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- Constrói-se assim o Estado Liberal de Direito, em reacção ao Estado de Policia , que se

alicerça em três pilares:


- reacção em nome da liberdade individual (contra o arbítrio, a opressão, o governo do
homem sobre o homem);
- reacção em nome da liberdade social (contra o excesso de intervencionismo do
monarca absoluto);
- reacção em nome da democracia (contra o poder de um só. Nasce o poder do povo, da
comunidade em geral).

- Neste Estado Liberal está patente o desejo de uma Constituição, como garantia de que a
conquista da liberdade e da igualdade será duradoura.
- A Constituição passa a ser a chave da nova vivência politico-jurídica, traduzindo também a
instituição do Estado por vontade livre e igual da comunidade (democracia) e assume-se
como garantia contra os abusos de poder (direito).
- O Estado Liberal constrói-se a partir da Constituição. É por isso um Estado Constitucional.

- Deste modo, o Direito já não é compreendido como a expressão da vontade do monarca e


meio de engrandecimento do poder, mas como expressão da vontade da comunidade, de
garantia de liberdade .
- Os súbditos passa, a cidadãos, a sujeitos de direitos, que se podem voltar contra o Estado
quando este os lesa.

Destaque para as seguintes Experiências Constitucionais – “os constitucionalismos”


Constitucionalismo inglês
- A Constituição inglesa é o resultado de vários documentos políticos decisivos ao longo da
evolução histórica como a Magna Carta e o Habeas Corpus.

Constitucionalismo norte-americano
- Primeira Constituição republicana, primeira Constituição escrita e a primeira que institui um
Estado Federal e um sistema de governo semipresidencialista, baseado na separação de
poderes.

Constitucionalismo francês
- Surge no seguimento da Revolução Francesa, influenciada pela independência dos EUA,
sendo nela visíveis duas correntes:
- uma liberal – defensora da liberdade, e aceitando a monarquia (Locke, Montesquieu);
- uma jacobina – defensora da igualdade e da república.
- A Revolução Liberal em Portugal e a Constituição de 1822.

15. O reconhecimento constitucional dos direitos fundamentais


- A Constituição consagra e protege os direitos fundamentais, compreendidos como limites às
intervenções do poder; sendo por isso direitos contra o poder do Estado.
- Direitos fundamentais de 1ª geração: direitos a abstenções do Estado (são por isso “direitos
negativos”), direitos pessoas, liberdade e propriedade;
- Esta linha constitucionalista dos direitos humanos torna os homens verdadeiros “sujeitos de
direitos”;
- É de salientar que “O esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as