRO DO PROFESSOR 37
Página 68

Conversar e fazer juntos


3 Auxilie os alunos nas atividades para definir, associar e diferenciar os termos “Deus”, “divindade”,
“divino”, “transcendência”, “transcender” e “transcendente”. Peça a eles que desenhem o que seria
cada definição e construam juntos uma definição própria por meio de mapa conceitual. Em segui-
da, oriente-os a organizar os desenhos em forma de diagrama, utilizando flechas para relacioná-los,
como no exemplo a seguir.

Divindade
Divino
Transcender Transcendente
Transcendência
Deus

O ser humano procura transcender o seu cotidiano. Conforme afirma Leonardo Boff, transcendente
é o que vai além, que supera. Para Fowler, transcendência é a possibilidade de ultrapassar limites
físicos, materiais e simbólicos. No aspecto religioso, transcender relaciona-se com o que vai além
da realidade concreta e visível. Assim, a busca da transcendência está relacionada com aproximar-
-se do sagrado, ou de Deus, e isso pode ser feito de diversos modos, como por meio da oração, da
meditação, do trabalho solidário, das boas obras, etc.
Sugestão de atividades
Providencie balas diferentes para todos os alunos da turma, preferencialmente balas que eles não
conheçam.
Primeira etapa:
1. Entregue balas somente a alguns alunos. Instrua aqueles que ganharam a bala para que a colo-
quem na boca com o intuito de degustá-la, mas sem mastigá-la.
2. Proponha os seguintes questionamentos aos alunos que receberam a bala:
• A bala é macia ou dura?
• Ela é gostosa?
• Que sabor ela tem?
• É parecido com o sabor descrito na embalagem da bala?
Em seguida, pergunte aos alunos que não receberem a bala:
• Conseguem imaginar o sabor que a bala tem?
• Conseguem imaginar se ela é gostosa?
• Estão com vontade de comer a bala? Por quê?

38 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


3. Solicite aos alunos que estão com a bala que a comam. Deixe um minuto para que a saboreiem
e observe as reações deles para utilizá-las na problematização.
4. Para os alunos que comeram a bala, pergunte:
• Gostaram da bala?
• Ela é melhor do que estavam imaginando?
• Será que é melhor imaginar apenas ou saborear?
Segunda etapa:
1. Entregue balas aos alunos que não as comeram anteriormente. Eles poderão comê-las.
2. Questione-os:
• A bala é como imaginavam?
• Se tivessem recebido a bala por primeiro e logo a saboreassem, será que ela teria o mesmo
sabor que tem agora?
O intuito é que os alunos percebam que experimentar a bala é muito bom. Às vezes, há pessoas
que não querem a bala; outras vezes, há pessoas que a querem muito, mas não a conseguem por
algum motivo. Nesse sentido, somente experimentando a bala é possível saber se ela é boa ou não.
3. Como relacionar a dinâmica das balas com a ideia do transcendente, de acreditar em alguma
divindade?
• As balas eram iguais ou diferentes? Existem diferentes transcendentes?
• O que é preciso para conhecer e sentir a divindade no coração?
• Como vocês relacionam isso com a bala?

Página 69

Você sabia?
4 Ressalte que a ideia de divindade já era representada em pinturas rupestres. Nesse contexto,
os xamãs exerciam o papel de aproximação dos primeiros povos com as divindades em questão. O
importante é que os alunos compreendam que, em diferentes épocas e lugares, os seres humanos
sentiram a necessidade do divino.
Sugestão de atividades
Prepare uma tinta natural para a atividade (barro, beterraba, etc.). Entregue a cada aluno um palito
sem ponta e um pouco de tinta – a medida de uma tampinha de garrafa de PET é o suficiente. Diga
aos alunos que serão os “moradores das cavernas” e peça a eles que registrem em um papel algum
símbolo que possa representar um tipo de poder da natureza ou uma divindade.

LIVRO DO PROFESSOR 39
Página 70

Atividades
5 Atividades 1 e 2
As atividades podem ser realizadas em dupla ou individualmente para que sejam observados os
conhecimentos prévios dos alunos. Ao conversar sobre transcendência e divindade com eles, faz-se
necessário considerar as seguintes variações entre as religiões:

