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Eletricidade
ELETRICIDADE

ÍNDICE

MOTIVAÇÃO......................................................................................... 5
OBJETIVOS .......................................................................................... 6
INTRODUÇÃO ....................................................................................... 8
1. CORRENTE CONTÍNUA ...................................................................... 9
1.1. TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS..................................................... 9
1.2. ORIGEM DA CORRENTE ELÉTRICA.............................................. 10
1.3. CARGA E CORRENTE ELÉTRICA ................................................. 11
1.3.1. Quantidade de eletricidade, o ampere-hora .................................. 12
1.4. TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA ................................................. 12
1.5. EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA ............................................. 13
1.5.1. Efeito térmico ................................................................................. 13
1.5.2. Efeito magnético............................................................................. 14
1.5.3. Efeito químico ................................................................................. 14
1.5.4. Efeito luminoso ............................................................................... 14
1.5.5. Efeito mecânico .............................................................................. 14
1.5.6. Efeitos fisiológicos.......................................................................... 15
1.5.7. Efeitos da corrente elétrica no corpo humano ............................... 15
1.6. RESISTÊNCIA ELÉTRICA ............................................................ 16
1.7. DIFERENÇA DE POTENCIAL ....................................................... 19
1.8. ELEMENTOS DE SISTEMA, SISTEMAS E CIRCUITOS ELÉTRICOS ...... 20
1.9. LEI DE OHM ............................................................................ 20
1.10. CONSTITUINTES DE UM CIRCUITO ELÉTRICO ......................... 21
1.10.1. Esquema de circuito aberto ........................................................... 21
1.10.2. Esquema de circuito fechado ......................................................... 21
1.10.3. Geradores ....................................................................................... 21
1.10.3.1. Força eletromotriz de um gerador.................................. 22
1.10.3.2. Queda de tensão interna ................................................ 23
1.10.3.3. Associação de geradores............................................... 24

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

1.10.3.3.1. Série ......................................................................................... 24


1.10.3.3.2. Paralelo..................................................................................... 25
2. CÁLCULOS DE RESISTÊNCIAS ......................................................... 27
2.1. ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS EM SÉRIE.................................. 27
2.2. ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS EM PARALELO ........................... 29
2.3. DIVISOR DE CORRENTE ............................................................ 32
2.4. DIVISOR DE TENSÃO ................................................................ 32
3. ENERGIA ELÉTRICA ......................................................................... 34
3.1. POTÊNCIA .............................................................................. 34
3.2. LEI DE JOULE .......................................................................... 34
3.3. RENDIMENTO.......................................................................... 36
4. GRANDEZAS TÉCNICAS .................................................................. 37
4.1. GRANDEZAS CONSTANTES ....................................................... 37
4.2. GRANDEZAS VARIÁVEIS............................................................ 38
4.2.1. Não periódicas................................................................................ 38
4.2.2. Periódicas ....................................................................................... 38
4.2.3. Periódicas alternadas puras ........................................................... 39
5. CARACTERÍSTICAS DA CORRENTE ALTERNADA SINUSOIDAL ............. 40
5.1. PERÍODO ................................................................................ 40
5.2. FREQUÊNCIA .......................................................................... 41
5.3. AMPLITUDE ............................................................................ 41
5.4. VALOR MÉDIO ......................................................................... 42
5.5. VALOR EFICAZ ........................................................................ 42
5.6. REPRESENTAÇÃO DA FORMA DE ONDA ALTERNADA .................... 43
5.6.1. Relação entre velocidade angular e frequência ............................. 45
5.6.2. Construção de uma sinusoide ........................................................ 45
5.6.3. Representação vetorial ................................................................... 46
5.6.4. Representação algébrica ou matemática ....................................... 49
5.7. DIFERENÇA DE FASE ................................................................ 50
5.8. TIPOS DE CIRCUITOS ............................................................... 51
5.8.1. Circuito puramente resistivo ........................................................... 51
5.8.1.1. Análise do circuito puramente resistivo ................................... 52
5.8.1.2. Diagrama vetorial ..................................................................... 52
5.8.2. Circuito puramente indutivo ........................................................... 53
5.8.2.1. Análise do circuito puramente indutivo ................................... 54
5.8.2.2. Forma de onda da tensão aplicada e corrente que circula
no circuito ................................................................................ 54
5.8.2.3. Diagrama vetorial ..................................................................... 55
5.8.3. Circuito puramente capacitivo ........................................................ 56
5.8.3.1. Análise do circuito puramente capacitivo................................ 56

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5.8.3.2. Forma de onda da tensão aplicada e a corrente que


circula no circuito .................................................................... 57
5.8.3.3. Diagrama vetorial..................................................................... 57
5.8.4. Circuito RC ..................................................................................... 58
5.8.4.1. Forma de onda da tensão aplicada e da corrente que
circula no circuito .................................................................... 59
5.8.4.2. Diagrama vetorial..................................................................... 59
5.8.5. Circuito RL ...................................................................................... 61
5.8.5.1. Forma de onda da tensão aplicada e da corrente que
circula no circuito .................................................................... 62
5.8.5.2. Diagrama vetorial..................................................................... 62
5.8.6. Circuito RLC série .......................................................................... 65
5.8.6.1. Diagrama vetorial..................................................................... 65
5.8.6.1.1. Circuito RLC série de carácter indutivo ................................... 65
5.8.6.1.2. Circuito RLC série de carácter capacitivo ............................... 67
5.8.7. Energia ativa e reativa .................................................................... 69
5.8.7.1. Potência ativa .......................................................................... 70
5.8.7.2. Potência reativa ....................................................................... 70
5.8.7.3. Diagrama vetorial..................................................................... 70
5.8.7.4. Fator de potência .................................................................... 71
CONCLUSÃO ...................................................................................... 73
RESUMO............................................................................................ 74
AUTOAVALIAÇÃO ............................................................................... 75
SOLUÇÕES ........................................................................................ 79
PROPOSTAS DE DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO ................................. 80
BIBLIOGRAFIA .................................................................................... 81

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MOTIVAÇÃO

Nesta unidade vamos estudar a eletricidade, sendo ela um tema muito abran-
gente no nosso dia a dia.
Já alguma vez te questionaste porque é que a corrente elétrica, que é usada no
teu dia a dia na tua habitação, é alternada?
Mas o que é isso da corrente elétrica alternada?
Como podes distinguir a corrente alternada da corrente contínua?
A palavra eletricidade encontra-se fortemente ligada aos eletrões. Os eletrões
são matéria existente na constituição dos átomos, e que anda em movimento
por todo o lado. Este movimento é originado pelas cargas elétricas que eles
possuem.
A nós interessa-nos aprofundar este conceito e aplicá-lo nos circuitos elétricos
com que nos iremos deparar na prática das nossas funções.
Para te ajudarmos no esclarecimento destas dúvidas, apresentamos-te este
novo capítulo de estudo.

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OBJETIVOS

Com esta unidade didática, pretendemos que adquiras conhecimentos e com-


petências para:
 Reconhecer a existência de uma f.e.m. (força eletromotriz) para manter
uma d.d.p. (diferença de potencial).
 Reconhecer e caracterizar os circuitos em corrente contínua.
 Identificar e caracterizar as principais grandezas e unidades da corrente
contínua.
 Reconhecer a necessidade de se associarem recetores.
 Identificar o tipo de associação e descrever as suas características.
 Interpretar esquemas elétricos.
 Distinguir os processos de cálculo da resistência, em função dos tipos
de circuito onde estão inseridos.
 Identificar os diferentes tipos de resistência de acordo com os materiais
utilizados na sua construção.
 Aplicar a lei de Ohm.
 Descrever os efeitos provocados pela passagem da corrente elétrica
num condutor.
 Aplicar a lei de Joule.
 Reconhecer os efeitos de Joule.
 Identificar e caracterizar as principais grandezas e unidades de energia
e de potência.
 Relacionar energia elétrica e potência elétrica.
 Definir rendimento.
 Identificar diferentes formas de onda.
 Representar as diferentes grandezas de um sinal alternado.
 Descrever o processo de obtenção de ondas sinusoidais.
 Analisar circuitos RL.
 Analisar circuitos RC.

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 Analisar circuitos óhmicos.


 Analisar circuitos RLC série.
 Interpretar diagramas vetoriais.
 Determinar as potências num circuito alternado.

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INTRODUÇÃO

Durante as trovoadas, as gotas de água e pedaços de gelo que compõem as


nuvens colidem entre si, provocando um excesso de eletrões numa extremidade
e deficiência de eletrões na outra extremidade. Se esta diferença de carga elé-
trica for muito grande, produz-se um movimento à velocidade da luz de cargas
elétricas entre:
 Nuvens carregadas e a superfície da Terra;
 Duas ou mais nuvens carregadas.
Assim temos uma corrente elétrica temporária, devido a um movimento de
eletrões e iões positivos, que resultam da ionização dos corpúsculos do ar.
A corrente elétrica surge do movimento orientado de partículas com carga elé-
trica. Estas partículas são eletrões (carga elétrica negativa) e protões (carga elé-
trica positiva) que existem na constituição dos átomos.
Os movimentos das partículas com carga elétrica efetuam-se através de condu-
tores, que nós conhecemos como condutores elétricos, e que podem ser de
três tipos:
 Metálicos;
 Líquidos;
 Gasosos.

