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Novas tecnologias

VoIP
VoIP (Voice over Internet Protocol) é uma tecnologia que permite a trans-
missão de voz, como dados através da internet.

A tecnologia funciona capturando a voz, que é analógica, e a transforma


em pacotes de dados, que podem ser enviados por qualquer rede via pro-
tocolo TCP/IP. Quando o destino recebe os pacotes eles são retransformados
em sinais analógicos de som.

O padrão mais adotado pelas empresas para o tráfego dos pacotes pela
internet é o protocolo RTP (Real Time Protocol), que alinha os pacotes fazen-
do com que sejam recebidos conforme a ordem de envio. O RTP alinha orde-
nadamente os pacotes de dados, de forma que seja possível a transmissão
de dados em tempo real.
Divulgação.

Atualmente existem 3 formatos mais comuns de serviços VoIP sendo


oferecidos:

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ATA (Adaptador Telefônico Analógico)


O Ata ou Adaptador VoIP é um adaptador que permite que se conecte um
telefone comum ao computador ou a uma conexão de internet.

Ele é um conversor analógico-digital que transforma o sinal analógico do


telefone e converte em dados digitais para transmissão pela internet, fazen-
do o inverso quando recebe os dados digitais.

Divulgação.
ATA.

Telefone IP
São telefones que já fazem a conversão da voz para dados digitais e vice-
-versa, podendo ser conectados diretamente a um roteador ou ponto de in-
ternet onde gerenciam seu numero de IP com a própria rede.

Existem telefones IP sem fio que utilizam os sinais das redes Wi-Fi.

Dessa forma um telefone IP sem fio pode fazer ligações de qualquer rede
ou ponto que costumeiramente oferecem esses acessos.
Divulgação.

Telefone IP.

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Computador para computador


Também conhecida como ponto a ponto, é a comunicação mais facilitada
e que deu origem ao sucesso do VoIP.

Os computadores já possuem os dispositivos que transformam o sinal


analógico em digital (placas de som) e também o dispositivo de conexão a
rede (placa de rede) e um endereço IP de navegação.

Dessa forma o computador está pronto para a utilização, bastando apenas


a instalação de um software como o Skype para interface com os pacotes en-
viados e transmitidos.

Nesse formato ponto a ponto não existem custos de tarifas, pois os com-
putadores utilizam basicamente a conexão da internet.

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Rede IP

Computadores usando VoIP


Também é possível a um telefone ou chamada VoIP a comunicação com
um telefone convencional em qualquer localidade.

Entretanto, nesse formato de comunicação existem custos de interliga-


ção ou interconexão entre a rede internet e a rede telefônica convencional
das operadoras.

Essa interligação da rede telefônica convencional com a internet e o VoIP


é feita utilizando equipamentos chamados gateways, que convertem o sinal
analógico da rede convencional das operadoras de voz em digital e vice-ver-
sa permitindo a localização do assinante convencional e tarifando o serviço.

Nas chamadas de longa distância são utilizados gateways chamados de


Gatekeeper. Eles gerenciam o tráfego de pacotes de outros equipamentos
roteando e autorizando as chamadas que posteriormente são tarifadas.

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PC com Voice PC com Voice
Software Software

Intranet

Internet

Telefone Telefone
Rede de voz
privada

Fax Fax
PSTN

Fax Telefone
Rede mista integrada.

IPTV
IPTV (Internet Protocol TV) é uma tecnologia que permite a transmissão de
programas e conteúdo de televisão como dados através da internet.

Qualquer programa de TV pode ser digitalizado e convertido em pacotes


de dados, que podem ser transmitidos por rede via protocolo TCP/IP.

O sistema utiliza um conjunto de protocolos para a transmissão dos pa-


cotes de dados e serviços:

 IGMP (Internet Group Management Protocol) – para gerenciar os IPs de-


finindo quais endereços da rede que possuem assinatura e portanto
acesso ao serviço.

 RTP (Real Time Protocol) – para o transporte de áudio e vídeo sobre IP.

 NPVR (Network-based Personal Vídeo Recorder) – permite ao usuário a


gravação de conteúdo de programas favoritos que ficam gravados no
servidor e disponibilizados quando solicitados.

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 MPEG-2 e MPEG-4 AVC (Moving Picture Experts Group) – normas de-


senvolvidas para compressão dos dados em Rede IP.

A vantagem do sistema IPTV, além da qualidade digital, é a interatividade


com o usuário proporcionada pela transferência de conteúdo via pacotes de
dados nos dois sentidos, o que permite ao receptor (cliente) a participação
ativa na transmissão de dados do servidor.

Dessa forma abre-se um rico leque de opções de exploração de novos


negócios, como o ensino interativo a distância e outros novos formatos de
programas de TV.

Antena Receptor
Envio (direcional) Usuário 3
transmissora 10 km
Wi-Fi
(direcional)
Retorno WiMAX

Usuário 3
Wi-Fi Usuário 3
TV Wi-Fi
Retorno

Envio

Conversão de 5,8GHz em 2,4GHz


para ambiente indoor.

