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Tanto tempo se passou, e agora me pergunto o que me tornei, mas nem mesmo eu sei

essa resposta tão simples, aparentemente. Tudo em mim é tão inconstante, que confesso ter
instantes aonde eu desejo mais que tudo desaparecer, deixar de existir.

Acho que o meu mal é o fato de eu ter parado de sonhar, de almejar coisas maiores e
melhores. Talvez todos os meus sonhos de criança tenham se realizado, e agora vitimado pela
realidade desse amadurecimento precoce, não tenho tempo de abrir meus olhos para o
horizonte do futuro, por que a realidade é árdua demais, e o presente anda sendo um feixe
muito pesado para as minhas costas.

Tenho uma família maravilhosa, mas muitas vezes intransigente: nada que minha
postura não possa mudar, porém, o amor prevalece, e eu nunca iria contra nenhum deles.
Tenho uma namorada perfeita, que parece saber tudo que eu gosto, e assim me alegra e me
causa a sensação de ser especial. A ela nada posso reclamar, mas existem mistérios em sua
vida que preciso descobrir, e até nisso ela faz o que eu gosto: eu adoro mistérios.