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1. CORRENTE CONTÍNUA
1.1. TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS
Todos os tipos de corpos ou de objetos que utilizas no teu dia a dia podem en-
contrar-se carregados eletricamente de diferentes formas:
 Carga positiva;
 Carga negativa;
 Carga nula.

Analisando as figuras apresentadas chegas facilmente à conclusão de


que:
 A carga 1 e a carga 4 são positivas.
 A carga 2 e a carga 3 são negativas.
 A carga 1 é a mais elevada, positivamente, de todas, pois é
uma carga positiva em relação às cargas 2 e 3, e possui mais
cargas positivas que a carga 4.
 A carga 2 é mais elevada, negativamente, em relação à carga
3.

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1.2. ORIGEM DA CORRENTE ELÉTRICA


Vamos fazer o estudo através da união, por meio de um condutor elétrico de
dois corpos de potenciais elétricos diferentes. Para tal, iremos estudar a analo-
gia entre duas cargas carregadas por potenciais elétricos diferentes (figura 1),
com dois recipientes de água unidos por uma pequena conduta comunicadora
(figura 2).

Figura 1. Analogia entre duas cargas elétricas.

Figura 2. Analogia entre dois recipientes de água.

Analisando a figura 2, se abrirmos a válvula V, a água contida no recipiente A irá


passar para o recipiente B, devido à diferença de nível de pressão existente
entre os dois recipientes. Haverá então, um movimento da água, na pequena
conduta, até que os níveis dos recipientes atinjam o mesmo nível de equilíbrio
líquido (figura 3).

Figura 3. Analogia entre dois recipientes de água.

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Tal como se fecharmos o condutor da figura 1, de forma a unirmos a carga 1


com a carga 2, surgirá o movimento de cargas elétricas, de corrente elétrica,
para que os dois corpos fiquem com o mesmo nível de carga elétrica e o mes-
mo potencial elétrico (figura 4).

Figura 4. Corpos com o mesmo potencial elétrico.

1.3. CARGA E CORRENTE ELÉTRICA


A carga elétrica é a quantidade de eletricidade responsável pelo fenómeno elé-
trico. A unidade de carga elétrica é o coulomb (C).
=

Onde:
 I é a corrente elétrica (em Amperes ou também visto com Coulombs
por segundo);
 Q é a carga elétrica (em Coulomb);
 t é o tempo (em segundos).
A corrente elétrica resulta do movimento de cargas elétricas, eletrões, sendo
definida como a variação no tempo da carga elétrica num dado local. A unidade
da corrente elétrica é o ampere (A).
Os submúltiplos do ampere mais utilizados são:
 Miliampere – mA = 10-3 A;
 Microampere – µA = 10-6 A;
 Nano ampere – nA = 10-9 A;
 Pico ampere – pA = 10-12 A.

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Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Representa os seguintes valores, utilizando múltiplos ou submúlti-
plos:
a) 0,006 A.
b) 0,00005 A.
ESCOLHE c) 0,03 A.
Solução:
6 mA;
50 μA;
30 mA

1.3.1. QUANTIDADE DE ELETRICIDADE, O AMPERE-HORA


Através de = × consegues medir a grandeza da carga ou quantidade de
eletricidade.
Esta grandeza designa-se por ampere-hora (Ah).

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Determina a quantidade de eletricidade em Ah que passa num
condutor, percorrido por uma intensidade de corrente elétrica de
50 mA, durante 5 horas.

Solução:
RESPONDE Q = 0,25 Ah

1.4. TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA


Existem dois tipos de corrente elétrica:
 Corrente alternada;
 Corrente contínua.
A corrente contínua, tal como o nome indica, é uma corrente cuja amplitude, ao
longo do tempo, se mantém constante, e a corrente alternada é uma corrente
em que a sua amplitude varia ao longo do tempo.
Por exemplo, na corrente contínua se tivermos uma intensidade de corrente
elétrica de 5 A, ao longo do tempo, iremos ter sempre os mesmos 5 A.
Por sua vez, em corrente alternada, os 5 A irão variar sempre ao longo do tempo.

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1.5. EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA


Ao percorrer um circuito elétrico a corrente elétrica pode produzir diversos
efeitos:
 Térmico;
 Magnético;
 Químico;
 Luminoso;
 Mecânico;
 Fisiológico.

1.5.1. EFEITO TÉRMICO

Efeito térmico (também conhecido por efeito de Joule) - manifesta-


se pelo aquecimento do condutor quando este é atravessado por
uma corrente elétrica.

Este aquecimento é provocado pelo choque entre os eletrões e os átomos dos


condutores ou recetores, devido à passagem de corrente.

Consoante a aplicação, o efeito térmico (ou efeito de Joule) pode


ser útil e desejável ou pode ser indesejável.

 Uma lâmpada incandescente funde quando o seu filamento (geralmen-


te feito de tungsténio) atinge a temperatura de fusão. Neste caso o efei-
to térmico é indesejável.
 Num aquecedor elétrico o aumento da temperatura é devido à passagem
da corrente elétrica. Neste caso, o efeito térmico é útil e desejável.

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1.5.2. EFEITO MAGNÉTICO


Quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica produz um campo
magnético. Este campo é derivado da intensidade de corrente que atravessa um
determinado condutor e faz a propagação de um sinal magnético, que pode ser
visualizado através de uma bússola, íman ou elemento magneticamente sensível.
As aplicações do efeito magnético da corrente elétrica são inúmeras:
 Os trincos elétricos;
 As campainhas elétricas;
 Os motores elétricos;
 Balanças de precisão;
 Disjuntores eletromagnéticos;
 Etc.

1.5.3. EFEITO QUÍMICO


O efeito químico consiste na transformação química de algumas substâncias, ao
serem percorridas por uma corrente elétrica.

A eletrólise da água é um bom exemplo do efeito químico; consiste


na decomposição química da água em oxigénio e hidrogénio gaso-
sos, utilizando corrente elétrica.

1.5.4. EFEITO LUMINOSO


O efeito luminoso consiste na produção de luz quando uma corrente elétrica
percorre determinados recetores (leds e lâmpadas). Evidentemente, estes rece-
tores terão de ser sensíveis à passagem de corrente e excitáveis com a mesma.

1.5.5. EFEITO MECÂNICO


Alguns recetores, tais como as eletroválvulas, eletroímanes e motores elétricos
produzem um movimento quando são percorridos por uma corrente elétrica.
Este efeito produzido pela corrente elétrica é chamado efeito mecânico.

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1.5.6. EFEITOS FISIOLÓGICOS


A corrente elétrica pode ser fatal para o ser humano. Os efeitos fisiológicos da
corrente elétrica são diversos, dependendo essencialmente do caminho que a
corrente elétrica percorre no corpo humano, da intensidade e do tempo de pas-
sagem da corrente que circula pelo corpo. Derivando destas variantes o ser
humano, ao apanhar um choque elétrico pode sentir apenas um formigueiro ou
pode mesmo ter uma paragem cardíaca e morrer.

1.5.7. EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NO CORPO HUMANO


 Perceção – Produz um simples formigueiro.
 Esticão – Os músculos reagem originando a interrupção do contacto.
 Tetanização – Os músculos contraem e a vítima fica colada ao condu-
tor. A vítima perde a consciência e pode sofrer asfixia.
 Fibrilação ventricular – O cérebro e o coração deixam de ser irrigados.
Paragem cardíaca. Pode ocorrer fibrilação com correntes a partir dos
25-80 mA.
 Queimaduras – Devido ao efeito térmico podem ocorrer queimaduras
graves e irreversíveis.

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1.6. RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Os materiais diferem o seu comportamento, relativamente à pas-


sagem da corrente elétrica.

Tipo de materiais Características Exemplos


Permitem a passagem da corren- Cobre, prata, alumínio,
Materiais condutores
te com muita facilidade. ferro, ouro, etc.
Oferecem alguma dificuldade à Silício, mercúrio, germânio,
Materiais maus condutores
passagem da corrente. etc.
Impedem a passagem da corren- Borracha, madeira, cortiça,
Materiais isoladores
te elétrica. plástico, etc.

A resistência elétrica é a oposição à passagem da corrente elétrica.

A resistência elétrica de um corpo é a maior ou menor dificuldade que este


apresenta à passagem da corrente elétrica.
O aparelho utilizado para medir a resistência elétrica é o Ohmímetro e a sua
unidade de medida do S.I. desta grandeza é o Ohm.

De que depende a resistência elétrica de um condutor?

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Depende essencialmente de três fatores:


 Resistividade elétrica (  ) do condutor;
 Comprimento do condutor (l);
 Secção do condutor (S).