Vídeo Envio

Produção de
Retorno
vídeo ao vivo
Envio

Retorno

Servidor de vídeo Compactador de vídeo


(Windows Media (Windows Media Encoder)
Services)
Rede Envio
cabeada
Retorno

Envio (vídeo) Envio (vídeo)


Retorno Retorno

Usuário 1 Usuário 2 Usuário 3

F1. Topologia da Plataforma de Distribuição de conteúdos digitais via IP.

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Topologia de transmissão IP

Assinante de internet
Usando uma conexão de internet e um conversor chamado Set-Top Box
que retransforma os pacotes de TCP/IP enviados pela internet em um progra-
ma de TV, exibindo-o na TV convencional.

Divulgação.
Set-Top Box.

Um computador
Usando uma conexão de internet e pronto para receber os pacotes de TCP/
IP exibindo o programa em softwares de exibição como o Media Player.

Telefone celular
Através da rede de telefonia celular em 3G.
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Celular com TV
O Serviço de IPTV trabalha integrado através de tipos de serviço e presta-
dores de serviço, cada qual desempenhando uma função na solução de IPTV
que são:

Provedores de conteúdo
São empresas que comercializam programas de TV e eventualmente
também produzem conteúdo.

Provedores de serviço
Fornecem o serviço para o usuário final utilizando o conteúdo adquirido
ou licenciado dos provedores de conteúdo.

Provedores de acesso
Fornecem o acesso de internet ao usuário final por meio de banda larga
por cable modem, ADSL ou Satélite.

Em geral um serviço de IPTV de qualidade é fornecido de maneira fecha-


da por empresas de telecomunicações que já utilizam a tecnologia da IPTV
para a transmissão de canais internos de TV executiva a clientes.

As empresas de telecomunicações também vêm se dedicando a oferecer


os serviços de IPTV através do pagamento de assinatura de serviço.

Nesse caso, o prove­dor de serviço e o provedor de acesso compreendem


a mesma empresa que compra conteúdo dos provedores de conteúdo em
um formato de negócio semelhante ao da TV a cabo.

Decodificar Ver
Conteúdo Fluxo de Entrega
dados

Transferência Controle
Provedor de Prestador de
Provedor de rede Cliente
conteúdo serviços

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RFID
RFID (Radio Frequency IDentification) é um sistema de Identificação por
Radiofrequência.

Utiliza a transmissão de ondas de rádio para realizar comunicação com


um dispositivo que contenha as informações e consiga liberar o acesso.

É utilizado em sistemas de controle de acesso de pedestres, acesso de


veículos, sistemas de transportes, rastreamento de animais, área de logística,
telemetria e também de informações de preço.

O sistema é composto por um tag com um chip de identificação que trans-


mite suas informações para um outro lado com uma antena e decodificador
que irá realizar a leitura desses dados.

A antena decodificadora emite ondas de radiofrequência com alcances


variados dependendo do tipo de aplicação. Quando o tag passa através da
sua zona de campo eletromagnético, o sinal de ativação do leitor é detecta-
do. O leitor então identifica os dados do circuito integrado do tag e as infor-
mações são passadas para o computador que através de sistemas de auto-
mação com base de dados tomam uma decisão programada em relação ao
tag.

Leitora codifica e
envia dados para o
servidor RFID

Leitora envia energia para


acionar tags

dados Transponders
ou tags

data/hora

energia

Tag envia ID e dados


para a leitora

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Topologia RFID
A frequência utilizada nesses sistemas varia de 125KHz a 13,56MHz. O
mais comum é o de 125 KHz que compreende todos os cartões de proximi-
dade, etiquetas eletrônicas, chips para rastreamento de animais etc.

Existem ainda tags que funcionam na frequência de 900-928 MHz, que


conseguem ser lidos a um distância de até 5 metros, e tags com microbate-
rias que aumentam a potência de transmissão e a distância de leitura.

No rastreamento de animais, o chip é implantado sob a pele, só podendo


ser retirado com uma microcirurgia.

Domínio público.

Microchip tag.

Etiquetas RFID
São etiquetas com a tecnologia RFID utilizadas em vários tipos de aplica-
ções, de sistemas de estoque e reposição de produtos.

Existem basicamente 2 tipos de etiquetas:

Etiqueta RFID Passiva


Uma etiqueta passiva não usa bateria e caso não seja danificada não
possui prazo de validade.

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A energia é fornecida pelo leitor. Quando as ondas de rádio do leitor são


encontradas por uma etiqueta passiva, a antena em espiral dentro da etique-
ta forma um campo magnético. A etiqueta retira a energia do próprio leitor e
alimenta os seus circuitos. A etiqueta então envia as informações codificadas
na memória da etiqueta para o leitor.

Wikimedia Commons/Maschinenjunge.
Etiqueta passiva.

Etiqueta RFID ativa


Uma etiqueta ativa é equipada com uma microbateria como fonte de
energia parcial ou completa para o circuito e a antena da etiqueta. Geral-
mente as etiquetas com microbaterias são projetadas para anos de uso.
Wikimedia Commons/Sdepares.

