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EHT de Vila Real de Santo António

Iniciação aos Vinhos Portugueses

29, 30 de Junho e 1, 2, 3 de Julho de 2020


Gilmar Brito
Engenheiro Biotecnológico
WSET Level 3 Certified
Pós-Graduação em Enologia
Formador na EHT de Vila Real de Santo António
CCP - F662593/2017
PORTUGAL
PORTUGAL
• Vinha plantada há cerca de 2000 A.C pelos Tartessos.

• Séc. X A.C. - Fenícios

• Séc. VII A.C. - Gregos

• Séc VI A.C - Celtas

• Séc II A.C. - Romano, introdução da poda, condução da vinha, técnicas enológicas,


ânforas de fermentação, e conservação.

• Séc VI a VII - Expansão do Cristianismo

• Séc VIII a XII - Invasão dos Árabes

• 1143 - Fundação da Nacionalidade até 1249 Importância das Ordens Religiosas


(Templários, Cister, etc…)
PORTUGAL

• Séc XII e XIII, o vinho era principal artigo agrícola de exportação sendo o Algarve a
província de maior relevo juntamente com os vinhos dos arredores do Porto e Douro, já
com exportações para a França e Flandres.

• Séc XIV, os vinhos licorosos de Moscatel e de Malvasia denominados “Osey” eram


também exportados para Inglaterra a partir de Lisboa.

• Séc XV os vinhos portugueses começam a ter uma comercialização regular com


destino a Inglaterra, através da barra de Viana de Castelo.

• Séc XV a XVII - Descobrimentos - Vinho de Torna Viagem, os vinhos Madeira ganham


nome no mercado inglês, atingindo o seu expoente máximo no século XVI, pela
exportação dos Malmsey (Malvasia).
PORTUGAL

• 1675 - Surge pela primeira vez a designação de Vinho do Porto.

• 1703 - Tratado de Methuen

• 1756 - Inicio da Demarcação da Região do Douro

• Séc XIX - Filoxera

• 1907 - 1908 Processo de regulamentação de diversas regiões Moscatel de Setúbal,


Carcavelos, Dão, Colares e Vinho Verde.

• 1911 - Demarcação de Bucelas.

• 1913 - Demarcação da Madeira.

• 1937 - Junta Nacional do Vinho; incremento do número de adegas cooperativas; “Mateus


Rosé” e “Lancers”.
PORTUGAL

• 1979 - Demarcação da Bairrada

• 1980 - Denominações Algarvias.

• 1986 - Criação do IVV na sequência da entrada na Comunidade Europeia.

• Final do Séc. XX e início do Séc. XXI - Inovação, Universidades, aperfeiçoamento


técnico, projecção internacional dos vinhos portugueses, aumento das exportações.

• Actualmente 14 Indicações Geográficas, com 31 denominações de Origem (DO) e Sub-


regiões.
PORTUGAL
PORTUGAL

• Portugal

• Área com vinha: cerca de 240 000 ha,

• 31 DOC/DOP;

• 14 Regional/IGP

• Produção: baixa, cerca de 30 hl/ha

• Consumo per capita: 62,1 L (2018)

• Produção Mundial - 292 Mhl

• Portugal - 6,5 Mhl - 2,1%


PORTUGAL
Geografia
• Sudoeste europeu; cerca de 950 km de comprimento e cerca de
220 km de largura.

• Área total: 92 090 Km2

• Latitude 37 a 42 Norte

Clima
• Influência atlântica: temperaturas moderadas, precipitação elevada.

• Interior Norte: Verões quentes, invernos frios e pouca precipitação.

• Sul: quente e seco no verão, com invernos suaves.


PORTUGAL
Portugal

• Grande heterogeneidade climática.

• Solos a Norte mais xistosos e graníticos e no Sul mais


argilosos e arenosos.

• Das 343 castas autorizadas, 243 são castas autóctones,


enorme património genético.

• Enorme diversidade de vinhos.


PORTUGAL

Portugal
Sabia que: dividindo o número de variedades autóctones pelo
número de milhares de quilómetros quadrados do país,
chegamos a um índice de 2,7, muito maior do que 1,0 da Itália,
os 0,42 da França, os 0,43 de Espanha ou os 0,07 da
Alemanha.
PORTUGAL
Ranking das Castas mais Utilizadas

Casta Cor Área (ha) %


Aragonez / Tinta Roriz / Tempranillo T 20 884,00 11%
Touriga Franca T 13 445,00 7%
Touriga Nacional T 13 032,00 7%
Fernão Pires / Maria Gomes B 12 052,00 6%
Castelão / João de Santarém / Periquita T 9 130,00 5%
Trincadeira / Tinta Amarela / Trincadeira Preta T 8 413,00 4%
Baga T 8 258,00 4%
Loureiro B 5 851,00 3%
Arinto / Pedernã B 5 778,00 3%
Syrah / Shiraz T 5 674,00 3%
Síria / Roupeiro / Códega B 5 431,00 3%
Alicante Bouschet B 4 888,00 3%
Vinhão / Sousão T 3 894,00 2%
Tinta Barroca T 3 790,00 2%
Jaen / Mencia T 3 789,00 2%
Rufete / Tinta Pinheira T 3 422,00 2%
Alvarinho B 3 187,00 2%
Caladoc T 2 667,00 1%
Malvasia Fina / Boal B 2 605,00 1%
Marufo / Mourisco Roxo T 2 122,00 1%
Cabernet Sauvignon T 1 752,00 1%
Rabigato B 1 592,00 1%
Malvasia Rei B 1 584,00 1%
Trajadura / Treixadura B 1 564,00 1%
Malvasia B 1 488,00 1%
Azal B 1 443,00 1%
Bical / Borrado das Moscas B 1 377,00 1%
Antão Vaz B 1 343,00 1%
Alfrocheiro / Tinta Bastardinha T 1 324,00 1%
Tinta Gorda T 1 296,00 1%
Malvasia Branca B 1 094,00 1%
Gouveio B 1 067,00 1%
Viosinho B 1 038,00 1%
Mourisco T 974,00 1%
PORTUGAL
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl) Rendimento (hl/ha) Rendimento (L/ha)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5% 34,0 3 402

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8% 9,6 963

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9% 38,6 3 858

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9% 25,3 2 533

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4% 11,6 1 162


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9% 17,8 1 776

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9% 18,8 1 876


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4% 49,2 4 919

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1% 51,2 5 117


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7% 64,0 6 402

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3% 40,3 4 032


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2% 9,9 992

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2% 7,8 776


Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6% 36,8 3 683

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Algarve
Algarve

IGP Algarve
Algarve

• Durante a ocupação muçulmana do Algarve cultivava-se a vinha em


grandes quantidades.

• Como a religião muçulmana não permite a ingestão de álcool; o


vinho servia como moeda de troca para a aquisição de outros
produtos.

• Depois da reconquista do Algarve, os cristãos aproveitaram a


organização económica deixada pelos muçulmanos.
Algarve

• Desde o reinado de D. Afonso III que a viticultura foi valorizada no


Algarve. No foral de Silves pode constatar-se a importância que os
reis portugueses atribuíram ao comércio marítimo do vinho algarvio,
que cedo se tornou numa fonte de riqueza para o reino. Assumindo
um papel de relevo na economia do Algarve de então, destacou-se o
seu papel nas trocas comerciais ao longo da Idade Média e nos
princípios da Idade Moderna. A exportação do vinho da região
efetuou-se ao longo dos séculos XIV e XV, sendo ainda de grande
importância no século XVI.
Algarve

• Entretanto, a região vitivinícola do Douro foi gravemente afetada pela


filoxera (doença causada na vinha pelo inseto com o mesmo nome), o que
originou a procura noutras regiões do país de massas vínicas que
pudessem servir de base à preparação de vinhos para exportação, caso
do vinho do Porto.

• O Algarve forneceu milhares de hectolitros dos seus vinhos com destino


ao Douro. E tanto assim foi, que até há pouco tempo existiu na estação de
caminho-de-ferro que serve Lagoa uma grua, que outrora era utilizada
para carregar as pipas enviadas para aquela região demarcada do país.
Estes factos – com grande peso histórico para os vinhos do Porto – são
ainda hoje pouco conhecidos.
Algarve

• As lutas pela independência, no século XVIII, e o incremento da


exportação do vinho do Douro a partir do século seguinte deixaram
marcas na viticultura algarvia. A perturbação ocasionada pela guerra
na economia do país e a projeção internacional do vinho do Porto,
que lhe conferiu uma quase exclusividade no estrangeiro,
contribuíram para o “esquecimento” dos vinhos algarvios.
Algarve

• António Augusto de Aguiar, nas conferências proferidas


após os congressos das exposições de Londres e Berlim de
1873, onde se procurou promover os vinhos portugueses:

• “E agradaram à prova, porque não deixaram a boca arrependida, como os


vinhos da Bairrada, não embotam os dentes, possuem a delicadeza e a
suavidade que raras vezes encontramos nos vinhos novos em Portugal, não
pecam pela abundância de taninos, dão-nos os aromas do figo e da
amêndoa, amora e morango que aparecem sem cultivo no campo, são
beneficiados pela brisa marítima, são mais vinosos que os vinhos do Douro
e Alentejo, têm a elegância que não se encontra nos Châteaux de Bordéus.”
Algarve

• O Algarve ocupa uma área de 4.997 Km2 (5,59% área de Portugal),


sendo toda ela abrangida pela Indicação Geográfica Protegida Algarve
(IGP).

• Aproximadamente 500.000 habitantes

• Latitude entre 37º e 38º.

• A Região conta ainda com 4 Denominações de Origem Protegida


(DOP).

• 41 Agentes Económicos.

• 1.5 milhões de garrafas (dados 2018)

Algarve

O Movimento Cooperativo chegou ao Algarve no final dos anos 40

• Adega Cooperativa Lagoa, 3ª a ser Construida (Capacidade 12,5 milhões de litros)

• Nos anos 60 foram inauguradas as Adegas Cooperativas de Portimão, Lagos e Tavira.

Encerramento e Fusão das Adegas Cooperativas

• Encerramento da Adega Cooperativa de Tavira 1992.

• Encerramento da Adega Cooperativa de Portimão 1997.

• Fusão das Adegas Cooperativas de Lagos e Lagoa dando origem à Adega


Cooperativa do Algarve a Ùnica
Algarve

Barlavento Sotavento
Algarve

A Região Vitivinícola do Algarve foi demarcada em 1980

Área de Vinha Cadastrada: 2000 ha

Área de Vinha para vinhos Certificados: 500 ha


Algarve
Algarve

Tipos de Solos

É constituída por rochas de xisto com grandes declives e barrancos,


Serra cobertos de vegetação espontânea onde o sobreiro é um recurso
importante. Os solos são pobres, aptos para a plantação de vinha.
É uma zona calcária e argilo-calcária, com algum declive, bons solos
Barrocal agrícolas (citrinos e hortícolas), também adaptados à produção de
vinho.
Tem um relevo mais regular, suavemente inclinado para o mar, os
Litoral solos são arenosos ou franco-arenosos e consta que há 2000 anos,
o mar estaria 700 metros mais distante.

Fonte: Instituto Português de Arqueologia, 2017


Algarve

• IG Algarve

• DOP Lagos

• DOP Portimão

• DOP Lagoa

• DOP Tavira Fonte: IVV.pt


Algarve
Localização das Vinhas

Fonte: IVV.pt
Algarve
IGP “Algarve”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 90

Branco 90

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: -
Algarve
DOP “Lagos”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 60

Branco 60

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: 6 meses

Tintas: Castelão, Negra-Mole e Trincadeira no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.

Brancas: Arinto, Malvasia-Fina e Síria no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.


Algarve
DOP “Portimão”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 60

Branco 60

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: 6 meses

Tintas: Castelão, Negra-Mole e Trincadeira no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.

Brancas: Arinto e Síria no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.


Algarve
DOP “Lagoa”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 60

Branco 60

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: 6 meses

Tintas: Negra-Mole e Trincadeira no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.

Brancas: Arinto e Síria no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.


Algarve
DOP “Tavira”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 60

Branco 60

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: 6 meses

Tintas: Castelão, Negra-Mole e Trincadeira no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.

Brancas: Arinto e Síria no conjunto ou separadamente com um mínimo de 70%.


Vinho Licoroso

Algarve Selo Avulso

Algarve
Selos de Garantia
Warranty Seals

Vinhos com DOP “Lagoa”, “Lagos”, “Portimão” ou “Tavira”

Vinhos com IGP “Algarve”


Selo Avulso

Vinho Tinto e Rosé

Vinho Branco
Vinho Branco

Vinho Licoroso

Vinho Tinto e Rosé

Selo Avulso
Algarve

Mercados

• Nacional: 8%
• Exportação: 15%
• Consumo Regional: 77%
Algarve
• IGP Algarve Evolução da produção total por Região Vitivinicola em Volume (hl)

Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal


Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%
Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Algarve

• Vinho algarvio esteve próximo da extinção;


Novo interesse vitivinícola na região.

• Influência da montanha (serras Espinhaço


Cão, Caldeirão e Monchique.)

• As serras protegem as explorações de


ventos provenientes do Norte.

• O clima é quente, seco com reduzidas


amplitudes térmicas e com uma média de
3000 horas de sol por ano.
Fonte: IVV.pt
• Iniciou-se a replantação de castas, a
modernização das adegas e praticaram-se
novos métodos de produção de vinhos.
Algarve
Algarve

• Maior parte do vinho produzido insere-se na designação “vinho regional do Algarve” -


IGP Algarve - Portaria nº 364/2001

• As castas tradicionais da região são:

- Negra Mole (T)

- Castelão (T)

- Trincadeira (T)

- Arinto (B)

- Síria (B)

• A casta Syrah foi uma das castas utilizadas na replantação das vinhas.

• Os vinhos algarvios são suaves e bastante frutados.


Algarve

Síria (Roupeiro; Côdega)

Síria (Crato Branco)


* Algarve

Fonte: vinetowinecircle.com
Algarve

Crato Branco (Síria ou Roupeiro)

• Potencial para vinho elementar: vinho jovem,


muito agradável.

• Caracterização habitual do vinho: os vinhos


obtidos apresentam notas de frutos tropicais
pouco maduros e de citrinos. Acidez
refrescante. Bâtonnage pode originar vinhos
com mais textura.

• Lote: Arinto. Fonte: Infovini


Algarve

Crato Branco (Síria ou Roupeiro)

• Geralmente origina vinhos com pouca


longevidade, e a sua rápida tendência para a
oxidação requer cuidados enológicos
específicos.

• Dados vitícolas e enológicos: com


produtividade elevada, associada às suas
características enológicas, é uma casta muito
cultivada um pouco por todas as regiões. Sensível
ao oídio e à podridão cinzenta dos cachos. Fonte: Infovini
Algarve

Síria (Roupeiro; Côdega)

• Lote: Arinto.

• Potencial para vinho elementar: vinho jovem, muito agradável.

• Caracterização habitual do vinho: os vinhos obtidos apresentam notas de


frutos tropicais pouco maduros e de citrinos. Acidez refrescante . Bâtonnage pode
originar vinhos com mais textura.
Folha de Prova
• Algarve
• Casta: Síria

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Laranja Pêssego Melão Louro Flores Silvestres

Clima Fresco Clima Quente


Algarve
- Arinto (Pedernã)
Algarve

- Arinto (Pedernã)

- Tem uma cor cítrica aberta. Aromas de alguma fruta


cítrica, por vezes algum mineral, mediamente
intensos. Com o decorrer dos anos, desenvolvem-se
aromas de mel e querosene. Na boca é acídulo e
mostra notas de fruta, com excelente complexidade.

Fonte: vinetowinecircle.com
Folha de Prova
• Algarve
• Casta: Arinto

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Maracujá Mel Querosene

Clima Fresco Clima Quente


Algarve

Negra Mole

Fonte: vinetowinecircle.com
Algarve

Negra Mole

• Coeficiente de variação genotípico (CVG)

Casta CVG (%)

Sercial 42,90

Negra Mole 38,89

Viosinho 35,75
Algarve

Negra Mole
• Grau alcoólico provável do mosto 13,5º - 14º, perigo de sobrematuração.

• Acidez natural: média (6 - 6,5 g/l de acidez tartárica)

• Tonalidade: rubi aberto (torna-se granada rapidamente).

• Capacidade de envelhecimento do vinho: média/boa capacidade de


envelhecimento, cor estável.

• Recomendação para lote: Trincadeira e Castelão.

• Caracterização habitual do vinho: Vinho de cor rosada até rubi, com perfil
aromático agradável. Aptidão para consumir cedo.
Algarve

Negra Mole

• Aromas: groselha, ginja, figo


com algumas notas
de cabedal, licor e tabaco.

•Na boca: tem taninos suaves,


muito elegantes.

Fonte: vinetowinecircle.com
Folha de Prova
• Algarve
• Casta: Negra Mole

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Morango Groselha Ginja Compota Ameixa Alcaçuz Figo Tabaco Cabedal

Clima Fresco Clima Quente


Algarve

• Castelão

Fonte: vinetowinecircle.com
Algarve

- Castelão
- Tipo de vinho: vinho de qualidade tinto, vinho rosado, loteado
frequentemente com Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouchet.

- Acidez natural: 3,7-5 g/l de acidez total, variando


significativamente com o clone.

- Perfil aromático e gustativo: tons de granada e possuem um


aroma intenso frutado, onde se destacam notas de groselha e
frutos silvestres. Com a evolução, surgem notas de compota e
nalguns casos um carácter de caça. Na boca são vinhos macios
com equilíbrio e persistência.
Folha de Prova
• Algarve
• Casta: Castelão

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Groselha Compota Ameixa Frutos Silvestres Flores Azuis Caça

Clima Fresco Clima Quente


Algarve
• Trincadeira

Fonte: vinetowinecircle.com
Algarve

Trincadeira ou Tinta Amarela

• Uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território.

• As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande


luminosidade, adaptando-se muito bem ao interior alentejano e no Algarve.

• É uma casta difícil, de produtividade irregular e algo suscetível a bolores nefastos,


mas, nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos.

• Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de


ameixa e amora, e especiarias quando jovens; quando amadurecem desenvolvem
aromas de compotas.

• No seu todo, resultam vinhos elegantes e equilibrados.

• Do lote da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês alentejana ou a Touriga


Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
Folha de Prova
• Algarve
• Casta: Trincadeira

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Pimenta Cravinho Canela Compota de Fruta Negra Ervas Secas

Clima Fresco Clima Quente


Algarve
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 1 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 15 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Tejo
Tejo

IGP Tejo
Tejo

Tejo
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
• Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%
Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%

Fonte: IVV
Tejo

IGP Tejo
Portaria Nº445/2009

DOP do Tejo
Portaria Nº140/2010

* O principal acidente orográfico existente na região do Tejo é a Serra de Aires e Candeeiros.


Tejo
Tejo

Os solos variam consoante a proximidade do rio:

• O Campo ou Lezíria são zonas muito


produtivas que se situam à beira-rio.

• Na margem direita do Tejo situa-se a zona do


Bairro. É constituída por solos mais pobres e
de origem calcária e argilosa.