• Cristianismo – Para os católicos e a maioria dos evangélicos, Deus é o criador de todas as coisas e
é, ao mesmo tempo, Pai (Deus), Filho (Jesus) e Espírito Santo.
• Espiritismo – Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, conceito presente
no Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. Não se crê que Jesus seja Deus, mas um espírito
que passou por várias encarnações até se tornar um espírito puro.
• Judaísmo – Deus é o criador e legislador que propôs as leis civis e religiosas da Torá, por meio
do profeta Moisés. Seu nome não deve ser pronunciado, por que é sagrado, mas aparece nas
escrituras como Yhwh.
• Islamismo – Allah é absoluto e recebe no Corão 99 nomes ou atributos que enfatizam que Ele é
a origem de todas as qualidades positivas do Universo. Alguns desses nomes são: Al-Gahani (rico e
infinito), Al-Muhyi (doador da vida) e Al-Alim (conhecedor de tudo).
• Hinduísmo – Há milhares de divindades. Os deuses reencarnam e são representados sob
diferentes formas. Os mais importantes compõem uma tríade, formada por Brahma (deus da
criação), Vishnu (o que preserva) e Shiva (destruidor e recriador).
• Budismo – Não concebe a figura de uma divindade. O caminho para alcançar o sagrado
depende das ações do indivíduo. A ideia de deus é substituída pelas forças que regem o Universo.
• Candomblé – Olorum é o deus supremo e criador dos Orixás (entidades africanas responsáveis
pela ligação entre o mundo espiritual e o terreno). Ele não interfere no funcionamento do
Universo, que fica a cargo dos Orixás. Olorum incumbiu Oxalá, o mais sábio deles, de criar todas
as coisas, mas a Terra acabou sendo criada por Oduduá. Oxalá criou as pessoas e outros seres vivos.
• Umbanda – Tem os mesmos Orixás do Candomblé, mas eles não se manifestam no culto. Nestes,
quem se apresenta aos médiuns são os Guias, que se dividem em Índios, Caboclos, Pretos-Velhos e
Crianças.

REVISTA das Religiões. 7. ed. São Paulo, mar./abr. 2004.

Atividade 3
Observe atentamente se os alunos mantiveram sua opção religiosa e se desenvolveram a imagem
de transcendente. Esse tipo de atividade se repete, pois é necessário continuar reforçando a iden-
tidade religiosa dos alunos, respeitando a família e as crenças particulares.

40 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Página 72

6 Divida a turma em grupos de acordo com o número de frases citadas no Livro do aluno. As frases
são das três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (por ordem crono-
lógica de surgimento). Cada grupo receberá uma frase para realizar a compreensão e apresentá-la
à turma. Interaja com os grupos para auxiliá-los com exemplos. Na apresentação, os alunos podem
fazer perguntas e dar exemplos. O intuito é que eles compreendam que, embora haja diferentes
visões do transcendente, Deus é único para as três religiões. Essa conclusão e outras que surgirem
podem ser registradas no caderno.

Página 73

7 Explore os significados da palavra “mistério” e utilize os exemplos que os alunos citarem sobre
filmes e livros para a problematização. Em seguida, organize a turma em círculo de modo que todos
estejam em pé e proponha uma atividade lúdica.
Explique a atividade dizendo que todos vão contar uma história. Esta deverá conter um mistério, que
poderá ser desvendado ou não. Ressalte que não vale pular a vez de falar. A história deve ser iniciada
pelo professor. Por exemplo: “Era uma vez em uma pacata cidade do interior de Lindanópolis, uma...”.
Com isso, passe a palavra a um aluno, que deve continuar a história e, em seguida, passá-la para o
próximo colega continuá-la até chegar ao último aluno.
Depois da brincadeira, converse com os alunos sobre o sentido da palavra “mistério”. Ela deriva do
grego mýein, que significa “fechar especialmente os olhos”, para manter segredo no que é visto.
Atualmente, embora o significado dessa palavra tenha mudado, a ideia de “segredo” ainda se mantém.
8 Realize a leitura de A história do “Grande Espírito” procurando mudar o tom de voz nas diferentes
partes do texto para que a narração tenha emoção. Depois, faça uma breve retomada com os alunos
a fim de que relembrem tudo o que foi relatado nele. Questione-os sobre em que parte da história
existe mistério e por que eles pensam assim. O objetivo é ampliar a compreensão do conceito de
mistério por meio de um exemplo.
Atividades
9 A história sugere que a conexão com a divindade ocorre com o reconhecimento do outro e da
partilha com ele. Converse com os alunos, indagando se a crença deles em seus transcendentes
também evoca esses gestos. Discutam a segunda pergunta, buscando exemplos do cotidiano.