Figura 5. Resistência elétrica de um condutor.

A resistência elétrica de um condutor é dada pela fórmula.

= ×
Figura 6. Resistência elétrica de um condutor.

Da fórmula anterior deduzem-se as seguintes:

= × ou = × ou = ×

Em que:
 R - resistência elétrica (ohm - Ω);
  - resistividade elétrica (Ohm por metro - Ω/m);
 l - comprimento do condutor (metros – m);
 S - secção do condutor (metros quadrados - m 2 ).
É fácil concluíres que a resistência elétrica varia diretamente com a resistividade
elétrica e com o comprimento do condutor, e que varia inversamente com a sua
secção.

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Resistividade elétrica (ρ) - valor da sua resistência elétrica quando


o comprimento (l) e a secção (S) são unitários (l = 1 m e S = 1
m2).

E esta fórmula também se aplica aos materiais isoladores?


Claro que sim. Porém, os materiais isoladores têm uma resistividade elétrica
muito superior à resistividade elétrica dos materiais condutores, o que faz com
que a sua resistência elétrica seja muito superior.
A tabela 1 apresenta diversos materiais e os respetivos valores de resistividade
elétrica (a uma temperatura de 20ºC).

Tabela 1.
Resistividade (20ºC)
Material Coeficiente de temperatura (α)
( mm2/m)
Prata 0,016 0,0004
Cobre 0,017 0,0004
Ferro 0,13 0,0004
Alumínio 0,028 0,00037

Embora a resistência elétrica de um condutor dependa principal-


mente dos fatores referidos (resistividade, comprimento e secção),
a temperatura também tem influência na resistência elétrica.

Uma bobina tem 800 metros de fio de cobre de secção igual a 1,5
mm2.
Calcule a resistência do fio da bobina a 20ºC.
800
= = 0,017 = 9,06 Ω
1,5
CASO
PRÁTICO

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1.7. DIFERENÇA DE POTENCIAL


O esquema de um circuito elétrico é constituído pela combinação de elementos
de dois terminais ligados entre si, que representam no seu conjunto um disposi-
tivo elétrico.
Os elementos de sistemas não podem ser subdivididos, sendo caracterizados
por dois terminais, A e B constituídos por condutores perfeitos aos quais pode-
rão ser ligados outros elementos de sistema, podendo a corrente entrar por A e
sair por B ou o contrário.
As cargas elétricas, localizadas em campos elétricos, são submetidas a forças
que se opõem ou não ao seu movimento. Estas forças contribuem para a acele-
ração das partículas que contêm as cargas. Se as forças exercidas se opõem
ao movimento, para que este tenha lugar, é necessário produzir trabalho.
Quando queremos deslocar, num campo elétrico, uma carga de um ponto A
para um ponto B é necessário produzir um trabalho.

Determina-se o trabalho necessário para deslocar a carga q, do ponto A para o


ponto B através de:

= ×( − )

Onde − , depende dos pontos A e B.


Essa diferença entre A e B, designa-se por diferença de potencial, também co-
nhecida pela abreviatura de d.d.p. e representa-se pela letra U.

= ×
Ou

A unidade da diferença de potencial é o volt e representa-se pela letra V.

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1.8. ELEMENTOS DE SISTEMA, SISTEMAS E CIRCUITOS


ELÉTRICOS
Já vimos que os sistemas elétricos podem ser representados, ligando entre si
elementos de sistema. Estes elementos podem ser:
 Passivos;
 Ativos.
Os elementos passivos são os que podem absorver ou armazenar a energia,
proveniente dos elementos ativos (as fontes), que são os que fornecem energia
aos sistemas elétricos.
No caso dos elementos ativos, se a tensão aos seus terminais for diretamente
proporcional à corrente que o percorre, o elemento em questão é a resistência
elétrica.
Existem ainda outros dois elementos que são a indutância e a capacidade. Nes-
tes dois casos temos os elementos, bobina para a indutância e condensador
para a capacidade. As suas funções serão um pouco diferentes de uma resis-
tência normal e serão abordados mais à frente.

1.9. LEI DE OHM


Na grande maioria dos condutores a sua resistência é determinada pelo princí-
pio da Lei de Ohm.
Esta lei relaciona a intensidade de corrente, a diferença de potencial e a resis-
tência do condutor.
R=

A intensidade de corrente elétrica que circula num condutor, é diretamente pro-


porcional à diferença de potencial e inversamente proporcional à resistência
elétrica.
A lei de ohm foi formulada por Georg Simon Ohm, em 1827. Sendo a sua unida-
de da resistência elétrica, o ohm, que se expressa pela letra Ω.

Uma resistência é um elemento passivo que não pode armazenar


ou fornecer energia. Ela absorve a energia e dissipa-a por efeito de
Joule.

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ELETRICIDADE

1.10. CONSTITUINTES DE UM CIRCUITO ELÉTRICO


Um simples circuito elétrico é sempre composto por um gerador elétrico; um ou
mais elementos resistivos unidos por um condutor elétrico e controlados por um
interruptor que permite abrir ou fechar o circuito.

1.10.1. ESQUEMA DE CIRCUITO ABERTO

Neste circuito, como o interruptor se encontra aberto não existe circulação de


corrente elétrica. Podemos dizer que o circuito se encontra interrompido.

1.10.2. ESQUEMA DE CIRCUITO FECHADO

Neste circuito, como o interruptor se encontra fechado, podemos dizer que


existe circulação de corrente elétrica. O recetor já é alimentado.

1.10.3. GERADORES
Os tipos de geradores de corrente contínua mais utilizados são:
 Pilha;
 Acumuladores;

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ELETRICIDADE

 Geradores mecânicos rotativos;


 Geradores fotoelétricos.
Pilha: é um gerador que transforma energia química em energia elétrica.
Acumulador: tem o mesmo princípio da pilha, transforma energia química em
energia elétrica, mas este tem a vantagem de poder ser carregado, permitindo
assim a sua acumulação de energia para uma nova utilização.
Gerador mecânico rotativo: é um tipo de gerador que transforma energia mecâ-
nica em energia elétrica.
Gerador fotoelétrico: transforma a energia luminosa em energia elétrica.

1.10.3.1. Força eletromotriz de um gerador

A força eletromotriz de um gerador, f.e.m., mede-se pela d.d.p. existente nos


seus terminais, em circuito aberto.
A f.e.m. existe independentemente de o gerador se encontrar ligado ou desliga-
do a um circuito exterior. Costuma-se dizer que a força eletromotriz de um ge-
rador é a causa que cria e mantém uma d.d.p. nos seus terminais de ligação.

A f.e.m. é representada pela letra E e mede-se em volt – V.

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1.10.3.2. Queda de tensão interna

A queda de tensão interna do gerador designa-se por - × .

Caso o interruptor esteja fechado, o circuito encontra-se fechado, e haverá pas-


sagem de corrente elétrica nele, e sendo a queda de tensão interna × , a
queda de tensão aos terminais do gerador será dada por = − × .

Caso o interruptor esteja aberto, o circuito encontra-se aberto, logo não haverá
circulação de corrente elétrica ( = 0). A queda de tensão interna do gerador
neste caso será nula, pois × = 0.

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Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Um gerador fornece uma corrente de 0,6 A, a uma d.d.p. de 11,5
V. Sendo a sua f.e.m. de 15 V, determina:
 O valor da resistência interna.

Solução:
RESPONDE ri = 5,83 Ω

1.10.3.3. Associação de geradores

1.10.3.3.1. Série

Esta ligação é efetuada pela ligação entre o terminal positivo de cada gerador e
o terminal negativo de cada gerador, para que se obtenham, no fim, apenas
dois terminais de polos elétricos diferentes.
A sua f.e.m. total é, assim, igual à soma de todas as f.e.m. de cada gerador,
caso estes sejam iguais.
= ×
n – é o número de geradores associados em série.
A resistência interna total da associação, também será igual à soma de todas as
resistências internas de cada gerador.
= ×
n – é o número de geradores associados em série.

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1.10.3.3.2. Paralelo

Esta ligação é efetuada pelo agrupamento dos polos positivos de cada gerador
e pelo agrupamento dos polos negativos de cada gerador. Este tipo de associa-
ção obriga a que os geradores sejam todos iguais.
A sua f.e.m. total é neste caso igual à f.e.m. dos geradores.
= = =
A resistência interna total da associação será:

=
n – é o número de geradores associados em série.
A intensidade de corrente elétrica é dada por:
= + +

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Três pilhas com uma f.e.m. de 1,5 V e uma resistência interna de


0,2 Ω encontram-se ligadas numa associação série. Essa associa-
ção alimenta um recetor de 5 Ω. Calcula:
A força eletromotriz total desta associação.
= × = 3 × 1,5 = 4,5
CASO
A resistência interna total da associação.
PRÁTICO
= × = 3 × 0,2 = 0,6 Ω
A d.d.p. aos terminais do recetor.