• Na margem esquerda do Tejo, a zona


designada Charneca, apesar de ser uma zona
muito seca as uvas têm melhores condições
para a maturação.
Tejo

Área total de vinha: 12.500 ha

Castas Principais

Brancas - Fernão Pires

Tintas - Castelão, Trincadeira e


Castas Internacionais.
Tejo

• A região do Tejo já foi famosa por produzir enormes


quantidades de vinho - histórico de vinho a granel.

• Nos últimos 15 anos, a região foi submetida a mudanças


significativas.

• Muitas vinhas foram transferidas da zona de campo para os


solos pobres da Charneca e do Bairro: a produção baixou,
contudo a qualidade melhorou significativamente.

• Modernização das Adegas.


Tejo
• Clima moderado

• Temperaturas médias entre os 15,5 - 16ºC.

• Cerca de 2800 horas de sol/ano.

• Média anual de precipitação é de 750mm; mais elevada a


norte da região, nomeadamente na zona de Tomar e um
pouco menos elevada a sul da região, nomeadamente na
zona de Coruche.
Tejo

IGP Tejo

• Limites de 225 hl/ha para tintos, brancos, rosés e espumantes.


Tejo
DOP doTejo
• Limites de 80hl/ha para tintos e 90hl/ha para brancos

• Os vinhos DOP do Tejo provêm não só de castas tradicionais da


região (Trincadeira ou Castelão) mas também de outras castas
nobres, como Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot.

• A casta branca mais plantada na região é a Fernão Pires. Por


vezes, é loteada com outras castas típicas da região como a Arinto,
Tália, Trincadeira das Pratas, Vital ou a Internacional Chardonnay.

• Brancos muito frutados e de aromas tropicais ou florais e tintos


jovens aromáticos e de taninos suaves.
Tejo

• Fernão Pires (Maria Gomes)


Tejo
- Fernão Pires (Maria Gomes)
- Integra-se na família de castas aromáticas como a
Alvarinho, a Loureiro e a Moscatel.

- Casta branca mais cultivada em Portugal.

- Perfil aromático e gustativo: aromas cítricos maduros e


notas florais de mimosa, tília e laranjeira.

- Grande capacidade produtiva; casta polémica, havendo


quem a critique por dar vinhos demasiados planos, por falta
de acidez, e de estar muito sujeita à oxidação.
Folha de Prova
• Tejo
• Casta: Fernão Pires / Maria Gomes

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Tanjerina Laranja Floral Flor de Laranjeira Tília Rosas Mel

Clima Fresco Clima Quente


Tejo

• Tália (Ugni Blanc, Trebbiano de Toscana)

- Os vinhos desta casta apresentam-se claros


e com ligeiros tons citrinos, com um aroma
de vinho jovem, fresco, fino e equilibrado,
onde sobressaem notas de frutos verdes
pouco maduros e de citrinos.

- Ao sabor, os vinhos desta casta mostram


algum acídulo, com características frutadas
e de juventude marcantes, mas o vinho tem
tendência a envelhecer rapidamente e
perder toda a sua qualidade.
Folha de Prova
• Tejo
• Casta: Tália (Trebbiano, Ugni Blanc)

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Maça Verde Laranja Fundo Herbáceo Floral Amêndoas

Clima Fresco Clima Quente


Tejo

• Vital

-Vinhos com uma graduação média,


frutados, equilibrados e com delicadeza
enquanto jovens, o que tem levado
alguns produtores a apresentar vinhos de
casta bastante agradáveis, pese embora
poderem perder precocemente o aroma.
Tejo

• Trincadeira das Pratas

-Vinho de aspecto claro e de


pouca intensidade de cor, bem
estruturado e de aroma frutado.

-Boa longevidade, com aptidão à


fermentação e estágio em
barrica.
Tejo
• Trincadeira
Tejo
Trincadeira ou Tinta Amarela

• Uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território.

• As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande


luminosidade, adaptando-se muito bem ao Tejo.

• É uma casta difícil, de produtividade irregular e algo suscetível a bolores nefastos, mas,
nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos.

• Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de ameixa e
amora, e especiarias quando jovens; quando amadurecem desenvolvem aromas de
compotas.

• No seu todo, resultam vinhos elegantes e equilibrados.

• Do lote da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês alentejana ou a Touriga


Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
TEJO
• TEJO
• Casta: Trincadeira

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Pimenta Cravinho Canela Compota de Fruta Negra Ervas Secas

Clima Fresco Clima Quente


Tejo
• Castelão
Tejo
- Castelão
- Tipo de vinho: vinho de qualidade tinto, vinho rosado,
loteado frequentemente com Aragonês, Trincadeira, Moreto
(vinho jovem), Alicante Bouchet.

- Acidez natural: 3,7-5 g/l de acidez total, variando


significativamente com o clone.

- Perfil aromático e gustativo: tons de granada e possuem


um aroma intenso frutado, onde se destacam notas de
groselha e frutos silvestres. Com a evolução, surgem notas
de compota e nalguns casos um carácter de caça. Na boca
são vinhos macios com equilíbrio e persistência.
TEJO
• TEJO
• Casta: Castelão

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Groselha Compota Ameixa Frutos Silvestres Flores Azuis Caça

Clima Fresco Clima Quente


Tejo
DOP doTejo
• Na sub-região de Almeirim
predominam os vinhos brancos e
é onde se produz a maior
quantidade de vinhos.

• Na sub-região do Cartaxo
predominam os vinhos tintos.

• A zona vitivinícola da Coruche


existe uma ligeira predominância
de vinhos tintos.
Tejo
DOP doTejo
• A sub-região da Chamusca tem
alguma predominância de vinhos
brancos.

• A sub-região de Santarém tem


relativo equilíbrio entre a produção
de vinhos brancos e de tintos.

• Na sub-região de Tomar os solos


são calcários pardos ou
vermelhos e predominam os
vinhos tintos.
Tejo
IGP doTejo
Tejo
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 6 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 19 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Terras Madeirenses
Terras Madeirenses

• Indicação Geográfica Terras Madeirenses

• Inclui a DO Madeira para fortificados e DO Madeirense


para vinhos tranquilos.
Terras Madeirenses
Terras Madeirenses
• IGP Terras Madeirenses
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%


Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%
Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%
Terras Madeirenses

Século XV

- A Ilha da Madeira foi descoberta nos tempos áureos dos


descobrimentos portugueses, por João Gonçalves Zarco,
Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrello, em 1419.
Os três capitães donatários receberam o domínio das
capitanias sob direção do Monarca D. Henriques, e logo
desbravaram as terras e ocuparam o solo desta Ilha com
cultura de trigo, vinha e cana-de-açúcar.
Terras Madeirenses
Século XV
- A densidade da vegetação da ilha obrigou a que grandes
áreas de terras fossem queimadas, o que contribuiu ainda
mais para a sua fertilidade. Logo nos primeiros anos de
colonização, até 1461, foi construído o primeiro sistema de
levadas que, ao longo dos séculos, foi sendo
paulatinamente acrescentado.
Terras Madeirenses

Século XV

- A agricultura prosperou com grande incidência na cultura


da cana-de-açúcar, mas também da vinha e do trigo. Em
1466, o açúcar tinha-se tornado a principal cultura.
Terras Madeirenses

Século XV

- Há registos que comprovam que, admiravelmente, 25


anos após o início da colonização da Ilha, as exportações
de Vinho Madeira eram já uma realidade!
Terras Madeirenses

Século XV

- Ao longo do século XV, a área de cultura da vinha foi


aumentando, tendo como consequência o incremento das
exportações, mas será sem dúvida a descoberta da
América por Cristóvão Colombo, o acontecimento que
marcará determinantemente a história do Vinho da
Madeira.
Terras Madeirenses

Curiosidades

Desta época contam-se episódios envolvendo personagens


históricas onde a notoriedade do Vinho Madeira, no
estrangeiro é já uma evidência. Consta que em 1478
George, Duque de Clarence, irmão de Eduardo IV, rei de
Inglaterra, ao ser condenado à pena capital pela Câmara
Alta, escolheu morrer afogado num tonel de Vinho
Malvasia.
Terras Madeirenses

Curiosidades

- Shakespeare celebrizou o Vinho Madeira através de


referências nas suas peças, da qual, salienta-se “Falstaff”
que “teria vendido a alma ao diabo por um cálice de
Madeira e uma perna de capão”.
Terras Madeirenses

Século XVI
Nos finais do século XVI, a vinha apresentava-se como a
monocultura dominante, após as monoculturas anteriores
do trigo e da cana do açúcar.
A partir daí, divide-se com a cultura da banana, ainda
hoje é frequente observar-se, na costa sul, a vinha a
bordejar parcelas de bananal.
Terras Madeirenses

Século XVIII
Logo no início deste século é celebrado o Tratado de
Methuen (1703) entre Inglaterra e Portugal, através do qual
os vinhos portugueses passaram a pagar menos um terço
de direitos aduaneiros ao entrar em Inglaterra,
comparativamente com vinhos oriundos de outros países,
e segundo o qual os têxteis ingleses passaram a entrar em
Portugal sem que houvesse cobrança de quaisquer taxas
aduaneiras.
Terras Madeirenses

Século XVIII
Apesar desta medida, que em muito beneficiou, como
pretendido, o Vinho do Porto, as exportações do Vinho
Madeira continuaram a dirigir-se essencialmente para as
Índias e América do Norte. As exportações para a Europa
eram secundárias.
Terras Madeirenses

Século XIX
Introdução do Oídio (1851) e depois a filoxera (1872), a
vinha de castas europeias é devastada, dando lugar à
introdução dos híbridos produtores diretos (Isabelle,
Jaquez, Cuningham e Herbemont), cujos vinhos vêm
revolucionar e destruir a qualidade dos genuínos,
produzidos a partir de castas europeias.
Terras Madeirenses
Região Viticola da Madeira (atualmente)

A paisagem vitícola na Região da Madeira é única e


caracterizada pela orografia acidentada do relevo. As
condições particulares do solo, de origem vulcânica, a
proximidade com o mar, as condições climatéricas e o
processo único de produção conferem ao vinho
características únicas e singulares.
Terras Madeirenses
Região Viticola da Madeira (atualmente)
North east
CLIMATE AND SOILS
NORTH COAST

SOUTH COAST

● Tropical winds (north east to west direction)


• Volcanic soils
Fonte: Rubina (mainly
Vieira, Instituto basalt)
do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira.

● High central mountain range


• Rich in organic matter and minerals
● Microclimates (every 100mt up the mountain,
the temperature falls down 1ºC) • Acid
IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, IP-RAM
Terras Madeirenses
Região Viticola da Madeira (atualmente)

- Na totalidade existem cerca de 500 hectares de vinha para


a produção de vinho com Denominação de Origem
Protegida “Madeira” (DOP Madeira) e de vinho com
Denominação de Origem Protegida “Madeirense” (DOP
Madeirense) e Indicação Geográfica Protegida (IGP “Terras
Madeirenses”).
Terras Madeirenses
Região Viticola da Madeira (atualmente)

Os principais Concelhos Vitícolas:


- Câmara de Lobos, com cerca de 186 ha, (Costa Sul).
- São Vicente, com 143 ha, (Costa Norte).
- Santana com 86 ha, (Costa Norte).
Terras Madeirenses
Região Viticola da Madeira (atualmente)

Fonte: Rubina Vieira, Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira.


Terras Madeirenses

Os Solos

- Origem vulcânica são na sua maioria basálticos.


- Textura argilosa.
- Ácidos.
- Ricos em matéria orgânica, magnésio e ferro, pobres em
potássio e suficientes em fósforo.
Terras Madeirenses

O Clima

- Vários microclimas.
- Verões quentes e húmidos.
- Invernos amenos.
- Nas zonas vitícolas encontramos os climas sub-húmido
e húmido a árido, conforme vamos da costa Norte no
limite superior para a plantação da vinha, até à costa
Sul, a cotas inferiores a 150 metros de altitude.
Terras Madeirenses

O Clima

- Em termos de precipitação, esta apresenta valores


anuais médios que rondam entre 3000 mm, a altitudes
elevadas, e 500 mm, na costa Sul junto ao mar.
Terras Madeirenses

O Relevo

- A área total da Ilha da Madeira é de 732 Km2. A maior


parte desta área encontra-se em declives superiores a
25% de inclinação.
- As superfícies mais planas encontram-se na zona urbana
e suburbana do Funchal ou localizadas onde o clima e a
altitude não possibilitam a prática agrícola.
Terras Madeirenses

O Relevo Socalcos ou “Poios”

- Nas zonas de declive entre os


16 e 25%, onde encontramos os
terrenos agrícolas, esta só é
possível devido à construção de
socalcos, os designados
«poios», sustentados por
paredes de pedras basálticas.
As altitudes variam os 200 a
700 metros.
Fonte: Rubina Vieira, Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira.
Terras Madeirenses

A Rega

A água de rega na Madeira é captada nas zonas altas e


conduzida ao longo da Ilha através de canais denominados
de «Levadas». A construção destas «levadas» iniciou-se
com o povoamento das ilhas, datando da segunda metade
do séc. XV. Atualmente, este sistema é constituído por
cerca de 2150 km de canais.
Terras Madeirenses

A Rega “As Levadas”


Terras Madeirenses
A Vinha

- Existem vinhas em grandes manchas, que pertencem a


apenas a algumas dezenas de explorações.
- As explorações vitícolas têm em média cerca de 0,3
hectares, divididos em mais do que uma parcela.
- Cerca de 2100 produtores.
Terras Madeirenses
A Vinha

- A vinha plantada nos socalcos torna a mecanização


quase impossível.
- Desde a poda à vindima, é “quase” tudo manual.
Terras Madeirenses

Condução da Vinha

- A condução mais tradicional é a «latada» (pérgola). Neste


sistema as vinhas são conduzidas horizontalmente sobre
arames e suspensas do chão por estacas, o que dificulta
todo o processo de tratamento da vinha e a vindima. A
altura da latada varia entre os 1 e os 2 m e as densidades
de plantação entre 2500 e as 4000 plantas por hectare.
Terras Madeirenses

Condução da Vinha Latadas (Pérgola).

Fonte: Revista de Vinhos.

Fonte: Rubina Vieira, Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira.


Terras Madeirenses

Condução da Vinha (Ilha da Madeira)

- Na segunda metade do séc. XX, introduziu-se o sistema de


condução em espaldeira.
- Densidades de plantação que vão dos 4000 às 5000 plantas
por hectare.
Terras Madeirenses

Condução da Vinha (Ilha de Porto Santo)

- Na ilha de Porto Santo, a vinha é conduzida no chão devido ás


características áridas, geralmente é protegida dos ventos marítimos por
cercados de caniços ou muros em pedra, estas condições favorecem a
um elevado teor alcoólico dos vinhos e baixo teor em açucares.
Terras Madeirenses
IGP “Terras Madeirenses”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 90

Branco 100

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: 4 meses
Terras Madeirenses
IGP “Terras Madeirenses”

- Os vinhos tranquilos tem pouca expressão quer a nível


nacional ou internacional, ou contrário dos vinhos fortificados
que são mundialmente conhecidos e uma autêntica relíquia da
nossa cultura vínica.

- O grande consumo do vinho tranquilo madeirense, é no


mercado de consumo regional.
Terras Madeirenses
IGP “Terras Madeirenses”

Castas Tintas para Vinhos Tranquilos

- Aragonez - Syrah
- Bastardo - Merlot
- Cabernet-Sauvignon - Tinta Negra Mole
- Complexa - Touriga Franca
- Deliciosa - Touriga Nacional
- Malvasia-Cândida-Roxa - Tinta Barroca
Terras Madeirenses
IGP “Terras Madeirenses”

Castas Brancas para Vinhos Tranquilos

- Arinto - Malvasia Cândida


- Arnsburger - Malvasia Fina (Boal)
- Chardonnay - Sauvignon Blanc
- Chenin Blanc - Sercial
- Terrantez (Folgasão no Douro) - Tália (Ugni-Blanc)
- Malvasia-Branca-de São Jorge - Verdelho
Terras Madeirenses

SERCIAL ………...………. Others


23,5 ha Terrantez
varieties 1% Malvasias
Bual
16% 8%
VERDELHO ……….…..……. 3% Sercial
57,5 ha 5%
Verdelho
BOAL …………………. 13%
(Bual) 13,9 ha

TERRANTEZ ………………….
2,9 ha

MALVASIA ………………….
(Malmsey) 36,0 ha

TINTA NEGRA ………………..…. Tinta Negra


239,0 ha 54%
Source: IVBAM, I.P. – RAM, 2018

IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, IP-RAM

Fonte: Rubina Vieira, Instituto do Vinho, do Bordado e Artesanato da Madeira.


Terras Madeirenses

As Castas Nobres do Vinho Madeira

Casta Sercial- Vinho seco ou extra seco, cor clara.



Casta Verdelho- Vinho meio seco, cor dourada.


Casta Boal- Vinho meio doce, cor acastanhada / âmbar. 



Casta Malvasia (Malmsey)- Vinho doce, cor escura.

Outras Castas do Vinho Madeira

Casta Terrantez- Meio Seco ou meio doce. (Produção pequena, existem


apenas 2,9 hectares no total.
Casta Tinta Negra Mole- Vinho de cor de casta tinta .
Terras Madeirenses

Outras Castas do Vinho Madeira

Casta Terrantez- Meio Seco ou meio doce. (Produção pequena, existem


apenas 2,9 hectares no total.

Casta Tinta Negra Mole- Vinho de cor de casta tinta. (Casta mais plantada
cerca de 239 hectares, 54% do total da Plantação na Ilha da Madeira.
Terras Madeirenses

Sercial Verdelho Boal Malmsey Tinta Negra Mole

As castas Nobres do Vinho Madeira


Península de Setúbal
Península de Setúbal

• IGP Península de Setúbal


portaria nº695/2009, de 24 Junho.

• DOP Palmela

• DOP Setúbal
Península de Setúbal
Península de Setúbal
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%
Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Península de Setúbal
• No estuário do rio Tejo, foram encontradas grainhas de uvas que
foram datadas do século VIII a.C.

• Pesquisas arqueológicas recentes descobertas de artefactos


fenícios, gregos e romanos associados à cultura e ao consumo
do vinho.

• Fenícios introduziram a cultura da vinha e o consumo e vinho,


que trocavam por metais preciosos.

• Maior vinha contínua do mundo em 1892, foi plantada pelo Sr.


José Maria dos Santos, na zona do Rio Frio com cerca de 6000
hectares.
Península de Setúbal

• O Periquita foi o primeiro vinho português engarrafado com data


de colheita, em 1849, pela empresa José Maria da Fonseca, cuja
uvas provinham de uma vinha instalada numa parcela designada
por “Cova da Periquita” que, desde então, deu nome à casta.
Península de Setúbal
A Península de Setúbal apresenta dois tipos de paisagens:

Solos argilo-calcários entre 100 Solos arenosos em suaves


e os 500 metros, aproveitando ondulações, raramente
as encostas da Serra da ultrapassando os 150 metros de
Arrábida. altura.
Península de Setúbal

-A viticultura da Península de Setúbal encontra-se distribuída


por, praticamente, todos os concelhos que a compõem. Com
uma área total de cerca de 7900 ha.

-É no concelho de Palmela que se encontra a maior mancha


vitícola da região, seguida pelo concelho do Montijo, pelo
concelho de Setúbal e concelho de Sesimbra.

