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Índice

Introdução..........................................................................................................................4
1. A primeira guerra mundial (1914-1918)....................................................................5
1.1. As causas da 1ª guerra mundial..........................................................................5
1.2. As Fases da Guerra.............................................................................................7
A entrada de EUA na Guerra (Razões e Significados)..................................................9
A saída da Rússia da Guerra (Razões e Significado)...................................................10
1.3. O envolvimento dos Áfricanos.........................................................................10
Conclusão........................................................................................................................13
Bibliografia......................................................................................................................14
Introdução
Introduzindo, é verídico que o ponto crítico observável de uma pessoa tem sido "O que
seria de nós se houver guerra em todo o mundo?" Colectamos aqui uma pesquisa que
defere numa guerra, porem, citamos aqui a primeira guerra mundial, isto significa que já
houve guerra em todo o mundo. Um caso iniciado por um atentado de um príncipe.
Desenvolvemos aqui desde:

 As causas;
 As trajectórias;
 E as nações participantes.

Sem mais delongas desejamos uma óptima leitura.


1. A primeira guerra mundial (1914-1918)
A guerra que decorreu entre 1914 a 1918 foi o primeiro conflito armado que se
desenvolveu a uma escala global, nunca antes vista então é designada 1ª guerra mundial.
O conflito opôs de, de um lado, a tríplice entente (Inglaterra, França e império Russo),
liderada pela Inglaterra, e outro, a tríplice aliança (império alemão, império austro-
húngaro e Itália), liderada pela Alemanha. Após perdas humanas na ordem dos milhões
e de destruição de vários países, o conflito terminou com a vitória da tríplice entente e
impôs-se uma nova ordem política ao mundo.

1.1. As causas da 1ª guerra mundial


Luta pela posse de novos mercados

No século XIX, o crescimento acelerado da indústria e o desenvolvimento do modo de


produção capitalista levaram uma cada vez a maior procura por matérias-primas e a
necessidade de encontrar novos mercados para escoar a crescente produção industrial,
isto levou alguns países mais desenvolvidos a procurarem novos territórios "Colónia",
onde pudessem impor o seu domínio militar, politico e económico. Este movimento
deu-se o nome de imperialismo. Este movimento porem, faz surgir novas zonas de
tensão entre as potências europeias, que entravam em confronto por causa dos novos
territórios que pretendiam ocupar, tanto na África quanto na Ásia.

Conflito ente as potencias imperialistas

Como já vimos, no fim do século XIX as rivalidades e os conflitos entre as grandes


potências europeias provocadas não só pelo estacionamento territorial, mas, sobretudo
pela crescente luta pelo poder e influencia a nível mundial, aproximava-se do ponto da
ruptura, quer na Europa, quer nos territórios coloniais. As tenções ocupavam-se e
intensivos incidentes a conflito faziam prever o desencadear de um conflito de grande
dimensão.

Na Europa, como já vimos, destacam-se o conflito nos Balcãs, o qual deu origem as
duas guerras (1912 a 1913) e também a disputa territorial entre a França e a Alemanha
pela Alsácia e lorena.

Este último conflito contribuiu para agravar ainda mais a desconfiança mútua entre estas
duas nações. Por outro lado, a Alemanha tinha visto o seu crescimento económico
fortalecer-se imenso, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX,
prolongando-se pelo inicio do século XX. Mas este crescimento económico, embora
tinha acompanhado o momento do nascimento da Alemanha, não fez, contudo,
aumentar a influência alemã na esfera mundial. Isto provocou um certo desequilíbrio
entre o poder económico e o poder político nos assuntos europeus.

Os alemães ansiosos por afirmarem as suas posições, optaram pelo reforço da política
do armamento e por uma estratégia de conforto pela França, esperando o momento certo
para afirmar o seu poder.
Noutros locais do mundo houve ainda disputas territoriais entre a França e a Alemanha
no norte da África; revoltas na china contra os interesses de intervenção europeia na
política chinesa; a guerra entre o império Russo e Japão, provocada pela oposição
japonesa ao crescente interesse e intervenção da Rússia na sua área de influencia.

Acima de tudo, o sistema de aliança político-militares que tinha sido vindo a ser
desenvolvido desde os finais do século XIX fazia prever que, caso ocorresse um conflito
entre alguns países dos blocos, seria muito difícil evitar que estas alianças fossem postas
em prática. Se tal acontecesse, seria praticamente impossível evitar um conflito
generalizado. Parecia faltar apenas uma pequena faísca para que o mundo se
incendiasse. E essa faísca viria mesmo a acender-se.