A corrente no circuito é dada por:


,
= = = 0,8
,

Com este valor podemos calcular a queda de tensão aos ter-


minais do recetor de 5 Ω.
= − × = 4,5 − 0,6 × 0,8 = 4

Numa associação paralelo de dois geradores, de 12 V de f.e.m. e


resistência interna de 0,2 Ω, cada um. Calcula:
A força eletromotriz total desta associação.
A resistência interna total da associação.
Caso ligues esta associação a um recetor de 20 Ω, qual a
CASO d.d.p. aos seus terminais.
Solução:
PRÁTICO
12 V
0,1 Ω
11,94 V

26
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

2. CÁLCULOS DE RESISTÊNCIAS
Os recetores térmicos são componentes caracterizados por possuírem um valor
de resistência constante. Normalmente, nos circuitos elétricos, representam-se
pelo valor da sua própria resistência.
Os diferentes materiais, utilizados no fabrico das resistências, permitem obter
diversos valores para as mesmas.

As resistências podem ser associadas em série ou em paralelo.

2.1. ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS EM SÉRIE


Num circuito elétrico em que temos uma associação de resistências em série,
verifica-se o seguinte:
 A corrente elétrica que percorre o circuito é a mesma, ou seja, a corren-
te que passa na resistência R 1 é exatamente a mesma corrente que
passa na resistência R 2 .
 Cada resistência fica submetida a uma tensão inferior à tensão total
aplicada ao circuito. Ou seja, a tensão divide-se pelas resistências,
sendo a tensão total do circuito, igual à soma de todas as tensões par-
ciais de cada resistência.

27
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 7. Associação de resistências em série.

Analisa o circuito, com as resistências em série, e atenta nos valo-


res obtidos.

Neste circuito, temos duas resistências em série, R 1 e R 2 . Após a montagem do


circuito, efetuámos a seguinte leitura:

U (V) ( ) ( ) I (A)
6 2,4 3,6 0,024

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Que conclusões podemos retirar dos dados obtidos na tabela?

Solução:
DESENVOLVE A tensão total é igual à soma de cada uma das tensões nas resistências.

Analisa os dados com atenção e relembra que estes conceitos são


fundamentais para a compreensão desta unidade didática.

28
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

1. A soma das tensões existentes aos terminais de cada uma das resistên-
cias é igual à tensão da fonte de alimentação (tensão total do circuito).

= + = 2,4 + 3,6 = 6

2. Segundo a lei de Ohm:

2,4
= ↔ = 100 ↔ = 100 Ω
0,024

Então, a lei de Ohm confirma-se quando aplicada à resistência R1 .


3. Segundo a lei de Ohm:

3,6
= ↔ = 150 ↔ = 150 Ω
0,024

Então, a lei de Ohm confirma-se quando aplicada à resistência R2 .


4. Segundo a lei de Ohm:

6
= ↔ = 250 Ω
0,024

Então, a resistência total do circuito é 250Ω.


Concluímos experimentalmente que:
= +

Numa associação em série, a resistência total é igual à soma de


cada uma das resistências.

2.2. ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS EM PARALELO


Num circuito elétrico em que temos uma associação de resistências ligadas em
paralelo, verificamos o seguinte:
 A tensão é igual em todas as resistências:
= =⋯=

29
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

 A intensidade total da corrente é igual à soma das intensidades parciais


de corrente:
= + + ⋯+
 O inverso da resistência total é igual à soma dos inversos das resistên-
cias parciais.
 A resistência total equivalente é sempre inferior à menor das resistên-
cias parciais.

De forma a facilitar a compreensão da associação de resistências


em paralelo, efetuámos a seguinte experiência laboratorial:

Figura 8. Associação de resistências em paralelo.

Da experiência retirámos a seguinte leitura:

U (V ) I1 (A) I2 (A) I (A)


6 0.060 0.040 0.100

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Atenta na tabela anterior.
Que conclusões podemos retirar dos dados obtidos na tabela?

Solução:
RESPONDE A corrente total do circuito é igual à soma das correntes parciais.

Analisemos com atenção:


1. A corrente total do circuito é igual à soma das correntes parciais.
= + ↔ 100 = 60 + 40 ↔ 100 = 100

30
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

2. Segundo a lei de Ohm, aplicada a cada resistência, obtemos:

= =

Substituindo cada uma destas expressões na fórmula = + obtemos:

1 1 1 1
= + ↔ = + ↔ = × + ↔ = +
1 2 1 2 1 2
Então,
1
=

Para duas resistências em paralelo obtemos:


1 1 1
= +
1 2
Para n resistências em paralelo, obtemos:
1 1 1 1
= + + ⋯+
1 2

A soma dos inversos das resistências parciais é igual ao inverso da


resistência total.

Para o cálculo de duas resistências em paralelo, é possível simplificar o cálculo


da resistência total:
1 1 1 1 1× 2 1× 2
= + ↔ = ↔ =
1 2 1+ 2 1+ 2
Resumindo:

Associação Tensão (U) Corrente (I) Resistência Total ( R T )

Série Divide-se Mesma = +


1× 2
Paralelo Mesma Divide-se =
1+ 2

31
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

2.3. DIVISOR DE CORRENTE

O divisor de corrente consiste numa associação paralela de resis-


tências, com o objetivo de regular uma corrente em relação à outra.

I1 I2

U R1 R2

O cálculo de cada uma das correntes tem por base as seguintes fórmulas:

R2 R1
I R1   IT e I R2   IT
R1  R2 R1  R2

2.4. DIVISOR DE TENSÃO

O divisor de tensão é uma técnica utilizada para obteres, à saída,


uma tensão Uout proporcional à tensão de entrada Uin.

UR1 UR2
I
R1 R2

32
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Consiste numa associação de duas resistências em série em que:

R1 R2
U R1  U U R2  U
R1  R2 e
R1  R2

33
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

3. ENERGIA ELÉTRICA
3.1. POTÊNCIA
A potência é a grandeza que mede a taxa à qual a energia é transformada e está
diretamente ligada à tensão e à corrente elétrica.

= ×

P é a potência (em Watts)


U é a tensão elétrica (em Volts)
I é a corrente elétrica (em Amperes)
Se substituirmos por × ou por (aplicando a lei de Ohm), obtemos as
seguintes expressões:
= ×

Os múltiplos mais utilizados são o quilowatt – kW e o megawatt – MW.

3.2. LEI DE JOULE


A energia dissipada no condutor, por efeito de Joule, depende das seguintes
grandezas:
 Diferença de potencial nos seus terminais (U);
 Intensidade da corrente elétrica que o percorre (I);
 Intervalo de tempo de passagem da corrente elétrica ( t ).
A expressão matemática que relaciona estas grandezas é:

= × ×∆

34
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Com base nesta expressão que acabámos de ver, deduzimos que a potência
dissipada no condutor, por efeito de Joule, é dada por:
× ×∆
= → = ↔ = ×
∆ ∆

Pela Lei de Ohm sabemos que:

= ×

Se substituirmos na fórmula da potência dissipada encontramos:

= ×

A energia dissipada no condutor, por efeito de Joule, é também dada com base
na Lei de Ohm:

= × ×∆ → =( × )× ×∆

= × ×∆

A energia dissipada num condutor por efeito de Joule é diretamen-


te proporcional:
 À resistência do condutor;
 Ao quadrado da intensidade da corrente que o percorre;
 Ao intervalo de tempo de passagem da corrente elétrica.

Um aquecedor elétrico absorve 6,5 A, quando ligado a uma toma-


da de 230 V, calcula:
A potência absorvida.

= × = 230 × 6,5 = 1495


A energia dissipada por efeito de Joule durante uma hora e
meia.
O ∆ á .
1 hora -------3600
1,5 horas------ x
, ×
x= = 5400

= × × ∆ = 230 × 6,5 × 5400 = 8073000

35
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Aos terminais de uma lâmpada de 60W aplicou-se uma d.d.p. de


12V. Determina:
A intensidade da corrente que percorre essa lâmpada.
A energia dissipada por efeito de Joule durante 30 minutos

CASO Solução:
a) = 5
PRÁTICO b) = 30 .

3.3. RENDIMENTO
O rendimento é um fator muito importante na eletricidade, principalmente nos
equipamentos, pois permite-nos saber o comportamento desse mesmo equi-
pamento como, por exemplo, o rendimento de uma máquina elétrica.
O rendimento define-se como a razão entre a potência útil (consumida pelo
elemento) e a potência total debitada pelo gerador, ou seja:

ú
= × 100

O valor do rendimento é sempre inferior a 100%.


Quando uma corrente elétrica passa por um condutor metálico é gerado calor.
Este calor pode ter menos ou mais intensidade, consoante a intensidade da
corrente, quantidade de energia a passar no condutor. Este fenómeno é desig-
nado por efeito térmico da corrente elétrica. Também conhecida por efeito de
Joule, pois foi estudada por James Prescott Joule.

