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ESCE – IPVC

Licenciatura em:
Contabilidade e Fiscalidade
2º ano

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Contabilidade Financeira III
NCRF 26 Matérias Ambien
▪ NCRF 26 – Matérias Ambientais é uma das Normas Contabilísticas
taisde Relato Financeiro (NCRF) do Sistema de Normalização
Contabilística (SNC) em vigor em Portugal, sendo a única de
todas as NCRF não baseadas em quais normas internacionais de
contabilidade (IAS) ou normas internacionais de relato financeiro
(IFRS), mas sim numa Recomendação da União Europeia.

▪ objetivo desta norma é o de prescrever os critérios de


reconhecimento e de mensuração relativos aos dispêndios de
caráter ambiental, aos passivos e riscos ambientais e aos ativos
com eles relacionados resultantes de transações e acontecimentos
que afetem, ou sejam suscetíveis de afetar a posição financeira e
os resultados da entidade. A norma identifica também o tipo de
informação ambiental que é apropriado divulgar, relativamente à
atitude da entidade face às matérias ambientais e ao
comportamento ambiental da entidade, na medida em que possam
ter consequências para a sua posição financeira.

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Contabilidade Financeira III
NCRF 26 Matérias Ambientais

▪ Na secção relativa às definições, são definidos diversos conceitos


fundamentais para a interpretação da norma, entre os quais os
conceitos específicos relacionados com aspetos ambientais:
ambiente e dispêndios de caráter ambiental.

▪ Ambiente – meio físico natural, incluído o ar, água, a terra, a flora,


a fauna e os recursos não renováveis como por exemplo os
combustíveis fósseis e os minerais.

▪ Dispêndios de caráter ambiental – incluem os custos das medidas


tomadas por uma entidade ou, em seu nome, por outras entidades,
para evitar, reduzir ou reparar danos de caráter ambiental,
decorrentes das suas atividades. (ex. eliminação ou iniciativas a
fim de evitar resíduos, proteção dos solos e águas, preservação
do ar puro, redução do ruído e a proteção da bio-diversidade e da
paisagem.

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NCRF 26 Matérias Ambientais

▪ Nos dispêndios de carater ambiental, devem incluir-se também os


custos adicionais identificáveis cujo objetivo principal seja evitar,
reduzir ou reparar danos de caráter ambiental.

▪ Esta norma só se utiliza quando o objetivo seja o de evitar,


reduzir, ou reparar danos de carater ambiental. (ex. a compra de
automóvel elétrico, não é por si só tratado pela norma 26, mas
sim, pela norma 7 ativos fixos tangíveis, porque o objetivo
principal é o transporte e não o de evitar e reduzir os danos
ambientais).

▪ EUROSTAT (serviço estatístico da União Europeia) elaborou uma


série de definições pormenorizadas de dispêndios de domínio
ambiental disponível no apêndice da NCRF 26.

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NCRF 26 Matérias Ambientais
▪ Passivos de carater Ambiental (PCA): quando seja provável que
uma saída de recursos incorporando benefícios económicos
resulte da liquidação de uma obrigação (legal/contratual ou
construtiva) presente de carater ambiental, que tenha surgido em
consequência de acontecimentos passados e se a quantia puder
ser mensurada deforma fiável.

▪ Se não houver dúvidas da existência da obrigação mas a quantia


ou data for incerta, então deve reconhecer-se uma provisão,
desde que possa fazer-se uma estimativa fiável da quantia dessa
obrigação.

▪ Se a estimativa da quantia não for fiável, então reconhece-se um


passivo contingente

▪ Passivos contingentes de carater ambiental (PCCA) - não devem


ser reconhecidos no balanço mas sim divulgar o passivo
contingente no Anexo.
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▪ Se existir uma possibilidade, menos que provável, de que um dano
ambiental deva ser reparado no futuro, mas essa obrigação esteja
dependente da ocorrência de um acontecimento incerto, deve
divulgar-se um passivo contingente no Anexo.

▪ Se for remota a possibilidade da entidade ter de incorrer num


dispêndio de carater ambiental ou se tal dispêndio não for
materialmente relevante, não é necessário divulgar qualquer
passivo contingente.

▪ Mensuração de um passivo Ambiental – Melhor estimativa do


dispêndio exigido para liquidar a obrigação presente à data do
balanço com base na situação existente bem como a evolução
futura da técnica e da legislação, na medida que seja provável a
sua ocorrência.

▪ Para se estimar a quantia deve obedecer-se às seguintes regras:

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✓ Dispêndios incrementais diretos do esforço de reparação;
✓ Remunerações e prestações pagas aos trabalhadores, que se
espera que venham a dedicar uma parte significativa do seu
tempo de trabalho ao processo de restauração;
✓ Obrigação de controlo após reparação dos danos;
✓ Progresso tecnológico na medida em que seja provável que as
autoridades públicas recomendem a utilização de novas
tecnologias.
▪ Divulgações no relatório de gestão:
✓ Politica e programas adotados pela entidade para proteção
ambiental, especialmente no que respeita a prevenção de
poluição
✓ Melhorias efetuadas nas áreas-chave da proteção ambiental
✓ Desempenho ambiental (ex. consumo de energia, água, emissões
e remoção de resíduos).
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