-É de salientar a existência duma área de vinha importante nos


concelhos mais a sul do distrito de Setúbal (Alcácer do Sal,
Grândola, Santiago do Cacém e Sines).
Península de Setúbal

• IGP Península de Setúbal


portaria nº695/2009, de 24 Junho.

• DOP Palmela

• DOP Setúbal
Península de Setúbal

• Clima mediterrânico temperado com verões


quentes e secos e invernos amenos e chuvosos.

• A humidade relativa média anual situa-se entre


75% e 80%.
Península de Setúbal

• Clima influenciado quer pelo Atlântico quer pela serra da Arrábida.

• O Sudoeste entre a Arrábida e Palmela, com protecção marítima, as


noites são frescas e húmidas, os solos são mais calcários num
terreno acidentado com altitudes variáveis entre os 100 e 500 metros.

• A norte do rio Sado, até ao Montijo, estende-se numa planície em


solos de areias, cujo clima é mais quente, induzindo a maior
precocidade, onde se situa a DOP Palmela.
Península de Setúbal

• Vinho branco (TAV min. 9,5% vol.)

• Vinho tinto (TAV min 10,5% vol.)

• Vinho rosado (TAV min 10% vol.)

• Vinho frisante (TAV min. 9,5% vol.)

• Vinho espumante (TAV min. 9,5% vol.)

• Vinho licoroso (TAV min 16% vol.)


Península de Setúbal

-Gráfico com distribuição das


principais castas tintas inscritas
na CVR da Península de
Setúbal. Os resultados são
inequívocos: a casta Castelão
domina por absoluto.

-Principais Castas Tintas: 4735,2 hectares


Península de Setúbal
• Vinhos tintos
• A maior parte dos vinhos tintos da região utilizam a casta Castelão
(Periquita) na sua composição.

• Muitas das vezes a casta Castelão é misturada com outras castas.

• Monovarietais, estagiados ou não em cascos de carvalho, intensos


aromas varietais, são estruturados e com fruta bem presente na
boca.

• Combinações de castas - aromas e sabores a frutos vermelhos,


frutos silvestres frutos secos, especiarias dependente do estilo.
Península de Setúbal
IGP “Península Setúbal”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 30 toneladas de uvas

Branco 30 toneladas de uvas

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: -
Vinho Branco: -
Península de Setúbal
• Castelão (Periquita)
Península de Setúbal

• Castelão

• DOP de Palmela tem que


ser constituído por 66,7%
da casta Castelão
Península de Setúbal
DOP “Palmela”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 120

Branco 120

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: -
Vinho Branco: -
Península de Setúbal
- Castelão
- Tipo de vinho: vinho de qualidade tinto, vinho rosado,
loteado frequentemente com Aragonês, Trincadeira, Moreto
(vinho jovem), Alicante Bouschet.

- Acidez natural: 3,7-5 g/l de acidez total, variando


significativamente com o clone.

- Perfil aromático e gustativo: tons de granada e possuem


um aroma intenso frutado, onde se destacam notas de
groselha e frutos silvestres. Com a evolução, surgem notas
de compota e nalguns casos um carácter de caça. Na boca
são vinhos macios com equilíbrio e persistência.
Folha de Prova
• Península de Setúbal
• Casta: Castelão

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Groselha Compota Ameixa Frutos Silvestres Flores Azuis Caça

Clima Fresco Clima Quente


Península de Setúbal

-Gráfico com distribuição das


principais castas brancas
inscritas na CVR da Península
de Setúbal. Existe um claro
domínio das castas Moscatel
de Setúbal e Fernão Pires.

-Principais Castas Brancas: 1240,9 hectares


Península de Setúbal
• Vinhos brancos (três tipos distintos)

• Predominância da casta Fernão Pires - acidez


refrescante e frutados tanto no aroma como no sabor.

• Predominância de Moscatel - notas varietais de


frutos e flores. Intensos e harmoniosos na boca.

• Fermentado e/ou estagiado em madeira - aromas e


sabores complexos; frutos exóticos, frutos secos e
notas florais.
Península de Setúbal
• Fernão Pires (Maria Gomes)
Península de Setúbal

• Fernão Pires (Maria Gomes)


Península de Setúbal
- Fernão Pires (Maria Gomes)
- Integra-se na família de castas aromáticas como a Alvarinho, a
Loureiro e a Moscatel.

- Casta branca mais cultivada em Portugal.

- Perfil aromático e gustativo: aromas cítricos maduros e notas


florais de mimosa, tília e laranjeira.

- Grande capacidade produtiva; casta polémica, havendo quem a


critique por dar vinhos demasiados planos, por falta de acidez, e
de estar muito sujeita à oxidação.
Folha de Prova
• Península de Setúbal
• Casta: Fernão Pires / Maria Gomes

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Tanjerina Laranja Floral Flor de Laranjeira Tília Rosas Mel

Clima Fresco Clima Quente


Península de Setúbal
• Moscatel de Setúbal, de Alexandria ou Graúdo.
Península de Setúbal
• Moscatel de Setúbal, de
Alexandria ou Graúdo.
Península de Setúbal
- Moscatel de Setúbal, de Alexandria ou Graúdo.
-Sabe-se que esta casta é originária do Egipto, tendo-se expandindo pelo
Mediterrâneo a partir de Alexandria, possivelmente na época do Império
Romano (Galet,1985).

-Cepa de vigor médio. Tem uma floração e fecundação difíceis, sendo


propensa ao desavinho. Resistente à secura, é sensível ao míldio e ao
oídio.

-Há diferentes variedades de Moscatel em todo o mundo, todas elas com


uma importante concentração de compostos (terpénicos) aromáticos, no
entanto, é a casta Moscatel de Setúbal que apresenta maior concentração
e riqueza desses compostos aromáticos.

-Os aromas típicos são bem conhecidos: casca e flor de citrinos, mel, tília,
rosa, líchias, pêra, tâmaras e passa de uva.
Folha de Prova
• Península de Setúbal
• Casta: Moscatel de Setúbal / Alexandria / Graúdo

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Laranja Damasco Pêssego Casca ou Flor de Citrinos Jasmin Tília Rosas Mel

Clima Fresco Clima Quente


Península de Setúbal
DOP “Setúbal” para vinhos licorosos.

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Moscatel de Setúbal 100

Moscatel Roxo de Setúbal 100

Estágio mínimo obrigatório: Moscatel Setúbal 18 meses, Moscatel Roxo de Setúbal 36 meses

Título Alcoométrico volúmico mínimo (% Vol): 16% a 22% Vol. Adquirido.


Península de Setúbal
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 9 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 18 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Terras de Cister
Terras de Cister

IGP Terras de Cister


Terras de Cister
IGP Terras de Cister
Terras de Cister
IGP Terras de Cister
Terras de Cister
IGP Terras de Cister

- Na parte mais a norte da Beira, na fronteira com a região do Douro e


tocando na região do Dão.

- Ocupa um planalto montanhoso rasgado pelos rios Távora e Varosa,


dispondo-se as vinhas a uma cota média de 600 m, podendo alcançar os
800 m, já no limite climático para a sua cultura.

- É uma região de grande tradição histórica, remontando a cultura da vinha


à Idade Média, quando os Monges de Cister aí estabeleceram os seus
domínios agrícolas, de que são testemunho o Convento de Salsedas,
Torre de Ucanha e o Mosteiro de São João de Tarouca.
Terras de Cister
IGP Terras de Cister

- Reza a história que teriam sido os Monges da Ordem de Cister a


introduzir a casta Malvasia Fina a partir de França, ainda hoje das mais
cultivadas e importantes na produção de vinhos brancos e espumantes.
Terras de Cister
IGP Terras de Cister
- Os solos, são predominantemente graníticos, associados a um clima de
Invernos frios e chuvosos e Verões quentes e secos, criam, na realidade
condições muito favoráveis à produção de bons brancos.

- Terras do Demo, produz bons vinhos a partir das castas Malvasia Fina,
Gouveio e Folgazão.

- Nas encostas e planalto do Varosa surgem também as Caves da


Murganheira, uma das mais conceituadas do país, na produção de
espumante.

- O encepamento branco inclui Malvasia Fina, Gouveio, Folgazão, Arinto,


Bical, Cercial, Fernão Pires e Síria
Terras de Cister
IGP Terras de Cister

- O encepamento branco inclui Malvasia Fina, Gouveio, Folgazão, Arinto,


Bical, Cercial, Fernão Pires e Síria (Códega).

- O encepamento tinto inclui Alvarelhão, Touriga Nacional, Touriga Franca,


Tinta Barroca, Trincadeira e Marufo (Mourisco do Douro).
Terras de Cister
Malvasia Fina

Sinónimos Históricos e Oficiais


Assario Branco - Região do Dão

Arinto Galego - Alentejo (Portalegre)

Boal - Madeira
Terras de Cister
Malvasia Fina
Folha de Prova
• Távora-Varosa
• Casta: Malvasia Fina

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Cera Mel Noz-Moscada Fumados

Clima Fresco Clima Quente


Terras de Cister
IGP Terras de Cister

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto, Branco e Rosé 120

Vinho Espumante 120

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: -
Vinho Branco: -
Terras de Cister
DOP “Távora-Varosa”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 80

Branco e Rosé 90

Espumante 90

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto: -
Vinho Branco: -
Terras de Cister
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 1 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 11,5 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Douro
Douro
- IGP Duriense
Douro
Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro
Temperaturas no Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro
IGP “Duriense”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto / Rosado 55

Branco 65

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Tinto:
Douro
DOP “Douro”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto / Rosado 55

Branco 65

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Tinto: 15 Maio do ano seguinte ao da colheita.


Vinho Branco: 15 de Novembro do ano da colheita.
Douro

Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal


Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%


Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%
Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%

Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%

Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Douro
- DOC Douro
- A região demarcada do Douro (a região demarcada e
regulamentada mais antiga do mundo) está situada a uns 80
quilómetros a leste da cidade do Porto e estende-se da Serra
do Marão até à fronteira com Espanha.

- A região abarca aproximadamente 250.000 hectares de terra,


cerca de 45.000 ha das quais estão ocupadas por vinhas, as
quais se encontram a uma altitude de entre 200 e 850
metros.
Douro

- A DOP Porto foi demarcada no tempo do Marquês de Pombal


em 1756, não só pelos contornos de área como já
anteriormente feito por Chianti e Tokay, mas mais
especificamente pela elaboração de um cadastro de parcelas
e pelos regulamentos institucionais de controlo e certificação
do produto.
Douro
- A área actual, demarcada em 1921, compreende 250.000 ha
que incluem cerca de 45.000 ha de vinha instalada, dos quais
84% com direito a benefício.

- Ao longo do Rio Douro numa extensão de 100 Km.

- É definida segundo contornos irregulares pelas cotas de 400


m a 700 m para vinho do Porto, e 200 m a 850 m para os
vinhos tranquilos.

- Nos Vinhos do Porto a partir dos 700 m é difícil a maturação


para produzir vinhos do Porto tintos de qualidade.
Douro

- Devido ás grandes diferenças mesoclimáticas, influenciadas


quer por diferentes altitudes, quer pelo maior ou menor
afastamento do mar a região do Douro é sub-dividida
segundo três sub-regiões:

- Baixo-Corgo

- Cima-Corgo

- Douro-Superior
Douro
Baixo-Corgo
Douro
Cima-Corgo
Douro
Douro-Superior
Douro
- Baixo-Corgo

- Temperaturas mais amenas, maior precipitação.

- Têm menor área total (45.000 ha), no entanto tem a maior


densidade de vinha (cerca 15.000 ha).

- Solo mais fértil, devido à chuva e também ao facto de os solos


serem mais profundos, resulta em produções unitárias mais
elevadas.

- No entanto tem grande potencial para os DOP Douro.

- Abundância de pequenas parcelas


Douro
- Cima-Corgo

- Clima mais mediterrânico, com diminuição da precipitação e


aumento das temperaturas.

- Área total de 95.000 ha, da qual 20.000 ha para vinha.

- A restante área é ocupada por mato (mortórios), floresta


(pinheiros, carvalhos e castanheiros).

- As condições climáticas, associadas à forte pendência das


encostas e menor potencial produtivo unitário, traduzem-se na
elaboração dos melhores vinhos do Porto e também dos vinhos
tranquilos DOP Douro.
Douro

- Cima-Corgo

- Os vinhos de maior qualidade geralmente elaborados a partir de


vinhas em meia-encosta, onde a temperatura é mais adequada.

- Aqui para além das pequenas parcelas, já surgem as Quintas de


média ou grande dimensão.
- Nesta sub-região, existem patamares com 2 fiadas de vinha,
mais recentemente com uma só fiada ou vinha ao alto.
Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro

- Douro Superior

- A sub-região mais extensa (110.000 ha), no entanto é a que


apresenta menor percentagem de vinha (10.000 ha).

- Orografia menos acidentada favorece a instalação de vinhas


mecanizáveis, motivo pelo qual esta sub-região venha cada vez
mais a ser explorada por produtores de maior dimensão.

- Clima tipicamente Mediterrânico, quente e seco no Verão é


propício quer à produção de bons vinhos do Porto quer a vinhos
de consumo (tranquilos) de alta qualidade.
Douro

- Douro Superior

- Muitas vezes são elaborados lotes de uvas provenientes de cotas


mais baixas, com maior teor de açúcar e maior concentração
fenólica, com as das cotas mais altas de maior acidez
contribuindo para um maior equilíbrio nos vinhos.
Douro
Solos
- A maioria dos solos incultos está incluída nos Leptossolos,
de pequena espessura sobre a rocha mãe.

Fonte: Tratado Viticultura, Nuno Magalhães


Douro
Solos
- Os solos ocupados pelas vinhas designados Antrossolos, já
tiveram a mão do homem para a sua formação.

Fonte: Tratado Viticultura, Nuno Magalhães


Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro

Fonte: Professor Nuno Magalhães


Douro
Douro

- A estrutura fundiária dominante é o minifúndio.

- Cerca de 30.000 viticultores, estando cadastradas cerca de


90.000 parcelas de vinha.

Até 5 hl 30%
5 a 10 hl 18%
10 a 15 hl 11%
15 a 50 hl 27%
50 a 100 hl 8%
100 a 300 hl 5%
Mais de 300 hl 1%
Douro
- DOC Douro

Clima

- O clima do Vale do Douro varia de marítimo moderadamente


quente, no extremo ocidental (com precipitação anual de
aproximadamente 900 mm), a continental quente, na parte
leste (com precipitação anual de 400 mm).
Douro
- DOC Douro

- As videiras são plantadas nas íngremes encostas das


montanhas, quando a inclinação do solo supera os 35º, as
videiras são plantadas em terraços ou patamares, os quais
permitem duas linhas de videiras.

- Quando a inclinação é inferior a 35º, utiliza-se um sistema de


plantação vertical.
Douro
- DOC Douro

- As densidades de plantação nos patamares raramente


excedem os 3000 pés/ha, atingindo os 4.500 pés/ha nas
vinhas ao alto.

- Hoje em dia as vinhas mecanizáveis já ocupam 40% da área.


Douro
- DOC Douro

Sub-Região Precipitação (mm) Carga média à poda/Cepa

Baixo-Corgo 900 - 1000 14 - 16

Cima-Corgo 600 - 700 10 - 12

Douro-Superior 400 8 - 10
Douro
- DOC Douro

Solos
- O solo xistoso, similar ao de ardósia, é um factor muito
importante para a qualidade dos vinhos da região do Douro.

- Estes solos oferecem boa drenagem, mas conservam suficiente


humidade durante os verões quentes.

- Ao mesmo tempo, irradiam durante as noites frias o calor


acumulado ao longo do dia, tudo isto é fundamental para um
processo de maturação eficaz.
Douro

- DOC Douro

- Os rendimentos máximos para DOC Douro são:

- Vinho Tinto: 55 hl/ha.

- Vinhos Brancos: 65 hl/ha.

- Vinhos Rosados 55 hl/ha.


Ministros, 29 de Junho de 2001. — O Secretário-Geral, 12 Alvarelhão . . . . . . . . . . . . . . T
14 Alvarelhão-Ceitão . . . . . . . T
Alexandre Figueiredo. 20 Aragonez . . . . . . . . . . . . . . . T Tinta-Roriz.
21 Aramon . . . . . . . . . . . . . . . . T
31 Baga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . T
Declaração de Rectificação n.o 13-S/2001 32 Barca . . . . . . . . . . . . . . . . . . T
34 Barreto . . . . . . . . . . . . . . . . T

Douro
Para os devidos efeitos se declara que o Decreto-Lei 35 Bastardo . . . . . . . . . . . . . . . T
n.o 190/2001, publicado no Diário da República, 1.a série, 47 Bragão . . . . . . . . . . . . . . . . . T
o 63 Camarate . . . . . . . . . . . . . . . T
n. 145, de 25 de Junho de 2001, cujo original se encontra 68 Carignan . . . . . . . . . . . . . . . T
arquivado nesta Secretaria-Geral, saiu com as seguintes 72 Carrego-Tinto . . . . . . . . . . . T
inexactidões, que assim se rectificam: 74 Casculho . . . . . . . . . . . . . . . T
o o o o 76 Castelã . . . . . . . . . . . . . . . . . T 3898-(11)
No n. 6 do artigo o
N. 15015.—,30onde de Junho sedelê2001 «n. 4 do artigo 1.DIÁRIO » DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A
77 Castelão . . . . . . . . . . . . . . . . T Periquita (*).
o o
deve ler-se «n. 2 do artigo 2. ». 90 Cidadelhe . . . . . . . . . . . . . . T
Por ter sido publicado No n.incompleto
o
1 do artigo 32. o anexo,
o
, onde procede-se
se lê «no artigo 14.o» 96 Concieira . . . . . . . . . . . . . . . T

- IGP Duriense
o 99 Cornifesto . . . . . . . . . . . . . . T Sinónimo reconhecido
deve
agora à sua publicação nao íntegra: ler-se «no artigo 16. ». Referência Nome principal Cor