36
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

4. GRANDEZAS TÉCNICAS
O estudo que realizaste na primeira parte da matéria baseou-se nas correntes e
tensões contínuas, grandezas que mantêm o mesmo sentido (unidirecional) e o
mesmo valor.
As grandezas elétricas podem classificar-se em função do tempo:

4.1. GRANDEZAS CONSTANTES


A figura 9, representa a forma de uma grandeza constante. Como podes verifi-
car não varia ao longo do tempo.

Figura 9. Corrente elétrica constante.

37
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

4.2. GRANDEZAS VARIÁVEIS

4.2.1. NÃO PERIÓDICAS


A corrente elétrica tem valores diferentes, ao longo do tempo, mas conserva o
mesmo sentido.

Figura 10. Corrente elétrica variável unidirecional.

4.2.2. PERIÓDICAS
Uma grandeza é periódica quando existe a repetição da sua configuração, ao
longo do tempo.

Figura 11. Corrente ondulatória.

Figura 12. Corrente unidirecional em dente de serra.

38
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

4.2.3. PERIÓDICAS ALTERNADAS PURAS


As ondas periódicas alternadas puras distinguem-se porque têm um valor mé-
dio algébrico nulo.

Figura 13. Corrente alternada triangular.

Figura 14. Corrente alternada quadrada.

Figura 15. Corrente sinusoidal.

Nas ondas alternadas, o conjunto de valores assumidos, em cada um dos sen-


tidos, designa-se por alternância. Analisando as figuras anteriores verificas que
existem então alternâncias positivas e alternâncias negativas.
O conjunto de duas alternâncias consecutivas designa-se por ciclo.

39
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5. CARACTERÍSTICAS DA CORRENTE ALTERNADA


SINUSOIDAL

5.1. PERÍODO
É o tempo que demoram duas alternâncias consecutivas, ou, o tempo que é
gasto na duração de um ciclo.
É representado pela letra T, e expressa-se em segundos.

Figura 16. Período.

40
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.2. FREQUÊNCIA
Ao número de ciclos realizados num segundo, dá-se o nome de frequência. É
expressa por f e a sua unidade é o Hz (hertz).
A frequência e o período relacionam-se de forma inversa:
=

Determina o período de uma onda alternada de 50 Hz.

Solução:
RESPONDE T = 20 ms.

5.3. AMPLITUDE
A amplitude é o valor máximo que a alternância atinge.
Como existem amplitudes positivas e negativas, o valor medido entre os dois
valores máximos, positivo e negativo, dá-se o nome de valor de pico a pico.

Figura 17. Amplitude.

O valor de pico a pico para esta forma de onda é dado por:


=2× á

41
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.4. VALOR MÉDIO


Para determinarmos o valor médio considera-se apenas metade do ciclo da
forma de onda, isto porque o valor médio de um ciclo é zero.
Este valor médio, representa o valor que a grandeza contínua deve possuir para
transportar, no mesmo tempo, a mesma quantidade de grandeza alternada.

Figura 18. Valor médio.

= × á

5.5. VALOR EFICAZ


O valor eficaz designa-se como o valor existente numa grandeza contínua, no
mesmo intervalo de tempo T, que produz a mesma quantidade de calor por efei-
to de Joule, produzido pela mesma grandeza alternada.
Essa quantidade representa-se pela letra maiúscula correspondente da grande-
za. Por exemplo, o valor eficaz da corrente elétrica é dado por:
á
=

A tensão eficaz será dada por:


á
=

42
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Dada a seguinte forma de onda, determina:


a frequência e o período;
o valor médio de uma alternância;
o valor eficaz;
o valor de pico a pico
RESPONDE u

10 V

40 ms

Solução:
a) T = 20 ms; f = 50 Hz. b) UMéd = 6,4 V. c) U = 7,1 V. d) Upp = 20 V.

5.6. REPRESENTAÇÃO DA FORMA DE ONDA ALTERNADA


O valor instantâneo de uma grandeza alternada sinusoidal (neste caso a tensão)
- u - pode representar-se matematicamente em função do tempo - t:

( )= × ( . )

Em que , representa a velocidade angular e representa-se em radianos por


segundo - rad/s.
 Radiano (rad) - o Radiano é uma unidade para medir ângulos ao centro
(ângulo delimitado pelo arco de uma circunferência).
1 Radiano corresponde ao ângulo ao centro, cujo arco que o delimita tem um
comprimento igual ao raio da circunferência.
Como já sabes numa circunferência, o perímetro é igual a P = 2πR.
Numa volta (360°) cabem 2π Radianos, que significa que 1 Radiano é aproxima-
damente 360°/6.28 = 56°.

43
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

 Velocidade angular (ω) - Consideremos o vetor girante que roda com


o sentido indicado.

O vetor girante ao rodar sobre o ângulo α, gasta um determinado tempo (t).


Chama-se velocidade angular ω ao quociente entre o valor dos ângulos rodados
e o tempo gasto:

= ↔ = ×

44
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Se a unidade dos ângulos for em Radianos e o tempo em segundos, a unidade


da velocidade angular vem em Rad/s, sendo esta a unidade do sistema interna-
cional.
Outra das unidades da velocidade angular poderá ser a “rotação por minuto’’,
ou seja RPM, é de uso generalizado na caracterização de vários tipos de moto-
res, referindo-se, no caso dos motores automóveis, à velocidade de rotação. De
modo geral, em máquinas rotativas fala-se em "rotações por minuto", para se
referir à velocidade angular do eixo principal da máquina.

RPM é o número de voltas que o motor dá num minuto enquanto


rad/s é número de voltas num segundo.

5.6.1. RELAÇÃO ENTRE VELOCIDADE ANGULAR E FREQUÊNCIA


Numa rotação de um gerador, ou numa volta completa, obtém-se um ciclo
completo de tensão.
Em termos de relação entre a velocidade angular e a frequência, o vetor girante,
ao percorrer um ângulo de 2π Radianos, gasta um tempo que corresponde ao
período T.
Em termos de equações:

= ↔ =

Como, = , substituindo T por ω fica:

=2

5.6.2. CONSTRUÇÃO DE UMA SINUSOIDE


Deverás entender como a curva sinusoidal e o círculo trigonométrico estão rela-
cionados!
Uma curva sinusoidal, por exemplo de uma corrente i, pode ser desenhada com
rigor, associando um vetor girante que roda 360° (2π Radianos) a uma velocida-
de angular (ω).

45
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 19.

O eixo horizontal (eixo dos x) pode estar graduado em tempos ou


em ângulos (graus ou radianos).

Deves notar que a cada posição do vetor (para cada ângulo decorrido) corres-
ponde um ponto na sinusoide, de coordenadas (t, i), sendo t, o tempo que de-
morou o vetor a percorrer o ângulo, e i, o valor da corrente, em cada instante
(valor instantâneo). Esta correspondência, que existe entre o vetor girante a si-
nusoide, permite-nos representar de duas formas gráficas uma grandeza sinu-
soidal.

5.6.3. REPRESENTAÇÃO VETORIAL


Ângulo de fase
O ângulo que o vetor faz com a linha do início da contagem dos ângulos, cha-
ma-se ângulo de fase, letra ϕ. As imagens seguintes mostram-nos quatro ins-
tantes diferentes, para o início da contagem dos tempos (t=0). Portanto, ao co-
nhecermos o ângulo de fase, ficamos a saber também o ponto da sinusoide, a
partir do qual ela se desenvolve.

46
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 20.

Para a definição com rigor de uma grandeza alternada sinusoidal, é preciso co-
nhecer as características:
 Amplitude ou valor eficaz;
 Frequência ou velocidade angular;
 Início da contagem dos tempos (t=0) ou ângulo de fase.
Uma grandeza alternada sinusoidal pode ser representada graficamente de du-
as formas:
 Utilizando o diagrama cartesiano ou temporal;
 Utilizando um vetor girante (vetor de Fresnel).
Exemplos de representação gráfica de grandezas sinusoidais:
1. Representação gráfica de uma tensão alternada sinusoidal de amplitu-
de 20 volts e frequência de 50 Hz, para um ângulo de fase 0° (φ=0°).

47
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 21.

2. Representação gráfica de uma tensão alternada sinusoidal de amplitu-


de 20 volts e de frequência de 50 Hz, para um ângulo de fase -135°
(φ=-135°).

48
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.6.4. REPRESENTAÇÃO ALGÉBRICA OU MATEMÁTICA


Consideremos o triângulo AOB circunscrito numa circunferência.

Por definição da função:

AB corresponde ao valor instantâneo da grandeza sinusoidal (u ou i).


OA é o valor da amplitude (Umáx ou Imáx).
Substituindo:
= = ↔ = á ×
á

Fazendo = :
= á × , com ângulo de fase 0º
ou
= á × , com ângulo de fase 0º

A fórmula de onda generalizada é dada por:

= á ×( + )
ou
= á ×( + )

49
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.7. DIFERENÇA DE FASE


Quando os valores máximos das grandezas em estudo não coincidem com o
mesmo tempo, dizemos que as duas grandezas se encontram com uma dife-
rença de fase, encontram-se desfasadas.
Na figura 22, a grandeza em estudo, parte do “0” e atinge o seu valor máximo
em π/2 (90º).

