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RACISMO REVERSO EXISTE OU NÃO?

PARTE I

Você já ouviu falar de racismo reverso? Ativistas de esquerda, negros ou não,


usam esse termo para dizer que pessoas brancas não sofrem racismo, e sim
injúria racial ou outro tipo de crime, que não seja racismo. Vejamos o que diz a
professora da Uerj Janaína Damaceno, doutora em Antropologia Social em
entrevista ao site www.almapreta.com:

“houve na história da escravidão algum navio ”branqueiro”, cheio de escravos


brancos que foram retirados à força de seu país e enviados em condições
desumanas para países que se apropriaram de suas vidas e os transformaram
em escravos. Será que isso realmente aconteceu?”

“Quando uma pessoa branca sofre algum tipo de agressão verbal relacionada à
sua cor, ela não pode dizer que sofreu racismo reverso, porque o racismo é
única e exclusivamente direcionado a pessoa negra. A pessoa branca nesse
caso sofreu um preconceito, uma discriminação ou uma injúria racial que esta
relacionada á ofensas contra a honra da vítima, independente de seu fenótipo.
Racismo é um crime histórico que foi criado pelo ódio à etnia negra e que
matou e continua a matar milhares de pessoas negras em todo o mundo”.

A Constituição Federal no Artigo 5º determina:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-
se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade....

E no Art. 3, inciso XLI, define que "Constituem objetivos fundamentais da


República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”

Um dos problemas dos ativistas das “minorias” raciais é tratarem o ser humano
por cor de pele, pessoa branca, pessoa negra, negra não, preta que é
politicamente correto. Porém, a Constituição garante que todos são iguais, sem
distinção, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, logo racismo reverso
não existe, o que existe é racismo, e é falacioso e inconstitucional a
argumentação da inexistência do racismo contra brancos.
A força da ideologia do racismo reverso, é que não houve tráfico de brancos,
que estes não foram transportados em “navios branqueiros”, que não sofreram
por serem brancos, más isso é falso. Houve escravidão branca por parte de
negros, que os transportavam em navios.

No livro "Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean,


the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800" (escravos cristãos, senhores
muçulmanos: a escravidão branca no Mediterrâneo, na costa Berbere e na
Itália). Nele, o historiador calcula que entre 1 milhão e 1,25 milhão de europeus
tenham sido capturados no período citado por piratas conhecidos como
corsários e obrigados a trabalhar na África do Norte.

Os ataques dos piratas eram tão agressivos que cidades costeiras


mediterrâneas inteiras foram abandonadas por seus moradores assustados. Os
caçadores de escravos do Norte da África chegavam até a Grã Bretanha. Ao
chegar aos portos britânicos, saíam das naves e invadiam tavernas e igrejas,
vestindo roupas longas e com as cabeças completamente raspadas,
empunhando cimitarras e arrastando os clientes das tavernas ou os fiéis que
assistiam à missa. Em 1627, um grupo argelino de caçadores de homens
chegou à Islândia, onde sequestrou cerca de 100 homens, mulheres e
crianças.

Os europeus capturados eram levados para as cidades do norte da África,


arrastados pelas ruas como animais, espancados e cobertos de cuspidas por
uma multidão que gritava insultos. Eram a seguir levados a cárceres
subterrâneos. Aglomerados nessas celas infectas, viviam em meio a
excrementos, insetos e parasitas. A luz penetrava através de uma abertura
gradeada no teto. Para abandonar a prisão, os escravos tinham de se agarrar a
uma escada de cordas que era jogada do alto.

Permaneciam nessas condições até o dia do leilão no mercado de escravos.


Lá, tinham de se exibir saltando, dançando e cantarolando: os clientes queriam
ter certeza que a mercadoria estivesse saudável e em bom estado. Os
potenciais compradores avaliavam a musculatura, examinavam as mãos e os
pés, observavam atentamente os dentes.
No mercado se decidia a partida entre a vida ou a morte. O comprador
precisava de um animal de trabalho, queria um escravo ou escrava sexual, ou
simplesmente se tratava de um investimento especulativo? Apenas nos casos
em que o novo proprietário esperasse obter um resgate elevado pela libertação
do prisioneiro, ele evitaria maltratá-lo até a morte.

A escravidão branca existiu, fez parte de todas as civilizações da antiguidade,


assírios, hebreus, babilônios, egípcios, gregos e romanos, variando as suas
características dependendo do contexto de cada lugar.

Portanto, ao afirmarem que o racismo contra brancos não existe, as “minorias”


que gritam a todo instante: Democracia! Agem de forma inconstitucional, quem
não respeita a Constitruição não sabe o que é democracia. Reivindicam
reparação histórica, más não conhecem a história. Racismo é racismo. No
Brasil ainda existem situações em que negros são discriminados por sua cor, e
brancos também. O racismo é uma prática criminosa que deve ser abolida, e
existem leis para punir esse tipo de crime. Somos seres humanos, e devemos
ser tratados segundo nossas ações e não pela cor da nossa de pele, quem faz
isso é racista, e o pior racista é aquele que não quer ver.
Os ativistas marxistas, entendam por esquerdistas, trabalham na cultura da
fragmentação, homens X mulheres, ricos X pobres, negros X brancos, a ideia é
dividir para conquistar, formar guetos, escravizar grupos em senzalas
ideológicas. Promovem o preconceito, o racismo, a discriminação, para eles o
que vale é a máxima atribuída a Vladimir Lênin: “Xingue-os do que você é,
acuse-os do que você faz

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