A corrida ao armamento

Ao mesmo tempo que a Europa se dividia em dois blocos político-militares, assistiu-se


a uma corrida ao armamento, ao reforço do crédito para o financiamento militar, ao
desenvolvimento da indústria de guerra, ao incremento de legislação militar e ao
aumento de serviço militar obrigatório. A situação europeia tornava-se, assim, cada vez
mais perigosa.

A unificação alemã apois a guerra franco-prussiana (1870-1871) e a indemnização de


guerra paga pelos franceses permitiu a Alemanha desfruta de um período de grande
prosperidade. Uma das indústrias que mais desenvolveu nessa altura foi a indústria do
armamento, ou seja, a Alemanha preparava-se já para a qualquer momento, expandir o
seu império quer nas colónias, quer ate na própria Europa.

Outros países europeus investiram também no seu rearmamento: em França (que


esperava uma oportunidade para se vingar da Alemanha), na Inglaterra (que tinha um
grande império colonial a defender, e por isso, precisava de uma industria militar naval
muito forte), na Rússia (que perdera uma guerra contra os japoneses em 1905 e ansiava
por alcançar vitorias militares e politicas) e no império austro-húngaro (que comprava
muito armamento a sua aliada Alemanha, esperando ter de afirmar pretensões nos
Balcãs pela forca). Esta corrida aos armamentos foi um dos que viria eclodir da primeira
guerra mundial.

O atentado de Sarajevo a 28 de Junho de 1914

Este acontecimento foi a faísca que fazia descadear o inicio da guerra. A 28 de Junho de
1914, o príncipe herdeiro do império austro-húngaro, o arquiduque Francisco Fernando,
visitava Sarajevo na bósnia. Este território, habitado maioritariamente por sérvios,
manifestava uma maior simpatia pelo reino sérvio do que pelo império austro-húngaro.
Nesse mesmo dia, um grupo de estudantes sérvios pertencentes a uma organização
nacionalista servia denominada Mão Negra, assassinou o príncipe herdeiro e sua esposa.

Em resposta, o império austro-húngaro, influenciado pela Alemanha culpou os serviços


secretos sérvios pelo atentado dizendo que a servia pretendia em causa a soberania
austro-húngara na religião. De seguida, apresentaram um ultimato aos sérvios, com
condições que violavam a sua soberania nomeadamente a participação da Áustria no
julgamento dos estudantes sérvios.

Este atentado foi aproveitado pelas potências da tríplice aliança para ajustar velhas
contas e numa sequência mais rápida. O conflito generalizou-se, envolvendo a maioria
dos países da Europa. É por isso considerado como a causa do inicio da 1ª guerra
mundial.

Existem porem, alem deste acontecimento, três explicações que são apontadas para
eclodir a primeira guerra mundial.

A primeira segunda explicacao aponta a Alemanha como a principal responsável pelo


conflito: a primeira como suas pretensões de espanção em reforço bélico, a segunda
dominado risco de cálculo, afirma que a Alemanha convenceu-se de que podia gerir o
conflito dos Balcãs, tomando em consideração que o império austro-húngaro atacaria os
sérvios e que estes, por sua vez, não teriam qualquer hipótese de obter auxílio da França
no conflito.

A terceira explicação defende ter existido na realidade uma culpa colectiva de políticos
de diferentes países pelos movimentos nacionalistas e militaristas. Embora, o apoio da
Alemanha a austro-húngara tenha contribuído para o inicio das hostilidades as outras
potências visando essencialmente a defesa e dos interesses, deixaram também envolver
no conflito.

A invasão da Bélgica pela Alemanha, a 4 de Agosto de 1914, iniciou verdadeiramente


as hostilidades da 1ª guerra mundial aos dois blocos iniciais viriam a juntar-se muitas
das outras grandes potências mundiais:

 As potências aliadas, ou Tríplice entente viriam a juntar-se mais tarde, o Japão,


Portugal, EUA e a Itália (a 2 de Agosto de 1914 a Itália declarou-se neutral,
afastando-se dos parceiros da tríplice aliança, e em 1915 juntar-se-á aos aliados).
 As potências centrais, a Alemanha e a austro-húngaro, viriam a juntar-se ao
império otomano Turquia e Bulgária.