Figura 22.

Na figura 23, a grandeza em estudo, parte do “0”, mas atinge o seu valor máxi-
mo neste exato momento.

Figura 23.

Dizemos que a grandeza da figura 23 se encontra em avanço em relação à figu-


ra 22, porque esta atinge o seu valor máximo antes da outra.
A grandeza da figura 23 encontra-se em avanço de 90º em relação à grandeza
da figura 22.

50
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8. TIPOS DE CIRCUITOS


Nos circuitos que utilizamos no dia a dia existem vários tipos de recetores isola-
dos ou agrupados. Estes podem, em termos elétricos, ser constituídos por três
tipos de elementos elétricos: as resistências elétricas, as bobinas e os conden-
sadores.
Também para a corrente alternada irá existir a aplicação da lei de Ohm. A sua
fórmula é dada por:
= ×
Onde Z é a impedância do circuito e a sua unidade é o ohm, representada pela
letra grega Ω.
Como a diferença entre Z e R, se aplica ao facto de Z estar a derivar da fre-
quência imposta pelo sistema. Assim, em corrente alternada, a relação entre a
tensão e a corrente a uma dada frequência depende da impedância Z e do seu
ângulo de desfasamento.
A impedância Z vai sempre depender de duas variáveis. Da componente óhmica
que a resistência elétrica impõe no circuito e da reatância que poderá ser de
carácter indutivo, imposto pela bobina, ou de caracter capacitivo, imposto pelo
condensador.
Sabemos que a resistência elétrica oferece uma oposição à passagem da cor-
rente elétrica no circuito. Mas e o condensador e a bobina que efeitos irão ofe-
recer à passagem da corrente?
Para perceberes estes efeitos iremos estudar os seguintes circuitos.

5.8.1. CIRCUITO PURAMENTE RESISTIVO


Um circuito puramente resistivo é constituído por uma resistência puramente
óhmica e é alimentado por uma tensão alternada sinusoidal.
Na figura seguinte é representado um circuito puramente resistivo.

51
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.1.1. Análise do circuito puramente resistivo

Como o circuito não possui reatância verifica-se a Z = R, logo a tensão aplicada


a este circuito pode ser determinada por = × .
Neste tipo de circuito, a corrente e a tensão encontram-se em fase, isto porque
a tensão e a corrente atingem o seu máximo no mesmo instante de tempo.
A figura abaixo representa a tensão aplicada e a corrente que circula neste tipo
circuito:

Figura 24. Tensão e a corrente em fase.

As formas de onda da corrente e da tensão são dadas por:


( ) = á ×( )
( ) = á ×( )

5.8.1.2. Diagrama vetorial

No diagrama vetorial representam-se os vetores das tensões, das correntes e


das impedâncias do circuito. É também onde podemos representar o ângulo de
desfasamento das grandezas elétricas.

52
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Considera o seguinte exercício resolvido.


Uma impedância 80 Ω é ligada a uma fonte de alimentação de
120 V. Calcula a corrente percorrida no circuito.
Solução:
Como o circuito é puramente resistivo, temos que R=Z, logo a fórmula de
RESPONDE cálculo é simples:
= ×
120
= = = 1,5
80

Realiza agora o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Uma corrente sinusoidal de Imáx = 4 A percorre uma resistência de
40 Ω. Sabendo que lhe é aplicada uma tensão sinusoidal de Umáx
= 230 V a 50 Hz:
Determina a impedância total do circuito;
RESPONDE Determina o ângulo de desfasamento entre a tensão e a cor-
rente;
Desenhe o diagrama vetorial da tensão, da corrente e da im-
pedância.

Solução:
a)Z = 40 Ω; b) = 0º;

c)

5.8.2. CIRCUITO PURAMENTE INDUTIVO


Um circuito puramente indutivo é constituído por uma bobina e é alimentado
por uma tensão alternada sinusoidal.
Na figura seguinte é representado um circuito puramente indutivo.

53
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.2.1. Análise do circuito puramente indutivo

A lei de Ohm aplicada para este tipo de circuitos de corrente alternada é dada
por, = × .
Como neste tipo de circuito só existe componente indutiva, a impedância Z é
igual a .
Substituindo na lei de Ohm ficamos com:
= ×
Onde:
 =2 =
 – é expresso em ohm [Ω];
 f – é expresso em hertz [Hz];
 L – é expresso em henry [H];
 ω – é expresso em radianos por segundo [rad.s-1].

5.8.2.2. Forma de onda da tensão aplicada e corrente que circula


no circuito

Neste tipo de circuito, a corrente e a tensão encontram-se desfasadas, isto por-


que a tensão atinge o seu máximo primeiro que a corrente.

O ângulo de desfasagem entre a tensão e a corrente neste tipo de circuitos é de


90º. Isto porque quando uma das grandezas atinge o seu valor máximo a outra
atinge, no exato momento, o seu valor mínimo.
Nos circuitos indutivos a corrente encontra-se sempre em atraso, em relação à
tensão.

54
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

As formas de onda da corrente e da tensão são dadas por:


( ) = á ×( − 90º)

( ) = á ×( )

5.8.2.3. Diagrama vetorial

No diagrama vetorial, a tensão e a corrente representam-se em quadratura, com


um ângulo de fase de = − 90º, com a corrente em atraso em relação à ten-
são.

φ= -90º
U

Uma bobina de indutância 0,25 H é ligada a uma fonte de alimen-


tação de 60 V, 400 Hz.
Calcula a impedância do circuito, a corrente fornecida pela fonte e
qual o desfasamento entre a tensão e a corrente?
Solução:
A reactância indutiva é calculada por:
CASO
XL = w×L = 2πfL = 2 × π × 400 × 0,25 = 628.3 Ω
PRÁTICO
Como circuito é puramente indutivo XL=Z
A corrente calcula-se através da lei de Ohm:
= = = 0.09
.
Por fim, o desfasamento será de -90º uma vez que se trata de um
circuito puramente indutivo.
φ= -90º
U

55
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.3. CIRCUITO PURAMENTE CAPACITIVO


Um circuito puramente capacitivo é constituído por um condensador e é alimen-
tado por uma tensão alternada sinusoidal.
Na figura seguinte é representado o circuito puramente capacitivo.

5.8.3.1. Análise do circuito puramente capacitivo

Como neste tipo de circuito só existe componente capacitiva, a impedância Z é


igual a .
Substituindo na lei de Ohm ficamos com:

= ×
Onde:
 = =
 – é expresso em ohm [Ω];
 f – é expresso em hertz [Hz];
 C – é expresso em faraday [F];
 ω – é expresso em radianos por segundo [rad.s-1].

56
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.3.2. Forma de onda da tensão aplicada e a corrente que circula


no circuito

Neste tipo de circuito, a corrente e a tensão encontram-se desfasadas, isto por-


que a corrente atinge o seu máximo primeiro que a tensão.

À semelhança do circuito anterior, o ângulo de desfasagem entre a tensão e a


corrente neste tipo de circuitos é de 90º. Isto porque quando uma das grande-
zas atinge o seu valor máximo a outra atinge, no exato momento, o seu valor
mínimo.
Mas nos circuitos capacitivos a corrente encontra-se sempre em avanço em
relação à tensão.
As formas de onda da corrente e da tensão são dadas por:
( ) = á ×( + 90°)

( ) = á ×( )

5.8.3.3. Diagrama vetorial

No diagrama vetorial a tensão e a corrente representam-se em quadratura, com


um ângulo de fase de = 90º e com a corrente em avanço em relação à ten-
são.

57
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Calcula a reactância de um condensador de capacidade 2mF (mi-


liFarad), quando ligado num circuito à frequência de 200Hz
E que corrente fluiria no circuito se a tensão fosse de 10 V:

Solução:
A reactância capacitiva é dada por:
CASO
PRÁTICO XC = = = = = 795,7 Ω
× × × × × × × × × ×

Utilizando a seguinte fórmula:


= ×
Deduzida em ordem à corrente podemos determinar a corrente existen-
te no circuito:
I= = = 0,012 A
,

Ou, simplificando: 12 mA

5.8.4. CIRCUITO RC
É um circuito constituído por um condensador e uma resistência como se mos-
tra no seguinte circuito representado.
As tensões aplicadas neste tipo de circuito são:
 Tensão do gerador, representada pela letra U [V];
 Tensão na resistência, UR [V];
 Tensão no condensador, UC [V].

58
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.4.1. Forma de onda da tensão aplicada e da corrente que


circula no circuito

Neste tipo de circuito, a corrente e a tensão encontram-se desfasadas. A capa-


citância imposta no circuito faz com que esta crie uma desfasagem entre a cor-
rente e a tensão.
Como a corrente elétrica atinge o seu valor máximo, antes do valor máximo da
tensão, podemos concluir que a corrente elétrica encontra-se em avanço em
relação à tensão.