LIVRO DO PROFESSOR 41
Página 74

Fazer o bem
10 Investigue uma instituição que necessite de materiais, alimentos, etc. Organize um período para
esta campanha, avise os pais ou responsáveis sobre ela e prepare os alunos para divulgá-la nos se-
tores da escola e nas turmas. Escolha um espaço para guardar as doações e contabilize com eles o
que foi recebido. Se possível, realizem a doação in loco ou convidem representantes da instituição
para receber os donativos na escola, possibilitando a participação dos alunos até o final da atividade.
Registre as diversas etapas desta por meio de fotos. Ao final, proponha uma avaliação individual,
perguntando aos alunos:
• Você se envolveu na campanha? Conseguiu trazer doações?
• Você conseguiu imaginar as pessoas que estão precisando de sua ajuda?
• O passo a passo da atividade foi organizado? Qual foi a sua contribuição em relação a isso?
• O que você aprendeu com essa atividade?
• Se a atividade fosse realizada novamente, você gostaria de modificar algo? O quê?
Solicite a eles que registrem, no caderno, uma breve conclusão da atividade em dois parágrafos.
Atividades
11 Após a busca no dicionário, discuta e reflita com os alunos sobre o significado da palavra “trino”.
Explore a imagem para que eles compreendam a ideia de um Deus que é um e três concomitantemente.

Página 75

Brincar e aprender
12 Com antecedência, solicite aos alunos que tragam massa de modelar e um jornal para cobrir a
mesa e evitar sujá-la. Proponha essa atividade de acordo com as orientações do Livro do aluno, a
fim de tornar concreta a compreensão deste Deus que é “um” e, ao mesmo tempo, “três”.

Página 77

13 Relembre os alunos dos conceitos de “divindade”, “transcendente” e “deus”. Em filmes, desenhos


e novelas, há a presença de diferentes divindades e inclusive a crença nelas. Com isso, aproveite o
conhecimento prévio dos alunos para que consigam estabelecer relações concretas sobre o assunto.
No Hinduísmo, há também uma ideia de divindade trina. Brahma realiza o equilíbrio entre Vishnu e
Shiva, criando assim Brahman. Mas como existem muitos deuses na Índia, as pessoas se identificam
mais com alguns deles, dependendo da região.

42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Sugestão de atividades
1. Caso os alunos se interessem por mitos, explore essa temática relacionando-a com o assunto
estudado. Nesse sentido, podem ser utilizados diferentes recursos para contar e explorar os mitos.
Assim, escolha alguns com elementos que possam interessar a eles; por exemplo, mitos gregos,
romanos, egípcios, persas, nórdicos, africanos ou indígenas. Conte a história um pouco por dia
e/ou leia trechos de mitos para que eles se interessem sobre o que acontecerá no decorrer dela.
2. Outra possibilidade de atividade é levar mitos resumidos aos alunos. Divida-os em grupos para
que façam a leitura deles. Depois, devem transformar o resumo em uma apresentação de teatro
(com falas, indicação de cenário e música, figurino, etc.). Auxilie-os na produção da escrita e no
ensaio teatral. Se possível, leve-os para ensaiar em um palco ou auditório. Dessa maneira, essa
atividade pode ser apresentada aos pais e responsáveis e/ou a outras turmas.
3. Aproveite a contação de história do mito ou o resumo para que os alunos, em duplas, produzam
uma história em quadrinhos a fim de representá-lo. Organize com eles um rascunho e, depois,
solicite uma versão definitiva da representação em quadrinhos da história. Essa representação
pode ser feita em forma de desenho, colagem ou, ainda, de imagens produzidas com o auxílio
de programas de computador que os alunos saibam utilizar (como Paint, CorelDRAW, etc.). Se
possível, exponha na escola as histórias criadas por eles.
4. Caso haja, na região ou na própria escola, mitos locais, é possível explorá-los por meio de narra-
tivas. Assim, os alunos podem entrevistar pessoas mais velhas sobre os mitos da região, buscar
detalhes acerca das histórias e remontá-las em sala de aula com os elementos trazidos pelas
pessoas por meio da criação de um texto coletivo. Dessa ideia, pode-se criar um flyer relatando
resumidamente os mitos locais. A escrita pode ser desenvolvida no computador, impressa e,
depois, divulgada em outras turmas para ser objeto de leitura e, quem sabe, estudo orientado
pelos professores.

Página 79

Você sabia?
14 No hinduísmo, a vaca não é uma divindade, mas é considerada sagrada. Reflita com os alunos
sobre o papel desse animal, para que não haja distorções. Em duplas, eles devem realizar uma pes-
quisa na internet buscando manchetes e/ou reportagens a respeito do assunto.