A Rússia entrou na guerra apoiando a servia contra a Ástria-Hungria e a Alemanha. A


Alemanha declarou guerra a França. A Inglaterra sentiu-se ameaçada pelo avanço da
Alemanha, e por forca do trabalho da entente, apoiou a França. O Japão directamente
interessado os territórios alemães do externo oriente declarou guerra a Alemanha. O
império Otomano, ameaçado pelo expansionismo da Rússia, aliou-se a Alemanha. Foi
esta sucessão de acontecimento que lançaram, num curto espaço de tempo, as potencias
e as suas colónias na vasta e generalizada guerra que ficaria conhecida como a primeira
guerra mundial.

1.2. As Fases da Guerra


1ª Fase – Guerra dos movimentos (principais características)
A Alemanha tinha, na altura, uma superioridade militar terrestre (metralhadoras,
artilharia pesada e tropas bem treinadas). A Inglaterra era superior em forca naval,
garantindo a entente o domínio de mares.

O inicio da guerra vivia-se em alguns países europeus, um clima de euforia. As pessoas


acreditavam que a guerra seria breve e a mobilização fez-se ambiente de festa. No
entanto, ela dura cerca de 4 anos e teria custo pesadíssimo, que em destruição material,
quer especialmente em vias humanas.

Numa primeira fase, a guerra foi essencialmente um conflito terrestre, tendo-se


desenrolado em duas grandes frentes: a frente ocidental, que se estendia do mar do norte
ate a fronteira suíça, e frente oriental na Rússia.

Esta primeira fase a qual se deu o nome de guerra de movimento, decorreu durante o ao
e 1914, envolvendo os dois blocos compostos pelas principais potencias europeias, a
tríplice aliança e a tríplice entente. O principal cenário desta fase desenrolou-se no
nordeste da França. Segundo Plano Schliffen – concebido pela Alemanha, em 1905 por
fazer parte da aliança franco-suíça. A guerra seria curta e ofensiva para num período de
4 a 6 semanas, conseguir derrotar os franceses na frente ocidental e, de imediato, os
russos na frente oriental. Isso permitiria a Alemanha sucessivas vitorias. Assim, as
tropas alemãs invadiram a Bélgica, país neutro e entraram rapidamente a surpresa em
França derrotando o exército francês. Mas, de Agosto a Novembro, nas batalhas de
marne (a primeira, de 5 a 12 de Setembro) e de Ypres (10 de Outubro a 10 de
Novembro), não houve avanços significativos.

Na realidade, nenhum dos planos previamente traçados foi cumprido: a Alemanha não
conseguiu conquistar paris e obter a capitulação da França; esta não chegou a
reconquistar a Alsácia e lorena, e seu importante objectivo; e a Rússia foi obrigada a
recuar após alguns anhos em solo alemão.

No final de 1914, depois de duros combates entre o exército aliados e alemães, estes,
pelo facto de estarem mais bem preparados e equipados regalam alguma superioridade e
começam a abrir uma rede de trincheira defendida por linhas protegidas por arranque
farpado.

Entretanto, nos mares, as armadas da Inglaterra e da Alemanha envolviam-se em


violentos combates, ganhando vantagens os ingleses. Com a entrada do império
Otomano na guerra, surgiram novos confortos no mar Negro e no canal de Suez.

2ª Fase – Guerra das trincheiras

Nesta segunda fase, que decorreu entre 1915 a 1916, o conflito teve dois momentos
diferentes. Num primeiro momento que se prolongou por todo ano de 1915, o impasse e
a estagnação marcaram o conflito. No primeiro ano de guerra nenhum dos dois blocos
conseguiu resultados rápidos. Adoptaram uma estratégia deferente: reforçaram as linhas
de frente ocidentais com fortificações ligadas entre si, procurando desgastar o inimigo
através de ataques que obrigavam os soldados a defenderem as posições conquistadas
ate ai.

Os exércitos de ambas as partes abriram então trincheiras, onde os soldados se


protegiam e a partir das quais lançavam os ataques aos inimigos.

As colónias de vida nas trincheiras eram muito difíceis e foram uma das maiores marcas
desta guerra ao longo de três anos, os exércitos iriam permanecer enterrados em valas
escavadas no chão, protegida por arame farpado. Foi um período bastante penoso para
os soldados: mal alimentado, metidos na lama, sujeito ao frio, atacados por vermes e
sujeitos aos gases tóxicos, uma arma terrível que teve a sua aparição nesta guerra.

Vivendo nestas condições subumanas, os soldados sofriam ataques de arquilharia


grande e lança-chamas. Foram numerosas as baixas nos dois blocos inimigos. O esforço
para conquistar posições revelava-se inútil, pois rapidamente os soldados eram forcados
a voltar ao ponto de partida deixando no campo de batalha inúmeros mortos.