No n. 4 do artigo 32.o, onde se lê «do RS, que indi- 100 Corropio . . . . . . . . . . . . . . . T


cará» deve ler-se «do RS e do inventário, que indicará». 113 282Donzelinho-Tinto
Terrantêz . . . . . ... .. .. .. ... .. .. .. BT
No n.ANEXO o
5 do artigo 32.o, onde se lê «um relatório 116 310Engomada . . . . . . .... .. .. .. ... .. .. BT
Touriga-Branca
expurgado» deve ler-se «os documentos expurgados». 120 316Espadeiro
Trigueira . . ... .. . .. ..... . . ..... . . BT
326Gonçalo-Pires
Valente . . . .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. BT
(a que Naseparte refere2 odo artigo anexo 3.o)I, «Colunas 2 e 3», onde se 140 333 Verdial-Branco . . . . . . . . . . B
lê «da alínea j)» deve ler-se «da alínea k)». 148 337 Grand-Noir . . . . . . .
Viosinho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . BT
149 338GrangealVital . .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. BT
Referência Nome Secretaria-Geral
principal daCor Presidência do Conselho de 154
Sinónimo reconhecido 5Jaen Alicante-Bouschet
. . . . . . . . . . . . . . . .. ... . . TT
Ministros, 29 de Junho de 2001. — O Secretário-Geral, 163 12LourelaAlvarelhão
. . . . .. .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
14 Alvarelhão-Ceitão . . . . . . .
Alexandre Figueiredo. 166 20 Malandra
Aragonez . . . ... .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. T TT Tinta-Roriz.
6 Alicante-Branco . . . . . . . . . B 178 21 Malvasia-Preta
Aramon . . . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
13 Alvarelhão-Branco . . . . . . . B o 187 31Marufo Baga.. .. . .. ... .. . .. ... .. . .. .. ... . .. TT
Declaração de Rectificação n. 13-S/2001 189 32MelraBarca. . . .. .. .. ... .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
22 Arinto . . . . . . . . . . . . . . . . . B Pedernã. 34 Barreto . . . . . . . . . . . . . . . . T
28 Avesso . . . Para. . . . .os . . devidos
. . . . . . . efeitos B se declara que o Decreto-Lei 194 35Mondet . . . . ... .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
Bastardo
39 Batoca . n. . .o. 190/2001,
. . . . . . . . .publicado
.... Bno Diário da República, 1.a série, 206 47Mourisco-de-Semente
Bragão . . . . . . . . . . . . ... .. .. .. TT
41 Bical . . . n.
. .o. 145,
. . . .de . . .25. .de
. . Junho
.. Bde 2001, cujo original se encontra 213 63Nevoeira
Camarate . . . ... .. . .. ..... . .. ..... . .. TT
216 68PatorraCarignan
. . . . . ... .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
50 Branco-Especial
arquivado . . nesta
. . . . . Secretaria-Geral,
.. B saiu com as seguintes 223 72 Carrego-Tinto . . . . . . . . . . .
52 Branco-Guimarães . . .que
. . . .assimBse rectificam: 74
Petit-Bouschet .......... T
Casculho . . . . . . . . . . . . . . . T
T
inexactidões, 232 Pinot-Noir
66 Caramela . No . . . .n.. o. 6. .do
. . .artigo
. . . 15.Bo, onde se lê «n.o 4 do artigo 1.o» 76 Castelã . . . . . . .. ... .. .. .. .. ... .. ..
. . . . . TT
70 Carrega-Branco . . .«n.
. . .o .2. do. artigo B 2.o». 234 77Português-Azul
Castelão . . . . . .. ... .. . .. ... .. . .. TT Periquita (*).
deve ler-se 90Preto-Marinho
Cidadelhe . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
83 Cercial . . . Por. . . .ter
. . .sido. . . .publicado
... B incompleto o anexo, procede-se 237 96 Concieira . . . . . . . . . . . . . . . T
85 Chasselasagora. . . . .à. sua. . . publicação
...... Bna íntegra: 250 99
Ricoca . . . . . . . . . . .
Cornifesto . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . T
T
255 100 Roseira . . . . . . . . . .
Corropio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TT
93 Côdega-do-Larinho . . . . . . B
259 113Rufete . . . . . . . . . . .. .. .. .. ... .. .. TT
Donzelinho-Tinto
106 Diagalves . . . . . . . . . . . . . . . B ANEXO 263 116Santareno
Engomada . . .. .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
109 Dona-Branca . . . . . . . . . . . B 266 120 Espadeiro
São-Saul . . . .. .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. T TT
111 Donzelinho-Branco . . . . (a . . que se B refere o artigo 3.o) 274
140 Gonçalo-Pires . . . . . . . . . . .
Sevilhão . . . . . . . . . . . . . . . .
148 Grand-Noir . . . . . . . . . . . . . TT
122 Estreito-Macio . . . . . . . . . . B 276 149Sousão . . . . . ... .. .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT
Grangeal
125 Fernão-Pires . . . . . . . . . . . Nome
Referência . principalB Maria-Gomes.
Cor Sinónimo reconhecido 286 154Tinta-Aguiar
Jaen . . . . ... .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
128 Folgasão . . . . . . . . . . . . . . . B 288 163Tinta-Barroca
Lourela . . . .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
142 Gouveio . . . . . . . . . . . . . . . . B 166 Malandra . . . . . . . . . . . . . . . T
6 Alicante-Branco . . . . . . . . . B 291 178Tinta-Carvalha
Malvasia-Preta . . ..... .. .. ..... .. .. TT
143 Gouveio-Estimado 13
. . . . . . . B
Alvarelhão-Branco . . . . . . . B 292 187Tinta-Fontes
Marufo . ... .. .. .. ... .. .. .. .. . .. .. .. TT
145 Gouveio-Real22. . . . .Arinto . . . . . .. . . . . .B. . . . . . . . . . . B Pedernã. 293 189Tinta-Francisca
Melra . . . . . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
155 Jampal . . . . . 28 . . . . . .Avesso
. . . . . .. . . . . .B. . . . . . . . . . . B 294 194 Mondet
Tinta-Lameira . . . . .
. .. .. . .. .
. .
. .. . .. .
. .. TT
175 Malvasia-Fina39. . . . .Batoca . . . . . .. . . . . .B. . . . . . . . . . . B 206 Mourisco-de-Semente . . . . T
296 213Tinta-Martins
Nevoeira . . .. .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
177 Malvasia-Parda 41 . . . .Bical . . . . .. .. . . . . .B
. ........... B
50 Branco-Especial . . . . . . . . . B 297 216Tinta-Mesquita
Patorra . . . . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
179 Malvasia-Rei 52 . . . . . .Branco-Guimarães
...... B ....... B 300 223Tinta-Penajoia
Petit-Bouschet. . ... .. .. .. .. ... .. .. TT
197 Moscatel . . . 66 . . . . . .Caramela
. . . . . . . . . .B. . . . . . . . . . . B 301 232 Pinot-Noir . . . .
Tinta-Pereira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TT
234 Português-Azul . . . . . . . . . . T
199 Moscatel-Galego-Branco
70 ...
Carrega-Branco B ......... B 302 237 Tinta-Pomar
Preto-Marinho . . . . ..... .. .. ..... .. .. TT
205 Mourisco-Branco 83 . .Cercial
. . . . . .. . . . . .B. . . . . . . . . . . B 304
85 Chasselas . . . . . . . . . . . . . . . B 250Tinta-Tabuaço
Ricoca . . . . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
218 Pé-Comprido 93. . . . .Côdega-do-Larinho
...... B ...... B 307 255Tinto-Cão
Roseira . .. ... .. . .. ... .. . . .. ... . . TT
228 Pinheira-Branca 309 259Tinto-Sem-Nome
Rufete . . . . . . . ... .. .. .. ... .. .. .. TT
106 . . .Diagalves
. . . . . . . . . .B. . . . . . . . . . . B 263 Santareno . . . . . . . . . . . . . . T
235 Praça . . . . . 109. . . . . . .Dona-Branca
...... B. . . . . . . . . . . B 311 266 Touriga-Fêmea . . . .
São-Saul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . TT
240 Rabigato . . 111 . . . . . . .Donzelinho-Branco
...... B ...... B 312 274Touriga-Franca
Sevilhão . . . . .. .. ... .. .. .. ... .. .. .. TT
122 Estreito-Macio . . . . . . . . . . B 313 276Touriga-Nacional
Sousão . . . . . . . ... .. . .. ... .. . . TT
241 Rabigato-Franco 125 . . . . . . . . B
Fernão-Pires . . . . . . . . . . . . B Maria-Gomes.
317 286Trincadeira
Tinta-Aguiar . . . .. .. ..... .. .. ..... .. .. TT Tinta-Amarela.
242 Rabigato-Moreno 128 . .Folgasão
. . . . . . . . . .B. . . . . . . . . . . B 288 Tinta-Barroca . . . . . . . . . . . T
245 Ramo-de-Ovelha 142 . .Gouveio
. . . . . . . . . . .B. . . . . . . . . . . B 325 291Valdosa . . . . . . . . ..... .. .. .. ... .. .. TT
Tinta-Carvalha
249 Ratinho . . . 143 . . . . . . .Gouveio-Estimado
...... B ....... B 328 292Verejoa . . . . . . .. .. ..... .. .. .. ... .. .. TT
Tinta-Fontes
145 Gouveio-Real . . . . . . . . . . . B 293 Tinta-Francisca . . . . . . . . . . T
262 Samarrinho 155 . . . . . . .Jampal
. . . . . .. . . . . .B. . . . . . . . . . . B
294 Tinta-Lameira . .o. . . . . . . . T
267 Sarigo . . . . 175 . . . . . . .Malvasia-Fina
...... B. . . . . . . . . . . B o
(*) Apenas 296na rotulagem conforme . n.
Tinta-Martins . . . 1-A
. . . . do
. .o. artigo o
T 17. do Regulamento (CEE)
271 Semillon . . 177 . . . . . . .Malvasia-Parda
...... B. . . . . . . . . . B n. 3201/90, com a
297 redacção do Regulamento
Tinta-Mesquita . . . . . . . . . . (CE) n. 609/97.
T
272 Sercial . . . . 179. . . . . . .Malvasia-Rei
...... .B. . . . . . Esgana-Cão.
..... B 300 Tinta-Penajoia . . . . . . . . . . T
275
197
Síria . . . . . . 199
Moscatel . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . .Moscatel-Galego-Branco
...... B Roupeiro.
B Secretaria-Geral
301 Tinta-Pereira da Presidência........... T do Conselho de
... B 302 Tinta-Pomar . . . . . . . . . . . . T
278 Tália . . . . . . 205
. . . . . . .Mourisco-Branco
...... B ........ B Ministros, 30429 de Junho de
Tinta-Tabuaço . . . . . . . . . . 2001. — TO Secretário-Geral,
279 Tamarez . . 218 . . . . . . .Pé-Comprido
...... B. . . . . . . . . . . B Alexandre307 Figueiredo.
Tinto-Cão . . . . . . . . . . . . . . T
228 Pinheira-Branca . . . . . . . . . B 309 Tinto-Sem-Nome . . . . . . . . T
235 Praça . . . . . . . . . . . . . . . . . . B 311 Touriga-Fêmea . . . . . . . . . . T
240 Rabigato . . . . . . . . . . . . . . . B 312 Touriga-Franca . . . . . . . . . . T
241 Rabigato-Franco . . . . . . . . B 313 Touriga-Nacional . . . . . . . . T
242 Rabigato-Moreno . . . . . . . . B 317 Trincadeira . . . . . . . . . . . . . T Tinta-Amarela.
245 Ramo-de-Ovelha . . . . . . . . B 325 Valdosa . . . . . . . . . . . . . . . . T
249 Ratinho . . . . . . . . . . . . . . . . B 328 Verejoa . . . . . . . . . . . . . . . . T
262 Samarrinho . . . . . . . . . . . . . B
267 Sarigo . . . . . . . . . . . . . . . . . B (*) Apenas na rotulagem conforme n.o 1-A do artigo 17.o do Regulamento (CEE)
271 Semillon . . . . . . . . . . . . . . . B n.o 3201/90, com a redacção do Regulamento (CE) n.o 609/97.
272 Sercial . . . . . . . . . . . . . . . . . B Esgana-Cão.
275 Síria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B Roupeiro. Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de
278 Tália . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B Ministros, 29 de Junho de 2001. — O Secretário-Geral,
279 Tamarez . . . . . . . . . . . . . . . B Alexandre Figueiredo.
Douro

Castas Tintas
Douro
- Touriga Nacional

- O aroma é macio, redondo e quente, lembrando frutos silvestres


vermelhos escuros, quase pretos, muito maduros, com algumas
passagens florais de predominância para violeta, mostrando nos
bons anos um excelente perfume doce, semelhante ao da esteva.»
(N. Almeida, 1990/98).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Muito elevada, com


particular aptidão para envelhecimento em madeira.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca.
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Touriga Nacional

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Violeta Mirtilo Ameixa Hortelã Ardósia Molhada

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Touriga Franca

- O aroma é geralmente intenso, com um toque floral evidente a rosas e um


aroma frutado a esteva apenas nos bom anos.

- É um vinho com taninos e fruta bem equilibrados, mas sem ser excepcional.
No final da boca deixa um gosto bastante frutado e persistente. Enche bem a
boca, dando a sensação de vinho encorpado e de boa estrutura, mas com
pouca elegância (Almeida, 1990/98, Douro).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente Boa.

- Recomendação para Lote: Touriga Nacional, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca, podendo ser utilizada como monovarietal.
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Touriga Franca

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Fruta Negra Violeta Floral Rosa Esteva

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Tinto Barroca

- O aroma é horizontal, ou seja, tem um acesso ao nariz lento, aveludado,


delicado, como que pedindo que se mergulhe no seu interior. Esta sua
característica aromática aberta e feminina.

- O aroma floral aparece com mais frequência nos sítios mais húmidos
(Almeida 1990).

- Geralmente apresenta sempre uma cor rubi.

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente Boa.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Touriga Nacional.
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Tinta Barroca

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Cogumelos Brancos Floral Cereja Preta Ameixa Preta

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Tinto Cão

- Nas zonas onde tem dificuldade de amadurecer, origina vinhos muito abertos de cor,
pouco aromáticos, com notas herbáceas degradáveis e delgados na boca.

- Porém, quando as uvas amadurecem bem, à volta dos 13, 14° de álcool provável,
origina vinhos perfeitamente deslumbrantes.

- A sua cor é retinta e os seus aromas penetrantes, com misto de flores silvestres e
frutos vermelhos, onde sobressaem as notas de groselha e framboesa; mas é na
boca que os vinhos desta casta mais impressionam, devido aos seus taninos, ao
mesmo tempo poderosos e redondos, em perfeito equilíbrio com os ácidos e com a
delicada estrutura aromática. são pois vinhos de extrema elegância e longevidade,
com um toque de feminino que se prolonga na boca por muito tempo. (V. Loureiro,
2002).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Só no caso de maturação elevada

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Aragonês, Touriga Nacional, Trincadeira


e Tinta Barroca.
Douro
• Tinta Roriz ou Aragonês

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Excelente.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca, Touriga Nacional e Alicante
Bouschet.
Douro
• Aragonês ou Tinta Roriz
• É a casta ibérica por excelência, uma das raras variedades a ser valorizada dos dois
lados da fronteira, convivendo em Portugal sob dois apelidos, Aragonês e Tinta Roriz
(o segundo restrito às regiões do Dão e Douro).

• É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes


climas e solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e
Lisboa.

• Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez por
vezes taninosos, aromas frutos silvestres, ameixas e especiarias, num registo
profundo e vivo.

• Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. É


tendencialmente uma casta de lote, beneficiando recorrentemente da companhia das
castas Touriga Nacional e Touriga Franca no Douro, bem como da Trincadeira e
Alicante Bouschet no Alentejo.
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Tinta Roriz ou Aragonez

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Fruta vermelha Cravinho Canela Compota de Fruta Ervas Secas Couro

Clima Fresco Clima Quente


Douro
• Tinta Amarela ou Trincadeira

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Muito Boa.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Tinto Cão,


Aragonês, Tinta Barroca e Touriga Nacional e Alicante
Bouschet.
Douro
Trincadeira ou Tinta Amarela
• Uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território.

• As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande


luminosidade, adaptando-se muito bem ao interior alentejano.

• É uma casta difícil, de produtividade irregular e algo suscetível a bolores nefastos,


mas, nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos.

• Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de


ameixa e amora, e especiarias quando jovens; quando amadurecem desenvolvem
aromas de compotas.

• No seu todo, resultam vinhos elegantes e equilibrados.

• Do lote da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês alentejana ou a Touriga


Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Trincadeira

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Pimenta Cravinho Canela Compota de Fruta Negra Ervas Secas

Clima Fresco Clima Quente


Douro
Outras Castas Tintas Importantes:

• Tinta Francisca
• Bastardo
• Donzelinho Tinto
• Malvasia Preta
• Marufo
• Rufete
• Cornifesto
Douro

Castas Brancas
Douro
- Rabigato

- O aroma é de intensidade mediana, doce, lembrando


flores de laranja com alguns notas mais vegetais,
sendo por vezes duro quando não atinge uma boa
maturação.

- No gosto é equilibrado, fresco, com um gosto frutado


satisfatório. Tem vivacidade e alguma persistência
na boca (Almeida 1990/98).
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Rabigato

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Citrico Flor de Laranjeira Acácia Notas vegetais Mineralidade

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Gouveio

- Dá vinho de cor citrina, frutado, fresco, vivo e com


riqueza ácida.

- A boa graduação alcoólica, associada à acidez que


representa, permite muita boa evolução em garrafa,
dando nessa altura origem a vinhos com um certo corpo,
cor amarelo-palha e frescura admirável, com muita finura
e elegância. (Brites, Pedroso, 2000).
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Gouveio

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Anis

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Viosinho

- A intensidade aromática do seu vinho é boa, com


tipicidade, lembrando cheiros de camomila, ameixa e
outros, formando um frutado bouquet com alguma
complexidade.
- Na boca é envolvente, com acidez mediana, tem um bom
corpo e um agradável aroma retronasal. Ao terminar da
prova, o gosto final decepciona um pouco, devido à sua
fraca acidez, ficando uma sensação final, na boca, plana e
pouco alegre (A. Almeida, 1990/98).
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Viosinho

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Ameixa Amarela Camomila Rosas

Clima Fresco Clima Quente


Douro
Malvasia Fina

Sinónimos Históricos e Oficiais


Assario Branco - Região do Dão

Arinto Galego - Alentejo (Portalegre)

Boal - Madeira
Folha de Prova
• Douro
• Casta: Malvasia Fina

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Cera Mel Noz-Moscada Fumados

Clima Fresco Clima Quente


Douro
- Notas e Curiosidades

-Presença dos vinhos IGP ou DOP


nas prateleiras dos supermercados 10 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 20 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Açores
Açores
Açores

• IGP Açores
Portaria n.º 853/2004 de 19 de Julho
Açores
• IGP Açores
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%


Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Açores

• O arquipélago dos Açores foi descoberto em 1427 por Diogo Alves.

• Frei Pedro Gigante, um franciscano, terá sido o responsável pela


introdução da vinha no Pico.

• O vinho produzido tornou-se famoso e foi largamente exportado,


particularmente o produzido na Ilha do Pico, para todo o Norte da
Europa e até para a Rússia. Depois da revolução bolchevique, em
1917, foram encontradas garrafas de Vinho Verdelho do Pico
armazenadas nas caves dos antigos czares da Rússia.
Açores

• Região de origem vulcânica.

• Vinhas têm que ser plantadas em locais naturalmente abrigados.

• Vinhas protegidas por ação do homem.

• Os “Currais” são muros de pedras onde se plantam as vinhas


que desta forma ficam amparadas do vento e da “ressalga” do
mar.

• Ausência total de mecanização.


Açores
Açores

• Reconhecimento pela
Unesco em 2004 com a
classificação da
Paisagem da Cultura da
Vinha da Ilha do Pico
como Património Mundial.
Açores

Açores
• “ Os Currais”
Açores
Açores
• Clima temperado.

• Temperaturas amenas que variam desde os 16ºC no inverno aos 26ºC no verão.

• As temperaturas do mar sofrem influências da Corrente do Golfo.

• Em média há cerca de três a quatro horas de incidência solar/dia no inverno e


cerca de sete a oito horas/dia no verão.

• Pluviosidade durante todo o ano, mas mais constante e forte no inverno.

• A humidade relativa do ar (média do ano) é de cerca de 75%.

• Raramente chove durante um dia inteiro ou durante vários dias consecutivos.