Página 80

Brincar e aprender
15 O objetivo do jogo é sistematizar o conhecimento dos alunos sobre os nomes das divindades
das diferentes religiões estudadas. Divida a turma em duplas, organize com elas um pequeno en-
velope para que possam guardar as peças depois de finalizar o jogo. Auxilie-as nas nomenclaturas.
16 Ao finalizar o ano, é importante revisar com os alunos o livro desde as páginas iniciais. Relembre
com eles todas as tarefas e as leituras que fizeram. Solicite a eles que resumam o que aprenderam.
Depois, faça a leitura da página e confirme o que apresentaram sobre esse aprendizado.

LIVRO DO PROFESSOR 43
Sugestões para o professor
Leitura

• AGUIAR, Luiz A. Monstros mitológicos. São Paulo: Quinteto Editorial, 2007.


Essa coletânea de mitos pode ser usada como recurso para a realização da atividade proposta
na orientação didática.

• BOFF, Leonardo. Crise: oportunidade de crescimento. São Paulo: Verus, 2002.


Nessa obra, o autor defende a tese de que, para o enfrentamento das crises contemporâneas, é
necessária uma nova experiência espiritual com o intuito de se estabelecerem novos valores para
o ser humano e também para o planeta.

• FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de sentido.


São Leopoldo: Sinodal, 1992.
Fowler evidencia a ideia da fé como sentido da vida e a analisa em paralelo com os teóricos Erik
Erikson e Jean Piaget, apresentando seis estágios da fé com exemplos.

• CALDAS, Roberto. A menina das borboletas. São Paulo: Paulus, 1990.


Uma história contada apenas com imagens em que uma menina cultiva uma flor, enfrentando
dificuldades para mantê-la viva. A riqueza simbólica dos personagens pode ser interpretada como
a presença de Deus na vida das pessoas.

• RISKE-KOCH, Simone; OLIVEIRA, Lílian B.; POZZER, Adecir (Org.). Ensino Religioso e o fenômeno
religioso nas tradições religiosas de matriz ocidental. In: ______. Ensino Religioso: capacitação
para um novo milênio. Florianópolis: Saberes em Diálogo/Fonaper, 2017. v. 6.
Esse caderno foi desenvolvido para uma capacitação de professores do componente de Ensino
Religioso. Ele aborda como deve ser apresentado o fenômeno religioso na escola, com enfoque na
matriz ocidental, nos seguintes aspectos: Cristianismo oriental e ocidental, o pensamento cristão,
modelos culturais, Cristianismo no Brasil e um olhar sobre a religiosidade atual. Esse material pode
ser solicitado no site do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper).

44 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


Filme

Importante:
Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação deles
antes de exibi-los aos alunos.

• TODO-PODEROSO. Direção de Tom Shadyac. EUA: Universal Pictures/Buena Vista International,


2003. 1 DVD (101 min), son., color.
Bruce tem uma vida perfeita até o momento em que as coisas começam a dar errado. Ele passa
a questionar Deus, problematizando seu jeito de comandar a Terra. Então, Deus resolve dar todos
os seus poderes a Bruce. O filme é do gênero comédia, porém instiga os alunos a pensar sobre as
verdades religiosas que são passadas de geração em geração.

LIVRO DO PROFESSOR 45
Referências
AGUIAR, Luiz A. Monstros mitológicos. São Paulo: Quinteto Editorial, 2007.

BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.

BOYES-WATSON, Carolyn; PRANIS, Kay. Círculos em Movimento. Tradução de Fátima


Debastiani. Porto Alegre: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 2015.

BRANCHER, Leoberto (Coord.). Programa de formação voluntários da paz: material


instrucional. Caxias do Sul: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum


Curricular. Versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017.

______. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da


educação nacional. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.
htm>. Acesso em: 23 fev. 2019.

______. Lei nº. 9.475, de 22 de julho de 1997. Dá nova redação ao art. 33 da Lei n°. 9.394,
de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l9475.htm>. Acesso em: 23 fev.
2019.

FERREIRA, Aurélio B. de H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 5. ed. Curitiba:


Positivo, 2010.

FOWLER, James. Os estágios da fé: psicologia do desenvolvimento humano e busca de


sentido. São Leopoldo: Sinodal, 1992.

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MAYER, Canésio S. J. Viver e conviver: dinâmicas e textos para diferentes momentos. São
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46 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 4


MIRANDA, Bruce-Mitford. O livro ilustrado dos símbolos: o universo das imagens que
representam as ideias e os fenômenos da realidade. São Paulo: Publifolha, 2005.

NOVA Bíblia Viva. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.

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YOZO, Ronaldo Y. K. 100 Jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas,
escolas e clínicas. São Paulo: Ágora, 1996.