Entretanto a leste continuava a guerra de movimento. Durante o ano de 1915, a


Alemanha tentou derrotar o exército russo para depois concertar as suas tropas na frente
ocidentais.

O segundo movimento desta fase de conflito começou em 1916, tendo os alemães


forçados o regresso a guerra de movimento, agora na frente ocidental. Em Fevereiro de
1916 concentraram o seu ataque na cidade francesa de Verdum. Este ataque, que
começou com uma batalha que se prolongou entre Fevereiro e Junho, só terminou no
mês de Dezembro, tornando-o assim na acção mais longa da guerra.

Outras batalhas importantes neste ano de 1916 foram a batalha naval de Jutlandia, no
mar do norte, entre alemães e ingleses, de Maio Junho (da qual nenhum lado saiu
vitorioso) e a batalha de Somme de Julho a Novembro na qual triunfaram exércitos
aliados.

Tanto as potencias aliadas como as potências centrais procuraram novas alianças mas
não conseguiram sair de uma situação de impasse.

A entrada de EUA na Guerra (Razões e Significados).


A Alemanha, devidas as melhorias verificada nos equipamentos e ao reforço dos
exércitos aliados, assim como a problemas interno no próprio país, não conseguia
vencer as potencias aliadas. Decidiu intensificar a guerra submarina, atacando todos os
navios de guerra de passageiro e de abastecimento não poupados sequer as potencias
neutrais como os EUA.

Perante esta atitude, os EUA declararam guerra a Alemanha. A entrada de EUA n


conflito, em 1917 trouxe um novo talento as tropas aliadas, cansadas e desgastadas com
a guerra que se arrastava.
Não foram só os EUA que entraram no discurso da guerra, outros países o fizeram. Do
outro lado dos aliados, a Itália (que inicialmente entrara na guerra do lado dos alemães),
Portugal, o Japão, a china, o Brasil e outros. Do lado das potências centrais o império
Otomano e a Bulgária. A guerra estendia-se também ao Extremo Oriente e a África.

No caso específico de Portugal, sabe-se que entrou no conflito junto com os aliados para
defender as colónias (Angola e Moçambique), invadidas em 1914, também para marcar
a sua posição perante a Espanha (que estava do lado dos alemães) e as potências
europeias e para legitimar o partido democrático no esforço da guerra.

3ª Fase – Retorno a Guerra de Movimento (1917-1918)

Nesta fase, deve destacar-se a revolução Russa de 1917 e a declaração de guerra as


potências centrais por parte do EUA.

A saída da Rússia da Guerra (Razões e Significado)


A Rússia foi um dos países a entrar na guerra mundial ao lado das forcas aliadas.
Porem, a Rússia vivia uma época muito difícil da sua história, cheia de conflitos sociais
e luta de poder. A revolução de Março de 1917 levou o derrube e a morte de Czar (e da
sua família) e permitiu que, algum tempo depois com a Revolução Soviética, ocorrida
em Outubro de 1917, Lenine e os socialistas russo de partido bolchevique tomassem o
poder a instaurarem uma república socialista soviética.

Esta nova situação política na Rússia tornou muito difícil manter os exércitos russos em
campanhas militares tão exigentes. A Rússia assinou com a Alemanha o Tratado de
Brest-Litovsk através da qual saída da guerra que óptima a paz com os alemães. Esta
contrapartida, a Rússia teria de ceder os territórios das repúblicas do mar báltico, isto é,
a Estónia, a Letónia e a Lituânia, territórios que seriam incorporados na Polónia e na
Bielorrússia (Rússia Branca).

Para os aliados esta era uma situação difícil, pois perdiam um precioso aliado a Leste. A
saída da Rússia da grande guerra contribuiu também em uma grande medida para o
fortalecimento dos ideais antibelicistas, isto é, das ideias contra a guerra, que se
espalhavam por todos os países envolvidos no conflito, mas sobretudo entre os
socialistas e os sindicalistas destes países.

Os alemães, Revitalizados por este desenvolvimento, concentraram as suas forcas na


frente ocidentais. Lançaram então uma forte ofensiva a 21 de Março de 1918, chegado a
estar a 80Km de paris. Porem o seu esgotamento humano e material é o papel dos EUA
no conflito levaram a sua derrota, já no fim de 1918.

1.3. O envolvimento dos Africanos


O papel dos Africanos na primeira guerra mundial

A guerra afectou profundamente África, a medida que crescia a necessidade de pessoas


para o esforço da guerra, havendo carência de mão-de-obra barata. Ocupando os lugares
deixados livres pela população branca envolvida na guerra, os negros assumiram assim,
postos administrativos comerciais em todas as colónias europeias. As necessidades
económicas da guerra impulsionaram também o aparecimento de novas indústrias em
territórios Africanos.