Açores

Área de vinha apta a DOP e IGP (ha)


180
• Na ilha do Pico o clima é 163,4
um pouco mais seco que
nas restantes ilhas. 135

• Desde o inicio da
90
colonização no séc. XV a
plantação incrementou-se
nesta ilha.
45

14,3 11,0
0
Pico Terceira Graciosa
Açores

• As denominações de Origem Graciosa, Biscoitos (na ilha


Terceira) e Pico criadas em 1994 (Decreto-Lei nº17/94).

• Na Graciosa produz-se vinho branco a partir das castas


Verdelho, Arinto, Terrantez, Boal e Fernão Pires.

• Na ilha Terceira, na região de Biscoitos, as castas Verdelho,


Arinto e Terrantez são utilizadas para elaborar vinho generoso.

• As mesmas castas são plantadas no Pico onde se produz o


generoso da ilha do Pico.
Açores
Açores

• Solos: basaltos ou rochas afins.

• Castas: pelo menos 80% do volume total do mosto deve provir


das castas Arinto dos Açores, Terrantez do Pico e Verdelho.

• O remanescente do volume total de mosto pode provir das


seguintes castas: Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Galego
Dourado, Generosa, Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel Galego
branco, Moscatel Graúdo, Rio Grande, Seara Nova, Sercial e
Viosinho.

• Rendimento máximo por hectare: 70 hl

• Estágio: os vinhos de qualidade só podem ser engarrafados


após estágio mínimo de seis meses.
Açores
Açores

• Arinto dos Açores - castas que tem acidez semelhante à casta Arinto do Continente, mas
trata-se uma casta diferente.

• Terrantez do Pico - casta não tem qualquer relação genética com a Terrantez da Madeira,
que é o Folgazão do Douro, esteve quase extinta.

• Verdelho - casta mais famosa e mais cultivada nos Açores. Pensa-se que será originária da
Sicília ou Chipre e foi levada para os Açores pelos Frades Franciscanos.

Campos experimentais:

• São Miguel para o Terrantez do Pico

• Pico para o Arinto dos Açores

• Graciosa para o Verdelho


Açores
IGP “Açores”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 80

Branco, Espumante 80

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco: 6 meses
Vinho Tinto: 8 meses
Açores
DOP “Biscoitos”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Espumante 70

Branco 70

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco: 6 meses

Brancas: Terrantez da Terceira ou Pico no conjunto ou separadamente com um mínimo de 80%.


Restantes 20% com Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Galego-Dourado, Generosa, Gouveio, Malvasia, Malvasia-Fina
(Boal), Branco, Moscatel Galego, Moscatel Graúdo, Rio Grande, Seara Nova, Sercial (Esgana Cão) e Viosinho.
Açores
DOP “Graciosa”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Espumante 70

Branco 70

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco: 6 meses

Brancas: Terrantez da Terceira ou Pico no conjunto ou separadamente com um mínimo de 80%.


Restantes 20% com Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Galego-Dourado, Generosa, Gouveio, Malvasia, Malvasia-Fina
(Boal), Branco, Moscatel Galego, Moscatel Graúdo, Rio Grande, Seara Nova, Sercial (Esgana Cão) e Viosinho.
Açores
DOP “Pico”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Espumante 70

Branco 70

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco: 6 meses

Brancas: Terrantez da Terceira ou Pico no conjunto ou separadamente com um mínimo de 80%.


Restantes 20% com Arinto, Chardonnay, Fernão Pires, Galego-Dourado, Generosa, Gouveio, Malvasia, Malvasia-Fina
(Boal), Branco, Moscatel Galego, Moscatel Graúdo, Rio Grande, Seara Nova, Sercial (Esgana Cão) e Viosinho.
Açores
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 1 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 15 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Terras da Beira
Terras da Beira
• IGP Terras da Beira
- Portaria Nº 163/2011 de 18 de
Abril

• DOP Beira Interior


- Portaria Nº 165/2005 de 11 de
Fevereiro
Terras da Beira

Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal


Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%
Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%

Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Terras da Beira

• A produção de vinho na região remonta aos tempos dos


Romanos.

• Lagares talhados nas rochas graníticas.

• Século XII- Monges de Cister promoveram grande


incremento na plantação de vinhas.
Terras da Beira
• Cerca de 15.000 ha de vinhas.

• Solos de granito e xisto.

• Os vinhos são influenciados pela montanha, rodeados pelas


serras da Estrela, Marofa e Malcata, e pela altitude com
variações entre os 400 e os 700 metros.

• Precipitação média é da ordem dos 800 a 1000 mm/ano.

• Verões são secos e quentes.

• Invernos são muito frios.


Terras da Beira
DOP Beira Interior
• Pinhel

- Altitude média 650m; continentalidade; Rufete(t), Marufo (t); Fonte Cal (b); Síria
(b); Fernão Pires (b); Malvasia (b).

• Figueira de Castelo Rodrigo

- Planalto (600-700m); precipitação baixa; vinhos brancos (70% da produção);


“Companhia das Quintas”; vinhos base para espumantes; Rufete(t), Marufo(t);
Fonte Cal (b); Síria (b).

• Cova da Beira

- Clima de influência mediterrânica e continental; Cooperativas do Fundão e da


Covilhã.
Terras da Beira
DOP Beira Interior
•Limite de 55 hl/ha
•Tintos: Uvas tintas; curtimenta e maceração intensa.
•Palhetes:curtimenta parcial de uvas tintas ou de curtimenta conjunta de uvas tintas
e brancas; não podendo as uvas brancas ultrapassar 15% do total.
•Claretes:semelhantes aos palhetes, mas as uvas brancas não podem ultrapassar
45% do total.
•Brancos: “Bica Aberta” ou ainda por um processo de maceração muito leve das
uvas.
•Rosados: vinificação de uvas tintas ou de uma mistura de uvas brancas e tintas em
que as brancas não excedam 30% do total.
•Espumantes: Método tradicional.
Terras da Beira

DOP Beira Interior

•Vinhos brancos de grande exuberância aromática e muita frescura.


•Vinhostintos são mais complexos, com aromas a especiarias e
frutos vermelhos tendo grande frescura que lhe é dada
essencialmente devido à altitude a que estes vinhos são produzidos.
Terras da Beira
DOP Beira Interior

Principais castas tintas:

• Aragonês (Tinta Roriz)


• Touriga Franca
• Touriga Nacional
• Marufo
• Rufete
Terras da Beira
• Marufo
Terras da Beira
Marufo

• Tipo
de vinho: vinho tinto de qualidade, vinho rosado aromático nobre e algum
potencial para espumante.
• Acidez Natural: em média 6g/l acidez total
• Lote:
historicamente, com Síria (branca) para vinho rosado; actualmente, com
Rufete.
• Caracterizaçãohabitual do vinho: cor pouco carregada, rosado até rubi, macio
e agradável na boca, com aroma floral, de sabor frutado, a groselhas.
Folha de Prova
• Beira Interior
• Casta: Marufo

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Groselha Cereja Floral Caramelo Toffee

Clima Fresco Clima Quente


Terras da Beira
• Rufete
Terras da Beira
Rufete (Tinta Pinheira)
•Casta produtiva bem adaptada à Beira Interior.
•Grau alcoólico provável do mosto: baixo/médio (11-12% vol, bom para vinhos
rosados).
•Acidez Natural: média (4-6g/l de acidez total).
•Caracterização habitual do vinho: vinhos de cor rubi (abertos), aroma floral,
sabor herbáceo e estrutura ligeira.
Folha de Prova
• Beira Interior
• Casta: Rufete

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Acácia Rosa Lavanda Camomila Tília Jasmin

Clima Fresco Clima Quente


Terras da Beira
DOP Beira Interior

Principais castas brancas:

• Malvasia
• Arinto
• Síria
• Fonte Cal
Terras da Beira
Síria (Roupeiro; Côdega)

Síria (Crato Branco)


* Algarve
Terras da Beira
Síria (Roupeiro; Côdega)

• Lote: Arinto, Antão Vaz, Sercial, Rabigato, Cerceal Branca.

• Potencial para vinho elementar: vinho jovem, muito agradável.

• Caracterização habitual do vinho: os vinhos obtidos


apresentam notas de frutos tropicais pouco maduros e de citrinos.
Acidez refrescante . Bâtonnage pode originar vinhos com mais textura.
Folha de Prova
• Beira Interior
• Casta: Síria

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Laranja Pêssego Melão Louro Flores Silvestres

Clima Fresco Clima Quente


Terras da Beira
Fonte Cal

• A casta Fonte Cal é oriunda da Beira Interior, sendo essencialmente aí plantada,


particularmente na zona de Pinhel.

• É uma casta de boa produção e de adaptação fácil a quaisquer condições climáticas.

• Apresenta cachos médios e muito compactos com bagos verde amarelados.

• Nos vinhos produzidos a partir desta casta dominam os aromas florais e frutados, a
boa acidez e um sabor agradável e bem estruturado.

• A casta Fonte Cal é mais utilizada como casta de lote, especialmente com a casta
Arinto.
Folha de Prova
• Beira Interior
• Casta: Fonte Cal

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Maça Verde Flor de Laranjeira Floral Pêra

Clima Fresco Clima Quente


Terras da Beira
IGP “Terras da Beira”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 90

Branco 85

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Terras da Beira
DOP “Beira Interior”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 55

Branco 55

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Terras da Beira
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 4 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu perfil 19,5 Valores


sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Trás-Os-Montes
Trás-Os-Montes

- História

-O cultivo da vinha e a produção de vinho na


Região de Trás-os-Montes tem origem secular,
estando esta intrinsecamente marcada nas
suas rochas, uma vez que por toda a região
existem vários lagares cavados na rocha de
origem Romana e Pré-Romana.

-A existência de vinhas velhas com castas


centenárias marca também de uma forma muito
peculiar a qualidade reconhecida dos vinhos
desta região.
Trás-Os-Montes

Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal


Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%


Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%


Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%

Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%

Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Trás-Os-Montes
Trás-Os-Montes

IGP Transmontano
Portaria n.º 1204/2006).

Sub-Região Chaves
Sub-Região Valpaços
Sub-Região Planalto Mirândes
Trás-Os-Montes

IGP Transmontano

-Solos

-Solos Litólicos não


húmicos de granitos e
solos mediterrânicos
pardos ou vermelhos de
xisto, materiais argiláceos,
de gneisses ou outros.
Trás-Os-Montes

IGP Transmontano
-Clima
-Clima temperado de características
continentais, as temperaturas são muito
baixas no Inverno, contudo no Verão são
bastante elevadas.

-Na zona das montanhas ocidentais as


precipitações médias anuais situam-se
entre os 2500 mm e no interior da região
o valor decresce para 1500 mm.
Trás-Os-Montes
Sub-Região Chaves

-Localizada na fronteira com Espanha para


Norte, e famosa pelas suas águas termais, as
vinhas situam-se nas encostas de pequenos
vales, correndo em direção ao vale do Rio
Tâmega.

-Nesta sub-Região, os solos são


essencialmente graníticos com várias
manchas de xisto, a altitude ronda os 350 a
400m e verifica-se a incidência de valores
elevados de pluviosidade e teores elevados de
humidade relativa.
Trás-Os-Montes
Sub-Região Valpaços

-A sub-região de Valpaços, amplamente reconhecida


pela produção de vinhos que remontam a tempos
romanos, tal presença está intrinsecamente marcada
nas rochas o maior número de lagares cavados na
rocha até hoje identificados.

-Nesta Sub-Região, os solos apresentam diferenças


significativas, ocorrendo uma maior incidência de
manchas de xisto, existindo muitas zonas de
transição com solos graníticos, a altitude ronda os
450 a 650 m.

-No que se refere ao clima, verifica-se a ocorrência


de temperaturas mais elevadas durante o verão e
valores mais baixos de humidade relativa, bem como
valores inferiores de pluviosidade.
Trás-Os-Montes
Sub-Região Planalto Mirandês

-Localizada no sudeste da Região de Trás-os-Montes,


na sub-região do Planalto Mirandês é o rio Douro que
influência o cultivo da vinha.

-Nesta, os solos são essencialmente xistosos, a


altitude ronda os 350 a 600 m, verificando-se a
ocorrência de grandes amplitudes térmicas e muito
baixos teores de humidade relativa, bem como a
incidência de ventos, tais características, associadas
ao tradicional modo de condução da vinha em taça,
ou cabeça de salgueiro, permitem um maior controlo
da vinha, inibindo o desenvolvimento de certas
doenças e permitindo desta forma uma viticultura
praticamente biológica
Trás-Os-Montes
- Rabigato

- O aroma é de intensidade mediana, doce, lembrando


flores de laranja com alguns notas mais vegetais,
sendo por vezes duro quando não atinge uma boa
maturação.

- No gosto é equilibrado, fresco, com um gosto frutado


satisfatório. Tem vivacidade e alguma persistência
na boca (Almeida 1990/98).
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Rabigato

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Citrico Flor de Laranjeira Acácia Notas vegetais Mineralidade

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Gouveio

- Dá vinho de cor citrina, frutado, fresco, vivo e com


riqueza ácida.

- A boa graduação alcoólica, associada à acidez que


representa, permite muita boa evolução em garrafa,
dando nessa altura origem a vinhos com um certo
corpo, cor amarelo-palha e frescura admirável, com
muita finura e elegância. (Brites, Pedroso, 2000).
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Gouveio

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Anis

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Viosinho

- A intensidade aromática do seu vinho é boa, com


tipicidade, lembrando cheiros de camomila, ameixa e
outros, formando um frutado bouquet com alguma
complexidade.

- Na boca é envolvente, com acidez mediana, tem um bom


corpo e um agradável aroma retronasal. Ao terminar da
prova, o gosto final decepciona um pouco, devido à sua
fraca acidez, ficando uma sensação final, na boca, plana
e pouco alegre (A. Almeida, 1990/98).
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Viosinho

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Ameixa Amarela Camomila Rosas

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Códega de Larinho

- Casta de vigor e produtividade médios, sendo sensível ao míldio e pouco sensível ao oídio e à
podridão cinzenta.
- O cacho é grande e compacto, com bago de tamanho médio, arredondado, de cor amarelada,
com película medianamente espessa, polpa suculenta.
- É uma casta de maturação média, os mostos possuem um potencial alcoólico médio e uma
acidez baixa.
- O vinho apresenta-se normalmente de cor citrina com aroma bastante complexo, frutado
intenso (frutos tropicais) e floral.
- Na boca mostra algum défice em frescura (pouco ácido), compensado com um excelente
perfil aromático e grande persistência. Normalmente, uma correção ácida melhora o perfil
gustativo destes vinhos.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Códega de Larinho

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Pêra Maça Verde Rosas Pêssego Damasco Melão

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Outras castas Brancas
importantes:

- Malvasia-Fina

- Donzelinho Branco

- Síria
Trás-Os-Montes
• Tinta Amarela ou Trincadeira

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Muito Boa.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Tinto Cão,


Aragonês, Tinta Barroca e Touriga Nacional e Alicante
Bouschet.
Trás-Os-Montes
Trincadeira ou Tinta Amarela
• Uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território.

• As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande


luminosidade, adaptando-se muito bem ao interior alentejano.

• É uma casta difícil, de produtividade irregular e algo suscetível a bolores nefastos,


mas, nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos.

• Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de


ameixa e amora, e especiarias quando jovens; quando amadurecem desenvolvem
aromas de compotas.

• No seu todo, resultam vinhos elegantes e equilibrados.

• Do lote da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês alentejana ou a Touriga


Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Tinta Amarela ou Trincadeira

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Pimenta Cravinho Canela Compota de Fruta Negra Ervas Secas

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Touriga Nacional

- O aroma é macio, redondo e quente, lembrando frutos silvestres


vermelhos escuros, quase pretos, muito maduros, com algumas
passagens florais de predominância para violeta, mostrando nos
bons anos um excelente perfume doce, semelhante ao da esteva.»
(N. Almeida, 1990/98).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Muito elevada, com


particular aptidão para envelhecimento em madeira.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Touriga Nacional

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Violeta Mirtilo Ameixa Hortelã Ardósia Molhada

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Touriga Franca

- O aroma é geralmente intenso, com um toque floral evidente a rosas e um


aroma frutado a esteva apenas nos bom anos.

- É um vinho com taninos e fruta bem equilibrados, mas sem ser excepcional.
No final da boca deixa um gosto bastante frutado e persistente. Enche bem a
boca, dando a sensação de vinho encorpado e de boa estrutura, mas com
pouca elegância (Almeida, 1990/98, Douro).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente Boa.

- Recomendação para Lote: Touriga Nacional, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca, podendo ser utilizada como monovarietal.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Touriga Franca

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Fruta Negra Violeta Floral Rosa Esteva

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
• Tinta Roriz ou Aragonês

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Excelente.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca, Touriga Nacional e Alicante
Bouschet.
Trás-Os-Montes
• Aragonês ou Tinta Roriz
• É a casta ibérica por excelência, uma das raras variedades a ser valorizada dos dois
lados da fronteira, convivendo em Portugal sob dois apelidos, Aragonês e Tinta Roriz
(o segundo restrito às regiões do Dão e Douro).

• É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes


climas e solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e
Lisboa.

• Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez por
vezes taninosos, aromas frutos silvestres, ameixas e especiarias, num registo
profundo e vivo.

• Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. É


tendencialmente uma casta de lote, beneficiando recorrentemente da companhia das
castas Touriga Nacional e Touriga Franca no Douro, bem como da Trincadeira e
Alicante Bouschet no Alentejo.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Tinta Roriz ou Aragonez

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Fruta vermelha Cravinho Canela Compota de Fruta Ervas Secas Couro

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Bastardo

- O aroma desta casta é muito característico, lembrando


frutos e bagas silvestres quando jovem, evoluindo para
composições aromáticas mais complexas, com notas
de fumo, café, erva seca, ameixas secas e tabaco. Ao
longo do envelhecimento, os vinhos ganham aromas
mais complexos e profundos.

- Com 10 anos ou mais de estágio, surgem aromas de


madeira, mesmo em vinhos que nunca os tiveram
antes. (Loureiro, 2002).
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Bastardo

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Bagas Silvestres Fumo Café Ervas Secas Ameixas Secas Tabaco

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Tinta Carvalha

- Vinho de cor pouco carregada, de rosado até rubi,


macio e agradável na boca, com pouco aroma, de
sabor possivelmente um pouco áspero, sem
persistência.

- Envelhecimento menos favorável, mas com


interesse como casta de lote.

- A casta é pouco adaptável a outras regiões, como a


Beira Interior ou às zonas marginais de Trás-os-
Montes, apresentando vinhos menos favoráveis.
Vinho tinto de reduzido interesse fora da sua região
de origem e em anos menos favoráveis.
Folha de Prova
• Trás-Os-Montes
• Casta: Tinta Carvalha

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Bagas Silvestres Mirtilo Cereja Mineralidade

Clima Fresco Clima Quente


Trás-Os-Montes
- Tinta Gorda - Planalto Mirândes

- Casta de porte semi-erecto, vigor e produtividade médios, é pouco sensível ao


míldio e ao oídio e sensível à podridão cinzenta.

- Casta de maturação tardia. Os mostos possuem um potencial alcoólico baixo e


uma acidez fixa média.

- Os vinhos apresentam uma intensidade de cor baixa (rubi aberto), aroma


simples de leve frutos vermelhos.