Etiqueta ativa.

QoS
QoS (Quality of Service) são parâmetros de qualidade de avaliação nas
operações de tráfego de dados em uma rede.

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A QoS é expressa, solicitada e utilizada no mercado de prestação de servi-


ços de tecnologia para definir os termos dos Contratos de Serviço, também
chamados de SLA (Service Level Agreement).

No SLA o fornecedor de serviços de tecnologia e o cliente especificam,


em geral e em termos mensuráveis, quais serviços o fornecedor vai prestar e
quais parâmetros de avaliação serão aplicados para mensurar e monitorar o
desempenho do tráfego de dados da rede suportada pelo fornecedor.

A QoS então é determinada e aceita entre as partes do SLA como parâ-


metro de qualidade, e quando não é atingida o cliente pode cobrar multa do
fornecedor de serviços.

Critérios de qualidade de serviço


Os principais parâmetros utilizados na QoS pelo mercado de tecnologia
são:

 Bandwidth (largura de banda) – a taxa máxima de transferência que


pode ser sustentada entre os dois pontos da rede.

 Jitter (flutuação ou atraso) – desvio no tempo ou na fase de um sinal


de transmissão de pacotes de dados, responsável por erros e perda de
sincronismo na comunicação.

 Delay (latência, tempo de resposta) – prazo ou tempo de resposta en-


tre a emissão e a recepção de um pacote de dados.

 Packet loss (Perda de pacote) – corresponde aos pacotes de dados não


entregues entre a emissão e recepção em um determinado tempo.

 Desequencing (fora de sequência) – os pacotes de dados chegam na


recepção fora da ordem de sequência com que foram transmitidos na
origem.

Tráfego interativo
IESDE Brasil S.A.

Transferência de arquivo

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Critérios de níveis de serviço


No SLA existem os seguintes critérios de níveis de serviço.

 Best Effort ou lack of Qos. É o nível básico de serviços que não oferece
nenhuma garantia.

 Differentiated Service ou soft QoS – é o nível intermediário que permite


definir níveis de prioridade para os diferentes fluxos de rede sem for-
necimento de uma garantia estrita.

 Guaranteed Service ou hard QoS – é um nível onde garante-se o serviço


através de outros recursos de rede para certos tipos de fluxos. O princi-
pal mecanismo utilizado para obter esse nível de serviço é o RSVP (Re-
source reSerVation Protocol). O protocolo atua na rede restabelecendo
e mantendo sempre as condições padrão do QoS para esse nível. É um
protocolo de reserva de recursos para os fluxos de dados.

RSS
RSS (Rich Site Summary) é um serviço disponibilizado por sites de notícia
ou que possuam atualização de informações constantemente.

O RSS é um documento desenvolvido em linguagem XML (eXtensible


Markup Language) que é enviado ao computador do usuário assinante do
serviço, com o texto do resumo da notícia ou novidade.

Seu benefício reside no fato do assinante receber em seu computador as


novidades ou notícias resumidas sem a necessidade de ir até vários sites a
todo instante.

Pela característica de alimentar o usuário com notícias e novidades, os


documentos RSS também são chamados de feeds.

Os sites que disponibilizam o serviço RSS exibem um botão de uma


imagem alaranjada para identificar o serviço.

Quando clicado no botão o site exibe o texto atual e fornece parâmetros


para o cadastramento do usuário no serviço.

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Os navegadores em versões mais atualizadas como o Explorer 8 já supor-


tam o serviço nativamente e existem na internet vários programas de leitura
de RSS gratuitos para Windows ou Linux, que podem ser baixados e instala-
dos separadamente ao navegador.

IESDE Brasil S.A.


Logo RSS.

Dicas de estudo

Hardware e software
Para aprofundar seus estudos sobre hardware é aconselhável sempre um
dicionário de termos técnicos (glossário). Na internet existem vários e de boa
qualidade.

Com base nas informações do capítulo pesquise nos sites de empresas


que fabricam o hardware.

Quando explicado o funcionamento do produto e para o que foi conce-


bido, o fabricante mostra sempre umas situações de inovação que são úteis
para estudo.

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Cases de fabricantes de soluções


Os fabricantes geralmente comentam os casos de sucesso na implanta-
ção de sua tecnologia com empresas dos mais diversos setores da econo-
mia. Vale a pena estudar as soluções para garimpar sempre novas e valiosas
informações.

Lembre-se que a diferença entre você e o candidato na mesa ao lado


sempre é a quantidade de informações estudadas, portanto sempre vale a
pena garimpar informação nas fontes seguras.

Referências
HELD, Gilbert. High Speed Digital Transmission Networking. 2. ed. New Jersey
– NY: Wiley, 1999.

_____. Data Communications Networking Devices. 4. ed. New Jersey – NY:


Wiley, 1999.

_____. Quality of Service in a Cisco Networking. 1. ed. New Jersey – NY: Wiley,
2002.

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