LIVRO DO PROFESSOR 47
48
MAPA CURRICULAR INTEGRADO – ENSINO RELIGIOSO – 4°. ANO
Unidades Objetos de
Capítulo Conteúdos privilegiados Habilidades Livro didático
temáticas conhecimento
Ponto de partida, p. 8; Atividades,
EF04ER01 – Identificar ritos presentes no cotidiano pessoal, fami-
• Cada um tem os seus ritos p. 9; Conversar e fazer juntos, p. 19;
liar, escolar e comunitário.
• Nascimento e iniciação religiosa Manifestações Atividades, p. 21

PASSADO, PRESENTE E FÉ |
Ritos religiosos
• Casamento: dois que se tornam religiosas Atividades, p. 11; Conversar e fazer
EF04ER02 – Identificar ritos e suas funções em diferentes manifes-
um juntos, p. 15; Atividades, p. 16;

1. RITOS PARA
tações e tradições religiosas.

VOLUME 4
CADA MOMENTO
Atividades, p. 23

• Etapas da vida
• Cerimônia final Manifestações EF04ER03 – Caracterizar ritos de iniciação e de passagem em diver- Conversar e fazer juntos, p. 32;
Ritos religiosos
• E depois? Diferentes respostas religiosas sos grupos religiosos (nascimento, casamento e morte). Atividades, p. 35; Atividades, p. 37
para o pós-morte

2. PARA ALÉM
DE PASSAGEM
DA VIDA: RITOS
EF04ER04 – Identificar as diversas formas de expressão da espiri-
Brincar e aprender, p. 51; Atividades,
Ritos religiosos tualidade (orações, cultos, gestos, cantos, dança, meditação) nas
• Os mistérios da vida e da morte p. 54 e 55
diferentes tradições religiosas.
nas culturas Manifestações
EF04ER05 – Identificar representações religiosas em diferentes Ponto de partida, p. 48 e 49;
• A arte e as religiões religiosas
Representações expressões artísticas (pinturas, arquitetura, esculturas, ícones, Atividades, p. 57; Atividades, p. 60;
• A dança e o sagrado
religiosas na arte símbolos, imagens), reconhecendo-as como parte da identidade Brincar e aprender, p. 62; Atividades,

SAGRADO NA ARTE
3. ENCONTRANDO O
de diferentes culturas e tradições religiosas. p. 62
Ponto de partida, p. 66; Conversar e
EF04ER06 – Identificar nomes, significados e representações de
fazer juntos, p. 68; Atividades,
• O que é transcendência? divindades nos contextos familiar e comunitário.
Crenças religiosas e Ideia(s) de p. 70 e 71
• Deus uno-trino
filosofias de vida divindade(s) Atividades, p. 72; Atividades, p. 73;
• Deus no plural EF04ER07 – Reconhecer e respeitar as ideias de divindades de
Atividades, p. 74; Brincar e aprender,

A DIVINDADE
diferentes manifestações e tradições religiosas.

4. DESCOBRINDO
p. 80
LIVROS QUE
RESPEITAM
A NATUREZA

Os livros da coleção Passado, presente e fé são impressos na Posigraf, uma


gráfica comprometida com a responsabilidade socioambiental.
A Posigraf e seus impressos têm as certificações ISO 9001, de gestão de
qualidade; ISO 14001, de gestão ambiental; e OHSAS 18001, de gestão de
saúde ocupacional e segurança. Foi a primeira gráfica do Brasil a compensar
integralmente as suas emissões de carbono, com o programa Carbono Zero,
e também a adotar uma floresta e patrocinar sua conservação – a Mata do
Uru, localizada na Lapa – PR. Além disso, tem os certificados FSC® – Forest
Stewardship Council® e PEFC – CERFLOR (validado pelo Inmetro), atestando
que a matéria-prima para a impressão é proveniente de florestas manejadas
de forma responsável.
Ambas são certificações florestais, mas cada uma conta com princípios
e critérios diferentes. Em 2011, a Posigraf recebeu o Prêmio Abigraf de
Responsabilidade Ambiental por seu Sistema de Gestão Ambiental.

FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal)


CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação Florestal
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes
TECPAR – Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná
CARBONO ZERO – Compensação de Emissão Carbono Zero
LIFE – Iniciativa Duradoura para a Terra
2000.94091

A coleção Passado, presente e


fé convida o aluno a conhecer
e a compreender as diversas
culturas religiosas que
compõem a sociedade brasileira.
Alinhada com as novas
diretrizes da BNCC, essa
coleção oportuniza o estudo e a
compreensão de conceitos
religiosos, fundamentados em
conhecimentos das Ciências
da Religião e demais áreas
acadêmicas afins.

4
volume
ISBN 978856447489-5

9 788564 474895