- Possui uma estrutura/potencial de envelhecimento baixo.


Trás-Os-Montes
IGP “Transmontano”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 75

Branco 75

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Trás-Os-Montes
DOP “Trás-Os-Montes”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 55

Branco 55

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Trás-Os-Montes
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 3 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 15 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Dão
Dão
- IGP Dão

- Besteiros
- Alva
- Serra da Estrela
- Castendo
- Terras de Senhorim
- Terras de Azurara
- Silgueiros

DOP - Dão
DOP - Lafões
Dão
- IGP Dão Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Dão
- DOP Dão

- A área geográfica de produção DO "Dão", situada no centro


Norte de Portugal, num enclave montanhoso, encontra-se
rodeada a Poente pelos picos do Caramulo e do Buçaco e a
Norte e Leste pelas imponentes serras da Nave e da Estrela que
constituem uma barreira importante às massas húmidas do litoral
e aos ventos agrestes continentais.
Dão
- DOP Dão

- Nesta região, as vinhas predominam entre as cotas de 400-500 m,


indo no entanto até aos 800 m.

- Possui solos graníticos geralmente de baixa fertilidade, com


afloramentos xistosos a Sul e a Poente.

- Possui um clima que embora sendo temperado, é, no entanto,


bastante frio e chuvoso no Inverno e, frequentemente, muito seco e
quente no Verão, as temperaturas podem atingir os 30ºC e a
pluviosidade é escassa.

- São os meses de Novembro e Dezembro que apresentam uma


precipitação mais elevada.
Dão
- DOP Lafões
-Um pouco a Norte da região do Dão, podem ser produzidos os
vinhos com a DO “Lafões".

-Os solos, de origem granítica com manchas de xistos pré-


câmbricos, são frequentemente húmicos e férteis.

-A região, contudo, apresenta algumas semelhanças com a região


dos Vinhos Verdes, quer pelo tipo de condução das videiras que
se encontram nos campos de cultura a servir de bordaduras,
encostadas a "uveiras", em latadas ou ramadas, predominando
desta forma a vinha alta, quer pelas características do vinho
branco (pouco alcoólico, rico em ácido málico e bastante frutado)
e do vinho tinto, com boa capacidade de envelhecimento.
Dão
- Castas
Dão
- Castas Tintas
- Alfrocheiro
- Alvarelhão
- Aragonês (Tinta Roriz)
- Bastardo
- Jaen
- Rufete
- Tinto Cão
- Touriga Nacional
- Trincadeira (Tinta Amarela)
Dão
- Touriga Nacional

- O aroma é macio, redondo e quente, lembrando frutos silvestres


vermelhos escuros, quase pretos, muito maduros, com algumas passagens
florais de predominância para violeta, mostrando nos bons anos um
excelente perfume doce, semelhante ao da esteva.» (N. Almeida,
1990/98).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Muito elevada, com


particular aptidão para envelhecimento em madeira.

- Recomendação para Lote: Touriga Franca, Aragonês, Tinto Cão,


Trincadeira e Tinta Barroca.
Folha de Prova
• Dão
• Casta: Touriga Nacional

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Violeta Mirtilo Ameixa Hortelã Ardósia Molhada

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Alfrocheiro

- Especialmente os vinhos jovens, que apresentam uma


cor granada intensa, com reflexos violáceos, um aroma
frutado forte e um sabor delicado, onde os taninos
macios e cheios estão em grande equilíbrio com acidez,
permitem um beber agradável e fácil.

- Com a idade, os vinhos evoluem depressa, tanto na cor,


que passa a vermelho rubi, como no aroma, que perde
as notas de fruta e ganha complexidade» (Laureano,
1999).
Folha de Prova
• Dão
• Casta: Alfrocheiro

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Morango Frutos Silvestres Mirtilo vermelho Ameixa Amora

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Jaen

- Sensorialmente, a casta tem aroma floral, evoluindo


para frutado com notas de morango.
- Vinho para consumir novo, com envelhecimento muito
rápido.
- Os vinhos, para envelhecer, necessitam da pujança da
Touriga Nacional e de um pouco de acidez da Rufete ou
Alfrocheiro (V. Loureiro, 2002).
- O seu aroma é intenso e delicado, lembrando amoras e
mirtilos, o que torna a casta preciosa. Apesar de um
pouco rústico, o carácter do seu aroma e a persistência
que deixa na boca tornam estes vinhos
inesquecíveis» (Loureiro, 2002).
Folha de Prova
• Dão
• Casta: Jaen

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Violeta Rosas Lavanda Morango Groselha Vermelha

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Castas Brancas - Barcelo
- Bical
- Cercial
- Encruzado
- Malvasia Fina
- Rabo de Ovelha
- Terrantez
- Uva Cão
- Verdelho
Dão
- Encruzado

- Surpreende pela elegância e complexidade dos seus aromas,


onde são perceptíveis algumas notas vegetais de pimenta verde,
algumas notas florais de rosa e violetas, algumas notas minerais
de pederneira e notas frutadas de limão a que se associam, mais
tarde, com o envelhecimento, aromas e sabores de avelã, pinhão
e resina de pinheiro (Loureiro, 2002).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Grande longevidade


até várias décadas.

- Recomendação para Lote: Bical


Folha de Prova
• Dão
• Casta: Encruzado

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Vegetal Pimenta Verde Rosas Mineral Resina Pinheiro Avelã

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Bical

- Produz vinhos de cor citrina, muito frutados, finos, alcoólicos,


macios e equilibrados. Têm muito bons resultados quando
estagiados em cascos de carvalho novo (Brites/Pedroso 2000).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente boa.

- Recomendação para Lote: Cerceal Branco, Arinto e Uva Cão.


Folha de Prova
• Dão
• Casta: Bical

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Toranja Maçã Verde Damasco Pêssego Melão Maracujá

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Cerceal Branco

- De elevada acidez, aroma discreto e enorme capacidade de


envelhecimento (Prof. Loureiro – 2002).

- Vinho de cor citrina, aroma frutado, vivo e atraente na boca, com


acidez refrescante, levemente encorpado com final harmonioso
e equilibrado (Cardoso – 1991).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente boa.

- Recomendação para Lote: Gouveio e Malvasia Fina.


Folha de Prova
• Dão
• Casta: Cerceal Branco

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Lima Limão Maçã Verde Pêra Mineralidade

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Verdelho

- Vinho de aspecto cítrico, com aroma de frutas exóticas, bem


estruturado e equilibrado. O vinho tem boa persistência na boca
e aptidão para envelhecimento. Pode ser utilizado como vinho
de mesa adamado, vinho generoso, mas também como vinho de
qualidade, seco.

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente boa.


Folha de Prova
• Dão
• Casta: Verdelho

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Maçã Verde Nectarina Pêssego Ananás Maracujá

Clima Fresco Clima Quente


Dão
- Terrantez

- Vinhos de cor citrina, frutados, frescos, vivos e com riqueza


ácida. Por ser das castas que apresentam, normalmente, baixas
graduações alcoólicas, origina geralmente vinhos com um certo
desequilíbrio ácido. É utilizada quase sempre misturada com
outras castas» (Brites, 2000).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Longevidade muito


elevada.

- Recomendação para Lote: Bical e Malvasia Fina.


Folha de Prova
• Dão
• Casta: Terrantez

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Lima Limão Maçã Verde Toranja Pêra

Clima Fresco Clima Quente


Dão
IGP “Terras do Dão”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (Kg/ha)

Tinto 18.000 kg/ha

Branco 20.000 kg/ha

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Dão
DOP “Dão”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 80

Branco 100

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto: 8 meses
Dão
DOP “Lafões”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 60

Branco 65

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto: 6 meses

Tintas: Amaral, Jaen, devendo a Amaral estar representada com pelo menos 40% do encepamento.

Brancas: Arinto e Cercial, no conjunto ou separadamente com um mínimo de 85%, devendo a Arinto estar com 50%, Dona-Branca,
Sercial (Esgana Cão), Rabo-de-Ovelha.
Dão
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 9 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 19,5 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Bairrada
Bairrada
- IGP Beira Atlântico
DOP Bairrada
Bairrada
Bairrada
- IGP Beira Atlântico
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%


Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%
Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%
Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%
Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%
Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%
Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%
Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%
Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%
Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%
Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%
Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%
Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%
Bairrada

-A produção de vinho na região remonta ao tempo dos Romanos,


fazendo disso prova os diversos lagares talhados nas rochas
graníticas (lagares antropomórficos), onde na época o vinho era
produzido.

-Existem referências documentadas dos séculos X e XI.

-A tradição destes vinhos remonta ao reinado de D. Afonso


Henriques que autorizou a plantação das vinhas na região, com a
condição de ser dada uma quarta parte do vinho produzido.
Bairrada

-Já nos reinados de D. João I e de D. João III, foram tomadas


medidas de protecção para os vinhos desta área do País, dadas a
sua qualidade e importância social e económica.

-Estendendo-se desde o Minho até à Alta Estremadura, é uma


região de agricultura predominantemente intensiva e multicultural,
de pequena propriedade, onde a vinha ocupa um lugar de
destaque e a qualidade dos seus vinhos justifica o reconhecimento
da DOP “Bairrada”.
Bairrada
- Os solos são de diferentes épocas geológicas, predominando os
terrenos pobres que variam de arenosos a argilosos,
encontrando-se também, com frequência, franco-arenosos.

- A vinha é cultivada predominantemente em solos de natureza


argilosa e argilo-calcária.

- Os Invernos são longos e frescos e os Verões quentes,


amenizados por ventos de Oeste e de Noroeste, que com
maior frequência e intensidade se fazem sentir nas regiões
mais próximas do mar.
Bairrada

- A região da Bairrada situa-se entre Águeda e Coimbra,


delimitada a Norte pelo rio Vouga, a Sul pelo rio Mondego, a
Leste pelas serras do Caramulo e Buçaco e a Oeste pelo
oceano Atlântico.

- É uma região de orografia maioritariamente plana, com vinhas


que raramente ultrapassam os 120 metros de altitude, que,
devido a sua planura e a proximidade do oceano, goza de um
clima temperado por uma fortíssima influência atlântica, com
chuvas abundantes e temperaturas medias comedidas.
Bairrada
- IGP Beira Atlântico

Solos
- Os solos são principalmente
de argila pesada com um
conteúdo alto de calcário
Bairrada
- IGP Beira Atlântico
Clima

- O Clima é ameno, com invernos


chuvosos e verões moderadamente
quentes, é fortemente influenciado pelo
m a r. N a s e g u n d a q u i n z e n a d e
Setembro, a vindima pode ser afectada
pelo início da temporada de chuvas,
podendo as chuvas danificar as uvas
que têm maturação tardia.
Bairrada

- Com o desenvolvimento da viticultura e das técnicas


de vinificação modernas, tais como o esmagamento
suave, o desengace e o controlo de temperatura, os
vinhos que antes eram incrivelmente tânicos e tinham
acidez elevada, são agora suaves e frutados,
apropriados para se beber jovens.

- Contudo há também exemplos que contam com


estrutura suficiente para oferecer um bom potencial
de envelhecimento.
Bairrada

- As práticas culturais devem ser as tradicionais na região ou as


recomendadas pela CVB.

- As vinhas destinadas à elaboração dos vinhos e dos produtos


vitivinícolas com direito à DOP Bairrada devem ser conduzidas
em cordão livre ou em forma de cordão semi-livre e a densidade
de plantação deve ser superior a 3.000 plantas/ha.

- Os vinhos e produtos vitivinícolas Bairrada devem provir de


vinhas com pelo menos 4 anos de enxertia.
Bairrada

- Denominação “Clássico” é um vinho de corte feito a


partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro,
Camarate, Castelão e a Baga, que no entanto tenha
pelo menos 50% da casta Baga, e terão de provir de um
mosto com título alcoométrico volúmico natural e de pelo
menos 12,5%.

- A denominação de DOP Bairrada tem tido em conta as


necessidades do mercado e agora admite também as
castas Touriga Franca, Merlot e Pinot Noir, Syrah,
Cabernet Sauvignon, Petit Verdot.
Bairrada

Castas Tintas
Bairrada
- Castas Tintas “Clássicas”
- Alfrocheiro
- Tinta Roriz
- Baga
- Bastardo
- Cabernet Sauvignon
- Camarate
- Castelão
- Jaen
- Merlot
- Petit Verdot
- Pinot Noir
- Rufete
- Syrah
- Tinta Barroca
- Tinto Cão
- Touriga Franca
- Touriga Nacional
Bairrada
- Baga

- Os vinhos apresentam cor intensa, rubi ou granada, por vezes com tons
violáceos.

- O aroma é muito frutado, com notas de amora, compota, mel e cânfora.

- Na boca, os vinhos de Baga jovem são, frequentemente, um pouco


delgados, com taninos fortes e pouco cobertos. Com uma maturação
correcta, os taninos arredondam e os vinhos ganham volume e
persistência (Cardoso, 2005).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Excelente.

- Recomendação para Lote: Touriga Nacional e Syrah

*Casta de produções muito elevadas.


Folha de Prova
• Bairrada
• Casta: Baga

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Amora Mirtilo azul Compota de Frutos Negros Cera Mel Cânfora

Clima Fresco Clima Quente


Bairrada

Castas Brancas
Bairrada
- Castas Brancas “Clássicas”

- Arinto
- Bical
- Cercial
- Chardonnay
- Maria Gomes (Fernão Pires)
- Pinot Blanc
- Rabo de Ovelha
- Sauvignon Blanc
- Sercialinho
- Verdelho
- Viognier
Bairrada
- Bical

- Produz vinhos de cor citrina, muito frutados, finos, alcoólicos, macios


e equilibrados, a acidez é alta e aromas maduros a pêssego e pera.

- Têm muito bons resultados quando estagiados em cascos de


carvalho novo (Brites/Pedroso 2000).

- Capacidade de envelhecimento do vinho: Geralmente Boa.

- Recomendação para Lote: Cerceal Branco, Arinto e Uva Cão.


Folha de Prova
• Bairrada
• Casta: Bical

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Toranja Maçã Verde Pêra Pêssego Melão Maracujá

Clima Fresco Clima Quente


Bairrada

• Maria Gomes (Fernão Pires)


Bairrada
- Maria Gomes (Fernão Pires)

- Integra-se na família de castas aromáticas como a Alvarinho, a


Loureiro e a Moscatel.

- Casta branca mais cultivada em Portugal.

- Perfil aromático e gustativo: aromas cítricos maduros e notas


florais de mimosa, tília e laranjeira.

- Grande capacidade produtiva; casta polémica, havendo quem a


critique por dar vinhos demasiados planos, por falta de acidez, e
de estar muito sujeita à oxidação.
Folha de Prova
• Bairrada
• Casta: Maria Gomes / Fernão Pires

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Tanjerina Laranja Floral Flor de Laranjeira Tília Rosas Mel

Clima Fresco Clima Quente


Bairrada
DOP “Bairrada”
Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)
Tinto 80
Branco 100
Tinto “Clássico” 55
Branco “Clássico” 55
Espumante 120

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco: 12 meses, (6 meses em garrafa)
Vinho Tinto Clássico: 30 meses, (12 meses em garrafa)
Espumante: 9 meses.
Bairrada
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 7 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 20 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Bairrada

Espumantes
Bairrada

- A região da Bairrada é também conhecida pelos seus


espumantes, nomeadamente da casta Bical.

- Na preparação dos vinhos espumantes com direito a DOC


Bairrada, o método tecnológico a utilizar é o de fermentação
clássica em garrafa, (método clássico).

- Os vinhos espumantes estão sujeitos a estágios de 9 meses


antes da comercialização.
Vinho Verde
Vinho Verde
- História
-Reza a história que terão sido os Vinhos Verdes os primeiros vinhos
portugueses exportados para os mercados europeus.

-Nos séculos XVI e XVII, os vinhos do Vale do Minho e do Vale do Lima


eram regularmente transportados para o Norte da Europa nos mesmos
barcos que traziam o bacalhau e produtos manufacturados para sul.
Vinho Verde
• Minho (Vinho Verde)
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%


Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%

Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%

Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%

Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%


Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Vinho Verde
IGP Minho

Sub-Regiões
Monção
Lima
Cávado
Ave
Sousa
Basto
Amarante
Baião
Paiva
Vinho Verde
- Solos
- A maior parte da região
apresenta solos de formação
granítica, no entanto existe
uma faixa de silúrico que
atravessa a região e onde
existem formações
carboníferas e de lousa.
- Há também uma zona da
região que apresenta solos
de xisto.
Vinho Verde
- Clima
- Clima com forte influência
atlântica. Os valores de
precipitação anual são
bastantes elevados e as
temperaturas apresentam
poucas variações ao longo
do ano. A humidade
atmosférica é elevada devido
à pluviosidade e aos ventos
marítimos.
Vinho Verde
-Monção
-Integra os concelhos de Monção e Melgaço.

-A sub-região de Monção e Melgaço possui um microclima muito particular, sendo


exclusiva nas castas Alvarinho (branca) e Pedral (tinta) e divide com a sub-região de
Baião a recomendação para o Alvarelhão (tinta), três castas de maturação precoce.

-Nesta sub-região os solos são de origem granítica, existindo em alguns locais faixas
com calhau rolado.

-Este microclima caracteriza-se por Invernos frios com precipitação intermédia, ao passo
que os Verões são bastante quentes e secos, o que denota uma influência atlântica
limitada. A sub-região desenvolveu-se à volta da margem sul do rio Minho numa zona de
meia encosta. Os vinhos extremes da casta Alvarinho são o ex-libris da sub-região de
Monção e Melgaço.
Vinho Verde
-Monção
Vinho Verde
-Amarante
-Integra os concelhos de Amarante e Marco de Canaveses.

-Localizada no interior da Região, a sub-região de Amarante encontra-se


protegida da influência do Atlântico e a uma altitude média elevada, pelo que as
amplitudes térmicas são superiores à média da Região e o Verão mais quente.
Estas condições favorecem o desenvolvimento de algumas castas de maturação
mais tardia: Azal e Avesso (brancas), Amaral e Espadeiro (tintas).

-O solo é granítico, tal como na maior parte da Região. Os vinhos brancos


apresentam habitualmente aromas frutados e um título alcoométrico superior à
média da Região. Mas é dos tintos que vem a fama da sub-região de Amarante,
uma vez que as condições edafo-climáticas referidas favorecem uma boa
maturação das uvas, sobretudo da casta Vinhão, o que permite obter vinhos com
cor carregada e muito viva, apreciada pelo consumidor regional.
Vinho Verde
-Amarante
Vinho Verde
-Ave
-Integra os concelhos de Vila Nova de Famalicão, Fafe, Guimarães, Santo Tirso, Trofa,
Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e o concelho de
Vizela, com excepção das freguesias de Vizela (Santo Adrião) e Barrosas (Santa
Eulália).

-Na sub-região do Ave, a vinha está implantada um pouco por toda a bacia hidrográfica
do rio Ave, numa zona de relevo bastante irregular e baixa altitude, pelo que fica mais
exposta a ventos marítimos.