Porem, as colónias Áfricanas sofreu também graves consequências económicas. As


necessidades bélicas provocaram falta de bens de consumo e inflação, para além do
descontentamento generalizados em países como Madagáscar e Senegal.

Estas perturbações chegaram a sul de África, onde se organizou um número sem


precedentes de sindicatos multirraciais, como o objectivo de exigir melhorias
económicas aos governos coloniais e denunciar o "saque" de recursos que debitava
seriamente a população Áfricana.

Em algumas zonas de África oriental a fome espalhou-se e algum tempo depois


eclodiram varias epidemias. A grande epidemia de gripe, proveniente da Europa que
ocorreu nos finais da guerra, foi a pior de todas originando a morte de milhões de
pessoas em alguns lugares pareceu cerca de 6% da população, apesar de em termos
militares África ter sido considerada um teatro militar secundário o continente sofreu
consideráveis baixas humanas.

África também foi palco de uma serie de revolta contra o julgo colonial. O afrouxar do
controlo que havia sobre as populações submissas, devido a guerra facilitou as
insurreições. Por todo o continente, os rebeldes pagaram em arma contra os franceses,
contra os italianos, contra os ingleses e contra a administração europeia em geral. Um
outro estimulo para a revolta foi a proposta de paz apresentada no final da guerra pelo
presidente americano Wilson, estipulada << 14 pontos>> a qual incluía uma referencia
ao direito ao autodeterminação .

Regra geral, os europeus saíram sempre vencedores destes conflitos. Ironicamente, os


governos metropolitanos entenderam finalmente que as suas colónias Áfricanas tinham
um grande valor material e que o investimento em infra-estruturas urbanas exigia muito
mais dinheiro do que aquele que se tinha a disposição. Este reconhecimento deu espaço
a novas políticas, desenhadas para a satisfação destas necessidades.

Focos de confrontação em África durante a Guerra

A tomada de Lome, capital do Togo, pelos exércitos coloniais britânicos, a 8 de Agosto


de 1914, foi a primeira grande incursão militar europeia no continente Africano. Toda a
colónia alemã se rendeu aos aliados a 26 de Agosto. Ainda em Agosto de 1914, as
tropas anglo-francesas tentaram invadir os camarões, mas foram repelidas pelo maior
poderio defensivo dos alemães. Porem, a 27 de Setembro um ataque naval anglo-francês
a dupla permitiu que, desse porto saísse as tropas que conquistaram Buea, a capital.

A mais prolongada das campanhas coloniais foi a que teve origem na África oriental
alemã (a actual Tanzânia). As forcas alemães levaram a cabo a partir de Agosto de
1914, ataques as colónias inglesas e belgas na África oriental, numa campanha de
guerrilha que se prolongou a mais de um ano em Novembro de 1914, os ingleses,
reforçados por tropas vindas da índia, atacaram a cidade costeira de tanga (na África
oriental alemã). O ataque, porem, não foi bem sucedido, devido a reposta dada pelas
tropas alemãs comandadas pelos coronéis alemão Lettow-Vorbek.

Este comandante alemão prosseguiria de guerrilha ate ao final da guerra, em 1918,


sempre com o objectivo de enfraquecer os ingleses impedindo-os de desviarem tropas
de África para a Europa para reforçar a frente europeia.

Na África do sul, a insurreição dos Bóeres, comentada pelos colonos alemães do


sudoeste Africano (a actual Namíbia), foi debelada em Dezembro de 1914.

No norte de Moçambique, Portugal derrotou os alemães em abrir de 1916 expulsando os


de Quionga.
Conclusão
Tendo em vista os aspectos observados conclui-se que a 1ª guerra mundial alastrada
pelo mundo todo demoliu vários homens, na qual a Alemanha foi a principal causadora
da mesma. Podemos concluir também que sendo esta chamada 1ª guerra, teve outra ou
outras guerras mundiais. De forma resumida podemos definir que a primeira guerra
mundial baseou-se na rivalidade de dois grupo de nações contendo 3 nações a cada,
então, o grupo é denominado "Tríplice" na qual foram elas "Aliança" que significa
união, e "Entente" que significa entendimento.

Esperamos ter gostado da matéria.


Bibliografia
Firoza Bica Bijal, Ilídio Mahilene. Saber Historia – 10ªClasse, Moçambique:
Aprendendo Sempre