5.8.4.2. Diagrama vetorial

Sabemos pelo estudo do circuito puramente resistivo e puramente capacitivo,


que a corrente que circula no circuito encontra-se em fase com a tensão da
resistência UR e que a mesma corrente encontra-se desfasada de 90º da tensão
do condensador UC.

Figura 25. Corrente em fase com UR.

Da mesma forma que estudaste, no circuito puramente capacitivo, a corrente


que circula no condensador irá fazer com que a tensão UC esteja desfasada de
90º com a corrente.
Projeta-se a tensão UC para baixo ou vetorialmente com um ângulo de – 90º,
isto porque neste tipo de circuitos RC, a tensão encontra-se em atraso em
relação à corrente.

59
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 26. Corrente desfasada com UC.

Unindo vetorialmente as duas tensões podemos determinar a tensão do gerador


U, como também a impedância total do circuito:

Figura 27. Diagrama vetorial das tensões e corrente em RC.

Figura 28. Diagrama de impedâncias em RC.

Aplicando o teorema de Pitágoras, ao triângulo das tensões e das impedâncias


dos diagramas vetoriais, onde a hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos
catetos ao quadrado, obtemos as seguintes expressões, que permitem calcular
as grandezas deste tipo de circuito RC:

60
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

= + = +

= + = +

= × = ×
= × = ×

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Um condensador de 25 μF/50 V está ligado em série com uma
resistência de 350 Ω. Sabendo que a tensão aos terminais do
condensador é de 35 V, e a corrente que circula no circuito de
150 mA, determina:
RESPONDE A reactância capacitiva;
A frequência da tensão;
A impedância do circuito;
A tensão total;
O ângulo de desfasamento.
Solução:
a) 233,33 Ω; b) 27,28 Hz; c) 420,65; d) 63 V; e) 33,69º

5.8.5. CIRCUITO RL
É um circuito constituído por uma bobine e uma resistência, como se mostra no
seguinte circuito representado.
As tensões aplicadas neste tipo de circuito são:
 Tensão do gerador, representada pela letra U [V];
 Tensão na resistência, UR [V];
 Tensão na bobine, UL [V].

61
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.5.1. Forma de onda da tensão aplicada e da corrente que


circula no circuito

Neste tipo de circuito, a corrente e a tensão encontram-se desfasadas. A indu-


tância imposta no circuito faz com que esta crie uma desfasagem entre a cor-
rente e a tensão.
Como a tensão elétrica atinge o seu valor máximo antes do valor máximo da
corrente, podemos concluir que, neste tipo de circuitos, a tensão elétrica en-
contra-se em avanço em relação à corrente.

5.8.5.2. Diagrama vetorial

Pelo estudo do circuito puramente resistivo e puramente indutivo, sabemos que


a corrente que circula no circuito encontra-se em fase com a tensão da resis-
tência UR e que a mesma corrente encontra-se desfasada de 90º da tensão do
condensador UL.
Começamos por traçar a corrente que circula no circuito, em fase com a tensão
da resistência UR.

Figura 29. Corrente em fase com UR.

Da mesma forma que estudaste no circuito puramente capacitivo, a corrente


que circula na bobine irá fazer com a tensão UL esteja desfasada de 90º com a
corrente.
Projeta-se a tensão UL para cima ou vetorialmente com um ângulo de + 90º, isto
porque neste tipo de circuitos RC, a tensão encontra-se em avanço em relação
à corrente.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Figura 30. Corrente desfasada com UL.

Unindo vetorialmente as duas tensões podemos determinar a tensão do gerador


U, como também a impedância total do circuito:

Figura 31. Diagrama vetorial das tensões e corrente em RL.

Figura 32. Diagrama de impedâncias em RC.

Aplicando o teorema de Pitágoras, ao triângulo das tensões e das impedâncias


dos diagramas vetoriais, onde a hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos
catetos ao quadrado, obtemos as seguintes expressões que permitem calcular
as grandezas deste tipo de circuito RL:

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

= + = +

= +
= +

= × = ×

= × = ×

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Aplicou-se uma tensão de 230 V, 50 Hz, a uma resistência de 30
ΩΩ em série com uma bobina com uma indutância de 0,15 H.
Determina a impedância total do circuito;
Determina a intensidade da corrente elétrica;
RESPONDE Determina as tensões aos terminais da resistência e da bobi-
na;
Determina o ângulo de desfasamento;
Desenha o diagrama vetorial das tensões e da corrente.
Solução:
a) 55,86 Ω; b) 4,12 A; c) UR = 123,6 V e UL = 194,15 V d) 57,58º;

e)

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.6. CIRCUITO RLC SÉRIE


É um circuito constituído por uma bobine, um condensador e uma resistência,
como se mostra no seguinte circuito representado.
As tensões aplicadas neste tipo de circuito são:
 Tensão do gerador, representada pela letra U [V];
 Tensão na resistência, UR [V];
 Tensão na bobine, UL [V];
 Tensão no condensador, UC [V].

C
I R L

UR UL
UC
U

Figura 33. Circuito RLC série.

5.8.6.1. Diagrama vetorial

Pelo estudo dos circuitos RL e RC, sabemos que a corrente que circula em am-
bos os circuitos encontra-se em fase com a tensão da resistência UR e que a
mesma corrente encontra-se desfasada de 90º da tensão do condensador UC e
da tensão da bobine UL.
Em termos vetoriais, nos circuitos do tipo RLC série podemos ter circuitos de
dois tipos:

5.8.6.1.1. Circuito RLC série de carácter indutivo

Existe maior reatância indutiva do que capacitiva. Nestes casos o diagrama ve-
torial neste tipo de circuito é:

UL

I UR

UC

Figura 34. Diagrama vetorial RLC série de carácter indutivo.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Unindo vetorialmente as três tensões podemos determinar a tensão do gerador


U, como também a impedância total do circuito:

Figura 35. Diagrama vetorial das tensões e corrente em RLC série.

Figura 36. Diagrama de impedâncias em RLC série.

Aplicando o teorema de Pitágoras, ao triângulo das tensões e das impedâncias


dos diagramas vetoriais, onde a hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos
catetos ao quadrado, obtemos as seguintes expressões que permitem calcular
as grandezas deste tipo de circuito RLC série:

= +( − ) = +( − )

= +( − ) = +( − )

− = × − = ×

= × = ×

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.6.1.2. Circuito RLC série de carácter capacitivo

Existe maior reatância capacitiva do que indutiva, logo nestes casos o diagrama
vetorial é do seguinte tipo:

UL
I UR

UC

Figura 37. Diagrama vetorial RLC série de carácter capacitivo.

Unindo vetorialmente as três tensões podemos determinar a tensão do gerador


U, como também a impedância total do circuito:

Figura 38. Diagrama vetorial das tensões e corrente em RLC série.

Figura 39. Diagrama de impedâncias em RLC série.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

Aplicando o teorema de Pitágoras, ao triângulo das tensões e das impedâncias


dos diagramas vetoriais, onde a hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos
catetos ao quadrado, obtemos as seguintes expressões que permitem calcular
as grandezas deste tipo de circuito RLC série:

UR R
φ φ
UC - UL XC - XL
U Z

= +( − ) = +( − )

= +( − ) = +( − )

− = × − = ×

= × = ×

Os triângulos de tensões e impedâncias constroem-se, tal como foi


visto anteriormente, a partir do respetivo diagrama vetorial.
Temos assim triângulos de tensões e impedâncias, para cada uma
das três situações analisadas:
Circuito de caráter indutivo resistivo (UC=UL).
 Circuito de caráter capacitivo indutivo (UC˃UL).
 Circuito de caráter indutivo (UL˃UC).

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Um circuito RLC série é alimentado por uma tensão sinusoidal de
15 V, a 500 Hz. Considerando R = 35 Ω, L = 12 mH e C = 4,9
μF, determina:
A reatância indutiva;
RESPONDE A reatância capacitiva;
A impedância do circuito;
O valor da intensidade de corrente no circuito;
O valor das tensões na resistência, na bobine e no condensa-
dor.
Solução:
a)37,70 Ω; b) 64,96 Ω; c) 44,36 Ω; d) 0,34 A; e) UR = 11,9 V; UL = 12,82
V; UC = 22,09 V

68
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.7. ENERGIA ATIVA E REATIVA


Em todos os circuitos de corrente alternada, constituídos, por exemplo, por mo-
tores (bobines), baterias de acumulação (condensadores), lâmpadas, etc., exis-
tem sempre dois tipos de energia, a ativa e a reativa.
Num circuito indutivo do tipo RL, sabemos, pelo estudo anterior, que a tensão
encontra-se em avanço em relação à corrente.

Figura 40. Tensão em avanço.

Decompondo o vetor da corrente, iremos obter a corrente ativa (Ia) e a corrente


reativa (Ir) no circuito.

Figura 41. Decomposição das correntes.