-O clima caracteriza-se por baixas amplitudes térmicas e índices médios de


precipitação. Neste contexto, esta sub-região é sobretudo uma zona de produção de
vinhos brancos, com uma frescura viva e notas florais e de fruta citrina. Por toda a sub-
região encontram-se as castas Arinto e Loureiro, adequadas a este tipo de clima ameno,
devido a maturação média, nem precoce nem tardia. Há ainda a considerar a casta
Trajadura que, por amadurecer precocemente, é mais macia, completando na perfeição
um lote de vinho com Arinto e Loureiro.
Vinho Verde
-Ave
Vinho Verde
-Baião
-Integra os concelhos de Baião, Resende (excepto a freguesia de Barrô) e Cinfães
(excepto as freguesias de Travanca e Souselo).

-A sub-região de Baião encontra-se na Região dos Vinhos Verdes, no seu limite com a
Região Demarcada do Douro.

-Localiza-se no interior da Região a uma altitude intermédia, condições que criam um


clima menos temperado, com Invernos mais frios e menos chuvosos, e meses de Verão
mais quentes e secos. Estas características permitem o amadurecimento correto das
castas de maturação mais tardia, por exemplo o Azal e o Avesso (brancas) e o Amaral
(tintas), com maiores exigências de calor no final do ciclo.

-Esta sub-região tem-se afirmado na produção de vinhos brancos de grande


notoriedade a partir da casta Avesso, juntando aroma intenso e frutado a uma acidez
viva.
Vinho Verde
-Baião
Vinho Verde
-Basto

-Integra os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e


Ribeira de Pena.

-A sub-região de Basto é a mais interior da Região, encontrando-se a uma altitude


média elevada, estando por isso resguardada dos ventos marítimos.

-O clima é mais agreste, Inverno frio e muito chuvoso e o Verão bastante quente e seco,
favorecendo castas de maturação tardia como é o Azal (branca), o Espadeiro e o Rabo-
de-Anho (tintas). É nesta zona que a casta Azal atinge o seu máximo potencial e permite
obter vinhos muito particulares, com aroma a limão e maçã verde, muito frescos. Existe
ainda uma considerável produção de Vinhos Verdes tintos que apresentam muita
vinosidade e uma boca cheia e fresca.
Vinho Verde
-Basto
Vinho Verde
-Cávado
-Integra os concelhos de Esposende, Barcelos, Braga, Vila Verde, Amares e Terras de
Bouro.

-Na sub-região do Cávado a vinha está localizada um pouco por toda a bacia
hidrográfica do rio que lhe deu o nome, bastante exposta aos ventos marítimos, numa
zona de relevo irregular e a uma baixa altitude. Estes fatores implicam um clima ameno,
sem grandes amplitudes térmicas e com uma pluviosidade média anual intermédia.

-Nesta sub-região além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem
xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa.

-Este clima é adequado à produção de vinhos brancos, sobretudo das castas Arinto,
Loureiro e Trajadura, que se adaptam na perfeição a estas condições. São vinhos com
uma acidez moderada e notas de frutos citrinos e pomóideas (maçã madura e pêras).
Os vinhos tintos produzidos no vale do Cávado são na sua maioria lotes de Vinhão e
Borraçal, apresentam uma cor intensa vermelho granada e revelam aromas a frutos
frescos. Na boca evidenciam toda a frescura climática da sub-região onde são
produzidos
Vinho Verde
-Cávado
Vinho Verde
-Lima
-Integra os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

-Em termos de amplitudes térmicas a sub-região do Lima está numa posição intermédia
relativamente às restantes sub-regiões. No entanto, é onde a precipitação atinge valores mais altos.

-A altitude a que a vinha se encontra plantada é variável e aumenta do litoral para o interior, onde o
relevo também é mais irregular, originando alguns microclimas no interior do vale do Lima, existindo
por vezes referências a baixo Lima e alto Lima.

-Tal como na sub-região do Cávado, além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem
xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa. Os vinhos brancos mais afamados
desta sub-região são produzidos a partir da casta Loureiro. Os aromas são finos e elegantes e vão
desde o citrino (limão) até ao floral (rosa). As castas Arinto e Trajadura encontram-se também bem
disseminadas neste local, pois adaptam-se bem a climas amenos influenciados pelos ventos
marítimos. Os vinhos tintos são produzidos principalmente a partir da casta Vinhão e Borraçal.
Habitualmente é nas zonas mais interiores desta sub-região que os vinhos tintos apresentam um
melhor potencial, devido às condições climáticas que condicionam a maturação.
Vinho Verde
-Lima
Vinho Verde
-Paiva
-Integra o concelho de Castelo de Paiva, e, no concelho de Cinfães, as freguesias de
Travanca e Souselo.

-A sub-região do Paiva está, a par com a do Lima, numa posição intermédia


relativamente às amplitudes térmicas e temperaturas altas de Verão que se verificam na
Região.

-Pelo contrário, já não está no grupo das sub-regiões com maiores índices de
precipitação, uma vez que não está tão exposta à influência no mar, está mais no
interior e a uma altitude superior. Será por esta razão que as castas tintas Amaral e,
sobretudo, Vinhão, atingem estados ótimos de maturação e produzem alguns dos
Vinhos Verdes tintos mais prestigiados de toda a Região. Relativamente aos vinhos
brancos, são obtidos a partir das castas Arinto, Loureiro e Trajadura, adaptadas a climas
temperados e, por isso, comuns a quase toda a Região dos Vinhos Verdes, mas aqui
com uma aliada que é o Avesso, casta mais característica das sub-regiões interiores.
Vinho Verde
-Paiva
Vinho Verde
-Sousa
-Integra os concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Lousada, Felgueiras, Penafiel e,
no concelho de Vizela, as freguesias de Vizela (Santo Adrião) e Barrosas (Santa
Eulália).

-Tal como nas sub-regiões do Ave e do Cávado, o clima é ameno, as amplitudes


térmicas são baixas, assim como o número de dias de forte calor durante o Verão.
Relativamente à pluviosidade, também se caracteriza por estar abaixo da média. Esta
pode ser considerada uma sub-região de transição, uma vez que não está diretamente
exposta à influência atlântica, no entanto, esta influência faz-se sentir devido ao relevo
pouco acentuado.

-Trata-se de uma zona interior mas sem Invernos fortes e Verões muito quentes. As
castas principais são as típicas dos locais mais amenos, Arinto, Loureiro e Trajadura, às
quais se juntam o Azal e Avesso que têm uma maturação mais exigente. Relativamente
aos Vinhos Verdes tintos vinificam-se as castas Borraçal e Vinhão, disseminadas por
toda a Região, e ainda o Amaral e o Espadeiro. Este último muito utilizado para a
produção de vinhos rosados.
Vinho Verde
-Sousa
Vinho Verde
- IGP Minho
-Vinhos Tintos- desde cor rubi, com aroma de juventude e fresco, aos
vinhos de cor vermelha granada de aroma intenso a fruto vermelhos maduros,
com sabor encorpado e longo.

-No vinho regional Minho tinto pode distinguir-se o palhete por apresentar
uma cor característica próxima do rubi claro.

-Vinhos Brancos- vão desde o amarelo esverdeado ide aroma delicado a


sabor fresco, ao amarelo mais carregado de aroma frutado ou floral intenso, e
de sabor complexo e persistente.

- Rendimentos máximos por hectare: 80 hl/ha (Tinto, Branco ou Rosado).


Vinho Verde

Castas Brancas
Vinho Verde
- Avesso

- De cor palha aberta intensa com reflexos esverdeados,


aroma misto entre frutado (laranja e pêssego),
amendoado (frutos secos) e floral, sendo o carácter
frutado dominante. Delicado, fino, subtil e complexo,
sabor frutado com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso,
encorpado e persistente.

- Estas potencialidades de aroma e sabor revelam-se


somente alguns meses após a vinificação (EVAG, 2002).

- Muito sensível à oxidação e à perda de acidez


Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Avesso

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Toranja Laranja Floral Pêssego Amêndoas

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
- Azal

- De cor ligeira, citrina aberta, descorada, aroma frutado


(limão e maçã verde) não excessivamente intenso,
complexo, fino, agradável, fresco e citrino, sabor frutado,
ligeiramente acídulo, com frescura, jovem. Em anos
excepcionais, pode revelar-se encorpado e harmonioso
(EVAG, 2002).
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Azal

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Lima Limão Maça Verde Toranja Laranja

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
- Loureiro

- Aroma floral de loureiro, tília, laranjeira e acácia,


bem como frutado de laranja, pêssego e, por vezes,
maçã «Golden» (Loureiro, 2002). sabor frutado, com
ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e
persistente (EVAG, 2001).
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Loureiro

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Floral Flor de laranjeira Tília Acácia Maçã Golden Laranja Pêssego

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
-
Trajadura

- Vinhos de cor intensa (palha dourada), aroma


intenso a frutos de árvore maduros (maçã, pêra e
pêssego), macerados de sabor macio, quente,
redondo e com tendência, em determinadas
condições, a algum desequilíbrio com baixa acidez
(EVAG, 2001).

- Muito boa qualidade, especialmente em lote com


Alvarinho.
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Trajadura

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maça Verde Maça Amarela Pêra Damasco Nectarina Pêssego

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
- Arinto (Pedernã)

- Tem uma cor cítrica aberta. Aromas de alguma fruta


cítrica, por vezes algum mineral, mediamente intensos.
Com o decorrer dos anos, desenvolvem-se aromas de
mel e querosene. Na boca é acídulo e mostra notas de
fruta, com excelente complexidade.
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Arinto

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Maracujá Mel Querosene

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
- Alvarinho

- O vinho elementar caracteriza-se por uma cor


intensa, palha, com reflexos cítricos, aroma intenso,
distinto, delicado e complexo, que vai desde
marmelo, pêssego, banana, limão, maracujá e líchia
(carácter frutado), a flor de laranjeira e violeta
(carácter floral), a avelã e noz (carácter amendoado)
e a mel; e de carácter complexo, maciço, harmónico,
encorpado e persistente (EVAG, 2001).
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Alvarinho

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Flor de Laranjeira Floral Marmelo Pêssego Maracujá Mel Noz Avelã

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde

Castas Tintas
Vinho Verde
- Vinhão (Sousão)

-Vinhos de cor intensa, vermelho-granada, de


sabor e aroma vinoso, onde se evidenciam os
frutos silvestres (amora e framboesa),
encorpado e ligeiramente adstringente.
Folha de Prova
• Vinho Verde
• Casta: Vinhão / Sousão

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Amora Mirtilo azul Cereja Preta Herbáceo Relva cortada

Clima Fresco Clima Quente


Vinho Verde
- Espadeiro

- Os mostos são pobres em açucares, dão origem a


vinhos de cor rubi e rubi claro, de aroma e sabor a
casta, acídulos (EVAG, 2002). Tradicionalmente,
vinifica-se em «bica aberta», em diferentes locais da
região para produção de vinho rosado conhecido por
Espadal.
Vinho Verde
- Borraçal

- Produz mostos naturalmente mais ricos em ácido


málico e na acidez total, comparativamente com o
Azal Tinto, Vinhão e Espadeiro, dando vinhos de cor
vermelha rubi, com aroma da casta, equilibrados e
saborosos (EVAG, 2000).
Vinho Verde
- Outras castas importantes:

- Alvarelhão

- Padeiro
Vinho Verde
IGP “Minho”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (Kg/ha)

Tinto 20.000

Branco 20.000

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Vinho Verde
DOP “Vinho Verde”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (Kg/ha)

10.666 Kg para vinhas cadastradas e


Tinto
7500 kg restantes vinhas

10.666 Kg para vinhas cadastradas e


Branco
7500 kg restantes vinhas

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Branco:
Vinho Tinto:
Vinho Verde
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 10 Valores em Brancos
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 19,5 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Lisboa
Lisboa
- IGP Lisboa
Portaria nº 426/2009

DOP - Alenquer
DOP - Arruda
DOP - Bucelas
DOP - Carcavelos
DOP - Colares
DOP - Encostas de Aire
DOP - Lourinhã
DOP - Óbidos
DOP - Torres Vedras
Lisboa
Lisboa
- IGP Lisboa
Portaria nº 426/2009

Área total de vinha: 20.000 ha

Castas Principais:

Brancas: Arinto
Tintas: Várias
Lisboa
- IGP Lisboa
Portaria nº 426/2009 Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%

Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Lisboa
IGP “Lisboa”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 200

Branco 200

Estágio mínimo obrigatório


Vinho Tinto:

Tintas:

Brancas:
Lisboa
DOP “Arruda”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto 80

Branco 90

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Tinto: 14 meses


Vinho Branco: 3 meses
Tintas: Aragonês, Castelão, Touriga Nacional e Trincadeira no conjunto ou separadamente com um
mínimo de 70% do encepamento. Caladoc, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Camarate,
Syrah, Jaen, Tinta Barroca e Touriga Franca no máximo 15%.
Brancas: Arinto, Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Seara Nova e Vital no conjunto ou separadamente
com um mínimo de 70% do encepamento, Alicante Branco, Chardonnay, Jampal, Malvasia Rei,
Sauvignon e Viosinho.
Lisboa
- IGP Lisboa
Portaria nº 426/2009
Lisboa
- IGP Lisboa
Portaria nº 426/2009
Lisboa

- O clima é temperado em virtude da influência atlântica, os verões são frescos.

- Há cerca de 15 anos atrás, a região de Lisboa era essencialmente conhecida


por produzir vinho em elevada quantidade e de pouca qualidade.

- Processo de reestruturação nas vinhas e adegas.

- Boa relação qualidade/preço.

- A região concentrou-se na plantação das mais nobres castas portuguesas e


estrangeiras.

- 1993 foi criada a categoria “Vinho Regional da Estremadura”, hoje “Vinho


Regional Lisboa”.
Lisboa

- O relevo não é muito elevado, excepto a Sul, onde aparecem alguns estratos de
basalto e de granito e a região assenta, na sua quase totalidade, em formações
secundárias de argilo-calcários e argilo-arenosos; por sua vez, o clima é
temperado, sem grandes amplitudes térmicas, com uma queda pluviométrica
anual que se situa entre os 600-700 mm.
Lisboa

- A zona central da região de Lisboa (Óbidos, Arruda, Torres Vedras e


Alenquer) recebeu a maioria dos investimentos da região.

- Modernização das vinhas.

- Plantação de novas castas.

- Melhores vinhos DOP provêm de castas tintas como a Castelão,


Aragonez, Touriga Nacional, Tinta Miúda e a Trincadeira, que por
vezes são lotadas com o Alicante Bouschet, Touriga Franca,
Cabernet Sauvignon e a Syrah entre outras.
Lisboa

- Os vinhos brancos são normalmente elaborados com as castas Arinto,


Fernão Pires, Seara-Nova e Vital, apesar da Chardonnay também ser
cultivada em algumas zonas.

- A região de Alenquer as vinhas são protegidas dos ventos atlânticos,


favorecendo a maturação das uvas e a produção de vinhos mais
concentrados.
Lisboa
Lisboa
• A maior denominação de origem da região,
Encostas d´Aire, foi a última a sofrer as
consequências da modernização.

• Apostou-se na plantação de novas castas como a


Baga e o Castelão, e em castas brancas como
Arinto, Malvasia, Fernão Pires, que partilham as
terras com outras castas portuguesas e
internacionais como a Chardonnay, Cabernet
Sauvignon, Aragonês, Touriga Nacional ou
Trincadeira.

• O perfil dos vinhos começou a mudar, ganharam


mais cor, corpo e intensidade.
Lisboa
DOP Bucelas
D.L. Nº 43/2000

• Vinho de Bucelas referenciado por


Shakespeare.

• Muito apreciado pelo Marechal Wellington e


habitualmente consumido na Corte Britânica.

• Casta dominante: Arinto

• Cerca de 170 ha

• Rendimento máximo: 70 hl/ha

• Acidez fixa mínima de 4,0 g/l (ácido tartárico).


Lisboa
DOP Bucelas
D.L. Nº 43/2000

• Solos predominante derivados de margas calcários duros (caeiras).

• A elaboração do vinho branco deve recorrer à casta Arinto num mínimo


de 75%, podendo ser completada apenas por recurso às castas Esgana-
Cão e Rabo de Ovelha.

• Invernos moderadamente frios e Verões temperados.


Lisboa
- Arinto (Pedernã)

- Tem uma cor cítrica aberta. Aromas de alguma fruta


cítrica, por vezes algum mineral, mediamente intensos.
Com o decorrer dos anos, desenvolvem-se aromas de
mel e querosene. Na boca é acídulo e mostra notas de
fruta, com excelente complexidade.
Folha de Prova
• Lisboa (DOP Bucelas)

• Casta: Arinto

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Maracujá Mel Querosene

Clima Fresco Clima Quente


Lisboa
DOP Colares
D.L. Nº 264/94

• Colares é uma denominação de origem que se situa


na zona sul da região de Lisboa.

• Cerca de 12 ha de vinhas.

• Rendimento máximo: 55hl/ha (tintos) e 70hl/ha


(brancos)

• Muito próxima do mar.

• As vinhas são instaladas em solos calcários ou


assentes em areias - não enxertadas.

• A produção é de cerca de 10.000 garrafas.


Lisboa
DOP Colares
D.L. Nº 264/94

• Castas utilizadas:

Tinta: Ramisco
Branca: Malvasia

• O vinho tinto da casta Ramisco apresenta


uma cor rubi, é adstringente, mas amacia
com o envelhecimento, ganhando
complexidade aromática e gustativa.

• Os vinhos brancos da casta Malvasia têm


cor citrina e aromas bastante frutados, boca
com mineralidade salina.
Lisboa
- Ramisco

- Grau alcóolico: médio (11-12% vol.)

- Acidez natural: muito elevada (superior a 6 g/l)

- Capacidade de Envelhecimento do vinho: muito alta


Lisboa
- Ramisco

- Potencial para vinho elementar: necessita de muitos anos de


estágio, mas depois apresenta um valor enológico muito
elevado.

- Caracterização habitual do vinho: muitos adstringentes na


juventude, transformam-se em vinhos elegantes de cor rubi com
reflexos acastanhados, aromáticos, de onde sobressaem notas
de carne fresca, cogumelos, por vezes terra molhada, resina e
madeira de cedro.
Folha de Prova
• Lisboa (DOP Colares)

• Casta: Ramisco

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Carne Fresca Cogumelos Terra molhada Resina Cedro Alcatrão

Clima Fresco Clima Quente


Lisboa
Vinho Leve

- A produção de vinho Leve é desde há quase 20 anos um exclusivo da


região de Lisboa e da região do Tejo. Esta exclusividade é regulada por
portaria desde 1993.

- Produzido em terrenos muito pobres e ácidos e em clima de grande


proximidade do mar, como é o caso destas duas regiões.

- Caracterizado por ter baixo grau alcóolico entre 9 e 10% vol. e por ter uma
acidez elevada.

- Na região de Lisboa corresponde a cerca de 5 milhões de garrafas.

- Actividade importantíssima para algumas das Adegas Cooperativas.


Lisboa
DOP “Carcavelos”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Licoroso Tinto 55

Licoroso Branco 55

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Licoroso Tinto: 24 meses em vasilhame de madeira + 6 meses em garrafa.


Vinho Branco: 24 meses em vasilhame de madeira + 6 meses em garrafa.

Tintas: Castelão e Preto Martinho no mínimo 75%


Brancas: Galego-Dourado, Ratinho e Arinto no mínimo 75%
Lisboa
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 6 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 18 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.
Alentejo
Alentejo
IGP Alentejo

Sub-Regiões
• Portalegre
• Borba
• Redondo
• Évora
• Reguengos
• Granja-Amareleja
• Moura
• Vidigueira
Alentejo
Alentejo
IGP “Alentejo”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (Kg/ha)

Tinto / Rosado 15 000

Branco 15 000

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Reserva Tinto: 12 meses.


Vinho Reserva Branco e Rosado: 6 meses.
Vinho Grande Reserva Tinto: 24 meses.
Vinho Grande Reserva Branco: 12 meses.
Vinho Garrafeira Tinto: 30 meses (dos quais pelo menos 12 meses em garrafa.
Vinho Garrafeira Branco: 12 meses (dos quais pelo menos 6 meses em garrafa.
Alentejo
DOP “Alentejo”

Tipo de Vinho Rendimento Máximo (hl/ha)

Tinto / Rosado 65

Branco 75

Estágio mínimo obrigatório

Vinho Reserva Tinto: 12 meses.


Vinho Reserva Branco e Rosado: 6 meses.
Vinho Grande Reserva Tinto: 24 meses.
Vinho Grande Reserva Branco: 12 meses.
Vinho Garrafeira Tinto: 30 meses (dos quais pelo menos 12 meses em garrafa.
Vinho Garrafeira Branco: 12 meses (dos quais pelo menos 6 meses em garrafa.
Alentejo
• IGP Alentejo
Área de Vinha, Produções e Rendimentos do Ano 2019 em Portugal
Área (ha) Percentagem (ha) Produção (hl) Percentagem (hl)

Minho 23 999 12,4% 816 396 12,5%

Trás-Os-Montes 12 252 6,4% 118 014 1,8%

Douro 43 863 22,7% 1 692 188 25,9%

Terras de Cister 2 346 1,2% 59 417 0,9%

Bairrada 13 693 7,1% 159 063 2,4%


Beira Interior 14 398 7,5% 255 658 3,9%

Dão 13 723 7,1% 257 481 3,9%


Tejo 12 517 6,5% 615 736 9,4%

Lisboa 19 287 10,0% 987 009 15,1%


Península de Setúbal 7 866 4,1% 503 579 7,7%

Alentejo 24 709 12,8% 996 290 15,3%


Algarve 1 404 0,7% 13 926 0,2%

Açores 1 708 0,9% 13 246 0,2%

Madeira 1 047 0,5% 38 559 0,6%

Total 192 812 100,0% 6 526 562 100,0%


Alentejo
• Presume-se que os tartessos, terão sido os primeiros e principais propulsores da
domesticação da vinha e posterior introdução do vinho na região.

• Os fenícios, civilização sustentada e financiada pelo comércio marítimo, navegando


pelos estuários dos rios Guadiana, Sado e Tejo, apoderaram-se, lentamente, dos
interesses comerciais dos tartessos, condenando a civilização tartessa a um longo
declínio.

• Os gregos, cuja presença é denunciada pelas centenas de ânforas catalogadas nos


achados arqueológicos do sul de Portugal, sucederam aos fenícios no comércio e
exploração dos vinhos do Alentejo. A persistência de uma cultura da vinha e do vinho,
desde os tempos da antiguidade clássica, permite presumir, com elevado grau de
convicção, que as primeiras variedades introduzidas no território nacional terão arribado
a Portugal pelo Alentejo, a partir das variedades mediterrânicas.

• No entanto, foi com os romanos, profundamente letrados nas principais técnicas


agrárias, que se generalizou a cultura do vinho e da vinha no Alentejo.
Alentejo
• Coma emergência do cristianismo e face à obrigatoriedade da presença do vinho na
celebração eucarística da nova religião, abriram-se novos mercados e novas apetências
para o vinho. A fé católica, ainda que indirectamente, afirmou-se como um factor de
desenvolvimento e afirmação da vinha no Alentejo, estimulando o cultivo da videira na
região.

• Com o prelúdio do século VIII, sobreveio a invasão muçulmana e a subsequente


islamização da península ibérica, um movimento inexorável que se manteve vivo
durante séculos. Apesar de durante as primeiras primaveras a ocupação muçulmana se
ter mostrado tolerante para com os costumes dos povos conquistados, consentindo na
manutenção da cultura da vinha e do vinho, sujeitando-a a duros impostos mas
autorizando a sua subsistência, logo nasceu uma intolerância crescente para com os
cristãos e os seus hábitos, manifesta no cumprimento rigoroso e vigoroso das leis do
Corão. Inevitavelmente, a cultura do vinho foi sendo progressivamente negada e a vinha
gradualmente abandonada, reprimida pelas autoridades zelosas das regiões ocupadas.
Com a invasão muçulmana a vinha sofreu o primeiro revés sério no Alentejo.
Alentejo

• Foi só após a fundação do reino lusitano, que a cultura do vinho regressou ao


Alentejo. Poucos séculos mais tarde, já em pleno século XVI, a vinha florescia como
nunca no Alentejo, dando corpo aos ilustres e aclamados vinhos de Évora, aos vinhos
de Pêra-Manca, bem como aos brancos de Beja e aos palhetes do Alvito, Viana e
Vila de Frades.

• Em meados do século XVII, eram os vinhos do Alentejo, a par da Beira e da


Estremadura, que gozavam de maior fama e prestígio em Portugal.
Desventuradamente, foi sol de pouca dura! A crise provocada pela guerra da
independência, logo secundada por nova crise despertada pela criação da Real
Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Douro, instituída pelo Marquês de
Pombal como justificação para a defesa dos vinhos do Douro em detrimento das
restantes regiões, com arranques coercivos de vinhas em muitas regiões, deu matéria
para a segunda grande crise do vinho alentejano.
Alentejo

• A crise foi prolongada. Foi preciso esperar até meados do século XIX para
assistir à recuperação da vinha no Alentejo, com a campanha de desbravamento
da charneca e a fixação à terra de novas gerações de agricultores. Nasceu
então mais uma época dourada para os vinhos do Alentejo, período que
infelizmente viria a revelar ser de curta duração. O entusiasmo despertou
quando se soube que um vinho branco da Vidigueira, da Quinta das Relíquias,
apresentado pelo Conde da Ribeira Brava, ganhou a grande medalha de honra
na Exposição de Berlim de 1888, a maior distinção do certame, tendo sido
igualmente apreciados e valorizados vinhos de Évora, Borba, Redondo e
Reguengos.
Alentejo

• Pouco anos mais tarde, decorria o ano de 1895, edificou-se a primeira Adega Social
de Portugal, em Viana do Alentejo, pelas mãos avisadas de António Isidoro de
Sousa, pioneiro do movimento associativo em Portugal. Desafortunadamente, este
período de glória viria a terminar abruptamente. Duas décadas passadas, já na
primeira metade do século XX, sobreveio um conjunto de acontecimentos políticos,
sociais e económicos que contribuíram decidida e decisivamente para a degradação
da viticultura alentejana. Ao embate da filoxera, somou-se a primeira das duas grandes
guerras mundiais, as crises económicas sucessivas, e, sobretudo, a campanha
cerealífera do estado novo que suspendeu e reprimiu a vinha no Alentejo,
apadrinhando a cultura de trigo na região que viria a apelidar como "celeiro de
Portugal".
Alentejo
Solos
• Solos Litólicos Não Húmicos de granitos ou rochas afins (Pg)
Solos pouco evoluídos, formados a partir de rochas não calcárias, cor parda a pardo-
pálido ou pardo-amarelada, textura arenosa, sem agregados. Normalmente ácidos.
Surgem essencialmente em Portalegre, Évora, Redondo e Reguengos.

• Solos Mediterrâneos Pardos de quartzodioritos (Pmg)


Solos evoluídos formados a partir de rochas não calcárias, pardos ou castanhos, textura
franco-arenosa a arenosa e estrutura granulosa fina fraca ou sem agregados. O pH vai de
pouco ácido a neutro. Predominam nas sub-regiões de Redondo, Reguengos, Évora e
Vidigueira.

• Solos Mediterrâneos Pardos de Xistos ou Grauvaques (Px)


Solos evoluídos formados a partir de rochas não calcárias, pardos ou castanhos podendo
também surgir pardo-amarelados, textura franca e estrutura granulosa fina moderada a
fraca. Geralmente pouco ácidos. São mais representativos em Redondo, Reguengos,
Évora e Vidigueira.
Alentejo
Solos
• Solos Mediterrâneos Vermelhos ou Amarelados de "rañas" ou depósitos afins (Sr)
Solos formados a partir de rochas não calcárias, cor castanho-avermelhado ou pardo-avermelhado, textura
franco-arenoso a franco-argilo-arenoso, normalmente com alguns ou bastantes elementos grosseiros
subangulosos (quartzo e quartzitos) estrutura granulosa fina moderada ou fraca. Encontram-se
principalmente em Reguengos e Granja/Amareleja.

• Solos Calcários Vermelhos de calcários (Vc)


Solos pouco evoluídos formados a partir de rochas calcárias, cor pardo-avermelhada ou vermelha; textura
franca, franco-argilo-arenosa ou franco-argilosa calcária, por vezes com fragmentos de calcário compacto e
estrutura granulosa fina ou média moderada. Pouco alcalinos a alcalinos. Localizam-se sobretudo em
Moura, Borba e Vidigueira.

• Solos Mediterrâneos Vermelho ou Amarelos de xistos (Vx)


Solos formados a partir de rochas não calcárias, pardo-avermelhados ou vermelhos; textura franca ou
franco-argilosa e estrutura granulosa fina fraca a moderada. Pouco ácidos. O material originário consiste em
xistos argilosos ou xistos cristalofílicos não básicos. Com grande representatividade no Alentejo,
encontrando-se praticamente em todas sub-regiões, nomeadamente Portalegre, Borba, Redondo,
Reguengos, Vidigueira, Granja/Amareleja e Évora.
Alentejo

• O clima da região recebe tanto influências do tipo continental como influências


mediterrânicas. A precipitação é muito escassa e os verões são muito quentes.

• A composição do solo e o clima variam de norte a sul da região.

• No norte, Portalegre tem um clima moderadamente quente e húmido, com uma


precipitação média de 800 mm, os solos são graníticos e originam vinhos com fruta
fresca elegante.

• No centro, Reguengos, situada em solos xistosos, tem uma clima extremamente


continental, com invernos frios e verões muito quentes, o que resulta em vinhos ricos e
poderosos.

• No Sul, Vidigueira, está protegida por uma escarpa com orientação este-oeste e
situada em solos da cal e argila. Tem um clima mediterrânico moderadamente quente e
precipitação de 400mm, esta sub-região produz vinhos ricos mas elegantes.
Alentejo

Produção:

• Número de agentes económicos: 360 (263 produtores + 97 comerciantes)

• Área total de vinha (DOP, IGP e Mesa): 24.800 hectares

• Área total de vinha aprovada para DOP Alentejo: 18.698 hectares

• Área de vinha de Regional Alentejano (IGP): 5.934 hectares

• Produção média por hectare no Alentejo:7.625 kg/ha


Alentejo
Castas utilizadas nos lotes de Vinhos do Alentejo:

• DOP Alentejo

– Rendimento máximo autorizado por hectare: 8.500kgs para vinho tinto e 10.000kgs
para vinho branco

– Castas obrigatórias na elaboração de produtos vitivinícolas DOP Alentejo, que devem


representar isoladamente ou em conjunto, um mínimo de 75% do lote final:
Alentejo
Castas que podem ser utilizadas na elaboração de produtos vitivinícolas DOP Alentejo,
que devem representar isoladamente ou em conjunto, até um máximo de 25% do lote
final.

Vinho Regional Alentejano


– Rendimento máximo autorizado por hectare: 15.000kgs para vinho tinto e branco
– Todas as castas autorizadas para elaboração de DOP Alentejo podem ser utilizadas em
qualquer percentagem na produção de Vinho Regional Alentejano
Alentejo
Vinhos Brancos:

• As castas Arinto, Antão Vaz e Roupeiro originam, vinhos


brancos intensos e melosos que têm um bom nível de acidez
dado pela aromática Arinto.

• Alguns vinhos mais ambiciosos são fermentados ou


envelhecidos em madeira para ganharem profundidade e
complexidade extra.
Alentejo
• Antão Vaz
Alentejo
Castas Brancas:

Antão Vaz
• A casta Antão Vaz é umas das castas mais importantes da zona do Alentejo. Oriunda
da Vidigueira, no sul alentejano, é bastante resistente à seca e às doenças.

• Apresenta cachos de tamanho médio com bagos pequenos e uniformes que são de
cor verde amarelada e que no fim da maturação passam a ser de cor amarela.

• Os vinhos produzidos por esta casta são bastante aromáticos (predominam os


aromas a frutos tropicais) e têm, geralmente, cor citrina.

• Na boca, os vinhos são macios, ligeiramente acídulos e estruturados, mantendo a


fineza e o frutado referidos no aroma. O final é persistente e harmonioso
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Antão Vaz

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Pêra Pêssego Melão Ananás Maracujá Alperce

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
Roupeiro (Síria; Côdega)

Síria (Crato Branco)


* Algarve
Alentejo
Roupeiro (Síria; Côdega)

• Lote: Arinto, Antão Vaz, Sercial, Rabigato, Cerceal Branca.

• Potencial para vinho elementar: vinho jovem, muito agradável.

• Caracterização habitual do vinho: os vinhos obtidos apresentam notas


de frutos tropicais pouco maduros e de citrinos. Acidez refrescante.
Bâtonnage pode originar vinhos com mais textura.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Roupeiro ou Síria

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Limão Laranja Pêssego Melão Louro Flores Silvestres

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
- Arinto (Pedernã)

- Tem uma cor cítrica aberta. Aromas de alguma fruta


cítrica, por vezes algum mineral, mediamente intensos.
Com o decorrer dos anos, desenvolvem-se aromas de
mel e querosene. Na boca é acídulo e mostra notas de
fruta, com excelente complexidade.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Arinto

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Limão Mineralidade Pêssego Maracujá Mel Querosene

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
• Perrum

-Reconhece-se a casta pelo seu


extremo vigor e cor verde-claro, fresco,
o vinho tem um aroma mineral,
apreciado na região.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Perrum

Fruta
Corpo

Seco

Acidez

Álcool

Maçã Verde Pêra Marmelo Mineralidade Mel

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo

Vinhos Tintos:

• O vinho tinto típico inclui as castas Aragonês, Trincadeira e


Castelão, mas o uso da Touriga Nacional, Alicante Bouschet
e Syrah tem aumentado nos últimos anos.

• Na sua juventude, os vinhos do Alentejo são vinhos de cor


profunda, intensos, dominados pela fruta madura, com muito
corpo, mas taninos suaves.
Alentejo
Castas Tintas:
Alicante Bouschet
• Casta tinta criada por Henry Bouschet, entre 1865 e 1885 em França, resultante do
cruzamento entre as castas Petit Bouschet e a Grenache.

• É uma casta “tintureira” (com polpa vermelha), apresentando bagos redondos de cor negra e
cachos grandes.

• Plantada no sul da França, principalmente na região do Languedoc, localmente nunca foi uma
casta de renome.

• Em Portugal ganhou notoriedade pela produção de vinhos de muito boa qualidade,


nomeadamente no Alentejo, onde o “terroir” local (Invernos frios e Verões quentes e secos,
solos profundos e não muito pobres, com disponibilidade de água ao longo de todo o ciclo)
lhe transmite as condições necessárias para o seu desenvolvimento pleno.

• Esta casta produz vinhos de cor densa, aromas ligeiramente vegetais carregado de frutos
negros, grande concentração de taninos, bom equilíbrio de acidez e enorme capacidade de
envelhecimento.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Alicante Bouschet

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Groselha Preta Amora Vegetal Amentolados Compota de Fruta Negra

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
• Trincadeira
Alentejo
Trincadeira ou Tinta Amarela

• Uma das castas portuguesas mais espalhadas pelo território.

• As suas qualidades revelam-se, contudo, em zonas quentes, secas e de grande


luminosidade, adaptando-se muito bem ao interior alentejano.

• É uma casta difícil, de produtividade irregular e algo suscetível a bolores nefastos,


mas, nos melhores anos, dá origem a grandes vinhos.

• Tem uma excelente acidez, taninos suaves e abundantes e aromas intensos de


ameixa e amora, e especiarias quando jovens; quando amadurecem desenvolvem
aromas de compotas.

• No seu todo, resultam vinhos elegantes e equilibrados.

• Do lote da Trincadeira com outras castas, como a Aragonês alentejana ou a Touriga


Nacional no Douro, resultam vinhos de grande qualidade.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Trincadeira ou Tinta Amarela

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Herbáceo Pimenta Cravinho Canela Compota de Fruta Negra Ervas Secas

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
• Alfrocheiro
Alentejo
• Alfrocheiro
• A casta Alfrocheiro encontra o seu território natural na região do Dão, apesar
de ser ter expandindo com sucesso para Sul, estendendo-se às regiões do
Alentejo, Tejo e Palmela.

• É uma casta vigorosa, necessitando de atenção redobrada para controlar o


vigor, revelando uma propensão natural para sofrer com o oídio e a podridão
cinzenta.

• Produz vinhos ricos em cor, com um notável equilíbrio entre álcool, taninos e
acidez. É essa notável capacidade para reter a acidez elevada, aliada à
presença generosa de açúcares, que a torna tão oportuna nas terras do Sul.

• Aromaticamente sobressaem os aromas a bagas silvestres, com destaque


particular para a amora e o morango maduro. Por regra, dá forma a vinhos de
taninos firmes mas delicados e estruturantes.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Alfrocheiro

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Morango Frutos Silvestres Mirtilo vermelho Ameixa Amora

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
• Aragonês ou Tinta Roriz
Alentejo
• Aragonês ou Tinta Roriz

• É a casta ibérica por excelência, uma das raras variedades a ser valorizada dos dois lados da
fronteira, convivendo em Portugal sob dois apelidos, Aragonês e Tinta Roriz (o segundo
restrito às regiões do Dão e Douro).

• É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e
solos, tendo-se estendido rapidamente para as regiões do Dão, Tejo e Lisboa.

• Se o vigor for controlado, oferece vinhos que concertam elegância e robustez por vezes
taninosos, aromas frutos silvestres, ameixas e especiarias, num registo profundo e vivo.

• Prefere climas quentes e secos, temperados por solos arenosos ou argilo-calcários. É


tendencialmente uma casta de lote, beneficiando recorrentemente da companhia das castas
Touriga Nacional e Touriga Franca no Douro, bem como da Trincadeira e Alicante Bouschet
no Alentejo.
Folha de Prova
• Alentejo
• Casta: Aragonez ou Tinta Roriz

Fruta
Corpo

Tanino

Acidez

Álcool

Fruta vermelha Cravinho Canela Compota de Fruta Ervas Secas Couro

Clima Fresco Clima Quente


Alentejo
- Notas e Curiosidades
-Presença dos vinhos IGP ou DOP
nas prateleiras dos supermercados 10 Valores
nacionais e nas cartas de vinhos da (0 Inexistente a 10 Muito Presente)
restauração:

Conhecimento da IGP e do seu 20 Valores


perfil sensorial por especialistas: (0 Nulo a 20 Total)

* Estes resultados integram a tese de doutoramento em Engenharia Alimentar de Aníbal José Simões Coutinho.