A corrente ativa encontra-se sempre em fase com a tensão U, porque é a cor-


rente que provocará o consumo nas resistências por efeito de joule. Pode ser
neste caso determinada por:
= ×

A corrente reativa encontra-se sempre em quadratura com a tensão U, e é a


corrente que será injetada no circuito pelos efeitos reativos provocados, quer
pelas indutâncias, quer pelas capacitâncias. A forma de a determinares é:

= ×

69
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.7.1. Potência ativa

A potência ativa é a potência que é consumida pelas resistências, por efeito de


calor, e é determinada pelo produto da tensão com a corrente ativa que circula
no circuito.

= × ; = × ×

A unidade da potência ativa é expressa em watts [W].

5.8.7.2. Potência reativa

A potência reativa é a potência injetada pela reatância indutiva e capacitiva na


rede, não consumida, mas medida pelos contadores de energia. É determinada
por:

= × ; = × ×

A unidade da potência reativa é expressa em volt-ampere reativo [VAr].

5.8.7.3. Diagrama vetorial

Projetando vetorialmente estas duas potências iremos obter a potência total


consumida; a potência aparente.

Figura 42. Diagrama das potências.

Através do diagrama das potências podemos determinar as expressões:

= × ; = ×
= +

70
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

5.8.7.4. Fator de potência

Através do fator potência podemos saber se o nosso circuito tem mais consu-
mo ativo ou reativo.
Determina-se o fator de potência a partir da expressão:
ê
ê =
ê

Ou, no caso de apenas termos as impedâncias calcula-se a partir desta expres-


são:
ê ( )
ê ( ) =
â ( )

Onde o fator de potência é o, .

A um circuito RLC série constituído por uma resistência R=100 Ω,


uma indutância de L=0,6 H e uma capacidade C=200 μF foi
submetida uma tensão de 200V e 50Hz.
Determina:
As reatâncias indutivas e capacitiva;
RESPONDE A impedância do circuito;
A intensidade da corrente;
As tensões parciais UR,UL e UC;
A desfasagem ( ).

A reactância indutiva é dada por:


=2 = 2 × × 50 × 0,6 = 188,4 Ω
A reactância capacitiva vem:
= = = 15,9 Ω
× × × ×
A impedância do circuito é calculada utilizando a seguinte
fórmula:
= + −
= +( − )

= 100 + (188,4 − 15,9)

= 100 + (172,5)
= 100 + (172,5) =199,38 Ω

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

d) I = =
,
≅1A

e) = × =100 × 1 = 100
= × = 188,4 × 1 = 188,4
= × = 15,9 × 1 = 15,9
RESPONDE
O fator de potência é dado pela fórmula:

= = = 0,501
,

â á

= 59,9°

Como a tensão UL˃ UC , o circuito é de caráter indutivo.

Realiza o seguinte exercício sem olhar para as soluções.


Num circuito RL série a impedância total é de 60 Ω com um cos
φ = 0,82. A tensão de alimentação alternada é de 15 V / 5 kHz.
Determina:
A resistência elétrica;
RESPONDE A reatância indutiva;
A potência ativa;
A potência reativa;
A potência aparente.
Solução:
a) 49,2 Ω; b) 34,34 Ω; c) 3,08 W; d) 2,15 Var; e) 3,76 VA.

72
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

CONCLUSÃO

Ao longo desta unidade conseguiste perceber que tipos de grandezas elétricas


existem. Desde as grandezas constantes, variáveis, às periódicas e as alterna-
das puras, aprendeste a identificá-las e a determinar as suas expressões de
forma de onda, os seus períodos e as suas frequências de oscilação.
O valor, que uma fonte contínua fornece, vai ser constante ao longo do tempo,
mas nas fontes alternadas já não verificamos o mesmo, estas vão ter um ângulo
de fase que irá variar.
Adquiriste conhecimentos sobre os principais tipos de circuitos, utilizados em
corrente alternada, as suas partes constituintes, os desfasamentos que as bobi-
nes e os condensadores provocam entre a corrente e a tensões e os seus dia-
gramas vetoriais.
Também estudámos as potências que nos permitem saber a potência que es-
tamos a dissipar nos elementos.
As matérias apresentadas nesta unidade didática, auxiliam a interpretar os princí-
pios do funcionamento de um circuito elétrico e os seus elementos constituintes.

73
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

RESUMO

Um circuito elétrico é um circuito físico através do qual há transferência de


energia e transporte de cargas elétricas.
A diferença de potencial, entre dois pontos de um condutor, é a quantidade de
energia transferida para esse condutor, por unidade de carga que o atravessa, e
a sua unidade é o Volt (V).
A intensidade de corrente é a quantidade de carga elétrica que atravessa uma
secção reta de um condutor, por unidade de tempo, e a sua unidade é o Ampe-
re (A).
A resistência elétrica é uma característica física de um condutor. Mede a oposi-
ção que o condutor oferece à passagem da corrente elétrica. Relaciona-se com
a diferença de potencial nos terminais do condutor e a intensidade da corrente
que o percorre, sendo a unidade o Ohm (  ). Deste relacionamento surge a lei
de Ohm.
A passagem de corrente elétrica num condutor metálico produz um efeito térmi-
co. Ao aumentarmos a corrente no condutor vamos aumentar a sua temperatura
e proporcionalmente a energia dissipada nesse condutor.
Na corrente elétrica alternada a forma de representação mais comum é a forma
de onda sinusoidal. A partir deste tipo de representação podes determinar o seu
período e a sua frequência e conseguir comparar com outras formas de onda a
fim de saberes o desfasamento entre elas.
Os circuitos mais comuns e utilizados em corrente alternada são:
 RL série: onde neste tipo de circuito a parte indutiva injetada pela bobi-
ne, faz com que a tensão se encontre em avanço, em relação à corrente.
 RC série: onde a parte capacitiva injetada pelo condensador faz com a
corrente se encontre em avanço, em relação à tensão.
 RLC série: onde através dos diagramas vetoriais consegues distinguir
se o circuito tem mais carácter indutivo ou capacitivo.

74
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

AUTOAVALIAÇÃO

1. O paralelo entre duas resistências de 4 ohms é:


a) 16 Ω.
b) 2 Ω.
c) 8 Ω.
d) 4 Ω.

2. Um circuito constituído por um gerador, de f.e.m. de 12 V, fornece uma


intensidade de corrente elétrica de 0,8 A, com uma d.d.p. de 11 V. De-
termina o valor da sua resistência interna:
a) 1,5 Ω.
b) 28,75 Ω.
c) 1,25 Ω.
d) 2,5 Ω.

3. Associando 3 geradores em série, tendo cada um uma f.e.m. de 1,5V,


determina a f.e.m. equivalente do gerador:
a) 1,5 V.
b) 3,0 V.
c) 4,5 V.
d) 6,0 V.

75
Unidade didática 2
ELETRICIDADE

4. Determina a tensão nos terminais da resistência R2 do seguinte circuito:

R1 = 4,5 kΩ R2 = 5,5 kΩ

U=12V

a) 6,6 V.
b) 5,4 V.
c) 12 V.
d) 24 V.

5. Considera um gerador com uma f.e.m. de 20 V com uma potência de


100 W. Sabendo que o rendimento do gerador é de 90%, ao alimentar
um recetor, calcula a potência útil desta máquina:
a) 110 W.
b) 90 W.
c) 85 W.
d) 150 W.

6. Na expressão de uma corrente sinusoidal o valor Imáx é:


a) O valor máximo da amplitude de corrente.
b) O valor mínimo da amplitude de corrente.
c) O valor máximo do valor eficaz da corrente.
d) O valor máximo pico a pico.

7. Determina o período de uma onda alternada de 100 Hz.


a) 10 ms.
b) 20 ms.
c) 15ms.
d) 25ms.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

8. Observa a seguinte forma de onda e indica o seu período:

a) 20 ms.
b) 5 ms.
c) 15 ms.
d) 10 ms.

9. Dada a seguinte forma de onda, determina o valor eficaz da tensão:

a) 100 V.
b) 130 V.
c) 91,92 V
d) 150 V.

10. Num circuito RL série, sabendo que a tensão UR = 30 V e que a tensão


de alimentação é de 35 V, determina a tensão aos terminais da bobine:
a) 35,00 V.
b) 20,00 V.
c) 18,03 V.
d) 30,25 V.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

SOLUÇÕES

1. b 2. c 3. c 4. a 5. b

6. a 7. a 8. b 9. c 10. c

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

PROPOSTAS DE DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO

Se queres saber mais sobre os conceitos que aprendeste, nesta unidade didáti-
ca, podes consultar os seguintes livros:
 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 1, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.
 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 2, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.
 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 3, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.
Podes ainda executar e simular circuitos de associações de resistências, ten-
sões, correntes, circuitos série, paralelo e mistos, através do software Multisim -
National Instruments.

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Unidade didática 2
ELETRICIDADE

BIBLIOGRAFIA

 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 1, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.
 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 2, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.
 Carreira Matias, José Vagos (1997), vol 3, Eletricidade 10º Ano. Lisboa:
Didáctica Editora.

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Unidade didática 2

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